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Adrielly Kelly Da Silva Oliveira¹
Andreia Lopes Braga Dos Santos²
RESUMO
O presente material refere-se a um a pesquisa intitulada “O reconhecimento dos espaços de 
atuação do Assistente Social”, tendo como foco a prática deste profissional junto ao Poder 
Judiciário no Brasil. Preliminarmente abordará um breve contexto do Poder Judiciário, 
assim como a inserção do Serviço Social neste setor, além do processo de adoção de crianças
/adolescentes. Realizou-se um a análise em relação a adoção e a atuação do assistente social,
enfatizando o papel pericial desenvolvido por este profissional no âmbito Jurídico, seu 
respaldo legal, os instrumentais técnicos operativos utilizados e os sujeitos sociais 
envolvidos. O objetivo do estudo é analisar e compreender o desempenho do Assistente 
Social, bem com o processo de adoção, o s avanços e desafios vivenciados pelos profissionais
inseridos em um órgão judicial. Com a metodologia usou-se pesquisa sem diversos artigos, 
livros e sites incontestáveis.
A referida obra f oi de grande relevância, pois proporcionou um a melhor concepção em 
relação ao agir profissional do Assistente Social f rente aos m ais diversos e panorâmicos 
setores de atuação dento e fora do Tribunal de Justiça.O Conjunto CFESS-CRESS apresenta 
mais um documento que objetiva qualificar e referenciar a intervenção dos profissionais de 
serviço social. Intitulado Atuação de assistentes sociais no sociojurídico: subsídios para 
reflexão, este trabalho é fruto da produção do grupo de trabalho Serviço social no 
sociojurídico, em atendimento a uma deliberação que vem, desde 2009, se colocando na 
agenda do Conjunto, no eixo Fiscalização Profissional. Naquele ano, no 38º Encontro 
Nacional CFESS-CRESS, a deliberação nº 18. 
Palavras-chave: Assistente social. Poder Judiciá rio. Adoção. CFESS-CRESS 
1. INTRODUÇÃO
Neste sentido vale ressaltar que a inserção do Assistente Social no âmbito do Poder
Judiciário está relacionada a promulgação da Constituição Federal de 1988, que ficou
conhecida como a “constituição cidadã” por elevar os direitos sociais a categoria de
direitos institucionais (direitos de cidadania).
A partir de então os avanços conquistados foram de grande mérito, principalmente no
que se refere à afirmação dos direitos humanos sociais nas áreas da saúde, da
previdência social, da assistência social, do trabalho, da educação, da família, do
idoso, da criança, do adolescente, dentre outros. Sendo que, foi a través dos avanços
constitucionais afetos à infância e juventude que se ampliou o espaço sócio
ocupacional do Assistente Social no âmbito do Poder Judiciário.
Reconhecimento dos Espaços de Atuação do
Assistente Social
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Nessa mesma perspectiva será identificado em vários fragmentos o Estatuto da
Criança e do Adolescente (ECA), que em fundamentação no Ar t.150 prevê o Serviço
Social e a Psicologia como serviço auxiliar do Juiz.
2 O PODER JUDICIÁRIO BRASILEIRO.
É preciso pontuar inicialmente que o Poder Judiciário nasce por volta da segunda
metade do século X V na França, Inglaterra e Espanha, e que aos poucos vai sendo
difundido para outros países. Ao adentrar no mérito de resgate histórico do Serviço
Social no Poder Judiciário é mister retratar a organização do Estado Brasileiro a fim de
melhor compreender a prática profissional do Assistente Social no próprio Judiciário.
Partindo do sancionamento da constituição da República Federativa do Brasil, de 05
de Outubro 1988, a organização do Estado está constituída por três poderes, os quais
são: o Executivo, o Legislativo e o Judiciário. ( Ar t. 74 da Constituição Federa l –
C .F.). A existência destes pode restem por finalidade evitar o arbítrio e o desrespeito
aos direitos funda mentais do homem, garantindo assim perpetuidade do Estado
democrático de Direito.
A base histórica do Poder Judiciário é legitimada dentro de uma lógica conservadora
de manutenção das estruturas do poder, estando sempre subordinado aos interesses dos
Executivos não obtendo força suficiente para funcionar como elemento independente
dentro da visão liberal no interior do Estado, visto que os três poderes de verão se
manter integrados atendendo os objetivos de suas especificidades. 
 No Poder Judiciário o Juiz é autoridade que representa este poder, encarregado de
prestar jurisdição. O magistrado no exercício de sua judicatura e s e tratando de suas
especialidades, deve estar atento aos comandos dispostos nas leis especiais, para que
o seu trabalho seja realizado conforme a previsão legal devidamente aplicada ( PIZ
Z O L, 20 0 5).
Desde sua constituição, há 33 anos, o CRESS/PR tem acompanhado o exercício
profissional dos/as assistentes sociais no Poder Judiciário pelos mais diversos meios.
Recentemente, este acompanhamento permite apontar algumas considerações sobre a
relação entre a categoria profissional dos assistentes sociais e este órgão da Justiça. 
 Como preâmbulo para este debate, se faz necessário discorrer um pouco sobre a
relação intrínseca entre o Serviço Social, o Estado e o chamado desenvolvimentismo.
Neste tema, PAULA, em suas notas introdutórias da tese de doutorado “Serviço Social,
Estado e Desenvolvimento Capitalista” nos traz grande contribuição (2013:22). Segundo
o autor, o Estado brasileiro, assim como outros países, é constituído e é constituinte do
processo de acumulação capitalista, que por sua vez não pode prescindir do
desenvolvimento, que, apesar de se conformar historicamente de maneiras diferentes,
tem em comum a expropriação do trabalho e a expansão dos níveis de acumulação
3
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
A fundamentação teórica consiste em realizar uma revisão dos trabalhos já existentes
sobre o tema abordado, identificando o grau de importância e a estrutura conceitual
(PEROVANO, 2016). De acordo com Perovano (2016), a revisão permite a identificação de
questões e temas, bem como a verificação de assuntos ainda não pesquisados. 
Quando a quantidade exceder a três linhas, tem-se uma citação direta longa e deve ser
referenciada como no exemplo citado a seguir.
"Não é por acaso que a origem do Serviço Social como profissão está atrelada ao conjunto de
medidas desenvolvimentistas empregadas pelo Estado burguês quando leva a cabo seus intentos
de modernização nos idos de 1930" (PAULA, 2013, p. 23). 
A fundamentação teórica consiste em realizar uma revisão dos trabalhos já existentes
sobre o tema abordado, identificando o grau de importância e a estrutura conceitual. De
acordo com Perovano (2016), "a revisão permite a identificação de questões e temas,
bem como a verificação de assuntos ainda não pesquisados." (PEROVANO, 2016). 
Segundo Paula (2013), a origem do Serviço Social como profissão está relacionada às medidas
desenvolvimentistas implementadas pelo Estado burguês no processo de modernização ocorrido
na década de 1930. 
“Não é por acaso que a origem do Serviço Social como profissão está atrelada ao
conjunto de medidas desenvolvimentistas empregadas pelo Estado burguês quando leva a
cabo seus intentos de modernização nos idos de 1930. E também não é por acaso que
tanto a requisição formal pelo Estado de “trabalhadores sociais” quanto o debate em
torno desse processo se repõem na contemporaneidade”. (PAULA, 2013:23).
de Justiça e que está sujeito as mesmas determinações do mundo capitalista, visto que
historicamente têm privilegiado os interesses e direitos privados em detrimento dos
direitos humanos, apesar destes últimos estarem consignados na Constituição Federal de
1988, como direitos fundamentais e não subordinados. Contraditoriamente, o mesmo
Estado brasileiro (aqui o poder executivo), tem como sendo de sua responsabilidade
constitucional, a formulação e a execução das políticas públicas que devem atender as
demandas sociais da classe trabalhadora, excluída da riqueza produzida em favor da
classe burguesa.4
3. MATERIAIS E MÉTODOS
A adoção pode ser entendida como uma forma de oportunizar uma família às crianças
que não tiveram a possibilidade de serem criadas pelos pais que as gerar a m, as sim
como propiciar filhos aos pais que não puderam tê-los. Ser adotado pressupõe uma
situação anterior de separação e de rompimento interrompendo uma relação iniciada
entre a criança e a sua mãe biológica desde a gestação. Essa prática caracteriza- se nos
dias atuais como uma garantia de se ter uma família, tanto para o adotante como para o
adotado. Resguardando assim a esta nova entidade familiar alguns dos direitos previstos
na Constituição Federal, que em seu ar t. 226 estabelece a família como a base da
sociedade e está merecedora de especial proteção estatal.
 
O processo de adoção revela -se como um dos s mais importantes na área da
Infância e da Juventude, posto que objetiva a colocação de criança ou adolescente
em lar substituto, de forma definitiva e ir revogável. Revela -se desta forma, como
um processo que requer “um certo conhecimento da lei, compreensão do
desenvolvimento emocional do ser humano a partir do início da vida e também
experiência no estudo social do caso”. (FERREIRA, p. 02, 200 7). 
O papel do Serviço Social deve visar o fortalecimento e a defesa dos direitos dos
usuários. No caso da adoção, esse processo deve ser realizado de forma a garantir o
melhor para a criança e para a família que se propõe a adotar. Deve pautar- se pela
desconstrução de noções estereotipadas ou meramente caritativas sobre a adoção,
reforçando a cidadania, as irregularidades e a identidade da criança, que é a prioridade
em consonância com o Código de Ética da profissão e a lei que a regulamenta,
apresentando os dilemas do Serviço Social na área jurídica. 
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 Um dos desafios do profissional é atribuir visibilidade e transparência a esses
sujeitos e direitos. Segundo Chua ir i (2001) o Serviço Social (...) vem contribuindo
com o seu conhecimento técnico, crítico e o subsidiando as decisões judiciais, por
meio de pareceres e laudos sociais, além de trabalhar na perspectiva de assessora
mento nas instâncias na qual atua. 
 Além do mais o que atribui compete ao Analista Judiciário é atender
determinações judiciais relativas à prática do Ser viço Social, em conformidade com a
legislação que regulamenta a profissão e o Código de Ética profissional. Neste sentido
o CFESS (2012, p 10- 14), especifica as competências da profissão em suas diversas
dimensões. No âmbito das atribuições, no ar t. 5 do Código de ética, especifica as
ações que são privativas do Assistente Social, assim constata-se que as atribuições
privativas também são competências, porém exclusivas, decorrentes, especificamente,
da formação profissional em ser viço social, assim não pode m ser desenvolvidas por
outros profissionais, mais somente por assistentes.
 sociais.
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4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
 A prática apresentada possibilitou uma compreensão sucinta da gênese do Poder
Judiciário, bem como da inserção e atuação do assistente social nessa esfera, especialmente no
Juizado da Infância e da Juventude, com foco na análise dos processos de adoção. Percebe-se
que este é um tema permeado por diversos limites e desafios.
Em síntese, compreende-se uma avaliação do campo sociojurídico, que abrange seu conceito 
e as características que o compõem. A pesquisa demonstra que o assistente social atua dentro 
dos seus princípios éticos, embasado no CFESS, e conta também com o respaldo legal do 
ECA e da Constituição Federal.
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
A inserção do Assistente Social no âmbito do Poder Judiciário, relacionada à
promulgação da Constituição Federal de 1988, representa um marco significativo para a
consolidação dos direitos sociais como direitos de cidadania. Conhecida como a “constituição
cidadã,” essa legislação trouxe avanços fundamentais, especialmente no que se refere à
garantia dos direitos humanos sociais em áreas como saúde, previdência social, assistência
social, educação e proteção à família, à infância e à juventude.
A ampliação do espaço sócio ocupacional do Assistente Social no Poder Judiciário é
fruto dessas conquistas, com destaque para os avanços constitucionais relacionados à infância
e juventude, reforçados pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Este estatuto, em
seu Art. 150, reconhece o Serviço Social e a Psicologia como serviços auxiliares do Juiz,
Aqui está o gráfico representando as principais ações do Serviço Social na área jurídica e no
processo de adoção, com suas respectivas relevâncias. Cada barra reflete o papel fundamental
desempenhado em diferentes dimensões do trabalho profissional.
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evidenciando a importância do trabalho interdisciplinar para a efetivação dos direitos das
crianças e adolescentes.
Assim, conclui-se que os objetivos traçados foram atingidos, apresentando uma análise
sobre o papel do Assistente Social nesse contexto, suas atribuições e desafios. Contudo, ainda
há muito a ser discutido e aprimorado, sobretudo diante das demandas emergentes no campo
sociojurídico. Essa reflexão reforça a necessidade de contínuo aperfeiçoamento profissional e
acadêmico, visando consolidar o compromisso ético-político da profissão e contribuir para a
efetivação dos direitos sociais no contexto do Poder Judiciário.
Por fim, avalia-se que os objetivos foram atingidos; contudo, muitas dúvidas e
desafios permanecem, demandando novas reflexões e ações. Compreende-se que não existem
respostas prontas e definitivas. Esses questionamentos impulsionam, enquanto acadêmica, a
buscar constante aperfeiçoamento, inovação e conhecimento, para, futuramente, como
assistente social, contribuir para a efetivação do projeto ético-político da profissão.
REFERÊNCIAS
ARTIGO, Revista eletrônica de faculdade Jose augusto Vieira. Ano V-nº 07 setembro de
2012-ISSN – 1983-1285.
ASSISTENCIA JURIDICA E SERVIÇO SOCIAL:Reflexão interdisciplinares. 
Disponível em

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