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ESTADOS DA CONSCIÊNCIA 
Conceito de Consciência; Estados da Consciência, Neurociência cognitiva, Processamento Dual. 
Estágios e transtornos do sono, Hipnose, Drogas psicoativas. 
CONSCIÊNCIA: é o conhecimento das sensações, dos pensamentos e dos sentimentos que 
experimentamos em dado momento. A consciência é nossa compreensão subjetiva tanto do 
ambiente a nosso redor quanto de nosso mundo interno particular, inobservável às pessoas de fora. 
Na consciência desperta, estamos despertos e conscientes de nossos pensamentos, emoções e 
percepções. Todos os outros estados de consciência são considerados estados alterados de 
consciência. 
ESTADOS ALTERADOS DA CONSCIÊNCIA: 
Incluem o sono, sonhos, que ocorrem naturalmente, assim como estados hipnóticos e alucinações 
induzidas por drogas. 
Qual é o lugar da consciência na história da Psicologia? 
Em seu princípio, a psicologia era “a descrição e a explicação dos estados de consciência” (Ladd, 
1887). 
 Em 1890, Willian James, filósofo e psicólogo em Haward University, publica “ The principles of 
Psychology”, descrevendo a psicologia como a “Ciência da vida mental”. 
 Em 1900 Sigmund Freud publica “A interpretação dos sonhos”, sua principal obra teórica em 
psicanálise. 
No entanto, durante a primeira metade do século XX, a dificuldade de estudar cientificamente a 
consciência levou muitos psicólogos - incluindo os da emergente escola do behaviorismo - a se voltar 
para as observações diretas do comportamento, sendo considerada como “Ciência do 
Comportamento” 
Após 1960, os conceitos mentais começaram a reaparecer. Avanços na neurociência tornaram 
possível relacionar a atividade cerebral ao sono, aos sonhos e a outros estados mentais. 
Pesquisadores passaram a estudar as alterações da consciência pela hipnose e das alucinações 
provocadas pelas drogas. Psicólogos de todas as vertentes afirmavam a importância da cognição, ou 
processos mentais. 
Para a maioria dos psicólogos atuais, consciência é nossa percepção de nós mesmos e do ambiente à 
nossa volta. Nosso foco de percepção nos permite reunir informações de variadas fontes ao 
refletirmos sobre o passado e planejarmos o futuro. E mantém nossa atenção concentrada quando 
aprendemos um conceito ou comportamento complexo. 
Neurociência Cognitiva Neurociência cognitiva – É o estudo interdisciplinar da atividade cerebral 
ligada a nossos processos mentais. Os neurocientistas podem medir os padrões de ondas cerebrais 
em condições de consciência que variam desde o sono até a vigília e a estados hipnóticos. 
O Cérebro e a Consciência 
NA CIÊNCIA ATUAL, UMA DAS METAS perseguidas com mais afinco pelos pesquisadores é a 
compreensão da biologia da consciência. A ciência supõe, nas palavras do neurocientista Marvin 
Minsky (1986, p. 287), que “a mente é o que o cérebro faz”. Só não sabemos como ele o faz. Mesmo 
com todas as substâncias químicas, os chips de computador e a energia do mundo, ainda não 
fazemos ideia de como fabricar um robô consciente. 
No entanto, a atual neurociência cognitiva está dando o primeiro pequeno passo ao relacionar 
estados cerebrais específicos a experiências conscientes. A maioria dos neurocientistas cognitivos 
está explorando e mapeando as funções conscientes do córtex, com base em seus padrões de 
ativação cortical. 
Apesar desses avanços, ainda há grande discordância. Um grupo de pesquisa teoriza que experiências 
conscientes surgem de circuitos neuronais específicos que disparam de maneira específica. Outro crê 
que elas são produzidas pela atividade sincronizada de todo o cérebro. 
 
Processamento Dual (Dual Processing) 
O que é o "processamento dual" (dual processing) que está sendo revelado pela neurociência 
cognitiva atual? Os neurocientistas cognitivos e outros estudiosos dos mecanismos cerebrais 
descobriram uma mente humana de duas vias, cada uma com seu próprio processamento neural. 
Esse processamento dual (dual processing) afeta a percepção, a memória e as atitudes em um nível 
explícito e (consciente) e em um nível implícito e (inconsciente). 
Na psicologia, a teoria do processo dual fornece um relato de como o pensamento pode surgir em 
duas formas diferentes, ou como resultado de dois processos diferentes. Duas únicas formas de 
pensamento, uma rápida, onde se encaixa nossas reações imediatas a determinados acontecimentos 
e uma devagar, onde se encaixa nosso pensamento mais estruturado. 
 
Muitas coisas acontecem sem que tenhamos consciência. Isso acontece porque existe muito mais 
informação no nosso ambiente do que nossa mente é capaz de captar e perceber conscientemente. 
Mas quando se trata das nossas próprias ações, é claro que temos consciência do que estamos 
fazendo e das razões pelas quais estamos realizando uma ação, mas também podemos operar “no 
piloto automático”, mesmo quando realizamos ações complexas, como dirigir de volta para casa, por 
exemplo. 
A nova concepção de inconsciente na psicologia e na neurociência, também explorada no livro 
Rápido e devagar: Duas formas de pensar, de Daniel Kahneman. Explica os dois sistemas que dirigem 
a maneira como pensamos. O sistema 1 é rápido, intuitivo e emocional; O sistema 2 é mais lento, 
mais deliberativo e mais lógico. 
É que captamos e usamos informações do ambiente basicamente de duas maneiras: de uma maneira 
mais automática e inconsciente ou de uma maneira mais controlada e consciente. 
O efeito de ancoragem ou focalismo é um viés cognitivo que descreve a comum tendência humana 
para se basear de forma intensa, ou de se "ancorar", a uma característica ou parte da informação 
recebida, quando em processo de tomada de decisão. 
Sono e Consciência 
Recentes inovações tecnológicas permitiram entender melhor como o sono funciona e elaborar uma 
série de teorias de como o sono influencia os estados da consciência humana. 
O sono não é um processo passivo. O cérebro permanece ativo durante os diferentes estágios do 
sono. Esses mecanismos desempenha um papel importante em vários processos, incluindo a 
consolidação da memória e a limpeza do cérebro. 
FASES DO SONO 
Atualmente consideram-se duas fases principais no ciclo do sono: 
Sono com movimento rápido dos olhos (REM); 
Sono com movimento não rápido dos olhos (NREM), que tem 3 estágios (3 fases do sono NREM- 
fases N1 a N3). 
3 fases do sono com movimento não rápido dos olhos (NREM). 
fase N1-( grau superficial) é relativamente curto. A pessoa pode acordar facilmente. Padrão de ondas 
cerebrais relativamente rápidas e de baixa amplitude. 
fase N2- fase de sono de profundidade intermediária, caracterizado por ondas cerebrais lentas, com 
cristas e vales maiores no padrão de ondas do que na fase N1. 
O sono profundo (fase N3 ) ocorre principalmente durante a primeira metade da noite.- corresponde 
ao grau de maior profundidade, em que é mais difícil de acordar a pessoa. 
Na fase N3, a pressão sanguínea, a frequência cardíaca e a frequência respiratória encontram-se em 
seu mínimo. 
É na 3ª fase do sono NREM que ocorre a maior parte da fala, terrores noturnos e sonambulismo. 
 
SONO REM- Sono de movimento rápido dos olhos. 
O mais característico desse período é o movimento dos olhos de um lado para o outro, como se eles 
estivessem assistindo a um filme repleto de ação, e contrasta com os estágios de um a quatro, que 
são coletivamente chamados de sono não REM ou (NREM). Há alterações na respiração e na 
circulação. Acontece em ondas de 90 minutos e é nesse ciclo que nosso cérebro tende a sonhar. 
A maioria dos sonhos vívidos ocorre durante do sono REM. 
Despertares breves (chamados de fase W) ocorrem durante toda a noite, mas a pessoa adormecida 
geralmente desconhece a maioria deles. 
 
 
O que acontece quando dormimos e quais são o significado e a função dos sonhos? 
 O cérebro está ativo durante a noite toda, e o sono progride por uma série de estágios identificados 
por padrões próprios de ondas cerebrais.Ritmos circadianos: como os períodos do dia influenciam nosso corpo 
Ritmo circadiano ou ciclo circadiano são processos biológicos que ocorrem regularmente em um ciclo 
de 24 horas. designa o período de aproximadamente 24 horas sobre o qual se baseia o ciclo biológico 
de quase todos os seres vivos, sendo influenciado principalmente pela variação de luz, temperatura, 
marés e ventos entre o dia e a noite. 
O ritmo circadiano regula todos os ritmos biológicos bem como muitos dos ritmos psicológicos do 
corpo humano, com influência sobre, por exemplo, a digestão ou o estado de vigília e sono, a 
renovação das células e o controle da temperatura do organismo. 
O "relógio" que processa e monitora todos estes processos encontra-se localizado numa área 
cerebral denominada núcleo supraquiasmático, localizado no hipotálamo na base do cérebro e acima 
das glândulas pituitárias. 
Luzes brilhantes podem compensar alguns dos sintomas de transtorno afetivo sazonal, o qual ocorre 
durante o inverno. A luz influencia o relógio biológico. Quando há uma baixa de luminosidade há uma 
quebra na produção de serotonina�um neurotransmissor conhecido como hormônio da felicidade 
que afeta o humor. Quanto menos serotonina, maior a tendência para a tristeza e depressão. 
Por que às vezes nos lembramos de nossos sonhos e outras vezes não? Toda vez que um sonho 
termina, a pessoa permanece em sono profundo, sem acordar. Só nos lembramos do sonho, se 
despertarmos até 10 minutos depois que ele acabou. 
Esse é o tempo que o cérebro ainda consegue ativar a memória, no estado de sonolência quando a 
pessoa está um pouco acordada. Como a memória é uma função do consciente e os sonhos do 
inconsciente, ela não pode captá-lo se passar muito tempo” diz o neurofisiologista Katsumasa 
Hoshino da Universidade Estadual Paulista- UNESP 
Mas nos lembramos de mais de um, quando há micro despertares depois que o sonho acabou, 
ativando a memória no meio da noite. As pessoas que mais se lembram do seu sonho, são as de sono 
leve que despertam facilmente. Pesadelos tem mais chances de serem lembrados, já que geralmente 
fazem as pessoas acordarem assustadas. 
Para a Psicologia, esse tipo de sonho, assim como a lembrança e a repetição dos sonhos em geral, 
está relacionado a problemas emocionais. Muitas pessoas sonham com que as incomoda. É uma 
forma de trabalhar e vencer os desafios que, acordadas, tem dificuldades de resolver. 
 
MOTIVAÇÃO 
É uma necessidade ou desejo que energiza o comportamento e o direciona para um novo objetivo. 
Devido à complexidade do conceito, os psicólogos desenvolveram uma variedade de abordagens 
 
INSTINTOS 
No início, os psicólogos tentaram explicar a motivação a partir dos padrões inatos de comportamento 
que são determinados biologicamente em vez de aprendidos. 
Pessoas e os animais nascem pré-programados com conjuntos de comportamentos essenciais para 
sua sobrevivência. 
Esses instintos fornecem a energia que canaliza o comportamento nas direções apropriadas. 
 
Instintos básicos– emoções primárias 
O instinto de escape e a emoção do medo. 
O instinto de repulsa e a emoção de desgosto. 
O instinto da curiosidade e a emoção da admiração. 
O instinto de combate e a emoção da ira. 
O instinto da submissão e a emoção da mesma. 
O instinto da autoafirmação e a emoção do bem-estar. 
• O instinto parental e a emoção da ternura. 
 
Teoria do Instinto Refutada 
Discordâncias: Quantos e quais são os instintos básicos. 
Um padrão de comportamento aparece numa espécie e não em outras. 
Porém, as abordagens evolucionistas as consideram. (herança genética) 
 
Abordagem de redução do impulso (Drive) 
Impulso: é uma tensão motivacional, ou excitação, que energiza o comportamento para atender a 
uma necessidade. 
Abordagem de redução do impulso (Drive) 
A ideia de que uma necessidade fisiológica cria um estado de excitação que impulsiona o organismo a 
reduzir tal necessidade. 
 
Necessidades/IMPULSOS 
Primárias: fome, sede, sono, desejo sexual 
Impulsos primários – relacionados as necessidades biológicas. 
Secundários: dinheiro; intimidade; aprovação social. 
Impulsos secundários�são aqueles determinados ou aprendidos pela cultura 
 
Necessidades 
Muitas necessidades fundamentais, incluindo as por comida, água, temperatura corporal estável e 
sono, operam por meio da homeostase. 
Homeostase Termo criado por Claude Bernard e aperfeiçoado Walter Cannon, pode ser definida 
como a habilidade de manter o meio interno em um equilíbrio quase constante, independentemente 
das alterações que ocorram no ambiente externo. 
Homeostase na Psicologia Consiste no equilíbrio/na estabilidade entre as necessidades de um 
indivíduo e o suprimento dessas mesmas necessidades. 
 
E quando o objetivo não é reduzir? 
Abordagem da excitação da motivação: 
Em contraste com a perspectiva da redução do impulso, a abordagem da excitação também sugere 
que, quando os níveis de estimulação e atividade são muito baixos, tentamos aumentá-los buscando 
estimulação. 
 
 
ABORDAGEM COGNITIVA 
Sugere que a motivação é um produto dos pensamentos, das expectativas e dos objetivos das 
pessoas – suas cognições. 
Por exemplo, o grau em que as pessoas são motivadas a estudar para uma proa está baseado em sua 
expectativa acerca do quanto estudar valera a pena em termos de uma boa nota. 
 
 
Níveis de necessidades motivacionais 
Sugere que, antes que necessidades mais sofisticadas de ordem superior possam ser atendidas, 
certas necessidades primárias devem ser satisfeitas. 
(Abraham Maslow (1908-1970) foi um psicólogo norte-americano, conhecido pela Teoria da 
Hierarquia das Necessidades Humanas ou a Pirâmide de Maslow.) 
 
Pirâmide: 
Para avançar hierarquicamente, a pessoa primeiro deve atender a essas necessidades fisiológicas 
básicas. 
As necessidades fisiológicas e de segurança compõem as necessidades de ordem inferior. 
Somente depois de atender às necessidades básicas de ordem inferior é que uma pessoa pode 
considerar a satisfação das necessidades de ordem superior, tais como amor e um sentimento de 
pertencimento, estima e autorrealização. 
Necessidades Humanas e Motivação 
Fome e da alimentação: glicose a forma do açúcar em circulação no sangue que é a principal fonte de 
energia para os tecidos do corpo. Quando esse nível está baixo, sentimos fome. 
O estigma crescente da obesidade 
Transtornos alimentares: Anorexia nervosa Transtorno alimentar grave em que as pessoas podem 
recusar-se a comer, ao mesmo tempo negando que seu comportamento e sua aparência – que pode 
assemelhar-se a um esqueleto – sejam incomuns. 
EMOÇÃO 
O conceito de emoção e os métodos de estudo; teorias da emoção - James-Lange, Cannon-Bard e a 
teoria dos dois fatores de Schachter. 
Os elementos da experiência emocional – componentes cognitivos, fisiológicos e comportamentais. 
Emoção Corporificada; Emoção Expressada 
 
Emoção sem cognição (Também é possível, no entanto, experimentar uma emoção sem a presença 
de elementos cognitivos) 
Por exemplo, podemos reagir com medo a uma situação incomum ou nova (como entrar em contato 
com um indivíduo errático e imprevisível), ou experimentar o prazer da excitação sexual sem termos 
consciência cognitiva ou compreensão do que torna a situação excitante. Também é possível, no 
entanto, experimentar uma emoção sem a presença de elementos cognitivos. 
Controvérsias 
Primeiro respondemos emocionalmente e depois aprendemos a experiência? 
Primeiro aprendemos e depois sentimos a emoção? As emoções são respostas adaptativas de nosso 
corpo. 
William James e Carl Lange 
Segundo o senso comum , choramos por estar tristes, xingamos por estar zangados, trememos por 
estar com medo. Primeiro vem a consciência de nós mesmos, e então observamos as respostas 
fisiológicas. Isso é incorreto, pois para eles: Nós nos sentimos tristes porque choramos, zangados 
porque brigamos e assustadosporque trem em os” 
 
Teoria de James-Lange 
Em síntese, James e Lange propuseram que experimentamos emoções como resultado de mudanças 
fisiológicas que produzem sensações específicas. 
O cérebro interpreta essas sensações como tipos específicos de experiências emocionais. 
Teoria de James-Lange Limitações 
Para que a teoria seja válida, as mudanças viscerais teriam de ocorrer relativamente rápido porque 
experimentamos algumas emoções – como o medo ao ouvir um estranho aproximando�se de modo 
rápido em uma noite escura – quase que de imediato. 
No entanto, as experiências emocionais frequentemente ocorrem mesmo antes que haja tempo de 
certas mudanças fisiológicas serem postas em movimento. 
Devido à lentidão com que ocorrem algumas mudanças viscerais, é difícil considerá-las como a 
origem da experiência emocional imediata. 
 
Teoria de James-Lange Limitações 
Apresentam um batimento cardíaco e uma respiração acelerados. 
Apesar disso, os corredores não pensam nessas mudanças em termos de emoção. 
 
Walter Cannon e Philip Bard 
Afirmaram que as respostas corporais não seriam distintas o suficiente para evocar diferentes 
emoções. 
Essa teoria rejeita a ideia de que a excitação fisiológica isolada leva à percepção da emoção. Presume 
que tanto a excitação fisiológica como a experiência emocional são produzidas simultaneamente pelo 
mesmo estímulo nervoso, o qual Cannon e Bard afirmam que emana do tálamo no cérebro. 
Walter Cannon e Philip Bard 
Tálamo é o ponto inicial da resposta emocional, e envia um sinal para o sistema nervoso autônomo, 
produzindo, assim, uma resposta visceral. 
Ao mesmo tempo, o tálamo também transmite uma mensagem para o córtex cerebral referente à 
natureza da emoção que está sendo experimentada. 
Limitações: 
Parece precisa em rejeitar a ideia de que a excitação fisiológica isolada explica as emoções. 
Contudo, pesquisas mais recentes levaram a algumas modificações importantes na teoria. 
Que o hipotálamo e o sistema límbico, e não o tálamo, desempenham um papel importante na 
experiência emocional. 
 Além disso, a ocorrência simultânea das respostas fisiológicas e emocionais, que é um pressuposto 
fundamental da teoria de Cannon-Bard, ainda precisa ser demonstrada conclusivamente. 
 
Teoria de Schachter Singer: 
Propuseram uma terceira teoria: a de que nossa fisiologia e cognição — percepções, memórias e 
interpretações — juntas criam a emoção. 
Exemplo 
Suponha que, enquanto está sendo seguido naquela rua escura no Ano Novo, você observa um 
homem sendo seguido por outra figura sombria no outro lado da rua. Agora suponha que, em vez de 
reagir com medo, o homem começa a rir e a agir com alegria. 
As reações desse outro indivíduo seriam suficientes para acabar com seus medos? 
Você poderia realmente concluir que há nada a temer e entrar no espírito da comemoração, 
começando a sentir felicidade e alegria? 
 
Experimento/Estudo 
 No estudo, foi dito aos participantes que eles receberiam uma injeção de vitamina. Na realidade, 
eles receberam epinefrina, uma substância que causa respostas que comumente ocorrem durante 
fortes reações emocionais, como um aumento na excitação fisiológica, incluindo ritmo cardíaco e 
respiratório mais alto e rubor facial. 
Os membros de ambos os grupos foram então colocados individualmente em uma situação na qual 
um aliado do experimentador agia de uma das duas formas. 
Em uma condição, ele se mostrava irritado e hostil; na outra condição, ele se comportou como se 
estivesse exuberantemente feliz. 
Os resultados do experimento de Schachter-Singer, então, apoiaram uma visão cognitiva das emoções 
em que elas são determinadas em conjunto por um tipo relativamente não específico de excitação 
fisiológica e pela rotulação daquela excitação com base nos sinais do ambiente. 
Reflexões 
Para avaliar as teorias de James-Lange, Cannon-Bard e a dos dois fatores, várias questões, entre elas: 
A excitação fisiológica sempre precede a experiência emocional? 
Emoções diferentes são marcadas por respostas fisiológicas diferentes? 
Qual é a relação entre o que pensamos e com o nos sentimos? 
 
Paul Ekman 
Estudou os membros de uma tribo na selva da Nova Guiné. As pessoas da tribo não falavam ou 
entendiam inglês, nunca haviam assistido a um filme e tinham experiência muito limitada com 
indivíduos brancos antes da chegada de Ekman. 
No entanto, suas respostas não verbais a histórias que evocavam emoções, bem como sua 
capacidade de identificar emoções básicas, eram muito semelhantes às dos ocidentais. 
Influência facial 
O qual se presume estar universalmente presente ao nascimento – é análogo a um programa de 
computador que é acionado quando uma emoção particular é experimentada. 
Ativação de um conjunto de impulsos nervosos que faz o rosto exibir a expressão apropriada 
Hipótese do feedback facial. A expressão das emoções básicas, portanto, parece universal (Ekman, 
1994b; Izard, 1994; Matsumoto, 2002). 
 
MOTIVAÇÃO: 
Os psicólogos definem motivação como a necessidade ou o desejo que energiza e direciona o 
comportamento. A motivação apresenta aspectos: biológicos, cognitivos e sociais. 
A complexidade do conceito levou os psicólogos a desenvolver uma variedade de abordagens que 
procuram explicar a energia que guia o comportamento das pessoas em direções específicas. 
ABORDAGENS DA MOTIVAÇÃO 
Existem várias teorias sobre motivação com diferentes perspectivas. Muitas destas abordagens são 
complementares em vez de contraditórias. 
AS PRINCIPAIS 
INSTINTOS, REDUÇÃO DO IMPULSO, EXCITAÇÃO, INCENTIVO, COGNITIVA E HIERARQUIA DAS 
NECESSIDADES. 
 
 
TEORIA DOS INSTINTOS 
Padrões inatos de comportamento que são determinados biologicamente em vez de aprendidos. As 
pessoas e os animais nascem com conjuntos de comportamentos pré-programados essenciais para 
sua sobrevivência. 
TEORIA DE REDUÇÃO DOS IMPULSOS (DRIVES) 
A ausência de alguma necessidade biológica básica produz um impulso que impele um organismo a 
satisfazer aquela necessidade. 
IMPULSO: 
Tensão motivacional, ou excitação, que energiza o comportamento para atender a uma necessidade. 
HOMEOSTASE: 
Tendência do corpo a manter um estado interno constante. 
 
TEORIA DA EXCITAÇÃO 
Cada pessoa tenta manter certo nível de estimulação e atividade. 
Quando o nível de estimulação é muito alto, as pessoas agem para reduzi-lo; quando é muito baixo, 
elas agem para aumentá-lo. 
As pessoas variam de modo amplo quanto ao nível ideal de excitação que procuram. 
 
TEORIA DO INCENTIVO 
Sugere que a motivação provém do desejo de obter objetivos externos valorizados ou incentivos. As 
propriedades desejáveis do estímulo externo (dinheiro, afeição, comida, sexo) são responsáveis pela 
motivação. 
 
 
 
ABORDAGEM COGNITIVA Diz que a motivação é um produto dos pensamentos, das expectativas e 
dos objetivos das pessoas (suas cognições). 
 
ABORDAGEM COGNITIVA 
Somos mais capazes de perseverar, trabalhar mais arduamente e produzir um trabalho de qualidade 
mais alta quando a motivação para uma tarefa é intrínseca. Em alguns casos, a oferta de 
recompensas por um comportamento desejável (estimular a motivação extrínseca) pode diminuir a 
motivação intrínseca. 
MOTIVAÇÃO E FOME FATORES BIOLÓGICOS NA REGULAÇÃO DA FOME 
A regulação da fome envolve mecanismos biológicos complexos que indicam ao organismo se 
precisamos de alimento ou se devemos parar de comer. Não é só uma questão de um estômago vazio 
ou cheio. Mesmo indivíduos que tiveram seu estômago removido ainda experimentam a sensação de 
fome. 
MOTIVAÇÃO E FOME FATORES IMPORTANTES - Alterações no nível de glicose (regula a sensação de 
fome) 
Hormônio Insulina (armazena o excesso de açúcar no sangue como gorduras e carboidratos) 
Hormônio Grelina (comunica ao cérebro as sensações de fome. Sua produção aumenta de acordo 
com os horários das refeições, visão ou cheiro da comida, indicandoque estamos com fome e 
devemos comer) 
MOTIVAÇÃO E FOME 
Hipotálamo: Responsável pelo monitoramento dos níveis de glicose e da ingestão alimentar. Uma 
lesão no hipotálamo acarretará consequências cruciais para o comportamento alimentar, 
dependendo do local da lesão. 
Fatores Genéticos: Determinam o ponto de referência do peso. A genética influencia no metabolismo 
(ritmo no qual o alimento é convertido em energia e consumido pelo corpo). 
 
 
 
 
COMPORTAMENTO ALIMENTAR 
A OMS declarou que a obesidade mundial alcançou proporções epidêmicas, resultando no aumento 
de doenças cardíacas, diabetes, câncer e mortes prematuras. Obesidade A medida mais usada para 
medir a obesidade é o índice de massa corporal (IMC), que é uma proporção entre o peso e a altura. 
 
TRANSTORNOS ALIMENTARES ANOREXIA NERVOSA: transtorno alimentar em que pessoa 
(normalmente meninas adolescentes) adota uma dieta e fica significativamente abaixo de seu peso 
(15% ou mais), e ainda assim se sente gorda e continua a não comer 
Vítimas de Anorexia normalmente possuem: 
Autoavaliação negativa 
Padrões perfeccionistas 
Angústia em ficar aquém das expectativas 
Preocupação excessiva sobre como são percebidas pelos outros 
 
MOTIVAÇÃO SEXUAL PSICOLOGIA DO SEXO 
Comparada à nossa motivação para comer, nossa motivação sexual é menos influenciada por fatores 
biológicos. Os fatores psicológicos e socioculturais desempenham um papel mais importante. 
INFLUÊNCIAS BIOLÓGICAS: 
maturidade sexual 
hormônios sexuais (estrogênio e testosterona) 
orientação sexual 
INFLUÊNCIAS PSICOLÓGICAS: 
sentir-se desejado, valorizado, amado 
exposição a condições estimulantes 
fantasias sexuais 
 
MOTIVAÇÃO NO TRABALHO Para Freud 
Uma vida saudável é cheia de amor e de trabalho.” A maioria das pessoas não tem uma vocação 
única ou uma carreira profissional previsível. Daqui a duas décadas, a maioria de nós estará 
trabalhando em algo que sequer podemos imaginar. 
 
 
 
O ESTUDO DAS EMOÇÕES 
O quebra-cabeça que os psicólogos vêm tentando montar é entender como essas três peças 
(fisiológico, cognitivo & comportamental) se encaixam. 
Para alguns teóricos: As reações corporais específicas promovem a experimentação de uma emoção 
particular: experimentamos medo, porque o coração está acelerado e estamos respirando 
ofegantemente 
Outros afirmam que a reação fisiológica resulta da experiência de uma emoção. 
QUESTÃO CENTRAL 
Na emoção, a resposta fisiológica precede ou sucede a experiência emocional? 
TEORIA DA EMOÇÃO 
Os primeiros a explorar a natureza das emoções. Para James & Lange a experiência emocional é uma 
reação a eventos corporais que ocorrem como resultado de uma situação externa. “Sentimos tristeza 
porque choramos” 
EXPERIENCIA VISCERAL 
Cada emoção importante acompanha uma reação fisiológica ou “visceral” dos órgãos internos. É esse 
padrão específico de resposta visceral que nos leva a nomear a experiência emocional 
 Rejeita a ideia de que a excitação fisiológica isolada leva à 
percepção da emoção. Presume que tanto a excitação fisiológica como a experiência emocional são 
produzidas simultaneamente pelo mesmo estímulo nervoso que emana do tálamo no cérebro. 
EXPERIÊNCIA EMANA DO TÁLAMO Depois que percebemos um estímulo que produz emoção, o 
tálamo é o ponto inicial da resposta emocional. O tálamo envia um sinal para o sistema nervoso 
autônomo, produzindo, assim, uma resposta visceral. Ao mesmo tempo, transmite uma mensagem 
para o córtex cerebral referente à natureza da emoção que está sendo experimentada. 
 
Atualizações da Teoria Cannon-Bard Pesquisas mais recentes revelaram que o hipotálamo e o sistema 
límbico (não o tálamo), desempenham um papel importante na experiência emocional. A ocorrência 
simultânea das respostas fisiológicas e emocionais (pressuposto da teoria de Cannon-Bard), ainda 
precisa ser demonstrada conclusivamente. 
 
NEUROCIÊNCIAS DAS EMOÇÕES 
Os avanços na medição do sistema nervoso e de outras partes do corpo permitiram que os 
pesquisadores examinassem mais detalhadamente as respostas biológicas envolvidas na emoção 
 
O QUE SABEMOS HOJE? 
Crescentes evidências de que padrões específicos de excitação biológica estão associados a emoções 
individuais. 
Hipocampo, hipotálamo e amígdala (sistema límbico) são responsáveis pelo processamento e 
controle das emoções. Juntos criam emoções simples e complexas e contam com o sistema nervoso 
para nos ajudar a expressar e transmitir pensamentos, ideias e sentimentos. 
Hipocampo age como um sistema de dados de grande porte onde humores, pensamentos e 
memórias de curto e longo prazo são armazenados. 
Hipotálamo alerta o corpo quando é hora de dormir, comer e beber, enviando sinais que 
interpretamos como fadiga, fome e sede. 
Amígdala faz a ligação entre a percepção de um estímulo que produz emoção e a lembrança daquele 
estímulo posteriormente (resposta de luta e fuga) 
 
NEUROCIÊNCIA DAS EMOÇÕES As respostas emocionais podem seguir duas vias cerebrais diferentes 
(caminhos neurais) 
PRIMEIRA VIA (REFLEXIVA) do Tálamo para o Córtex Cerebral Processamento de emoções 
complexas. Estímulos são analisados e rotulados pelo córtex cerebral antes do disparo do comando 
de resposta controlado pela amígdala. 
SEGUNDA VIA (RAPIDA) do tálamo para amígdala 
Emoções mais simples (gosto, desgosto, medo) tomam um atalho neural permitindo uma resposta 
imediata antes que o intelecto intervenha. A reação da amígdala pode ser tão rápida que podemos 
não ficar cientes do que aconteceu. 
 
NEUROCIÊNCIA DAS EMOÇÕES Perspectivas Contemporâneas - Zajonc, LeDouz e Lazarus: 
Robert Zajonc (1980; 1984) argumenta que temos muitas reações emocionais que estão separadas ou 
mesmo são formadas antes das nossas interpretações das situações. A amígdala envia mais projeções 
neurais para o córtex do que recebe. Isso faz com que seja mais fácil os sentimentos tomarem conta 
dos pensamentos do que o inverso, observaram Joseph LeDoux e Jorge Armony (1999) 
Richard Lazarus (1991, 1998) afirma que o cérebro processa e reage a enormes quantidades de 
informações sem que percebamos, pois algumas reações emocionais não precisam do nosso 
pensamento consciente. Boa parte da nossa vida emocional opera através da via rápida. No entanto, 
mesmo emoções sentidas instantaneamente requerem algum tipo de avaliação cognitiva da situação. 
A avaliação pode ser fácil e talvez não tenhamos consciência, mas ainda assim é uma função mental. 
 
NEUROCIÊNCIA DAS EMOÇÕES 
Numa situação importante o SNA mobiliza o corpo para a ação e o acalma quando passa a crise. Sem 
nenhum esforço consciente. A resposta corporal é coordenada e adaptada para aproximação ou 
afastamento, luta ou fuga. 
DIVISÃO SIMPÁTICA 
entra em ação nas situações de alarme ou emergência. Libera a noradrenalina, ativa a suprarrenal 
que produz e libera a adrenalina e o cortisol. Orquestração hormonal prepara o organismo para 
responder de forma mais eficiente e prolongada. 
DIVISÃO PARASSIMPÁTICA 
atua quando o organismo está em uma situação de repouso. É importante nas emoções agradáveis, 
quando a resposta é de “acalmar e interagir” 
 
A EXPERIÊNCIA EMOCIONAL 
Nossos sentimentos, segundo Lazzarus e Singer, são enormemente influenciados por nossas 
memórias, expectativas e interpretações. Pessoas altamente emocionais são intensas em parte por 
causa de suas interpretações. Elas podem personalizar eventos como estando de alguma forma 
direcionados a elas e podem generalizar suas experiências reagindo de forma desproporcional a 
incidentes únicos. 
Desse modo, aprender a pensar de forma mais positiva pode ajudar as pessoas a se sentirem melhor. 
Embora a segunda via funcione automaticamente, a primeira via nos permite reassumir algum 
controle sobre nossa vida emocional. Juntos, a emoção automática e o pensamento consciente 
tecem o tecido de nossas vidas emocionais. 
 
 
EMOÇÃO CORPORIFICADAO corpo é o palco das emoções, e as modificações que nele ocorrem são fundamentais para que 
tomemos consciência delas, o que influenciará de forma determinante a tomada de decisão. Para 
Antônio Damásio, neurologista português radicado nos EUA, os sentimentos são experiências mentais 
de estados corporais e percebemos as emoções por meio dos sentimentos que elas desencadeiam: 
trata-se da experiência mental que as acompanha. As emoções (e os pensamentos) são atividades 
mentais, decorrentes do funcionamento cerebral. São processos e não entidades. Portanto, podemos 
desenvolver a habilidade de observá-las de forma mais neutra, deixando de nos identificar com elas 
de maneira automática. 
EMOÇÃO EXPRESSADA 
 O comportamento expressivo, seja verbal ou não-verbal, implica emoção e nosso cérebro é também 
um detector de expressões. 
As expressões faciais podem revelar as emoções. De fato, membros de diferentes culturas entendem 
as expressões emocionais dos outros de forma semelhante. 
Os músculos faciais são difíceis de controlar e revelam sinais de emoções que estamos tentando 
esconder. Apesar da capacidade dos nossos cérebros para detectar emoções, achamos difícil 
identificar expressões enganosas. As diferenças comportamentais entre mentirosos e pessoas que 
falam a verdade são pequenas demais para a maioria das pessoas detectar. 
A maioria de nós costuma ser capaz de ler os sinais não verbais. Algumas pessoas, no entanto, são 
mais sensíveis do que outras para identificar essas pistas físicas para várias emoções. Introvertidos 
tendem a ser melhores na leitura de emoções alheias; já extrovertidos são mais fáceis de serem lidos. 
 
EMOÇÕES PRIMARIAS 
SURPRESA 
NOJO 
ALEGRIA 
TRISTEZA 
MEDO 
RAIVA 
1. Percepção (Gestalt) 
A percepção é o processo de organizar e interpretar as informações sensoriais que recebemos do 
ambiente. A psicologia da Gestalt estuda como percebemos as partes e o todo, focando em como 
nosso cérebro organiza as informações de maneira estruturada. Existem princípios fundamentais que 
governam nossa percepção visual: 
Proximidade: Elementos que estão próximos uns dos outros tendem a ser percebidos como parte de 
um grupo. Por exemplo, em uma sequência de pontos, os que estão mais próximos uns dos outros 
são vistos como pertencentes ao mesmo conjunto. 
Similaridade: Objetos semelhantes (em cor, forma, tamanho) tendem a ser agrupados mentalmente. 
Exemplo: uma linha de círculos vermelhos entre círculos azuis será percebida como uma sequência 
mista. 
Continuidade: Tendemos a ver uma linha contínua mesmo que ela seja interrompida. O cérebro 
"preenche" as lacunas para manter uma percepção contínua. Exemplo: quando vemos um arco que 
parece contínuo, mesmo se houver uma interrupção no traçado. 
Fechamento: Quando faltam partes de um objeto ou forma, o cérebro tende a completar essas 
lacunas, criando a percepção de uma figura completa. Exemplo: um círculo com uma lacuna ainda é 
percebido como um círculo. 
Simetria: Elementos simétricos são percebidos como formando um único conjunto, dando um senso 
de harmonia ou balanceamento visual. 
Figura-fundo: A capacidade de distinguir um objeto (figura) de seu fundo. O cérebro organiza as 
informações perceptivas de modo a focar em um ponto de interesse, ignorando o fundo. Exemplo: na 
ilustração de um vaso que pode ser visto também como dois perfis de rostos (figura-fundo). 
 
2. Constância Perceptiva 
A constância perceptiva refere-se à tendência de perceber certos atributos de objetos de maneira 
constante, mesmo que a percepção sensorial mude devido a condições ambientais. 
Constância de Tamanho: Percebemos o tamanho de um objeto como constante, mesmo que a 
distância dele mude (e ele pareça maior ou menor). Exemplo: uma árvore a 100 metros parece 
menor do que uma árvore a 10 metros, mas sabemos que ambas têm o mesmo tamanho. 
Constância de Forma: Mesmo que um objeto seja visto de ângulos diferentes, sua forma é percebida 
como constante. Exemplo: uma porta é percebida como retangular, mesmo quando está 
parcialmente aberta e a perspectiva muda. 
Constância de Cor: A cor de um objeto é percebida como constante, independentemente das 
mudanças de iluminação. Exemplo: uma camisa vermelha parecerá vermelha tanto sob luz natural 
quanto sob luz artificial. 
 
3. Percepção de Movimento 
Refere-se à forma como percebemos o movimento no nosso ambiente. Existem alguns fenômenos 
específicos que explicam a percepção de movimento. 
Percepção de Movimento Aparente: O movimento é percebido quando objetos não se movem 
fisicamente, mas há uma sequência de imagens que dão a ilusão de movimento. Exemplo: filmes e 
animações, onde uma sequência de quadros cria a impressão de movimento. 
Percepção Estroboscópica: A percepção de movimento gerada pela apresentação de imagens fixas 
em alta velocidade, como em discos estroboscópicos ou em lâmpadas estroboscópicas. 
Percepção de Movimento Relativo: A percepção do movimento de um objeto em relação a outro. 
Por exemplo, quando você está em movimento (de carro, por exemplo), os objetos fora do carro 
parecem se mover mais rápido em relação a você do que objetos dentro do carro. 
Efeito Phi (ou Movimento Phi): O fenômeno em que dois pontos de luz piscando alternadamente são 
percebidos como uma única luz em movimento. Esse é o princípio básico usado nas animações e 
filmes. 
 
4. Efeito Prime 
O efeito priming (ou "efeito de preparação") é um fenômeno cognitivo em que a exposição a um 
estímulo influencia a resposta a um estímulo subsequente, sem que a pessoa perceba. Exemplo: se 
uma pessoa for exposta a palavras relacionadas à velhice (como "grampo", "ancião"), ela tende a 
andar mais devagar depois. 
 
5. Percepção Extra-Sensorial (PES) 
A percepção extra-sensorial (PES) é a alegada capacidade de perceber informações sem o uso dos 
cinco sentidos tradicionais (visão, audição, tato, olfato e paladar). Exemplos incluem telepatia, 
clarividência e premonição, mas não há evidências científicas sólidas que comprovem a existência de 
PES. 
 
6. Ilusões Perceptuais 
As ilusões perceptuais são distorções ou enganos na percepção, onde o cérebro interpreta 
erroneamente a informação sensorial. 
Ilusão de Müller-Lyer: As linhas que parecem ter comprimentos diferentes, mas são do mesmo 
tamanho, com setas voltadas para dentro ou para fora nas extremidades. 
Ilusão de Shepard: Um cubo rotacionado é percebido em diferentes tamanhos, mesmo sendo do 
mesmo tamanho real. 
7. Memória 
A memória envolve três etapas principais: 
Fixar (Codificação): Processo inicial onde as informações sensoriais são transformadas em um 
formato que o cérebro pode armazenar. 
Reter (Armazenamento): A manutenção das informações por um período de tempo, que pode ser 
curto ou longo. 
Evocar (Recuperação): A habilidade de acessar e trazer as informações armazenadas de volta à 
consciência. 
 
8. Estados da Consciência 
Os estados da consciência referem-se à maneira como experimentamos a percepção e a atenção. 
Clareza: Relaciona-se ao nível de consciência e atenção que temos em relação ao ambiente e aos 
próprios pensamentos. Quando estamos alertas e conscientes, temos clareza de nossa experiência. 
Papel Regulador: A consciência também exerce um papel regulador sobre nossos pensamentos, 
ações e emoções. Ela nos ajuda a focar, a tomar decisões e a ajustar nosso comportamento. 
Oscilação: A consciência não é estática. Ela oscila entre estados diferentes, como sono, vigília, 
estados alterados (ex.: meditação ou uso de substâncias). 
 
9. Ciclo Circadiano e Relação com Estados da Consciência 
O ciclo circadiano é o ritmo biológico de 24 horas que regula vários processos fisiológicos no corpo, 
como sono, fome e temperatura corporal. A consciência e a atenção variam ao longo do dia, 
dependendo desse ritmo. Por exemplo, estamos mais alerta durante o dia e mais sonolentos à noite. 
 
10. Motivação 
A motivação é o processoque inicia, guia e mantém comportamentos. 
Instintos: São comportamentos automáticos e inatos, que não precisam de aprendizagem. Exemplo: o 
instinto de sobrevivência. 
Redução dos Impulsos: A motivação pode ser vista como uma busca por equilíbrio (homeostase). 
Quando há um desequilíbrio, como fome ou sede, um impulso é criado para restaurar o equilíbrio. 
 
11. Emoção (semblante) 
As emoções envolvem reações complexas aos estímulos: 
Somáticas: Mudanças físicas no corpo, como aumento da frequência cardíaca, respiração mais 
rápida, etc. 
Comportamentais: As ações ou reações físicas observáveis, como sorrir, chorar ou fugir. 
Sentimentos: A experiência subjetiva da emoção, que é a maneira como interpretamos essas reações 
físicas e comportamentais. 
12. Pensamento 
O pensamento envolve a manipulação de informações para formar ideias, resolver problemas, tomar 
decisões e criar soluções. Está relacionado à **cognição** e aos processos mentais envolvidos no 
processamento de tarefas. 
13. Linguagem 
A linguagem é a habilidade humana de usar símbolos, como palavras e gestos, para comunicar ideias, 
pensamentos e emoções. Ela envolve a sintaxe (estrutura gramatical), semântica (significado) e 
pragmática (uso no contexto social). 
 
14. Inteligência 
A inteligência envolve a capacidade de aprender, entender e adaptar-se a novas situações. Existem 
várias teorias sobre inteligência, incluindo: 
Habilidades Cognitivas: Como memória, percepção e raciocínio lógico. 
 Inteligências Múltiplas: Teoria de Howard Gardner, que sugere que há diferentes tipos de 
inteligência, como linguística, lógico-matemática, musical, espacial, corporal-cinestésica, interpessoal, 
intrapessoal, naturalista e existencial.