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Polícia Federal (Escrivão) Arquivologia
Autor:
Ricardo Campanario
29 de Abril de 2024
11492801666 - Kamila Karolina Avelino Meireles
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Índice
..............................................................................................................................................................................................1) Legislação Arquivística Nacional - AULA COMPLETA 3
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LEGISLAÇÃO ARQUIVÍSTICA NACIONAL 
Constituição Federal de 1988 
 
 Bem, vamos começar nossa conversa estudando quais os principais pontos presentes em nossa 
Constituição Federal de 1988 (CF) que se relacionam com as atividades de gestão de documentos e com a 
Arquivologia. 
 O artigo 5o, que trata dos direitos e deveres individuais e coletivos é o primeiro que deve ser 
observado. 
 Já selecionei os pontos que têm alguma relação com o que temos estudado, mas peço especial 
atenção aos incisos XIV e XXXIII que tratam do direito ao acesso à informação, o que depois acaba sendo 
desdobrado e detalhado na Lei de Acesso à Informação. 
Art. 5º. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se 
aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País, a inviolabilidade do direito à vida, à 
liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: 
X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado 
o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação; 
XIV - é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando 
necessário ao exercício profissional; 
XXXIII - todos tem direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse 
particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob 
pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança 
da sociedade e do estado; 
XXXIV – são a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas: 
a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou 
abuso de poder; 
b) a obtenção de certidões em repartições públicas, para defesa de direitos e 
esclarecimento de situações de interesse pessoal; 
LX – a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa da 
intimidade ou o interesse social o exigirem; 
LXXII – conceder-se-á habeas-data: 
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a) para assegurar o conhecimento de informações relativas a pessoa do impetrante, 
constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter 
público; 
b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial 
ou administrativo; 
LXXIII – qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato 
lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade 
administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, 
salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência; 
LXXVII – são gratuitas as ações de habeas-corpus e habeas-data e, na forma da lei, os atos 
necessários ao exercício da cidadania; 
 Note que o acesso à informação é garantido a todos os cidadãos, garantido sempre a manutenção do 
sigilo quando previsto em distintas situações. 
 Veja agora, nos artigos 23 e 24, que compete a União, Estados, DF e Municípios proteger os 
documentos e impedir sua destruição, assim como compete a todos novamente (exceto os municípios), 
legislar sobre a proteção do patrimônio cultural do país, que engloba os documentos, como você verá mais 
adiante. 
Art. 23 - É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios: 
III - proteger os documentos, as obras e outros bens de valor histórico, artístico e cultural, 
os monumentos, as paisagens naturais notáveis e os sítios arqueológicos; 
IV - impedir a evasão, a destruição e a descaracterização de obras de arte e de outros bens 
de valor histórico, artístico ou cultural; 
Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente 
sobre: 
VII – proteção ao patrimônio histórico, cultural, artístico, turístico e paisagístico. 
VIII – responsabilidade por dano ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de 
valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico; 
 Veja agora que em seu artigo 216 a CF lista os documentos como integrantes da lista de patrimônios 
culturais brasileiros prevendo, inclusive, punições para quem danifica-los ou mesmo ameaça-los. 
Art. 216. Constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza material e 
imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à 
identidade, a ação, a memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira, 
nos quais se incluem: 
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IV - as obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às 
manifestações artístico culturais; 
§ 4º Os danos e ameaças ao patrimônio cultural serão punidos, na forma da lei. 
§ 5º Ficam tombados todos os documentos e os sítios detentores de reminiscências 
históricas dos antigos quilombos. 
 
 
(FCC/TRT 1a Região/Analista Judiciário Arquivologia/2011) A Constituição de 1988 determina, entre outros 
dispositivos relevantes para a área arquivística, que 
a) o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de 
dados de entidades governamentais ou de caráter público, será concedido por meio de habeas corpus. 
b) é competência comum da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios proteger os 
documentos, as obras e outros bens de valor histórico, artístico e cultural. 
c) são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, salvo quando a tais direitos 
se sobrepõem a liberdade de imprensa e a pesquisa científica. 
d) a obtenção de certidões em repartições públicas, para defesa de direitos e esclarecimento de situações 
de interesse pessoal, será feita mediante o pagamento de taxas. 
e) cabe com exclusividade aos vereadores, deputados e senadores, como representantes da vontade do 
povo, o direito de petição aos poderes públicos. 
Comentário: 
Como vimos ao longo da análise dos principais pontos da CF em relação a gestão documental, é competência 
comum da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios proteger os documentos, as obras e 
outros bens de valor histórico, artístico e cultural, conforme inciso III do artigo 23. Dessa forma a alternativa 
B é a CORRETA e é o gabarito da questão. 
Na alternativa A o examinador vai bem até dizer que o instrumento a ser utilizado é o habeas corpus. Veja o 
que diz o artigo 5o da CF: 
LXXII – conceder-se-á habeas-data (e não habeas corpus!): 
a) para assegurar o conhecimento de informações relativas a pessoa do impetrante, constantes de registros 
ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público; 
Na letra C o examinador diz que a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas são violáveis, 
quando suas inviolabilidades se sobrepõem a liberdade de imprensa e a pesquisa científica. Não está correto. 
Segundo o inciso X do artigo 5o: "são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, 
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assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrenteA alternativa E é a correta e é o gabarito da questão. 
Com base na resolução 34/2012 e na publicação "RECOMENDAÇÕES PARA O RESGATE DE ACERVOS 
ARQUIVÍSTICOS DANIFICADOS POR ÁGUA", do Conarq, todos os procedimentos listados devem mesmo ser 
evitados. 
 
(VUNESP/Pref. Mun. Itapevi-SP/Arquivologia/2019) A Resolução nº 39, de 29 de abril de 2014, do 
CONARQ, alterada pela Resolução nº 43, de 04 de setembro de 2015, 
a) dispõe sobre os procedimentos para a eliminação de documentos no âmbito dos órgãos e entidades 
integrantes do Sistema Nacional de Arquivos. 
b) estabelece as diretrizes para a implementação de repositórios arquivísticos digitais confiáveis. 
c) dispõe sobre a adoção das diretrizes do produtor e a elaboração e manutenção de materiais digitais. 
d) estabelece as diretrizes do preservador e o uso do manual de preservação de documentos arquivísticos 
digitais. 
e) aprova as diretrizes para a presunção de autenticidade de documentos arquivísticos digitais. 
Comentário: 
A alternativa B é a correta e é o gabarito da questão. Veja que a Resolução 39 - alterada pela 43 - trata 
exatamente do tema trazido pela alternativa, conforme estudamos. Veja abaixo o artigo 1o. da Resolução. 
Art. 1º Aprovar as Diretrizes para a Implementação de Repositórios Arquivísticos Digitais Confiáveis - RDC-
Arq, anexas a esta Resolução, e recomendar sua adoção aos órgãos e entidades integrantes do Sistema 
Nacional de Arquivos - SINAR, para o arquivamento e manutenção dos documentos arquivísticos em suas 
fases corrente, intermediária e permanente em formato digital, e de forma a garantir a autenticidade 
(identidade e integridade), a confidencialidade, a disponibilidade e a preservação desses documentos. 
Na alternativa A a banca está se referindo a Resolução 40/2014. 
Na letra C o examinador faz referência a Resolução 38 e não a 39. 
Na letra D novamente o examinador está falando da Resolução 38 e não da 39. 
Por fim, na letra E a Resolução citada é a 37/2012 e não a 39, novamente. 
 
(CEPS UFPA/UFPA/Arquivista/2018) Visando a adotar as Diretrizes para a Gestão Arquivística do Correio 
Eletrônico Corporativo pelos órgãos e entidades integrantes do Sistema Nacional de Arquivos (SINAR), o 
CONARQ recomenda a aplicação da 
a) Resolução nº 25, de 27 de abril de 2007. 
b) Resolução nº 28, de 17 de fevereiro de 2009. 
c) Resolução nº 30, de 23 de dezembro de 2009. 
d) Resolução nº 36, de 19 de dezembro de 2012. 
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e) Resolução nº 39, de 29 de abril de 2014. 
Comentário: 
A alternativa D é a correta e é o gabarito da questão. 
É exatamente a Resolução 36/2012 que aprovar as Diretrizes para a Gestão Arquivística do Correio 
Eletrônico Corporativo, a ser adotado pelos órgãos e entidades integrantes do Sistema Nacional de Arquivos 
- SINAR, e disponibilizado no sitio do CONARQ. 
As demais Resoluções Conarq apontadas tratam dos seguintes temas: 
Resolução nº 25, de 27 de abril de 2007 - dispõe sobre a adoção do Modelo de Requisitos para Sistemas 
Informatizados de Gestão Arquivística de Documentos - e-ARQ Brasil pelos órgãos e entidades integrantes 
do Sistema Nacional de Arquivos - SINAR. 
Resolução nº 28, de 17 de fevereiro de 2009 - dispõe sobre a adoção da Norma Brasileira de Descrição 
Arquivística - NOBRADE pelos órgãos e entidades integrantes do Sistema Nacional de Arquivos - SINAR, 
institui o Cadastro Nacional de Entidades Custodiadoras de Acervos Arquivísticos e estabelece a 
obrigatoriedade da adoção do Código de Entidades Custodiadoras de Acervos Arquivísticos - CODEARQ. 
Resolução nº 30, de 23 de dezembro de 2009 - altera a Resolução nº 26 de 6 de maio de 2008, que estabelece 
diretrizes básicas de gestão de documentos a serem adotadas nos arquivos do Poder Judiciário. 
Resolução nº 39, de 29 de abril de 2014 - estabelece diretrizes para a implementação de repositórios 
arquivísticos digitais confiáveis para o arquivamento e manutenção de documentos arquivísticos digitais em 
suas fases corrente, intermediária e permanente, dos órgãos e entidades integrantes do Sistema Nacional 
de Arquivos - SINAR. 
 
(CEBRASPE/MPU/Analista Arquivologia/2010) Considerando a obrigatoriedade de se adotar, no processo 
de microfilmagem de documentos arquivísticos, os símbolos constantes da norma ISO 9878/1990 e o 
roteiro de sinaléticas indicados na Resolução n.º 10/1999 do CONARQ, julgue o item a seguir. 
O símbolo a seguir indica existência de texto ilegível no original. 
 
a) CERTO 
b) ERRADO 
Comentário: 
A afirmativa está ERRADA. 
O símbolo em questão, com base na Resolução 10/99 do Conarq representa numeração ou data incorreta e 
não texto ilegível, cujo símbolo é: 
 
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Lei 5.433/1968 e Decreto 1.799/1996 - Microfilmagem 
 Importante você conhecer os principais pontos da Lei 5.433/1968 e do Decreto 1.799/1996 que 
regulam a microfilmagem de documentos oficiais e dão demais providências. Vamos aos pontos mais 
relevantes: 
Lei 5.433/1968 
Art. 1º É autorizada, em todo o território nacional, a microfilmagem de documentos 
particulares e oficiais arquivados, estes de órgãos federais, estaduais e municipais. 
§ 1º Os microfilmes de que trata esta Lei, assim como as certidões, os traslados e as cópias 
fotográficas obtidas diretamente dos filmes produzirão os mesmos efeitos legais dos 
documentos originais em juízo ou fora dele. 
 A microfilmagem é legalmente autorizada e os filmes gerados possuem efeitos legais iguais aos dos 
documentos originais. Isso diferenciava o microfilme das cópias digitalizadas até que em 2019 a Lei 
13.874/2019, alterou a Lei 12.682/2012 e atribui também ao documento digitalizado o valor probatório do 
original. 
Lei 5.433/1968, artigo 1o. 
§ 2º Os documentos microfilmados poderão, a critério da autoridade competente, ser 
eliminados por incineração, destruição mecânica ou por outro processo adequado que 
assegure a sua desintegração. 
§ 5º A eliminação ou transferência para outro local dos documentos microfilmados far-se-
á mediante lavratura de termo em livro próprio pela autoridade competente. 
Lei 5.433/1968, artigo 2o. 
Os documentos de valor histórico não deverão ser eliminados, podendo ser arquivados em 
local diverso da repartição detentora dos mesmos. 
Decreto 1.799/1996 
Art. 12. A eliminação de documentos, após a microfilmagem, dar-se-á por meios que 
garantam sua inutilização, sendo a mesma precedida de lavratura de termo próprio e após 
a revisão e a extração de filme cópia. 
Parágrafo único. A eliminação de documentos oficiais ou públicos só deverá ocorrer se 
prevista na tabela de temporalidade do órgão, aprovada pela autoridade competente na 
esfera de sua atuação e respeitado o disposto no art. 9° da Lei n° 8.159, de 8 de janeiro de 
1991. 
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Art. 13. Os documentos oficiais ou públicos, com valor de guarda permanente, não poderão 
ser eliminados após a microfilmagem, devendo ser recolhidos ao arquivo público de sua 
esfera de atuação ou preservados pelo próprio órgão detentor. 
 A eliminação deverá seguir a legislação vigente e não é permitida para os documentos de guarda 
permanente. 
Lei 5.433/1968, artigo 1o. 
§ 4º Os filmes negativos resultantes de microfilmagem ficarão arquivados na repartição 
detentora do arquivo, vedada sua saída sob qualquer pretexto. 
§ 6º Os originais dos documentos ainda em trânsito, microfilmados não poderão ser 
eliminados antes de seu arquivamento. 
Decreto 1.799/1996 
Art. 11. Os documentos, em tramitação ou em estudo, poderão, a critério da autoridade 
competente, ser microfilmados, não sendo permitida asua eliminação até a definição de 
sua destinação final. 
 Em relação a movimentação dos documentos, os filmes produzidos devem ficar arquivados e têm 
sua saída terminantemente vedada, assim como a eliminação dos originais microfilmados ainda em trânsito 
é proibida. 
 Sendo assim, a microfilmagem, embora permitida para documentos em trânsito, é recomendável na 
maioria dos casos somente após o encerramento e arquivamento do documento. 
Decreto 1.799/1996 
Art. 18. Os microfilmes originais e os filmes cópias resultantes de microfilmagem de 
documentos sujeitos à fiscalização, ou necessários à prestação de contas, deverão ser 
mantidos pelos prazos de prescrição a que estariam sujeitos os seus respectivos originais. 
 Os prazos de guarda dos documentos físicos devem ser aplicados aos microfilmados, no caso de 
documentos sujeitos à fiscalização, ou necessários à prestação de contas. 
Decreto 1.799/1996 
Art. 5° A microfilmagem, de qualquer espécie, será feita sempre em filme original, com o 
mínimo de 180 linhas por milímetro de definição, garantida a segurança e a qualidade de 
imagem e de reprodução. 
 Por fim temos o estabelecimento do mínimo de 180 linhas por milímetro de definição para o processo 
de microfilmagem e já vi isso em questão de prova 
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(QUADRIX/CREF20-SE/Assistente Administrativo/2019) A microfilmagem de documentos é a técnica 
adequada para a preservação dos documentos, mas não tem amparo legal. 
a) Certo 
b) Errado 
Comentário: 
A afirmativa está ERRADA. 
A microfilmagem tem sim amparo legal. Vejamos o que diz a Lei 5.433/1968 em seu artigo 1o.: 
Art 1º É autorizada, em todo o território nacional, a microfilmagem de documentos particulares e oficiais 
arquivados, estes de órgãos federais, estaduais e municipais. 
§ 1º Os microfilmes de que trata esta Lei, assim como as certidões, os traslados e as cópias fotográficas 
obtidas diretamente dos filmes produzirão os mesmos efeitos legais dos documentos originais em juízo ou 
fora dele. 
Além disso é difícil considerar que ela é, de forma isolada, a técnica adequada para a preservação de 
documentos considerando sua complexidade e custos. Pode e deve ser utilizada em conjunto com outras 
técnicas porém difícil assumir que, isoladamente é a melhor alternativa. 
 
(CEBRASPE/SEDF/Técnico Gestão Educacional/2017) O Decreto n.º 1.799/1996 regulamenta a lei de 
microfilmagem de 1968. 
a) CERTO 
b) ERRADO 
Comentário: 
A afirmativa está CORRETA. 
O Decreto 1.799/1996 Regulamenta a Lei n° 5433, de 8 de maio de 1968, que regula a microfilmagem de 
documentos oficiais, e dá outras providências. 
 
(VUNESP/BNDES/Profissional Básico/2002) De acordo com o Decreto 1.799, de 30 de janeiro de 1996, que 
regulamenta a lei 5433, sobre a microfilmagem de documentos oficiais, microfilmagem é 
a) um processo de reprodução em filme, de documentos, dados e imagens, por meios fotográficos ou 
eletrônicos. 
b) um processo de reprodução fotográfica, de quaisquer documentos em graus de redução ínfimos. 
c) um processo de reprodução em filme ou em microfichas, de documentos arquivísticos com grau de 
redução de 96,5%. 
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d) qualquer processo de reprodução ótica de documentos e imagens com grau de redução superior a 95%. 
e) qualquer processo de transferência de quaisquer informações documentais para suportes mais reduzidos. 
Comentário: 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. De acordo com o artigo 3o. do Decreto nº 1.799/1996, 
“Entende-se por microfilme, para fins deste Decreto, o resultado do processo de reprodução em filme, de 
documentos, dados e imagens, por meios fotográficos ou eletrônicos, em diferentes graus de redução.” 
Na alternativa B, a legislação não define ou especifica o grau de redução: "em diferentes graus de redução". 
Além disso não é um processo de reprodução fotográfica, mas em filme por meio fotográfico. 
Já na letra C o Decreto novamente não define ou especifica o grau de redução: "em diferentes graus de 
redução", além de abranger dados e imagens, não listados na alternativa. 
Na alternativa D a legislação vigente mais uma vez não define ou especifica o grau de redução: "em diferentes 
graus de redução" e não fala sobre processo de reprodução ótica, mas sim em filme por meio fotográfico ou 
eletrônico. 
Por fim, na letra E o Decreto não se refere a "qualquer processo de transferência", mas sim a um processo 
de reprodução em filme, de documentos, dados e imagens, por meios fotográficos ou eletrônicos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Legislação Documentos Eletrônicos 
 
Digitalização (Leis 12.682/2012, 13.874/2019 e Decreto 10.278/2020) 
 Um ponto que é fundamental explorarmos em relação a legislação de documentos eletrônicos, e que 
cada vez mais é cobrado em provas de concursos, é a validade do documento digitalizado como prova. 
Preste atenção nisso pois a mudança legislativa é recente e data de 2019. 
 Até 2018, a Lei 12.682/2012 regulamentava a questão e não atribuía ao documento digitalizado o 
mesmo valor do documento original. 
 Além disso, veja quais são os principais pontos da lei, antes de voltarmos ao tema: 
Art. 1º - A digitalização, o armazenamento em meio eletrônico, óptico ou equivalente e a 
reprodução de documentos públicos e privados serão regulados pelo disposto nesta Lei. 
Parágrafo único. Entende-se por digitalização a conversão da fiel imagem de um 
documento para código digital. 
Art. 3º - O processo de digitalização deverá ser realizado de forma a manter a integridade, 
a autenticidade e, se necessário, a confidencialidade do documento digital, com o 
emprego de certificado digital emitido no âmbito da Infraestrutura de Chaves Públicas 
Brasileira - ICP - Brasil. 
Parágrafo único. Os meios de armazenamento dos documentos digitais deverão protegê-
los de acesso, uso, alteração, reprodução e destruição não autorizados. 
Art. 4º - As empresas privadas ou os órgãos da Administração Pública direta ou indireta que 
utilizarem procedimentos de armazenamento de documentos em meio eletrônico, óptico 
ou equivalente deverão adotar sistema de indexação que possibilite a sua precisa 
localização, permitindo a posterior conferência da regularidade das etapas do processo 
adotado. 
... 
Art. 6º Os registros públicos originais, ainda que digitalizados, deverão ser preservados de 
acordo com o disposto na legislação pertinente. 
 Note que a Lei 12.682/2012 já previa a necessidade da manutenção da integridade, da autenticidade 
e, se necessário, da confidencialidade do documento digital, tudo isso por meio da utilização do certificado 
digital emitido pelo ICP Brasil, cuja normatização veremos logo abaixo. 
 Em 2019, a chamada Lei da Liberdade Econômica - Lei 13.874/2019, alterou a Lei 12.682/2012 que 
regulava este tema e trouxe a ela a seguinte nova redação (vou concentrar no que nos interessa, a respeito 
deste tema): 
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" Art. 10. A Lei nº 12.682, de 9 de julho de 2012, passa a vigorar acrescida do seguinte art. 2º-A: 
“Art. 2º-A. Fica autorizado o armazenamento, em meio eletrônico, óptico ou equivalente, de documentos 
públicos ou privados, compostos por dados ou por imagens, observado o disposto nesta Lei, nas legislações 
específicas e no regulamento. 
§ 1º Após a digitalização, constatada a integridade do documento digital nos termos estabelecidos no 
regulamento, o original poderáser destruído, ressalvados os documentos de valor histórico, cuja 
preservação observará o disposto na legislação específica. 
§ 2º O documento digital e a sua reprodução, em qualquer meio, realizada de acordo com o disposto nesta 
Lei e na legislação específica, terão o mesmo valor probatório do documento original, para todos os fins 
de direito, inclusive para atender ao poder fiscalizatório do Estado. 
§ 3º Decorridos os respectivos prazos de decadência ou de prescrição, os documentos armazenados em 
meio eletrônico, óptico ou equivalente poderão ser eliminados. 
§ 4º Os documentos digitalizados conforme o disposto neste artigo terão o mesmo efeito jurídico conferido 
aos documentos microfilmados, nos termos da Lei nº 5.433, de 8 de maio de 1968, e de regulamentação 
posterior." 
 Note alguns pontos importantes: 
• O documento digitalizado passa a ter o mesmo valor probatório do documento original, para todos 
os fins de direito, inclusive para atender ao poder fiscalizatório do Estado. 
• Os originais de valor histórico (secundário) devem ser preservados de acordo com a legislação. 
• Os originais sem valor secundário podem ser destruídos. 
• Os documentos digitalizados terão os mesmos efeitos jurídicos dos documentos microfilmados. 
 Ainda na direção que estamos estudando, em 2020 o Decreto 10.278/2020 vem para regulamentar 
o tema em relação ao disposto na Lei 13.874/2019 e na alteração realizada na Lei 12.682/2012, tudo no que 
diz respeito ao processo de digitalização documental. 
 Vamos conhecer os principais pontos da normativa. Perceba que logo no início o legislador já deixa 
claro que o objetivo da norma é a produção dos mesmos efeitos legais quando o documento digitalizado é 
comparado ao documento original. 
Objeto 
Art. 1º Este Decreto regulamenta o disposto no inciso X do caput do art. 3º da Lei nº 13.874, 
de 20 de setembro de 2019, e no art. 2º-A da Lei nº 12.682, de 9 de julho de 2012, para 
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estabelecer a técnica e os requisitos para a digitalização de documentos públicos ou 
privados, a fim de que os documentos digitalizados produzam os mesmos efeitos legais 
dos documentos originais. 
 Indo adiante o texto legal enfatiza os seus destinatários e, sobretudo, explicita que não se aplica a 
documentos nato digitais, derivados de operações financeiras, de identificação e/ou porte obrigatório, 
entre outros. Vejamos: 
Âmbito de aplicação 
 
Art. 2º Aplica-se o disposto neste Decreto aos documentos físicos digitalizados que sejam 
produzidos: 
I - por pessoas jurídicas de direito público interno, ainda que envolva relações com 
particulares; e 
II - por pessoas jurídicas de direito privado ou por pessoas naturais para comprovação 
perante: 
a) Pessoas jurídicas de direito público interno; ou 
b) Outras pessoas jurídicas de direito privado ou outras pessoas naturais. 
Parágrafo único. O disposto neste Decreto não se aplica a: 
I - documentos nato-digitais, que são documentos produzidos originalmente em formato 
digital; 
II - documentos referentes às operações e transações realizadas no sistema financeiro 
nacional; 
III - documentos em microfilme; 
IV - documentos audiovisuais; 
V - documentos de identificação; e 
VI - documentos de porte obrigatório. 
 Mais à frente o artigo 3º traz importantes definições relativas aos temas abordados. Atenção pois são 
expressões que costumam ser bastante cobradas em provas e diferem das definições trazidas, por exemplo, 
pelo Dicionário Brasileiro de Terminologia Arquivística (DBTA): 
 
Definições 
Art. 3º Para fins do disposto neste Decreto, considera-se: 
I - documento digitalizado - representante digital do processo de digitalização do 
documento físico e seus metadados; 
II - metadados - dados estruturados que permitem classificar, descrever e gerenciar 
documentos; 
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III - documento público - documentos produzidos ou recebidos por pessoas jurídicas de 
direito público interno ou por entidades privadas encarregadas da gestão de serviços 
públicos; e 
IV - integridade - estado dos documentos que não foram corrompidos ou alterados de 
forma não autorizada. 
 Agora, entrando na parte mais prática do processo, o Decreto lista quais as propriedades 
documentais que a digitalização deve assegurar. São elas: integridade, rastreabilidade/auditabilidade, 
qualidade/legibilidade, confidencialidade e interoperabilidade. 
Regras gerais de digitalização 
Art. 4º Os procedimentos e as tecnologias utilizados na digitalização de documentos físicos 
devem assegurar: 
I - a integridade e a confiabilidade do documento digitalizado; 
II - a rastreabilidade e a auditabilidade dos procedimentos empregados; 
III - o emprego dos padrões técnicos de digitalização para garantir a qualidade da imagem, 
da legibilidade e do uso do documento digitalizado; 
IV - a confidencialidade, quando aplicável; e 
V - a interoperabilidade entre sistemas informatizados. 
 Em complemento, traz ainda os requisitos que o documento digitalizado deve ter para se equiparar 
ao físico do ponto de vista legal, quando envolvendo entidades públicas. Os requisitos compreendem a 
certificação digital no padrão ICP-Brasil e os padrões técnicos mínimos de resolução, cor, formato e 
metadados disponíveis, tudo listado nos Anexos do Decreto. 
Requisitos na digitalização que envolva entidades públicas 
Art. 5º O documento digitalizado destinado a se equiparar a documento físico para todos 
os efeitos legais e para a comprovação de qualquer ato perante pessoa jurídica de direito 
público interno deverá: 
I - ser assinado digitalmente com certificação digital no padrão da Infraestrutura de Chaves 
Públicas Brasileira - ICP-Brasil, de modo a garantir a autoria da digitalização e a integridade 
do documento e de seus metadados; 
II - seguir os padrões técnicos mínimos previstos no Anexo I; e 
III - conter, no mínimo, os metadados especificados no Anexo II. 
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 Na sequência a norma traz os requisitos que regem a relação entre particulares que, na verdade, os 
delega para acordo entre as partes ou, na sua ausência, remete para os mesmos requisitos impostos as 
entidades públicas. 
Requisito na digitalização entre particulares 
Art. 6º Na hipótese de documento que envolva relações entre particulares, qualquer meio 
de comprovação da autoria, da integridade e, se necessário, da confidencialidade de 
documentos digitalizados será válido, desde que escolhido de comum acordo pelas partes 
ou aceito pela pessoa a quem for oposto o documento. 
Parágrafo único. Na hipótese não ter havido acordo prévio entre as partes, aplica-se o 
disposto no art. 5º. 
 O artigo seguinte (7º) traz ponto muito importante sob a ótica da eficiência. Obriga o interessado na 
digitalização dos documentos a realizar processo prévio de avaliação documental, para que documentos 
com prazos próximos de eliminação não sejam desnecessariamente digitalizados, onerando ainda mais o 
órgão público ou o eventual interessado. 
 
Desnecessidade da digitalização 
Art. 7º A digitalização de documentos por pessoas jurídicas de direito público interno será 
precedida da avaliação dos conjuntos documentais, conforme estabelecido em tabelas de 
temporalidade e destinação de documentos, de modo a identificar previamente os que 
devem ser encaminhados para descarte. 
 O artigo seguinte mostra que a digitalização pode ser feita tanto por quem tiver a posse do 
documento como por terceiro, desde que garantidas as respectivas responsabilidades e condições de 
segurança e proteção de dados. 
Responsabilidade pela digitalizaçãoArt. 8º O processo de digitalização poderá ser realizado pelo possuidor do documento físico 
ou por terceiros. 
§ 1º Cabe ao possuidor do documento físico a responsabilidade perante terceiros pela 
conformidade do processo de digitalização ao disposto neste Decreto. 
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§ 2º Na hipótese de contratação de terceiros pela administração pública federal, o 
instrumento contratual preverá: 
I - a responsabilidade integral do contratado perante a administração pública federal e a 
responsabilidade solidária e ilimitada em relação ao terceiro prejudicado por culpa ou dolo; 
e 
II - os requisitos de segurança da informação e de proteção de dados, nos termos da 
legislação vigente. 
 Caminhando para seu final o Decreto mantém a condição de descarte apenas para os documentos 
físicos já digitalizados e que não possuam valor histórico. Daí em diante, para suas versões digitalizadas 
deverão ser observados os prazos de guarda já previstos nas tabelas de temporalidade. 
 Os documentos históricos continuam destinados a guarda permanente em suas versões físicas, pré 
digitalização, o que não impede que, mesmo assim, sejam digitalizados para sua própria preservação. 
 Salienta ainda o Decreto que o armazenamento digital deverá garantir tanto proteção contra acesso 
e alteração indevidos como a correta indexação que garanta a localização e devida gestão do documento: 
Descarte dos documentos físicos 
Art. 9º Após o processo de digitalização realizado conforme este Decreto, o documento 
físico poderá ser descartado, ressalvado aquele que apresente conteúdo de valor 
histórico. 
Manutenção dos documentos digitalizados 
Art. 10. O armazenamento de documentos digitalizados assegurará: 
I - a proteção do documento digitalizado contra alteração, destruição e, quando cabível, 
contra o acesso e a reprodução não autorizados; e 
II - a indexação de metadados que possibilitem a localização e o gerenciamento do 
documento digitalizado; e a conferência do processo de digitalização adotado. 
Preservação dos documentos digitalizados 
Art. 11. Os documentos digitalizados sem valor histórico serão preservados, no mínimo, 
até o transcurso dos prazos de prescrição ou decadência dos direitos a que se referem. 
Preservação de documento digitalizados e entes públicos 
Art. 12. As pessoas jurídicas de direito público interno observarão o disposto na Lei nº 
8.159, de 8 de janeiro de 1991, e nas tabelas de temporalidade e destinação de 
documentos aprovadas pelas instituições arquivísticas públicas, no âmbito de suas 
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competências, observadas as diretrizes do Conselho Nacional de Arquivos - Conarq quanto 
à temporalidade de guarda, à destinação e à preservação de documentos. 
ICP-Brasil (MP 2.200-2/2001) 
 A Medida Provisória 2.200-2/2001 institui a infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil, 
e dá outras providências. 
Veja abaixo os artigos mais importantes do texto legal e note que nos temas a seguir citaremos com 
alguma frequência a necessidade da obtenção do certificado digital com base no estabelecido pela MP, ou 
seja, a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil, especialmente quando nos referirmos as 
assinaturas eletrônicas. 
Art. 1o. - Fica instituída a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil, para 
garantir a autenticidade, a integridade e a validade jurídica de documentos em forma 
eletrônica, das aplicações de suporte e das aplicações habilitadas que utilizem certificados 
digitais, bem como a realização de transações eletrônicas seguras. 
Art. 2o. - A ICP-Brasil, cuja organização será definida em regulamento, será composta por 
uma autoridade gestora de políticas e pela cadeia de autoridades certificadoras composta 
pela Autoridade Certificadora Raiz - AC Raiz, pelas Autoridades Certificadoras - AC e pelas 
Autoridades de Registro - AR. 
 
Assinatura eletrônica (Lei 14.063/2020 e Decreto 10.543/2020) 
Em 2020 o Governo Federal regulamentou o cenário das assinaturas eletrônicas, tema diretamente 
ligado aos documentos eletrônicos e cobrado com alguma frequência em provas de Arquivologia, seja no 
tema Gestão Eletrônica de Documentos ou mesmo em Legislação Arquivística. 
Primeiro houve a edição da Lei 14.063/2020 e, logo em seguida, a publicação do Decreto 
10.543/2020, que regulamenta o uso e aceitação das assinaturas eletrônicas pelos entes públicos. 
Vamos entender os principais pontos das normativas vigentes, começando pela Lei 14.063/2020. Em 
linhas gerais a lei dispõe sobre o uso de assinaturas eletrônicas em interações com entes públicos, em atos 
de pessoas jurídicas e em questões de saúde e sobre as licenças de softwares desenvolvidos por entes 
públicos, com o objetivo de proteger as informações pessoais e sensíveis dos cidadãos. 
 
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Logo no início o legislador já deixa claro a quem se aplica e a quem não se aplica a norma. Perceba 
que ela se volta preferencialmente para as interações entre os entes públicos e entre as pessoas naturais 
e/ou jurídicas com os entes públicos. 
Por outro lado, não se aplica a processos judiciais e a interações, de modo geral, entre pessoas 
naturais ou jurídicas do direito privado e situações que prezem pela preservação do sigilo. 
Art. 2º Este Capítulo estabelece regras e procedimentos sobre o uso de assinaturas 
eletrônicas no âmbito da: 
I - interação interna dos órgãos e entidades da administração direta, autárquica e 
fundacional dos Poderes e órgãos constitucionalmente autônomos dos entes federativos; 
II - interação entre pessoas naturais ou pessoas jurídicas de direito privado e os entes 
públicos de que trata o inciso I do caput deste artigo; 
III - interação entre os entes públicos de que trata o inciso I do caput deste artigo. 
Parágrafo único. O disposto neste Capítulo não se aplica: 
I - aos processos judiciais; 
II - à interação: 
a) entre pessoas naturais ou entre pessoas jurídicas de direito privado; 
b) na qual seja permitido o anonimato; 
c) na qual seja dispensada a identificação do particular; 
III - aos sistemas de ouvidoria de entes públicos; 
IV - aos programas de assistência a vítimas e a testemunhas ameaçadas; 
V - às outras hipóteses nas quais deva ser dada garantia de preservação de sigilo da 
identidade do particular na atuação perante o ente público. 
A Lei em seguida traz definições importantes de termos relativos ao tema, o que geralmente é 
cobrado em prova. Vejamos abaixo: 
Art. 3º Para os fins desta Lei, considera-se: 
I - autenticação: o processo eletrônico que permite a identificação eletrônica de uma 
pessoa natural ou jurídica; 
II - assinatura eletrônica: os dados em formato eletrônico que se ligam ou estão 
logicamente associados a outros dados em formato eletrônico e que são utilizados pelo 
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signatário para assinar, observados os níveis de assinaturas apropriados para os atos 
previstos nesta Lei; 
III - certificado digital: atestado eletrônico que associa os dados de validação da assinatura 
eletrônica a uma pessoa natural ou jurídica; 
IV - certificado digital ICP-Brasil: certificado digital emitido por uma Autoridade 
Certificadora (AC) credenciada na Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil), 
na forma da legislação vigente. 
Ainda falando sobre definições, o Decreto 10.543/2020 em seu artigo 3o traz também definições 
importantes sobre o tema, que serão abordadas mais adiantequando nos aprofundarmos no tema. Veja 
abaixo: 
I - interação eletrônica - o ato praticado por particular ou por agente público, por meio de 
edição eletrônica de documentos ou de ações eletrônicas, com a finalidade de: 
a) adquirir, resguardar, transferir, modificar, extinguir ou declarar direitos; 
b) impor obrigações; ou 
c) requerer, peticionar, solicitar, relatar, comunicar, informar, movimentar, consultar, 
analisar ou avaliar documentos, procedimentos, processos, expedientes, situações ou 
fatos; 
II - validação biométrica - confirmação da identidade da pessoa natural mediante aplicação 
de método de comparação estatístico de medição biológica das características físicas de 
um indivíduo com objetivo de identificá-lo unicamente com alto grau de segurança; 
III - validação biográfica - confirmação da identidade da pessoa natural mediante 
comparação de fatos da sua vida, tais como nome civil ou social, data de nascimento, 
filiação, naturalidade, nacionalidade, sexo, estado civil, grupo familiar, endereço e vínculos 
profissionais, com o objetivo de identificá-la unicamente com médio grau de segurança; e 
IV - validador de acesso digital - órgão ou entidade, pública ou privada, autorizada a 
fornecer meios seguros de validação de identidade biométrica ou biográfica em processos 
de identificação digital. 
Indo adiante, a Lei diferencia os níveis de assinaturas eletrônicas. Note que temos as assinaturas 
eletrônicas simples, avançadas e qualificadas. Esse é um tema que deve passar a ser fruto de cobrança em 
provas. Preste atenção! 
 
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I - assinatura eletrônica simples: 
a) a que permite identificar o seu signatário; 
b) a que anexa ou associa dados a outros dados em formato eletrônico do signatário; 
II - assinatura eletrônica avançada: a que utiliza certificados não emitidos pela ICP-Brasil 
ou outro meio de comprovação da autoria e da integridade de documentos em forma 
eletrônica, desde que admitido pelas partes como válido ou aceito pela pessoa a quem for 
oposto o documento, com as seguintes características: 
... 
III - assinatura eletrônica qualificada: a que utiliza certificado digital, nos termos do § 1º 
do art. 10 da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001 (ICP-Brasil) 
... 
 
Apenas complementando, veja o que diz o artigo 10 da MP 2200-2/2001: 
Art. 10. Consideram-se documentos públicos ou particulares, para todos os fins legais, os 
documentos eletrônicos de que trata esta Medida Provisória. 
§ 1o As declarações constantes dos documentos em forma eletrônica produzidos com a 
utilização de processo de certificação disponibilizado pela ICP-Brasil presumem-se 
verdadeiros em relação aos signatários, na forma do art. 131 da Lei no 3.071, de 1o de 
janeiro de 1916 - Código Civil. 
O artigo 5o da Lei entra em um de seus pontos mais importantes, ou seja, a utilização e aceitação 
das assinaturas e seus respectivos níveis. 
As assinaturas em seus diferentes níveis são adotadas em ocasiões distintas (elencadas pelo Decreto 
10.543/2020) e, em muitas delas, é exigida a utilização de certificação emitida pela ICP Brasil, conforme MP 
que estudamos acima. A partir daqui a Lei 14.063/2020 e o Decreto 10.543/2020 atuam em conjunto. Vamos 
entender: 
Art. 5º No âmbito de suas competências, ato do titular do Poder ou do órgão 
constitucionalmente autônomo de cada ente federativo estabelecerá o nível mínimo 
exigido para a assinatura eletrônica em documentos e em interações com o ente público. 
... 
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I - a assinatura eletrônica simples poderá ser admitida nas interações com ente público de 
menor impacto e que não envolvam informações protegidas por grau de sigilo; 
II - a assinatura eletrônica avançada poderá ser admitida, inclusive: 
a) nas hipóteses de que trata o inciso I deste parágrafo; 
... 
c) no registro de atos perante as juntas comerciais; 
III - a assinatura eletrônica qualificada será admitida em qualquer interação eletrônica com 
ente público, independentemente de cadastramento prévio, inclusive nas hipóteses 
mencionadas nos incisos I e II deste parágrafo. 
§ 2º É obrigatório o uso de assinatura eletrônica qualificada: 
I - nos atos assinados por chefes de Poder, por Ministros de Estado ou por titulares de 
Poder ou de órgão constitucionalmente autônomo de ente federativo; 
... 
III - nas emissões de notas fiscais eletrônicas, com exceção daquelas cujos emitentes sejam 
pessoas físicas ou Microempreendedores Individuais (MEIs), situações em que o uso torna-
se facultativo; 
IV - nos atos de transferência e de registro de bens imóveis, ressalvado o disposto na alínea 
“c” do inciso II do § 1º deste artigo; 
... 
VI - nas demais hipóteses previstas em lei. 
§ 3º (VETADO). 
§ 4º O ente público informará em seu site os requisitos e os mecanismos estabelecidos 
internamente para reconhecimento de assinatura eletrônica avançada. 
§ 5º No caso de conflito entre normas vigentes ou de conflito entre normas editadas por 
entes distintos, prevalecerá o uso de assinaturas eletrônicas qualificadas. 
§ 6º As certidões emitidas por sistema eletrônico da Justiça Eleitoral possuem fé pública e, 
nos casos dos órgãos partidários, substituem os cartórios de registro de pessoas jurídicas 
para constituição dos órgãos partidários estaduais e municipais, dispensados quaisquer 
registros em cartórios da circunscrição do respectivo órgão partidário. 
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Veja que a Lei prevê o uso da assinatura eletrônica simples para as interações com ente público de 
menor impacto e que não envolvam informações protegidas por grau de sigilo. O Decreto 10.543/2020 vai 
além e exemplifica algumas situações nas quais a assinatura eletrônica simples é suficiente: 
 
I - assinatura simples - admitida para as hipóteses cujo conteúdo da interação não envolva 
informações protegidas por grau de sigilo e não ofereça risco direto de dano a bens, 
serviços e interesses do ente público, incluídos: 
a) a solicitação de agendamentos, atendimentos, anuências, autorizações e licenças para a 
prática de ato ou exercício de atividade; 
b) a realização de autenticação ou solicitação de acesso a sítio eletrônico oficial que 
contenha informações de interesse particular, coletivo ou geral, mesmo que tais 
informações não sejam disponibilizadas publicamente; 
c) o envio de documentos digitais ou digitalizados e o recebimento de número de protocolo 
decorrente da ação; 
d) a participação em pesquisa pública; e 
e) o requerimento de benefícios assistenciais, trabalhistas ou previdenciários diretamente 
pelo interessado; 
Na mesma linha o Decreto 10.543/2020 prevê e exemplifica as ocasiões nas quais as assinaturas 
eletrônicas avançada e qualificada devem ser utilizadas: 
II - assinatura eletrônica avançada - admitida para as hipóteses previstas no inciso I e nas 
hipóteses de interação com o ente público que, considerada a natureza da relação jurídica, 
exijam maior garantia quanto à autoria, incluídos: 
a) as interações eletrônicas entre pessoas naturais ou pessoas jurídicas de direito privado 
e os entes públicos que envolvam informações classificadas ou protegidas por grau de 
sigilo; 
b) os requerimentos de particulares e as decisões administrativas para o registro ou a 
transferência de propriedade ou de posse empresariais, de marcas ou de patentes; 
c) a manifestação de vontade para a celebração de contratos, convênios, acordos, termos 
e outros instrumentos sinalagmáticos bilaterais ou plurilaterais congêneres; 
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d) os atos relacionados a autocadastro, como usuário particular ou como agente público, 
para o exercício de atribuições, em sistema informatizado de processo administrativo 
eletrônico ou de serviços; 
e) as decisões administrativas referentes à concessão de benefícios assistenciais, 
trabalhistas, previdenciários e tributários que envolvam dispêndio direto ou renúncia de 
receita pela administração pública; 
f) as declarações prestadas em virtude de lei que constituam reconhecimento de fatos e 
assunção de obrigações; 
g) o envio de documentos digitais ou digitalizados em atendimento a procedimentos 
administrativos ou medidas de fiscalização; e 
h) a apresentação de defesa e interposição de recursos administrativos; e 
III - assinatura eletrônica qualificada - aceita em qualquer interação eletrônica com entes 
públicos e obrigatória para: 
a) os atos de transferência e de registro de bens imóveis, ressalvados os atos realizados 
perante as juntas comerciais; 
b) os atos assinados pelo Presidente da República e pelos Ministros de Estado; e 
c) as demais hipóteses previstas em lei. 
Por fim, lembre-se que, no caso de conflito entre normas vigentes ou de conflito entre normas 
editadas por entes distintos, prevalecerá o uso de assinaturas eletrônicas qualificadas. 
 
Daí em diante a Lei 14.063/2020 passa a abordar questões relativas a períodos de exceção (como a 
pandemia de COVID) ou voltados especificamente para o ambiente da saúde, o que pode ser muito 
importante caso sua prova seja para um órgão desse segmento. Veja o principal ponto relativo à saúde: 
Art. 13. Os receituários de medicamentos sujeitos a controle especial e os atestados 
médicos em meio eletrônico, previstos em ato do Ministério da Saúde, somente serão 
válidos quando subscritos com assinatura eletrônica qualificada do profissional de saúde. 
Parágrafo único. As exigências de nível mínimo de assinatura eletrônica previstas 
no caput deste artigo e no art. 14 desta Lei não se aplicam aos atos internos do ambiente 
hospitalar. 
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Art. 14. Com exceção do disposto no art. 13 desta Lei, os documentos eletrônicos subscritos 
por profissionais de saúde e relacionados à sua área de atuação são válidos para todos os 
fins quando assinados por meio de: 
I - assinatura eletrônica avançada; ou 
II - assinatura eletrônica qualificada. 
... 
Para finalizar o tema, o Decreto 10.543/2020 lista os critérios que devem ser respeitados pela 
Administração Pública na adoção de mecanismos para prover aos usuários a capacidade de utilizar 
assinaturas eletrônicas para as interações com entes públicos. Vejamos: 
Art. 5º A administração pública federal direta, autárquica e fundacional adotará 
mecanismos para prover aos usuários a capacidade de utilizar assinaturas eletrônicas para 
as interações com entes públicos, respeitados os seguintes critérios: 
I - para a utilização de assinatura simples, o usuário poderá fazer seu cadastro pela 
internet, mediante autodeclaração validada em bases de dados governamentais; 
II - para a utilização de assinatura avançada, o usuário deverá realizar o cadastro com 
garantia de identidade a partir de validador de acesso digital, incluída a: 
a) validação biográfica e documental, presencial ou remota, conferida por agente público; 
b) validação biométrica conferida em base de dados governamental; ou 
c) validação biométrica, biográfica ou documental, presencial ou remota, conferida por 
validador de acesso digital que demonstre elevado grau de segurança em seus processos 
de identificação; e 
III - para utilização de assinatura qualificada, o usuário utilizará certificado digital, nos 
termos da Medida Provisória nº 2.200-2, de 24 de agosto de 2001. 
... 
 
Resoluções Conarq 50/2022 e 25/2007 
 
 Vamos agora a Resolução Conarq que recomenda aos órgãos e entidades integrantes do Sistema 
Nacional de Arquivos - SINAR a adoção do Modelo de Requisitos para Sistemas Informatizados de Gestão 
Arquivística de Documentos - e-ARQ Brasil. 
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Recentemente a Resolução Conarq 50/2022 revogou a Resolução 25/2007 e passou a definir como 
as entidades arquivísticas devem adotar o Modelo de Requisitos para Sistemas Informatizados de Gestão 
Arquivística de Documentos - e-ARQ Brasil, em sua segunda versão (versão 2), publicada junto com a nova 
Resolução 50/2022. 
Interessante notar que a Resolução revogada era clara quanto a recomendação de adoção e a nova 
é mais sutil, porém, tem o mesmo objetivo. Confira abaixo. Inicialmente vou manter o texto da anterior para 
que você entenda o contexto da transição e porque, como é um tema bastante cobrado, não duvido que 
bancas cobrem a Resolução antiga, mesmo revogada... 
Resolução 25/2007 (revogada) 
Art. 1º Recomendar aos órgãos e entidades integrantes do Sistema Nacional de Arquivos 
- SINAR a adoção do Modelo de Requisitos para Sistemas Informatizados de Gestão 
Arquivística de Documentos - e-ARQ Brasil, Versão 1.0, aprovado na 43ª reunião plenária 
do CONARQ, realizada no dia 4 de dezembro de 2006, de que trata esta Resolução, 
disponibilizada em pdf na página web do CONARQ, www.conarq.arquivonacional.gov.br. 
§1º Considera-se gestão arquivística de documentos o conjunto de procedimentos e 
operações técnicas referentes à produção, tramitação, uso, avaliação e arquivamento de 
documentos em fase corrente e intermediária, visando a sua eliminação ou recolhimento 
para guarda permanente. 
§2º Consideram-se requisitos o conjunto de condições a serem cumpridas pela 
organização produtora/recebedora de documentos, pelo sistema de gestão arquivística e 
pelos próprios documentos a fim de garantir a sua confiabilidade e autenticidade, bem 
como seu acesso. 
§3º Considera-se sistema informatizado de gestão arquivística de documentos o sistema 
desenvolvido para produzir, receber, armazenar, dar acesso e destinar documentos 
arquivísticos em ambiente eletrônico. 
 Note que neste primeiro artigo e em seus parágrafos, o legislador recomenda a adoção do modelo 
de requisitos trazido pelo e-ARQ para todos os órgãos e entidades integrantes do SINAR. 
 Dessa forma, as maiores instituições arquivísticas do país que lidam com arquivos eletrônicos e 
sistemas digitais de gestão de documentos devem se adequar aos requisitos do e-ARQ, que estudaremos 
mais adiante. 
 Vamos ver o que vem mais à frente na norma: 
Art. 2º O e-ARQ Brasil tem por objetivo orientar a implantação da gestão arquivística de 
documentos, fornecer especificações técnicas e funcionais, bem como metadados para 
orientar a aquisição e/ou desenvolvimento de sistemas informatizados, independentes 
da plataforma tecnológica em que forem desenvolvidos e/ou implantados, referidos no 
parágrafo 3º do art. 3º da Resolução nº 20, de 16 de julho de 2004. 
Parágrafo único. Os metadados mencionados no caput desse artigo serão incluídos na 
próxima versão. 
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 O artigo 2o da Resolução fala sobre outro ponto importante do e-ARQ, a identificação dos 
documentos digitais por meio do uso de metadados. 
Art. 3º O e-ARQ Brasil é aplicável para os sistemas que produzem e mantém somente 
documentos digitais ou para sistemas que compreendem documentos digitais e 
convencionais ao mesmo tempo. 
§1º Para documentos convencionais o sistema inclui apenas o registro das referências nos 
metadados. 
§2º Para documentos digitais, o sistema inclui os próprios documentos. 
Art. 4º O CONARQ, por intermédio de sua Câmara Técnica de Documentos Eletrônicos, 
poderá subsidiar os órgãose entidades integrantes do SINAR na aplicação do e-ARQ Brasil. 
Art. 5º Caberá ao CONARQ, por intermédio de sua Câmara Técnica de Documentos 
Eletrônicos, proceder à atualização periódica do e-ARQ Brasil. 
Art. 6º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. 
 Por fim, a Resolução deixa clara a abrangência do e-ARQ, ou seja, deve ser adotado tanto por 
sistemas 100% digitais ou por aqueles híbridos, que envolvem documentos físicos e digitais ao mesmo 
tempo. Neste caso, para os documentos físicos o sistema deverá incluir apenas os registros das referências 
enquanto, para os documentos digitais, os próprios documentos. 
Resolução 50/2022 
Note que a nova Resolução mais uma vez abrange todos os órgãos integrantes do SINAR e deixa 
claro a importância da adoção dos requisitos como condição para a garantia da confiabilidade, 
autenticidade e acesso dos documentos. 
Art. 1º Esta resolução estabelece o Modelo de Requisitos para Sistemas Informatizados de 
Gestão Arquivística de Documentos - e-ARQ Brasil, Versão 2. 
Art. 2º O e-ARQ Brasil tem por objetivo orientar aos órgãos e entidades integrantes do 
Sistema Nacional de Arquivos - SINAR quanto à implantação da gestão arquivística de 
documentos, fornecer especificações técnicas e funcionais, bem como metadados para 
orientar a aquisição ou desenvolvimento de sistemas informatizados, 
independentemente da plataforma tecnológica em que forem desenvolvidos ou 
implantados, conforme art. 3º da Resolução nº 20, de 16 de julho de 2004. 
§ 1º Considera-se gestão arquivística de documentos o conjunto de procedimentos e 
operações técnicas referentes à produção, tramitação, uso, avaliação e arquivamento dos 
documentos em idades corrente e intermediária, visando a sua eliminação ou recolhimento 
para guarda permanente. 
§ 2º Consideram-se requisitos o conjunto de condições a serem cumpridas pela 
organização produtora/recebedora de documentos, pelo sistema de gestão arquivística 
e pelos próprios documentos a fim de garantir a sua confiabilidade e autenticidade, bem 
como seu acesso. 
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Art. 3º O e-ARQ Brasil é aplicável para os sistemas que produzem e mantêm somente 
documentos digitais ou para sistemas que compreendem documentos digitais e não 
digitais ao mesmo tempo. 
Art. 4º Caberá ao CONARQ, sempre que necessário, proceder à atualização do e-ARQ Brasil. 
Art. 5º O e-ARQ Brasil será publicado no sítio do CONARQ, no 
endereço https://www.gov.br/conarq. 
Art. 6º Ficam revogadas as Resoluções do CONARQ nº 25, de 27 de abril de 2007, e nº 
32, de 17 de maio de 2010. 
Art. 7º Esta Resolução entra em vigor em 16 de maio de 2022. 
 
 
(CONSULPAM/Pref. Mun. Paulo Afonso-BA/Agente Administrativo/2020) permitido por leio o 
armazenamento em meio eletrônico, óptico ou equivalente, de documentos públicos ou privados, 
compostos por dados ou imagens, observado o disposto em Lei. Para a garantia de preservação da 
integridade, da autenticidade e da confidencialidade de documentos públicos será usada: 
a) Autenticação mediante ato notarial pelo qual um documento é reconhecido como verdadeiro. 
b) Certificação digital no padrão da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP - Brasil). 
c) Reconhecimento de firma no padrão da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP - Brasil). 
d) Auditoria, através da coleta de informações sobre o uso dos recursos de um sistema realizado pelo usuário. 
Comentário: 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. 
A Lei 12.682 traz isso em sua literalidade. Veja o que diz o seu artigo 3o: 
Art. 3º - O processo de digitalização deverá ser realizado de forma a manter a integridade, a autenticidade 
e, se necessário, a confidencialidade do documento digital, com o emprego de certificado digital emitido 
no âmbito da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP - Brasil. 
Nas demais alternativa a banca traz requisitos que não garantem a preservação da integridade, da 
autenticidade e da confidencialidade de documentos públicos conforme solicita o enunciado. 
 
(Inst. AOCP/UNIR/Arquivista/2018) O uso de assinaturas digitais e de certificação digital na administração 
pública foi padronizado e normalizado com a criação da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-
Brasil). 
a) CERTO 
b) ERRADO 
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Comentário: 
A afirmativa está CORRETA. 
A criação do ICP-Brasil não só padroniza o uso de assinaturas eletrônicas como passa a ser extensivamente 
explorado pela nova normatização vigente (Lei 14.063/2020 e Decreto 10.543/2020), tornando-se, por 
exemplo, requisito básico para as assinaturas eletrônicas qualificadas. 
 
(FCC/TRT 11a Região/Analista Judiciário Arquivologia /2017) Entre outras medidas, a Lei nº 12.682/2012, 
que dispõe sobre a elaboração e o arquivamento de documentos em meios eletromagnéticos, 
a) permite livre acesso do cidadão brasileiro aos depósitos em que estão armazenados. 
b) dispensa o emprego de certificado emitido no âmbito da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira. 
c) determina que se mantenham, no processo de digitalização, seus atributos de integridade e autenticidade. 
d) recomenda a eliminação dos registros públicos, uma vez digitalizados. 
e) veda o emprego de indexação para localizá-los no repositório em que se encontram. 
Comentário: 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. 
Mais uma vez relembre o artigo 3o da lei, em sua literalidade: 
Art. 3º - O processo de digitalização deverá ser realizado de forma a manter a integridade, a autenticidade 
e, se necessário, a confidencialidade do documento digital, com o emprego de certificado digital emitido 
no âmbito da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP - Brasil. 
Na alternativa A, os meios de armazenamento dos documentos digitais deverão protegê-los de acesso, uso, 
alteração, reprodução e destruição não autorizados. Veja o parágrafo único do artigo 3o.: 
Parágrafo único. Os meios de armazenamento dos documentos digitais deverão protegê-los de acesso, uso, 
alteração, reprodução e destruição não autorizados. 
Já na letra B o examinador fala na dispensa do emprego de certificado emitido no âmbito da Infraestrutura 
de Chaves Públicas Brasileira. Note que é exatamente o contrário, como já vimos no artigo 3o acima. 
A alternativa D contraria o artigo 6o da mesma lei. Veja o que diz o texto legal: 
Art. 6º Os registros públicos originais, ainda que digitalizados, deverão ser preservados de acordo com o 
disposto na legislação pertinente. 
Por fim, a letra E contraria o artigo 4o, que fala sobre a adoção de sistema de indexação. Observe: 
Art. 4º - As empresas privadas ou os órgãos da Administração Pública direta ou indireta que utilizarem 
procedimentos de armazenamento de documentos em meio eletrônico, óptico ou equivalente deverão 
adotar sistema de indexação que possibilite a sua precisa localização, permitindo a posterior conferência da 
regularidade das etapas do processo adotado. 
 
(CESGRANRIO/BNDES/Profissional Básico/2013) A Resolução no 25 do CONARQ, que dispõe sobre a 
adoção de Modelo de Requisitos para Sistemas Informatizados, considera a gestão arquivística de 
documentos "o conjunto de procedimentos e operações técnicas referentes à produção, tramitação, uso, 
avaliação e arquivamento de documentos em fase corrente e intermediária". A esse respeito, a Resolução 
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nº 25 define que a Gestão Arquivística de Documentos tem como objetivo principal o recolhimento de 
documentos para guarda permanente ou, então, a sua 
a) eliminação 
b) transferênciac) custódia 
d) conservação 
e) armazenagem 
Comentário: 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. 
A questão se refere a definição de gestão de documentos, que segue a definição adotada tanto pela Lei 
8.159/1991 como pelo DBTA, atribuindo à Gestão de Documentos o objetivo final de definir a destinação 
final do documento, seja ela a eliminação ou seu recolhimento para guarda permanente. Vejamos o que diz 
a Resolução em seu artigo 1o: 
Art. 1º ... 
§1º Considera-se gestão arquivística de documentos o conjunto de procedimentos e operações técnicas 
referentes à produção, tramitação, uso, avaliação e arquivamento de documentos em fase corrente e 
intermediária, visando a sua eliminação ou recolhimento para guarda permanente. 
Nas demais alternativas a banca traz procedimentos que tecnicamente não se encaixam às possíveis 
destinações finais de um documento como a transferência, custódia, conservação ou armazenagem. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Governo Digital - Lei 14.129/2021 / E-Gov 
 
 Outro tema importante e muito atual relativo à legislação aplicada à Arquivística é a implantação do 
Governo Digital ou E-Gov. Esse é um tema que começa a aparecer em editais de Arquivologia e baseia-se 
especialmente na Lei 14.129/2021. 
Vamos examinar seus principais pontos a partir de agora. Note que a Lei já começa estabelecendo 
claramente quais são os seus principais objetivos: 
 
Art. 1º Esta Lei dispõe sobre princípios, regras e instrumentos para o aumento da 
eficiência da administração pública, especialmente por meio da desburocratização, da 
inovação, da transformação digital e da participação do cidadão. 
Logo em seguida o legislador define o universo de aplicabilidade da Lei, voltado aos órgãos públicos 
da administração direta e indireta. Melhor estudá-lo ao contrário, ou seja, a quem a Lei não se aplica. 
Vejamos especialmente o parágrafoo 1o e 2o do artigo: 
Art. 2º Esta Lei aplica-se: 
I - aos órgãos da administração pública direta federal, abrangendo os Poderes Executivo, 
Judiciário e Legislativo, incluído o Tribunal de Contas da União, e o Ministério Público da 
União; 
II - às entidades da administração pública indireta federal, incluídas as empresas públicas e 
sociedades de economia mista, suas subsidiárias e controladas, que prestem serviço 
público, autarquias e fundações públicas; e 
III - às administrações diretas e indiretas dos demais entes federados, nos termos dos 
incisos I e II do caput deste artigo, desde que adotem os comandos desta Lei por meio de 
atos normativos próprios. 
§ 1º Esta Lei não se aplica a empresas públicas e sociedades de economia mista, suas 
subsidiárias e controladas, que não prestem serviço público. 
§ 2º As referências feitas nesta Lei, direta ou indiretamente, a Estados, Municípios e ao 
Distrito Federal são cabíveis somente na hipótese de ter sido cumprido o requisito previsto 
no inciso III do caput deste artigo. 
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Mais adiante temos uma extensa lista das diretrizes do que a Lei entende por Governo Digital e um 
dos seus principais objetivos, ou seja, a busca pela eficiência pública. Vou listar apenas alguns pois a lista 
completa traz 26 diretrizes... 
Art. 3º São princípios e diretrizes do Governo Digital e da eficiência pública: 
I - a desburocratização, a modernização, o fortalecimento e a simplificação da relação do 
poder público com a sociedade, mediante serviços digitais, acessíveis inclusive por 
dispositivos móveis; 
II - a disponibilização em plataforma única do acesso às informações e aos serviços 
públicos, observadas as restrições legalmente previstas e sem prejuízo, quando 
indispensável, da prestação de caráter presencial; 
III - a possibilidade aos cidadãos, às pessoas jurídicas e aos outros entes públicos de 
demandar e de acessar serviços públicos por meio digital, sem necessidade de solicitação 
presencial; 
IV - a transparência na execução dos serviços públicos e o monitoramento da qualidade 
desses serviços; 
V - o incentivo à participação social no controle e na fiscalização da administração pública; 
... 
VIII - o uso da tecnologia para otimizar processos de trabalho da administração pública; 
... 
X - a simplificação dos procedimentos de solicitação, oferta e acompanhamento dos 
serviços públicos, com foco na universalização do acesso e no autosserviço; 
XI - a eliminação de formalidades e de exigências cujo custo econômico ou social seja 
superior ao risco envolvido; 
... 
XV - a presunção de boa-fé do usuário dos serviços públicos; 
... 
XVII - a proteção de dados pessoais, nos termos da Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018 (Lei 
Geral de Proteção de Dados Pessoais); 
... 
XXII - o estímulo ao uso das assinaturas eletrônicas nas interações e nas comunicações 
entre órgãos públicos e entre estes e os cidadãos; 
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... 
XXVI - a promoção do desenvolvimento tecnológico e da inovação no setor público. 
 
Note que a Lei é muito clara na busca pela eficiência por meio da desburocratização, simplificação dos 
processos, presunção de boa fé e análise de risco, tudo isso incentivando processos de inovação e intenso 
uso da tecnologia. 
Agora, mais uma vez o legislador traz definições de termos relacionados com a norma, o que as bancas 
de concurso adoram cobrar, muitas vezes em sua literalidade. Grifei alguns que são bastante utilizados pela 
lei mais adiante: 
 
Art. 4º Para os fins desta Lei, considera-se: 
I - (VETADO); 
II - autosserviço: acesso pelo cidadão a serviço público prestado por meio digital, sem 
necessidade de mediação humana; 
III - base nacional de serviços públicos: base de dados que contém as informações 
necessárias sobre a oferta de serviços públicos de todos os prestadores desses serviços; 
IV - dados abertos: dados acessíveis ao público, representados em meio digital, 
estruturados em formato aberto, processáveis por máquina, referenciados na internet e 
disponibilizados sob licença aberta que permita sua livre utilização, consumo ou 
tratamento por qualquer pessoa, física ou jurídica; 
V - dado acessível ao público: qualquer dado gerado ou acumulado pelos entes públicos 
que não esteja sob sigilo ou sob restrição de acesso nos termos da Lei nº 12.527, de 18 de 
novembro de 2011 (Lei de Acesso à Informação); 
VI - formato aberto: formato de arquivo não proprietário, cuja especificação esteja 
documentada publicamente e seja de livre conhecimento e implementação, livre de 
patentes ou de qualquer outra restrição legal quanto à sua utilização; 
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VII - governo como plataforma: infraestrutura tecnológica que facilite o uso de dados de 
acesso público e promova a interação entre diversos agentes, de forma segura, eficiente e 
responsável, para estímulo à inovação, à exploração de atividade econômica e à prestação 
de serviços à população; 
VIII - laboratório de inovação: espaço aberto à participação e à colaboração da sociedade 
para o desenvolvimento de ideias, de ferramentas e de métodos inovadores para a gestão 
pública, a prestação de serviços públicos e a participação do cidadão para o exercício do 
controle sobre a administração pública; 
IX - plataformas de governo digital: ferramentas digitais e serviços comuns aos órgãos, 
normalmente ofertados de forma centralizada e compartilhada, necessárias para a oferta 
digital de serviços e de políticas públicas; 
X - registros de referência:informação íntegra e precisa oriunda de uma ou mais fontes de 
dados, centralizadas ou descentralizadas, sobre elementos fundamentais para a prestação 
de serviços e para a gestão de políticas públicas; e 
XI - transparência ativa: disponibilização de dados pela administração pública 
independentemente de solicitações. 
Avançando, a Lei 14.129/2021 do Governo Digital entra agora na seara da própria Digitalização. Os 
artigos 5o, 6o e 7o deixam clara a preferência pelo uso de soluções, atos e assinaturas digitais. Confira: 
Art. 5º A administração pública utilizará soluções digitais para a gestão de suas políticas 
finalísticas e administrativas e para o trâmite de processos administrativos eletrônicos. 
... 
Art. 6º Nos processos administrativos eletrônicos, os atos processuais deverão ser 
realizados em meio eletrônico, exceto se o usuário solicitar de forma diversa, nas situações 
em que esse procedimento for inviável, nos casos de indisponibilidade do meio eletrônico 
ou diante de risco de dano relevante à celeridade do processo. 
... 
Art. 7º Os documentos e os atos processuais serão válidos em meio digital mediante o 
uso de assinatura eletrônica, desde que respeitados parâmetros de autenticidade, de 
integridade e de segurança adequados para os níveis de risco em relação à criticidade da 
decisão, da informação ou do serviço específico, nos termos da lei. 
Por fim o artigo 13 traz um tema querido das bancas em provas de Arquivologia: a guarda dos 
documentos digitais. Veja o que a Lei diz sobre o tema. Como sempre, os documentos de valor permanente 
deverão seguir a normativa vigente, ou seja, deverão ser preservados. 
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Art. 13. A guarda dos documentos digitais e dos processos administrativos eletrônicos 
considerados de valor permanente deverá estar de acordo com as normas previstas pela 
instituição arquivística pública responsável por sua custódia. 
 
Na definição sobre o próprio Governo Digital a Lei diz que a prestação de serviços eletrônicos deverá 
ser de amplo acesso e que o atendimento presencial deve ser preservado para quem dele precisar. 
Art. 14. A prestação digital dos serviços públicos deverá ocorrer por meio de tecnologias 
de amplo acesso pela população, inclusive pela de baixa renda ou residente em áreas 
rurais e isoladas, sem prejuízo do direito do cidadão a atendimento presencial. 
Mais adiante a norma explica o termo Rede de Conhecimento, listando seus objetivos. Tema novo, 
bastante ligado ao processo de inovação que rege a Lei e que pode vir a ser fonte de cobrança. Vale ficar 
atento: 
Art. 17. O Poder Executivo federal poderá criar redes de conhecimento, com o objetivo 
de: 
I - gerar, compartilhar e disseminar conhecimento e experiências; 
II - formular propostas de padrões, políticas, guias e manuais; 
III - discutir sobre os desafios enfrentados e as possibilidades de ação quanto ao Governo 
Digital e à eficiência pública; 
IV - prospectar novas tecnologias para facilitar a prestação de serviços públicos 
disponibilizados em meio digital, o fornecimento de informações e a participação social por 
meios digitais. 
... 
Avançando na constituição do Governo Digital, o legislador agora lista os componentes essenciais para 
a prestação dos serviços digitais. Veja quais são eles: 
Art. 18. São componentes essenciais para a prestação digital dos serviços públicos na 
administração pública: 
I - a Base Nacional de Serviços Públicos; 
II - as Cartas de Serviços ao Usuário, de que trata a Lei nº 13.460, de 26 de junho de 2017; e 
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III - as Plataformas de Governo Digital. 
Dois desses componentes são bastante explorados na própria Lei. Vamos conhecê-los: 
Art. 19. Poderá o Poder Executivo federal estabelecer Base Nacional de Serviços Públicos, 
que reunirá informações necessárias sobre a oferta de serviços públicos em cada ente 
federado. 
Art. 20. As Plataformas de Governo Digital, instrumentos necessários para a oferta e a 
prestação digital dos serviços públicos de cada ente federativo, deverão ter pelo menos as 
seguintes funcionalidades: 
I - ferramenta digital de solicitação de atendimento e de acompanhamento da entrega dos 
serviços públicos; e 
II - painel de monitoramento do desempenho dos serviços públicos. 
 
O painel de monitoramento deve conter as seguintes informações: 
Art. 22. O painel de monitoramento do desempenho dos serviços públicos de que trata o 
inciso II do caput do art. 20 desta Lei deverá conter, no mínimo, as seguintes informações, 
para cada serviço público ofertado: 
I - quantidade de solicitações em andamento e concluídas anualmente; 
II - tempo médio de atendimento; e 
III - grau de satisfação dos usuários. 
 
A Lei preocupa-se em proteger o cidadão na migração para esta nova modalidade/formato de 
prestação de serviços e atendimento. Em relação aos direitos do usuário na prestação digital de serviços 
públicos, o legislador é também bastante específico, prevendo a gratuidade dos serviços, o atendimento 
padronizado, a geração de protocolos e a indicação de canais de comunicação com o prestador. Confira a 
seguir: 
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Art. 27. São garantidos os seguintes direitos aos usuários da prestação digital de serviços 
públicos, além daqueles constantes das Leis nºs 13.460, de 26 de junho de 2017, e 13.709, de 
14 de agosto de 2018 (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais): 
I - gratuidade no acesso às Plataformas de Governo Digital; 
II - atendimento nos termos da respectiva Carta de Serviços ao Usuário; 
III - padronização de procedimentos referentes à utilização de formulários, de guias e de 
outros documentos congêneres, incluídos os de formato digital; 
IV - recebimento de protocolo, físico ou digital, das solicitações apresentadas; e 
V - indicação de canal preferencial de comunicação com o prestador público para o 
recebimento de notificações, de mensagens, de avisos e de outras comunicações relativas 
à prestação de serviços públicos e a assuntos de interesse público. 
Migrando agora para o campo da geração, disponibilização e utilização dos dados eletrônicos, 
incialmente prevê o legislador que os dados disponibilizados na prestação de serviços digital são públicos e 
livres para utilização: 
Art. 29. Os dados disponibilizados pelos prestadores de serviços públicos, bem como 
qualquer informação de transparência ativa, são de livre utilização pela sociedade, 
observados os princípios dispostos no art. 6º da Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018 (Lei 
Geral de Proteção de Dados Pessoais). 
Ainda nesse tema (chamado a esta altura de Interoperabilidade dos Dados), mais adiante a Lei mostra 
preocupação quanto a utilização dos dados coletados pelo órgão público ao longo do processo de prestação 
de serviço digital listando como importantes diretrizes as restrições legais, a segurança, o 
reaproveitamento/otimização de custos e a proteção de dados pessoais. 
Art. 38. Os órgãos e as entidades responsáveis pela prestação digital de serviços públicos 
detentores ou gestores de bases de dados, inclusive os controladores de dados pessoais, 
conforme estabelecido pela Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018 (Lei Geral de Proteção de 
Dados Pessoais), deverão gerir suas ferramentas digitais, considerando: 
I - a interoperabilidade de informações e de dados sob gestão dos órgãos e das entidades 
referidos no art. 2º desta Lei, respeitados as restrições legais, os requisitos de segurança 
da informação e das comunicações, as limitações tecnológicas e a relação custo-benefício 
da interoperabilidade; 
II - a otimizaçãodos custos de acesso a dados e o reaproveitamento, sempre que possível, 
de recursos de infraestrutura de acesso a dados por múltiplos órgãos e entidades; 
III - a proteção de dados pessoais, observada a legislação vigente, especialmente a Lei nº 
13.709, de 14 de agosto de 2018 (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais). 
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Caminhando para o final a Lei define a questão do Domicílio Eletrônico, definindo que todas as 
notificações, intimações, etc, poderão ser feitas por via digital, desde que o usuário opte por isso. 
 
Art. 42. Os órgãos e as entidades referidos no art. 2º desta Lei, mediante opção do usuário, 
poderão realizar todas as comunicações, as notificações e as intimações por meio 
eletrônico. 
 
Indo adiante, o legislador traz o conceito novo de Laboratórios de Inovação, abertos a toda a sociedade 
para o desenvolvimento e teste de conceitos e ferramentas inovadoras na gestão da prestação de serviços 
públicos, incluindo as atividades de controle da gestão pela sociedade. 
Art. 44. Os entes públicos poderão instituir laboratórios de inovação, abertos à 
participação e à colaboração da sociedade para o desenvolvimento e a experimentação de 
conceitos, de ferramentas e de métodos inovadores para a gestão pública, a prestação de 
serviços públicos, o tratamento de dados produzidos pelo poder público e a participação 
do cidadão no controle da administração pública. 
No artigo 47 é estabelecida a governança de todo o novo processo de prestação de serviços digitais. 
Vejamos os seus principais pontos que objetivam de maneira direta o monitoramento dos resultados em 
busca da melhoria do desempenho e da criação de processo decisório baseado em dados. 
Art. 47. Caberá à autoridade competente dos órgãos e das entidades referidos no art. 2º 
desta Lei, observados as normas e os procedimentos específicos aplicáveis, implementar e 
manter mecanismos, instâncias e práticas de governança, em consonância com os 
princípios e as diretrizes estabelecidos nesta Lei. 
Parágrafo único. Os mecanismos, as instâncias e as práticas de governança referidos 
no caput deste artigo incluirão, no mínimo: 
I - formas de acompanhamento de resultados; 
II - soluções para a melhoria do desempenho das organizações; 
III - instrumentos de promoção do processo decisório fundamentado em evidências. 
Ao final a Lei abre ao Governo a possibilidade de subsidiar o acesso e conexão às novas tecnologias 
com o intuito de incluir o maior número possível de usuários ao menor custo. Confira: 
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Art. 50. O acesso e a conexão para o uso de serviços públicos poderão ser garantidos total 
ou parcialmente pelo governo, com o objetivo de promover o acesso universal à prestação 
digital dos serviços públicos e a redução de custos aos usuários, nos termos da lei. 
 
(INÉDITA) A Lei 14.129/2021 que implanta o Governo Digital na gestão dos serviços públicos aplica-se, 
inclusive, a empresas públicas e sociedades de economia mista, inclusive aquelas que não prestam serviços 
públicos. 
a) CERTO 
b) ERRADO 
Comentário: 
A afirmativa está ERRADA. 
De acordo com o artigo 2o, ao contrário, a Lei não se aplica a empresas públicas e sociedades de economia 
mista. Vejamos: 
Art. 2º Esta Lei aplica-se: 
I - aos órgãos da administração pública direta federal, abrangendo os Poderes Executivo, Judiciário e 
Legislativo, incluído o Tribunal de Contas da União, e o Ministério Público da União; 
II - às entidades da administração pública indireta federal, incluídas as empresas públicas e sociedades de 
economia mista, suas subsidiárias e controladas, que prestem serviço público, autarquias e fundações 
públicas; e 
III - às administrações diretas e indiretas dos demais entes federados, nos termos dos incisos I e II 
do caput deste artigo, desde que adotem os comandos desta Lei por meio de atos normativos próprios. 
§ 1º Esta Lei não se aplica a empresas públicas e sociedades de economia mista, suas subsidiárias e 
controladas, que não prestem serviço público. 
§ 2º As referências feitas nesta Lei, direta ou indiretamente, a Estados, Municípios e ao Distrito Federal são 
cabíveis somente na hipótese de ter sido cumprido o requisito previsto no inciso III do caput deste artigo. 
 
(INÉDITA) De acordo com a legislação vigente o Governo Digital não tem como um dos princípios e/ou 
diretrizes: 
a) a desburocratização. 
b) a transparência. 
c) a presunção da boa-fé do usuário. 
d) o estímulo ao uso das assinaturas eletrônicas. 
e) a impressão de cópias físicas dos documentos eletrônicos. 
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A alternativa E está correta e é o gabarito da questão. 
Obviamente o Governo Digital caminha para a digitalização dos serviços e não para a geração paralela de 
cópias físicas de documentos conforme proposto pela alternativa. 
As demais diretrizes: desburocratização, transparência, presunção da boa-fé do usuário e estímulo ao uso 
das assinaturas eletrônicas estão todas elencadas no artigo 3o da Lei. 
 
(INÉDITA) Entre os direitos garantidos aos usuários da prestação digital de serviços públicos estão: 
I. a gratuidade no acesso às Plataformas de Governo Digital; 
II. o atendimento nos termos da respectiva Carta de Serviços ao Usuário; 
III. o direito ao parcelamento do pagamento quando o serviço for, excepcionalmente, taxado. 
IV. o recebimento de protocolo, físico ou digital, das solicitações apresentadas 
V. a indicação de canal preferencial de comunicação com o prestador público para o recebimento de 
notificações, de mensagens, de avisos e de outras comunicações relativas à prestação de serviços públicos 
e a assuntos de interesse público. 
a) apenas I e II 
b) apenas I, II e III 
c) apenas II, III e IV 
d) apenas I, II, IV e V. 
e) Todas 
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. 
A afirmativa III não está correta. Não há exceção em relação à cobrança quanto aos serviços públicos digitais. 
O artigo 27 garante que o acesso as Plataformas do Governo Digital são totalmente gratuitas: 
Art. 27. São garantidos os seguintes direitos aos usuários da prestação digital de serviços públicos, além 
daqueles constantes das Leis nºs 13.460, de 26 de junho de 2017, e 13.709, de 14 de agosto de 2018 (Lei Geral de 
Proteção de Dados Pessoais): 
I - gratuidade no acesso às Plataformas de Governo Digital; 
II - atendimento nos termos da respectiva Carta de Serviços ao Usuário; 
III - padronização de procedimentos referentes à utilização de formulários, de guias e de outros documentos 
congêneres, incluídos os de formato digital; 
IV - recebimento de protocolo, físico ou digital, das solicitações apresentadas; e 
V - indicação de canal preferencial de comunicação com o prestador público para o recebimento de 
notificações, de mensagens, de avisos e de outras comunicações relativas à prestação de serviços públicos e 
a assuntos de interesse público. 
 
 
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Lei 13.709/2018 - Lei Geral de Proteção de Dados - LGPD 
 
Uma outra norma que vem sendo cada vez mais cobrada em provas de Arquivologia é a Lei 
13.709/2018, a chamada Lei Geral de Proteção de Dados, ou LGPD. 
Esta Lei tem como principal característica regulamentar o tratamento de dados pessoais, inclusive nos 
meios digitais, com o objetivo de proteger os direitos fundamentais de liberdade e de privacidade e o livre 
desenvolvimento da personalidade da pessoa natural. 
A partir de agora veremos seusde sua violação". Ponto. Não há 
exceção. 
A alternativa D, contraria o inciso XXXIV letra d que diz: 
XXXIV – são a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas (ao contrário do que diz a 
alternativa): 
b) a obtenção de certidões em repartições públicas, para defesa de direitos e esclarecimento de situações 
de interesse pessoal; 
Por fim, na letra E a banca diz que cabe com exclusividade aos vereadores, deputados e senadores, como 
representantes da vontade do povo, o direito de petição aos poderes públicos quando, de acordo com o 
mesmo inciso XXXIV: "são a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas: 
a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder". 
 
(CEBRASPE/INSS/Analista Seguro Social Arquivologia/2008) À luz dos dispositivos legais sobre arquivos, 
no Brasil, julgue o item que se segue. O direito de receber dos órgãos públicos informações de interesse 
particular, coletivo ou geral só é limitado quando a atribuição de sigilo é imprescindível à segurança da 
sociedade ou do Estado. 
a) CERTO 
b) ERRADO 
Comentário: 
A afirmativa está CORRETA. 
De acordo com a CF88, artigo 5o inciso XXXIII, em sua literalidade: 
XXXIII - todos tem direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de 
interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas 
aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do estado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Lei Federal 8.159/1991 
 A Lei 8.159/1991 é o que de mais importante existe em relação à legislação arquivística do ponto de 
vista do que é cobrado em prova. 
 Se você precisar optar pelo estudo de apenas uma norma sobre arquivologia, para efeitos de concurso 
público, a sugestão é que se concentre na Lei 8.159/1991. Ela dispõe sobre a política nacional de arquivos 
públicos e privados, entre outros temas relacionados a tudo que temos estudado até aqui. 
 Trata-se da norma mais ampla e geral sobre o tema, amplamente cobrada em concursos. 
 Vamos estudar os principais pontos do texto legal: 
LEI Nº 8.159, DE 08 DE JANEIRO DE 1991 
Dispõe sobre a política nacional de arquivos públicos e privados e dá outras providências. 
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA 
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: 
CAPÍTULO I 
DISPOSIÇÕES GERAIS 
Art. 1º - É dever do Poder Público a gestão documental e a proteção especial a 
documentos de arquivos, como instrumento de apoio à administração, à cultura, ao 
desenvolvimento científico e como elementos de prova e informação. 
 Note que o texto legal já em seu artigo 1o. aponta que é dever do Poder Público a gestão documental 
e a proteção especial a documentos de arquivos. Já vimos que a origem deste direcionamento é a CF. 
 
Art. 2º - Consideram-se arquivos, para os fins desta Lei, os conjuntos de documentos 
produzidos e recebidos por órgãos públicos, instituições de caráter público e entidades 
privadas, em decorrência do exercício de atividades específicas, bem como por pessoa 
física, qualquer que seja o suporte da informação ou a natureza dos documentos. 
Art. 3º - Considera-se gestão de documentos o conjunto de procedimentos e operações 
técnicas referentes à sua produção, tramitação, uso, avaliação e arquivamento em fase 
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corrente e intermediária, visando a sua eliminação ou recolhimento para guarda 
permanente. 
 Os artigos 2o e 3o trazem as definições de "arquivos" e de "gestão documental". Ambas são 
importantes para a sua prova e você precisa entendê-las, sobretudo o que eu grifei acima. 
 Em relação, especificamente, à gestão de documentos, fique atento a 3 coisas: 
 
1. Conjunto de procedimento e operações - necessário saber quais são e em que ordem: 
produção, tramitação, uso, avaliação e arquivamento. É recorrente a banca trocar uma das 
operações/procedimentos (exemplo: não aparece avaliação e o enunciado traz descrição em seu 
lugar) ou listá-los na ordem incorreta. Note que os procedimentos estão em ordem 
"cronológica", ou seja, desde o nascimento do documento (produção), sua utilização (tramitação 
e uso), seguido pela indicação de sua destinação final e possível arquivamento. Caso o enunciado 
cobre a ordem correta, é importante conhecê-la e, percebendo que as operações estão em 
ordem natural e cronológica é mais fácil de lembrar 
2. Em fase corrente e intermediária - a gestão de documentos não ocorre em fase permanente! 
Você pode dizer: "Professor, eu vi uma questão anos atrás que admitia gestão de documentos 
em fase permanente!". Esqueça. Conceitualmente está errado e, a não ser que o enunciado faça 
um malabarismo conceitual e traga outros elementos para o contexto, gestão de documentos 
não existe em fase permanente! 
3. Visando a sua eliminação ou recolhimento - a gestão de documentos tem como etapa final a 
destinação do documento e, muitas vezes, é assim mesmo que aparece na prova, ou seja, a 
"destinação" e não a eliminação ou recolhimento. Se você já estudou isso deve estar falando: 
"Ah, isso é a mesma coisa.", e é mesmo, mas as vezes o aluno se confunde. A gestão de 
documentos, em sua terceira fase (Avaliação/Destinação), aponta a destinação final do 
documento que só pode ser uma de duas alternativas: a eliminação (fim do valor primário e não 
existência de valor secundário) ou o recolhimento para guarda permanente (fim do valor 
primário e existência de valor secundário). 
 Agora vamos ver como a lei aborda a questão do acesso a informação: 
Art. 4º - Todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse 
particular ou de interesse coletivo ou geral, contidas em documentos de arquivos que serão 
prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo 
seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado, bem como à inviolabilidade da 
intimidade, da vida privada, da honra e da imagem das pessoas. 
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Art. 5º - A administração pública franqueará a consulta aos documentos públicos na forma 
da Lei. 
Art. 6º - Fica resguardado o direito de indenização pelo dano material ou moral decorrente 
da violação do sigilo, sem prejuízo das ações penal, civil e administrativa. 
 Os artigos 4o a 6o, abordam as questões relativas ao acesso à informação, que também já vimos na 
CF e que, depois, serão desdobradas e detalhadas na Lei de Acesso à Informação (12.527/2011). Lá a 
abrangência e aplicação da lei são explicadas em detalhe. Veremos isso em momento oportuno. 
 Seguindo adiante, vamos ver o que a Lei fala dos arquivos públicos. 
CAPÍTULO II 
DOS ARQUIVOS PÚBLICOS 
Art. 7º - Os arquivos públicos são os conjuntos de documentos produzidos e recebidos, no 
exercício de suas atividades, por órgãos públicos de âmbito federal, estadual, do Distrito 
Federal e municipal em decorrência de suas funções administrativas, legislativas e 
judiciárias. 
§ 1º - São também públicos os conjuntos de documentos produzidos e recebidos por 
instituições de caráter público, por entidades privadas encarregadas da gestão de serviços 
públicos no exercício de suas atividades. 
§ 2º - A cessação de atividade de instituições públicas e de caráter público implica o 
recolhimento de sua documentação à instituição arquivística pública ou a sua transferência 
à instituição sucessora. 
 Em relação aos arquivos públicos a lei adota basicamente a mesma definição que já vimos para 
arquivos em geral porém, o mais importante aqui éprincipais pontos, a começar pelo seu artigo 1o, que deixa claro o 
principal objetivo da LGPD. Vejamos: 
Art. 1º Esta Lei dispõe sobre o tratamento de dados pessoais, inclusive nos meios digitais, 
por pessoa natural ou por pessoa jurídica de direito público ou privado, com o objetivo de 
proteger os direitos fundamentais de liberdade e de privacidade e o livre 
desenvolvimento da personalidade da pessoa natural. 
Parágrafo único. As normas gerais contidas nesta Lei são de interesse nacional e devem ser 
observadas pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios. (Incluído pela Lei nº 13.853, 
de 2019) 
Logo em seguida, a Lei lista quais são os seus maiores fundamentos, tema quente para questões de 
prova. Fique atento! 
 
Art. 2º A disciplina da proteção de dados pessoais tem como fundamentos: 
I - o respeito à privacidade; 
II - a autodeterminação informativa; 
III - a liberdade de expressão, de informação, de comunicação e de opinião; 
IV - a inviolabilidade da intimidade, da honra e da imagem; 
V - o desenvolvimento econômico e tecnológico e a inovação; 
VI - a livre iniciativa, a livre concorrência e a defesa do consumidor; e 
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VII - os direitos humanos, o livre desenvolvimento da personalidade, a dignidade e o 
exercício da cidadania pelas pessoas naturais. 
Perceba que a Lei busca garantir o respeito a privacidade, liberdade de expressão, de informação, 
de comunicação e de opinião, inviolabilidade da intimidade, direitos humanos, entre outros, por meio da 
normatização de como deve ocorre a proteção e tratamento de dados pessoais. 
Avançando, agora o legislador trata da aplicabilidade da Lei, outro tema “querido” das bancas, 
sobretudo em relação as situações nas quais a Lei não se aplica! Confira a seguir: 
Art. 3º Esta Lei aplica-se a qualquer operação de tratamento realizada por pessoa natural 
ou por pessoa jurídica de direito público ou privado, independentemente do meio, do país 
de sua sede ou do país onde estejam localizados os dados, desde que: 
I - a operação de tratamento seja realizada no território nacional; 
II - a atividade de tratamento tenha por objetivo a oferta ou o fornecimento de bens ou 
serviços ou o tratamento de dados de indivíduos localizados no território nacional; 
ou (Redação dada pela Lei nº 13.853, de 2019) 
III - os dados pessoais objeto do tratamento tenham sido coletados no território nacional. 
§ 1º Consideram-se coletados no território nacional os dados pessoais cujo titular nele se 
encontre no momento da coleta. 
§ 2º Excetua-se do disposto no inciso I deste artigo o tratamento de dados previsto no 
inciso IV do caput do art. 4º desta Lei. 
Art. 4º Esta Lei não se aplica ao tratamento de dados pessoais: 
I - realizado por pessoa natural para fins exclusivamente particulares e não econômicos; 
II - realizado para fins exclusivamente: 
a) jornalístico e artísticos; ou 
b) acadêmicos, aplicando-se a esta hipótese os arts. 7º e 11 desta Lei; 
III - realizado para fins exclusivos de: 
a) segurança pública; 
b) defesa nacional; 
c) segurança do Estado; ou 
d) atividades de investigação e repressão de infrações penais; ou 
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IV - provenientes de fora do território nacional e que não sejam objeto de comunicação, 
uso compartilhado de dados com agentes de tratamento brasileiros ou objeto de 
transferência internacional de dados com outro país que não o de proveniência, desde que 
o país de proveniência proporcione grau de proteção de dados pessoais adequado ao 
previsto nesta Lei. 
§ 1º O tratamento de dados pessoais previsto no inciso III será regido por legislação 
específica, que deverá prever medidas proporcionais e estritamente necessárias ao 
atendimento do interesse público, observados o devido processo legal, os princípios gerais 
de proteção e os direitos do titular previstos nesta Lei. 
§ 2º É vedado o tratamento dos dados a que se refere o inciso III do caput deste artigo por 
pessoa de direito privado, exceto em procedimentos sob tutela de pessoa jurídica de 
direito público, que serão objeto de informe específico à autoridade nacional e que 
deverão observar a limitação imposta no § 4º deste artigo. 
§ 3º A autoridade nacional emitirá opiniões técnicas ou recomendações referentes às 
exceções previstas no inciso III do caput deste artigo e deverá solicitar aos responsáveis 
relatórios de impacto à proteção de dados pessoais. 
§ 4º Em nenhum caso a totalidade dos dados pessoais de banco de dados de que trata o 
inciso III do caput deste artigo poderá ser tratada por pessoa de direito privado, salvo por 
aquela que possua capital integralmente constituído pelo poder público. (Redação dada 
pela Lei nº 13.853, de 2019) 
 
(INÉDITA) A disciplina da proteção de dados pessoais da lei 13709/2018 tem como fundamentos, entre 
outros, respeito à privacidade, a liberdade de expressão, de informação, de comunicação e de opinião, a 
inviolabilidade da intimidade, da honra e da imagem e a decretação de sigilo sobre documentos 
considerados ultrassecretos por, no máximo, 25 anos. 
a) CERTO 
b) ERRADO 
Comentário: 
A afirmativa está ERRADA. 
O examinador foi bem até o final da afirmativa visto que o respeito à privacidade, a liberdade de expressão, 
de informação, de comunicação e de opinião e a inviolabilidade da intimidade, da honra e da imagem são 
todos, de fato, fundamentos da LGPD porém, a decretação de sigilo sobre documentos considerados 
ultrassecretos, não tem qualquer relação com o tema, mas sim com a Lei de Acesso à Informação. 
 
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Note que, em linhas gerais, a Lei tem vinculada a sua aplicação à ocorrências de tratamento ou 
aplicação dos dados em território nacional. 
Por outro lado, a mesma Lei não se aplica a tratamentos de dados com fins particulares ou não 
econômicos, ou com fins jornalístico e artísticos, acadêmicos, de segurança pública ou do Estado, defesa 
nacional e atividades de investigação e repressão de infrações penais. 
Em seguida o legislador traz algumas definições que com frequência são usadas pelos examinadores 
no desenvolvimento de questões de provas. Não dá para decorar todas elas, mas é importante conhecer e 
criar alguma intimidade com os termos, especialmente os que tratam dos diferentes tipos de dados pessoais 
e seu tratamento, grifados no texto legal abaixo. Vamos ao artigo 5o da Lei: 
Art. 5º Para os fins desta Lei, considera-se: 
I - dado pessoal: informação relacionada a pessoa natural identificada ou identificável; 
II - dado pessoal sensível: dado pessoal sobre origem racial ou étnica, convicção religiosa, 
opinião política, filiação a sindicato ou a organização de caráter religioso, filosófico ou 
político, dado referente à saúde ou à vida sexual, dado genético ou biométrico, quando 
vinculado a uma pessoa natural; 
III - dado anonimizado: dado relativo a titular que não possa ser identificado, 
considerando a utilização de meios técnicos razoáveis e disponíveis na ocasião de seu 
tratamento; 
IV - banco de dados: conjunto estruturado de dados pessoais, estabelecido em um ou em 
vários locais, em suporte eletrônico ou físico; 
V - titular: pessoa natural a quem se referem os dados pessoais que são objeto de 
tratamento; 
VI - controlador: pessoa natural ou jurídica, de direito público ou privado, a quem 
competem as decisões referentes ao tratamento de dados pessoais; 
VII - operador: pessoa natural ou jurídica, de direito público ou privado, que realiza o 
tratamento de dados pessoais em nome do controlador; 
VIII - encarregado: pessoa indicadapelo controlador e operador para atuar como canal de 
comunicação entre o controlador, os titulares dos dados e a Autoridade Nacional de 
Proteção de Dados (ANPD); (Redação dada pela Lei nº 13.853, de 2019) 
IX - agentes de tratamento: o controlador e o operador; 
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X - tratamento: toda operação realizada com dados pessoais, como as que se referem a 
coleta, produção, recepção, classificação, utilização, acesso, reprodução, transmissão, 
distribuição, processamento, arquivamento, armazenamento, eliminação, avaliação ou 
controle da informação, modificação, comunicação, transferência, difusão ou extração; 
XI - anonimização: utilização de meios técnicos razoáveis e disponíveis no momento do 
tratamento, por meio dos quais um dado perde a possibilidade de associação, direta ou 
indireta, a um indivíduo; 
XII - consentimento: manifestação livre, informada e inequívoca pela qual o titular 
concorda com o tratamento de seus dados pessoais para uma finalidade determinada; 
XIII - bloqueio: suspensão temporária de qualquer operação de tratamento, mediante 
guarda do dado pessoal ou do banco de dados; 
XIV - eliminação: exclusão de dado ou de conjunto de dados armazenados em banco de 
dados, independentemente do procedimento empregado; 
XV - transferência internacional de dados: transferência de dados pessoais para país 
estrangeiro ou organismo internacional do qual o país seja membro; 
XVI - uso compartilhado de dados: comunicação, difusão, transferência internacional, 
interconexão de dados pessoais ou tratamento compartilhado de bancos de dados pessoais 
por órgãos e entidades públicos no cumprimento de suas competências legais, ou entre 
esses e entes privados, reciprocamente, com autorização específica, para uma ou mais 
modalidades de tratamento permitidas por esses entes públicos, ou entre entes privados; 
XVII - relatório de impacto à proteção de dados pessoais: documentação do controlador 
que contém a descrição dos processos de tratamento de dados pessoais que podem gerar 
riscos às liberdades civis e aos direitos fundamentais, bem como medidas, salvaguardas e 
mecanismos de mitigação de risco; 
XVIII - órgão de pesquisa: órgão ou entidade da administração pública direta ou indireta ou 
pessoa jurídica de direito privado sem fins lucrativos legalmente constituída sob as leis 
brasileiras, com sede e foro no País, que inclua em sua missão institucional ou em seu 
objetivo social ou estatutário a pesquisa básica ou aplicada de caráter histórico, científico, 
tecnológico ou estatístico; e (Redação dada pela Lei nº 13.853, de 2019) 
XIX - autoridade nacional: órgão da administração pública responsável por zelar, 
implementar e fiscalizar o cumprimento desta Lei em todo o território 
nacional. (Redação dada pela Lei nº 13.853, de 2019) 
Outro ponto importante da Lei são os seus princípios, trazidos pelo artigo 6o. Note que, além dos 
princípios, o texto normativo traz a observação da boa fé como premissa no tratamento dos dados pessoais. 
Observe a seguir: 
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Art. 6º As atividades de tratamento de dados pessoais deverão observar a boa-fé e os 
seguintes princípios: 
I - finalidade: realização do tratamento para propósitos legítimos, específicos, explícitos e 
informados ao titular, sem possibilidade de tratamento posterior de forma incompatível 
com essas finalidades; 
II - adequação: compatibilidade do tratamento com as finalidades informadas ao titular, 
de acordo com o contexto do tratamento; 
III - necessidade: limitação do tratamento ao mínimo necessário para a realização de suas 
finalidades, com abrangência dos dados pertinentes, proporcionais e não excessivos em 
relação às finalidades do tratamento de dados; 
IV - livre acesso: garantia, aos titulares, de consulta facilitada e gratuita sobre a forma e a 
duração do tratamento, bem como sobre a integralidade de seus dados pessoais; 
V - qualidade dos dados: garantia, aos titulares, de exatidão, clareza, relevância e 
atualização dos dados, de acordo com a necessidade e para o cumprimento da finalidade 
de seu tratamento; 
VI - transparência: garantia, aos titulares, de informações claras, precisas e facilmente 
acessíveis sobre a realização do tratamento e os respectivos agentes de tratamento, 
observados os segredos comercial e industrial; 
VII - segurança: utilização de medidas técnicas e administrativas aptas a proteger os dados 
pessoais de acessos não autorizados e de situações acidentais ou ilícitas de destruição, 
perda, alteração, comunicação ou difusão; 
VIII - prevenção: adoção de medidas para prevenir a ocorrência de danos em virtude do 
tratamento de dados pessoais; 
IX - não discriminação: impossibilidade de realização do tratamento para fins 
discriminatórios ilícitos ou abusivos; 
X - responsabilização e prestação de contas: demonstração, pelo agente, da adoção de 
medidas eficazes e capazes de comprovar a observância e o cumprimento das normas de 
proteção de dados pessoais e, inclusive, da eficácia dessas medidas. 
Aqui temos como principais temas de estudo a definição da finalidade do tratamento do dado e a 
imposição legal de se utilizar os dados o mínimo possível e exclusivamente para o que a finalidade 
declarada se propõe. 
Em seguida o texto legal lista as garantias aos titulares do livre acesso, qualidade e exatidão no 
tratamento dos seus dados e ações de segurança e prevenção que devem ser tomadas pelo controlador e 
operador. 
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Em seguida o artigo 7o define quando o tratamento de dados pode ocorrer e, sem dúvida, o ponto 
mais importante diz respeito ao consentimento do titular. Vejamos: 
 
Art. 7º O tratamento de dados pessoais somente poderá ser realizado nas seguintes 
hipóteses: 
I - mediante o fornecimento de consentimento pelo titular; 
II - para o cumprimento de obrigação legal ou regulatória pelo controlador; 
III - pela administração pública, para o tratamento e uso compartilhado de dados 
necessários à execução de políticas públicas previstas em leis e regulamentos ou 
respaldadas em contratos, convênios ou instrumentos congêneres, observadas as 
disposições do Capítulo IV desta Lei; 
IV - para a realização de estudos por órgão de pesquisa, garantida, sempre que possível, a 
anonimização dos dados pessoais; 
V - quando necessário para a execução de contrato ou de procedimentos preliminares 
relacionados a contrato do qual seja parte o titular, a pedido do titular dos dados; 
VI - para o exercício regular de direitos em processo judicial, administrativo ou arbitral, esse 
último nos termos da Lei nº 9.307, de 23 de setembro de 1996 (Lei de Arbitragem) ; 
VII - para a proteção da vida ou da incolumidade física do titular ou de terceiro; 
VIII - para a tutela da saúde, exclusivamente, em procedimento realizado por profissionais 
de saúde, serviços de saúde ou autoridade sanitária; (Redação dada pela Lei nº 13.853, 
de 2019) 
IX - quando necessário para atender aos interesses legítimos do controlador ou de terceiro, 
exceto no caso de prevalecerem direitos e liberdades fundamentais do titular que exijam a 
proteção dos dados pessoais; ou 
X - para a proteção do crédito, inclusive quanto ao disposto na legislação pertinente. 
§ 3º O tratamento de dados pessoais cujo acesso é público deve considerar a finalidade, a 
boa-fé e o interesse público que justificaram sua disponibilização. 
§ 4º É dispensada a exigência do consentimento previsto no caput deste artigo para os 
dados tornados manifestamente públicos pelo titular, resguardados os direitos do titulare 
os princípios previstos nesta Lei. 
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§ 5º O controlador que obteve o consentimento referido no inciso I do caput deste artigo 
que necessitar comunicar ou compartilhar dados pessoais com outros controladores 
deverá obter consentimento específico do titular para esse fim, ressalvadas as hipóteses 
de dispensa do consentimento previstas nesta Lei. 
§ 6º A eventual dispensa da exigência do consentimento não desobriga os agentes de 
tratamento das demais obrigações previstas nesta Lei, especialmente da observância dos 
princípios gerais e da garantia dos direitos do titular. 
§ 7º O tratamento posterior dos dados pessoais a que se referem os §§ 3º e 4º deste artigo 
poderá ser realizado para novas finalidades, desde que observados os propósitos legítimos 
e específicos para o novo tratamento e a preservação dos direitos do titular, assim como 
os fundamentos e os princípios previstos nesta Lei. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 
2019) 
 
(INÉDITA) De acordo com a legislação vigente O tratamento de dados pessoais poderá ser realizado nas 
seguintes hipóteses: 
I. mediante o fornecimento de consentimento pelo titular; 
II. para o cumprimento de obrigação legal ou regulatória pelo controlador; 
III. para a realização de estudos por órgão de pesquisa, garantida, sempre que possível, a anonimização 
dos dados pessoais 
IV. para a celebração de acordos comerciais bilaterais 
V. para a proteção da vida ou da incolumidade física do titular ou de terceiro; 
a) apenas I e II 
b) apenas I, II e III 
c) apenas II, III e IV 
d) apenas I, II, III e V. 
e) Todas 
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. 
De acordo com o artigo 7o, as afirmativas I, II, III e V de fato autorizam a realização do tratamento de dados 
pessoais porém, a afirmativa IV que fala sobre a "celebração de acordos comerciais bilaterais" não tem 
relação com o tema. 
 
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Além das ocasiões em que há consentimento do titular, o tratamento de dados também pode ocorrer 
em situações especiais (e sem consentimento) como no cumprimento de obrigações legais, execução de 
políticas públicas, realização de estudos com dados anomizados, entre outros acima listados. 
Ao final desta importante parte inicial da Lei, está previsto que o consentimento para a utilização dos 
dados deverá sempre ser feito por escrito pelo titular que, por sua vez, terá direito ao acesso facilitado às 
informações sobre o tratamento de seus dados (como finalidade, forma, duração, identificação do 
controlador, entre outras informações), reforçando o que já vimos em alguns incisos do artigo 6º: 
 
Art. 8º O consentimento previsto no inciso I do art. 7º desta Lei deverá ser fornecido por 
escrito ou por outro meio que demonstre a manifestação de vontade do titular. 
Art. 9º O titular tem direito ao acesso facilitado às informações sobre o tratamento de seus 
dados, que deverão ser disponibilizadas de forma clara, adequada e ostensiva acerca de, 
entre outras características previstas em regulamentação para o atendimento do princípio 
do livre acesso. 
Mais adiante a Lei trata da utilização de dados sensíveis, que só poderá ocorrer com o consentimento 
do titular ou em hipóteses em que seu uso seja indispensável como o cumprimento de obrigações legais ou 
regulatórias, execução de políticas públicas, estudos (mantendo a anomização e padrões éticos requeridos), 
proteção a vida e saúde e garantia da prevenção a fraude e segurança, em linha com o que vimos no início 
do artigo 7o. Voltemos ao texto legal: 
Art. 11. O tratamento de dados pessoais sensíveis somente poderá ocorrer nas seguintes 
hipóteses: 
I - quando o titular ou seu responsável legal consentir, de forma específica e destacada, 
para finalidades específicas; 
II - sem fornecimento de consentimento do titular, nas hipóteses em que for indispensável 
para: 
a) cumprimento de obrigação legal ou regulatória pelo controlador; 
b) tratamento compartilhado de dados necessários à execução, pela administração pública, 
de políticas públicas previstas em leis ou regulamentos; 
c) realização de estudos por órgão de pesquisa, garantida, sempre que possível, a 
anonimização dos dados pessoais sensíveis; 
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d) exercício regular de direitos, inclusive em contrato e em processo judicial, administrativo 
e arbitral, este último nos termos da Lei nº 9.307, de 23 de setembro de 1996 (Lei de 
Arbitragem) ; 
e) proteção da vida ou da incolumidade física do titular ou de terceiro; 
f) tutela da saúde, exclusivamente, em procedimento realizado por profissionais de saúde, 
serviços de saúde ou autoridade sanitária; ou (Redação dada pela Lei nº 13.853, de 
2019) 
g) garantia da prevenção à fraude e à segurança do titular, nos processos de identificação 
e autenticação de cadastro em sistemas eletrônicos, resguardados os direitos mencionados 
no art. 9º desta Lei e exceto no caso de prevalecerem direitos e liberdades fundamentais 
do titular que exijam a proteção dos dados pessoais. 
Em relação a utilização de dados de crianças e adolescentes a Lei é absolutamente genérica, apenas 
dizendo que deve ser realizado no melhor interesse de ambos: 
Art. 14. O tratamento de dados pessoais de crianças e de adolescentes deverá ser realizado 
em seu melhor interesse, nos termos deste artigo e da legislação pertinente. 
Assim como estabelece as condições para que se inicie o tratamento dos dados, a Lei também 
normatiza o seu término. Vejamos o que dizem os artigos 15 e 16, abaixo. Note que o término ocorre a partir 
do momento que a finalidade é alcançada ou quando se encerra o período consentido para o tratamento 
dos dados (revogação do consentimento, inclusive) ou ainda por determinação de autoridade competente. 
Após isso, regra geral os dados devem ser eliminados, exceto nas situações descritas pelo artigo 16, 
quando podem ser conservados, como: cumprimento de obrigação legal, uso em estudos (dados 
anonimizados), transferência a terceiro ou uso exclusivo do controlador (também dados anonimizados). 
Art. 15. O término do tratamento de dados pessoais ocorrerá nas seguintes hipóteses: 
I - verificação de que a finalidade foi alcançada ou de que os dados deixaram de ser 
necessários ou pertinentes ao alcance da finalidade específica almejada; 
II - fim do período de tratamento; 
III - comunicação do titular, inclusive no exercício de seu direito de revogação do 
consentimento conforme disposto no § 5º do art. 8º desta Lei, resguardado o interesse 
público; ou 
IV - determinação da autoridade nacional, quando houver violação ao disposto nesta Lei. 
Art. 16. Os dados pessoais serão eliminados após o término de seu tratamento, no âmbito 
e nos limites técnicos das atividades, autorizada a conservação para as seguintes 
finalidades: 
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I - cumprimento de obrigação legal ou regulatória pelo controlador; 
II - estudo por órgão de pesquisa, garantida, sempre que possível, a anonimização dos 
dados pessoais; 
III - transferência a terceiro, desde que respeitados os requisitos de tratamento de dados 
dispostos nesta Lei; ou 
IV - uso exclusivo do controlador, vedado seu acesso por terceiro, e desde que 
anonimizados os dados. 
Indo mais adiante, no que diz respeito aos direitos do titular (lembre-se do que vimos no artigo 5o: 
titular: "pessoa natural a quem se referem os dados pessoais que são objeto de tratamento"), vejamos o 
artigo17 da Lei, que garante os direitos de liberdade, intimidade e privacidade em relação aos dados, assim 
como mais adiante é garantido ao titular a confirmação de existência de tratamento ou acesso a dados 
pessoais mediante requisição: 
Art. 17. Toda pessoa natural tem assegurada a titularidade de seus dados pessoais e 
garantidos os direitos fundamentais de liberdade, de intimidade e de privacidade, nos 
termos desta Lei. 
Art. 18. O titular dos dados pessoais tem direito a obter do controlador, em relação aos 
dados do titular por ele tratados, a qualquer momento e mediante requisição: 
I - confirmação da existência de tratamento; 
II - acesso aos dados; 
... 
Vale lembrar que dados pessoais não podem ser usados em prejuízo do próprio titular, conforme 
artigo 21: 
Art. 21. Os dados pessoais referentes ao exercício regular de direitos pelo titular não 
podem ser utilizados em seu prejuízo. 
No âmbito público o tratamento dos dados pessoais também é normatizado e, como regra geral, só 
deve acontecer para o atendimento de sua finalidade pública e na persecução do interesse público. 
 
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Art. 23. O tratamento de dados pessoais pelas pessoas jurídicas de direito público referidas 
no parágrafo único do art. 1º da Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011 (Lei de Acesso 
à Informação) , deverá ser realizado para o atendimento de sua finalidade pública, na 
persecução do interesse público, com o objetivo de executar as competências legais ou 
cumprir as atribuições legais do serviço público... 
Em relação as empresas públicas e as sociedades de economia mista que atuam em regime de 
concorrência, aplica-se o tratamento dispensado as PJs de direito privado. 
Art. 24. As empresas públicas e as sociedades de economia mista que atuam em regime 
de concorrência, sujeitas ao disposto no art. 173 da Constituição Federal , terão o mesmo 
tratamento dispensado às pessoas jurídicas de direito privado particulares, nos termos 
desta Lei. 
. Os dados deverão ser mantidos em formato interoperável e estruturado para o uso compartilhado, 
com vistas à execução de políticas públicas, em geral sendo vedado ao Poder Público transferir a entidades 
privadas dados pessoais constantes de bases de dados a que tenha acesso, com algumas exceções previstas 
em Lei. 
Art. 25. Os dados deverão ser mantidos em formato interoperável e estruturado para o 
uso compartilhado, com vistas à execução de políticas públicas, à prestação de serviços 
públicos, à descentralização da atividade pública e à disseminação e ao acesso das 
informações pelo público em geral. 
Art. 26. O uso compartilhado de dados pessoais pelo Poder Público deve atender a 
finalidades específicas de execução de políticas públicas e atribuição legal pelos órgãos e 
pelas entidades públicas, respeitados os princípios de proteção de dados pessoais 
elencados no art. 6º desta Lei. 
§ 1º É vedado ao Poder Público transferir a entidades privadas dados pessoais constantes 
de bases de dados a que tenha acesso... 
A transferência internacional de dados pessoais é permitida em alguns casos. Vejamos: 
Art. 33. A transferência internacional de dados pessoais somente é permitida nos seguintes 
casos: 
I - para países ou organismos internacionais que proporcionem grau de proteção de dados 
pessoais adequado ao previsto nesta Lei; 
II - quando o controlador oferecer e comprovar garantias de cumprimento dos princípios, 
dos direitos do titular e do regime de proteção de dados previstos nesta Lei,... 
III - quando a transferência for necessária para a cooperação jurídica internacional entre 
órgãos públicos de inteligência, de investigação e de persecução, de acordo com os 
instrumentos de direito internacional; 
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IV - quando a transferência for necessária para a proteção da vida ou da incolumidade 
física do titular ou de terceiro; 
V - quando a autoridade nacional autorizar a transferência; 
VI - quando a transferência resultar em compromisso assumido em acordo de cooperação 
internacional; 
VII - quando a transferência for necessária para a execução de política pública ou 
atribuição legal do serviço público, sendo dada publicidade nos termos do inciso I 
do caput do art. 23 desta Lei; 
VIII - quando o titular tiver fornecido o seu consentimento específico e em destaque para 
a transferência, com informação prévia sobre o caráter internacional da operação, 
distinguindo claramente esta de outras finalidades; ou 
IX - quando necessário para atender as hipóteses previstas nos incisos II, V e VI do art. 7º 
desta Lei. 
Em relação ao controlador e ao operador (lembre-se sempre das definições do artigo 5o: VI - 
controlador: pessoa natural ou jurídica, de direito público ou privado, a quem competem as decisões 
referentes ao tratamento de dados pessoais; VII - operador: pessoa natural ou jurídica, de direito público ou 
privado, que realiza o tratamento de dados pessoais em nome do controlador;), ambos devem manter 
registros das operações de tratamento dos dados, sendo que o operador sempre executará o tratamento 
dos dados de acordo com as instruções do controlador que, por sua vez, deverá indicar o encarregado pelo 
tratamento dos dados pessoais: 
Art. 37. O controlador e o operador devem manter registro das operações de tratamento 
de dados pessoais que realizarem, especialmente quando baseado no legítimo interesse. 
Art. 39. O operador deverá realizar o tratamento segundo as instruções fornecidas pelo 
controlador, que verificará a observância das próprias instruções e das normas sobre a 
matéria. 
Art. 41. O controlador deverá indicar encarregado pelo tratamento de dados pessoais. 
Confira abaixo quais são as atividades que competem ao encarregado indicado pelo controlador: 
Art. 41 - § 2º As atividades do encarregado consistem em: 
I - aceitar reclamações e comunicações dos titulares, prestar esclarecimentos e adotar 
providências; 
II - receber comunicações da autoridade nacional e adotar providências; 
III - orientar os funcionários e os contratados da entidade a respeito das práticas a serem 
tomadas em relação à proteção de dados pessoais; e 
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IV - executar as demais atribuições determinadas pelo controlador ou estabelecidas em 
normas complementares. 
Indo adiante, danos patrimoniais, morais, individuais ou coletivos causados por violação à legislação de 
tratamento e proteção de dados pessoais deverão ser reparados por controladores e operadores que os 
causaram: 
Art. 42. O controlador ou o operador que, em razão do exercício de atividade de tratamento 
de dados pessoais, causar a outrem dano patrimonial, moral, individual ou coletivo, em 
violação à legislação de proteção de dados pessoais, é obrigado a repará-lo. 
 
(INÉDITA) Em relação aos papéis de operador e controlador, assinale a alternativa incorreta: 
a) O controlador e o operador devem manter registro das operações de tratamento de dados pessoais que 
realizarem, especialmente quando baseado no legítimo interesse. 
b) O controlador deverá realizar o tratamento de acordo com as instruções do operador sempre que este for 
nomeado pelo Ministro da Justiça. 
c) O operador deverá realizar o tratamento segundo as instruções fornecidas pelo controlador, que verificará 
a observância das próprias instruções e das normas sobre a matéria. 
d) O controlador deverá indicar encarregado pelo tratamento de dados pessoais. 
e) O controlador ou o operador que, em razão do exercício de atividade de tratamento de dados pessoais, 
causar a outrem dano patrimonial, moral, individual ou coletivo, emviolação à legislação de proteção de 
dados pessoais, é obrigado a repará-lo. 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. 
Todas as afirmativas sã citações literais da Lei, exceto a alternativa B que inverte a ordem de subordinação 
em uma situação fictícia, visto que, neste caso, não há nomeação prevista por nenhum tipo de Ministro. 
O examinador foi bem até o final da afirmativa visto que o respeito à privacidade, a liberdade de 
expressão, de informação, de comunicação e de opinião e a inviolabilidade da intimidade, da honra e da 
imagem são todos, de fato, fundamentos da LGPD porém, a decretação de sigilo sobre documentos 
considerados ultrassecretos, não tem qualquer relação com o tema, mas sim com a Lei de Acesso à 
Informação 
 
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Se o dano for decorrente de culpa do próprio titular ou caso não tenha havido descumprimento da 
legislação, não haverá reparação. 
A preocupação quanto ao acesso e segurança dos dados começa a aparecer a partir do artigo 46 da Lei, 
cabendo ao controlador comunicar à autoridade nacional e ao titular a ocorrência de incidentes de 
segurança. 
 
Art. 46. Os agentes de tratamento devem adotar medidas de segurança, técnicas e 
administrativas aptas a proteger os dados pessoais de acessos não autorizados e de 
situações acidentais ou ilícitas de destruição, perda, alteração, comunicação ou qualquer 
forma de tratamento inadequado ou ilícito. 
Art. 48. O controlador deverá comunicar à autoridade nacional e ao titular a ocorrência de 
incidente de segurança que possa acarretar risco ou dano relevante aos titulares. 
Quanto à governança, cabe a controladores e operadores formularem regras de boas práticas e de 
governança que permitam o melhor andamento de todo o processo: 
Art. 50. Os controladores e operadores, no âmbito de suas competências, pelo tratamento 
de dados pessoais, individualmente ou por meio de associações, poderão formular regras 
de boas práticas e de governança que estabeleçam as condições de organização, o regime 
de funcionamento, os procedimentos, incluindo reclamações e petições de titulares, as 
normas de segurança, os padrões técnicos, as obrigações específicas para os diversos 
envolvidos no tratamento, as ações educativas, os mecanismos internos de supervisão e 
de mitigação de riscos e outros aspectos relacionados ao tratamento de dados pessoais. 
Partindo para a fiscalização dos agentes de tratamento de dados, vale dizer que estão sujeitos a 
diversas sanções em razão de possíveis infrações cometidas, que se estendem de advertências e multas até 
a proibição total do exercício da atividade ao infrator. 
Art. 52. Os agentes de tratamento de dados, em razão das infrações cometidas às normas 
previstas nesta Lei, ficam sujeitos às seguintes sanções administrativas aplicáveis pela 
autoridade nacional: 
I - advertência, com indicação de prazo para adoção de medidas corretivas; 
II - multa simples, de até 2% (dois por cento) do faturamento da pessoa jurídica de direito 
privado, grupo ou conglomerado no Brasil no seu último exercício, excluídos os tributos, 
limitada, no total, a R$ 50.000.000,00 (cinquenta milhões de reais) por infração; 
III - multa diária, observado o limite total a que se refere o inciso II; 
IV - publicização da infração após devidamente apurada e confirmada a sua ocorrência; 
V - bloqueio dos dados pessoais a que se refere a infração até a sua regularização; 
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VI - eliminação dos dados pessoais a que se refere a infração; 
X - suspensão parcial do funcionamento do banco de dados a que se refere a infração pelo 
período máximo de 6 (seis) meses, prorrogável por igual período, até a regularização da 
atividade de tratamento pelo controlador; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) 
XI - suspensão do exercício da atividade de tratamento dos dados pessoais a que se refere 
a infração pelo período máximo de 6 (seis) meses, prorrogável por igual período; (Incluído 
pela Lei nº 13.853, de 2019) 
XII - proibição parcial ou total do exercício de atividades relacionadas a tratamento de 
dados. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) 
As sanções serão aplicadas após processo de ampla defesa e levando em conta os seguintes 
parâmetros e critérios. 
Art. 52 - § 1º As sanções serão aplicadas após procedimento administrativo que possibilite 
a oportunidade da ampla defesa, de forma gradativa, isolada ou cumulativa, de acordo 
com as peculiaridades do caso concreto e considerados os seguintes parâmetros e 
critérios: 
I - a gravidade e a natureza das infrações e dos direitos pessoais afetados; 
II - a boa-fé do infrator; 
III - a vantagem auferida ou pretendida pelo infrator; 
IV - a condição econômica do infrator; 
V - a reincidência; 
VI - o grau do dano; 
VII - a cooperação do infrator; 
VIII - a adoção reiterada e demonstrada de mecanismos e procedimentos internos capazes 
de minimizar o dano, voltados ao tratamento seguro e adequado de dados, em 
consonância com o disposto no inciso II do § 2º do art. 48 desta Lei; 
IX - a adoção de política de boas práticas e governança; 
X - a pronta adoção de medidas corretivas; e 
XI - a proporcionalidade entre a gravidade da falta e a intensidade da sanção. 
Com o objetivo de zelar pela proteção dos dados e fazer cumprir toda a normativa em vigor, é criada 
a ANPD - Autoridade Nacional de Proteção de Dados, autarquia de natureza especial, dotada de 
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autonomia técnica e decisória, com patrimônio próprio e com sede e foro no Distrito Federal, com a 
composição abaixo, sendo que os membros de seu Conselho Diretor serão escolhidos pelo Presidente da 
República e por ele nomeados, após aprovação pelo Senado Federal. 
 
Art. 55-A. Fica criada a Autoridade Nacional de Proteção de Dados 
(ANPD), autarquia de natureza especial, dotada de autonomia técnica e decisória, com pa
trimônio próprio e com sede e foro no Distrito Federal. (Redação dada pela Lei nº 14.460, 
de 2022) 
I - Conselho Diretor, órgão máximo de direção; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) 
II - Conselho Nacional de Proteção de Dados Pessoais e da Privacidade; (Incluído pela Lei 
nº 13.853, de 2019) 
III - Corregedoria; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) 
IV - Ouvidoria; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) 
V-A - Procuradoria; e (Incluído pela Lei nº 14.460, de 2022) 
VI - unidades administrativas e unidades especializadas necessárias à aplicação do 
disposto nesta Lei. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) 
Art. 55-D. O Conselho Diretor da ANPD será composto de 5 (cinco) diretores, incluído o 
Diretor-Presidente. 
Vamos agora as competências da ANPD. Obviamente impossível decorar, mas importante criar 
intimidade com suas principais atribuições, especialmente as que dizem respeito ao zelo da proteção dos 
dados, sua fiscalização, políticas e operacionalização. 
Art. 55-J. Compete à ANPD: 
I - zelar pela proteção dos dados pessoais, nos termos da legislação; (Incluído 
pela Lei nº 13.853, de 2019) 
II - zelar pela observância dos segredos comercial e industrial, observada a proteção de 
dados pessoais e do sigilo das informações quando protegido por lei ou quando a quebra 
do sigilo violar os fundamentos do art. 2º desta Lei; (Incluído pela Lei nº 13.853, 
de 2019) 
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III - elaborar diretrizes para a PolíticaNacional de Proteção de Dados Pessoais e da 
Privacidade; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) 
IV - fiscalizar e aplicar sanções em caso de tratamento de dados realizado em 
descumprimento à legislação, mediante processo administrativo que assegure o 
contraditório, a ampla defesa e o direito de recurso; (Incluído pela Lei nº 13.853, 
de 2019) 
V - apreciar petições de titular contra controlador após comprovada pelo titular a 
apresentação de reclamação ao controlador não solucionada no prazo estabelecido em 
regulamentação; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) 
VI - promover na população o conhecimento das normas e das políticas públicas sobre 
proteção de dados pessoais e das medidas de segurança; (Incluído pela Lei nº 
13.853, de 2019) 
VII - promover e elaborar estudos sobre as práticas nacionais e internacionais de proteção 
de dados pessoais e privacidade; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) 
VIII - estimular a adoção de padrões para serviços e produtos que facilitem o exercício de 
controle dos titulares sobre seus dados pessoais, os quais deverão levar em consideração 
as especificidades das atividades e o porte dos responsáveis; (Incluído pela Lei nº 
13.853, de 2019) 
IX - promover ações de cooperação com autoridades de proteção de dados pessoais de 
outros países, de natureza internacional ou transnacional; (Incluído pela Lei nº 
13.853, de 2019) 
X - dispor sobre as formas de publicidade das operações de tratamento de dados pessoais, 
respeitados os segredos comercial e industrial; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 
2019) 
XI - solicitar, a qualquer momento, às entidades do poder público que realizem operações 
de tratamento de dados pessoais informe específico sobre o âmbito, a natureza dos dados 
e os demais detalhes do tratamento realizado, com a possibilidade de emitir parecer 
técnico complementar para garantir o cumprimento desta Lei; (Incluído pela Lei 
nº 13.853, de 2019) 
XII - elaborar relatórios de gestão anuais acerca de suas atividades; (Incluído pela 
Lei nº 13.853, de 2019) 
XIII - editar regulamentos e procedimentos sobre proteção de dados pessoais e 
privacidade, bem como sobre relatórios de impacto à proteção de dados pessoais para os 
casos em que o tratamento representar alto risco à garantia dos princípios gerais de 
proteção de dados pessoais previstos nesta Lei; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 
2019) 
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XIV - ouvir os agentes de tratamento e a sociedade em matérias de interesse relevante e 
prestar contas sobre suas atividades e planejamento; (Incluído pela Lei nº 13.853, 
de 2019) 
XV - arrecadar e aplicar suas receitas e publicar, no relatório de gestão a que se refere o 
inciso XII do caput deste artigo, o detalhamento de suas receitas e 
despesas; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) 
XVI - realizar auditorias, ou determinar sua realização, no âmbito da atividade de 
fiscalização de que trata o inciso IV e com a devida observância do disposto no inciso II 
do caput deste artigo, sobre o tratamento de dados pessoais efetuado pelos agentes de 
tratamento, incluído o poder público; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) 
XVII - celebrar, a qualquer momento, compromisso com agentes de tratamento para 
eliminar irregularidade, incerteza jurídica ou situação contenciosa no âmbito de processos 
administrativos, de acordo com o previsto no Decreto-Lei nº 4.657, de 4 de setembro de 
1942; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) 
XVIII - editar normas, orientações e procedimentos simplificados e diferenciados, inclusive 
quanto aos prazos, para que microempresas e empresas de pequeno porte, bem como 
iniciativas empresariais de caráter incremental ou disruptivo que se 
autodeclarem startups ou empresas de inovação, possam adequar-se a esta 
Lei; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) 
XIX - garantir que o tratamento de dados de idosos seja efetuado de maneira simples, clara, 
acessível e adequada ao seu entendimento, nos termos desta Lei e da Lei nº 10.741, de 1º 
de outubro de 2003 (Estatuto do Idoso); (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) 
XX - deliberar, na esfera administrativa, em caráter terminativo, sobre a interpretação 
desta Lei, as suas competências e os casos omissos; (Incluído pela Lei nº 13.853, 
de 2019) 
XXI - comunicar às autoridades competentes as infrações penais das quais tiver 
conhecimento; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) 
XXII - comunicar aos órgãos de controle interno o descumprimento do disposto nesta Lei 
por órgãos e entidades da administração pública federal; (Incluído pela Lei nº 
13.853, de 2019) 
XXIII - articular-se com as autoridades reguladoras públicas para exercer suas competências 
em setores específicos de atividades econômicas e governamentais sujeitas à regulação; 
e (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) 
XXIV - implementar mecanismos simplificados, inclusive por meio eletrônico, para o 
registro de reclamações sobre o tratamento de dados pessoais em desconformidade com 
esta Lei. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) 
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(INÉDITA) A Lei 13709/2018 dispõe sobre o tratamento de dados pessoais, inclusive nos meios digitais, por 
pessoa natural ou por pessoa jurídica de direito público ou privado, com o objetivo de proteger os direitos 
fundamentais de liberdade e de privacidade e o livre desenvolvimento da personalidade da pessoa natural 
a) CERTO 
b) ERRADO 
Comentário: 
A afirmativa está CORRETA. 
É literalmente o que diz o artigo 1o da Lei! 
 
(INÉDITA) De acordo com a legislação a LGPD não se aplica ao tratamento de dados pessoais, exceto: 
a) realizado por pessoa natural para fins exclusivamente particulares e não econômicos. 
b) realizado para fins exclusivamente jornalísticos. 
c) realizado para fins exclusivos de segurança pública. 
d) realizado para fins exclusivos de atividades de investigação e repressão de infrações penais. 
e) realizado para fins exclusivamente políticos. 
A alternativa E está correta e é o gabarito da questão. 
A LGPD de fato não se aplica a todas as afirmativas acima, exceto a que prevê a não aplicação quando 
realizada para fins exclusivamente políticos, o que não está previsto em seu artigo 4o, que normatiza o tema. 
 
(INÉDITA) A ANPD é composta de: 
I. Conselho Diretor, seu órgão máximo de direção. 
II. Conselho Deliberativo, primeira instância legislativa. 
III. Conselho Nacional de Proteção de Dados Pessoais e da Privacidade 
IV. Comitê de Gestão, composto por 9 membros. 
V. Procuradoria 
a) apenas I e II 
b) apenas I, III e V 
c) apenas II, III e IV 
d) apenas I, II, IV e V. 
e) Todas 
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A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. 
Vejamos o que diz o artigo que regulamenta a questão: 
Art. 55-A. Fica criada a Autoridade Nacional de Proteção de Dados 
(ANPD), autarquia de natureza especial, dotada de autonomia técnica e decisória, com patrimônio próprio 
e com sede e foro no Distrito Federal. (Redação dada pela Lei nº 14.460, de 2022) 
I - Conselho Diretor, órgão máximo de direção; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) 
II - Conselho Nacional de Proteção de Dados Pessoais e da Privacidade; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 
2019) 
III - Corregedoria; (Incluídopela Lei nº 13.853, de 2019) 
IV - Ouvidoria; (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) 
V-A - Procuradoria; e (Incluído pela Lei nº 14.460, de 2022) 
VI - unidades administrativas e unidades especializadas necessárias à aplicação do disposto nesta 
Lei. (Incluído pela Lei nº 13.853, de 2019) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Outros instrumentos normativos importantes 
Além de todos os instrumentos normativos que já vimos, temos mais alguns que precisam ser 
destacados aqui e que serão ou já foram destacados em outros momentos de nosso curso extensivo. Vamos 
a eles: 
Acesso à Informação (Lei 12.527/2011 e Decretos 7.724 e 7.845/2012) 
A Lei de Acesso a Informação (Lei 12.527/2011) regula exatamente o acesso a informações previsto 
no inciso XXXIII do art. 5º , no inciso II do § 3º do art. 37 e no § 2º do art. 216 da Constituição Federal, 
conforme vimos no início desta aula. 
Dispõe sobre todos os procedimentos a serem observados pela União, Estados, Distrito Federal e 
Municípios, com o fim de garantir o acesso a informações previsto em nossa Constituição. 
A Lei é regulamentada pelo Decreto 7.724/2012 que define, no âmbito do Poder Executivo federal, 
os procedimentos para a garantia do acesso à informação e para a classificação de informações sob 
restrição de acesso, observados grau e prazo de sigilo. 
Além desses dois instrumentos, temos ainda o Decreto 7.845/2012 que regulamenta os 
procedimentos para credenciamento de segurança e tratamento de informação classificada em qualquer 
grau de sigilo, e dispõe sobre o Núcleo de Segurança e Credenciamento, fechando o grupo de instrumentos 
normativos relevantes para o tema. 
Cito todos aqui pois como essa é uma aula específica sobre legislação arquivística nacional, não 
poderíamos encerrá-la sem ao menos fazer essa citação visto que são textos normativos dos mais 
importantes em relação a normatização arquivística do país, porém, fique tranquilo, caso queira se 
aprofundar a aula sobre Acesso à Informação trata especificamente deste tema e com bastante 
profundidade! 
 
Regulamentação Arquivista e Técnico em Arquivos (Lei 6.546/1978, 
Decreto 82.590/1978 e Medida Provisória 905/2019) 
A Lei 6.546/1978 dispõe sobre a regulamentação das profissões de Arquivista e de Técnico de 
Arquivo, especificando quais os requisitos básicos para atuação nas duas carreiras em território nacional e 
seus principais atributos. 
O Decreto 82.590/1978, na mesma linha e quase simultaneamente, detalha um pouco mais a Lei e 
lista documentação necessária e demais requisitos para o exercício regular das profissões. 
Por outro lado, a recente Medida Provisória 905/2019 revogou justamente a necessidade de registro 
na Delegacia Regional do Trabalho do Ministério do Trabalho para o exercício das profissões de Arquivista e 
de Técnico de Arquivo, criando um nova cenário para as duas profissões. 
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Um pouco adiante a Medida Provisória 955/2020 revogou os efeitos da Medida Provisória 905/2019 
porém, também já teve sua vigência encerrada em 19/08/2020, deixando o tema sem uma definição 
normativa definitiva. 
Importante checar as últimas atualizações sobre o tema imediatamente antes de sua prova 
(considerando a data de publicação do respectivo edital) 
 
Protocolo ou Procedimentos Administrativos (Portaria Interministerial 
1.677/2015) 
A Portaria Interministerial 1677 de 07 de outubro de 2015 define os procedimentos gerais para o 
desenvolvimento das atividades de protocolo no âmbito dos órgãos e entidades da Administração Pública 
Federal. Ela é o que de mais importante existe em termos de legislação a respeito do tema. Na dúvida, vale 
sempre o que ela diz. 
Não posso deixar de lembrar que já tratamos desse assunto em aula específica ao longo do curso 
(Atividades de Protocolo) e, se julgar necessário, peço que volte a ela para relembrar todos os detalhes. 
Voltando a Portaria, observe que seu artigo 1o diz que: 
Ficam definidos os procedimentos gerais para o desenvolvimento das atividades de 
protocolo, de observância obrigatória, no âmbito dos órgãos e entidades da Administração 
Pública Federal, na forma do Anexo. 
Neste Anexo, estudado em detalhes em aula anterior, a Portaria traz os procedimentos gerais para 
o desenvolvimento das atividades de protocolo no âmbito dos órgãos públicos. 
Ainda dentro do artigo 1o, vale conhecermos os seus três parágrafos que regulam a própria atividade 
de protocolo e a sua aplicação: 
§1º Para fins desta Portaria Interministerial, consideram-se atividades de protocolo o 
recebimento, a classificação, o registro, a distribuição, o controle da tramitação, a 
expedição e a autuação de documentos avulsos para formação de processos, e os 
respectivos procedimentos decorrentes. 
§2º As atividades de protocolo são aplicáveis a todos os documentos, avulsos ou processos, 
independentemente do suporte. 
§3º É facultativo às empresas estatais federais adotarem, no que couber, o disposto no 
Anexo. 
Note acima que a portaria primeiro lista as 7 atividades típicas de protocolo: o recebimento, a 
classificação, o registro, a distribuição, o controle da tramitação, a expedição e a autuação. Logo em 
seguida fala dos procedimentos decorrentes. 
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Os chamados “procedimentos decorrentes" podem (as vezes devem) ser praticados no protocolo, 
mas não estão entre suas atividades típicas. 
Isso é tema clássico de pegadinhas por parte das mais variadas bancas, ou seja, chamar 
"procedimento geral ou decorrente" de "atividade de protocolo". Fique muito atento, especialmente com 
os procedimentos de arquivamento, desarquivamento e empréstimo que, definitivamente, não são de 
responsabilidade do Protocolo! 
Já entrando no Anexo da portaria, importante saber que o principal objetivo da portaria é padronizar 
os procedimentos gerais para o desenvolvimento das atividades de protocolo no âmbito dos órgãos e 
entidades da Administração Pública Federal. 
Por fim, como já dito acima, crítico saber que essa é uma normativa federal, válida para os órgãos e 
entidades da Administração Pública Federal, mas certamente respeitada e seguida pelos estados e 
municípios. 
Dessa forma, cabe a cada órgão ou entidade das esferas estaduais, do Distrito Federal e municipais 
elaborar manual próprio das rotinas a serem implementadas por seus respectivos serviços de protocolo, 
seguindo como norma geral o estabelecido nos procedimentos da Portaria Interministerial 1.677/2015. 
 
Transferência do Arquivo Nacional e do Conarq (Decreto 11.437/2023) 
Por último, outra importante norma vigente é o Decreto que estabeleceu a transferência do Arquivo 
Nacional e do Conarq do Ministério da Justiça e da Segurança Pública para o Ministério da Gestão e da 
Inovação em Serviços Públicos. 
Vale lembrar que o Conarq, está vinculado ao Arquivo Nacional (está inclusive sediado dentro do 
Arquivo Nacional e seu presidente é também o Diretor Geral do Arquivo Nacional). 
Nesse cenário, portanto, o Arquivo Nacional está subordinado ao Ministério da Gestão e da 
Inovação em Serviços Públicos desde 2023, por força do Decreto 11.437/2023. Vejamos: 
Art. 2º O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos tem a seguinte 
estrutura organizacional: 
I - órgãos de assistência direta e imediata ao Ministro de Estado da Gestão e da Inovação 
em Serviços Públicos:: 
II - órgãos específicos singulares: 
III - órgão colegiado: Conselho Nacional de Arquivos; e 
IV - entidades vinculadas: 
... 
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Desta forma, relembrando o histórico dessas transições (é um tema bastante cobrado pelas bancas), 
a estrutura arquivística nacional está a partir de 2023 subordinada ao Ministério da Gestão e da Inovação 
em Serviços Públicos. Antes disso esteve subordinada ao Ministério da Justiça e da Segurança Pública (entre 
2011 e 2023), por força do Decreto 7.430/2011. Antes disso o Arquivo Nacional ficou décadas subordinado 
ao Ministério da Justiça até que em 2000 sua subordinação foi transferida para a Casa Civil, onde ficou até 
2011 quando retornou ao Ministério da Justiça: 
Até 2000 - Ministério da Justiça 
2000-2011 - Casa Civil 
2011-2023 - Ministério da Justiça 
2023 em diante - Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos 
 
Atenção pois o Arquivo Nacional não faz parte do Ministério da Cultura. É muito comum o 
examinador fazer essa troca! E nem está mais na estrutura do Ministério da Justiça em 
função da recente mudança que vimos acima. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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LISTA DE QUESTÕES 
 
 
1. (FUNDATEC/IPE Saúde/Analista/2022) No que se refere à Legislação Arquivística Brasileira, analise 
as afirmações abaixo: 
 
1. O Arquivo Nacional, se possuir espaço suficiente para o armazenamento de arquivos, é o órgão 
responsável pelo recolhimento dos arquivos permanentes do poder executivo estadual, segundo a 
Lei nº 8.159/ 1991. 
 
2. O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) tem autonomia para a elaboração de seus 
instrumentos técnicos de classificação e avaliação de documentos arquivísticos, tais como o Plano 
de Classificação e a Tabela de Temporalidade e Destinação de Documentos de Arquivos relativos 
às atividades-meio e fim. 
 
3. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) não tem obrigação de gerir, nem recolher os arquivos 
permanentes dos tribunais regionais. 
 
4. O Arquivo do Senado Federal faz a gestão e recolhimento dos demais arquivos estaduais 
legislativos. 
 
5. Segundo a Lei nº 8.159/1991, ficará sujeito à responsabilidade penal, civil e administrativa aquele 
que desfigurar ou destruir documentos de valor permanente ou considerados de interesse público 
ou social. 
 
O resultado da somatória dos números correspondentes às afirmações corretas é: 
a) 08. 
b) 09. 
c) 10. 
d) 11. 
e) 12. 
2. (CETREDE/UFC/Assistente/2022) De acordo com a Lei nº 8.159, de 08 de Janeiro de 1991, que dispõe 
sobre a política nacional de arquivos públicos e privados, é dever do Poder Público a gestão 
documental e a proteção especial a documentos de arquivos, como instrumento de apoio à 
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administração, à cultura, ao desenvolvimento científico e como elementos de prova e informação. 
Nos termos desta lei, os documentos públicos são identificados como: 
a) indispensáveis, inalienáveis e imprescritíveis. 
b) correntes, intermediários e permanentes. 
c) sociais, públicos e privados. 
d) federais, estaduais e municipais. 
3. (CEBRASPE/DP DF/Analista/2022) Considerando as políticas públicas de arquivo e a legislação 
arquivística, julgue o item a seguir. No Brasil, a definição da política nacional de arquivos é atribuição 
do Arquivo Nacional. 
a) Certo 
b) Errado 
4. (FGV/PC AM/Escrivão/2022) Conforme a Lei nº 8.159/1991, também conhecida como a Lei de 
Arquivos, é dever do Poder Público a gestão documental e a proteção especial a documentos de 
arquivos, como instrumento de apoio à administração, à cultura, ao desenvolvimento científico e 
como elementos de prova e informação. A instituição arquivística competente sobre a Polícia Civil 
do Estado do Amazonas é: 
a) a Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas. 
b) o Conselho Nacional de Arquivos. 
c) o Arquivo Nacional. 
d) o Arquivo Público do Estado do Amazonas. 
e) o Arquivo da Polícia Civil do Estado do Amazonas. 
5. (CEBRASPE/PC PB/Escrivão/2022) De acordo com a política nacional de arquivos públicos e privados, 
a) a responsabilidade por acompanhar e implementar a política nacional de arquivos é de cada unidade de 
arquivo, público ou privado. 
b) o direito à informação se refere a documentos do interesse particular do solicitante. Documentos de 
interesse coletivo ou geral não estão contemplados por esse direito. 
c) a gestão documental é dever do poder público. 
d) contra a violação de sigilo estão previstas ações penal, civil e administrativa, sem direito a indenização. 
e) os documentos de valor permanente são imprescritíveis, mas podem ser alienados. 
6. (AOCP/Pref. Mun. Belém-PA/Auxiliar/2022) Considerando os arquivos públicos, conforme a Lei nº 
8159/1991, os documentos de valor permanente são: 
a) acessíveis e disponíveis. 
b) integrais e inquestionáveis. 
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c) verossímeis e incorruptíveis. 
d) consistentes e atualizáveis. 
e) inalienáveis e imprescritíveis. 
7. (VUNESP/ALESP/Analista/2022) De acordo com a Lei Federal nº 8.159/1991, é correto afirmar que: 
a) os conjuntos de documentos produzidos e recebidos por entidades privadas encarregadas da gestão de 
serviços públicos no exercício de suas atividades são considerados arquivos privados. 
b) a cessação de atividades de instituições públicas e privadas de caráter público implica o recolhimento de 
sua documentação à instituição arquivística privada conveniada ou a sua transferência à uma organização 
social. 
c) os arquivos privados de interesse público e social, por serem considerados conjuntos de fontes relevantes 
para a história, poderão ser alienados com dispersão ou perda da unidade documental. 
d) a administração e gestão da documentação pública ou de caráter público compete às instituições 
arquivísticas e museológicas federais, estaduais, do Distrito Federal e municipais. 
e) compete ao Arquivo Nacional a gestão e o recolhimento dos documentos produzidos e recebidos na esfera 
executiva federal, preservar e facultar o acesso aos documentos, acompanhar e implementar a política 
nacional de arquivos. 
8. (CESGRANRIO/ELETRONUCLEAR/Arquivista/2022) Um servidor público pretende realizar pesquisa 
de documentos antigos. Ele verifica que existe uma vasta legislação e um sem número de locais que 
possuem acesso aos documentos relevantes. Nos termos da Lei no 8.159/1991, o acesso aos 
documentos de arquivos privados, identificados como de interesse público e social, poderá ser 
franqueado mediante autorização de seu proprietário ou possuidor, sendo que os registros civis de 
arquivos de entidades religiosas ficam identificados como de interesse público e social, produzidos 
anteriormente à vigência do: 
a) Código Administrativo. 
b) Código Civil. 
c) Código Constitucional. 
d) Código Penal. 
e) Código Comercial. 
9. (COMPERVE UFRN/CREF 16/Auxiliar Administrativo/2022) Ao “conjunto de documentos produzidos 
e recebidos por órgãos públicos, instituições de caráter público e entidades privadas, em 
decorrência do exercício de atividades específicas, bem como por pessoa física, qualquer que seja o 
suporte da informação ou a natureza dos documentos” (Art. 2º, Lei nº 8.159/1991), dá-se o nome 
de: 
a) arquivo. 
b) protocolo. 
c) correspondência. 
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d) certidão. 
10. (COMPERVE UFRN/CREF 16/Auxiliar Administrativo/2022) Para responder à questão, considere o 
caso abaixo. Alberto foi recém-contratado como auxiliar administrativo em uma instituição, e uma 
desuas funções é organizar os arquivos. Pelo fato de ser um bom profissional, ele sabe o quanto 
essa atividade é de grande importância para uma boa gestão das informações no local de trabalho. 
Seus colegas, no entanto, não pensavam como ele e, em decorrência disso, Alberto precisou 
convencê-los da necessidade de se fazer essa organização. Alberto ainda sugeriu que se considerasse 
a classificação dos arquivos, de acordo com a Lei n. 8.159/91, para o seu devido tratamento e uso. 
Dessa forma, é necessário classificá-los conforme: 
a) o estágio de evolução, podendo ser correntes, intermediários ou permanentes. 
b) a natureza dos documentos, podendo ser manuais ou informatizados. 
c) a abrangência do arquivo, podendo ser internos ou externos. 
d) a entidade mantenedora, podendo ser arquivos públicos e bibliotecas públicas. 
11. (IBFC/DETRAN AM/Arquivista/2022) O Art. 3º da Lei nº 8.159, de 08 de janeiro de 1991, define: 
“Considera-se ______ o conjunto de procedimentos e operações técnicas referentes à sua ______, 
tramitação, uso, ______ e arquivamento em fase ______ e ______, visando a sua eliminação ou 
recolhimento para guarda permanente.” Assinale a alternativa que preencha correta e 
respectivamente as lacunas. 
a) gestão de documentos / classificação / avaliação / corrente / intermediária. 
b) gestão de documentos / produção / produção / corrente / intermediária. 
c) gestão de documentos / produção / avaliação / corrente / intermediária. 
d) gestão de documentos / classificação / produção / corrente / intermediária. 
12. (IBFC/DETRAN AM/Arquivista/2022) Assinale a alternativa correta que dispõe sobre a política 
nacional de arquivos públicos e privados e dá outras providências. 
a) Decreto nº 1.173, de 29 de junho de 1994. 
b) Lei nº 8.159, de 8 de janeiro de 1991. 
c) Lei nº 9.800, de 26 de maio de 2000. 
d) Lei n° 8.158, de 8 de janeiro de 1991. 
13. (ÁPICE/Pref. Mun. Umbuzeiro-PB/Agente Administrativo/2022) A gestão de documentos 
arquivísticos é um procedimento fundamental na vida de uma empresa pública ou privada. Para 
tomar decisões, recuperar a informação e preservar a memória institucional é preciso estabelecer 
um conjunto de práticas que garanta a organização e preservação dos arquivos. Administrar ou 
gerenciar documentos arquivísticos, a partir da aplicação de conceitos e teorias difundidas pela 
Arquivologia, garante às empresas públicas ou privadas obter maior controle sobre as informações 
que produzem e/ou recebem, racionalizar os espaços de guarda de documentos, desenvolver com 
mais eficiência e rapidez suas atividades, atender adequadamente clientes e cidadãos. Há uma lei 
federal, que se refere aos arquivos públicos, mas também aos arquivos privados constituídos por 
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pessoas físicas ou jurídicas, gestão de documentos é "o conjunto de procedimentos e operações 
técnicas referentes à sua produção, tramitação, uso, avaliação e arquivamento em fase corrente e 
intermediária, visando a sua eliminação ou recolhimento para guarda permanente”. Qual é esta lei 
sobre os arquivos? 
a) LEI Nº 4.743, DE 9 DE OUTUBRO DE 2020. 
b) LEI Nº 4.159, DE 8 DE MARÇO DE 1994. 
c) LEI Nº 8.159, DE 15 DE JANEIRO DE 1993. 
d) LEI Nº 8.159, DE 8 DE JANEIRO DE 1991. 
e) LEI Nº 3.590, DE 6 DE JULHO DE 1998. 
14. (ÁPICE/Pref. Mun. Umbuzeiro-PB/Recepcionista/2022) Considerando de acordo com a Lei Federal 
n° 8.159, de 8 de janeiro de 1991, art. 3° como o conjunto de procedimentos e operações técnicas 
referentes à sua produção, tramitação, uso, avaliação e arquivamento em fase corrente e 
intermediária, visando a sua eliminação ou recolhimento para guarda permanente. O texto refere-
se a: 
a) Gestão financeira; 
b) Gestão de controle; 
c) Lei orçamentária; 
d) LGPD - Lei Geral de Proteção de dados; 
e) Gestão de documentos. 
15. (SELECON/CM São Gonçalo-RJ/Analista/2022) Segundo a Lei nº 8159, de 8 de janeiro de 1991, a 
condição que exerce preferência na aquisição de arquivos privados pelo Poder Público, tendo em 
vista o interesse público e social, é a de que esses arquivos sejam: 
a) percebidos como conjuntos de fontes relevantes de valores administrativo e fiscal, a fim de dar apoio às 
atividades-meio da Administração Pública. 
b) observados como fontes vantajosas que proporcionem maior eficiência técnica e menor preço ao Poder 
Público. 
c) considerados os conjuntos como fontes relevantes para a história e o desenvolvimento científico nacional. 
d) identificados como arquivos especiais pelo valor oneroso da composição de seus diversos formatos físicos. 
16. (QUADRIX/CRECI 24 RO/Assistente/2022) Considerando as noções de arquivologia e seus conceitos 
fundamentais, bem como a legislação nacional e o processo de digitalização de documentos, julgue 
o item. O órgão colegiado que define a política nacional de arquivos públicos e privados é o Arquivo 
Nacional. 
a) Certo 
b) Errado 
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17. (UNIFIL/Pref. Mun. Paranacity-PR/Auxiliar/2022) Analise as assertivas e assinale a alternativa 
correta. De acordo com a Lei nº 8.159, de 8 de janeiro de 1991, que dispõe sobre a política nacional 
de arquivos públicos e privados e dá outras providências, os arquivos públicos: 
 
I. são os conjuntos de documentos produzidos ou recebidos por pessoas físicas ou jurídicas, em 
decorrência de suas atividades. 
 
II. podem ser identificados pelo Poder Público como de interesse público e social, desde que sejam 
considerados como conjuntos de fontes relevantes para a história e desenvolvimento científico 
nacional. 
 
III. são identificados como correntes, intermediários e permanentes. 
 
IV. são os conjuntos de documentos produzidos e recebidos, no exercício de suas atividades, por 
órgãos públicos de âmbito federal, estadual, do Distrito Federal e municipal em decorrência de suas 
funções administrativas, legislativas e judiciárias. 
a) Apenas I e II estão corretas. 
b) Apenas I, II e III estão corretas. 
c) Apenas II, III e IV estão corretas. 
d) Apenas III e IV estão corretas. 
18. (UNIFIL/CM Mandaguaçu-PR/Auxiliar/2022) Sobre a Lei nº 8159, de 8 de janeiro de 1991, que dispõe 
sobre a política nacional de arquivos públicos e privados e dá outras providências, informe se é 
verdadeiro (V) ou falso (F) para o que se afirma e assinale a alternativa que apresenta a 
sequência correta. 
 
( ) Os arquivos públicos são os conjuntos de documentos produzidos e recebidos, no exercício de 
suas atividades, por órgãos públicos de âmbito federal, estadual, do Distrito Federal e municipal 
em decorrência de suas funções administrativas, legislativas e judiciárias. 
 
( ) A eliminação de documentos produzidos por instituições públicas e de caráter público será 
realizada mediante autorização da instituição arquivística pública, na sua específica esfera de 
competência. 
 
( ) Os documentos de valor permanente são alienáveis e prescritíveis. 
 
( ) Os arquivos privados não podem ser identificados pelo Poder Público como de interesse público 
e social, mesmo que sejam considerados como conjuntos de fontes relevantes para a história e 
desenvolvimento científico nacional, justamente por seu caráter privado. 
 
( ) Ficará sujeito à responsabilidade penal, civil e administrativa, na forma da legislação em vigor, 
aquele que desfigurar ou destruir documentos de valor permanente ou considerado como de 
interesse público e social. 
a) F – V – V – V – F. 
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b) V – V – F – V – V. 
c) V – V – F – F – V. 
d) V – V – V – F – V. 
e) F – F – V – V – F. 
19. (IDECAN/IF PA/Assistente/2022) De acordocom a Lei 8.159/91, os documentos públicos são 
identificados como: 
a) primários, intermediários e definitivos. 
b) correntes, derivados e definitivos. 
c) correntes, intermediários e permanentes. 
d) confidenciais, sigilosos e públicos. 
20. (IDECAN/IF PA/Assistente/2022) Sobre a política nacional de arquivos públicos e privados, 
estabelecida pela Lei 8.159/91, analise as afirmativas a seguir: 
 
I. Consideram-se arquivos, os conjuntos de documentos produzidos e recebidos por órgãos 
públicos, instituições de caráter público e entidades privadas, em decorrência de atividades 
específicas, bem como por pessoa física. 
 
II. Todos têm direito de receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular ou de 
interesse coletivo ou geral, contidas em documentos de arquivos, não sendo possível ser oposta 
qualquer restrição a este direito. 
 
III. Os arquivos públicos são os conjuntos de documentos produzidos e recebidos, no exercício de 
suas atividades, por órgãos públicos de âmbito federal, estadual, do Distrito Federal e municipal 
em decorrência de suas funções administrativas, legislativas e judiciárias. 
 
É correto o que se afirma: 
a) apenas em I e II. 
b) apenas em I e III. 
c) apenas em II e III. 
d) em I, II e III. 
21. (IBFC/PC BA/Escrivão/2022) De acordo com o Art. 9º da Lei 8.159 de 1991, a eliminação de 
documentos produzidos por instituições públicas e de caráter público será realizada mediante 
autorização da (o): 
a) Instituição Arquivística Pública, na sua específica esfera de competência. 
b) Arquivo Nacional. 
c) Comissão Permanente de Avaliação de Documentos. 
d) Conselho Nacional de Justiça. 
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e) Comissão de Gestão de Documentos. 
22. (IBFC/PC BA/Escrivão/2022) Sobre o conceito de gestão de documentos, de acordo com a Lei nº 
8.159/1991, assinale a alternativa correta. 
a) Conjuntos de documentos produzidos e recebidos por órgãos públicos, instituições de caráter público e 
entidades privadas, em decorrência do exercício de atividades específicas, bem como por pessoa física, 
qualquer que seja o suporte da informação ou a natureza dos documentos. 
b) Conjuntos de documentos de valor histórico, probatório e informativo que devem ser definitivamente 
preservados. 
c) O conjunto de procedimentos e operações técnicas referentes à sua produção, tramitação, uso, avaliação 
e arquivamento em fase corrente e intermediária, visando a sua eliminação ou recolhimento para guarda 
permanente. 
d) Conjunto de documentos produzidos ou recebidos por pessoas físicas ou jurídicas, em decorrência de suas 
atividades. 
e) Conjunto de fontes relevantes para a história e desenvolvimento científico nacional. 
23. (IBFC/PC BA/Escrivão/2022) De acordo com a Lei n.º 8.159/1991, ficará sujeito à responsabilidade 
penal, civil e administrativa aquele que desfigurar ou destruir documentos de valor: 
a) público. 
b) permanente. 
c) terciário. 
d) privado. 
e) especial. 
24. (CESGRANRIO/ELETRONUCLEAR/Arquivista/2022) Um professor pretende apresentar projeto de 
pesquisa sobre os arquivos em meio eletrônico existentes e os documentos e imagens que, por 
estarem preservados, possibilitam a reconstituição histórica dos fatos ocorridos. Ele é informado, 
na ocasião, que, nos termos da Lei no 12.682/2012, as empresas privadas ou os órgãos da 
Administração Pública direta ou indireta que utilizarem procedimentos de armazenamento de 
documentos em meios eletrônico, óptico ou equivalente, para localizá-los com precisão e conferir 
posteriormente a regularidade das etapas do processo adotado, deverão utilizar o sistema de: 
a) qualificação. 
b) controle. 
c) anterioridade. 
d) indexação. 
e) autorização. 
25. (FUNDATEC/IPE Saúde/Analista/2022) No Brasil, a política de arquivos públicos e privados é 
gerenciada pelo Conselho Nacional de Arquivos (CONARQ). Dentre as finalidades desse órgão, 
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conforme estabelecido no Decreto Federal nº 4.073/2002 (alterado pelo Decreto Federal nº 
10.148/2019), compete ao CONARQ, EXCETO: 
a) Estabelecer diretrizes para o funcionamento do Sistema Nacional de Arquivos (SINAR), visando à gestão, 
à preservação e ao acesso aos documentos de arquivos. 
b) Zelar pelo cumprimento dos dispositivos constitucionais e legais que norteiam o funcionamento e o acesso 
aos arquivos públicos. 
c) Estimular a integração e modernização dos arquivos públicos e privados. 
d) Fiscalizar, por meio do Arquivo Nacional, os acordos, convênios, parcerias e termos de cooperação técnica 
com órgãos e entidades públicas e privadas em matéria de interesse mútuo. 
e) Promover a elaboração do cadastro nacional de arquivos públicos e privados, bem como desenvolver 
atividades censitárias referentes a arquivos. 
26. (CETRDE/UFC/Arquivista/2022) Marque a alternativa que traz uma competência do Conselho 
Nacional de Arquivos (CONARQ). 
a) Promover e coordenar o processo de preservação do patrimônio cultural brasileiro visando fortalecer 
identidades, garantir o direito à memória e contribuir para o desenvolvimento socioeconômico do País. 
b) Coletar, registrar, salvaguardar e dar acesso à produção intelectual brasileira, assegurando o intercâmbio 
com instituições nacionais e internacionais e a preservação da memória bibliográfica e documental do país. 
c) Propor ao Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública atos normativos necessários ao 
aprimoramento e à implementação da política nacional de arquivos públicos e privados. 
d) Promover a mobilização coletiva para valorizar a consciência histórica e o direito ao patrimônio cultural 
do Brasil, por meio da formação e preservação de acervo, ação educativa e construção de conhecimento. 
27. (CEBRASPE/DP DF/Analista/2022) Acerca de sistemas e redes de arquivo, julgue o item a seguir. 
Pessoas físicas de direito privado que possuam acervo arquivístico poderão integrar o Sistema 
Nacional de Arquivos mediante acordo com o Conselho Nacional de Arquivos (CONARQ). 
a) Certo 
b) Errado 
28. (CEBRASPE/DP DF/Analista/2022) Acerca de sistemas e redes de arquivo, julgue o item a seguir. Os 
integrantes do Sistema Nacional de Arquivos devem atuar de forma colaborativa na atividade 
censitária de arquivos. 
a) Certo 
b) Errado 
29. (CEBRASPE/TELEBRAS/Especialista em Gestão/2022) Acerca dos princípios e conceitos arquivísticos, 
da política de arquivos, da legislação e das normas da área, julgue o item que se segue. Quem define 
a política nacional de arquivos é o Sistema de Gestão de Documentos e Arquivos (SIGA). 
a) Certo 
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b) Errado 
30. (CEBRASPE/TELEBRAS/Especialista em Gestão/2022) Acerca dos princípios e conceitos arquivísticos, 
da política de arquivos, da legislação e das normas da área, julgue o item que se segue. É do Conselho 
Nacional de Arquivos a responsabilidade de propor diretrizes e normas relativas à gestão e à 
preservação de documentos e arquivos, no âmbito da administração pública federal. 
a) Certo 
b) Errado 
31. (QUADRIX/CRECI 24 RO/Assistente/2022) Considerando as noções de arquivologia e seus conceitos 
fundamentais, bem como a legislação nacional e o processo de digitalização de documentos, julgue 
o item. Subvencionar a elaboração de planos nacionais de desenvolvimento de arquivos públicos e 
privados é uma competência do CONARQ. 
a) Certo 
b) Errado 
32. (QUADRIX/CRP 10/Assistente/2022) Considerando as noções de arquivologia e as legislações 
arquivísticas, julgue o item. Segundo o Decreto n.o 7.845/2012, o responsável pela segurança da 
informação sigilosa é denominado gestor de segurançaa equiparação com faz entre os documentos públicos e 
aqueles privados, desde que produzidos ou recebidos por entidades privadas encarregadas da gestão de 
serviços públicos. 
 Mais adiante a lei define as três idades documentais, de maneira formal: 
Art. 8º - Os documentos públicos são identificados como correntes, intermediários e 
permanentes. 
§ 1º - Consideram-se documentos correntes aqueles em curso ou que, mesmo sem 
movimentação, constituam objeto de consultas frequentes 
§ 2º - Consideram-se documentos intermediários aqueles que, não sendo de uso corrente 
nos órgãos produtores, por razões de interesse administrativo, aguardam a sua eliminação 
ou recolhimento para guarda permanente. 
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§ 3º - Consideram-se permanentes os conjuntos de documentos de valor histórico, 
probatório e informativo que devem ser definitivamente preservados. 
Art. 9º - A eliminação de documentos produzidos por instituições públicas e de caráter 
público será realizada mediante autorização da instituição arquivística pública, na sua 
específica esfera de competência. 
Art. 10 - Os documentos de valor permanente são inalienáveis e imprescritíveis. 
 Note que não há qualquer grande novidade. A lei vincula os documentos e suas respectivas idades 
documentais à frequência de uso e aos seus valores. Surpreendentemente essa é uma questão que aperece 
recorrentemente em provas, ou seja, de acordo com a Lei, como se dividem os documentos públicos? E a 
resposta é mesmo a mais simples possível: correntes, intermediários e permanentes. Vira e mexe essa 
questão aparece e faz o candidato ficar procurando a pegadinha, pois parece muito simples... 
 Importante notar que o artigo 10o traz a preocupação com a eliminação de documentos e atribui aos 
documentos de valor permanente (ou secundário), a inalienabilidade e a imprescritibilidade ou seja, não 
podem ser alienados nunca, devendo ser eternamente custodiados. 
 Vamos analisar agora o texto normativo a respeito dos arquivos privados: 
Art. 11 - Consideram-se arquivos privados os conjuntos de documentos produzidos ou 
recebidos por pessoas físicas ou jurídicas, em decorrência de suas atividades. 
Art. 12 - Os arquivos privados podem ser identificados pelo Poder Público como de 
interesse público e social, desde que sejam considerados como conjuntos de fontes 
relevantes para a história e desenvolvimento científico nacional. 
Art. 13 - Os arquivos privados identificados como de interesse público e social não poderão 
ser alienados com dispersão ou perda da unidade documental, nem transferidos para o 
exterior. 
Parágrafo único - Na alienação desses arquivos o Poder Público exercerá preferência na 
aquisição. 
Art. 14 - O acesso aos documentos de arquivos privados identificados como de interesse 
público e social poderá ser franqueado mediante autorização de seu proprietário ou 
possuidor. 
Art. 15 - Os arquivos privados identificados como de interesse público e social poderão ser 
depositados a título revogável, ou doados a instituições arquivísticas públicas. 
Art. 16 - Os registros civis de arquivos de entidades religiosas produzidos anteriormente à 
vigência do Código Civil ficam identificados como de interesse público e social. 
 A definição mais uma vez não varia quase nada em relação a definição atribuída aos arquivos, exceto 
em relação a sua produção (pessoas físicas ou jurídicas), mas sempre relacionadas as suas atividades, ou 
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seja, mantendo a relação direta com o Princípio da Organicidade, assim como os arquivos públicos e os 
arquivos em geral. 
 
 Muito importante notar aqui (especialmente porque cai muito em prova) a possibilidade de 
identificação do chamado "interesse público e social" nos arquivos privados, o que traz a eles imediatamente 
uma série de características especiais em relação a alienação, dispersão, transferência e acesso. 
 A partir do artigo 17 a lei cuida da organização e administração de instituições arquivísticas públicas. 
Art. 17 - A administração da documentação pública ou de caráter público compete às 
instituições arquivísticas federais, estaduais, do Distrito Federal e municipais. 
§ 1º - São Arquivos Federais o Arquivo Nacional do Poder Executivo, e os arquivos do Poder 
Legislativo e do Poder Judiciário. São considerados, também, do Poder Executivo os 
arquivos do Ministério da Marinha, do Ministério das Relações Exteriores, do Ministério do 
Exército e do Ministério da Aeronáutica. 
§ 2º - São Arquivos Estaduais o arquivo do Poder Executivo, o arquivo do Poder Legislativo 
e o arquivo do Poder Judiciário. 
§ 3º - São Arquivos do Distrito Federal o arquivo do Poder Executivo, o arquivo do Poder 
Legislativo e o arquivo do Poder Judiciário. 
§ 4º - São Arquivos Municipais o arquivo do Poder Executivo e o arquivo do Poder 
Legislativo. 
§ 5º - Os arquivos públicos dos Territórios são organizados de acordo com sua estrutura 
político-jurídica. 
Art. 18 - Compete ao Arquivo Nacional a gestão e o recolhimento dos documentos 
produzidos e recebidos pelo Poder Executivo Federal, bem como preservar e facultar o 
acesso aos documentos sob sua guarda, e acompanhar e implementar a política nacional 
de arquivos. 
Parágrafo único - Para o pleno exercício de suas funções, o Arquivo Nacional poderá criar 
unidades regionais. 
Art. 19 - Competem aos arquivos do Poder Legislativo Federal a gestão e o recolhimento 
dos documentos produzidos e recebidos pelo Poder Legislativo Federal no exercício de suas 
funções, bem como preservar e facultar o acesso aos documentos sob sua guarda. 
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Art. 20 - Competem aos arquivos do Poder Judiciário Federal a gestão e o recolhimento dos 
documentos produzidos e recebidos pelo Poder Judiciário Federal no exercício de suas 
funções, tramitados em juízo e oriundos de cartórios e secretarias, bem como preservar e 
facultar o acesso aos documentos sob sua guarda. 
Art. 21 - Legislação Estadual, do Distrito Federal e municipal definirá os critérios de 
organização e vinculação dos arquivos estaduais e municipais, bem como a gestão e o 
acesso aos documentos, observado o disposto na Constituição Federal, e nesta Lei. 
 Veja que aqui o legislador estabelece a competência de cada um dos arquivos federais, ou seja, o que 
cabe a quem. E isso cai bastante em prova. 
 
 Veja que cabe ao Arquivo Nacional apenas a gestão e o recolhimento dos documentos produzidos e 
recebidos pelo Poder Executivo Federal e não dos demais poderes, que ficam a cargo dos arquivos federais 
do Legislativo e do Judiciário. 
Atenção, pois, é muito comum o examinador assumir que o Arquivo Nacional é o 
responsável pela guarda dos documentos dos Poderes Legislativo e Judiciário Federais. 
Está errado! Arquivo Nacional = Poder Executivo Federal. E só!! 
 Ainda, importante notar que legislação específica dos estados, DF e municípios deverá definir os 
critérios de ação de seus respectivos arquivos. 
 Os artigos 22 a 24 foram revogados pela lei 12.527/2011 (Lei de Acesso à Informação) e, por fim, as 
disposições finais, artigos 25 a 28. Vejamos: 
Art. 25 - Ficará sujeito à responsabilidade penal, civil e administrativa, na forma da 
legislação em vigor, aquele que desfigurar ou destruir documentos de valor permanente 
ou considerado como de interesse público e social. 
Art. 26 - Fica criado o Conselho Nacional de Arquivos - CONARQ, órgão vinculado ao Arquivo 
Nacional, que definirá a política nacional de arquivos, como órgão central de um Sistema 
Nacional de Arquivos - SINAR. 
§ 1º - O Conselho Nacional de Arquivose credenciamento. 
a) Certo 
b) Errado 
33. (QUADRIX/CRP 10/Assistente/2022) Considerando as noções de arquivologia e as legislações 
arquivísticas, julgue o item. De acordo com o Decreto n.o 7.845/2012, documento controlado (DC) 
é o termo utilizado para designar o documento cuja informação tenha sido classificada com grau de 
sigilo. 
a) Certo 
b) Errado 
34. (QUADRIX/CRP 10/Assistente/2022) Considerando as noções de arquivologia e as legislações 
arquivísticas, julgue o item. Quando contiver informações classificadas apenas com grau de sigilo 
ultrassecreto, o documento deverá constar no termo de classificação da informação (TCI), 
juntamente com a indicação do prazo, contado em anos, meses ou dias. 
a) Certo 
b) Errado 
35. (QUADRIX/CRP 10/Assistente/2022) Considerando as noções de arquivologia e as legislações 
arquivísticas, julgue o item. De acordo com o grau de sigilo dos documentos, no momento da 
expedição e da tramitação, deverão ser adotados procedimentos específicos, como, por exemplo, o 
uso de envelopes duplos, de modo que, no envelope externo, conste a identificação do destinatário 
e a indicação do grau de sigilo. 
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a) Certo 
b) Errado 
36. (SELECON/CM São Gonçalo-RJ/Assistente/2022) Os documentos arquivados do Poder Público, 
quanto à natureza do assunto, podem ser classificados como ostensivos ou sigilosos. Os arquivos 
sigilosos, por sua vez, são classificados em graus crescentes de sigilo. Os dados, documentos ou 
informações, cuja restrição de acesso é de 5 anos e cujo acesso por pessoa não credenciada possa 
comprometer os objetivos neles constantes, referem-se ao grau de sigilo: 
a) secreto. 
b) ordinário. 
c) reservado. 
d) ultrassecreto. 
37. (CETREDE/UFC/Arquivista/2022) Conforme a Norma Brasileira de Descrição Arquivística 
(NOBRADE), há sete elementos de descrição obrigatórios. Marque a alternativa que apresenta um 
deles. 
a) Nome do(s) produtor(es). 
b) História administrativa / biografia. 
c) História arquivística. 
d) Procedência. 
38. (CEBRASPE/DP DF/Analista/2022) Com base nas disposições da Norma Brasileira de Descrição 
Arquivística (NOBRADE) e da Norma Geral Internacional de Descrição Arquivística (ISAD(G)), julgue 
o item subsequente. A área de ponto de acesso e descrição de assuntos não consta da ISAD(G), 
estando presente apenas na NOBRADE. 
a) Certo 
b) Errado 
39. (CEBRASPE/DP DF/Analista/2022) Com base nas disposições da Norma Brasileira de Descrição 
Arquivística (NOBRADE) e da Norma Geral Internacional de Descrição Arquivística (ISAD(G)), julgue 
o item subsequente. Chama-se incorporação o ato de acrescentar documentos a uma unidade de 
descrição já custodiada por um arquivo. 
a) Certo 
b) Errado 
40. (CETREDE/UFC/Arquivista/2022) Sobre as recomendações para digitalização de documentos 
arquivísticos permanentes, do CONARQ, é correto afirmar que tratam: 
a) da descrição arquivística e política de acesso e uso dos documentos arquivísticos. 
b) da digitalização de acervo sonoro e de imagens em movimento. 
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c) da preservação em longo prazo daqueles documentos originalmente criados e mantidos em ambiente 
eletrônico. 
d) das boas práticas gerais para armazenamento, segurança e preservação dos representantes digitais. 
41. (CETREDE/UFC/Arquivista/2022) Sobre assinatura digital é correto afirmar que: 
a) um documento pode ser considerado autêntico sem que nele conste uma autenticação. 
b) as técnicas de autenticação baseadas em tecnologia são efetivas para a transmissão dos documentos no 
tempo. 
c) a assinatura digital garante a autenticação do documento, no longo prazo, dispensando outros 
procedimentos de gestão e de preservação. 
d) enquanto declaração, a autenticação garante necessariamente a autenticidade do documento. 
42. (QUADRIX/CRP 10/Assistente/2022) Considerando as noções de arquivologia e as legislações 
arquivísticas, julgue o item. O Conarq, considerando os documentos públicos e privados e seus 
processos de digitalização, estabeleceu diretrizes e orientações por meio das quais é possível que 
os documentos digitalizados produzam os mesmos efeitos legais que os documentos originais. 
a) Certo 
b) Errado 
43. (QUADRIX/CRP 10/Assistente/2022) Considerando as noções de arquivologia e as legislações 
arquivísticas, julgue o item. Um repositório arquivístico digital armazena e gerencia apenas 
documentos de caráter permanente, já que sua finalidade é a preservação e a disponibilização 
desses documentos para subsidiar pesquisas. 
a) Certo 
b) Errado 
44. (IBFC/DETRAN AM/Arquivista/2022) De acordo com a Resolução nº 40, de 9 de dezembro de 2014 
(alterada pela Resolução nº 44, de 14 de fevereiro de 2020), do Conselho Nacional de Arquivos 
(CONARQ), são instrumentos básicos para a eliminação de documentos no âmbito dos órgãos e 
entidades integrantes do Sistema Nacional de Arquivos (SINAR). Sobre esses instrumentos, analise 
as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F). 
 
( ) Listagem de eliminação de documentos. 
 
( ) Edital de ciência de eliminação de documentos. 
 
( ) Listagem de eliminação e incorporação de documentos. 
 
( ) Termo de eliminação de documentos. 
 
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo. 
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a) V - V - F - F 
b) F - V - V - V 
c) F - V - V - F 
d) V - V - F - V 
45. (SELECON/CM São Gonçalo-RJ/Analista/2022) O Código de Entidades Custodiadoras de Acervos 
Arquivísticos - CODEARQ, instituído pela Resolução nº 28 de 17 de fevereiro de 2009, que dispõe 
sobre a adoção da Norma Brasileira de Descrição Arquivística - NOBRADE pelos órgãos e entidades 
integrantes do Sistema Nacional de Arquivos - SINAR, institui o Cadastro Nacional de Entidades 
Custodiadoras de Acervos Arquivísticos e estabelece a obrigatoriedade da adoção do CODEARQ para 
aplicabilidade da NOBRADE, que tem a finalidade de identificar inequivocamente cada instituição 
custodiadora de acervo arquivístico. O CODEARQ é fornecido: 
a) pela própria entidade custodiadora e enviado ao Conselho Nacional de Arquivos — CONARQ para o seu 
cadastramento eletrônico. 
b) por meio de solicitação da entidade custodiadora e, quando for o caso, da unidade administrativa a ela 
subordinada ou subunidade custodiadora, através do envio das informações cadastrais ao CONARQ por e-
mail. 
c) pela própria entidade custodiadora, mediante autorização de elaboração do CODEARQ, previamente 
solicitado ao SINAR, por meio de preenchimento do formulário eletrônico para cadastro de entidade 
autorizada. 
d) mediante solicitação feita pela entidade custodiadora e, quando for o caso, da unidade administrativa a 
ela subordinada ou subunidade custodiadora, por meio de preenchimento do formulário eletrônico, para 
cadastro de entidade custodiadora, que é disponibilizado pelo CONARQ, como um de seus serviços. 
46. (CETREDE/UFC/Arquivista/2022) Marque a alternativa correta sobre a composição do Conselho 
Diretor da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). 
a) 5 (cinco) diretores, incluído o Diretor-Presidente. 
b) 4 (quatro) diretores, incluído o Diretor-Presidente. 
c) 3 (três) diretores, incluído o Diretor-Presidente. 
d) 6 (seis) diretores, incluído o Diretor-Presidente. 
47. (CETREDE/UFC/Arquivista/2022) Com base na transcrição legal, marque a alterativa correta. 
“...racionaliza atos e procedimentos administrativos dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito 
Federal e dos Municípios mediante a supressão ou a simplificação de formalidades ou exigências 
desnecessárias ou superpostas,cujo custo econômico ou social, tanto para o erário como para o 
cidadão, seja superior ao eventual risco de fraude, e institui o Selo de Desburocratização e 
Simplificação”. O trecho refere-se à(ao): 
a) Lei nº 13.726, de 8 de outubro de 2018. 
b) Lei nº 13.874, de 20 de setembro de 2019. 
c) Medida provisória nº 983, de 16 de junho de 2020. 
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d) Decreto nº 10.279, de 18 de março de 2020. 
48. (CEBRASPE/PGE RJ/Técnico/2022) Acerca de princípios da arquivologia, da legislação arquivística e 
de protocolo, julgue o item. O prazo máximo de restrição de acesso a informações ultrassecretas é 
de vinte e cinco anos, de acordo com a legislação. 
a) Certo 
b) Errado 
49. (OBJETIVA CONCURSOS/CM Ipiranga do Norte-MT/Assistente/2022) Considerando-se os arquivos 
municipais e sua área de jurisdição, analisar os itens abaixo: 
 
I. O atributo “municipal” tem o sentido de “originário do Poder Público municipal”. 
 
II. São municipais os documentos produzidos, recebidos e acumulados pela Prefeitura e pela 
Câmara de Vereadores no desempenho de suas funções. 
a) Os itens I e II estão corretos. 
b) Somente o item I está correto. 
c) Somente o item II está correto. 
d) Os itens I e II estão incorretos. 
50. (INSTITUTO AOCP/Pref. Mun. João Pessoa-PB/Assistente Administrativo/2021) A administração da 
documentação pública ou de caráter público compete às instituições arquivísticas federais, 
estaduais, do Distrito Federal e municipais. Quais são os arquivos administrados pelas instituições 
arquivísticas municipais? 
a) O arquivo do Poder Executivo, o arquivo do Poder Legislativo e o arquivo do Poder Judiciário. 
b) O arquivo do Poder Legislativo e o arquivo do Poder Judiciário. 
c) O arquivo do Poder Judiciário e o arquivo do Poder Executivo. 
d) O arquivo do Poder Executivo e o arquivo do Poder Legislativo. 
e) O arquivo do poder Judiciário. 
51. (OBJETIVA CONCURSOS/Pref. Mun. Santa Maria-RS/Arquivista/2021) De acordo com a Lei nº 
8.159/1991, sobre os arquivos públicos e privados, assinalar a alternativa CORRETA: 
a) Consideram-se arquivos públicos os conjuntos de documentos produzidos ou recebidos por pessoas físicas 
ou jurídicas, em decorrência de suas atividades. 
b) Os arquivos privados identificados como de interesse público e social poderão ser alienados com dispersão 
ou perda da unidade documental, ou transferidos para o exterior. 
c) O acesso aos documentos de arquivos privados identificados como de interesse público e social não poderá 
ser franqueado, mesmo se autorizado pelo seu proprietário ou possuidor. 
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d) Os arquivos privados identificados como de interesse público e social devem ser depositados a título 
irrevogável. 
e) Os registros civis de arquivos de entidades religiosas produzidos anteriormente à vigência do Código Civil 
ficam identificados como de interesse público e social. 
52. (CEBRASPE/MPE AP/Técnico/2021) De acordo com a legislação arquivística em vigor, os 
documentos públicos podem ser identificados como: 
a) ostensivos ou confidenciais. 
b) correntes, intermediários ou permanentes. 
c) coletivos ou individuais. 
d) reservados, secretos ou ultrassecretos. 
e) gerenciais ou custodiados. 
53. (CEV URCA/Pref. Mun. Crato-CE/Arquivista/2021) A Lei Federal nº 8.159/1991 tem por objetivo: 
a) Declarar o interesse cultural e social do acervo documental público. 
b) Dispor sobre a política nacional de arquivos públicos e privados. 
c) Instituir a política de dados abertos do poder executivo federal. 
d) Organizar e responsabilizar pessoa física ou jurídica no âmbito arquivístico. 
e) Alterar, atualizar e consolidar a legislação de direitos autorais e de responsabilidade dos arquivos. 
54. (CEBRASPE/PGDF/Técnico Jurídico/2021) Acerca dos princípios e conceitos da arquivística, bem 
como da legislação que a regula, julgue o item que se segue. No Distrito Federal, diferentemente 
do que ocorre nos estados, os documentos considerados de valor permanente deverão ser 
recolhidos ao Arquivo Nacional. 
a) Certo 
b) Errado 
55. (INSTITUTO AOCP/CM Teresina-PI/Assistente/2021) Considerando a legislação arquivística, a lei n° 
8.159/1991 dispõe sobre a política nacional de arquivos públicos e privados e, em seu capítulo IV, 
trata da organização e administração de instituições arquivísticas públicas que são de competências 
federal, estaduais, do Distrito Federal e municipais. Com base nessa lei, qual(is) é/são o(s) 
arquivo(s) que compete(m) aos municípios? 
a) São Arquivos Municipais o arquivo do Poder Executivo, o arquivo do Poder Judiciário e o arquivo do Poder 
Legislativo. 
b) São Arquivos Municipais o arquivo do Poder Executivo e o arquivo do Poder Legislativo. 
c) São Arquivos Municipais o arquivo do Poder Legislativo e o arquivo do Poder Judiciário. 
d) São Arquivos Municipais o arquivo do Poder Judiciário e o arquivo do Poder Executivo. 
e) É Arquivo Municipal somente o arquivo do Poder Executivo. 
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56. (IDIB/CRECI 7/Profissional de Suporte Técnico/2021) Para organizar seu trabalho, Marcos, 
Profissional de Suporte Técnico (PST), precisa ter noções de arquivamento muito definidas, 
colocando-as em prática no seu cotidiano laboral. Desta feita, considerando o exposto na Lei nº 
8.159, de 8 de janeiro de 1991, analise as afirmativas a seguir: 
 
I. Os documentos públicos são identificados como recorrentes, intermediários e permanentes. 
 
II. A eliminação de documentos produzidos por instituições públicas e de caráter público será 
realizada mediante autorização da instituição arquivística pública, na sua específica esfera de 
competência. 
 
III. A cessação de atividades de instituições públicas e de caráter público implica o recolhimento de 
sua documentação à instituição arquivística pública ou a sua transferência à instituição sucessora. 
 
É correto o que se afirma: 
a) apenas em I e II. 
b) apenas em I e III. 
c) apenas em II e III. 
d) em I, II e III. 
57. (OBJETIVA CONCURSOS/Pref. Mun. Venâncio Aires-RS/Agente/2021) Sobre os arquivos, assinalar 
a alternativa que preenche as lacunas abaixo CORRETAMENTE: 
 
Arquivos _____________ são conjuntos de documentos produzidos ou recebidos por instituições 
não públicas ou por pessoas físicas, devido a suas atividades específicas. Os arquivos públicos 
_______________ são os conjuntos de documentos atuais, em curso, que são objeto de consultas e 
pesquisas correntes. 
a) privados | permanentes. 
b) públicos | correntes. 
c) públicos | permanentes. 
d) privados | correntes. 
e) particulares | inativos. 
58. (FADESP/CM Marabá-PA/Agente Administrativo/2021) Segundo a Lei nº 8.159, de 8 de janeiro de 
1991, que dispõe sobre a política nacional de arquivos públicos e privados, aquele que desfigurar 
ou destruir documentos de valor permanente ou considerados como de interesse público e social 
ficará sujeito a responsabilidade de natureza: 
a) apenas administrativa. 
b) apenas penal. 
c) apenas penal e administrativa. 
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d) apenas civil e administrativa. 
e) penal, civil e administrativa. 
59. (LEGALLE/Pref. Mun. Caxias do Sul-RS/Agente Administrativo/2021) Nos termos da Lei nº 8.159/91, 
que dispõe sobre a política nacional de arquivos públicos e privados, acerca dos arquivos públicos, 
assinale a alternativa INCORRETA. 
a) Os arquivos públicos são os conjuntos de documentos produzidos e recebidos, no exercício de suas 
atividades,por órgãos públicos de âmbito federal, estadual, do Distrito Federal e municipal em decorrência 
de suas funções administrativas, legislativas e judiciárias. 
b) A cessação de atividades de instituições públicas e de caráter público implica o recolhimento de sua 
documentação à instituição arquivística pública ou a sua transferência à instituição sucessora. 
c) A eliminação de documentos produzidos por instituições públicas e de caráter público será realizada 
mediante autorização da instituição arquivística pública, na sua especifica esfera de competência. 
d) Consideram-se permanentes os documentos intermediários aqueles que, não sendo de uso corrente nos 
órgãos produtores, por razões de interesse administrativo, aguardam a sua eliminação. 
e) Os documentos de valor permanente são inalienáveis e imprescritíveis. 
60. (FEPESE/Pref. Mun. Balneário Camboriú-SC/Assistente Administrativo/2021) De acordo com o 
artigo 17 da Lei nº 8159/91, a administração da documentação pública ou de caráter público 
compete: 
a) aos depósitos públicos. 
b) às universidades federais. 
c) aos museus públicos e privados. 
d) às bibliotecas públicas e privadas. 
e) às instituições arquivísticas federais, estaduais, do Distrito Federal e municipais. 
61. (INSTITUTO AOCP/FSNH/Agente/2021) Em relação à legislação relacionada à arquivologia, analise 
as assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas. 
I. Considera-se gestão de documentos o conjunto de procedimentos e operações técnicas à sua 
produção, tramitação, uso, avaliação e arquivamento em fase corrente e intermediária, visando 
a sua eliminação ou recolhimento para guarda permanente. 
 
II. Consideram-se documentos correntes aqueles em curso ou que, mesmo sem movimentação, 
necessitem de consultas frequentes. 
 
III. Consideram-se documentos intermediários aqueles que, sendo de uso corrente nos órgãos 
produtores, por razões de interesse administrativo, aguardam a sua eliminação permanente. 
 
IV. Os documentos privados são identificados como correntes, intermediários e permanentes. 
 
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V. Consideram-se permanentes os conjuntos de documentos de valor histórico, probatório e 
informativo que devem ser definitivamente preservados. 
a) Apenas II, IV e V. 
b) Apenas I, III e V. 
c) Apenas I, IV e V. 
d) Apenas II, III e IV. 
e) Apenas I, II e V. 
62. (QUADRIX/CFO/Técnico/2020) Quanto à Política Nacional de Arquivos Públicos e Privados, julgue 
o item. A violação de sigilo de documentos implica em indenização pelo dano material ou moral. 
a) Certo 
b) Errado 
63. (QUADRIX/CFO/Técnico/2020) Quanto à Política Nacional de Arquivos Públicos e Privados, julgue 
o item. A legislação não contempla a gestão documental como dever do Estado. 
a) Certo 
b) Errado 
64. (QUADRIX/CFO/Técnico/2020) Quanto à Política Nacional de Arquivos Públicos e Privados, julgue 
o item. A definição da Política Nacional de Arquivos cabe ao Ministério da Justiça e Segurança 
Pública. 
a) Certo 
b) Errado 
65. (QUADRIX/CFO/Técnico/2020) Quanto à Política Nacional de Arquivos Públicos e Privados, julgue 
o item. O interesse público e social de arquivos privados é definido pelo Conselho Nacional de 
Arquivos. 
a) Certo 
b) Errado 
66. (QUADRIX/CFO/Técnico/2020) Quanto à Política Nacional de Arquivos Públicos e Privados, julgue 
o item. Os documentos públicos são identificados como arquivo ativo e arquivo descentralizado. 
a) Certo 
b) Errado 
67. (QUADRIX/CFO/Técnico/2020) Quanto à Política Nacional de Arquivos Públicos e Privados, julgue 
o item. Os arquivos privados, mesmo de interesse público e social, podem ser eliminados. 
a) Certo 
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b) Errado 
68. (IASP/CM Mesquita-RJ/Auxiliar/2020) De acordo com a Lei n. 8159/1991, é dever do Poder Público 
a gestão documental e a proteção especial a documentos de arquivos, como instrumento de apoio 
à administração, à cultura, ao desenvolvimento científico e como elementos de prova e informação. 
Para efeitos da referida Lei, o conjunto de procedimentos e operações técnicas referentes à sua 
produção, tramitação, uso, avaliação e arquivamento em fase corrente e intermediária, visando a 
sua eliminação ou recolhimento para guarda permanente é denominado como: 
a) Gestão de documentos. 
b) Documentos públicos. 
c) Arquivos. 
d) Arquivos privados. 
e) Arquivos permanentes. 
69. (IASP/CM Mesquita-RJ/Auxiliar/2020) Júlio César, estudante de arquivologia na Universidade 
Kappa Gama, estava em conversa com sua colega Adriana sobre a Lei n. 8159/1991, quando 
entraram em um debate. Júlio César dizia que a eliminação de documentos produzidos por 
instituições públicas e de caráter público será realizada mediante autorização da instituição 
arquivística pública, na sua específica esfera de competência; enquanto que Adriana dizia que a 
eliminação de tais documentos poderia ser realizada sem autorização de nenhuma instituição. De 
acordo com a referida Lei, assinale a alternativa correta: 
a) Ambos estão equivocados. 
b) Adriana tem razão. 
c) Ambos têm razão. 
d) Júlio César tem razão. 
e) Júlio César está equivocado. 
70. (CONSULPAM/Pref. Mun. Paulo Afonso-BA/Agente Administrativo/2020) É permitido por lei o 
armazenamento em meio eletrônico, óptico ou equivalente, de documentos públicos ou privados, 
compostos por dados ou imagens, observado o disposto em Lei. Para a garantia de preservação da 
integridade, da autenticidade e da confidencialidade de documentos públicos será usada: 
a) Autenticação mediante ato notarial pelo qual um documento é reconhecido como verdadeiro. 
b) Certificação digital no padrão da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP - Brasil). 
c) Reconhecimento de firma no padrão da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP - Brasil). 
d) Auditoria, através da coleta de informações sobre o uso dos recursos de um sistema realizado pelo usuário. 
71. (FEPESE/CELESC/Assistente Administrativo/2019) A área de gestão de documentos está utilizando 
várias ferramentas eletrônicas. Assinale a alternativa que trata de uso de ferramentas eletrônicas 
na gestão e arquivamento de documentos, nos termos da Lei 12.682/2012. 
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a) Entende-se por digitalização a conversão da fiel imagem de um documento para código digital. 
b) Os registros públicos originais, ainda que digitalizados, não precisam ser preservados de acordo com o 
disposto na legislação pertinente. 
c) As empresas privadas ou os órgãos da Administração Pública direta ou indireta que utilizarem 
procedimentos de armazenamento de documentos em meio eletrônico, óptico ou equivalente não deverão 
adotar sistema de indexação que possibilite a sua precisa localização, permitindo a posterior conferência da 
regularidade das etapas do processo adotado. 
d) Somente as empresas privadas ou os órgãos da Administração Pública direta que utilizarem 
procedimentos de armazenamento de documentos em meio eletrônico, óptico ou equivalente estarão 
obrigadas a adotar sistema de indexação que possibilite a sua precisa localização, permitindo a posterior 
conferência da regularidade das etapas do processo adotado. 
e) Os meios de armazenamento dos documentos digitais não deverão protegê-los de acesso, uso, alteração, 
reprodução e destruição não autorizados. 
72. (CEBRASPE/PGDF/Analista Jurídico/2021) No que se refere a sistemas e redes de arquivo, julgue o 
próximo item. O Conselho Nacional de Arquivos elabora a política nacional de arquivos e estabelece 
as diretrizes para o funcionamento do Sistema Nacional de Arquivos. 
a) Certo 
b) Errado73. (CEBRASPE/PGDF/Analista Jurídico/2021) No que se refere a sistemas e redes de arquivo, julgue o 
próximo item. O Sistema Nacional de Arquivos é constituído dos arquivos federais dos Poderes 
Executivo, Judiciário e Legislativo. 
a) Certo 
b) Errado 
74. (CEBRASPE/PGDF/Analista Jurídico/2021) No que se refere a sistemas e redes de arquivo, julgue o 
próximo item. As atribuições do Sistema Nacional de Arquivos incluem subsidiar a elaboração de 
planos nacionais de desenvolvimento, sugerindo metas e estabelecendo prioridades relativas à 
política nacional de arquivos públicos e privados. 
a) Certo 
b) Errado 
75. (CEBRASPE/PGDF/Técnico Jurídico/2021) Acerca dos princípios e conceitos da arquivística, bem 
como da legislação que a regula, julgue o item que se segue. Conforme a legislação brasileira atual, 
a implementação de programas de gestão de documentos é responsabilidade do Conselho Nacional 
de Arquivos. 
a) Certo 
b) Errado 
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76. (IDIB/CRECI 7/Profissional de Suporte Técnico/2021) De acordo com o Decreto 4.073 de 2002, que 
regulamenta a Lei 8.159/91, são arquivos públicos os conjuntos de documentos: 
 
I. produzidos e recebidos por órgãos e entidades públicas federais, estaduais, do Distrito Federal e 
municipais, em decorrência de suas funções administrativas, legislativas e judiciárias. 
 
II. produzidos e recebidos por agentes do Poder Público, no exercício de seu cargo ou função ou 
deles decorrente. 
 
III. produzidos e recebidos pelas empresas públicas. 
 
IV. não estão incluídos os documentos produzidos e recebidos pelas sociedades de economia mista. 
 
É correto o que se afirma: 
a) apenas em I, III e IV. 
b) apenas em II e III. 
c) apenas em II, III e IV. 
d) apenas em I, II e III. 
77. (FADESP/UEPA/Agente Administrativo/2020) Em obediência ao que estabelece o Decreto 4.073, de 
3 de janeiro de 2002, os documentos públicos de valor permanente, que integram o acervo 
arquivístico das empresas em processo de desestatização, parcial ou total, serão recolhidos a 
instituições arquivísticas públicas, na sua esfera de competência. Para tanto, devem observar que: 
a) o mencionado recolhimento não constituirá necessariamente de cláusula específica de edital nos 
processos de desestatização. 
b) os documentos oriundos desses processos são dispensados de prévia identificação, classificação e 
avaliação do acervo arquivístico correspondente. 
c) os documentos de valor permanente não poderão ficar sob a guarda das empresas em questão, mesmo 
que necessários ao desempenho de suas atividades. 
d) os documentos que compõem o acervo acima referido são inalienáveis e não são sujeitos a usucapião. 
78. (FADESP/UEPA/Agente Administrativo/2020) De acordo com o Decreto 4.073, de 3 de janeiro de 
2002, vários são os arquivos que integram o Sistema Nacional de Arquivos, entre eles o Arquivo 
Nacional, os arquivos dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário Federais, bem como os 
arquivos: 
a) do Distrito Federal dos Poderes Executivo e Legislativo, apenas. 
b) municipais dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. 
c) estaduais dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. 
d) do Poder Judiciário Distrital dos municípios. 
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79. (CEBRASPE/Pref. Mun. Barra dos Coqueiros-SE/Auxiliar/2020) Os arquivos municipais do Poder 
Executivo integram o: 
a) Sistema de Gestão de Documentos de Arquivos. 
b) Sistema Nacional de Arquivos. 
c) Sistema de Serviços Gerais. 
d) Sistema de Informações Organizacionais. 
e) Sistema de Administração dos Recursos de Tecnologia da Informação. 
80. (CEBRASPE/ME/Atividades Técnicas/2020) No que se refere aos sistemas e redes de arquivos, 
julgue o próximo item. Os arquivos dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário integram o 
Sistema Nacional de Arquivos. 
a) Certo 
b) Errado 
81. (CEBRASPE/ME/Atividades Técnicas/2020) No que se refere aos sistemas e redes de arquivos, 
julgue o próximo item. O Sistema Nacional de Arquivos não pode ser integrado por pessoas físicas 
e jurídicas de direito privado. 
a) Certo 
b) Errado 
82. (CEBRASPE/ME/Atividades Técnicas/2020) No que se refere aos sistemas e redes de arquivos, 
julgue o próximo item. Compete ao Arquivo Nacional, por proposta do Conselho Nacional de 
Arquivos, declarar arquivos privados de pessoas físicas ou jurídicas como de interesse público e 
social. 
a) Certo 
b) Errado 
83. (IADES/ALEGO/Analista Legislativo/2019) O Sistema Nacional de Arquivos tem como órgão central 
o (a): 
a) Arquivo Nacional. 
b) Câmara Técnica de Gestão de Documentos. 
c) Conselho Nacional de Arquivos. 
d) Ministério da Justiça. 
e) Sistema de Gestão de Documentos e Arquivo (SIGA). 
84. (IADES/ALEGO/Analista Legislativo/2019) Assinale a alternativa que apresenta uma das atribuições 
do Sistema Nacional de Arquivos. 
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a) Promover o inter-relacionamento de arquivos públicos e privados com vistas ao intercâmbio e à integração 
sistêmica das atividades arquivísticas. 
b) Garantir a guarda e o acesso aos documentos de valor permanente. 
c) Zelar pelo cumprimento dos dispositivos constitucionais e legais que norteiam o funcionamento e o acesso 
aos arquivos públicos. 
d) Estimular a integração e a modernização dos arquivos públicos e privados. 
e) Propor aos ministros de Estado normas legais necessárias ao aperfeiçoamento e à implementação da 
política nacional de arquivos públicos e privados. 
85. (IASP/CM Mesquita-RJ/Auxiliar/2020) Nos termos da Lei n. 8159/1991, os arquivos privados podem 
ser identificados pelo Poder Público como de interesse público e social, desde que sejam 
considerados como conjuntos de fontes relevantes para a história e desenvolvimento científico 
nacional. Com base na referida Lei, é certo dizer que os arquivos privados identificados como de 
interesse público e social: 
a) Deverão ser alienados com dispersão ou perda da unidade documental, nem transferidos para o exterior. 
b) Poderão ser alienados com dispersão ou perda da unidade documental, nem transferidos para o exterior. 
c) Não poderão ser alienados com dispersão ou perda da unidade documental, nem transferidos para o 
exterior. 
d) Poderão mas não devem ser alienados com dispersão ou perda da unidade documental, nem transferidos 
para o exterior. 
e) Devem ser alienados com dispersão da unidade territorial, mas não podem ser transferidos para o exterior. 
86. (IASP/CM Mesquita-RJ/Auxiliar/2020) Assinale a alternativa correta que contém duas 
características dos documentos de valor permanente de acordo com a Lei n. 8159/1991: 
a) Inalienabilidade e imprescritibilidade. 
b) Alienabilidade e imprescritibilidade. 
c) Inalienabilidade e prescritibilidade. 
d) Alienabilidade e prescritibilidade. 
e) Alienabilidade; imprescritibilidade e temporariedade. 
87. (QUADRIX/CRMV AM/Assistente Administrativo/2020) Julgue o item, relativo ao serviço de 
protocolo e arquivo. Os arquivos privados são conjuntos de documentos produzidos e recebidos, 
no exercício de suas atividades, por órgãos públicos de âmbito federal, estadual, do Distrito Federal 
e municipal, em decorrência de suas funções administrativas, legislativas e judiciárias. 
a) Certo 
b) Errado 
88. (QUADRIX/CREFONO 1/Profissional Administrativo/2020) A respeito de procedimentos 
administrativos, julgue o item. Segundo a Lei n.º 8.159/1991, a gestão de documentos é o conjunto 
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de procedimentose operações técnicas que visam a controlar a produção, a tramitação, o uso, a 
avaliação e o arquivamento de documentos nas fases corrente e intermediária, visando à sua 
eliminação ou a seu recolhimento para guarda permanente. 
a) Certo 
b) Errado 
89. (IBADE/IPVV/Analista/2020) “[...] São os conjuntos de documentos produzidos e recebidos, no 
exercício de suas atividades, por órgãos públicos de âmbito federal, estadual, do Distrito Federal e 
municipal em decorrência de suas funções administrativas, legislativas e judiciárias.” (CONARQ, 
2017, documento eletrônico). 
O texto acima refere-se a: 
a) arquivos médicos. 
b) arquivos públicos. 
c) arquivos privados. 
d) arquivos públicos e privados. 
e) arquivos. 
90. (CEBRASPE/IPHAN/Auxiliar Institucional/2018) De acordo com a Lei n.º 8.159/1991, que dispõe 
sobre a política nacional de arquivos públicos e privados e dá outras providências, julgue o item 
que se segue. 
O trajeto da documentação, que inclui sua tramitação até sua destruição ou destinação à guarda 
permanente, de acordo com suas funções, corresponde ao ciclo vital do documento. 
a) Certo 
b) Errado 
91. (CEBRASPE/IPHAN/Auxiliar Institucional/2018) De acordo com a Lei n.º 8.159/1991, que dispõe 
sobre a política nacional de arquivos públicos e privados e dá outras providências, julgue o item 
que se segue. 
A eliminação de um documento público só será permitida se ele tiver em um arquivo intermediário 
e se a sua eliminação tiver sido aprovada por alguma esfera pública. 
a) Certo 
b) Errado 
92. (CEBRASPE/IPHAN/Auxiliar Institucional/2018) De acordo com a Lei n.º 8.159/1991, que dispõe 
sobre a política nacional de arquivos públicos e privados e dá outras providências, julgue o item 
que se segue. 
Documentos públicos pertencentes a arquivos permanentes constituem documentação pública 
histórica e, uma vez que devem estar disponíveis ao cidadão, poderão ser recolhidos por ente de 
qualquer um dos poderes constituídos, independentemente de sua origem. 
a) Certo 
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b) Errado 
93. (CEBRASPE/SEDF/Apoio Administrativo/2017) Com base na legislação arquivística, julgue o 
próximo item. A Lei n.º 8.159/1991 estabelece categorias de sigilo para documentos. 
a) Certo 
b) Errado 
94. (CEBRASPE/SEDF/Apoio Administrativo/2017) Com base na legislação arquivística, julgue o 
próximo item. 
Os conjuntos de documentos produzidos e recebidos por instituições de caráter público e por 
entidades privadas encarregadas da gestão de serviços públicos não são considerados arquivos 
públicos. 
a) Certo 
b) Errado 
95. (CEBRASPE/DPU/Arquivista/2016) Os documentos arquivísticos acumulados pelo Poder 
Judiciário federal devem ser recolhidos ao Arquivo Nacional, por serem documentos federais. 
a) Certo 
b) Errado 
96. (CEBRASPE/TRE-MS/Técnico Judiciário/2013) A lei de arquivos — Lei n.º 8.159/1991 — dispõe 
que: 
a) os documentos privados não podem ser considerados de interesse público. 
b) a administração pública deve definir os custos relativos à consulta aos documentos públicos. 
c) o Arquivo Nacional do Poder Executivo, os arquivos do Poder Legislativo, do Poder Judiciário e aqueles dos 
ministérios da Marinha, das Relações Exteriores, do Exército e da Aeronáutica são considerados arquivos 
federais. 
d) os registros civis de arquivos de entidades religiosas não podem ser identificados como de interesse 
público e social. 
e) os arquivos privados são os conjuntos de documentos produzidos ou recebidos exclusivamente por 
pessoas físicas. 
97. (CEBRASPE/PRF/Técnico Nível Superior/2012) A legislação arquivística não estabelece 
penalidades para a eliminação de documentos considerados de valor permanente. 
a) Certo 
b) Errado 
98. (CEBRASPE/STM/Analista Restauração/2011) Com base na Lei n.º 8.159/1991, que dispõe sobre 
a Política Nacional de Arquivos Públicos e Privados e dá outras providências, julgue o item 
seguinte. Os arquivos privados identificados como de interesse público e social podem ser 
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alienados com dispersão ou perda da unidade documental ou transferidos para o exterior, 
contanto que seu proprietário comunique, justificadamente, o poder público. 
a) Certo 
b) Errado 
99. (CEBRASPE/STM/Analista Restauração/2011) Com base na Lei n.º 8.159/1991, que dispõe sobre 
a Política Nacional de Arquivos Públicos e Privados e dá outras providências, julgue o item 
seguinte. 
Os arquivos privados podem ser identificados pelo poder público como de interesse público e 
social, desde que sejam considerados como conjuntos de fontes relevantes para a história e o 
desenvolvimento científico nacional: 
a) Certo 
b) Errado 
100. (CEBRASPE/IFF/Arquivista/2018) Estimular programas de gestão e preservar 
documentos públicos de âmbito federal, estadual, distrital e municipal, produzidos ou 
recebidos em decorrência das funções executiva, legislativa e judiciária é competência do: 
a) Sistema Nacional de Arquivos. 
b) Sistema de Gestão de Documentos e Arquivos. 
c) Arquivo Nacional. 
d) Conselho Nacional de Arquivos. 
e) Ministério da Justiça. 
101. (CEBRASPE/SEDF/Analista Arquivologia/2017) O estímulo a programas de gestão e de 
preservação de documentos públicos no âmbito do DF é uma das atribuições do Conselho 
Nacional de Arquivos. 
a) Certo 
b) Errado 
102. (CEBRASPE/DPU/Arquivista/2016) O Poder Judiciário federal tem representatividade no 
Conselho Nacional de Arquivos (CONARQ), e seus arquivos integram o Sistema Nacional de 
Arquivos (SINAR). 
a) Certo 
b) Errado 
103. (CEBRASPE/DPU/Arquivista/2016) Uma das competências do CONARQ é estimular a 
busca por métodos mais modernos de gestão dos documentos públicos. 
a) Certo 
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b) Errado 
104. (CEBRASPE/FUB/Arquivista/2015) O Sistema de Gestão de Documentos de Arquivos 
abrange as instituições da administração pública federal, estadual, distrital e municipal. 
a) Certo 
b) Errado 
105. (CEBRASPE/FUB/Arquivista/2015) O Arquivo Nacional é o órgão central do Sistema de 
Gestão de Documentos de Arquivo. 
a) Certo 
b) Errado 
106. (CEBRASPE/STM/Analista Arquivologia/2011) Os órgãos do Poder Judiciário integram o 
Sistema de Gestão de Documentos de Arquivo na qualidade de órgãos setoriais. 
a) Certo 
b) Errado 
107. (CEBRASPE/MPU/Analista Arquivologia/2010) Considerando a obrigatoriedade de se 
adotar, no processo de microfilmagem de documentos arquivísticos, os símbolos constantes da 
norma ISO 9878/1990 e o roteiro de sinaléticas indicados na Resolução n.º 10/1999 do 
CONARQ, julgue o item a seguir. 
O símbolo a seguir indica que o documento não foi reproduzido, na íntegra, no mesmo rolo de 
microfilme e que, portanto, continua no próximo rolo. 
 
a) Certo 
b) Errado 
108. (CEBRASPE/DPU/Arquivista/2016) Desde que garantidas a legibilidade e a qualidade de 
reprodução, não existe padrão estabelecido para o grau de redução a ser utilizado na 
microfilmagem. 
a) Certo 
b) Errado 
109. (CEBRASPE/FUB/Arquivista/2015) Os documentos de arquivo identificados com valor 
secundário poderão ser digitalizados e preservados indefinidamente, mas deve ser mantida sua 
versão original em papel. 
a) Certo 
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b) Errado 
110. (CEBRASPE/ANATEL/Analista Administrativo/2012) A autenticidade de um documento 
microfilmado é garantida pela imagem digital desse documento. 
a) Certo 
b) Errado 
111. (CEBRASPE/PRF/Técnico em Assuntos Educacionais /2012) Com relação aos conceitose 
princípios arquivísticos e à legislação arquivística, julgue o próximo item. Nesse sentido, 
considere que a sigla DPRF, sempre que empregada, refere-se a Departamento de Polícia 
Rodoviária Federal. No arquivo do DPRF, a eliminação de documentos deve ser autorizada pelo 
Ministério da Justiça. 
a) Certo 
b) Errado 
112. (CEBRASPE/TJ RR/Auxiliar Administrativo/2012) No que se refere à legislação 
arquivística, julgue o item seguinte. Os documentos de arquivo do TJ/RR considerados de valor 
permanente devem ser recolhidos aos arquivos do Ministério da Justiça. 
a) Certo 
b) Errado 
113. (CEBRASPE/TJ RR/Auxiliar Administrativo/2012) No que se refere à legislação 
arquivística, julgue o item seguinte. Os arquivos do TJ/RR são considerados arquivos federais, 
razão por que devem ser organizados conforme as orientações do Sistema de Gestão de 
Documentos de Arquivo (SIGA). 
a) Certo 
b) Errado 
114. (CEBRASPE/TJ RR/Auxiliar Administrativo/2012) No que se refere à legislação 
arquivística, julgue o item seguinte. São considerados de valor permanente os documentos de 
valor administrativo e legal. 
a) Certo 
b) Errado 
115. (CEBRASPE/TRE ES/Técnico Judiciário/2011) Acerca dos conceitos e princípios 
arquivísticos e da legislação arquivística, julgue o item a seguir. Os arquivos estaduais são 
formados pelos arquivos dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. 
a) Certo 
b) Errado 
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116. (CEBRASPE/TRE ES/Analista Judiciário/2011) A formulação de políticas públicas parte, 
fundamentalmente, de um conjunto de dados que precisa ser transformado em informações 
relevantes, a fim de propiciar a execução dessas políticas. Em outras palavras, as políticas 
públicas nas áreas de saúde, ciência ou habitação sofrem os impactos das políticas arquivísticas 
adotadas pelas organizações governamentais dessas respectivas áreas. A política pública de 
arquivo é matricial, pois o sucesso obtido em sua implementação garante as informações 
necessárias à formulação de outras políticas públicas. Com relação às políticas públicas de 
arquivo e à legislação arquivística, julgue o item que se segue. Competem aos arquivos do Poder 
Judiciário Federal a gestão e a preservação dos documentos produzidos e recebidos em razão 
do exercício das funções desse poder, tramitados em juízo e oriundos de cartórios e secretarias. 
a) Certo 
b) Errado 
117. (CEBRASPE/TRE ES/Analista Judiciário/2011) A formulação de políticas públicas parte, 
fundamentalmente, de um conjunto de dados que precisa ser transformado em informações 
relevantes, a fim de propiciar a execução dessas políticas. Em outras palavras, as políticas 
públicas nas áreas de saúde, ciência ou habitação sofrem os impactos das políticas arquivísticas 
adotadas pelas organizações governamentais dessas respectivas áreas. A política pública de 
arquivo é matricial, pois o sucesso obtido em sua implementação garante as informações 
necessárias à formulação de outras políticas públicas. Com relação às políticas públicas de 
arquivo e à legislação arquivística, julgue o item que se segue. A documentação de valor 
permanente acumulada por tribunal regional eleitoral deve, de acordo com a legislação em 
vigor, ser recolhida ao Arquivo Nacional, em Brasília. 
a) Certo 
b) Errado 
118. (CEBRASPE/TRE ES/Analista Judiciário/2011) No que se refere à gestão de documentos, 
julgue o item a seguir. A gestão de documentos ainda não é legalmente reconhecida no Brasil. 
a) Certo 
b) Errado 
119. (CEBRASPE/STM/Analista Judiciário/2011) No que se refere a políticas, legislação e 
normas de descrição arquivística e de acesso a documentos, julgue o item. Nesse sentido, 
considere que o siglema NOBRADE refere-se à Norma Brasileira de Descrição Arquivística. Os 
documentos que podem afetar a segurança da sociedade e do Estado, ou a intimidade, a honra 
e a imagem de pessoas, são sigilosos. Todo documento sigiloso pode, entretanto, ser objeto de 
exibição reservada, mediante determinação do Poder Judiciário. 
a) Certo 
b) Errado 
120. (CEBRASPE/STM/Analista Judiciário/2011) Com relação ao direito de acesso a 
informações públicas, julgue o próximo item. Segundo a Política Nacional de Arquivos, todos 
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têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular ou de 
interesse coletivo ou geral, contidas em documentos de arquivos que devem ser prestadas no 
prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível 
à segurança da sociedade e do Estado, bem como à inviolabilidade da intimidade, da vida 
privada, da honra e da imagem das pessoas. 
a) Certo 
b) Errado 
121. (CEBRASPE/ABIN/Agente Técnico de Inteligência/2010) Julgue o item a seguir, relativo à 
gestão de documentos. A gestão de documentos é aplicada no momento em que os 
documentos alcançam o valor secundário e passam a constituir importantes fontes para a 
pesquisa histórica. 
a) Certo 
b) Errado 
122. (CEBRASPE/IBAMA/Analista Ambiental/2009) Os documentos de arquivo são 
produzidos com finalidades específicas que visam atender variadas demandas de informações. 
Julgue o item seguinte acerca da gestão e preservação da documentação arquivística. A gestão 
documental é o conjunto de procedimentos e operações técnicas referentes a sua produção, 
tramitação, uso, avaliação e arquivamento em fase corrente e intermediária, visando a sua 
eliminação ou recolhimento para guarda permanente. 
a) Certo 
b) Errado 
123. (CEBRASPE/MTE/Agente Administrativo/2008) Acerca do arquivo, julgue o item a seguir. 
O MTE tem total autonomia para lidar com seus arquivos, pois, no Brasil, não existe ainda uma 
política nacional que oriente os órgãos e entidades da administração pública federal com 
relação a arquivos. 
a) Certo 
b) Errado 
124. (CEBRASPE/MTE/Agente Administrativo/2008) Acerca do arquivo, julgue o item a seguir. 
O conjunto documental produzido e(ou) recebido pelo MTE em decorrência de suas funções 
administrativas é considerado arquivo público, diferentemente dos conjuntos documentais 
produzidos e recebidos por instituições de caráter público ou por entidades privadas 
encarregadas da gestão de serviços públicos, que são considerados arquivos privados. 
a) Certo 
b) Errado 
125. (CEBRASPE/ABIN/Agente de Inteligência/2008) Acerca da política nacional de arquivos 
públicos e privados, julgue o item a seguir. Os conjuntos de documentos de valor histórico, 
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probatório e informativo, que são considerados permanentes, devem ser preservados pelo 
prazo de cinquenta anos, após o qual podem ser alienados, por meio de leilão público. 
a) Certo 
b) Errado 
126. (CEBRASPE/ABIN/Agente de Inteligência/2008) Acerca da política nacional de arquivos 
públicos e privados, julgue o item a seguir. Os arquivos privados podem ser identificados pelo 
poder público como de interesse público e social, desde que sejam considerados como 
conjuntos de fontes relevantes para a história e para o desenvolvimento científico nacional. 
a) Certo 
b) Errado 
127. (CEBRASPE/INSS/Analista do Seguro Social/2008) A informação governamental é um dos 
principais componentes dos dispositivos de mediação no jogo democrático que envolve Estado 
e sociedade civil. Isso pressupõe, no mínimo, que o Estado reconheça a informação como 
recurso gerencial intrínseco a todas as suas ações e objeto de políticas públicas específicas. José 
Maria Jardim. Políticas de informação governamental: a construção de governo eletrônico na 
administração pública federal do Brasil. DataGramaZero, v. 4, n.o 2,abr./2003 (com 
adaptações). Com relação ao texto acima e acerca do gerenciamento da informação e gestão 
de documentos aplicados aos arquivos governamentais, julgue o item. A Lei n.o 8.159/1991, 
conhecida como Lei dos Arquivos, e o decreto de criação do Sistema de Gestão de Documentos 
de Arquivo (SIGA) são marcos jurídicos da implantação da gestão de documentos na 
administração pública federal. 
a) Certo 
b) Errado 
128. (CEBRASPE/TST/Analista Judiciário/2008) Com relação ao que prescreve a legislação 
arquivística brasileira acerca de documentos e arquivos, julgue o item a seguir. O recolhimento 
dos documentos produzidos e recebidos pelo Poder Judiciário é de responsabilidade do Arquivo 
Nacional. 
a) Certo 
b) Errado 
129. (CEBRASPE/ANVISA/Técnico Administrativo/2007) Os arquivos são reconhecidos, cada 
vez mais, como um capital informacional importante para as organizações públicas e privadas. 
Eles estão situados em um contexto administrativo e organizacional em que a informação deve 
ser considerada, organizada e tratada como um recurso tão importante quanto os recursos 
humanos, materiais ou financeiros. Jean-Yves Rousseau e Carol Couture. Os fundamentos da 
disciplina arquivística. Lisboa: Dom Quixote, 1998 (com adaptações). Tendo o texto acima como 
referência inicial, julgue o item a seguir, relativo aos arquivos. Os arquivos são constituídos 
pelos documentos produzidos pela própria organização. Quando recebidos de outras 
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organizações, os documentos são registrados nos serviços de protocolo, mas não são 
considerados arquivísticos. 
a) Certo 
b) Errado 
130. (CEBRASPE/ANATEL/Analista Administrativo/2006) A explosão da informação 
arquivística, ocorrida no período entre as grandes guerras mundiais, exigiu que a arquivística 
repensasse seus conceitos e suas práticas. Surgiram, desse novo cenário, os conceitos das três 
idades documentais e da gestão de documentos. Julgue o item seguinte, quanto à gestão de 
documentos. A gestão de documentos envolve operações e procedimentos na fase corrente, 
mas não faz referências às atividades na fase intermediária. 
a) Certo 
b) Errado 
131. (CEBRASPE/TST/Técnico Judiciário/2003) De acordo com a Lei n.º 8.159/1991, que 
dispõe sobre a política nacional de arquivos públicos e privados e dá outras providências, um 
programa de gestão de documentos inclui o(a) arquivamento de documentos. 
a) Certo 
b) Errado 
132. (CEBRASPE/TJ AM/Analista Judiciário/2019) Considerando as políticas públicas de 
arquivo e a legislação arquivística, julgue o item a seguir. Cabe ao Conselho Nacional de 
Arquivos, por intermédio de seu dirigente máximo, propor ao presidente da República a 
declaração de interesse público e social de arquivos privados. 
a) Certo 
b) Errado 
133. (CEBRASPE/ABIN/Oficial Técnico de Inteligência/2018) A respeito da gestão de 
documentos, julgue o item a seguir. De acordo com a legislação em vigor, a ABIN deve seguir as 
diretrizes do Sistema Nacional de Arquivos, entre cujas finalidades se inclui promover o inter-
relacionamento de arquivos públicos e privados com vistas ao intercâmbio e à integração 
sistêmica das atividades arquivísticas. 
a) Certo 
b) Errado 
134. (CEBRASPE/EBSERH/Assistente Administrativo/2018) Em relação a conceitos de 
arquivologia, legislação, protocolos, classificação, arquivamento e ordenação de documentos, 
julgue o item seguinte. O Conselho Nacional de Arquivologia tem por responsabilidade cuidar 
de decretos regulamentadores relativos à lei que dispõe sobre a Política Nacional de Arquivos 
Públicos e Privados. 
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a) Certo 
b) Errado 
135. (CEBRASPE/FUB/Arquivista/2015) A respeito das políticas públicas e da legislação 
aplicadas à arquivística, julgue o item subsequente. A avaliação de documentos dos órgãos da 
administração pública federal deve ser realizada pela Comissão Permanente de Avaliação de 
Documentos, conforme exigência legal. 
a) Certo 
b) Errado 
136. (CEBRASPE/FUB/Arquivista/2015) A respeito das políticas públicas e da legislação 
aplicadas à arquivística, julgue o item subsequente. São documentos públicos os produzidos e 
recebidos por agentes do poder público no exercício de cargo público ou função pública, ou os 
decorrentes desse exercício. 
a) Certo 
b) Errado 
137. (CEBRASPE/FUB/Arquivista/2015) No que se refere a sistemas e redes de arquivos, 
julgue o item seguinte. O Sistema Nacional de Arquivos tem como finalidade a implantação e a 
execução da política nacional de arquivos públicos e privados, visando à gestão, à preservação 
e ao acesso dos documentos de arquivo. 
a) Certo 
b) Errado 
138. (CEBRASPE/MPOG/Arquivista/2015) A respeito das políticas públicas de arquivo, julgue 
o item a seguir. Uma das competências do Conselho Nacional de Arquivos é implementar a 
política nacional de arquivos públicos e privados. 
a) Certo 
b) Errado 
139. (CEBRASPE/MIN/Assistente Técnico Administrativo/2013) Considerando os conceitos da 
arquivologia e a legislação relacionada a essa área, julgue o item subsecutivo. Os arquivos do 
MI seguem as orientações emanadas pelo Sistema Nacional de Arquivos e pelo Sistema de 
Gestão de Documentos de Arquivo. 
a) Certo 
b) Errado 
140. CEBRASPE/FUB/Arquivista/2013) A respeito das políticas públicas de arquivo e da 
legislação arquivística brasileira, julgue o item subsecutivo. Cabe ao Arquivo Nacional a 
responsabilidade pela formulação da política arquivística brasileira. 
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a) Certo 
b) Errado 
141. (FCC/CNMP/Analista Arquivologia/2015) Pela Lei nº 8.159, de 8 de janeiro de 1991, que 
dispõe sobre a política nacional de arquivos públicos e privados, 
a) os documentos de valor permanente são inalienáveis e imprescritíveis. 
b) compete ao Arquivo Nacional recolher documentos dos poderes legislativo e judiciário das unidades da 
Federação. 
c) consideram-se passíveis de eliminação os documentos que, sem a devida avaliação, ingressam no arquivo 
permanente. 
d) a gestão de documentos abrange os arquivos em fase corrente, intermediária e permanente. 
e) os arquivos municipais subordinam-se aos estaduais, e estes, ao Arquivo Nacional. 
142. (FCC/TRE-RR/Técnico Judiciário Administrativo/2015) De acordo com a Lei no 8.159, de 
8 de janeiro de 1991, que dispõe sobre a política nacional de arquivos públicos e privados, 
a) os documentos produzidos pelo Poder Judiciário Federal são gerenciados, em todas as suas fases, pelo 
Arquivo Nacional. 
b) é dever do Poder Público a gestão documental e a proteção especial aos documentos de arquivo. 
c) os documentos de valor permanente podem ser destruídos, por conveniência da instituição que os 
produziu. 
d) o acesso à informação contida nos documentos é exceção, e o sigilo é a regra. 
e) os arquivos dos tribunais regionais ficam subordinados aos arquivos estaduais das respectivas unidades 
da Federação. 
143. (QUADRIX/CRBio 05/Fiscal Biólogo/2013) Segundo a Lei Federal nº 8.159/90, "Conjunto 
de procedimentos e operações técnicas referentes à sua produção, tramitação, uso, avaliação 
e arquivamento em fase corrente e intermediária, visando à sua eliminação ou recolhimento 
para guarda permanente" é entendido como: 
a) Gestão documental. 
b) Organização da biblioteca. 
c) Técnicas de arquivamento. 
d) Modelos de arquivamento. 
e) Conjunto de normas para arquivologia. 
144. (FCC/TRT 6a Região/Analista Arquivologia/2012) Considere, com base na Lei no 8.159, 
de 8 de janeiro de 1991, as seguintes disposições: 
 
I. A cessação de atividades de instituições públicas e de caráter público implicao recolhimento de 
sua documentação à instituição arquivística pública ou a sua transferência à instituição sucessora. 
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II. Competem aos arquivos do Poder Judiciário Federal a gestão e o recolhimento dos documentos 
produzidos e recebidos pelo Poder Judiciário Federal no exercício de suas funções. 
 
III. Ficará sujeito à responsabilidade penal, civil e administrativa, na forma da legislação em vigor, 
aquele que desfigurar ou destruir documentos de valor permanente. 
 
Está correto o que se afirma em: 
a) I, II e III. 
b) I e II, apenas. 
c) I e III, apenas. 
d) II e III, apenas. 
e) I, apenas. 
145. (FCC/TRT 8a Região/Analista Arquivologia/2010) As atividades técnicas ligadas ao 
processo de produção, tramitação, uso, avaliação e arquivamento corrente e intermediário, 
com vistas ao recolhimento, à guarda ou à eliminação, definem, de acordo com a Lei no 8.159, 
de 8 de janeiro de 1991, 
a) o sistema nacional de arquivos. 
b) a política nacional de arquivos. 
c) a competência dos arquivos públicos. 
d) a gestão de documentos. 
e) a missão do Conselho Nacional de Arquivos. 
146. (FCC/TRF 3a Região/Analista Arquivologia/2014) Sobre o Decreto nº 4.073, de 3 de 
janeiro de 2002, que regulamenta a Lei nº 8.159, de 3 de janeiro de 1991 (Lei de Arquivos), 
considere: 
 
I. Compete ao Conselho Nacional de Arquivos estimular a implantação de sistemas de arquivos nos 
Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário da União, dos Estados, do Distrito Federal e nos Poderes 
Executivo e Legislativo dos Municípios. 
 
II. São arquivos públicos os conjuntos de documentos produzidos e recebidos pelas Organizações 
Sociais, definidas como tal pela Lei nº 9.637, de 15 de maio de 1998, e pelo Serviço Social 
Autônomo Associação das Pioneiras Sociais, instituído pela Lei nº 8.246, de 22 de outubro de 1991. 
 
III. A utilização e o recolhimento dos documentos públicos de valor permanente que integram o 
acervo arquivístico das empresas públicas e das sociedades de economia mista já desestatizadas 
obedecerão às instruções do CONARQ sobre a matéria. 
 
Está correto o que consta em: 
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a) I e III, apenas. 
b) II e III, apenas. 
c) I e II, apenas. 
d) I, II e III. 
e) III, apenas. 
147. (VUNESP/Pref. Itapevi-SP/Analista Documental Arquivologia/2019) Conforme a 
Resolução nº 41, de 9 de dezembro de 2014, que dispõe sobre a inserção dos documentos 
audiovisuais, iconográficos, sonoros e musicais, é correto afirmar que: 
a) define documento audiovisual como o gênero documental integrado por documentos que contêm 
imagens, com finalidade de criar a impressão de movimento, necessariamente associadas a registros 
sonoros. 
b) limita o documento musical como o gênero documental integrado por documentos que contêm registros 
sonoros. 
c) propõe aplicar a descrição arquivística, com base na norma ISAD-G, visando o acesso às informações 
contidas nos documentos de arquivo e propiciando o intercâmbio de informações arquivísticas entre 
instituições detentoras desses acervos. 
d) recomenda implementar política de gestão arquivística de documentos integrando todos os gêneros 
documentais, incluindo os audiovisuais, iconográficos, sonoros e musicais, independentemente do formato 
e do suporte em que estão registrados. 
e) considera documento sonoro como o gênero documental integrado por documentos que contêm 
informação codificada através de notação musical, em função do processo de produção, de registro ou 
fixação, e de reprodução ou realização. 
148. (VUNESP/Pref. Presidente Prudente-SP/Arquivista/2016) De acordo com a Resolução no 
40, de 9 de dezembro de 2014, do Conselho Nacional de Arquivos, que dispõe sobre os 
procedimentos para a eliminação de documentos no âmbito dos órgãos e das entidades 
integrantes do Sistema Nacional de Arquivos – SINAR, é correto afirmar que: 
a) os órgãos e as entidades integrantes do SINAR só poderão eliminar documentos caso possuam Comissões 
Permanentes de Avaliação de Documentos constituídas e com autorização da instituição arquivística pública 
na sua específica esfera de competência. 
b) os órgãos e as entidades integrantes do SINAR deverão, obrigatoriamente, encaminhar, por meio de 
correspondência eletrônica, cópia da Listagem de Eliminação de Documentos, assinada, rubricada e 
digitalizada, a fim de obter a autorização para eliminação de documentos. 
c) antes da eliminação dos documentos, os órgãos e as entidades integrantes do SINAR deverão elaborar 
Termo de Eliminação de Documentos, que tem por objetivo registrar as informações relativas ao ato de 
eliminação, não sendo obrigatório dar publicidade em periódico oficial, devendo ser dada publicidade em 
boletim interno ou, ainda, no próprio portal ou sítio eletrônico da instituição. 
d) após a eliminação dos documentos, os órgãos e as entidades integrantes do SINAR deverão elaborar e 
publicar o Edital de Ciência de Eliminação de Documentos, em periódico oficial, sendo que, na ausência 
deste, os municípios poderão publicá-lo em outro veículo de divulgação local, para dar publicidade ao fato 
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de que foram eliminados os documentos relacionados na Listagem de Eliminação de Documentos, publicada 
no referido edital. 
e) a eliminação de documentos arquivísticos públicos e de caráter público será efetuada por meio de 
fragmentação manual ou mecânica, incineração, pulverização, desmagnetização ou reformatação, com 
garantia de que a descaracterização dos documentos não possa ser revertida, devendo, obrigatoriamente, 
ocorrer com a supervisão de responsável designado para acompanhar o procedimento. 
149. (VUNESP/CM Piracicaba-SP/Arquivista/2019) Em relação à digitalização de documentos 
de arquivo, é correto afirmar que: 
a) o acervo selecionado passará posteriormente ao processo de digitalização pelas atividades de 
higienização, identificação e organização. 
b) o processo de digitalização deverá ser realizado, preferencialmente, nas instalações de empresas 
terceirizadas, evitando o transporte e manuseio inadequados de equipamentos, e a possibilidade de danos 
causados por questões ambientais, roubo ou extravio. 
c) a fim de se gerar um representante digital fiel ao documento original, deve-se identificar o menor caractere 
a ser digitalizado para a determinação da resolução óptica que garantirá sua legibilidade na versão digital. 
d) se recomenda a retirada das capas, contracapas e envoltórios antes do processamento dos documentos, 
evitando-se perda de tempo desnecessária. 
e) o parâmetro de qualidade utilizado é o de resolução digital, que é a capacidade de captura real da imagem, 
em quantidades de pontos, sem a utilização de recursos de interpolação, que resultam num aumento 
artificial da resolução. 
150. (QUADRIX/SERPRO/Analista Gestão Logística/2014) Conforme o disposto na Lei nº 
12.682, que dispõe sobre a elaboração e o arquivamento de documentos em meios 
eletromagnéticos, os registros públicos de bens imóveis, após sua digitalização, deverão ter 
seus originais: 
a) descartados 
b) preservados pelo prazo de 5 anos. 
c) preservados pelo prazo de 10 anos. 
d) preservados conforme a legislação pertinente. 
e) encaminhados para arquivamento perpétuo. 
151. (FCC/TJ-PE/Notário e Registrados/2013) A fim de permitir a precisa localização dos 
documentos armazenados em meio eletrônico, óptico ou equivalente, os órgãos da 
administração pública e as empresas privadas deverão adotar, conforme a Lei nº 12.682, de 9 
de julho de 2012, que dispõe sobre a elaboração e o arquivamento de documentos em meios 
eletromagnéticos,sistema de: 
a) indexação. 
b) preservação. 
c) conversão. 
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d) exportação. 
e) hipertexto. 
152. (VUNESP/MPE-ES/Agente Técnico Arquivista/2013) A Lei n.º 12.682, de 09 de julho de 
2012, dispõe sobre a elaboração e o arquivamento de documentos em meios eletromagnéticos. 
Sobre essa Lei, assinale a alternativa correta: 
a) O processo de digitalização deverá ser realizado de forma a manter a integridade, a autenticidade e, se 
necessário, a confidencialidade do documento digital, com o emprego de certificado digital emitido no 
âmbito da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira – ICP –Brasil. 
b) O documento digital e a sua reprodução, em qualquer meio, procedida de acordo com o disposto na Lei, 
terão o mesmo valor probatório do documento original, para todos os fins de direito. 
c) As empresas privadas ou os órgãos da Administração Pública direta ou indireta que utilizarem 
procedimentos de armazenamento de documentos em meio eletrônico, óptico ou equivalente deverão 
adotar sistema de indexação que possibilite a sua precisa localização. Dessa forma, não se faz necessária 
posterior conferência da regularidade das etapas do processo adotado. 
d) Após a digitalização, constatada a integridade do documento digital, o original poderá ser destruído, 
ressalvados os documentos de valor histórico, cuja preservação deverá observar a legislação pertinente. 
e) Os documentos digitalizados nos termos da Lei terão o mesmo efeito jurídico conferido aos documentos 
microfilmados, consoante a Lei n.º 5.433, de 8 de maio de 1968, e regulamentação posterior. 
153. (VUNESP/BNDES/Arquivologia/2002) Os originais dos documentos públicos 
microfilmados, de acordo com a Legislação, 
a) não poderão ser eliminados, no caso de documentos trabalhistas ou contábeis. 
b) não podem ser eliminados se o descarte não estiver previsto na tabela de temporalidade do órgão 
responsável pelos documentos. 
c) devem aguardar que uma cópia do microfilme seja depositada no Arquivo Nacional para que se proceda 
à eliminação. 
d) podem ser eliminados imediatamente após a confecção do microfilme, se este estiver de acordo com as 
normas legais. 
e) poderão ser eliminados 90 dias após a publicação do Termo de Eliminação de Documentos no Diário Oficial 
da competência do órgão. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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QUESTÕES COMENTADAS 
 
1. (FUNDATEC/IPE Saúde/Analista/2022) No que se refere à Legislação Arquivística Brasileira, 
analise as afirmações abaixo: 
 
1. O Arquivo Nacional, se possuir espaço suficiente para o armazenamento de arquivos, é o órgão 
responsável pelo recolhimento dos arquivos permanentes do poder executivo estadual, segundo a 
Lei nº 8.159/ 1991. 
 
2. O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) tem autonomia para a elaboração de seus 
instrumentos técnicos de classificação e avaliação de documentos arquivísticos, tais como o Plano 
de Classificação e a Tabela de Temporalidade e Destinação de Documentos de Arquivos relativos 
às atividades-meio e fim. 
 
3. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) não tem obrigação de gerir, nem recolher os arquivos 
permanentes dos tribunais regionais. 
 
4. O Arquivo do Senado Federal faz a gestão e recolhimento dos demais arquivos estaduais 
legislativos. 
 
5. Segundo a Lei nº 8.159/1991, ficará sujeito à responsabilidade penal, civil e administrativa aquele 
que desfigurar ou destruir documentos de valor permanente ou considerados de interesse público 
ou social. 
 
O resultado da somatória dos números correspondentes às afirmações corretas é: 
a) 08. 
b) 09. 
c) 10. 
d) 11. 
e) 12. 
Comentário: 
Vamos avaliar cada uma das afirmativas antes de buscar a alternativa correta: 
1. O Arquivo Nacional, se possuir espaço suficiente para o armazenamento de arquivos, é o órgão 
responsável pelo recolhimento dos arquivos permanentes do poder executivo estadual, segundo a 
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Lei nº 8.159/ 1991. ERRADA. O Arquivo Nacional recolhe documentos apenas do Poder Executivo 
Federal. Vamos a Lei 8.159/1991: 
Art. 18 - Compete ao Arquivo Nacional a gestão e o recolhimento dos documentos 
produzidos e recebidos pelo Poder Executivo Federal, bem como preservar e facultar o 
acesso aos documentos sob sua guarda, e acompanhar e implementar a política nacional 
de arquivos. 
Parágrafo único - Para o pleno exercício de suas funções, o Arquivo Nacional poderá criar 
unidades regionais. 
2. O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) tem autonomia para a elaboração de seus 
instrumentos técnicos de classificação e avaliação de documentos arquivísticos, tais como o Plano de 
Classificação e a Tabela de Temporalidade e Destinação de Documentos de Arquivos relativos às 
atividades-meio e fim. CORRETA. O órgão elabora seus instrumentos técnicos de gestão de 
documentos por meio da Comissão Permanente de Avaliação do Documentos e depois os submete 
para ratificação junto à autoridade arquivística competente. Note que o Decreto abaixo faz a menção 
apenas aos instrumentos relativos as atividades-fim, mas a banca considerou correto mesmo assim. 
Vejamos o que diz o Decreto 10.148/2019 
Art. 9º Serão instituídas Comissões Permanentes de Avaliação de Documentos, no âmbito 
dos órgãos e das entidades da administração pública federal, órgãos técnicos com o 
objetivo de orientar e realizar o processo de análise, avaliação e seleção dos documentos 
produzidos e acumulados no seu âmbito de atuação para garantir a sua destinação final, 
nos termos da legislação vigente e das normas do Siga, com as seguintes competências: 
I - elaborar os códigos de classificação de documentos e as tabelas de temporalidade e 
destinação de documentos, que são instrumentos técnicos de gestão relativos às 
atividades-fim de seus órgãos e entidades e submetê-los à aprovação do Arquivo Nacional; 
3. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) não tem obrigação de gerir, nem recolher os arquivos 
permanentes dos tribunais regionais. CORRETA. Cada órgão é o responsável pelo processo de 
avaliação, destinação e eventual recolhimento de seus documentos de valor permanente à instituição 
arquivística competente. O STJ deve gerir e recolher os documentos permanentes do próprio STJ e 
não dos tribunais regionais. 
 
4. O Arquivo do Senado Federal faz a gestão e recolhimento dos demais arquivos estaduais 
legislativos. ERRADA. Cada órgão é o responsável pelo processo de avaliação, destinação e eventual 
recolhimento de seus documentos de valor permanente à instituição arquivística competente. 
 
5. Segundo a Lei nº 8.159/1991, ficará sujeito à responsabilidade penal, civil e administrativa aquele 
que desfigurar ou destruir documentos de valor permanente ou considerados de interesse público 
ou social. CORRETA. É a literalidade do artigo 25 da Lei: 
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Art. 25 - Ficará sujeito à responsabilidade penal, civil e administrativa, na forma da 
legislação em vigor, aquele que desfigurar ou destruir documentos de valor permanente 
ou considerado como de interesse público e social. 
Assim temos: 0-2-3-0-5 = 10 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. 
2. (CETREDE/UFC/Assistente/2022) De acordo com a Lei nº 8.159, de 08 de Janeiro de 1991, que dispõe 
sobre a política nacional de arquivos públicos e privados, é dever do Poder Público a gestão 
documental e a proteção especial a documentos de arquivos, como instrumento de apoio à 
administração, à cultura,ao desenvolvimento científico e como elementos de prova e informação. 
Nos termos desta lei, os documentos públicos são identificados como: 
a) indispensáveis, inalienáveis e imprescritíveis. 
b) correntes, intermediários e permanentes. 
c) sociais, públicos e privados. 
d) federais, estaduais e municipais. 
Comentário: 
A alternativa A está incorreta. Documentos públicos são identificados como correntes, intermediários e 
permanentes e não indispensáveis, inalienáveis e imprescritíveis. Veja a referência legal no gabarito da 
questão. 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. O artigo 8 da Lei 8.159/1991 responde a questão: 
Art. 8º - Os documentos públicos são identificados como correntes, intermediários e 
permanentes. 
§ 1º - Consideram-se documentos correntes aqueles em curso ou que, mesmo sem 
movimentação, constituam objeto de consultas frequentes. 
§ 2º - Consideram-se documentos intermediários aqueles que, não sendo de uso corrente 
nos órgãos produtores, por razões de interesse administrativo, aguardam a sua eliminação 
ou recolhimento para guarda permanente. 
§ 3º - Consideram-se permanentes os conjuntos de documentos de valor histórico, 
probatório e informativo que devem ser definitivamente preservados. 
A alternativa C está incorreta. Documentos públicos são identificados como correntes, intermediários e 
permanentes e não sociais, públicos e privados. Veja a referência legal no gabarito da questão. 
A alternativa D está incorreta. Documentos públicos são identificados como correntes, intermediários e 
permanentes e não federais, estaduais e municipais. Veja a referência legal no gabarito da questão. 
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3. (CEBRASPE/DP DF/Analista/2022) Considerando as políticas públicas de arquivo e a legislação 
arquivística, julgue o item a seguir. No Brasil, a definição da política nacional de arquivos é atribuição 
do Arquivo Nacional. 
a) Certo 
b) Errado 
Comentários: 
A afirmativa está ERRADA. 
Pergunta bastante recorrente das bancas. O órgão responsável pela definição da política nacional de 
arquivos públicos e privados é o Conarq e não o Arquivo Nacional. Vejamos o que diz a Lei 8.159/1991: 
Art. 26 - Fica criado o Conselho Nacional de Arquivos (CONARQ), órgão vinculado ao 
Arquivo Nacional, que definirá a política nacional de arquivos, como órgão central de um 
Sistema Nacional de Arquivos (SINAR). 
§ 1º - O Conselho Nacional de Arquivos será presidido pelo Diretor-Geral do Arquivo 
Nacional e integrado por representantes de instituições arquivísticas e acadêmicas, 
públicas e privadas. 
§ 2º - A estrutura e funcionamento do conselho criado neste artigo serão estabelecidos em 
regulamento. 
4. (FGV/PC AM/Escrivão/2022) Conforme a Lei nº 8.159/1991, também conhecida como a Lei de 
Arquivos, é dever do Poder Público a gestão documental e a proteção especial a documentos de 
arquivos, como instrumento de apoio à administração, à cultura, ao desenvolvimento científico e 
como elementos de prova e informação. A instituição arquivística competente sobre a Polícia Civil 
do Estado do Amazonas é: 
a) a Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas. 
b) o Conselho Nacional de Arquivos. 
c) o Arquivo Nacional. 
d) o Arquivo Público do Estado do Amazonas. 
e) o Arquivo da Polícia Civil do Estado do Amazonas. 
Comentário: 
A alternativa A está incorreta. Órgãos estaduais têm como instituição arquivística competente o respectivo 
Arquivo Público Estadual e não a Assembleia Legislativa do Estado. 
A alternativa B está incorreta. Órgãos estaduais têm como instituição arquivística competente o respectivo 
Arquivo Público Estadual e não o Conselho Nacional de Arquivos. 
A alternativa C está incorreta. Órgãos estaduais têm como instituição arquivística competente o respectivo 
Arquivo Público Estadual e não o Arquivo Nacional. 
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A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. Cada órgão público possui um órgão arquivístico 
competente em sua esfera de atuação. No caso de uma Polícia Estadual temos como órgão competente o 
Arquivo Público Estadual da respectiva UF, no caso o Estado de AM. 
Art. 17 - A administração da documentação pública ou de caráter público compete às 
instituições arquivísticas federais, estaduais, do Distrito Federal e municipais. 
§ 1º - São Arquivos Federais o Arquivo Nacional os do Poder Executivo, e os arquivos do 
Poder Legislativo e do Poder Judiciário. São considerados, também, do Poder Executivo os 
arquivos do Ministério da Marinha, do Ministério das Relações Exteriores, do Ministério do 
Exército e do Ministério da Aeronáutica. 
§ 2º - São Arquivos Estaduais os arquivos do Poder Executivo, o arquivo do Poder 
Legislativo e o arquivo do Poder Judiciário. 
A alternativa E está incorreta. Órgãos estaduais têm como instituição arquivística competente o respectivo 
Arquivo Público Estadual e não o próprio Arquivo da Polícia Civil do Estado do Amazonas. Note que a banca 
pede uma relação de hierarquia entre a PC-AM e o seu órgão arquivístico competente, ou seja, a quem o 
Arquivo da Polícia Civil do Estado do Amazonas deve "se reportar" no que diz respeito a gestão arquivística. 
5. (CEBRASPE/PC PB/Escrivão/2022) De acordo com a política nacional de arquivos públicos e privados, 
a) a responsabilidade por acompanhar e implementar a política nacional de arquivos é de cada unidade de 
arquivo, público ou privado. 
b) o direito à informação se refere a documentos do interesse particular do solicitante. Documentos de 
interesse coletivo ou geral não estão contemplados por esse direito. 
c) a gestão documental é dever do poder público. 
d) contra a violação de sigilo estão previstas ações penal, civil e administrativa, sem direito a indenização. 
e) os documentos de valor permanente são imprescritíveis, mas podem ser alienados. 
Comentário: 
A alternativa A está incorreta. Quem implementa a política nacional de arquivos é o SINAR e não cada 
unidade de arquivo, público ou privado. 
A alternativa B está incorreta. Mesmo os documentos de interesse coletivo ou geral são atingidos pelo 
direito de acesso à informação. 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. É o que diz o artigo 1o da Lei 8.159/1991. Vamos a 
ele: 
Art. 1º - É dever do Poder Público a gestão documental e a proteção especial a documentos 
de arquivos, como instrumento de apoio à administração, à cultura, ao desenvolvimento 
científico e como elementos de prova e informação. 
A alternativa D está incorreta. Não é o que diz o artigo 6o da Lei: 
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Art. 6º - Fica resguardado o direito de indenização pelo dano material ou moral decorrente 
da violação do sigilo, sem prejuízo das ações penal, civil e administrativa. 
A alternativa E está incorreta. Documentos de valor permanente são inalienáveis e imprescritíveis. Vejamos 
o artigo 10o da Lei 8.159/1991, um dos mais cobrados: 
Art. 10º - Os documentos de valor permanente são inalienáveis e imprescritíveis. 
6. (AOCP/Pref. Mun. Belém-PA/Auxiliar/2022) Considerando os arquivos públicos, conforme a Lei nº 
8159/1991, os documentos de valor permanente são: 
a) acessíveis e disponíveis. 
b) integrais e inquestionáveis. 
c) verossímeis e incorruptíveis. 
d) consistentes e atualizáveis. 
e) inalienáveis e imprescritíveis. 
Comentário: 
A alternativa A está incorreta. De acordo com a Lei 8.159/1991 os documentos de valor permanente são 
inalienáveis e imprescritíveis, mas não acessíveis e disponíveis. 
A alternativa B está incorreta. De acordo com a Lei 8.159/1991 os documentos de valor permanente sãoserá presidido pelo Diretor-Geral do Arquivo 
Nacional e integrado por representantes de instituições arquivísticas e acadêmicas, 
públicas e privadas. 
§ 2º - A estrutura e funcionamento do Conselho criado neste artigo serão estabelecidos em 
regulamento. 
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Art. 27 - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
Art. 28 - Revogam-se as disposições em contrário. 
 O final da lei traz informações muito importantes e também muito cobradas em provas. 
 Em primeiro lugar a imposição de penalizações a quem destruir documentos de valor permanente 
ou de interesse público e social, ambos os temas já endereçados pela própria lei. 
 E por fim a lei cria, ao mesmo tempo, o Conarq e o SINAR, que seriam regulamentados um pouco 
mais a frente por Decretos, que estudaremos na sequência. 
 
 
(Inst. AOCP/Pref. Mun. João Pessoa-PB/Assistente Administrativo Administrativo/2021) A administração 
da documentação pública ou de caráter público compete às instituições arquivísticas federais, estaduais, 
do Distrito Federal e municipais. Quais são os arquivos administrados pelas instituições arquivísticas 
municipais? 
a) O arquivo do Poder Executivo, o arquivo do Poder Legislativo e o arquivo do Poder Judiciário. 
b) O arquivo do Poder Legislativo e o arquivo do Poder Judiciário. 
c) O arquivo do Poder Judiciário e o arquivo do Poder Executivo. 
d) O arquivo do Poder Executivo e o arquivo do Poder Legislativo. 
e) O arquivo do poder Judiciário. 
Comentário: 
A alternativa D é a correta e gabarito da questão. 
Note que essa é uma questão que tenta embaralhar o aluno com a famosa pegadinha do "arquivo judiciário 
municipal", que não existe! 
Arquivos municipais são apenas os arquivos legislativo e executivo. Os arquivos do judiciário só existem nos 
âmbitos estadual, distrital e federal. Cuidado! 
 
(IBADE/Pref. Mun. Mario Andreazza-RO/Agente Administrativo/2020) O órgão vinculado ao Arquivo 
Nacional, que definirá a política nacional de arquivos, como órgão central de um Sistema Nacional de 
Arquivos (SINAR) é a/o: 
a) Biblioteca Nacional 
b) Secretaria da Educação 
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c) Central de Arquivos Públicos 
d) Ministério da Educação 
e) Conselho Nacional de Arquivos 
Comentário: 
Conforme acabamos de estudar, a banca está se referindo ao Conarq, e toma como base a redação da Lei 
8.159/1991 e não a nova redação do Decreto 10.148/2019, ou seja, refere-se ao Conarq como órgão 
vinculado ao Arquivo Nacional. 
Desta forma, a alternativa E é a correta e gabarito da questão. 
 
(CEBRASPE/PGE PE/Assistente de Procuradoria/2019) O indivíduo que destruir documento público ficará 
sujeito à responsabilidade penal, civil e administrativa. 
a) CERTO 
b) ERRADO 
Comentário: 
A afirmativa está CORRETA. 
Vimos que de acordo com a lei 8.159/1991, em seu artigo 25 "ficará sujeito à responsabilidade penal, civil e 
administrativa, na forma da legislação em vigor, aquele que desfigurar ou destruir documentos de valor 
permanente ou considerado como de interesse público e social". 
 
(VUNESP/Pref. Municipal Itapevi-SP/Analista Documental de Arquivologia/2019) Segundo a Lei nº 8.159, 
de 8 de janeiro de 1991, que dispõe sobre a política de arquivos públicos e privados, é correto afirmar que 
a) os arquivos são conjuntos de documentos produzidos por órgãos públicos, entidades de caráter público e 
privado, em decorrência do exercício de atividades, selecionados para incorporação conforme natureza ou 
suporte da informação. 
b) os arquivos públicos são documentos produzidos por órgãos de âmbito federal, estadual e municipal, 
excetuando-se documentos produzidos por entidades privadas encarregadas da gestão de serviços públicos. 
c) os arquivos privados identificados pelo Poder Público como de interesse público e social, considerados 
como conjuntos de fontes relevantes para a história e desenvolvimento científico nacional, podem ser 
alienados, dispersos e transferidos para o exterior. 
d) a Administração Pública franqueará a consulta aos documentos públicos na forma da lei, ficando 
resguardado o direito de indenização pelo dano material ou moral decorrente da violação do sigilo, com 
prejuízo das ações penal, civil e administrativa. 
e) a cessação de atividades de instituições públicas e de caráter público implica o recolhimento de sua 
documentação à instituição arquivística pública ou a sua transferência à instituição sucessora. 
Comentário: 
Esta é uma questão que pede o conhecimento literal da lei. Boa para treinar. Vejamos: 
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A alternativa E está CORRETA e é o gabarito da questão. Veja o que diz o artigo 7o em seu § 2º - A cessação 
de atividade de instituições públicas e de caráter público implica o recolhimento de sua documentação à 
instituição arquivística pública ou a sua transferência à instituição sucessora. 
Na alternativa A o examinador contraria a definição de arquivos trazida pela lei em seu artigo 2o. Vejamos: 
"conjuntos de documentos produzidos e recebidos por órgãos públicos, instituições de caráter público e 
entidades privadas, em decorrência do exercício de atividades específicas, bem como por pessoa física, 
qualquer que seja o suporte da informação ou a natureza dos documentos (e não "selecionados para 
incorporação conforme natureza ou suporte da informação", conforme diz o enunciado). 
Já na letra B a banca contraria o artigo 7o da lei. Vejamos o que ele diz: 
Art. 7º - Os arquivos públicos são os conjuntos de documentos produzidos e recebidos, no exercício de suas 
atividades, por órgãos públicos de âmbito federal, estadual, do Distrito Federal e municipal em decorrência 
de suas funções administrativas, legislativas e judiciárias. 
Complementando, observe o parágrafo 1o.: 
§ 1º - São também públicos os conjuntos de documentos produzidos e recebidos por instituições de caráter 
público, por entidades privadas encarregadas da gestão de serviços públicos no exercício de suas atividades. 
Note que, ao contrário de excetuar-se os documentos produzidos por entidades privadas encarregadas da 
gestão de serviços públicos, estes documentos são sim equiparados aos documentos públicos, diferente do 
proposto pela banca. 
Na alternativa C a banca mais uma vez contraria a lei. De acordo com o artigo 13: "os arquivos privados 
identificados como de interesse público e social não poderão ser alienados com dispersão ou perda da 
unidade documental, nem transferidos para o exterior", exatamente o contrário do aventado pelo 
examinador. 
Por último, na letra D o examinador tenta confundir o candidato alterando o sentido do artigo 6o. Vejamos: 
Art. 6o.: Fica resguardado o direito de indenização pelo dano material ou moral decorrente da violação do 
sigilo, sem (e não com!) prejuízo das ações penal, civil e administrativa. 
 
(CEBRASPE/TRE-MS/Técnico Judiciário/2013) A lei de arquivos — Lei n.º 8.159/1991 — dispõe que 
a) os documentos privados não podem ser considerados de interesse público. 
b) a administração pública deve definir os custos relativos à consulta aos documentos públicos. 
c) o Arquivo Nacional do Poder Executivo, os arquivos do Poder Legislativo, do Poder Judiciário e aqueles dos 
ministérios da Marinha, das Relações Exteriores, do Exército e da Aeronáutica são considerados arquivos 
federais. 
d) os registros civis de arquivos de entidades religiosas não podem ser identificados como de interesse 
público e social. 
e) os arquivos privados são os conjuntos de documentos produzidos ou recebidos exclusivamente por 
pessoas físicas. 
Comentário: 
Esta é maisinalienáveis e imprescritíveis, mas não integrais e inquestionáveis. 
A alternativa C está incorreta. De acordo com a Lei 8.159/1991 os documentos de valor permanente são 
inalienáveis e imprescritíveis, mas não verossímeis e incorruptíveis. 
A alternativa D está incorreta. De acordo com a Lei 8.159/1991 os documentos de valor permanente são 
inalienáveis e imprescritíveis, mas não consistentes e atualizáveis. 
A alternativa E está correta e é o gabarito da questão. Esse é um dos artigos da Lei 8.159/1991 mais cobrado 
pelas bancas. Vamos a ele: 
Art. 10º - Os documentos de valor permanente são inalienáveis e imprescritíveis. 
7. (VUNESP/ALESP/Analista/2022) De acordo com a Lei Federal nº 8.159/1991, é correto afirmar que: 
a) os conjuntos de documentos produzidos e recebidos por entidades privadas encarregadas da gestão de 
serviços públicos no exercício de suas atividades são considerados arquivos privados. 
b) a cessação de atividades de instituições públicas e privadas de caráter público implica o recolhimento de 
sua documentação à instituição arquivística privada conveniada ou a sua transferência à uma organização 
social. 
c) os arquivos privados de interesse público e social, por serem considerados conjuntos de fontes relevantes 
para a história, poderão ser alienados com dispersão ou perda da unidade documental. 
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d) a administração e gestão da documentação pública ou de caráter público compete às instituições 
arquivísticas e museológicas federais, estaduais, do Distrito Federal e municipais. 
e) compete ao Arquivo Nacional a gestão e o recolhimento dos documentos produzidos e recebidos na esfera 
executiva federal, preservar e facultar o acesso aos documentos, acompanhar e implementar a política 
nacional de arquivos. 
Comentário: 
A alternativa A está incorreta. Esses documentos são considerados públicos e não privados. Vejamos: 
Art. 7º - Os arquivos públicos são os conjuntos de documentos produzidos e recebidos, no 
exercício de suas atividades, por órgãos públicos de âmbito federal, estadual, do Distrito 
Federal e municipal em decorrência de suas funções administrativas, legislativas e 
judiciárias. 
§ 1º - São também públicos os conjuntos de documentos produzidos e recebidos por 
instituições de caráter público, por entidades privadas encarregadas da gestão de 
serviços públicos no exercício de suas atividades. 
§ 2º - A cessação de atividades de instituições públicas e de caráter público implica o 
recolhimento de sua documentação à instituição arquivística pública ou a sua transferência 
à instituição sucessora. 
A alternativa B está incorreta. Não é bem isso que diz a Lei. Voltemos ao artigo 7o: 
Art. 7º - Os arquivos públicos são os conjuntos de documentos produzidos e recebidos, no 
exercício de suas atividades, por órgãos públicos de âmbito federal, estadual, do Distrito 
Federal e municipal em decorrência de suas funções administrativas, legislativas e 
judiciárias. 
§ 1º - São também públicos os conjuntos de documentos produzidos e recebidos por 
instituições de caráter público, por entidades privadas encarregadas da gestão de serviços 
públicos no exercício de suas atividades. 
§ 2º - A cessação de atividades de instituições públicas e de caráter público implica o 
recolhimento de sua documentação à instituição arquivística pública ou a sua 
transferência à instituição sucessora. 
A alternativa C está incorreta. Na verdade, não poderão ser alienados com dispersão ou perda da unidade 
documental. Vejamos o que diz a Lei: 
Art. 13 - Os arquivos privados identificados como de interesse público e social não poderão 
ser alienados com dispersão ou perda da unidade documental, nem transferidos para o 
exterior. 
A alternativa D está incorreta. Compete as instituições arquivísticas e não museológicas: 
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Art. 17 - A administração da documentação pública ou de caráter público compete às 
instituições arquivísticas federais, estaduais, do Distrito Federal e municipais. 
A alternativa E está correta e é o gabarito da questão. É quase que literalmente o que diz a Lei. Vamos ao 
seu artigo 18: 
Art. 18 - Compete ao Arquivo Nacional a gestão e o recolhimento dos documentos 
produzidos e recebidos pelo Poder Executivo Federal, bem como preservar e facultar o 
acesso aos documentos sob sua guarda, e acompanhar e implementar a política nacional 
de arquivos. 
Parágrafo único - Para o pleno exercício de suas funções, o Arquivo Nacional poderá criar 
unidades regionais. 
8. (CESGRANRIO/ELETRONUCLEAR/Arquivista/2022) Um servidor público pretende realizar pesquisa 
de documentos antigos. Ele verifica que existe uma vasta legislação e um sem número de locais que 
possuem acesso aos documentos relevantes. Nos termos da Lei no 8.159/1991, o acesso aos 
documentos de arquivos privados, identificados como de interesse público e social, poderá ser 
franqueado mediante autorização de seu proprietário ou possuidor, sendo que os registros civis de 
arquivos de entidades religiosas ficam identificados como de interesse público e social, produzidos 
anteriormente à vigência do: 
a) Código Administrativo. 
b) Código Civil. 
c) Código Constitucional. 
d) Código Penal. 
e) Código Comercial. 
Comentário: 
A alternativa A está incorreta. O enunciado se refere ao Código Civil e não ao Administrativo. Veja o texto 
legal na alternativa gabarito. 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. O artigo 16 da Lei 8.159/1991 trata diretamente desse 
assunto e a referência correta é o Código Civil. Observe a seguir: 
Art. 16 - Os registros civis de arquivos de entidades religiosas produzidos anteriormente à 
vigência do Código Civil ficam identificados como de interesse público e social. 
A alternativa C está incorreta. O enunciado se refere ao Código Civil e não ao Constitucional. Veja o texto 
legal na alternativa gabarito. 
A alternativa D está incorreta. O enunciado se refere ao Código Civil e não ao Penal. Veja o texto legal na 
alternativa gabarito. 
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A alternativa E está incorreta. O enunciado se refere ao Código Civil e não ao Comercial. Veja o texto legal 
na alternativa gabarito. 
9. (COMPERVE UFRN/CREF 16/Auxiliar Administrativo/2022) Ao “conjunto de documentos produzidos 
e recebidos por órgãos públicos, instituições de caráter público e entidades privadas, em 
decorrência do exercício de atividades específicas, bem como por pessoa física, qualquer que seja o 
suporte da informação ou a natureza dos documentos” (Art. 2º, Lei nº 8.159/1991), dá-se o nome 
de: 
a) arquivo. 
b) protocolo. 
c) correspondência. 
d) certidão. 
Comentário: 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. Aqui temos a definição literal de arquivo de acordo 
com a Lei 8.159/1991. Veja a seguir: 
Art. 2º - Consideram-se arquivos, para os fins desta Lei, os conjuntos de documentos 
produzidos e recebidos por órgãos públicos, instituições de caráter público e entidades 
privadas, em decorrência do exercício de atividades específicas, bem como por pessoa 
física, qualquer que seja o suporte da informação ou a natureza dos documentos. 
A alternativa B está incorreta. A definição trazida pelo enunciado é de arquivos e não de protocolo. 
A alternativa C está incorreta. A definição trazida pelo enunciado é de arquivos e não de correspondência. 
A alternativa D está incorreta. A definição trazida pelo enunciado é de arquivos e não de certidão. 
10. (COMPERVE UFRN/CREF 16/Auxiliar Administrativo/2022) Para responder à questão, considere o 
caso abaixo. Albertofoi recém-contratado como auxiliar administrativo em uma instituição, e uma 
de suas funções é organizar os arquivos. Pelo fato de ser um bom profissional, ele sabe o quanto 
essa atividade é de grande importância para uma boa gestão das informações no local de trabalho. 
Seus colegas, no entanto, não pensavam como ele e, em decorrência disso, Alberto precisou 
convencê-los da necessidade de se fazer essa organização. Alberto ainda sugeriu que se considerasse 
a classificação dos arquivos, de acordo com a Lei n. 8.159/91, para o seu devido tratamento e uso. 
Dessa forma, é necessário classificá-los conforme: 
a) o estágio de evolução, podendo ser correntes, intermediários ou permanentes. 
b) a natureza dos documentos, podendo ser manuais ou informatizados. 
c) a abrangência do arquivo, podendo ser internos ou externos. 
d) a entidade mantenedora, podendo ser arquivos públicos e bibliotecas públicas. 
Comentário: 
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A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. De acordo com a Lei 8.159/1991, quando levado em 
conta o estágio de evolução os documentos podem ser correntes, intermediários ou permanentes. 
A alternativa B está incorreta. De acordo com a natureza dos documentos, os arquivos podem ser especiais 
ou especializados. 
A alternativa C está incorreta. De acordo com a abrangência os arquivos podem ser setoriais 
(descentralizados) ou gerais/centrais (centralizados). 
A alternativa D está incorreta. De acordo com a entidade mantenedora os arquivos podem ser públicos ou 
privados (institucionais, comerciais ou familiais/pessoais). 
11. (IBFC/DETRAN AM/Arquivista/2022) O Art. 3º da Lei nº 8.159, de 08 de janeiro de 1991, define: 
“Considera-se ______ o conjunto de procedimentos e operações técnicas referentes à sua ______, 
tramitação, uso, ______ e arquivamento em fase ______ e ______, visando a sua eliminação ou 
recolhimento para guarda permanente.” Assinale a alternativa que preencha correta e 
respectivamente as lacunas. 
a) gestão de documentos / classificação / avaliação / corrente / intermediária. 
b) gestão de documentos / produção / produção / corrente / intermediária. 
c) gestão de documentos / produção / avaliação / corrente / intermediária. 
d) gestão de documentos / classificação / produção / corrente / intermediária. 
Comentário: 
A alternativa A está incorreta. O preenchimento correto das lacunas segue o artigo 3o da Lei 8.159/1991 e 
trata da gestão de documentos. Observe na alternativa gabarito. 
A alternativa B está incorreta. O preenchimento correto das lacunas segue o artigo 3o da Lei 8.159/1991 e 
trata da gestão de documentos. Observe na alternativa gabarito. 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. O artigo 3o da Lei 8.159/1991 trata especificamente 
da gestão de documentos. Vamos a ele: 
Art. 3º - Considera-se gestão de documentos o conjunto de procedimentos e operações 
técnicas referentes à sua produção, tramitação, uso, avaliação e arquivamento em fase 
corrente e intermediária, visando a sua eliminação ou recolhimento para guarda 
permanente. 
A alternativa D está incorreta. O preenchimento correto das lacunas segue o artigo 3o da Lei 8.159/1991 e 
trata da gestão de documentos. Observe na alternativa gabarito. 
12. (IBFC/DETRAN AM/Arquivista/2022) Assinale a alternativa correta que dispõe sobre a política 
nacional de arquivos públicos e privados e dá outras providências. 
a) Decreto nº 1.173, de 29 de junho de 1994. 
b) Lei nº 8.159, de 8 de janeiro de 1991. 
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c) Lei nº 9.800, de 26 de maio de 2000. 
d) Lei n° 8.158, de 8 de janeiro de 1991. 
Comentário: 
A alternativa A está incorreta. O enunciado se refere a chamada Lei Nacional dos Arquivos, a Lei 8.159/1991 
e não ao Decreto nº 1.173, de 29 de junho de 1994, aliás, já revogado pelo Decreto 4.073/2002. 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. O enunciado se refere a chamada Lei Nacional dos 
Arquivos, a Lei 8.159/1991. 
A alternativa C está incorreta. O enunciado se refere a chamada Lei Nacional dos Arquivos, a Lei 8.159/1991 
e não a Lei nº 9.800, de 26 de maio de 2000, que na verdade é de 1999... 
A alternativa D está incorreta. O enunciado se refere a chamada Lei Nacional dos Arquivos, a Lei 8.159/1991 
e não a Lei n° 8.158, de 8 de janeiro de 1991, também já revogada pela Lei 8.884/1994. 
13. (ÁPICE/Pref. Mun. Umbuzeiro-PB/Agente Administrativo/2022) A gestão de documentos 
arquivísticos é um procedimento fundamental na vida de uma empresa pública ou privada. Para 
tomar decisões, recuperar a informação e preservar a memória institucional é preciso estabelecer 
um conjunto de práticas que garanta a organização e preservação dos arquivos. Administrar ou 
gerenciar documentos arquivísticos, a partir da aplicação de conceitos e teorias difundidas pela 
Arquivologia, garante às empresas públicas ou privadas obter maior controle sobre as informações 
que produzem e/ou recebem, racionalizar os espaços de guarda de documentos, desenvolver com 
mais eficiência e rapidez suas atividades, atender adequadamente clientes e cidadãos. Há uma lei 
federal, que se refere aos arquivos públicos, mas também aos arquivos privados constituídos por 
pessoas físicas ou jurídicas, gestão de documentos é "o conjunto de procedimentos e operações 
técnicas referentes à sua produção, tramitação, uso, avaliação e arquivamento em fase corrente e 
intermediária, visando a sua eliminação ou recolhimento para guarda permanente”. Qual é esta lei 
sobre os arquivos? 
a) LEI Nº 4.743, DE 9 DE OUTUBRO DE 2020. 
b) LEI Nº 4.159, DE 8 DE MARÇO DE 1994. 
c) LEI Nº 8.159, DE 15 DE JANEIRO DE 1993. 
d) LEI Nº 8.159, DE 8 DE JANEIRO DE 1991. 
e) LEI Nº 3.590, DE 6 DE JULHO DE 1998. 
Comentário: 
A alternativa A está incorreta. O enunciado refere-se a chamada Lei Nacional dos Arquivos, a Lei 8.159/1991 
e não a Lei 4.743/2020. 
A alternativa B está incorreta. O enunciado refere-se a chamada Lei Nacional dos Arquivos, a Lei 8.159/1991 
e não a Lei 4.159/1994. 
A alternativa C está incorreta. O enunciado refere-se a chamada Lei Nacional dos Arquivos, a Lei 8.159/1991 
e não a Lei 8.159/1993 (note que aqui há um erro em relação ao ano da Lei). 
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A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. O enunciado refere-se a chamada Lei Nacional dos 
Arquivos, a Lei 8.159/1991. 
A alternativa E está incorreta. O enunciado refere-se a chamada Lei Nacional dos Arquivos, a Lei 8.159/1991 
e não a Lei 3.590/1998. 
14. (ÁPICE/Pref. Mun. Umbuzeiro-PB/Recepcionista/2022) Considerando de acordo com a Lei Federal 
n° 8.159, de 8 de janeiro de 1991, art. 3° como o conjunto de procedimentos e operações técnicas 
referentes à sua produção, tramitação, uso, avaliação e arquivamento em fase corrente e 
intermediária, visando a sua eliminação ou recolhimento para guarda permanente. O texto refere-
se a: 
a) Gestão financeira; 
b) Gestão de controle; 
c) Lei orçamentária; 
d) LGPD - Lei Geral de Proteção de dados; 
e) Gestão de documentos. 
Comentário: 
A alternativa A está incorreta. O trecho trazido pelo enunciado faz menção à gestão de documentos e não a 
gestão financeira. 
A alternativa B está incorreta. O trecho trazido pelo enunciado faz menção à gestão de documentos e não a 
gestão de controle. 
A alternativa C está incorreta. O trecho trazido pelo enunciado faz menção à gestão de documentos e não a 
Lei Orçamentária. 
A alternativa D está incorreta. O trecho trazido pelo enunciado faz menção à gestão de documentos e não a 
LGPD - Lei Geral de Proteção de dados. 
A alternativa Eestá correta e é o gabarito da questão. O texto trata exatamente da gestão de documentos. 
Observe: 
Art. 3º - Considera-se gestão de documentos o conjunto de procedimentos e operações 
técnicas referentes à sua produção, tramitação, uso, avaliação e arquivamento em fase 
corrente e intermediária, visando a sua eliminação ou recolhimento para guarda 
permanente. 
15. (SELECON/CM São Gonçalo-RJ/Analista/2022) Segundo a Lei nº 8159, de 8 de janeiro de 1991, a 
condição que exerce preferência na aquisição de arquivos privados pelo Poder Público, tendo em 
vista o interesse público e social, é a de que esses arquivos sejam: 
a) percebidos como conjuntos de fontes relevantes de valores administrativo e fiscal, a fim de dar apoio às 
atividades-meio da Administração Pública. 
b) observados como fontes vantajosas que proporcionem maior eficiência técnica e menor preço ao Poder 
Público. 
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c) considerados os conjuntos como fontes relevantes para a história e o desenvolvimento científico nacional. 
d) identificados como arquivos especiais pelo valor oneroso da composição de seus diversos formatos físicos. 
Comentário: 
A alternativa A está incorreta. A condição é que os arquivos sejam considerados os conjuntos como fontes 
relevantes para a história e o desenvolvimento científico nacional, mas não percebidos como conjuntos de 
fontes relevantes de valores administrativo e fiscal, a fim de dar apoio às atividades-meio da Administração 
Pública. 
A alternativa B está incorreta. A condição é que os arquivos sejam considerados os conjuntos como fontes 
relevantes para a história e o desenvolvimento científico nacional, mas não observados como fontes 
vantajosas que proporcionem maior eficiência técnica e menor preço ao Poder Público. 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. É isso o que diz o artigo 12 da Lei. Vejamos: 
Art. 12 - Os arquivos privados podem ser identificados pelo Poder Público como de 
interesse público e social, desde que sejam considerados como conjuntos de fontes 
relevantes para a história e desenvolvimento científico nacional. 
A alternativa D está incorreta. A condição é que os arquivos sejam considerados os conjuntos como fontes 
relevantes para a história e o desenvolvimento científico nacional, mas não identificados como arquivos 
especiais pelo valor oneroso da composição de seus diversos formatos físicos. 
16. (QUADRIX/CRECI 24 RO/Assistente/2022) Considerando as noções de arquivologia e seus conceitos 
fundamentais, bem como a legislação nacional e o processo de digitalização de documentos, julgue 
o item. O órgão colegiado que define a política nacional de arquivos públicos e privados é o Arquivo 
Nacional. 
a) Certo 
b) Errado 
Comentários: 
A afirmativa está ERRADA. 
O enunciado se refere ao Conarq. Vejamos o que diz a Lei 8.159/1991 a respeito do tema: 
Art. 26 - Fica criado o Conselho Nacional de Arquivos (CONARQ), órgão vinculado ao 
Arquivo Nacional, que definirá a política nacional de arquivos, como órgão central de um 
Sistema Nacional de Arquivos (SINAR). 
Ou ainda o Decreto 4.073/2002: 
 Art. 1º O Conselho Nacional de Arquivos - CONARQ, órgão colegiado instituído no 
âmbito do Arquivo Nacional, criado pelo art. 26 da Lei nº 8.159, de 8 de janeiro de 1991, 
tem por finalidade definir a política nacional de arquivos públicos e 
privados. (Redação dada pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
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17. (UNIFIL/Pref. Mun. Paranacity-PR/Auxiliar/2022) Analise as assertivas e assinale a alternativa 
correta. De acordo com a Lei nº 8.159, de 8 de janeiro de 1991, que dispõe sobre a política nacional 
de arquivos públicos e privados e dá outras providências, os arquivos públicos: 
 
I. são os conjuntos de documentos produzidos ou recebidos por pessoas físicas ou jurídicas, em 
decorrência de suas atividades. 
 
II. podem ser identificados pelo Poder Público como de interesse público e social, desde que sejam 
considerados como conjuntos de fontes relevantes para a história e desenvolvimento científico 
nacional. 
 
III. são identificados como correntes, intermediários e permanentes. 
 
IV. são os conjuntos de documentos produzidos e recebidos, no exercício de suas atividades, por 
órgãos públicos de âmbito federal, estadual, do Distrito Federal e municipal em decorrência de suas 
funções administrativas, legislativas e judiciárias. 
a) Apenas I e II estão corretas. 
b) Apenas I, II e III estão corretas. 
c) Apenas II, III e IV estão corretas. 
d) Apenas III e IV estão corretas. 
Comentário: 
Vamos avaliar as afirmativas antes de buscar a alternativa correta: 
I. são os conjuntos de documentos produzidos ou recebidos por pessoas físicas ou jurídicas, em 
decorrência de suas atividades. ERRADA. Não é exatamente isso que diz a Lei. Vejamos: 
Art. 7º - Os arquivos públicos são os conjuntos de documentos produzidos e recebidos, no 
exercício de suas atividades, por órgãos públicos de âmbito federal, estadual, do Distrito 
Federal e municipal em decorrência de suas funções administrativas, legislativas e 
judiciárias. 
§ 1º - São também públicos os conjuntos de documentos produzidos e recebidos por 
instituições de caráter público, por entidades privadas encarregadas da gestão de serviços 
públicos no exercício de suas atividades. 
§ 2º - A cessação de atividades de instituições públicas e de caráter público implica o 
recolhimento de sua documentação à instituição arquivística pública ou a sua transferência 
à instituição sucessora. 
II. podem ser identificados pelo Poder Público como de interesse público e social, desde que sejam 
considerados como conjuntos de fontes relevantes para a história e desenvolvimento científico 
nacional. ERRADA. Essa é uma menção feita aos arquivos privados e não aos arquivos públicos: 
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Art. 12 - Os arquivos privados podem ser identificados pelo Poder Público como de 
interesse público e social, desde que sejam considerados como conjuntos de fontes 
relevantes para a história e desenvolvimento científico nacional. 
III. são identificados como correntes, intermediários e permanentes. CORRETA. É o artigo 8o em sua 
literalidade: 
Art. 8º - Os documentos públicos são identificados como correntes, intermediários e 
permanentes. 
§ 1º - Consideram-se documentos correntes aqueles em curso ou que, mesmo sem 
movimentação, constituam objeto de consultas frequentes. 
§ 2º - Consideram-se documentos intermediários aqueles que, não sendo de uso corrente 
nos órgãos produtores, por razões de interesse administrativo, aguardam a sua eliminação 
ou recolhimento para guarda permanente. 
§ 3º - Consideram-se permanentes os conjuntos de documentos de valor histórico, 
probatório e informativo que devem ser definitivamente preservados. 
IV. são os conjuntos de documentos produzidos e recebidos, no exercício de suas atividades, por 
órgãos públicos de âmbito federal, estadual, do Distrito Federal e municipal em decorrência de suas 
funções administrativas, legislativas e judiciárias. CORRETA. É o que diz o artigo 7o da Lei 8.159/1991: 
Art. 7º - Os arquivos públicos são os conjuntos de documentos produzidos e recebidos, no 
exercício de suas atividades, por órgãos públicos de âmbito federal, estadual, do Distrito 
Federal e municipal em decorrência de suas funções administrativas, legislativas e 
judiciárias. 
§ 1º - São também públicos os conjuntos de documentos produzidos e recebidos por 
instituições de caráter público, por entidades privadas encarregadas da gestão de serviços 
públicos no exercíciode suas atividades. 
§ 2º - A cessação de atividades de instituições públicas e de caráter público implica o 
recolhimento de sua documentação à instituição arquivística pública ou a sua transferência 
à instituição sucessora. 
Assim, temos F-F-V-V. 
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. 
18. (UNIFIL/CM Mandaguaçu-PR/Auxiliar/2022) Sobre a Lei nº 8159, de 8 de janeiro de 1991, que dispõe 
sobre a política nacional de arquivos públicos e privados e dá outras providências, informe se é 
verdadeiro (V) ou falso (F) para o que se afirma e assinale a alternativa que apresenta a 
sequência correta. 
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( ) Os arquivos públicos são os conjuntos de documentos produzidos e recebidos, no exercício de 
suas atividades, por órgãos públicos de âmbito federal, estadual, do Distrito Federal e municipal 
em decorrência de suas funções administrativas, legislativas e judiciárias. 
 
( ) A eliminação de documentos produzidos por instituições públicas e de caráter público será 
realizada mediante autorização da instituição arquivística pública, na sua específica esfera de 
competência. 
 
( ) Os documentos de valor permanente são alienáveis e prescritíveis. 
 
( ) Os arquivos privados não podem ser identificados pelo Poder Público como de interesse público 
e social, mesmo que sejam considerados como conjuntos de fontes relevantes para a história e 
desenvolvimento científico nacional, justamente por seu caráter privado. 
 
( ) Ficará sujeito à responsabilidade penal, civil e administrativa, na forma da legislação em vigor, 
aquele que desfigurar ou destruir documentos de valor permanente ou considerado como de 
interesse público e social. 
a) F – V – V – V – F. 
b) V – V – F – V – V. 
c) V – V – F – F – V. 
d) V – V – V – F – V. 
e) F – F – V – V – F. 
Comentário: 
Vamos avaliar as afirmativas antes de buscar a alternativa correta: 
Os arquivos públicos são os conjuntos de documentos produzidos e recebidos, no exercício de suas 
atividades, por órgãos públicos de âmbito federal, estadual, do Distrito Federal e municipal em 
decorrência de suas funções administrativas, legislativas e judiciárias. CORRETA. É o que diz o artigo 
7o da Lei 8.159/1991: 
Art. 7º - Os arquivos públicos são os conjuntos de documentos produzidos e recebidos, no 
exercício de suas atividades, por órgãos públicos de âmbito federal, estadual, do Distrito 
Federal e municipal em decorrência de suas funções administrativas, legislativas e 
judiciárias. 
§ 1º - São também públicos os conjuntos de documentos produzidos e recebidos por 
instituições de caráter público, por entidades privadas encarregadas da gestão de serviços 
públicos no exercício de suas atividades. 
§ 2º - A cessação de atividades de instituições públicas e de caráter público implica o 
recolhimento de sua documentação à instituição arquivística pública ou a sua transferência 
à instituição sucessora. 
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A eliminação de documentos produzidos por instituições públicas e de caráter público será realizada 
mediante autorização da instituição arquivística pública, na sua específica esfera de competência. 
CORRETA. É a literalidade do artigo 9o da mesma Lei: 
Art. 9º - A eliminação de documentos produzidos por instituições públicas e de caráter 
público será realizada mediante autorização da instituição arquivística pública, na sua 
específica esfera de competência. 
Os documentos de valor permanente são alienáveis e prescritíveis. ERRADA. Ao contrário, são 
inalienáveis e imprescritíveis. Vamos agora ao artigo 10o: 
Art. 10º - Os documentos de valor permanente são inalienáveis e imprescritíveis. 
Os arquivos privados não podem ser identificados pelo Poder Público como de interesse público e 
social, mesmo que sejam considerados como conjuntos de fontes relevantes para a história e 
desenvolvimento científico nacional, justamente por seu caráter privado. ERRADA. Ao contrário. 
Nesses casos são sim identificados como de interesse público e social: 
Art. 12 - Os arquivos privados podem ser identificados pelo Poder Público como de 
interesse público e social, desde que sejam considerados como conjuntos de fontes 
relevantes para a história e desenvolvimento científico nacional. 
Ficará sujeito à responsabilidade penal, civil e administrativa, na forma da legislação em vigor, aquele 
que desfigurar ou destruir documentos de valor permanente ou considerado como de interesse 
público e social. CORRETA. É o que diz o artigo 25 da Lei 8.159/1991: 
Art. 25 - Ficará sujeito à responsabilidade penal, civil e administrativa, na forma da 
legislação em vigor, aquele que desfigurar ou destruir documentos de valor permanente 
ou considerado como de interesse público e social. 
Assim temos V-V-F-F-V. 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. 
19. (IDECAN/IF PA/Assistente/2022) De acordo com a Lei 8.159/91, os documentos públicos são 
identificados como: 
a) primários, intermediários e definitivos. 
b) correntes, derivados e definitivos. 
c) correntes, intermediários e permanentes. 
d) confidenciais, sigilosos e públicos. 
Comentário: 
A alternativa A está incorreta. Os documentos públicos de acordo com a Lei são correntes, intermediários e 
permanentes e não primários, intermediários e definitivos. 
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==27755b==
 
A alternativa B está incorreta. Os documentos públicos de acordo com a Lei são correntes, intermediários e 
permanentes e não correntes, derivados e definitivos. 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. Artigo 8o da Lei 8.159/1991, um clássico em provas: 
Art. 8º - Os documentos públicos são identificados como correntes, intermediários e 
permanentes. 
§ 1º - Consideram-se documentos correntes aqueles em curso ou que, mesmo sem 
movimentação, constituam objeto de consultas frequentes. 
§ 2º - Consideram-se documentos intermediários aqueles que, não sendo de uso corrente 
nos órgãos produtores, por razões de interesse administrativo, aguardam a sua eliminação 
ou recolhimento para guarda permanente. 
§ 3º - Consideram-se permanentes os conjuntos de documentos de valor histórico, 
probatório e informativo que devem ser definitivamente preservados. 
A alternativa D está incorreta. Os documentos públicos de acordo com a Lei são correntes, intermediários e 
permanentes e não confidenciais, sigilosos e públicos. 
20. (IDECAN/IF PA/Assistente/2022) Sobre a política nacional de arquivos públicos e privados, 
estabelecida pela Lei 8.159/91, analise as afirmativas a seguir: 
 
I. Consideram-se arquivos, os conjuntos de documentos produzidos e recebidos por órgãos 
públicos, instituições de caráter público e entidades privadas, em decorrência de atividades 
específicas, bem como por pessoa física. 
 
II. Todos têm direito de receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular ou de 
interesse coletivo ou geral, contidas em documentos de arquivos, não sendo possível ser oposta 
qualquer restrição a este direito. 
 
III. Os arquivos públicos são os conjuntos de documentos produzidos e recebidos, no exercício de 
suas atividades, por órgãos públicos de âmbito federal, estadual, do Distrito Federal e municipal 
em decorrência de suas funções administrativas, legislativas e judiciárias. 
 
É correto o que se afirma: 
a) apenas em I e II. 
b) apenas em I e III. 
c) apenas em II e III. 
d) em I, II e III. 
Comentário: 
Vamos avaliar as afirmativas antes de buscar a alternativa correta: 
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I. Consideram-se arquivos, os conjuntos de documentos produzidos e recebidos por órgãos públicos, 
instituições de caráter público e entidades privadas, em decorrência de atividades específicas, bem 
como por pessoa física. CORRETA. É basicamente a definição de arquivos que temos na Lei 
8.159/1991: 
Art. 2º - Consideram-se arquivos, para os fins desta Lei, os conjuntos de documentos 
produzidos e recebidos por órgãos públicos, instituições de caráter público e entidades 
privadas, em decorrência do exercício de atividades específicas, bem como por pessoa 
física, qualquer que seja o suporte da informação ou a natureza dos documentos. 
II. Todos têm direito de receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular ou de 
interesse coletivo ou geral, contidas em documentos de arquivos, não sendo possível ser oposta 
qualquer restrição a este direito. ERRADA. Há documentos que possuem restrições de sigilo. Vejamos 
o artigo 4o da Lei: 
Art. 4º - Todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse 
particular ou de interesse coletivo ou geral, contidas em documentos de arquivos, que 
serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujos 
sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado, bem como à inviolabilidade 
da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem das pessoas. 
III. Os arquivos públicos são os conjuntos de documentos produzidos e recebidos, no exercício de suas 
atividades, por órgãos públicos de âmbito federal, estadual, do Distrito Federal e municipal em 
decorrência de suas funções administrativas, legislativas e judiciárias. CORRETA. Definição de 
arquivos públicos de acordo com o artigo 7o da Lei: 
 
Art. 7º - Os arquivos públicos são os conjuntos de documentos produzidos e recebidos, no 
exercício de suas atividades, por órgãos públicos de âmbito federal, estadual, do Distrito 
Federal e municipal em decorrência de suas funções administrativas, legislativas e 
judiciárias. 
Assim temos V-F-V. 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. 
21. (IBFC/PC BA/Escrivão/2022) De acordo com o Art. 9º da Lei 8.159 de 1991, a eliminação de 
documentos produzidos por instituições públicas e de caráter público será realizada mediante 
autorização da (o): 
a) Instituição Arquivística Pública, na sua específica esfera de competência. 
b) Arquivo Nacional. 
c) Comissão Permanente de Avaliação de Documentos. 
d) Conselho Nacional de Justiça. 
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e) Comissão de Gestão de Documentos. 
Comentário: 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. Sempre autorizado por instituição arquivística em sua 
respectiva esfera de competência. Vamos ao artigo 9o: 
Art. 9º - A eliminação de documentos produzidos por instituições públicas e de caráter 
público será realizada mediante autorização da instituição arquivística pública, na sua 
específica esfera de competência. 
A alternativa B está incorreta. A eliminação se dará após validação de instituição arquivística em sua 
respectiva esfera de competência, e não após autorização do Arquivo Nacional. 
A alternativa C está incorreta. A eliminação se dará após validação de instituição arquivística em sua 
respectiva esfera de competência, e não após autorização da Comissão Permanente de Avaliação de 
Documentos. 
A alternativa D está incorreta. A eliminação se dará após validação de instituição arquivística em sua 
respectiva esfera de competência, e não após autorização do Conselho Nacional de Justiça. 
A alternativa E está incorreta. A eliminação se dará após validação de instituição arquivística em sua 
respectiva esfera de competência, e não após autorização da Comissão de Gestão de Documentos. 
22. (IBFC/PC BA/Escrivão/2022) Sobre o conceito de gestão de documentos, de acordo com a Lei nº 
8.159/1991, assinale a alternativa correta. 
a) Conjuntos de documentos produzidos e recebidos por órgãos públicos, instituições de caráter público e 
entidades privadas, em decorrência do exercício de atividades específicas, bem como por pessoa física, 
qualquer que seja o suporte da informação ou a natureza dos documentos. 
b) Conjuntos de documentos de valor histórico, probatório e informativo que devem ser definitivamente 
preservados. 
c) O conjunto de procedimentos e operações técnicas referentes à sua produção, tramitação, uso, avaliação 
e arquivamento em fase corrente e intermediária, visando a sua eliminação ou recolhimento para guarda 
permanente. 
d) Conjunto de documentos produzidos ou recebidos por pessoas físicas ou jurídicas, em decorrência de suas 
atividades. 
e) Conjunto de fontes relevantes para a história e desenvolvimento científico nacional. 
Comentário: 
A alternativa A está incorreta. Essa é a definição de arquivos de acordo com a Lei 8.159/1991 e não de gestão 
de documentos. 
A alternativa B está incorreta. Essa é a definição de documentos permanentes de acordo com a Lei 
8.159/1991 e não de gestão de documentos. 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. Aqui temos a definição literal de gestão de 
documentos de acordo com o artigo 3o da Lei 8.159/1991. Vejamos: 
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Art. 3º - Considera-se gestão de documentos o conjunto de procedimentos e operações 
técnicas referentes à sua produção, tramitação, uso, avaliação e arquivamento em fase 
corrente e intermediária, visando a sua eliminação ou recolhimento para guarda 
permanente. 
A alternativa D está incorreta. Essa é a definição de arquivos privados de acordo com a Lei 8.159/1991 e não 
de gestão de documentos. 
A alternativa E está incorreta. Essa não é a definição de gestão de documentos de acordo com a Lei 
8.159/1991. Veja mais detalhes no gabarito da questão. 
23. (IBFC/PC BA/Escrivão/2022) De acordo com a Lei n.º 8.159/1991, ficará sujeito à responsabilidade 
penal, civil e administrativa aquele que desfigurar ou destruir documentos de valor: 
a) público. 
b) permanente. 
c) terciário. 
d) privado. 
e) especial. 
Comentário: 
A alternativa A está incorreta. De acordo com a Lei ficará sujeito à responsabilidade penal, civil e 
administrativa aquele que desfigurar ou destruir documentos de valor permanente (e não público). 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. Vejamos o que diz o artigo 25 da Lei: 
Art. 25 - Ficará sujeito à responsabilidade penal, civil e administrativa, na forma da 
legislação em vigor, aquele que desfigurar ou destruir documentos de valor permanente 
ou considerado como de interesse público e social. 
A alternativa C está incorreta. De acordo com a Lei ficará sujeito à responsabilidade penal, civil e 
administrativa aquele que desfigurar ou destruir documentos de valor permanente (e não terciário). 
A alternativa D está incorreta. De acordo com a Lei ficará sujeito à responsabilidade penal, civil e 
administrativa aquele que desfigurar ou destruir documentos de valor permanente (e não privado). 
A alternativa E está incorreta. De acordo com a Lei ficará sujeito à responsabilidade penal, civil e 
administrativa aquele que desfigurar ou destruir documentos de valor permanente (e não especial). 
24. (CESGRANRIO/ELETRONUCLEAR/Arquivista/2022) Um professor pretende apresentar projeto de 
pesquisa sobre os arquivos em meio eletrônico existentes e os documentos e imagens que, por 
estarem preservados, possibilitam a reconstituição histórica dos fatos ocorridos. Ele é informado, 
na ocasião, que, nos termos da Lei no 12.682/2012, as empresas privadas ou os órgãos da 
Administração Pública direta ou indireta que utilizarem procedimentos de armazenamento de 
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documentos em meios eletrônico, óptico ou equivalente, para localizá-los com precisão e conferir 
posteriormente a regularidade das etapas do processo adotado, deverão utilizar o sistema de: 
a) qualificação. 
b) controle. 
c) anterioridade. 
d) indexação. 
e) autorização. 
Comentário: 
A alternativa A está incorreta. O sistema ao qual se refere o enunciado é o sistema de indexação e não 
eventual sistema de qualificação. Veja mais informações e o texto legal no gabarito da questão. 
A alternativa B está incorreta. sistema ao qual se refere o enunciado é o sistema de indexação e não eventual 
sistema de controle. Veja mais informações e o texto legal no gabarito da questão. 
A alternativa C está incorreta. sistema ao qual se refere o enunciado é o sistema de indexação e não eventual 
sistema de anterioridade. Veja mais informações e o texto legal no gabarito da questão. 
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. O enunciado se refere a sistema de indexação. É 
literalmente o que diz o artigo 4o da Lei 12.682/2012. Vejamos: 
Art. 4º As empresas privadas ou os órgãos da Administração Pública direta ou indireta que 
utilizarem procedimentos de armazenamento de documentos em meio eletrônico, óptico 
ou equivalente deverão adotar sistema de indexação que possibilite a sua precisa 
localização, permitindo a posterior conferência da regularidade das etapas do processo 
adotado. 
A alternativa E está incorreta. sistema ao qual se refere o enunciado é o sistema de indexação e não eventual 
sistema de autorização. Veja mais informações e o texto legal no gabarito da questão. 
25. (FUNDATEC/IPE Saúde/Analista/2022) No Brasil, a política de arquivos públicos e privados é 
gerenciada pelo Conselho Nacional de Arquivos (CONARQ). Dentre as finalidades desse órgão, 
conforme estabelecido no Decreto Federal nº 4.073/2002 (alterado pelo Decreto Federal nº 
10.148/2019), compete ao CONARQ, EXCETO: 
a) Estabelecer diretrizes para o funcionamento do Sistema Nacional de Arquivos (SINAR), visando à gestão, 
à preservação e ao acesso aos documentos de arquivos. 
b) Zelar pelo cumprimento dos dispositivos constitucionais e legais que norteiam o funcionamento e o acesso 
aos arquivos públicos. 
c) Estimular a integração e modernização dos arquivos públicos e privados. 
d) Fiscalizar, por meio do Arquivo Nacional, os acordos, convênios, parcerias e termos de cooperação técnica 
com órgãos e entidades públicas e privadas em matéria de interesse mútuo. 
e) Promover a elaboração do cadastro nacional de arquivos públicos e privados, bem como desenvolver 
atividades censitárias referentes a arquivos. 
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Comentário: 
A alternativa A está incorreta. Essa é uma das competências do Conarq de acordo com o Decreto 4.073/2002. 
Veja a seguir: 
 Art. 2o Compete ao CONARQ: 
 I - estabelecer diretrizes para o funcionamento do Sistema Nacional de Arquivos - 
SINAR, visando à gestão, à preservação e ao acesso aos documentos de arquivos; 
 II - promover o inter-relacionamento de arquivos públicos e privados com vistas ao 
intercâmbio e à integração sistêmica das atividades arquivísticas; 
 III - propor ao Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública atos normativos 
necessários ao aprimoramento e à implementação da política nacional de arquivos públicos 
e privados; (Redação dada pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
 IV - zelar pelo cumprimento dos dispositivos constitucionais e legais que norteiam o 
funcionamento e o acesso aos arquivos públicos; 
 V - estimular programas de gestão e de preservação de documentos públicos de 
âmbito federal, estadual, distrital e municipal, produzidos ou recebidos pelo Poder 
Público; (Redação dada pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
 VI - subsidiar a elaboração de planos nacionais de desenvolvimento, sugerindo metas 
e prioridades da política nacional de arquivos públicos e privados; 
 VII - estimular a implantação de sistemas de arquivos nos Poderes Executivo, 
Legislativo e Judiciário da União, dos Estados, do Distrito Federal e nos Poderes Executivo 
e Legislativo dos Municípios; 
 VIII - estimular a integração e modernização dos arquivos públicos e privados; 
 IX - identificar os arquivos privados de interesse público e social, nos termos do art. 12 
da Lei no 8.159, de 1991; 
 X - propor ao Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública a declaração de 
interesse público e social de arquivos privados; (Redação dada pelo Decreto nº 
10.148, de 2019) 
 XI - estimular a capacitação técnica dos recursos humanos que desenvolvam 
atividades de arquivo nas instituições integrantes do SINAR; 
 XII - recomendar providências para a apuração e a reparação de atos lesivos à política 
nacional de arquivos públicos e privados; 
 XIII - promover a elaboração do cadastro nacional de arquivos públicos e privados, 
bem como desenvolver atividades censitárias referentes a arquivos; 
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 XIV - manter, por meio do Arquivo Nacional, intercâmbio com outros colegiados e 
instituições, cujas finalidades sejam relacionadas ou complementares às suas, para prover 
e receber elementos de informação e juízo, conjugar esforços e encadear 
ações; (Redação dada pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
 XV - articular-se com outros órgãos do Poder Público formuladores de políticas 
nacionais nas áreas de educação, cultura, ciência, tecnologia, informação e 
informática; (Redação dada pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
XVI - propor a celebração, por meio do Arquivo Nacional, de acordos, convênios, parcerias 
e termos de cooperação técnica com órgãos e entidades públicas e privadas em matéria de 
interesse mútuo; e (Incluído pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
XVII - editar orientações técnicas para a implementação da política nacional de arquivos, 
por meio de resolução. (Incluído pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
A alternativa B está incorreta. Mais uma das competências do Conarq de acordo com o Decreto 4.073/2002. 
Veja a seguir: 
 Art. 2o Compete ao CONARQ: 
 I - estabelecer diretrizes para o funcionamento do Sistema Nacional de Arquivos - 
SINAR, visando à gestão, à preservação e ao acesso aos documentos de arquivos; 
 II - promover o inter-relacionamento de arquivos públicos e privados com vistas ao 
intercâmbio e à integração sistêmica das atividades arquivísticas; 
 III - propor ao Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública atos normativos 
necessários ao aprimoramento e à implementação da política nacional de arquivos públicos 
e privados; (Redação dada pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
 IV - zelar pelo cumprimento dos dispositivos constitucionais e legais que norteiam o 
funcionamento e o acesso aos arquivos públicos; 
 V - estimular programas de gestão e de preservação de documentos públicos de 
âmbito federal, estadual, distrital e municipal, produzidos ou recebidos pelo Poder 
Público; (Redação dada pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
 VI - subsidiar a elaboração de planos nacionais de desenvolvimento, sugerindo metas 
e prioridades da política nacional de arquivos públicos e privados; 
 VII - estimular a implantação de sistemas de arquivos nos Poderes Executivo, 
Legislativo e Judiciário da União, dos Estados, do Distrito Federal e nos Poderes Executivo 
e Legislativo dos Municípios; 
 VIII - estimular a integração e modernização dos arquivospúblicos e privados; 
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 IX - identificar os arquivos privados de interesse público e social, nos termos do art. 12 
da Lei no 8.159, de 1991; 
 X - propor ao Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública a declaração de 
interesse público e social de arquivos privados; (Redação dada pelo Decreto nº 
10.148, de 2019) 
 XI - estimular a capacitação técnica dos recursos humanos que desenvolvam 
atividades de arquivo nas instituições integrantes do SINAR; 
 XII - recomendar providências para a apuração e a reparação de atos lesivos à política 
nacional de arquivos públicos e privados; 
 XIII - promover a elaboração do cadastro nacional de arquivos públicos e privados, 
bem como desenvolver atividades censitárias referentes a arquivos; 
 XIV - manter, por meio do Arquivo Nacional, intercâmbio com outros colegiados e 
instituições, cujas finalidades sejam relacionadas ou complementares às suas, para prover 
e receber elementos de informação e juízo, conjugar esforços e encadear 
ações; (Redação dada pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
 XV - articular-se com outros órgãos do Poder Público formuladores de políticas 
nacionais nas áreas de educação, cultura, ciência, tecnologia, informação e 
informática; (Redação dada pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
XVI - propor a celebração, por meio do Arquivo Nacional, de acordos, convênios, parcerias 
e termos de cooperação técnica com órgãos e entidades públicas e privadas em matéria de 
interesse mútuo; e (Incluído pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
XVII - editar orientações técnicas para a implementação da política nacional de arquivos, 
por meio de resolução. (Incluído pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
A alternativa C está incorreta. Outra competência do Conarq de acordo com o Decreto 4.073/2002. Veja a 
seguir: 
 Art. 2o Compete ao CONARQ: 
 I - estabelecer diretrizes para o funcionamento do Sistema Nacional de Arquivos - 
SINAR, visando à gestão, à preservação e ao acesso aos documentos de arquivos; 
 II - promover o inter-relacionamento de arquivos públicos e privados com vistas ao 
intercâmbio e à integração sistêmica das atividades arquivísticas; 
 III - propor ao Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública atos normativos 
necessários ao aprimoramento e à implementação da política nacional de arquivos públicos 
e privados; (Redação dada pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
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 IV - zelar pelo cumprimento dos dispositivos constitucionais e legais que norteiam o 
funcionamento e o acesso aos arquivos públicos; 
 V - estimular programas de gestão e de preservação de documentos públicos de 
âmbito federal, estadual, distrital e municipal, produzidos ou recebidos pelo Poder 
Público; (Redação dada pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
 VI - subsidiar a elaboração de planos nacionais de desenvolvimento, sugerindo metas 
e prioridades da política nacional de arquivos públicos e privados; 
 VII - estimular a implantação de sistemas de arquivos nos Poderes Executivo, 
Legislativo e Judiciário da União, dos Estados, do Distrito Federal e nos Poderes Executivo 
e Legislativo dos Municípios; 
 VIII - estimular a integração e modernização dos arquivos públicos e privados; 
 IX - identificar os arquivos privados de interesse público e social, nos termos do art. 12 
da Lei no 8.159, de 1991; 
 X - propor ao Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública a declaração de 
interesse público e social de arquivos privados; (Redação dada pelo Decreto nº 
10.148, de 2019) 
 XI - estimular a capacitação técnica dos recursos humanos que desenvolvam 
atividades de arquivo nas instituições integrantes do SINAR; 
 XII - recomendar providências para a apuração e a reparação de atos lesivos à política 
nacional de arquivos públicos e privados; 
 XIII - promover a elaboração do cadastro nacional de arquivos públicos e privados, 
bem como desenvolver atividades censitárias referentes a arquivos; 
 XIV - manter, por meio do Arquivo Nacional, intercâmbio com outros colegiados e 
instituições, cujas finalidades sejam relacionadas ou complementares às suas, para prover 
e receber elementos de informação e juízo, conjugar esforços e encadear 
ações; (Redação dada pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
 XV - articular-se com outros órgãos do Poder Público formuladores de políticas 
nacionais nas áreas de educação, cultura, ciência, tecnologia, informação e 
informática; (Redação dada pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
XVI - propor a celebração, por meio do Arquivo Nacional, de acordos, convênios, parcerias 
e termos de cooperação técnica com órgãos e entidades públicas e privadas em matéria de 
interesse mútuo; e (Incluído pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
XVII - editar orientações técnicas para a implementação da política nacional de arquivos, 
por meio de resolução. (Incluído pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
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A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. De todas as alternativas essa é a única que não traz 
uma competência do Conarq e, portanto, é o gabarito da questão. 
A alternativa E está incorreta. Mais uma das competências do Conarq de acordo com o Decreto 4.073/2002. 
Veja a seguir: 
 Art. 2o Compete ao CONARQ: 
 I - estabelecer diretrizes para o funcionamento do Sistema Nacional de Arquivos - 
SINAR, visando à gestão, à preservação e ao acesso aos documentos de arquivos; 
 II - promover o inter-relacionamento de arquivos públicos e privados com vistas ao 
intercâmbio e à integração sistêmica das atividades arquivísticas; 
 III - propor ao Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública atos normativos 
necessários ao aprimoramento e à implementação da política nacional de arquivos públicos 
e privados; (Redação dada pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
 IV - zelar pelo cumprimento dos dispositivos constitucionais e legais que norteiam o 
funcionamento e o acesso aos arquivos públicos; 
 V - estimular programas de gestão e de preservação de documentos públicos de 
âmbito federal, estadual, distrital e municipal, produzidos ou recebidos pelo Poder 
Público; (Redação dada pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
 VI - subsidiar a elaboração de planos nacionais de desenvolvimento, sugerindo metas 
e prioridades da política nacional de arquivos públicos e privados; 
 VII - estimular a implantação de sistemas de arquivos nos Poderes Executivo, 
Legislativo e Judiciário da União, dos Estados, do Distrito Federal e nos Poderes Executivo 
e Legislativo dos Municípios; 
 VIII - estimular a integração e modernização dos arquivos públicos e privados; 
 IX - identificar os arquivos privados de interesse público e social, nos termos do art. 12 
da Lei no 8.159, de 1991; 
 X - propor ao Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública a declaração de 
interesse público e social de arquivos privados; (Redação dada pelo Decreto nº 
10.148, de 2019) 
 XI - estimular a capacitação técnica dos recursos humanos que desenvolvam 
atividades de arquivo nas instituições integrantes do SINAR; 
 XII - recomendar providências para a apuração e a reparação de atos lesivos à política 
nacional de arquivos públicos e privados; 
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 XIII - promover a elaboração do cadastro nacional de arquivos públicos e privados, 
bem como desenvolver atividades censitárias referentes a arquivos; 
 XIV - manter, por meio do Arquivo Nacional, intercâmbio com outros colegiados e 
instituições, cujas finalidades sejam relacionadas ou complementares às suas, para prover 
e receber elementos de informação e juízo, conjugar esforços e encadear 
ações; (Redação dada pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
 XV - articular-se com outros órgãos do Poder Público formuladores de políticas 
nacionais nas áreas de educação, cultura, ciência, tecnologia, informação e 
informática; (Redação dada pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
XVI - propor a celebração, por meio do Arquivo Nacional, de acordos, convênios, parcerias 
e termos de cooperação técnica com órgãos e entidades públicas e privadas em matéria de 
interesse mútuo; e (Incluído pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
XVII - editar orientações técnicas para a implementação da política nacional de arquivos, 
por meio de resolução. (Incluído pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
26. (CETRDE/UFC/Arquivista/2022) Marque a alternativa que traz uma competência do Conselho 
Nacional de Arquivos (CONARQ). 
a) Promover e coordenar o processo de preservação do patrimônio cultural brasileiro visando fortalecer 
identidades, garantir o direito à memória e contribuir para o desenvolvimento socioeconômico do País. 
b) Coletar, registrar, salvaguardar e dar acesso à produção intelectual brasileira, assegurando o intercâmbio 
com instituições nacionais e internacionais e a preservação da memória bibliográfica e documental do país. 
c) Propor ao Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública atos normativos necessários ao 
aprimoramento e à implementação da política nacional de arquivos públicos e privados. 
d) Promover a mobilização coletiva para valorizar a consciência histórica e o direito ao patrimônio cultural 
do Brasil, por meio da formação e preservação de acervo, ação educativa e construção de conhecimento. 
Comentário: 
A alternativa A está incorreta. Essa não é uma competência do Conarq. Veja a lista completa de acordo com 
o Decreto 4.073/2002 na alternativa gabarito da questão. 
A alternativa B está incorreta. Essa não é uma competência do Conarq. Veja a lista completa de acordo com 
o Decreto 4.073/2002 na alternativa gabarito da questão. 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. Vejamos quais são as competências do Conarq de 
acordo com o Decreto 4.073/2002: 
 Art. 2o Compete ao CONARQ: 
 I - estabelecer diretrizes para o funcionamento do Sistema Nacional de Arquivos - 
SINAR, visando à gestão, à preservação e ao acesso aos documentos de arquivos; 
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 II - promover o inter-relacionamento de arquivos públicos e privados com vistas ao 
intercâmbio e à integração sistêmica das atividades arquivísticas; 
 III - propor ao Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública atos normativos 
necessários ao aprimoramento e à implementação da política nacional de arquivos 
públicos e privados; (Redação dada pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
 IV - zelar pelo cumprimento dos dispositivos constitucionais e legais que norteiam o 
funcionamento e o acesso aos arquivos públicos; 
 V - estimular programas de gestão e de preservação de documentos públicos de 
âmbito federal, estadual, distrital e municipal, produzidos ou recebidos pelo Poder 
Público; (Redação dada pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
 VI - subsidiar a elaboração de planos nacionais de desenvolvimento, sugerindo metas 
e prioridades da política nacional de arquivos públicos e privados; 
 VII - estimular a implantação de sistemas de arquivos nos Poderes Executivo, 
Legislativo e Judiciário da União, dos Estados, do Distrito Federal e nos Poderes Executivo 
e Legislativo dos Municípios; 
 VIII - estimular a integração e modernização dos arquivos públicos e privados; 
 IX - identificar os arquivos privados de interesse público e social, nos termos do art. 12 
da Lei no 8.159, de 1991; 
 X - propor ao Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública a declaração de 
interesse público e social de arquivos privados; (Redação dada pelo Decreto nº 
10.148, de 2019) 
 XI - estimular a capacitação técnica dos recursos humanos que desenvolvam 
atividades de arquivo nas instituições integrantes do SINAR; 
 XII - recomendar providências para a apuração e a reparação de atos lesivos à política 
nacional de arquivos públicos e privados; 
 XIII - promover a elaboração do cadastro nacional de arquivos públicos e privados, 
bem como desenvolver atividades censitárias referentes a arquivos; 
 XIV - manter, por meio do Arquivo Nacional, intercâmbio com outros colegiados e 
instituições, cujas finalidades sejam relacionadas ou complementares às suas, para prover 
e receber elementos de informação e juízo, conjugar esforços e encadear 
ações; (Redação dada pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
 XV - articular-se com outros órgãos do Poder Público formuladores de políticas 
nacionais nas áreas de educação, cultura, ciência, tecnologia, informação e 
informática; (Redação dada pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
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XVI - propor a celebração, por meio do Arquivo Nacional, de acordos, convênios, parcerias 
e termos de cooperação técnica com órgãos e entidades públicas e privadas em matéria de 
interesse mútuo; e (Incluído pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
XVII - editar orientações técnicas para a implementação da política nacional de arquivos, 
por meio de resolução. (Incluído pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
A alternativa D está incorreta. Essa não é uma competência do Conarq. Veja a lista completa de acordo com 
o Decreto 4.073/2002 na alternativa gabarito da questão. 
27. (CEBRASPE/DP DF/Analista/2022) Acerca de sistemas e redes de arquivo, julgue o item a seguir. 
Pessoas físicas de direito privado que possuam acervo arquivístico poderão integrar o Sistema 
Nacional de Arquivos mediante acordo com o Conselho Nacional de Arquivos (CONARQ). 
a) Certo 
b) Errado 
Comentários: 
A afirmativa está CORRETA. 
É o que diz o parágrafo 2o do artigo 12o do Decreto 4.073/2002. Cuidado pois é um parágrafo "esquecido" 
e muitas vezes cobrado pelas bancas. E note que a participação das pessoas físicas depende de acordo ou 
ajuste com o órgão central do SINAR, que é o Conarq. 
 Art. 12. Integram o SINAR: 
 I - o Arquivo Nacional; 
 II - os arquivos do Poder Executivo Federal; 
 III - os arquivos do Poder Legislativo Federal; 
 IV - os arquivos do Poder Judiciário Federal; 
 V - os arquivos estaduais dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário; 
 VI - os arquivos do Distrito Federal dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário; 
 VII - os arquivos municipais dos Poderes Executivo e Legislativo. 
 § 1o Os arquivos referidos nos incisos II a VII, quando organizados sistemicamente, 
passam a integrar o SINAR por intermédio de seus órgãos centrais. 
 § 2o As pessoas físicas e jurídicas de direito privado, detentoras de arquivos, podem 
integrar o SINAR mediante acordo ou ajuste com o órgão central. 
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28. (CEBRASPE/DPDF/Analista/2022) Acerca de sistemas e redes de arquivo, julgue o item a seguir. Os 
integrantes do Sistema Nacional de Arquivos devem atuar de forma colaborativa na atividade 
censitária de arquivos. 
a) Certo 
b) Errado 
Comentários: 
A afirmativa está CORRETA. 
É uma das competências dos integrantes do SINAR de acordo com o Decreto 4.073/2002. Observe a seguir: 
 Art. 13. Compete aos integrantes do SINAR: 
 I - promover a gestão, a preservação e o acesso às informações e aos documentos na 
sua esfera de competência, em conformidade com as diretrizes e normas emanadas do 
órgão central; 
 II - disseminar, em sua área de atuação, as diretrizes e normas estabelecidas pelo 
órgão central, zelando pelo seu cumprimento; 
 III - implementar a racionalização das atividades arquivísticas, de forma a garantir a 
integridade do ciclo documental; 
 IV - garantir a guarda e o acesso aos documentos de valor permanente; 
 V - apresentar sugestões ao CONARQ para o aprimoramento do SINAR; 
 VI - prestar informações sobre suas atividades ao CONARQ; 
 VII - apresentar subsídios ao CONARQ para a elaboração de dispositivos legais 
necessários ao aperfeiçoamento e à implementação da política nacional de arquivos 
públicos e privados; 
 VIII - promover a integração e a modernização dos arquivos em sua esfera de atuação; 
 IX - propor ao CONARQ os arquivos privados que possam ser considerados de interesse 
público e social; 
 X - comunicar ao CONARQ, para as devidas providências, atos lesivos ao patrimônio 
arquivístico nacional; 
 XI - colaborar na elaboração de cadastro nacional de arquivos públicos e privados, 
bem como no desenvolvimento de atividades censitárias referentes a arquivos; 
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 XII - possibilitar a participação de especialistas de órgãos e entidades, públicos e 
privados, nas câmaras técnicas e na Comissão de Avaliação de Acervos Privados; 
e (Redação dada pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
 XIII - proporcionar aperfeiçoamento e reciclagem aos técnicos da área de arquivo, 
garantindo constante atualização. 
29. (CEBRASPE/TELEBRAS/Especialista em Gestão/2022) Acerca dos princípios e conceitos arquivísticos, 
da política de arquivos, da legislação e das normas da área, julgue o item que se segue. Quem define 
a política nacional de arquivos é o Sistema de Gestão de Documentos e Arquivos (SIGA). 
a) Certo 
b) Errado 
Comentários: 
A afirmativa está ERRADA. 
Questão típica de prova na qual o examinador inverte as competências dos órgãos. definir a política nacional 
de arquivos é a finalidade do Conarq e não do SIGA. Observe o Decreto 4.073/2002: 
 Art. 1º O Conselho Nacional de Arquivos - CONARQ, órgão colegiado instituído no 
âmbito do Arquivo Nacional, criado pelo art. 26 da Lei nº 8.159, de 8 de janeiro de 1991, 
tem por finalidade definir a política nacional de arquivos públicos e 
privados. (Redação dada pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
30. (CEBRASPE/TELEBRAS/Especialista em Gestão/2022) Acerca dos princípios e conceitos arquivísticos, 
da política de arquivos, da legislação e das normas da área, julgue o item que se segue. É do Conselho 
Nacional de Arquivos a responsabilidade de propor diretrizes e normas relativas à gestão e à 
preservação de documentos e arquivos, no âmbito da administração pública federal. 
a) Certo 
b) Errado 
Comentários: 
A afirmativa está ERRADA. 
Cuidado, pois, há uma mudança sutil na competência do Conarq. Cabe ao órgão estabelecer (e não propor) 
diretrizes e normas relativas à gestão e à preservação de documentos e arquivos, no âmbito da administração 
pública federal. Vejamos mais uma vez o Decreto 4.073/2002: 
Art. 2o Compete ao CONARQ: 
 I - estabelecer diretrizes para o funcionamento do Sistema Nacional de Arquivos - 
SINAR, visando à gestão, à preservação e ao acesso aos documentos de arquivos; 
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 II - promover o inter-relacionamento de arquivos públicos e privados com vistas ao 
intercâmbio e à integração sistêmica das atividades arquivísticas; 
 III - propor ao Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública atos normativos 
necessários ao aprimoramento e à implementação da política nacional de arquivos públicos 
e privados; (Redação dada pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
 IV - zelar pelo cumprimento dos dispositivos constitucionais e legais que norteiam o 
funcionamento e o acesso aos arquivos públicos; 
 V - estimular programas de gestão e de preservação de documentos públicos de 
âmbito federal, estadual, distrital e municipal, produzidos ou recebidos pelo Poder 
Público; (Redação dada pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
 VI - subsidiar a elaboração de planos nacionais de desenvolvimento, sugerindo metas 
e prioridades da política nacional de arquivos públicos e privados; 
 VII - estimular a implantação de sistemas de arquivos nos Poderes Executivo, 
Legislativo e Judiciário da União, dos Estados, do Distrito Federal e nos Poderes Executivo 
e Legislativo dos Municípios; 
 VIII - estimular a integração e modernização dos arquivos públicos e privados; 
 IX - identificar os arquivos privados de interesse público e social, nos termos do art. 12 
da Lei no 8.159, de 1991; 
 X - propor ao Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública a declaração de 
interesse público e social de arquivos privados; (Redação dada pelo Decreto nº 
10.148, de 2019) 
 XI - estimular a capacitação técnica dos recursos humanos que desenvolvam 
atividades de arquivo nas instituições integrantes do SINAR; 
 XII - recomendar providências para a apuração e a reparação de atos lesivos à política 
nacional de arquivos públicos e privados; 
 XIII - promover a elaboração do cadastro nacional de arquivos públicos e privados, 
bem como desenvolver atividades censitárias referentes a arquivos; 
 XIV - manter, por meio do Arquivo Nacional, intercâmbio com outros colegiados e 
instituições, cujas finalidades sejam relacionadas ou complementares às suas, para prover 
e receber elementos de informação e juízo, conjugar esforços e encadear 
ações; (Redação dada pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
 XV - articular-se com outros órgãos do Poder Público formuladores de políticas 
nacionais nas áreas de educação, cultura, ciência, tecnologia, informação e 
informática; (Redação dada pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
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XVI - propor a celebração, por meio do Arquivo Nacional, de acordos, convênios, parcerias 
e termos de cooperação técnica com órgãos e entidades públicas e privadas em matéria de 
interesse mútuo; e (Incluído pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
XVII - editar orientações técnicas para a implementação da política nacional de arquivos, 
por meio de resolução. (Incluído pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
Art. 2º-A Compete ao Arquivo Nacional, quanto à implementação da política nacional de 
arquivos públicos e privados, no âmbito da administração pública federal: (Incluído 
pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
I - celebrar acordos, convênios, parcerias e termos de cooperação com órgãos e entidades 
públicas e privadas em matéria de interesse mútuo; (Incluído pelo Decreto nº 
10.148, de 2019) 
II - propor atos normativos ao Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública relativos 
ao aprimoramento e à implementação da políticanacional de arquivos públicos e 
privados; (Incluído pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
III - fornecer subsídios para o arquivamento de documentos públicos em meio eletrônico, 
óptico ou equivalente, observado a legislação; e (Incluído pelo Decreto nº 10.148, 
de 2019) 
IV - estabelecer as diretrizes para a preservação e o acesso aos documentos públicos, 
independentemente de sua forma ou natureza. (Incluído pelo Decreto nº 10.148, 
de 2019) 
31. (QUADRIX/CRECI 24 RO/Assistente/2022) Considerando as noções de arquivologia e seus conceitos 
fundamentais, bem como a legislação nacional e o processo de digitalização de documentos, julgue 
o item. Subvencionar a elaboração de planos nacionais de desenvolvimento de arquivos públicos e 
privados é uma competência do CONARQ. 
a) Certo 
b) Errado 
Comentários: 
A afirmativa está CORRETA. 
É o que diz o Decreto 4.073/2002. Confira a seguir: 
 Art. 2o Compete ao CONARQ: 
 I - estabelecer diretrizes para o funcionamento do Sistema Nacional de Arquivos - 
SINAR, visando à gestão, à preservação e ao acesso aos documentos de arquivos; 
 II - promover o inter-relacionamento de arquivos públicos e privados com vistas ao 
intercâmbio e à integração sistêmica das atividades arquivísticas; 
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 III - propor ao Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública atos normativos 
necessários ao aprimoramento e à implementação da política nacional de arquivos públicos 
e privados; (Redação dada pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
 IV - zelar pelo cumprimento dos dispositivos constitucionais e legais que norteiam o 
funcionamento e o acesso aos arquivos públicos; 
 V - estimular programas de gestão e de preservação de documentos públicos de 
âmbito federal, estadual, distrital e municipal, produzidos ou recebidos pelo Poder 
Público; (Redação dada pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
 VI - subsidiar a elaboração de planos nacionais de desenvolvimento, sugerindo 
metas e prioridades da política nacional de arquivos públicos e privados; 
 VII - estimular a implantação de sistemas de arquivos nos Poderes Executivo, 
Legislativo e Judiciário da União, dos Estados, do Distrito Federal e nos Poderes Executivo 
e Legislativo dos Municípios; 
 VIII - estimular a integração e modernização dos arquivos públicos e privados; 
 IX - identificar os arquivos privados de interesse público e social, nos termos do art. 12 
da Lei no 8.159, de 1991; 
 X - propor ao Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública a declaração de 
interesse público e social de arquivos privados; (Redação dada pelo Decreto nº 
10.148, de 2019) 
 XI - estimular a capacitação técnica dos recursos humanos que desenvolvam 
atividades de arquivo nas instituições integrantes do SINAR; 
 XII - recomendar providências para a apuração e a reparação de atos lesivos à política 
nacional de arquivos públicos e privados; 
 XIII - promover a elaboração do cadastro nacional de arquivos públicos e privados, 
bem como desenvolver atividades censitárias referentes a arquivos; 
 XIV - manter, por meio do Arquivo Nacional, intercâmbio com outros colegiados e 
instituições, cujas finalidades sejam relacionadas ou complementares às suas, para prover 
e receber elementos de informação e juízo, conjugar esforços e encadear 
ações; (Redação dada pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
 XV - articular-se com outros órgãos do Poder Público formuladores de políticas 
nacionais nas áreas de educação, cultura, ciência, tecnologia, informação e 
informática; (Redação dada pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
XVI - propor a celebração, por meio do Arquivo Nacional, de acordos, convênios, parcerias 
e termos de cooperação técnica com órgãos e entidades públicas e privadas em matéria de 
interesse mútuo; e (Incluído pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
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XVII - editar orientações técnicas para a implementação da política nacional de arquivos, 
por meio de resolução. (Incluído pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
32. (QUADRIX/CRP 10/Assistente/2022) Considerando as noções de arquivologia e as legislações 
arquivísticas, julgue o item. Segundo o Decreto n.o 7.845/2012, o responsável pela segurança da 
informação sigilosa é denominado gestor de segurança e credenciamento. 
a) Certo 
b) Errado 
Comentários: 
A afirmativa está CORRETA. 
É o que diz o artigo 2º do Decreto. Vejamos: 
Art. 2º Para os efeitos deste Decreto, considera-se: 
... 
X - gestor de segurança e credenciamento - responsável pela segurança da informação 
classificada em qualquer grau de sigilo no órgão de registro e posto de controle; 
33. (QUADRIX/CRP 10/Assistente/2022) Considerando as noções de arquivologia e as legislações 
arquivísticas, julgue o item. De acordo com o Decreto n.o 7.845/2012, documento controlado (DC) 
é o termo utilizado para designar o documento cuja informação tenha sido classificada com grau de 
sigilo. 
a) Certo 
b) Errado 
Comentários: 
A afirmativa está CORRETA. 
É exatamente o que diz o artigo 21 do Decreto. Observe em conjunto o caput e o parágrafo 1o do artigo: 
Art. 21. Para o tratamento de documento com informação classificada em qualquer grau 
de sigilo ou prevista na legislação como sigilosa o órgão ou entidade poderá adotar os 
seguintes procedimentos adicionais de controle: 
I - identificação dos destinatários em protocolo e recibo específicos; 
II - lavratura de termo de custódia e registro em protocolo específico; 
III - lavratura anual de termo de inventário, pelo órgão ou entidade expedidor e pelo órgão 
ou entidade receptor; e 
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IV - lavratura de termo de transferência de custódia ou guarda. 
§ 1º O documento previsto no caput será denominado Documento Controlado - DC. 
34. (QUADRIX/CRP 10/Assistente/2022) Considerando as noções de arquivologia e as legislações 
arquivísticas, julgue o item. Quando contiver informações classificadas apenas com grau de sigilo 
ultrassecreto, o documento deverá constar no termo de classificação da informação (TCI), 
juntamente com a indicação do prazo, contado em anos, meses ou dias. 
a) Certo 
b) Errado 
Comentários: 
A afirmativa está ERRADA. 
Não apenas os documentos classificados como ultrassecretos deverão constar no TCIuma questão que pede o conhecimento literal da lei. Ótima para relembrar conceitos cobrados 
da lei. Vamos lá: 
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A alternativa C está CORRETA e é o gabarito da questão. Traz a literalidade dos arquivos considerados 
Federais pela Lei 81.59/1991. 
Na alternativa A o examinador ignora que a lei diz ser possível arquivos privados serem considerados de 
interesse público (artigo 12). 
Já na letra B a banca contraria o artigo 5o da lei, que diz que a administração pública franqueará a consulta 
aos documentos públicos e não definirá custos... 
Na alternativa D a banca nega que os registros civis de arquivos de entidades religiosas produzidos 
anteriormente à vigência do Código Civil ficam identificados como de interesse público e social, como traz o 
artigo 16 da Lei. 
Por fim, na letra E o examinador esquece das pessoas jurídicas, que também produzem arquivos privados 
conforme o artigo 11. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Decretos 4.073/2002 e 4.915/2003 
 
Decreto 4.073/2002 
 O Decreto 4.073/2002 traz como pontos mais relevantes as regulamentações para a implementação 
tanto do Conarq quanto do SINAR, que careciam de dispositivo legal que regulamentasse os seus 
funcionamentos, finalidades e competências. 
 Nessa linha atua o Decreto 4.073/2002 que estabelece diferentes aspectos relativos ao Conarq e ao 
SINAR, sobretudo em relação as suas competências e composições. Importante lembrar que o Decreto 
4073/2002 foi bastante alterado recentemente pelo Decreto 10.148/2019. As principais alterações e o novo 
texto vigente está capturado nos extratos abaixo. 
 Vamos conhecer os principais pontos, que são cobrados em provas com razoável frequência, 
iniciando pelo Capitulo I do Decreto em seu artigo 1o. que trata da finalidade do Conarq, observe: 
Capítulo I 
DO CONSELHO NACIONAL DE ARQUIVOS 
Art. 1º O Conselho Nacional de Arquivos - CONARQ, órgão colegiado instituído no âmbito 
do Arquivo Nacional, criado pelo art. 26 da Lei nº 8.159, de 8 de janeiro de 1991, tem por 
finalidade definir a política nacional de arquivos públicos e privados. (Redação dada pelo 
Decreto nº 10.148, de 2019) 
 
 
 Esse é um tema muito recorrente em prova e que você tem que conhecer. A finalidade do Conarq é 
definir a política nacional de arquivos públicos e privados. Isso é muito cobrado, especialmente em 
comparações com a finalidade do SINAR, que veremos mais adiante. 
 
 Na sequência o Decreto aborda as competências do Conarq e aí, não tem jeito...É uma longa lista que 
você tem que ler algumas vezes para criar alguma intimidade com o que compete ou não ao Conarq pois é 
nesse estilo que vem a pergunta da banca: "Entre as competências do Conarq está:..." . Veja abaixo: 
 
Art. 2º Compete ao CONARQ: 
I - estabelecer diretrizes para o funcionamento do Sistema Nacional de Arquivos - SINAR, 
visando à gestão, à preservação e ao acesso aos documentos de arquivos; 
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II - promover o inter-relacionamento de arquivos públicos e privados com vistas ao 
intercâmbio e à integração sistêmica das atividades arquivísticas; 
III - propor ao Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública atos normativos 
necessários ao aprimoramento e à implementação da política nacional de arquivos públicos 
e privados; (Redação dada pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
IV - zelar pelo cumprimento dos dispositivos constitucionais e legais que norteiam o 
funcionamento e o acesso aos arquivos públicos; 
V - estimular programas de gestão e de preservação de documentos públicos de âmbito 
federal, estadual, distrital e municipal, produzidos ou recebidos pelo Poder 
Público; (Redação dada pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
VI - subsidiar a elaboração de planos nacionais de desenvolvimento, sugerindo metas e 
prioridades da política nacional de arquivos públicos e privados; 
VII - estimular a implantação de sistemas de arquivos nos Poderes Executivo, Legislativo e 
Judiciário da União, dos Estados, do Distrito Federal e nos Poderes Executivo e Legislativo 
dos Municípios; 
VIII - estimular a integração e modernização dos arquivos públicos e privados; 
IX - identificar os arquivos privados de interesse público e social, nos termos do art. 12 da 
Lei nº 8.159, de 1991; 
X - propor ao Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública a declaração de interesse 
público e social de arquivos privados; (Redação dada pelo Decreto nº 10.148, de 
2019) 
XI - estimular a capacitação técnica dos recursos humanos que desenvolvam atividades de 
arquivo nas instituições integrantes do SINAR; 
XII - recomendar providências para a apuração e a reparação de atos lesivos à política 
nacional de arquivos públicos e privados; 
XIII - promover a elaboração do cadastro nacional de arquivos públicos e privados, bem 
como desenvolver atividades censitárias referentes a arquivos; 
XIV - manter, por meio do Arquivo Nacional, intercâmbio com outros colegiados e 
instituições, cujas finalidades sejam relacionadas ou complementares às suas, para prover 
e receber elementos de informação e juízo, conjugar esforços e encadear 
ações; (Redação dada pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
XV - articular-se com outros órgãos do Poder Público formuladores de políticas nacionais 
nas áreas de educação, cultura, ciência, tecnologia, informação e 
informática; (Redação dada pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
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XVI - propor a celebração, por meio do Arquivo Nacional, de acordos, convênios, parcerias 
e termos de cooperação técnica com órgãos e entidades públicas e privadas em matéria de 
interesse mútuo; e (Incluído pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
XVII - editar orientações técnicas para a implementação da política nacional de arquivos, 
por meio de resolução. (Incluído pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
 Em seguida, o mesmo Decreto aborda a composição do Conarq. Note que é um grupo com 
representantes de todos os Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) e de todas as esferas (Federal, 
Estadual, DF e Municipal), além de representantes de instituições acadêmicas e da sociedade civil. 
Art. 3º São membros conselheiros do CONARQ: 
I - o Diretor-Geral do Arquivo Nacional, que o presidirá; 
II - dois representantes do Poder Executivo Federal; 
III - um representante do Poder Judiciário federal; (Redação dada pelo Decreto nº 
10.148, de 2019) 
IV - dois representantes do Poder Legislativo Federal; 
V - um representante dos arquivos públicos estaduais e distrital; (Redação dada pelo 
Decreto nº 10.148, de 2019) 
VI - um representante dos arquivos públicos municipais; (Redação dada pelo Decreto 
nº 10.148, de 2019) 
VII - um representante de associações de arquivistas; e (Redação dada pelo Decreto 
nº 10.148, de 2019) 
VIII - quatro representantes de instituições de ensino e pesquisa, organizações ou 
instituições com atuação na área de tecnologia da informação e comunicação, arquivologia, 
história ou ciência da informação. (Redação dada pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
 Entre os demais artigos que abordam o Conarq, o último que merece destaque é o artigo 4o, abaixo 
que estabelece relação de suporte técnico e administrativo entre o Arquivo Nacional e o Conarq: 
Art. 4º Caberá ao Arquivo Nacional dar o apoio técnico e administrativo ao CONARQ.como, por exemplo, o 
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uso de envelopes duplos, de modo que, no envelope externo, conste a identificação do destinatário 
e a indicação do grau de sigilo. 
a) Certo 
b) Errado 
Comentários: 
A afirmativa está ERRADA. 
Vejamos o que o artigo 26 do Decreto 7.845/2012 diz a respeito do tema: 
Da Expedição, Tramitação e Comunicação 
Art. 26. A expedição e a tramitação de documentos classificados deverão observar os 
seguintes procedimentos: 
I - serão acondicionados em envelopes duplos; 
II - no envelope externo não constará indicação do grau de sigilo ou do teor do 
documento; 
III - no envelope interno constarão o destinatário e o grau de sigilo do documento, de 
modo a serem identificados logo que removido o envelope externo; 
IV - o envelope interno será fechado, lacrado e expedido mediante recibo, que indicará 
remetente, destinatário e número ou outro indicativo que identifique o documento; e 
V - será inscrita a palavra “PESSOAL” no envelope que contiver documento de interesse 
exclusivo do destinatário. 
36. (SELECON/CM São Gonçalo-RJ/Assistente/2022) Os documentos arquivados do Poder Público, 
quanto à natureza do assunto, podem ser classificados como ostensivos ou sigilosos. Os arquivos 
sigilosos, por sua vez, são classificados em graus crescentes de sigilo. Os dados, documentos ou 
informações, cuja restrição de acesso é de 5 anos e cujo acesso por pessoa não credenciada possa 
comprometer os objetivos neles constantes, referem-se ao grau de sigilo: 
a) secreto. 
b) ordinário. 
c) reservado. 
d) ultrassecreto. 
Comentário: 
A alternativa A está incorreta. O prazo de restrição de acesso de 5 anos é aplicado aos documentos 
reservados e não aos secretos (15 anos). 
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A alternativa B está incorreta. O prazo de restrição de acesso de 5 anos é aplicado aos documentos 
reservados e não aos ordinários ou ostensivos, que não são sigilosos. 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. O enunciado se refere aos documentos reservados. 
Observe o que o artigo 28 do Decreto 7.724/2012 diz sobre o tema: 
Art. 28. Os prazos máximos de classificação são os seguintes: 
I - grau ultrassecreto: vinte e cinco anos; 
II - grau secreto: quinze anos; e 
III - grau reservado: cinco anos. 
Parágrafo único. Poderá ser estabelecida como termo final de restrição de acesso a 
ocorrência de determinado evento, observados os prazos máximos de classificação. 
A alternativa D está incorreta. O prazo de restrição de acesso de 5 anos é aplicado aos documentos 
reservados e não aos ultrassecretos (25 anos). 
37. (CETREDE/UFC/Arquivista/2022) Conforme a Norma Brasileira de Descrição Arquivística 
(NOBRADE), há sete elementos de descrição obrigatórios. Marque a alternativa que apresenta um 
deles. 
a) Nome do(s) produtor(es). 
b) História administrativa / biografia. 
c) História arquivística. 
d) Procedência. 
Comentário: 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. Dos 28 elementos de descrição disponíveis na 
NOBRADE, 7 são considerados obrigatório. Confira abaixo extrato da própria norma: 
 
Dessa forma apenas a alternativa A apresenta um elemento obrigatório, o nome do produtor, conforme lista 
acima. 
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A alternativa B está incorreta. A História administrativa / biografia embora seja um dos 28 elementos de 
descrição, não é considerada obrigatória pela NOBRADE. 
 
A alternativa C está incorreta. A História arquivística embora seja um dos 28 elementos de descrição, não é 
considerada obrigatória pela NOBRADE. 
 
A alternativa D está incorreta. A Procedência embora seja um dos 28 elementos de descrição, não é 
considerada obrigatória pela NOBRADE. 
 
38. (CEBRASPE/DP DF/Analista/2022) Com base nas disposições da Norma Brasileira de Descrição 
Arquivística (NOBRADE) e da Norma Geral Internacional de Descrição Arquivística (ISAD(G)), julgue 
o item subsequente. A área de ponto de acesso e descrição de assuntos não consta da ISAD(G), 
estando presente apenas na NOBRADE. 
a) Certo 
b) Errado 
Comentários: 
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A afirmativa está CORRETA. 
Essa é mesmo uma área (a oitava) que consta entre as áreas da NOBRADE em adição as 7 áreas previstas 
pela ISAD(G). 
 
39. (CEBRASPE/DP DF/Analista/2022) Com base nas disposições da Norma Brasileira de Descrição 
Arquivística (NOBRADE) e da Norma Geral Internacional de Descrição Arquivística (ISAD(G)), julgue 
o item subsequente. Chama-se incorporação o ato de acrescentar documentos a uma unidade de 
descrição já custodiada por um arquivo. 
a) Certo 
b) Errado 
Comentários: 
A afirmativa está CORRETA. 
Dentro da área Conteúdo e Estrutura a NOBRADE prevê o elemento Incorporações. Vejamos: 
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40. (CETREDE/UFC/Arquivista/2022) Sobre as recomendações para digitalização de documentos 
arquivísticos permanentes, do CONARQ, é correto afirmar que tratam: 
a) da descrição arquivística e política de acesso e uso dos documentos arquivísticos. 
b) da digitalização de acervo sonoro e de imagens em movimento. 
c) da preservação em longo prazo daqueles documentos originalmente criados e mantidos em ambiente 
eletrônico. 
d) das boas práticas gerais para armazenamento, segurança e preservação dos representantes digitais. 
Comentário: 
A alternativa A está incorreta. As recomendações para digitalização de documentos arquivísticos 
permanentes, do CONARQ não tratam da descrição arquivística e política de acesso e uso dos documentos 
arquivísticos. Observe: 
 
A alternativa B está incorreta. As recomendações para digitalização de documentos arquivísticos 
permanentes, do CONARQ não tratam da digitalização de acervo sonoro e de imagens em movimento. 
A alternativa C está incorreta. As recomendações para digitalização de documentos arquivísticos 
permanentes, do CONARQ não tratam da preservação em longo prazo daqueles documentos originalmente 
criados e mantidos em ambiente eletrônico. 
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. É exatamente o que diz a publicação do Conarq pouco 
após a sua apresentação: 
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41. (CETREDE/UFC/Arquivista/2022) Sobre assinatura digital é correto afirmar que: 
a) um documento pode ser considerado autêntico sem que nele conste uma autenticação. 
b) as técnicas de autenticação baseadas em tecnologia são efetivas para a transmissão dos documentos no 
tempo. 
c) a assinatura digital garante a autenticação do documento, no longo prazo, dispensando outros 
procedimentos de gestão e de preservação. 
d) enquanto declaração, a autenticação garante necessariamente a autenticidade do documento. 
Comentário: 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. É exatamente o que diz o Conarq. Vejamos: 
 
A alternativa B está incorreta. Ao contrário. Não são efetivas de acordo com o Conarq: "No entanto, as 
técnicas de autenticação baseadas em tecnologia não são efetivas para a transmissão dos documentos no 
tempo, ou seja, quando são armazenados no longo prazo ou quando há atualização/substituição de 
hardware, software ou formatos. Isto porque, em virtude do seu objetivo e de sua forma de funcionamento,Agora vamos ao Capítulo II do Decreto, que trata do SINAR. 
Capítulo II 
DO SISTEMA NACIONAL DE ARQUIVOS 
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Art. 10. O SINAR tem por finalidade implementar a política nacional de arquivos públicos 
e privados, visando à gestão, à preservação e ao acesso aos documentos de arquivo. 
 
Logo no início o legislador estabelece a finalidade do SINAR. Isso é importante você 
memorizar pois cai com frequência e contrasta com o que vimos relativo ao Conarq. 
Enquanto o Conarq tem por finalidade definir a política nacional de arquivos públicos e 
privados, o SINAR tem por finalidade implementar a mesma política nacional de 
arquivos públicos e privados, definida pelo Conarq. 
 Indo mais adiante, vamos à composição do SINAR: 
Art. 11. O SINAR tem como órgão central o CONARQ. 
Art. 12. Integram o SINAR: 
I - o Arquivo Nacional; 
II - os arquivos do Poder Executivo Federal; 
III - os arquivos do Poder Legislativo Federal; 
IV - os arquivos do Poder Judiciário Federal; 
V - os arquivos estaduais dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário; 
VI - os arquivos do Distrito Federal dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário; 
VII - os arquivos municipais dos Poderes Executivo e Legislativo. 
§ 1o Os arquivos referidos nos incisos II a VII, quando organizados sistemicamente, passam 
a integrar o SINAR por intermédio de seus órgãos centrais. 
§ 2o As pessoas físicas e jurídicas de direito privado, detentoras de arquivos, podem 
integrar o SINAR mediante acordo ou ajuste com o órgão central. 
 
 Note que, assim como no Conarq, a composição do SINAR também inclui os três Poderes e as 
dimensões Federal, Estadual, DF e Municipal. 
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 Em seguida o Decreto traz as competências do SINAR, que você precisa ler e saber diferenciar em 
relação as do Conarq, para não se confundir no dia da prova: 
Art. 13. Compete aos integrantes do SINAR: 
I - promover a gestão, a preservação e o acesso às informações e aos documentos na sua 
esfera de competência, em conformidade com as diretrizes e normas emanadas do órgão 
central; 
II - disseminar, em sua área de atuação, as diretrizes e normas estabelecidas pelo órgão 
central, zelando pelo seu cumprimento; 
III - implementar a racionalização das atividades arquivísticas, de forma a garantir a 
integridade do ciclo documental; 
IV - garantir a guarda e o acesso aos documentos de valor permanente; 
V - apresentar sugestões ao CONARQ para o aprimoramento do SINAR; 
VI - prestar informações sobre suas atividades ao CONARQ; 
VII - apresentar subsídios ao CONARQ para a elaboração de dispositivos legais necessários 
ao aperfeiçoamento e à implementação da política nacional de arquivos públicos e 
privados; 
VIII - promover a integração e a modernização dos arquivos em sua esfera de atuação; 
IX - propor ao CONARQ os arquivos privados que possam ser considerados de interesse 
público e social; 
X - comunicar ao CONARQ, para as devidas providências, atos lesivos ao patrimônio 
arquivístico nacional; 
XI - colaborar na elaboração de cadastro nacional de arquivos públicos e privados, bem 
como no desenvolvimento de atividades censitárias referentes a arquivos; 
XII - possibilitar a participação de especialistas de órgãos e entidades, públicos e privados, 
nas câmaras técnicas e na Comissão de Avaliação de Acervos Privados; e (Redação 
dada pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
XIII - proporcionar aperfeiçoamento e reciclagem aos técnicos da área de arquivo, 
garantindo constante atualização. 
 Na sequência, o artigo 14 mostra como o SINAR está submetido ao Conarq: 
Art. 14. Os integrantes do SINAR seguirão as diretrizes e normas emanadas do CONARQ, 
sem prejuízo de sua subordinação e vinculação administrativa. 
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 O Decreto 4.073/2002 trazia ainda outro tema relevante, agora em seu Capítulo IV: as Comissões 
Permanentes de Avaliação de Documentos. Porém o Capítulo IV do Decreto foi revogado pelo Decreto 
10.148/2019 que trouxe o capítulo II em seu lugar. Vejamos: 
CAPÍTULO II 
DA COMISSÃO PERMANENTE DE AVALIAÇÃO DE DOCUMENTOS 
Art. 9º Serão instituídas Comissões Permanentes de Avaliação de Documentos, no 
âmbito dos órgãos e das entidades da administração pública federal, órgãos técnicos com 
o objetivo de orientar e realizar o processo de análise, avaliação e seleção dos documentos 
produzidos e acumulados no seu âmbito de atuação para garantir a sua destinação final, 
nos termos da legislação vigente e das normas do Siga, com as seguintes competências: 
I - elaborar os códigos de classificação de documentos e as tabelas de temporalidade e 
destinação de documentos, que são instrumentos técnicos de gestão relativos às 
atividades-fim de seus órgãos e entidades e submetê-los à aprovação do Arquivo Nacional; 
II - aplicar e orientar a aplicação do código de classificação de documentos e a tabela de 
temporalidade e destinação de documentos das atividades-meio da administração pública 
federal e de suas atividades-fim aprovada pelo Arquivo Nacional; 
III - orientar as unidades administrativas do seu órgão ou entidade, analisar, avaliar e 
selecionar o conjunto de documentos produzidos e acumulados pela administração pública 
federal, tendo em vista a identificação dos documentos para guarda permanente e a 
eliminação dos documentos destituídos de valor; 
IV - analisar os conjuntos de documentos para a definição de sua destinação final, após a 
desclassificação quanto ao grau de sigilo; e 
V - observado o disposto nos incisos I e II, submeter as listagens de eliminação de 
documentos para aprovação do titular do órgão ou da entidade. 
Parágrafo único. As Comissões Permanentes de Avaliação de Documentos serão instituídas 
por ato dos titulares dos órgãos ou das entidades. 
 Veja que o Decreto estabelece que em todos os órgãos será constituída comissão permanente de 
avaliação de documentos, com o objetivo de realizar o processo completo de análise, avaliação e seleção 
dos documentos sob guarda da entidade. 
 
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Decreto 4.915/2003 
 
 O Decreto 4.915/2003 (já incorporando as alterações do Decreto 10.148/2019) dispõe sobre o 
Sistema de Gestão de Documentos de Arquivo - SIGA, da administração pública federal. Vamos conhecer o 
início do texto normativo: 
 
 Art. 1º As atividades de gestão de documentos no âmbito dos órgãos e entidades da 
administração pública federal ficam organizadas sob a forma de sistema denominado 
Sistema de Gestão de Documentos e Arquivos - Siga. (Redação dada pelo Decreto nº 
10.148, de 2019) 
 § 1º Para fins do disposto neste Decreto, considera-se arquivo o conjunto de 
documentos produzidos e recebidos pela administração pública federal, em decorrência 
do exercício de atividades específicas, qualquer que seja o suporte da informação ou a 
natureza dos documentos (Redação dada pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
 § 2o Considera-se gestão de documentos, com base no art. 3o da Lei no 8.159, de 8 de 
janeiro de 1991, o conjunto de procedimentos e operações técnicas referentes à produção, 
tramitação, uso, avaliação e arquivamento dos documentos, em fase corrente e 
intermediária, independente do suporte, visando a sua eliminação ou recolhimento para 
guarda permanente. 
 Veja que já no artigo 1o. o Decreto estabelece que o SIGA será um sistema que organizará a atividade 
de gestão documental entre todosos órgãos arquivísticos, além de reforçar a definição de Gestão de 
Documentos que já conhecíamos. 
 Na sequência, vamos conhecer as finalidades do SIGA: 
 Art. 2º O SIGA tem por finalidade: 
I - garantir ao cidadão e aos órgãos e entidades da administração pública federal o acesso 
aos arquivos e às informações neles contidas, de forma ágil e segura, resguardados os 
aspectos de sigilo e as restrições legais; (Redação dada pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
II - integrar e coordenar as atividades de gestão de documentos e arquivo desenvolvidas 
pelos órgãos setoriais e seccionais que o integram; (Redação dada pelo Decreto nº 
10.148, de 2019) 
III - divulgar normas relativas à gestão e à preservação de documentos e 
arquivos; (Redação dada pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
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IV - racionalizar a produção da documentação arquivística pública; 
V - racionalizar e reduzir os custos operacionais e de armazenagem da documentação 
arquivística pública; 
VI - preservar o patrimônio documental arquivístico da administração pública federal; 
VII - articular-se com os demais sistemas que atuam direta ou indiretamente na gestão da 
informação pública federal; e (Redação dada pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
VIII - fortalecer os serviços arquivísticos nos órgãos e nas entidades da administração 
pública federal, com vistas à racionalização e eficiência de suas atividades. (Incluído 
pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
Veja que as finalidades (e mesmo as competências que veremos a seguir) do SIGA referem-se ao 
processo de gestão documental. É uma abordagem mais processual, diferente da abordagem sistêmica e 
abrangente, assim como das finalidades e competências do SINAR. 
Perceba que tudo que diz respeito ao SINAR endereça muito mais a integração e gestão de toda a 
atividade arquivística nas diferentes instituições envolvidas com atividades de arquivo que fazem parte do 
sistema. 
Após isso o legislador aborda a composição do SIGA: 
Art. 3º Integram o SIGA: 
I - como órgão central, o Arquivo Nacional; 
II - como órgãos setoriais, as unidades responsáveis pela coordenação das atividades de 
gestão de documentos e arquivos nos órgãos e nas entidades da administração pública 
federal; e (Redação dada pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
III - como órgãos seccionais, as unidades responsáveis pela coordenação das atividades de 
gestão de documentos e arquivos nas entidades vinculadas aos órgãos da administração 
pública federal. (Redação dada pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
Note que o SIGA tem o Arquivo Nacional como seu órgão central. Isso é importante saber para a 
prova e não confundir. Veja abaixo: 
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Agora, fique atento as competências do órgão central do SIGA (neste caso, o Arquivo Nacional): 
Art. 4º Compete ao órgão central: 
 I - planejar, coordenar e supervisionar os assuntos relativos ao Siga, em conjunto com a 
Comissão de Coordenação do Siga; (Redação dada pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
II - definir, elaborar e divulgar as diretrizes e as normas gerais relativas à gestão de 
documentos e arquivos a serem implementadas nos órgãos e nas entidades da 
administração pública federal, com apoio da Comissão de Coordenação do 
Siga; (Redação dada pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
III - editar normas para regulamentar a padronização dos procedimentos técnicos relativos 
às atividades de gestão de documentos, independentemente do suporte da informação ou 
da natureza dos documentos; (Redação dada pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
IV - orientar a implementação, a coordenação e o controle das atividades e das rotinas de 
trabalho relacionadas à gestão de documentos nos órgãos setoriais; (Redação dada 
pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
V - divulgar normas técnicas e informações para o aprimoramento do Siga junto aos órgãos 
setoriais e seccionais; (Redação dada pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
VI - promover cooperação técnica com instituições e sistemas afins, nacionais e 
internacionais; e (Incluído pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
VII - promover a capacitação, o aperfeiçoamento e o treinamento dos servidores que atuam 
na gestão de documentos e arquivos. (Incluído pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
Veja que o papel principal do órgão central é sempre promover a gestão de documentos e de todo 
o processo de gestão documental junto aos órgãos setoriais que, por sua vez, têm as seguintes 
competências: 
Art. 5º Compete aos órgãos setoriais: 
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I - implementar e coordenar as atividades de gestão de documentos e arquivos, em seu 
âmbito de atuação e dos órgãos seccionais do Siga; (Redação dada pelo Decreto nº 
10.148, de 2019) 
II - coordenar as rotinas de trabalho, no seu âmbito de atuação e dos órgãos seccionais do 
Siga, com vistas à padronização dos procedimentos técnicos relativos à gestão de 
documentos arquivísticos; (Redação dada pelo Decreto nº 10.148, de 2019) 
III - coordenar a elaboração de código de classificação de documentos de arquivo, com base 
nas funções e atividades desempenhadas pelo órgão ou entidade, e acompanhar a sua 
aplicação no seu âmbito de atuação e de seus seccionais; 
IV - coordenar a aplicação do código de classificação e da tabela de temporalidade e 
destinação de documentos de arquivo relativos as atividades-meio, instituída para a 
administração pública federal, no seu âmbito de atuação e de seus seccionais; 
V - elaborar, por intermédio da Comissão Permanente de Avaliação de Documentos e de 
que trata o art. 18 do Decreto no 4.073, de 3 de janeiro de 2002, e aplicar, após aprovação 
do Arquivo Nacional, a tabela de temporalidade e destinação de documentos de arquivo 
relativos às atividades-fim; 
VI - promover e manter intercâmbio de cooperação técnica com instituições e sistemas 
afins, nacionais e internacionais; 
VII - proporcionar aos servidores que atuam na área de gestão de documentos de arquivo 
a capacitação, o aperfeiçoamento, o treinamento e a reciclagem garantindo constante 
atualização. 
Agora sim o Decreto atribui as funções que vão "fazer o processo acontecer". Os órgãos setoriais são 
aqueles que colocam a mão na massa e executam as atividades de gestão de documentos nos respectivos 
órgãos, assim como prevê o artigo 3o, que estudamos acima: são as "as unidades responsáveis pela 
coordenação das atividades de gestão de documentos e arquivos nos órgãos e nas entidades da 
administração pública federal". 
 
 
(CEBRASPE/Pref. Mun. Barra dos Coqueiros-SE/Auxiliar Arquivo/2020) Os arquivos municipais do Poder 
Executivo integram o 
a) Sistema de Gestão de Documentos de Arquivos. 
b) Sistema Nacional de Arquivos. 
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c) Sistema de Serviços Gerais. 
d) Sistema de Informações Organizacionais. 
e) Sistema de Administração dos Recursos de Tecnologia da Informação. 
Comentário: 
A alternativa B é a CORRETA e é o gabarito da questão. 
O SINAR é integrado por todos os arquivos municipais dos poderes Executivo e Legislativo. Lembre-se apenas 
que não existem arquivos municipais do Poder Judiciário, visto que não existe Poder Judiciário Municipal! 
Cuidado com a pegadinha! 
As demais alternativas trazem o nome de outros órgãos de maneira aleatória, apenas para confundir o 
candidato. 
 
(VUNESP/Pref. Mun. Itapevi-SP/Arquivologia/2019)De acordo com o Decreto nº 4.073, de 3 de janeiro de 
2002, que regulamenta a Lei nº 8.159, de 8 de janeiro de 1991, 
a) o Arquivo Nacional é o órgão colegiado que tem por finalidade definir a política nacional de arquivos 
públicos e privados, bem como exercer orientação normativa visando à gestão documental e à proteção 
especial aos documentos de arquivo. 
b) compete ao CONARQ – Conselho Nacional de Arquivos estabelecer as diretrizes para o funcionamento do 
Arquivo Nacional visando à gestão, à preservação e ao acesso aos documentos de arquivos. 
c) cabe ao Arquivo Nacional promover o inter-relacionamento de arquivos públicos e privados com vistas ao 
intercâmbio e à integração sistêmica das atividades arquivísticas. 
d) o Sistema Nacional de Arquivos (SINAR) tem por finalidade implementar a política nacional de arquivos 
públicos e privados, visando à gestão, à preservação e ao acesso aos documentos de arquivo. 
e) o Conselho Nacional de Arquivos (CONARQ) tem como órgão central o Sistema Nacional de Arquivos 
(SINAR) para implementar a racionalização das atividades arquivísticas, de forma a garantir a integridade do 
ciclo documental. 
Comentário: 
A alternativa D é a CORRETA e é o gabarito da questão. Esta é a literalidade do artigo 10o do Decreto 
4.073/2002. 
Na alternativa A o examinador troca os papéis do Arquivo Nacional e do Conarq. Observe o artigo 1o do 
Decreto: 
Art. 1º O Conselho Nacional de Arquivos - CONARQ, órgão colegiado, vinculado ao Arquivo Nacional, criado 
pelo art. 26 da Lei nº 8.159, de 8 de janeiro de 1991, tem por finalidade definir a política nacional de arquivos 
públicos e privados, bem como exercer orientação normativa visando à gestão documental e à proteção 
especial aos documentos de arquivo. 
O texto legal refere-se ao Conarq e não ao Arquivo Nacional, como proposto pela banca. 
Na letra B o examinador altera agora o inciso I do artigo 2o. do mesmo Decreto alterando SINAR (correto) 
por Arquivo Nacional (errado). Veja a literalidade do inciso: 
Art. 2º Compete ao CONARQ: 
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I - estabelecer diretrizes para o funcionamento do Sistema Nacional de Arquivos - SINAR, visando à gestão, 
à preservação e ao acesso aos documentos de arquivos. 
Na alternativa C a banca atribui ao Arquivo Nacional, competência do Conarq, conforme o inciso II do mesmo 
artigo 2o. Veja abaixo: 
Art. 2º Compete ao CONARQ: 
II - promover o inter-relacionamento de arquivos públicos e privados com vistas ao intercâmbio e à 
integração sistêmica das atividades arquivísticas. 
Por fim, na letra E o examinador inverte a relação hierárquica estabelecida entre os órgãos. De acordo com 
o artigo 11, "O SINAR tem como órgão central o CONARQ" e não ao contrário, como relata a alternativa. 
 
(CEBRASPE/FUB/Arquivista/2015) O Sistema de Gestão de Documentos de Arquivos (SIGA), órgão 
consultivo do Sistema Nacional de Arquivos, é assessorado tecnicamente pelo Arquivo Nacional. 
a) CERTO 
b) ERRADO 
Comentário: 
A afirmativa está ERRADA. 
Questão típica de prova na qual o examinador embaralha organismos e papéis, para confundir o candidato. 
Em primeiro lugar, o SIGA não é órgão consultivo do SINAR. O órgão consultivo - e central - do SINAR é o 
Conarq. 
Além disso, o SIGA não é assessorado tecnicamente pelo Arquivo Nacional, mas sim tem o Arquivo Nacional 
como seu órgão central. Observe o artigo 3o do Decreto 4.915/2003: 
Art. 3º Integram o SIGA: 
I - como órgão central, o Arquivo Nacional; 
II - como órgãos setoriais, as unidades responsáveis pela coordenação das atividades de gestão de 
documentos de arquivo nos Ministérios e órgãos equivalentes; 
III - como órgãos seccionais, as unidades vinculadas aos Ministérios e órgãos equivalentes 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Resoluções Conarq 
 
 As Resoluções Conarq endereçam os mais variados temas de gestão documental e de Arquivística, 
tanto no cenário físico como digital, e são publicadas sem periodicidade pré determinada, de acordo com a 
necessidade do órgão. 
 A cobrança em prova costuma se concentrar nas mais recentes e em algumas que costumam cair 
independentemente do fator temporal, mas pela relevância do tema. 
 Vamos conhecer as principais sob a luz desses dois aspectos: 
Resoluções 44/2020, 40/2014 e 07/1997 
 A Resolução 40 dispõe sobre os procedimentos para a eliminação de documentos no âmbito dos 
órgãos e entidades integrantes do Sistema Nacional de Arquivos – SINAR e revoga a Resolução 7, portanto 
vamos nos concentrar nela. 
 Já a Resolução 44 altera a 40 em alguns pontos, que veremos abaixo. Vamos aos pontos mais 
importantes do texto legal: 
Art. 1º A eliminação de documentos digitais e não digitais no âmbito dos órgãos e entidades 
integrantes do SINAR ocorrerá depois de concluído o processo de avaliação e seleção 
conduzido pelas respectivas Comissões Permanentes de Avaliação de Documentos - 
CPAD e será efetivada quando cumpridos os procedimentos estabelecidos nesta Resolução. 
Parágrafo único. Os órgãos e entidades só poderão eliminar documentos caso possuam 
Comissões Permanentes de Avaliação de Documentos constituídas e com autorização da 
instituição arquivística pública, na sua específica esfera de competência. 
Art. 2º A autorização para a eliminação de documentos digitais e não digitais de que trata 
o art. 9º da Lei nº 8.159, de 8 de janeiro de 1991, dar-se-á mediante aprovação do código 
de classificação de documentos e tabela de temporalidade e destinação de documentos 
elaborados pela Comissão Permanente de Avaliação de Documentos – CPAD de cada órgão 
ou entidade e aprovados pela instituição arquivística pública, em sua esfera de 
competência. 
§1º A eliminação de documentos fica condicionada à análise, avaliação e seleção pela 
CPAD dos arquivos produzidos e acumulados pelo órgão ou entidade no seu âmbito de 
atuação, tendo em vista a identificação daqueles destituídos de valor, de acordo com a 
tabela de temporalidade e destinação de documentos e à aprovação do titular do órgão ou 
entidade produtor ou acumulador do arquivo. 
§2º A eliminação de documentos que não constarem da tabela de temporalidade e 
destinação de documentos, será realizada mediante autorização excepcional da instituição 
arquivística pública, em sua esfera de competência. 
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Art. 2º-A. O registro dos documentos a serem eliminados deverá ser efetuado por meio da 
elaboração de Listagem de Eliminação de Documentos pela Comissão Permanente de 
Avaliação de Documentos – CPAD a ser submetida para aprovação do titular do órgão ou 
entidade produtor ou acumulador do arquivo. 
Parágrafo único. Os órgãos e entidades deverão, obrigatoriamente, encaminhar, por meio 
de correspondência oficial, duas cópias da Listagem de Eliminação de Documentos, 
assinadas e rubricadas a fim de obter a autorização. 
Art. 3º Após obter a aprovação de que trata o art. 2º-A, os órgãos e entidades deverão 
elaborar e publicar o Edital de Ciência de Eliminação de Documentos, em periódico oficial, 
sendo que na ausência destes, os municípios poderão publicá-los em outro veículo de 
divulgação local, para dar publicidade ao fato de que serão eliminados os documentos 
relacionados na Listagem de Eliminação de Documentos. 
Parágrafo único. Os órgãos e entidades deverão encaminhar, obrigatoriamente, para a 
instituição arquivística pública, na sua específica esfera de competência, uma cópia da 
página do periódico oficial ou do veículo de divulgação local no qual o Edital de Ciência de 
Eliminação de Documentos foi publicado. 
Art. 4º Após efetivara eliminação, os órgãos e entidades deverão elaborar o Termo de 
Eliminação de Documentos, que tem por objetivo registrar as informações relativas ao ato 
de eliminação, não sendo obrigatório dar publicidade em periódico oficial, devendo ser 
dada publicidade em boletim interno ou, ainda, no próprio portal ou sítio eletrônico, 
encaminhando uma cópia do Termo de Eliminação de Documentos para a instituição 
arquivística pública, na sua específica esfera de competência, para ciência de que a 
eliminação foi efetivada. 
Art. 5º A eliminação de documentos arquivísticos públicos e de caráter público será 
efetuada por meio de fragmentação manual ou mecânica, pulverização, desmagnetização 
ou reformatação, com garantia de que a descaracterização dos documentos não possa ser 
revertida. 
§ 1° A eliminação dos documentos deverá, obrigatoriamente, ocorrer com a supervisão de 
responsável designado para acompanhar o procedimento. 
§ 2° A escolha do procedimento a ser adotado para a descaracterização dos documentos 
deverá observar as normas legais em vigor em relação à preservação do meio ambiente e 
da sustentabilidade. 
 A Resolução, com os devidos acréscimos feitos pela Resolução 44 (traz os documentos digitais, que 
não constavam na 40), trata do rito de eliminação documental, sua submissão à CPAD (avaliação e seleção) 
e todo o procedimento que deve ser seguido, incluindo as relações de eliminação que devem ser adotadas, 
publicações em Diário Oficial e, finalmente, o processo de fragmentação ou descaracterização da 
documentação eliminável. 
 
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Resoluções 43/2015 e 39/2014 
 A Resolução 43/2015 altera a 39/2014 e traz um único artigo relevante, que recomenda a adoção 
de Repositórios Arquivísticos Digitais Confiáveis, o RDC-Arq. 
 
Art. 1º Aprovar as Diretrizes para a Implementação de Repositórios Arquivísticos Digitais 
Confiáveis - RDC-Arq, anexas a esta Resolução, e recomendar sua adoção aos órgãos e 
entidades integrantes do Sistema Nacional de Arquivos - SINAR, para o arquivamento e 
manutenção dos documentos arquivísticos em suas fases corrente, intermediária e 
permanente em formato digital, e de forma a garantir a autenticidade (identidade e 
integridade), a confidencialidade, a disponibilidade e a preservação desses documentos. 
 
Resoluções 42 e 41/2014 
 A Resolução 42 dispõe sobre a análise do papel reciclado fabricado no Brasil para produção de 
documentos arquivísticos e não recomenda o seu uso: 
Art. 1º Não recomendar a utilização de papéis reciclados fabricados apenas com fibras 
curtas, secundárias não selecionadas, que contenham corantes e lignina para a produção 
de documentos arquivísticos, conforme as amostras analisadas no documento anexo a esta 
resolução, por terem sido reprovados em testes realizados para verificar suas qualidades 
físico-químicas e por não estarem em conformidade com as normas ISO 9706 (1994) e ISO 
11108 (1996). 
 Já a Resolução 41 dispõe sobre a inserção dos documentos audiovisuais, iconográficos, sonoros e 
musicais em programas de gestão de documentos arquivísticos dos órgãos e entidades integrantes do 
Sistema Nacional de Arquivos - SINAR, visando a sua preservação e acesso. O artigo 1o., abaixo, e alguns de 
seus parágrafos são as partes mais relevantes da Resolução para efeito de prova: 
Art. 1º Recomendar aos órgãos e entidades do Sistema Nacional de Arquivos - SINAR: 
§ 1º Implementar política de gestão arquivística de documentos integrando todos os 
gêneros documentais, incluindo os audiovisuais, iconográficos, sonoros e musicais, 
independentemente do formato e do suporte em que estão registrados, por meio da 
classificação e avaliação arquivística, bem como dos procedimentos e operações técnicas 
referentes à produção, tramitação e uso; 
§ 2º Aplicar e padronizar a descrição arquivística, com base na Norma Brasileira de 
Descrição Arquivística - NOBRADE, aprovada pela Resolução nº 28, de 17 de fevereiro de 
2009, do CONARQ, visando o acesso às informações contidas nos documentos de arquivo 
e propiciando o intercâmbio de informações arquivísticas entre instituições detentoras de 
acervos audiovisuais, iconográficos, sonoros e musicais; 
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§ 3º Implementar, a partir da produção do documento, políticas de preservação com ações 
preventivas e curativas, visando à preservação e acesso aos documentos audiovisuais, 
iconográficos, sonoros e musicais; 
 
Resoluções 34, 36 e 37/2012 e 38/2013 
 As Resoluções 34, 36 e 37/2012 e 38/2013, recomendam a utilização de normativas específicas 
elaboradas ou disponibilizadas pelo próprio Conarq no site do órgão. 
 Veja abaixo a quais normativas se referem cada uma das Resoluções: 
Resolução 34/2012 
Art. 1º Aprovar as Recomendações para a salvaguarda de acervos arquivísticos 
danificados por água, conforme deliberação da 65ª reunião plenária do CONARQ, realizada 
no dia 6 de março de 2012, e disponibilizada no sítio do CONARQ. 
Em relação a este tema, esses são os principais procedimentos que NÃO devem ser adotados para o 
resgate de acervos arquivísticos danificados por água e, curiosamente, é isto que costuma ser mais cobrado 
em prova no que diz respeito a esta Resolução: 
 
 
 
Resolução 36/2012 
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Art. 1º Aprovar as Diretrizes para a Gestão Arquivística do Correio Eletrônico Corporativo, 
a ser adotado pelos órgãos e entidades integrantes do Sistema Nacional de Arquivos - 
SINAR, e disponibilizado no sitio do CONARQ. 
Resolução 37/2012 
Art. 1º Aprovar as Diretrizes para a Presunção de Autenticidade de Documentos 
Arquivísticos Digitais, disponibilizadas no sitio do CONARQ 
Resolução 38/2013 
Art. 1º Recomendar aos órgãos e entidades integrantes do Sistema Nacional de Arquivos - 
SINAR, a adoção das Diretrizes do Produtor - A Elaboração e a Manutenção de Materiais 
Digitais: Diretrizes Para Indivíduos e Diretrizes do Preservador - A Preservação de 
Documentos Arquivísticos digitais: Diretrizes para Organizações, publicadas no âmbito do 
Projeto The International Research on Permanent Authentic Records in Electronic Systems 
InterPARES, da Universidade de British Columbia, Canadá, em acordo técnico com o 
Arquivo Nacional, visando ao aperfeiçoamento da gestão e preservação dos documentos 
de arquivo em formato digital. 
Resolução 10/1999 
 A Resolução 10/1999, embora antiga, tem muita incidência em provas pois trata da sinalética da 
microfilmagem. Veja o que diz o texto legal e prepare-se para questões com os símbolos abaixo: 
Art. 1º Adotar, no processo de microfilmagem de documentos arquivísticos, símbolos 
constantes da ISO 9878/1990, anexo 1, e o roteiro de sinaléticas, anexo 2. 
O que costuma cair é o anexo 1, que segue abaixo: 
 
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(OBJETIVA CONCURSOS/Pref. Mun. Santa Maria-RS/Arquivista/2021) Segundo a Resolução nº 34/2012, no 
resgate de acervos arquivísticos danificados pela água, NÃO é recomendado: 
I. Expor os documentos ao sol. 
II. Utilizar lâmpadas como fonte de calor para acelerar a secagem dos documentos. 
III. Colocar documentos fotográficos e películas cinematográficas encharcadas em ambientes com 
desumidificadores. 
a) Somente item I 
b) Somente item II 
c) Somente item I e III 
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d) Somente item II e III 
e) Todos os itens 
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