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1 Geometria e terraplenagem Projetos Viários 2 TOPOGRAFIA 3 TOPOGRAFIA É a representação detalhada de uma parte da superfície terrestre em um plano. Métodos de levantamento utilizados, para obter a representação gráfica de uma porção do terreno, sobre uma superfície plana (PLANTA) com as suas dimensões reduzidas. NUVEM DE PONTOS 4 PROJETO GEOMÉTRICO DE RODOVIAS 5 O que é um projeto geométrico ? Porque projetar uma rodovia ? Como classificar uma rodovia ? Quais argumentos técnicos utilizar ? 6 Introdução; O objetivo do projeto viário é criar rodovias com o intuito de transportar pessoas e produtos entre dois pontos. Para isso, as rodovias devem ser projetadas com características geométricas que atendam ao volume de tráfego esperado e que garanta conforto e segurança dos usuários. Toda rodovia e projetada entre 2 pontos específicos visando a ligação de veículos entre duas cidades, porem antes de projetada é classificada o seu nível de serviço definido através do estudo de tráfego, realizado (existente) ou calculado (previsto). Visando um limite de capacidade de aproximadamente entre 10 e 20 anos. 7 Classificação Rodovia Classificação Funcional Arterial Coletor Local Classes de Projetos Principais Critérios usados para definir a Classe de um trecho da Rodovia: Posição Hierárquica dentro da classificação funcional Volume Médio de Tráfego Nível de Serviço Outros Condicionantes 8 Classes de Projeto Classe 0 – Via Expressa: Rodovia do mais elevado padrão técnico, com pista dupla e controle total de acesso. Classe I. – Rodovias de alto padrão técnico, com controle parcial de acesso. São divididas em 2 classes: Classe I-A – Pista Dupla Classe I-B – Pista Simples Classe II. – Rodovia de Pista Simples, suportando volumes de tráfego, conforme projetados para o 10º ano após a abertura ao tráfego, compreendida dentro de seus limites inferiores e superiores, que se sujeitam a aplicação de níveis de serviços variados. Classe III. – Rodovia de Pista Simples, suportando volumes de tráfego, conforme projetados para o 10º ano após a abertura ao tráfego, compreendida dentro de seus limites inferiores e superiores, que se sujeitam a aplicação de níveis de serviços variados. Classe IV. – Rodovia de pista simples, com características técnicas suficientes para o atendimento a custo mínimo do trafego, geralmente não é pavimentada e faz parte de um sistema local. São divididas em: Classe IV-A Classe IV-B As rodovias classe IV (A/B) não podem ser qualificada a ponto de nível de serviço, pois suas condições encontradas são de total desconforto, ou seja estradas rurais. 9 Classes de Projeto Classe 0 Classe I-A Classe I-B Classe II Classe III Classe IV (A/B) 10 Níveis de Serviço O Conceito de nível de serviço a se definir está ligado condições de operação da via: conforto do usuário, capacidade, fluidez e qualidade do pavimento, geometria da rodovia, ou seja qualidade como aspecto geral. Atendidos estes critérios as rodovias são classificadas em 6 níveis de serviços, designados pelas letras A a F. 11 Níveis de Serviço 12 Comparativo ou Associação Classe Rodovia Dimensionamento Nível de Serviço Qualidade Conforto do Usuário Capacidade (Fluidez/congestionamentos) 13 Elementos de Projeto Velocidade de Projeto ou Velocidade diretriz Veiculo de Projeto Distância de Visibilidade (Parada – Dvp; Ultrapassagem - Dvu) 14 Velocidade de Projeto ou Velocidade Diretriz A velocidade de projeto ou velocidade diretriz é a máxima velocidade a ser praticada na rodovia. Para efeito de projeto a escolha da velocidade irá determinar os seguintes parâmetros de dimensionamento da rodovia: Largura de faixas Rampas máximas Raios de curva Viabilizando , para a composição do tráfego que utilizará a via: fluidez, conforto e segurança. 15 Veículo de Projeto Fator predominante para o dimensionamento de uma rodovia, por existir diversos tipos de veículos com dimensões diferentes, que irão influenciar diretamente em: Largura de faixas de tráfego Superlargura Superelevação Veículos não comercias Veículos comercias rígidos Veículos comercias rígidos de grande porte Veículos comerciais articulados 16 Distância de Visibilidade (Parada e Ultrapassagem) São as distâncias básicas de visibilidade consideradas para projeto rodoviário (Distância de visibilidade de Parada – DVP / Distância de Visibilidade de Ultrapassagem – DVU), que proporcione ao motorista um tempo de reação necessário para efetuar uma manobra com segurança, seja ela: Ultrapassagem Intersecção em nível Acesso Ultrapassagem Visibilidade 17 Alinhamento Horizontal Conceito Tangente e Curva. Tangente: Esteticamente justificada em regiões muitos planas ou em vales, onde se encaixa a paisagem natural, em travesseias urbanas, onde o padrão geométrico envolvente for retilíneo. Deve ser evitada tangentes longas pelo fato de trazer a sensação de monotonia, já que é previsível, também por ser um convite ao acesso de velocidade, levando o motorista ao cansaço e sono. Curva: É mas interessante por trazer ao campo visual do motorista uma área maior de visualização e oferecer visão variada e dinâmica, por estimular o senso de previsão, e principalmente, proporcionar melhor condução ótica, permitindo ver de frente o que a tangente seria visto perifericamente. Requer mas atenção do motorista para realizar as manobras, oferecendo assim um atrativo ao invés de perigo como citado nos exemplos de tangentes. 18 19 Raios de Curva Raio é um trecho em curvatura entre duas tangentes. Ao percorrer uma curva um veículo é sujeito à ação da força centrífuga, que é contrabalançada pelo atrito entre os pneus e a superfície da rodovia. Para definir o raio de curvatura mínima é necessário admitir a velocidade máxima a ser praticada, pois a partir dela que será estabelecido o Coeficiente de atrito necessário para contrabalançar a força centrifuga. Ou seja... Quanto maior for a velocidade, menor será o atrito. Quanto menor for a velocidade, maior será o atrito. 20 Superlargura É um acréscimo de largura na faixa de tráfego nos trechos em curvas. Permitindo aos veículos de maiores extensões, executar manobras de contorno sem invadir a faixa adjacente. 21 Superelevação Rotação ou Giro gradual feita no sentido interno da plataforma, para contrabalançar as forças centrifugas aplicadas nas curvas de raios maiores. 22 Gabarito Horizontal Criar sensação de liberdade ao condutor. É a distancia de afastamento desejável (0,50m) do bordo pavimentado “acostamento”, de modo a evitar que um veículo descontrolado colida com obstáculo. 23 Alinhamento Vertical Greide – Perfil Greide: Rampas ascendentes e descendentes admissível projetada para atender aos veículos tipo adotadas para projeto. ( Adequação do terreno ao seu Projeto ) Com relação ao limite de rampas máximas a serem admitidas em determinadas classes de projeto. As rodovias serão classificadas em plano, ondulado ou montanhoso. Perfil: Representação longitudinal em planta-perfil da plataforma. Contendo informações do terreno ou plataforma acabada. 24 Rampas Máximas 25 Natureza do Terreno Terreno Plano - Aquele relevo do terreno perfeito, sem grandes ondulações permitindo a fluidez (capacidade) ou velocidade linear entre veículos pesados e leves, é rampas admissíveis de no máximo 3% em relação ao greide da rodovia. Terreno Ondulado - Terreno com rampas acima de 3% em relação ao greide, que podem provocar o efeito de arrasto por veículos pesados em tempo significativo num devido trecho especifico. Terreno Montanhoso - Qualquer local aonde ira ser implanta a rodovia está sujeita a essa região, que deverá acontecer o efeito de arrasto ocasionado por veículos pesados por um tempo significativo e paradas frequentes. Portanto levando em consideração sua função exercida, natureza do terreno, demanda de projeto, e fundamentalmente a justificativa econômica para sua implantação, a partir destes critériosresultará em decisões no âmbito mas elevado da politica de transportes ou de desenvolvimento nacional. 26 Gabarito Vertical É a altura da plataforma até o ponto de intersecção sob uma estrutura aérea, ou por uma passagem inferior, sem necessidade de cautela, reduzirem a velocidade, pararem ou ate mesmo procurarem outro itinerário de desvio. O maior gabarito deve ser adotado de 5,50m podendo ser reduzido até 4,40m dependendo do trecho a sem implantando. 27 Fator K – Parâmetro de Curvatura K Representado por Parábolas do 2º Grau. Taxa de variação da declividade longitudinal na unidade do comprimento, estabelecida para cada velocidade. O valor K representa o comprimento da curva no plano horizontal, em metros, para cada 1% de variação na declividade longitudinal. Fator que vai determinar que o veiculo transite sobre um trecho em curva vertical, côncava ou convexa , com total segurança sem a sensação de estar flutuando ou sendo pressionado para baixo. 28 TERRAPLENAGEM Conceito de forma genérica empregado a terraplenagem ou movimento de terras pode ser entendida como conjunto de operações necessárias para remover a terra dos locais em que se encontrar em excesso para aqueles em que há falta, tendo como propósito adequar o terreno as características da rodovia a ser implantada. 29 Seção Transversal - Detalhada 30 Seções Transversais (Corte, Aterro e Mista) Depois de definido o traçado de uma estrada e o perfil longitudinal do terreno, são levantadas as seções transversais; Após o projeto do greide, temos a definição da plataforma. Seção Transversal = Plataforma + Terreno Natural + Taludes 31 Cálculo Volume de Terra Método das Seções Transversais Largamente empregada em projetos de estradas e ferrovias este método consiste em calcular os volumes de corte e aterro entre estacas (20m) 32 Cálculo Volume de Terra Método das Seções Transversais 33 Cálculo Volume de Terra Método das Seções Transversais – Estimativa das áreas de cada seção com auxílio de software 34 DMT – Distância Média de Transporte O método mas utilizado para estimativa das distâncias médias de transporte entre trechos compensados lateralmente quanto longitudinalmente... é o método do Diagrama de Brückner. 35 DMT – Diagrama de Massa “Bruckner” Para construção gráfica do Diagrama de Brückner é necessário calcular os volumes de cortes e aterros acumulados sucessivamente, seção a seção. Considerando positivo, corte e negativo, os aterros. 36 DMT – Diagrama de Massa “Bruckner” 37 Tabela Diagrama de Massa “Bruckner” É a analise da distribuição dos materiais escavados, que define a origem e o destino dos solos e rochas das operações de terraplenagem, com indicação de seus volumes, classificações e distâncias médias de transporte. Após calcular as áreas das seções transversais e os volumes, pode-se preparar uma tabela de volumes acumulados, que servirá como base para construção do diagrama. 38 Tabela Diagrama de Massa “Bruckner” COLUNA 1: estacas dos pontos onde foram levantadas as seções transversais. Normalmente são as estacas inteiras do traçado. COLUNA 2: áreas de corte, medidas nas seções. COLUNA 3: áreas de aterro medidas nas seções. COLUNA 4: produto da coluna 3 pelo fator de homogeneização.* COLUNA 5: soma das áreas de corte de duas seções consecutivas na coluna 2. COLUNA 6: soma das áreas de aterro de duas seções consecutivas na coluna 4. COLUNA 7: semidistância entre seções COLUNA 8: volumes de corte entre seções consecutivas. COLUNA 9: volumes de aterro entre seções consecutivas. COLUNA 10: volumes compensados lateralmente (não sujeitos a transporte longitudinal) COLUNA 11: volumes acumulados, obtidos pela some algébrica acumulada dos volumes obtidos nas colunas 8 e 9. Os volumes acumulados são colocados como ordenadas ao final da estaca. 39 *Fator Homogeneização O fator de homogeneização (Fh) é a relação entre o volume de material no corte de origem, e o volume de aterro compactado resultante. 40 DMT – Diagrama de Massa “Bruckner” 41 Resumo Características básicas para projeto geométrico 42 43 44 Projeto Geométrico 45 John Lennon John.lennon@dynatest.com.br 46 image2.jpeg image5.jpeg image3.jpeg image6.gif image7.jpg image8.jpg image9.jpg image10.png image11.png image12.jpg image13.jpg image14.jpg image15.jpg image16.jpg image17.jpg image18.png image19.png image20.emf image21.emf image22.emf image23.emf image24.png image25.png image26.jpeg image27.jpeg image28.jpeg image29.png image30.jpeg image31.png image32.png image33.png image34.gif image35.png image36.png image37.png image38.png image39.png image40.png image41.png image42.png image43.png image44.png image45.png image46.png image47.png image48.png image49.png image50.png image51.png image52.png image4.jpeg image1.jpeg