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27/09/2017 1 A água precipitada tem os seguintes destinos: Parte é interceptada pelas vegetações; Parte é retida nas depressões; Parte é infiltrada; O resto escoa superficialmente. IN F IL T R A Ç Ã O INFILTRAÇÃO Definição: parcela da água precipitada que infiltra no solo. •Parte da água que infiltra permanecerá na camada superficial do solo, onde se movimentará de forma gradual na vertical e na horizontal, através do solo. •Eventualmente, poderá voltar a um rio, através da sua margem. Parte da água poderá infiltrar mais profundamente, recarregando o aquífero subterrâneo. •A água pode percorrer longas distâncias ou permanecer no armazenamento subterrâneo por longos períodos antes de retornar à superfície, aos rios ou oceanos. 27/09/2017 2 O solo é uma mistura de materiais sólidos, líquidos e gasosos. Na mistura também encontram-se muitos organismos vivos (bactérias, fungos, raízes, insetos, vermes) Água no solo INFILTRAÇÃO É o processo pelo qual a água penetra nas camadas superficiais do solo e se move para baixo, em direção ao lençol d’água. É a passagem de água superfície para o interior do solo. Depende fundamentalmente: Da água disponível para infiltrar; Da natureza do solo, estado e superfície; e Das quantidades de água e ar, inicialmente presentes no seu interior. 27/09/2017 3 Grandezas Físicas da INFILTRAÇÃO Capacidade de Infiltração; É a razão máxima com que um solo, em uma dada condição, é capaz de absorver água, e diminui com o tempo; Geralmente expressa em mm/h; É o parâmetro mais expressivo. Velocidade de Infiltração (ou Taxa de Infiltração) É a velocidade média com que a água atravessa o solo, ou ainda, é a vazão dividida pela área da seção reta do escoamento; Depende da Permeabilidade e do gradiente hidráulico; É determinada pela Lei de Darcy. CAPACIDADE DE INFILTRAÇÃO (ou TAXA DE INFILTRAÇÃO) Capacidade de infiltração é a quantidade máxima de água que um solo em determinadas condições pode absorver. Ela varia no decorrer da chuva. Se uma precipitação atinge o solo com a uma intensidade menor que a capacidade de infiltração toda a água penetra no solo, provocando uma progressiva diminuição da própria capacidade de infiltração, já que o solo está se umedecendo. 27/09/2017 4 É a velocidade média do escoamento da água através de um solo saturado, determinada pela relação entre a quantidade de água que atravessa a unidade de área do material do solo e o tempo . Depende da Permeabilidade e do gradiente hidráulico e é determinada pela Lei de Darcy. VELOCIDADE DE FILTRAÇÃO Figura - Perfil de umidade em um solo 27/09/2017 5 Enquanto há aporte de água, o perfil de umidade tende à saturação em toda a profundidade, sendo a superfície, naturalmente, o primeiro nível a saturar. Quando o aporte de água à superfície cessa (precipitação para), isto é, deixa de haver infiltração, a umidade no interior do solo se redistribui, evoluindo para um perfil de umidade inverso, com menores teores de umidade próximo à superfície e maiores nas camadas mais profundas. Quando cessa a precipitação, parte da água no interior do solo propaga-se para camadas mais profundas no solo e parte é transferida para a atmosfera por evaporação direta ou por transpiração dos vegetais. Esse processo faz com que o solo vá recuperando sua capacidade de infiltração, tendendo a um limite superior à medida que as camadas superiores do solo vão se tornando mais secas. 27/09/2017 6 A taxa de infiltração, normalmente, decai rapidamente durante a parte inicial de uma chuva intensa e atinge um valor constante depois de algumas horas de chuva. Os fatores responsáveis por este fenômeno incluem. –O enchimento dos poros finos do solo com água reduz as forças capilares; –O impacto das gotas de chuva no solo faz com que o material da superfície do solo seja dissolvido e preencha os poros do solo; Q = fluxo de água (m3/s) A = área (m2) H = carga (m) L = distância (m) K = condutividade hidráulica (m/s) L H AKQ Fluxo da água em meios porosos saturados 27/09/2017 7 Condutividade de água em condição de saturação Solo arenoso: 23,5 cm/hora Solo siltoso: 1,32 cm/hora Solo argiloso: 0,06 cm/hora Inicialmente não saturados Preenchimento dos poros garante alta taxa de infiltração A medida que o solo vai sendo umedecido, a taxa de infiltração diminui Equações empíricas Infiltração de água em solos 27/09/2017 8 FATORES QUE INTERVÊM NA INFILTRAÇÃO 1-Permeabilidade do solo: Por exemplo a presença de argila no solo diminui sua porosidade, não permitindo uma grande infiltração. 2-Cobertura vegetal: Um solo coberto por vegetação é mais permeável do que um solo desmatado. 3-Inclinação do terreno: em declividades acentuadas a água corre mais rapidamente, diminuindo o tempo de infiltração. 27/09/2017 9 4- Tipo de chuva: Chuvas intensas saturam rapidamente o solo, ao passo que chuvas finas e demoradas têm mais tempo para se infiltrarem. 5- Umidade do Solo: Por exemplo, em um solo mais úmido a infiltração é menor do que um solo mais seco. 6- Temperatura Escoamento no solo é laminar (tranqüilo) em função da viscosidade da água. Quanto maior a temperatura maior a infiltração de água no solo. 27/09/2017 10 mesma chuva, mesma bacia quando se alterar a capacidade de infiltração Determinação da quantidade de água infiltrada a. Medição direta da capacidade de infiltração com aplicação de água por inundação; com aplicação de água por aspersão ou simulador de chuva. 27/09/2017 11 Consiste de dois anéis concêntricos MÉTODO DO INFILTRÔMETRO DE DUPLO-ANEL Os anéis devem ser instalados no solo com o auxilio de uma marreta. Coloca-se água, ao mesmo tempo nos dois anéis. E com uma régua graduada acompanha-se a infiltração vertical no cilindro interno para vários intervalos de tempo. 27/09/2017 12 Infiltrômetro de Anel Mede a taxa de decaimento da coluna d’água no anel interno Infiltrômetro de Anel A capacidade de infiltração instantânea é calculada por: Onde: It é a capacidade de Infiltração instantânea (mm/h) ; ∆h é a variação da lâmina d’água (mm); ∆t é o intervalo de tempo (h); t h It E com uma régua graduada acompanha-se a infiltração vertical no cilindro interno para vários intervalos de tempo. 27/09/2017 13 Infiltrômetro de Anel O gráfico da capacidade de infiltração é do tipo t x I (Capacidade de Infiltração em função do tempo). Onde: It é a capacidade de Infiltração (mm/h) ; t é o tempo (h); Capacidade de Infiltração 0,00 10,00 20,00 30,00 40,00 50,00 60,00 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 t (h) I (m m /h ) Exercício 1. Calcular a capacidade de infiltração em cada instante e a acumulada para um ensaio a partir dos dados coletados. Horário 08:05 08:10 08:15 08:25 08:45 09:25 10:05 10:45 Lâmina d’ água (cm) 12,00 11,55 11,20 10,80 10,25 9,45 8,70 8,00 Horário 10:45 11:25 12:05 12:45 13:25 14:05 Lâmina d’ água (cm) 12,00 11,35 10,75 10,15 9,55 8,95 27/09/2017 14 Exercício Estimativa da Infiltração Método de Horton Método da Curva Número (CN) 27/09/2017 15 Método de Horton A capacidade de infiltração pode ser representada por: Onde: F é a capacidade de infiltração no tempo t (mm); f0 é a capacidade de infiltração inicial para t = 0 (mm/h); fc é a capacidade de infiltração final (mm/h); k é uma constante para cada curva (h-1); t é o tempo (h); OBS: fo, fc e k são parâmetros ligados ao tipo de solo (ver grupos de solo A, B, C e D) tk cc effff 0 f(mm/h) t(h) K1 (arenoso) K2(argiloso) k ktC0C e1kfftfF Método de Horton ktC0C e1kfftfF 27/09/2017 16 Método de Horton GRUPOS HIDROLÓGICOS DE SOLOS Grupo A – Solos arenosos profundos; tem alta capacidade de infiltração e geram pequenos escoamentos; Grupo B – Solos franco arenosospouco profundos; tem menor capacidade de infiltração e geram maiores escoamentos do que o solo A; Grupo C – Solos franco argilosos; tem menor capacidade de infiltração e geram maiores escoamento do que A e B. Grupo D – Solos argilosos expansivos; tem baixa capacidade de infiltração e geram grandes escoamentos. 27/09/2017 17 Exercício 1. Determine a capacidade de infiltração pela equação de Horton, com os parâmetros ajustados para os dados observados abaixo. Intervalo de tempo (h) 0 – 1 1 – 2 2 – 3 3 –4 4 – 5 Precipitação (mm) 5 15 20 25 15 Procedimento de cálculo: Coluna 3 Calcular com a equação de F: Coluna 4 Fazer a diferença entre a potencialidade de infiltração (F) do instante atual e a do instante anterior; Coluna 5 Comparar os valores da coluna 2 com os da coluna 4 e preencher com o menor deles; Coluna 6 Fazer a diferença entre os valores da chuva (coluna 2) e os da potencialidade de infiltração em cada intervalo de tempo (coluna 5). ktC0C e1kfftfF 27/09/2017 18 Método de Soil Conservation Service Fórmula proposta pelo SCS: onde Pe - escoamento superficial direto em mm; P - precipitação acumulada em mm; S - retenção potencial do solo em mm. S depende do tipo de solo. 0,2.S é uma estimativa das perdas iniciais (interceptação e retenção). SP SP Pe 8,0 2,0 2 S2,0P 27/09/2017 19 Relação entre S e CN (“número de curva”): CN depende de 3 fatores: umidade antecedente do solo; tipo de solo; ocupação de solo. 4,25 10 1000 S CN 254 25400 CN S Tipos de solo, condições e ocupação 27/09/2017 20 Condições de umidade antecedente do solo CONDIÇÃO I – solos secos – as chuvas nos últimos 5 dias não ultrapassam 15 mm. CONDIÇÃO II – situação média na época das cheias – as chuvas nos últimos 5 dias totalizaram entre 15 e 40 mm. CONDIÇÃO III – solo úmido (próximo da saturação) – as chuvas nos últimos 5 dias foram superiores a 40 mm e as condições meteorológicas forma desfavoráveis a altas taxas de evaporação. Método da Curva Número (CN) Valores CN (condição II – 15