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� UNIVERSIDADE ESTADUAL DO AMAZONAS CURSO DE LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA DIADÁTICA DO HANDEBOL Manaus - 2015 DIDÁTICA DO HANDEBOL AUTOR: ODIVALDO DE SOUZA MARQUES RANIERE PEREIRA PARENTE SUMÁRIO Introdução Orientações para estudo Ementa Objetivos de ensino-aprendizagem 1. UNIDADE 1 – A Origem e o desenvolvimento do handebol 1.1. Historia do handebol no mundo 1.2. Historia do handebol no Brasil 1.3. Historia do handebol no Amazonas 2. UNIDADE 2 – A Caracterização do Handebol e Considerações Básicas para o Ensino 2.1. Características do jogo de handebol 2.2. Pressupostos teóricos para o ensino dos jogos desportivos coletivos 2.3. O mini-handebol 2.4. O handebol adaptado para a terceira idade 3. UNIDADE 3 - A Fundamentação técnica-tática do jogo de handebol 3.1. As ações técnico-táticas individuais ofensivas: Posição de base, deslocamentos, Empunhadura da bola, Passe, recepção, o drible, Mudança de direção utilizando o drible, os arremessos, as fintas, o desmarque. 3.2. As ações técnico-táticas individuais defensivas: posição básica, os deslocamentos defensivos, o encaixe defensivo (tomada de marcação), a interceptação da bola, A dissua- ssão, o bloqueio defensivo, o desarme. 3.3. A tática coletiva ofensiva: O engajamento (Progressões sucessivas / o jogo do par e ímpar), Os cruzamentos, o passe e entra (tabela), as cortinas, os bloqueios ofensivos, ponte aérea (flying); 3.4 A tática coletiva defensiva: A basculação, A defesa em duas linhas, coberturas, troca de marcação, deslizamento, contrabloqueio; Situações ofensivas e defensivas em inferioridade numérica A formação e o jogo do goleiro: A análise do posto específico, posicionamento básico, situação do goleiro em relação à distância da trave e dos arremessos, deslocamentos do goleiro, as paradas (intervenções), a tática do goleiro. 4. UNIDADE 4 – Os Sistemas e as fases do jogo de handebol. Os sistemas de jogo ofensivo: 3x3, 3x3 com dois pivôs, 3x3 para 2x4, 2x4. Os sistemas de jogo defensivo: Individual: meia quadra e quadra toda Por zona: 3:3, 3:2:1, 4:2, 5:1, 6:0 Mista: 5+1, 4+2 As fases do ataque: contra ataque individual (primeira onda), contra ataque sustentado, organização ofensiva. As fases da defesa: equilíbrio defensivo, pressão no homem da bola e marcação da linha de passe, ocupação de postos específicos, organização defensiva. UNIDADE 5 – A Regulamentação do jogo de handebol 5.1 As regras do jogo de handebol GLOSSÁRIO REFERÊNCIAS ANEXO – Estrutura Funcional dos Jogos Esportivos coletivos INTRODUÇÃO Estamos desenvolvendo este trabalho para orientar os profissionais da área de educação física, que trabalham com o desporto escolar, mais especificamente o handebol, de uma forma simples e objetiva, trazendo um conteúdo moderno dentro da modalidade. Os textos são claros e de fácil assimilação, todos distribuídos de uma forma hierárquica, para o aprendizado. O handebol se manifesta de diferentes formas, a sua compreensão e interpretação, depende da etapa evolutiva de seu praticante, que vai desde a prática de um jogo desorganizado até chegar ao jogo de alta complexidade. Assim o processo de ensino deve ser pedagógico e coerente, onde será necessário desenvolver uma série de etapas de aprendizado. Desta forma, o processo de aprendizagem deve respeitar a identidade biológica, psicológica e social do aluno. Em hipótese alguma devemos criar modelos de adultos, pois podemos levar a frustrações e consequentemente afastamento de seus praticantes. Sendo o aprendizado de qualquer modalidade esportiva coletiva mais eficaz, à medida que o processo treinamento-aprendizagem está mais próximo à realidade do jogo, todas as atividades desenvolvidas nesta edição, estão distribuídas de uma forma para que os profissionais alcancem bons resultados utilizando-se desta ferramenta. Buscamos dirigir essas atividades de forma tal que o aluno tenha uma vivência maior para jogo, oportunizando, aos mesmos, uma gama diversificada de experiências de ações técnico-táticas, que lhes permitirão um desenvolvimento mais global da modalidade. Devemos ressaltar que, dessa forma, não estaremos quebrando etapas de desenvolvimento, pois estaremos preocupados em apresentar conteúdos que respeitem a individualidade de cada aluno, bem como suas características de desenvolvimento. A experiência com a modalidade, época como atleta e época como treinador, fez com que os autores desenvolvessem os textos com os conteúdos mais efetivos para o aprendizado-treinamento. Sendo assim, procuramos realizar todo o trabalho em cinco unidades, a primeira fala sobre o histórico do handebol no mundo, no Brasil e no Amazonas, já a segunda, trata sobre a caracterização do jogo de handebol, mostrando inclusive as adaptações que são necessárias para o desenvolvimento na terceira idade. A terceira, fala sobre toda a condição técnica do jogador, a quarta, visa o desenvolvimento tático dos jogadores e as fases do jogo com a descrição dos principais sistemas do jogo e finalizamos apresentando na quinta unidade as principais regras da modalidade. Estes conteúdos serão descritos de uma forma que os professores orientadores tenham condições de aplicá-los. Esses devem estar cientes de que todo trabalho técnico não deve ser orientado de forma fechada e sim buscando sempre a condição tática básica (capacidade cognitiva), ou seja, a concepção do jogo em si, para uma melhor fixação das atividades, orientando-os para o desenvolvimento do jogo na sua mais plena realidade. Orientações para estudo Prezado aluno, estamos apresentamos este trabalho, para que você possa encontrar subsídios para desenvolver suas aulas de uma forma consciente e coerente. Todo o texto está descrito com uma linguagem de fácil assimilação, entretanto, qualquer dificuldade estaremos à disposição, para consultas e demais intervenções, para facilitar sua compreensão. As atividades de cada conteúdo estão dispostas também em vídeos, desta forma acreditamos que você terá mais condições de observar os detalhes dessas atividades em questão. Orientamos a todos que não se acomodem com as informações obtidas aqui neste texto, busquem mais, explorem toda e qualquer informação que vá enriquecer seu conhecimento. Estaremos disponibilizando também links da internet, para que você possa navegar e aprimorar sua assimilação na modalidade. Prezado aluno, se você tiver dúvidas, estas deverão ser postadas no chat, como também nos e-mails enviados pelos professores, desta forma teremos condições de orientá-los de forma mais eficaz. Procure Ler todos os textos auxiliares que enviamos a você. Para finalizar, é importante que você procure se aplicar para conhecer as características e a concepção da modalidade em si, desta forma você mesmo encontrará as respostas dos seus problemas durante a sua prática diária. Ementa A origem e o desenvolvimento do handebol no mundo, Brasil e Amazonas. A caracterização do jogo de handebol e considerações básicas para o ensino. A fundamentação técnico-tática ofensiva e defensiva do jogo de handebol. As fases do jogo de handebol. Os sistemas de jogo. A regulamentação do jogo Objetivo Geral Aplicar os fundamentos teórico-práticos, sobre os diversos elementos básicos para a prática do handebol, assim como, sobre o processo ensino aprendizagem da dinâmica do jogo para a utilização destes elementos em situações de ensino e treinamento, como também, possibilitar, ao mesmo, condições para ministrar aulas, com conteúdos devidamente adequados a clientela, utilizando a modalidade como processo de desenvolvimento motor com uma visão crítica consciente, contribuindo para o desenvolvimento do ensino através da pesquisa e da extensão. Objetivos Específicos: Aplicaros conhecimentos da história e importância do handebol dentro da atividade física; Definir os conceitos e terminologias mais utilizadas na modalidade; Demonstrar de forma simplificada, as variações da modalidade handebol, como o mini-handebol e a adaptação da modalidade para a terceira idade; Conhecer e aplicar os processos pedagógicos da aprendizagem motora; Relacionar os processos metodológicos com a fundamentação básica do handebol para a utilização na pratica diária; Descrever os principais fundamentos técnicos e táticos, individuais e coletivos; Demonstrar os principais sistemas ofensivos e defensivos; Criar, estimular e desenvolver conceitos relacionados a preparação de goleiros de handebol; Conhecer e aplicar a regulamentação básica da modalidade, bem como, as regras que a regulamentam; Incentivar a prática da pesquisa através dos conceitos desenvolvidos na disciplina. Unidade 1 – A Origem, desenvolvimento do handebol no Mundo, no Brasil e no Amazonas. 1.1. História do handebol no mundo O handebol tem sua história associada à história da prática do desporto utilizando as mãos que acompanham o homem há bastante tempo. Segundo Homero na “Odisséia“ na antiga Grécia se praticava um jogo com as mãos, conhecido como jogo da Ucrânia, em que se utilizava uma bola do tamanho de uma maçã e que seus participantes não poderiam deixá-la tocar o chão. Na antiga Roma, um médico chamado Cláudio Galeno, recomendava para seus pacientes, uma atividade com as mãos denominada “Haspaton”. Na França, Rabelais citava (1494-1533) citava um desporto que o denominavam de “esprés jouaiant à balle, à Le paume”. Durante a idade média os jogos de bola com as mãos eram praticados principalmente na corte, estes jogos eram batizados pelos trovadores de “Os primeiros Jogos de Verão”. A história do handebol moderno, segundo alguns pesquisadores, inicia principalmente no final do século passado. Em (1892), um prof. de ginástica, Konrad Koch, criou o “Raffballs pied”, com características muito parecidas com o atual handebol. Na mesma época, na antiga Tchecoslováquia, praticava-se um jogo similar denominado de “Hazena” e sua primeira regulamentação apareceu em 1905. O professor dinamarquês Holger Nielsen, em 1898, criou um jogo com uma bola pequena que o chamou de “Haandbold”, cujo objetivo era fazer gols em uma baliza de maneira semelhante ao futebol. Anos mais tarde este jogo também era praticado na Suécia, com a ajuda de G. Wallstrom, em 1910. No período dos anos de 1907 um professor de Berlim, chamado Max Heiser, usava um jogo com suas alunas, o qual denominou de “Torball”, que era baseado em outros jogos como o Raffbold, Volkerball e o Koreball. Quando os homens começaram a praticá-lo, as dimensões foram aumentadas para as medidas do futebol. Alguns pesquisadores aprovam que Heiser foi o pai do handebol. Alguns anos mais tarde, um compatriota de Heiser, Carl Schelez, criava o “Handball”, inspirado principalmente no futebol. As regras eram as mesmas, porém jogadas com as mãos. Após a Primeira Guerra este jogo passa a ser mais desenvolvido. Como era treinador na Suíça, Áustria e Alemanha, Schelenz se encarrega de divulgar este esporte em toda Europa. Na Alemanha em (1920), passa a ser encarado como desporto oficial. Cinco anos mais tarde, Alemanha e Áustria fizeram o seu primeiro jogo internacional, com a vitória dos austríacos por 6x3. Apesar de todas estas informações, Uruguai, reivindica a paternidade da modalidade. Um professor de Ed. Física Antonio Valeta, criador de vários jogos nacionais uruguaios, fez uma réplica do futebol o qual chamou de balón em 1916, segundo pesquisadores alguns marinheiros visitando o Uruguai, conheceram o balón e levaram para Alemanha onde Schelez regulamentou e denominou Handball. Como neste período o handball era regulamentado pela Federação Internacional de Atletismo (IAAF), em agosto de 1927, o comitê de handebol desta Federação, adotaram as regra alemã como oficial, motivando para que na 25a sessão do Comitê Olímpico Internacional, realizado no mesmo ano fosse solicitado a inclusão do handebol no programa olímpico. Como crescia o número de países praticantes, o caminho foi à independência da IAAF, o que aconteceu no dia 04 de agosto de 1928, no Congresso de Amsterdã, quando 11 países escolheram o americano Avery Brudage, como membro da presidência da FIHA. O COI então decidiu em 1934 que o handebol seria incluído nas Olimpíadas de Berlim de 1936. A estréia do handebol em Olimpíadas contou com a participação de 6 (seis) dos 26 (vinte e seis) países filiados. Nesse torneio, a Alemanha sagrou-se campeã, vencendo a Áustria na final por 10x06. Dois anos mais tarde (1938), também na Alemanha foi disputado o primeiro Campeonato Mundial de Campo e de Salão. Com o grande crescimento do futebol com quem dividia o espaço de jogo, somando-se as dificuldades do rigoroso inverno, muitos meses de frio e neve, o handebol de campo foi paulatinamente sendo substituído pelo handebol de sete (indoor), que se mostrou mais veloz e atrativo, com técnica e tática própria e simulava as regras do Hazena que era jogado em um campo e 43m X 30m com sete jogadores em campo. Após a segunda Guerra, os dirigentes da FIHA reuniram-se em Copenhague e fundaram a atual Federação Internacional de Handebol – IHF, com sede na Suécia sob a presidência do sueco Costa Bjork. Em 1950, a sede da IHF mudou-se para Basiléia, na Suíça. Mesmo sem a participação dos alemães, os campeonatos mundiais foram reiniciados no campo em 1948 (para os homens) e em 1949 (para as mulheres). No salão, já com a participação dos Alemães, os certames foram reiniciados em 1954. Por razões climáticas, falta de espaço pela preferência do futebol e pelo reconhecimento de que era mais veloz, o handebol de salão passou a ter a preferência do público, e a modalidade passa a ser mais praticada, e em 1966 o handebol de campo deixa de existir. Os Campeonatos Mundiais e Olímpicos de handebol são realizados a cada quatro anos, desde 1972 no masculino e 1976 no feminino. Noruega, Dinamarca, Rússia, Hungria,Romênia, Espanha, Iuguslávia, Croácia, Suécia e Alemanha são os países que mais se destacam na Europa com o jogo de handebol. Nos outros continentes, Coréia, Argélia, Brasil e Cuba. A Europa é o grande centro do handebol no mundo, muito popular em alguns países pode ser comparado com o futebol no Brasil, lotando ginásios e levando as torcidas à euforias. A atual campeã mundial no masculino é a França e no feminino o Brasil, os campeões olímpicos são França no masculino e Noruega no feminino. 1.2. Handebol no Brasil No início da década de 30, vários alemães imigraram para o Brasil. Estes, talvez pela semelhança das condições climáticas, escolheram a região do sul do país para fixar moradia. Dessa forma os brasileiros desta região passaram a ter acesso à cultura, tradições folclóricas e por consequência as atividades recreativas e desportivas praticadas por estes alemães, dentre os quais aparecia o handebol de campo. Então o jogo ao chegar à cidade de São Paulo passou a ser praticado por alguns fanáticos por esporte. Em 26 de fevereiro de 1940, foi fundada a Federação Paulista de Handebol, sendo o seu primeiro presidente Otto Schemelling. Em 1954, a Federação Paulista instituiu o I Torneio aberto de handebol. Com isso, esta modalidade passa a ser oficializada. Este torneio foi realizado em um campo improvisado do Esporte Clube Pinheiros. O handebol ficou restrito a São Paulo até a década de 60, quando o professor francês Auguste Listello em um curso realizado em Santos, na APEF-SP (Associação dos Professores de Educação Física de São Paulo), possibilitou a outros profissionais do resto do país o conhecimento didático desta modalidade e assim o handebol passa a ser difundido em outros estados. Nesse período o handebol era administrado pela CBD-Confederação Brasileira de desporto que através de departamento da modalidade passou a organizar torneios e campeonatos brasileiros em todas as categorias e naipes.Em 1971, o MEC incluiu o handebol a sete (indoor) nos Jogos Escolares Brasileiros – JEB`S e nos Jogos Universitários Brasileiros – JUB`S. Desta forma o handebol passa a ser difundido em todo o país, com vários estados dividindo os títulos nacionais. Em 1973 a antiga CBD, realizou em Niterói – RJ, o I Campeonato Brasileiro Juvenil masculino e feminino. No ano seguinte em Fortaleza foi realizado o campeonato na categoria adulto. Em junho de 1979 é fundada a Confederação Brasileira de Handebol – CBHb, em São Paulo e o seu primeiro Presidente foi o prof. Jamil André, técnico da seleção Brasileira e professor universitário, e em 1980 é realizada a I Taça Brasil de Clubes, na cidade de São Paulo. O segundo presidente foi o prof. Teixeira, alagoano, que trabalhava na Universidade do Rio de Janeiro, que posteriormente foi transferido para Alagoas e consequentemente levou a confederação para esta cidade. O terceiro e atual presidente é o prof., Manoel Luiz, o qual possibilitou uma grande evolução do handebol tanto nacional como internacionalmente. Por falta de recursos próprios para manter a sede o prof. Manoel Luiz leva a Confederação para a cidade de Aracaju – SE onde permanece até hoje. Nos Jogos Pan americanos de Winnipeg, em 1999, o Brasil fica em primeiro lugar no feminino e em segundo no masculino, em 2007 o feminino obteve a sua melhor classificação em campeonatos mundiais, ficando em sétimo lugar no mundial realizado na Rússia, superando o décimo segundo lugar no Campeonato mundial realizado na Itália em 2001. Outros resultados mostram a evolução da modalidade, como a conquista do World Games, pela equipe feminina de handebol de praia e em 2007 o Brasil conquista o Campeonato Mundial Masculino e Feminino. Em busca de melhorias para a modalidade, a Confederação Brasileira de Handebol, contrata técnicos estrangeiros para dirigirem as seleções nacionais, Morten Soubak (Dinamarca) e Jordi Ribera (Espanha) no masculino. O melhor resultado da equipe Feminina foi o 1°Lugar no Campeonato Mundial, realizado em 2013 na Sérvia. Já no masculino ainda não conseguimos uma boa classificação, apesar da seleção nacional ter melhorado muito nos últimos anos. 1.3 O Handebol no Amazonas O precursor da modalidade no Amazonas foi o empresário Edgar Monteiro de Paula Filho. Em 1966, ainda como atleta de voleibol, jogando pelo Esporte Clube Pinheiros, o empresário teve o primeiro contato com a modalidade, através de algumas atividades recreativas realizadas por esse conceituado clube. Nessa época, o clube Pinheiros era o atual campeão paulista de handebol. Monteiro de Paula encantou-se com esta modalidade esportiva e após assimilar o jogo, trouxe-o a Manaus com algumas noções de regras. Aqui na cidade, reuniu alguns desportistas, inclusive seus irmãos, Evandro e Eduardo Monteiro de Paula o (Dudu) e passaram a praticar este esporte, aparecendo assim, as primeiras manifestações do handebol em Manaus. O empresário Edgar Monteiro de Paula manteve contato com os dirigentes do Atlético Rio Negro Clube e solicitou-lhes que fosse incluído na programação da semana “rionegrina”, um jogo de apresentação de handebol. Para que o evento fosse realizado, atletas de voleibol e basquete do Rio Negro e do Olímpico Clube foram convocados para formação dos times. O jogo foi realizado às 10h da manhã na quadra de cimento do Atlético Rio Negro Clube. As táticas utilizadas neste jogo foram as do basquetebol. Os professores Waldir Oliveira e uma professora de educação física de São Paulo, que se encontrava em Manaus na época, foram os árbitros da partida. Participaram deste evento os seguintes jogadores: Pelo Rio Negro: Cláudio (Pavão), Marck Clarck, Thales Verçosa, Alciberto Tabasa, Delbanor (Delba), Cláudio (irmão do Delbanor), Antonio Carlos (Tonheca), Paulo Ney, Pauderley e Pauderney Avelino e Rômulo de Paula Nunes. Pelo Olímpico: Edgar Monteiro de Paula Filho, Evandro Monteiro de Paula, Eduardo José Cavalcante Monteiro de Paula (Dudu), Samuel Ranan, os irmãos Nelson e Isaac, Shirioshi Myamoto e Mario Jorge Bringuel. Segundo o empresário Edgar Monteiro de Paula Filho, este jogo foi marcado por dois grandes acontecimentos, primeiro o excessivo número de gols e segundo o alto grau de pancadaria, por ser um jogo de contato e por não ter regras bem estabelecidas, propiciava uma grande quantidade de choques e empurrões, mas sem que isso desencadeasse algum conflito de maior gravidade. Os primeiros movimentos do handebol como competição oficial e também como em equipes deram-se no âmbito universitário com destaque para as equipes de Engenharia, Medicina e a Faculdade de Filosofia. Como na época era permitido aos universitários participarem de várias modalidades nas competições, o handebol foi rapidamente aceito pela comunidade universitária, emergindo dessa forma valores individuais como no caso dos irmãos Edgar Monteiro e Eduardo Monteiro de Paula, os únicos nesse período que realizavam arremessos com queda. A primeira partida oficial realizada no Amazonas foi entre as equipes da Faculdade de Engenharia e a Faculdade de Ciências Econômicas, no Olímpico Clube, no dia 16 de Maio de 1971, cujo placar foi de 20X10 para Engenharia, atuaram como árbitros os professores João Oliveira e Almir Liberato. Os destaques da competição foram o atleta Edgar Monteiro de Paula que fez dez gols e seu irmão Evandro Monteiro de Paula que fez quatro, representando as equipe da Engenharia e Economia respectivamente. O handebol amazonense teve sua ascensão com a criação da Escola de Educação física da Universidade Federal do Amazonas em 1970 e a promoção de cursos pelo Ministério da Educação por meio da Seed/MEC. O primeiro curso destinado aos acadêmicos do Curso de Educação Física, leigos e professores de outros Estados, foi ministrado pelo professor Jorge Maria Teixeira. Podemos destacar três participantes desse curso que foram os pioneiros no desenvolvimento do esporte em nível escolar, Antônio Sérgio da Costa, Dimas Henrique de Souza e Walmir Prado de Alencar, que em 1971 sagrou-se campeão e vice-campeão, no masculino e feminino respectivamente, como técnico da equipe do Colégio Marquês de Santa Cruz, iniciando sua carreira de sucesso no handebol do Amazonas. Neste período, outros professores destacaram-se pelo desenvolvimento da modalidade no Estado. Podemos citar os professores Almir Liberato, José Alves Barbosa, Carlos Mestrinho, Jorge Gadelha, Sebastião Correa da Silva, Bosco Pinto e Raimundo Inácio irmãos que foram convocados para a seleção brasileira de handebol. Os atletas a seguir são os que atuaram na seleção nacional. No masculino destacamos: Mário Fernandes da Costa Júnior, Lúcio Mauro, Antônio Marcos e Paulo césar Alencar. Os atletas Odivaldo Marques, André Nina e Cláudio César, Margareth Monteiro, Rita Moraes e Leiliane Albuquerque, Deborah Silva, Diene Martins e Lene Albuquerque, tiveram destaque em competições nacionais no masculino e feminino respectivamente. Vale ressaltar que os atletas Odivaldo de Souza Marques e Jose NIldemar Alves de Oliveira, foram convocados para a seleção Brasileira de Beach handebol e o Atleta Antonio Marcos andrade da Costa foi convocado, para a mesma seleção, em 1999. Em 1976, o Amazonas consagra-se Campeão Brasileiro no naipe feminino, ao vencer Minas Gerais pelo o placar de 14x06. Foram atletas da partida, Marinete Perdigão, Regina Pinto, Inis de Araújo, Mara de Abreu, Maria Luiza da Silva, Clara Pantoja, Marilene Maia, Necy Suwa, Dina Silva, Rosairina Fereira, Socorro Auzier que foi a atleta destaque nessa competição fazendo 82 gols e eleita atleta padrão nesse ano. Atualmente o handebol do Amazonas é gerenciado pela Liga do Handebol do Amazonas (LIHAM), a qual realiza competições em todas as categorias e naipes. O Amazonas participa de algumas competições nacionais. A de maior expressão para os amazonenses foi a Taça Amazônica na qual ganhou cinco das seis edições mais atuais. Apesar de o handebol ser uma modalidade relativamente nova já se popularizou na cidade, pois é a segundamodalidade em número de participante nos jogos escolares do Amazonas – JEB`S, ficando atrás somente do Futsal. ATIDADES COMPLEMENTARES Faça um resumo desta unidade; Leia o livro da professora Assislene Mota, como título “O significado sócio histórico do handebol no Amazonas; Faça uma pesquisa sobre o desenvolvimento do handebol no seu município UNIDADE 2 – Caracterização do handebol e Considerações Básicas de Ensino 2.1 Características do jogo O handebol pode ser caracterizado como um jogo esportivo coletivo, praticado em um espaço específico, apresentando uma interação entre seus praticantes, com relações e inter-relações coerentes e consequentes, com objetivos convencionados e funções específicas definidas (Guia, Ferreira e Peixoto, 2004). Esta modalidade permite aos seus praticantes desenvolverem ações individuais, em grupo e coletivas direcionadas a uma meta, que deve ser atacada ou defendida pelos seus companheiros de equipe. O handebol apresenta uma interação ataque-defesa, na qual se apoia a estrutura funcional que destaca a reação espaço-temporal, relações entre colegas, adversários e bola, e as regras, limitando e condicionando essa interação. No handebol, o comportamento dos atletas se fundamenta nos princípios do jogo, que podem ser conforme a fase ofensiva, onde se ocupa em conservar a posse da bola, progredir até o alvo e por último, buscar a finalização; e defensiva que se baseia em recuperar a posse da bola, evitar a progressão do adversário e evitar a finalização do adversário. Os conteúdos e ações acontecem em um contexto de elevada variabilidade, imprevisibilidade e aleatoriedade, o que dificulta sua antecipação e, paralelamente, exige dos atletas uma permanente atitude tático-estratégica (Gaya, 2004). Os esportes de cooperação\oposição são aqueles nos quais as ações de jogo são produtos das interações entre os participantes, realizadas de maneira que uma equipe coopere entre si para se opor a outra que atua também em cooperação e que, por sua vez, se opõe a equipe adversária (Greco Apud Moreno, 1994). O Handebol é um desporto que tem uma forte associação entre os adversários, com características comuns e uma série de condicionantes que o diferenciam de outros desportos e que marcam suas possibilidades de desenvolvimento. Apresentaremos aqui os principais elementos que o diferenciam de outras modalidades. 2.1.1 A Bola Trata-se de um material de couro com uma dimensão pequena (entre 54 e 60 cm de diâmetro) cuja principal característica é que possibilite ao seu praticante o manejo eficaz e seguro de todos os elementos técnicos, só com uma das mãos. 2.1.2 O Terreno de jogo É um retângulo de 40m X 20m, que permite se jogar a bola de uma extremidade a outra do campo em todos os sentidos e direções com uma só ação de passe. Possui linhas limítrofes com 5 cm de largura, as quais dividem as zonas de jogo como: área de goleiro (6 metros) linha de 4 metros, linha de sete metros, linha tracejada ou primeira linha (9 metros) e linha central. Na área de seis metros existe um linha de gol, que fica na posição da baliza, que possui 8 cm. 2.1.3 Área de gol É um espaço que praticamente tem uma forma de um semicírculo de 6 metros de raio, que é para uso exclusivo do goleiro, não permitindo que outro jogador utilize este espaço. Esta área condiciona a forma de jogar o desporto. 2.1.4 A Baliza Mede 3 metros de largura por 2 metros de altura na sua parte interna. Defendida diretamente pelo goleiro. 2.1.5 O Gol Elemento de pontuação para ganhar ou perder uma partida. É validado quando a bola ultrapassa completamente a linha de gol. 2.1.6 Duração da partida Cada partida distribui-se em 2 (dois) meio tempos de 25 ou 30 min, dependendo da categoria, com um intervalo de 10 min. Durante o jogo somente para-se o tempo (time-out) em circunstâncias necessárias como: lesões de jogador, bola muito tempo fora da área de jogo etc. E quando o árbitro achar necessário. 2.1.7 Número de jogadores Importante elemento, pois dele depende a distribuição dos jogadores no terreno de jogo. Estes ocupam diferentes zonas na quadra (postos específicos) tanto na defesa quanto no ataque, dependendo das suas características físicas e técnicas. O número de jogadores é composto basicamente de 07 jogadores em quadra, em que um é caracterizado de goleiro, e 05 jogadores substitutos (reservas). 2.1.8 Substituição dos jogadores Pode ser feita sem aviso aos árbitros e sem interrupção do jogo. Esta forma de substituição sem dúvida é uma das maiores opções de especializações em determinadas funções e também dá uma maior variação ao jogo. 2.1.9 O Uso da bola Para este elemento devemos destacar algumas questões básicas: Ao progredir driblando a bola não se deve segurar a bola e depois voltar a driblar (duplo drible); Dar no máximo três passos com a bola parada na mão; Não é permitido arrancar a bola a bola do adversário quando ele tem a mesma dominada; Não é permitido tocar a bola com nenhuma parte do corpo abaixo do joelho. O Comportamento com o adversário O adversário é um colaborador determinante para o processo de aprendizagem, somente com sua ajuda é que poderemos ter êxito em todo desenvolvimento da modalidade e executar as características básicas do desporto coletivo no que está relacionado à aposição e colaboração. Por este motivo devemos lembrar que em hipótese alguma, nas ações defensivas ou ofensivas, poderemos colocar em risco a integridade física ou moral de nossos adversários. É relevante citar algumas considerações como: Só é permitido impedir a passagem do adversário com o tronco sem utilizar os braços e as pernas; Todas as ações defensivas que visem somente o corpo do adversário, não evidenciando claramente a bola, são punidas com as sanções disciplinares (advertência, exclusões, desqualificações e expulsões). 2.1.11 A Essência do jogo Sabemos que o objetivo final do handebol é conseguir fazer gol, mas na prática existe um objetivo prévio que é conseguir uma posição e uma situação idônea que permita e facilitem alcançar o gol. Enquanto a defesa tenta impedir as possibilidades do ataque, o ataque busca intenções técnicas-táticas para sobrepor a defesa. Estas oposições nas missões a desempenhar, levam aos jogadores uma luta constante para conseguir a ocupação de espaços eficazes e isto, demonstra toda a excelência do jogo, o que determina toda a forma de jogar na atualidade e que marca toda a evolução técnica e estratégica deste esporte. Pressupostos Teóricos para o ensino dos Jogos Desportivos Coletivos Após alguns anos de experiência com desporto escolar e falando especificamente do handebol, procuramos nesse trabalho trazer algumas informações que achamos importante para o desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem dessa modalidade esportiva. Sendo um desporto de fácil aceitação e bastante popularidade o que nos preocupa é a forma como estão sendo desenvolvidos os programas de treinamento para a iniciação. Percebemos em alguns casos, que os trabalhos não priorizam as necessidades dos alunos e muito menos se preocupam com as fases de maturação em que estes se encontram, copiando, muitas vezes, as atividades oriundas dos treinamentos das categorias adultas de alto rendimento. O que propomos é que as atividades sejam desenvolvidas buscando o aprimoramento cognitivo (conhecimento tático) e deixando para outra etapa, as exigências técnicas de execução (o como fazer). Trata-se de uma metodologia que dará condições, a seus praticantes, de um aprendizado mais significativo, pois realizando atividades adequadas para seu nível de maturação e principalmente que expressem a realidade do jogo, os mesmos farão descobertas gradativas e orientadas, que poderão solucionar problemas dando importância para os processos de percepção e tomada de decisão. O que é apresentado atualmente nas escolas de iniciação esportiva, é uma pedagogia cujas atividades propostas apresentam procedimentos diretivos como a demonstração e a repetição,possuem pouca ou nenhuma relação com as aspirações e interesses dos alunos, os treinamentos possibilitam pouca alusão ao lúdico, a espontaneidade, a liberdade física e principalmente a improvisação. O professor sempre adota um papel de único condutor, animador e controlador tornando-se o centro do processo de ensino, atitudes que são consideradas por vários pedagogos fatores de limitações no desenvolvimento de ensino. Sempre existiu uma polêmica por parte dos profissionais da área de educação física, sobre o trabalho de iniciação desportiva nas escolas, principalmente no que está relacionado às regras ou parâmetros que subsidiem este programa de trabalho. A educação física é tomada constantemente como sinônimo de esporte e, seus protagonistas (professores-alunos/técnicos-atletas) tendem, também a serem incluídos nessa prerrogativa mal esclarecida. De forma que o professor de educação física acaba tendo que assumir o papel do técnico desportivo devido a essa indefinição (OLIVEIRA, 1985). É importante salientar também que, as discrepâncias apresentadas nos rendimentos ou desempenho motores entre meninos e meninas em idade escolar não podem ser explicadas pelas diferenças anatômicas e fisiológicas e sim levar em consideração todo contexto social do papel das diferenças sexuais. Para JIMÉNEZ (1989), os padrões culturais consideram a mulher como dependente, passiva, frágil, não agressiva e emocional; enquanto que o homem é considerado independente, ativo, agressivo, forte resistente e, emocionalmente controlado. Todos estes valores são pautados desde muito cedo, através dos pais e acabam gerando papéis sociais diferenciados que são reforçados continuamente pela sociedade. Segundo PIAGET (1980), o professor que tem como objetivo conduzir com segurança a aprendizagem dos seus alunos deve atentar que o conhecimento não deve ser dado às crianças, e sim descoberto e reconstruído através das atividades, com o tempo suficiente para haver a assimilação e para que os processos mentais o acomodem para serem utilizados posteriormente, desta forma deve haver um planejamento criterioso com ações concretas e coerentes de atuação pedagógica e alertar para os resultados rápidos no que tange à obtenção de performances desportivas. Para melhor desenvolvermos as atividades de iniciação desportivas, devemos atentar para as características psicossociais direcionadas para a aprendizagem, apresentadas pelos jovens nas distintas fases de crescimento, desenvolvimento e maturação, visto que desta forma poderemos planejar de forma mais coerente e conseqüentemente diminuindo as possibilidades do erro. PIAGET (1980) afirma que as crianças de 7/8 anos encontram-se aptas para aprendizagem inicial dos desportos, pois já participam de atividades que utilizam regras, porém ainda não apresentam padrões bem definidos para o jogo coletivo e competição. Isso determina que os jogos coletivos, nessa faixa etária, exercem um fascínio na criança muito mais pelo prazer da atividade (competição) e da coletividade (estar junto) do que pelo próprio jogo (regras e tática), isso é justificado pelo fato das crianças de 7/8 anos apresentarem alguns comportamentos característicos relacionados a este grupo, como por exemplo: estarem voltadas para si próprias (egocentrismo) esta não joga contra o outro, e sim para si mesma, bem como, demonstrarem interesse pela bola (objeto de prazer nessa faixa etária) na qual o aluno tem esse material como fator de desmotivação ou motivação, dependendo de sua posse, aglutinação em torno da bola, independentemente se está na situação de ataque ou de defesa, monopolização da bola, até sua perda, sem que isso cause qualquer tipo de constrangimento pelo prejuízo da equipe. Ciente disso o professor deve estar atento quanto às atividades que envolvem a formação de grupos, pois essas ações grupais, essenciais para o jogo coletivo, poderão não atingir seu objetivo. Por volta dos 09/10 anos há uma diminuição desse egocentrismo por parte da criança, quando a partir de então começa aparecer os processos de interação com os outros alunos, através de ações coordenadas. Neste período aparece também a necessidade do indivíduo (aluno) em conectar suas idéias com a do próximo, ou seja, a criança pensa antes de agir, aparecendo os primeiros gestos de reflexão (PIAGET, 1980). Com o aprimoramento desses processos a criança passa a apresentar uma necessidade maior para socializar-se, preocupando-se em se colocar no lugar do outro, experimentando o sentimento de respeito pelo companheiro e demonstrando interesse para a participação coletiva, seja em atividades desportivas e/ou sociais. Na idade entre 10/11 anos a criança já apresenta, de uma forma bastante evidente, ações baseadas na cooperação e colaboração, demonstrando valorização moral para regras sociais. Neste aspecto o jogo assume um papel sócio-desportivo, em que seus participantes interagem. Cada um desempenha um papel pré-estabelecido a ser cumprido, quer seja adversário ou não, sendo as regras parâmetros pelas quais as ações são realizadas e julgadas. Analisando estas características as crianças têm seus adversários como oponentes e os toleram, mas no caso de seus companheiros, outros valores são incluídos nesse julgamento, dependendo do desempenho positivo ou negativo para a equipe, estes podem ser apreciados ou cobrados e até mesmo segregados. O papel do educador físico, nesse caso, torna-se importante para informar às crianças o significado das condições individuais como pressuposto e fator co-determinante do rendimento esportivo (BENTO 1989). Devemos ressaltar também que nessa faixa etária dificilmente ocorrerá assimilação através de explanações ou explicações, pois os alunos nesse período só são capazes de generalizar suas idéias a partir de ações concretas. BETTELHEIM (1988) cita outro aspecto característico nessa idade, o interesse por atividades que oportunizem a descoberta e que exijam uma dose de coragem e ousadia, para que as crianças possam experimentar suas capacidades motoras, principalmente quando desenvolvidas em ambientes coletivos, pois nessa fase se inicia o fator de comparação entre seus próximos. WEINECK (1981) afirma que apesar dessas questões afetivas, esta é uma fase excelente para aprendizagem motora. É nesta fase que o profissional deve ficar atento para que nenhum movimento executado de forma errônea seja automatizado, para principalmente evitar a perda de tempo com correções desnecessárias no processo de aprendizagem-treinamento. Nesse sentindo as atividades devem ser desenvolvidas de forma tal que priorizem a ampliação de movimentos dos fundamentos básicos dos diversos esportes coletivos, através de exercícios educativos e a instrumentalização das crianças com elementos psicossociais que permitam a socialização e as ações cooperativas em grupo, apresentadas principalmente nas atividades de jogos e brincadeiras. O período em que a criança apresenta significativo desenvolvimento na sua capacidade física e intelectual é apresentada na idade de 12/13 anos, quando o mesmo, começa a pensar como adulto tornando seu dialogo com o professor mais maduro e consciente. O profissional deve estar atendo, pois esta fase também é caracterizada pela crítica e questionamento da autoridade, podendo o mesmo apresentar algumas divergências de idéias com pais, professores e treinadores. Mas, apesar dessa dicotomia, para os indivíduos dessa faixa etária, o estar em um grupo representa um fator bastante preponderante no seu desenvolvimento sócio-cultural, pois o jovem tem necessidade de estabelecer contato com grupos das mesmas características físicas e emocionais, criando seus espaços interativos que proporcionam oportunidades de seletividade no âmbito social, cultural e esportivo sem apresentar dificuldades de relacionamentos. É de suma importância o profissional saber que nessa idade as regras, adaptadas ou não, são seguidas à risca por todos, pois representa os limites que cada um pode chegar dentro do grupo e principalmente limitar a participaçãona atividade desportiva. A participação do professor na organização das atividades é importante a partir do momento que ele o faz dentro da concepção do desporto (que é de forma rígida), mas ajusta as mesmas para que haja abertura ao diálogo na formação do trabalho de exercícios desportivos, permitindo aos alunos participação efetiva nas atividades programadas, de modo a fortalecer a autonomia, da cooperação da colaboração dentro do grupo. BENTO (1989) afirma que a não observância desses fatos podem acarretar em atividades moldadas nas atividades adultas, podendo acarretar limitações no desenvolvimento da personalidade da criança. Assim as atividades nessa faixa etária devem obedecer ao aperfeiçoamento das qualidades técnico-tácticas e físicas do aluno, através de jogos nos quais o professor poderá oferecer oportunidades para o desenvolvimento corporal e intelectual do jovem/ aluno dentro do grupo, de forma tal que o ajude a resolver conflitos sem demasiada individualização. Na visão de CORONADO (1996), para o desenvolvimento do desporto na sua fase inicial, é importante ter-se um modelo considerado compreensivo, centrado em um processo de aprendizagem e que se deve dar importância, primeiro para o desenvolvimento do pensamento tático e este seja relacionado com os elementos técnicos necessários para poder solucionar os problemas ou exigências apresentadas em cada situação de jogo. Portanto trata-se de um modelo que enfoque mais os padrões cognitivos do que os motores, partindo do planejamento de situações-problemas táticos básicos que provoquem no aluno a necessidade de aprender e utilizar novos elementos técnicos e procedimentos táticos para sua solução. A partir da compreensão do aluno para a resolução destas situações-problemas, o mesmo terá condições de definir a finalidade do jogo (que devo fazer?) que está relacionado com a percepção do que está sendo mostrado, para posteriormente desenvolver sua estratégia mental ou esquema de pensamentos (como posso fazer?) e posteriormente eleger e executar o elemento técnico adequado (como fazer). Desta forma acreditamos que o aprendizado será mais significativo, quando o aluno compreende o significado funcional do que está aprendendo, de uma maneira global e o mais parecido possível ao contexto real do jogo, tendo consciência do por quê? e para quê? de todos os componentes da modalidade. Seguindo as características individuais e a do grupo, devemos desenvolver atividade que contemple o descobrimento guiado ou solução de problemas, dando ênfase aos processos de percepção e tomada de decisão. Devemos evitar o aprendizado através de atividades repetitivas, fechadas ou até mesmo com respostas mecanizadas, evidenciando principalmente aprendizagens que sejam pensadas e racionalizadas que possam ter possíveis transferências para novas situações problemas. Colaborando com esta idéia (MESQUITA, 1992), afirma que o jogo desportivo coletivo, no nosso caso o handebol, constitui um meio de formação por excelência, pois dá ao seu praticante um desenvolvimento de competência em vários planos como o técnico, tático-cognitivo e o sócio-efetivo, do qual ainda podemos ressaltar dois aspectos preponderantes nessa atividade: Apelo à Cooperação – baseado na unificação de ações para vencer a oposição da equipe adversária. Para tal devemos desenvolver nos praticantes o espírito de colaboração e ajuda mútua, permitindo, também que os mesmos expressem suas individualidades e simultaneamente aprendam a doutrinar seus interesses pessoais em relação aos interesses do grupo que devem estar em evidência. Apelo à Inteligência – baseado na capacidade do indivíduo (aluno) de adaptar-se a novas situações, ou seja, resolver problemas ocasionados pelas ações adversárias que são consideradas aleatórias e diversificadas. Na prática das atividades desportivas, o profissional deve entender que em uma situação de oposição aparece uma situação-problema que requer o entendimento do aluno para coordenar ações com a finalidade de recuperar, conservar e fazer progredir a bola, tendo como finalidade marcar o gol ou ponto. A partir desse entendimento aparecem outros três problemas que são inerentes ao: Plano espacial – No ataque- com o objetivo de utilizar a bola para sobrepor aos adversários; Na defesa – criar obstáculos com o objetivo de criar problemas para a equipe adversária com o intuito de recuperar a posse de bola. Plano da informação – criar incertezas para a equipe adversária relacionada às alternativas do companheiro de posse da bola; Plano da organização – Problemas de transição do projeto individual para o coletivo, colocando este último como principal objetivo. Acreditamos assim, que para evidenciarmos tal situação o jogo torna-se preponderante, mas não a forma única de desenvolver as habilidades motoras inerentes ao handebol, mas também fazer seus praticantes entender sua lógica, dando importância fundamental para o relacionamento jogador/bola, comunicação entre os colegas e principalmente suas relações com o adversário. Todos os praticantes, até chegarem ao jogo formal, passam por experiências que o forçam resolver um conjunto de problemas hierarquizados, em função das estruturas dos elementos do jogo, adversários, bola, colegas, gols etc. Devido a toda essa complexidade devemos entender que o processo de ensino-aprendizagem deve ser dividido para facilitar a compreensão por parte dos alunos, buscando a todo o momento ações pedagógicas que permitam partir do fácil para o difícil e do simples para o complexo. Assim, segundo Greco (1995) o jogo deve atender etapas que correspondam a diversos tipos de relação, como descrito nas estruturas funcionais do jogo: Eu-bola – atenção sobre a familiarização com a bola e seu controle; Eu-bola-alvo- atenção sobre o objetivo do jogo. Finalização; Eu-bola-adversário – combinação de habilidades. Conquista e conservação da posse da bola (1x1). Busca da finalização; Eu-bola-colega-adversário – jogo a dois. Passe e vai (desmarcação e ruptura). Passe e segue (desmarcação de apoio). Contenção e cobertura; Eu-bola-colegas-adversários – jogo a três. Criação e anulação de linhas de passe. Penetração e cobertura ofensiva; Eu-bola-equipe-adversários – do jogo 3x3 ao jogo formal. Assimilação e aplicação dos princípios do jogo ofensivo e defensivo. Podemos evidenciar que para desenvolver atividades relacionadas ao jogo, o profissional deve atentar para que eles sejam de fácil execução, de clara explicação e compreensão, de fácil e rápida organização e não exigir muitos materiais. Apesar de haver a necessidade de colocar etapas para o aprimoramento dos processos de aprendizagem não devemos descuidar daquilo que o jogo possui de primordial a cooperação, a oposição e a finalização. Os profissionais devem ter em conta que na programação das atividades devemos partir sempre daquilo que o aprendiz já sabe e consegue fazer, principalmente realizando atividades lúdicas com regras simples com espaços e números de jogadores reduzidos para facilitar as ações e principalmente possibilitar concretização de objetivos. Para que fique mais claro, gostaríamos que ficasse evidenciado que a metodologia utilizada pelos profissionais, para o desenvolvimento da modalidade, deve ser a que permita a progressão do aprendizado com soluções abertas, oferecendo aos alunos condições para escolher as respostas mais adequadas às atividades, dentro de suas possibilidades de percepção e análises. Lembrando sempre que, com essas atividades o aluno terá o conhecimento do que estará realizando, podendo dessa forma fazer sua auto avaliação e com isso terá ferramentas para enriquecer seu aprendizado, desenvolvendo suas capacidades de pensamento tático e inteligência motriz os quais acreditamos que são fatores primordiais para a iniciação desportiva. ESTRUTURA FUNCIONAL DO JOGOS ESPORTIVOS COLETIVOS – ALTERNATIVA DE ORGANIZAÇÃO DA AULA AtaqueDefesa Coringa Quadro 1: Fonte: Greco, 1998 O Mini-handebol Segundo Santos (2003), o mini-handebol é uma adaptação do handebol que objetiva adequar a prática de uma atividade motora às crianças de seis a dez anos. Pode ser considerado como uma maneira lúdica de explorar e aprimorar os movimentos, além de possibilitar experiências de características social e afetivas de cooperação e competição. Santos (2003) adverte que a dualidade entre cooperação e competição deve ser desenvolvida com cautela, para que não seja impelida a desequilíbrios no aprendizado, pois quando se evita a competição nas atividades, o aluno se sente desmotivado, por não conseguir recompensas pelos esforços pessoais, mas quando as atividades são bastante competitivas exclui muitos alunos das tarefas propostas, causando um grande problema de autoimagem e autoestima. A competição deve ser um marcador de evolução de competências, não devemos de forma alguma focar a vitória, porém os esforços e o progresso do indivíduo e do grupo devem ser evidenciados. O mini-handebol pode ser utilizado como um meio de tornar as atividades de aprendizagem do handebol formal, favoráveis para o desenvolvimento motor, cognitivo e sócio afetivo do praticante. As atividades devem ter como objetivo respostas criativas por partes dos alunos nas mais diferentes situações, então o professor deve estruturar suas aulas de maneira que sejam desafiadoras e que proporcionem novas aquisições. É importante ressaltar que o desenvolvimento humano possui etapas que devem ser respeitadas, por este motivo, o desenvolvimento esportivo é um processo de longo prazo que deve se ajustar à ordem natural da evolução da criança. Na opinião de Santos (2003), a longevidade esportiva da criança está diretamente relacionada à maneira pela qual ela é introduzida ao esporte e, principalmente, à coerência deste processo em relação a suas motivações, necessidades e seus anseios. As regras são totalmente adaptadas à faixa etária dos praticantes, a quadra possui a dimensão de 20 metros de comprimento por 13 de largura, a bola tem entre 44 a 48 cm de diâmetro, as balizas 3 metros de largura por 1,60 a 1,80 metros de altura, o tempo de jogo é reduzido em intervalos de 10 minutos para cada tempo, mas pode haver mais variações de acordo com a organização. Cada equipe é formada por dez jogadores, meninas e meninos podem jogar no mesmo time. Normalmente são utilizados quatro jogadores de campo e um goleiro. Nas competições é aconselhável não permitir que as equipes joguem com apenas uma linha defensiva e sim duas. Falando um pouco da história do mini-handebol, o Sr. Peter Froeschl, membro da European handeball Federation (EHF), comenta que o mini-handebol surgiu oficialmente entre os dias 27 e 30 de Junho de 1996, durante o 2nd EHF Lecturer Course, realizado em Alany, na Turquia. Porém, ressaltamos que já no ano de 1994, em Viena – Áustria, a própria European handeboll Federation (EHF), juntamente com a International Handball Federation (IHF) lançou um manual de mini-handebol. Todavia, Claus Rosembon membro da Federação Dinamarquesa de Handebol, fala que o mini-handebol é uma atividade mais antiga do que diz a própria European Handball Federation (EHF). Conta o Sr. Claus que no início dos anos 70 alguns líderes do handebol dinamarquês achavam que o esporte infelizmente estava tomando rumos indesejados. O jogo não era muito popular entre as crianças, e era difícil promover o jogo às crianças, pais e escolas. A partir deste fato, pessoas em diferentes lugares do país tomaram a iniciativa de desenvolver um jogo que seria mais positivo e que de alguma forma conquistasse o interesse das crianças. As experiências tiveram como ponto comum desenvolver um jogo baseado em atividades que pudessem proporcionar um desenvolvimento físico e intelectual de cada indivíduo. O jogo foi pensado para ter os princípios do jogo de handebol, mas para ser mais divertido e atraente. Os professores Erik Skovsgaard e Freddy Hansen, passaram a incentivar e coordenar juntamente com outros profissionais da área, o processo de criação do mini-handebol na Dinamarca. Em meados dos anos 70, as experiências visavam desenvolver linhas comuns para o jogo, ou seja, padronizar as diversas idéias e atividades propostas em toda Dinamarca. Então, em 1975, a Federação Dinamarquesa de Handebol fez um folder descrevendo pela primeira vez um jogo destinado a um grande número de crianças, e que tinha grande caráter lúdico e educativo. Em 12 de Dezembro de 1976 durante o intervalo de um jogo internacional de handebol masculino, uma TV Dinamarquesa transmitiu um jogo de mini-handebol com duas equipes em disputa: Hoejby SE e Gudbjerg-Oure-Gudme (GOG). Em 1977/78 a Funen’s Handball Federation and Sealand’s Handball Federation apresentaram os primeiros campeonatos de mini-handebol. Cada vez mais clubes viram a oportunidade de introduzir o jogo de mini-handebol, fazendo com que crianças cada vez mais novas praticassem o jogo mais cedo. No Brasil, como já dito antes, a própria Confederação Brasileira de Handebol criou o Projeto “PETROBRAS mini-hand de iniciação esportiva” no ano 2000, o qual leva a atividade para partes do país em que o handebol ainda não chegou ou precisa de incentivo para ser desenvolvido através de núcleos de mini-handebol, tudo com o objetivo de “oferecer uma oportunidade de prática esportiva formativa a crianças de comunidades de risco social, tendo como referência um esporte vencedor, que possibilita o desenvolvimento das capacidades e habilidades motoras das crianças na faixa etária de 08 a 12 anos, através de atividades lúdicas que auxiliam na formação integral do ser humano em suas relações consigo mesmo e com o mundo” (www.brasilhandebol.com.br/Projeto Mini-handebol). 2.4 O Handebol adaptado para a terceira idade Falando um pouco do histórico dessa atividade, começaremos por citar que em 1998, na cidade de Descalvado-SP, o professor de Educação física Marcos Roberto Valentim Biazoli criou o handball adaptado para a terceira idade. Nesse mesmo ano, foi criado o Projeto Atleta Feliz na terceira idade (PAF), com programa de handball adaptado, cuja principal atividade era desenvolver treinos desta modalidade para os idosos. Logo depois órgãos como a Federação Paulista de Handball, a Confederação Brasileira de Handball e várias Instituições de Ensino Superior divulgaram para acadêmicos e profissionais de educação física esta atividade que pode fazer parte do rol de programas de treinamentos, devidamente ajustados aos idosos. É uma atividade adaptada ao grupo etário acima de 55 anos, esta modalidade foi desenvolvida para atender às necessidades requerentes aos idosos. É um jogo coletivo com bola, praticado com as mãos, cujo objetivo principal é marcar o maior número de gols contra a equipe adversária. Cada equipe é composta por sete jogadores, sendo um goleiro, três jogadores de campo defensivo e três jogadores de campo ofensivo. Para se alcançar os objetivos do jogo os participantes deverão utilizar estratégias específicas da modalidade de uma forma dinâmica e variada de acordo com as regras do handball e com as devidas adaptações. É considerada uma atividade altamente versátil devido aos movimentos específicos da modalidade, exigidos no decorrer dos jogos. Através da sua prática o idoso poderá ser capaz de melhorar sua aptidão física, aumentando a massa muscular e melhorando sua amplitude articular. Segundo Biazoli (2004), as características dinâmicas do handball visam a atender os limites e necessidade inerentes ao corpo do idoso, em que a simples realização de seus fundamentos favorece a agradável execução de movimentos articulares e respiratórios, reforçando o sentimento de progresso e estimulando a conquista de pequenos desafios, capazes de promover a integração interpessoal e contribuir consideravelmente no combate a depressão. Atividades Complementares Faça um resumo dos artigos disponíveis na sua sala virtual sobre o desenvolvimento táticonos jogos esportivos coletivos Aplicar as atividades sugeridas, sobre as estruturas funcionais dos jogos coletivos, no material em anexo ao material didático UNIDADE 3 - Fundamentação Técnica-tática do Jogo de Handebol 3.1 As Ações Técnico-Táticas Individuais Ofensivas Conjunto de ações motoras que determinam a motricidade específica e especializada do jogador de handebol, que permitem realizar as funções ofensivas de forma inteligente com maior estabilidade e controle corporal durante uma partida (Coronado, 1996). É composta por: 3.1.1 Posição de Base – Postura que o jogador utiliza antes e depois de realizar qualquer tipo de ação ofensiva, facilitando, assim, a execução de uma ação posterior, a concentração e a manutenção continuada da tensão dos músculos regulada para as intervenções. Para você realizar a postura de base, mantenha a cabeça erguida para aumentar a visão de todo terreno do jogo, o tronco deve estar ligeiramente inclinado à frente, os braços semiflexionados ao lado do tronco, flexione ligeiramente as pernas, de forma mais alta ou mais baixa de acordo com ações dinâmicas ou estáticas respectivamente, e afastadas na largura dos ombros, buscando sempre uma boa base de sustentação. Os erros mais frequentes dessa ação são: Braços poucos flexionados, pernas excessivamente separadas, pernas pouco flexionadas e pouca ou baixa tensão muscular. 3.1.2 Deslocamentos – Ação considerada como suporte de outras ações técnicas. Por este motivo, deve sempre ser realizada de forma equilibrada. Suas variações serão em função do jogador possuir ou não a posse da bola. Deslocamento sem bola - Pode ser classificado em relação à direção, que poder ser para frente, para trás ou para o lado (nos deslocamentos laterais devemos evitar cruzar as pernas, dar passos muito largos e saltar, perdendo o contato com o solo), em relação à trajetória que pode ser curvilíneos ou retilíneos e combinados, por último em função da forma de execução que pode ser realizado em forma de marcha, em forma de corrida e em deslizamento. É importante salientar que o tipo de deslocamento a ser utilizado será sempre em função de se alcançar a maior eficácia, exemplo disso é quando um defensor ao invés de usar um deslocamento frontal que mais rápido para se alcançar os objetivos defensivos usa de forma errônea, um deslocamento lateral, que é mais lento. Deslocamento com bola – Gesto técnico que depende totalmente da regulamentação da modalidade. Na prática os deslocamentos não são realizados com a bola na mão e em alguns momentos, com o objetivo de se ganhar espaços alguns passos da corrida são convertidos em saltos (Federação espanhoa de handebol, 1992). O jogador só pode dar três passos, se tiver com a bola na mão. Podemos realizar essa ação de duas formas: a primeira com os dois pés no ar, em que o jogador ganha espaço, pois o primeiro contato com o solo não conta (ponto zero), e o segundo com um dos pés no solo que a partir daí já se conta o primeiro passo. É importante lembrar que o jogador deve evitar realizar um drible assim que receber a bola e também olhar para o chão, pois assim perderá o campo visual. 3.1.3 Empunhadura da bola – Técnica que permite a correta adaptação da bola na mão permitindo a realização de sucessivas intervenções com tranquilidade. Devemos evitar que a bola toque a palma da mão e evitar também demasiada rigidez nos dedos que estão segurando a bola. 3.1.4 Passe – Considerada uma das ações mais importantes que definem a qualidade de uma equipe, permite aos jogadores permanecer com a posse da bola, como também, deslocar a bola entre os mesmos. O passe deve ser realizado de forma precisa ao receptor com a posição mais idônea para dar continuidade a uma ação posterior. Sua intensidade dependerá da distância entre os jogadores. Pode ser realizado com salto (suspensão) e em apoio no solo. O passe está classificado de acordo com sua altura: podendo ser alto; clássico; intermediário; baixo e em pronação. Segundo sua direção pode ser frontal, lateral para o lado do braço executor, lateral para o lado contrário do braço executor e de recursos especiais, podendo ser ainda indireto (picado), por trás da cabeça, por trás das costas e retificado. 3.1.5 Recepção – Ação técnica de receber ou recuperar a bola. É importante levar em conta que o possível receptor não pode fixar o olhar ao passador de forma continuada e no momento da aproximação do defensor o receptor deve proteger a bola com o seu corpo. Os tipos de recepção podem ser de acordo com a altura: alta; intermediária e baixa e ainda frontal; diagonal; lateral e por trás. A recepção deve ser realizada sempre com uma flexão dos cotovelos para o amortecimento da bola. 3.1.6 O Drible – Deslocamento do jogador na quadra direcionando a bola para o chão, protegendo-a do adversário com o corpo (o corpo entre a bola e o adversário), sem a perda do controle e sem limitações de passos. Oriente os seus alunos para que os mesmos não insistam em progredir driblando, caso exista algum companheiro desmarcado com possibilidades de receber um passe. O drible recebe três classificações distintas: de acordo com um número de dribles pode ser unitário ou continuado; de acordo com a altura pode ser alto (acima do quadril) ou baixo (abaixo do quadril) e por último de acordo com a trajetória da bola pode ser vertical ou oblíquo. É importante ressaltar que ao driblar não devemos fixar demasiadamente o olhar para a bola, não usar o drible como uma ação mecanizada (driblar antes de iniciar um ciclo de passos). 3.1.7 As Mudanças de direção utilizando o drible – Ação técnica que auxilia o atacante quando necessita mudar sua direção inicial em função de uma melhor orientação para o gol ou após a superação de um oponente. É importante frisar que o jogador deve ter um bom controle de bola com as duas mãos e sempre proteger a bola com o corpo, já que nesta ação, o risco de se perder a bola é maior. 3.1.8 Os Arremessos – Ação de direcionar a bola à baliza adversária, com o objetivo de superar o goleiro e conseguir o gol. A execução técnica dos arremessos é similar à execução dos passes com o mesmo nome, sendo que o braço é projetado para trás com maior amplitude e o tronco realiza uma maior torção e com maior velocidade na execução dos arremessos. Convém enfatizar que os arremessos devem ser realizados sempre em momentos oportunos, como por exemplo, quando o jogador está só diante do goleiro, quando existe um defensor, mas existem espaços livres que permitam arremessos. Enfatizar também que os arremessos devem ser executados com rapidez com o intuito de surpreender os defensores e os goleiros e também que devem ser realizados de forma variada quanto à direção e altura sempre em função da atuação dos oponentes. Os arremessos são classificados de acordo com o armado do braço, que pode ser alto, intermediário e baixo, quanto à situação dos pés que pode ser em contato com o solo (apoio) e sem contato com o solo (com salto ou suspensão), quanto à posição final do corpo que pode ser com queda e sem queda. Podemos citar ainda os arremessos considerados de recursos (especiais) de vaselina, por trás, efeito picado e sete metros. 3.1.9 As Fintas – É o ato motor que o jogador realiza com a bola para superar o defensor. Promove uma ação prévia para ludibriar seu marcador e em seguida, aproveita a dúvida do mesmo para realizar uma ação de vantagem ofensiva. É muito importante que a ação inicial represente um perigo claro para o oponente, do contrário a finta não terá o efeito desejado. As fintas são classificadas de acordo com a sua natureza de ação prévia, podendo ser de passe, de arremessos e de deslocamentos. Na prática o jogador deve ter certeza de que a finta terá êxito para se realizar um arremesso, na dúvida o mesmo deve passar a bola para poder manter o princípio de continuidade do jogo coletivo. É importante saber que para poder se realizar uma finta de deslocamento o jogador deve estar de posse da bola e próximo ao adversário, caso contrário é denominadode desmarque. 3.1.9 O Desmarque – Ação que permite ao atacante a ocupação de um espaço eficaz antes que o defensor interfira na sua ação. A correta realização desta ação exige do jogador um domínio dos deslocamentos e principalmente das mudanças e ritmo e de direção, pois o jogador deverá variar suas intenções tanto em velocidade como em direção, dependendo da resposta do defensor em cada caso. 3.2 – As Ações Técnico-Táticas Individuais Defensivas Conjunto de ações motoras que determinam a motricidade específica e especializada do jogador de handebol, que permitem realizar as funções defensivas de forma inteligente com maior estabilidade e controle corporal durante uma partida (Coronado, 1996). Antes de relacionar as ações defensivas, é importante comentar que o defensor deve ter bastante claro que existem ações que irão variar de acordo com a situação do atacante durante o jogo, exemplo, se o mesmo possui ou não a bola. Desta forma teremos então as marcações à distância e as marcações de proximidade. Na primeira o defensor deve manter o controle visual no seu marcador direto e indireto, este deve estar posicionado entre o adversário e a sua baliza, modificando de acordo com os deslocamentos do seu oponente, nessa ação o defensor tem como objetivo evitar que o atacante receba a bola e obtenha espaços amplos para realizar os lançamentos, assim como, sua progressão. Na segunda sua atuação deve ser sempre com o intuito de evitar a progressão do jogador com ou sem bola, evitar a progressão de passes, e ainda, evitar os arremessos. Devemos salientar que basicamente os defensores devem entender que seu objetivo principal é fazer com que o atacante seja deslocado para a zona de menor eficácia na quadra (parte externa), facilitando assim as ações dos goleiros ante aos arremessos. As ações defensivas são compostas por: 3.2.1 Posição básica – Postura equilibrada adotada pelo jogador defensor, antes e depois da realização de qualquer ação defensiva. É classificada de acordo com a ação do jogador, podendo ser estática ou dinâmica. O jogador mantém a cabeça erguida para aumentar o campo visual, o tronco deve estar ligeiramente flexionado a frente, as pernas devem estar flexionadas e afastadas na largura dos ombros e com o peso do corpo distribuído nas duas pernas, os pés afastados e apoiados no metatarso e nos dedos, braços semiflexionados, afastados do tronco lateralmente e ligeiramente à frente do corpo. Os alunos devem entender que a posição de base é uma ação prévia e obrigatória para realizar com êxito ações posteriores. 3.2.2 Os Deslocamentos defensivos – Ações motoras realizadas no terreno de jogo, que permitem aos defensores ocupar espaços para minimizar as ações dos atacantes. Esses deslocamentos são classificados de acordo com sua execução, podendo ser de deslizamento (lateral), em forma de marcha ou em forma de corrida, de acordo com sua trajetória, podendo ser em curva, reta ou combinada. Os deslocamentos defensivos ainda podem ser, frontal adiante, frontal atrás, lateral, com mudanças de direção e com mudanças de sentido. É importante ressaltar que nos deslocamentos defensivos os alunos devem evitar passos excessivamente largos, cruzar as pernas e saltar perdendo, com isso, contato com o solo. 3.2.3 O Encaixe defensivo – Ação técnica que pode ser denominada como marcação de proximidade, pois possui os mesmos objetivos, que são de interromper a ação ofensiva de uma trajetória, de um passe ou de um arremesso. Possui diferentes tipos de realizações de acordo com a posição do atacante, como por exemplo: Quando o atacante está à frente do defensor em contato com o solo, é realizado com as pernas ligeiramente afastadas, adiantando a perna correspondente ao braço executor do atacante, um braço é projetado no braço da bola do atacante e o outro realiza o controle sobre o quadril no lado contrário. Quando o atacante está de frente para o defensor e em suspensão, o movimento é idêntico ao anterior sendo que o defensor deve estar em suspensão e o braço do defensor que ataca o braço executor do atacante deve ter uma maior amplitude. Quando o jogador atacante está de costas para o defensor e em contato com o solo, o defensor deve estar com as pernas ligeiramente flexionadas e simétricas, os braços devem estar ao lado do atacante sempre atacando a bola, o tronco deve estar junto ao corpo do atacante e no momento do contato com o atacante o defensor deve afastá-lo (para frente) da zona de gol. 3.2.4 A Interceptação da bola – Forma de atuação do defensor para cortar e recuperar na trajetória entre o jogador passador e o receptor. Apesar de ser considerada mais uma ação tática do que técnica algumas observações devem ser feitas: O jogador deve realizar esta ação em um momento oportuno, se atuar cedo demais o passe não se realizará, se atuar tarde demais o passe acontecerá sem problemas, podendo ocasionar um desequilíbrio defensivo. O momento exato de atuação é quando a bola sai da mão do passador, pois nesse momento não se pode mudar o passe (direção da bola). 3.2.5 A Dissuasão – Procedimento técnico-tático que tem como objetivo evitar um passe ou retardá-lo e até mesmo interceptá-lo, bem como, diminuir as possibilidades do atacante em ter êxito no lançamento. Pode ser realizado de acordo com a intenção do defensor, que pode ser dissuasão de passe, quando o defensor pretende evitar um passe para um determinado atacante e dissuasão no jogador, quando o defensor pretende forçar um erro técnico do atacante ou forçar o atacante realizar um lançamento o mais distante possível, facilitando as ações do goleiro. 3.2.6 Os Bloqueios defensivos – Ação técnica que pretender interceptar a bola em um arremesso contra o gol. Deve ser utilizado quando não se consegue marcar de forma adequada o jogador arremessador ou quando a distância de onde é realizado o arremesso é grande. É recomendável que o bloqueio seja sempre realizado com os dois braços em direção à bola, salvo quando a posição do defensor não permitir pode utilizar apenas um. O professor deve orientar ao aluno que no ato do bloqueio deve levar em consideração alguns fatores como: não posicionar o braço antes do tempo, para evitar que o atacante varie o tipo de arremesso, nos arremessos em suspensão o jogador deve saltar imediatamente após o atacante, posicionar sempre que possível o tronco em frente do ombro do braço executor do atacante. 3.2.7 O Desarme – Ação técnica imediata que se tenta tirar (roubar) a bola do atacante. Devido aos aspectos regulamentares do handebol só podemos utilizar esta ação quando o atacante não possui o controle total da bola, como por exemplo, no drible. Esta ação será muito mais efetiva quando a bola está em uma trajetória ascendente (subindo do chão). 3.3 A Tática Coletiva Ofensiva Considerada a forma de relação entre dois ou mais jogadores para coordenar entre eles as ações técnico-táticas individuais, utilizando meios básicos táticos ofensivos ou a união entre eles. (Coronado, 1996). A tática ofensiva está dividida em alguns elementos como: 3.3.1 O Engachamento (progressões sucessivas) – Procedimento tático coletivo, em que o jogador atacante, objetiva a ocupar os espaços livres entre dois defensores, fixar o seu marcador direto (jogo do par), e ainda, na medida do possível, tentar fixar o seu marcador indireto (jogo do ímpar). É utilizado principalmente diante de defesas em basculações. Esta ação começa quando o jogador com bola (beneficiador), tenta a penetração nos espaços entre os defensores para arremessar ou ainda fixar o seu marcador indireto, o jogador beneficiado muda de direção tentando aproveitar os espaços criados pelo beneficiador. Este procedimento pode ser iniciado mediante uma finta (jogador atacante com bola), ou mediante uma ação de desmarque, recebendo a bola em seguida (Sánchez, 1992). As progressões sucessivas podem ser realizadas basicamente de duas formas, que pode ser de acordo com a situação dos executantes, ou seja, jogadores da mesma linha ou entre jogadores de linhasdistintas, ou ainda de acordo com o número de jogadores, podendo ser com dois, três ou mais jogadores. Dentre as ações táticas de penetrações sucessivas ainda podemos citar as mudanças de sentido, que consiste em uma ação cujo jogador muda de direção com bola para obter êxito na iniciação de uma progressão sucessiva no sentido contrário de onde se iniciou a esta progressão. 3.3.2 Os Cruzamentos – Ação tática coletiva a qual um jogador (beneficiado) ocupa o espaço criado pelo seu companheiro (beneficiador) logo após ter fixado seu par. A trajetória do beneficiado deve ser curvilínea e por trás do beneficiador. É utilizado contra defesas com pouco ou nenhuma basculação, ou com dificuldades na troca de oponentes. O professor deve enfatizar para o aluno que no cruzamento o iniciador deve manter a fixação de seu oponente o máximo possível, para evitar ou retardar as ações defensivas (troca de oponente) e também deve evitar as faltas após o cruzamento para garantir a continuidade ofensiva. Isso pode ser realizado com jogadores da mesma linha, ou jogadores de linhas distintas, podendo ser realizado, também, com bola e/ou sem bola. 3.3.3 O Passe e Vá (tabela) – Ação tática em que um jogador com bola realiza um passe a outro mais adiantado e logo em seguida se desmarca para receber novamente a bola. O passe e entra é utilizado contra defesas abertas e no contra-ataque apoiado. É importante frisar que o jogador que inicia a ação deve dominar o ritmo de direção e sentindo e que o jogador apoiador deve dominar a técnica de passes com pressão de marcação. É considerado um procedimento tático importante para a iniciação, pois deve ser um dos primeiros a ser ensinado no aprendizado do jogo coletivo. 3.3.4 As Cortinas – Ação tática a qual um jogador de ataque realiza uma trajetória diante do jogador com bola no mesmo momento em que este realiza uma trajetória ofensiva. O objetivo desta ação é retardar ou dificultar o momento da intervenção do defensor (marcador direto) do jogador com bola. É importante frisar que, diante da possibilidade de não se obter êxito, devemos dar continuidade do jogo com a ação de dobrar passes com o iniciador (voltar à bola). 3.3.5 Os Bloqueios Ofensivos – Ação tática coletiva em que um jogador atacante interrompe momentaneamente a trajetória de um defensor (marcador direto) em benefício de um companheiro com bola para se conseguir situações de superioridade. O professor deve esclarecer que os bloqueios devem ser realizados com o cuidado para não cometer faltas de ataque, para tal, o bloqueador deve parar e esperar que o defensor faça o contato e não o inverso, esclarecer também que diante de um contra bloqueio, o beneficiado deve realizar uma trajetória para o lado contrário do bloqueio (trajetória falsa). Os bloqueios podem ser classificados de acordo com a posição podendo ser: laterais, frontais e diagonais ou ainda de acordo com as ações posteriores do bloqueador podendo ser: estáticos e dinâmicos. 3.3.6 A Ponte Aérea (flying) – Ação ofensiva que é realizada por um passe para um jogador que salta recebe a bola e arremessa em uma mesma ação. Normalmente utiliza-se o espaço aéreo da área do goleiro. O flying pode ser realizado entre jogadores de uma mesma linha ou entre jogadores de linhas distintas e ainda pode ser realizado entre dois três ou mais jogadores. 3.4 A Tática Coletiva Defensiva – Considerada a forma de relação entre dois ou mais jogadores para coordenar entre eles as ações técnico-táticas individuais, utilizando meios básicos táticos defensivos ou a união entre eles (Coronado, 1996). A tática defensiva está dividida em alguns elementos como: 3.4.1 A Basculação – Forma de jogo coletivo defensivo, cujos jogadores tentam evitar que existam espaços livres na zona onde está localizada a bola. A basculação é realizada através de deslocamentos diagonais e laterais, podendo ainda, realizar-se entre jogadores da mesma linha ou jogadores de distintas linhas. 3.4.2 Defesa em duas linhas – É a ação tática defensiva coletiva cujos jogadores organizam-se em duas linhas para evitar a progressão da equipe atacante. É utilizado principalmente contra equipes que possuem pouca mobilidade no ataque. A segunda linha defensiva tem como principal objetivo evitar os passes, as penetrações, os arremessos de longa distância e os desmarques dos jogadores da primeira linha ofensiva, já os jogadores da primeira linha defensiva, evitam as penetrações e os passes para os jogadores da segunda linha ofensiva (pivô e extremas). 3.4.3 Cobertura – É a ação tática defensiva coletiva cujos jogadores posicionam-se nos espaços deixados pelos companheiros de equipe na realização de saída em profundidade para controle do atacante (marcação em proximidade). Convém que o professor frise sempre que as coberturas devem ser utilizadas, independente do sistema defensivo eleito e que sempre os jogadores devem primeiro cobrir o colega e depois realizar a ação no oponente direto. 3.4.4 A troca de oponentes – Ação tática coletiva defensiva usada diante dos cruzamentos quando os marcadores trocam de oponentes diretos, mantendo suas posições originais e sem deformar o sistema defensivo. O professor deve lembrar sempre aos alunos que para utilizar esta ação tática os jogadores devem estar na mesma linha, mas também esta tática de defesa pode ser realizada entre jogadores de linhas distintas. 3.4.5 O deslizamento – Ação defensiva cujo defensor desloca-se por trás de um companheiro para neutralizar a ação atacante, sem que exista troca de oponente. Pode ser considerada como uma ação tática denominada troca de posição. É utilizada principalmente em casos como: a) no momento da ação, os jogadores não estão na mesma linha; b) quando um dos defensores está atuando diretamente contra o oponente com bola e por último quando existe uma combinação prévia ante um atacante na zona de perigo (zona de 9 metros). 3.4.6 O Contra bloqueio – Ação tática defensiva utilizada pelos defensores para contrapor os bloqueios ofensivos. Na prática é uma ação de troca de oponente, com a diferença que o jogador bloqueado tem mais dificuldade para conseguir uma posição eficaz de atuação em seu oponente. O contra bloqueio pode ser realizado por trás do bloqueador ou pela frente dependendo se o beneficiado do bloqueio está na segunda ou na primeira linha respectivamente. 3.5 Situações Ofensivas e Defensivas em Inferioridade Numérica – Apesar de ocorrerem em determinados momentos do jogo, o professor/treinador deve ter bem claro que estas situações não podem ser desprezadas. Estas situações ocorrem, em uma partida, momentaneamente por exclusões ou definitivamente por expulsões. Desprezá-las, em treinamento, pode significar o insucesso em algumas partidas. O professor deve orientar aos seus alunos que em situações de inferioridade devem levar em consideração que: a concentração de todos deve chegar a níveis limítrofes, para minimizar as ações da equipe contrária em superioridade, que a utilização de determinada formação ofensiva ou defensiva vai depender em muito das ações da equipe contrária, devem evitar ao máximo as precipitações, exigindo uma grande disciplina tática e jogo de inteligência. No caso do jogo ofensivo em inferioridade, devemos levar em conta que o sistema de ataque escolhido deve ser de acordo com nossas possibilidades, mas é necessário observar as características do jogador que foi excluído ou expulso, para se modificar o esquema tático em relação ao tipo de sistema defensivo contrário, variar o máximo possível à entrada e saída do pivô para caracterizar superioridade numérica em determinada zona do ataque, buscar sofrer faltas para realizar golpes francos treinados previamente e por último não precipitar arremessos a não ser que se tenha absoluta certeza de êxito nessa ação. No jogo defensivo a concentração também deve ser elevada ao máximo, os defensores devem sempre provocar os lançamentos da equipe adversária das zonas de menor ângulo de arremessos, terem coerência nas ações de marcação em proximidadepara não provocar faltas que possam ser punidas com mais exclusões, os defensores devem valorizar as zonas centrais da defesa desprezando de certa forma as zonas exteriores, para tal devem antecipar saídas nos jogadores exteriores toda vez que eles forem receber um passe, e por último, não realizar saídas em demasiada profundidade. 3.6 A Formação e o Jogo do Goleiro – Segundo Ricardo Trade Caput, apud Pablo Greco, 2002, o goleiro é a maior segurança de uma equipe de handebol. Em um esporte em que os gols acontecem em profusão, placares dilatados denotam esta importância da participação do goleiro no jogo, não só como o jogador que pode conter os arremessos da equipe adversária, mas também como orientador do jogo de defesa da equipe. Um líder que tem sua importância na reposição da bola, responsável, em boa parte, pelo sucesso do jogo de contra ataques, uma das formas mais importantes para se vencer um jogo no handball moderno. Isso sem falar no aspecto pessoal, que um bom goleiro deve ser dedicado, treinar com afinco, ser atento aos detalhes de cada defensor e de cada atacante adversário, ter coragem, dinamismo, liderança e, sobretudo, personalidade. Para muitos estudiosos a formação do goleiro exige fundamentalmente dominar todas as ações técnicas táticas defensivas do seu posto, para evitar o gol, assim como determinadas técnicas básicas, do jogador de campo, para ser o iniciador do ataque e possível integrante deste. O autor desta obra, apoiado principalmente, com o que de mais moderno existe na literatura, acredita que na fase de iniciação, todos os alunos devem ter experiências em todas as posições do jogo, inclusive a do goleiro. Por este motivo devemos levar em consideração alguns critérios para a escolha do jogador para esta posição, por exemplo, não podemos especializar o jogador precocemente, devemos observar quem gosta de jogar e quem preenche os requisitos (mobilidade, habilidade). Em hipótese alguma utilizar o reforço negativo como o pior jogador deve ser o goleiro, pois a posição do goleiro no handball atual é muito importante. Para esta posição (goleiro) geralmente deve ser escolhido o jogador que possa resolver mesmo as mais difíceis tarefas prontamente e que esteja entre os melhores em outros jogos, pensar que uma boa estatura pode ser um crédito para a posição, mas não uma característica, pois mesmo no handball de alto nível, há goleiros que são muito menores do que a altura ideal que é de 1,90 m. Consideramos importante ressaltar que a idade ideal para a escolha do goleiro gira em torno dos 11-12 anos dependendo do início do jogador na modalidade. Por volta dos 13-14 anos, quando os jogadores possuem uma estatura correspondente, pode-se iniciar o treinamento da técnica básica. Apesar de não se cobrar especialização nesta faixa etária, é importante que os goleiros treinem técnicas específicas para as bolas altas, meia altura e bolas baixas, evitando erros de execução nesta categoria. 3.6.1 Análise do Posto - O goleiro de handball executa algumas ações técnicas diferenciadas de seus companheiros, de acordo com que a regra assim lhe permite. Dentre estas, o domínio do gesto técnico e da inteligência tática merecem especial atenção. Deve ter a antecipação, percepção e agilidade de pensamento para responder as situações do jogo sem hesitação. A flexibilidade, velocidade de deslocamentos, reação, força explosiva e a resistência são capacidades físicas que influenciam diretamente no desempenho da técnica específica do goleiro. No treinamento de base, no trabalho de psicomotricidade geral devem ser considerados o equilíbrio dinâmico, destreza e manipulação com a bola, coordenação dinâmica geral, noção espaço temporal agilidade e automatização do gesto técnico (Greco, 2002). O professor/treinador deve ter maior preocupação no trabalho com os goleiros, isto requer que se tente desenvolver uma posição considerada básica que o goleiro adota, para facilitar seus deslocamentos e defesas com máxima velocidade de reação e rendimento. Esta posição deverá ser equilibrada, cômoda e ajustada às características biotipológicas, psicológicas e físicas, respeitando seu estilo e individualidade. O goleiro para facilitar suas ações defensivas deve ter em geral o seu tronco na direção da bola, para isso deve realizar seus deslocamentos na direção da mesma. A técnica do goleiro está dividida em defensiva quando o mesmo deve interceptar ou cortar a trajetória da bola, obter o controle desta e em seguida passar aos seus companheiros do ataque. E ofensiva que é recolocar a bola em jogo através de passes de curta e longa distância o mais rápido possível, garantido um contra-ataque rápido e efetivo. Dentre as características dos goleiros aparecem duas que são mais perceptíveis tanto pela biotipologia e/ou pela atitude, então podemos citar: O Goleiro Saltador - Atletas com até 1,75 cm de altura, com grande potência de membros inferiores e destreza em bolas altas. Para eles é importante a modificação da posição de base para que possa fazer a transferência do peso do corpo de uma perna para outra rapidamente. E O Goleiro Posicionado - Atletas com estatura média acima de 1,75 cm de altura possuem grande capacidade de reação, envergadura e altura. Por causa de sua estatura utiliza poucos movimentos para intervir nas defesas. Em algumas situações utiliza a mesma técnica do goleiro saltador. 3.6.2 O Posicionamento Básico do Goleiro – A posição básica pode ser definida, como postura que adota o goleiro para facilitar seus deslocamentos e suas paradas o mais rápido possível, permitindo assim ao goleiro, chegar a todas as zonas da baliza (gol), adotar uma atitude prévia ao movimento e intervir com máxima rapidez as ações do ataque (Iriarte, 1992). Determinar uma posição básica para o goleiro é uma tarefa difícil, pois a mesma tem que atender as características antropométricas e físicas de cada um, mas, é possível determinar regras gerais para se adquirir um bom posicionamento, como: o goleiro deve sempre estar de frente para o jogador que está de posse da bola, os pés devem estar em contato com o solo com os calcanhares ligeiramente levantados, as pernas devem estar separadas na largura dos ombros e ligeiramente flexionadas, dividindo o peso do corpo de forma uniforme nas duas pernas, tronco ligeiramente inclinado à frente, os braços podem adotar duas posições: na primeira os braços ficam ligeiramente separados do tronco com os cotovelos na altura do quadril e os antebraços em ângulo reto (esta posição toma a forma de W); na segunda os braços ficam acima dos ombros e os antebraços em ângulo reto (esta posição toma a forma de V). É importante frisar que quando a bola está na zona dos jogadores das pontas (extremas) o braço do lado do poste (trave) será erguido cobrindo o ângulo curto. 3.6.3 Situação do goleiro em relação à distância da trave e dos arremessos – Podemos definir a situação do goleiro como zonas que este deve ocupar para suas intervenções em função do desenvolvimento do jogo (Falkowski, 1979). Levando em consideração que o goleiro deve sempre estar com o corpo na direção da bola, seu posicionamento mudará de acordo com o deslocamento da mesma e somente quando a bola sair da mão de um jogador para o outro. É importante salientar que o goleiro deverá posicionar-se em relação à distância da linha de gol e que este seu posicionamento na maioria das vezes irá corresponder à sua altura, mas basicamente o posicionamento do goleiro em relação à distância desta linha é de 1,5 m quando a bola estiver na zona central, de 0,75 m a 1,0 m quando estiver na zona dos laterais, de 0,5 m nas zonas das pontas (exteriores). Nas situações de arremessos de sete metros o goleiro pode tomar a posição de 1 m a 4 m da linha de gol. Uma boa qualidade antropométrica permitirá ao goleiro cobrir boa parte da trave, sem se distanciar muito desta, permitindo-lhe um melhor tempo de atuação. Além disso, o goleiro deve saber que não deve se distanciar da trave nos arremessos muito distantes e quando forem realizadossem ângulos. No que concerne à situação do goleiro em relação à bola, podemos afirmar que ela irá variar de acordo com o posicionamento do arremesso, mas basicamente, o goleiro deve se posicionar na bissetriz (no centro) do ângulo formado pela bola de posse do atacante e os postes da trave. Mesmo assim, existem algumas recomendações que podem ajudar na posição inicial do goleiro, por exemplo, arremessos de média e longa distância ocorridos nas zonas dos jogadores centrais: mantêm-se as orientações indicadas anteriormente, mas se os arremessos são realizados nas zonas dos jogadores laterais, as premissas são as mesmas, porém, com ligeira tendência em cobrir o ângulo longo. Arremessos de curta distância (próxima à linha de seis metros) o goleiro deve manter-se na bissetriz do ângulo formado pelo tronco do jogador de posse da bola e os postes da trave. E por último, quando os arremessos ocorrem das zonas das pontas, o goleiro se mantém na bissetriz do ângulo da bola, porém quando o extrema direito for destro ou o extrema esquerda for sinistro (canhoto) o goleiro deve manter-se na bissetriz formada pelo tronco do jogador de posse da bola. 3.6.4 Deslocamentos do goleiro – São deslocamentos realizados pelo goleiro com o objetivo de encontrar-se no maior tempo possível em situação ótima para realizar suas defesas. Estes deslocamentos são determinados em função da situação e da atitude do jogador atacante. Os deslocamentos específicos são curtos, rápidos e deslizantes, com a finalidade de estar em posição de base o maior tempo possível. Podem ser executados de forma semicircular e frontalmente, para frente e para trás, para se obter uma posição ótima de intervenção. O goleiro deve se deslocar procurando anteceder os movimentos do atacante e estabilizar-se antes do arremesso e finalmente, após uma defesa ou não, repor a bola o mais rápido possível para tornar o contra-ataque ou a saída de bola de sua equipe de forma eficaz. 3.6.5 As Paradas (intervenções) - Segundo Greco, 2002, o goleiro pode fazer suas intervenções em função da utilização dos diferentes segmentos do corpo como: (i). Defesa com a mão, para arremessos direcionados nos ângulos superiores. Observe como o movimento acontece. Este será realizado com o deslocamento lateral impulsionando com a perna contrária do lado do arremesso. O professor deve orientar o aluno de que ele deve amortecer a bola para que esta fique dentro da área evitando rebotes ofensivos. (ii). Defesa com o pé, utilizados para arremessos baixos nos ângulos inferiores. Deve ser realizado após um passo lateral com a perna do lado do arremesso (espacato). Lembrar que a defesa deve ser feita utilizando a maior área possível da perna do lado do arremesso para obter a maior chance de se opor a bola. (iii). Defesa com o tronco (side quick), realizado quando os arremessos são direcionados ao tronco do goleiro. Deve ser realizado com um deslocamento rápido do tronco em direção à bola, diminuindo as possibilidades das retificações dos arremessos na linha do quadril. Vejamos as estratégias do goleiro em função da trajetória da bola. (i) Defesa de bolas altas: esta deve ser realizada com o mesmo movimento já citado nas defesas com as mãos, sendo que o goleiro deve sempre deixar o tronco de frente para o arremessador, podendo elevar a perna do mesmo lado em que está ocorrendo o arremesso, sempre que possível utilizar os dois braços. (ii) Na defesa de bolas de média altura, o goleiro deve utilizar os dois braços e ligeira extensão das pernas, quando o arremesso ocorrer da zona central. (iii) Agora quando o arremesso ocorrer da zona lateral, o goleiro deve utilizar sempre braço e a perna (inicia com uma flexão e em seguida uma extensão) os braços e as pernas devem ser posicionados juntos, impulsionando com a perna contrária a do arremesso. (iv) Nos arremessos baixos utilizar as pernas fechadas e os braços quando acontecerem na zona central, e quando ocorrem nas zonas laterais, o corpo deve ser impulsionado com a perna contrária e fazer a intervenção com a perna e o auxílio da mão para fechar a baliza, utilizando sempre nessa defesa, o braço na frente da perna. (v) E nas defesas de bolas picadas é bastante conveniente combinar a defesa com a perna e com os braços, neste tipo de arremesso o goleiro deve tocar a bola o mais perto possível do chão. (vi) Nas defesas dos arremessos de ponta (extremas), o goleiro deve se posicionar no primeiro poste cobrindo o ângulo curto com o braço do mesmo lado erguido, os arremessos, em direção ao segundo poste, serão defendidos com o outro braço, com o tronco ou os pés. O professor deve orientar ao goleiro que nos arremessos de pontas o mesmo deve direcionar o seu corpo para frente do arremessador e nunca para trás ou na direção da linha de gol, para diminuir o ângulo para o atacante. Em algumas ocasiões (contra-ataque) pode ser realizada uma intervenção denominada defesa em “X”, que é realizada com a execução de um salto nos dois pés com o movimento dos braços de baixo para cima ao lado do tronco. O goleiro deve ter condições de reagir após a saída em X, das possíveis retificações no arremesso do atacante. 3.6.6 A Tática do Goleiro – Alguns autores defendem a idéia que o goleiro além de realizar suas intervenções (paradas), deve orientar as defesas (companheiros de equipe) para contribuir taticamente com sua equipe, em contra partida, defendemos a idéia de que na iniciação, o goleiro deve estar preocupado, basicamente em realizar suas intervenções. Para tal o professor deve desenvolver algumas atitudes táticas individuais como: Sua postura de pré-defesa (intervenção), em que o goleiro deverá manter um campo visual amplo, tendo como referência as ações do jogador de posse da bola, a distância que este se encontra do gol, seu ângulo de arremesso e seu grau de equilíbrio, assim poderá decidir a situação e a escolha da técnica (intervenção) mais adequada. No momento do arremesso o goleiro deve limitar o seu campo visual ao braço executor do atacante com bola, para descobrir a trajetória e o momento da intervenção. O goleiro ainda pode optar por algumas ações, que nós chamamos de ações estratégicas de defesa, como: dependendo da intensidade do arremesso, o goleiro pode recepcionar a bola, pode amortecer a bola ou pode espalmar a bola. O goleiro pode ainda em arremessos de pontas, oferecer ângulos de arremessos para enganar o jogador adversário (oferecer ângulo curto), simular saídas para provocar arremessos de cobertura (vaselina), ou fazer de conta que fecha um lado e depois vai ao outro (arremessos de primeira linha) etc. O professor deve orientar ao goleiro que suas ações devem ocorrer no momento exato para não realizá-lo cedo demais (para não permitir a variação dos arremessos) e nem muito tarde (pois assim teria que ter um tempo maior para intervir) assim, nos arremessos de longa distância o goleiro atuará no exato momento que a bola deixar a mão do atacante e nos arremessos de curta distância, deve atuar no momento que o braço do atacante estiver na metade do movimento (Iriarte,1992). Para aumentar as possibilidades das intervenções do goleiro, a defesa pode colaborar realizando bloqueios na trajetória da bola, obrigando ao atacante mudá-la (colaboração goleiro-defesa), como norma geral, a defesa fecha o ângulo curto e o goleiro o ângulo longo. De forma defensiva, o goleiro ainda pode ajudar sua equipe posicionando-se entre os seis e nove metros para interceptar o contra-ataque da equipe adversária (primeiro defensor). E ainda de forma ofensiva, pode colaborar realizando lançamentos diretos ao gol adversário, iniciar o contra-ataque, poderá também participar como jogador de campo quando sua equipe estiver em inferioridade numérica ou quando sua equipe desejar atacar com superioridade numérica (menos usual). Atividades complementares Desenvolva atividades práticas, utilizando o lúdico, para aprimorar a coordenação geral dos alunos. (mínimo três atividades). Dê a sua opinião sobre a influência do aprimoramento datécnica e da tática no processo de ensino e aprendizagem Qual o mais importante? (mínimo 20 linhas) (máximo 30 linhas) Forme um grupo com três colegas. Escolham um fundamento técnico e criem uma aula de 30 minutos. A aula deverá ter aquecimento (jogo), duas atividades do fundamento escolhido e volta à calma. UNIDADE 4 – Os Sistemas e as Fases do Jogo de Handebol Os sistemas de jogo Podemos definir os sistemas de jogo como a organização dos jogadores dentro de um espaço, para determinar, a cada um deles, funções específicas para dar efetividade ao ataque ou a defesa. Mas, antes de iniciarmos o estudo sobre os vários sistemas, é importante que saibamos a respeito da distribuição dos jogadores no terreno de jogo. Isto está relacionado à distribuição que permitam aos jogadores, de forma inicial, ocupar o maior espaço possível, estando orientados, principalmente, para impedir as ações do adversário. Existem dois aspectos que nos ajudam a delimitar a posição dos jogadores no terreno do jogo: o primeiro são linhas de jogo. Estas agrupam os jogadores que se encontram em zonas comuns e o segundo são os postos específicos que determinam o lugar concreto onde se encontra cada jogador, Sánchez, 1992. Linhas de jogo – Podemos definir duas linhas distintas, tanto no ataque como da defesa: Primeira linha – composta por jogadores que se encontram mais próximos a sua linha de seis metros; Segunda linha – engloba os jogadores que estão mais distantes da sua linha de seis metros. O posto específico – Pode variar de acordo com o sistema de jogo eleito. Basicamente podemos definir: Na defesa Avançados – Jogadores que possuem boa habilidade em todos os tipos de deslocamentos e boa atitude para intervenção. Exteriores – Jogadores que possuem boa mobilidade em deslocamentos laterais e frontais e bom domínio de defesa 1 contra 1. Laterais – Jogadores que possuem boa mobilidade nos deslocamentos frontais, boa capacidade no controle do oponente com bola em espaços reduzidos e bom domínio de bloqueio. Central – Jogadores que possuem ótima movimentação lateral, boa capacidade de controle do oponente com bola em espaços reduzidos e bom domínio de bloqueios. No ataque Laterais – Jogadores que possuem boa eficácia em lançamentos à distância realizem bom jogo com companheiros da segunda linha, bom jogo de penetração, boa estatura e com boa movimentação e com potência de membros inferiores e membros superiores. Centrais – Jogadores que possuem características similares a dos laterais, mas com uma melhor qualidade tática e com boa qualidade de lançamentos à distância. Extremas – Basicamente podemos diferenciar dois tipos de extremos: O extrema fixo – Jogador com efetividade no trabalho na zona da extrema,terá habilidade em deslocamentos reduzidos e com oponente próximo, possuem bom domínio nas mudanças de orientação com ou sem bola. O extrema em circulação – Jogador com características similares ao extremo fixo, possuindo uma boa qualidade de lançamento à distância. Os sistemas de jogo ofensivo Theodorescu (1988) define sistema de jogo ofensivo como a forma geral de organização e ação ofensiva do jogador, estabelecida por um dispositivo preciso, de certas tarefas comportamentais, assim como de certos princípios de colaboração entre os jogadores da mesma equipe. Podemos falar então, que o sistema de jogo ofensivo obedece a interrelação das capacidades físicas, técnicas e táticas dirigidas contra uma forma específica da defesa contrária. Sistema Ofensivo 3:3 É considerado o sistema básico de todos os outros sistemas. É utilizado normalmente no início das partidas, sofrendo variações de acordo com as necessidades táticas demonstradas no jogo. É um sistema formado por três jogadores na primeira linha e três na segunda linha. Na primeira linha: Central, lateral direito e lateral esquerdo; Na segunda linha: Pivô, extrema direita e extrema esquerda. Torna-se importante salientar que as intervenções de cada jogador, serão baseadas nas características individuais de cada um deles. Estes devem ser ativos e dinâmicos em constante movimentação para recepcionar a bola, buscar o desmarque e estar predisposto às penetrações, para receber a bola em direção ao gol, servindo de colaborador (apoiador) para o restante da equipe. Utilização e Emprego Geralmente este sistema é utilizado, principalmente, quando a equipe possui bons arremessadores de longa distância, porém pode ser usado contra qualquer sistema defensivo. É importante salientar que a equipe deve dominar os procedimentos táticos específicos, tanto contra defesas abertas (bloqueios em segunda linha e cruzamentos), como defesas fechadas (progressões sucessivas, trocas em direção da bola e bloqueios na primeira linha defensiva). Sistema ofensivo 3:3 com dois pivôs Sistema realizado com a penetração de um extremo, convertendo-se em um segundo pivô, normalmente em uma zona contrária a sua, desta forma a equipe atuará com dois pivôs e com uma das zonas dos extremos sem ocupação momentânea. Esta penetração pode ser realizada de duas formas, no sentido da bola (extrema com bola) ou no sentido contrário a bola (extrema sem a bola). É importante ressaltar que estas penetrações podem ser realizadas também com outras ações táticas como cruzamentos, permutas, bloqueios. Este sistema pode ser utilizado contra defesas abertas: 6:0, 5:1 e 3:2:1 . Sistema ofensivo 3:3 para 2:4 Sistema baseado no sistema 3:3 clássico, mas com a penetração, para segundo pivô, de um dos jogadores da primeira linha. Devem-se realizar os ajustes necessários para que as zonas dos extremos permaneçam ocupadas. Estas penetrações podem ser realizadas da mesma forma do sistema 3:3 com dois pivôs, com bola e sem bola, mas também com combinações de procedimentos táticos. Em geral este sistema pode ser utilizado contra todos os sistemas defensivos, contudo, é mais eficaz contra sistema que utilizem o jogador avançado, pois existe, neste caso, uma dificuldade do ajuste defensivo. Sistema ofensivo 2:4 É o sistema que possui uma estrutura definida com dois jogadores na primeira linha e quatro na segunda linha, normalmente dois pivôs e dois extremos. É um sistema que exige uma boa qualidade técnica-tática individual por parte jogadores da primeira linha, grande disciplina tática entre os dois pivôs, coordenação do jogo 2X2. Neste sistema, é importante ressaltar que os laterais deverão situar-se próximos à zona central para facilitar a circulação da bola, os apoios entre os jogadores da primeira, dificultar as possibilidades de interceptação dos defensores e favorecer o jogo 2x2. Utilização e emprego Sistema que pode ser utilizado quando os jogadores de primeira linha não possuem bons arremessos de longa distância, mas possuem boa qualidade técnica-tática, principalmente no que concerne a passes e fintas, também quando a equipe adversária estiver em inferioridade numérica. Basicamente este sistema permite que o ataque seja constituído de dois blocos de triângulos, que é a melhor forma de dividir a defesa em dois blocos com poucas possibilidades de conexão entre eles. Portanto, dependendo das situações táticas defensivas apresentadas e das características dos jogadores de nossa equipe, devemos utilizar a conexão ou colaboração entre os jogadores de primeira linha e os pivôs. Com este pensamento teremos três possibilidades de atuação: Com os pivôs na zona dos laterais; Jogo 2:2 de lateral com pivô; Jogo 1:1 do jogador extrema com exigência de fixação com pouco espaço. Com pivô na zona dos jogadores extremas; Jogo 2:2 com extrema e pivô; Jogo de colaboração entre os dois laterais. Com um pivô na zona central-lateral e outro na zona dos extremos. Jogo 2:2 de um jogador extrema com um pivô; Jogo de 1:1 na outra extrema; Jogo de 3:3 dos dois laterais com o outro pivô. Os sistemas de jogo defensivo Naglack, (1988) define sistema defensivo como uma organização de ações comuns a uma equipeem que cada jogador terá determinadas funções específicas, distribuídos na quadra obedecendo a certo padrão tático. Podemos afirmar que os sistemas de jogo defensivo obedecem a uma estruturação da quadra, com o objetivo de impor a organização da equipe frente ao adversário. Podem ser caracterizados de acordo com o número de defensores que se encontram na primeira ou na segunda linha e principalmente pela responsabilidade que cada jogador deve assumir, dentro de seu posto. Como no sistema de jogo ofensivo, o sistema de jogo defensivo deve ser caracterizado dentro dos padrões físicos e técnicos dos jogadores que o professor tem à disposição para o jogo. Sistema defensivo Individual (homem a homem) É considerado o sistema defensivo, onde existe um conjunto de ações em que cada defensor é responsável pela marcação de um atacante, podendo ser utilizado em toda a quadra ou na metade (zona defensiva). Este sistema dificulta o ritmo do ataque, cria obstáculos na linha de passe e do deslocamento dos atacantes, bem como nas suas coordenações táticas. Os jogadores deverão obedecer alguns critérios para que possam ter êxito nesse sistema como: Defender durante o tempo todo que estiver sem posse da bola; Deverá estar entre o atacante e sua zona de tiro; Atenção em toda fase defensiva para antecipar as ações do adversário; Sempre será efetivo no adversário com e sem bola; Terá como prioridade, oponente direto, bola, deslocamento dos outros atacantes e apoios aos companheiros; Ataque decisivo ao braço executor do atacante com bola; Somente deixar de ser atuante no seu marcador direto quando o árbitro finalizar a situação; Ajudar seus companheiros que estiverem em dificuldade marcando o lançamento de um atacante, principalmente quando estiver perto da ação; Ter a atenção para realizar o contra ataque quando sua equipe recuperar a bola. É recomendado utilizar este sistema na iniciação, onde é imprescindível para o desenvolvimento técnico tático da criança. Quando o resultado estiver desfavorável e no retorno defensivo. Sistema defensivo em zonas Sistema defensivo 3:3 – Caracterizado por distribuir de forma equivalente os jogadores em duas linhas defensivas. É considerado o sistema zonal mais profundo, porém, perdendo em largura e densidade. Basicamente é um sistema cuja defesa movimenta-se em bloco. Os jogadores se movimentarão em basculação sempre na direção da bola, observando sempre: A responsabilidade do jogador com bola e de seu marcador direto; Os outros jogadores se movimentarão, procurando fechar os espaços livres, para assim evitar a penetração do jogador com bola. Toda a equipe movimentará em relação à bola fechando a linha de passe. Este sistema deve ser utilizado contra equipes com jogadores de primeira linha com pouca movimentação ou com pouca qualidade técnica, porém, ter a atenção, quando a equipe adversária tem o armador central com boa habilidade e o pivô com bom jogo entre linhas. Lembrar que este sistema defensivo exige um bom condicionamento físico dos jogadores. Sistema defensivo 3:2:1 É uma defesa em três linhas, três na primeira linha, dois na segunda e um na terceira linha defensiva. Defesa estruturada em função da bola e principalmente tendo maior atenção nos arremessos dos jogadores da primeira linha ofensiva, porém, desvalorizando a zona dos extremos do lado contrário à bola. Variação “yuguslava” do sistema defensivo 5:1 com a diferença de ter os jogadores laterais posicionados um pouco mais adiantados (avançados) entre linhas. Neste sistema defensivo, as funções dos jogadores são bem definidas, diminuindo assim o desgaste psíquico. Contudo, por obrigar aos jogadores efetuarem de forma efetiva as ajudas, torna-se bastante desgastante, motivo pelo qual não se deve mantê-lo por toda partida. Por manter os jogadores sempre atentos no sentido da bola e por ter um número significativo de jogadores adiantados, este sistema permite uma saída rápida para o contra-ataque. Vale ressaltar que os jogadores da primeira linha defensiva, devem sempre atuar pressionando o jogador que estiver com bola, principalmente se o ataque se converter em um sistema 2:4. Sistema defensivo 4:2 É um sistema formado por quatro jogadores na primeira linha defensiva e dois na segunda. Os seis jogadores devem jogar em bloco deslocando-se como uma unidade, convertendo um sistema aparentemente aberto em um sistema fechado. Lembrar que não se pode abandonar a marcação do jogador com bola até que o mesmo tenha efetuado o passe. Desvaloriza a zona dos exteriores, valorizando a zona central, contra os arremessos e penetrações nessa zona dos laterais. Este sistema pode ser usado contra equipes que possuem bons arremessadores de longa distância e que deslocam em diagonal longa, contra equipes que utilizem 2:4 fixo ou 3:3 com transformação para o 2:4, e para quebrar o ritmo da equipe atacante. Este sistema deve ser evitado se a equipe adversária possuir um jogador central e os jogadores extremas habilidosos. Defesa com facilidade para se transformar em um 3:2:1, 5:1 ou 3:3. Sistema defensivo 5:1 Sistema defensivo que possui cinco jogadores na primeira linha e um na segunda linha defensiva. Este sistema é relativamente profundo e denso, porém, possui pouca largura. Normalmente é utilizado contra equipes que ataquem ocupando a zona central ou quando o jogador central, da equipe adversária, se destaque em relação aos outros. Pode ser utilizado preferencialmente utilizando algumas formas de variação: Como defesa em bloco- que é utilizado contra equipes que não possuem bons arremessadores e bons pivôs; Como defesa em profundidade- que é utilizado contra equipes que possuem bons arremessadores, mas com pouca agilidade e os jogadores da segunda linha com pouca qualidade técnica; Sistema defensivo 6:0 É o sistema defensivo fechado mais utilizado atualmente, por todas as equipes do mundo. Este sistema apresenta uma dificuldade nas transformações ofensivas do 3:3 para 3:3 com dois pivôs e do 3:3 para o 2:4. É caracterizado por possuir os seis jogadores na primeira linha defensiva e que pode ser utilizado com duas variações: Em bloco defensivo: Que se caracteriza pela largura e densidade, mas com pouca profundidade, por ter os jogadores mais próximos e que os quatros do centro tenham boa estatura. É utilizado principalmente quando a equipe adversária possui jogadores da segunda linha com boa qualidade técnica e jogadores da primeira linha com o nível fraco para arremessos. Neste sistema a defesa realiza deslocamentos em basculação em função da situação da bola, mas não permitindo a falta de responsabilidade no jogador oponente direto, como também, não permitindo a circulação, por trás da defesa, dos jogadores da segunda linha ofensiva. Sistema com grande possibilidade de neutralizar as transformações do ataque adversário. Em profundidade: Apresenta uma concepção mais moderna do sistema defensivo 6:0. É um sistema largo e com boa profundidade, permitindo que os jogadores desloquem-se até os 9-10 metros em suas intervenções. Neste sistema é importante ter uma maior antecipação defensiva. Será utilizado contra equipes que possuem bons arremessadores de longa distância, sem perder a responsabilidade dos oponentes diretos. Este sistema apresenta dificuldades no bloco defensivo, na zona central, quando a equipe adversária utiliza o sistema ofensivo 2:4. Sistema defensivo misto Sistema defensivo 5+1 Sistema defensivo que combina a marcação homem a homem e em zona, onde, cinco se posicionam na primeira linha defensiva e um (avançado) na segunda linha marcando individualmente um jogador de destaque da equipe adversária. Os cinco jogadores da primeira linha defensiva devem atuar como no sistema defensivo 6:0 com característica em bloco e em profundidade. Este sistema deve ser utilizado principalmente quando a equipe adversária possui um jogador que se destaque por ser um bom arremessador de longa distância ou pela sua capacidade de dirigira sua equipe, mas também pode ser utilizado quando a equipe adversária estiver em inferioridade numérica. Sistema defensivo 4+2 Da mesma forma que o sistema defensivo 5+1 combina dois tipos de marcação, quatro jogadores realizam marcação em zona na primeira linha defensiva e dois mais avançados na segunda linha marcando homem a homem dois jogadores que se destacam na equipe adversária. Uma das desvantagens da utilização deste sistema é que os espaços na primeira linha defensiva são aumentados, tornando o sistema frágil quando a equipe adversária possui bons jogadores em deslocamento e no jogo um contra um. A sistematização é similar ao sistema 5+1, variando de acordo com a necessidade tática da equipe. As fases do Ataque O objetivo principal do ataque é de forma mais rápida e eficaz possível, conseguir realizar um lançamento ao gol adversário, e em segundo plano, manter a posse de bola. As fases do ataque no handebol são: Contra ataque – Elemento que a equipe adota imediatamente após recuperar a bola, com o objetivo de progredir a meta adversária para se conseguir o gol. Está dividido em: Contra ataque direto – Lançamento do goleiro a meta adversário; Contra ataque de primeira onda – Realizado com a saída de um, dois ou três jogadores. Observar que a equipe deverá, dependendo do sistema defensivo eleito, estruturar o posicionamento dos jogadores que farão o contra ataque de forma facilitada para sua saída o mais eficaz possível. (i) No sistema 6:0 saída dos dois exteriores, (ii) no sistema 5:1 exteriores e avançado, (iii) No 3:2:1 avançado e defensores laterais, (iv) no 4:2, os avançados laterais e (v) no 3:3 os três jogadores avançados. Contra ataque ampliado – Contra ataque realizado com quatro, cinco ou seis jogadores. É um contra ataque mais organizado, considerado a segunda fase do ataque. Devemos ressaltar que nesse tipo de contra ataque é necessário que a equipe treine para melhor efetuar suas ações. Organização e Desenvolvimento do Ataque – É considerada a terceira fase do ataque. Fase que a equipe adota quando ocorre a demora da reposição da bola ao jogo. Nesta fase o ataque não necessita de rapidez nas suas ações, a equipe deve estar preocupada em manter a posse de bola. Nesta fase a equipe atacante pode adotar o sistema de jogo livre, jogo dirigido (posicional ou circulante) ou jogo pré-fabricado. Fases da defesa O objetivo principal da defesa é primeiro defender sua meta e em segundo plano recuperar a bola. As fases da defesa são: Retorno defensivo – primeira fase da defesa, adotada no momento da perda da bola, com o objetivo de evitar o gol em contra ataque da equipe adversária, exigindo que os jogadores retornem, o mais rápido possível, para sua zona defensiva. Normalmente é realizado pressionando o homem da bola ou a linha de passe. Transição defensiva – Fase utilizada por uma equipe no momento do retorno para sua zona defensiva. Nesta fase pode ocorrer que haja troca de posições momentâneas dos jogadores. Organização e desenvolvimento do sistema defensivo – Fase que a equipe utiliza após ter todos os seus jogadores posicionados na defesa. Dependendo das características dos jogadores, esta é a fase que podemos optar pelo sistema defensivo, podendo ser homem a homem, por zona ou mista. Atividades Complementares Assista a um jogo idica pelosa autores e identifique o sistema de defesa e ataque utilizado pelas equipes Forme um grupo de 3 colegas e criem uma atividade para exercitar o sistema defensivo 3:3 com 2 pivôs. Desenvolva uma atividade que permita ser demonstrada a primeira fase do ataque e da defesa do handebol. Apresente ao grupo. UNIDADE 5 – Regulamentação do Jogo de Handebol As regras do jogo de handebol Podemos considerar que o aprendizado da base do jogo do handebol está determinado pelas regras básicas do jogo, o qual estabelece o que é permitido e o que é proibido. Essas regras indicam o desenvolvimento do primeiro objetivo didático do aprendizado, que é o espírito de jogo. Esse elemento é de responsabilidade do professor, e estará presente no período de formação dos alunos. Nesse contexto o aluno deve entender a existência do respeito às regras, aos adversários, ao árbitro e todos os elementos imprescindíveis ao desenvolvimento da prática, pois sem estes não seria possível ter êxito ao aprendizado. Recomendamos que o professor, no processo da aprendizagem, estimule aos alunos atuarem como árbitros para que os mesmos possam conhecer melhor as regras e ter noção da dificuldade que os árbitros possuem no momento de dirigir uma partida. A seguir veremos as regras básicas que determina o desenvolvimento do jogo: Regra 1 – A quadra 1:1 A quadra de jogo Você deve estar lembrado de que já estudamos a dimensão do campo na segunda unidade. É um retângulo com 40 metros de comprimento e 20 metros de largura e consiste de duas áreas de gol e uma área de jogo. Os lados maiores são chamados de linhas laterais e os lados menores são chamados de linhas de gol (entre os postes da baliza) ou linhas de fundo (em ambos os lados da baliza). É recomendados que nos locais de jogo deveria haver uma zona de segurança ao redor da quadra de jogo, com a largura de no mínimo 1 metro ao longo das linhas laterais e 2 metros atrás das linhas de fundo, como você pode ver na figura abaixo. fig. 1 (Quadra de jogo – do Livro Regras de Handebol da CBHb 2007-2010) 1.2 A baliza (trave) (fig. 2ª e 2b) é colocada no centro de cada linha de fundo. As balizas devem estar firmemente fixadas ao solo ou nas paredes atrás delas. Elas medem 2 metros de altura e 3 metros de largura em seu interior. Os postes das balizas devem ser unidos por uma barra horizontal. As faces posteriores dos postes devem estar alinhadas com o lado posterior da linha de gol. Os postes e a barra transversal devem ter uma secção quadrada de 8 cm. Nas três faces que são visíveis da quadra, elas são ser pintadas com faixas de duas cores contrastantes, que por sua vez, contrastem claramente com o fundo. As balizas devem ter uma rede que deveria ser fixada de modo que, a bola arremessada para dentro da baliza, ficasse dentro dela naturalmente. Fig.2 a Fig. 2b (fonte www.brasilhandebol.com.br) Baliza vista de frente Baliza vista lateral 1.3 Linhas limítrofes todas as linhas da quadra fazem parte da superfície que elas delimitam. As linhas de gol devem ter 8 cm de largura entre os postes enquanto todas as outras linhas devem ter 5 cm de largura. Em frente a cada baliza, há uma área de gol . A área de gol é definida por uma linha de área de gol (linha de 6 metros), que é marcada como segue: Uma linha de 3 metros diretamente em frente da baliza; esta linha é paralela à linha de gol e a 6 metros de distância (medidos desde a face posterior da linha de gol até a face anterior da linha da área de gol); Por 2 quartos de círculo cada qual com raio de 6 metros (medidos desde o ângulo interno posterior de cada poste da baliza), conectando aquela linha de três metros de comprimento com a linha de fundo (ver fig. 1). A linha de tiro livre (linha de 9 metros) é uma linha tracejada a 3 metros de distância da linha da área de gol. Ambos os segmentos da linha e os espaços entre eles medem 15 cm (ver fig. 1). A linha de 7 metros é uma linha com 1 metro de comprimento, marcada diretamente em frente de cada baliza. Ela é paralela à linha de gol, a uma distância de 7 metros (medidos desde a face posterior da linha de gol até a face anterior da linha de 7 metros); (ver fig. 1). A linha de limitação do goleiro (linha de 4 metros) é uma linha de 15 cm de comprimento marcada diretamente em frente de cada baliza. Ela é paralela à linha de gol, a uma distância de 4 metros (medidos desde a face posterior da linha de gol até a face anterior da linha de 4 metros); (ver fig. 1). A linha central une os pontos centrais das duaslinhas laterais (ver fig. 1). A zona de substituição (um segmento da linha lateral) se estende a uma distância de 4,5 metros da linha central para cada equipe. Este ponto final da zona de substituição é prolongado por uma linha que é paralela a linha central, se estende 15 cm dentro da quadra e 15 cm fora da quadra (ver fig. 1). Regra 2 – Duração da Partida, Sinal de Término e Time-Out 2:1 A duração de uma partida cujos jogadores apresentam idade igual ou acima de 17 anos é de dois tempos de 30 minutos. O intervalo de jogo é normalmente de 10 minutos. A duração normal da partida para equipes de jovens é dois tempos de 25 minutos no grupo de idade entre 12-16 anos e dois tempos de 20 minutos no grupo de idade entre 8-12 anos, em ambos os casos o intervalo de jogo é normalmente de 10 minutos. Uma prorrogação é jogada, após 5 minutos de intervalo, se uma partida acaba empatada no final da duração normal da partida e um vencedor deve ser determinado. A prorrogação consiste em 2 períodos de 5 minutos, com um intervalo de 1 minuto. Se permanecer o empate, as equipes deverão realizar mais dois meios tempos de 5 minutos, caso ainda continue empatado, o vencedor será definido nos tiros de 7 metros. Nesse caso, é importante considerar alguns critérios seguidos pela regra oficial. Se o tiro de 7 metros é usado como critério de desempate, jogadores que não estão excluídos, desqualificados ou expulsos no final do tempo de jogo, estão autorizados a participar. Cada equipe nomeia 5 jogadores e a disputa será definida pelos árbitros escolhendo o lado da quadra para a realização dessa disputa, e por meio de sorteio de quem a começa.Os tiros serão executados alternadamente. Caso permaneça empate, inicia-se uma nova série, agora com apenas 1 jogador de cada equipe, podendo o mesmo batedor realizar os tiros subsequentes, se houver. Os goleiros podem ser livremente escolhidos e substituídos entre os jogadores eleitos para participar dos tiros a gol. 2.1 Sinal de Término Todo início de jogo é sinalizado pelo apito do árbitro que se encontra no centro da quadra, e termina automaticamente pelo placar eletrônico ao encerramento do jogo caso haja ou com o apito do cronometrista que deverá estar de posse de um cronômetro de mesa. 2.3 Time-out Time-out na linguagem do jogo é o pedido de tempo obrigatório quando: Ocorre uma exclusão de 2 minutos, desqualificação ou expulsão; Quando um tempo técnico é solicitado; Quando houver uma solicitação do cronometrista ou delegado; Consultas entre os árbitros quando da dúvida sobre alguma situação no jogo, ou fora dele e que possa interferir na partida. Regra 3 A Bola 3:1 A bola é feita de couro ou material sintético. Ela deve ser esférica. Sua superfície não pode ser brilhante nem escorregadia. As medidas da bola, ou seja, a circunferência e o peso, a serem usadas pelas diferentes categorias de equipes são as seguintes: 58-60 cm e 425-475g (tamanho 3 da IHF) para homens e equipes masculinas jovens (acima de 16 anos); 54-56 cm e 325-375g (tamanho 2 da IHF) para mulheres, equipes femininas jovens (acima de 14 anos) e equipes masculinas jovens (entre 12 e 16 anos); 50-52 cm e 290-330g (tamanho 1 da IHF) para equipes femininas jovens (entre 8 e 14 anos) e equipes masculinas jovens (entre 8 e 12 anos). O requerimento técnico para as bolas serem usadas em todos os jogos internacionais está descrito nos regulamentos das bolas da IHF. O tamanho e peso das bolas para serem usadas no mini-handebol não são regulamentados nas regras normais de jogo. Para cada jogo, deve haver pelo menos duas bolas disponíveis. As bolas reservas devem estar disponíveis para uso imediato na mesa de controle durante o jogo. As bolas devem estar de acordo com os requisitos das regras. Os árbitros decidem quando usar a bola reserva. Em tais casos, os árbitros deveriam pôr a bola reserva em jogo rapidamente, para diminuir interrupções e evitar time-outs. Regra 4 – A Equipe, Substituições e Equipamentos 4:1 A Equipe Uma equipe consiste de 14 jogadores inscritos, mas que podem estar em quadra o número máximo de sete (7) jogadores contando com o goleiro. Os demais ficam posicionados no banco de reservas e podem ser substituídos a qualquer momento sem a prévia autorização do árbitro. Segundo a regra o jogador que se encontra em quadra precisa sair literalmente antes que outro adentre no espaço de jogo. Durante o tempo de jogo cada equipe deve ter um dos jogadores na quadra designado como goleiro, com camisa em cor diferente dos companheiros e adversários, desde que esteja com a numeração em que consta inscrito na súmula. Geralmente as equipes costumam levar para o jogo uma camisa vazada, ou seja, com um buraco nas costas para que possa visualizar seu número. Acreditamos que esse foi um dos avanços que tornou o jogo de handebol mais dinâmico. Uma equipe deve ter pelo menos cinco (5) jogadores na quadra no início de uma partida. Caso a equipe só possua cinco jogadores no início da partida, o número de jogadores da equipe pode ser completado até 14, a qualquer momento durante o jogo, incluindo o período extra, desde que o jogador esteja inscrito no início da partida. O jogo pode continuar mesmo se uma equipe ficar reduzida a menos de 5 jogadores na quadra. Cabe ao árbitro julgar quando e se o jogo deverá ser suspenso permanentemente. A uma equipe é permitido usar um máximo de 4 oficiais de equipe durante o jogo. Esses oficiais de equipe não podem ser substituídos durante o curso do jogo. 4:2 Substituições de Jogadores 4:2.1 Os reservas podem entrar na quadra, a qualquer momento e repetidamente como já vimos, sem notificar o secretário/cronometrista, desde que os jogadores que eles vão substituir já tenham deixado a quadra. 4:2.2 Os jogadores envolvidos na substituição devem sempre sair e entrar na quadra por meio da sua zona de substituição. Essas prerrogativas também se aplicam para a substituição dos goleiros. As regras de substituições também se aplicam durante um time-out (exceto durante um tempo técnico). Para efeito de esclarecimentos, não há intenção da equipe de arbitragem causar punições em outras situações, em que um jogador pisa sobre a linha lateral ou fora da linha de gol de maneira não prejudicial e sem nenhuma intenção de ganhar uma vantagem (ex: pegar água ou uma toalha no banco logo após a linha de substituição, ou sair da quadra de uma maneira nada esportiva quando receber uma exclusão e cruzar a linha lateral para o banco por fora da linha de 15 cm). 4:2.3 Se um jogador adicional entra na quadra sem uma substituição, ou se um reserva interfere ilegalmente no jogo a partir da área de substituição, deverá haver uma exclusão de 2 minutos para este jogador. 4:2.4 Assim, a equipe deve ser reduzida em um jogador na quadra pelos próximos 2 minutos (além do fato de que o jogador adicional que entrou deve sair da quadra). 4:2.5 Se um jogador entrar na quadra enquanto cumpre uma sanção de 2 minutos de exclusão, ele deverá ser excluído do jogo por mais dois minutos. Esta exclusão deve começar imediatamente e a equipe deverá além do mais, ficar reduzida na quadra em mais um jogador para cumprir o tempo que faltava da primeira exclusão. 4:2.6 Uma falta de substituição deverá ser penalizada com uma exclusão de 2 minutos para o jogador faltoso. Se mais de um jogador da mesma equipe comete falta de substituição na mesma situação, somente o primeiro jogador que cometeu a infração será penalizado. O jogo em ambos os casos é reiniciado com um tiro livre para os adversários. 4:3 Equipamentos (uniformes) Todos os jogadores de quadra de uma equipe devem usar uniformes idênticos. As combinações de cores e desenhos para as duas equipes devem ser claramente distinguíveis uma da outra. Cabendo somente observação em relação à camisa dos goleiros que precisam vestir camisas de cores diferentes dos demais jogadores de linha, tanto companheiros como adversários, inclusive a do goleiro adversário. Os jogadores devem usar números quetenham pelo menos 20 cm de altura nas costas da camisa e pelo menos 10 cm na frente. Os números usados podem ser de livre escolha das equipes. Atenção! Um jogador que está trocando entre posições de jogador de quadra e goleiro deve usar o mesmo número em ambas as posições. As cores dos números devem contrastar claramente com as cores e desenhos da camisa. Os jogadores devem usar calçados esportivos. Não é permitido usar objetos que poderiam ser perigosos para os jogadores. Isto inclui, por exemplo, proteção para a cabeça, máscaras no rosto, braceletes, relógios, anéis, piercings visíveis, colares ou gargantilhas, brincos, óculos sem tiras de sustentação ou com armação sólida, ou qualquer outro objeto que poderia ser perigoso. Anéis achatados, brincos pequenos e piercings visíveis podem ser autorizados, desde que sejam cobertos de modo que eles não sejam julgados como perigosos para os outros jogadores. Faixas de cabeça são permitidas, desde que elas sejam feitas de material elástico e macio. Os jogadores que não preencherem esses requisitos não estarão autorizados a tomar parte do jogo até que eles tenham corrigido o problema. Um jogador que esteja sangrando ou tenha sangue no corpo ou no uniforme deverá sair da quadra imediata e voluntariamente (por intermédio de uma substituição normal), de modo a ter o sangramento parado, a ferida coberta, e o corpo e uniforme limpos. O jogador não deve retornar para a quadra até que isto tenha sido feito. Um jogador que não segue as instruções dos árbitros de acordo com esta medida é julgado faltoso de conduta antidesportiva. No caso de um lesionado, os árbitros devem dar permissão (por meio do gesto) para dois dos jogadores que estão autorizados a participar para entrar na quadra durante um time-out, com o específico propósito de atender o jogador lesionado da sua equipe. Se um jogador adicional entrar na quadra depois que dois outros já tenham entrado, deve ser punido como entrada irregular. Uma pessoa que foi autorizada a entrar na quadra, mas ao invés de atender ao jogador lesionado, dá instruções aos jogadores, se aproxima dos adversários ou árbitros, etc., deve ser considerado culpado de conduta antidesportiva. Regra 5 – O Goleiro Ao goleiro é permitido: 5:1 Tocar a bola com qualquer parte do seu corpo enquanto numa tentativa de defesa, dentro da sua área de gol; 5:2 Mover-se com posse de bola dentro da área de gol, sem estar sujeito às restrições aplicadas aos jogadores de quadra, isto é mover-se sem restrição dentro de sua área. No entanto, ao goleiro não é permitido atrasar a execução do tiro de meta. 5:3 Sair da área de gol sem a bola e participar do jogo na área de jogo; enquanto fizer isto, o goleiro se sujeita às mesmas regras aplicadas aos demais jogadores na área de jogo. O goleiro é considerado fora da área de gol tão logo qualquer parte de seu corpo toque o solo no lado de fora da linha da área de gol; 5:4 Sair da área de gol com a bola e jogá-la de novo na área de jogo, se ele não tiver o completo controle dela. Ao goleiro não é permitido: 5:5 Colocar em perigo o adversário durante uma tentativa de defesa; 5:6 Sair da área de gol com a bola controlada. Esta ação conduz a um tiro livre, se os árbitros já tenham apitado para a execução do tiro de meta; senão, simplesmente se repete o tiro de meta. 5:7 Tocar a bola quando ela está parada ou rolando no solo do lado de fora da área de gol, enquanto ele estiver dentro da área de gol. 5:8 Levar a bola para dentro da área de gol quando ela está parada ou rolando no solo no lado de fora da área de gol; 5:9 Reentrar na área de gol vindo do terreno de jogo com posse de bola; 5:10 Tocar a bola com o pé ou a perna abaixo do joelho, quando ela estiver parada no solo na área de gol ou movendo-se para fora em direção à área de jogo; 5:11 Cruzar a linha de limitação do goleiro (linha de 4 metros) ou sua projeção em ambos os lados, antes que a bola tenha saído da mão do adversário que está executando um tiro de 7 metros. Regra 6 – A Área de Gol 6:1 Somente ao goleiro é permitido entrar na área de gol. A área de gol, que inclui a linha da área de gol é considerada invadida quando um jogador de quadra a toca com qualquer parte de seu corpo. 6:2 Quando um jogador de quadra entra na área de gol, as decisões devem ser as seguintes: a - Tiro de meta quando um jogador de quadra da equipe que está em posse de bola entra na área de gol com a bola ou sem a bola, mas ganha vantagem fazendo isto; b - Tiro livre, quando um jogador de quadra da equipe defensora entra na área de gol e ganha vantagem, mas sem impedir uma chance de marcar um gol; c - Tiro de 7 metros, quando um jogador de quadra da equipe defensora entra na área de gol e por causa disso impede uma clara chance do adversário marcar um gol. 6:3 Entrar na área de gol e não ser penalizado é quando: a. Um jogador entra na área de gol depois de jogar a bola, desde que isto não crie uma desvantagem para os adversários; b. Um jogador de uma das equipes entra na área de gol sem a bola e não ganha vantagem fazendo isso. 6:4 A bola é considerada “fora de jogo” quando o goleiro a controla com suas mãos dentro da área de gol. A bola deve ser colocada de volta em jogo por meio de um tiro de meta. 6:5 A bola permanece em jogo enquanto ela está rolando no solo dentro da área de gol. Ela está em posse da equipe do goleiro e somente o goleiro pode tocá-la. O goleiro pode pegá-la, o que a trará para fora de jogo, e então colocá-la novamente em jogo. No entanto, se a bola for tocada por um companheiro do goleiro, enquanto ela estiver rolando, o árbitro ordena um tiro livre para a equipe adversária. Caso contrário, se a bola for tocada por um adversário, o jogo será continuado com tiro de meta. A bola estará fora de jogo, logo que ela estiver parada no piso dentro da área de gol. Neste caso, ela está em posse da equipe do goleiro e somente o goleiro pode tocá-la e colocá-la novamente em jogo. Se a bola for tocada por qualquer outro jogador de qualquer equipe, permanece o tiro de meta. Porém está totalmente permitido tocar a bola quando ela estiver no ar sobre a área de gol. 6:6 O jogo deve continuar (por meio de um tiro de meta segundo a regra 6:4-5) se um jogador da equipe defensora tocar a bola quando em um ato de defesa, e a bola é agarrada pelo goleiro ou vem a permanecer dentro da área de gol. 6:7 Se um jogador jogar a bola dentro de sua área de gol, as decisões devem ser as seguintes: gol, se a bola entrar na baliza; tiro livre, se a bola vier a permanecer dentro da área de gol, ou se o goleiro tocar a bola e ela não entrar na baliza; tiro lateral, se a bola sair pela linha de fundo; o jogo continua, se a bola passar através da área de gol e voltar para a área de jogo, sem ser tocada pelo goleiro. 6:8 A bola que retorna da área de gol para a área de jogo permanece em jogo. Regra 7 – O Manejo da Bola, Jogo Passivo O manejo da bola É permitido: 7:1 Atirar, agarrar, parar, empurrar ou bater a bola, usando mãos (abertas ou fechadas), braços, cabeça, tronco, coxas e joelhos; 7:2 Segurar a bola por um máximo de 3 segundos, também quando ela estiver em contato com o solo; 7:3 Dar um máximo de três passos com a bola. Um passo é considerado dado quando: a. Um jogador que está parado com ambos os pés no solo levanta um pé e o apoia de novo, ou move um pé de um lugar para outro; b. Um jogador está tocando o solo somente com um pé, agarra a bola e então toca o solo com o outro pé; c. Um jogador depois de um salto toca o solo somente com um pé, e então pula sobre o mesmo pé ou toca o solo com o outro pé; d. Um jogador depois de um salto toca o solo com ambos os pés simultaneamente, e então levanta um pé e o apoia de novo, ou move um pé de um lugar para outro. Conta-se somente um passo, se um pé é movido de um lugar para outro, e então o outro pé é arrastado para próximo do primeiro. 7:4 Enquanto parado ou correndo: a.Quicar(dribrar) a bola uma veze agarrá-la de novo com uma ou duas mãos; b.Quicar a bola repetidamente com uma mão (drible) e então agarrá-la ou pegá-la de novo com uma ou ambas mãos. c. Rolar a bola sobre o solo repetidamente com uma mão e então agarrá-la ou pegá-la de novo com uma ou ambas mãos. Tão logo a bola é dominada em uma ou ambas as mãos, ela deve ser jogada dentro de 3 segundos ou depois de no máximo 3 passos. O quique ou drible é considerado iniciado quando o jogador toca a bola com qualquer parte de seu corpo e a lança em direção ao solo. Depois que a bola tocar outro jogador ou a baliza, é permitido ao jogador dar um toque na bola ou quicá-la e agarrá-la de novo. 7:5 Mover a bola de uma mão para a outra. 7:6 Jogar a bola enquanto ajoelhado, sentado ou deitado no solo, isto significa que é permitido executar um tiro (por exemplo, um tiro livre), de tal posição. Não é permitido: 7:7 Depois que a bola foi controlada, tocá-la mais de uma vez, a menos que ela tenha tocado o solo, outro jogador, ou a baliza neste meio tempo; tocá-la mais de uma vez não será penalizado, se o jogador tem uma “falha de recepção” da bola, ou seja, falhar em controlá-la quando na tentativa de agarrá-la ou detê-la. 7:8 Tocar a bola com um pé ou perna abaixo do joelho, exceto quando a bola foi atirada no jogador por um adversário. 7:9 O jogo continua se a bola toca um árbitro na quadra. 7:10 Se um jogador com a bola se movimenta para fora da quadra de jogo com um ou ambos os pés (e a bola ainda está dentro da quadra), por exemplo, para passar ao redor de um jogador defensor, isso deverá conduzir a um tiro livre para o adversário. Se um jogador da equipe em posse se posiciona no lado de fora da quadra sem a bola, os árbitros devem indicar ao jogador que ele deve voltar para dentro da quadra. Se o jogador não atender, ou se mais tarde a ação for repetida pela mesma equipe, deve-se conceder um tiro livre para os adversários, sem nenhum outro pré-aviso. 7:11 Jogo Passivo: 7:11.1 Não é permitido manter a bola em posse da equipe sem fazer uma tentativa reconhecível de ataque ou arremesso à baliza. Similarmente, não é permitido atrasar repetidamente a execução de um tiro de saída, tiro livre, tiro lateral ou tiro de meta de sua equipe. Isso é considerado como jogo passivo, que será penalizado com um tiro livre contra a equipe em posse da bola, a não ser que a tendência ao passivo cesse. O tiro livre é cobrado do lugar de onde a bola estava quando o jogo foi interrompido. 7:11.2 Quando uma possível tendência para o jogo passivo é reconhecida, o sinal de advertência (ver sinal correspondente) é mostrado. Isso dará à equipe em posse de bola a oportunidade de mudar sua maneira de atacar de modo a evitar a perda da posse de bola. Se a modo de atacar não muda depois que o sinal de advertência foi mostrado, ou nenhum arremesso à baliza é feito, então um tiro livre é ordenado contra a equipe em posse de bola. Em certas situações, os árbitros também podem ordenar um tiro livre contra a equipe em posse de bola sem nenhum sinal de advertência, ou seja, quando um jogador intencionalmente evita tentar utilizar uma clara chance de marcar um gol. Regra 8 – Faltas e Condutas Antidesportivas 8:1 É permitido: a. usar braços e mãos para bloquear ou ganhar posse da bola; b. usar uma mão aberta para tirar a bola do adversário de qualquer direção; c.usar o corpo para obstruir um adversário, mesmo quando o adversário não está em posse da bola; d.fazer contato corporal com um adversário, quando de frente a ele e com os braços flexionados, e manter esse contato de modo a controlar e acompanhar o adversário. 8:2 Não é permitido: a.arrancar ou bater na bola que está na mão do adversário; b.bloquear ou empurrar o adversário com braços, mãos ou pernas; c.deter ou segurar (corpo ou uniforme), empurrar, bater ou pular sobre um adversário; d.colocar em perigo um adversário (com ou sem a bola). 8:3 Violações da regra 8:2 podem ocorrer na luta pela bola; no entanto, violações cuja ação é principalmente ou exclusivamente direcionada ao adversário e não à bola, serão punidas “progressivamente”. Isso significa que, além de um tiro livre ou tiro de 7 metros, também há a necessidade de uma punição pessoal, começando com uma advertência, seguindo com um aumento para punições mais severas, tais como exclusões e desqualificações. Conduta antidesportiva também será punida progressivamente. Contudo, os árbitros têm o direito de determinar quando uma violação em particular conduz a uma exclusão de 2 minutos imediata, mesmo se o jogador não possuía uma advertência prévia. 8:4 Expressões físicas e verbais que são incompatíveis com o bom espírito desportivo dizem respeito à conduta antidesportiva. Isso se aplica a ambos, jogadores e oficiais de equipe, dentro ou fora da quadra de jogo. A punição progressiva também é aplicada em caso de conduta antidesportiva. 8:5 Um jogador que põe em perigo a saúde do adversário ,enquanto o ataca, deverá ser desqualificado, particularmente se ele: a. pelo lado ou por trás, ou golpeia ou puxa para trás o braço de arremesso do jogador que está em processo de arremesso ou passando a bola; b. executar qualquer ação que resulte num golpe na cabeça ou pescoço do adversário; c. bater deliberadamente no corpo do adversário com seu pé ou joelho ou de outro jeito qualquer, inclusive provocando tropeços; d. empurrar o adversário que está correndo ou pulando, ou atacá-lo de tal maneira que o adversário perca o controle de seu corpo, isso também se aplica quando o goleiro sai de sua área de gol em razão de um contra-ataque dos adversários; e. atingir um jogador de defesa na cabeça em um tiro livre, arremessado diretamente à baliza, desde que o jogador de defesa não estivesse se movendo ou, do mesmo modo, atingir o goleiro na cabeça num tiro de 7 metros, desde que este não estivesse em movimento. Mesmo uma falta com um impacto físico pequeno pode ser muito perigosa e ter consequências potencialmente muito graves, se no momento da falta o adversário estiver indefeso ou pego inesperadamente. É o risco ao jogador, e não aparentemente, a menor natureza do contato corporal que deverá guiar e determinar a propriedade de uma desqualificação. 8:6 Conduta antidesportiva grave feita por um jogador ou oficial de equipe dentro ou fora da quadra de jogo deverá ser punida com desqualificação. 8:7 Um jogador que é culpado de agressão durante o tempo de jogo deve ser expulso. A agressão fora do tempo de jogo conduz a uma desqualificação. Um oficial de equipe que é culpado de agressão deve ser desqualificado. Agressão é, para os propósitos desta regra, definida como um ataque forte e deliberado contra o corpo de outra pessoa (jogador, árbitro, secretário/cronometrista, oficial de equipe, delegado, espectador, etc). Em outras palavras, não é somente uma ação reflexa ou o resultado de descuidados ou excessivos métodos. Cuspir em outra pessoa, de modo que ela seja atingida, é considerada especificamente uma agressão. 8:8 Violações das regras acima descritas (8:2-7) conduzem a um tiro de 7 metros para os adversários, se a violação está direta ou indiretamente relacionada com uma interrupção do jogo, que impediu uma clara chance de se marcar um gol para os adversários. De outro modo, a violação conduz a um tiro livre para os adversários. Regra 9 – O Gol 9:1 Um gol é marcado quando toda a bola ultrapassa completamente a largura da linha de gol, desde que não tenha havido violação às regras, isto é nenhuma falta tenha sido cometida pelo arremessador, companheiro ou oficial de equipe antes ou durante o arremesso. O árbitro de fundo confirma com dois apitos curtos e mostra o gesto manual indicando que o gol foi marcado. Um gol deve ser validado embora haja uma violação das regras por um defensor, se a bola arremessada entrar na baliza. Um gol não pode ser validado se um árbitro ou o cronometrista interrompeu o jogo antes que a bola tenha cruzado completamente a linha de gol (ver fig.3).Um gol deve ser validado para os adversários se o jogador joga a bola dentro de sua baliza, exceto na situação a qual o goleiro está executando um tiro de meta. Um gol deve ser validado se a bola é impedida de entrar na baliza por alguém ou alguma coisa que não está participando do jogo (espectadores, etc.), e os árbitros estão convencidos de que a bola de qualquer jeito teria entrado na baliza. (fig. 3)fonte:www.brasilhandebol.com.br 9:2 Um gol que tenha sido validado não pode mais ser anulado, se o árbitro apitou para o subsequente tiro de saída ser executado. Os árbitros devem deixar claro (sem o tiro de saída) que eles validaram o gol, se o sinal de término de período soa imediatamente depois que um gol é marcado e antes que um tiro de saída possa ser executado. Um gol deveria ser anotado na súmula tão logo ele tenha sido validado pelos árbitros. 9:3 A equipe que marcou mais gols do que o adversário é a vencedora. O jogo é considerado empatado se ambas as equipes marcaram o mesmo número de gols ou não converteram gol nenhum. Regra 10 – O Tiro de Saída 10:1 No começo do jogo, o tiro de saída é executado pela equipe que vencer o sorteio e escolher começar com a posse de bola. Os adversários, então, têm o direito de escolher o lado da quadra. Alternativamente, se a equipe que vencer o sorteio preferir escolher o lado da quadra, então os adversários executam o tiro de saída. As equipes mudam de lado de quadra no segundo período do jogo. O tiro de saída para início do segundo período é executado pela equipe que não teve o tiro de saída no início do jogo. Um novo sorteio é feito antes de cada período extra, e todas as normas acima sobre a regra 10:1 também se aplicam nesse período extra. 10:2 Após um gol ter sido marcado, o jogo é reiniciado com um tiro de saída executado pela equipe que sofreu o gol. 10:3 O tiro de saída é executado em qualquer direção do centro da quadra (com uma tolerância lateral de cerca de 1 metro e meio). O tiro é precedido por um apito, e na continuidade deve ser executado dentro de 3 segundos. O jogador executante do tiro de saída deve ocupar uma posição com pelo menos um pé sobre a linha central, e o outro pé em cima ou atrás desta linha e permanecer nessa posição até que a bola tenha saído de sua mão. Os companheiros de equipe do executante não estão autorizados a cruzar a linha central antes do apito. 10:4 Para o tiro de saída do início de cada período (inclusive qualquer período extra), todos os jogadores devem estar nos seus lados de quadra. Contudo, para o tiro de saída depois que um gol foi marcado, os adversários do executante estão autorizados a estarem em ambos os lados da quadra. Em ambos os casos, os adversários devem estar a pelo menos 3 metros de distância do jogador executante do tiro de saída. Regra 11 – O Tiro Lateral 11:1 Um tiro lateral é concedido quando a bola tiver cruzado completamente a linha lateral, ou quando um jogador de quadra da equipe defensora foi o último a tocar na bola antes de a bola cruzar a linha de fundo de sua equipe. Ele também é concedido quando a bola tocar o teto ou objeto fixado sobre a quadra. 11:2 O tiro lateral é executado sem o apito do árbitro, pelo adversário da equipe cujo jogador tocou por último na bola antes que ela cruze a linha ou toque o teto ou objeto fixado. 11:3 O tiro lateral é executado do ponto de onde a bola cruzou a linha lateral ou se ela cruzou a linha de fundo, da intersecção entre a linha lateral e linha de fundo daquele lado. Após a bola ter tocado o teto ou objeto fixado sobre a quadra, o tiro lateral será cobrado no ponto mais próximo da linha lateral mais próxima em relação ao ponto onde a bola tocou o teto ou o objeto fixado. 11:4 O executante deve permanecer com um pé sobre a linha lateral e permanecer na posição correta até que a bola tenha saído de sua mão. Não há limites para o posicionamento do segundo pé. 11:5 Enquanto o tiro lateral estiver sendo executado, o adversário não podem estar a menos de 3 metros do executante. Contudo, está sempre autorizado a permanecer imediatamente no lado de fora de sua linha da área de gol, mesmo se a distância entre ele e o executante for inferior a 3 metros. Regra 12 – O Tiro de Meta 12:1 Um tiro de meta é concedido quando: (I) um jogador da equipe adversária entrou na área de gol violando a regra 6:2 a; (II) o goleiro controlou a bola na área de gol, ou a bola ficar parada no solo dentro da área de gol; (III) um jogador da equipe adversária tocou a bola quando ela estava rolando ou parada no solo dentro da área de gol, ou (IV) quando a bola cruzou a linha de fundo, depois de ter sido tocada por último pelo goleiro ou pelo jogador da equipe adversária. Isso significa que em todas as situações a bola é considerada fora de jogo, e que o jogo será reiniciado com um tiro de meta se houver uma violação depois que um tiro de meta foi concedido e antes que ele tenha sido executado. 12:2 O tiro de meta é executado pelo goleiro, sem o apito do árbitro, para fora e por sobre a linha da área de gol. O tiro de meta é considerado executado quando a bola arremessada pelo goleiro tenha cruzado completamente a linha da área de gol. Os jogadores da outra equipe estão autorizados a ficar imediatamente no lado de fora da linha da área de gol, mas eles não estão autorizados a tocar na bola até que ela tenha cruzado completamente essa linha. Regra 13 – O Tiro Livre As decisões para um tiro livre: 13:1 Em princípio, os árbitros interrompem o jogo e o reiniciam com um tiro livre para os adversários quando: A equipe em posse de bola comete uma violação das regras que deve conduzir à perda de posse. b. Os adversários cometem uma violação das regras que cause para a equipe em posse de bola a sua perda. 13:2 Os árbitros deveriam dar continuidade ao jogo, adiando uma interrupção precipitada nele, para sinalizar um tiro livre. Isso significa que, conforme a regra 13:1 a, os árbitros não deveriam sinalizar um tiro livre se a equipe defensora ganhar a posse de bola imediatamente após uma violação cometida pela equipe atacante. Similarmente, conforme a regra 13:1b, os árbitros não deveriam intervir até e ao menos que esteja claro que a equipe atacante tenha perdido a posse de bola ou esteja inapta a continuar o seu ataque, por conta da violação cometida pela equipe defensora. Se uma punição pessoal será dada por causa de uma violação das regras, então, os árbitros devem decidir por interromper o jogo imediatamente, se isso não causar uma desvantagem para os adversários da equipe que cometeu a violação. De outro modo, a punição deveria ser postergada até o final da situação. 13:2 Quando o tiro livre for executado, os atacantes não podem ultrapassar ou mesmo tocar a linha de tiro livre. E os adversários devem ficar a uma distância de pelo menos 3 metros do jogador que vai executar o tiro livre, já os defensores podem estar colocados na linha da área de gol. 13:3. Somando-se às situações indicadas na regra 13:1 a-b, um tiro livre também é usado de modo a reiniciar o jogo em certas situações quando o jogo for interrompido (ou seja, quando a bola está em jogo), mesmo se nenhuma violação das regras tenha ocorrido: a. se uma equipe está em posse de bola no momento da interrupção, esta equipe deve manter a posse; b. se nenhuma equipe está em posse de bola, então a equipe que a detinha por último deverá tê-la em posse novamente; A regra de vantagem conforme 13:2 não se aplica nas situações especificadas pela regra 13:4. 13:4 Se houver uma decisão de tiro livre contra a equipe que está em posse de bola quando o árbitro apita, então o jogador que tem a bola nesse momento deve soltá-la ou colocá-la imediatamente no solo no ponto onde ele está. A execução do Tiro Livre 13:5 O tiro livre é normalmente executado sem nenhum apito do árbitro (ver, contudo, 15:5b) e, a princípio, do lugar aonde a infração ocorreu. O que vem a seguir são exceções desse princípio: Nas situações descritas conforme 13:4,o tiro livre é executado, depois do apito, em princípio do lugar onde a bola estava no momento da interrupção. Se um árbitro ou delegado técnico (da federação IHF /Continental/Nacional) interrompe o jogo por causa de uma infração de parte de um jogador ou oficial de equipe da equipe defensora, e isto resulta numa advertência verbal ou numa punição pessoal, então o tiro livre deveria ser executado do lugar onde a bola estava quando o jogo foi interrompido, se esta for uma posição mais favorável do que a posição aonde a infração ocorreu. Como indicado na regra 7:10, tiros livres sinalizados por conta de jogo passivo devem ser executados do lugar onde a bola estava quando o jogo foi interrompido. Não esquecendo os princípios básicos e procedimentos declarados nos parágrafos precedentes, um tiro livre nunca pode ser executado dentro da própria área de gol da equipe executante ou dentro da linha de tiro livre dos adversários. Em qualquer situação cuja localização indicada por um dos parágrafos precedentes envolverem uma ou outra dessas áreas, a localização para a execução deve ser transferida para o ponto mais próximo imediatamente no lado de fora da área restrita. Se a posição correta do tiro livre estiver na linha de tiro livre da equipe defensora, então a execução deve essencialmente acontecer no ponto preciso. Contudo, quanto mais distante a localização for da linha de tiro livre da equipe defensora, maior margem há para a permissão da execução do tiro livre ser cobrado a uma distância um pouco maior do ponto preciso. Essa margem aumenta gradativamente até 3 metros, que se aplicará no caso de um tiro livre ser executado no outro lado da quadra, justamente na própria área de gol da equipe executante. A margem recém-explicada não se aplica segundo uma violação contra a regra 13:4, se essa violação já estiver sendo punida. Em tais casos, a execução deveria sempre ser do ponto preciso aonde a violação foi cometida. 13:7 Os jogadores da equipe executante não devem tocar ou cruzar a linha de tiro livre dos adversários antes que o tiro livre seja executado. Os árbitros devem corrigir as posições dos jogadores da equipe executante que estão entre a linha de tiro livre e a linha da área de gol antes da execução do tiro livre, se as posições incorretas tiverem influência no jogo. O tiro livre deve então ser executado na sequência de um apito. O mesmo procedimento se aplica se os jogadores da equipe executante entram na área restrita durante a execução do tiro livre (antes que a bola tenha saído da mão do executante), se a execução do tiro não foi precedida por um apito. No caso em que a execução de um tiro livre tenha sido autorizada por meio de um apito, e se os jogadores da equipe atacante tocarem ou cruzarem a linha de tiro livre antes que a bola tenha saído da mão do executante, deverá haver um tiro livre concedido o para a equipe defensora. 13:8 Durante a execução de um tiro livre, os adversários devem manter uma distância de pelo menos 3 metros do executante. Eles estão, contudo, autorizados a permanecer imediatamente no lado de fora da sua linha da área de gol, se o tiro livre estiver sendo executado na sua linha de tiro livre. Interferência na execução do tiro livre o será penalizada de acordo com a (regra 15:9). Regra 14 – O Tiro de 7 Metros As decisões para um tiro de 7 metros 14:1 Um tiro de 7 metros é assinalado quando: a. Uma clara chance de marcar um gol for impedida ilegalmente em qualquer lugar da quadra, por um jogador ou oficial da equipe adversária; b. Houver um apito não autorizado no momento de uma clara chance de marcar um gol; c. Uma clara chance de marcar um gol é impedida por intermédio da interferência de alguém não participante do jogo, por exemplo um espectador entrar na quadra ou parar os jogadores com um apito. Por analogia, esta regra também se aplica no caso de “força maior”, como uma repentina falha elétrica a qual pare o jogo precisamente durante uma clara chance de marcar um gol. 14:2 Se um jogador atacante detém completo controle da bola e do corpo apesar de uma violação da regra 14:1a, não há razão para assinalar um tiro de 7 metros, mesmo se depois disso o jogador perder a oportunidade de utilizar a clara chance de marcar um gol. Sempre que houver uma decisão potencial de assinalar um tiro de 7 metros, os árbitros deveriam sempre controlar essa intervenção até que eles possam determinar claramente, se assinalar um 7 metros é devidamente justificado e necessário. Se o jogador atacante marcar um gol apesar da interferência ilegal dos defensores, então não há obviamente razão para assinalar um tiro de 7 metros. Contrariamente, se aparentemente o jogador perdeu a bola ou controle do corpo realmente por causa da violação, então aquela clara chance de marcar um gol não existe mais, logo um tiro de 7 metros será assinalado. 14:3 Quando concederem um tiro de 7 metros, os árbitros podem sinalizar um time-out, mas somente se houver um atraso substancial, por exemplo, em razão de uma substituição do goleiro ou executante. A Execução do 7 Metros 14:4 O tiro de 7 metros será executado como um arremesso ao gol, dentro de 3 segundos após o apito do árbitro. 14:5 O jogador que está executando o tiro de 7 metros deve se posicionar atrás da linha de 7 metros, não mais distante do que 1 metro desta linha. Depois do apito do árbitro, o executante não deve tocar ou cruzar a linha de 7 metros antes que a bola tenha saído da sua mão. 14:6 A bola não deve ser tocada novamente pelo executante ou companheiro de equipe após a execução do tiro de 7 metros, até que ela tenha tocado um adversário ou a baliza. 14:7 Durante a execução de um tiro de 7 metros, os companheiros do executante devem se posicionar fora da linha de tiro livre, e permanecer nessa posição, até que a bola tenha saído da mão do executante. Se eles não obedecerem a essa recomendação, um tiro livre será sinalizado contra a equipe que está executando o tiro de 7 metros. 14:8 Quando um tiro de 7 metros estiver em execução, os jogadores da equipe adversária devem permanecer fora da linha de tiro livre e a pelo menos 3 metros distantes da linha de 7 metros, até que a bola tenha saído da mão do executante. Se eles não cumprirem esse mandamento, o tiro de 7 metros será recobrado caso o gol não tenha sido convertido, mas não haverá punição pessoal. 14:9 O tiro de 7 metros será recobrado, a não ser que um gol seja marcado, se o goleiro cruzar a sua linha de limitação, ou seja, a linha de 4 metros, antes que a bola tenha saído da mão do executante. Contudo, essa ação não resultará em punição ao goleiro. 14:10. Não é mais permitido trocar goleiros uma vez que o executante está pronto para executar o tiro de 7 metros, parado na posição correta com a bola na mão. Qualquer tentativa de fazer uma substituição nessa situação será penalizada como atitude antidesportiva. Regra 15 Instruções Gerais para a Execução dos Tiros (Tiro de Saída, Tiro Lateral, Tiro de Meta, Tiro Livre e Tiro de 7 Metros) O executante 15:1 Antes da execução, o executante deve estar na posição correta descrita para o tiro. A bola deve estar na mão do executante. Durante a execução, exceto no caso de tiro de meta, o executante deve ter uma parte de um pé em constante contato com o solo até que a bola seja liberada. O outro pé pode ser levantado e apoiado repetidamente. O executante deve permanecer na posição correta até que o tiro tenha sido executado. 15:2 Um tiro será considerado executado quando a bola sair da mão do executante. O executante não pode tocar a bola novamente até que ela tenha tocado outro jogador ou a baliza. Um gol pode ser marcado diretamente de qualquer tiro, exceto que um “gol contra” direto não pode ser marcado através de um tiro de meta (ou seja, deixando a bola cair dentro de sua própria baliza). Os companheiros do executante 15:3 Os companheiros devem tomar a posição descrita para o tiro em questão. Os jogadores devem permanecer nas posições corretas atéque a bola tenha saído da mão do executante, exceto segundo 10:3, 2º parágrafo. A bola não pode ser tocada ou escondida, por um companheiro durante a execução. Os jogadores defensores 15:4 Os jogadores defensores devem tomar a posição descrita para o tiro e permanecer na posição correta até que a bola tenha saído da mão do executante. Posições incorretas por parte dos jogadores defensores relacionadas com a execução do tiro de saída, tiro lateral ou tiro livre, não devem ser corrigidas pelos árbitros se os jogadores atacantes não estão em desvantagem por cobrarem o tiro imediatamente. Se houver uma desvantagem, então as posições serão corrigidas. Sinal de apito para o reinício 15:5 Os árbitros devem apitar para reiniciar: 1. Sempre nos casos de tiro de saída ou tiro de 7 metros; 2. No caso de um tiro lateral, tiro de meta ou tiro livre: para um reinício depois de um time-out; para um reinício com um tiro livre conforme; quando houver uma demora na execução; depois de uma correção nas posições dos jogadores; depois de uma advertência verbal ou advertência; Os árbitros podem julgar apropriados, por motivo de esclarecimento, apitar para o reinício em qualquer outra ocasião. A princípio, os árbitros não devem apitar para o reinício a menos e até que os requisitos para as posições dos jogadores segundo 15:1, 15:3 e 15:4 sejam encontrados. Se o árbitro apita para um tiro ser executado, apesar de posições incorretas por parte dos jogadores, então estes jogadores estão completamente autorizados a intervirem. Depois do apito, o executante deve jogar a bola dentro de 3 segundos. Punições 15:6 Violações feitas pelo executante ou seus companheiros antes da execução do tiro, ou seja, tipicamente na forma de posições incorretas ou a bola ser tocada por um companheiro, deverá ser corrigida. 15:7 As consequências das violações feitas pelo executante ou seus companheiros durante a execução do tiro, depende primeiramente se a execução foi precedida por um apito para o reinício. Em princípio, qualquer violação durante uma execução que não foi precedida por um apito de reinício será controlada através de uma correção e uma repetição do tiro após o apito. Se a equipe do executante perde a posse imediatamente depois de uma execução incorreta, então o tiro será simplesmente considerado executado e o jogo continua. Em princípio, qualquer violação durante uma execução depois de um apito para o reinício será penalizada. Isto se aplica, por exemplo, se o executante pula durante a execução, segura a bola por mais de 3 segundos, ou se move da posição correta antes que a bola tenha saído de sua mão. Aplica-se se os companheiros se movem para posições ilegais depois do apito, mas antes que a bola tenha saído da mão do executante. Em tais casos, o tiro inicial será perdido, e para os adversários será concedido um tiro livre do lugar da infração. A vantagem prevista se aplica, se a equipe do executante perder a posse da bola antes que os árbitros tenham a oportunidade de intervir, o jogo continua. 15:8 A princípio, qualquer violação imediatamente depois, mas relacionada com a execução será penalizada, ou seja, o executante toca na bola uma segunda vez antes que ela tenha tocado outro jogador ou a baliza. Pode ser em forma de um drible, ou agarrar a bola novamente depois que ela está no ar ou foi apoiada no solo. Isto será sancionado com um tiro livre para os adversários. 15:9 Os jogadores defensores que intervirem na execução de um tiro dos adversários, por exemplo, não tomando a correta posição inicial ou se movendo para uma posição incorreta subsequente, deverão ser punidos. Isto se aplica indiferentemente se acontecer antes da execução ou durante a execução (antes que a bola tenha saído da mão do executante). Também se aplica se o tiro foi precedido por um apito para reiniciar ou não. Um tiro que foi afetado negativamente pela interferência de um defensor deverá, a princípio, ser repetido. Regra 16 As Punições Advertência 16:1 Uma advertência PODE ser dada por: faltas e infrações similares contra um adversário (5:5 e 8:2), que não se encaixam na categoria de punições progressivas da Regra 8:3; Uma advertência DEVE ser dada por: faltas que são para ser punidas progressivamente (8:3); conduta anti-desportiva de um jogador ou oficial de equipe. 16:2 Os árbitros devem indicar a advertência para o jogador faltoso ou oficial de equipe e para o secretário/cronometrista segurando ao alto um cartão amarelo. Exclusão 16:3 Uma exclusão (2 minutos) deve ser dada: por uma falta de substituição, se um jogador a mais entra na quadra, ou se um jogador ilegalmente interfere no jogo a partir da área de substituição; por faltas repetidas do tipo que devem ser punidas progressivamente; por conduta anti-desportiva repetida de um jogador, dentro ou fora da quadra; por conduta antidesportiva cometida por qualquer um dos oficiais de uma equipe, depois que um deles tenha recebido previamente uma advertência; por conduta antidesportiva do tipo que é julgado certo como exclusão de 2 minutos em cada ocasião; como consequência de uma desqualificação de um jogador ou oficial de equipe; Por conduta antidesportiva de um jogador, antes do jogo ter sido reiniciado, depois que ele recém tenha recebido uma exclusão de 2 minutos. 16:4 Depois de assinalar um time-out, o árbitro deve claramente indicar a exclusão para o jogador faltoso e para o secretário/cronometrista através do gesto manual prescrito, ou seja, um braço levantado com dois dedos estendidos (gesto manual nº 14). 16:5 Uma exclusão é sempre por um tempo de jogo de 2 minutos; a terceira exclusão para o mesmo jogador também sempre conduz a uma desqualificação. O jogador excluído não está autorizado a participar do jogo durante o seu tempo de exclusão, e a equipe não está autorizada a substituí-lo na quadra. O período de exclusão começa quando o jogo é reiniciado por um apito. Uma exclusão de 2 minutos é transferida para o segundo período de jogo se ela não foi completada até o final do primeiro período de jogo. O mesmo se aplica do tempo regulamentar para o período-extra e durante o período-extra. Uma exclusão de 2 minutos não expirada no final do período extra, significa que o jogador não está autorizado a participar no desempate subsequente, tal como tiros de 7 metros. Desqualificação 16:6 Uma desqualificação deve ser dada: i. Por conduta anti-desportiva por um dos oficiais de equipe, depois que eles tenham previamente recebido ambos, uma advertência e uma exclusão de 2 minutos; ii. Por faltas que coloquem em perigo a saúde do adversário; iii. Por conduta anti-desportiva grosseira de um jogador ou oficial de equipe, dentro ou fora da quadra, e no caso especial de significante ou repetida conduta anti-desportiva durante um desempate tal como tiros de 7 metros; iv. Por uma agressão de um jogador antes do jogo ou durante um procedimento de desempate; v. Por uma agressão de um oficial de equipe; vii.Por causa da terceira exclusão para o mesmo jogador; 16:7 Depois de assinalar um time out, os árbitros devem claramente indicar a desqualificação para o jogador faltoso ou oficial de equipe e para o secretário/cronometrista, segurando ao alto um cartão vermelho. (Gesto manual nº 13). 16:8 Uma desqualificação de um jogador ou oficial de equipe é sempre para todo o restante do tempo de jogo. O jogador ou oficial deve sair da quadra e da área de substituição imediatamente. Depois de sair, o jogador ou oficial não está autorizado a ter nenhuma forma de contato com a equipe. A desqualificação de um jogador ou oficial de equipe, dentro ou fora da quadra, durante o tempo de jogo, sempre acarreta uma exclusão de 2 minutos para a equipe. Isto significa que a equipe é reduzida na quadra por um jogador. A redução na quadra, contudo, durará 4 minutos, se o jogador foi desqualificado nas circunstâncias indicadas na Regra 16:12 ii-iv. Uma desqualificação reduz o número de jogadores,ou oficiais, que estão disponíveis para a equipe. A equipe pode, contudo, permitir o complemento do número de jogadores na quadra de novo, após a expiração da exclusão de 2 minutos. Uma desqualificação se aplica, em princípio, somente para o restante do jogo no qual ela foi assinalada. Ela é considerada como uma decisão dos árbitros com base nas suas observações dos fatos. Não deve haver maiores consequências desta desqualificação além do jogo, exceto no caso de desqualificação devido a uma agressão, ou quando uma conduta antidesportiva grosseira de um jogador ou oficial de equipe. Tais desqualificações devem ser explicadas no relatório de jogo. Infrações fora do tempo de jogo 16:14 Conduta antidesportiva, conduta antidesportiva grosseira ou uma agressão por parte de um jogador ou oficial de equipe, que acontecem nas imediações da quadra, mas fora do tempo de jogo, devem ser punidas como segue: Antes do jogo: uma advertência deve ser dada em caso de conduta antidesportiva; uma desqualificação de um jogador faltoso ou oficial deve ser dada em caso de repetida ou conduta antidesportiva grosseira ou agressão, mas a equipe tem permissão de começar com 14 jogadores e 4 oficiais; Tais punições por violações anteriores ao jogo podem ser implementadas a qualquer momento durante o jogo, sempre que o jogador faltoso seja descoberto de estar participando no jogo, desde que este fato não pôde ser estabelecido ainda no momento do incidente. Depois do Jogo: Relatório escrito Regra 17 Os Árbitros 17:1 Dois árbitros com igual autoridade deverão ser encarregados de cada jogo.Eles são assistidos por um cronometrista e um secretário. 17:2 Os árbitros monitoram a conduta dos jogadores e dos oficiais de equipe do momento em que eles entram nas imediações da quadra até que eles saiam. 17:3 Os árbitros são responsáveis pela inspeção da quadra de jogo, das balizas e das bolas antes do jogo começar; eles decidem quais bolas serão usadas. Os árbitros também conferem a presença de ambas as equipes com uniformes apropriados. Eles checam a súmula e o equipamento dos jogadores. Eles se asseguram que o número de jogadores e oficiais na área de substituição está dentro dos limites e eles conferem a presença e identidade dos “oficiais responsáveis de equipe”, de cada equipe. Qualquer irregularidade deve ser corrigida. 17:4 O sorteio é feito por um dos árbitros, na presença do outro árbitro e o “oficial responsável pela equipe” de cada equipe, ou um oficial de equipe ou jogador de confiança do “oficial responsável pela equipe”. 17:5 Em princípio, o jogo inteiro deverá ser conduzido pelos mesmos árbitros. É responsabilidade deles, assegurar que o jogo seja jogado de acordo com as regras, e eles devem penalizar qualquer infração. Se um dos árbitros se torna incapaz para acabar o jogo, o outro árbitro continuará o jogo sozinho. 17:6 Se ambos os árbitros apitam uma infração e concordam sobre qual equipe deveria ser penalizada, mas tem opiniões diferentes relacionadas com a severidade da punição, então a mais severa das duas punições deverá ser dada. 17:7 Se ambos os árbitros apitam uma infração, ou a bola saiu da quadra e os dois árbitros mostram opiniões diferentes sobre qual equipe deveria ter a posse de bola, então uma decisão conjunta que os árbitros encontram depois de consultar um ao outro será aplicada. Se eles não conseguem encontrar uma decisão conjunta, então a opinião do árbitro central prevalecerá. Um time-out é obrigatório. Depois da consulta entre os árbitros, eles dão um claro sinal com a mão e o jogo é reiniciado depois de um apito. 17:8 Ambos os árbitros são responsáveis pelo controle do placar. Eles também tomam notas sobre advertências, exclusões, desqualificações e expulsões. 17:9 Ambos os árbitros são responsáveis pelo controle do tempo de jogo. Se houver qualquer dúvida sobre a exatidão do tempo de jogo, os árbitros encontram uma decisão conjunta. 17:10 Os árbitros são responsáveis por conferir após o jogo se a súmula está corretamente preenchida. 17:11 As decisões feitas pelos árbitros com base nas observações deles dos fatos ou os julgamentos deles são finais. Os apelos podem ser impetrados somente contra as decisões que não estão de conformidade com as regras. Durante o jogo, somente os respectivos “oficiais responsáveis pela equipe” estão autorizados a se dirigirem aos árbitros. 17:12 Os árbitros tem o direito de suspender um jogo temporariamente ou permanentemente. Todo esforço deve ser feito para continuar o jogo, antes de tomar uma decisão de suspendê-lo permanentemente. 17:13 O uniforme preto é primariamente reservado aos árbitros. Regra 18 O Secretário e o Cronometrista 18:1 Em princípio, o cronometrista tem como principal responsabilidade cuidar do tempo de jogo, dos time-outs, e do tempo de exclusão dos jogadores excluídos. O secretário tem como principal responsabilidade cuidar da lista de jogadores, da súmula, da entrada dos jogadores que chegaram depois do jogo ter começado e da entrada dos jogadores que não estão autorizados a participar. Outras tarefas, como o controle do número dos jogadores e oficiais de equipe na área de substituição e as saídas e entradas dos jogadores substitutos, são responsabilidades conjuntas. Geralmente, somente o cronometrista (e, quando necessário, o Delegado Técnico da Federação responsável) deveria interromper o jogo quando for necessário. 18:2 Se não há um placar público com cronômetro disponível, então o cronometrista deve manter o “oficial responsável pela equipe” de cada equipe informada sobre quanto tempo foi jogado ou quanto tempo falta, especialmente após os time-outs. Se não há um placar com cronômetro com sinal automático disponível, o cronometrista assume a responsabilidade dando o sinal de término do primeiro período e do final do jogo. Se o placar público não é capaz de mostrar também o tempo de exclusão (pelo menos três por equipe durante jogos da IHF), o cronometrista deve expor um cartão na mesa de controle, mostrando o tempo de expiração de cada exclusão, juntamente com o número da camisa do jogador. O presente texto é somente um dos subsídios para sua aprendizagem da disciplina Didática do Handebol. Nele contém as regras básicas para que o professor ministre o conteúdo de suas aulas, bem como a prática do esporte que servirá tanto para formar novos atletas nesta modalidade esportiva e também a utilização do esporte como fonte de prazer e bem estar. Glossário: Aglutinação: Junção de grupos de pessoas Ajuda: Ação tática defensiva de apoio preventivo a um companheiro, em predisposição de atuar decisivamente, caso este seja vencido pelo atacante. Baliza: Trave Bloqueio: Ação de antecipação ofensiva sobre o deslocamento do defensor para conseguir ocupar um espaço livre, sendo antes da ocupação deste, ampliando o espaço de atuação, que em princípio é utilizado em benefício de um companheiro. Beach handebol: Handebol de praia Braço executor: Braço dominante do atacante que esta de posse da bola. Cognitivo: Ação de adquirir, absorver conhecimento. Controle: Intenção técnico-tática defensiva de marcar o oponente com bola, com contato para impedir que continue sua ação ofensiva. Cortina: Ação de cortar o deslocamento, sem paradas, os deslocamentos de um ou mais defensores, para conseguir que outro atacante seja beneficiado. Cruce: Trabalho coordenado em espaço e tempo de trocas de zonas entre atacantes, com a intenção de ampliar os espaços do atacante beneficiado. Deslizamento: Ação tática coletiva defensiva, realizada entre defensores que cortam suas trajetórias sem trocar oponente, quando seus marcadores estão em linhas distintas. Desmarques: Ação táticaofensiva sem bola realizada contra defensores diretos. Discrepância: Diversidade, diferença, desacordo de algo. Dicotomia: Divisão em duas; classificação que se baseia na divisão e subdivisão sucessiva em dois. Doutrinar: Conjunto de princípios que servem de base para um sistema pedagógico. Deslocamento de deslizamento: Tática individual defensiva onde o companheiro da equipe desloca-se por trás de outro para impedir a superioridade numérica do ataque, nas ações de ataque ao impar. Dissuasão do passe: Marcação no homem com bola com o intuito de fazer dificultar o passe. Dissuasão da recepção: Marcação do homem sem bola, com a intenção de dificultar ou atrasar a recepção da bola. Driblar: Bater ou Picar a bola no chão Falta de ataque: infração da regra cometida pelo ataque onde o jogador defensor ocupa primeiro o espaço e o atacante faz o contato, é tenta obstruir esse defensor. Fixação: Prender a atenção do marcador direto Gol espetacular: Gol realizado no beach handebol de forma não convencional. Inerentes: Ligado de modo íntimo e necessário: responsabilidade inerente a uma função. Interceptação: Ação técnico-tática defensiva com intuito de cortar a trajetória da bola, deve ser realizada sem em linha de passe. Labutam: trabalham; LIHAM: Liga de Handebol do Amazonas Lúdico: Relativo a jogo, a brinquedo; que apenas diverte ou distrai: atividade lúdica. Marcador direto: Defensor que é responsável pelo seu oponente da posição ofensiva correspondente a sua da defesa. Marcador indireto: Defensor responsável pelas coberturas e apoio do marcador direto. Motricidade: Conjunto de funções de relação asseguradas pelo esqueleto, os músculos e o sistema nervoso, e que permite o movimento e o deslocamento dos animais. Qualidade da força motriz. Passe em pronação: Passe que é realizado com o objetivo de se deslocar com velocidade da defesa para o ataque, é realizado com o movimento de pronação do membro superior. Passe e vá: Ação de coordenação entre dois jogadores, onde um passa, se desmarca e recebe a bola novamente após superar seu marcador. Penetrações sucessivas: Atuação alternativa por parte de um ou mais jogadores com bola em direção ao gol, que se caso seja fechado o espaço de um, este da continuidade na bola que que o companheiro faça uma nova tentativa. Performance: Desempenho Parada: Defesas efetivas do goleiro aos arremessos Subsídio: Conteúdo Simétricas: O mesmo que paralelas (iguais) Tática: Conjunto de ações individual ou coletiva que determina uma eficácia para determinada ação. Técnica: Ações coordenadas de um determinado movimento específico Time-out: Parada do tempo (pedido de tempo) Unificação: Fazer convergir para um só fim: unificar forças. ANEXO ATIVIDADES PARA TREINAMENTO DA ESTRUTURA FUNCIONAL DOS JOGOS ESPORTIVOS COLETIVOS Fonte: Iniciação Esportiva Universal. Vol. 2 Autor: Juan pablo greco, 1998 Referências GRECO, P. J.;ROMERO, J. J. F. Manual de handebol: da iniciação ao alto nível. São Paulo: Phorte, 2012. GAYA, A. C.; MARQUES, A.; TANI, G. Desporto para crianças e jovens: Razões e finalidades. Porto Alegre: Editora UFRGS, 2004, p. 217-33. GUIA, N.; Ferreira N.; Peixoto C. A eficácia do processo ofensivo em futebol. O incremento do rendimento técnico. Buenos Aires: Revista Digital EFDesportes, ano 10, n.69, fev.2004. KRÖGER, C; ROTH,K (2002): Escola da Bola. Phorte. São Paulo. SIMÕES, A.C. (2002) HANDEBOL Defensivo. Phorte Editora. São Paulo. GRECO, P (2002): Caderno do goleiro de handebol.Belo Horizonte. MG. ANTÓN GARCIA, J.L. (2002)Táctica grupal defensiva. Concepto, estructura y metodología. Grupo Editorial Universitario. Espanha. LASIERRA, G.; PONZ, J.M.;ANDRES, F. 1013 Ejercicios y juegos Aplicados Al Balonmano:Fundamentos y ejercicios individuales. Pai do Tribo, Vol. 01. 2 Edição. 2000. LASIERRA, G.; PONZ, J.M.;ANDRES, F. 1013 Ejercicios y juegos Aplicados Al Balonmano:Sistemas de juego y entrenamiento del portero. Pai do Tribo, Vol. 02. 2 Edição. 2000 GRECO, P (2000): Caderno de rendimento do atleta de handebol.Belo Horizonte. MG. EHRET, A; SPATE, D; SCHUBERT,R; ROTH, K(2002) Manual de handebol. Treinamento de base para crianças e adolescentes. Phorte editora. São Paulo. Brasil GRECO, P; BENDA, R (1998): Iniciação Esportiva Universal. V1. UFMG. Belo Horizonte. MG GRECO, P; BENDA, R (1998): Iniciação Esportiva Universal. V2. UFMG. Belo Horizonte. MG. Müller, M. et.al. Balonmano. Entrenarse jugando. El sistema de ejercicios completo. Paidotribo. Barcelona. 1996. MORENO, J.H. Fundamentos del deporte:análisis de las estruturas del juego desportivo. Barcelona: INDE Publicaciones, 1994. GRAÇA E OLIVEIRA (1995): O ensino dos jogos esportivos coletivos. Porto. CUESTA; J. G. (Org.) (1991). Balonmano. Comité Olímpico Español. Federación Española de Balonmano. Madrid. Espanha. GARCIA, J. L. A., Balonmano. Tática grupal ofensiva. Gymnos Editoriasl. Madrid. 1997. Currículo professor (es) autor (es) O professor: Odivaldo de Souza Marques CREF.: 127 G AM É mestrando em Ciência do Desporto: Prescrição e Avaliação da Atividade Física – UTAD Portugal; Pós-graduado com especialização em Fisiologia do Exercício Resistido na Saúde na Doença e no Envelhecimento – Hospital das Clínicas de São Paulo; Pós-graduado em Cinesiologia e Fisiologia do Exercício – Universidade Veiga de Almeida – UVA – BH-MG Técnico da equipe de Handebol UNINORTE/SESI Professor: Raniere Parente Professor Graduado pela UFAM; Professor da SEJEL Coordenador do COT – Carlos Zamith 1 X 1 +1 3 X 2 1 + 1 x O 1 X 0 1 X 1 2 X 2 +1 2 X 1 2 X 2 Fonte:www.handebolbrasil.com.br �