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f HRVPÇ}- ;/ #l S"'l ¦' ' L_ff/
: i r
'•¦'¦¦- ' 
.'.''; .,'... ,.jj i^-'>.v.' •' - ,- '-,'-¦;.•'.-',;:¦ .4- ¦-.. -•-; ...,¦¦> ..
Ap alto: —o professor Ferdinando I^aboürl^ii, o dr. Castro Maya e o major austríaco
•. Vallo. Era baixo, o caia|.i-^ifél ^«'^Al^üjiDÍ 
'¦ .'rV':-'''':-'.'.'~:i* ^-''"^¦-¦''¦'
'fw. Em meio* da immensa aleígtíaff
¦ çom que se preparava para rece-
ifber Santos Dumont, o grande
compatriota hontem chegado pelo
"Cap-Arcona ", a cidade íoi sur-
ír-henriida e abalada; no seu co-
ração tãò sensiyel. aò. júbilo quan-
to ás dores, • pela cornmoycdora
. noticia do desastre oceorrido com
;, o avião dâ Condor Syndikat, ein
que voavam, para ir- ao encontro
do transatlântico que trazia o
glorioso brasileiro, os membros
da commissão de homenagens. •
Grande parte' da massa; enorme
que já se houvera agglòmcrado na
vasia praça Mauáf assistiu ,á des-
.cida fulminante do 
"trágico 
appa-,
f relho e sentiu-se' surpresa, na
convicção de que se.' tratava dç
um accidente, sobre cujo desfecho
não se poderia ter a menor du-
f ""Ma. . ¦/ -'""-¦-; ' '¦¦ :
É, entretanto, ninguém aquella
hora, aquelle rápido instante de
espanto c de dôr, poderia imagi-
nar qual o vulto da catastroplie
que se desenrolava 
'ali, 
a algumas
dezenas de metros, para onlutar
a nossa sociedade e especialmente'as letras, o ensino superior c a
sciencia do Brasil.
Attribue-se a Nilo Peçanha a
• phrase de que ás vezes Deus se
mostrava inimigo do nosso ipaiz.'..
'E se, como a autoria, a assereãò
não puder ser considerada à rigor,
o caso presente nos fará, entretan-
to, meditar na sua vcrosiniilhança,
por vermos o nosso 
' 
paiz,'- ainda
em formação e mais necessitado
agora do que nunca, de homens de
saber e abnegados ás causas na-
cionaes, perder assim num.relan-
ce um pugilo de cidadãos que, pe-
io seu valor .próprio e pela incan-
sabilidade dos seus esforços, real-
mente honravam a nacionalidade.
Dentre os mortos de hontem, a
maioria vinha desenvolvendo uma
acção vigorosa de são patriotis-
mo, levantando as energias nacio-
naes adormecidas, sacudindo o
•Brasil do torpor que o tornava ín-
differente aos próprios 
'destinos,
trabalhando por fazel-o entrar na
posse de si mesmo, na comprehen-
são da sua immensa grandeza c
; na certeza do scu fulgurante des-
- titiò. A própria morte os sur-
prehendeu numa faina elevada de
patriotas, despertos ao dealbar
Para a glorificação de um grande
collaborador dos progressos Jiu-
iKinos na pátria que lhe deu o
berço e que o queria receber em
leslas, para reaffirmar aos i es-
quecidos, cm alguns pontos do
mundo, as conquistas da sua ge-
nialidade.
¦ Mas nem só por isto a nação
«a devedora aos illustrcs brasi-
'«iros abatidos 
* 
pela fatalidade
.ue nos persegue. Ferdinando
/labouriau Filho, Tobias Moscoso,
Amoroso Costa e Castro Maya
eram nomes de primeira plana na
f nossa geração actual, pela sua
««tura, como o era tambem
Amaury de Medeiros, que, em-
oora attraido pela -politica Sem
entranhas, arruinadora dc tudq>
possuia um. formoso talento esc
fizera credor, á sua terra, Üe in-
cstirriaveis. Serviços, ri ¦ .
,Podo dizer-sé, sem receio dc
cxággèro^que nutiçá, desde o inicio
da navegação dos ares, se règis-
trou um desastre como vulto, do,
dc hontem, pela signifidaçíõ quc
teve para; o paiz, dado o reconhe-
cido valor dos que 
"nelle 
perderam
a vida; ,£ sendo, assim, como é,
cm riermúmá opportunidade 'coube
melhor a afifirmação de que a
p'atriá enluíada se curva; sobre os
túmulos que se- abriram- aos; des.-,
apparecidoV nessa mátihã lutuosa
que jamais esqueceremos. , ,' '.
- iE .rendendo essa homenagem
aos .que tombaram para , sempre,
queremos tambem destacar oa quc
se Jf orara no' cumprimento dó de-
ver, entre elles os nossos collegas
'de 
.imprensa'Frederico 
'Coutinho,
d'" O Imparcial '',. e f Abel'- cl-
Araujo, do "Jornal do Brasil"•:'
bem como a esposa deste, quc o
deátino quiz fazer 'acompanhai-o.
na morte, como o acompanhara
nas incertezas, da vida.
OS OUE DESAPPARECE-
RAM TRAGICAMENTE
Ferdinando Labouriau
Ferdinando Labouriau era uma
das figuras niais vivas o mais in-.
ainuontes da moderna feeração in-
lelle. tuul brasileira, lntelligeiioia
.esclarecida, umá grande capa-cida-
üe de trabalho, umá; visão lúcida
das coisas. JPerdinandoíf-Ijáboii-
riau era. desses espiritos dia "oil-
te" que quanto mais sè conhece,
mais se admira.
O sou curso ria Escola Polylc-
chnioa, fòi brilhantíssimo- Teve
a medalha, de ouro "o, entrado,
depois, em concurso para-o car-
go dò professor, tirava, o primei-
_o logar e ora nomeado para a
cadeira de metaUurgia. Aprecio-
dor dosf aooaitecimentds» piòllticos
da sua pátria, Labouriau sentiu,
como todo o brasileiro dlgno.faro-
volta que nós consciências Uones-
tas produziu, o desgoverno Bernar-
des,vò por se ter insurgido 'contra
elle, ff oi preso è pagou com 11 rae-
zes de cadelç. a audácia de, ter áft-
lltudes dignas o desassombradas.
Mas Labouriau, idealista, pa-
triota, sonhando sempre um Bra-
sil redimlao da podridão política
que o aspliyxla, | não desanimou
na sua fibra do lutador. Entran-
do para a phalange fundadora do
Partido Democrático do' Districto
Federal, começou a trabalhar'com'
o mesmo vigor, o mesmo desas-
aombro, a mesma sinceridade, na
dofesá de seus principios politicos,
tendo, ainda agira, no ultbno
pleito municipal, alcançado f tias
urnas úma brilhante victor_a"qu6
o sagrou intendente.
Ex-presidente da- Associação
Brasileira de Educação, membro
da Cpmmissão. do Ensino aa_Es-
cola Polytechnica o do Conselho
Supprior de Minas, presidente da
R';ílo Sociedado do Rio de-Janoi-
ro, membro da Academia Brasilel-
ra de Sciencias o da Associaçãç
Brasileira de Imprensa, o prote?'
sor Labouriau, .como bomem de
sciencia e homem de letras, pu-
blioou já, entro livros e monogra-
phlas, 20 trabalhos, de reai me-
recimento, inclusive o "Curáo
abreviado do siderurgia";' qué' é
vepfutado como uínaf obra de valor
inestimável,' GoUí-boriíü Tdurante
mültò.tèmPò nof-Oorrelòf da Ma1-;
iihiV'.,iJi-:-J.i: i'''i': :L •"¦¦'
Era .no CJpnsèlho>Muriicipál, o!
¦i*elktór geral do ultimo pleito,' e
ainda ha poucos dias, assumiiii
òoim, Mattos Pimenta, Mario - dc'
Brito- 'e. ':', 
,-
0« seu desapparociménto é .uma
nota doloroslsslmâ' e enòheji a ei _
da.de. .que,, ainda" ha' pouco, lhe
vlctorlou p nome, ^ie." úma áiçeera
0 profunda c»-istei3Íaçãor. ¦•''
O dr.. Labourlaú ófá casado
oom d. íygith Labouriau,^victima
lambem; domo seu' marido,' • das
porseèuições bernardeScas. Deixa
ainda, o* brilhante ."professor, -trèo:
íilhos: menores...'¦
Paulo, de Castro Maya
Éxãí outra' figura lnsinuante e
íittrahente de úm intellectual dtv
Valor. -Nascido em Paris,, quapdo
'sous paes passavam por aquella
•capital-, òm"4 de maio do '1895, es-
mdou e formou-se no Brasil, ré-
•cobendo em -1918, em nossa Esco-
.'a Polytechnica, o seuf grão dn
engenheiro.
-tra um estudioso dos nossos
nroblemas politicos, sociaes, eco-
nomicoe, financeiros oos
goyerrios do Brasil.,leis ^cojnò ;á
da imprensa, monstrengo antl-li-
berál gerado dp còri-nublo. Intel-
Vèitüar dos senadores Adolpho
Gorilo e Solldonio Leite, solícitos-
em satisfazer os intuitos reaccio-
narios do poder. „ . " .:
Condemnadós ;por .quantos Jul-
zes e trlbúnaes houver, jamais o
serão, entretanto, vsses e outros
jornalistas attingidos pela .lei
coritra, a imprensa, perante o trl-
bunal da opinião publica, á ...
A' coridemháejão, 'dos directores
do "Correio da,Manhã",' applica-
se, perfeitamente, o que aqui» dis-
Lsemos,^ outro dia, apreciando as
circurdstánclas ^què. coricorreram
para a corideniriaç^o do nosso, dl-
(recror sr." .Pedro' da Cunha:"Nunca a justiça rios!pareceu táo
digna de-',comm!seração",' tanto
mals considerárido-aá.^que o pro-
lator^da sentença coridemnatoria
dó' "Correio da Manhã" foi um
juiz substituto.' > '' . *
¦ Allmentemop, comtudo,,a.espe-
rariçá de- que' o Süpreriip Tribu-'
nal Federal, conhecendo' do re-
curso que, certamente, serft .in-
terpostp pelos querelládos orn
condemnadós no processo movido
pelb jjeneral Joãp Gomes Ribeiro'FllhoV não nos,force a,'generali-
zar o sentimento Áde còriimlsèra-
ção pela justiça.
Seria isso. profundamente dolo-
roso é -desalentador..."
GRAVE CONFUCTO POLIlTCa
; NA ARGENTINA
Duas pessoas mortas e. duas
feridas depois de um
v, —tiroteio —
r .Buenos Aires,'2 ÇU. P.) '.-7 A
polida teve' corihecimente de um
cooflictò. travado entre provincia-
listas è radica!-irigoyenistas, num
restaurante na vizinhança da
Avellaneda, pivçrsos dos indivi-
duos o)ue tomaram parte no cpn-
¦flièto usaram revolvera. Morre-
ram ,duà's - pèrsspas: e ficaram. *iaas*
grayeniente feridas. Ácredita-se
que ás ' vktífnasj. pertençam .'^0
grupo dos provincialistas. i ¦'
a ».*» . ;r-, ,e
Vão proseguir as operações
militares italianas emTripoli
s è na Cyrenaicà v
¦ Roma, 
'2. 
(U. P.) 4 O-gàbi-
nete, na'sua sessão de hontem,! ap-
provou .0 decreto que estende a
data dá cessação do .cyclo das
operações fnilitarés. em Tripoli e
na Cyrenaicà,, -.*' "!'. ..'^' 'm*m,:.> *¦, '
.^WWWW'
O selalòr — O reconhecimento do
—-— sç. Labouriau 
' 
'.^-mmmm*.*.*.*.**', ___________________________________
v-AVlAp^MUNpiiyL
¦ ¦¦ - \ . •:—T\' ¦/ * • ¦'¦¦
IiicendHHi-s« trm avião ame-
ricano, morrendo seus" : íripüíante» -
Spter, Texaà, 2 (U.. P.) 0. Um
aeroplano incendiou-se / aqui em
plwio voo,í morrendo queimados
os seus cincófítripulantes.'
. ;¦¦ 
' ' *. y¦'.. *. ¦ -(k, ,-
O;AWO JXÈ.MENÒÊZ CAJU
Nova yorkf.2-^U. P.) — A
.Tropical.' Radio :ihformá s de Cp-
1oo,/íip Panatná, ,que' p aviador
coloriftianp- Mendez,; cahi na ba-
hia local, saindo iHeso. O ap-
,.aíelho ficou damnificado.
¦ MEfflyiiZ „NA*0 PÍOOU'
FERIDO^ÍÍO, SBU DESASTRE
Balboa, 2 (U.* P.X — O avia-
dpr cplpmbianp Mendez nâo ficou
íerídn np desastre dp seu appa-
reJho, que teve ;ás* azas daninrfi-
cadas. O mecânico recebeu, feri-
mentos.' O inala se aggrava a situa-
ção do intendente proletário pelosegundoi,districto, parecendo, quei
poucas esperanças restam de queseja reconhecido.'' Antes da morto do sr. Ferdi-
nando. Labouriau, relator do piei-
to, o Conselho constituendo esta-
va dividido metade por metade,
isto ê, havia onze Intendentes dl-
plomados quo votariam, decidida-
mente, pêlo reconhecimento dô
sr. Mlnervino de Oliveira; onze
que sò. manifestariam pelo. reco-
nheolmento dosr." Carreiro de
Oliveira; o sr. Minervlno de Oli-
vèira; lmpossibilltadet» de votar
eni causa própria e o. sr. FelipjjeCardoso, que fazia a mesma' pro-messa a dois grupos antagônicos,
prenunciando-so o . carrasco do
Intendente operário..-.
Uma noticia - ainda veiu mais
peorar a situação do sr. Mincr-
vino de Oliveira:1--- a de que o
sr. Felippe Caidoso garantiu,, sob
palavra deshonra, ao sr. . Mario
Piragibe, qúe se abateria de vo-
tar; no dia do reconhecimento, a
pretexto de doença,'não compare-
cerla-para votar.
Dessa fôrma, a corrente do dl-
ploma contaria-apenas com 9 vo-
tras (excluídos o'desse Intendente,
o .4o; sr.-LabouriPji e do sr. Ml-
nervinò de Oliyeifa, no caso de
se! retirar), e á corrente ào crlte-
rio politico coma maioria, ne-
cessaria aobre 21 intendentes pre-'sentes; isto é; 11-votos.- .' Ha, é* verdade, o seguinte: de
aocordo com as decisões aúterio-
res da^mesa, o sr .''-Felippe Cárdo-
so não teri outro remedio que ser
mesmo o "degolá*>r" do inten-
dente operário, visto como na oc-
casião da votação, para o reco-
nheclmènto, é necessarid que es-
tejam no recinto doze elementos
depuradores, porque doze- é a
maioria de' 28, não sendo onze "á
de ,22, de que representa apenas
a metade. ; ¦. /- ¦
Se,.entretanto, o sr. Tancredo
Rres tiver uma minima parcellade. Influencia sobre p sr. Felippe
Cardoso e conseguir fazer 
" 
eom
que elle não vote com a corren-
ta do seu p**__ hlml"' a »*=-.
Cesario de Mello, advirá uma no.
va situação de "impasse",
, Mas parece quo o sr. Tancre-
do Pires jfi, perdeu de todo p seu
pretendido' prestigio junto do sr,
Felippe Cardoso.
NOVO REIATÒR - DECLA,
RAÇÕES DO SR. JER0NSTMO PENIDO
Deante da insistência com queos elementos da corrente do tri-
terio político falavam r.a eleição
do novo relator do pleito, pt$.
curámos ouvir a respeito o "lea.
der" da corrente do diploma.
.O sr. Jeronymo Penido decW
rou-nòs, textualmente, o seguin-
te: ..
— Não ê possível cogitar-se 'da
assumpto no momento. Í^Mi.
nando Labouriau, o distineto col- *
lega que tão dolorosamente aca.
bamos de.perder, tombem deseo."penhavá, 
quando victimado, um»:
commissão de que 10 Incumbira o
Conselho. O seu corpo ainda não *
foi sequer encontrado. Como'jl
se fala em eleição dò novo rela-
tor? .Seria, até, uma profanação,
da qua^ julgo, meus collegas inia.
pazes. E como eu, pensam Seabra,
Maurício e os demais membros d»
nossa corrente.'
Apezar .disco,, o assumpto to
dia. foi a eleição do novo relator "
dò pleito. ,'.,,'
O sr. Corrêa Dutra, com apó!(
immediato dois.srs,; Pache de Bi»
ria o Nelson Cardoso, suggerla»
Idêa de se eleger .relator, copo
uma deferencia ao morto e numa
attitude totalmente destituí-la do
cores políticas, o sr. leitão da
Cunha, cidadão de attitudes tãu
severas e que representava,, o
Partido Democrático, aò lado do
sr.' leábouriau.
Elementos de influencia na cor.
rente contraria ao reoonheclmoii.
to do sr..Minervlno de Oliveira
diziam, no emtanto, que o seu
grupo resolveria eleger relator o
sr. Nelson Cardoso, que autuai.
mente empunha o bastão da lea-
derança.
Afinal, os elementos da corren.
te. do critério político, pára deli.
bèrar sobre.o assumpto,, reuni,
ram-se- no eBÇriptorio do sr, .Marjj
chado Coelho, pretendendo eleg»
hoje-o novo rèlp.tpr;.,'...-
0 RECONHECIMENTO DO SR,
LABOURMU ':¦"_
'Ò Poder'Verificador das ulfl.
mas' eleições municipaes, ho ía-
reoer que approvar, dará o sr.
Ferdinando Labouriau' como ten*
do sido 
"eleito, 
afim de depois da
posse o presidente do Conselho^
declarar vaga a sua cadeira, pam
preenchimento* dá qual so trava, jrá'nòyo'pleito no segundo dis-
tricto, quando os elementos cesa.
ristas esperam-derrotar õ' Parti-
do'Democrático, pois affirmàm,;
c(esde Já que estão' "fechadas"
em torno do pág6 triangular ia'
parochias de Santa Cruz, Guaré-
tlba, Campo Grande, Iraiá, Inhau.
ma, Jacarépaguá e Meyer, '• '"'
CENTRAL DO íBRASIC— PârtK:.
Ias de D, Pedro ;II para.S.. Paulo! ,SPi, is 4,50 d» madrugada; RPi, 6,jo,ÁHP*j, 7.30 ela manhã-, NPl, 63 7 Ío-
as da noite; NPj, ás 8 horas da noile; ;
I.Pi, ás 9 horas da noite, e NP5.i1
10 horas da noite, Chegadas: NPa, ii Á
. -boras, NP4, is 8 horas, Lía.it)
horas e NP6, ás 10 horáis da mauhS;
ItPa, ia 6,30, KP4, is 8,40 e SPa, il
5,4o da noite, annexo RP4.
Partidas cara Minas de 11, Pedro II»
- Si. 4,50 da madrugada* até La*
fayette; Ri (Bello Horizonte), 6 bom:,
Ia manhã; Ni, .6,30 da noite,, e Nj,
/,3o da noite, e S3, 4,10,'até Entro '
Rios. Chegadas: Na, de Bello Horiioo*
;e, 8,30 e N4, 11,55 da manhã; Ra, 9
horas da noite; Sa de LafayeUei is i« '
horas da noite e S4, de Entre Riu, ii *
9,40 da manhi.
— Os trens RPi, RP3, RPa e RP4
circulam com carros, restaurantes til,
I6es entre D. Pedro II e Norte. Na -!!• • -.'
nha mineira, circulam com rutauranlta *
c salões, as1 'trens Rt e Rj/ entíl
O. Pedro II e.'Be!lo Horiionte. ""-',? -.''A
ESTRADA DE FERRO DE TH&
KEZOPOLIS — Subidas, de 'BarSo*.
Mauá (A 1) is 6,30 ria amanhi; ca '
5 da tarde (A 3). A's a horas (A 5), ,
10 aos labbadm. -.
De Therezopolis: ás 6,35 da xauxVk
(An); ás 4,55 da tarde CA4). 1 ,
TRENS DE PETROPOLIS - H(*
arios de verão — íartidas: ás 6 bo>
ras; 8,35 e ia horas; i,jo da lardt;
1,30, 4,30, 3,30 de tarde; 8,10 da noite,
(Feriados e jentiíicados) — 6 bqrãa,- .'.3a, 8,35, 10,30 da manhã; 3,30 e 5,10 ;
ila tarde e 8,30 da noite. Uararlm-dt
inverno — Partidas: 6' horas, 845-1 .
.2 horas; 1,30, 5,30 da tarde e 8,10 ela
noite, (Feriados e santifleados) — i .
boras, 7,30, 8,35 e 10,30 da raaiiiS*,
3,30, 5,3o da tarde e ás 8,10 da noiu.
O trem de ia horas circula is iá bo* ':¦¦.
ras circula is segundas, quartas è «««¦Jis-íeirfs e 0; trem dei 1,30 da tarde, il
.tças c Qiiint-3-.íciris e sabbados,'
• 
._.-'¦ 
¦
E. F. CORCOVADÒ — Eataçto 
'
.Cosme Velho para Paineiras —. Tle- nu*
alia: 6,15, 8,00, 9,15 e 10,45; á larde:
-, **> 4, 5, 5,30,' 6,30; á noite: 7M-
3,00, 8,30 e 10 horas. O trem das 10,45
da manhã Vae ao Alto, uso tenha de»
passageiros c o de 2 horas da tardr,
:aso não chova. Os. trem de 9,15 d>
manhã, 4,oo, 5,30 da tarde e 10 botai
Ja noite, j aó correm de janeiro a mar*
;.ço.¦e'/i* de 5 horas dá tarde e 8 botai'•10 noite só em' abril. a dezembro. A01
lomingos ba trens ele hora ein. hora 1
partir das 8 boras da manLã ás 10 bo*
ras lia noite. Das 9 da manhã ás 5 ot
arde, todos. os trens vão ao Alto, Oi .
eerivs dc g e 10 horas tia noite são ia*
cultativos, ,".'. r
:* ''.A'"' "*"/¦?'- 
A 
"f'¦¦¦¦¦";
LEOPOLDINÂ RAILWAY --D» ;
Sicthcroy, expresso para'Campos, Mim
cema, Itapemirim, Porciuncula e rs*
aaes' correspondentes, ás 6,30 diária*
iicntn; vara Friburgo, Cantagallo, Ma*
. :acú'e.Portella». expresso diário» ut'
horas; para Friburgo, partida, de Barão
de Mauá, expresso (diário), ás 5,40!
de Maruhy, áa.3Í35;*de paweio, ás «e*
gunelas c quartas Teiras, de: Moui al
3,30, de.Maruliy, ia'4,25,e aos sabba*
dos,.ás 2,30, e de Maruhy, ás 3,**o. 0
nocturno para' 'Campos, Itapemirim e .,
Victoria, , parte. da. «tação BarSo ia
Mauá, ás 9'horaí da noite, ás segundai,
quartos e sextas-feiras, inda o de quar*
ta-feira, somente até Campos, '
LINHA AÉREA —'Estação Pra!» í
Vermelha — Carros de mela' ein meia ¦
nora,,das,8 4a manhã ás 10 boras 01
•loiti-. Aos sabbados e domingos, at'- ,
meia noite. Em noites festivas, as via*
¦ena se prolongarão, mediante avul
iircvio, ati depois da.meia noite. Elle-
-luar-se-áo viagens extraordinárias, to*.
lan as r.vczes que nara as mesmas bo» -
«r lotação. . '
PAGASIENT05 a
VO THESOURO NACIONAIe .-'
Eruaino; Externato Pedro II; Interna»
Pedro II; Archivo Naciona; Instituo
Surdos e Mudos; Bftliotheca Nacional;
Eacola de Bellas Artes; Instituto 0«*
vráldo Crua; Museu Nacional; Initituto.;
de Musica; Instituto Biológico; Museu
Histórico; Casa de Correcção; Directo-^
ria^de Meteorologia e Astronomia; Po*
voamento da* Solo; Escola • Superior oe
Agricultiira; Instituto Benjamin Cons*,
tant; Casa de Detenção.
NA l'REFE)TUKA — Pagam-M .
hoje,.as seguintes folhas de vencimen*
tos: Directoria do .Patrimônio, Deposito
Central, Bibliotheca e operários Ai I*
divisão ,da a" «ub-direotoria.
CORPO DE BOJIBEIHOS
» Serviço para'hoje:
Director do «erviço, major Montei*
to; official de dia, i" tenente Formi
auxiliar de dia, a" tenente Vairo; i*
soccorro, a" tenente Narciso; a" «**
corro, sargento Campos; manobrai, ca*
nitão Asthurt ronda geral, 2» tenente
Ribeiro; medico de dia, dr. Álvaro; me-
dico de emergência, dr. Nelson; inlerno
.60 hospital, acadêmico, Faria LernoJ»
dia á pharmacia, major1 Hermlnio; foi*
gara os commandantcs 'das estações do
ãa ClHiHtmla e CíXtctc ______—»
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L-, .yrfm^f^SWWS W&SF7'' 
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CORREIO DA MANHÃ — Terça-feira, 4 de Dezembro de 1928
0 horrível desastre da manhã de honiem
Pela madrugada, deviam fer recomeçado os trabalhos- no locai dc sinistro, paradescoberta dos corpos que as águas da Quanabara ainda refém no seu seio
4o vflo. Mas tudo ê em vão. A
sua vontade, firme sempre se de-
flnia num riso sereno, qu^ cul-
minou com a declaração final:
, — A aviação não está mais notempo em que você voou em Lon-
dres, ha dez annos eu tenho con-
fiança em que nada acontecerá. _
O dr. Laonidiio ainda pensou
demovel-o.— Sim. Mas é preciso que o
meu logar jâ não tenha sido ce-
dido...
A nossa palestra, agora, com o
dr. Leonidio Ribeiro versava so-
br outro ponW de interesse paxá
a reportagem.' Era o seu depoi-
mento de observador. Devia ir
ao desembarque de Santos , Du-
mont oom outros membros da
commissão de recepção, numa lan-
cha. E cerca de 7 horas, estava
no Caes Mauá a aguardar a lan-' cha. No momento, emquanto, so
decidia sobre nova hora. de. encon-
tro, por se ter sabido que- o- na-
vio somente chegaria ás 10 ho-
ras, estava o dr. Leonidio a con-
versar e ouvir impressões * dos' aviadores Bento Ribeiro' e Netto
dos.Reys, que tambem; faziam
- parte da commissão.
Áquelles velhos aviadores, e','. mais o dr. César Grillo,' do gabl-' 
nete do Ministério da Viação,
acompanhavam com os olhos os
apparelhos que iam cortando o
céo da Guanabara. Uni dizia: —
"Aquelle é da Aero-Postale. O
que vem agora, da barra, 6 o
"Santos Dumont". E' a commis-
_ãoi E o que vae em direcção á
barra é tambem da "Syndicato"...
Essas observações foram, jus-
to, em fraeÇSes de segundo, an-
tes do desastre. Os observadores
continuavam a vêr.ó.a registrar
impressões.
Os dois apparelhos, que iam em
. sentido oppostos, conduziam-se
em planos bem separados. Seria',
assim, leviana, a hypothese de
que-o "Santos Dumont". mano-
brava para evitar-um choque. O
dr. Leonidio continua a narrar a
impressão que todos iam tendo.
Evidentemente, quando o hydro
sinistrado, vindo da barra, notou
quo o outro da mesma companhia
ia náquelle rumo, quiz, em ma-
nobra de agilidade aérea, ganhar
a mesma dlrecçãri para realizar
o mesmo objectivo de vôo. E sô
assim se explica a curva fechadis-
sima, que o apparelho entrou o
realizar, çom assombro dos pilo-
tos.militares Bento Ribeiro -e
Netta. dos Reys. Naturalmente, c
eonduetor do hydro, certo de sua
perícia, pouca Importando, deu á
situação contra-indicada de estar
num apparelho pesado, de finalt-
dade marcadamente commercial.
E quando o ."Santos Dumont"
iniciou a manobra insensata, ac-
centua o dr. Leonidio . Ribeiro,
oue o commanãante Netto dpá
Roys não se conteve, que hão
observasse:
. E' um desastre, na certa.
Aquella curva é um grande perl-
EO.
, Referia-se ao gesto ousada do
piloto do possante hydro. E.de
fácto, a previsão technica logòise
confirmou, concluindo áquelles
pilotos militares as $uas observa-
ções, quanfo a 'Imprudência ao'
piloto desastrado. As proezas ae-
reas, e em aviões, commerciaes,
eram verdadeiros crimes.
Tal depoimento com a opinião
autorizada dos dois technicos, e
referidos pelo.dr. Leonidio, pare-
ce que explicam de algum modo o
desastre, — e.denuncia um novo
aspecto de reat crime.de sportis-
mo aéreo, que está a reclamar a
attencão vigilante do'¦• legislador.
Não qulzemos mais fatigar o
dr. Leonidio Ribeiro.
0 OUE .NOS DISSE O SR.
EUBECK. GERENTE DO-
SYNDICATO CONDOR
Quando estivemos,-hontem, lí
tarde, nos escriptorios dó Syn-
dlcato Kondor, a rua da Alfan-
dega, era enorme o movimento.
Jornalistas quo iam obter escla-
reclmentos e informações; pas-
sagelros do avião qu| partiu, ho-
je, para Porto Alegre, pessoas
que iam solicitar Informes sobre
a mala postal para o sul, em-
fim, uma azafama formidável
0 sr. Rubeck, gerente da Kondor;
profundamente emocionado, pro-
curava attender a todos çom a
amabilldade que ' o caracteriza,
Não se negava. a attender aos
Jornalistas quo o procuravam
para obter photographias' e in-
formações.
O seu acabrunhamentb era vi-
slvel.
Tivemos opportunidade de- ía*lar-lhe:
Meu bom amigo não ima-
Bina o dia qüe passei hoje nesta
caaa. Todo o nosso orgulho erao facto de nunca ter se dado omenor accidente , com os * nossosaviões. E' absoluto o cuidado
que devotamos qos nossos appa-relhos. Que fatalidade! '
. 0 avião sinistrado era dos me-lhores que possuímos. Ha varias"emanas que vem fazendo asviagens do Rio a. Porto Alegre
-'*rW**rW,-rW___W-VW^^
AO POVO BRASILEIRO
appelloRecebemos o seguinte
ilo Partido Democrático:.
"O 
j Partido Democrático tia
Dhtricto federal, cheio de dõr c
profunda tristeza, pelo golpe
cruel' e traiçoeiro da fatalidade,
que -boje pela manhã soffreu cont
a morte do professor Ferdinando
Labouriau, dr. Paulo de Castro
Maya e Frederico Oliveira Cou*
tinho, os dois primeiros membros
do Directorio Central' e o uhirao
Secretario Geral da Secção . Uni.
versitaria do Partido, convida o
povo, numa collisão de sentimen*
tos cívicos e nacionaes, desprendi-
do de espírito Partidário e visan-
do somente a justa homenagem
que bem merecem áquelles moços
intelligente*, trabalhadores, cujas
vidas devotadas á causa publica, á
renovação intellectual e á rege*
neraçao doa, costumes políticos do
Brasil, para acompanhar até á ul-
tima morada as victimas de tão
doloroso desastre.
No caso de serem encontrados.
com tempo." os corpos 'do profes*
sor Ferdinando. Labouriau e dou*
tor .Castro Maya, sairão todos os
mortos da Escola Polyte-dhnica:
em .caso contrario sairá amanhã,
ás • 4 horas da sede do Partido
Democrático, no edificio do thea*
tro Phenix, o enterro do enge*
nhéirando Frederico Oliveira Con-
tinho.
* O Partido Democrático penho*
.nulamente agradece, a todos aquel-
les que sabendo sentir a dôr na*
cional, ora compungindo a alma
do Brasil, vão levar ao túmulo.
na suprema expressão dê'sõIiBó"*
ríedade humana e culto cívico* òs
corpos de seus inesquecíveis e'.pi-ccl-tros companheiros; que, mor-
rendo na mais compungènte fata*
• lidade, ; rememorando 'uraa gloria ,
nacional, cultuando o valor de um
predestinado, rão verão baixar-ao
,túmulo somente como simples ci*
dadão, mas como lidadores da
Fé "e da Pátria. '
NOTA — Se, até amanhã só
houverem' sido encontrados' os cor-
pos do,dr. Tobias Moscoso e Fre*
derico Oliveira Coutinho, os cor-
tejos fúnebres .sairão ás mesmas
horas, respectivamente, da Escola
Polytechnica ..e da sede do Par*
tido Democrático, encontrando-se
ambos, na Praça Marechal Fio*
riano, donde seguirão pára o ce*
miterio de São João Baptista."
e vice-versa com absoluta precl-são e pontualidade.
Ainda-sexta-feira passada saiu
de. .Porto ¦Alegre fts B horas da
manhã è,'. fts 5, horas. da tarde
estava nò Rio .corri-, a lotação dé
passageiros e cargas completa,
tends cumprido todas as esca-
las da linha. Logo apôs a chega-
da, como de costume, òs nossos
mecânicos examinaram o avião,
que foi' encontrado, em optimas
condições, podendo alçar vOo
immediatamente.
Mas fala-se numa expio-
são do motor.
. — B' .uma supposlçâo infun-
dada. O "Santos Dumont" ê
um apparelho Dornlér Wal, com
dois motores B. M. *W.|VI, dé for-
ça de 600 H. P. cada umi. E' to^
do metallico. A sua cablne tem
accommodaçSes para nove passa-
geiros e 4 tripulantes. B' precl-
samente do mesmo, typo e força
dos apparelhos com que Ramon
Franco o Sarmento de Beires fi-
zeram a travessia do Atlântico.Bem, mas isto não destruo
a supposiçâo.'— Vou-lhe contar como se ve-
rlflcou o accidente: Pela ma*
nhã foram* experimentados os
motores, satisfazendo plenamen-
te o 'seu funecionamento. A de-
collagem foi feita normalmente,saindo 'o. "Santos. Dumont",;át6
fora. da barra onde encontrou o"Cap Arcona". Como se demo-
rasse, alçotj4 vOo' o "Guahaba*.
ra" que ávlêtou logo o'"Santos
Dumont", -de regresso. Fez si-
gnal indagando o que havia.
Respondeu o piloto do "Santos
Dumont", por signaes conven-
cionaes, que nada havia e qüe
ia -'amerlssar-?. ,
Logo depois ó' apparelho fez
úma, - curva perdendo veloctda-
dé, para entrar- na queda fatal.
-*• Não era um apparelho
velho?
Absolutamente. O nosso ser*
viço aqui é recente. Este avião
ha varias semanas'que está na
Unha Rlo-Porto Alegre, fazendo
duas viagens por -semana, , sem
nunca ter dado o menor incom-
modo. Era considerado um dos
melhores da frota 6 o seu pilo-to. era * um hablP profissional,com grande numero de viagens
tanto no Brasil comn. anterior-
mento na Europa)
Um grupo/de passageiros do"Guanabara", que partiu hoje
para o sul, procurava falar ac
gerente da Kondor.
Tivemos ainda tempo de obter
as mais recentes photographiasdo "Santos Diimont", que estanl-
pamos acima.
SCENAS DOLOROSAS. NO AR-
SENAL DE MARINHA.
Verificaram-se ^'scenas. das.
mais pungentes no Arsenal de
Marinha, para onde accorreram,
dentro de pouco tempo, parentese. amigos das. victimas. Ali, cons-
tatando ,a extensão da desgraça
que attingiu a todos os trlpulan-
tes do "Santos Dúmorit", es*
sas pessoas se entregavam a la-mentaçSés. entristecedoras, nota-
damente uma irmã do professor.Ferdinando Labouriau Filho,
que durante-todo'o'tempo em
que ali permaneceu esteve ¦ cori-tinuamente a chorar.
OS MINISTROS DA VIAÇÃO E
DA MARINHA NO •
LOCAL
Estiveram no local, onde tó*maram todas • as providenciasnecessárias 6. boa marcha dosserviços, o almirante Pinto daLuz e o dr. Victor Konder,' res-
pectlvamento ministros da Ma-rinha e da Viação.
OOMO ALGUNS TENTAM EXPLICAR O DESASTRE
Dois aviadores navaes, em pa-Iestra, disseram- que o desastre
Jo "Santos Dumont" oceorrera
em cirçumstancias idênticas ao
que há tempos ' vlctimou Del
Prete. O apparelho caiu em vir*
tude do phenomeno a què • de-
nominaram calbrar, facto ,que
oceorre em conseqüência de per-da de velocidade nas curvas.
O avião voava a pequena ai-tura, auns cera metroa. Ao fa*zer uma curva, elevou -um pou-co a frente, para logo cair em
sentido' . contrario, - chocando-se,
quasi a panno, com *a^ aza.
ERA OUTRO O JORNALISTA
QUE DEVIA VOAR
. Não era o sr, Abel Araujo,
mas o sr. Celio de Barros quemdeveria voar no "Santos Du-mont", representando o "Jornal
do Brarll". Como este ultimo não
o podesse fazer, o sr. Abel Arau-
jo tornou-lhe o' logar.
UMA GENTILEZA QUE SALVA
DE MORTE CERTA
Fazia parte dá oommlssão derecepção áo grande brasileiro,
devendo seguir no avião da Kon-dor, .o dr. Antônio de Souza; dl*rector interino do serviço de me-teorologia do Observatório Na-cional e professor da Pòlytech*nica. Quando,- porém; ia entrar
pára-a- cablne do apparelho, no-tou que a'sra. Abel de Araujomostrava desejqp de acompanharo esposo. Amavelmente, o'dr. An-tonio de Sòuzacedeu-o. seu logaraquella senhora e desse modo,involuntariamente, tiniu na morteo casal Ai aujo ,e_ salvou-se demorte certa.
• 
¦¦¦
'XJ a*:; jr c s ' b*. _* l\o fr;? ¦¦ : Brasil, vtnoB* ^*jMntM^.oo «raaft'*' br«»lltlro qut,
* a ¦ 30_._ul_.ta,. doj^wrii, elttrcn o nb_« da Patri* !
rj-3; «atrangelro, ,oa'';B!oaaos 'foto»| ôd 1»ca8 vlnclaa. '-- .¦¦'¦im
*V?*í. ¦'--'*¦' >lO*y* '--J-- '¦-¦¦' ':':¦ - : > ¦".'¦'-'.-'' 'r':' '• 
i*>1*T!_;V'.' (V ' *''••'-'*-¦.¦*.¦ ^;/.*:';*. V'.','-.' ":.";>*i^i*' }¦¦''-.
jim ****'--*•" r*.^m , > ,,_;¦ '^-^-w;.' v*-
:.-*„!>*.;
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p^' v ""j.:-"}j.^,:;-' :"¦¦}.¦'.:\ 
***"*? -^^*>H^t^J^u ' ¦
SUA V '•• ".y-' 
\ iUno
Conselho*'Municipal.*• '
NO^CIA INFUNDADA
Correu pela tardinha de hon-
tem que o deputado Blanor dc
Medeiros, que tem estado ultima-
mento enfermo, havia Éuccumbido
em conseqüência do choque, - ao
receber a noticia da morte (lesas-
troea do filho, deputado Amaury.
Procurámos Informações seguras
oom presteza, e logo apurámos
qub a noticia era inteiramente
Infundada. O velho deputado per-
nambucano está, realmente, ain-
da bem enfermo. Entretanto, n
noticia do choque era lnveridlca.
A própria família do sr. Blanor
de Medeiros tomou a cautella. na-
tural do não Inteirai- o do oceor.
rido.
AS COR-CONDOLÊNCIAS DO
PO PTPLOMATICO
ESTRANGEIRO
Estiveram hontem no Itama-
raty vários membros do corpo dl-
plomatico acreditado junto ao
npsso governo, os quaes foram
apresentar ao sr. Octavio Man-
gabelra, ministro . das RelaçSes
Exteriores,' em nome de seus res-
pectlvos governos e em seu nome
pessoal, condolências pelo lutuo-
so desastre.
OS FUNERÁES DOS MORTOS
DO SYNDICATO CONDOR
O enterro do piloto-comman-
dante A. *W. Paschen, do Slndl-
c^to Condor Ltda. morto no de-
sastre de' hontem do hydro-avião"Santos Dumont", sairá hoje,
ãs 11 horas, da Igreja Allema, na
rua Carlos Sampaio n° 46, para
o cemitério de São João Baptista.
Os corpos dos mecânicos Gus-
tav Butzlce e Rodolfo Enet,.tam-
bem mortos' no mesmo desastre,
sairão á mesma hora do mesmo
local, para o cemitério de São
João Baptista, em cuja capella
ficarão depositados para o * de-
vido embalsámento, devendo ser
opportunamente embarcados paraBlumenau e Porto Alegre,* res-
pectlvamejdte, onde serão inhu-
mados.
UM -JANTAR NO ITAMARATY
QUE NAO SE REALISOU ' '
O sr. Octavio Mangabeira, ml-
nlçtro- das RelaçSes Exteriores,*
pretendia offerecer um jantar de
despedida, hoje, rto Itamaraty,
oosr. Ortiz Rüblo, que vae deixar
o exercício, dá embaixada do Me-
xico, partindo amanhã paria o seu
paiz, afim de oecupar uma -posta
no novo Ministério. *
Deante, porém, do luto, de queo- desastre de hontem revestiu' ai
cidade, o sr. Octavio Alangabeira
resolveu manifestar por outra;
fôrma, egualmente expressiva, ao(Ilustre - diplomata que j>arte, oapreço do governo brasileiro. pors. ex. e por.seu paiz, e^i gratalembrança ..que a missão do. sr.Ortiz Rubió deixa no Brasil.
HOMENAGEM DA CÂMARA
DE S. PAULO A» MEMO*
. IIA DOS MORTOS
São' Pájulo, 1 (A. A.) —• Re-
percutlu dolorosamente om todas
as rodas, ,a noticia do horrível
desastre do avião "Santos Du-
mont'1.
Os telegrammas dando'noticias
do lamentável accidente e os seus
pormenores affixados. nos pia-cards dòs Jornaes, attrairam
enorme multidão.
Vários, jornaes deram edições
extraordinárias, - narrando com
palavras'repassadas' de cBr, ò
triste acontecimento de hoje.
E a lutuosa oceorrencia foi as-
sumpto obrigatório de todos os
circuleis. ..
O presidente do Estado,, mui-,
to se interessou' pela Sorte das
victimas, e, ao ter' confirmação
do horrível desastre,, telegraphou
ao dr. Estacio Coimbra, governa-dor de Pernambuco; deputado
Rego Barros, presidente da Ca-
mara Federal; deputado Eurico
Chaves, "lea^x" , da ."bancada
pernambucana e ao progenitór do
dr. Amaury de Medeiros, depu-
tado Blanor do Medeiros, apre-
sentando condolências,
Na Câmara dos Deputados,
aberta a etesão, o "leader? Ar-mando Prado oecupou a tribuna,
commuriicando a Casa a grandecatastrophe de tâo trágicas con-
seqüências. Referiu-se, com ipa*
lavras repassadas de commoçfio
ao tristíssimo acontecimento, ai-
ludtndo aos passageiros do hydro-
avião "Santos Dnmcr.". .c*-mi¦'a nomes do dr, Amaury de Me-
folro. deputado federal peto Bs-tado de Pernambuco{ df, Tobias
Moscoso, du-ector' da Escola Po-
lytechnlca do Rio; dr. Castro
Mayo, jornalista illustre e Fei-dl-
nando Laborlau, lente da "Escola
Polytechnica _ intendente mu-nicipal carioca que, tpezar de•f>r adversário politico da situa,
ção dominante, era merecedor oe
todasas homenagens.
- Neste ponto,,o mi. Alfredo EI*
lis aparteou: —Era üma das in*
telligencias mais lúcidas do Bra-
sil contemporâneo'.
O sr. Armando Prado concluiu
o seu discurso, requerendo a in-
serção na acta de um voto do
profundo.pezar pelo lutuoso acon*
tecimento.
*' Falou em seguida o dr. Gama
Cerqueira; Começou. o; "leader"
democrático, dizendo, qup nos mo.
mentos'^ de grande dõr,: desappa-
recém os partidos, pára quu se-
jam todos, antes de tudo, brasi-
leiros/
. Prosegüindo,. observou- s. ex.,
,que parecia. que' o :dèstino. pro-curara, reunir, -no mesmo hydro-
avião, os luminares dá sciencia'
brasileira. O dr. Amaury de
Medeiros, o mais moço das Jndl-
tosa. victimas, é um dos médicos
mais notáveis do Brasil, autor.de
trabalhos .admiráveis,' entre' os
quaes o orador destacou, ò recen-
te projecto sobre o exame, pre-nupcial.
. "Referiu-se, depois, eloglosamen-
te ; aos^ drs .Tobias* Moscoso e
Ferdinando Labourlati, bem como
ao dr; Amoroso; Costa, lente da
Escola Polytechnica que o orador
classifica como o maior mathe-
matico do.Brasil.
¦ Terminou o sr. Gama Cerquei-
ra, requerendo a nmpliaçção da
homenagem proposta pelo ar.
Armando Prado, no sentido de'
aer tambem suspensa a se*»âó.
.0 sr. Alfredo Ellis, pedindo a
palavra, propoz que essa- home*
nagem fosse extensiva á memória
dos bravos, officiaes da nasça
Armada, capitães-tenentes Mar-
ques Filho è Pedro Paulo, Beltrão,
vlctimhs do accidente oceorrido
ha 'dias, durante ás irianobras da
nossa "Esquadra, '..•..
Nâo havia numero legal de
deputados no recinto, mas, o pre-
sidente declarou qué, de accordo
com ós precedentes que a isso
autorizavam, dava os requeri-
mentos approvados. . .-
Em seguida levantou-se a ses-
são.
• —¦O requerimento do sr. Ar-
mando Prado, está concebido nes*
tes termos: " .. ,"Requero a.y.. 'ex. a Inserção
na acta dòs nossos trabalhos, de
um voto de profundo pezar pelamorte dos -brasileiros Amaury 'de
Medeiros, deputado- federal; To.
bias Moscoso,' director da Escola
Polytechnica; Ferdinando Labou*.
riau, lea .9 da . mesma Escola;
Castro Maya. Amoroso Costa e
seus- companheiros de infortúnio,
victimas do desastre que teve portheatro a Bahia de Guanabara,
Requeira.mais ique se transmitia
6. Câmara doa Deputados federaes
ao Conselho Municipal do liio de
Janeiro fi Escola Polytechnica e
ás exmas. familias dos Illustres
mortos, as demonstrações de so-
lidariedade desta Casa na'grande
dôr que as compunge.". -
UMA VISEBA. A- NOITE, A'
ESCOLA POLYTECHNICA
Na Escola Polytechnfca, mes*
mo no saguão, foi armada a eça,
onde foi posito o corpo , do seu
director >rtn 'exercido, 
professor
Tobias Moscoso. Assumindo, a
direcção da Escola, «somo profes-
sor mais antigo, o d"*. Sampaio
Corrêa, prestigiado pelos demais
membros do corpo docente, deli-
berou que todos ficassem ali a
velano corpo do companheiro il-
lustre. A's 11 horas' da noite,
inilonsa era a visitação á Escola.
A'quèlla hora,' havia ali estndo o
ministro da viação, sr. Victor
Konder.
Na Polytechnica, a attitude
concentrada dos estadUdantes
ainda emprestava -maior magni-
tude fúnebre:aquelle velório. E
toda a noite, se notou ali o meí-
mo zelo de sympathia enlutada,
que transparecia indistlnctamen-
te das physionomlas de profes-sores, alumnos e mesmo empre-
gados.
Na Escola Polytechnica, fo."
mos informado de que o salmén-
to do corpo do seu director estã
marcado para ãs 4 horas da tar-
de de hpje.' Sé, porém, até antes
dessa hora, forem encontrados os
corpos dos professores Labo-
riau e Amoroso Costa, se rétar-
dará o enterro do dr. Tobias
Moscoso, afim de que se, realize,
numa mesma solennidade, o se-
pultamento das victimas.
AS PESQUISAS
Depois de mela noite, recome-
cavam as pesquizas, para a pro-
cura dos ó_mais corpos, no local
do sinistro., A turma de esca-
phandros tinha iristrucçSes para
trabalhar toda a madrugada,
0 PARTIDO DEMOCRÁTICO
DO DISTRICTO FEDERAL
E OS SEUS MORTOS-
QUERIDOS
O dr. Mattos Pimenta,' nosso,
illustre collaborador e um doa
directortes da)commissão . exeeuti-
va do Partido Democrático do
Districto- Federal, pede-nos a
publicação da seguinte' nota:
"Verificada a desgraça que em
companhia de Carlos Guinle,
César GrlIIo, . Leonidio Ribeiro,Bento Ribeiro e Netto Reis, as-
sistimoa em todos os detalhes,
desde a queda do aeroplano até
a retirada-; dos corpos, fomos
com Carlos Guinle e César Grll-
Io, por cinco minutos, a bordo
do Cap Arcona, que chegava á
Guanabara, Subimos ao mesmo
tempo que o prefeito. Communi-
camos a Santos Dumont o der
sastre o a sua extensão. Vimos
os seus olhos* marejados. Disse-
nos elle que seguiria para San*
tos, desistia das manifestações e
pedia que as. flores a elie desti-
nadas fossem depositadas sobre
ós mortos. Açoitamos immediata-
mente, Carlos Guinle, César Grll-
ló e; eu, para, o local dá catas-
trophe.
- Causou-me. por isso surpresa
que urn'membro do governo ti-
vesse levado; Santos Dumont
através da avenida Rio Branco,
para receber palmas em hora de
tanta desgraça, sabendo-se , ain-
da mais que ; o aviador patrício
cedera contrafeito a essa. mani-
festação.. *.. .
Curioso, porém, é que o go-
verno, depois de tão flagrante
despreso- pela morte de tantos
brasileiros da valor, tenha,aber-
to um credito á Escola. Polyte*
chnica para . fazer ás - suas ex-
pensas os funeráes de cinco das
_fB_V_0K #_!_. vOIBKÍ
^¦^ ^^1 1 ___^^ ___L'-™'-"'W.
1^___Jff ^^**_». ^^V 
\^^^^_^^^-^^^X ^^ \\\ I ' / Ê -T*?'"* V
PHBC
ROVflL
¦¦««¦¦¦¦¦¦i
( Depois de amanha ,
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* ¦w|
ram ao professor Antonio Igna-- rcio, mandando depositar coroa*e representalos nos funeráes..';".:*!A Câmara dos Deputadosüi
estaduaes de Pernambuco téle--" 
'*v'"
graphou ao dr. Eurico Chaves,'íí*:1
mandando depositar uma coroa'-.*.JfJ,sobpe o feretro e representaji*í|
nos funeráes.
A bancada pernambucana,*':,tendo á frente o presidente __|_j|Câmara dos Deputados, esteve^9incotiporada, na residência-:ío*âra|
morto, apresentando condoleri- *
cias ft familia Amaury de ¦ Mór', vis
deiros.
Ò ENTERRO DÒ JORNÁrásTA'-^
ABEL DE ARAUJO E SUAWm
SENHORA ^-^
Pouco depois da melá-nolte;^»^'^ ">'
corpo do mallogrado JornalistaiAbel Araujo de Oliveira e o d«tósua senhora foram trasladadoli.y
(Continua na 7a pagina)
títj **¦ v* ^*__*1I_I^>^_K Hk«H i!B^Bii^^Sw>í^^^^y^>^-»^HR^i^í_______! w^r*,-t'**•''' '^** *^*^?B BtÉ -^f;i%l I /.—Vi ?*'^
.'.''.'•*:. ;'¦.¦-.-¦;--¦•.¦::¦-¦;•-¦/' .- 
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*^t~~' ' •'••'• r ' '¦¦-- ¦¦' 
.—:—r*f^«*-.*_ . "
Tres aspectos da dolorosa tragédia do hydro-aviâo "Santos Dumont": á
primeira photographia, áesquerda,representa uina parte da cabine de passageiros-do hydro, quando foi içada; a segunda, no alto, á direita, mostra o mecânico que ain-dà foi retirado com v_|da, no fundo da lancha; a terceira é um aspecto do Ársenafde Marinha, quando ali cheirava um dos cadáveres.
JJJJJi
m CORREIO D A MANHÃ — Terça-feira, á de Dezembro de 1928
lEXPEDIENTE
j; ASSIGNATURAS
&J fAnno 60$00O'InteriorJ
l Semestre. 35$000
^'EXTERIOR — ANNUAL
Europa (Hespanha
v| '''.'exclusivo) . . . 140$000
Hespanha, America
¦do Norte,- Cen-
:; trai e do Sal . *. 80$0O0
EXTERIOK — SEMESTRAL
Europa (Hespanha
M exclusive) . . . 80Ç000
Hcspanhn, America
J. do Norte, Cen- •
'-'-•.•'irai e do Sul .
Numero avulso
.'Idem atrazado ..
45Ç000
200 rs
400 ra.
'¦rj.
cr:
ii^SAos nossos assignantes pedi-
I ipos mandarem reformai* as suas
.'-assignaturas até 31 de dezembro,
afim tio evitar qualquer reclama-
leão por falta da remessa üa (o-
,lha;
JJÀa assignaturas podem come-
^,'çàr. em qualquer época, maa ter*"'minarão sempre em 30 do Junho
ou 31 de dezembro.
>-..é-"sempre grato
j#|;Tecordar alguma coisa do grande^•Imperador. 0 que se vae ler. é
.'lim episódio tocante de quando
elle estava tia Europa, muito mal,
i6 Tccebeu, do Brasil, a noticia da
Abolição.
a,'. Naquella tarde de 22 de maio
de 1888, em Milão,' a Imperatriz
;dpna Thereza Christina, sentada
ifluma cadeira, a face pálida, as
hiãos ilérvosamcnte cris-padas, cs-
tava desolada.
v- D. Pedro II fora atacado dc
r juiiúy pleurisia aguda, logo seguida
fúiè. unia. terrível febre palustre, c
^'Ijàzia no seu.leito, quasi moribun-
i^j£j*;r a definhar, sem haver espe-
franças de* que ò soberano brasilei-""./ro,; 
pudesse recuperar a saude. .
^K-Çpharcot, ó notável scientista e'Slriedico francez, fora chamado ás
0' pressas c viera dé Paris postar-
S.se^á cabeceira do enfermo. Já ô
¦$$Mt'i. Sanamola e o dr. Giovani,
Itíüas comprovadas capacidades'"médicas da. Itália, tinham esgo-
.'tadó todos os recursos da seiencia'•jjjírâí' salvar áquella vida tão pre-¦íciosa'.. E a moléstia pertinaz, in-
-sisténte, terrível, prosçguia,. im-
t placavelmente, a siia mardha.¦-.Então, todos'previam um dçs-
•Jefllaçe fatal. O Imperador vae
perdendo, gradualmente, as suas
:«íórças. . Os medicamentos não
¦/produzem os efifeitos desejados.
•/•"Que ha mais esperar ?
J .¦Naquelle triste 22 de maio de
?.h88&,'os médicos, afinal, desengâ-
._ -3(108,. haviam dito a dona Thereza
ífcj^Çhristina toda a verdade cruel.
. %-•( — E' o momento de Vossa Ma-
..;'i,*^çstade mandar chaniar um pa-'''"'i:':',díe...
&v.Dahi ha pouco o arcebispo de'¦^¦Milão confessava o Imperador e
¦ministrava-lhe os últimos sacra-
|§|íffliStos. Era uma scena tocante.
Wͧp;,'/Pedro mal podia (proferir as*Í£àlá viras. ' A Imperatriz, acabru-
,. nhada, tinha o rosto banhado cm
sííjÊgrímas, lagrimas quc cila pro-
gs|"V;urà»a sustar, que ella queria es-
|j^Qndcr. mas, naquelle instante su-'¦, ^prciiib,' não o podia mais.
* * *
ll*':'.:'.". .E no Brasil, nove dias antes,
If-Mriilriiiceza Imperial, regente do'thrqtip, havia asignado a lei de 13
^dèiniaío, abolindo a escravidão no
!§> 
'i*m*i; - 
.
kw Dona Thereza Christina, na-
íquejla hora trágica de sua vida,
í',, pensava como não seria grato ao
fe^-córação e ao espirito de d. Pe-
*£'WP.'U a noticia dc que estava rea-
J lizada uma das maiores aspira-
sociaes do seu Reinado. Elle sabia
v'g*niélhtir do que ninguém — e tinha
fv^iàra .0 julgar todos os elementos
i^-J, quanto o dmperador acariciava
;. á idéa* da Abolição c quanto elle
j-iisbHria P°r ser* a'nt-a, ° B***s*1',
Wmák terra'* dc escravos—
iRiEít*. A " '-•' . - ."w-P,- Pedro II, se liouvc coisa pe-
^la qual vivamente se interes-
fiasse,-foi pela cxtkicção do capti-
í/vejr.q.- Em 1850, quando sc tra-
:tava cia lei de repressão ao-tra-
'«Tíçó..tc se mostrava ao monardiia
jfc&p '*S annos. os perigos a que, pe-
Ü' '-Iii sua inexperiência, expunha o"% "throno, d, Pedro replicara, ener-
«teo: . .
j Profiro perder a coroa a to-
^far,.a continuação do trafjco de';.negros.
JImíÍ.E1*1 1866. respondendo a um
..-¦'appello da' Junta Franceza_ de'Emancipação, o soberano brasilei-
^^1r'n['-;rnaniíestára, abertamente, 'fran-
jg-éíòiicnte, a sua opinião contra a
^trçrncnda instituição do captivei-
frói- E' clle quem incumbe Pimenta
-j-Btiertò dc elaborar os seus proje-'¦.'ctos em favor dos escravos. E'
jèllc quem faz com que esses pro-
jectos sejam submettidos ao Con-
.seUio de Estado. EV clle quem
• insiste com os seus ministros para
ílijió se descurar do assumpto c
/•¦para abordar a questão nas falas
¦fõ: throno. E' elle o braço forte
ido' ..projecto dc emancipação dos
^sexagenários."'¦ E' conhecida a phrase com que,'' cm 1870, em reunião do Conselho
5 de Estado,' revidou a Cotegipe:
— A questão*da emancipação,
i dizia o estadista bahiano, é seme:
lhante á pedra que rola da mon-
fanha. Nós não a devemos preci-
pitar porque seremos esmagados.
. ,D. Pedro respondeu: ,
B.-foQ.ii-. Nãn duvidarei dc me «XBÔr
1
ã queda da pedra ainda que seja
esmagado.
Mas não era só" D. Pedro
emancipara os escravos que per-
tenciam á casa imperial. Quando
se celebrou a paz, após a guerra
do Paraguay, um "dos actos do
governo, brasileiro, por intermédio
do conde d'Eu, genro do Impera-
dor, foi abolir a escravidão ¦ na-
quella Republica. Em São Paulo,
na cidade de Eorena, quando por
ali'passou em 188a, sendo convi-
dado. para entregar -a dois escra-
vos, duas-cartas de alforria, doin
Pedro disse': ;* 
- -
'—.•Nadá:'*me -poderia ser mais
agradavél,'_-. para- commemorar a
minha visita, què conceder liber-
dade a cajitivos. .
E. em Campinas, ap acabar dc
emancipar um fscravo, o lmpé-
rador, còm surpresa para toda^ a
gente, estirou-lhe a mão, apertou
na sua a do negro e encorajou-o
com uma phrase meiga.
Dona Thereza 'Christina, no
transe doloroso em que se achava,
agora, em Milão, pensaria, por
¦certo, ein* tudo isso; todas as
scenas, todas essas, attitudes pas-
sariam, talvez, como num redi-
moiniio, pela sua/memória agita-
da.e ella calcularia comooseu
ésppso haveria de fremir de con-
tentamento, se elle pudesse saber
que a sua pátria, graças e Elle e
graças â sua filha, estava limpa, á
partir daquelle momento, da .man-
clha aviltante da escravidão.
* » *
¦Reinava na sala -um silencio
profundo. A meiga, boa e ca-
rinhosa Imperatriz, fazendo sobre
si mesma um esforço tremendo,
encaminha-se para o leito do mo-
ribundo. "Les dereteurs gue le
soignaienl, diz B. Moraé,. etisespê-
rarent de le smever". EiJe estava"tombe dans w éíat à"amh,M
cl de faiblesse extreme, sur le
point de socomber", diz o dr.
Henri Hüchard;"»» grand dan-
ger 
'memçait 
ses jour.s".
D. Pedro abre os oUios. 'Ella
espera anciosaj commovida, um
momento. de lhe puder falar mc-
lhor. Entçio, dona Thereza Chris-
tina toma coragem, e communica-
the os despachos recebidos do
Brasil: desde p dia 13, não havia
inais escravos na pátria Üo lm-
perádor. Estava feita a abolição
completa. Isabel cingia, agora,
cul sua fronte, a coroa de Re-
demptora...
Súbito, d. Pedro se transfigu-
ra. Passa'no seu olhar uma chispa
quente de vida.
—- Então náo ha mais escravos
no Brasil ? — pergunta com a voz
trêmula.
Não. A lei foi votada a 13
de maio; a escravidão está abo-
lida — responde dona Thereza
Christina.
D. Pedro reanima-se com a
emoção. Os seus- nervos em le-
thargia despertam:
Rendamos graças a Deus —
exclama. Tclegraphae já a Isa-
bel, mandando a minha, .benção,
com todos os meus agradecimen-
tos á nação e ás câmaras....
fi. Mbssé, no' scu livro " D. Pe-
dro II, empereur du Brésil"., des-
creve a scena emocionante: "Tp-
dos os que o cercavam acredita-
vam estar junto a um, moribundo.
Más seu patriotismo lhe inspira, a
força de pronunciar «ssas pala-
rvrás tocantes: --¦..' J...-..S.. .,*. .
Oh! o grande povo!.., o
grande povo-MV'.* ••",'•;-,>.* V
D'. Pedro tinha os olhos rá'sos
d'água. Apertava, commovido, as
mãos da Imperatriz.- "A f;elici-
dade profunda qué elle experi-
menta sabendo que seus subditos
estavam todos livrfes de hora van-.
te, produziu, em todo o seu ser,
uma commoção efficaz e saíutar.
Desde esse dia, seu estado me-
lhora. 1 Pouco a pouco, o' perigo
desapparcce. A convalescença
não'tarda de vir. Seu tentperá-
mento vigoroso, tinha trium^hadò'
da morte." *-
Daíhi a cerca de dois. me-
zes, a 5 de agóstpjd: Pedro II,
restabelecido, embarcava em Bor-
idcaux, de regresso ao Brasil.
Heitor Moniz
lhantes arrojós; que não rocom-
mondam nem a coragem dos que
se desempenham de misteres ca-
recedores do calma absoluta 'o
de perícia extraordinária, moxl-
mé respondendo pelos vidas dos
que nelles se confiam, nem os
progressos da desvienturada avia-
çâo no Brasil.
Este, sim, está de
mãos limpas'
Na' ultima sexta-íeira viajou
para esta cidade, vinda de Bar-
ra .Mansa, uma senhora que en-
tre suas . bagagens. trazia uma
maleta de jóias.-Chegando, po-
rém, 6. estação D. Fedro II, lem-
brou-se de tudo que' tinha para
levar a casa, menos daquella
bolsa carregada do mlmos pre-
ciosos, como pulseiras, anneis,
etc. Quando lhe acudiu a lem-
branca da sua maleta, jfi. estava
bem longe do vagão da Estrada
de Ferro Central do: Brasil, que
a trouxera da cidade fluminense
ao Rio. Grande dcisapontamen-
to! Certamente nunca mais en-
contraria seu thesourdi'' que de-
veria, a taes horns, estar bem
escondidinho na caverna de ali
gum Ali. Babá... ,
Correu à-estação. D. Pedro II,
para tentar uma providencia,
embora essa se lho afigurasse de
todo ' improficua. -Ahi, porém,
com grande satisfação, soube'
que o guarda do vagão em que
viajara fizera entrega dó mora-
vilhoso encontro que deparara
no trem, com um escrúpulo de
pormenores que deveria servir
ão exemplo a certos generaes da
legalidade. Qual o nome desse
empregado de mãos limpas? —
indagou, curiosa, .a dona das
jóias... João Luz — informa-
ram-lhe e nôs o consignamos
como um prelto do homenagem
A honestidade daqueHes que par-
tictpam da administração pu-
blica.
¦ 
',•,'. 
¦
Ha annos \ oceorreu, naquella
mesma viaforrea, Incidente se-
melhante. Certo empregado sub-
alterno da Inspectoria de Pro-
phylaxia Marítima encontrou um
embrulho, dentro do qual havia,
apenas, alguns contos de réis...
Dádiva opulentapara o mea-
lheiro de um operário pauperrl-
mo! Esse era, porém, dos que
collocam a honra acima do dl-
nheiro: homem de' mãos limpas.
Entregou á administração da
Estrada o precioso achado. Re-
cebeu, por isso, elogios da ropar-
tigão onde trabalhava. Mas o
governo andava as voltas com
seu programma de economias
que, na fôrma do costume, caia-
sempre sobre os humildes. Por
isso, emquanto seus compromis-
sos extmorcamentarios augmen-;
tavam a divida, fluctuante, elle'
mandava, sob o fundamento de
falta de dinheiro, demlttir o ho-'
nesto empregado, da Saude do
Porto!
Não vá suecedér. o 1 meamo ao
funecionario João Luz,' de mãos
limpas...'-..'' ¦:¦¦:'¦.. . ¦-.-.,-, ií.u-,
íopicos^ liste
Boletim do Tempp:,
JJ
Previsões-*para o, periodo fias/'t8 lio*
ras ilo dia .1 is iS horas -'o dia 4:
.Districto Federal 'n Districto Fe*
deral fórum: Máxima. ,io°g e minima¦•*. .- '-nit-pra ura** ctremas ve*
rificadas no Observatório Mcteorolo-*ico
..-•.f-i^ marraa ?7°4 e mínima 'aifto,
respectivamente, ás t',t -horas e s " tn!-
nutos ç ás 4 horas e .io. minutos.
Os ventos sopraram dc sul a .léste 4
tarde e' i noite e de 'norte a iéste
apófe. -¦
A lição da desgrace
rioca venha a conseguir na pro-
posição, o nosso ponto de vista
permanecerá o mesmo, isto é,
não desistiremos de proclamar a
necessidade, nada vez mais ur-
gente, do ser votada a inlclati-
va, cuia Importância temos en-
carecido.
A. apresentação de emendas
vae protelar a approvação da
lel; mas, se realmente existe,
no Senado, alguma consideração
peio bem publico, essa lei não
ficara nos pastas dos relatores,
como outras muitas.
Se contém exaggeros policiaes,
escotmem-na dos mesmos, po-
rém hão a ponham na cesta de
papeis sujos, que isso seria um
crime monstruoso.'__ JJ ,
Lei de fallenclas
Exercidos findos
A lição dolorosissima do de*
«astro dc hontem, com a morto
brutal e horrível dos tqüè se con-
duzlam dentro do }'5iydro-ávIão
Santos Dumont, deve • aproveitar
áo governo.. O povo,-brasileiro,
informado do pungente acontecl-
mento, ainda não se recobrou do
Immensb pezar que .'cr, acabru-
nha; mas não é precipitado que
desde logo £e vá tomando medi-
das preventivas, no' sentido de
se poupar, de futuro, golpes .tão
rudes como* este que todos ago-
ra: deploramos de coração.
O governo precisa reílectir na
temeridade dos pilotos que . se
aventuram ás surprezas aéreos,
quasl todas fatacs. Principal-
mente quando esses pilotos diri*
gem apparèlhos que .carregam
passageiros, cuja sorte não pede,
não é justo que esteja ã mercê
de proezas - sportlvas. Em dias
festivos, então, como o de hon*
tem, com a curiosidade, publica
voltada para os exercícios avia.
torios, a maioria dos pilotos gos-
ta das exhibições sensacionaes.
E o resultado, nâo raro, ê tra-
gico e desolador.
As repartições do Estado, âs
quaes estão affectos os serviços
de transportes aéreos, tanto as
militares como as civis, não po-
dem continuar' nessa indlfferen-
ça criminosa, peunittindo semo-
A emenda relatitva a ."exerci-
cios findos", qüe o Senado en-
calxou ao orçamento da Fazen-
da, está provocamdo certas du vi-
das nos meios governamentaes.
Visando cohiblr' o escândalo da
advocacia administrativa, que,
ha muito, desmoraliza o regi*
men. — circumstancia que s6
pede merecer louvores dos es-
plritos . Independentes.. —, ella,
por seu turno, refreia, de algum
modo, o. arbitrio do executivo no
dispér dod dinhéíros da na-
ção. Isso alarmou- òb financistas
da Camara, yilumbrarido-se, já,
qualquer contradicção entre a
emenda :e .o Codifro, de, Conta,bl-
lidade, código cuja! existência sô
ê lembrada . pelos governantes
quando lhes apraz e aproveita...
Essas duvidas geraram ligeiro
impasse, motivando o adlamen-
to do parecer, nu Cominissão de
Finanças, sobre o orçamento da
Fazenda, que devia ser'apresen-
tado na reunião ,de sexta-feira
da semana passada. Hoje, ô bem
possivel que o sr. Annibal Frei-
re já possa" èmttlir Iseu voto a' respeito, desfeitas "como devem
ter sido ás duvidas nas conver-
saçSes do leader da maioria com
o relator;.. .
Vontade de "engrossar"
• O sr. Arnolfo Azevedo pro-
cura adivinhar' os'caprichos do
sr. Washington Luis. Demons-
trou-o, ainda agora, a propósito
da chegada do. nosso compatrio-
-ta Santos Dumont. Como o \ se-
nhor Lauro Sodré-ihouvesse re-
querido que o .Senado não mar-
casse sessão para hontem, o aço-
dado senador paulista achou
uma tangente-para, patentear a
sua hostilidade a esse desejo pa-
triotlco: convocou seus collegas
da commlssao de Finanças para
uma reunião, 'mais ou menos á
mesma hora eni que devia, des-
embarcar o glorioso brasileiro.
Assim procedendo, o sr. Arnol-
pho la pressuroso ao encontro
da resolução do presidente da
Republica, relativamente ao não
comparecimento do officlallsmo
ao .desembarque de Santos Du-
mont. E' bem de ver que os
deputados ou senadores, que
fossem esperar o patrício illus-
tre, a; quem se homenageava
com justiça, não representariam
nenhum elemento offioial. Mas,
o que-o sr, Arnolpho pretendeu,
com a sua odiosa iniciativa, foi
ter oppórtunidade para demons-
trar ao patrão do Cattete que os
bona amigos são para as ocea-
sISes...
A commlssao do Código Com-
mercial do Senado, incumbida da
reforma da lei de fallenclas, de-
verá reunir-se, hoje, para tratar
da parte referente âs concor-
datas.
E' o ponto que os commercia-
listas da casa consideram mals
importante, devido ãs duvidas
que tom suscitado e pelo inte-
resse que voe despertando.
Actualmente, a percentagem
mínima é Irrisória. E' o que se
tem observado com os repetidos
escândalos nesta praça e em São
Paulo.
. A nova lei altera essa percen-
tagem para 50 %, visando acau-
telar o commercio honesto.
¦ Findo esse trabalho, a com-
missão dará por terminada a
sua obra, remettendo a matéria
ii.contlnenti para . o plenário,
afim de, que este sé manifeste a
respeito.
A nova lel soffrerá uma dis-'
cussão, apenas, visto como se
trata de um substitutivo apre-
sentado em 2° turno. -
De maneira que, se o governo
realmente fizer força, ainda este
anno a reforma poderá ser leva.
da a effeito e necessariamente
sanecionada.
ilSIl
Louvável perseverança
O Partido Democrático de São
Paulo, fiel ao, cumprimento de.
seu programma, constituiu ad-
vogados para* o fim de serem án-
hullados ás clamorosas fraudes
do pleito de 30 de outubro. Nes-
se sentido foram já Interpostos
recursos das decisões da junta
apuradora, tanto em relação ás
eleições de juizes de paz da ca-
pitai, como do interior do Esta-
do. 'E' louvável - a tenacidade
com que os' directores daquella
agremiação defendem os direi-
tos de seu eleitorado, violenta*
mente burlados nos domínios do
sr; Julio Prestes.
Os esj^ndalos dò, pleito muni-
cipal paulista repercutiram ln-
tensamonto em todo o paiz, Esse
clamor ainda se tomou mais
forte pelo, foctó'"de tér o gover-
no, em espalhafatosa enscena*
ção, mandado proclainar os seus
Intuitos' de honestidade eleitoral.
Apparéeéram- as sediças recom-
mendações ás autoridades, com
a ordem categórica e apparente-
mente séria para ser garantida
a liberdade de voto.Não ê ne-
cessario recordar o que foi a
bacchanal da commissãò directo-
ra dq P. R. P'., recentemente ho-
menageada com um banquete,cujo unico objectivo era- fazer
constar que houvera limpeza e
lisura da parte .dos organizado-
res do aládròado pleito.
Não temos duvida em admit-
tlr que, desta como das outras
vezes, o Partido Democrático
não logrará vencer a comftian-
dita política que explora a ln-
dustria das funeções electlvas
em São Paulo. Ainda assim, são
dignas de appiauso as suas pa*
trloticas tentativas,; tanto mols.
para louvar íqúanto é certo que
os recursos contra as ladroeiras
eleitoraes serão apreciados e jul-
gados pelo Tribunal de Justiça,
em cujo' selo jáosfalcatriielros
da urna têm encontrado', algu-
mas. vezes, o indispensável cor-
rectlvo. "
Monwmentos esquecidos '*
A volta, oo Rio, de Santos Du-
mont, lembra o generoso movi-
niento, hoje Inteiramente esque-
cido, da estatua que se proje-
ctou erguer, em' sua honra e
para perpetuar ar sua gldrla. aos
olhos do povo. O local aprovei-
tado foi o mais infeliz possivel.
Desastradamente, escolheram-no
nos confins da' praia do' Flamen-
go, ao pé do morro da. Viuva,
férá de mão. Ali lançaram, ha
annos, a respectiva pedra funda-
mental. E nunca mais se falou
na Idéa.
Egualmente esquecido está ou-
tro monumento — o da AmSza-
de, que o governo dos Estados-
Unidos offereeeu ao do Brasil,
por oceasião da passagem do
primeiro centenário da indepen-
dencia nacional. A estatua, en-
caixotada como veiu, dizem quo
continua num dos armazéns do
Cáes do Porto.
Parece que já ê tempo de-re-
tirarem-na de lá, apezar de não
estar pagando a onerosa armaze-
nagem..!
Complicações ãe «m
Combate aos tóxicos
Consta da ordem do dia do
Senado, hoje, a' proposição da
Camara referente aos tóxicos e
entorpecentes/ O ' sr. Frontin
pretende apresentar-lhe varias
emendas, acautelando Interesses
dos pharmaceuticos e droguis-
tas, que o procuraram e lhe fi-
zeram sentir a , necessidade de
modificar a matéria, na parte
que lhes diz respeito..
Quaesquer quo sejam, porém,
oi
"íro-üo"
——— t -
O discurso que no "brodlo*'
perrepista proferiu certo depu-
tado gaúcho que, interinamente,
exercera a leaderança da banca-
da, provocou reboliço no reba-
nho.borgista.
O sr.' João Neves da Fontou-
ra, cautelosamente, antes âe in-
terpelar o seu impulsivo collega,
coiíimünicou-se, por telegrarr.*--
ma, com o sr„ Getullo Vargas.
E, dqpols disso, ficou assentada
à partida para. o Rio Grande do
leviano disoursador, que, pare-
ce, se deixara arrastar pelas lá-
bias de influentes políticos pau-
listas.
Como quer qué seja, a attitu-
de dos representantes do senhot
Borges se reveste de especial si-
gnideação, noste momento em
que o problema da suecessão
presidencial está em ebulição...
subterrânea.-
Hemorrhoidas cura radical wm
operação e sem dor.as alterações que oj. senador • ca-J n, p v.^.^, santos. Pa-niri-* "*-'*-'•-
'"À administração do Banco
do Brasil faz, frequentemen-
te, garbo dè sua prosperidade,
medindo-a pelos seus lucros,
que montam-â sommas verti-
ginosas, no mundo relativa-
mente restricto de nossas
transacções financeiras. Mas,
é preciso saber que'o surto
dos grandes beneficips, alcan-
çados por' aquelle banco, pro-
vém, ná sua maior parte, de
prejuizos dados ao Thesouro,
que é, em ultima analyse,
quem paga os fogos de arti-
ficio, necessários á apparatósa
mystif icação daquella f a-
chada.
(Não se coir(preHende ,que
semelhantes sacrifícios sejam
^impostos ao erário empobre-
cido do Brasil, tão onerado
pela crise que o assoberba, ao
ponto de servir de pretexto
para o,engodo com que o sr.
Washington Luis surprehen-
deu o furiccionalistno publico,
collocado na contingência de
não poder arcar com o enca-
recimento da vida, que esse
mesmo presidente, se não de-
cretoú tem, todavia, aggrava-
do. O governo, que é, em ul-
tima analyse, 6 responsável,
tárito pelos negócios do banco,
do qual possue a maioria das
acções e até nomeia dire-
ctores, como pelos do The-
souro, estaria ná obrigação,
caso os deveres moraes o im-
pressionassem, de acabar còm
esse verdadeiro parasitismò,
do qual é victima o erário pu-blico e os grandes beneficia-
rios são os banqueiros queabiscoitam percentagens sobre
os lucros do banco, ou me-
lhor, sobre os prejuizos do
Thesouro..
Para mostrar, em cifras, a
que somma montam os pre-
juizos do Thesouro, decorren-
tes dos privilégios fiscaes e
outros, concedidos ao Banco
do Brasil, basta. passar os
olhos nestas cifras:¦i0.' Isenção de vários im-
postos, de sellos, estampilhas,
bem como .uso gratuito do te-
legrapho, I2;cidade,
ou, simplesmente, um delegado,
ali, da chefatura de policia... O
seu voto dirá quem falou a ver-
dadétsè os que Informaram a
Ida do sr. ^Floriano' á preseriçá
do ministro da Justiça,' ou se
quem contestou essa noticia...
sério as embaixadas constituídas
na Camara e no Senado para a
representação do Brasil em con-'
ferencias Internacionaes.
Ás-esperteza* da Santa
Casa ¦
Entre as subvençiões annual-
mente conferidas pelo CoDgres-
bo a estabelecimentos de corida-
de figura sempre a do Hospital
de ' Nossa Senhora das DOres,
destinado ao tratamento de mu-
lheres tuberoulosas.
Por accordo feito com a Santa
Casa, que superintende aquelle
hospital, a subvenção correspon-
de á metade da despesa annual
empregada no custeio dos enfer-
mos, não.se levando em conta a
verba dlspendlda com o culto
cathollco, por obediência oo pre-
ceito constitucional que isola a
Egreja do Estado.
. O calculo dessa despesa pára
o exercido de 1929 é* ãe réis
432:480$000. Assim, o auxllíò da
União, ná proporção de 50 &:
Unt leilão emjnoyaz '¦'"
Norteando- e amparando
intelligencias
O governo fluminense tomou
umá iniciativa que ha de produ-
zlr excellentes frutos, desde que
sejam observados os. processos
práticos que a inspiram. -Referi-
mo-nos ás medidas iniciadas,
nas escolas publicas ão Estado,
porá .estimular e aproveitar, en-
caminhaiido-as oonvenlentemen-
te, as Intelligencias capazes ão
rápidas conquistas. A providen-
cia, a julgor-sé pelos seus cia-
ros Intuitos, visa principalmente
nortear essas intelligencias, que
não raro se perdem pelo desam-
paro em que as. deixam os pro-
prios mestres.
Vê-se, nessa louvável modali-
dado da administração publica
fluminonse, a qxaotá compre-
hensão do.', presidente que tem,
nas phases brilhantes da sua
carreira, a melhor Inspiração
para disciplinar o ajudar as ih-
lelllgencias desde os seus pri-
meiros passos na vido escolar.
Percebe-se que o sr. Manoel
Duarte sentiu bem o dever com*
plexo que corro ao Estado, quan-
to ao problema da instrucção.
Não se trata, logo se vS,-de
estabelecer uma selecção injus-
tificavel e prejudicial ao obje'-'
cttvj) .de combater, por todos os
meios, o analphabetlsmo, com a
preoecupação exclusiva de sõ
encaminhar intelligencias de es-
côl. O "qüe a administração flu-
minense quer é .proporcionar
aos que se ¦ ovantajam, na1 luta
escolar, maiores , probabilidades
para progredir e vencer. Donde
se infere até que ponto poderá
chegar o alcance i social do uma
iniciativa apparentement» mo-
desta. •'•';•,'
Não resultará, de sua pratica,
como acima dissemos, uma se-'
lecção Incompatível com o esco-
po do'. ensino primário, mas
úmà apuração de valores intello-
ctuaes, perfeitamente em harmo-
nia com os mals modernos me-
thodos de,educação.
A EÉrada de' Ferro
Por: ordem • do governo de
Goyaz foram ha dias ¦ vendidos,
em .hasta-publica,'quatro autb-
moveis ' officiaes,' dos mais acre-
ditadas fabricas.e que certamen-
te custaram oo Estado algumas
dezenas de contos. O monte foi
arrematado por pouco mals. de
dois contos de réis, figurando
entre os Holtantes o senador Ra-
mos Calado. Mos esse processo
rápido do venda de,bens perten-
centes ao Estado não ficou 11-
mitado ao queima de carrua-
gens, segundo affirma um jor*
nal da mol-aventurada terra do
planalto central do paiz.
Foram vendidas, . no mesmo
dia, as machinas dé beneficiar
arroz! e ;'algodão, com. todos bs
pertences e accèssorios, pela im-
portancia de 31:600$000. Ainda
quanto a essa feliz liquidação...
para o comprador, a Informação
da referida procedência adeanta
que o adjudiconté dos bens lei-
loados é o mesmo alludido re-
presentante e chefe principal da
olygárchia goyana.
Bom negocio! Sô em machi-
nlsmos novos, que custaram ao
Estado cerca de 80 contos, o ad-
judicante leva exèellenté merca-
doria. Como ultima Informação,
advirta-se que, consoante se fala
em Goyaz, o governo despendeu
cerca de mil tíontos na proprle-
dade arrematada por áquella ni-
nharla. Mas os Caiados- respon-
derão, provavelmente, que os
edltaes da engraçada praça fo*
ram publicados no Correio Of-
fidal... Tuão feito com limpe-
za e legalmente!
A Conferência Inter-
parlamentar dè.;
Commercio .'
ão Paraná-
.-Vl,' .'.
O deputado Lindolpho Pessoa
apresentou, um projecto, autori-
zando a olectrlflcação da Estra-
da de Ferro do Paraná, no todo
bu no trecho entre Paranaguá
e ' Curityba. Justificando essa
proposição, a que alludimos an-
te-hontem demonstrando o con-
traste ,chocante cqth a Central do
Brasil, o representante para-
naensé mostra a Importância da
funeção que desempenha a mes-
ma ferrovia no organismo eco-
nomico ¦ daquelle Estado, do súl.
. Intentiflca-se cada vez mals o
trafego da,unica estrada que dâ
escoamento para ;o Atlântico ,6.
producçao semipre crescente 'do
Paraná. O >congèetip.namenío;-será
inevitável. Aliás, não so estâ
multo longe àesso.,periodo. de
embaraços sérios áb transporto
dos- produetos agrícolas para-
naenses, deante da crescente dl-
latação da área cafeeira nüs ter-
ras rOxas do Estado.
Os argumentos- do, autor do
projecto baseiam-se em factos
do ' facll demonstração. Resta
apenas saber se o actual gover-
no, absorvido pelas prebecupa-
ções 'rodoviários,' encara,' como'deve, éísé -problema, de palplr
tante interesse para o Paraná^
por ordem do commandante, fi-
condo, porém, solto e livre o pi-
loto autor de todo o escândalo.
O critério do commanãantè
afina bem com o ão seu subor-
dlnaão arvorado em Dom Juan,
a a mentalidade üi-. ambos está
multo de accordo com a época
da alta administração,
; Não fosse o governo do se-
nhor "Washington- -Luís uma
grande patuscoda è não viessem
de cima os exemplos...
As ferrovias italianas
Um telegramma de Roma an-
nuncia que o balanço orçamen-
tario das estradais de ferro, re-
ferente ao anno administrativo
de 1927 a 1928, aceusa um exce-
dente do receita sobre a despesa
de 110 milhões de liras. O salão
apresentado é devido unicamen-
te âs economias feitas nb servi-
ço. Estima-se o total dessas eco-
nomias em 388 milhões de liras.
Isso não quer-dizer absoluta-
mente que houvessem cessado
os obras ãe melhoramento ãas
ferrovias italianas. Ao contra*
rio, estão senão beneficiadas. A
trocç&o electrica teve o augmen-
to ãe 13 para 17 por cento. Úma
quinta parte das linhas férreas
do paiz, (conforme o citado ba-
lanço, está. electrificada.
Esses bons exemplos da admi-
nlstraçüo dos caminhos de fer-
ro da Itália deviam ser imita-
ãos no Brasil. Aqui, o unico se-
gredo para diminuir o déficit
das estradas é a elevação das
tarifas. Onera-se insensatamen-
te o transporte, sem melhoral-o
nos seus múltiplos aspectos. E,
quando se censura o governo
por motivo desso precário regi-
irien em que se encontram • as
ferrovias, não faltam economis-
tas Indígenas para asseverar dti
boohechas cheias que todos' os
caminhos de ferro do mundo,
com, rarissimas excepções, se
acham em crise...
*» mte* ' *.
Drs. Leopoldino de Oliveira
e Adolpho Bergamini
ADVOGADOS
Escriptorio: Edificio Cinema Gloria,1» andar, sala 8. Tcl. C. 2107.
,'• ' (17338)
~"" n *itMi ' * '
fio jnnnda poMco
Justiça demorada '
O irmão do chefe
Quando, ha pouco, noticiámos
que o sr. Floriano de Góes, in-
tendente diplomado, íôra chama-
A- reunião da Confereiwsla¦¦ In-
terparlamentar de ¦ Commercio
em Berlim é um magnífico, pre-
texto para uma viagem de pra-
zer ao velho mundo. Como o
Thesouro é" sempre pródigo nas
verbas para a representação dos
que podem passear á sua custa,
nenhum paredro ãelxa passar,
uma oppórtunidade, como esso
que se depara agoradiplómati-
cos, _(ut> ello versava coni muita
senui-ança, muito brilho e muita
capacidade, col laborando assídua-
monte ná imprensa- desta capitai.
. Membro da couiniissãq oxeculi-
Vil do Partido Demòçraticu, niú-
líuwm, nessa nova e vietóriosa
agremiação, o sobrepujava -. n,o
iirdor. nò desprendimento, .no'.'des-
interesse com que so consagrou á
obra polilica do l^artido. Ültiiha-
mente, íissumira;oom Labouriau,
, Mattos^ Plmènla, o Mario de Bri-
to. a direcção de "9 Imparcial" e
yfhhá ali exercendo a sua acção
com a intelligeneia, a cultura 00
devotamento quç delle se pode-
ria esperar. '
' "ft ¦
Professor Tobias Moscoso
; E' tambom-unia figura de des-
taque ho nosso meio culturais
Professor.fíla,E#wo)a Polytechnica,
onde gozava, -entre lentes- e alu-
rtnos, de -Justa' í merecida no-
importantes mi-sOes dé ordem
.scièntifica. -, '.' -: "'
•Ainda em 1925 a: Universidade
¦dó Chile o convidara para reger,
n_mi. concurso especial do dois
.mezes,\ àí-cadeira de estatística.
O sr. Toblás Moseicboá desémpe-
nhou' a súa missão honrando o
nome do Brasil, tendo'recebido,
ao yÒltar-vàó nosso pai?, o titulo
de membro honorário dà,Univer-
aldádege: Santiago. í
Regia, ná Escola I_olytechnIca,
'.x.cathedra de';'éoDnomla politica,
a yluha exercendo,- como vice-dl-
toctor, as funcçSes de: director in-
terino daquelle estabelecimento.
_ rof essor Amoroso Costa
Copio quasi todos os seus
companheiros do desastre, o pro-
fessor Ariwroso Costa, ora, ainda,-
um homem moço, contando, ape-
nas 46 nnnos do edade.•- W V' 
.,- Professor de astronomia e geo-
ilesia dá Esooja ,'Polytechriica, ré-
gla com altíssima proficiência a
•ma cadeira; tendo estado, aindn
ha pouco, ná E.uropa, em viagem
do aperfeiçoamento de seus. estu-
dos, viagem, no correr da qual,
teve a ¦ oppdrtunidnde- dè realizar:
na Sorbonne, conferências muito'applaiidldás. Philosopho e>máthe-
matico du' extraordinário valor, a
fsiia modéstia dé hábitos "dlCfieil-
mente deixava qué a multidão,o
identificasse. Todavia, erá um
mestre dé "saber solido, oomo umá
pefsonalidade, scièntifica própria e
;irii:qnfúndlvei. -.;_ '''-. ¦ .'¦'
^¦0 dr.'Arrioroso Cpsta,;que era,
alnc(a, grande accionista da Com-,
panhia de Tecidos ' "Conieta";
deixa viuva a sra. Zaira Amoro-
so Oosta.
Jt.- '.- Congresso
Cediço Pan-Americano, reunido
geral ida Saúde Publica' de' Per-
nambuco, em,cujo cargo deu as-
signalado incremento aos servi-
çós sanitários dio Estado..
Era deputado federal por aquel-
la unidade da possa federação, e
deixa, "entre, outros-trabalhos pu-
blicados, "Cruzada Sanitária" e
.Ajctos de fé".-
O dr,.' Amaury de Medeiros,''
nasceu em 7 de dezembro de 1393.
ras embarcações,. as ruas regnr-
gltantes, principa—rienté no ponto
em, que sé daria o; desembarque,
e os aviões cortavam o azul du
dia lindo em evoluções capricho-
sas. '
-,-Foi,..nesse momento, que úma
noticia entrlstooedor,a a todos
súrprehendeu. Pessoas.qué acom-
pahhavaço o võo dos grandes pas-
saro^mecànlcòs, viram um delles,
que voava não if alto alto.f como
que perder o equilíbrio, e, como
ave ferida de morte, pròiectar-se
Era filho do deputado Blanor de idas alturas em perpendicular e- - - - - * "chir no mar, por trás da ílhá das
Cobras. .---. '. -, _ i
A' medida quo novos detalhes
da 'oceorre. cia foràrii sendo co-
nheoidos, mais se .comprimia ò
coração.dos que haviam assistido
â queda, detalhes que, lnfellzmen-
ter trouxeram' a certeza da hor-
livel catástrophe; •'•' y
Sabia,-se então,-iue o appare-
lho, além dos seus.'pilotos, leva-
va a bordo os. membros, do Par-
tido Democrático, bpm como .um
jornalista o sua esposa, é várias
outras-pessoas.
As conseqüências f do desastre
foram _e tomando cada vez mais
carregadas, enchendo, por fimi de
luto-e de, lagrimas,'.a rádtósa e
festiva manhã de hontem.. • •
O APPARELHÔ SINISTRADO
O., avião, que de maneira' tão,
trágica, roubou ,á vida tahtas-ex-
Istóriclas-preciosas,', era ò' "Santos
Dumont", pertencente _ SynSlcat
Koridor." Já havia òapparelhô fei-
to "uma viagorn de pesqulza,- até
fôra'da barra, quando,-.,a úns cem
metros de altura, osclllou um mo-
mento e, levantando no ¦ sentido
dp uma das-azas, caiu inespera-
damente nessa ^'posição,, por, trás
dq'Mosteiro de. Sãò Bento éj.prò-
ximo .6. ilha das,Cobías,''.pára
afundar completamente. • ¦.'•%"
•; O avião, desíreveraf antes uma
suWta ,cu_íhiíiipára;4e.viár7se; do"Guanabara", dáfmesma empresa,
qúl^ çont' elle criújãra entrp' -.' as
Ilhas das Enxadáá e das pobráft
Pétispu-se, a princlp.lo,- que- o,de--
aástre se teria dado. em: corise-
quencia da peçiiá'dá-altura,-escla-"recendo-se, deriólsi' esse '¦ 'pòntò,
mreidH, exerceu, por-varias vezes,. nos Estados Unidos, dltector
Medeiros e genro do deputado
Sérgio Loreto, ex-goyérnador de
Pernambuco.
Abel de Araujo
Abel de Araujo, era uma flgurá
conhecida nos meios jornalísticos.'Portugue_ de nascimento, véiu1
desde moço para o Brasil e aqui
se afeíçoou slhceraménte ao'nos-
so paiz, .
Dedjcandò-se á vida de impren-
Sa, foi redactor de "A Imprensa",
no tempo de Alcindo Guanabara,
mais tarde redactor da Agencia
Havasi seoretariò da."A Rua",
e, ultimamente, redactor do "Jor-
nal do Brasil"., f v
Era casado.com d. Virginia da
Silva-Araujo, senhora do 28- ari-
nos de edade, multo estimada no
circulo de suas relações,, e que
subindo, também, no "Santos Du-
mont" pereceu, ao lado do mari-
do, rio horroroso desastre de hon-
tem.
Engenheirant}- Frederico
de Oliveira Çòutinho
Outra victima da tragédia do
"Santos Dumoqt",. foi. o enge-
nhóirándo Frederico-de Oliveira-
Ooutinho, que morre "ná flpr; das
suas _1 primaveras..Era um mof
íio intelligente, culto, oporoso,
cheio de patriotismo. ?,-¦••;/
O erigenheirando Coutinho era
neto, por parte de mãe, do ex:
presidente da Republicai Camfcos
Salles. '.. :\ 
'.'•'.
O' major Eduardo Vallo
O major Eduardo Vallo; xratra
das victimas, pra do origem aus-
triaca'. Contava, presentemente,
44 annos e viera para o Brasil
em 1921, contratado pelo gover-
no brasileiro, para o Serviço Car-
tographioo' do Ministério da Guer-
ra. Servira w» 'exercito austríaco
durante a guerra mundial, revê-
lande, nesses dias cruentos, exy
cepclonaes qualidades de technico
competente ò. de valor militar..
Aqui, á meude, era convidado, !í>e-
los directores; da fKondor Syn-
dicat, para fazer passeios e ex-
perlenclas nos apparelhos daquel-
la empresa, viajando sempreserii'
cs cinturões próprios dos ayia-
dores, o que- .he permlttlria sal-
var-se, quando o avião se achava
submerso. ^Be não tivesse havido
explosão. O maior Vallo errib-j-
cara no "Sajntos Dumont" muril-
do -de apparelhô^ photographicos,
afim de focalizar o movlmejnto
marítimo por oceasião da chegada
do aviador patrício. ,'
' Era casado,•' havendo, ha"- sèls
mezes, Ido 6. Suissa levar fuma
tllhá de 13 annos, para qoraple^ár
seus estudos. -'•-. JJ .• ¦ 
r- 
'¦:"":.
AS PRIMEIRA? NOTICIAS
DO DESASTRE 'J^à
Cedo ainda, preparávà-se a. cl-
dade para. receber o grande patri^
elo Santos Dumont;. que hontem
regressava da Europa, a" bordo dó"Cap Arcona".. Em toda, psftè,
havia agitação — no mar, -cm.
terra, no'espaço — em que, sç
viam, respectivamente, ' inhüme-
J~. 
'¦ il.- -¦!.•¦¦ '-,
_jmmmmm~m*ÊÊmm
" fi_ _1
MSB __-_T^^^ ^^H 
" 
k_hJa________P^ ¦ *• '"**'''- *_Wl ¦__-
H^^K^' •'..*' f ;
Li' _mBI
____i__B_i___i__fl__l___í
- H_____TJ_____________ 
'*
S^_____" ________!_- * _*_Í___-_ ____eraaos paes ãa
pátria mais áohègados ao go-
verno. Poucos são os que hão
querem fazer parte da caravana
de foliões, incumbida da, repre-
sentação do Brasil naquella as*
semblea internacional. Dahi. a
razão da disputa desesperada de'
um "logarsinho" -entre os que
se vão divertir. A idéa* geral*
mente dominante no paiz ê que
toes conferências não passam de
regabofes Internacionaes, entre*
meiados ãe torneios rhétòricos
sobre assumptos mais ou menos
platônicos.
Da nossa participação nesses
dispendiosos certamens nada se
conhece de positivo. E' nram*-
difficil téntar-se' um balanço.
Nõo colhemos, ê verdade, vanta-
gens praticas, ¦ mas pagamos
muito caro a exhibição nas ca-
ra vanos cosmopolitas das cida-
des européas dè todos esses ex-
poentes de um parlamento, feito
ã semelhança dos oligarchas que
Infelicitam o Brasil*.
Afinal, o povo já não tomo a
Continua em algumas preto-
rias crimlnaes desta capital a
ser excessivo o .'.movimento de
processos. Na 6' pretoria, então,
o numero de acções é ;exrtraordl-
nario. O juiz, l" supplente em
exercício, até hontem havia- jul-
gado 1.010 feitos. Ao que pare-
ce, aquelle juízo bateu o recorâ
judiciário. Não ha memória ãe
outro juizo singular que tenha
proferido no mesmo espaço de
tempo um tão grande numero
de sentenças.
Ha alnãa a levar em conta ão
alludido juizo que o seu trabalho
não se limita exclusivamente
a sentenciar ou a despachar.
No desempenho de suas fun-
cções cumpre-lhe inquerlr; tcijte-
munhas, dar audiências ordlna*
rias é especiaes, e Interrogar os
indiciados. ..
Com tão grande somma de oc-
cupações, não pôde aquqlle jul-
zb tér rigorosamente em dia os
processos a, decidir. Por isso,
centenas delles, deste anno, te-
rão forçosamente de ser' trans-
feridos para o anno vindouro. .
Para se. avaliar do movimen-
to naquella pretoria, basta dizer
qué lhe foram dlstrlbülãos', sO
este anno, 1.410 processos que,
sommados aos 511 que passaram
ão anno findo, perfazem 1921..
Feitos ha, .entrados- nestes ulti-
mos mezes, que sõ têm encon-
traído dias desimpedidos para
summario em janeiro e fevereiro
do próximo anno.
Urge, ,porta/hto,: uma provljjen-
cia do governo, como" a. de tor-
nar obrigatória a distribuição
alternada dos- processos, para
que seja removida tal.anomalia.
Impressões da Camara
Muito embora reservada, a homena-
gens fúnebres, a.sessão de liontem, na
Camara, ia dando logar a um inei-
dente. Falava o sr. Simões Lopes.
O representante gaúoho emprestava a
sua. solidariedade pessoal ás manifesta*
ções -de pezar, votadas & memória dai
victimas do desastre do "Santos Su*
mont". Faltando apenas tres minutos
paru o termino do expediente, e, como
só nessa phase se podem votar os
requerimentos dessa natureza,''jo si.
Rego Barros solicitou dil orador que
restringisse sitas considerações. O sr.
Simões Lopes queimou-se. com , a
.advertência e reagiu, protestando, con*
ira b que chamou tíe desconsideraçác
dà Mesa... '¦ • ". -' '_. >'!"' ..,.'.' !' Surgiram ¦ logo ós : intermediário»,'
offerecendo seus bons officios. Uns
correram ' 
para a Mesa, à\ falar ao
sr. Rego Barros e outras cercaram
o orador, com elle confabulando, Mas
ò" ar. Simões Lopes continuava pro*
testando. Eol quando o fco-TeV gaúcho
decidiu intervir, segredando qualquer
coisa ao ouvido de seu collega de ban-
cada. O sr. Simões Lopes deixou a
tribuna. Mas, ainda assim, apezar dos
esclarecimentos do presidente, pro*
seguiu resmungando o seu protesto...+
O ex-governador Moreira da Rocha
appareceu, pela-primeira vez, lampeiro
e sorridente, para,tomar posse. Extra-
nhoti-se que o representante das frau*
des' cearenses tivesse tanta pressa de
entrar' na ájulia, de custo, 'a ponto de
não poder, adiar, por um dia, o seu
compromisso'. Isso mesmo chegou aos
ouvidos do sr. Moreira,¦ que nâo quiz
saber de historias. Não é supersti*
oioso,. £, emquanto a Camara chorav-i
a perda'de tantas vidas-preciosas, o
éx-protccíor do cangaccirismo Ha pau-
sadámente as, palavras sacramentaes e
se voltava, risonho, para o recinto
que parecia indifferente á presença ia
nova collega...
*../'¦
Fora isso, todos os trabalhos da Ca*
mara foram dedicados á memória dos
mortos no . desastre* associando*se a
Casa, éem distineção de cores parti*
darias, ás homenagens de pezar e de
saudade. Até as ¦ commissões se não
reuniram.' Decidiu-se qué assim se fi-
zesse para tornar mais . expressiva a
manifestação de dôr e de tristeza que
a todos empolgava.
* .
... e do Senado
Oomo anda o Lloyd!
"Veja-se como andam as coisas
no.Lloyd Brasileiro... Informou
um despacho da Bahia o escan-
dolo oceorrido a bordo do Ma-
nãos com. um piloto da guarnl-
ção. desse navio, no momento, em
que, faltando ao decoro devido
ao cargo que exerce, procurava
o mesmo penetrar no camarote
de uma.passageira...
Sabíamos' que,- no Lloyd e,
desde ha muito : tempo,. onda
tudo numa ¦ verdadeiro motro-
ca. Sabíamos a falta dè ordem
que vae pelos- seiis navios] a
falta âe asseio, o passoâio de*
testavel dado aos viajantes. Com
franqueza, -porém, ignorávamos
que *à falta de pudor chegasse jâ
ao ponto de . certos officiaes da
bordo darem tõq triste exemplo.
O telegramma a que nos' re*
portamos, asslgnalava que a
passageira, protagonista 
"da 
sce-
na. fora trancada no camarote,
Em virtude de uma deliberação an-
terior. o Senado não funecionou hon*
tenr. .Entretanto, a commissãò de Fi-
nanças não esteve pelos autos c rea-
lizou sessão, tendo assignado differen-
tes pareceres, * todos secundários.
O sr. Godofredo Vianna fer. o rela-
torio sobre as emendas, em 3° turno,
do orçamento do Exterior* mas não
desenvolveu nenhuma consideração '¦ a
respeito, como, aliás, é dc praxe. *
De fôrma que. a reunião não teria
tHo importância se acaso não houvesse
approvado a idéa de que constasse lia
sua acta um voto de pezar pela dolo*
rosa catastrophe oceorrida de manhã.
.' • +No fim dos trabalhos, o sr. Ramos
Caiado entrou na sala da commissãò.
O sr, Arnolfo, vendo-o, declarou sus
penso o serviço. A seguir, chamou n
sr. Caia "o para um canto c lá se
ficaram a conversar, reservadamente,
atí tarde.' Segundo as apparencias, tratavam
da suecessão goyana, problema que o
sr. Arnolfo está procurando .resolver
com-toda liberdade, desde qüe a esco-
lha recaia sobre o candidato do sr.
Caiado... '*-*"
O sr. Celso Bayma relatou uma-
preposição da Camara concernente á
abertura de um credito monstro, para
pagamento de um pouco da famosa
divida fluctuante, oriunda do governo
bernardesco. Nesse crelito, o Seijada
havia apresenta lo uma emenda augmen.
tando vencimentos de militares. A
Camara achou qne a medida não me*
reeia approvação e rejeitou-a. Voltando
a matéria ao ' Monroe e ' indo ter ás
mãos do senador -barriga*verde, este
manteve o pensamento, dos seus pares.
ponV) abaixo o trabalho da outra
Casa. '
Resta' saber, ' entretanto, se o sr.
Villaboim, director da Camara, consen-
tira no desaforo da commissãò de Fi-
nanças do Monroe, vcíiiculado do "pa
recer juridico" do conhecido represen-
tante internacional de Santa Caiba-
rina.
j¥ ¦
A representação gaúcha nr»
Cattete
A bancada gaúcha, incorpora-la, foi,
liontem, ao Cattete, a-gradecer ao pre
sidente da, Rcoublica a sua boa von*
0 VIOLENTO TERREMOTO
-N0JME-
Seguido affirma o propri*
ministro da Guerra, Talca
foi quasi completamente
— destruída —
Ainda é cedo para se conhe>
cerem detalhes e bem assim'
o numero de victimas e o
total dos prejuizos '¦
Santiago, 2 (U. P.) — 0 go.
verno .está empregando todos os
esforços para auxiliar as zonas
attiKgidas pelo terremoto. A.ex.
tensão do desastre não será, cc*.
nhecida, em- todos os seus deta-
thes,_antes de alguns dias. 0 nu.
mero de mortos ainda não íoi
calculado exactaménte. Tambem
não se cuidou ainda dç calcular os
prejuizos, que subirão talvez a
milhões dc dollars, inclusive cera
mil dollars da represa dc Bara. .
hona, quc foidestruida. A maio.
ria das comrminicar;*5es ácha-se
interrompida. *0 ministro, dl
Guerra ohegpu procedente de
Talca e declarou: "A catastro-
phe é indiscriptivcl. Talca foi
qyasi completamente destruida."
•E9PERA-SE SEJA MBN0R
DO QOE O AN.NUNCIAD00
NUMERO DE VICTJiMAS
Santiago do Chile, 3 (U. P.)-
O sub-sécretario da Guerra, 
"Elias
Veloso, declarou á Úriítcd Press:
" Esperamos que. o total de mor.
tos não exceda dc 120." E' -esse
o primein^ computo 'official 
que
se 'faz das victimas do terremoto,
E' possivel que elle venha a're-
duzir-se quando se conhecerem m
algarismos"d(Jfinitiv(is. ¦ ¦ ¦
TOTOL DAS VÍCTBÍÁS.JA
OONHiBCIDO
Santiago, 3 (U: P;) -Ogo.
vernador de Constitticion telegra-
phou ao governo federal commu-
nicando p nome de 77 mortos tu
terremoto de ante-hontem. -
O jornal "'La Nacion", testa,
do em estimativas' officiaes dos
seus próprios ¦' correspondenlts,
publicou a seguinte' lista de mor. ¦
tos: Talca, 77, com 300 feridos;
iCtmstitucion, 77, com 189 feri-
dos; Chillan, 
'3; 
Santa Cruz,- ii,
etc. Total, 225 mortos,
ESTA'. CRESCENDO" 0'*NU.|
.. MERO DE MORTOS
. Santiago, 3 (U.-P.) - Ha :
mais 17 mortos a acereseentar áí.
lista apresentada esta tarde... .0 '
governador Panilgue telcgrapliou
dizendo que sobem a 12 os mor-
tos,.onde se pensava que fossem
apenas dois. Soube-se.não offi-
cialmente que morreram sete pes-
soas em Curelto, onde não consta-
va atié agora que tivesse havido
.mortos. . •• .-..., -
(Partiram para Talca mais dois]
trens de soecorros. .Deante-das
chuvas continuas, os.medicoSvte-
solveram transferir os hospitaes
provisórios de Talca para os cam-
¦pos''próximos. Estão sendo. aber.
*as grandes cavas,.afim.,deleyiüt
que a ..putrefacção dos,cojpo's.pri>«
voqueuma epidemia. .,.
¦- .ESTA'CHOVKNDO EM• TAIjOA ¦¦'
'Smltàgò, 
3 (A; A.) —Se-
gundo nota fornecida aos jornaes
pelo ministeriq do Interior, desde .
a madrugada'de hoje veni caitído
sobre a cidade de Talca' forte
chuva-.
Segundo a niesma nota, o Ly-
ceu, õ Mercado e o Seminário de
Talca são insuffitientes pará con-
ter os enfermos e feridos çrri con.
seqüência do violento terremoto,
SETENTA'MLL RAÇÒÈS
.... PARA AS VICTIMAS
Santiago; 3 (A, A.) — O cou-
raçado "Prat" deixou hoje Tal-
caüuano com ¦ destino a Constitu-
cion;*'levando 70 mil rações ali-
menticias' e todos os elementos ne-
cessarios para prestar soecorros
aos flagellados peio abalo de terr»
da' madrugada de i-do corrente.
OS FERIDOS IRÃO PARA
SANTIAGO
Santiago, 3 (A. A.) — 0 Bt*
sidente da RepiAlica, general.Car. ,
los Ibanez, determinou que parte '
dos feridos em conseqüência dos
effeitos do terrível terremoto que
assolou a região do sul do paiz,
desde Talca, fosse remettida para
esta capital, já tendo sido tomadas
providencias no.sentido de se pre-
pararem.soo leitos nos principaes
estabelecimentos hospitalares At*-
ta capital.
OUTRA INFORMAÇÃO
SOBRE' MORTOS
Santiago, 3 (U. P.) — Sc
gundo a ultimas estatísticas offi-
ciaes, consideradas quasi definiti-
vas,' são as, seguintes as victimas
nas diversaé: localidades attingidas
pelo terremoto da madrugada de
do corrente: '
Talca, 129 mortos e 350 feri-
dos; Constitucion, 77- mortos e. 189
feridos; El Teniente, 17 inortos;
Rancagua, 35 mortos e um ferido;
Santacruz, 11 mortos e cinco fc-
ridos; Pelequen, cinco mortos;
Retiro, quatro mortos; Chillan,
tres mortos e 20 feridos; Curico,
dois mortos é sete -feridos; Par-
ral, quatro mortos e sete feridos;
Mancagua, um morto e quatro fe-
ridos, e Pcnçahué, com dois mor-
tps, além das victipias em peque-
nas aldeias, ainda não apuradas.
•Quanto aos prejuizos mate-
riaés, só os de Talca são calcula-
dos em milhões de pesos.
O presidente Ibanez, manifes-
tando as suas impressões, ao re-
gresar a- esta cidade, disSe qqe 0
governo . vae tratar immediata-
mente de reconstruir as localida-
des destruídas e auxiliar, as.victi-
mas. ¦',,'. -
Aliás, passada a primeira ema-
ção da terrível catastrophe, a òpi-
nião publica volta-se para a re-
construcçao das florescentes ci-
dades destruídas ou damnificadas .
no sul dó .paiz pêlo terremoto,
confirmando-se assim a fortale-
za de espirito e a coragem na des-
graça, que sabe mostrar .0 povo
chileno;
Dr.LuizSodrl'^rS!
tinoa. Cura das hcmorrlioides «em ope-
ração e sem dòr. Ourives 5. Sob.(17.M0)
tade para as ultimas iniciativas pro-
movidas pela representação sulina, eo'
tre as quaes' se deslacam a concessão
para a construcçao do porto das Tor*
res e a autorização para innovar o
contrato da Viação Fertca Rior»11*
dense.
O sr. Flores, embora convidado pel-»
seu leader, «Xo cpiiz participar da ro*
mariii. O representante gaúcho de«
embarcar, por «tes dois dias, para t
sol Estada.
¦^rccr.r.riU;:*:. .
!!_$ y""" " *7,'"¦''.7 i:3íSp.S^í'S^i'l!."'f''*''*'*''"~^9BRnRI^HB_B_____________Bi
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Deus não è mais brasileiro!
Com a cidade em luto e a alma da
nacionalidade cheia de saudade e de pe-
infinita, recolhendo os sof.
frimentos humanos para delles fater a
beaiiiude e a immortalidade, se cansou
de ser brasileiro. Porque só mesmo por•ma comprehensão dessa ordem, ê que
se admitte a ratão de ser da Fatalidade,
i.ue nos rouba vidas tão preciosas, em-
quanto os ruins, ahi permanecem, cada
tei mais nocivos á administração e á
sociedade brasileiras!
Parece que Deus, afinal, se conven.
ceil de que os males desta tf ação tão
irremediáveis. Desistiu da cidadania.
Que será dc nós, sem esta derradeira
erPmnça que nos restava e ¦ cm que
enfiávamos' '¦. » .
JOÃO CARIOCA.
^sWJWMWfSSffffJWS^K-mfr ,
"•ta , çue lhe ,d«n o prazer dè suacompanhia, á reuniio do Palacc-Hot-I.•Rogo-ihe enviar «ua, resposta áexttia. ara. d. Cecilia de Mello Mar*
gues Couto, Senador Vergueiro, 58;Sul 1919, secretaria geral-da coramis*sao, t. agradeço, no meu próprio no-me o- no dos meus camaradas, maisessa prova de sua affciçSb e _oli__ri_-adde para a Marinha Nacional.Aproveito esta oceasião para ter ahonra de exprimir-lhe toda a minhamais amistosa e. grande admiração."A construcção . dá Casa MarcilioDias está bastante, adeantada, devendoser çollocada, esta semana, a cober-tura, os assoalhos e os forros.-®-
Almoços
Realiza-se no próximo dia 8, sabba*dn, a almoço dos juizes e advogados,
promovido pela directoria do Institutoda Ordem dos Advogados Brasileiros,cora o fim de estreitar os laços de con*fraternidade etttre os juristas brasi*len os. O agape seri ¦ presidido pclopresidente do Supremo Tribunal Fe-¦•"•ral. estendo para essa reunião con*vidadoi todo» os ministros, desembar*cadores, juiies, membros do ministério
publico _ advogados. A lista de adhc*
pão se encontra na saia do Instituto
des Advogados no Palácio da Justiça.-*•— '
Associação Christã
Feminina
Casa Marcilio Dias
Por iniciativa da ira. Olga Pintou Luz, esposa do ministro da Ma*rinha, reiliaj-ae^ amanhã, áa qtta*tjo hora, da tarde, no Palace*Hote],_ uma reunião de senhoras da As-«f-asçao Manteno-iora da Casa Marci*«o Dias, afim • de deliberar sobre aconclusão da construcção do edificio da'eterida instituição. Accedendo ao con*"te qne lhe foi feito por tuna coin-missa- composta das sras, Marqueswm» e Franca Velloso, compareceráa retmiao a sra. Wasfcington 'Ltiis,
Presidente da Associação Mantenedora"a Lasa Marcilio Dias. Forahi egual-nente convidadas as uras. Prado Ju*Wor e Vianna do Castello. Para dis-Kilar sobre o objeeto da reunião, acom-í-insao df senhoras organizadora daretraiio dirigiu ao academico Coelho"ctto, por intermédio do almiranteSouza e Silva, presidtnte do conselho
licita""3. Marcllio Dia8* * «í-tinte so-
,.üExn"'. ?r* dr* Coelho Netto. Pre*«ooe eminente amigo — Uma com*musa. de senhoras da Associação Man-
iffirfW" °a Casa Marcilio Dirá, con-stituida sob a presidência da sra. Olga1-liza Pinto da Luz, convidou as se-iijoras nue fazem parte da Associação
jara uma reunião no Palace-Hotel,no próximo «lia 4, ás 4 Iioras daurde,
O f'™ dessa reunião 6 organizar
ii_j rrinde '«'•¦"cripção. que será rea*liada no próximo "Dia do Marinhei-
j° . nos meios commerciaes e indus-'«aes desta cidade, para obter a quan-ua que c ainda necessária á condu-«o da construcção do edificio da CasaMarcilio Dias.
.-!¦''?? commissão incumbiu-me de vir««licitar do emientt amigo o fulgorae sua palavra em nrol desse empre-n-rndimento. pedindo-lhe que venha a«sa reunião, para nella fazer uma"joençao que exprima os seus fins,com o vigor e a belleza que são pe*
.)...!." as ."""lucções do seu talento.
Z",**™*»! encargo ora me des-empenho com muita satisfação,
ini.!. r .•v*?rcil'° Dias é uma insti-
SS fu1(ia os orphaos.
neVw'555": "rta de *"-" » emi*
sen !_ *" ní? «cusarà emprestar o
cia iv» ,?'"r!,ve'. «"curso a uma ini-
festa11,. a |,.a*n9,.i'*a c justa, mani-
SSIS úfic >à o *•-•¦ mail vivo*
& . ?enl0'-«? .»de â S1*a- Coelho
•»£'____ ¦""" ,5slm. Zita. a V*tín™loru-banileira da «Semana da Mari-
Realizou-se quarta-feira ultima ás 8«oras da noite, na A. C. F., o jantarpromovido pefó Clube Fraternidade,composto de moças que trabalham nocommercio,-cuja dedicada ""leadtr" 
i a
sra. Stella-Guild; NSoje podia dese-
jar rum melhor attestado do gosto ar*tistico, do .espirito de iniciativa. e so*lidariedade das jovens- do que bs pa*tenteados ao vivo nessa festiva reunião,
em que sessenta e duas pessoas com-
partilharam da mais completa e sadia
alegria/- Cada moça , convidou o seu
par, c. além desses, compareceram como
convidados de horirâ o sr. J. Ribeiro
e d. Iveta Ribeiro, o sr. José Perei*
ra e d. Julia Pereira; o dr. Isidoro
Cavalcanti e d. Annila .Cavalcanti, e o
sr. Stenio Machado e d. Else Macha*
do. A mesa achãva*se lindamente or-
namentada á japoneza, e, antes do jan-tar, a srta. Eunice Peralles, presiden*te do clube, fez o offerecimento num
breve e amistoso discurso. Apás o
jantar, a srta. Tharcilia Davics, dire*
ctora dá commissão da, festa, agrade*
ceu a todos os que concorreram com
sua presença para à animação e o con*
tentamento- da noite, destacando a se*
guir, num agradecimento especial, o
casal Ribeiro,., que tantas gentilezastem prestado ao clube, e of ferecendo
á sra. Dvcta uma cesta de flores.'
O sr. Ribeiro, tomando a palavraem nome de ambos, agradeceu e salí'
entpu a commoção de que estava pos-suldo' naquelle ambiente tSo cheio de
encanto, uo encanto peculiar que soem
ter as festividades. em que se congraçam
_ alegria, sincera c a fraternidade au*
reoladas da mais alta pureza.' Segui-
ram-se interessantes jo^os e uth pro-
gramma litcro-musicaf, em que toma-
ram parte as srtas. Violeta Cabral
Eunice Peralles, Tina Vita, Ilka Bas-
tos, Amyr Albuquerque, Edith Lorena
e o sr. Julio de Oliveira. A sra. Else
Machado, presidente do Departamento
de Menores e Moças, encerrou a re*
união, dirigindo express.es de para*lens e encorajando ás esforçadas sócias
.do Clube Fraternidade do Triângulo
Azul.
-®-
Chez Lydia Campos
A actriz Lydia Campos, a divulga*
dora popularisslm-í do tango argentino,
vae dirigir uma casa de chá elegante,
na Avenida Rio Branco, em frente á
Praça Marechal Floriano. Seri um
ponto de reunião das familiás, pois
que a ellas se destina. Durante o chá
tocará uma orchestra typica e Lydia
Campos cantará alguns de seus -tangos.
A decoração da saía será feita por ar-
ttsta abil. -A artista interessante es-
pera inaugurar a sua casa por toda a
semana vindoura,, offereccndo na ves*
pera uma hora de cha á imprensa. ,'".
Festa das sombrinhas
Do sr. Heitor Bracet, l" secreta*
ria da' directoria do Praia Club,. re-
«Lemos honteni a seguinte officio:"Cumpro o grato dever de levar ao
conhecimento de V. S. que a directo*
ria deste club, reunida hontem em
sessão ordinária, 'deliberou consignar
em acta um-voto de sincero agradeci*
mento pelo especial destaque. com
que esse abalizado orgão da imprensa
noticiou a "Festa das Sombrinhas",
imprimindo em tantas e tão boas paia-
.vras de seu noticiário o melhor esti-
mulo, não íó ao Praia Club como a lo-
da a cidade, para que cada vez mais
avulte o brilho dessa festa de alegria
e symbolismo.
Reitero a V. S.. meas protestos.de
consideração e apreço — Heitor
Bracet." . 'ffl ,
Naiallcios
Osmundo Pimentel, nosso velho, de*
d-cado e querido companheiro dc trai
balho, faz annos hoje, 0 que é motivo
d« grande regosijo para 01 seus ami-
grs, admiradores das suas qualidades,
Osmundo Pimentel receberá hoje com
os abraços dos amigos uma nova ' de-
tncustração de estima e de apreço, &
oual nos associamos com* o maior
.l-razef. '
Passa hoje a data natalicia do
niijor Affonso Nunes da Silva, assis*
tente do pessoal do Corpo de Bombei-
ros, que recebçrá muitas homenagens
dos seus collegas e amigos.
Faz annos hoje a senhorita Abi-
gall, filha da viuva d. Cândida Alves
de Vasconcellòs.
Faz annos hoje.o di-. /ArmandoVarella de Almeida, advogado n» foro
desta capital;
Passa . oje adata natalicia da
senhorita Conceição, filha do sr. Car*
los Maia.
Faz annos hoje a senhorita Au-
rora Affonso da Costa, enfermeira-
chefe da Escola D. Anna Nery.
Transcorre hoje a data natalicia
de d. íris- Rios da Costa Ribeiro, es-
rosa do dr. Manoel da Costa Ri-
beiro.'— Faz annos d. Jandyra Cardoso,
esposa do sr. Manoel Ayres Cardoso.
Passa hoie a data natalicia de
d. Cuiimnr Sampaio, esposa do sr.
Isidro Sampaio,
Faz- annos hoje o dr. Duicidio
Gonçalves, advogado.
O professor Oscar Clark, da Fa*
culdade de Medicina, receberá hoje
muitas felicitações pela sua data na*
tálicia.
Transcorre hoje á data natalicia
das senhoritas Maria LuizA e Diva Ra-
vasco, filhas do finado dr. Luiz Ra-
vasco. ,
O sr. Eugênio da Cruz Macha-
d-!, funecionario da secretaria do ga-
binete do prefeito, tem hoje o lar- em
festa pela passageni da seu anniversa-
rio natalieio e o décimo primeiro do
¦eu consórcio com a professo-a da Es-
cola de Apnlicacão, d. Leopoldina Ro-
drigues da Cru*..
A senhorita Lúcia, fIlha do sr.
Raul Fanger, do nosso commercio,
offerecerá uma recepção ás suas «mi-
f-uinha-! pelo seu natalieio.
Faz annos hoje o sr. • Antônio
Mourão, • funecionario da Contadoria
da Central do Brasil.
Nestor Massena. rosso collei-;'
de imprensa, vê passar hoje a sua ja*ta natalicia,, cercado pela affeição dos
srus amigos e collegas."~ 
_a! annos òje o menino Aus-tregesiio, filho, do sr. Accacio Barreto.""Passa hoje a data natalicia do
sr. Flhnto de Almeida, da Academiade Letras.
~ Faz annos hoje a senhorita
Stella Bandeira de Souza, filha dofallecldo dr. Custodio Mpreira de
Souza;
Transcorre hoje o anniversarionatalieio de d.- Adalgisa Barcellos de
Almeida, esposa do sr. Oswaldo Her-
culano de Almeida, da contadoria dá
Central do Brasil, r
. — Faz annos. hoje o sr. José Fer*
rrira de Sá, negociante e industrial
nesta capital.
Passa hoje' o anniversario nata-
licio de d. Francisca Cavalcanti . dos
Santos, esposa do. sr. João Belmiro
dos Santos, da nossa marinha mer-
cente.
Passa hoje o anniversario do sr.
Eugênio da Cruz Machado, funeciona*
rio - da secretaria do gabinete do pre*feito. O estimado funecionario, que
tanto se distingue peta sua capacidade
e intelligencia,.,receberá as mais justas
demonstrações do apreço e da estima
em que c tido.
, — Faz annos hoie d. Athenas Go-
mts Baptista Gonçalves, esposa do dr.
Kariberto Baptista-Gonçalves, advoga*
do noi foro, desta capital.—• Passa hoje o anniversario nata*
licio da gentil senhorita Altair Bran*
co. filha do coronel José de Castilho
Branco.
. —- Faz annos hoje a sen brita Di*
nnt Hargreaves, filha do dr. Raul
Hargreaves. . -.
Passa hoje o anniversario nata*
licio do joven Álvaro B. Seixas Fi-
lho, alumno do Collegio Militar.
— Festeja hoje o seu natalieio d.
Edith Maia Rubim,. apreciada poetisa
e ura dos ornamentos da nossa socie*
dadt,'
Faz annos hoje o dr. Oscar
Clark, professor de Clinica Medica de
nossa Faculdade de Medicina e chefe
nos serviços, de Inspecção Medico Es-
colar do Districto Federal. O professor
Oscar Clark, que c uin dos mais illus*
tres mestres da medicina, .brasileira e
que conta cerca de ^duzentas monngra*
pliias, publicadas sobre os • mais diver-
sos e originaes themas • da pathologia e
dn clinica, será; alvo de uma expressi-
v,«i demonstração de apreço-por /partede seus collegas, alumnos e amigos.
Está hoje em festa o lar do »or.
Arthur Gouveia e de d. Alice de Oli*
veira Gouveia, pelo primeiro natalieio
de. seu primogênito, Fernando, neto dp
ptbfessor Arnaud Gouveia, do Insti*
tuto Nacional de Musica. '
-r-, Fez annos: hontem o sr. Roberto
Marinho, redactor do "O Globo, fi*
lho do saudoso jornalista irineu Ma-
rinho.' O anniversariante, que gosa de
r.ccentuadas sympathias nas rodas de
imprensa é nós círculos > sociaes, foi
álv*o"dè expressivas' manifestações dc
apreço.. • ,- ' ...' r .', ,.,,.'—— .
Noivados
Amanhã será celebrada, na egrejaile S. José, ás 10 horas, uma missacm acção de graças para festejar asbodas de prata do-casa! Albino de Mou-ta Mesquita-Francisca Pinheiro Mes-
quita, que passam nesse dir
Viajantes
Pelo "Cap" Arcona", regresjm déaua viagem á Europa o sr. Eloy Baar-te, chefe da firma Eloy Duarte .&¦ Cia.desta capital. Gosando de muita sym*
l-albia no nosso meio social, , t> teudesembarque foi bastante concorrido.
MA bordo do hydro-avião "Guana-
tora , dà Condor Syndicato, segue o-
je para ,Paranaguá o poeta HermesI-ontra, official de gabinete do minis-ti'o da Viação.
.A- bordo do "Cap Arcona" che-
gou hontem a esta capital, acompanha-du de sua senhora; r o deputado Cardo-so de Almeida.
Pelo "Flandria" segue hoje pa*ra Pernambuco ,0 dr...Adauto Brandão.Embarcaram honlcm para Vas-souras, onde vão passar uma estaçãode repouso, o dr. Cunha Brito e suafamilia.
Seguiram para Cantagallo. - o co*
ronel Arthur Lins e familia, dr. Le*
mos do Valle e sobrinha e major Car-
miro da Rocha e senhora.Pelo rápido paulista seguiram
para Águas Virtuosas, o dr. Cabral
Belchior e família, dr. Garcia Prado e
senhora, sr. Ernesto . Cocito e sua ir-
mã, a senhorita Nelza Cocito, que vão'aquella estância hydro-mineral fazei
uma estação de águas,Parsr a cidade de Aguruoca, no
Sul de Minas, seguiram hontem o dr.
Camillo de'Abreu e familia. ',
•—.Regressaram dc Águas Virtuo-
sas o dr. Souza Lobo e senhora.A bordo do "Cáp Arcona" che
gou hontem, a esta capital, devolta de
sua viagem i Europa, o capitalista An*
ti.nio Augusto da Silva.
Ao seu desembarque no Cáes do
Porto, compareceram muitas familiás,
collegas e amigos.-®—
VEIA
do variado sortl-
mento de roupas
brancas pará ho-
mens e perfuma-rias dos melhores
fabricante*.
Ramos Sobrinho & Cia.
QA ,91
Proxi mu á rüa do Ouvidor
FOI CONDEMNADO
O juiz da 7* vara criminal, con-
demnou, hontem, João Vicente
Ferreira & pena de dois annos e
onze mozcB de prisão, por ter
desviado uina .menor'.
Loteria do Estado
Grosso
•vm
HOJE
IOO contos
Per 40ÍOOO
D15CIM0 4$00p
Jogum apenas IU mil
bilhetes .
habilitem.se
(0964)
Julgado prejudicado
o us
Attendendi» ás informações re-
cebidas da 4" delegacia auxiliar,
o Juiz da 4* vara criminal, jul-
gou prejudicado á ordem de "ha-
beas-corpus", em que Miguel
Guilherme, allegava prisão illegal,
por parte das autoridades daquel-
la. delegacia.
Allivio Certo
Ial b mais coiMo aiiÉf mm
O concurso do «Correio da Manhã»
começa a Interessar vivamente - Um
valioso premio a«s> vencedor
ÉSÍMÍl-
ANTARCTICA f
CHOPPS ECERVEJAS
EM GARRAFAS
Talgph.(_,-5g7-g994-g993-8-.8
-®-
- Contratou casamento çom a senhorl.
ta Dulce Freytag, iilha do general
rreytag e de d. Dolorei Freytag, o
sr. Archimedes Pellizér, funecionario
da Light « pertencenti a illustra ia-
milia rlograndense.
Com a senhorita Maria Dantas,
filha da viuva Eduardo Dantas, con-
tratou casamento o ar. Alberto Ramos
FiJho, do nosso commercio, filho do
dr. Alberto Ramos, director da Agen-
cia Htvai.* .Contratou casamento, com a se-
nhorita Rozalina Machado, filha do
St*. Joaquim Machado e de d. Cecília
Machado, o sr. Moacyr Fernandes Sá,
filho do sr. Antonio Sá e de d. Emi*
lia Sá. —a—
Fir. Paliava olI*os' ouvidos, na-
Vi, õWOya riz, garganta, 5 an-
nos pratica Berlim., R. Rodrigo
Silva, 42. de 1 ás 3. (D 299591
Casamentos
Realizou-se sabbado ultimo 6 enlace
matrimonial do dr. Ignacio' Pinheiro
Paes Lem, com a senhorita -Maria
!)ii.lmira Paes Leme. O acto civil rea-
lizou-se na residência dos tios da noi-
va, a rua Sulina n.' SS, tendo servido
de padrinhos, por partedo noivo, o
dr. Raul Pederneiras e o dr. Pedro
Olcsio«Paes Leme; da noiva, o dr.
Dir.lma Lobo Paes Leme e d. Alice
N. Pires'Rowley. 3
O acto religioso teve logar na ma*
triz de Santa Therexa, á rua Cardoso,
servindo de padrinhos, do noivo, 03
mesmos do acto civil, e da noiva, ¦ o
dr. Pedro Olcsio Paes Leme t d. Do-
.queiia.P. Paes Leme'
— Realizou-se no dia 22 do mez
findo o consórcio do sr. Josí Medeiros
Albuquerque com d. Maria Asturiano
Escudero, servindo de padrinhos por
rarte do noivo, no civil, .0 dr. Clovis
Rtposo do Amaral e senhora, *e no re-
liaioso o tenente Hildeburque da Ços-
ta Pires e senhora; por parte da noiva
no civil, o tenente Hildeburque da
Costa Pires e senhora, e'no religlosn
o pharmaceutico Álvaro Gomes da Sil-
vn e senhora*
NOVIDADES
PAPEIS PINTADOS-.
1 Rua Carioca
' To! C. 1940 •*_-.
A C A S A
Salgado Zenhã
Continua a sua tradiclo-
nal venda de fim de. anno,
còm o DESCONTO DE
20 % em todos os artigos
do seu novo e variado-sor*
tlmento.
*T-imM» Rio B-twip-*, 1— (.93)
Com o brilhante concurso dá eximia
violinista Yolanda Peixoto, premio de
outo do Instituto Nacional de Musica,
da soprano lyrico Yvonne Peixoto, da
pitnista diplomada Odette Pereira, da
arclamadora Lourdes Ribeiro e dos H-•Cítòs Walfrido Faria, Walfredo Ma-
c ado, José Varella e João Pinheiro,
-calizar-sip-á na próxima'. sexta-feira,
mais uma hora de arte organizada peloClúb Central de Nictheroy.—(¦»-
CRLÇflOO -MELLILO
SÓ £ ENCONTRADO NH
CflSfi DlfíS
/?s\jp, ASSeriBLEA., IO
Festlvaes
(05.1.)
Na escola mixta Homem de Mello,
dirigida pela zelosa educadora d. Ade--'lia de Godoy, vae realizar-se nu dia 9
do corrente, ás 3 horas, nq salão Ida
Vizeu, ánnexo á matriz do Engenho
Velho, á rua S.. Francisco Xavier
li. 75, um grande festival em _benefi-c»« das creanças pobres,,promovido pe-
lo Circulo dos Paes da mesma escola.
. A incansável directora, auxiliada
pela dedicação do corpo docente da re-
árida escola, não tem poupado esfor-
C«s para que a festa projectada corres*
nonda aos nobres fins que tem em
vista.
O programma está sendo cuidadosa-
mente preparado, quer na parte artis*
tica, qner na parte ¦ literária, devendo
liai-er tambem uma exposição de tra*
belhos executados pelos alumnos.
Enfermos
-®-
Guarda o leito.d. Adelia.Collet, es*
posa do dr. Geraque Collet,'presidente
dc Tribunal de Contai do Estado do
Rio.
jritaÉMfefe
A "Gravitlina" do Dr. rZti-
quim, promove: A' gravidez
mais fácil, o filho mais ro-
busto o o parto melhor sue-
cedido.
Em todas as pharraaeias.
(18*3901
(¦¦¦¦¦¦¦¦¦¦¦¦¦¦¦¦•¦¦¦I—®—
Fallecitneníos
Falleceu hontem, em sua residência
á rua Perseverança n. 17,' Riahcuclo,
Faulo da Costa e Souza, filho do co-
ronel Paulo'Vieira dc Souza, director
da Companhia de Seguros Argos Flu*
minense, c cunhado do sr. João.Gon-
(alves dos Santos Guimarães, proprie*
tsrio da casa c fabrica Guarany. O
enterro sairá boje, as II da manhã;
da residência tio fallecido, para o ce*
nliterin de S. João Baptista.
Falleceu. hontem a sra.. Maria
Celina Chaves Rosiíre. O síu enterro
rcaliza-se hoje, ás 4 horas, saindo o
feretro da rua S. Gabriel n. 90, Ca--.! amby, Meyér, para o cemitério de
.-. João Baptista.
Falleceu ante-hontem, em Ma*
reió, o dr. Antonio A. Teixeira, de
Barros, juiz aposentado*.- — Em sua residência, á rua da
P___agtm n. 112, falleceu domingo á
noite, o dr. Custodio Nunes Junioi,'itrdico e inspectof escolar. No seu sa-
-_riiucio, o extineto destacou-jc pelo
mi. altruísmo, sempre prompto a atten-
der os que delle se soecorriam, tendo
-.onquistado em Guaratiba, onde clini-
ceu durante longo tempo, a» symna-
«bias geraes de «ua 'população. Alem
de inspector escolar, exerceu o dr.
PIANOS NOVOS e VICTROLAS
\* LONGO PRAZO. Pianos dos melhores fabricantes aliemães.
Não comprem rem ver os nottsos preços. GRANDE STOCK.
A. MATHIAS Bua V isconde do Rio Branco. 21 .
(0512)
e nervos r
' O^ nervoso, o acabrunhamento,
A dôr de cabeça, a indigestão, e
a fraqueza encontram logo e fa-
cilmente o allivio por um trata-
mento em uso por medicos em
toda parte.
Em todos estes casos os medi-
cos receitam os phosphatos para
remover a causa e restituir a
saude.
,"Na dyspepsia, que vem com
o ,cançaço de muito trabalho, nSo
ha a tônico melhor que o Hors-
ford."' Db. J. Gerdíne.
O Ácido Phosphato Horsford
preenche esta receita porque leva
os phosphatos numa forma espe-
ciai que o organismo assimila fa-
cii e. seguramente. Agradável de
tomar. E um bom refresco. 
'
Comece hoje com o Horsford.
Peça um vidro maior ou menor.
V. Exa. sentirá logo seus effeitos
valiosos, e duradouros. E51.4
(0735)
Custodio Nunes Junior, o cargo de di-
reetor do Hospital de Varilosos dc
Santa Barbara, Er acasado com d.
Zulmira Marques Nunes, deixando os
seguintes filhos: drs. Custodio Nunes
Netto e Nilton Custodio Nuneak primei-
ro tenente da Armada Lincoln ¦ Custo*
d*o Nunes, d. Zuleika dc Alencar, co-
sada com o dr,, Mario Lopes de Alen-
car c d. Zulmira Nunes, professora
publica..
O enterro do • saudoso clinico reali-
zoU-sc hontem, â tarde, no cemitério
de S« João Baptista.
A' proximidade das festas da
familia e o commercio
Dezembro é o mez das encan-
tadoras o tradiocionaes festas dá
familia, festas que inais estrei-
tam os 
'affectos 
e augmen tam o
amor do lar, esse que é a basa
de toda a felicidade.
As cidades animam-se, o essa
mesma animação dá-lhes um ar
festivo, um aspecto do communi*
cativa alegria, dessa alegria tão
necessária à vida, que ajuda a
trlumphar.
Os estabelecimentos, nas suai
vitrines, ostentam os seus me-
Ihores artigos com ornamenta-
gões mais ou. menos artísticas
mais ou menos deslumbrantes, e
essas, por si sô Ja constituem
uma miragem seduetora.. e con-
trtbuem para esse ar festivo' c
ruidoso de -alegria sã'•
Entre os estabelecimentos que
jã iniciaram as suas exposições
especiaes neste tempoManoel Lacerda
Franco, (civil); Mario Carneiro
da Cunha, (civil); Álvaro Azam-
buja Cardoso, Amadeu Saraiva,
(civil); Albino Ferreira Junior,
(civil); Dante P. dé Mattos, João
Gonçalves Peixoto, Heraclito T.
da Silva, Raul DInoâ Costa, João
de Moraes Pereira Filho, Arman-
do Pillcler, Antonio Alves Filho,
Francisco Salles Lorena Fernan-
des, Luiz Martins de Araújo, Ro-
dolpho Prates, Belmiro Scarinoi,
Francisco'M. Bandeira d-* Mel-
lo, Arthur Fernandes da Cunha,
Sylvio Edesio da Rocha, Arman-
do Levei da , Silva, Paulino de
Carvalho Vasques, Romualdo
Leal Vieira, Sylvio Canizares Vei-
ga, Noemio Ferraz, Nicollno Rei»
Costa, Antônio José Fenlandes,
Adaltorto Coelho da Sllvá, Paulo
Souza Bandeira, Flavio dos San-
tos, Thereza de Marzo, (civil);
Anesla Pinheiro Machado, (cl-
vil); Antonio Reynaldo Gonçal-„
ves, Manoel Augusto Pereira
Vasconcellòs,-Raymundo do Vas-
concellos Alvim, João Ribeiro de
Barros, civil); Hans Schlesingier,
(civil).;.Lourival Campello, Bene-
dlcto Agricola dos Passos, Gon-
çaJo de Paiva Cavalcanti, Victor
Emmanuel,.Rubens Gomes de Al-
meida, Slnval de Castro e Silva
Filho, Manoel Antonio Machado,
José Sampaio Xavier; Luiz Aure-
lio Godoy Vasconcellòs, João Lei-
te da Silva, Augusto Glarctta,
(civil); Antenor Mayrinok Veiga,
(civil); Antonio Lantigán Sea-*
bra, (civil): Ajalmar Vieira Mos-
carénhas, Lysias Augusto Rodri-
gues, Franolsco de Oliveira Bor-
ges, José Cândido da Silva Muri-
cy Filho, Floriano Peixoto da
Fontoura Nunes, Godofredo VI-
dal. I
Havendo, ainda, grande nume-
ro de aviadores brtwetados pelas
escolas de aviação do Exercito e
da Marinha, è que tambem po-
dento ser' votados, publicaremos
opportunamente a relação de to-
dos ellüs.i ,
AS CONDIÇÕES tO CONCURSO
I — Vencerá o concurso quem
noíinal da' apuração obtiver
maior numero de votos.
II — Podem ser votados todos
os aviadores brasileiros, mllita-
res ou civis.
III — Cada votante poderá
mandar quantos votos queira,
desde que preencha com perfei-
ta clareza o- couptoU que publi-
cámos diariamente.
IV —O "Correio da Manhã"
não vende coupons avulsos e sô
serão apurados os quo sejam re-
corttidos da própria folha.
— Não serão apuradps bs
votos" que não sejam para avia.
dores..
Vi — Os votos devem ser col*
locados pessoalmente na urna,
que para esse fim existe, na re-
dacção do "Correio dâ Manhã".
Vil''— A votação da interior
deve ser endereçada: Concurso
dos Aviadores — "Correio da
Manhã" — Largo da Carioca nu-
mero 13. — kio de Janeiro.
VIII — O voto para ser apu-
rado deve .vir no coupon inteiro,
isto L, acompanhado do "cli-
ché" da medalha.
Os votantes nãó devem cortar
o coupon.
: w
Ao Judeu Errante
ARTIGOS SUPERIORES' *" .para
.osó, doméstico 5
como sejam:
TRENS DI_ COZINHA, etc*
Antiga casa fundada em 1824
BUA 1)0 ROSÁRIO, 163
Phone Nte. 2450
m(18.27),:;
APURAÇÃO DE HONTEM
Aroldo Borges Lejtão
Marcos Villela Junior........
Armando de Mello Mezlat....
Mario Barbedo..
Oscar Varady
Carlos S. G. Chevalier;.....
Srta. Anesia Pinheiro..
Santos Dumont
Ribeiro de Barros . • •
Bento Ribeiro.
Edú Chaves
Gervasio Duncan
Álvaro Hecksher
Godofredo Farias .',.....•
ísmar Brasil .............**'.
Djalma Petit *•••
Newton Braga..............
Mario Santos.... «••••
.V
Milit-J*
clvi:
lt
ii
militar'
lf
militar
civil
Votos
106
43
40
2»
15
15
14
14
14
11
11
5
4
A
. '4 ¦¦
3
>í coroas que cobriam
o caixão do infelir menino, ./dèstara-
vam-se as seguintes: Ao adorado Mu-¦ãllo, saudades eternns do teu avô; Ao
filho adorado, saudades eternas di*tui mãe e irmão**: Ao ioesquecivel
Murülo. 1. írimas do padrinho Nliô,
Maria e Kylza; Ao no-so Murillinho, i
saudades dos , tios f prima Bulhões,
Aser e Celta: Ao o-isrido irnrn e tío.
Al-tlina, José t ¦ Dte: Ao Murillo,
«.udades da tia Ch'«iTÍ*t: S»ti_ad-s da
Vcrinha: Saudades da Ilvdéa; Saúda-
des das primas Jujti i- Inah e T-em '
br.-.nçiis da familia PtdreirS Ferraz
Falleceu lord Hallam Tennyson
Londres,.3> (U, ,P.) — Falle-
ceu lord HaMam Tennyson, cora
TJ annos de edade. O morta era
filho . do famoso poeta Alfred
¦Tennyson, o maior r da Era Victo
riana.
Berlim, 3 (U. P.) — Falle-
ceu o conde Leopoldo von Kal-
ckureuth, famoso pintor, que con-
taiva 74 annos de'edade.
:— * ***»«*»f —
Foi prejudicado
/ õ habeas-corpus
Em face das informaçSes rece-
bidas, o juiz da 8* vara criminal,
julgou prejudicado, o "habeas-
corpus" em que Francisco-Sil*"*.
allogava prlsSn Illegal, por parte
do 4o delegado auxiliar.
Prof Renato Souza Lopes
DOENÇAS INTERNAS — RAIOS X
Tratamento especial das doengas do
•apparelho digestivo, da nutrição tobe-
sidade, magreza, diabetes) e nervosas.
Trat. moderno pelos raios rultra-vtoie*
tas, diathermia o electricidade. Sao
Jc-sé, 39. (1"»1)
¦ m,*m » :—
Não obteve habeas-corpus
O juiz da 5* vara criminal, ne-
gou a ordem dè "habeas-corpus"
em que Floriano da Fonte, ai-
legava prlsãp illegal,' por parte
do delegado do 24° districto po-
licial.
CROZWALDINA
O mais econômico desinfectante doméstico. —
Indispensável na desinfecçã o de ralos, privadas, escar-
radeiras, sargeiias, etc, e nas lavagens de casas. —|
3uidado^com ás imitações. (0990)
Melbourne
P.) — Fo-
ram atiradas' duas bombas de dy*
namite no Club _ Grego, 'ficando
quinze pesoas feridas.
0 terrorismo em
McWoume, 2 (\J:
a$ amtt it—
II 25:000$000
INTEIRO — 1$600
Loteria do E. do Rio
(096S)
Habeas-corpus prejudicado
Foi julgado prejudicado, pelo
juiz da 1* vara criminal, o pedi-
do de "habeas-corpuB" em que
Antonio Marques, Arlindo Del-
phim P|nto e José Alves Pinto,
allegavam constrangimento Hle.
gal, por parte do 2" delegado au-
xiliar.
• »f m 
Um gravíssimo conflicto entre
servios e croatas, ém Zagreb
Wienm, 2 (U.'P.) — Infor-
mam de Zagreb qué houve sério
conflicto entre estudantes servios
c collegas croatas, quando «aquel-
les tentavam retira ro pavilhão
croata collocado na torre da ca-
thedral. _ Morreram dois estudan-
tes e. ficaram numerosos; outros
feridos. '•''[ í
=_s
FRAQUEZA NERVOSA ;
Debilidade geral, surmenage dores de cabeça, tontetra, en-
xaquecas, palpitacões, calor no rosto e nos pês," nervosismo,
cansaço por excesso de trabalho physico ou intellectual, são oc-
caslonados pelo esgotamento nervoso. Para reconstituir- o res-
taurar as forças aconselhamos ouso do . .', *
—VANADIOL—
O soberano recM-.títuintephosphatado, que acalma e ali-
menta os nervos, fortifica odescança o corebro. Basta 2 a
3 vidros. Poderá, ser usado, em todas as edades. E' cie .sabor
agradável, que as próprias: creanças o tomam com prazer. ¦ '
Nas Pharmacias o Drogarias
¦ ; :." .'(17S63)
PYORRHÉA ALVÊOLAR
a sua cura. radical em poucos
dias pclo clrg-Dentlsta P. G.
«liirgensen.
RUA SACHET n. 4
— Io ANDAR —
(0897)t «i> » ., *.
Fiscalização sobre o uso de
papel com linhas dágua
O ministro da Fazenda recom-
mendou ao ' director da Recebe-
doria, que a fiscalisação do im-
posto de consumo - estenda sua
acção aos estabelecimentos que
usem papel com linhas dágua
ém seus annuncios.
• *¦*¦»¦ ¦ **ttmim ' ¦*» •-¦ ¦ ¦—
SONHO DE OURO
hoje enveloppes SONHO DE
OURO 45 Contos 3$600.
AMANHÃ FEDERAL
50 contos . . . , . . . 10$000
SABBADO, 22 — NATAL
500 contos SffSOOO'e ... 56$000
HABIL1TAE-VOS
GALERIA CRUZEIRO, 1
. • ,*¦'¦¦! Oscar & Cotriy.
..'. (0D1)
Está reunida a Commissão
Executiva do Soviet
-tfo-cou, 3 (U. P.) — b '"Parla-
mento", da União do Soviet, ge.
ralmente'conhecido com io nomede Commissão Executiva Cen-
trai, iniciou, hoje, a sua. quarta
sessão d0 anno. no Krenítlim, nu
Sala Santo André. [¦'
Compareceram cerca èe qua
trocentos delegados . •
A sessão serfi. devQtatía prin
clpáimente aos negócios i ordina*
rios da União, partlcularment •
o- orçamento donov0 anno fiscal
;K-)?-*¦ »«o—»—: J.Í
0 mercado de assudar
em, Nova, York
Novo York, 2 (U..P.) — O
mercado de assucar esteve!na sc-
maan passada cm situação me-
lhor, sendo, porém'modeitado o
volume'de negócios. O Díeparta-
mento da Agricultura anaunciou
que a producção! dc as§i_car de
beterraba no mundo' e nos Esla
dos Unidos erri it)ííl será. 8,8 "l"
inferior á de 1927. '
ÜK ASSASSINIO
EM SENADOR POMPEU
A victima era sub-inspector
da Viação Cearense
Fortaleaa, 2 (A. B.) — Foi as-
sassinado covardemente em Sè-
nador Pompeu, 10 sr. José Pinhei-
ro, stib-inspector da Rede de Via-
ção Cearense.
A -victima foi assaltada de im-
proviso, por Deusdedit Gurgel
e um carroceiro que, armados dè
facas, cravaram suas armas nas
costas de José Pinheiro, antes
que el-e se' apercebesse do ata.
que.
Motivou esse crime o facto de
ter a1 victima escripto alguns ar-
tigos a respeito da venda de um
predio para a Prefeitura local,
demonstrando a negociata que se
estava fazendo sob-õs',auspícios
do sr. Abílio Gurgel, político con-
servador e pae do assassino.
O cadáver de José Pinheiro
foi transportado para Maracanã-
hu', onde reside a sua familia.
COMMISSÃO DE FINANÇAS
DO SENADO ;;;
Esteve reunida a commlssM'';1
de- Finanças do Senado, tendo,
sido relatado, em 3* e ultima
discussão, o orçamento do Br
terior.
Segundo os dalSos fornecidos ¦"
pelo relator, esse orçamèhtdr-s
apresenta um augmentò sobre' o EB
deste anno, de.7:926$224,- ourovfè'.f
2:610$490, papel.
Das emendas apresentadas epijíi.f
plenário, apenas duas tiveram •;
parecer favorável,.a saber:' uma['ií|
estabelecendo verba para pagar AS
a uma dactylographa da legaçãoís,
do Brasil na Hollanda e outra
dando 40:000$ pará publicação dòí||l
boletim internacional, què men- .*.$'
°'ona. . \xM
. Foram ássigandos dlversodí!
pareceres sobre abertura de òre*.||
ditos para pagamentos decorren-
tes de sentenças judiciarias. ,
NEVRALGIAS
RHEUMATISMOS
DORES. GRIPPE'tome
EURYTHMINE1
D E T H A N
'.'¦•i
' 
lÍ73«)r.OT
11
0 príncipe de Galeis
' não está noivo
Londres. 3 (U. P.) — O secrer-!
tario particular do príncipe dé;
Galles. sir Godfrey Thomas de. j
clarou & United Press: "Não.hà*;
nenhum fundamento da noticia;
de que «o príncipe de Galles está ?
noivo de Lady Anne Maud ~W9\j)i
lesley . -...- y
M^>*iv
Loteria de Minas
A auo difitribue maior per-
' centagem em premios.
j HOJE >
2 PRÊMIOS DB
100 GONTOS
.Inteiro .
Meio .
Décimo
30ÇOOO
15JO0O
3$000
Sótie: Bello Horizonte
(19599J
NOTICIAS DE PORTUGAL
Uin criminoso tenta fugir da
prisão e é ferido a tiro
Lisboa, 3 (U. P.) — Noticiam
de Moimenta da Beira, que Ma-
.noel Ribeiro Gomes, depois de
condemnado por haver assassl-
nado o padrasto, tentou fugir,
sendo attingido por um tiro e
achando-se em estado grave.Lisboa (U. P-) — Falleceram;
em Rio dos Moinhos, o industrial
Simão Luiz Ferreira: em Macáo,
;o proprietário Manoel Jesus Pa-
retra Leitão.
Lf-lóo, 3 (U. P.) — Realizou-
se o casamento do sr. Henrique
Corrêa Leite, filho do banqueiro
brasileiro. Ar'lndo Corrêa Leite,
com a senhorita Maria Luiza
Fernandes de Oliveira.¦••
Lisboa, 3 (U. P.) — Oceorreu
um desastre em Moitas de Al jus-
trel, ,sendo mortos os operários
Fauslnto Claro e Manoel- Silva
Leal. Houve um ferido. **i
Lisboa, i. (U. P.) — No logar
denominado Allivio de Vilvara-
de.vlroú uma carr.ibnete, fiean-
do gravemente feridos o chauf-
feur Pereira. José*Vias Pepe, An-
na Triste e José Lopes.
;— » iil fc — :
Desastrada queda de bonde
Ao saltar de um bonde, hon-
tem, 6. noite, na rua do Passeio.
o Investigador 11. 548, José Joa-
quim Marrope, de 64 annos, viu-
vo, portuguez, foi victima de
uma queda' violenta, em' con*re-
quencia da qual recebeu grave
ferimento na região frontal.'
Levado para a Assistência em
estado de shoek, Marrope fo'
medicado, sendo internado de-
pois, no Hospital de Prompto
Soccorro i
LOTERIA DO ESTADO DE
MINAS GERAES
pagarícentos feitos no I
MEZ DE NOVEMBRO :?i*
DE 1928 ,?M
200:000$000
Bilhete 7786 — Extraccão defi
13 de novembro de 1928.
Pago ao Dr. Ariosto Guarl»
neilb, advogado em -Manhumlrim»
5|10, e ao Sr. Ado.lphQ.Maíra, _**rr
•sidente em Victoria,.-B|10.
ioo:000$ôóq :/•
BlUieto 
"5?13 — 'Extóíc'sâ(>:*
100:000$000
Bffliete 13,339 — __xtrracçãõ.dí),P
19 de novembro de 1928.. ;;
Pago ao Banco Hypothecariòj;
e Agricola, por conta de tercelróí'.
residentes no Rio.
100:000$000
Bilhete 5810 —¦' Extraccão !ÍM
1 de novembro de 1928. x-X.sfr
Pago aos Srs. Pedro JuyencidK
de Souza, professor publiòo dei;;
Carmo da Cachoeira, l|10; ;Gài«f
briel Justiniano dos Reis, ía»,
zendelro, residente na mesma .Io-'¦;
calidade, 5|10; Antonio Teixeira.:
dé Rezende, gerente do Banco dflj*!
Paraguassu', 4|10. .'•/¦¦'¦;'.
200:000$000 f
Bilhete 6651 — Extraccão d*>!
31de outubro de 1928. | 
'*.*, ' , '
Pago aos seguintes Snrs. to.....
dos residentes em Formiga; José í>
Luciano de Carvalho, fazendeiro,'í
6|l0; Américo Fraga, fiscal da,.:.
Camara MunlclipaJ, 2|10; Fránds*';_]
00 Jacintho dos! Santos, offlciül'-,
de Justiça, 2|10; José Pereira da r
Silvia,- auxiliar da "Pharmacia N. 1
S.'das Dores", 1|10. '«írfirj
100:000$000 -M
Bilhete 3474 —. Extraccão da'•.
7 de novembro de 1928.
Pago ás seguintes pessoaá to-\«,
das residentes em B. Horizonte: i100:000$000 tó|
Bilhete 4373 — Extraccão de?!?
13 de novembro de 1928.
Pago ao Banco Pelotense, pt» :
ednta de terceiros, residentes nã;*
Rio. (999)
m
Prosegue a insurreição
1 dos russos
Londres, 3 (U. P.) — O corres»irj?
pondente. do Daily Mail emxVÜtuSSi
diz que as autoridades militares
do Soiet desarmaram e aprlsip- •¦'..
naram o terceiro batalhão do sex^Yã
to regimento do infantaria, ^^
se recusou responder ao foco.'0$^
Insurgentes são 'rusos brancos:-
IORQUE
ADIFFAMAVAM ||
Victima da alelvosla de umt.
vizinha, que a. atacara em sua
honra, atassalhando-a, a joven.
iBaura de Paiva. Braga, de 2"
annos, solteira, brasilera e resi-
dente á rua Laurindo Filho nir?
187, na - estação de Caalcante,
desgostou-se. profundamente e
num gesto de desespero, tentou 
'
contra a própria existência, in*
gerindo Iodo.
Depois de ; medicada na Assis-
tencia do Meyer, a desventuroda -,..
foi internada no Hospital »flef
Prompto Soccorro,-onde íalieceu
hontem. , • ¦ . ,, rr..',.
O seu cadáver foi removido pa.-.
ra o necrotério. . 
"*-X_V
•" ¦--'¦' XX ,'¦-"¦¦ ' "'• ¦"X- . ' , ' **
Xyjx-xy. ' '.yy y ¦ x:y ¦ ¦
¦
;,;.¦¦; *•-...¦..- " '• ..¦-..:¦•;::¦.. :S,, .... \,.,.; , V|;;l , .¦. -¦:.. ¦,.; ' ¦.,-. ¦: 7 V V: ¦!, .' • I
.' i ¦¦IIII.IHBH IIMJil—!¦ |MIWIHIII1|IM«H ' 
' """ rr-TIITITHII|l lim IWIwmw. \í-_.;:~^mmmt--¦-+***** ^„^^_ ..... -^^^^^^MMMMBÉMM^^^^^Mi^MlgjjjaiaMBM"»'"""»"»»'""1»»^^ ' ' "fe?
". ~~ _ 
"~ '" ¦ 
"-***••• - —¦ r
^== Publicações a pedido ==^
¦ 
gjp.*]!,;;.!....^, 
«EIO DA MANHA' '-*- Terça-feira, 4 de Dezembro de 1928
¦*es«!3
*:>:
A ttni3 a ta i pn líle
nt
Fazer nm seguro de. VlDÀ.nu A Equitativa
é a melhor maneira de vi-
ver» tranquillo, % quanto ás
«surpresas do DESTINO, no
que respeita á situação dos
entes què" nos são caros
AVENIDA
RIO BRANCO' 12 5
EDIFÍCIO PRÓPRIO
o futuro daSEGÚRE;'á vida, assegurando
íamilia
A--EQUITATIVA
-Sorteios trimestraes eni dinheiro ' 
\-
Liquidação rápidas pór ; failecimentb e em
Vida do segurado; ' ' • r
5 As hoiiienagens da Câmara ás vi-
xtimasdQ sinistro de hontem¦¦..'. I
il;
ii 
'¦¦¦' '
m i?y ';¦¦¦¦
SPII'íbí mm.
yy
¦ ¦
\ 
'às.
f'8
iijVPunebre a sessão de hontem
iSà Câmara. Foi dedicada,' por
JnteirO,'a homenagem & memória
¦aos mortos no desastre do, "San-
r.Abs Dumont". .¦;:¦¦¦
££ O sr. Costa Rlteiro, em nomte
.'dá bancada pernambucana, fei
"cTnecrologlo do deputado Amau-
gy de Medeiros. Fel-o, com voe
iumidn, embargada, emquanto o
plenário se conservava em re,-
.ligioso silencio. 
'.Tr£Q0U> em raf
pidas palavra,..o. p,«á-fll do mor-
ÍK>, salientando, os,; seus serviços
2iio Estado e decliireu flue os suas
lagrimas traduzem* hem.a opr
'"Ijrumensa que domina o orador,
"Hem. como os seus eollegas de
Representação. Pôz.wn destaque
è acção íe Amaury de Medeiros
¦nte serviços de hy«ie«9 de Per-
É nambuco, .dizendo diie a sua mor-
tb resultará ainda de um desses
movimentos de enthusiasmo e de
civismo,, que ta.nto'.o caracterl-
zàvam. Concluiu requerendo,
além do-levantamento da sessão,
qne ss faça representar a Cama-
'• 
fa por 
"uma commissão de cinco
membros, em 
'todas as hometvv
Cens que fotemr prestadas a
Amaury.de Msdeirqs e se telegra
phe 
'&¦¦¦ familia do extineto.
¦: Seguiu-se com a: palavra o sr.
Stnnoel Villaboim. Disse ,o "lea-
í.der" da maioria: ,
í;"Sr. presidente, não seria pos-
sivel conceber a brutalidade, do
contrasüà doloroso que nos epçlie,
de tanta dfir.... A ninguem^.ppde-
i jfia, ocçorrer a possibUidade, üe,
'.»uo a festa de alegria com.que
Íamos celebrar .urna,- gloria_,do
Brasil se transformasse. em ça-v
íástrophe que nos envolveu em
,m pesada nevòa de tristeza.
'''•¦> 
Rouboiwnos ella uma pleiade de
brasileiros 'dos 
mal? Illustres.
cujas promessas á Pátria nos fo-
fam arrebatadas num momento
Jior cruel fatalidade.
| No desastre de aviação de hoje,
desappareceram tres dos mais
notáveis professores da Escola
Polytechnica do Rio; do Janeiro
z-o seu director dr. Tobias Mos-
cbso, o dr. Férdlnandò Laborlau
ft o dr. Amoroso Costa —tres
grandes vultos da engenharln.
fí-asllelra, todos moços, todos an-
rfevendo um futuro cheio* dos
rftíitores triumphos, para. seus
riomes, e de grandes serviços ao
paiz, conjecturap*e toda.,a se*?
'lúi-ança pelo qiíè.ja haviam* íel-.
' 
tó, no cur^i''' de sua' carreira.,
Perde»ee, tambem, no desgraça-
do accidente o dr. Paulo de Cas-j
tro Mala, tão illustre pelos seus
predicados moraes quanto aeus
iiluatres companheiros de infor-
tunlo. Não poderia no momento
é' sob a pressão atordoante- da
desgraça descrever-lhes as b|o-
èráphias, mas todos vfis, meus
lóllegas, os conheceis: soo con-
temporaneos nossos cuja vida se
passou ars nossos olhos, todos
elles bons cidadãos devotados --.sp
.amor da Pátria. Com ellesper-
.deram a vida outros brasileiros
oue não cenhochmos de perto,
cuja perda, porém, lamentamos
sinceramente, cortados como ro-
rám aos affectos e ao bem de
suas famílias e k esperança 'da
Pátria. A nôs, membros desta
Câmara,, feriu, todavia, mais'fon-
do ainda, pelo conhecimento íhals
«Trieito que delle tínhamos pe-
, los laços de immensa af feição
-que lhe votávamos, a perda-do
nosso querido Amaury dô.-Mo-
deiros. Sentir „ perdida aquella
intelligencia fulgurante, que, ain-
da antle-hontem, em tão primoro-
r so discurso, nos distribuiu, como
tantas outras vezes, aa jóias de
'-súa cultura! Quem não lhe vo-
tava nesta Casa sincera admira-
ção? Quem não s& sentia domi-
nado da Tnais: profunda sympa-
: thia toda a vez que se approxi-
mava daquellâ tão interessante
personalidade e que lhe ouvia,en-
^.tfe sorrisos o sopro.de tanta,
bondade? Ao falar-vos delle des-
¦ite tribuna' para dizer-ivos, sr.
presldentd, e aos eollegas de Per-
nambuco, que a Câmara se sente
dominada por insupptirtavel anr
gustia, não exprime, nem poderia¦"èxnrimir, 
com inteira verdade, o
BOffrimento dos mous companhel-
*ros, nem o meu próprio. Cada
' 
um dlalles ouvirá as minhas pa-
lavras' sentindo qne é muito mais
intensa a sua dOr! B realmente
ê ella -tnexprimlvel. Quanta
crueldade neste golpe! Quanta
inclémencla em arrancar asaim.
brutalmemte, ao convívio doce
•em que aqui vivíamos, aquella
: mocidade rutilante e primoroso
escrlnio de bondade! Nossa dOr
. è inconsoli^vel, sr. presidente. B
¦sé om alguma coisavpOde suavi-
H-Ml-a o cumprimento de nossos
deveres para com os nossos in-
fortunados concidadãos, peço a v.' 
éx. que faça consignar em acta
què a Câmara dos .Deputados, pe-
los nopresentantes de todos os Es-
tados, tem o nau espirito coberto
,de luto. Peca tambem que se
dlgnft' exprimir, ao eminente sr.
'governador de Pernambuco es-
tes sentimentos,,como. por inter-
tnedlo defuma commissão, ãs fa-
milias de todos os-brasileiros que
>a morte nos arrebatou, nossa
solidariedade na dor que as aea-
brunhà.'
O sr. Henrique Dodsworth aa-
sçciottae âs manifestações de pe-
.sar, em nome da "jancada cario-
ca, teve palavras sentidas sobre
•a persqnalldade .dc Amaury do
Medeiros, Tobias Moscoeo, Amo-
." rtjso Costa e Ferdlnando Labo*J-
rrlau.
Q sr. Francisco Morato, em no-
me da minoria democrática, deu
adhesão de seu partido ãs e«x-
pressões do dõr • contidas no dis-
curso do "leader". da maioria.
A fatalidade que a todos nca-
brunha, exactamente no Instan-
fci pm que os brasileiros se re-
uniam para celebrar, em grande
alofrrla, uma das glorias da Pa-
tria — affirma o orador — veiu
transformar aquelle nimbo que a
envolvia no mesmo sentimento
de paz p de harmonia, em qua-
dro dc triste negrura. Em nomi*
das vozes democráticas que re-
presenta, assim como seus com-
panheiros, não podia deixar ilr-
appiaudlr o gesto nobra. do "lea-.
der" da maioria, mostrando qw
o luto quo cobro a Pátria não 6
Ã3 partidos, não de facções, mas
6, o luto, verdadeiro de toda a Naí-
ção. - ''' "., ¦ '" ' '." '.'¦ '¦ ' 
;
r-; Kmmbmiedo.seu Partido,.'pôde
dizer qúe o-golpe foi rúder-pará
eUe, porque perde varias figuras
importantes "*iue. *¦ rnilltavamv nan
.suas . fileiras. ' rNa dôr, .,pt>rént,
elle ha de retemperar-se,' ha rte
cobrar ahimb rpâra proseguir,; na
dOr ha de, • paraphraseándo, LI1
bero,Báàarõ, declarar què^mor-
rem democráticos, mas n^o mor-
re adefnocracia". '.
O«golpe, tambem *fol duríssimo
para a Pátria, porque • perde o
magistério' publico, trea. dos seus
membros, -professores da Escola
Polytechnica, porque perde'.&'Ca-
mara um dòs niais brilhantes e
sympáthicos' de seus . represen*
tantes, porque perde a Nação ai-
gumas dessas grandes lâmpadas
que a iluminavam'nos tristes
Instantes por que passa.
Suecedeu o Vleader". dft .mino-
ria ria tribuna o sr. Adolpho
Bergamini.' O. representante' ca-
rioca proferiu * as • seguintes • pa-
lavras."Succufnbid/ri, Sí. . presidente,
ante o rude golpe que nós íériu'
a todos, hoje pela manhã, ¦ quero'
tambem, no meu nome individual,
pois qué no nome partidário jâ'falarani 
vozes mais autorizadas,
exprimir .meus sentimjshtos d»'
dôr .pela perda de patrícios valo*,
rosos, pelo desapparecjmento de
amigos dedicados., ii.. , .
Os1 tres • illustres e' brilhantes
professores da Escola Polytcchni-
ca,' Tobias: Moscóso; Ferdlnando
IÁbourlau e Amoroso Cosia, senrr
tlain tambem, como nõs, o mesmo
ardor patriótico e pelejavam nà
defesa dos seus ideaes por um
Brasil grandioso.
Paulo de Castro Maia dedica-*
va o melhor da sua actlcidade
em prol1 desses mesmos idjeaes,
fazendo parte, com os outros, do
novel e já respeitável Partido
Democrático do Districto. ,
Todos ellep, * sr. presidente,
cWxam-me granãe saudade e pror
fundo respeito;, mas devo sinco-
ramente dizer que -nenhuip, cq-i
mb oí nosso querido. Amaury de
Medeiros,, abre na minhalma sul-
-cò tão profundo de magua ede
saudade.(Multo bem). Intelli-
gencia brilhante, cultura aprlmo-
rada,' operosidade invulgar, era,
como disse muito bem o nobre
"leader" da maioria, illustrçe
deputado, sr. Manoel .Villaboim,
acima de tudo,, um' grande co-
ração.' (Numdrósos apoiados)i.
Qualquer pessoa que delle se ap-
proximassé dentro som 
pouco lhe
era, amigo como se t> fosse de
Vslha data. Não tinha retlcen-
olas mentaes, não tinha restrl-
cções, não sabia cultivar a hypo-r
crista — era um franco, um de-
dicado, um bom. Amigo de seu
velho pae, que neste instante dje-
ve estar nllucinado pelo soffrl;
menrto, companheiro dei turma;
de seu querido irmão, Coaracy
fa Medeiros, em breve tinha ep,
a felicidade de ser amigo da fa-
milia; mas, de todos, o que mais'
veiu' a prender-me foi o Amaury,
b sympathico, o bondoso, ó sem**
pre sorriifente, >> carinhoso, to>
fasbinador Amaury, que, ,ainda
ha poucas horas, podemos ,dizeri:
encheu esta casa com os seus dis-
cursos brilhantes, todos elle en-;
cerrando lições proveitosíssima*
(Muito bem).'
Não sei, sr. presidente, como
alinhavo estas considerações que
não têm outro intuito senão o de
dizer a todos os companheiros,
a todos os confrades aquillo que
cada um delles sente no mais
fundo da alma. (Apoiados; mui-
to bem). 
'*':'_
Peço, porém, que os meus no-
bres collegasime permlttam lem-
brar tambem um outro vulto,
cujo desapparecimein,to áeplora-1
mos.. Abel de Araujo, jornalista
profissional, que: seguli' aquella
pleiade de «homens' novos, de va-
ler. nos quaes- ã Pátria tantas
esn_ranças punha, Abel de Arau-
jo, na sua nrdüa. profissão de
jornalista, acompanhava esses
nossos amigos, cuja morte tanto
pranteamos. Desejo, pois, que
as hòmenagfenâ requeridtast âs
quaes me associo die- coração, se
estendam até á imprensa cario-
ca, representada por Abel de
Araujo, conslgnando-se na: octa
dos nossos trabalhos um voto dè
pezar pelo seu falíeclme&itd.
Reiterando, sr. presidente, o
sentir cruclantePópô. Pres-
tamos inteira solidariedade. Mande no-
ticlas nosso pessoal."" 'A's *JS3 horas de.hontem recebíamos
umá minuciosa noticia do chefe dá em-
baixada, communlcaindó que o ntmo
pesi>oal .havia saido de campo perfeita-
mente bem. acompanhado do deputado
Sim6es Filho, do sr. Sylvio Netto Ma-
chado,-da C. B. D.*, Ivan Freitas, re*
incidente da Liga, e membros' da co-
lonia bahiana, qúe ovacionavam os nos-
sos patricios. . ' . •., ,
O player. Catnbarotla foi i machucado
fór Fioriano, ficando impossibilitado de
tomar parle em .'novo encontro;
Como o joro houvesse sido 'suspenso
entre o intervallo do i° e 2o tempo,
quando os cariocas se achavam vencedo*
res pur, i x o, teremos necessariamente
íe disputar o restante trn, outro dia
qualquer. '
A rproposilo, trago ao conhecimento
publico • que Jiimtem * «mesmo telegra*
pitei ao presidente- da embaixada, com-
municandoT-lhe que a Bahia si acceita-
ria nojío encontro durante noventa mi-
mitos, em caijipo neutro. Em caso con*
trario, a delegação embarcaria no pri*
meiro «vapor, porque não nos encontra-
mos copi garantias bastantes cara salva*
guardar os nossos denodados jogadores
dos impronerlos t das aggressSes de os-
üistentns deseducados.
Agradecemos IfiWante sensibilizados
as denionstracíes de conforto e de so*
lMàriedade que nos têm sido enviadas,
e pedimos ao publico bahiano que araar-
rie conlHantc .1 attitude decidida da Liga.
— (a.) Guilherme. Maitack, presidente
interiní." '.' ';¦'.' 
X »". ,a
um poiite, matando-o quasi instantânea-
mente.) • ' '•*¦, **¦¦*' / .
A pblicia do 7* districto compare*
ceu aõl local e fez remover o cadanrer
para 01 necrotério do Instituto Medico
Lefcal.'.,
7 ; v -*"* ¦—.
. Feridos em um desastre
--de auto
Oceorreu, domingo ultimo, um desas*.
tre dn automóvel na estrada Rio Pe-
tropoliE, de que .resultou saírem feri*
das a5 seguintes pessoas: José Cabral.
de 2t\ annos, brasileiro, casado, cm*
pregarlo no comniercio c morador à
rua Fürani n. 49, apresentando contu-
soes 4 escoriações generalizadas; Pau-
lo Machado de 19 annos, brasileiro,
empre pado no commercio, morador á
rua Marquez de Olinda n. 17. tam*
bem com contusõeB e escoriações gene-
ralizaijas; Zacharias de Oliveira, de
.11 annos, casado, brasileiro, emprega*
do noi, commercio e morador á traves*
sa Fepiandinan. *¦¦ com um ferimen-
to no; queixo e IStoriações generaliza-
das, e« Dulce dò Oliveira Bra»*'!, ile zf.
annos. casada; e tambem r^iitriora
na cisa acima, apresççtandu .crinien*
los nb frontal, su«percilios ,c contusões
e escoriações.
Toitos bs feridos foram «nr.corridos
pela Assistência.
O CASO DOS TELEPHONES
Tomos aemonstra4o com a
maior clareza nns artigos ante-
riores:
Io, que a preliminar submettlda
ao Supremo Tribunal encerra um
caso evidente de récursei extra*,
ordinário; ,
2°, que a sentença da. justiça
local carece de senso, jurídico sé-
não de senso commum.
Os fundamentos do recurso da
Companhia, jâ o dissemos,, são
cinco; Occupâmo-nos de tres, pre-cisamente os mais simples, os
mais ao. alcance do grande pú-blico, para quem .escrevemos. Os
outros dois . têm caracter • mais
technicos; são menos accessivels
aos que não cultivam o direito.
Seja-nos licito, entretanto, fa-
zer a um delles algumas referen-
cias, para mostrar que o recurso
da,Companhia encontra'apoio em
outras autoridades respeitáveis,
além daquellas de que dão noti-
cia as suas allegações.
Queixa-se a. Companhia de ha-
ver a justiça local, no exame de
validade do seu contrato, "nega-
do applicação" ao Código Civil. ;
Objecta a Prefeitura que, para
haver logar o recurso extraordl-
narlo, não basta que a justiça
local "negue applicação" á lei
federal; ê ainda indispensável qutnos autos se tenha questionado
sobre "a vigência da lei ent. faceda (?onl.iittt^çõo".,
. A isto replica a Companhia que
à razão fundamental do recurso,
a sua razão mesma de ser é a
recusa dé applicação da lei, poisé este o. acto que propriamente
offende a autoridade da União.
O debate sobre,a vigência é ape-
nas a oooasião ou o «lotiuo appar
rente desse ataque. B' um ele-
mento secundário. Se a justiça
local deixa de se manifestar so-
bre o. vigência- io acto legislatl-
vq, ¦ nem por isto o recurso per-de a sua pertinência, comtanto
que a-sentença tenha "negado
applicação" ã lei, pois em tal
caso a soberania legislativa ¦ da
União não deixa de ser ferida
por acto de. um poder subordi-
nado, e necessário se torna que
o Supremo Tribunal a restabe-
leça em sua integridade. Final-
mente a cláusula "em face da
Constituição" . refere-se tâo sô-
mento ao debate sobre a valida-
de, nada tem. que vêr com a vi-
gencia, a qual, para não cair-
mos no absurdo, deve ser enten-
dida não só no sentido da exis-
tencia jurídica da lei senão tam-
bem no da sua applioabilidade d
espécie.
Pois acabamos de encontrar es-
tes mesmos princípios pregados
pela excelsa autoridade de Clovis
Beviláqua. Não é um advogado
da Companhia e é. o nosso júris-
consulto máximo, notável pela
sua excepcional envergadura ju-
ridica como pela' sua Impeccavel
compleição moral.
Em assumpto ' inteiramente
alheio ao caso do» telephone», em
uma questão de patente de in-
venção, eis o que escreve o pre-
claro exegetá da nossa Consti-
tuição:
"Por força deste dlspositl-
vo constitucional (o artigo
59-60 8 1° lètj a) haverá, re-
curso extraordinário sempre
que' a decisão do tribunal do
Estado negar applioação a
uma-!lei!.federal,' ou,.porque
não a copsldere vigente, ou
porque a. tenha por «om, var
. lor em face da Constituição.
A CLÁUSULA eni face ãa
Constituição ''.— SO'MENTE
SE REFERE À' VALIDA-
DE"'DAS LEIS:i; .-..•*. A vi-
gencia não se relaciona dt-
reatarmettte com. a Constitui-
ção; A. justiça do Estado' 
podo n9o applicar - certa lei
federal por entender que está
revogada, OU QUE NAO
REGE A ESPÉCIE. Se o
, tribunal ! do Estado pronun-
cia a nullidade 
'de uma pa-
tente dei Invenção, nega ap-
plicaçãoí-S lei federal, que
declara essa materia da com-
- petencla • privativa da justiça
federal, e nega-lhe applica-
ção por não conslderal-a vi-
gente para reger a espécie
examinada. Não.se questlo-
nou sobre a constitucional!-
dade da lei, caso em que te-
ria- cabimento o recurso ex-
traordinarlo;. questionou-se,
porém, sobre o vigor da lei,'e o tribunal do Estado,, con-' slderandd-Be competente; para
um' casoi em.que à leio de-
clarava Incompetente, restrln-
glu «• eflficàeia da lei, modi-
ficou-lhe o preceito, diminuin-
do-lhe ' a. força imperativa;• negou-lhe applicação AO CA-
¦ SO CONTROVERTIDO, e,
a&4m. julgando, abriu, dò
mesmo ttyõdo, a porta para
o recurso extraordinário."
(REV. ORIT. JÜD„ vol. 8,
n. 2).
Eis a opinião oracular de quem,
nío tendo interesse algtmX na
questão da 'IAght, é ao mesmo
tempo o ponto culminante das
nossas letras jurídicas.
¦ Não basta:esta autoridade?
Pois aqui está outra egualmen-
te digna a todos os respeitos.
Oacc. n. lt.685 de 1923, con-
firmado a 12 da maio de 1927, já
depois de prormãgada a Reformo
Constitucional, e do qual fói re-
lator o eminente sr. ministro
Arthur Rlheirò, admittlu .0 re-
curso extraordinário .num* caso
em que t.enhurm áebate se sus-
oitara sobre a vigência áe qual-
quer lei federal, mas em que o
juizo loodl "não applicou A' ES-
PECIE o art. 1.728 do Codlg-o
Civil, tal como tem sido enten-
dido por este tribunal, em júris-
prudência uniforme 
'e lterativa-
mente firmada".
O coso dos telephones é per-
feitamente idêntico ao que aea-
bamos de summariar: a Compa-
nhia reclamou desde o começo,
com a maior insistência,' a' appli-
cação do Código Civil no julga-
mento da validade do seu contra-
to, por isto mesmo que éo Co-
digo•'-Biy .'• •x____\^__Wm ''"
- I___________S______Pf a' ^Bv ____________^___^^^^i@^ííâ_________l __¦
im^m _______E#0i?__§-íí*_____! _B___. __H___ ' ^____l _H
W_ Mfàr-'" _j__\ _W' B ____r _____¦ ___¦
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Ji0'Jrj'JL ¦.. S ¦•Sv.ííS;''ú;ir •'*1^'-.'>'_!fVi''!'''_..___f'; . ''''•'á_____B _____?Mv_?»,,í_S 'l . _3_s_!_E_________s -SSJBw '_¦___________ H^**-^W-Ik *¦
1. /'^'-_ÉÉ|_______—_________;í;,,T- -"-' JJ YJhtfifi'-W -I&Ím_____' -^-1'^ _P9_^n^^_n_____
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í1iS|^Sl_____MB^'*íi^^_S!^uí'' Vy^ 'x / ^^é '
E™_c'*™f^' *¦¦' í'is_'1 f'''' "'*''trV*^^"^^^^'_t___Lf_.._i!'* r-Bt-^ " í '* '4(í«-
l'; _Wl__¥- M_^_l ___ il I ____m__H _B I
__________________ H5___5 mmmm ¦^__-____-B-b___««__«__««í_«_«««™»"¦.¦•¦>.¦". - .. ¦. -.¦ :rj ~: 
j'SS' 'V',' SSS'
O piloto Paschen e drs. Amoroso Costa e Tobias
uni meeanlcp .do "Santos Du-f
mórit"',' o qual, mortalmente feri-
do, lútávfc pará-.£air- ãp .apparei
lho. 1 - ¦ -. ' . ' :'•¦.¦.-
Esso mecânico, - brasileiro, , nai
turai dé Sárita fCatharina, foi con.
dúzidò pára o Hospital dá Mari-
jiha, onde falleceu pouco depois.
NO LOGAR DÒ / HORRÍVEL
DESASTRE "\
...iJLèi^S:
:Um' dos" mais.recentes retira-
l tos dov-dr, Amaury ¦ de'.-'¦¦ '*r Medeiros -«.
• '¦;- .-.$•: J 4-jl- ', :¦;- ;f. ,f .:
cofn as'deçlarac5es âój comman»-
Santo ;dòf"Guanabara'"-* que dlssè
havéç/iflsto oi"á^párelho descer
pràcipitádonentejjMn-'' "panúê"
no mptpr, •', f 
~ 
j f:.
.f.0 p&òto dq.."SantosfDumont",
PacHeni teria iqyerldo descer sò-
bre âs.agúás, ffuárido. outro im-
previsto sobrevirá e oceasionara
o terrível desastref
COMO aFÍCOU ASSIGNALADO
déssé modo aa-
slgnaladó ò locai.*Em'seguida,' os
marinheiros íEáncráclo ..Cândido
da Silva e Manoel Elysib Bomfim.
quo so encontravam a bordo de
ufnáflancha do destroyer "Amçuio-
nas", dlrlgiraniise ppra àU-e, ati-
rándo-s» Ã áitúa. ainda1 salvaram
Verificado ò (desastre, dirigi-
ram-se pára'o local embarcações
sem oontaj levando em-seu abordo
multas- pessoas, não. sodas fami-
lias das- victimas, corho tambem
amigios,1'jornalistas, curiosos, etc.
Sfatre'essas embarcações 'viam-sé
:dlvér__s.da:Marlrlha._Iacionàt,,es-'
tas conduzindo pessoal apto a fa-
zer-iuctuar o avlãó.'-. Ali' estavafti tambem òs, minis-
iròs-.da Marinhado dá VlaçãiO,, proJ
videnclarido ;sobre ás medidas de
urge-icíá,' nécéspáriasféni tal oa-
so.' Fará' ali se transportaram
ainda' membros da família La-
boúrláú, com oLseu chefe,,que.de-
soladamente acompanhara o tran-
^correr'dos trabalhos;
i fA-tòdòs 'commoveua chegada
do- dr. Ferdinando Labouriau, . o
qi^al,' eritre' as mais dolorosas ,pa-
lavras .deiconsternaçãò,. iámerita-
yá a stírte do seu desdltòso fl-
lho.,:A;..'•':->'-í;':-"''-' ¦-."'¦ ,
/Deputados,-'representantes tKtjP
ciaes,. todos acompanhavam ' sòb
á v maior Uiriprèssão ás trovlden-
ciaspara s. fiuctuação do appare-
lho . retirada dos corpos.
'¦{ QS' PRIMtelROS OBJECTOS
% S-J ; ACHADOS '
As pessoas das lanchas que pri-
meiro accorreram 04. local do iii-
nistro. ainda viram parte do avião
fora' ,dà' agua. Logo depòisiiViPo-
rém, elle lmmergia completamen-
teji:Vin,dò"á. bólár, então, urii cha-
péo- de .feltro.' Recolhido, foi. ve-i
rificado existir na carneira ..as'
iniciaes ,F. •!_,, o quê indicava
pertencer fò mesmo ao dr. Fer-i
dlnando Labouriau. Pouco depois;
era-tambem vista sobrenadar uma
almofada do apparelhio e, mais
tarde, um. escaphandrista reco-
lheu no fundo do mar outro cha-
,péo de. feltro, de cOr ¦olára, com
ás iniciaes Af. M., devendo per-
téncer, assini, ao dr. Amaury de
Medeiros. '. ' • ,ff
OS QUE ESTAVAM A BORDO
JJ DO VSAÍCTOS DUMONT
''' Àíêm da tripulação, o 'avião
slnlstrad.0 conduzia a seu bordo,
pomo passageiros /o major Eduar;
dó Vallo,' Frederico Oliveira Coú-
Unho, Paulo dè CastroMáyá, Fer.
dlnando Labouriau Filho, Tobias
Mosoòso, Amaury do Medeiros e
Abel de Araujo e senhora.
A suá tripulação. era I composta
dás seguintes pessoas, cujos dados
-lographicos são estes: ,
Ai W.- Paschen — l4 piloto f—
Nascido èm 7 dèf junho de 1002, na
Allemanha, tinha, portanto, 26 an-
nosff Çomf grahde fprátlcá da avia-
ção conunerclal, tendo, em seu
pai_ natal, dirigido apparelhos nò
serviço commercial, Paschen ins-
crevera-se entre os pilotos da
Kondor Syndikat, em 9 de mar-
ço dot-corrente anno, tendo, nes-
te lnterregno, realizado constan-
tes viagens a Porto Alegre e oú-
trás capitães. Era solteiro.
Rodolpoh Eúet— 2" piloto —
Nasceu no Rio Grande do Sul, em
1888. Era negociante em ¦ Porto
Alegre, o o seu grande enthusias-
mo pela aviação Jel-o embarcar
para. a Allemanha, onde conseguiu
o "hrevet" , ;'
:_-_ . Xjf^M__n_. -_- -' '._>-" '..,'- ' ¦%r...- '____—_—-
HS ____B>^'-^:p - , r J ^Stw *.*jZ '•t''- ^'^-_^^_^__?^_^_t^^v' - ' ~' - • .--¦:.".
_f___l H__k--i' ' - -" . _ *L~ '¦'¦-'l-Ji^'- ':.'.* /"-^'íJVÍFÍE^^ Í5ü^uí>'I. ^jlM-
______fS^^^^_S_^«___i MKnfiS__WM*M&?rL S^*'*jj'* '*'* «___*B__Sl____t__l -- -_fi_______K*^____f__iiÍ^r-'_5Sr,: ^'-fi__H_______-_Kv_Jí"^'"¦'•i~íX~^¦'"¦" . '" -1
WJ- •"x'_I
^^ISp!-____________ai' ''^/iS - -•¦^í_^^?Ét**,*^ •' * *
] \_\ j*ÉÍ_____Sr^- ¦ ^r^^vf^^^T*****"^'' "' ^li -S -\ Ia'¦"¦¦'' ¦ '"x^-J 
^W£i_-S _____-__E_______í____9-F ' ^ • í- - -J^çSfe-^í*;^.^.: _¦-,.';.*'¦?-.¦¦¦ - "fjv tí*^. __.. -vVtS I
_J_M______cJ______^v^__)_^__?_^i__fc-B___w_3_______t^ - ; -:~T ¦ f "y ^'*^y^f-^*™^"l_TfBI__l ____£$*>- i*m~itáti' *-**^T-f*T7^r^i^^">'ÍMViiiiÍr¥ -"' Y;'^' Ci- ' - 'í'^" -: ':l
\____W^M^''l'-'i~-'S:'J'y.¦.:'*-:>'.'.;•'>'* " ¦-'¦ "*-^%^_t£__S_______>___""¦ ¦ ¦¦ '¦ - -~"-:í
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V "jsaiiio» jjUiuuiiÇ' evoiuuuiuu soorea Guíuiabara, moineiitos àutes dolioiTivelaccidentò
'-"Rétofnaniio ao' nòsos' paiz em
outubro ultimo, -Euét' entrara pá-
ra o serviço da Kondor,.'como 2o
piloto. Éuet era. viuvo; ,'
Gustavo Butzke — Mecânico —
Nasceu em Santa Catharina, ti-
nha 25 annos V entrará para a
Syndikat Kondor" Lhnlted/em de-
zembr.õ de 1927, como mecânico
de bordo, com'récoinmendáção do
minlstro Vlctc* Kopder. ' 
;.(
Butzke, foi. ò tripulante dofap-
parelho retirado alridá' com vida
de sob as águas. .Butzke era sol-
teiro;,; :• ,• ,
Walter Hasselof ~ Mecânico —-
•Era,natural da ,Allemanha;"onde
grarigeára grande fama cornoCivil a u»toa lei què pôde
estatuir sobre esta materia, e a
Corte de Appellação, "restrin-
gindo a efficacia desta lei", "nio-
ditiéando-lhe o preceito", "dimi-
nuindo-lhe a força imperativa"..
"NEGOU-LHE APPLICAÇÃO".,
O accordão do sr. ministro Ar-
thur Ribeiro offerece ainda so-
lido apoio a outro fundamento dc
recurso da Companhia — o da
lut. o; mas não vem a pello, ho
momento, tratarmos deste ponto.
Por agora," queremos apenas re1
ferir-nos ainda a uma. pbjecçãc
opposta. pela Prefeitura ás ru:
zões da Companhia.
Mostrou a Companhia longa-:
mente que a lel^n, 939, de .1904
é local; que,' dispondo sobre fe
validade dè .contratos, Invadiu
uma esphera de acção privativa
da lei federal. (Const., art. '34;
h. 22); que, assim, não tem va-
lidado em face da Constituição t,
nnrtanto. não podia a justiça lo
cal' appllcal-a á espécie da cau
sa. Tendo-o feito, ,cabe ao Su-
premo Tribunal restabelecer a ór-
dem constitucional violada.
Na demonstração de que a lei
n. 939 é uma lei local, a Com-
panhia citou uma tluzia de accor-
dãos do Supremo Tribunal, se-
gundo os quaes, para o effelt.
do raiurso extraordinário, não se
consideram federaes as leis que
comquatUo decretados pelo Con-
gresso Nacionat, servem apenaf
para regular serviço» regionaes.
A. Prefeitura insurge-se contri
esta jurisprudência e, para en
íraquecel-a, agarra-se com are?
trlúmphantes no accordão de lí
do agosto do 1919, publicado n>
REVISTA DO DIREITO, vol. d'
pag. 275.
. Mas 
"como 
o diabo as arma!
Este accordão a' que, em deses-
pero de causa, se ampara a Pre-
leitura, *;é a confirmação clara,
palpitante, insophismavel daquellâ
jurisprudência e, por conseguiu-
te, do que affirma a Compa-
nhia.
Eis, oom effeito.-o que declara
o citado accordão: , ¦
'*'"';.''- . 
¦
"O que dá 6. lei- o caracter
r-.
viços do Dlstrloto-Federai — não
ê evidentemente mdterla do in-
teresse da união, mas apenas do
Districto, ; ;
'Logo 
(esta maldita lógica tem
ás vezes conclusões latordoantes)
logo a lei numero 9B9 ê uma lei
íocal, e como á lei local, na phra-
se da própria Prefeitura, "falta,
ex-vi âo nosso reglinén constltur
cional, qualidade jiara estatuir
solire a validade deis contratos*?.
seguG-so 'quo neste ponto a lei
n. 939 é inconstitucional, e como
a justiça loool a declarou valida,
induWtavel é que ilo mesmo pas-
so abriu caminho !ao recurso ex-
traordinarlo, de qúe lançou mão
a -Companhia.
A evidencia inilludivel deste
fundamento do recurso jâ come-
ça a tirar á, Prefeitura a posse
de si mesma. Vemol-a jái quasi
reduzida aquelle estado de incon-
sciencia em que declara ter assi-
gnado o contrato üe 1922... Pro-
va-o o ardor, com que, procura
por todos os meios destruir, aquel-
le fundamento. Mal acabamos de
vêr a' citação de um accordão
contraproducente, e logo analo-
ga átrapalhação se nos depara.
Affirma. a Prefeitura que o
illustre patrono da Companhia, o
eminente sr. .Epitacio PessOa, em
um dos seus pareceres como *pro-
curador geral da Republica con-
siderou federai a lei n. 1.021, de
26 de.agosto, de 1903, votada
para regular negócios do Distri-
oto.
O facto ê verdadeiro; mas a
lei n. 1.021 de 1903 não regula
16 negócios'do Diftrloto, e sim
de toda a União.
Eis aqu| a sua emenda, extraiu-
da do arir. 1":
"Manda applicar a todas
as obras da competência da
união è do Districto Pederal
70 dec.'816..." w.v.-s ¦: -
¦MUIto pede a causa da mora-
lidade o do direito.
(Editorial da "Gazeta dè No-
ticlas", dé 8|12|28.)
A NOSSA CON1KA-C0NTES-
TAÇÃO SERÁ FULMINANTE
Hoje, ás 3 horas da tarde, .0
procurador de Minervino, o dou-
tor «Castro Rebello, professor. da
Universidade, fará a cpntra-con-
testação, ^esfarelando as allega-
ções do sr. Carreiro. A nossa-
resposta será fulminante para
aquelles que desejam a victoria
através de actas. nullas, para
aquelles que, como o sr. Carrei-
ro, têm a protecção de conhecidos
bernardlstas como o sr. Julio
Cesario... • . •
O eixo da hita em questão re-
side' ha- acta da 8* secção do Eí*,i
pirlto Santo. O próprio rival-de
Mlnervlho confessa, que , nella
existem votos -a mais. Ora,
penhum homem de consciência
poderia apurar uma acta seme-
'hanto. A Junta derrubou-a por
unanimidade. Seria,íuna vergo-
nheira o Poder Veriüca('-or ^Pu"
ral-a.
O diploma de Minervino é legi-
cimo porque essa acta' é nulla.
E é nulla por. que tem votos a
mala!;
A «lelção tem de, fazer-se atra*
vês de actas verdadeiras. « nun-
ca de actas falsas, com votos
d mais. 1, 
' , ¦
Nã» se trata de uma questap
secundaria e sim de uma questão
fundamental. Minervino foi não
somente o diplomado mas.tam-
bem o eltito. Considerâmol-o o
eleito desde, os primeiros momen-
ros, conforme declarações cate-
gorleas que fizemos n"àO Jornal-
o n"*0 Globo".
A Junta, procedeu com. lisura.
De nenhuma fôrma poderia set
parcial comnosco. Deu o diplo-
ma ãò' operário. Por conseguln-
te, os .trabalhadores .não devem
permittir, sob pretexto algum,
que esse diploma seja rasgado.
Nem um voto sequer, nas pro-
ximas eleições federaes, para
aquelles' que, directa ou- lndiro-
ctamente, tentarem dilacerar o
diploma operário! Qúe a menor
tentativa, de "degola" encontre a
máxima repulsa no .selo dos tra-
balhádores! .
Ahaixo os políticos reacciona-
rios! Abaixo a acta nulla da 8*
secção do Espirito Santo! Viva
o reconhecimento dó intendente
operário Minervino de Oliveira,
eleito é diplomado!
Trabalhadores! Mulheres tra-
balhadoras! Todoà firmes, duros
e irreduetiveis!• 2 — 12 — 1928 *, — A Commis-
são Central da Camvpariha Elçi--
iorál do Bloco Operário e Cam-
pone».
OS "LUCROS" DO BANCO¦¦ -r DO BRASIL-^-
O Banco do Brasil tem pago
a cada .um de seus directorês,
nestes.últimos tempos, a fabulosa
somma de setecentos e vinte con*
tos, annualmente',
Para jugti-icar' esse dispendio,
afflrmá-se, no papel, que os lu-
cros do banco ascendem a som-
maa coiossaes,
.A verdade; porém, é que para
se chegar a ssae estado de coisas
adoráveis para os felizes directo-
res, se" computam como lucros ps
descontos feitos1 nos empréstimos
Msb muitos 4. dos devedores do
banco, antes do vencimento dos
titulos, estouratn, de sorte que,
am vez de luaro, a maior parU
desses descontas deu prejulío.
Pouco importa, porém, uma vei
íue a porcentagem para os ma-
gnates é, desde logo, calculada so.
bre esses lucros.
Tòda.a gente vê que todos esses
çrrandes lucros do banco--são•ibsolutamente fantásticos, tão
fantásticos ,-como o saldo lòrça'
nentarlo, engendrado pelo Braço
¦Porte... i
Depois, não se', comprehende
como possa alguem auferir, neste
•alz, os ordenados di> 720 cbntos
«nnuaes, quando .devemos* os
olhos da cPfl-a; e, se o banco
offerece tão granãe resultado,
mais natural seria suavlsar a
taxa dos descontos do què encher
o bandulho de uns tantos ban-
quelros Improvisados.
Tiu contos, por anno, 6 fantas
tico!
ACCIONISTA •
VICTOR KONDER,
OPADRONISADOR...
Falou-so ha dias, e insistente-
mente, no afastamento do senhor
Victor Konder do Ministério da
Viação. O alegre catharinensp
teve, áo que se soube, um sério
entrechoque com o Inspector com-
mlssionado de estradas de roda-
gem, o dr'. Joaquim ThimotheoPenteado.
O engenheiro paulista julgan-
do absurdas e inopportunas as
.ntervenções do sr. Konder na
suá repartição, levou o facto ao
conheclmento do . presidente, da
Republica, , solicitando demissão
do seu cargo.
O sr. Washington, poréni, que
ií velho amigo do. • sr.. Pen-
teado, não acceltou o seu afasta-
mento, tendo chegado a Interpel-
lar o ministro da Viação sobre
as,suas attitudes relativáriiònte ao
.serviço de estradas.. Estomagou-
ae o sr. Konder, mas, coni^sui;-
presa para aiquelles quo foram
Informados do incidente, s,', ex;..
continuou no seu ,posto... ..
Mas o jovèn ministro' da Via-
ção terá de ceder aos desejos dp
Cattete que 
' o' quer 'ver' pelas
costas. Os seus afetos,«alguns''vei-
iladtiramente '-absurdos, tocarão
os nervos- do sr. Washington..!.
Ainda. ha dias o '|s'r;.' Kòrider
realizou uma dás suas interessari-
tes; pilhérias: querendo dar a va-
rios dos seus amigos, na maioria
engenheiros da Central, lindas
commissões e- pingues vencinien-
to3,collocou-os • no-7 seu gabinete
para o' estudo da "padronização','
do material ferroviariol',' .'•;
Que padronização será essa?
Se esse estüdó rylsàr a adopçãp
de uma bitola ¦ egual- pára todas
as ferrovias .do.-Brasil, — o que
facilitara o trafego njutuo ^— en-
contra desdp.logo.üm impecllho:
as estradas dé ferro do-. Brasil,
quasi todas, são.r propriedades
particulares-de' empresas 
'nacio-
naes oü estrangeiras!
Como poderá intervir, nas mçs-
mas,, o ,sr. Konder? * '¦' ¦'.';,':
Decididamente;. o iminlstro Kpn-
der -é. um formidável amigo dofe
âeus amigos, 
'mas, 
com a pratica
que adoptou, augmentárâ cada
vez màls o "déficit" já fantas-
tico do',séii ministério.
(Do* O Combate, de São Paulo
de 30-Í1-9Í8.) . ¦ \...;
A PEQUEM; NOTA ;
5 
¦**, iRIO, 29—11—928V-,
A grande questão
Nos meios políticos tudo 0-què
não se^ relaciona com a súcces-
_âP presidencial já vaé sendo
con«3lderadó assumpto secundário,
O governo. fica« livre1 do faier P
que entender, rpols todos os par-
tidos estadüae..' todos os grupos:
e leaders se esiorçam para ceder
ei^i tudo logo qüe -. não se com-
prometiam para a questão -maxi-
ma. Todos se reservará para b
facto capital. ,
O presidente Washington -vae,
portanto* gozando de uma,força
cada ve«'>maior. Todop 'os gru-
nqs estaduaes estão por necessi-
dade, habito e outras' coisas,
sempre submissos ao presidente
da Republica;' Mas,- neste mo-
mento. esta pubmlssão ,tem .tapi^
bem por fim fazer á vontade-do
presidente, de modo a terem pu-
tra liberdade de; acção na hora
da decisão suprema.
A calmaria é completa, O sr.
Washington pôde dispflr do Con-
gresso e'dos partidos estaduaes
para tudo que lhe vier á cabe-
ça, mas não-ê Impossível negar
que os "leaders" dos principaes
Estados estejam esquecidos que
para o anno virá a grande re-
solução.,
A submissão represpnta o de-
sejo de ser agradável ao presi-
dente, para que elle não co*ili*a*
rie as aspirações do. cada grupo,
partido, ou "leader"! Entretanto,
ha chefes qüe • estão vigilantes
de que na- hora, se não forem
satisfeitos, sâo capazes de pedir
outra solução,' uma solução diffe*
rente da que o Cattete anda no
Intimo a preparar.
Temos a impressão de que o as*
sumpto máximo ainda nao foi
tratado officialmente pór nln-
guem; mas tèmoB tambem, por
outro lado, elementos para acre*
ditar que os maiores "leaders
di. politiòa nacUnial n&o pensam
cm -iitra coisa....':'
O factor predominante da poli-
tica nacional é, sem duvida, a
vontade do presidente: mas essa
vontade tem sido, ém algumas
successSes, contrariada' e venci-
da. Não ê possivei confiar sem-
pre na repetição monótona dós
mesmos factos. De vez em quan-
do, as coisas/ mudam! E' tempo
para contar tambem com lim fa-
ctor Importante — a opinião
publica. A prova da existência
desse factor está no. dinheiro
gasto para fortificar ,o situaclo-
nlsmo paulista o ná capitulação
dos chefes cariocas, no caso do
.•icop.heclmerito dos seus inten-
dentes. — X.
(Do "Dlarlo. Popular", de Sã?
Paulo.)
0 FIM DA MAIS ANTIGA SE'
-DO BRASIL-
'.¦'.-. ii ...-.' ' ¦
"Recebemos ha dias a offerta-
de numerosos exemplares de um
Protesto contra a, Demolição da
Egreja Ai Sá, assignadõ por 67
nomça. •,-
São médicos, professores, advo-
gados, homens dè sciencia è»de
letras, a quem o zelo das nossai,
tradições impelle a declarar, de
publico, o seu protesto contra, o
lmpatriotlsmo dos inventores da
necessidade de demolir a Sê, — a
que' substituiu á Sê de palha.
Contra o argumento ae qué
ella está se desmoronando.e exi*
ré muito dinheiro para não ruir,
causando prejuízos .Imprevisíveis,
podemos agora contar com o
apoio dos seus espontâneos Advo-
gados. , jirceblspo
e dos intelleçtuaes da Bahia que
subscreveram .0 referido pro-
testo." • . .
(Da "Era Nova", órgão catho-
lico da Bahia.)
0 RECURSO EXTRAORDINA-
RIO NA QUESTÃO DO CON-
TRATO DOS .TELEPHONES
As companhlaís recorrentes
usam de maneira* extranha para
argumentar. . Não ha evidencia
que reconheçam;'- não ha' verda-
de contra a qual 
'não se Insur-
Jam, não ha preceito constitucio-
nal Pu legal que n^j falseiem.
As leis de autorização não sc
confuridertú. com os actos autori;
zados, ;;e, 
' 
asslpi,.'..autprlzada.. a
administração -inbllca ra celebrar
certo Qontrató,-A lel,-que o-auto-
rlzou, do contrato •¦'rímane sem-
pre distinta (.Raccloppl & Bri-wei-
(i, "Comm. alio' Státuto-delvRe-
gno, voI.: 1, § 73, nag.r Í8Ç'Or
Não se pôde, portanto,*. .duvidar
que o. contrato de 11 do setem-
bro do 1922 e alei n. 2,560, de
iT9 de d«3zemhro.-dé 1921 têm,, cada
um delles, "uh'entittl própria,
tm eslstcnza * dteíínío" :\Donatl,"Atto tíomplesso, Atitorlzazlone,
Appràvazione no. Arch. CHurid.,
Nova* Serie, Vol: 12,¦ !;pagv:. 88,
n. 9"): ' Pois,.'rtudo- isso^^nãp
obstante^ ¦ e,. ademais, sábedoVa».
melhor qué -ninguém,, não haver
no contrato ümá s(5''cláusula,
onde a lél' tenha sido. a.bon»'frdl-
zer reproduzida "insistem em rque,
annüllad0:,p, conttato hãP 'fói7an
nüllado; senão, çinnullada*' 
"á. .lei,
que o* autorizou!'.' «.'¦. •' -••;¦' .
,0 accordo, recorrido' " timbrou
en» ásslgn^lar r"" a Fazenda
Munlclpf|l não v^ihl "a.nullida-
de, dá lei, ii. 2..B60', de 29. de
dezembro de* 1Ô21",' mas,' .a. do
Contrato, de-iil^de* setembro de
1922í,r'.Accá-escentoJi ,*Vdistinetos
qué; são. os contratos/das leis dt
autorização,'á nülllàpde' delles ln-
dei^endéhte dá nullidade da auto-
rlzação, nem' com .' autprlzaçãp
perfeita e 'acabada 
pelasancçã^
pôde; interferir.". 
'Assim ' 
acçres:
centou, reproduzindo a lição! una-:
nlme dos tratadlstas,, e segundo
resulta.- do . simples r senso com»
mum, que. está, a-bradar: "l'au-
torlzzázlone*-,-.:¦;non ha per se
stesáa, .onclie. se * occflraato de
linà publiUoa->:aitti)ritá, . vírtú, tíi
legffltimare, antcilpadamante aU
cun' vfaio' delVatto ' aulorixzdio,
contro 11 quale rrlmangoho .pspé-
riblle.. tutti ,i -.posslbill; remedl.
vuol «^erarchlci... Anchfe. per le-
aütorizzazloni legislativo vale lá
regola generàíoV;.".. :- ',¦":• {¦
Contra . ã verdade material. • £
palpável dos aütcJ, teimahi, emi
pacám,. aá*rrècor.rent'e» ètn qtie' a
Municipalidade pediu em juizo, e
*s sentenças decretaram, a nullif
dade da lei!.'* ,. X, ,2
• .À Constituição 
' determina, ;np
art. 59-60,' § .1, letra; 1), que,.das
sentenças das justiças 'dos¦,"Esta>
doâièm u^ima instaricla haverá
recurso' para, ,0 Supremo Tribunal
Federal,' "
venwii' dos Estados em faíe ..da
Constituição ou- das leis.federaes,
e á decisão do .tribuna^ do J3s-lado considerar validosr;. eéses
aotos óu essas leis impugnadas",
Para enquadrar o ihcablvel-re-
curiso no dispositivo eonstltuolo«-
nal, forjaram as companhias wm
acto do governa. m.wníoipaI, Qual
é esse actot "A acção movida
contra as. com,panhias",; d'zem,
"não surgiu na arèha judiciaria
como produeto de geração espon-
tanea. Ella foi-proposta por,de.-
fevminaçãp da Prefejtura. Tenha
Siílò' 
'estáí 
detè*mlna4Spr 
., ' ,
O müplciplo, - para demandar,
sendo Átttor, comparece em juízo
na pessoa do Prefeito, qüe se faz
representar -pelo Procurador-dos
Feitos ¦ a qué. tJi4íTio_tir a acção
(lei n. ,85 de 20'dé-setembro dè
1892-, art. 37; decr. ex. federal
n. 1.198, dé 31 de dezembro de
1892, art. 2"). De que modo o
Prefeito, outorgou es-vi legis a
representação judicial do munici-
nio, em determinada cáusá, a um
dos'ProouradPr'es dos Feitos, pra-
tica octo, que possa ser árgúldo
como infrlngénte de> qualquer
imaginável preceito dá Consti-
tuição?.
A acção, sim,' que ê proposta
pelo município, na pessoa do Pre'
feito, representado este . ha fôr*
ma da lei, ê que pôde ter pedido,
cuja "constltucionalidade so dis-
cuta. Mast em tal'caso, não.ha
como contestar,' a Incoustltuclo-
nalidade não é da .represfeíifoçõo
indubitavelmente ilegal, senão do
mesmo pedido na aççãoi Ora, ,se
a Illegal representação do muni-
olplo daria apenas .ensejo, a ar-
gulr-Se a .nullidade do processo
(InottpocMíKíe oú i!íeplHnt.ido, o acto do governo local
na designação dò Procurador,
dos Feitos, a outra Invenção, èn-
tretanto, arguida há controrie•
monleos e independentes entre
si". E' certP que "concretizou
no dlsposltjvo do art. 16 a, theo-
ria' tradicional da soberania''
iAurclino fjcal, Th. e Prat. da
Const., p. 209). Ora, arredados
todos e quaesquer conceitos de
ordem metaphysica, Na sofiéronin
significa um poder que se exerce
jure próprio, sem depender se-
não de. sl mesmo . (.Gooley, The
Gen. Principies of Const. Law,
3» ed.. p. 20; Black, Const; Law,
4" ed., § 9, p. U: Willoitghby,
The Armer. Const. Syst., p. 4!-
¦Jcllhiek, L'E'tat Moderne et son
drolt, trd. fr. Vol. I, p. 126;'Fischba-ih,' Teor. Gen. dei Esta-
dp, • trd. hesp. p. 84; AficcIH.
Dir. Cost., 2' ed., p3. 134 e sejgs.;
Filinto Bastos, Dir. Publ., pg. 37
e SegS,). ' ,.
O' que . significa çelátlvamente
ao.Està^d: : .
'. 
J "che ésso rion deriva da un
•' aitro ordlnamentò, ma sl pone
. •.; ,e sl."modifica' dá sé e qulndi
., ha 1 qnar efficacia e. valldltá.
-. che non gil ê communlcata
dal dlfuorl,'má ê'puramente
Interna. J,'ordlnamentò ln-
vece dei COMUNE. o ,di„ ur
altro- ente terrltorlalé, che
-non.slá Stato, trova,sempre
Ia sua fonte, immediata in un
ordináníento supèrlore, cbr
- pel Oom.,/.he, ad. es.; e quei-
lo statalei * esso,, per'¦-'¦¦con-se'
âuenan wm è -originaria o
novrrmo;- sl. contrario 
' 
jTórdU
, namento dellp Statç/è sovraf
nó áppünto per-çhê,,meptre• éssò non dtpende dá nessun
aitro, .vieé-versa, :,e dlnendo:
po-tuttl p?i altrl che, hantilt.,p. 92;- foão'':Barba-
l/ip.iComms. a CoristvFedrr'Br.,'2" ed., ps.714-R; tíàolè'u[
.' obr..* cit., 3*. Pd.,' 1898. pi 21 i- .Black, obr'!. cit.. 41 edi,,S Ui
, P. 19;'JlftMiro, The Governmj
rol lhe U. S., p.. 433). ,',&.
Const; Br.i \2*;édiv -n-.'i216,';p. 427
e n. 414, pag. 631):
"estábéleceu-se apenas, em
respeito áo principio demo-
crat|co: universalmente acoel-
,. to, qüé o imposto fosse vo-'tado 
pelos representantes do
contribuinte. Um ¦ conselho
municipal, electlvo, elabora o
. orçamento da receita è des-
pesa da Prefeitura" (Carlos' Maximiliano, obr. clt, n. 316,
p. 427).
Em accordão de 10 de maio de
1919 (Rev: do-Biipr, Trib. Fed.,
Vol. 20,'p. 29), decidiu o,Supre-
mo Tribunal Federal "que a mu-
nlclpalidadè não é um poder po-
lltlco, mas uma corporação com
encargos ou munus administra-
tivos, isto ê, n&o é wm órgão âa
soberanja nacional; mas üm or-
gão de simples ministério da
administração* Interna do «munici-
pio (DIg. L". 60 fi, âe vorb,
slgnlf., frg. 18, verb. múnus).
Por sua vez, professa -Roncr
Õooleu (Munlcips Corpors., 1914.
p. 125)«: "a municipal corpora-'tion has no element of soyerelgn-
ty;« but is a mere local agencie
of the State".
A soberania actúa em fun-
pções distinetas, sendo fundamen-
taes a legislativa, a admltiisfrati-
vo e a judiciaria, exercidas nos
governos, constituclonacs por or-
gão» distinetos, que se denonil-
nam o Poder L«?frlslativi), o Exe-
outlvo e o Judiciário (João Bar-
balho, obr. clt., ps. 70 o-segs ;
acertou, Précls Èlem.' de ;Dro|t
Const., p.' 62; !To«t6oro; Dir.
Publ. Gener., p. 142.; Orret, Dir.
Cost.. p. 72). Esta divisão tri-
partida de fwtcçôe» por órgãos
distinetos, que so denominam po-
deres, os poderes em que se ma-
nif esta a toberanla snadonal, não
se applica aos mwnidplos, porque
aos- municípios, segundo * acima
vimos, ê inteiramente extranho
conceito de soberania na-Honal:
" "¦'.. .the principio Is -applica-
bleonly to the lnstrumen-
talltles through wlch the po-¦wer of the stato, actlng dl
rectly ln ita soverelgn capo-
clty, Is exercised. and not to
tho govertiment oí munlclpa-
llües) (Black. obr. clt., 1927,
8 71, .pag. 93;- Gooodnow.
,. Drolt Adm, d«as E'tats Unis,
trad. fr., pag. 37; Ldband
Le Drolt Public de 1'Êmplre
Alie., trad. fr., vol. 2. 8 M•pag. 276; Castro Nunet, Do
Eatado Fed. e súa Org,* Mu-
nlclp., n. 81, pag. 151). •
Transportando-se ás regiões da
fantasia, ns recorrentes excla-
mam: "Velharla. Velharla ran1-
*osa. Ranço que data de 40 an-
nos. que tantos conta a Repu-
hllca". E o menrorlal, novo
Doutor Fausto das Municlpallda-
des. defende Imoerterrlto, nume
visão, de que não volta a sl. »
tobcrtinid mwt-lclpal. com o potler
legislativo. ' poder executivo, p"-
der judlclprlo... A rpfljldade nêr
toca.'Não se cprtlflpa dé oit
nunca hnu.vé pnder judiciário•nunicipal. não vê os lnnumern''
•municipalidades, onde os presi*
dentes do conselho têm a spv
cargo ns funeções exenutlvos
"em tão nlo Presidente' dn R"
nublica. todo o anpWrPlhn ludlcla-
-lo ê provido è regulado pelo
tovefnn i" Un'ão!
As considerações nnul pxpofltni-
demonstram á evidencia que"inm pnnuadrnr-sp , f> recurso éx*
trn ordinário nas letras a e 7i. dP
'imi, lado. rão s' '
HYDROCELE
Òrohitcs e tumores do testir
culo. Tratamento sem operaçüp
pelo Dr. Lepnldip Ribeiro. Gon,/
Dias, 51, 3 ás 4. *j
(n 32884)
PROF. COELHO E SOUZA
Unicamente clinica de ilenliulur.ii
Uruguayana, 22, 5",Ph. C. 32
; ; ^XrXy (17330)
OS MILAGRES
DOBISMUTH0
Famosa formula do sablo
Bersh
nmouocMiinrs» }'JJ \\
'¦ Mdsmu com 20 annos de, chro*
rticás, >as feridas, ílstulas bÍd-
morrhò!das,-curam-sé em poucos
diaa çoni.FISTOL N. 1. 
' *,
j .Pedidos a Heitor, Gómies fi
Cia; Alfândega 95„ P.io..-- Ziáta
pelo"Correio,. 7?0Ò0.'-' (17328)
JORGE V' /
Tomou um caracter mais ani-
mador o estado do soberan.,
de domingo para segunda-feira
' - Londres; ' 3 '(U.' à) —. Ò boie-
tim official dá? 8,30 i-esaya:'¦', 'j
"O rei Jorge teve uin somno o
mais: socegado .durante o dia, 0
processo.,de ..irifecção corttlnupu¦¦ '¦?
a diminuir. A sua teniperátuta r
esta noite, era dè 38(7. Ao^nesmo
tempo, hotava-se uni declínio íio ¦
vigor dò, coração de süamages- X
tado, o que está causando anote- -
dade''.' '- ¦ '-
• Londres, 3 (U. P.) — O duque
de'Y*ork;. segundo . filho do rei
Jorge V„ foi' chamado ao palácio •
de Buckingham, á ultima hora da
noite, hoje. Soube-se que tambem
tol convocado mais um medleo
liara a* cabeceira do enfermo.
tJ.£,ondres, 3 (U. P.) — ..Bolejlia
ôfílcláldas 12,10: "O'rei conse-
giJlu dormir um pouco durante as
ultimas tres horas. Um novo énh-
pejijçpnflrmoii' a oplnião.do^ultl.
mb boletim "dè' 
que, á despeito'do
melhorar p "estado .do ^pulmão,'
persiste a. ansiedade' quanto ao
oiifraqUecimento do. coração."
: Esse boletim é.assignadõ pelos
drs. Stanley,Hewètt, lord Dawson
of Penn, E.' Fraquhar,' Buzzard
e Leh. Whltby. •
A gravidade do estado de sua
magestade fica comprovada pelofacto de terem ' Sido chamadoà
mais dois médicos, os drs. Faf>
quhár Buzzárd, .medico extrair-
dlnario do rei e do Hospital do
moléstias da . garganta e Leh
WTiitby, onlinente radioIop
"Santos Dumont", convida q'
seus amigos para assistir»1
aoj funeraes que se realizarão hoje, as
11 horas, na egreja Allemã, 4 rua Car*
los dc Sampaio n. 46, de onde o corpo
m*rá trasladado para a cape'I.i *
«miterio de S. Joio Baptista.O tm-
barque seri eff«tuado —is tarde I*
ra Blumeno». CD J19«)
¦xx. *¦?. :¦_:.. _2s.--iX,y-y
WÊÊÊÊÍ
*** m «o^* sTffjT'!. »¦*«: mmm^éim^^'^^^^^^^!T^~r^A~^^':'A'"vW2~""; 
'':''~"-r"2;y"-'}":.i'.'
-¦ 
¦ 
.;..
CORREIO DÀ MANHA — Terça-léira, 4 de Dezembro de 19 28
1,1 expressivas le fcjy ícíé laram as Émenagens | VSÍSTK |[ ll|[| !f
recebiilas, honlem, nor Sanf os Dumont. aa desemtiatcaf no Rio —— —-=--1
Os novos inventos dô glorioso brasileiro, frutos
de alguns annos de trabalho è estudo
-wwvwuwyvwv-
Elle próprio nos descreve o seu Transformador
Marciano e nos fala de ícaro
 r ' "¦¦ WWVWWWWVW-A -—
^^K^*^^^^!___i^_Esv^^l ___Rh^^S'^^-i_!B§Ék w'Íim9 M I J_HÍ I^Bwyik^àl^:-!3fl M_R>'!?N___i_9__tS__ 19*
___re____ \^r«£» .»i jMf "%t^fc*> iK.wF 4idMr_H •**-**" BB_T_í_M_*_-_--_-M_-p*tmF "^CbmWM B^w^Tt_r*3L_^***^__| IHÉfy^tf* * fí*- *+ ^3p*K^ftt* r^t^iS^BH_Ej_^_L «iart
ui^ku_____Kv * ^*^_i—i^.'^_-_-_-i^fl5Ev*3Pil»_B—wB—r_M____3-_1?B^_r P*™'•BBBltj^.^^SaF^*. ^-^ J!^J_^_?8H^^*'T--B **¦'__
^3Pl "'Br5_H-Br ¦ ¦'• ¦^Ik^«!_BbÍH___" ¦' __ m_H _Kír_PlfilB_tl:-£__8
Aspectos da chegada, hontem, de Santos Dumont. Vêm-se, em rima, b glorioso brasileiro cercado de
mnhos amigos e adminufore.-., entre os quaes o prefeito, a bordo do "Cap-Arcona" 
; a senhora Süva Telles --
tendo ás costas, o "Transformador Marciano", em companhia do Pae da Aviação: Em baixo, representa a nossa
gravura, nm aspecto epessivo das homenagens e da,re:epção popalarque teve Saítos Dumont ao desembarcar.
A catastrophe âe que foi thea-
Iro, na manhã esplendenté dc
alegria e do luz. de hontem, a
Guanabara, ermpanou, sem ãuvi-
da, o brilho da recepgão a San-
tos Dumont'.
Quiz a fatalidade que assim
succedesso e profundo, o quanto
podia aol-o, fpl o golpe tremen-
do que ella desfechou, envolven-
do de orepe, podemos dizer o
palz Inteiro, e levando a dôr n
todos os corações. ..-'.'
Elle mesmo, o precursor da
aviação, ao ter conhecimento dá
tragédia, encheu-se de mágua
profunda e solicitou!, ] rogou mes-"
mo, que cessassem as manifesta-
çôes quo lhe faziam. Pediu que
as flores que lhe offertavjam
fossem espargidas sobre os cor-
pos daquelles que, de maneira
talmente oruciànte, haviam pe-
recldo, atirados, num ultimo e
sentido adeus, sobre o oceano,
justamente no local em que
tombara o avião fatídico.
AS PRIMEIRAS INFORMA-•ÇOES DA CATASTROPHE
LEVADAS A SANTOS DU-
MONT
Esperado para as 9 horas da
manhã, uma hora mais tarde,
pouco mais ou menos, foi que o"Cap Arcona" transpoz ti barril
c foi lançar, ferros . no ancora-
douro dos- navios morcantes.
Subiram a bordo, apôs haver
Ingressado a Saude do Porto, as
demais autoridades marítimas.
Estabeleceram-se, a seguir, sce-
nas bem desagradáveis, pois to-
des porflavam em subir o as au-
toridades sanitárias haviam to-
piado providonclas . Inexplicáveis,
depois de terem deixado entrar
a bordo Innumeras pessoas.
A esse tempo, emquanto ainda
aguardávamos em baixo, junto
ao costado do navio, que a Sáu-
de do Porto determinasse o abai-
namento da escada ,que ¦ fOra
içada, momentos antes, por sua
ühlem, Santos Dumont, recebia
do prefeito, do deputado Azeve-
do Lima o dos directores ¦ do
Aero Club, as primeiras commu-
nlcaçBes da trágica noticia.
Enoheu-se dè tristeza o gio-
rloso patrício.
MOSTRANDO O SEU SKI .
MECÂNICO
Quando nos approxlmâmos do
Pae da Aviação para dar-lhe,
em nomo do "Correio da Ma-
nhã", votos de boas vindas è
cumprlmental-o, ello so achava
cercado do pessoas e posava
para os photograiphos. Ao seü
lado estava o sr. Antonio Pra-
ao, prefeito da cidade.
' Aquella gente toda, procuran-do cada qual acercar-se mais e
Interrogar Santos Dumont, era
nomo uma barreira que dlfficul-
tava, senão Impossibilitava, quenos chegássemos junto a elle.
Foi nossa occaslão, que um
cavalheiro fez entvega ao emi-
nente brasileiro • Oe um ramalhe-
to de roseos cravos.
Era uma homenagem do re-
Presentante da Condor Syndlca-te. o qual pedia que aquellasflores Santos Dumont as atiras-so mesmo no local em tombarao hydro-aviâo. O illustre patri-cio náo podo esconder a commo-
Cao Intensa de que ficara pos-suldo.
Ha ligeiros instantes de sllen-cio. Alguém rompe-o, Indagan-do, ávido de curiosidade, pelosúltimos inventos de Santos Du-
mont, e demostrando grande de-sejo de ver um desses appare-lhos. o precursor da aviaçãoinforma tel-o tia sua cablne. Em
Pouco, Santos Dumont tinha A
,mao um pequeno apparelho, queadaptou, com a maior simpliei-dado e rapidez, ás costas do uma
joven, quo soubemos, depois, sera senhora Silva Telles.
O prefeito Antonio Prado, sem-
Pre ao lado do inventor, indaga
curiosamente de tudo e pergun-ta se o pequeno apparelho pesa.Informa-lho o inventor ""o
não, que mesmo nada pesa. e dâ
algumas explicações, para reti-
lar, em seguida, o apparelho das'rostos da senhora Silva Telles
o appllcal-o ás do prefeito, que
não se pôde nègàr ao desejo e
M> convite para expérimental-o.
Experimentar, dizemos mal, por-
que o sr. Antonio Prado sómen-
te queria ver se, de facto, ó pe-
queno apparelho não pesava e
não era Incommodo,
Não estava completo 6 appa-
relho que, assim, não podia fun-
ccionar. Faltava-lho mesmo, se
não nos enganamos, alguma colr
sa: som.duvida as peças que li-
garo o motor aos pés da pessoa
ou aos sltls directamente.
. O sr.- Antonio Prado, satisfel-
tò com a leveza do pequeno mo-
tor, deixou-se photographar com
o* mesmo fis costas, como tam-
bem a senhora. Silva Telles, ten-
do ao lado o seu Inventor.
Emquanto isso, Ia o tempo
passando e o "Cap Arcona" já
manobrava para encostar ao
cáes.
Por varias vezes, baldadamen-
te tentámos ouvir do Pae da
Aviação alguma coisa quo fosse,
umas poucas palavras, a. guisa
de entrevista. .-..•¦¦ ¦>'¦.
Os que o cercavam haviam
augmen tado de numero' e cada
qual porflava em approximar-se
delle, falar-lhe, e por elle ser
abraçado, Comtudo, favoreceu-
nos a sorte, em dado momento,
quando menos o esperávamos.
Santos Dumont não sabia sé
devia desembarcar com o appa-
relho armado, não obstante o
seu reduzido volume.
Aconselhou-o o ajudante de
güardá-mór, sr. Nunes Pires,
que ali presente se achava, que
o desarmasse, se fosse tal pos
sivel e facll.
Santos Dumont' tambem me
lhor assim achou fazer e cha'
mou por um cavalheiro-(seu so-
brinho, alguém nos Informou) e
com elle, apressadamente, segui
do por nôs, desceu dois planos
de largas escadarias, para se
enfiar por um corredor o entrar
num camarote, encimado por
uma chapa de metal esmaltada
de branco o na' qual se Ha, em
números encarnados, 239. •
Estávamos na cablne .do Pae
da Aviação.
Cerimonlosámente á porta, não
de todo aberta, nos detlvemos,
procurando observar o que San-
tos Dumont e seu sobrinho fa-
zlam. j
• - A posição do leito como tam-
bem a, delles mal nos deixavam
ver alguma coisa.
0 "TRANSFORMADOR MAR-
CIANO — ÍCARO"
Santos Dumont fala-nos do
interior do I seu camarote, que
era, por signal, um dos mais
modestos dos da primeira cias-
se do "Cap Arcona".
Estava sentado sobre a cama,
como já dissemos, e, Juntamente
com o seu sobrinho, tratava de
desarmar o apparelho:
Atê então, era' a unica oppor-
Umidade que se nos offerecla
para ouvir o eminente _patrlcIo,
artista e homem de acção, cujos
sonhos são mais do que tudo
projeetos, nos quaes elle conce-
be a execução ao. mesmo tempo
da idéa. ,,-¦¦',Ha tres annos — disse-nos
que venho estudando a possl-
bllidade do substituir por uma
força mecânica o esforço huma-
no na ascensão das montanhas
cobertas de gelo. Foi assim que
inventei o pequeno apparelho
que vêem, e que não é mais do
que um ski mecânico. Dei-lhe o
nome de Transformador mareia-
no.".. ...
Como não escondêssemos a
extranheza que tal nome nos
causouelle comprehendeu-nos je
explicou:
Wells, o grande escriptor,
cujo nome ê universalmente co-
nhecido, numa das suas obras,
uma das que mais me impres-
sionaram —"A guerra dos mun-
*nst" —.«-iftnstra-nos nue os mar-
danos vêm â terra com machl-
nas, nas quaes todos os movi-
mentos, rotativos foram trans-
formados em os de vae e vem.
porque não se -conhecem rodas
naquelle planeta. As suas ' ma-
ohinas eram, pois, .de movlmen-
tos alternativos. Assim o é tam*
bem esta que inventei.
. São muitas vezes as leis Intui-
tivas que distinguem e accen-
tuam, antes das scientificas, aa
realizações do futuro.
Para melhor comprehender o
meu pequeno apparelho e o seu
funecionamento, 6 necessário sa-
ber-se como se anda nas monta-
nhas, quando cobertas de neve,
com os skis. Pois bem. com o
meu Invento, o movimento das
pernas é conservado, -mas ê o
esforço fornecido pelo motor.
O problema consiste em fazer
rodar dois tambores alternativa-
mente, num e noutro sentido,
na cadência natural do passo.
A força motriz, produzida por
um - pequenoos seus traba-
lh,os por tres dias.
O sr. Nelson Cardoso tambem
oecupou a tribuna, para dizer da
tristeza, que tão cedo não se apa-
gará da perda sentida do collega
que fOra eleito relator do ultimo
pleito carioca.
Comp hoimenagem â alma
grande que fora o sr. Ferdlnando
Lobourlau, em suas próprias pa-
lavras, solicitou que o Conselho
constituído comparecesse incorpo.
rado aos funeraes e a todas as ho-
menagens a serem prestadas ao
illustre morto, e que os intenden-
tes- diplomados se conservassem
de pé por um minuto.
Os Intendentes, em silencio pro-
fundo, permaneceram de pé, no
que foram acompanhados pelos
populares que se encontravam
nas galerias,
O sr. Maurlíio de Lacerda foi
o terceiro orador. O tribuno fez
o elogio fúnebre do sr. Ferdlnando
Laboiu-lau, julgando traduzir os
sentimentos da cidade, da' casa e
dòs corações brasileiros,' que se
convergiam para a bahia da Gua-
nabara, anclosos, em sua profun.
da consternação, por que o mar
lhes restltulsse os corpos que
conservava atê o momento em
seu seio.
O orador exalçou o extineto em
sua probidade moça e em seu ta-
lento luminoso, como delegado
das correntes populares a, esta as-
sembléa, onde se destacava, sen-
cado ali na segunda cadeira da
segunda fila (aponta para o lo-
cal), dizendo que, como fOra
quem lembrara a eleição do sr.
Labourlau. relator e a indicação de
seu nome para a mesa, nada
mais fazia no momento que ren-
der mero prelto de justiça ao
amado e dlstincto collega desap-
parecido.
Exaltou o sr. Laboriau como
professor, Intellectual, e curioso
sempre dos problemas sociaes pa»
ra relembrar uma das suas últl-
más conferências na Associação
Brasileira de Educação sobre Ca-
mlle Desmoulin, que enfeixára
com uns versos de José Maria de
Heredia.
Taes versos o sr. Maurício de
Lacerda suggeriu que a mesa
provisória providenciasse para
quo constituíssem o epitaphiõ do
túmulo do collega extineto, assim
traduzidos :"Feliz de Laboriau, que, pela
gloria, pela liberdade, no orgu-
lho da força o na embriaguez do
sonho, morre assim de uma m»ar-
te tão luminosa e rapida!".
O sr. Costa Pinto tambem la-
mentou, da tribuna, p desappare-
cimento do sr. Ferdinando La-
bouriau.
O sr. Maurício de Lacerda pos-
terlormente suggeriu que a mesa
telegraphasse ao prefeito, suscl-
tando-lhe a Iniciativa de erigir
numa das praças cariocas Um mo-
numento as victimas do "Santos
Dumont."
O sr. ,[. J. Seabra, dizendo in-
terpretar os sentimentos de todos
os companheiros, deu como ap-
provada as homenagens propôs-
tas, levantando, em signal de pe-
zar, os sessões preparatórias por
tres dias.
Era pensamento tèmbem ser.
proposto o Poder Verificador se
associasse ás manifestações de pe-
zar, levantando por tres dias os
seus trabalhos, o que será resol-
vido hoje.
Foram.lidos dois telegrammas
de. pezar: dp Centro dos Profes-
seres e coadjuvantes de Ensino
e do sr. João Cancio, âa Silva.
A MOCIDADE DA FOLYTECH
NICA AOS UNIVERSITÁRIOS
O Directorio Acadêmico da Es-
cola .Poiytechnica, instituição
mais fundamente golpeada no
lamentável accidente do avião"Santos Dumont", solicita-nos a
seguinte publicação:."O Directorio Acadêmico da
Escola Poiytechnica, abatido I e
consternado ante a inacredltael
e brutal catastrophe que roubou
á vida os seus mestres e ami-
gos: dr. Tobias Moscoso, dlrector
da Escola Poiytechnica, profes-
sores Ferdinando Laboriau e
Amoroso Costa, engenheiro Cas-
tro Maya e o inesquecível colle-
ga engenhelrando Frederico-Cou-
Unho, convida a, todos os alum-
nos da Escola Poiytechnica e em
geral a toda a mocidade estúdio-
sa desta Capital, a ocompaifha-
rem o enterro dos mesmos.
A hora do salmento, que .-o da-
rá, certamente, d0 edifício da Es.
cola Poiytechnica, será annunc.u-
da mais tarde.
Os membros do Directorio Aca.
demlco, assim como toãos
os estudantes que o qulzerem,
revesar-se-ao no velar dos cor-
pos.
O Directorio roga a todos os
alumnos da Escola comparece-
rem &'mesmo, hoje, 4, ás 9 horas
da manhã.
COMO O "SYNDICAT KONDOR
EXPLICA O DESASTRE
Recebemos, dessa empresa o
seguinte communicado:"A's 7,30 da manhã de hoje
àlnda não hayiam chegado np;
ticlos certas sobre o lugar onde
nesta hora navegava o vapor
"Cap Arcona", sendo certo, po-
rém, que já se devia achar nas
proximidades da entrada da Gua-
nabara, O hydro-avião "Santos
Dumont",' pilotado pelo sr. A.
W. Paschen, aviador que, além
.de ser habll e amestrado, dispu-
nha de' grande experiência no
trafego aéreo, nas costas do Bra-
al, levantou vôo, caminhando ao
encontro do navio, afim de que,
Já na-entrada da bahia, se pres-
tassem as homenagens devidas
oo Illustre viajante a bordo do
"Cap Arcona".
. Pouco tempo depois, não ha-
vendo ainda regressado, outro
avião, o "Guanabara", decollou
para seguir o rumo do primeiro
O "Guanabara" apenas se tl-
nha elevado, quando o hydro
avião "Santps Dumont" vinha
voltando a uma altura de 200
metros e áo se encontrarem os
dois aviões, trafegando cada um
em direcçâo contraria á dò outro
o aviador Paschen, usando de
signaes convencionaes, noctlficou
ao piolto do "Guanabara", qu?
voava na mesma altura a uma
distancia de 40 mts., que pre-
tendia amerissar por estar o va.
por a uma granãe distancia da
barra e que o seu apparelho es-
tava em perfeito estado de func.
clonamento, voando normalmçn-
te.
Ao atf.nglr a região do Cáes
Pharoux. o hydro-avião "Santo3
Dumont", evoluiu e entrou numa
curva, na qual, por ter ella sião
fechada demais, se verificou
uma sensivel perda de velocida-
ãe, fazendo-se o apparelho repen.
finamente ao mar.
O clioque do avião na tona
dágua, na qual havia um angulo
bastante fechado, causou a lm-
medlata submersãp ,do mesmo; a
agua que ia enchendo todo o
casco impediu que este nevamen-
te voltasse á tona."
OS PEZAMES DO PRESIDEN-
TE DA REPUBLICA A'S
FAMÍLIAS DAS VICTIMAS
O sr. ¦WashlngtPn Luís logo
que soube do lamentável Inclden.
te de hontem, mandou officiaes
do séu estado maior apresentar
pezames ás famílias das victimas
do desastre. S. ex, far-se-á re-
presentar em todos os soimentes
fúnebres.
OS TRABALHOS LECTIVOS
SUSPENSOS POR ORDEM
DO MINISTRO DA.
JUSTIÇA
O ministre da Justiça, ilogo
que teve conhecimento dá dolo-
rosa oòcurrencla, ,' determinou
que em 
"todos os Institutos de en-
sino subordinados ao Ministério,
nesta capital e nos .Estados, fos.
sem suspensos os trabalhos -le-
ctivos, hontem e hoje, dia dos
funeraes, hásteando-se a ban-
deira a melo páo, durante tres
dias. ...
NA COMMISSÃO DE FINAN*
ÇAS DO SENADO'Na reunião effectuada pela
Commissão de Finanças-do Sü-
nado, o sr. Godofredo Vianna
pediu que constasse de acto um
voto de profundo pezar pelo_ des-
astre oceorrido na manha de
hontem e em que perderam a vl-
da vários brasileiros de alto va-
°Á 
commissão acceitou . unani-
memento a suggestãc do repre-
sentante maranhense.
V CRUZ VERMELHA BRAM
LEIRA E A MORTE DO DR.
AMAURY DE MEDEIROS
Pede-nos a Cruz Vermelha a
seguinte publicação:"Ainda não refeitos da bruta-
lidade com que o destino tarjou
de luto o instante de consagra-
ção com que a alma do nossp
povo pretendia i homenagear o
glorioso Santos Dumont, brutal
desgaga quo fere multo particu-
larmento a Cruz Vermelha Bra-
silelra porque dentre os fulmina-
dos pela morte estava Amaury
de Medeiros, cujo ardor altruls-
tico, cujo dever profissional a
nôs se associara nos Ideaes de
caridade. O dr. Amaury de Me-
deiros, ha mais de um decênio era
u mdos seus secretários e, alé,m
disso, era professor da Escola de
Enfermeiras, o chefe dos serviço»
de Clinica Medica,' e eni cada üm
desses postos so revelara sempre
de uma dedicação fora de qual-
quer qualificativo. Pelo seu exco-
pcional valor em vários Congres-
sos Medicos, no estrangeiro, re-
presentou a Cruz Vermelha Bra-
silelra. Apenas a infausta e dolo-
rosa noticia chegou ao conheci-
mento dá, directoria da Cruz, Ver-
melha Brasileira, esta se reuniu
afim de resolver sobre as nome-
nagens a serem prestadas ao dr.
Amaury de- Medeiros que por
todos os titulos e serviços já
enumerados, era ainda mols seu
socio benemérito. A directoria da
Cruz Vermelha Brasileira ao ser
confirmada a, morte doseu qúe-
rido socio, mandou.hastear o pa-
vilhão social em funeral e resol-
veu em seguida tomar parte em
todas ns homenagens que forem
melha Brasileira Incorporada com-
socio. A directoria da Cruz Ver-
melha Brasileira Incorporada com
parecerá ao enterro, onde além
de depositar uma coroa de flores
naturaes,-falará em seu nome o
ilr. Estelllta .Lins. O corpo dis-
cente da Escola de Enfermeiras
o o corpo de Enfermeiras da Cruz
Vermelha Brasileira enviarão uma
ourôa que será depositada no
túmulo, por uma commissão, e
tomarão uinda como manifesta-
ção dte pezar luto" por oito dias.
A. directoria da Cruz Vermelha
Brasileira poz á disposição da
família do dr. Amaury de Mede!-
rcs, para. qualquer acto fúnebre,
o "salão nobre de sua Instituição.
A Cruz Vermelha Brasileira fará
rezar uma .missa por alma dê
seu inesquecível consocio e be-
nemerlto servidor."
O" ENTERRO DO DEPUTADO
AMAURY DE MEDEIROS
O enterro de deputado Amaury
de Medeiros sairá hoje da rua
Marquez de Olinda n" 31, ás 9
horas da manhã.
OS PEZAMES DO CORPO DE
BOMBEIROS
A Assooiação Brasileira de Im-
prensa recebeu, hontem, do co-
ronel commandante do Corpo de
Bombeiros, o seguinte tele -
gramma:"Peço apresentar os pezames
do Corpo de BombelroB ás excel-
'entlsslmas famílias das victimas
do desastre de aviação oceorrido
hoje. — Jlía«r.mfno Barreto."
AS HOMENAGENS DA RADIO
SOCIEDADE DO RIO DE
JANEIRO' Logo que correram as primei-
i-as noticias acerca do lamentávol
'esjistro de hoje a "Radio Socie-
dade do Rio de .tinnlr-vi fez Irra-
dlar, ipelo seu mlcrophone, a se-
guinte nota: ' '
•'Por motivo do granãe ãésastre
iue hoje enlutou a nação e no
•tual foi tãn duramente feriâa n•'Radio Sociedade do Rio ãe Ja-
leiro", que liélle perdeu o seu
.'Ilustre presidente professor Fer-
llnándo Laboriau e seus Iliustres
consocios é 'amilcfos- 
proíessores
Vmoroso Costa, Tobias Moscrno.
amaury de Medeiros, e Castro
Maya, a estação "S. Q. A. A."
luspendeu os suas transmissões
ãe musica, irradiando somente
nas horas habituaes, atê segunda
ordem, noticias acerca do desastre
e outras de Interesse geral."
A "Radio Sociedade do Rio ae
janeiro" ' enviou tambem duas
coroas que serão : depositadas
**-V-t^
ki?
Procure "A Compensado*
ra" qne lhe proporcionará
os meios para comprar "n
dinheiro-' os artigos do
Parc-Royal, Casa Guida,
Oasa Cruz, Casa Souza-Ba-
ptista e muitos outros im-
port antes estabelecimentos
com quc a Empreza tem
contractos, acceltando o rc-
embolso em pequenos par-
cellas a Longo Prazo, O
mais vantajoso systema de
Vendas á"Prestações.
I»»1
6 RUA DA CARIOCA 6
2» andar •— Elevador
PEÇAM PROSPECTOS
Doenças do
Coração e Pulmão
EXAMES PELOS RAIOS X
O DR. CUSTODIO QUARESMA, especialista destas do-
enças, ê encontrado, diariamente, em seu consultório, á rua
da Assemblea, 70, 4o andar. Res. Rua Barata Rib3.ro, 427.
Te.'ephone Ipanema 1798. (996)
Um desastre em Bentünara,
— Itália —
Adria, 2 (U. P.) — Caiu um
andaime duma ponte cm cpnstruc-
ção, na communa de Bendinara.
morrendo uma pessoa e ficando
duas gravemente feridas.
(im desastre na cadeia
publica de Milão
Milão, 2 (U. P.) — Ruiu a;
parede da cadeia publica, quc cs£
taiva sendo demolida. Morreu uni
operário e ficaram tr:s'moribun»;'
dos. \',
H___»______l ___i _^__H_______! ¦
l^l _______Hb^___ _r ___¦'_# ^H ^^k,
_%. t_CT^^ V Jf*
VAE
DESLUMBRAR
a iodos que foren»
SEGUNDA-FEIRA
ODEON
Não é apenas um film...
...mas uma verdadeira
J_ Ousadia
cinematographica
t f f• •» •
Ari
¦'''•'¦'¦¦ í\
•¦¦.¦'JíHH
l»______l'¦'¦f'!)i 
fiEl
:.l
Os famosos arcbivos "SHAW-WALKER"
— S0'NA CASA SOTERO-—
Rua d'Assenèléa n. 79 - RIO DE JANEIRO
I
(0998)
iMwWWi«V*>,VVMMt*«>*WAA»>^*
O DESASTRE DO
Santos Dumont
.»? A angustia dos náufragos encontrando um navio de salvamento depois de
perdidos 18 horas em pi eno mar. — As pesquizas demoradas e penosas á
procura dás victimas da grande tragédia maritima. — O trágico recolher
dos que escaparam milagrosamente das ondas.
Sensacional e unica reportagem do salvamento dos naufrágios, aoresenta-
da pela ¦'"IP A.R AiJ-VÉOTJIKJ T"
HOJE
No Cinema *_3à__.
QUASI O IMPOSSÍVEL
De uma penca de oito sortes
grandes, seria quasi impossível
deixar de participar, pelo menos
de uma dellas, o' intrépido ven-
dedor de. sortes grandes que é
o "Ao. Mundo Loterico" — rua
do Ouvidor, 139 — coube ao íe-
llz n. 6.200 premiado com ......
25:000*1000 na loteria de hontem
ser ail vendido, o qual foi hon-
tem mesmo pago ao Snr. José
Ribeiro, residente á rüa S. Ben-
to 12, e socio da firma- Viuva
Matheus & Ribeiro, possuidor de
1|10, que íicou logo ali exposto.
Dizer mais, porque? Os factos
que o digam. HO-IE — HOJE —
HOJE — HOJE: Enveloppes
"Mascotte" 45:000$ por 31600,'
em duas sortes grandes: 20:000$
por 2$, meios 1$, dezenas segui-
das oú sortldas a 20$ e centenas
de 01 a 00 por 200$ e 25:000$ por
1$600, meios 800 réis, dezenas se-
guldas ou sortldas a 16$; ......
100:000$ por 30$, fracções 3$ da
Paulista e ós dous premlos de
100 Contos num sô sorteio, por
30$, fracçBes" 3$, com mais 10 fl-
naes duplos além dos finaes que
dão as próprias loterias. Ama-
nhã — 50 Contos por 10$, fra-
cções 1$, plano multo querido do
"Ao Mundo Loterico", que ven-
dera a maior parte das sortes
grandes do Natal deste anno —
200 Contos pôr 16?, fracções 800
réis, cpm dous numeros em coda
bilhete e 10 finaes duplos; 
500:000$ por 56$, meios 28$,
quartos 14$, fracções 2$800, cujo
cheque visado de 550:000$00 está
ali exposto para pagar o nume-
ro Impresso em tinta vermelha
que vae no verso de cada bllhe-
té e- dá 10 °|c em todos os pre-
mios sorteados; 24, e 28 — Dous
grandiosos planos de 2 mil con-
tos coda e em 26' e 27 — dois
dé 500 Contos, todas com mais
10 finaes duplos. Se pensares em
tirar a sorte grande, antes de-
veis pensar ho "Ao Mundo Lo-
terlco" — rua do Ouvidor, 139.
(989)
CAPITÓLIO
Sabonete
SANITOL
LIMPA f. AFORMO.SEA
137 ANNOS DE IDADE !
Falleceu, ha poucos dias, um
africano, depois dé ter vivido 137 ;
annos'de perfeita saude! PòU'.'
não é -raro encontra-se na África j
Central pessoas que já tenhamX
ultrapassado,os cem annos do
Idade. Esta longevidade tem 0$%
gem, principalmente, numa a,l«
mentação vegetariana o no: uào2:
das nozes de kola. A Kola Acuml-
nato, que é. o nome das, verda* ¦
deiras nozes de kola, fói- sub*.;
mettida a exame pelos grande» •
chímicos — Knox Sohweitzer, *
Prescott, tendo sido reconhecida.*
comp um revlgorante poderoso.
Esta Noz de Kola não é encon* .
trada com facilidade em nosso
mercado. Existe, porém, o-extra- *j
cto desta noz de kola. em com-
binação com a quina e com ai ,
vitaminas de cereaes, em ylnnb'de Malaga, sob o ' nome de —
KOLA CARDIKÍBTTE, — qua
é um tônico rápido, de gosto
agradável,, diariamente receitado¦
pelas summidades médicas de 14
paizes. Na fraqueza geral os seus
resultados sõo verdadeiramente';!,
surprehendentes.
E' o verdadeiro tônico para to*;¦;
das as idades.
Compre úm vidro hoje mesmo..
pois encontra-se . em todas as
boas pharmaclas e o preço está
oo alcance de todas os bolsas. ''
Únicos depositários: — Paul ,J."
Christoph Co., Ouvidor 98, Rio, è
S. Bento 33, S. Paulo. (17598)
"• »BI» ' —— ¦
Desviando-se de um bonde
chocou-se com outro
Dirigindo o auto-caminhão numero«746, O chautfcur Cvriaco Benevenuto'*
descia cm marcha veloz a rua do Cat*
tete, quando ao chegar á esquina -
(17Í36)
AO PUBLICO!!!
Prevenimos que cobramos pela confe
ccão de uma camisa sob medida 71000.
Avenida Alm. Barroso, 6 — 1* andar.
Telep. Central 5089. (0967)
___fc_-._.
n
.-
;'.
>¦-
OORREIÓ íffl8^ i de Dézèmbro^íífSf*'^^^" "^
Ü^üSfíSSSE
i.;
1Sr?
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:*'
\^^^AaA^V\.^A^V^^S^»^»v%»*^^»rW^«*i^V^>
ÍM «TRICO f^t\^*/\^>^*rt*\^m^if^m^^st^^SA^^^*^>^^^^.
HOJE
ta«*»M»^»*^»*^aA»»^^^A»*'^aSV\A^-^^^.^^^
¦
m
a*»',.
iaaai^i i'^.».-,— ri,..kr,A.iiííitAi
CGL0SSO8 BM UM SO* PBOGBAMMA NUNCA
VISTO NO BIO I>B JANEIRO
.*, m. mn -*b kku A to« .^ v4 .
IRN
uíasI.
.',10 PARTES
Uma daa maia empolgantes paginas da historia de depoii
da guerra. Esta pellicuiu. £ a descripção de uma dessas tra
agodiafi «uo assombraram o mundo e
qs incendiarios da
Europa
12 PARTES
A producção quo custou á fabrica 8.000.000 de dollars
A familia imperial fu -üm1». Oa iL-nmar, do tunor e ai»
tragédias do odiol O seg-nilo (ta olta espionagem!
AS ORGIAS HA ALTA ARIPTOORAOIA1 LENINE 1 A
REVOLUÇÃO1!
Horário: 1 »— 2.40 — 4 80 — 8.00 — 7,40 e 9,20
Estos fllms nüo serão exhibidos em nenhum outro cl-
nema desta, capltal.
Watm»^»—.»,«¦»,»—^.mwi
CORREIO
MUSICAL
,' RECITAL DE PIANO DE
EDITH BULHÕES MARCIAL
•A menina Edith Bulhões Mar
v!!jo dei» manIEeastar com a exe-
i.cujjão de varias peças de Ltazt,'Schumann, Scliubert e Chopln,
v revelando sérios progressos e o
•aproveitamento cabal das lições
do, seu mestre, o lllustrado pro*
Sassor Guilherme Fontainha, que
a gula com grande carinho e
competência.
O exito obtido pela menina
Edith BulhSes" Marcial foi muito
. tMlhante, obrigando-a a vários
Inúmeros extra-prognunma.
!'!>•'
CONCERTO DE FLAUTA
j£.v'0 dr. Adelman Corrêa reali-
zou sexta-»í|-dra, no salão do Tn-
A stltuto Nacional de Musica, o seu
V. annunciado recital do flauta.
.Proagramma inverosimll, no qual
.figuravam poças pffeadamittacas,
da época dos lchtyosauros o dos
pieistosauros, destacando-se ape-
nas, como composição humana, o
'"Traumerci", de Schumann.
.-¦.''. A execução, naturalmente, sof-
. freu a influencia do repertório e
.esteve de accordo com o mesmo.
¦A Musica e o xadrez
i''¦;¦¦/'O. nobre jogo do xadrez sem-
pre teve grandes cultores entre
òs músicos. -Basta recordar que
Uma das maiores autoridades na
-ínaterla foi Fr. André Philidor,
-«também um dos primeiros da
.opera buffa franceza.
.!. jçadristás. Ebener Prout mani-
"testava tal paixão por esse jogo
que o praticava constantenvsn-"te; fosse onde fosse, em casa, em''/estrada de ferro, a bordo o até
.nas próprias saias de concerto.
.'-Entre os • modernos devemos
'.assignalár como devotos do xa-
'.drez: Arthur Rubinstein, Mlseha
Elman, Kubelik, Sücipiona Guldi,
..'Carlos Flesch, Granvllle Bantock,
;!' Arnold Bax, e muitos outros vir-
tuoses e compositores particular-
mente affelçoados ao philosophl-
co jogo.
Schumann. era um grande apre-
ciador do xadrra.
. Voltaire, Bousseau, Swift, Cun-
; nlngham, Dante,. Tasso, Alfredo
de Musset, João Hu,ss, Luthero,
»ete., —¦ o citamos ao acaso —
tinham todos elles agrande pre-
dfloeção pelo jogo do xadrez.
Por alli e(3 vê que o xadrez cs-
tâ em boa companliia.
MUSICAS NOVAS
• Da conceituada casa .çiditora
-de. musicas Arthur Napoleão, de
Sampaio Araujo ft Cia., rocebo-
mos as seguintes composições.de
•Helcel Tavares; "O preto velho
caMnda", "Fez- isso >commlgo
não...", "Baaças", "(àixintia de
musica", "CaitçCes barasOrfras",
n. 8; "Ave Mari^!" »e "BemJto-
vi", harmonização do Amélia de
Mesquita; "lenda. 4» amor", de
Heitor B. da Silva; "Maagoa de
roceiro" e "Tristeza às trova-
dor", de S& Bireira. 3ão todas
ellas obras de inspiração folklori-
ca no gosto da época.
aa» »>**» a»
Anemia ¦
Escrophulas H
Flores H
Hj Brancas H
Unico trata- I
mento efficaz H
IODOLINO I
DE ORH ¦
Dá sempre B
WÊ appetite jjm
vigor mÊ
Wa EM TODAS AS H
PHARMACIAS MMSfl DO BRASIL jHjjms. iiiiIiiiii vil
UMA CASA ASSALTAM
A'LÜZ_MDIA
Roubado em muitas jóias
.- — de valor —
Eram G horas da manhã, j;í
dia claro, portanto, quando a
criada.da casa n. 86 da rua
Carlos de Carvalho, abriu a por-
,ta de entrada e, naturalmente,
foi tratar d^ols dos mus affa-
zeres.
Certamente, nem a creada
nem nenhum dos moradores do
predio, imaginariam o que dessa
circumstancia habitual, resulta-
ria o que resultou.
UrVi audacioso gatuno, aprovei:
tando-se do facto de se achar a
porta aberta e não haver nin-
guem n03 corredores, penetrou
no predio e indo atê ao quarto
oecupado pelo sr. Antonio Pedro
Jardim, que dormia ainda, car-
regou tudo quanto de valor la
encontrou.
Ao despertar o sr. Jardim per-
cebeu logo que havia-sido victl-
ma de ladraões. e dando uma
busca nos moveis, verificou que
tinha s'do roubado nas seguintes
joios: '¦•
Um rèloglo de ouro, de 22 11-
nhas certificado n. 214.540, Chro-
nomcjfcro Royal, .;• .Genéve, ^n.
349.698, db alor; de 'mais de
2:0001000; u™a corrente de ouro
formato cadela; uma medalha de
ouro, formato redondo, çom um
brilhante no- centro; uma meda-
lha, com uma moeda de prata d"
100 réis, de'1884, encastoada em
aro de ouro; um alfinete de
ouro, com coração de platina,
em forma de B gothico, craveja-
do de brilhantes, e uma pero a
legitimo, para gravata; um an-
nel de ouro com tres brilhantes;
um annel de ouro, com um gran-
de brilhante; um pegador . de
gravata, de 0uro. com as inicia»-.-!
A. P. J-; um passador de colla-
rinho dourado,,e um porta-relo-
glo de metal branco, com vellu-
do azul escuro.
O roubado procurou as auto-
ridades do 12» districto, ás quaesse queixou. _ ¦V-rèdas donorte
TOALHAS, COLCHAS O AP-' PLICACÕES
Tratolhns caprichosamente feitos
a mão. Recebe directamente. Pre-
ços rednriados. Acceitamos encom-
mendas para o interior.
. C A S A B O HEMIA
Aven. Passos, 2« - Phone N. 4067
(19774)
m '
Pára equiparar o
aos outros bairros
O bairro Ca Andarahy, compre-
hendendoatoda a rua Barão de
Mesquita e bhob' transversaes e
o novo' logradouro de Grajahu',
ê, sem contestação, um dos mais
abandonados pelos pioderea publl-
cos. Falta, realmente, tudo na-
quellas paragens: calçamento,
luz, policiamento, escolas, hygiaa?-
.ne, todos os elementos, emfim,
necessários ao bem estar geral de
sua população. Attendendo a es-
tas circumstançias, um grupo .de
moradores daquelle bairro resol-
vem fundar uma assodaação desti-
nada a promover os melhoramen-
tos de que está. dio a necessitar,
cuidando, ainda mais, da assis-
tencia. social, medica o juridica
de seus moradorea
Para tratar d» rargamisação de-
finitiva dessa assoadação, vas ha-
ver uma grande reunião, por es-
tos adias, em tocai e hora que se-
rão previamente annunclados.
A POSSIBILIDADE DA QUEDA
DE UMA GRANDE
-BARREIRA-
As justas apprehensões dos
habitantes de Harmonia
Porto Alegra, 2 (A. A) — Te-
leagrapham de Monteneagro:
, Chegam communicações e d
Harmonia, 8" districto, dizendo
que a população da margem di-
reita do rio Cahy, a cinco kilo*-
metros acima da Villa, acha-se
alarmada com o phenomeno ve-
rlflcado ha tempos e que vem se
repetindo assustadoramente.
Ha nove annos appareceu uma
fenda na montanha ali a»axlstente,
dò laarrelra desabar, no caso de for-
tes chuvas, cortará o curial do
Cahy, mudanáo-lhe o leito nes*
sa local. Km tal hypothese as
águas se desviarão para a mar-
gom esquerda, mais baixa, attiu-
gindo o logar denominado Villa
Rica, localidade de muita popu*
iaçito, próximo de Villa Cahy.
Se isso acontecer na época dc.
grando enchente, constituirá um
desastre de agrávM conseqüências.
O CAFÉ
Sua posição no mercado de
Nova York a semana passada
Nima York, 2 (U. P.) — O
mercado do café esteve firme,
mas sem modtficaco.es na sema-
na passada. A firma iNortz & Co.
annunciou no seu bolestim, que os
stocks do caifé brasileiro nos Es-
tados Unidos são, presentemente,
de 383.000 saccas, contra 567.000
no mesmo periodo do anno passa-
do. O stock em transito é de
426.000 saccas, contra 643.090 no
periodo correspondente ado anno
anterior."Da'hi serem os stocks nos Es-
tados Unidos menores èm 4oaooo
saccaá do que ps do amio atnerior
na'mema época. Comtudo, o stock
de cafés .brandos é agora dc
352.000 sacras, contra 195.000 do
anno pasado".
a» Hl» » .
Um bibliographo convidado
a não continuar falsificando
livros antigos
Nápoles, 2 (Ú. P.) — A po-
licia advertiu o bibliograplio Si-
mone Ciccf.fi, aceusado de falsifi-
car livros antigos, ade que seria
mettido na prisão ou condeiwiado
a domicilio forçado, se não ces-
sasse a sua industria criminosa.
O.sr. Cioflfi acaba de cumprir a
pena dc um anno! de prisão por
fraude idêntica.1 a» aaO«» '—
Julgados da Relação Mineira
Bello Horizonte, 1 (A. A.) — O
Tribunal da Relato julgou, hoje,
os seguintes processos.
Diamantina: Appellante á Jus-
tiça; appellado Antônio Gomes da
Silva. Deram provimento para
annullar, o processo, sustentando
a pronuncia, Inclusive; Carmo de
Parnahyba — appellante a Jus-
üga — appellado, Limlrio Serra*
dinho — Poi addiado o pedido
Jtaiz de Fora — appeHante
Agostinho» Thomaz Souza; appel-
lada, a,Justiça. Neagaram provi-
mente.
* •»"» ttm. ;
Uma menor desaparecida
Fomos procurados por . uma
mãe aíflicta. Trata-so de d. Jo-
anna. ' Maluf, de nacionalidade
syria, residente á rua Senhor dos
Passos n" 194, de onde* domingo,
ultimo, ás 3 horas da tarde, des-
appareceu sua filhinha Amélia,
umá menina de 11 ánnos, cujo
paradeiro era ignorado ate hon-
tem & noite. Araelia, que uza ca-
bello cortaado, no . momento em
que deasappareceu, trazia um
vestido fraise desbotado e, calçava
sapatos. D. Joanna Maluf pede,
por intermédio do "Correio da
Manhã", a qnem a encontrou
para encaminhal-a até sua resi-
dencia.
A grande revista naval
— japoneza —
Yokohama. 3 (ü. P.) — 208
unidades da marinha, com a to-
nelagem total de 850*000 tonela-
das se reunião' na bahia de Toldo,
estendidas numa fila de oito mi-
lhas de cumprimento por thes
de largura, em preparativos paraa grande reviste de amanhã, que
é a parte final das cerimonias
da enthronisação do imperador
Hlrohlto.
0 desvio de papel
com marca
Relativamente a uma repre-
sentação do Centro dos Fabrican-
tes Nacionaes de PtLpel, o dire.
ctor da Receita Publica declarou,
de ordem do ministro da Fazen-
da, que já foram tomadas pro-
videncias pela Alfândega desta
capital no sentido de serem acau-
telados os interesses daque'le
Centro e os do fisco com relação
ao desvio de papel com linhas
dágua.
OLIVETTI
A melhor machina de escrever?
só na CASA SOTERO
Rua da Assembléa 79 — Rio de Jalielrô.
Nos theatros
do.
CARTAZ DO DIA
CARLOS GOMES — Fecha
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ter. ¦; ¦
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S. aOSB' —"O Rio agacha-
se";
TRIANON — Companhia de
sainetes.
PALÁCIO —'"Bonecas da Ave*
nida."
RECREIO — "PaJaoio das
Águias".
PRIMEIRAS
CINE-PARQUE BRASIL
D. Ajma Nery 2S8 — V. 3289
HAROLDO VELOZ
com HAROLD LLOYD
Deuses, homens e feras
Do Proagramma Urania
(0977)
****+>*ma*m*mi***m***s****mf%*i*S****t^^
CINEMA NACIONAL
nOJE — ULTIMO DIA
— COISAS DA MOCIDADE —
com DOROTHY SEBASTIAN
1 0 actos de amor e loucuras,
tio Programma Serrador."Cantadno vêm, cantando vão"
7 actos Paramount com
RICHARD DIX
PARAMOUNT NEWS
(Ultimo numero) Novidades
mundiaes
Amanhã: Progr. Matarazzo:
AQUELLE BECCO MODES-
TO, 7 actos, com Barbara Be-
dford; O SANGDE DIRÁ', seis
actos, com Viola Dana.
(D 31917)
'^WW^V^-^a^laMM-I^A.-VNl^^Vta*^^
I
Cine Modelo
R. 24 de Maio. 287 — T. 1)^71
SÜPERHOMSM
» com GEORGE BANCROFT
DETECTO
com KARL DANE
!¦„¦¦ .....l.ll 1 J, .
5a Feira:
OS FUZILEIROS
com LON CHANEY
"O Rio Agaclta-se", no
São José
E' uma "revuette" alegre, bem,fei-
ta, a que o publico viti hontem no S.
José e applaudiu com calor. £ não
admirou esse resultado a ninguém, por*
que se a revista foi escripta por um
entendedor do assumpto , como c psr. Simões Coelho, a musica é dc Frei-
re Jnnior. Os interpretes abadaram
por completo. Pinto Filho; João Mar.
tins e Palmyra Silva, excellentes na
parte cômica; a graciosa Edith Fal-
cão cantando deliciosamente e as girls
dansaudo animadamente.. Um especta-
culo muito a!e»*rre, que fez rir."Bonecas da Avenida", no
Palácio
A Companliia Margarida Max fez
hontem reprise de uma das melhores
revistas do seu repertório, "Bonecas da
Avenida" de Gastão Tojeiro, Ha nessa
praducçaão do operoso autor d'" O sym*
pathico Jeremias" um enredo de co-
media acompanhando o" desenrolar da
rtivista e alem-disso vários números de
cortinas elegantes c marcadas artística*
mente.
Margarida Max tomou a seu cargp
o papel de uma roceira que vem de
Campo Grande, em .Matio : Glosso,
atraz de um tenente Armando que lhe
prometteu casamento. O "flirt" do
official era sem pretenção, passageiro.
Vendo aqui a pequena clle procurou cs*
qulvar-.se, mas .1 roceirinha civilisou-se
ao contrato das bonecas da Avenida
r elle volta a gostar delia para, atinai,
leval*i à presença do pretor*. O tenen-
tc Armando foi o tenor Eugênio Noro*
nha. que sustentou o papel com mui-
ta linha.
Lniza dei Valle, Juvenal Fontes, Au-
gmto Anibal e Armando Braga, fj*
zeram rir; Luiz Barreira, cantou mui-
to bem um lindo fado; cantou as sua%
interessantes modinhas, o popular Fran*
cisco Alves; cantou tambcm, com
atirado, opro-
fislonal hftbll.> Nascido na Alie-
manháVem''2B de agosto -de 1906,
Hasselof ffcbntavá,.-'portanto, 23
annos,'sendo solteiro.,; Walter,
desde^. 6 de maio do corrente an-
rio se achava, áo.serylQoda-Kòn-
dor;.; HV ':'Guilherme Auth -^ O despa-'
charife de passageiros e mercado-
rias-da Kondor Syndikat, -Limited,
como auxiliar da secção de trafe-
.go,.entrara para a mesma em 18
de março do corrente anno. Àutbf,.
que'nascera em -7 de novembro de
1907, contava apenas .21 annos,
era^soltelro efanteriormerite fora
empregado^ de Bromberg__ Cia.
AS PROVroENCÍAS . PARA 0
SALVAMENTO
- Logo que as autoridades supe-
riores da Armada tiveram conhe-
cimento do sinistro, tòmárani im-
medlatas providencias, para are-
tirada do avião de dentrjo:'dágua,
bem como,dos corpos dás victi-
mas.
Instantes depois, chegava ao lo-
cal unia turma de escaphandris-
tas da ilha.das' Cobras, ali com-
parecendo e co_nmandante Camar-
Bjoii' qüè dirigiu~ás"primeiras pes--
qulzas. Com o' auxilio dos pesca-
dores Àr'y'Rc%ikues ,da Fonsécaj
o Joaquim MárqUes. encontraram
com relativa facilidade o appare-.
Ilio'submerso.' ,
Còriiparecèú, ^'então, outra tur-
ma de mergulhadores, sob as or-
dens.. do aviador commandante
Netto dos Reis. Entraram nagua
quatro escáphandristas, dois de
cada turma, os • quaes examina-
ram detidamente a.posição do'ap-
parelho. Momentos depois dois
delles reappareciam & superfície
da agua, tendo, então, communi-
cado á direcção dòs serviços que
o avião se achava, justamente na-
quelle looal(' emborcado, lsío';'êj
com os fluetuadores . para cima,
a. dez braças de. profundidade. .
Adiantaram ainda que haviam
visto tres' cadáveres, "em 
estado
deplorável.
. RETIROU O PAVILHÃO
NACIONAL . ¦_
O escaphandrista Alexandre Jo.
sé .FeVfelra, da- ilha dasT Cobras!
em um dos seus mergulhos de-
parou com a bandeira nacional
amarrada áo avião| Num gesto de
patriótico carinho, Alexandre re-
tirou-a dali e entregou a vários
officiaes, no pontão da ilha das
Cobras.. ^ .
A RETIRADA DO "SANTOS
DUMONT»
Apôs varias tentativas inúteis
executadas por uma draga do Ar-
serial de Marinha, a "Marechal
fle Ferro", o "Santos ' 
Dumont"
foi, afinal, retirado da agua, fa-
cto què causou enorme emoção fls
pessoas que assistiam aos. traba-
lhos. .:, ' .. "'
Todos queriam ver os corpos.
Amigos e parentes das victimas
mostravam-se af furtos, empres-
tando ao ambiente, um aspecto
impressionante.- -,'*'.-':
NEM TODOS OS CORPOS QUE
DEVIAM ESTAR NO HlT)EO-
AVIÃO FORAM ENCON-
TRADOS ;.-
Appareceu : o 
"prl_oeiro'-'"oti_po.'
Era da sra. Abel; Araujo,. esposa:
do nosso collega' de imprensa
devido ao sangue quo delles cor»
rlafjr. -.' -,;-' : '•'_,
.'Encontraram, depois, outro oaíjJí
davèrj qué fòi reòoriheeldo .como
séndo;j.doi: depurado Aniaury d ..'
Medeiros. Esto'não soffrèra:ãe-ji
torriiãçãq. álgumái Estava, ehtre;>
ferragens dèspedaqadas, de onda.;'-
o. retiraram f culdadosarpente. . •
Logo apôài1 encontraram outro',;
cadáver,' o dò «jngenheiro Fredorl-:
co Coutinlio, gerente do "O Imi
pâroiol".' ',
então, procurai-o, para. conseguir, i
lhe o lpgar no avião". O dr. •:
nal do-Brasil'!. Trajava'vestido"marron", e Unha varias frâctu-
ras. Collocaram o cadáver-ém um
escaler è recomeçai _m òs servi-
ços de retirada das outras victi-
ma-, i,-'-'-.-
Pouco depois, encontraram'' o
corpo do indltoso jornalista Anel
Araujo, Estava tambem queima-
do e bastante deformado, O cada-
ver íol collocado ao lodo do* de
sua esposa.
'• Proseguindo nas pesquizas, ns
homens empregados .nesse triste
mister,/ encontraram, depois,
a cadáver d. um homem sob o"Santos Dcmorit", ao, qual se
achava preso' pelas vestes. Retl-
raram-no e verificaram tratar-se
do 2* piloto Eruet,
Nâo tardou rriulto que fosse
encontrado o cadáver do 1* pilo-
to Paschen. Conduzi ram-no par^i
o. escaler em que se achavam os
outros corpos, onde se tof_ou ine-
cessario tamponar os ferimentos,
—»__ ii' iii iTíiiiitiiiiàiímrt____T-_
•^
'rJú
J J
H____,,,
•'•>' % ii
-¦S:Si:
sr. Salvador Paoli. Carmen
Dora não sô cantou da maneira dis-
tineta porque o faz sempre; deu tam-
bcam á figura de uma esposa leviana
um cuidado de interpretação que nem
sempre se vê. Antonia Othello teve
occasiSo de mostrar mais úma vez a sua
esctütural piastxa.
MOTAS & NOTICIAS
AS ATTRACÇÕES DO PALÁCIO
CLUB — O Palácio Club Vem reali-
zando lindas e encantadorak festas, no
intuito dc proporcionar, caaa vez mais,
programmas á altura do progresso dc
uma cidade como o Rio.
Dia a dia, o tradicional e luxuoso
dancing sc affirma como o mais attra-
hente da cidade, á altura dos seus con-
generes da Europa n de Buenos Aires.'Actualmente obtém ali suecesso abso-
hitp as lindas bailarinas Marion & Mar*
fiaret, bem como Rolly Dolly, uma en-
diabrada dansarina característica.
PROCOPIO FERREIRA — peProcopio Ferreira, o popular e querido
?ctor patricio, recebemos hontem, de
São Paulo, o seguinte telegramma:WA propósito dc uma reunião cffe*
ctuada^ nessa capital pela classe theatral
recriminando a entrevista por mim con*
cedida a nm jornal paulista, publico
amanhã, na "A Nota »áo Dia", desta »d*
adade, em carta aberta, .formal t defini*
t.'va resposta."
ALGUMAS VARIEDADES DE
FUCCÉSSO —' Algumaa variedades dc
succmso terão para breve, para a pro*
xima semana, os leitores» no palco do
Centrai.
Em primeiro togar, "La* Ventura">
numero inédito no Rio, que consiste (emfantasias lummosai e arte decorativa.
Depois, os "Williami", optima ttcupe
de acrobatas. Mais tarde "Les Athe-
ua", acrobatas olympktis em admlraveii
poses plásticas juntamente com a for*
mosa bailarina clássica.
Com essas variedades, vae o Central
modificar o seu actual programma e ob-
ter mais uma serie de suecessos, como
ti& que alcance depois que apresenta
cm seu palco as incomparaveis varie*
dades da South American Tour.
"MARAVILHAS"."NO CINE
THEATRO ÍRIS — A acompanhia
Lyzon Gaster está logrando exito com
a nova revista "Maravilhas", que no
cine-theatro, íris promette grande sue*
cesso tanto na montagem, como na parte
cômica.
Ha no final uma linda apothcosc a
Santos Dumont.
"UMA FESTA' EM SEVILHA",
NO BEIRA MAR CASINO — No
próximo dia 7 rcalua-se bo Beira Mai
Casino mais uma lindíssima.* "Uma
Festa em Sevilha", a ijnal peloa prepa-
rativos deve supplantar todas ali reali'
zadas e com o exito constatado em"Festa dai Bruxas" e "Uma Noite no
Brasil". "A Festa em .Sevilha" tem a
collaboráção dos" artistas scenographos
Hyppolito Collomb e Avelino Pereira,
decorações de Raphael Parra, effeitos
de luz de Guilherme Louzada (K. D.
T.) e de seu filho Armando Louzada.
O plano dc realização da encantadora
festa é da autoria de Luiz Palmeirim.
Nessa noite trabalharão exclsivamcn-
te artistas hespanholas e a-s decorações
obedecerão a motivos typicos e dé com-
pleta novidade. A illuminação será feita
por luz indirecta e de grande potarn*
cialidade. Serão offerecidas a todas as
senhoras "mantons de Manilla", em
fantasia e lindos cravos, como os de Se*
vilha fornecidos pela Floricultura Bar-
bacena. M mesas reservam-se desde ji
na casa Lopes Fernandes é Beira Mar
Casino. ¦
"PALÁCIO DAS* ÁGUIAS", PB-
RANTE A CRITICA E O PUBLICO
— A culta critica carioca, e o publico
consaparam,» definftivam»uite, a tatiaps*
Irai c espirituosa revista de Geysa Bos-
colie Luis Carlos Júnior, "Palácio das
Águias"! A primeira, tecendo os maio-
rcs louvores a , chefiadas por Altla Garrido, a Rainha
do Theatro
Todas as noites PALÁCIO DAS AOÜ1AS
_________w.
Ternos rto casemira pura 15 sobmedfda, de 6flrfes,
e preto. Alfaiataria Paris. 52, Rya Uruguayana, 52.
azul
(17331)
0 concurso de 2a entrancia
fora da sede de suas
repartições
Tendo o 4o escripturario da
Delegacia Fiscal no Estado do
Rio de Janeiro, Attila Galvão.
pedido lhe íosse permittido pres-
tar na Delegacia Fiscal em São
Paulo, conmtrso para provimen-
to dos cargos do 2" entrancia
das repartições da Fazenda, e,
.bem assim, que fosse considera-
do em serviço publico durante a
sua permanência na capita;
daquolle Estado, o director ge-
ral do ThcHouro resolveu indete*
rir o alludido requerimento, por-
que o art. 39 do regulamento
annexo ao decreto 8.165, de 18
do agosto do 1910, em quo se
estriba o reqimrente, se refere a
emptogados do 1" entrancia que
tenham do submetter-se a con-
curso fura da localidade onde* se
acha installada a repartição em
que servirem, mas dentro do pro-
prio Estado em que a repartição
esteja situada. Além disso, o ar*
tigo 11 do citado regulamento
prohibe, terminantemente, queos empregados de 1* entrancia
soInscrevam em concurso de 2'
entrancia que se realizar fora
da sede da repartição a cujo
quadro pertencerem, a menos
que delia se achem afastados
por motivo de férias ou do li.
cença para tratar do Interesses,
ou qoando estiverem servindo
addijos á repartição em cuja
sede se effectuar o concur»so..
Assim, st o requerente pre-tende, como allega, inscreverjse
em concurso de 2* entrancia fo-
ra da sede de sua repartição, em
outro EBtado, deve requerer fé-
rias ou licença para tratar de
seus interesses.
« a»H» _
As-resofoções de hasteai
do Tribunal de Contas
O- Tribunal de Contas, aem s«s/
são de hontem, resolveu o ee-
gninte:
Ordenar o registro essor e remode-
tador dos laboratórios do curso
de chimica da Escola Superior
de Agricultura e medicina; Veter
rinaria; entre o Instituto de
Chimica do mesmo Ministério e
Lutz Ferrando & Cia. Limited e
outros, para fornecimento de ma-
terlal permanente; o ordenar o
reigistro dos créditos de 1:000$000
para pa»gamento de ajuda de eus-
to ao 2* tenente do Corpo de
Bombeiros Deodoro Duque César.
O Tribunal respondeu ainda
affirmativumente á consulta do
Ministério da Justiça sobre a
leagalidad.e da abertura do cre-
dito de 3:735|000» para.pagamen-
to de diárias ao machinista da
Sub-Inspectorla de Saúde do
Porto do Piauhy^ durante o an-
no de 1927.
* «i* -
A laranja brasileira
nos mercados inglezes
Em informação remettida ao
Ministério das RelaçSes Exterio*¦•es sobre a j laranja brasileira
no mercado inglez, o ar. Joa*
quim Eulalio, cônsul geral ern
Londres, d»eclara que os preços
obtidos ^ pela nossa fruta vílm
augmentando sensivelmente.
Em fins re seterabro ultimo a
Istranja brasileira alcançou oota-
ção inferior de um shilling ou
dois ás da laranja procedente
da África do Sul. Isto se applica
particularmente as laranjas "Pe.
ra", cujos .preços oscillam entre
' a 24 shilllnags e para as quaes
ha uma grande procura.
O cônsul geral em Londres
condue dizendo que as perspe-
ctlvas do commercio de kiranjas
se apresentam muito favoráveis
para o Brasil, sobretudo no perio-do de setembro a dezembro, épo-
ca em que se nao encontram la-
ranjas de qualidade superior no
mercado inglez e em que, por;tanto, a concorrência do produetoafricano é multo. menor.
COBMWDO CAFE~
Sevilha importou do Brasil
4.347 saccas em um
— trimestre —
' O porto de Sevilha, na Hespa-
nha, importou no tencelro tri-
mestre desfie anno 12.698 saccas
de café das quaes 4.347 do Bra-
sil, 3.785 da Colômbia e Vene-
Kuela, 1.652 do Equador, 1.354
do México, 600 das índias Hollan.
dezas e as restantes de outras
procedências. '
O nosso cônsul na referida, cl-
dade informa que o Brasil, em-
liora mantendo.o primeiro logar
entre os fornecedores de café viu
abaixar a sua percentagem na
Importação total em quasi seis
por cento.A nossa contribuição
que no 2" trimestre deste anno
foi de 37 % baixou, ní» seCTinte
para 3160%. Essa variação é
explicada peio nosso, cônsul como
uma conseqüência dos grandesesforços empregados pelos paizes
cottcaorrentes. Para contrabalan-
çar os effeitos da acção dos con*
correntes, o nosso cônsul fala na
nocessidado dos exportadores bra.
sleiros entraram em negocloçEíes
directas çom os importadores de
Sevilha, aüm de que o café seja
vendido ' directamente e para
afastar os intermediários quesempre o sobrecarregam de des-
pezas como armazenagens, trans-
boi-dos, etc.
Segundo interna o* cônsul em
So-rilha «versos patas que for-
neoem ¦!¦ m
Como foi despachado o recur-
so de um professor de
Direito de Recife
-0£âM)C__
Ma. rL.
I ^n^K^to^_www_\_^_____ """" j*"ÍJ ^~~") '
1 'J*^^Bin^BÍin^in^in^» •/
No mundo da tell
CARTAZ DO DIA
ÍJ--m\-,Í.m.-mm
O ministro da Justiça, tomando
conhecimento do recurso apre-
sentado pelo professor' da Fa-
culdade de Direito de Beclfe, dr.
Thomaz Lins Caldas Filho, con-
tra o acto da congregação, que
determinou a organização de
commissSes examinadoras, de
accordo com o art. 225 do,decre-
to 16.782-A, de 1925. e permittlu
que os docentes livres. , façam
partepara baixo, de
repente, com mais velocidade do
quo a UBual.
E, batendo sobro os para-cho-
ques, que se arrebentaram, com
grande estrondo, deu a Impres-
Bão que os resultados do seu re-
cuo precipitado teria sido Jatai.
Dahi o aviso qúe nos deram
o o pedido do soecorro á Assis-
tencia de ondo mandaram para
o local uma ambulância que vol-
tou fazia, pois que,-além doer pre-
juízos do. parachoques o do na-
tural susto que tomaram as
dezesseis pessoas quo viajavam
no ascensor, -nada mais. houve.
Naão fosse o elevador do Phoo-
nix... de theatro.
¦—, 'a± .lu-uiadllln'':
l-ill'UU.ou..i, 
^-í\jt0Ji *>u,»mUíUVA,'
...ua.-
^.íjuí.I.-í —"tíua. uiuua Aven*
.lil'* UO AXlUÚfV, X'.i,0. UlAAlJl
*vlU l~itAAmUt.il Jl>w*4í, V
'""a-m —• "a. i.uiie lio Amir».
^lUttóU AfCtam, \HJHA liUU*lul \_J,
ua \euiuiu", iiur^L iNauuiuT'
_uiÜ JJaillO AAA.ti. '
ja.ui 4lia.hi — -O Calouro", ^J.Uiiiouna.,1, com hiliuu íjiuju '
livia — "A t^uiiuniud 'di)'
.iieiu", Fox, cum üiOi-jui-iB iícew
O "Ai., Uitii.ftí\imu. uiiu u.uco"
vrouaaiubrs, cum ua.LUA.ia. líKüí„tiÀ
iAXA.ti4\> — --«ja iiiuéumafiòs
ab. Jiuiupa", eroá. ívuuhiuiu* 9A v^ubuu. ua iuoiiaiuiua ausitij,
clí'', xi-g* jyuuúiiu.m.1 •
i-iJuiviaii'.i>oii — "yuarido ajyiiuaei- wuer", Proaucéis, comvera Keynaiau,
. IvlALixu — "Garotas Modei».
aaa", ju.eu'o*Golwyn, cum Amuta
i-uge e Joáu urawioru.
6». JUoiv — --os üacravos do^otga", i-rog. Uraniu, com Mo.ua iviaris e "Escravos do Ouro"
Matímüao, com Irene Kich. ''
NOS BAIRROS
ATLÂNTICO — "Dois Subi*ilões «; um canudo", Paramount,
oom Chester OonKIln e "A xiha
da Perdição" com (Jonaay Tean«
AAUiiUuJAMU — --o Ladrão de.Baguau", Unit^ Artista, com
Douglas Fairbauus.
iimüiiuUA — "O Super-ho*
mem", raramçunt, com ueong
Bancrif o "A Chamma do iu.Hon", com Seena Owon.
AfOLU) — "MeítOiwll^»
Prog. Urania, com Brigitte Helm
e Kudolph Kein-Bodge.
BOULEVAUU — "Em Nomo
do imperador", Prog. Serrador
com Lya de Putti e "O Mundo
Perdido", Fists National, comMilton Sills.
BRASIL — "O Corcun,ia dt
Notre Damle", Universal, com
Lon Chaney.
CBNTENAJRIO — "IUusões
Peiidldas", Prog. Matarazao
oom Jason Bobarus o "A Actriz»
Meatro Goldwyn, com Norma
Shearer.
FLUMINENSE — «Deuses,
Homens e Eéras", Prog. Ura,
nia, com Helen Kurt e "Aven*
turas de um Cometa", First Na,tlonal, com J,ack Mulhall.
GUANABARA — "Dois Arnan*
tes", United Artists, com ft>uald Coiman e Vilma Banlty ."Deserto, mais Poético", Pot
com Bex Bell.
GUARANY — "O Petulante»
Metro-Goldwyn, com William
H,aines e "Coraçítes Irlandezea",i
Prog. Matarazzo, com May Ujij.
Avqy.
GRAJAHU' — "A Borboleta
Dourada'!, Prog, Serrador, con
Lily Damita e "Ceism Emquwto
é tempo", Producers, coiÃVeta
Reynolds.
HADDOCK-LOBO — «Com o
Dedo no . Gatilho", . Unlvêreal,
com' Fred Humes e "A Chiunma
do Amor", United Artists, com
Ronald Coiman e Vilma Eanky/
HELIOS —"Casamento a Pra,
zo Fixo", Paramount, com Es*>
ther Ralston e "Casar Enquan*.
to é Tempo", Producers, com
Zasu Pltts.
LAPA — "Dois Valonte3 do
Garganta", Paramount, com Wal*
lace Beery o "Noite Romanesca"
Prog; Serrador, com Constanco
Talmadge.
MASCOTTE — "Paraizo",
Prog; Serrador, com Milton Sills
b Betty Bronson,
».*MEN DE SA' — "Beau Geste"
Paramount, com Ronald Coiman
e "Perdidos no Arctico", Pox.
MEYER — "Um Repórter A
Saitis",' Paramount-, ' com':vBél»
Daniels e Neil Hamilton.
,. MODELO —.'. "O Super-Ho*
mem", Paramount, com Georgo
Bancroft é "Dectetlvos", Metro*
Goldwyn, com George K. Ar*
thur e Karl ,Dave.
NACIONAL — "Coisas da Mo*
cidade", Prog. Serrador, com
Dorothy Sebastian o ."Cantando
vem, Cantando» vão", Paramount,
com Richard Dix,
OLÍMPIA .— "Devoção", Pri*
ducers, com Rudolph Schild*
kraut e "Mamona;", United Ar-,
tlaasts, çom Dolores dei Rio.,
PARIS — "Quando um Eo*
mem Ama", Prog. Matarazzo,
oom Jonh Barrymore e Dolores
Costello.
PARQUE BRASIL — «Haroldo,
o Veloz", Paramount, com Ha*
rold Llloyd e "Deuses, Homen»
e Feras", Prog, Urania. com
EHen Kurt.
POPULAR — "Filha de He'" f 4. ,'"'., '-,-'*.
¦¦--¦-.-»¦..-,;;: yy. *1^*" *.--- m£ m. ., • a . ;,..,, -,,: ' ¦ " .' -_._.. ....-.-.,. Z^jA-^
-A's 7 1|2 — O engra ^o e elegante sainete, que ê o'mais recente exito do cartaz MALVADA!
• A's 9 horas — Penúltima representação da impagável
farça que Armando Gonzaga adaptou A MORTE A PRAZO
FIXO
A's 10 1|2 — Repe«smrmaiS IT^^-^Al^^ 11 _ TP......JP _ AiLl^l!^ "H> §*n»i
->«aiai ~*mê&f ¦atmmu' rta H II
i J ¦*¦¦>»¦ iwsiunaiiBiBBiiiiMi-mBiMai unMnaimmninti
¦faywvyiflaa^^
10 SPORTI V
¦a"
I Footbail - Turf-Athletismo - Remo -1"
f H} Water-polo - Tennis - Basketball - Box js^ I -Volleyball -Cyclismo e outros sports |,¦ mBiiaiuiu=
.i*m«.l«»,.»M— rTiiiinmniiiiiiiiii iiiiiiiiii iiiiuiii iiiiiiimiiiwiiiiiiiiiiiiumh i" iiwiiiiiiiwiih si—ni——iii ' BiTrnramMMiJUiitaaMHflBmaii^^
O SEXTO CAMPEONATO BRASILEIRO DE FOOTBALL
¦ 'i
-WJWUlMflMA*-
0 match Rio-Bahía não fermin, em iié é i ambiente niisáo mé pelos próprios baiano
-WWWrtrWWWIr
ijCom uma linha, de quatro forwards, os c»~riocas dominaram completamente
o adversário! == qB
.«
Depois de um matcti. completo e cinco pro-
rogações, os paranaenses venceram
os paraenses por 2x1
!::-
0 campeonato brasileiro de
1928 vae passar ã posteridade
como o mais complicado de
quantos,jfi. se realizaram, desde
que foi Iniciado e instituído, ha
selB annos. Tem sido fértil, o
campeonato deste' anno, em.com-
pllcações de, toda natureza, co-
megando pelas questões Internas
entre delegações, passando pelas
inevitáveis scenas de pugilato e
má educação, em campo, para
chegar, finalmente, á. inédita
contingência de .não se fazer ini-
ciar um segundo halftlme, como
medida indispensável e da mais
alta prudência.
Este ultimo caso oceorreu a,n*
te-hontem, por oceasião do match
entre as representações da Ba*
hia e Districto Federal. Não foi
disputado o segundo half-time
porque o ambiente vse tornou do
tal sorte pesado e ameaçador,
que seria arriscadisslmo o pro-
segulmento da partida.
Salvo a hypothese, ainda não
oocorrida, de um Jogador ser
lynchado em campo ou morto a
bala por um torcedor apaixona-
do, não conhecemos em nossa
longa carreira de jornalistas de
sport, nada tão grave como o
que assistimos ante-hontem no
campo do Vasco da Gama.
0 facto não se justifica de
modo algum, mas tem a sua ex-
plicação, de todo opportuna. Re-
cordam-se, de certo, os leitores,
de uns telegrammas proceden-
tes da Bahia, transmlttindo. ine-
ptos commentarios e desairosos
conceitos de alguns jornaes do
S. Salvador e nos quaes os ca*
riocas eram francamente achin
calhados, debochados e insulta-
dos, Pois esses telegrammas e
algumas transoripções que se fl*
zeram no Rio, de jornaes da Ba-
hia, tiveram o mérito de indis-
põr o espirito do publico com os
rapazes bahianos, creando uma
atmosphera pesadíssima contra
elles. Com a chegada da delega-
ção da Liga Bahiana ao Rio e a
habilidade do seu presidente dr.
Archlbaldo Baleeiro, que desau-
torizou amplamente aquellas pu-
Wlcações, desfez-se um pouco o
ambiente, de prevenção que se
havia formado, mas alguma col-
sa ficou latente nas fibras do
carioca torcedor. Nem tudo es-
tava dissipado, quando pot* uma
tremenda fatalidade — repu gna
admittir o propósito — o jogador
Pôpô, de precedentes duvidosos,
inutiliza em pleno campo, o aos(
13 minutos de jogo, o center-
fonvard dos cariocas. Esse foi
o rastilho da explosão. Os ani-
mos exaltaram-se violentamente
e os jogadores cariocas Insufla-
dos pela assistência e na an-
• cia de vingar o companheiro sa-
criticado, desenvolveram, em re-
presidia, um jogo. pesado que
| todo indicava não terminar bem.
üma outra circumstancia con*
tribuiu para negra var a antipa-
thia do publico contra os bahia-
nos, sabido, que foi a unica de-
legação que não quiz admittir
fts substituições em jogo.
Coincidiu que logo de saida os
bahianos Inutilizam um adveio
sario e dos mais perigosos'. O
povo ligou de um relance, uma
coisa a outra. Não houve uma
opinião discordante, porque to-
dos diziam que os bahianos vi*
nham com o criminoso e odioso
objectivo de machucar um ad-
versario, para levar vantagem
na superioridade numérica. Essa
era a opinião dominante em
toda a assistência!
E ahi tem o leitor, a nosso
ver, as razões que determinaram
a incontinenda de ânimos o .pro-
vocaratn todo o ambiente desfa-
voravel e hostil aos campeões do
nordeste.
Da nossa parte lamentamos
muitíssimo o que aconteceu, mas
não ê possível deixar de reco-
nhecer que a culpa de tudo
quanto oceorreu deve ser attri-
bulda, em partes eguaes, aos
jornaes da Bahia, em primeiro
logar e ao Jogador Pôpô, que
devia ser o primeiro a empre-
gar todos os seus esforços para
evitar o menor choque com
qualquer adversário.
Como fullback, esse jogador
Pôpô não se recommenda, ppr-
que lhe faltam muitas, qualida-
des para o diffieil posto, de sop-
to que o publico se convenceu
— e com alguma razão f— que
elle fora ali collocado com o fim
premeditado de machucar os ad-
versados.
Jâ dissemos que nos repugna
admittir aquella entrada em
Moacyr como proposital, mas
não ha nenhuma duvida que ella
podia e devia ser evitada, so-
brehrdo attendondo á3 circum-
stanclas delicadíssimas que pre-
cederam o match.
E quanto á suspensão defini-
tiva do jogo, julgamos que foi
uma acertada medida da Con-
federação Brasileira de Despor*.
tos, sobretudo porque a policia,
que estava no campo para man-
ter a ordem, foi a primeira a
provocar desordens.
Merece a nossa inteira repro-
vação, pela requintada covardia
de que se revestiu, a insólita ag-
gressão de um torcedor, que
traiçoeiramente deu um murro
na cara do jogador Pôpô, quan-
do este jogador se retirava de
campo para o vestiário, no fim
do primeiro half-time. A conti-
nuação do segundo tempo com
a exaltação de ânimos que em-
polgou uma grande parte do
publico, seria uma temeridade,
entre outras razões, porque de
ambos os lados a assistência ha-
via invadido* completamente o
campo. —|
NO HALFTIME DISPUTADO
OS CARIOCAS REVELARAM
GRANDE SUPERIORIDADE
TECHNICA
Lamentável sob todos oS pon-tos de vista foi o incidente pro-vocado pelo jogador bahiano
Pôpô, pois se tal não súccedesse,
estávamos certos de que a luta
chegaria a terminar normal-
mente, com a victoria dos ca-
riocas.
Os campeões brasileiros con-
firmaram inteiramente as nos-
sas previsões de antd-hontem,
que podem sér taxadas de im-
modestas, porém ninguém- lhes
negará sinceridade e lógica.
Verdade é que sô foram ülspu-
tados 45 minutos de Jogo, tempo'
aliás sufficiente para se aqui-
latar do valor de uma equipe.
Os bahianos fizeram mal em
alardear o valor do team qüevinha defender-lhes as cOres no
grande certamen nacional. Dean-
te dos commentarios optimlstas
em torno da organização impec-
ravel do selecclonado da boa.
terra, tão gabado pela impren-
sa do grande Estacio, - fomos
para o campo na firme* persua-
são dô que Iríamos assistir a um
embate multo egual e technicò.
Infellzhiente a selecção bahiana,
pelo menos nestes 45. minutos
jogados, fez uma exhibição má
do seu footbail.
Raros, rarisslmos ataques con-
segúlü ;' organizar, embora * o
combinado carioca jogasse des-,
falçado do um dos seus melho*:'
res, elementos do ataque. : ,-.' Apenas Del Vecchio, evidén-;
dou-se um keeper,.-. de*, optimos
recursos é golpe de vista, • defén-
dendo algumas bolas em estylo
brilhante. Aliás, a seqüência de
bolas que pegou e os.dez cor-
ners seguidos, marcados contra
os bahianos, explicam claramen-
to a fraqueza ou falta de recur-
sos de jogo dos médios e full-
backs visitantes,
. ,0 trio ceptral- da-linha ata-
cante, composto de jogadores
consagrados no scenario spor-
tivo nacional, era. tido como ele-
mento decisivo no ataque.
Pois Mario Seixas, Gambá e
Manteiga não conseguiram, tal-
vez pela boa marcação movida
pela linha média carioca, orga-
nlzar qualquer ataque conscien-
to e deliberado. Apenas uma
vez, logo ao lniclar-so o prelio,
uma escapada conduzida pela
esquerda proporcionou a Sando-
vai calculado centro rasteiro, ern
optimas condições, que M, Sei-
xas falhou de maneira lamen-
tavel.
Ao team bahiano faltou uni-
dade no conjunto, embora não
so possa negar valor' individual
a alguns elementos.
Achamos a defesa débil."A li-
nha de halves, embora enérgica,
é falha no jogo de conjunto,
passando mal as pelotas.
, Pouco auxilio prestaram aos
deanteiros.
A parelha de backs é energl-
ca, um pouco violenta mesmo,
porém sem grandes recursos e
não conteve com efficiencia o
otaquocarioca, que se compu-
nha apenas do quatro elemen-
tos. Silvino foi o melhor. Pôpô,
além de violento, falhou varias
vezes."
Roberto foi o mais fraco dos
halves. '
Paula Santos- multo esforçado,
bem assim como Silvano.
Da linha de .forwards gosta-
mos apenas da ala esquerjla.
Manteiga e Sandoval fizeram
um jogo delicado e; muito produ-
ctivo,' dando trabalho a Nasci-
mento e Pennaforte para mar-
cal-os.
Os demais não jogaram 
'_ de
maneira a chamar a attenção.
Dos cariocas diremos que jo-
goram mais' ou menos bem em
conjunto, pois a falta de Rtrssl-
nho perturbou Inteiramente a
boa conducçâo dos ataques.
A linha, média foi a alma do
team, jogando com grande effi-
cienck..
O triângulo final teve em
Amado e Pennaforte dois gran-
des elementos.
Helcio falhou algiipias'fves*esi
mas não comprometi*•••
Nascimento, Florim m e For-:
tes jogaram com a nofi-urança e
maestria a que já nos habitua-
mos. ,
Não poderemos falar do jogo
de conjunto dòs-deanteiros, pois
a falta de uma elemento na li*
nha prejudica inteiramente a
bolleza e segurança das jogadas.
Diremos apenas que todos se
esforçaram muito J e que Theo-
philo se destacou con»n cavador,
centrando optimas bolos. Bahia-
no, como sempre, muito esforça-
do mas dè uma grande infelicl-
dade nos arremates.
Paschoal e Nilo multo àctivos.
Os teams jogaram com a .í.v
guinte constituição: , ,
Cariocas — Amado; Pennafor-
te e Helcio; Nascimento, Floria-
no e Fortes; Paschoal, Nilo,
Russo, "Bahianinho e Theophilo.
Bahianos —Del Vecchio; Pôpô
e Silvino; Roberto, Paula. San-
tos o Silvano; "Bayma, M. Sei-
xas, Gambá, Manteiga e San-
doval.
O unlco ponto dos cariocas foi
aAfulrtdo por Moacyr, aos 13
minutos de jogo, aproveitando
uma defesa fraca tle Del Vec-
chio. Foi uma bola rasteira e
violenta, de defesa impossível.
Um minuto depois Pôpô, em vio-
lenta entrada sobre Russo, ma-
chucou-o seriamente, originan-
do-se a exaltação de.ânimos qua
culminou com a suspensão da
partida no *half-tlme, devido ao
conflicto em que tomaram parte
saliente soldados do Exercito,
policia s *-\arinheircis.
-wwwvwwwwwwi-
Apezar da falta de Russo, os
cariocas dominaram inteiramen-
te a partida e tiveram varias op-
portunidaides de augmentar o
scorè.
Poucas -vezes os atacantes ba-
hianos puderam estabelecer con-
tacto çom Amado.
Terminado o primeiro tempo
com a vantagem de 1x0 para
os cariocas, o segundo tempo
não foi jogado devido ao receio
de qualquer incidente, pois era
grande a exaltação dos assis-
tentes.
Como juiz, actuou a contento
o sr. Edgard Gonçalves, do Villa
Isabel.
OS CAMPEÕES DO SUL VEN-
CERAM POR DOIS A UM
OS CAMPEÕES DO NORTE
0 goal de vieteria foi marcado
na quinta prorogação!
O match Pará-Paranâ, teve to-
dos os aspectos de uma luta sen-
sacional, não lhe faltando, paracompletar a famosa historia sem
precedentes no campeonato bra-
sileiro, a realização de cinco
tempos supplementares de- 10
minutos cada um. Uma luta ti-
tônica, cheia de alternativas e
de Incidentes. O Paraná venceu
como podia ter perdido. Uma
questão, de sorte. Nas condições
em que estavam os jogadores,
depois de 2 horas e vinte minu-
tos de luto, a victoria já não po*dia reílectlr -superioridade de
jogo. Os paraenses, entretanto,
mostraram - maior resistência, e,
como' era natural, dominaram
mais tempo, e em todas as pro-rogações levaram uma accen-
tuada vantagem sobre os adver-
tarios. ' Não quiz a sorte que
fossem os vencedores, apezar da
bravura e do heroísmo dos seus
homens. Uma eventualidade for
tuita, intelligentemente aprovei-
tada pelo meia direita Marreco,
do team .paranaense, decidiu à
victoria. Uma bella victoria,
sem:-.* duvida, mas que não ê o
reflexo ' de umtv evidente supe-
rioridade.; Os paranaenses ven-
ceram, mas nãò convenceram.
' - O JOGO
Muito movimentado o match,
desde' os. seus. primeiros minu-
tos,-,O-vento, qúe perdurou "toda
a tarde, favoreceu inicialmente
o team do Paraná que atacou o
goal do fundo' do campo com
essa vantagem. Aliás, o team
que jogava a favor do vento
sempre levava ,.um bom handi-
cap, emquanto o adversário era
prejudicado. Por isso, o footbail
de ambos foi muitíssimo sacri-
ficado. A favor do vento eram
favorecidos e contra o vento
eram prejudicados. Num balan-
ço de forças o julgamento tem
que soffrer algumas restrlcções.
Comtudo, i seria negar a evlden-
cia dos factos, não dizer que os
paraenses souberam aproveitar
melhor, a vantagem decorrente
do vento. No primeiro half-time,
1*, 3* e 6* prorogações os do Pa-
raná jogaram a favor; da vira,-
ção e os do Para sô jogaram
tres vezes nessa circumstancia
o segrundo half-time, a segun-
da é quarta prorogações. Não
obstante, todos os tempos sup-
plementares foram inteiramente
favoráveis aos campeões do nor-
te que assediaram insistente-
mente o goal adversário, mon-
tendo sobre a defesa do Paraná
uma continuada pressão. A ter-
celra prorogação constituiu toda
ella um verdadeiro dominio, ape-
zar do vento contrario. Os pa*
raenses bombardearam o goal
de Buddant por todos os lados
e jogaram multo tempo nas im
mediações da área. /
Repetimos. A ventania preju-
clicou multo o jogo e para con-
firmar essa , circumstancia, pode-
riamos acerescentar este curió-
so detalhe: nenhuma bola en-
trou no goal em. que os teams
jogavam a favor do vento. Os
tres goals do score — dois dó
Paraná e um do Pará — entra-
ram no reotangulo contra o qual
n vento se manteve firme toda
a tarde. Descontado esse incon-
venlente e estabelecida a neces-
sario restricção na analyso do
jogo -de ambos os teams, chega-
remos á conclusão de que os pa-
raenses, sem revelar qualquer
superioridade, tlvertun pelo me-
nos mais tres opporttmKrades
que os do Paraná,'de augmentar
o seu açore"— inclusive um pe-
nalty! — e o não fizeram em
virtude de falhas technicas hi-
desculpa veis.
Essa coisa de dominar um ad-
versario pôde mostrar e provar
que os halübacks são * bons, que
auxiliam multo a linha de fren-
te, mas, por' outro lado, deixa
numa clara evidencia a imprecl-
são dos forwards .para comple-
tar a tarefa que lhes compete.
Nenhuma defesa resiste ao do-
mhilo de uma Unha adversaria,
quando os forwards sabem apro-
voltar a permanência do jogo na
área de goal. Ante-hontem foi
observado com nitidez que os
paraenses não souberam con-
verter o dominio de muitos mi-
nutos.* Opportunldadés tiveram
varras e consecutivas, em nume-
ro bem maior qne os parana-
enses, entretanto não as sou
beram aproveitar. Releva notar
que Secundlno, no ataque dn
team paraense, foi uma figura
de remarcado , destaque, traba-
lhando com uma tenacidade es-
pamtosa para manter a bola no
meio campo paranaense. Foi a
alma do ataque do seu team.
Em resumo e quanto ao Jogo,
se nos offerece. dizer que não
houve absolutamente superior!-
dade dc vencedor sobre o venci-
do. Os paranaenses são indivi-
dualmente jogadores mais tech-
nicoSj já o dissemos varias ve-
zes, mas falta-lhes a noção do
jogo de conjunto. Elles. não sa-
bem applicar na acção collocti-
va da equipe as qualidades in-
dividuaes que os distinguem.
OS PARAENSES
Tiveram os rapazes do Pará
uma inaudita infelicidade, per-
dendo o concurso prestimoso de
um dos melhores elementos de
defesa. Machucado num choque
com o seu companheiro Aris-
theu, Milton foi obrigado a re-
tirar-se de campo, para não vol-
tar mais. Fez muita falta por-
D4
UM VI tu u »»'
Casa
Colombo
Preços para liquidar em pou-
Cos dias a sec£ão de creanças:
Combinações de - percail
ltotado 1$900
Combinações em perca!- fantasio ...... 3$500
Costumes de linho e
percal . . .... . . 6$M0
Costumes de brim lis*
tado ........ 6*800
Costumes * Panamá, fan-
tasia 7*800
Qosnumas Marinheiro. 18*500
VostMinbos percal* fan-
tasia «$900
Vestidos percal fantasia
para mocinha . . . 6*900
Vestidos Linon para
mocinha . . . . . . 6*900
Chaipeosinhos de setim
de seda ....... 5*800
Chaipeosinhos de percal
fantasia ...... 3*500
Blusas de percal fan-
tasia 4*500
Calcinhas bordadas . . 3*900
Chapéos de palha para '
praia ........ 9*800
Collarinhos inglezes de
puro Unho -duzia ,, (1*900
w_m
Formidável stock de brin-
quedos a preçosmuito abaixo
do custo.
Milhares de outros artigos
«sta» i sendo liquidados egual--
mente com enormes abatimen-
tos.
Aproveitem os ultimos diasda liquidação--da
(403)
Casa Coíoiè
A A., P. E. A. propõe reformas funda-
mentaes para o Campeonato Brasileiro
-~WWWWS Em Santos e S. Paulo
. *.•':' '..!"*' ~1\
Santos, 2 (A B.) — Encon-
traram-se, hoje, no campo de
Villa Belmira, em' disputa amis-
tosa, as turmas do Santos F.
Club local e C. A Sílex de São
Paulo, campeão da primeira dlvl-
são Apeana.
Preliminarmente foi disputada
mais uma partida do Campeonato
Commercial entre as turmas do
Barreto Holl e.Aljuba F. C, ca-
bendo a victoria a este, pela con-
tagem do 6x0.
A's 16,30 entraram em campo
os quadros principaes assim or-
ganizados: Santos — Athié, Aris.
tldes e David; Oswaldo, Jullo e
Alfredo; Siriri, Camarão, Araken,
Passos e Hugo.
Silex: Teixeira, Moretti e Mo-
retUII; Prezolin, Carmo e Ca-
tolli; Figueiredo, Pedrinho, Vas-
co, Alfredo e Corsato.
O jogo é Iniciado com alguns
ataques dos locaes. Os visitantes
reagem e a partida equilibra-se
Áos 35 minutos de jogo, Teixeira
produz nma defesa fraca do que
se aproveita Siriri para marcar o
primeiro tento, aliás d unlco re-.
gistado na primeira phase, ter-
Foi lido na reunião de sabba-
do na C. B. D. pelo sr. N. José
de Barros, representante da A.
P. E. A., o seguinte memoriaj:
Srs. congressistas:
A principal finalidade que de-
via visar o regulamento do Cam-
peonat? Brasileiro de Footbail, é
necessariamente a equidade.
Entende, portanto, a Apea que
nenhuma entidade regional deve
ter sobre as suas congêneres pri-
Vilegladas de qualquer natureza,
que a colloquem em posição de
superioridade perante as demais.
Assim pensando, a Apea, en-
tenda que os jogos do Campeo-
nato Brasileiro devem ser distri-
buidos pelas diversas capitães-ou
sedes das ligas que desejarem
concorrer a esse . certarmen na-
cional de modo que a população
de cada sede de liga possa apre-
ciar e admirar a actuação de
seus campeões.
Esta suggestão da Apea, fir»
ma-so nos dlctames da razão e
da justiça, porque as entidades
regionaes, quando assumem a di-
recção dos sports, cream para si
o obrigação de zelar pelos inte-
resses dos seus cooperadores, me-
lhor caracterizados pelo-nome, es-
senclalmente sportivo, de torce-
dores.-
E' por isso que a Apea julga
a distribuição '*aquitativa dos jo-
gos "indispensável 6, boa regula/*
mentação do Campeonato Nacio-'
nal de Footbail.
No-Intuito, porém, de melhor'
fazer comprehender o seu pensa-
mento, a Apeò passa.a deganvol-
voWv euggerindo medidos que,
com a suo habitual franqueza,
acredita melhorarem muito o re-
gularriento do Campeonato Bra-
sileiro de.'Footbail e conciliaremmelhor os interesses e as aspirai
ções das associações confedera-
das, o que actualmente não acon-
tece. „ -. *,-;-'• .-flf--
Sob o s#u ponto de vista acha,
a Apea qüe a actual divisão do
paiz emi quatro'regiões — Norte,
Nordeste, Centro e Sul, é a mo*
lhor possível, pois veiu tornar re-
lativa mente curto o periodo da
disputa do Campfeonato Brasilei-
que, para bem das ligas confe»
deradas, não deve durar mais (de
dois mezes, afim de não acarre-
tar grandes transtornos aos cam-
peonatos estaduaes.
Não concorda, porém, coni a
fixação, de certas « determinadas
capitães para nellas se realiza--
rem sempre as competições re-
gionaes.
Por exemplo: —' A capital de
São Paulo tem sido sempre a
designada para sede da zona sul
e nella têm sido disputados to-
.dos os Jogos do campeonato em
que a Apea competiu com selec-
cionados do Paraná, Santa Ca-
tharina e Rio Grande do Sul; a
Capital Federal tem sido, desde
o primeiro Campeonato Brasilei-
ro, a sede da zona central, não
se- locomovendo a Amea nunca
para jogar com os seleccionados
do Espirito Santo, Estado do Rio
e Minas Geraes.
Ora, isto, evidentemente, .n&o é
Justo, nem equitativo, nem mes-
mo sportivo.
Melhor seria, se aC B. D. re-
gulamentasse os seus campeona-
tos de mbdo que todos as capi-
taes tivessjem ensejo do conhe-
cer e apreciar a efficiencia dos
campeões-dos respectivos Esta-
dos.
_E' por isso-que a Apea, toman-
do como exemplo as zonas aul e
central, apaésenta a seguinte
proposta: ,
Em 1929 oseioecionado paulis-
ta, na data determinado, jogará
com os paranaenses em Curity-
ba, emquanto os selecclonados de
Santa * Catharina e Rio Grande
do Sul realizarão o deu jogo em
Porto Alegre.'
Na zona central a Amea jogará
com os mineiros em Bello Hori-
zonte ou Juiz de Fora e a Apea
disputara com os esplritosanten-
ses em Victoria.
No anno de 1930 lnvertor-se-ia
a escalação das localidades para
a realização dos jogos que, na
zona sul, passariam a ser dispu-
tados entre paranaenses e pau-
listas em São Paulo e entre gaú-
chos e catharitvenses em Floria*
nopoHs; na zona* central entre
mineiros e cariocas no Rio de Ja-
neiro é entre espiritosantenses e
fluminenses «m Nictheróy.
Assim regulamentado o cam-
peonato, ao fim de dois annos te-
ria ,havido jogos em todas as sé-
des das entidades confederadas.
Súppondo agora, para argu*
mentar, que, nas preliminares em
1929, vençam os paranaenses e
gaúchos, o jogo decisivo da zona
sul seria em Curityba, ficando
entendido *que em 1930, qualquer
que fossv o vencedor, a decisão
seria em uma das outras capi-
taes, estabelecendo-se o melhor
critério de equidade ma distribui-
ção ãe locaes para jogos de deri-
são final entre os vencedores e
procedendó-se de maneira lden-
tica nas zonas norte, nordeste e
central.
Apurados que fossem os cam-
peões das zonas, as, semiftnaes
seriam disputadas, em 1929: en-
tre campeões do sul e centro,
no sede do campeão do sul e pm
1930, na sede do campeão do cen-
tro, regulamentando-se por fôr-
ma idêntica o campeonato das
zonas norte (e nordeste.
Assim' chegávamos á prova fi-
nal, que por todos os motivos
deverá ser disputada na. melhor
das tres.
Se, por exemplo, a prova final
tiver de ser disputada entre os
campeões do sul e do centro, o
primeiro «ncontro dar-se-ia na
sede da zona central e o segun-
do na sede da zona sul.
Em caso de nâo se decidir o
campeonato em, dois encontros, a
C. B. D. designara então o local
para o terceiro, o que poderá fa-
zer por sorteio ou, se preferir,,
mondando que esse ultimo en-'
contro se realize em-campo neu-
tro.. Por jesta formula que a
Apea apresenta, nenhuma asso-
ciação confederada terá'maiores
probabilidades de vencer, pois to-
dos serão obrigadas a se locomo-
verem, não havendo,, por isso,
motivo algum para. queixas, que,
geralmente, quando não attendl-
das, accarretam*' a abstenção da
entidade queixosa. |
Poderão, ontretanto, objeotar:
— na pratica nâo ê possivel essa
regulamentação, porquje ha entl-
dades que não têm praças spor-
tivas, capazes de comportar gran-
de assistência e ha capitães de
Estados de diffieil accesso e de
população diminuta, onde os jo-
gos não darão renda para cobrir
as djiisiiesas que a C. B. D. é
obrigada a fazer. '
De facto, mas para isso ha re-
medlo: — a C. B. D. excluirá
da possibilidade de serem sedes
de jogos das entidades que não
tenham os seus campos em con-
dições e essa. disposição benefi-
ciará materialmente as entida--
des confederadas, por ellas visa-
dos, pois, movidos pelo bairrismo,
os seus adeptos tratarão de coa-
strulr boas praças do soorts, pa--
ral não deixarem os seus resRe-
ctivos Estados em condições- de
inferioridade sportiva.
Devem tombem Ber excluídas
da classe do eédí>s''parn jeneon-
tros do Campeonato Brasileiro as
capitães de accesso diffieil e de*
morado.
Seria possível e até absurdo
forçar, por exemplo, os pairana-
enses iriem 6. Cuyabá jogar e, na
hypothese. de serem1 vencedores,
a terem de 'voltar até Porto
Alegre.
Não, a Apea não propõe ab-
surdos.
A C. B. D. pôde regulamentar
o seu campeonato, fixando jo mi-
nimo de assistentes para cado
Jogo e excluindo de sedes do com-
peonatos as capitães que não at-
tingirem esse minimo.
Pôde ..tambem'o regulamento,
nos casos de capitães longínquos
ou de diffieil accesso, como por
exemplo Cuyabá, determinar ou*
tra cidade paro a sua, concen-
tração a qual, neste caso, pôde
ser São Paulo.
Além disso existem associa^
çSes confederadas, como Nicthe*
roy, cuja vizinhança e' intima II-
gação â Capital Federal, tornam
possível a realização de jogos
em qualquer destas cidades, uma
trez que as respectivas entidades
regionaes estejam de accordo.
Emfim, innumeros casos parti-
culares • podem surgir, os quaes
a intelligencia e a boa vontade
dos directores da C. B. D., pô-
dem resolver com equidade e a
contento dos interessados.
Sobre p Campeonato Brasilei-
ro de Footbail resta ainda enca-
rar a questão financeira,
Grandes despesas será neeessa-.
rio fazer çom a mobilização de
todas as delegações e nôs, os
sportlstas, devemos contar ape-
nas com os nossos reoursos pro-
prios, pois é sabido que do origem
governamental nada se pôde es-
perar.
E* certo que o sport não ê, nem
d|9Ve ser fonte de lucros, mas
tambem ê wdade que não se
podem promover competições
sem dinheiro.
Por essa razão a Apea entende
que a C. B. D. dieve, em pri-
meiro logar, regulamentar te-
clinicamente o seu campeonato,
designar as sedes dos jogos e, em
seguida, orçar a receita e a des-
pesa que-« mesmo lhe acarre-
tara.
Naiurarmentte a despesa ultra-
passará & retjeJta, embora a fi-
nal Jogada em duas lou tqes par-
tidas, faça crescer multo a renda.
A C. B. D., entretanto, poderá
crear a caíra prt-Campeonato
Brasileiro, como creou a das
Olympiadas e, entre as entida-
des mais dispostas a (auxiliar es.-
sa caixa, promoverá os neeessa-
rios festlvaes, podendo desde já
contar com a boa vontade e con-
curso da Apea.
E, se por este melo'nãp pudpr
ainda conseguir em cada anno a
receita necessária, pôde a entida-
de nacional fazer disputar o seu
campeonato do dois em dois im-
nos, pois vale matto mais, spor-
tivamente falando, um campeo-
inato .disputado ém .eguaes condi-
çções de direito, justiça e equi-
dade, do que dois ou tres com
certas confederadas podem ser
a regulamentação actual em que
beneficiadas a tal ponto que ê
quasi Impossível serem venpldas.
São estas as Idéas que a Apea,
apresenta aos illustres congres-
sistas, na certeza de que as es-
tudarão, ampllàndó*as, corrigln*.
do-os e melhorando-as.
E, ao fazer a entrega deste
memorial, insiste em tornar bran
patente que não 6 movida por
interesse pTOprio, mas unica e
principalmente pelo desejo de
tornar.o Brasil, tamlsjan sporti-
vãmente, respeitado e grande.
Sala,das sessões. — Rio, Io de
dezembro de 1928. — N. Josô
ãe Barroa -- Representante.
minando pois com a contagem de
1 x 0 a favor do Santos. O perio-
do final do jogo decorre sem in-
teresse; o Santos faz alguns ata-
ques. Assim prosegue a partida,
até que ao findar o tempo regu-
lamentar, faltando apenas 7 mi-
nutos, Vasco, com calculado ar-remesso empata a partida. O San-
to reage, mas o apito do Juiz põe
termo a disputa com o empate de
um ponto.
Santos, 2 (A B.) — No campo
da A A. Palmeiras, realizou-se
hontem, mais um-match em dis-
puta do campeonato da divisão
principal da Laf, entre os pri-
meiros e segundos quadros do
Antanstica IV C e do S. Genna-
nia. ;
A partida preliminar termino*
com*a victoriaido Antarctica por
2x1.
Entraram, apôs, em campok «a
quadros principaes, assim orga-
nlzados:
Antarctica: Damlão, Spitaletti
e Morcego; Mono, Sebastião e
Sylvestre; Delphim, Ernesto,
Jordão, Patrício e Pelota. *
* Germania: Majror, Berges 1° e
Borges .2°; Cayuba, Caserine e
Ré; Láerte, Mathias, Kruger,
José e Rodato.
Iniciou-se a partida ás 15,65,
mantendo-se o Germania desde
logo no ataque, dando insano tra-
balho a Damião. Num desses ata-
ques Laerte' recebe a bola . de
.Kruger e escopo, passando-a a
José, que* shoota e faz o primeiro
tento do Germania. Logo a se-
guir, reglstra-se um. toque na
arca, commettidoi por Morcego.
Kruger bate; b tiro * livre, mas
atira a bola por_çlma da trave.
Enviada novamente ao centro,
Kruger, apodera-se da pelota e
passa-a a Laerte, quo fintan*)
os halves 6 Impedido, por Morce-
go, de quem recebe íorte esbarro.
A bola ê posta fora e o jogo é
interrompido. O juiz ordena tiro
livre oontra o Antarctica, que ê
batido por Kruger, e defendido
por Damiâ>, que concede escan-
teio. A seguir termina o primeiro
tempo com- a vantagem do Ger-
mania por 1x0.
Reiniciado o jogo, o-depois de
alguns lances, Sebastião escapa
rapidamente e' passa a Patrício;
este flnta e avança; Mayer se
precipita contra elle mas, Patrl-
cto shoota, antes de sua chegada.
Borges I, tenta impedir a entrada
da bola, maa osta toma effeito,
bate na trave e*anlnha-se na rede
do Germania, ficando assim, em-
patada a partido. Reposta ao
centro, ê dada a-saida e Jordão,
recebendo passe de Patricio
marca o 2o ponto dp) Antarctica,
cabendo a este, dahi em deante o
predomínio da pugna. Os elemon-
tos do Germania, porém, embora
cançados-não desanimam. Inespe-
radamènte, Krugev, de passe de
Cayuba, marca o 2o tento para o
seu quadrei e desse-modo, termina
a partida, com o empate de 2 x 2.
1 aAit Costumes de Pana-
JL m_ sob MedHft.
Alfaiataria San-
tos Dumont
192, e. 7 Setembro, 192
A PHALANGE FEMININA HO-
MENAGEIA OS CAMPEflBS
DO FLAMENGO
Está marcado para depois» de
amanhã, quinta-feira, no rink do
Flamengo, a realização de
uma sessão de patinação, haven*
do antes, üma homenagem da
phalange feminina aos campeõos
rubro-negros.
. Essa homenagem constará da
entrega a cada um dos campeões
do Flamengo, de uma flammula
de seda, com as cores, do cam-
peão de terra, e mar.
Depois da entrega dessas Cam-
mulas, serão entregues os me*
dalhas offerecidas pêlo Flamengo
aos seus campeões, os quaes são
os seguintes:
Athletismo: (medalhas de ouro,
riinho grande) — Carlos Reis
Junior, Erico Falcão, Iberé Reis,
João Clemente da Silva, José Au-
gusto dos Santos Silva, Clovis
Falcão e Ulysses Malaguti.
Athletismo — (Medalhas de
ouro, pequenas) — Fernando de
Almeida, Francisco Benedettl,
Francisco "G. Marinho, Guilher-
me Catramby F\, Heonrich Sib-
bert, Jayme Guimarães, João* Pa-
dilha F. e José da Siva Cam-
pos.
Athletismo — (Medalhas de
bronze, pequenas) — * Abelardo
dos Santos Matta, Alamir. Cruz
Santos, * Antônio A. Gomes Ta-
veira, Eurico Capitulino de Bar*
ros, Fritz Bammersberger, Gun*
ther Klelnschmldt, João Niculussl
Junior e Manoel R. Leite Pi.
tanga.
Remo —¦ (Medalhas de ouro,
cunho grande) -tt Afro do Ama-
ral Fontoura, Osório Antônio Pe-
reira, Origenes A. Calmon du Pin
o Almeida, Lourival de Oliveira
Reis e Mario A; Pereira da
Cunha. '
Remo — (Medalha de prata,
cunho grande) — Afro do Ama*
ral Fontoura e Osório Antônio
Pereira.
Esgrima — (Medalha de ouro,
cunho grande) — General Valerio
Falcão.
Basketball (Medalha dé prata,
cunho grande) —• Manoel R. Mo-
reira, Eugênio Rihel, Nelson Ti*
noco Pacheco, Arthur Monteiro
Neves, Julio Schrader, Ângelo Sa*
lusse, Aloyslo Pedreira Machado,
Armando Belens Costa, Dario
Moacyr e Augusto L. Amorim
Filho.
Apôs a entrega das medalhas,
haverá dansas.
Na mesma occasiSo será entre*
gue ao footballer Helcio Paiva,
um mimo adquirido por subscri.
pção entre os seus amigos, como
lembrança Oa actuação desse
grande full-back nos jogos inter-
nacionaes da temporada finda.
Fará a entrega da' lembrança
a Helcio Paiva,, o veterano fla-
mengo José Agostinho Pereira
da Cunha, benemérito e fundador
n. 1, do C. R. db Flamengo.
%
UM TEAM PORTUGUEZ VEN*
CEIT O SCRATCH
FRANCEZ
Pari», 2 (U. P.) — O team de
fçertball de LlsbOa, derrotou,
hoje, um scratch francez, peloscore de dois a um.
OS ITALIANOS VENCERAM
OS* HOLLANDEZES
, MUão, 2 (U. P.) —Verificou-se
aqui, hoje um match de footbail
entre teams da Itália e da Hol-
landa, vencendo. o Drimelro por
tres a dois.
O-T0RNEH> 1NTEKNIHDO
FLAMENGO
C6nform*&,-estava.imarcado,«prtíi
seguiu ante-hontem, a. disputa d"Torneio Interno do Flami
sendo realizados dois-jogos è-
quaes pá-ticlparam os ti"Mme. Ernani Pereira", "JJmS.
Oswaldo Jacintho", "Mme. AlcW
des Horta" e "Mme, F. Esposei"/
O prlmelroí jogo, que foi entrs
os quaãros "Oswaldo Jacintho" è"Alcides Horta", terminou empa.
tado por lxl, quando devia pro«seguir atê verificar-se um vence-
dor, e visto como o Torneio 6 elfc j§minatorio. f
O outro jogo entre os teamaf"F. Esposei" e "Santos Jacfa>-(
tho" terminou com a victor»
deste ultimo, pelo score dfe'8 x.lJ
\
O TORNEIO INTERNO D»
BOTAFOGO '
No campo da .rua GeneraM^!
verian,d, foi iniciado sabbado er,
proseguiu ante-hontem, a dfspu-í
ta do torneio interno de footbatuj
encontrando-se os teams "Peâr*;
Nunes" e "Carlos Rocha"» «***&
contro que foi favorável iiqcroU*
team por 3 x 0. O outro emconíáÉK
foi entre os teams "Direett MenS»
zes" e "Renato Pacheco" e hwj
qual o team que tem o nome dóS5*
presidente da C. B. D. i"oil derrO-f.
tado por 1 x 0. ,!
Os teams dlsputantes estavam ;
assim organizados: *;•"Pereira Nunes" — Vloti>r*i|
Aloyslo, Franklin, Aguihal4ó,|f
Lauro, Humberto, Adalberto»»'
Paulino, Milanez, Lourival e Roj;|
dolnho. , 
'.. '.*,'?íS
"Carlito Rocha" rr- Dominais
Nestor, Osmar, A. Silva, Carltto>&
Balblno, Haroldo, O. Ruy, Erleo^i
Paulo Moura e Santa Rita. M"Renato Pacheco" — Ub!raja»
Rezende, Tavares, O. Macedo,,Lu*;
ciaiv> e Othanro Macedo. > .i^àf;
UMA PARTIDA ENTRE ESCO.!
TEIROS DO' FLUMINENSE t
No-campo do Fluminense reaB-,
zou-se uma partida entre, osy
teams Guaranys o Tamoyos, cora-,
posto de escoteiros do tricolor.
A partida foi bem disputada et
terminou cora-a victoria dos.Gua^
ranya por 2 x 1.
'..--.-
EM MIRACBMA "
Num match amistoso, reaftsadol '
entre o Mtrnnwna F. C o um-.:
combinado do Nietheroy, TeoDoaj.'i*
o Mlracema por (xt "¦-;'•,'-.* •,-....*¦ . 
m
ENSAIO- INDIVIDUAL W fl
COMBINADO CARIOCA
Reallzando-se. hoje, terça-ffelra, s
4 de dezembros/ás 4 horas-da tar*'";'
de, no stadium do C. R. "Vtmoa 
yda Gama, mais um ensaio pre-.)
paratorio do combinado carioca >
para o Campeonato Brasileiro dsf ji
Footbail, a Associação Metropo^,;
litana de* Esportes Athletio**, I
solicita o prompto compareei-j
mento dos amad-t-es abaixo: fi-M
Amado, Pennaforte, Helcto, 
'
Hermogones, Fernando, Pamplo., ¦¦
na, Paschoal, Nüo, Arthur, Theo.
phllo, Jaguaré, Franeraco ';Gori«'-^
çalves, José Lnlz, Nascimento,
Floriano, Fortes, Gilberto, Eeíii;
dlsláu, Rogério, Florendo e 8aa«
fAnna.
ARTIGOS Pm HOHEHT J
Roupas brancas
Comprem directamente na Fa*" ¦'¦¦.
brlca Carioca, que vende maisjx
barato. Vendas a -varejo. * **
22, Rna da Carioca, 22
aaÊaaaaammmmX-fB
XADREZ
XADREZ NA A. C. M
Conduzido com «rapidez e pro*
cisão pelo sr. Aubrey Stuart, terr :
minou o torneio de xadrez de-*'*
1928 da A. C. M. no tempo rer
cord dé 29 dias. O systema dé .'*
pontos de vantagem ideado* petóV-ísr. Stuart para substituir as an.
tigaa formas 'de "handicap" deu-*'
um equilíbrio perfeito quemül*^*
to concorreu para animar os jchfí
gadores novos. Assim, partiram
de "scratch" os srs. Stuart *$
Lacerda Guimarães e tiveram 1
ponto de vantagem os srs. Maga-,
lhãés, Machado e Harrison e 2f.
pontos todos os demais concórè,!:J
rentes. -.¦-'¦'• ;**$£
O resultado foi o seguinte: Dr..v
José Lacerda Guimarães- 13 1|2,i ¦¦ yj.,|g;i*»i,
10 CORRETO DA MANHÃ —- Terça-rfcira, ide Dezembro de 1928
.*-
A corrida do Jockey-Olub
-WWSAIWSMA-
franco ganhou o grande premio
Henrique Possolo em unt
diiffiiicll final, derrotando Frlvolo
por pequena vantagem
- V^w*/wvwvs/« -
i'í*:Na pista 
"do hippodromo do
•Jòckey-Club foi ante-hontem mala
uma vez realizado o grande pro-
¦mio Henrique Possolo, quo ro-
t,..uniu üm lote de oito produetos
,:;»»brasileiros de trea annos, dos
-' • quaes ¦ se deâtacavam Franco,
!'J.'òps, Tyta, Frlvolo e Grinalda.
J-Òcpublico, que nas apostas ampa-
bjJ^óu" o primeiro com muita deci-
y cão, esteve a pique de vêr fracas-'iSsada 
sua espectativa. O seu pre-
rt ferido ganhou, 6. certo, mas em
¦rt um final difficillmo, ameaçadoH "¦i: ura nnai aiuicmmu, uiuca._o.uu Annuuanao uma lenimivu., iim
,:, seriamente por um cavallo que concorreu para quatro cavallob.
rt. até então, como algumas horas entro os quaes os que acabaram
: antes da carreira asaignalavamos, se colloeando nos dois primeiros
i nada produzira digno de maior po.stos, por haver ficado parada•attenção. Frlvolo, entretanto, Biricchina, a partida pouco dé-
i: confirmando os seus exercícios poig f0[ ^aAo., cabendo a Corco-
uran.irninnirMJ íinri (írmllll t íl IYI hOM! ..-.,!« Á nH|nn|iMi1 17*uc*n fíllici fll.preparatórios, confirmou tambem
S?;0 ,que a seu respeito sempre se
p|:-, disse, demonstrando seu um potro
feVde boas qualidades, cujo entraine*
pttòent tem soffrldo as consequen-
teíclas^de vários contratempos, pois
f,:-'.parece não possuir um dos .ten-
ÈiiáSea muito solido. Franco, por
SíSseu turno, vendo a seu lado um
»y adversário corajoso, conduziu-se
K com a sua habitual galhardia.
^'Quando aquello filho do Impei-a-
BKJjór o alcançou, o pensionista do
|:;'; entraineur Trajano do Carvalho.
Ipíoastigado por seu piloto, conteve
ppòõjn multo brio os esforços impe-
|i,'Hüpsos do adversário,- para con-
¦ii'- ••'seguir uma victoria trabalhosa,
íinias em todo caso a melhor de
Éyiúa campanha inicial. Em ter-
|yceiro,' a um corpo, -classificou-se
HKíTops, que sô se apresentou nos
IÍ ultimos quatrocentos metros,
I 
"quando sua companheira de blu*
Rsa Tyta estava irremediavelmen-
BS.tê batida. Como suppunhamos
? 'essa filha do Sin Rumbo nao é
ií :a mesma égua que vimos correr
« 'na Taça dos Produetos. No co-
f meço da grande recta, Isto ê, co-
!'¦'¦ '.bertos 
os primeiros 1.100 metros,
í . estava derrotada por Grinalda e
; Francoi tendo, pois, corrido
:.-pouco. ..
O premio Sucury teve um fi-
fi "¦•nü 
irregular., A ganhadora, a
.- égua Riga, no momento em que
í "desalojou Uitimatum, correndo' 
por-fora, cruzou na frente desse
'-,» filho de Conde Lucanor, para col-
',* locar-se junto á cerca; Nao cos-
'.'Humamos prestar attenção aos
desvios de Unha senão quando
são multo nítidos, não deixando
rt margem a duvidas. B neste caso
i' da filha de Sin Rumbo elle foi
.'.-'tão accentuado, que os protestos
»"' surgiram de todos os cantos. Es-
¦ perava-se que a commissão de
¦'! corridas, conforme os preceden-
ÊÃ-tés, desclassificaria a neta de vai
, 'd'Or. Mas não se verificou isso. A
m victoria de Riga foi ratificada.
;' ' Ein 1925, quando se realizou o
¦: '.grande 
premlb Guanabara, os
pôde continuar a serie de suas
performances victoríosòs, iniciada
desde que passou a ser condu-
grancio premiu ^uu.„~u~.~, — aldo pelo jockey que o monta
commissarios de corrida eram' os actualmente. Partindo em quinto
mesmos e eni caso semelhante logar, depois de uma tentativa
desclassificaram' 0| ganhador,a avançar. Ba-
Rodrigues (tiiiniineui- Trajano de
Carvalho), 54 kilos, D. Suaraz.
2", Fri volo, 62 ks., A. Feijú.
3U, Tops, 64 ks., M. Verdeju.
•V, Rápido, 53 ka., O. Maria.
.5", Tyia,. 62 ks.', L. de Souza.
6", Grlnalda, 62 ka., F. Blèr-
naczky.
7", Invernal, 54 ks., N. Pires.
&", Pardal, 64 ks., W. âlqueira.
Não correram Thesouro e Te-
nebreuse. TemA 116 segundos.
Ganho por cabeça; o terceiro a
um corpo do segundo, poulo do
ganhador, 14$200; dupla, 33$300.
1'lacés, 13$40U e 1850UU. Apostas,
66:3305000.
Pardal foi o nrimeiro a picar,
mas logo retrogradou, cedendo
Premio Sucury
1.800 METROS — 4:0005000
(Animaes nacionaes)
V, Riga, 5 annos, São Paulo,
por Sin Rumbo o Plcclnina, do
¦*r. A. C. de Albuquerque (en-
traineur Ernani de Freitas), 53
kilos, I. Freire.
2o, Eiectrico, 63.ks., D. Suarez.
3», Uitimatum, 52 ks., F. Bier-
naczky.
4", Ravissant, 65 ks,, L. de
Souza.¦ 5o, Galaor, 64 ks., N. Pires.
Tempo, 115 2|5 segundos. Ga-
nho por pescoço; o terceiro a
uobeça do segundo. Poule da ga-
nhadora, 485800; dupla, 425300.
Plaeés, 135800 e 115900. Apostas,
53:7005000.
A disputa desse premio teve
um desfecho Irregular, do que jã
nos oecupamos. Galaor, sendo o
primeiro, a picar destacou-se va-
rios corpos dos seus adversários,
correndo na sua rectaguarda,Ul-
timatum. Eiectrico, Riga o Ravis-
sant, nesta ordem. Na entrada
da recta, Galaor "pregou", »:e-
dendo passagem a Uitimatum,
acompanhado de Eiectrico, e pou-
eo depois a Riga. Na passagem
pelas populares, essa filha de
Piçelnina, alcançou e desalojou
Eiectrico e Uitimatum das suasjNao correu aig. Tempo, ivo j.|u Eiectrico e Uitimatum das suas
segundos. Ganho por dois cor- posições, tendo nessa oceasião
pos; o terceiro a corpo e meio COrrido para junto á cerca,' cor-
ilo segundo. Poule do ganhador, tan(j0 a *uz a0 filho de Conde
155400; dupla. 325600. Plaeés, réis Li^anor, A ordem não soffreu
I1S300, 13520u e, 1.35200. Apostas, malg alteração, tendo Riga batido
39:9905000; Eiectrico Jjor pescoço e' este a
O irmão próprio de Allegro uitimatum nor cabeça.Uitimatum por cabeça.
Premio Gahypió
.2.200 METROS — 6:0005000 ¦
(Animaes estrangeiros)
Spahis, 6 annos, Argentina,
2», Ballla, 52 ks., A. Feijó
8°, Dolly, 63 ks., L. de Souza.
4", Middle West, 53 ks., A.
.. _, , - ,„ „„ Dolly, apresentada como favo-
quo pela acçao desenvolvida, se- rlta encarreg0U.Se do train, se-- ria sem duvida o adversário mais m_ fle At Meidan e Ballla. No
!- sério do ganhador, perdeu multo j floa ulUmos geteoe__tos me-" terreno na partida, mas nos ulti- .... Spanla ¦ que corrIa em quar
mos setecentos metros avançou , . ' 
começou a descontar Ganho por, pesco-vemos, ignorámos de que manei- Gladiador para a vanguarda, ten- terceiro a dois corpos do
rá será punido o piloto da pen- Ao nos ultlmos_ duzentos metros i)e^lndo Pouie do ganhador,
sionista.do entraineur Ernani de d6 conter um vivo ataque ãe VA- 49ÍOOO; aupi-a, 1415600. Plaeés,
Freitas;» Naturalmente sera sus- lete, que no melo da recta ap- 25,40() e 23$600. Apostas, 56:1705
penso por largo tempo, sendo pareCeu em terceiro logar. Tlétê, DoUyi aDresentada como favo-
multo pouco provável que se to- quo pelo acçao desenvolvida, se-
mem em consideração os prece 
- ¦- - ¦-
dentes do profissional em.,.qWs
tão quo pôde. ter-se visto Invo
íuntariamente envolvido no inci-
dente. Mas o que ha. mais a
extranhar em tudo isso é a ln-
coherencia da commissão do cor-
rldan, auo não decidiu o caso
cjiéio a situação lhe impunha,
desclassificando Immediatamente
o ganhadora.
AS CARREIRAS
Premio .Criação Estrangeira
': 
1.600 METROS — 5:T)00$00O'
(Animaes europeus ãe 2 annos)
WÍ'._,o Xie Grand Môme, França,'pòr 
Le Grand Presslgny o Môme
iCrevelte, do sr. L. do Paula Ma-
'.'chado (entraineur J. Lourenço),
k-63 kilos, M. Verdejo. ,
-2°, Aldeano, 53 ks., A. Feijó.' 
3° Rizière, 52 ks., D. Suarez.
¦rt.\ ii", tlraqueau, 53 ks., F. Bler-
fe''» naczky. a.
5o, Celimene, .51 ks„ W. Si*
•'queira. _.
ii Tempo, 104 3|5 segundos. Ga-
';. 
nho por dois corpos; o terceiro
!*' a meio corpo do segundo. Pou-
fc le do ganhador, 145300; dupla,
¦ 195700. Plaeés, 105500 o» 115100.
K: Apostas,'4:8505000.
! •» Le Grand Môme correspondeu
5y iòm' facilidade 6. espectativa da
?/:, cathedra, que o fez favorito des-
;> do que foi conhecido o resultado
•> das Inscripções na prova desuna-
í,"'da a asslgnalar sua primeira vi-
•:, ctoria nas nossas pistas. Fazen-
I Vdo sua estréa no clássico Impren-
*»~"sa, correu medlooremente, nao
obstante a anterior performance
rt- produzida em São Paulo, quando'.' 'derrotou Lazreg, que não é um
WM-O potro. Foi então, por
"¦'1 isso, objecto » de esperanças, nao
í:. obstante a classe de alguns dos
!"•'-' seus advorsarios, mas como ãls-
•semos fracassou completamente,
.,' ^terminando em ultimo, a mais de
'.:vlnte corpos do ganhador. Ante-
i.,hontem, na partida, oecupou o
' quarto lógar, precedendo apenas
Celimene, e na passagem pelos
?* 2.400 metros,, quando Aldeano ja
;'"¦'¦ trazia dominada lUzlère, que pas-
i sou para a fronte do lote c\m
!'-' rnètros depois do pulo approxi-
y mou-so rapidamente desses dois
7rt adversários, batendo-os sem diffi-
.';¦ .culdade.
Premio Mirante
i;000 METROS — 4:0005000
. *, Arbitragem, 62 ks., N. PI-
> 6°, Mediador, 52 ks., W. Si-
Queira, 11(M/l., ^.VJ„^
. .Não correu Pedante. Tempo, t 50:0605000.
»'63 ,1|5'segundos. Ganho por-qua- Aproveitando
tro corpos; o terceiro.a pescoçff tn •„ rfnrt„ .
do segundo. Poule do ganhador,
I4Í800;' dupla, 225100. Plaeés,
• 13-1700. e.255300. Apostas, .......
17:9905000. .•,._•' .- Conflrm-andO sua-performance
anterior, Big Ben,..;. 
r. .,- ' .¦ r-r--\- - ..' ' ',' * -¦.-;
•','- -*vi*j?:7, .','/¦ ¦'¦'" '7—m* ''¦'..*-.'
•'•! V;'.V
;l*«.:-fiíj "í*i1,V"rirv¥-i,-.1r 
íií»
?(*í .1. /J»,»,-..V '"' 
. i, i. . :' 
./f{ Af»7... 7'
COÈRETO DA MANHA.-t Terça-feira, 4de Dezembro del92i>
'• ••••• 
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V
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H
„'"¦ ' Paul Derouléde, com seu' esta-
& ¦' do-maior, foi o grande apóstolo
> ' dpr "çhauyenibmo!', e do nacio-
, ijailsirio'"a outrance"' qúe. deram
' , èm resultado ag ruínas,.üa formi-
davel 'conflagração muridial. v
.. ,!Mas; curioso que esses exalta-
¦ :'dos patrioteirOs, imponitentes re-
petidóres de "víísux clichês", nas
opporturiidades,.' que,, se - apresen-
tam de- prestar, .reaes serviços
Áao paiz, quasi sempre, * se revê-
.lám muito áquem. dè seus discur-
,-; ifibi: ... 7'A% "•' "'.-¦
'."i Caso Interessante. outro*, procedimento-de seu
vigilante e;immensop*>triotlsmo.': / ípor . Isso, disse-lhe p ministro,
iriãó • encontrava missão*; que me-
ihor .estivesse a altura de seu ele-
vado patriotismo que confiar-lhe'a honrosa defesa do "augusto
Symbolo da , patria",. Nomea-
: ria-o, por conseguinte, o guarda-
.bandeira de um dos mais. tradi-
cionaes e gloriosos regimentos dp
.. exercito francez., E, que, imme-
rdlatamente, marcharia para , o
"campo de honra"... '-:'¦,,
Borres, .ao ouvir, "sua nomea-
,-íáo para porta-bandeira de.tu»a
,'fòrça que ia logo S^entrar; em
. t.tòeo, perdeu todo o-,enthuãlas--'nio. Ficou frio.i.í Pediu, então,
'ao ministro que,*-,apénas, lhe çôn-
cedesse dois tUas.*jara;reguIari-.
¦zar seus. negpclos;, O ministro
'."concordou. 'Bárrês, porém,-«-ao: sair. tomou um; tr,em para o su'
da França/"-Fòi parar>nos Pyri-
¦" neud.*.
$*' Abrigou-se longe, 'muito longe
«dos campos de batalha. Nao quizter a "suprema ventura dè mor
rer pela patria"... "Ventura'
''aue, nò entanto, elle,' poc (longos' annoa, pregara eo aconselhara,
como o que dé melhor, havia, t
seus patrícios. 
" •-'¦' .
: •. E durante a guerra • Maurice
.; Barres não ouviu- sequer .um
«"lunico estampido,fpPr;máis afasta-
;.*,/do que fosse,* das granadas que
.espoucavam. Emquanto.isso, mui-
-i to por'obra* sua e de seus cor-
;i"*'relÍBÍonarlos;'''tttlrriam, i imbecil-
mente, centèriás de'.milhares de
Á«eus compatriotas!.,'....,.- *
,Eistó> episódio com ;o: presiden-
. te da "Liga ,.dos(,,Patriotas" é
/''¦' característico. Desae que elle,
v usufruía ser "latripta" *'era dos
;? mais ardentes, mas. esse,.hegocio
.',-atf' na*' realidade, sacrificar-se t
' morrer; tòrnavá-'sel niáís"' sério...
., '¦¦¦ Está a, psyçhologla. dos. decla-,
.'lítoadorea.patriòtelros.' EÁa"re6ra'
v .por toda parte se confirmai _- Òs nossos patriotistas não sao'-"de -osychòlogla diversa., * .
-;,- .No Brasil, o cabòtlnlsmo pa-
i triotelro ericontrou ^no serviço
militar 
'obrigatório excellente pre-
. texto para •stías., acostumadaíi
1'exhlblções e explorações'. ,-' ^'-"Erá —• e ê *-. singular obser-
Wvaivse as énxürEadas de,pátrio-
'tices declamadas' e escriptas por"l 
úma série de indivíduos & propo-
; elto dò sorteio ihilltar. .
;A';-'Todavia, na maior porte.das
vezes, quem-òs-conhece, ou prçs-'tà attenção. ãs attitudes',privadas
Vé' publicas costumeiras a taes in-"'dlyiduos, 
percebe a lnslriceriaáde,"ignoraricia, e-hypocrisia Te 6 fitb
ffímercaatil de'suas prédicas. .
*'• yê-sè qtie estão somente que-
rendo bater moeda com'o pátrio*':ftisino. -VÁ'
/ ' O que logo de'iriicio.comprehen-•'deu'a mina de provento** que o
•Teelamo da patrlotágem mlllta-
-tista poderia fornecer-lhe, foi um
«Tlõs nossos melhores poetas. De;
parpu elle- now sorteio militar
«admirável mote,.para, exnlbir ò
-.«bom patriotistno". .' "Patriotis-
vàno" que, para suas conferências.
.«pTo-milltarlsmo, antes de tudo,
:,v;lhe' enchia as alglbelras com sub-
A vençíies doà ministérios dá Guer-
-ra- e- do Eiterior.. '.-'A
a£feOs- homens, públicos . podiam,"'üritretánto;. comirietter as mais
/flagrantes immoralidades, os des-
. pautorios os mais ftptaveis, arras-
..tarem á nação ao fundo de todos
*• os abysmos quei o experto poeta,
jj nada escrevia ou diílá que a ou-
vidps poderosos pudesse melln-.
drari Para as,-ruinàs nacionaes' praticadas pelos governantes,* elle' *era sempre um " brasileiro lsen-
Vtò de patx5es polltltíás, • deaobrl-
«gado de compromissos partida-•rios, e fiOrro .de"caracter ..miii-"tanto"... ¦. ¦ 4 .' 
'¦"'¦..'.. 
.,; ;.''
Más, para os elogios e as po-
lyanthéas engrpssatlvás, declama-
das ás barbas dos homens de go-'verno, "era um brasileiro que
amava sua patria"^ "que tinha
a vida dtela dé sonhos e vasia
de altas .ambiçOes.i;.''; .-•' Entre muitos .oiittos. casos,'.pçf
corre-nos, também! eni' relação.: ao
serviço multar, pjde mals. duari
personagens ouja xpsychologla. ê;
,quandorse.;forJ
, iriou o Tiro. da;;jn*pr$nsai ;, ¦ • i
Por, essa occadiãoi',: dtrfs cava-
thèiros , que. dôlle; fizeramVparté'', desde .logo, desnertáta» á*.ouri.o-'
Bidade publica como 'fervorosos,
adeptos -do serviço:'militar.' -¦ '
..Um pelles ja;,havlá sidor minis-T tro.-Moço,*considerado um.talen-;
to; descetidente-Áde* notável. íámi-.
lia, üa... Baàia, paueUe...,gestó;,.oj
apontará, çomP. um .grande ejçeip-;
pio a aer'-
sencialjriente agricola" —^. áa coi
sas . denosso Jèi"vbe*ra.rite'.sôlo.
Mas, mal se viu ministro* julgou
que melhor andaria"^"adubando"
â custa do eçatío.-.-eBeii-ministe'
rio' de afilhados «politicos ijue
nada; entendiam' der, agricultura.
Cora prestigio Junto ao, presi
dento —r, indivíduo capaz de tudo— "Iricuiça-lhe aÁ-iásaraè-lritervlr
no ' Estado,Áem que nascera, E
com; o •exercito, nacionalcomo Le Grand
MOme no prêmio precedente, der-
ròtou os seus adversários com
absoluta facilidade. Partindo em
um dos últimos postos, o filho de
Maronas só começou a avançar' depois da entrada da recta para' dominar a situação sem esiorço
nos últimos duzentos motros.
Eclat só se apresentou no final,
derrotando' Nilo, que se 
'encarre-
gare, do train seguido de Arbitra-
gem, por pequena vantagem.
Premio Lampeira.
: 1.500 METROS — 4:0005000
(Animaes nacionaes sem mais dc
mma vlcioria este )' Io, Intrépido, 4 annos, Rio de
Janeiro, por Penny e La Rubia,
do sr. Alfredo da S. Rocha (en-
traineur O.swaldo Feijó), 52 ks.,
A. Rosa.
2o, Graciosa, 50 ks., L. de
Souza.
3o, Sonsa, 48 ks., J. Escobar.
.4°, Lulito, 56 ks., A. Feijó.' 6°, Secrotarlo,. 52 ks„ D. Sim
cabeça do segundo.,Poule do ga
nhador, 305600; dupla, 585800
Plaeés, 175100 o 165800.' Após-
,- um bom momen-
to, o starter deu a partida, ca-
l#ndo a Suganette assumir a gundos. Poules: simples, 355700.
vanguarda do lote, seguida pela dupla. 425000.'
ordem, de Ballla, Enervante, Ma- " : '¦'"'"
íei
ranguape, Dark Eyes e Gimone
que nunca estevr. na carreira.
Na entrada da " "ta. a filha de
Sugana cedeuvr 'illla passou a
oecupar á prir ' posição, col
loeando-se lop» :a sua reeta-
guarda Enervonii' e Maranguape
que lutaram atê as » populares
ondo o cavallo nacional conse-
guiu obter alguma vantagem so-
bre o adversário. Pelo centro da
nista surgiu então Dark Eyes
(registre-se que essa-égua só per-
deu por deficiência do jockey)
atropelando vlva-mente. Derrotan-
do Enervante, a filha de Friar
Rock collocou-se ao lado de Má-
ranguape, ao aual acabou derro-
tando por Insignificante vanta-
pem. para terminar a um corpo
do filho de Dusty Miller. que
correu em uma pista a seu
Granãe 'premio Henrique Possolo
1.S00 METROS — 15:0005000
(Animaes nacionaes âe 3 annos)
1", Franco, Rio do Janeiro, por
Ponnv o Alsaciana. sr. M. -R-
to log»ar, começou a descontar o
terreno que o separava dos tres
adversários da frente e derrotan-
do At Meidan, que jâ então oc-
cupava o terceiro logar, pouco
depois alcançou Ballla e Dolly,
pmpeflhando-se em luta com esses
dois adversários, para nos 2.200
metros conseguir sobre Ballla a
vantagem que manteve ate 6 dis-
co. Privado da montaria de J*
Escobar em varias das,suás àpre-
sontações, o filho de Croeus sem
duvida lucrou com a volta desse
jockey ao seu dorso, ganhando
em multo bom estylo.
Premio Regente.. , .
1.600 METROS¦ — 4:0005000 '
(Animaes estrangeiro»)
1", Gentleman, 5 annos, Ingla-
terra, por: Stedfast e Ayrashü,
dos srs. E. & A, Assumpção (en-
traineur O. Camisa), 54 kilos, I.
Freire.
2o, Souaklm, 66 ks., L. de
Souza. ; •
3o, Lugo, 54 ks., W. Siqueira.
4o. Edison, 56 ks., A. Rosa.
Não correram Itamaraty e Pa-
tlfe. Tempo, 102 1|5 segundos.
Poulo do ganhador, 255800; du-
pia, 225400. Apostas, 62:3705000.
Movimento total dos apostas.
407:6805000. Estado dà pleta, pe-
sado.
Tinha essa carreira uni attra-
etlvo especial para os ospectado-
res: o reappareclmento de Edi-
son, quo acaba de ganhar o maior
clássico do turf süUriograndense.
Desenvolvendo uma actuação
apagada,» o" filho de Gradely re-
surgiu com a mesma mediocrida-
de que jâ conhecíamos, dando
uma demonstração muito positi-
va de que ganhar o grande premio
Bento Gonçalves não constitue
uma prova de valor para.-quc
aqui se possa tomar em conside-
ração na distribuição do handi-
cap. Edison correu mal, correu
mcdloeremente e continuará cor-
rendo assim • nas nossas pistas.
Gentloman, que ostenta no mo-
mérito um estado Imoeccavel, ga-
nhou de um'extremo a outro,
contendo sempro sem'esforçoF
-ipparentes as investidas de Soun-
klm, que dello terminou a um
corpo. Lugo foi terceiro a-quatro
corpos. ^
NA* CAPITAL PAULISTA
'SELECTA1»
_____[ *n____9S __\\ *&**»
^Va tre
J9 mmYmx~~Z~*^~*ZJ&\
(1733J;
Grande .--. -««mio Derby» Paulista
— 2.400 metros — 40:0005000,
8:0005, 4:0005 e 4:000,5 ao criador
do vencedor — Venceram: . om
Io logar, por Miáu e Melindrosa,
criação e propriedade do sr. Ro-
dolpho Lara -Campos (G. Gre-
me); em 2o, Rico e em 3o, Tin-
guâ. Tempo, 169 segundos. Pou-
¦es:» simples., 305300; dupla, réis
'.'.75900.
Premio Consolação — 1.609
metros — 3:0005000 — Vsnce-
ram: em 1° logar, Iluska (G.
Greme); em 2o, Pallna e em 3",
Bataclan. Tempo, 107 2|5 segun-
dos. Poules: simples, 265700; du-
pia, 385600
Raia, optima. O movimento ge-
ral da casa das apostas ¦ attingiu
a importância de 305:8105000.
NA CAPITAL RIOGRANDENSE
O grande premio Presidente do
Estado foi ganho por
Epitacio
Porto Alegre, 2 (A. A.) —
Promovida pela Sociedade Prote-
ctora do Turf, realizou-se, hoje,
no prado dos Moinhos de Vento,
mais uma corrida da actual tem-
porada, cujo resultado geral foi
,0 seguinte:• Io pareo — 1.100 metros —
Em Io. Efficaz; em 2o, Chimarrl-
ta. Tempo, 74 3|5 segundos.
2o pareo — 1.100 metros —
Em Io, Andorinha; em 2", Inhan-
lium. Tempo, 73 3|5 segundos..
3* pareo — 1*400 metros —
Em Io. Jura: em 2\ ChimaMão.
Tempo, 95 segundos.
4o pareo — 1.400 metros —
Em Io, Saudade; em 2o, Myoso-
tis. Tempo. 93 l|5 segundos.
5o pareo — 1.500 metros —
Em 1°, Escravo; em 2o, Remen-
dado. Tempo, 102 segundos.
6° pareo — Grando premio Pro-
sidente do -lEstado — Premio:
6:0005000 — Distancia: 1.760 me-
tros — Em 1°, Epitacio; em 2o,
Sabiá; em 3o, Morphlna. Tempo,
117 segundos.
7o pareo — 1.600 metro3 —
Em Io, Malita: em 2", Esplendor.
Tempo. 105 4|5 segundos,
8o pareo — 1.400 metros —
Em Io. Demerara; em 2°, Govo-
ta. Tempo, 94 l|5 segundos.
9o pareo — 1.600 metros —
Em Io, Frade: em 2o. Damasco.
Tempo, 100 3|5 segundos. -
Pista leve. O movimento gerai
Sa casa dás anostas attingiu a
somma de 80:4805000.
(092)
..„„„„.,., ...... ¦» --, «"s-
ui. pulando o Derby. classifica-
5", Suganette, 53 ks., L. de ram-se nas primeiras posições
São Paulo, 2 (A. A.) — Conj
6" Glmono, 54 ks„ I. Freire, grande concorrência realizaram
Tempo, 115 2|6 segundos. Ga- se hoje as corridas do Jockey-
nho por um corpo; o terceiro a Club Paulistano com o seguinte
resultado. . „„„
Premio Excelsior — 1-VOO me:
t-ros — 3:0005000 — Venceram:
em Io logar," Calcutá (A.. Ar-
thur); em 2°, Sem Temor » em
Rovetta. Tempo, 112 3|5 se
Premio Extra — 1.700 metros
— 4:0005000 — Venceram: em 1"
logar. Hiate (M. Perez); em 2o,
Dante e em 3o, Pompéa. Tempo,
113 2|6 segundos. Poules: sim-
pies, 335900; dupla, 545800.
Premio Combinação — 1.800
metros»^— 3:5005000"— Vence-
ram: em Io logar, Florentina (M.
Perez); em 2°, Qulrato e em 3o,
Iso. Tempo, 118 4|5 segundos.
Poules: simples, 215400: dupla,
305900.
Premio Emulação — 2.000 me-
tros — 4:0005000 — Venceram:
em 1°, logar, Gambetta (O. Gre-
me); em 2o, Cinderella, o em 3°,
Sem Fim. Tempo, 133 115 segun-
dos. Poules: simples, 185100: du-
pia, 195700.
Grande premio São Poulo —
3.200 metros — 25:0005000 —
Venceu Pons (G. Greme). Em
2o, Egipan. Tompo, 216 2|5 se-
gundos. Poules: simples, 105900.
Premio Jockey-Club — 2.200
metros — 6:0005000 — Vence-
ram: em Io logar, Saracoteador
(J. Flrmlano); em 2°, Culinan e
em 3\ Thebaide. Tempo, 146 1|5
segundos. Poules: simples, réis
3655100: dupla. 1015100.
NATAÇÃO
^cfflrifscr^w.
INTERNACIONAL, ICARAHY
GRAGOATA'
No domingo nada menos de
cinco dos nossos clubs promove-,
ram concursos Íntimos de nata*
cão, em preparo para. a primeira
competição official da têmpora-
da que será iniciada ainda este
Não poderiam ser mais brilhan-
tes as' competições levadas" a ef-
feito no ultimo domingo, aqui no
Rio e em Nictheroy.
Pelos seus resultados technicos
6 tecil prever para a actual tem»:
porada encontros formidaveis.ondo
a. aptidão notável dos nadadores,
em conjunto com o trenó e o pre-
paro Intelligente, promettem em-
polgantes corridas.
No curto período de duas sema-
nas jâ foram levadas a effeito pe-
los nossos clúbs de remo. a cifra
formidável de oito competições
aquáticas aqui e do outro lado
da Bahia de Guanabara. .
Se os centros de canoagem nao
fossem na rota em que vão_ para
o desenvolvimento da natação en-
tre nós, são»os nossos desejos,
pois infelizmente no Brasil tao
salutar sport^r- este
mestno exercite* para. o qualücPnselhava seus patriçlos a açor-,
rerem emA massa — depõe. o g presidente, incondi-'
cional e absoluta **subservienciá
dos filhos deste Estado. E se a
policia estaduah reagisse — como
esteve imminente a fazer -r povtf
co .importaria a carnificina qué
praticasse, nas fileiras daquelles
que, seguindo seus anteriores
conselhos e exemplos! houvessem
se. arregimentado.^. O, essencial
seria opulentar ã faniilia assai-
tando as òosIçQes políticas do Es-
tado... E,;«q..demáis, os qjue no
exercito"' sè. alisíarám' e' :ouyiram
seus.cantos,rde sereia, não tives
áemlusido idiotas;'.-. :A . ,,'Havendo, em seguida,! uma re-
volução, ellè ministro, horiiem ri-
qulsslmo, 'acostumado -ás,(fOfas
almofadas • e* tapetes de >' seu pala-
cio,,;aoonselha òe'roiseravel; pre-
sidente á* deportar • para. ás. inhos-
pitas regiões da Clevèlandia mi-
íháres de humildes patrícios.
Muitíssimos dos quaes, apenas,
suspeitos do-connivenciaA.com a
revolução... .•!Maiida' pára lá morrerem, dé
todas, as moléstias e misérias,
esses milhares de humllíssimos
brasileiros. „E por, ,còntrá^choqueasspobres famiúaa — mulheres e
treanças — ftue -aqui ficaram,
nfòrrem ás dezenas de abandono
e riiiserla,.í ¦ .'_ Me tám;, covardemente assassi-
nam, desta ffirma, cerca de 2.000
creaturas'.,Verdadeira chacinaI';.'-.
Coroando essa:"patriótica^' tra-
jectoria aproveita, ainda, os ul*
cimos lairipèjos do poder do'mano,
como governador do Estado, para
candidatar-se a uma cadeira de
^enádpr sem" haver se dèséompa-
tlbilizadP com o cargo ; de mi-
nistro. ",' " .' ".' . *
EIl-o illegal e lmmoralmente no
Seriado. '(Votara' seiri condição
e.m":os governos. Embora para
matar mais brasileiros' terão seu
voto.- Com este "patriota" po-
dem cohtftr...
O outro, sou antigo companhèl-
ro do Tiro da Imorensa e minis-
terio, éum, caso mals eloqüente.
Depois de ser- deputado, mercê
da'protecçâo de um velho seria-
doi* e antigo político no Piauhy,
na primeira opportunidade, traiu
seu protector,: Esbulha-o da pro-
prla cadeira senatorial eollocan,-
do-sè, nella,., ,
Cçeátura iriéoridiciorial e sub-
servlénte a todos os nossos im-
mbráès govèrnos;'*eonse'gue que
o Baincb. .do Brasil-; átjceite-'em
hyp'*i%ècá"*-o jornal, em que tra-
bolha por. um valor'..equivalente
.io preço pelo' qual." ájUBtára Sua
compra cóm P , proprietário do
referido jornal.*..,.A' custa desta".raficancla 'e assalto encontra-se,
fia noite para'o dia, seni ter vin-
tem de seu, proprietário do jor-
nal de * maiores tradiçOes no
paiz...» .'•*,
Sendo' alçado. a ministro do
Exterior» ignorante e.pretenaiòso,
com' suas notas p . attitudes nas
chancellarias estrangeiras, ¦ pspo-
ja-se »>ha. mais imbecil, rridicula e
prejudicial política, externa qüe
Jamais houve nesta terra. ¦
. Como ministro do , Exterior,
Inepto pára comprehender a de-
llçadeza de suas. funeções, çom
pruridos militaristas em-discur-
seiras,• e. patrlotadas' estampadas
nos editorláes de-seu jornal'e de-
clamadas'nas praçoa dánrias dos
navipà de guerra, emprehende'o
•reclamo armamentieta. •Faa-.até
appellos, aos cofres, estaüuaes
para compra de arinapehtoj por
se não encoptrar.. o Thesburu Na;
cional'em condições.,. . -r
Mas, a esse mesmo tempo, elle
ministro, : ablscòita deste • mes-
mo Thesouro —:'-.' ,¦•¦/.-.
São ejles, nò entanto, que ma^s
".oncorrení para. arrastar!/os/poi
vos a degládlarerò-sè. Os acon-
teclmentos da grande guerra pro-
varam esta verdade.* ' 
., •' ' ¦'
Por isso ê''¦ iriipresceildivelv—
hoje irials doqtiç riuricá — cada
cidadão 'ob,servar~e ter cuidado
com 
'.esses' 
pátrtotistap ,'e.siios
acoatti.hiádás emppbitádás. . *
.,Devemositi**arvdesses eplspdlos,
daqui e de' òütras nações, a mo-
ral' que Kuy ensinava dizendo:
"Desconfias dos \ rótulos v que
mentem,, meus antigos, o habl-
tilae-vós si contrastar a mercado-
ria com o critério vivo,de.vosso'bom", senso
Se. assim Í6r, não restará, du-
vida,'dé que todos observarão no
lèrviço' obrigatório a mais lgnoJ
bU''dàs iriá-cádoriasque.o "pa-;
triotismo", indígena; ousa querer
'riipinglr p«s rbraáileiros»livres.
,..¦¦,; ,—¦', m~. o*»»;* "¦* '•— í•Alcafleiitía, Nacional
i Pari -a i>vaga: que,;^e;. verificou;
ria Acadetaia; NaÒtòaal de 3fedi-'
Cina,' cont a passageên a. hono^a-
.rio. d(>. dr,! Ferreiri"da..piíva; pan-
dldátou^e o director., da ¦ Funda-:
ção. Gaffrte-Gúiplé/ ò dr.' GHber-
to.Mòurái Costát! qiliej rièss». sen-
tido''1Úrigíu'/unia' carta" ab' prèsi-
àenile' dáquêjia•' associação^^ 
'sclèn--
-fitíca;-''v^Á,fv., &/-. 77. A ¦ A 
'.
' 
? , A . ..! V,
Tmítbetn, se itâò' fosse fisso, a
Liga não se aperceberia da tws-
sa existência,, :f /,.f.yf-
. * *-¦'* .}¦' 
" 
/1
O Congresso ¦ ',conti>iíia a .'votar,
créditos vultosos, ipara as seccas
do nordeste. , , >, ,
' ¦ ¦'— Mais diníteiro para: a pòlili-
cagem.da infelijs região,, obsemx
digitem, na Cantara. •'-,¦..
O sr. Mlóy de Somajtcade, ex-
plicandp.: 
' :¦ , 
'¦'. 
, ¦ . ' - ¦
7 /-T -B' justo. 
'. No nordeste, iate
is politicos são flagellados..»}.,
:•' 
¦ ¦ ij .!« *
.Durante o mez
de hoveiribrò ultimo,
ipassarain.. pelo Nc-
croterio 203 cadave-
res,?"''. . .¦"
'¦'{.•¦ (Noticiário.)
São cadáveres I E' sério
Que .alista enorme, onmmcia. .
Vê-séb'ènt qüe o Necrotério
Tras a sua.escripta em dia.,.,.
' * .•'*.':"
Osr.-Cesario de Mello dista}
hontem, no Conselho, que a morte
'do Labouriau Filho resolvera, a
crise .eleitoral do 2° districto.
Díabó!...,. O barbado habituou-
se tanto a faser eleições com os
mortos,.qué acha que ellef resoU
vem iodas as crises, possíveis e
impossíveis...., ',,}.¦.*-¦'
¦ 
#•*.»; 
;•','¦;
"'DomenSco di
iChamena,.' italiano,
hatiilitedo; pede qual-
„'.!.,.. Kjuer serviço, àtten-,
dendo à :ter íamilia
í iiuirierosa e -estar sem'}.",}, *.'.. 7, spçcqfrçs". para pro-'¦¦ ¦¦'¦ ¦ ¦'¦¦ vêU." 
' 
.,
('De.ijrn ánntincib.):
Se Domeniea di Chani«ía 7
qualquer serviço ?ecíam$,.
. tmguemogeftolhe.pèdà:
Nada de tmeridàde tf'7 ¦'
Procure em toda a cidade
pelo Chico Labaréüa..
.—! m 
' «èi«^ ''»:———
De São Páiilò:
Penhores?
PR.;pÍILL0 DE MELLO
COM 
' 
S 'AÍÍNOS ¦' DE líIíATIOA¦«lOS^OSPITA^S r DA ÁRTTROPA
, , , i DOENÇAS, »À iGAIÍGANW
o reclamo do militarismo trazen-. ..vARIZ,e ÕWWQS.r-.-JiVPMe-
JL'',.i, ' .ll.iil j.nMn .>l.tn n rli-vn nvArnl.' '. ¦ ¦ > . ''-..'_.'_'1 do";ai:photographias dps,.exerci-'
cais.e. passeatas nillltares daquel-'¦'¦ les' '".defensores;'da. patria"., Os,
;. jornaes".; .subvencionados jnão se
fatigàvarii tombem "do elogiar os
"dois' patriotas"..';':. Mostravam
. «omo**'aquellas'"nobres persoria-
lidadea" * rião se .ehvèri^jnhavam
A ser" soldados e coinmándadot/ por
1 uni simples i teneirte, ,èa?sanc)o" coiri inexcedivcl' garbo' pelas *rttas
da cidade. Diziam-se 'caposes,
-coino estavam mostrando, de tudo'•sacrificar 
pela pátria,' mesmo
bs próprias vidas™. Se1 aquelles
exemplos fossem iirttados por to-
dos, como deveriam ser, o Brasil.¦poderia dormir tranquülo confia-
do na guarda vigilante de tae?
filhos... E o militarismo de pa-
rabeiM' exnltava-se com ag duar."vallosiasimas ncquiuiçõos"... *
Passam-se, popfim, os, tempos ;e-
òs referidos personagens^ encon-
. tram-se, ambo9,ministros do urii ê
'hagem completa* 'dá especiali-
dade. Chamadas a qualquer hora.
Consultorlp: Rua Republica do
Perú, 47 >- Tel. Central 1398
nésidéncia: . Rna Machado de
1Í88I8..6.- Tel. Beira-Mar 20W
,- '•' . (1699/J
fePMCMíOS" DA GLORIA
, Í^íj'. artigo sob a epigraphe.su-.
pra, 
"do 
nosso * companheiro dr.:
Alberto Rego Lins, . publicado
aqui, ante-hontem^ *vferificou«e
uma troca de dota,-que convém
aer rectificada pela sua Impor-
tancia na oontroversia sobre a
nacionalidade do Colombo. Onde
pa.diz — Dé ttbia ordem de paga-¦mento áç 24 maravedis, : emana?-
ãa do Conselho dé Pontevedra,
èm 29- tie julho tU. 1377, leia-se
—\Pe Üma o_-aen_i.de pagamento,
emanada ão Oôiiaelhó 64Pon-
'Menor 
juro
Maior offerta
O. B. AüRÈâ: BRASaEIBA
Av.énfda : Passoisi jiÍ_ e R«a
7"de Set(Bmbrói'l87Í'['
.'¦''¦ (»347)
.* ? m*m » . ¦——,
Hr. Octavio Kèjly'
. Em,'Visitít*áo GorTetó- dti Ma-
nhã, esteve' honteni, ..'nestaÁíeda,;
ção, o illustre e inteigro* magi^tra-
do dr. Octavio 'Kèlly,' * juriseqn-
sulto e publicista, rjuiz da "2* 
yara
federal. Veiu açradécer áípste
lornal ás' referencias^ de; Iritelrá1
justiça, que lhe.aflzémos harèdl-
ção do ante-hontem, quando notl-
ciámos, cpm os dptelhes necessa-
rios, a inauguração das placas na
rüa que hoje ten^ o..'seu,rnom'e.'
V Esse, inauguração, segundo se
sabe, deu motivo a que; o doutor
Octavio Kelly recebesse urn%^si-
gnificativp. manifestação; de^Qtp
apreço dps, diversqs' ejembntòh.
mais representativos,' dà ;* socleda-;
de carioca. . " 
N ,'.. 
*
:—*,i '*"•' 
a ¦ '¦!»! a A;—__-*
Compre, venda,, concerte
süás jolas nà JotíüièrldTjie-
féilnhà. Urugüayatià.Á^Í..
' ¦_ •"*__¦ 
yv. ¦;' 1 (0994)
Acções, hontem' propostas,
v , no foro local r r! V
Foram,' hòntem, propostas,' rio
foro local, as seguintes "acçCps:
Na 2* vara civel — Ordinária;:
Aiitòres Carmine Mártuscello &
Cj réos,'Prado' Saririento & C. e
a Companhia de Armazena Ge.
raes. dos -Estados de Minas e
Rio, -para cobrar a' Indemniza-
ção de-HiOOOfOOO;/, :
Na 3" vara clvél -r Preceitos
commlnatorlos;,'.' Autora, Santa
Coso de Misericórdia, .réo Carlos'
da Silva Rocha)' para.dehiolir o
muro existente' nos fundos doa
prédios números' 17; 19 e .21, da
ruá da Constituição;, autora, Ga-
briella Augusta Silva, réo-João
Daré, para tirar o lixo existente
em uma parte do -terreno .do pro-dio da rüa Marquez de Abran-
tes n, 178^.,.. -
a yisrrArò^ hoover
; A'AMERICA LAMA
ANTES VM. M^VÚSOLÉ^Ò.. i
'_* ' '¦ r 7" ' '. tíí' . '_, r 
[
r (.Dainossa sxtccursal,.-...'
:.'•!.'";-A "'¦ '"f-eniãátãdesy
;•' í 
' 
_k ; y. i ''^f ' ^^
Náò';.poderia ser ' conseguirá fa-
zer os bra^eltrosíairiiirem' a;Re-
publica,'?, ! -; • , .*.
; "í Homènageni • de *bíonze "ou 
:mar-
ntpre'ao reglmeni ps; republicai-
nos! paulistas' sô ,'pòdèrãõ fazel-ii
sob á.iíôrma'. dç,tt'mausolêo, - Sô
assim serão coherèntes. -
', O 'inais será reíalsada^hj^ocri-
sia,,';. ^' ;* *,'' '. '¦'
ÍA- )V¦¦'¦/-' f « ++*,'••ias
*,¦•',¦•;'¦,-. iSfedico opttH-ito,
Especialista em doenças ãe olhos.
Ha longo, tompo Tem o Dr. Al-
varo IMas exercendo"a funeçãò
de oculir.ta do Primeiro Instituto
gpticó 
Scientifico do Brasil . —
ASA VIEÉrAS'—{ perocedendid
aos* exames do refracção para a
escolha exaota de'lente?. I *
Ots ' referidos exames são gratuitos
, o procedidos por èsso especialista
.das 10 fe .11 ei.de 1 ás 3 horas,
e dessa hora- •»&»; 5' 1|2 S -São, os
oxamos procedidos pelos médicos
oièulistas Drs.: Amübal Gouvêa
e _: Vergueiro da Cruz. AVEfíil-
DA RIO BR^NGO, 137; , (932J
f Bord»,'do../J(íáryland'', 3 ('!U,''P.)'.'u^-*:O 
píesidéntè eleito,;'sr'.:
Hoover,' deixou" Gúayaqqil,- !ás,
7,30; a -bor-Jo do; "Cleyeknd",'
aífim ide embarcar de novo heste
encouraçado. Sy 'cj:. fpi arom-'
patiháidòrna* 
'sualváilia;' 
pela eis-'
:pcisa'',do'presidente {;Ãyora' e.pe-
lòs tniio--itr.ps ,'do ^Exterior' *s'''. das)'Eínançá^ que almoçaramÁneste":
navio. '¦¦ ¦ '¦ *' >
Bordo do ."éMaryjaad-?, 3 (U;• P-.) '¦¦^-. Cçtisidèràise1 ájpu. aCpos-.
sibtltdáide de serviíòetiida a bor*.
dò. na altura de. Mollendo, uma
delegação * boliviana. parç. cixopri-.
mentar^ o .presidente • eleito; ar.
¦ Hoovjér, em.'nome! ;da 'dÈòlivia.:
Não íoi tomada amda nenhuma
decisão a respeito:. :¦).!'/ ''¦ ',-.
..¦O Sr. HoO.ver.mostrá-sè muito
satisfeito _com' a recepção que íhe
foi* feita 
'em 
.Gtayaiquil. jp^presi-
dente*i.eleito,*; è' nçdátne 'Hoover
apreciaram muito os presentes que
mes .fez o governo- equatoriano,
em signal de amizade. ; '
Bordo do "Maryland", 3 (Ü.
P.),— O sr. Hodvere sua còriii-
tiva ipartiram "para Calláo,: onde
esperam chegar na 
"quarta-ifeira
proxima. * -
; A visita áo Equador es{á ter-
minada com as cerimonias r.eali-
zadas Contem ao pôr dò sol, quan-
do p presidente ^yora e o sr.
¦Hoover déspediram-se da escada
do "-Maryland".
.' O presidente Áyora regressou
a Guayaquil a bordo do "Clevè-
\h*yA n' .¦'¦'y.:t~- ": í'f- ¦'''¦" a'íA. ¦ ¦pqnezesás -adadesÁseja' 
jeduzidodt*'cincoenta/;por àntlo.
Uma homenagem ao gyneco-
logista italiano Ottavio
; v *^,Morisani^
Nápoles,.2[fÇÜ.' P.) -Foi
inaugurada, ná - principal praça dé
Formicola, um -busto em marmo-
ré. do famoso' gjmecplogista Otta-
vio Morjsaãrii, $ieé o medico da
rainha Helena c senador do Rei-
nov - 7-,. «;!.í ...¦'- V.!
,tFoi .consagrado o novo bispo
Rima, **¦*¦ (U. P.)— O jesuíta
ÍFwquim Iyimà íoi consagrado
•bispo de Bptribaim, sendò o pri-
meiro bispo nomeado de accôrdo
com os termos da recente, concor-
•*>ta-: -**•':... '¦ ¦ ,
. ..H* in'A mi-
nistro, sr. Antônio Maria da
Süva. '• 
}'}'.¦
——— ¦» m**f »' '. '¦. 
. ¦
Decretos Contem' 
. .vSÍSis, "v(.' '-••'*
-O presidente da Republica as-,
signou, hontem, os seguintes, de-,
oretes: . . * ,* .S. ,
Na pasta da Justiça. — Exone-
nando: Çedrb Paulo Corrêa, de
l" suwlente dò substituto do juiz
federal' no muniéiplo cte Táqua*
retlhga, na secção tte São Paulo j
e a pedido, Viptor. Eugênio de
Souza, de inspéctor de alumnos
da,,'Escola' Joâo^Lüiz Alves';'._ .
Nomeando: Mario Pereira da
Silva jmra Inspéctor de alumnos
da Escola 15 de Novembro e José
Pereira Simas liara o logar de
porteiro da referida-escola; Leo-
poldo de Almeida'Mattos/para o
logar de inspéctor de alumnos
da Escola João Luiz Alves; João
Rodrigues de Albuquerque .para
ò logar de ajudante do procura-,
dor da Reepublica rio município
de São Felippe, na' secção . do
Amazonas; e supplentes do sub-
stituto do juiz federal: Josê 'da
Silva Cavalcantli João Evangò-
lista de Carvalho e'Josê Ferreira
de Souza, Io, 2» e Z", respectiva-
mente, np.. municipio de São Çellpp», na secção do Amazonas;,
e Manoel- Thepphllp,.'. Augusto
Brandão e Antonio Caetano da
Çilva, lV2°e SS. respeotivãmente
rio municipioi de iBocayuvã,* na.
secção do Rio de Jarielro;' ,v
Sanccionando a resolução legis-
latiya que..-assegúraao!funeolonar
lismo da secretaria 'do Senado •
Federal a; incorporação integral»
do ãugmento' cneadò pélp artigo
150, da lei n*>'4.555 de ÍO. déagos-
to de:192J, e da outras, providen-
Pias; & ¦ * , '} ..
Abrindo os créditos:'especiaes,
de, l:000t000, para-pagamento 'de
ajuda de .custo a que tem direito
20.' tenente do CÒrpo de'Bom-
beiros do DistrWtòí Federal HugoKrause e da 3;423$652 çãrapa-gamentq da pensão concedida ád. Zlna da Silva í-Fernandes; eextraordinário de[-' 2.00b:000$000,
para- attender as despesaà • resul-tantes-de urgentes medidas pre-ventivas e de- combate' a surtosepidêmicos no Districto Federalnos Estados. ,.V; :
? 
'
A CQíMíemiiãGão do
"CorréioMá Manhã"
* . Eis cpmo sè pronunciaram os
nossos collegas da * "Fblha dy.
Manhã", de São Paulo:. .
,!!'Nlnguem ha que, entré nôs,
tenha estimado mais a revolução
de-192-1 do quie os-croadores
usufrutuarlos da "industria da
legalidade", que tão caro custou
ao palz, e ein virtude; da qual a
luta contra as : columnas rebel-
des, que o governo e sua Impren-
sa nâo cansavam de proclamardesorganizadas o destroçadas, se
arrastou morosamente, sangran-
do o-thesouro publico lem-milha-
res e .ihllhares de contos,. 'Atê
hoje,.' a na'ção que adeantou dl
nheiro assim,em tamanho viflto a
seus * intitulados defensores não
doteve a desejada' prestação de
contas dos depositários desse dl-
nheiro'. . AccusáçSes aò mais sè-
riasÁforam levantadas contra os
commandantes ¦ ,d|3 expedições;
0 reconhecimento dos Intendentes carígggs
— ¦— 
• - " ••' 
, 
* -—-"*'
Os termos em que foi posta a contra*»
contestação do intendente operário
0 CASO DE DIMODÜGNO
I^rào^olõlMa^nòfr
ca honre nm veredicto mais- .partídTaríoeodioso!..
Roma, 2 (U. 
'P.)''.— "0 "Po-
polo d'Italia", commentando ain-
da o veredicto dp* tribunal frán-
cei; contra o assassino, do cônsul'Nardini, Sr.' ModMgno, diz ó se-
guinte: "Nunca se" yju um vere-
dicto tão rpartidariô e odioso. ...A*
disciplina e ft paciência fascistas
têmlimites. A quasi. absolvição
de Modugno é a !ultima gotta1 quefaz transbordar a • taça^ de ator-
gores, No ctirso do tempo, á' dio-
ra da vingança e. do; pagamentovirá." •¦¦A''**,. •.
Roma, 2 (U. P.);— Os"-àrii-
versitarios "dé: Gênova,. Modená e
Pavia e ^Catariia; irealizàram -de--
monstrações de proteito cdntjría
brandura da pena-imposta pelostríbunáes francezes ao assassino
do cônsul Nardini, o. antijfajcista
Modufi;rio> V ¦'. ( ¦'¦'¦¦'¦;';'
As 6:2B0$000, devèndí»' a pena 'ser
cumprida no quartel da policia
militar do DistrJcto Federal, f.
São mais dois lidadores da lm-
prensa^ * que vêm . augmerit^r o:
rtuinero, ,jâ não pequeno, dos Jor1'
«alistas- castigados pelo crime de
querer a Verdade e por ella ee
bater,: visando o bem '. 
publico.
Pára: amordaçai* as bocas que a
tal se afoitam ê que possuerfi

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