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Rim e 
Hormônios
SUMÁRIO
1. Introdução ............................................................................................................. 3
2. Rins – Estrutura geral ............................................................................................. 4
3. Rins –Componentes .............................................................................................. 6
4. Circulação renal ................................................................................................... 17
5. Bexiga e vias urinárias ......................................................................................... 20
Referências .......................................................................................................................24
 3
1. INTRODUÇÃO
O sistema urinário é composto por um par de rins e ureteres, uma bexiga e uretra. 
A urina é produzida pelos rins e segue pelos ureteres à bexiga, a partir disso é exte-
riorizada pela uretra.
O sistema urinário tem diversas funções. É responsável pela remoção de produtos 
tóxicos da circulação, provenientes do metabolismo, através da formação da urina e 
sua eliminação; produz hormônios: a renina, que participa da regulação da pressão 
sanguínea e a eritropoietina, que é essencial para o estímulo à eritropoiese (produção 
de hemácias); e participa da ativação da vitamina D. Além disso os rins são respon-
sáveis pelo equilíbrio ácido-básico e conservação de sais, glicose, proteínas e água, 
mantendo a homeostase.
Figura 1. Componentes do sistema urinário. 
Fonte: https://www.mundovestibular.com.br/estudos/biologia/aparelho-urinario
Rim e Hormônios
 4
MAPA MENTAL: INTRODUÇÃO
dois rins
dois ureteres
Bexiga
Uretra
SISTEMA URINÁRIO
• Remoção de produtos tóxicos;
• Produção de hormônios: renina e eritropoetina;
• Ativação da vitamina D;
• Equilíbrio hidroeletrolítico e ácidobásico.
FUNÇÕES
Fonte: Elaborado pelo autor.
2. RINS – ESTRUTURA GERAL
Os rins têm um formato de grão de feijão, apresentando uma borda convexa e 
outra côncava, na qual se situa o hilo, onde entram e saem os vasos sanguíneos, en-
tram nervos e saem os ureteres. Estão situados retroperitonealmente na parede ab-
dominal posterior, sendo o rim direito localizado 1 a 2 cm abaixo do esquerdo. O rim 
é revestido por uma delgada cápsula frouxamente aderida, formada principalmente 
por tecido conjuntivo denso, e pode ser dividido em zonas cortical e medular.
A zona medular é formada por 10 a 18 pirâmides medulares (de Malpighi), que 
têm os ápices voltados para o hilo renal, e as bases voltadas para o córtex. Esses 
ápices são as papilas renais, sendo cada uma formada por diversos orifícios (área 
crivosa), que são aberturas dos ductos de Bellini. O cálice menor envolve a papila re-
nal, com formato semelhante a um copo. Eles se unem (cerca de 2 ou 3) para formar 
um cálice maior. Os 3 ou 4 cálices maiores da cada rim desembocam na pelve renal, 
que é uma porção dilatada do ureter. O parênquima renal cortical separa as pirâmi-
des vizinhas, formando as colunas renais (de Bertini).
A região do córtex renal está situada sobre as bases das pirâmides e é conhecida 
como arco cortical. Cada pirâmide renal com o seu arco cortical e colunas renais 
associadas, representa um lobo do rim. Um lóbulo renal é constituído por um raio 
medular (continuações do parênquima piramidal no córtex) e pelo tecido cortical que 
fica ao ser redor, delimitado pelas artérias interlobulares.
Rim e Hormônios
 5
Figura 2. Ilustração de rim em corte longitudinal. 
Fonte: Madrock24/Shutterstock.com
 Saiba mais! Durante o desenvolvimento fetal, os lobos renais são 
separados por sulcos, mas essa característica desaparece no adulto. Quando 
esse aspecto lobado permanece após a infância, é conhecido como rim lobado.
MAPA MENTAL: RINS – ESTRUTURA GERAL
RINS
Córtex
Arco cortical +
colunas renais
Vasos, nervos e 
ureter
Hilo
Cálice maior
União de 2 ou 3
cálices menores LOBO: Pirâmide + arco 
cortical+ colunas renais 
associadas
LÓBULO: Raio medular +
tecido cortical adjacente
10 a 18 pirâmides
Medula
Papila
Área crivosa
Fonte: Elaborado pelo autor.
Rim e Hormônios
 6
3. RINS – COMPONENTES
A unidade tubular urinífera do rim é dividido em duas partes, o néfron e o túbulo 
coletor. Existem cerca de 600 a 800 mil néfrons. O néfron é composto pelo corpús-
culo renal que é dilatado, pelo túbulo contorcido proximal, pelas partes delgadas e 
espessa da alça de henle e também pelo túbulo contorcido distal.
Diversos néfrons são drenados por um único túbulo coletor, e múltiplos túbulos 
coletores se unem na porção mais profunda da medula até formar os ductos de 
Bellini que se abrem na papila renal.
Figura 3. Túbulo urinífero. 
Fonte: Alila Medical Media/Shutterstock.com 
Corpúsculo renal
O corpúsculo renal é composto por um conjunto de capilares, denominado glo-
mérulo, que é envolto pela cápsula de Bowman. Tal cápsula se divide em folheto 
interno/visceral e outro interno/parietal. O espaço capsular se encontra entre esses 
dois folhetos, por ele passa o líquido que foi filtrado pelos capilares e pelo folheto 
visceral também conhecido como cápsula de Bowman. 
O corpúsculo renal possui um polo vascular que inclui a arteríola aferente e sai a 
eferente e um polo urinário, que inclui o túbulo contorcido proximal.
Rim e Hormônios
 7
Cerca de 14% dos córpusculos estão localizados próximos à junção corticome-
dular compondo os néfrons justamedulares. O restante é chamado de néfrons corti-
cais. Ambos atuam na filtração, absorção e secreção.
Os Glomérulos também possuem as células mesangiais, que estão imersas em 
uma matriz mesangial.
Elas possuem capacidade contrátil e têm receptores de angiotensina II, que quan-
do ativados reduzem o fluxo sanguíneo glomerular. Possuem também receptores 
para o fator natriurético produzido pelas células musculares cardíacas que levam à 
vasodilatação e relaxamento das células mesangiais, amentando a taxa de filtração 
glomerular. Além disso, as células mesangiais oferecem suporte físico aos capilares 
glomerulares.
O filtrado que sai do glomérulo entra no espaço de Bowman através de uma com-
plexa barreira de filtração, formada pela parede endotelial do capilar, pela lâmina 
basal e pelos podócitos que formam o folheto visceral da cápsula de Bowman. Os 
podócitos são formados por um corpo celular, de onde partem diversos prolonga-
mentos primários, e deles surgem prolongamentos secundários. Entre os prolonga-
mentos secundários, estão as fendas de filtração com diafragmas.
Figura 4. Representação esquemática (A) e fotomicrcografia (B) de corpúsculo renal. 
Fonte: Elaborado pelo autor.
Rim e Hormônios
 8
Figura 5. Esquema da ultraestrutura do capilar glomeru-
lar e do folheto visceral da cápsula de Bowman. 
Fonte: Elaborado pelo autor.
A lâmina basal glomerular possui 3 camadas. A camada intermediária é a lâmina 
densa, formada por colágeno tipo IV. De ambos os lados da lâmina densa estão as 
lâminas raras, interna (entre as células endoteliais do capilar e a lâmina densa) e ex-
terna (entre a lâmina densa e o folheto visceral da cápsula de Bowman).
 Se liga! Mutações nas cadeias alfa 3 e alfa 4 do colágeno tipo IV 
resultam na Síndrome de Alport, uma doença autossômica recessiva que se ca-
racteriza pela perda da audição, problemas visuais e nefrite, acompanhada de 
hematúria microscópica.
Filtração
O fluido que deixa os capilares glomerulares através das suas fenestras é filtrado 
pela lâmina basal. A lâmina densa retém moléculas grandes enquanto os poliâ-
nios presentes nas lâminas raras impedem a passagem de moléculas carregadas 
Rim e Hormônios
 9
negativamente. O fluido precisa passar ainda através dos poros do diafragma da 
fenda de filtração. O fluido que entra no espaço de Bowman é chamado de ultrafil-
trado glomerular. A lâmina basal pode ficar obstruída por macromoléculas, mas esse 
problema pode ser resolvido pelas células mesangiais que realizam fagocitose.
 Hora da revisão! Alâmina basal pode ser lesada pela deposi-
ção de complexos antígeno-anticorpo, que são filtrados pelos glomérulos ou 
provenientes da reação de anticorpos anti-lâmina basal com a membrana basal 
propriamente dita. Ambos os casos levam à glomerunonefrite.
Túbulo contorcido proximal
O folheto parietal da cápsula de Bowman segue como epitélio cuboide ou colunar 
baixo do túbulo contorcido proximal. As células apresentam citoplasma acidófilo e 
de aparência granular, além de prolongamentos laterais que se interdigitam com os 
das células adjacentes. O lúmen dos túbulos contorcidos proximais é amplo, e eles 
são circundados por muitos capilares. O citoplasma apical das células apresenta mi-
crovilos que formam a orla em escova, aumentando a sua capacidade de absorção. 
Nas células do túbulo contorcido proximal, são formadas vesículas de pinocitose, 
que introduzem na célula macromoléculas que atravessaram a barreira de filtração. 
A digestão das macromoléculas é feita a partir da fusão entre os lisossomos e as 
vesículas. As mitocôndrias são abundantes nas células da parte basal.
 Hora da revisão! A Pinocitose é um tipo de endocitose relacio-
nada ao englobamento de partículas através 
da depressão da membrana plasmática com 
contração para formação de uma vesícula. 
Essas vesículas se destacam da membrana e 
migram para o interior do citoplasma, geral-
mente se fundindo com lisossomos para di-
gestão e degradação das partículas 
englobadas.
Figura 6. Representação da Pinocitose. 
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Pinocitose
Rim e Hormônios
 10
A função do túbulo contorcido proximal é absorver a totalidade da glicose e dos 
aminoácidos contidos no filtrado glomerular e aproximadamente 70% da água, além 
de bicarbonato, cloreto de sódio, íons de cálcio e fosfato. O sódio é reabsorvido de 
forma ativa pela enzima NaK-ATPase que está presente na membrana basolateral. 
Quando a quantidade de glicose no filtrado excede a capacidade de absorção dos 
túbulos, a urina se torna mais abundante e contém glicose (glicosúria). Além dessas 
atividades, ocorre a secreção de creatinina e substâncias estranhas ao organismo no 
túbulo contorcido proximal.
Figura 7. Desenho das relações entre as células da parede dos túbulos contorcidos proximais. 
Fonte: Elaborado pelo autor.
Figura 8. Fotomicrografia de córtex renal. Há capilares, um túbulo contorcido proximal (TCP) 
com células cuboides acidófilas e orla em escova, além de túbulo contorcido distal (TCD). 
Fonte: Elaborado pelo autor.
Rim e Hormônios
 11
Alça de Henle
A alça de henle possui formato em "U" e pode ser dividida em um segmento del-
gado e um segmento espesso que se interpõe entre si. O segmento espesso é for-
mado por células epiteliais cúbicas baixas enquanto a porção delgada é formada 
por epitélio simples pavimentoso. A sua função é retenção de água, produzindo um 
gradiente de hipertonicidade no interstício medular que influencia a concentração de 
urina, à medida que ela passa pelos ductos coletores. O segmento delgado descen-
dente é altamente permeável à água, devido à presença de canais de aquaporina-1, 
enquanto o segmento delgado ascendente é pouco permeável.
 Se liga! Na alça de Henle, o mecanismo de contracorrente é o res-
ponsável pela hiperosmolaridade do interstício e hiposmoloaridade do fluido 
tubular. A porção descendente da alça promove um aumento da tonicidade do 
fluido tubular por ser permeável à água, mas impermeável aos solutos. Já a 
porção ascendente não reabsorve a água e promove a saída dos solutos, que 
penetram na célula tubular através de carreadores Na-K-2Cl, impulsionados 
pelo gradiente de concentração gerado pela bomba NaK-ATPase da membrana 
basolateral. No final do trajeto, há, então uma urina hiposmolar e interstício re-
nal hiperosmolar. O gradiente osmótico na medula é mantido com o auxilio dos 
vasos retos. Tanto o segmento arterial como o venoso são permeáveis à agua e 
aos sais.
A B
Figura 10 A e B. Características do transporte na alça de Henle descendente fina. 
Fonte: Elaborado pelo autor.
Rim e Hormônios
 12
Os néfrons justamedulares possuem alças de Henle muito longas, estendendo-se 
profundamente na medula renal. Por outro lado, os néfrons corticais têm alças de 
segmento delgado descendente muito curtas, sem segmento delgado ascendente.
Figura 11. Micrografia eletrônica de transmissão da zona medular do rim de ra-
to que mostra parte delgada da alça de Henle formada por células pavimento-
sas; parte de ducto coletor com epitélio cúbico simples; e capilares. 
Fonte: Elaborado pelo autor.
 Hora da revisão! Os Diuréticos de Alça atuam inibindo o car-
reador Na-K-2Cl na Alça de Henle, resultando em aumento da excreção de 
sódio e cloro e indiretamente de cálcio e magnésio. Com a queda de concen-
tração de solutos no interstício medular, reduz a reabsorção de água no túbulo 
coletor, aumentando a sua eliminação.
Figura 12. Ação dos diuréticos de Alça. 
Fonte: Elaborado pelo autor
Rim e Hormônios
 13
Túbulo contorcido distal
O túbulo contorcido distal é formado por epitélio cúbico simples e se encontra na 
região espessa e tortuosa da alça de Henle. Nos cortes histológicos, é possível dife-
renciar os túbulos contorcidos distais dos proximais pelas seguintes características: 
as células dos distais são menores, não têm orla em escova e são menos acidófilas 
(pela menor quantidade de mitocôndrias). Essa porção não é permeável à água nem 
ureia, entretanto na sua membrana luminal existe o carreador Na-Cl, que promove a 
entrada do sódio e cloreto na célula tubular. Na membrana plasmática basolateral 
de suas células, ocorre uma alta atividade da NaK-ATPase, que impulsiona a saída 
de sódio da célula para o interstício e potássio para dentro da célula.
 Hora da revisão! Os diuréticos Tiazídicos atuam inibindo o 
transportador Na-Cl no túbulo contorcido distal, levando à aumento da elimina-
ção de sódio, cloro, potássio e água.
Figura 13. Ação dos diuréticos tiazídicos. 
Fonte: Acervo do autor.
O túbulo contorcido distal tem uma porção em que se aproxima do corpúsculo 
renal pertencente ao mesmo néfron, e nesse local, a sua parede é diferenciada, cha-
mada mácula densa. As células são cilíndricas altas, palidamente coradas, núcleos 
alongados agrupados. A mácula densa integra o aparelho justaglomerular bem como 
as células justaglomerular e as células mesangiais. As células justaglomerulares 
são  compostas por músculo liso e estão na túnica média da arteríola glomerular 
aferente. Os seus núcleos são esféricos, e elas contém grânulos de renina. As célu-
las mesangiais extraglomerulares têm o citoplasma claro, e a sua função é pouco 
conhecida. A função do aparelho justaglomerular é identificar a queda da reabsorção 
de íons e, assim, estimular a liberação da renina com consequente aumento da pres-
são arterial e secreção de aldosterona.
Rim e Hormônios
 14
Figura 14. Fotomicrografia da camada cortical do rim com túbulos con-
torcidos proximais (TCP) e distais (TCD). A seta aponta uma mácula den-
sa do túbulo distal encostado ao polo vascular do corpúsculo renal. 
Fonte: Elaborado pelo autor.
Túbulos coletores:
São a última porção do sistema tubular, compostos por um epitélio simples cúbi-
co. Estão divididos em porção cortical, porção medular e porção papilar.
Os túbulos coletores corticais estão localizados nos raios medulares e são for-
mados por dois tipos de células: as células principais, que reabsorvem sódio e água 
e secretam íons potássio para o lúmen e as células intercaladas, que reabsorvem 
íons potássio e secretam íons hidrogênio para o lúmen tubular. Os túbulos coletores 
medulares são formados pela união de vários túbulos coletores corticais, por isso 
o seu calibre é maior. Os túbulos coletores papilares são também conhecidos como
ductos de Bellini e formam-se pela confluência de vários túbulos coletores medu-
lares, desembocando na área crivosa da papila renal. Ao deixar o túbulo contorcido
distal e seguir para o túbulo coletor, o filtrado é hipotônico.À medida que o túbulo
coletor sai da medula e segue para a área crivosa, ele também é submetido aos mes-
mos gradientes osmóticos dos segmentos ascendentes e descendentes da Alça de
Henle. A urina é hipotônica quando o hormônio antidiurético está ausente, e as célu-
las do túbulo coletor fica impermeáveis à água.
Rim e Hormônios
 15
 Hora da revisão! A aldosterona se liga a receptores nas células 
principais do túbulo coletor cortical e estimula a NaK-ATPase da membrana b 
solateral, reduzindo o sódio e aumentando o potássio no interior da célula. Ela 
também estimula os canais de sódio e potássio na membrana luminal, resultan-
do na reabsorção de sódio e secreção de potássio, além de aumentar a secre-
ção de H+ indiretamente.
No Hiperaldosteronismo primário, há um aumento na produção da aldosterona, 
e, com isso, o paciente apresenta uma hipernatremia, hipocalemia e alcalose 
metabólica.
Figura 15. Representação esquemática que evidencia características ultraestruturais de 
células epiteliais e suas localizações nos túbulos do néfron e no túbulo coletor. 
Fonte: Elaborado pelo autor.
Rim e Hormônios
 16
Interstício renal:
O interstício é muito escasso na camada cortical, porém aumenta na medula. 
Contém pequena quantidade de tecido conjuntivo, fibras colágenas, fibroblastos, 
macrófagos e células intersticiais. As células do interstício cortical produzem 85% 
da eritropoietina do organismo.
MAPA MENTAL: RINS – COMPONENTES
Epitélio cuboide
simples
Corticais, Medulares
e Papilares
Túbulo coletor
RIM
Néfron
Glomérulo Epitélio cuboide
Orla em escova
Espesso: epitélio
cuboide
Delgado: epitélio
pavimentoso
Epitélio cuboide
Cápsula de Bowman
Mácula densa
Epitélio cilíndrico alto
Folheto interno
Folheto externo
Espaço de Bowman
Corpúsculo renal Túbulo contorcido
proximal Alça de Henle Túbulo contorcido
distal
+
Fonte: Elaborado pelo autor.
Rim e Hormônios
 17
4. CIRCULAÇÃO RENAL
Os rins recebem o suprimento sanguíneo através das artérias renais, ramos da 
aorta abdominal. Cada artéria renal se subdivide em cinco artérias segmentares, que 
dão origem às artérias lobares, uma para cada lobo renal. As artérias lobares se ra-
mificam formando duas ou três artérias interlobares, que seguem entre as pirâmides 
renais em direção à junção corticomedular. Na junção corticomedular, essas artérias 
formam uma série de vasos arqueados sobre a base da pirâmide renal (chamadas 
artérias arciformes). Das artérias arciformes, surgem as interlobulares, que percor-
rem um trajeto perpendicular à cápsula renal, atravessando o córtex. As arteríolas 
aferentes se originam das artérias interlobulares e levam o sangue até os capilares 
glomerulares. O sangue segue desses capilares para as arteríolas eferentes até a 
rede capilar peritubular. As arteríolas eferentes derivadas de néfrons justamedulares 
dão origem a capilares longos que se entendem profundamente para o interior da 
medula. Seus segmentos descendentes são chamados arteríolas retas, e os seg-
mentos ascendentes são as vênulas retas. As vênulas retas transportam o sangue 
para as veias arqueadas, que acompanham o trajeto das artérias de mesmo nome, e 
assim o sangue é drenado da medula. O sangue da camada cortical é drenado pelas 
veias estreladas, tributárias das interlobulares, que transportam o sangue para as 
veias arqueadas, destas para as interlobares e, por fim, para a veia renal, que chega 
na cava inferior.
Rim e Hormônios
 18
Figura 16. Representação esquemática de um lobo renal e sua vascularização. 
Fonte: Elaborado pelo autor.
Rim e Hormônios
 19
MAPA MENTAL: CIRCULAÇÃO RENAL
ARTÉRIA
RENAL
Artérias segmentares
Artérias lobares
Artérias interlobares
Artérias arciformes
Artérias interlobulares
Arteríolas aferentes
Capilares glomerulares
Arteríolas eferentes 
corticais
Arteríolas eferentes
justamedulares
Vasos retos
Veias arciformes
Veias interlobares
Veia Renal
Veia Cava Inferior
Veias estreladas
Veias interlobulares
Rede capilar peritubular
CÓRTEX
Fonte: Elaborado pelo autor.
Rim e Hormônios
 20
5. BEXIGA E VIAS URINÁRIAS
Ureteres
Os ureteres conduzem a urina dos rins para a bexiga urinária. Cada ureter possui 
cerca de 3 a 4 mm de diâmetro e 25 a 30 cm de comprimento. Possuem uma cama-
da mucosa que reveste o lúmen, uma túnica muscular e uma camada fibrosa de teci-
do conjuntivo (adventícia).
A mucosa apresenta várias pregas que se projetam para o interior do lúmen quan-
do o ureter está vazio. É formada por um epitélio de transição que aparenta ter de 3 
a 5 camadas de células em espessura.
A túnica muscular do ureter é composta de duas camadas de células musculares 
lisas. A camada externa é circular, e a interna é longitudinal. O terço inferior do ure-
ter tem uma terceira camada muscular, também longitudinal, com formação, portan-
to, longitudinal externa, circular média e longitudinal interna.
Figura 17. Fotomicrografia do ureter com seus principais componentes. 
Fonte: Elaborado pelo autor.
Rim e Hormônios
 21
Bexiga
A bexiga é responsável pelo armazenamento da urina. A sua mucosa é formada 
pelo epitélio de transição, que apresenta diversas pregas que somem com o disten-
dimento vesical causado pela urina. O trígono vesical é formado por uma área trian-
gular cujos ápices são compostos pelos dois ureteres  e pela uretra. A adventícia é 
formada por um tecido conjuntivo frouxo com fibras elásticas.
Figura 18. Fotomicrografias do epitélio de transição da bexi-
ga quando está vazia (A) e quando está cheia (B). 
Fonte: Elaborado pelo autor.
Uretra:
Transporta a urina da bexiga para o exterior no ato da micção. A uretra serve co-
mo condutor do esperma durante a ejaculação.
A uretra masculina é formada pelas porções intramural, prostática, membranosa 
e esponjosa ou peniana. A intramural atravessa a parede da bexiga, e a prostática 
passa por dentro da próstata. São revestidas por um epitélio de transição. Na por-
ção prostática, se abrem ductos que transportam a secreção prostática, o utrículo 
prostático (tubo cego, homólogo rudimentar do útero) e o par de ductos ejaculado-
res. A uretra membranosa possui apenas 1 a 2 cm de comprimento e passa pela 
membrana perineal. É revestida por epitélio estratificado cilíndrico intercalado por 
porções de epitélio pseudo-estratificado cilíndrico. A uretra esponjosa é a porção 
mais longa, com cerca de 15cm de comprimento, passando por toda a extensão do 
pênis e terminando no orifício externo da uretra. É revestida por epitélio estratifi-
cado cilíndrico intercalado por áreas de epitélio pseudo-estratificado cilíndrico e 
epitélio estratificado pavimentoso não queratinizado. A porção terminal dilatada da 
uretra (fossa navicular) é revestida por epitélio pavimentoso não queratinizado.
A uretra mede 4 a 5 cm de comprimento e 5 a 6 cm de diâmetro, e ao realizar a 
micção, o lúmen não está colabado. Próxima à bexiga é revestida por epitélio de 
transição, e ao longo do seu comprimento restante, por epitélio estratificado pavi-
mentoso não queratinizado. Ao longo de toda a extensão da uretra, há numerosas 
Rim e Hormônios
 22
glândulas secretoras de muco, as glândulas de Littré. A camada muscular da muco-
sa é contínua com a da bexiga, sendo formada por duas camadas de músculo liso, 
uma longitudinal interna e outra circular externa. O esfíncter externo da uretra, com-
posto por músculo estriado, está localizado próximo ao óstio externo da uretra.
MAPA MENTAL: BEXIGA E VIAS URINÁRIAS
URETER
• Mucosa: epitélio de transição
• Muscular: circular externa,
longitudinal interna (1/3 inferior: +
longitudinal externa)
• Adventícia
BEXIGA
• Mucosa: epitélio de transição
• Muscular: longitudinal externa,
circular média, longitudinal interna
• Adventícia
URETRA
• Intramural e Prostática: epitélio de
transição
• Membranosa:	epitélio	estratificado
cilíndrico	+	pseudo-estratificado
cilíndrico
• Esponjosa:	epitélio	estratificado
cilíndrico	+	pseudo-estratificado
cilíndrico	+	estratificado	pavimentoso
não queratinnizadoURETRA
• Mucosa: Epitélio de transição +
estratificado	pavimentoso	não
queratinizado
• Muscular: circular externa,
longitudinal interna.
Fonte: Elaborado pelo autor.
Rim e Hormônios
 23
MAPA MENTAL: GERAL
Masculina Feminina
URETRA
BEXIGA
URETERES
FUNÇÕES
RINS
Intramural
Prostática
Membranosa
Esponjosa
Mucosa
Adventícia
Muscular
Remoção de
produtos tóxicos
Produção de renina
e eritropoetina
Ativação da
vitamina D
Adventícia
Mucosa
Muscular
Túbulo contorcido
distal
Alça de Henle
Túbulo contorcido
proximal
Túbulo coletor
Néfron
Epitélio de transição
Circular média
Longitudinal
externa e interna
Epitélio de transição
Circular externa
Folheto interno
Folheto externo
Glomérulo
Cápsula de Bowman
Longitudinal interna
Equilíbrio
hidroeletrolítico e
ácido-básico
Corpúsculo renal
Fonte: Elaborado pelo autor.
Rim e Hormônios
 24
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
JUNQUEIRA, L.C.; CARNEIRO, J. Histologia Básica. 11. Ed. Rio de Janeiro: Guanabara 
Koogan, 2013.
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Imagem utilizada sob licença da Shutterstock.com, disponível em https://www.shut-
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Imagem utilizada sob licença da Shutterstock.com, disponível em: https://www.shut-
terstock.com/pt/image-illustration/nephron-types-labeled-147943901. Acesso em 15 
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