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das premissas (não importando se elas são verdadeiras). Lógica clássica: definições Tipos de argumentos: Há três tipos tradicionais de argumentos: a dedução, a indução e a analogia. A dedução parte de (pelo menos) uma proposição geral para chegar a uma conclusão que pode ser geral ou particular. A indução parte de diversos dados singulares constatados para chegar a proposições gerais. A analogia, ou raciocínio por semelhança, é uma indução parcial em que se passa de alguns fatos singulares para uma conclusão singular ou particular. A falácia é um tipo de raciocínio incorreto, apesar de ter aparência de correção. As falácias podem ser formais (quando contrariam as regras da inferência válida) e não formais (quando decorrem de premissas que não estabelecem a conclusão; podem ser de vários tipos). Lógica clássica: definições Argumento, pintura de Rudolf Bergander, 1961. Argumentar não é apenas persuadir psicologicamente o outro a respeito de nossas posições, mas respeitar o rigor e a correção do raciocínio. A L B U M /A K G -I M A G E S /L A T IN S T O C K Lógica simbólica A lógica simbólica surge no século XIX e tem Gottlob Frege como principal representante. Gottlob Frege, matemático e filósofo alemão, é considerado o fundador da lógica matemática moderna. A L B U M /A K G -I M A G E S /L A T IN S T O C K Lógica simbólica A lógica simbólica ou matemática desenvolve uma linguagem técnica artificial bem mais ampla e precisa que a utilizada pela lógica tradicional. Divide-se em cálculo proposicional e cálculo de predicados. Na lógica proposicional, símbolos representam as proposições e as conexões que se estabelecem entre elas: negação, conjunção, implicação e equivalência. Tabelas de verdade são usadas para identificar os valores de verdade e falsidade das proposições e assim saber se o argumento é válido ou não. A lógica de predicados envolve os quantificadores (universais e existenciais), que se expressam pelas palavras “qualquer”, “todo”, “cada”, “algum”, “nenhum” e “existe”. A vantagem é poder expressar uma rica variedade de estruturas lógicas inexistentes na lógica clássica. ANOTAÇÕES EM AULA Coordenação editorial: Maria Raquel Apolinário, Eduardo Augusto Guimarães e Ana Cláudia Fernandes Elaboração: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Renato dos Santos Belo Edição de texto: Samir Thomaz Preparação de texto: José Carlos de Castro Coordenação de produção: Maria José Tanbellini Iconografia: Camila D'Angelo, Marcia Mendonça, Angelita Cardoso e Denise Durand Kremer EDITORA MODERNA Diretoria de Tecnologia Educacional Editora executiva: Kelly Mayumi Ishida Coordenadora editorial: Ivonete Lucirio Editoras: Jaqueline Ogliari e Natália Peixoto Assistentes editoriais: Ciça Japiassu Reis e Renata Michelin Editor de arte: Fabio Ventura Editor assistente de arte: Eduardo Bertolini Assistentes de arte: Ana Maria Totaro, Camila Castro, Guilherme Kroll e Valdeí Prazeres Revisores: Diego Rezende e Ramiro Morais Torres © Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados. EDITORA MODERNA Rua Padre Adelino, 758 – Belenzinho São Paulo – SP – Brasil – CEP: 03303-904 Vendas e atendimento: Tel. (0__11) 2602-5510 Fax (0__11) 2790-1501 www.moderna.com.br 2012 http://www.moderna.com.br/ O conhecimento científico Ciência e senso comum O conceito atual de ciência surgiu no século XVII, com os métodos de investigação instituídos por Galileu, que se caracterizam pela matematização e experimentação. Nas culturas mais antigas já existia algum tipo de conhecimento teórico que possibilitava a intervenção na natureza. Tal conhecimento dependia do senso comum, do uso espontâneo da razão e da imaginação, da dedução ou indução e era transmitido ao longo do tempo. Na Antiguidade edificaram-se grandes construções sólidas, como o Arqueduto de Roma, apesar de não existir ainda um rigor nos conhecimentos científicos. G L O W I M A G E S - S C A L A , F L O R E N C E Ciência e senso comum O senso comum é um saber empírico e transmitido, enquanto o saber científico busca precisar as causas e os motivos de um evento. O senso comum é um conhecimento particular, ele realiza generalizações que carecem de rigor. Já a ciência é um saber sistemático, controlado pela experiência. O conhecimento do senso comum é fragmentário, pois não estabelece as conexões adequadas. Por sua vez, o conhecimento científico é unificador, tem a capacidade de conectar saberes sobre diversos fenômenos entre si. Ciência e senso comum O senso comum é subjetivo e pessoal, enquanto a ciência procura a objetividade, isto é, independe de preferências individuais. A linguagem do senso comum é ambígua, enquanto a ciência procura se utilizar de uma linguagem rigorosa, com o recurso da matemática e da experimentação. Desse modo, foi possível controlar esse conhecimento, tornando-o sistemático, preciso e objetivo. O trabalho do cientista Por comunidade científica entendem-se os membros de um determinado grupo que se reconhecem mutuamente, como detentores de conhecimentos específicos em determinada área de investigação científica. A ciência se utiliza de métodos rigorosos, mas nem por isso é infalível ou indubitável. O trabalho do cientista envolve valores estritamente cognitivos, mas também valores éticos e políticos. Pesquisa com célula-tronco em um instituto de doenças cardiovasculares, em São Francisco, Califórnia (EUA, setembro de 2010). A utilização de experimentos com célula-tronco foi objeto de inúmeras discussões de caráter ético. N O A H B E R G E R /B L O O M B E R G /G E T T Y IM A G E S O trabalho do cientista Do ponto de vista dos valores cognitivos, podemos destacar três características da ciência: a imparcialidade, a autonomia e a neutralidade. • Diz-se que a ciência é imparcial por seguir rigorosos padrões de avaliação, que podem ser verificados por qualquer membro da comunidade científica. • Fala-se em autonomia porque o cientista deve ter condições independentes de investigação. • A neutralidade decorre do fato de que a pesquisa se orienta apenas pelo valor cognitivo. O trabalho do cientista Essas características dizem respeito apenas às exigências do método científico. No entanto, o cientista encontra-se inserido em um contexto sujeito a um conjunto de valores éticos e políticos que devem ser avaliados. Daí a importância de uma formação humanista que possibilite a reflexão sobre as aplicações da atividade científica. Ou seja, a ciência é neutra, mas não são neutros os interesses que envolvem as pesquisas, a definição de prioridade e os fins a que se destinam. Decorre daí a responsabilidade do cientista. Os métodos das ciências Podemos classificar as ciências em: ciências formais (matemática e lógica), ciências da natureza (física, química, geografia física etc.) e ciências humanas (sociologia, antropologia, psicologia, história, geografia humana etc.). As ciências da natureza recorrem ao método experimental, que trabalha com as seguintes etapas: a observação científica é metódica e orientada por teorias; a hipótese é uma explicação provisória dos fatos observados. Elas dependem de intuição, imaginação, mas também de raciocínios (dedução, indução e analogia); a experimentação é a observação provocada para controle da hipótese; a generalização é a formulação de leis, de enunciados que descrevem regularidades ou normas, como as leis empíricas ou particulares (queda dos corpos); a teoria é constituída por leis gerais ou teorias (teoria newtoniana), que abrangem e reúnem diversas leis. Os métodos das ciências As ciências humanas enfrentam dificuldades metodológicas por ter como objeto o próprio ser que conhece. São elas: a complexidade (o comportamento humano resulta de múltiplas influências); a dificuldadede experimentação e matematização; o subjetivismo (o próprio ser humano é seu objeto de estudo, além disso, trata-se de individualidades); a liberdade (apesar dos condicionamentos, o ser humano é capaz de ações livres). A diversidade de métodos: podem-se distinguir duas tendências metodológicas. Segundo a tendência naturalista, as ciências humanas devem se adequar ao método das ciências da natureza. Já a tendência humanista propõe métodos distintos que respeitem a especificidade do seu objeto, como individualidade, liberdade e consciência moral. Os métodos das ciências Os vários órgãos da mente, gravura da década de 1890. O objeto de estudo da psicologia, como o das demais ciências humanas, exige, pela sua complexidade, definições metodológicas muito distintas das utilizadas pelas ciências da natureza. A L B U M /A K G -I M A G E S /N O R T H W IN D P IC T U R E A R C H IV E S /L A T IN S T O C K ANOTAÇÕES EM AULA Coordenação editorial: Maria Raquel Apolinário, Eduardo Augusto Guimarães e Ana Cláudia Fernandes Elaboração: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Renato dos Santos Belo Edição de texto: Samir Thomaz Preparação de texto: José Carlos de Castro Coordenação de produção: Maria José Tanbellini Iconografia: Camila D'Angelo, Marcia Mendonça, Angelita Cardoso e Denise Durand Kremer EDITORA MODERNA Diretoria de Tecnologia Educacional Editora executiva: Kelly Mayumi Ishida Coordenadora editorial: Ivonete Lucirio Editoras: Jaqueline Ogliari e Natália Peixoto Assistentes editoriais: Ciça Japiassu Reis e Renata Michelin Editor de arte: Fabio Ventura Editor assistente de arte: Eduardo Bertolini Assistentes de arte: Ana Maria Totaro, Camila Castro, Guilherme Kroll e Valdeí Prazeres Revisores: Diego Rezende e Ramiro Morais Torres © Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados. EDITORA MODERNA Rua Padre Adelino, 758 – Belenzinho São Paulo – SP – Brasil – CEP: 03303-904 Vendas e atendimento: Tel. (0__11) 2602-5510 Fax (0__11) 2790-1501 www.moderna.com.br 2012 http://www.moderna.com.br/ VDfilo_cap7p_conhecimento_verdade VDfilo_cap8p_instrumento_pensar_logica VDfilo_cap9p_conhecimento_cientificode experimentação e matematização; o subjetivismo (o próprio ser humano é seu objeto de estudo, além disso, trata-se de individualidades); a liberdade (apesar dos condicionamentos, o ser humano é capaz de ações livres). A diversidade de métodos: podem-se distinguir duas tendências metodológicas. Segundo a tendência naturalista, as ciências humanas devem se adequar ao método das ciências da natureza. Já a tendência humanista propõe métodos distintos que respeitem a especificidade do seu objeto, como individualidade, liberdade e consciência moral. Os métodos das ciências Os vários órgãos da mente, gravura da década de 1890. O objeto de estudo da psicologia, como o das demais ciências humanas, exige, pela sua complexidade, definições metodológicas muito distintas das utilizadas pelas ciências da natureza. A L B U M /A K G -I M A G E S /N O R T H W IN D P IC T U R E A R C H IV E S /L A T IN S T O C K ANOTAÇÕES EM AULA Coordenação editorial: Maria Raquel Apolinário, Eduardo Augusto Guimarães e Ana Cláudia Fernandes Elaboração: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Renato dos Santos Belo Edição de texto: Samir Thomaz Preparação de texto: José Carlos de Castro Coordenação de produção: Maria José Tanbellini Iconografia: Camila D'Angelo, Marcia Mendonça, Angelita Cardoso e Denise Durand Kremer EDITORA MODERNA Diretoria de Tecnologia Educacional Editora executiva: Kelly Mayumi Ishida Coordenadora editorial: Ivonete Lucirio Editoras: Jaqueline Ogliari e Natália Peixoto Assistentes editoriais: Ciça Japiassu Reis e Renata Michelin Editor de arte: Fabio Ventura Editor assistente de arte: Eduardo Bertolini Assistentes de arte: Ana Maria Totaro, Camila Castro, Guilherme Kroll e Valdeí Prazeres Revisores: Diego Rezende e Ramiro Morais Torres © Reprodução proibida. 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