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Relatório de estágio em Assistência Farmacêutica realizado na UPA de Capanema/PA (14 dias, 80 h), descrevendo acompanhamento da dispensação, análise de prescrições, orientação a pacientes, gestão de estoque, revisão de protocolos e estudos de caso. Orientadora: Flávia Soares Lassie; preceptor: Antônio Marcos.

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Cidade 
2024 
 
 
 
 
UNIVERSIDADE NORTE DO PARANÁ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RAIMUNDA IRINEUZA DAS MERCES SILVA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CURSO DE FARMÁCIA 
 
RELATÓRIO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM 
ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA 
 
Cidade 
2024 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM 
ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA 
Relatório do Estágio Supervisionado em Assistência 
Farmacêutica apresentado como requisito obrigatório 
para a obtenção da pontuação necessária na disciplina 
de Estágio Supervisionado em Assistência 
Farmacêutica. 
 
Orientador: Prof. Ms. Flávia Soares Lassie 
 
RAIMUNDA IRINEUZA DAS MERCES SILVA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
1 APRESENTAÇÃO ........................................................................... 3 
2 INTRODUÇÃO ................................................................................. 4 
3 ATIVIDADES DO ESTAGIÁRIO ...................................................... 5 
4 Teoria em prática- estudos de casos ............................................ 7 
5 TERMO DE VALIDAÇÃO DO RELATÓRIO .................................. 12 
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS ................... Erro! Indicador não definido. 
REFERÊNCIAS .................................................................................... 14 
 3 
1 APRESENTAÇÃO 
A Assistência Farmacêutica é um conjunto de ações voltadas à promoção, 
proteção e recuperação da saúde, garantindo o acesso e o uso racional de 
medicamentos. Sua importância está fundamentada na Portaria nº 3.916/1998, que 
institui a Política Nacional de Medicamentos, estabelecendo diretrizes para a 
organização da assistência farmacêutica no país. 
O estágio supervisionado em Assistência Farmacêutica foi realizado na 
Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município de Capanema/PA, com o 
objetivo de proporcionar uma vivência prática do farmacêutico no contexto de 
atenção à saúde, especialmente no atendimento de urgências e emergências. A 
atuação farmacêutica em unidades de pronto atendimento é fundamental, visto que 
o farmacêutico contribui diretamente para a qualidade do tratamento 
medicamentoso, controle de interações e reações adversas, além de atuar na 
orientação dos pacientes e na gestão de medicamentos. 
O estágio foi realizado sob a supervisão de um farmacêutico responsável, 
com atividades diárias que incluíram o acompanhamento da dispensação de 
medicamentos, a análise das prescrições médicas, a orientação farmacêutica aos 
pacientes e familiares, e a participação em reuniões de equipe multiprofissional. A 
prática também envolveu a revisão de protocolos de atendimento e a análise do 
estoque de medicamentos. 
Essa experiência contribuiu significativamente para a minha formação, 
aprimorando habilidades técnicas e fortalecendo o compromisso com uma 
assistência farmacêutica eficiente e humanizada. 
 
 
 
 4 
2 INTRODUÇÃO 
O estágio supervisionado em Assistência Farmacêutica é uma etapa 
fundamental na formação do profissional farmacêutico, proporcionando vivência 
prática dos conhecimentos adquiridos ao longo do curso. A Assistência 
Farmacêutica, conforme definida pela Política Nacional de Assistência Farmacêutica 
(Portaria GM/MS nº 3.916/1998), compreende um conjunto de ações voltadas à 
promoção, proteção e recuperação da saúde, garantindo o acesso e o uso racional 
de medicamentos. Além disso, a Lei nº 13.021/2014 reforça o papel do farmacêutico 
como profissional essencial para o cuidado à saúde, ampliando suas 
responsabilidades na dispensação e no acompanhamento farmacoterapêutico. 
O estágio foi realizado em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), um 
serviço essencial da rede de urgência e emergência, que segue as diretrizes da 
Política Nacional de Atenção às Urgências (Portaria GM/MS nº 1.600/2011). Durante 
14 dias, com uma carga horária total de 80 horas, o estágio permitiu acompanhar de 
perto a rotina do farmacêutico na UPA, observando a gestão de medicamentos, o 
controle de estoque, a dispensação e o atendimento aos pacientes e à equipe 
multiprofissional. 
O preceptor responsável pelo estágio foi o farmacêutico Antônio Marcos, que 
orientou as atividades desenvolvidas, contribuindo para a aplicação prática dos 
conhecimentos teóricos e para o desenvolvimento das competências exigidas para a 
atuação na Assistência Farmacêutica em serviços de urgência e emergência. 
 5 
3 ATIVIDADES DO ESTAGIÁRIO 
Durante o estágio supervisionado em Assistência Farmacêutica na Unidade 
de Pronto Atendimento (UPA), foram desenvolvidas diversas atividades relacionadas 
à gestão e dispensação de medicamentos, garantindo a segurança e a efetividade 
dos tratamentos prescritos aos pacientes. 
Inicialmente, foi realizada uma familiarização com a Relação Nacional de 
Medicamentos Essenciais (RENAME), que orienta a seleção de medicamentos 
disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Com base nessa lista, foram 
analisados os medicamentos disponíveis na farmácia da UPA, identificando 
possíveis faltas e sugerindo alternativas terapêuticas dentro do padrão estabelecido 
pelo SUS. 
Foi observada a rotina de dispensação de medicamentos conforme a 
prescrição médica, garantindo a correta interpretação das prescrições e orientando 
os profissionais sobre a adequação das doses e vias de administração. Foram 
analisadas prescrições médicas quanto à compatibilidade entre os medicamentos, 
possíveis interações medicamentosas e conformidade com os protocolos clínicos 
estabelecidos. 
A dispensação de medicamentos foi realizada de maneira criteriosa, 
assegurando que os pacientes e a equipe de enfermagem recebessem os 
medicamentos corretos com as devidas orientações sobre uso, armazenamento e 
possíveis efeitos adversos. Além disso, reforçou-se a importância do uso racional de 
medicamentos, minimizando riscos e desperdícios. 
Uma das atividades de rotina envolveu a verificação da validade dos 
medicamentos armazenados na farmácia da UPA, assegurando que apenas 
produtos dentro do prazo fossem utilizados. Medicamentos próximos ao vencimento 
foram organizados para uso prioritário, evitando perdas e garantindo o 
abastecimento contínuo dos insumos essenciais ao atendimento de urgência e 
emergência. 
Também foi realizada a identificação de medicamentos de alto risco, 
conforme normativas de segurança, com a devida sinalização e separação no 
estoque para reduzir erros na administração. Foram reforçadas as diretrizes para o 
armazenamento e dispensação segura desses medicamentos, a fim de evitar 
eventos adversos relacionados a erros de medicação. 
 6 
O estágio proporcionou uma experiência na prática essencial, destacando o 
papel do farmacêutico na UPA, não apenas na logística e gestão de medicamentos, 
mas também na promoção da segurança do paciente e na qualidade do atendimento 
emergencial. Essa experiência reforçou a importância de uma assistência 
farmacêutica ativa, colaborativa e comprometida com os princípios do SUS. 
 
 7 
4 TEORIA EM PRÁTICA- ESTUDOS DE CASOS 
Estudo de Caso 1 - Ciclo de Assistência Farmacêutica 
 
a) Como farmacêutico é importante garantir os recursos necessários para 
viabilizar os insumos e medicamentos disponíveis nos programas de saúde, seria 
essencial compreender a estrutura de financiamento da Assistência Farmacêutica no 
SUS. Primeiramente, é fundamental conhecer as fontes de financiamento, que 
envolvem recursos federais, estaduais e municipais, além de possíveis 
complementações orçamentárias. No nível federal, o Ministério da Saúde repassa 
recursos para programas específicos, como o Componente Básico da Assistência 
Farmacêutica (CBAF), que financia medicamentos essenciais da Relação Nacional 
de Medicamentos Essenciais (RENAME). 
Além disso, seria necessário entender os critérios de repasse e aplicação 
desses recursos,garantindo que sejam utilizados de forma eficiente e dentro da 
legislação vigente. A correta alocação orçamentária passa pelo monitoramento do 
uso dos recursos, transparência na prestação de contas e pela busca de alternativas 
para otimizar os investimentos, como a adesão a compras centralizadas e 
consórcios intermunicipais. 
Por fim, o acompanhamento das políticas públicas e a participação ativa em 
fóruns e conselhos de saúde também seriam estratégias importantes para defender 
a priorização da Assistência Farmacêutica dentro da gestão municipal, garantindo 
que os recursos sejam direcionados de maneira eficiente e sustentável para a 
promoção da saúde e bem-estar da população. 
 
b) O bloco de financiamento da Assistência Farmacêutica no SUS é 
composto por diferentes componentes que garantem recursos para a aquisição e 
distribuição de medicamentos essenciais à população. Ele é dividido em três 
principais categorias: Componente Básico da Assistência Farmacêutica (CBAF), 
Componente Estratégico da Assistência Farmacêutica (CESAF) e Componente 
Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF). 
O Componente Básico é financiado de forma tripartite, com recursos da 
União, estados e municípios, e cobre medicamentos essenciais listados na Relação 
Nacional de Medicamentos Essenciais (RENAME), destinados à atenção primária, 
 8 
incluindo tratamentos para hipertensão, diabetes e outras doenças comuns. Já o 
Componente Estratégico é financiado principalmente pelo governo federal e envolve 
medicamentos para doenças de relevância epidemiológica, como tuberculose, 
hanseníase e HIV/AIDS, garantindo o tratamento contínuo dessas enfermidades. O 
Componente Especializado, por sua vez, atende a condições de maior 
complexidade, fornecendo medicamentos de alto custo para doenças como artrite 
reumatoide e esclerose múltipla, sendo financiado pelo governo federal e estados, 
com regras específicas para acesso. 
 
c) Ao analisar a Relação Municipal de Medicamentos (Remune) em relação 
aos diabéticos, é fundamental avaliar se ela contempla todos os insumos e 
medicamentos essenciais para o controle da doença, garantindo o acesso universal 
a esse grupo vulnerável. O diabetes exige tratamento contínuo, que pode incluir 
antidiabéticos orais, insulina, insumos para monitoramento glicêmico e 
medicamentos para complicações associadas, como hipertensão e dislipidemia. 
Caso a Remune esteja alinhada à Relação Nacional de Medicamentos 
Essenciais (RENAME), ela deve fornecer medicamentos como metformina, 
glibenclamida e insulinas NPH e regular, essenciais para o controle glicêmico. No 
entanto, é importante verificar se há lacunas, como a falta de análogos de insulina 
ou de insumos como fitas reagentes, agulhas e seringas, que são fundamentais para 
um controle adequado da glicemia e prevenção de complicações. 
 
d) Os diabéticos frequentemente apresentam outras condições associadas, 
como hipertensão, dislipidemia e complicações cardiovasculares, o que aumenta a 
necessidade de múltiplos medicamentos e o risco de polifarmácia. Entre as 
possibilidades mais comuns, estão os antidiabéticos, como metformina, 
glibenclamida, gliclazida e insulinas, essenciais para o controle glicêmico. Além 
disso, o uso de anti-hipertensivos, como losartana, enalapril, captopril, 
hidroclorotiazida e anlodipino, é comum devido à alta prevalência de hipertensão 
entre os diabéticos. 
Muitos pacientes também necessitam de hipolipemiantes, como sinvastatina 
e atorvastatina, para o controle do colesterol e prevenção de eventos 
cardiovasculares, além de antiagregantes plaquetários, como ácido acetilsalicílico 
(AAS), para evitar complicações vasculares. O uso de protetores gástricos, como 
 9 
omeprazol ou ranitidina, também pode ser frequente devido ao uso prolongado de 
antiagregantes plaquetários ou anti-inflamatórios. 
Além desses, muitos diabéticos fazem uso de analgésicos e anti-
inflamatórios para tratar dores crônicas associadas a neuropatia diabética, bem 
como antidepressivos e ansiolíticos para lidar com o impacto emocional da doença. 
Essa combinação de medicamentos exige acompanhamento rigoroso para evitar 
interações medicamentosas, reações adversas e garantir a adesão ao tratamento de 
forma segura e eficaz. 
 
Estudo de Caso 2 – Dispensação, Uso Racional de Medicamentos e 
Polifarmácia 
O processo de dispensação de medicamentos, parte importantíssima do 
ciclo da assistência farmacêutica, permite dentre seus vários pontos um melhor 
controle do uso de medicamentos, um maior acesso da população a medicamentos 
adequados, com base nos critérios clínicos e epidemiológicos, e o devido 
acompanhamento profissional de acordo com as necessidades clínicas do paciente. 
Sabemos que é parte do processo, trabalharmos com o uso racional de 
medicamentos, com vistas a garantir à população a ciência dos riscos causados 
pelos medicamentos, evitando assim problemas e agravos comuns quanto ao uso 
inadequado, como as intoxicações e as reações adversas. 
Uma das formas de atuação nesse cenário se dá por meio de programas de 
educação em saúde/orientações para sociedade, esclarecendo por exemplo os 
riscos de danos causados pelo uso inadequado de medicamentos e de polifarmácia. 
Essas orientações perpassam por cenários como a conscientização da população, 
problemas da automedicação, armazenamento e descartes corretos dos 
medicamentos, além é claro de permear maior adesão e eficiência dos tratamentos 
propostos. 
Essas formas de atuação baseadas na orientação devem atingir não 
somente os usuários do Sistema Único de Saúde, mas também os prescritores 
desses medicamentos. Assim como, devem contemplar os medicamentos, 
fitoterápicos, homeopáticos, e plantas medicinais. 
Você como profissional responsável pela atenção farmacêutica, com base 
nos dados epidemiológicos da sua Regional de Saúde/Unidade de Saúde, elabore 
um (a): 
 10 
a) Proposta de monitoramento de medicamento pós-medicação; 
Para garantir o uso racional de medicamentos e a segurança dos pacientes, a 
proposta de monitoramento pós-medicação deve envolver um acompanhamento 
estruturado e contínuo, focado na identificação precoce de reações adversas, falhas 
terapêuticas e interações medicamentosas. Esse monitoramento pode ser realizado 
por meio de consultas farmacêuticas periódicas, onde o paciente será avaliado 
quanto à adesão ao tratamento, à ocorrência de efeitos adversos e à eficácia do 
medicamento prescrito. 
Além das consultas presenciais, o acompanhamento pode incluir contato 
telefônico ou via aplicativos de mensagens para reforçar orientações, esclarecer 
dúvidas e identificar possíveis sinais de problemas relacionados ao uso do 
medicamento. A notificação de reações adversas deve ser incentivada e registrada 
nos sistemas de farmacovigilância, garantindo que qualquer evento inesperado seja 
documentado e, se necessário, reportado à equipe médica para ajustes no 
tratamento. 
 
b) Protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas para o componente 
especializado da Assistência Farmacêutica; 
Este protocolo visa a otimização da assistência farmacêutica para hipertensos e 
diabéticos, com base nos dados epidemiológicos da Regional de Saúde, buscando 
promover o uso racional de medicamentos, a adesão ao tratamento e a 
conscientização da população e profissionais de saúde. O objetivo principal é 
garantir o acesso adequado a medicamentos, prevenindo efeitos adversos e 
promovendo a saúde. 
O objetivo geral do protocolo é garantir a dispensação correta e o uso racional de 
medicamentos aos pacientes hipertensos e diabéticos, com acompanhamento 
farmacoterapêutico; 
➢ Hipertensão arterial: 
• Tratamento inicial: Diuréticos (como hidroclorotiazida) ou 
inibidores da ECA (como enalapril). 
• Tratamento de manutenção: Associar betabloqueadores (como 
atenolol), bloqueadores dos canais de cálcio (como anlodipino), 
ou inibidores da angiotensinaII, conforme a resposta clínica. 
• Monitoramento: Pressão arterial semanal até o controle, depois 
 11 
mensal ou trimestral. 
 
➢ . Diabetes Mellitus: 
• Tratamento inicial: Iniciar com metformina para controle 
glicêmico, adicionando outros medicamentos conforme 
necessário, como sulfonilureias ou insulina. 
• Tratamento de manutenção: Ajustar doses de insulina ou 
medicamentos orais com base no controle glicêmico e nos efeitos 
adversos. 
• Monitoramento: Monitoramento da glicemia em jejum semanal ou 
conforme a necessidade do paciente, com ajustes de medicação 
com base nos resultados. 
Em resumo, a Assistência Farmacêutica no Componente Especializado visa 
não apenas o fornecimento contínuo de medicamentos, mas também um 
acompanhamento integral e educacional dos pacientes. A interação com a equipe de 
saúde e a aplicação de protocolos específicos para condições interligadas, como 
hipertensão e diabetes, são fundamentais para garantir que os pacientes recebam o 
tratamento adequado e que suas condições de saúde sejam mantidas sob controle, 
minimizando complicações e promovendo uma melhor qualidade de vida 
 
 
 
 
 
 12 
5 TERMO DE VALIDAÇÃO DO RELATÓRIO 
 
 13 
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
O estágio supervisionado em Assistência Farmacêutica realizado na Unidade 
de Pronto Atendimento (UPA) permitiu uma vivência prática fundamental para 
consolidar os conhecimentos adquiridos ao longo da graduação. Durante essa 
experiência, foi possível observar a relevância do papel do farmacêutico na 
promoção do uso racional de medicamentos, no gerenciamento de insumos e na 
orientação de profissionais de saúde e pacientes. 
A atuação do farmacêutico na UPA vai além da simples dispensação de 
medicamentos. Ele contribui ativamente para a segurança do paciente, auxiliando na 
prevenção de erros de medicação, promovendo a adesão ao tratamento e 
garantindo a disponibilidade dos fármacos essenciais. Além disso, o profissional 
desempenha um papel estratégico na gestão da Assistência Farmacêutica, 
monitorando estoques, evitando desperdícios e assegurando o fornecimento 
adequado dos medicamentos, mesmo diante de desafios como a escassez de 
determinados insumos. 
As atividades desenvolvidas durante o estágio reforçaram a importância da 
formação em Farmácia, que capacita o profissional a atuar com competência em 
diferentes áreas do cuidado à saúde. A integração entre o conhecimento técnico e a 
prática diária mostrou-se essencial para garantir a qualidade no atendimento 
prestado à população e fortalecer a Assistência Farmacêutica no contexto do 
Sistema Único de Saúde (SUS). 
Esse aprendizado será de grande importância para a futura atuação 
profissional, reafirmando o compromisso com a saúde pública e a qualidade da 
assistência prestada aos pacientes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 14 
REFERÊNCIAS 
BRASIL. Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990. Dispõe sobre as condições para 
a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento 
dos serviços correspondentes e dá outras providências. Diário Oficial da União, 
Brasília, DF, 1990. Disponível em: https://www.planalto.gov.br. Acesso em: 21 fev. 
2025 
BRASIL. Manual de assistência farmacêutica: instruções para a gestão da 
assistência farmacêutica no SUS. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2019. 
Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br. Acesso em: 21 fev. 2025. 
COSTA, Fernanda R.; SOUZA, Luiz A. Acesso a medicamentos no Brasil: avanços e 
desafios. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 38, n. 2, p. e00012345, 
fev. 2023. Disponível em: https://www.scielo.br. Acesso em: 21 fev. 2025. 
IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Pesquisa 
Nacional de Saúde 2019: acesso e uso de medicamentos no Brasil. Rio de 
Janeiro: IBGE, 2020. Disponível em: https://www.ibge.gov.br. Acesso em: 21 fev. 
2025. 
OPAS – ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE. Instrumento de 
avaliação da Assistência Farmacêutica no Brasil. Brasília, DF: OPAS, 2021. 
Disponível em: https://www.paho.org. Acesso em: 21 fev. 2025. 
SILVA, Maria C.; ALMEIDA, João P. Gestão da Assistência Farmacêutica no SUS: 
desafios e perspectivas. Revista Brasileira de Farmácia, São Paulo, v. 23, n. 4, p. 
55-72, out. 2022. Disponível em: https://revistafarmacia.com.br. Acesso em: 21 fev. 
2025.

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