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Análise de Demonstrativo 
Financeiro e Indicativo 
de Desempenho
P r o f . E d i c r E i a a n d r a d E d o s s a n t o s
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Informamos que é de inteira responsabilidade da autora a emissão de conceitos.
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forma sem a prévia autorização da Editora InterSaberes.
A violação dos direitos autorais é crime estabelecido na Lei n. 9.610/1998 e punido 
pelo art. 184 do Código Penal.
consElho Editorial
Dr. Ivo José Both (presidente)
Drª. Elena Godoy
Dr. Neri dos Santos
Dr. Ulf G. Baranow
Editora-chEfE
Lindsay Azambuja
suPErvisora Editorial
Ariadne Nunes Wenger
analista Editorial
Ariel Martins
caPa E ProjEto gráfico
Kátia P. Irokawa Muckenberger
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io c on v Ers a inic i a l . 0 4
con t E x t ua l iz a ndo . 0 4
Tema 1_ Índices de Rentabilidade: Giro do Ativo (GA) . 06
Tema 2_ Índices de Rentabilidade: Índice de Margem Bruta (MB), 
Índice de Margem Líquida (ML) e Margem Operacional (MO) . 08
Tema 3_ Índices de Rentabilidade: Índice de Rentabilidade sobre 
O Ativo (ROA) e Índice de Rentabilidade sobre o Patrimônio 
Líquido (RPL) . 11
Tema 4_ Índices de Estrutura de Capital: Índice de Endividamento 
Geral (EG), Índice de Composição do Endividamento (CE) e Índice 
de Participação de Capital de Terceiros (PCT) . 14
Tema 5_ Índices de Estrutura de Capital: Índice do Grau 
de Imobilização do Patrimônio Líquido (GIPL) e Índice de 
Imobilização dos Recursos Não Correntes (IRNC) . 18
t roc a ndo idE i a s . 22
n a Pr át ic a . 22
sín t E sE . 2 7
rEfErênci a s . 2 7
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A análise das demonstrações contábeis tem por objetivo obser-
var e confrontar os elementos patrimoniais e os resultados 
das operações, visando ao conhecimento minucioso de sua 
composição qualitativa e de sua expressão quantitativa, de modo a 
revelar os fatores antecedentes e determinantes da situação atual, 
e a servir de ponto de partida para delinear o comportamento futuro 
da empresa. Tanto mais eficiente será a análise, quanto melhor for 
o conhecimento do analista a respeito das operações da empresa 
analisada, conhecimento este no qual se entende a política adminis-
trativa em todos seus aspectos, internos e externos. A interpretação 
dos elementos obtidos nas análises, a partir das demonstrações 
contábeis, faz com os valores ali contidos deixem de ser apenas um 
conjunto de dados e passem a ter valor como informação.
A análise das demonstrações contábeis por índices consiste na con-
frontação entre os diversos grupos ou contas patrimoniais e de resul-
tado, de forma que se estabeleça uma relação lógica que possibilite 
a mensuração da situação econômica e financeira da empresa. Para 
a obtenção de índices confiáveis, são necessárias algumas precau-
ções que levem em conta a qualidade, e a padronização dos méto-
dos utilizados para a elaboração das demonstrações contábeis, que 
podem envolver até a necessidade de reclassificação de alguns itens. 
Ressalta-se que o índice obtido não é a análise em si. Esta se dará 
a partir da obtenção de um conjunto de índices suficientes para se 
fazer juízo da demonstração analisada.
N esta aula aprenderemos sobre os Índices de Rentabilidade 
de Estrutura de Capital. Os índices de rentabilidade ou 
retorno, conhecido também como índices de lucratividade, 
servem para medir a capacidade econômica da empresa, isto é, evi-
denciam o grau de êxito econômico obtido pelo capital investido 
na entidade em determinado período. São calculados com base em 
valores extraídos da DRE e do Balanço Patrimonial. A rentabilidade 
do capital investido na empresa é conhecida por meio do confronto 
entre contas ou grupos de contas da DRE ou as conjugando com 
grupos de contas do Balanço Patrimonial.
A rentabilidade mostra, em números absolutos e relativos, o grau 
de lucratividade do capital investido. Os índices de rentabilidade 
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interessam a todos os usuários da empresa (internos e externos), mas principalmente aos 
proprietários e investidores potenciais, que identificam, por meio deles, a remuneração 
de seus capitais investidos; como também a bancos e fornecedores, que, podem avaliar 
a solidez da empresa e sua capacidade de cumprir os compromissos correntes utilizando 
observando tais índices (IUDICIBUS, 1995).
Quando se trabalha com análise de rentabilidade, é imprescindível que a verificação dos 
lucros esteja relacionada a valores que possam expressar a “dimensão” destes lucros dentro 
das atividades da firma. Nas palavras de Iudicibus (1995, p. 90) “esta ‘dimensão’ poderá ser 
ora volume de vendas, ora valor do ativo total, ora valor do ativo operacional, ora valor do 
patrimônio líquido, ora valor do capital social etc.”.
No caso dos índices de rentabilidade, assim como dos demais, dizer que um indicador 
encontrado é alto ou baixo vai depender de características do empreendimento, tais como 
segmento de mercado, porte, tempo de existência etc. Neste sentido, ressalta-se que o 
relacionamento das variáveis para a construção de um índice dependerá da decisão a ser 
tomada ou do elemento a ser analisado. De posse das demonstrações contábeis, a empresa 
pode construir dezenas de índices, relacionando, a cada um, variáveis diferentes. No entanto, 
é o fim pretendido que irá determinar o que analisar ou qual índice utilizar.
Por sua vez, os índices de Estrutura de Capital demonstram a situação financeira da enti-
dade, isto é, procuram apontar os grandes caminhos das decisões financeiras em termos 
de obtenção e aplicação de recursos e também como se encontra o nível de endividamento. 
Os índices desse grupo são aqueles que relacionam a composição de capitais (próprios e de 
terceiros), que medem os níveis de imobilização de recursos e que buscam diversas relações 
na estrutura da dívida da empresa.
Neste contexto, vale ressaltar um aspecto importante: o de que o sucesso de muitas empre-
sas depende do bom desempenho de sua administração financeira, especialmente de um 
bom gerenciamento, a fim de se obter um equilíbrio, na estrutura de capitais, entre os 
recursos de terceiros e os recursos próprios.
Com base no exposto acima, nesta aula apresentaremos por meio dos Índices de Rentabilidade 
e Estrutura de Capital as informações econômico- financeiras das demonstrações contábeis.
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Índices de Rentabilidade: 
Giro do Ativo (GA)
O s índices de Rentabilidade medem o quanto estão rendendo os capitais investi-
dos. São indicadores muito importantes, pois evidenciam o sucesso (ou insucesso) 
empresarial. São calculados, geralmente, sobre as receitas líquidas, porém, em 
alguns casos, pode ser interessante calcular sobre as receitas brutas deduzidas somente 
das vendas canceladas (devoluções) e abatimentos. Este grupo de índices é composto por: 
Giro do Ativo (GA); Margem Bruta (MB); Margem Líquida (ML); Margem Operacional (MO); 
Rentabilidade sobre o Ativo (ROA); e Rentabilidade sobre o Patrimônio Líquido (RPL):
Os índices de Rotação ou de Giro são aqueles que informam a rapidez com que os recursos 
disponíveis são aplicados. O índice de Giro do Ativo Total busca confrontar as vendas líquidas 
com o ativo total. Isso indica a eficiência de utilização dos recursos totais aplicados para 
se obter as vendas; o Giro do AtivoTotal representa quanto foi vendido para cada unidade 
monetária de investimento total.
Complementarmente, tem-se o índice de Giro do Ativo Médio, que confronta as vendas líquidas 
com o ativo total médio (logo o ativo total médio pode ser obtido pela soma do total do ativo 
do ano “x” + total do ativo do ano “x- 1” dividido por 2) obtido pela soma do ativo no início 
do período com o ativo do final do período. Esse índice indica a eficiência de utilização dos 
recursos totais médios aplicados para se obter as vendas e representa quanto foi vendido 
para cada unidade monetária de investimento total médio.
O Giro do Ativo mede o volume de vendas da empresa em relação ao seu ativo total. A varia-
ção neste índice pode ter diferentes causas, como a retração do mercado como um todo, a 
perda de participação de mercado e ainda ser decorrente da estratégia da empresa.
O índice do Giro do Ativo pode ser obtido a partir da seguinte fórmula:
Índice Fórmula Indica Interpretação
Giro 
do Ativo
Receita Operacional Líquida/
Ativo Total
Quanto a empresa vendeu
para cada $ 1 de 
investimento total.
Quanto maior, 
melhor.
Obs.: Receita Operacional Líquida é igual a Vendas Líquidas.
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Exemplificando o Giro do Ativo:
Período x1 Período x2
Receita Operacional Líquida 4.793.123 4.425.866
Ativos 2.726.178 3.984.050
Giro do Ativo: Receita Operacional Líquida / Ativo Total
Giro do Ativo 4.793.123
2.726.178
 = 1,76
4.425.866
3.984.050
 = 1,11
O coeficiente resultante deste indicador mostra a velocidade com que o investimento total se 
transforma em volume de vendas. Sabemos que as vendas representam o coração de uma 
empresa. Quanto mais vender, quanto mais rápido for o ciclo operacional, mais possibilida-
des de incrementar a rentabilidade a empresa terá. Deste modo, com base nos resultados 
do exemplo, pode-se inferir que a empresa vendeu, no período x1, $ 1,76 para cada $ 1,00 de 
ativo investido, assim o volume de vendas atingiu 1,76 vezes o volume de investimento. No 
período x2, houve queda acentuada do volume relativo de vendas: para cada $ 1,00 inves-
tido, a empresa vendeu $ 1,11, ou seja, o volume de vendas gerado pelo total empatado no 
ativo foi de 76% no período 1 e 11% no período 2, ambos superiores a 1.
Podemos visualizar esses índices em forma de gráfico, conforme representado na Figura 1:
Figura 1 Representação gráfica do Giro do Ativo
Ativo
1,00
Vendas
1,11
Período 2Período 1
Vendas
1,76
Ativo
1,00
Fonte: Matarazzo (2003)
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Índices de Rentabilidade: 
Índice de Margem Bruta 
(MB), Índice de Margem 
Líquida (ML) e Margem 
Operacional (MO)
O s usuários dos resultados da análise das demonstrações contábeis – investidores 
e fornecedores, por exemplo, esperam que o capital investido seja remunerado, e 
desejam ter certeza de que a empresa possa gerar recursos suficientes para hon-
rar seus ativos, assim como quitar obrigações. A obtenção dessas informações é possível 
com a extração desses índices, que buscam a identificação do retorno sobre investimento 
total, sobre vendas e sobre capital próprio, ou seja, espera-se uma avaliação não apenas da 
produtividade, mas, sobretudo da lucratividade do negócio.
O termo rentabilidade, que deriva da palavra “renda”, é uma relação do valor bruto obtido 
com o valor do investimento realizado, e busca mensurar o retorno obtido após investir 
valores em um negócio ou aplicação. Esse segmento da Análise Econômica Financeira é 
caracterizado como fundamental, pois se trata do critério universal de avaliação do desem-
penho global da empresa, e inquestionavelmente aceito em todo o mundo para avaliação 
de projetos e investimentos.
A margem bruta relaciona o lucro bruto com as vendas líquidas, e evidencia basicamente 
o percentual das vendas que não foi consumido pelos custos de produção ou de aquisição 
das mercadorias e serviços. É uma ferramenta utilizada para o controle dos custos e avalia-
ção da capacidade dos setores produtivos das empresas. Para o cálculo da margem bruta, 
pode-se aplicar a seguinte fórmula: Margem bruta = (Lucro bruto/receita total) × 100.
A margem operacional confere o lucro operacional com as vendas líquidas; essa margem é 
voltada para o controle do volume das despesas operacionais e para medida do desempe-
nho dos setores de administração e de vendas. Para o cálculo da margem bruta pode-se 
aplicar a seguinte fórmula: Margem operacional = (Lucro Operacional / Receitas Operacionais 
Líquidas) × 100.
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A margem líquida confere o lucro líquido do período com as vendas líquidas. Na margem 
líquida, além do resultado financeiro, também são incluídos os resultados não operacionais. 
Isso indica o quanto restou da receita gerada pela empresa após a dedução de todos os cus-
tos, gastos e despesas incorridos, que será a margem de lucro sobre as vendas, e constitui 
o percentual de lucro líquido para cada unidade monetária vendida. Por isso que a análise 
por meio da margem líquida verifica o lado do acionista, enquanto que a análise da margem 
operacional observa o comportamento do lucro sob a perspectiva da empresa.
A margem líquida é um dos principais indicadores de retorno dos investimentos. Também 
conhecida como taxa de lucratividade, oferece a informação de quanto de cada unidade 
monetária vendida a empresa conseguiu transformar em lucro. É o quociente que mede o 
grau de sucesso da empresa em termos de lucro sobre as vendas. É obtido pelo confronto 
do Lucro Líquido com as Vendas Líquidas (receitas operacionais líquidas). Caso haja interesse 
em obter o percentual, multiplica-se por 100.
Assim sendo, representa quanto a empresa obtém de lucro para cada real em receita, obtido 
depois de pagar todos os seus impostos e despesas. Quanto maior for à margem que a 
empresa tem, certamente melhor seja a contribuição para a análise em questão. Obtêm-se 
este indicador com a seguinte fórmula: Exemplo:
Período 1 Período 2
Lucro Líquido 223.741 167.116
Receita Operacional Líquida 4.793.123 4.425.866
Margem Líquida: (Lucro Líquido/receitas operacionais líquidas) *100
Margem Líquida (*100) 223.741
4.793.123
 = 4,66%
167.116
4.425.866
 = 3,77%
Como pode ser observado, houve uma queda considerável na margem de lucro da empresa, 
isto significa que a empresa auferiu menor lucro e ganhou muito menos por unidade ven-
dida. Para cada 100 unidades vendidas a empresa obteve no período 1 $ 4,66 de lucro, e no 
período 2 houve uma queda para $ 3,77.
Como parâmetro de comparação para este indicador, argumenta-se que ele é comparável 
com qualquer outra empresa, independente do porte. O coeficiente da margem líquida 
deve ser analisado com os índices de giro do ativo e de rentabilidade do ativo, pois de nada 
adianta a empresa ter um alto giro do ativo e não possuir uma margem de lucro; e também 
é interessante que este lucro seja o suficiente para remunerar seus ativos.
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Para melhor visualização, a Figura 2 (a seguir) apresenta os valores dos setores farmacêutico 
e de vestuário dos anos de 2012, 2013 e 2014. Esses indicadores podem ser utilizados como 
referências para outras empresas do mesmo setor avaliarem se os seus indicadores estão 
dentro ou fora do padrãoquando comparadas:
Figura 2 Margem líquida: setor farmacêutico e vestuário
SETOR FARMACÊUTICO
Farma ABC JK Fármacias TYFarma
Receita Lucro
Líquido
Margem
Líquida
Receita Lucro
Líquido
Margem
Líquida
Receita Lucro
Líquido
Margem
Líquida
2012 2,69B 3M 0,11% 1,52B 47M 3,08% 3,23B 42M 1,30%
2013 3,25B −151M −4,64% 1,74B 56M 3,22% 3,47B 19M 0,55%
2014 3,54B −613M −17,31% 1,89B 49M 2,60% 3,45B −52M −1,51%
SETOR CONSUMO (VESTUÁRIO)
Lojas DJ Roupas e Cia Confecções XX
Receita Lucro
Líquido
Margem
Líquida
Receita Lucro
Líquido
Margem
Líquida
Receita Lucro
Líquido
Margem
Líquida
2012 3,86B 355M 9,19% 3,55B 366M 10,32% 1,49B 311M 20,87%
2013 4,37B 407M 9,31% 4,07B 421M 10,35% 1,68B 318M 18,93%
2014 5,22B 471M 9,03% 4,73B 480M 10,15% 1,68B 319M 19,01%
Fonte: adaptado de Portal do Trader (2015).
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Índices de Rentabilidade: 
Índice de Rentabilidade 
sobre O Ativo (ROA) e Índice 
de Rentabilidade sobre o 
Patrimônio Líquido (RPL)
A Rentabilidade do Ativo (ROA) – do inglês Return on Assets – mostra o quanto a empresa 
obteve de lucro líquido em relação ao ativo, representando uma medida do poten-
cial de geração de lucro da parte da empresa. Este indicador não é exatamente uma 
medida de rentabilidade de capital, mas sim uma medida da capacidade da empresa em 
gerar lucro líquido e assim poder capitalizar-se.
Deste modo, o ROA é calculado quando se deseja ter uma ideia da lucratividade, como um 
todo, de um empreendimento, venham de onde vierem os recursos, admitindo-se as apli-
cações realizadas. É uma medida do desempenho comparativo da empresa ano a ano e 
resulta da seguinte fórmula:
Índice Fórmula Indica Interpretação
Rentabilidade do 
Ativo
(Lucro líquido/ Ativo 
Total) × 100
Quanto a empresa 
obtém de lucro para 
cada $ 100 de
investimento total.
Quanto maior, 
melhor.
Exemplificando este indicador na prática temos:
Período 1 Período 2
Lucro Líquido 223.741 167.116
Ativo 2.726.178 3.984.050
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Rentabilidade do Ativo: (Lucro líquido / Ativo Total) × 100
Rentabilidade do Ativo (*100)
223.741
2.726.178
 = 8,20%
167.116
3.984.050
 = 4,19%
Para cada R$ 100,00 de ativo a empresa no período x1 obtém de lucro R$ 8,20 e no período x2 
R$ 4,19 denotando uma perda de rentabilidade de um período para o outro. Esta queda, por 
exemplo, pode ter sido influenciada por fatores como diminuição nas vendas, aumento com 
despesas operacionais, financeiras e administrativas ou outros. Estes resultados demons-
tram o potencial de geração de lucro por parte da empresa.
O próximo índice é o de Rentabilidade do Patrimônio Líquido (IPL) ou Return on Equity (ROE), e 
demonstra o quanto de ganho os acionistas ou proprietários tiveram em virtude do capital 
investido na empresa.
É o indicador definitivo da rentabilidade do investimento próprio e seu cálculo permite saber 
o quanto a administração, fazendo uso dos recursos entregues pelos sócios, obterão de 
rendimento com a estrutura de despesas financeiras e da relação existente entre recursos 
próprios e de terceiros. Além disso, possibilita a comparação com outras oportunidades de 
investimento disponíveis no mercado, identificando se a decisão de investir na empresa em 
análise foi correta.
A obtenção desse índice se dá pela divisão do Lucro Líquido pelo Patrimônio Líquido.
É obtido por meio da seguinte fórmula:
Índice Fórmula Indica Interpretação
Rentabilidade 
do Patrimônio 
Líquido
(Lucro líquido/
Patrimônio 
Líquido) × 100
Quanto a empresa obtém 
de lucro para cada $ 100 de 
capital próprio investido.
Quanto maior, 
melhor.
Exemplo
Período 1 Período 2
Lucro Líquido 223.741 167.116
Patrimônio Líquido 1.070.861 1.407.185
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Rentabilidade do Patrimônio Líquido: (Lucro líquido / Patrimônio Líquido) × 100
Rentabilidade do 
Patrimônio Líquido (*100)
223.741
1.070.861
 = 20,89%
167.116
1.407.185
 = 11,88%
Conforme exemplo, infere-se que para cada $ 100,00 de capital próprio investido, a empresa 
conseguiu $ 20,89 de Lucro no período 1. No período 2, entretanto, ocorreu uma queda acen-
tuada na rentabilidade da empresa de aproximadamente 10%. Vale ressaltar que uma das 
grandes utilidades deste quociente está na sua comparação com taxas de rendimento com 
outras empresas do mercado, sendo possível, por esta comparação, avaliar se a empresa 
oferece rentabilidade superior ou inferior a essas opções.
Enfatiza-se que há outros indicadores de rentabilidade relacionados às vendas que possibi-
litam a avaliação dos resultados operacionais da empresa, refletindo o quanto esta gerou 
de recursos por meio de suas atividades.
Sintetizando
Índices de rentabilidade:
 ■ ROA: avalia quanto a empresa obteve de retorno (lucro líquido) em relação ao total das 
aplicações realizadas em seu ativo.
 ■ ROE: apresenta a comparação do lucro gerado em decorrência do investimento 
realizado pelos sócios da empresa.
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Índices de Estrutura 
de Capital: Índice de 
Endividamento Geral (EG), 
Índice de Composição do 
Endividamento (CE) e Índice 
de Participação de Capital de 
Terceiros (PCT)
O s Índices de Estrutura de Capital, também chamados de índices de endividamento, 
são utilizados para mensurar a composição das fontes de recursos de uma empresa, 
permitindo visualizar de que forma os recursos de terceiros estão sendo usados 
em comparação com o capital próprio. Além disso, fornecem elementos para analisar o grau 
de comprometimento da empresa perante seus credores, como também a sua capacidade 
de cumprir os compromissos financeiros assumidos a longo prazo.
Os principais indicadores classificados neste grupo são denominados de (i) Endividamento 
Geral, (ii) Participação de Capital de Terceiros, (iii) Composição do Endividamento, (iv) 
Imobilização do Patrimônio Líquido e (v) Imobilização de Recursos Não Correntes.
O indicador de Endividamento Geral (EG) apresenta o volume de aplicações de recursos finan-
ciadas por capital de terceiros, representadas no Balanço Patrimonial pelas contas de passivo 
circulante e passivo não circulante. Este indicador mostra o comprometimento do ativo da 
empresa para com capital de terceiros que serão exigidos dela, no curto ou no longo prazo.
Este índice é obtido pela seguinte fórmula:
Índice Fórmula Indica Interpretação
(Endividamento 
Geral)
[(PC+PNC)/Ativo 
Total] x 100
Quanto a empresa tem de 
capitais de terceiros para 
cada R$ 100,00 de ativo total.
Quanto menor, 
melhor.
Obs.: PC: Passivo Circulante; PNC: Passivo Não Circulante.
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A interpretação do Endividamento Geral permite assim verificar, por exemplo, quanto a 
empresa tem de capitais de terceiros para cada 100 reais de ativo total. Ressalta-se aqui 
que, por exemplo, que a fórmula necessariamente não precisa ser multiplicada por 100, pois 
este artifício só é usado por permitir uma melhor interpretação do índice em percentuais.
O próximo indicador é o de Participação de Capital de Terceiros e indica a relação entre capi-
tais próprios e de terceiros,e demonstra a parte de terceiros (passivo circulante e passivo 
não circulante) em relação ao capital próprio investido na empresa. Esse indicador relaciona, 
portanto, as duas grandes fontes de recursos: capital próprio e capital de terceiros, e indica 
risco ou dependência de terceiros por parte da empresa. Quando se aborda esse indicador, 
se faz referência apenas ao risco de insolvência e não à relação deste com o resultado obtido 
pela entidade. É calculado pela divisão do Capital de Terceiros pelo Capital Próprio.
Índice Fórmula Indica Interpretação
Participação 
de Capitais 
de Terceiros 
(Endividamento)
((PC + PNC)/
Patrimônio 
Líquido) × 100
Quanto a empresa tomou 
de capitais de terceiros 
para cada R$ 100,00 de 
capital próprio
Quanto menor, 
melhor
Obs.: PC: Passivo Circulante; PNC: Passivo Não Circulante.
Do ponto de vista rigorosamente financeiro, quanto maior essa relação (CT/PL) menor a liber-
dade de decisões financeiras da empresa ou maior a dependência a esses terceiros. Assim, 
sob essa perspectiva é que se interpreta o índice de participação de capitais de terceiros. 
Já sob o interesse de obtenção de lucro, pode ser vantajoso para a empresa trabalhar com 
capitais de terceiros se a remuneração paga a esses capitais for menor do que o lucro obtido 
com a sua aplicação nos negócios.
Vamos acompanhar um exemplo exposto por Matarazzo (2003):
Período 1 Período 2
Capitais de Terceiros (PC + PNC) 1.655.317 2.576.865
Patrimônio Líquido 1.070.861 1.407.185
Endividamento: [(PC + PNC) / Patrimônio Líquido] × 100
Endividamento (*100)
1.655.317
1.070.861
 = 154,57%
2.576.865
1.407.185
 = 183,12%
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Esses dois coeficientes evidenciam que, no período 1, para cada $ 100,00 de Capital Próprio 
(Patrimônio Líquido), a empresa tomou $ 154,57 de Capitais de Terceiros, e que, no período 
2, para cada $ 100,00 de Capitais Próprios, recorreu a $ 183,12 emprestados.
Graficamente, esses índices podem ser visualizados da seguinte forma (Figura 3):
Figura 3 Representação gráfica do índice de participação do capital de terceiros
Período 2Período 1
100
Capital
154,57
 Capitais de 
Terceiros
Ativo 
Circulante
Ativo
100
Capital 
próprio
183,12 
Capitais de 
Terceiros
Ativo 
Circulante
Ativo
Fonte: Matarazzo (2003)
O próximo indicador, o de Composição do Endividamento (CE), possibilita evidenciar as dívi-
das de curto prazo em relação ao total das obrigações para com terceiros. Para calculá-lo é 
necessário contrapor as obrigações de curto prazo (passivo circulante) pelo total de capitais 
de terceiros, como apresentado na fórmula a seguir:
Índice Fórmula Indica Interpretação
Composição do 
Endividamento
[PC/(PC +PNC)] 
× 100
Qual o % de obrigações a
curto prazo em relação às 
obrigações totais.
Quanto menor, 
melhor.
Obs.: PC = Passivo Circulante; PNC = Passivo Não Circulante.
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A interpretação indica que quanto menor melhor, pois a empresa terá mais tempo para gerar 
recursos para honrar seus compromissos. Desta forma, acompanhe o exemplo baseado em 
Matarazzo (2003) para melhor entendimento:
Período 1 Período 2
Passivo Circulante 1.340.957 1.406.077
Capitais de Terceiros (PC + PNC) 1.655.317 2.576.865
Composição do Endividamento: [PC / (PC +PNC)] × 100
Composição do
Endividamento (*100)
1.340.957
1.655.318
 = 81,01%
1.406.077
2.576.865
 = 54%
Os coeficientes obtidos indicam que no período 1 a empresa tinha 81,01% (mais de ¾) de suas 
dívidas vencíveis a curto prazo e que no período 2 este percentual apresentou uma diminuição 
para 54% (quase metade), melhorando aquilo que se pode chamar de perfil da dívida. Todavia, 
enfatiza-se que a maior parte das dívidas da entidade exemplo são a curto prazo, o que de 
certa forma pode comprometer a liquidez da empresa, como representado na Figura 4: 
Figura 4 Representação gráfica do índice de composição do endividamento
Período 1
100,00
Capital 
próprio
Ativo 
Circulante
Ativo Não 
Circulante
81% 
Curto prazo
19% Longo prazo
Período 2
100,00
Capital 
próprio
54% 
Curto prazo
46% 
Longo prazo
Ativo 
Circulante
Ativo Não 
Circulante
Fonte: Matarazzo (2003)
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A Figura 4 apresenta a composição do endividamento de curto prazo (em percentual) da 
empresa em comparação com o total de endividamento com terceiros (passivo circulante 
e passivo não circulante) multiplicado por 100 para se obter em percentual.
T e m a 5
Índices de Estrutura de 
Capital: Índice do Grau de 
Imobilização do Patrimônio 
Líquido (GIPL) e Índice de 
Imobilização dos Recursos 
Não Correntes (IRNC)
O indicador denominado de Imobilização do Patrimônio Líquido (IPL) ou Capital 
Próprio representa quanto do Patrimônio Líquido está aplicado nos grupos de 
contas: Imobilizado, Investimentos e Intangível, que representam as aplicações 
permanentes de recursos da empresa, ou seja, qual a parcela do Patrimônio Líquido foi 
imobilizada e quanto restou para financiar o capital de giro. A parcela do Patrimônio Líquido 
que fica destinada ao Ativo Circulante é chamada de Capital Circulante Próprio. O índice 
de Imobilização do PL é calculado pela divisão dos ativos de natureza permanente (inves-
timento, imobilizado e intangível) pelo Patrimônio Líquido (PL).
Quanto mais a empresa investir no ativo imobilizado, menos recursos próprios sobrarão 
para o ativo circulante e, em consequência, maior será a dependência de capitais de ter-
ceiros para o financiamento do ativo circulante.
Sua fórmula é representada pela seguinte equação:
Índice Fórmula Indica Interpretação
Imobilização 
do Patrimônio 
Líquido
[(Ativo Não Circulante – RLP)/
Patrimônio Líquido] × 100
Quanto a empresa aplicou no 
Ativo Imobilizado para cada 
$ 100,00 de Patrimônio Líquido.
Quanto menor, 
melhor.
Obs.: RLP = realizável a longo prazo.
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Pelo exposto, conclui-se que quanto menor esse índice, melhor será a situação financeira 
da empresa. Isso porque as aplicações de recursos do Patrimônio Líquido são mutuamente 
exclusivas do Ativo Circulante e demais ativos. Quanto mais a empresa investir no ativo imo-
bilizado (Imobilizado, Investimentos e Intangível) menos recursos próprios sobrarão para o 
ativo circulante, e em consequência, maior será a dependência de capitais de terceiros para 
o financiamento do ativo circulante.
O ideal em termos financeiros é a empresa dispor de patrimônio líquido suficiente para 
cobrir o ativo imobilizado e ainda lhe restar uma parcela (Capital Circulante Próprio) sufi-
ciente para financiar o ativo circulante. Por suficiente entende-se que a empresa deve dispor 
de necessária liberdade de comprar e vender sem precisar sair o tempo todo recorrendo a 
instituições financeiras.
Para assimilar na prática, acompanhe o exemplo baseado em Matarazzo (2003):
Período 1 Período 2
Ativo Não Circulante – RLP * 765.698 1.714.879
Patrimônio Líquido 1.070.861 1.407.125
* Ou a soma das contas de Imobilizado, Investimentos e Intangível
Imobilização do PL: [(Ativo Não Circulante – RLP)/Patrimônio Líquido] × 100
Imobilização do PL (*100)
765.698
1.070.861
 = 71,50%
1.714.879
1.407.125
 = 121,87%
Os coeficientes obtidos no cálculo deste índice mostram que no período 1, a empresa inves-
tiu em “permanente”(não existe mais a expressão na legislação contábil brasileira, mas a 
mantemos aqui para aglutinar os Ativos Imobilizados, Investimentos e Intangíveis, que são 
os três grupos de ativos mais imóveis), a importância equivalente a 71,50% do patrimônio 
líquido e que, no período 2 esse percentual subiu para 121,87%. Isso permite inferir que no 
período 2 todo o valor do patrimônio líquido estava investido nas contas de Imobilizados, 
Investimentos e Intangíveis, precisando ainda que a empresa recorresse a capitais de ter-
ceiros para o valor restante. Esta situação não é muito confortável tendo em vista que a 
empresa está com o seu capital completamente paralisado, precisando assim de terceiros 
para auxiliar em seu capital de giro.
O próximo é o Indicador de Imobilização de Recursos Não Correntes, que indica quanto dos 
recursos não correntes foram convertidos em ativos de natureza permanente (investimen-
tos, imobilizado e intangível). Pode-se considerar como recursos não correntes a soma do 
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Patrimônio Líquido com o Passivo não Circulante. Como os ativos de natureza permanente 
têm vida útil longa, a empresa pode utilizar recurso com prazo de vencimento longo para 
financiá-los, sem comprometer o capital de giro da empresa. A parcela de recursos não cor-
rentes destinado aos ativos de natureza circulante também é chamada de Capital Circulante 
Líquido (CCL). Esse quociente é obtido pela divisão dos ativos de natureza permanente 
(investimento, imobilizado e intangível), ou seja, o Ativo Não Circulante menos os Ativos 
Realizáveis a Longo Prazo; e pela soma dos recursos não correntes (Patrimônio Líquido + 
Passivo Não Circulante).
Sua fórmula é apresentada a seguir:
Índice Fórmula Indica Interpretação
Imobilização 
dos recursos 
não correntes
[(Ativo Não Circulante – 
RLP)/(PNC + Patrimônio 
Líquido)] * 100
Que percentual dos 
recursos não correntes 
foi destinado ao ativo 
imobilizado.
Quanto menor, 
melhor.
Obs.: RLP = realizável a longo prazo; PNC = Passivo Não Circulante.
Uma consideração importante é que esse índice não deve em regra ser superior a 100%. 
Ainda que a empresa tenha necessidade de ativo circulante (como é o caso das transporta-
doras, por exemplo) deve sempre existir um pequeno excesso de recursos não correntes, 
em relação às imobilizações, destinado ao ativo circulante.
Vamos acompanhar o exemplo de Matarazzo (2003):
Período 1 Período 2
Ativo Não Circulante – RLP * 765.698 1.714.879
Passivo Não Circulante 314.360 1.170.788
Patrimônio Líquido 1.070.861 1.407.125
* Ou a soma das contas de Imobilizado, Investimentos e Intangível.
Imobilização dos Recursos Não Correntes: 
[(Ativo Não Circulante – RLP)/(PNC + Patrimônio Líquido)] * 100
Imobilização dos
recursos não correntes 
(*100)
765.698
1.385.224
 = 55,28%
1.714.879
2.577.973
 = 66,52%
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Estes índices mostram que a empresa destinou ao ativo permanente em x1 e em x2, res-
pectivamente, 55,28% e 66,52% dos recursos não correntes.
Saiba mais:
Para compreender os Indicadores de Endividamento, assista ao vídeo:
.
Para realizar os cálculos e interpretar os Índices de Rentabilidade, assista:
.
Leitura Obrigatória
Leia mais sobre os índices de endividamento no capítulo 5 (páginas 157 a 161) do livro Análise 
e estrutura das demonstrações contábeis.
//
“
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O s índices de endividamento ou estrutura de capital reve-
lam o grau de endividamento da empresa. Este grupo de 
indicadores evidencia, para os períodos (exercícios) ana-
lisados, a política de obtenção de recursos da empresa, ou seja, se 
a empresa comumente financia o seu Ativo com Recursos Próprios 
(Patrimônio Líquido) ou de Terceiros (Passivo Circulante + Passivo 
Não Circulante) e em que proporção.
Deste modo, faz-se necessário sempre observar a quantidade e a 
qualidade do tipo de endividamento das organizações, para assim 
poder ter um melhor conhecimento a respeito de suas dívidas. A res-
peito do exposto pesquise, identifique e discuta com seus colegas 
acerca dos índices de endividamento quanto à quantidade e à qua-
lidade destes.
tr
oc
an
do
 
id
Ei
as
na
 P
rá
ti
ca
Calcule os indicadores solicitados para as demonstrações contábeis 
a seguir e efetue uma breve análise.
Lista de indicadores
Indicador Fórmula 31-12-X1 31-12-X2 31-12-X3
Giro do Ativo – GA
VL
AT
Rentabilidade sobre o 
Ativo – ROA
LL × 100
AT
Rentabilidade sobre o 
PL – ROE
LL × 100
PL
Margem Líquida
LL × 100
RL
VL
LL
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Balanço Patrimonial (Ativo)
BALANÇO PATRIMONIAL DA CIA. YCZ.
Exercício encerrado em: 31-12-X1 31-12-X2 31-12-X3
R$ R$ R$
ATIVO CIRCULANTE 254.691 367.485 353.169
Caixa e Bancos 9.892 29.175 40.200
Aplicações de liquidez imediata 32.508 22.995 38.286
Contas a receber de clientes 128.124 187.236 162.658
(−) Provisão p/ devedores duvidosos −1.405 −4.781 −2.160
Impostos a recuperar: IPI e ICMS 5.182 15.006 12.002
Estoques 78.450 115.748 99.890
Prêmios de seguros a apropriar 1.940 2.106 2.293
ATIVO NÃO CIRCULANTE 115.984 138.770 137.199
Empréstimo compulsório: Eletrobrás 4.617 12.552 15.025
Investimentos 8.381 8.381 9.714
Imobilizado 99.004 115.005 110.734
Intangível 3.982 2.832 1.726
TOTAL DO ATIVO 370.675 506.255 490.368
31-12-X1 31-12-X2 31-12-X3
PASSIVO CIRCULANTE 178.981 255.750 201.186
Empréstimos e financiamentos 100.850 127.605 50.277
Fornecedores 36.186 54.560 55.607
Salários e encargos sociais 2.065 2.430 2.665
Obrigações fiscais: IPI, ICMS e outros 13.002 18.919 21.005
Provisão para Imposto de Renda 23.864 26.419
Adiantamentos de clientes 22.885 24.145 28.837
Dividendos propostos 12.500
Provisão p/ férias e 13º salário 3.993 4.227 3.876
(Continua)
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31-12-X1 31-12-X2 31-12-X3
PASSIVO NÃO CIRCULANTE 40.861 60.297 55.882
Financiamentos bancários 40.861 60.297 55.882
PATRIMÔNIO LIQUIDO 150.833 190.208 233.300
Capital social 156.000 156.000 184.824
Reservas de capital 18.824 18.824
Reservas de lucros 8.204 10.173 12.453
Lucros (prejuízos) acumulados −32.195 5.211 36.023
TOTAL DO PASSIVO 370.675 506.255 490.368
Demonstração do Resultado do Exercício
DEMONSTRATIVO DE RESULTADO DO
EXERCÍCIO DA CIA. YCZ 31-12-X1 31-12-X2 31-12-X3
R$ R$ R$
RECEITA OPERAClONAL BRUTA
Vendas de produtos 450.286 541.654 482.485
Vendas de serviços 66.022 88.005 95.453
TOTAL 516.308 629.659 577.938
(–) DEDUÇÕES DA RECEITA BRUTA
Devoluções e abatimentos −9.006 −10.833 −7.237
Impostos incidentes sobre vendas −76.549 −97.498 −86.847
Impostos incidentes sobre serviços −1.981 −2.640 −4.773
(=) RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 428.772 518.688 479.081
(–) CUSTO DOS PRODUTOS E SERVÍÇOS
Custo dos produtos vendidos −184.617 −203.120 −164.045
Custo dos serviços prestados −49.517 −58.083 −45.817
(=) LUCRO BRUTO 194.638 257.485 269.219
(Conclusão)
(Continua)
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DEMONSTRATIVO DE RESULTADODO
EXERCÍCIO DA CIA. YCZ 31-12-X1 31-12-X2 31-12-X3
(–) DESPESAS OPERACIONAIS
Despesas com vendas −79.634 −85.810 −92.167
Despesas gerais e administrativas −52.345 −55.006 −58.916
Despesas financeiras líquidas −55.902 −46.718 −38.565
OUTRAS RECEITAS E DESP. OPERACIONAIS
Outras receitas operacionais 1.185 1.882 1.902
(−) Outras despesas operacionais −884 −764 −882
(=) LUCRO OPERACIONAL 7.058 71.069 80.591
RESULTADOS NÃO OPERACIONAIS −349 −882 −534
(=) LUCRO ANTES DO IR E CONTRIB. SOCIAL 6.709 70.187 80.057
(–) PROVISÃO P/ IMPOSTO DE RENDA −17.547 −20.014
(–) CONTRIBUIÇÃO SOCIAL −6.317 −6.405
(=) LUCRO APÓS IR E CONTRIB. SOCIAL 6.709 46.323 53.638
(−) PARTICIPAÇÕES E CONTRIBUÍÇÕES
Empregados −2.316 −2.682
Administradores −4.632 −5.364
(=) LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO 6.709 39.375 45.592
Resolução
Indicador Fórmula 31-12-X1 31-12-X2 31-12-X3
Giro do Ativo – GA
VL
1,16 1,02 0,98
AT
Rentabilidade sobre o Ativo – ROA
LL × 100
1,81 7,78 9,3
AT
Rentabilidade sobre o PL – ROE
LL × 100
4,45 20,7 19,54
PL
(Conclusão)
(Continua)
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Indicador Fórmula 31-12-X1 31-12-X2 31-12-X3
Margem Líquida
LL × 100
1,56 7,59 9,52RL
VL
Análise (exemplo sintético):
 ■ Giro do Ativo: reproduz a eficiência da empresa em utilizar seus ativos para gerar 
vendas, medido pelo quociente das receitas anuais e o ativo total. Expressa a 
relação das vendas líquidas com o ativo total da empresa, exprimindo assim o grau 
de eficiência em que são utilizados os recursos da empresa. Assim, com exceção do 
período X3, a Cia. YCZ conseguiu ser completamente eficiente na utilização de seus 
ativos para geração de vendas.
 ■ ROA: O índice de Rentabilidade do Ativo (ROA) expressa o quanto a empresa obteve 
de lucro em relação ao seu investimento total, revelando assim a eficiência com que 
os recursos foram utilizados. Assaf Neto (2003) salienta que este indicador evidencia 
a parcela de lucros líquidos que a empresa auferiu em um determinado período em 
relação ao total do ativo. Portanto, por meio do índice de Rentabilidade do Ativo é 
possível identificar a potencialidade de geração de lucro pela entidade. No ano X1 a Cia. 
YCZ gerou para cada R$ 100 de ativo total aplicado na empresa R$ 1,81 de lucro líquido.
 ■ ROE: Mede o “retorno dos recursos aplicados na empresa por seus proprietários. 
Em outras palavras, para cada unidade monetária de recursos próprios (patrimônio 
líquido) investido na empresa, mensura-se quanto os proprietários auferiram de lucro”. 
Assim, no ano X1 para cada R$ 100,00 no PL rendeu R$ 4,45 de lucro líquido.
 ■ MARGEM LIQUIDA: O resultado do índice de Margem Líquida demonstra a relação de 
lucros líquidos em comparação com o total de vendas (receita operacional líquida) 
de um determinado período. Assim sendo, indica em percentuais qual foi a parcela do 
faturamento da empresa que se transformou em lucro líquido no período analisado. 
Assim, por exemplo, no período X1 para cada R$ 100,00 de receita líquida (vendas 
líquidas) a Cia. YCZ apresentou R$1,56 de Lucro líquido.
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(Conclusão)
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E C aro aluno, chegamos ao final de mais uma aula que abordou 
dois grupos de índices econômico-financeiros que têm como 
objetivo avaliar a real situação da empresa em seus mais 
diversos aspectos. Indicadores de rentabilidade e de endividamento.
Os indicadores de rentabilidade selecionados nesse trabalho eviden-
ciam, por exemplo, o retorno que a empresa está proporcionando 
sobre o capital próprio. Por capital próprio entende-se o valor inves-
tido no negócio pelos proprietários, o lucro e as respectivas reservas. 
Além do retorno sobre o capital próprio, é possível verificar o giro do 
ativo total, a margem líquida, e a rentabilidade proporcionada pela 
comercialização das mercadorias compradas pela empresa para 
revenda ou na prestação de serviços, ou fabricação de produtos.
Por sua vez, os Índices de Endividamento têm como principal escopo 
mostrar o grau de comprometimento do capital próprio de uma 
empresa, com o capital de terceiros. Esses índices mostram, por 
exemplo, o percentual do capital de terceiros que vencem a curto 
prazo. Ademais, é possível verificar o quanto do capital próprio e 
dos recursos não correntes foram aplicados no Ativo Permanente 
(Imobilizado, Investimentos e Intangível).
Por fim, vale ressaltar que não existem regras definidas sobre estru-
tura de capitais, a empresa pode trabalhar com o capital próprio, 
sendo superior ao de terceiros, ou com capital de terceiros sendo 
superior ao próprio. Na realidade, o que importa é a comparação 
dos juros pagos referente ao financiamento, com os proporcionados 
pelo mercado onde foi aplicado o valor do capital.
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