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7ºAula
Gestão da informação e 
gestão do conhecimento
Vamos revisar alguns conceitos sobre gestão da 
informação e gestão do conhecimento?
Se ocorrerem algumas dúvidas sobre a aula, vocês 
poderão saná-las através das ferramentas “fórum” ou 
“quadro de avisos”.
Boa aula!
Objetivos de aprendizagem
Ao término desta aula, o aluno será capaz de:
• observar e conhecer o ambiente organizacional e os fluxos informacionais;
• observar e conhecer os conceitos sobre gestão da informação;
• conhecer as informações como insumos básicos para a gestão das empresas;
• observar e conhecer os conceitos de gestão do conhecimento;
• conhecer os princípios da gestão do conhecimento.
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1 - Ambiente organizacional e as diferentes naturezas 
informacionais
2 - Gestão da informação e as informações básicas para 
gestão empresarial
3 - Gestão do conhecimento e seus princípios
Seções de estudo
1 - Ambiente organizacional e as 
diferentes naturezas
Curiosidade
As empresas pró-ativas estão sempre se aperfeiçoando e adquirindo 
novos conhecimentos para aumentar sua vantagem competitiva 
quando comparado com seus concorrentes.
Curiosidade
Dados, informações e conhecimentos não-estruturados, os gestores 
nunca se depararam com determinada situação e as alternativas de 
solução devem ser totalmente estruturadas.
Curiosidade
Dados, informações e conhecimento estruturados já são conhecidos 
pelos gestores e as alternativas de solução já estão estruturadas.
Você Sabia?
A gestão da informação trabalha com os uxos formais e a gestão do 
conhecimento trabalha com os uxos informais.
1.1 Ambiente organizacional
A ideia básica de ambiente organizacional pode ser 
resumida como sendo tudo o que envolve uma dada 
organização, interna ou externamente. Considera-se o 
processo de mudança organizacional imerso numa dinâmica 
que contempla a evolução humana, sob a ótica das perspectivas 
do indivíduo e das organizações como um todo. A lógica 
internalizada nestas perspectivas subordina-se à necessidade 
de constante aprendizado, quer do indivíduo, quer seja da 
organização em que está inserido.
As pessoas das diferentes unidades de trabalho que 
compõem uma organização têm necessidade de dados, 
informação e conhecimento para desenvolverem suas tarefas 
cotidianas, bem como para traçarem estratégias de atuação. 
Portanto, dados, informação e conhecimento são insumos 
básicos para que essas atividades obtenham resultados 
satisfatórios ou excelentes.
Nas empresas podemos observar três ambientes 
organizacionais internos: a estrutura organizacional da 
empresa (organograma), a estrutura de recursos humanos 
(capital intelectual) e a estrutura de informações (dados, 
informações e conhecimentos).
Figura 01: Ambientes Organizacionais
AMBIENTES ORGANIZACIONAIS
F
L
U
X
O
S
I
N
F
O
R
M
A
I
S
Estrutura da Empresa
(Organograma)
Estrutura de Recursos
Humanos
(Capital Intelectual)
Estrutura de Informação
(Dados, Informação
e Conhecimento)
F
L
U
X
O
S
F
O
R
M
A
I
S
Para gerenciar esses fluxos informacionais, quer formais 
ou informais, é necessário realizar algumas ações integradas 
objetivando prospectar, selecionar, filtrar, tratar e disseminar 
todo o ativo informacional e intelectual da organização, 
incluindo desde documentos, bancos e bases de dados etc., 
produzidos interna e externamente à organização até o 
conhecimento individual dos diferentes atores existentes na 
organização.
É importante salientar que os fluxos informacionais 
formais e informais ocorrem tanto no ambiente interno quanto 
no ambiente externo à organização e as ações integradas 
devem ser realizadas nos dois ambientes. Desta maneira, 
argumenta-se a importância da organização definir em seu 
organograma uma unidade de trabalho especificamente voltada 
a desenvolver ações e atividades à gestão da informação, gestão 
do conhecimento ou inteligência competitiva na organização.
Os fluxos informacionais formais são gerados na estrutura 
organizacional ou nas funções empresariais da empresa 
(organograma) e em seus respectivos níveis de informação 
(operacional, gerencial e estratégico). Os fluxos informacionais 
informais são gerados pelo capital intelectual da empresa, ou 
seja, pelo conhecimento das pessoas que compõem a mesma.
As unidades de trabalho que atuam diretamente com a 
gestão da informação, gestão do conhecimento ou inteligência 
competitiva, trabalham com essas diferentes naturezas 
informacionais e as encontram de três formas diferentes.
Os dados, informações e conhecimento estruturados são 
aqueles acessados dentro ou fora da organização e podem 
ser entendidos como aqueles que compõem bancos e bases 
de dados internos e externos, redes de comunicação como 
Internet, intranet’s, publicações impressas etc.
Dados, informações e conhecimento estruturáveis 
basicamente são aqueles produzidos pelos diversos setores da 
organização, porém sem seleção, tratamento e acesso. Como 
exemplo pode-se citar: cartões de visita, colégio invisível, nota 
fiscal, atendimento ao consumidor, entre outros.
Curiosidade
Em dados, informações e conhecimentos estruturáveis as alternativas 
de solução já estão semi-estruturadas e podem ser estruturados no 
que se refere a tomada de decisão.
Dados, informações e conhecimento não-estruturados 
são aqueles produzidos externamente à organização, porém 
sem filtragem e tratamento. Alguns exemplos: informações 
veiculadas na mídia, mais especificamente TV e rádio, boatos, 
acontecimentos sociais e políticos.
196
33
Figura 02: Naturezas informacionais e suas diferentes formas.
Dados, Informações
e Conhecimentos
Estruturados
Dados, Informações
e Conhecimento
Não- Estruturados
Dados, Informações
e Conhecimentos
Estruturáveis
UNIDADE
DE TRABALHO
s, Informações
nhecimento
Estruturados
Os termos “gestão da informação” e “gestão do 
conhecimento” serão conceituados neste momento, uma vez 
que também se confundem pela proximidade do seu significado. 
2 - Gestão da informação e as 
informações básicas para gestão 
empresarial
2.1 - O que é gestão da informação?
Gestão da informação pode ser definida como todas as 
ações relacionadas à “obtenção da informação adequada, na 
forma correta, para a pessoa indicada, a um custo adequado, 
no tempo oportuno, em lugar apropriado, para tomar a decisão 
correta” (Woodman apud Ponjuan Dante, 1998, p.135).
Segundo Reis (1993), “Para que a gestão da informação 
seja eficaz, é necessário que se estabeleçam um conjunto 
de políticas coerentes que possibilitem o fornecimento de 
informação relevante, com qualidade suficiente, precisa, 
transmitida para o local certo, no tempo correto, com um custo 
apropriado e facilidades de acesso por parte dos utilizadores 
autorizados”.
Em suma, segundo Wilson (1989), a gestão da informação 
é entendida como a gestão eficaz de todos os recursos de 
informação relevantes para a organização, tanto de recursos 
gerados internamente como os produzidos externamente 
e fazendo apelo, sempre que necessário, à tecnologia de 
informação.
A gestão da informação deve assentar num sistema 
de informação desenvolvido à medida das necessidades da 
empresa, desempenhando um papel de apoio na articulação 
dos vários subsistemas que a constituem (entendida como um 
sistema global) e os sistemas envolventes, na medida em que 
efetua o processamento de dados provenientes de múltiplas 
fontes, gerando informação útil e em tempo real à gestão e 
à tomada de decisão na empresa por forma a criar vantagens 
competitivas do mercado.
2.2 Informação como insumo básico 
para as atividades da organização
As organizações produzem e utilizam dados, informações 
e conhecimento de diferentes naturezas internas e, utilizam 
também, dados, informações e conhecimento produzidos 
externamente à organização que possibilitam um melhor 
desempenho no mercado em que atuam. Dentre eles pode-se 
citar: 
a) Estratégicos: subsidiam a tomada de decisão da 
alta administração e possibilitam aos analistas estratégicos 
definirem para a organização, as diretrizes,as políticas, os 
programas, as linhas de atuação, as prioridades, os indicadores 
de desempenho, os planos e planejamentos, ou seja, os 
cenários futuros, a missão e as metas, a atuação na sociedade e 
a imagem institucional;
b) Mercado: possibilitam à alta administração, bem como 
à área comercial perceber oportunidades de negócios tanto no 
mercado nacional quanto no mercado internacional;
c) Financeiros: viabilizam aos profissionais da área 
financeira processar estudos de custos, lucros, riscos e 
controles;
d) Comerciais: subsidiam a área comercial na exportação 
e/ou importação de materiais, produtos e serviços, bem como 
subsidiam a área jurídica em relação à legislação do país no 
qual se estabelece a transação comercial;
e) Estatísticos: subsidiam as áreas estratégica, financeira, 
comercial e de P&D, identificando em termos percentuais 
e/ou numéricos questões ligadas ao negócio da organização 
como: índices de exportação, importação, demandas e 
restrições de mercado, índices econômicos, poder aquisitivo, 
PIB, índice de desemprego, balança comercial, índices de 
investimentos etc.;
Curiosidade
Vocês sabiam que as empresas produziam tantas informações em 
seus departamentos ou funções empresariais? Vamos conhecer mais 
algumas?
f) De Gestão: atendem as necessidades dos gerentes e 
executivos da organização no planejamento e gerenciamento 
de projetos, no gerenciamento de pessoas e situações diversas;
g) Tecnológicos: subsidiam a área de P&D no 
desenvolvimento de produtos, materiais e processos 
tecnológicos, bem como monitoram a concorrência quanto 
às inovações de produtos, materiais e processos;
h) Gerais: disseminados a todas as áreas da organização, 
possibilitando aos profissionais uma atualização constante, 
como por exemplo: notícias, fatos e acontecimentos etc.;
i) Cinzentas: de qualquer natureza, para qualquer área e 
com qualquer finalidade de uso, que não são detectados em 
buscas formais de informação, como por exemplo: colégio 
invisível, memória de pessoas, documentos confidenciais de 
difícil acesso, corredores informais eletrônicos (Internet), etc.
3 - Gestão do conhecimento e seus 
princípios
3.1 O que é gestão do conhecimento?
No final do século XX foi vivenciado um processo 
contínuo de brutal aumento e de transformação no 
conhecimento disponível. A discussão sobre Gestão do 
Conhecimento surge na década de 90 e tem como objetivo 
gerenciar o conhecimento acumulado de funcionários a fim 
de transformá-los em ativos da empresa. Ela cria condições 
para que o conhecimento seja criado, socializado, internalizado 
dentro da empresa, transformando-o de tácito em explícito.
Gestão do conhecimento é um “conjunto de estratégias 
para criar, adquirir, compartilhar e utilizar ativos de 
197
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conhecimento, bem como estabelecer fluxos que garantam 
a informação necessária no tempo e formato adequados, a 
fim de auxiliar na geração de idéias, solução de problemas e 
tomada de decisão” (Machado Neto, 1998).
Barroso (1999) define gestão do conhecimento como 
“a arte de criar valor alavancando os ativos intangíveis; 
para conseguir isso, é preciso ser capaz de visualizar a 
empresa apenas em termos de conhecimento e fluxos de 
conhecimento”.
A gestão do conhecimento “está, dessa maneira, 
intrinsecamente ligada à capacidade das empresas em utilizarem 
e combinarem as várias fontes e tipos de conhecimento 
organizacional para desenvolverem competências específicas 
e capacidade inovadora...” (Terra, 2000, p.70).
A principal preocupação dos investigadores na área 
da gestão do conhecimento reside na busca da melhoria 
de desempenho das organizações através de condições 
organizacionais favoráveis, processos de localização, extração, 
partilha e criação de conhecimento, assim como através das 
ferramentas e tecnologias de informação e comunicação.
A gestão do conhecimento tem como objetivos:
• tornar acessíveis grandes quantidades de informação 
organizacional, compartilhando as melhores práticas e 
tecnologias;
• permitir a identificação e mapeamento dos ativos de 
conhecimento e informações ligados a qualquer organização, 
seja ela com ou sem fins lucrativos (Memória Organizacional);
• apoiar a geração de novos conhecimentos, propiciando 
o estabelecimento de vantagens competitivas;
• dar vida aos dados tornando-os utilizáveis e úteis 
transformando-os em informação essencial ao nosso 
desenvolvimento pessoal e comunitário;
• organiza e acrescenta lógica aos dados de forma a 
torná-los compreensíveis;
• aumentar a competitividade da organização através da 
valorização de seus bens intangíveis.
Os benefícios das organizações ao adotarem uma 
estratégia de gestão de conhecimento são numerosos, pois 
oferece maior agilidade e capacidade de resposta, sendo 
que aumenta o rendimento dos trabalhadores e contribui 
para que estas se tornem mais competitivas e rentáveis. Se 
for bem implementada, aumenta a produtividade de negócio 
e melhora a tomada de decisão. Outro aspecto importante 
passa por compartilhar o conhecimento internamente, 
atualizar, processar e aplicá-lo em benefício organizacional, 
criando desta forma novos conhecimentos para a empresa.
Saber Mais
Vamos fazer uma pesquisa sobre gestão do conhecimento aplicado a 
gestão empresarial?
Atualmente as organizações têm vindo a reconhecer que 
o conhecimento é necessário para mantê-las competitivas no 
mercado e melhorar significativamente o seu desempenho, 
mas os fatores críticos de sucesso na implementação de 
uma gestão de conhecimento passam por fomentar uma 
boa comunicação, ou seja, explicar a todos os colaboradores 
de uma organização, qual o seu papel e a sua verdadeira 
importância. A Gestão de Conhecimento deve passar a fazer 
parte da cultura da organização para que todos os colaboradores 
entendam a sua necessidade.
São vários os princípios da gesta do conhecimento, entre 
eles podem ser citados:
• o conhecimento tem origem e reside na cabeça das 
pessoas;
• o compartilhamento do conhecimento exige confiança;
• a tecnologia possibilita novos comportamentos ligados 
ao conhecimento;
• o compartilhamento do conhecimento deve ser 
estimulado e recompensado;
• suporte da direção e recursos são essenciais;
• iniciativas ligadas ao conhecimento devem começar com 
um programa piloto;
• aferições quantitativas e qualitativas são necessárias para 
se avaliar a iniciativa;
• o conhecimento é criativo e deve ser estimulado a se 
desenvolver de formas inesperadas.
Retomando a aula
Parece que estamos indo bem. Então, para encerrar 
essa aula, vamos recordar:
1 - Ambiente organizacional e as diferentes naturezas 
informacionais
Nessa seção foi apresentado o ambiente organizacional 
das empresas e seus respectivos fluxos informacionais gerados 
nos ambientes. Foram apresentados os dados, informações e 
conhecimentos estruturados, estruturáveis e não-estruturados. 
2 - Gestão da informação e as informações básicas 
para gestão empresarial
Nessa seção foram apresentados e discutidos os conceitos 
sobre gestão da informação, suas principais características e 
aplicações nas empresas. Foram apresentadas as informações 
geradas nas funções empresariais como insumos básicos para a 
gestão empresarial. 
3 - Gestão do conhecimento e seus princípios
Nessa seção foram apresentados e discutidos os conceitos 
de gestão do conhecimento, seus principais objetivos e 
benefícios e seus princípios.
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OBS: Se ao nal desta aula surgirem dúvidas, vocês poderão saná-
las através das ferramentas “fórum” ou “quadro de avisos”. Ou ainda 
poderão enviar para o e-mail avschneider@unigran.br
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