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GLOBALIZAÇÃO Globalização O que é Globalização - Conceito Podemos dizer que é um processo econômico e social que estabelece uma integração entre os países e as pessoas do mundo todo. Através deste processo, as pessoas, os governos e as empresas trocam ideias, realizam transações financeiras e comerciais e espalham aspectos culturais pelos quatro cantos do planeta. O conceito de Aldeia Global se encaixa neste contexto, pois está relacionado com a criação de uma rede de conexões, que deixam as distâncias cada vez mais curtas, facilitando as relações culturais e econômicas de forma rápida e eficiente. Origens da Globalização e suas Características Muitos historiadores afirmam que este processo teve início nos séculos XV e XVI com as Grandes Navegações e Descobertas Marítimas. Neste contexto histórico, o homem europeu entrou em contato com povos de outros continentes, estabelecendo relações comerciais e culturais. Porém, a globalização efetivou-se no final do século XX, logo após a queda do socialismo no leste europeu e na União Soviética. O neoliberalismo, que ganhou força na década de 1970, impulsionou o processo de globalização econômica. Com os mercados internos saturados, muitas empresas multinacionais buscaram conquistar novos mercados consumidores, principalmente dos países recém-saídos do socialismo. A concorrência fez com que as empresas utilizassem cada vez mais recursos tecnológicos para baratear os preços e também para estabelecerem contatos comerciais e financeiros de forma rápida e eficiente. Neste contexto, entra a utilização da Internet, das redes de computadores, dos meios de comunicação via satélite etc. Outra característica importante da globalização é a busca pelo barateamento do processo produtivo pelas indústrias. Muitas delas produzem suas mercadorias em vários países com o objetivo de reduzir os custos. Optam por países onde a mão-de-obra, a matéria-prima e a energia são mais baratas. Um tênis, por exemplo, pode ser projetado nos Estados Unidos, produzido na China, com matéria-prima do Brasil, e comercializado em diversos países do mundo. Para facilitar as relações econômicas, as instituições financeiras (bancos, casas de câmbio, financeiras) criaram um sistema rápido e eficiente para favorecer a transferência de capital e comercialização de ações em nível mundial. Bolsa de valores: tecnologia e negociações em nível mundial. Investimentos, pagamentos e transferências bancárias, podem ser feitos em questões de segundos através da Internet ou de telefone celular. Os tigres asiáticos (Hong Kong, Taiwan, Cingapura e Coreia do Sul) são países que souberam usufruir dos benefícios da globalização. Investiram muito em tecnologia e educação nas décadas de 1980 e 1990. Como resultado, conseguiram baratear custos de produção e agregar tecnologias aos produtos. Atualmente, são grandes exportadores e apresentam ótimos índices de desenvolvimento econômico e social. Blocos Econômicos e Globalização Dentro deste processo econômico, muitos países se juntaram e formaram blocos econômicos, cujo objetivo principal é aumentar as relações comerciais entre os membros. Neste contexto, surgiram a União Europeia, o Mercosul, a Comecom, o NAFTA, o Pacto Andino e a Apec. Estes blocos se fortalecem cada vez mais e já se relacionam entre si. Desta forma, cada país, ao fazer parte de um bloco econômico, consegue mais força nas relações comerciais internacionais. WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 1 GLOBALIZAÇÃO Internet, Aldeia Global e a Língua Inglesa Como dissemos, a globalização extrapola as relações comerciais e financeiras. As pessoas estão cada vez mais descobrindo na Internet uma maneira rápida e eficiente de entrar em contato com pessoas de outros países ou, até mesmo, de conhecer aspectos culturais e sociais de várias partes do planeta. Junto com a televisão, a rede mundial de computadores quebra barreiras e vai, cada vez mais, ligando as pessoas e espalhando as ideias, formando assim uma grande Aldeia Global. Saber ler, falar e entender a língua inglesa torna-se fundamental dentro deste contexto, pois é o idioma universal e o instrumento pelo qual as pessoas podem se comunicar. A globalização é um assunto que se encontra em destaque nos meios de comunicação e, principalmente, nos livros de Geografia. No entanto, muitas análises relacionadas ao tema são pouco esclarecedoras e acabam gerando certa dificuldade de compreensão acerca do assunto. O processo de globalização é um fenômeno do modelo econômico capitalista, o qual consiste na mundialização do espaço geográfico por meio da interligação econômica, política, social e cultural em âmbito planetário. Porém, esse processo ocorre em diferentes escalas e possui consequências distintas entre os países, sendo as nações ricas as principais beneficiadas pela globalização, pois, entre outros fatores, elas expandem seu mercado consumidor por intermédio de suas empresas transnacionais. O desenvolvimento e a expansão dos sistemas de comunicação por satélites, informática, transportes e telefonia proporcionaram o aparato técnico e estrutural para a intensificação das relações socioeconômicas em âmbito mundial. Esse processo é uma consequência da Terceira Revolução Industrial, também conhecida como Revolução Técnico-Científico-Informacional, uma vez que, por meio dos avanços tecnológicos obtidos, foi possível promover maior integração econômica e cultural entre regiões e países de diferentes pontos do planeta. As principais beneficiadas pela globalização são as empresas transnacionais, haja vista que esse fenômeno faz com que elas continuem com suas matrizes em um país (desenvolvido), mas atuem com filiais em outros (em desenvolvimento), expandindo seu mercado consumidor. Elas se aproveitam da mão de obra barata, além de benefícios (isenção de imposto, doação de terreno, etc.) proporcionados pelos governos dos países em desenvolvimento, visando ao aumento da lucratividade. Além de fatores econômicos e sociais, a globalização também interfere nos aspectos culturais de uma determinada população. O grande fluxo de informações obtidas por meio de programas televisivos e, principalmente, pela Internet, exerce influência em alguns hábitos humanos. A instalação de redes de fast food é outro elemento que pode promover uma mudança nos costumes locais. Entretanto, elementos da cultura local perduram em meio à população, promovendo, assim, a diferenciação entre as culturas existentes. A globalização pode ser compreendida como a fase de expansão que o capitalismo atingiu na atualidade, impactando a economia, a política, a cultura e o espaço geográfico. Se no capitalismo comercial iniciado no final do século XV, com as grandes navegações e o colonialismo, diferentes partes do mundo passaram a estabelecer maiores relações, nos séculos seguintes essas relações se intensificaram conforme as novas tecnologias possibilitaram o avanço da produção industrial e do comércio mundial. A globalização é, sobretudo, econômica, e caracteriza-se pelo conjunto de mudanças no processo de produção de riquezas, nas relações de trabalho, no papel do Estado, nas formas de dominação sociocultural e pela facilitação dos fluxos de pessoas, capitais e informações ao redor do mundo. A base estrutural que possibilitou o aumento dos fluxos de informações nas últimas décadas é o avanço das telecomunicações (satélites artificiais, centrais telefônicas, cabos de fibra óptica e telefonia celular) e da informática. A evolução das tecnologias para computadores e internet permite um volume e rapidez cada vez maiores na transmissão de dados, voz, texto e imagem em todo o planeta, tornando-o cada vez mais conectado e integrado. Além das telecomunicações e informática, também houve avanços da robótica, biotecnologia e dos meios de transporte, na etapa do desenvolvimento industrial conhecida como Terceira RevoluçãoIndustrial, quando ciência, técnica e produção adquiriram maiores vínculos. A revolução tecnológica dos meios de informação e comunicação intensificou-se, possibilitando uma disputa cada vez maior entre países e empresas a partir da WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 2 GLOBALIZAÇÃO facilidade de circulação do capital de um país para outro, seja para a venda de mercadorias, para a instalação de filiais de empresas ou para aplicações financeiras. O aumento da capacidade produtiva das empresas, das infraestruturas e da utilização de sistemas informatizados nas variadas atividades econômicas (indústria, agropecuária, comércio e serviços) fez com que a técnica, a ciência e a informação se tornassem mais presentes no espaço geográfico. Essa presença é, porém, desigual. Concentra-se nos países desenvolvidos, distribui-se de modo irregular nos subdesenvolvidos industrializados e é ainda escassa em países subdesenvolvidos de economia primária. Portanto, a globalização não integra o mundo todo da mesma forma. A maioria dos usuários de internet no mundo, por exemplo, concentra-se em países como EUA, Japão, China e Alemanha. A derrocada do bloco socialista pós-Guerra Fria (1989) iniciou a chamada nova ordem mundial, levando o capitalismo ao mundo todo e impulsionando o processo de globalização. Novos mercados consumidores se abriram, ao passo que governos e grandes empresas intensificaram medidas e políticas neoliberais (que favorecem a iniciativa privada), ampliando a circulação de capitais entre os países. Com a economia mundial globalizada, as empresas multinacionais se destacaram, espalhando suas atividades ao redor do mundo através de complexas redes de produção, distribuição, divulgação e comercialização. Seus lucros são maximizados ao dividirem as etapas de produção e demais atividades em diferentes países. Os investimentos são direcionados conforme as vantagens que o país (geralmente subdesenvolvido) fornece, como: mão-de-obra barata e qualificada, matéria-prima abundante, baixo custo para instalação de filiais, redução ou mesmo isenção de impostos. Já os centros administrativos, científicos e tecnológicos são mantidos em suas sedes, nos países de origem. Dessa forma, diversas marcas de todos os tipos de produtos, redes de fast food, supermercados, bancos e serviços em geral, tornam-se cada vez mais presentes em diversos países. Atualmente, mercados mundiais importantes são dominados por um pequeno número de corporações multinacionais ou transnacionais, que concentraram capitais através de fusões e/ou aquisições. A popularização do acesso à internet e comunicação instantânea através de celulares e computadores é um fato representativo dos níveis de desenvolvimento que o processo de globalização vem atingindo no século XXI. A ideia de uma globalização designa o processo de integração em escala mundial da economia de mercado, das relações e interações humanas, relações econômicas, políticas e culturais entre nações, como consequência da velocidade sempre crescente dos meios de transporte e comunicação sendo, neste último caso, principalmente através das novas tecnologias de informação e comunicação (TIC’s). A globalização não é apenas um fenômeno de natureza econômica, mas política, tecnológica, cultural. Os diferentes aspectos do processo de globalização são analisados por Santos (2002): a globalização econômica e o neoliberalismo, a globalização social e as desigualdades, a globalização política e o Estado-nação, a globalização cultural ou cultura global, globalização hegemônica e contra-hegemônica, os graus de intensidade da globalização além de uma perspectiva do futuro da globalização. A ideia de globalização evoca a noção de um mundo único, uma aldeia global, um mundo sem fronteiras, de integração da economia mundial, de onde resultam expressões como: cultura mundial, civilização mundial, governança mundial, economia mundial, cidadania global. Os protestos de rua de um país são vistos com facilidade pelos telespectadores de outro país. “Globalizaram-se as instituições, os princípios jurídico-políticos, os padrões socioculturais e os ideais que constituem as condições e produtos civilizatórios do capitalismo” (IANNI, 1995, p.47- 8 apud VICENTE, 2009, p. 128). Anthony Giddens fala de um mundo em transformação, que afeta tudo o que fazemos, e que estamos sendo empurrados para uma ordem global cujos efeitos se fazem sentir mas que ainda não compreendemos na sua totalidade. E neste processo de transformação a globalização está por trás, inclusive, da expansão da democracia: “[...] vivemos numa época em que a democracia está a estender-se a todo o mundo [...] Temos de democratizar ainda mais as estruturas já existentes e de o fazer de forma a responder às exigências da era global” (2006, p. 17). Do ponto de vista do expansionismo econômico a globalização não é algo novo. Na História verificamos processos semelhantes como na fase do colonialismo com a hegemonia de Espanha e Portugal na era das grandes descobertas dos séculos XVI ao XVIII, ou o imperialismo do fim do século XIX e início do século XX com a hegemonia da Inglaterra e dos Estados Unidos até chegar aos WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 3 GLOBALIZAÇÃO processos de transnacionalização e globalização do final do século XX. Nos dias atuais podemos mencionar a criação de organizações internacionais como a ONU (Organização das Nações Unidas), Banco Mundial, FMI (Fundo Monetário Internacional) e a UE (União Européia) como um resultado direto desse processo de globalização. De mogo geral vemos como a aceleração e ampliação do processo de expansão do capitalismo de forma globalizada vem se desenvolvendo há séculos (SUNKEL, 1999). A situação presente, todavia, possui um ingrediente extra que é a revolução tecnológica contemporânea. É certo que os períodos de grande expansão econômica internacional também foram sempre precedidos de grandes transformações tecnológicas, o que não é diferente no presente processo. A atual globalização, entre outros fatores, foi fortemente impulsionada pela revolução nas comunicações, em especial na constante evolução tecnológica da computação (PEREIRA NETO, 2003, p. 58-59). Anthony Giddens (2006) destaca como hoje o processo de globalização é marcado pela informação digital, inclusive financeiramente. Um dinheiro que não raro só existe como informação digital e que serve de base às transações econômicas que são operadas no mercado financeiro de vários países. Milhões e bilhões de dólares são movimentados diariamente. Um volume de transações financeiras inabitual para o mercado comum: “É um aumento maciço em relação aos finais da década de 1980, sem falarmos de anos mais distantes. O valor do dinheiro que temos no bolso, ou nas nossas contas bancárias, muda de momento a momento, de acordo com as flutuações registadas nestes mercados” (2006, p. 22). Vivemos hoje em dia a era da mundialização do capital, usando o termo francês para globalização (mondialisation): um processo de internacionalização do capital produtivo como um conjunto dos processos que tecem relações de interdependência entre as economias nacionais, incluindo aí as importações e exportações de bens e serviços, entradas e saídas de investimentos do capital financeiro ou, ainda, de mundialização das operações do capital (CHESNAIS, 1994 e 1995). Em vez de usar o termo “globalização” e, portanto, de fazer referência à “economia” de modo vago e impreciso, parece então desde já preferível falar em “globalização do capital”, sob a forma tanto do capital produtivo aplicado na indústria e nos serviços quanto do capital concentrado que se valoriza conservando a forma dinheiro. Pode-se então dar mais um passo, aquele que consiste em falar de “mundialização”em vez de “globalização” (CHESNAIS, 1995, p. 5). Milton Santos (2000) destaca que as atividades hegemônicas do mundo globalizado estão todas fundadas na técnica e na tecnociência. Há 150 anos era usado o Código Morse como meio de comunicação. Hoje esse sistema foi substituído pela tecnologia dos satélites que permite localizar qualquer pessoa, usando um GPS, por exemplo. A globalização foi favorecida pelo casamento entre a ciência e a técnica, mas um casamento que é condicionado pelo mercado: a ciência e a técnica passam a produzir aquilo que interessa ao mercado e não a humanidade em geral. O mundo da técnica promoveu uma maior fluidez e rapidez nas relações sociais. Mas uma fluidez que não é para todos, mas para os agentes que têm a possibilidade de utilizá-la. E a “compartimentação dos territórios ganham esse novo ingrediente [...] tudo hoje está compartimentado; incluindo toda a superfície do planeta” (SANTOS, 2000, p. 84). É dessa forma que se potencializa a força das grandes empresas em detrimento de outras, que são forçadas em suas formas “de ser e agir” a adaptar-se ao “epicentro” das empresas hegemônicas. “Com a globalização, o uso das técnicas disponíveis permite a instalação de um dinheiro fluido, relativamente invisível, praticamente abstrato” (SANTOS, 2000, p. 100). Do ponto de vista econômico se fala hoje em dia em uma economia mundial ou de uma economia globalizada, onde as economias nacionais são rearticuladas no seio de um sistema de transações e processos que operam em nível internacional. Transformações importantes ocorridas a partir da década de 1970 na conjuntura política, econômica e social propiciaram o avanço da globalização com a expansão de empresas transnacionais : a chamada transnacionalização. Uma nova economia se afirmas estimualda pela ideia de um mercado livre global onde “as empresas, corporações e conglomerados transnacionais adquiriram preeminência sobre as economias nacionais” (IANNI, 1995, p.46 apud VICENTE, 2009, p. 127). “A globalização é, de certa forma, o ápice do processo de internacionalização do mundo capitalista” (SANTOS, 2000, p. 23). Passamos da micro para a macro economia, das regras de gestão privada para o estabelecimento de políticas econômicas que são definidas e redefinidas por instituições internacionais. WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 4 GLOBALIZAÇÃO Naturalmente há os defensores e opositores do fenômeno da globalização. Dentre seus defensores, Thomas Friedman acredita que “a globalização representa a substituição natural de um sistema decadente implantado no transcorrer dos anos em que o mundo viveu a polarização estabelecida entre o capitalismo e o socialismo” (apud VICENTE, 2009, p. 128). Um avanço que tende a ganhar força com o desenvolvimento de novas tecnologias do sistema produtivo, seja através da computação, da internet, da fibra ótica, por exemplo. O processo de globalização facilitou a afirmação de um conjunto de ideias neoliberais (REIS, 1997; VICENTE, 2009). O neoliberalismo ganhou força com o modelo de uma nova economia de mercado global ou, mais exatamente, um mercado livre global, onde as empresas e corporações transnacionais ganham proeminência sobre as economias nacionais. Ganha força a recomendação de redução do Estado no desempenho de certas funções que é um componente central da ideologia neoliberal e procura se tornar hegemônica, baseado na necessidade de conceber e operar a máquina do Estado tornando-a simultaneamente mais eficiente e menos onerosa. Thomas Friedman estabelece como alicerces do processo de globalização, do seu ponto de vista, nos seguintes itens: a) Defesa parcial da noção Estado-nação, uma vez que no processo de implantação da globalização ainda é necessária a presença do Estado. b) A relação entre Estado-nação e mercados globais tende a restringir as ações dos Estados, com a consequente delimitação de sua atuação, pois os centros econômicos mundiais adotam medidas que têm de ser incorporadas pelos países defensores desse processo da globalização. A propensão, portanto, seria chegar ao fim dos Estados nacionais. c) A tendência caminha no sentido de estabelecer o equilíbrio entre o poder dos Estados e as liberdades individuais, ou, se preferir, colocar no mesmo patamar o individualismo e o poder coletivo. Aqui, Friedman apela, mais uma vez, para as novas tecnologias e as facilidades de mobilização social criadas (apud VICENTE, 2009, p. 130-131) Existem também as críticas a esse modelo e visão de mundo, que consideram a ideia de globalização como a fonte de inúmeros problemas, e não leva em consideração questões como a heterogeneidade, a fragmentação, a desigualdade, a exclusão, a dominação, a exploração, as diferenças ideológicas e das relações humanas, entre outras. Os oponentes da globalização estimam que a globalização seria antes geradora de inquietações, de desgates do meio ambiente, de uma competitividade desumana. Entre os seus críticos, estão aqueles que apontam para o fato de que a globalização tende a aumentar ainda mais as desigualdades sociais, fazendo com que a concentração da riqueza mundial esteja cada vez mais nas mãos de poucos, aumentando a situação de pobreza e miséria social. A dinâmica tecnológica e econômica que se afirma como parte das tendências novas da globalização não autorizam qualquer otimismo no que se refere à sua eventual contribuição para melhorar esse quadro de desigualdade. Ao contrário, o que temos com ela, mesmo nos países economicamente mais avançados, são o aumento da desigualdade social, níveis inéditos de desemprego, a "nova pobreza", o aumento da violência urbana (REIS, 1997, p. 49). Vive-se o imperativo do mercado globalizado. A globalização conduz a uma nova espécie de darwinismo econômico e social, no qual cada ser humano é chamado a mostrar suas competências e onde sobrevivem apenas os mais fortes, por meio de uma seleção natural. O mercado é intransigente com os que não são competitivos: caso não consigam se adaptar ao meio, sofrerão a marginalização e a exclusão social. Dentre os críticos do processo de globalização podemos destacar Milton Santos, autor da obra: Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal. O livro do Milton Santos tem como objetivo principal discutir o atual processo de globalização, abordando questões que trata da constituição da globalização: quais indivíduos de fato esta atual globalização beneficia? É possível dar novos rumos a atual história social no período da globalização? Milton Santos entende a globalização como algo perversa na forma como está: “fundada na tirania da informação e do dinheiro, na competitividade, na confusão dos espíritos e na violência estrutural, acarretando o desfalecimento da política feita pelo Estado e a imposição de uma política comandada pelas empresas” (2000, p. 15). A obra de Milton Santos é bastante extensa e merece uma reflexão mais detalhada sobre as questões analisadas pelo autor. Veja a este respeito o texto em nosso website: Uma outra globalização é possível? WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 5 GLOBALIZAÇÃO Utilizando os conceitos de monocultura da escala dominante e monocultura do produtivismo capitalista Boaventura de Sousa Santos (2007) critica a ideia de que tudo se torna global e homogêneo em função de uma escala dominante, representada hoje pela globalização, criando a ausência do particular e do local e de que o que vale nesse processo é o crescimento econômico e a lógica produtivista do sistema capitalista. Propondo como alternativa o que ele chama de ecologia da “transescala”, defende que é precisoir além da escala dominante trabalhando entre as escalas locais, globais e nacionais; e a ecologia das produtividades que busca recuperar e valorizar sistemas alternativos de produção como as cooperativas operárias, a economia solidária, entre outras, que a ortodoxia capitalista desacreditou ou ocultou. O fim do socialismo A criação do socialismo como regime político-econômico visava sufocar e extinguir o sistema que vigorava no final do século XIX, o capitalismo. As ideias socialistas almejavam implantar uma sociedade mais justa e igualitária. Os principais idealizadores do socialismo foram os alemães Karl Marx e Friedrich Engels, após uma profunda análise no sistema capitalista eles proporam a estruturação de uma sociedade alicerçada no regime socialista. A partir daí, as ideias do regime socialista se espalharam pelo mundo e muitos países as implantaram. No entanto, tais nações não instituíram o socialismo aos moldes propostos por Karl Marx e Friedrich Engels. Desse modo, o socialismo aplicado em diversas nacionalidades recebeu o nome pelos estudiosos de “socialismo real”, ou seja, aquele que realmente foi colocado em prática. Na União Soviética e todo Leste Europeu foi instaurado o socialismo real, marcado principalmente pela enorme participação do Estado. Esse fato fez emergir, de certa forma, um sistema um tanto quanto ditatorial, tendo em vista que as decisões políticas não tinham a participação popular. A liberdade de expressão era reprimida pelos dirigentes, que concentravam o poder em suas mãos. Com o excesso de centralização do poder, a classe de dirigentes, bem como os funcionários de alto escalão do governo, passaram a desfrutar de privilégios que não faziam parte do cotidiano da maioria da população; o que era bastante contraditório, pois o socialismo buscava a construção de uma sociedade igualitária. Em todo o transcorrer da década de 80, a União Soviética enfrentou uma profunda crise, atingindo a política e a economia. Tal instabilidade foi resultado de diversos fatores, dentre os quais podemos destacar o baixo nível tecnológico em relação aos outros países. Isso porque o país investiu somente na indústria bélica, deixando de lado a produção de bens de consumo. Além, da diminuição drástica da produção agropecuária e industrial. Diante dos problemas apresentados, a população soviética ficava cada vez mais descontente com o sistema socialista. A insatisfação popular reforçava o anseio de surgir uma abertura política e econômica no país para buscar melhorias sociais. O desejo de implantar um governo democrático na União Soviética consolidou a queda do socialismo no país. Fato que ligeiramente atingiu o Leste Europeu, que buscou se integrar ao mundo capitalista. Hoje, praticamente não existem países essencialmente socialistas, salvo Cuba. São ainda considerados socialistas: China, Vietnã e Coréia do Norte. Aos poucos essas nações dão sinais de declínio quanto ao sistema de governo, promovendo gradativamente abertura política e econômica. O colapso da União Soviética foi para o Ocidente como um brinde ao triunfo da superioridade do capitalismo sobre o socialismo. A Guerra Fria, que havia pairado sobre a bipolaridade das superpotências desde o fim da II Guerra Mundial, havia finalmente dissipado alegrando os Estados Unidos com o seu inimigo formidável trazido a seus joelhos e abrindo canteiros para introduzir a nova ordem mundial. Conclusões e rupturas configuram novos rumos para a retomada da Globalização. É comum confundirmos a derrota do socialismo com o desaparecimento da União Soviética, como elucidado por Paulo Roberto de Almeida. Em seguida, ele discorre sobre os fracassos do planejamento econômico da União Soviética que não conseguiu atender às necessidades do Estado, e um evidente WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 6 GLOBALIZAÇÃO declínio gradual desencadeou-se. Finalmente, a ideologia do comunismo, que o governo soviético trabalhou para incutir nos corações e mentes de sua população, nunca criou raízes firmes. Com o tempo, os bancos evoluíram consideravelmente fornecendo as tendências e perspectivas para o futuro. Em 2000, novos padrões foram surgindo com bancos norte-americanos afirmando-se no mercado global, formando o G7 (EUA, Canadá, Reino Unido, Alemanha, França, Itália e Japão). Todavia, o mundo viveu também uma era de grande crise econômica, o que acelerou a nova ordem mundial. Essas premissas indicam uma dificuldade na construção de uma ordem mundial que enfrentam novos e velhos problemas complexos para a agenda internacional, relativos às questões universais dos direitos humanos, desarmamento, população, saúde, segurança, educação, trabalho, meio ambiente, terrorismo político e uma série de outros desequilíbrios regionais e socais. Percebeu-se também uma grande mudança no tratamento dos países após o fim da Guerra Fria, como a criação do conceito “Terceiro Mundo”, conjunto de países que enfrentam problemas sociais e econômicos, substituindo o antigo “Norte-Sul”. Houve também uma queda na coesão entre os Estados Unidos, Europa e Japão que passaram a ser mais nacionalistas e terem em mira os seus próprios interesses. Os EUA, com o intuito de não arcar com a ordem mundial sozinho, convidou a Rússia para fazer parte do principal grupo econômico mundial, o G-8. A Rússia por sua vez, após o fim da URSS, abriu seu mercado principalmente para o ocidente e enfrentou dificuldades em seu próprio terreno como as migrações, escassez de recursos naturais, entre outros. O que levou o país a tomar decisões administrativas objetivando-se ao seu lançamento como potência mundial. No mundo atual, é difícil pensar em uma única ordem mundial, pois, partindo dos conceitos de alguns estudiosos, o que há no mundo hoje é uma multipolarização, em outras palavras, uma hierarquia flexível que desponta a ascensão de diversos países a cada momento. A CRISE DA GLOBALIZAÇÃO Os mesmos analistas que afirmavam ser o fim da União Soviética a comprovação de que os ideais de uma sociedade igualitária não são viáveis na prática agora têm que admitir que a globalização econômica pautada na livre concorrência, além de gerar milhões de excluídos em todo o planeta (fator que por si só já é controverso), também não traz benefícios concretos para boa parte dos habitantes dos países desenvolvidos. Nas últimas décadas do século passado, a palavra globalização ultrapassou os muros da universidade para invadir os mais diversos âmbitos da sociedade. A partir dos avanços dos meios de comunicação e transporte, parecia que finalmente o “mundo era um só”. O filósofo Marshall McLuhan falava em “Aldeia Global”. Não havia mais obstáculos para a livre circulação de serviços e mercadorias. Com o colapso do socialismo no Leste Europeu, o capitalismo despontaria como sistema econômico hegemônico. As utopias estavam mortas. Era o “Fim da História” preconizado pelo cientista político Francis Fukuyama. Enfim, a economia de mercado era confirmada como a derradeira etapa da história da humanidade. Tudo ia bem para os ideólogos da globalização até que surgiu a crise econômica de 2008, iniciada no setor financeiro dos Estados Unidos e posteriormente espalhada para praticamente todo o planeta. Quebra de bancos, queda da produtividade industrial, falência de empresas e desemprego em massa foram algumas das consequências mais visíveis da crise econômica. Não demorou muito para esses efeitos refletirem na esfera política. O resultado da derrocada financeira foi a ascensão de políticos e medidas estatais nitidamente antiglobalização. WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR7 GLOBALIZAÇÃO É fato que na periferia capitalista, sobretudo na América Latina, a chegada ao poder de governos de esquerda, antes de 2008, já representava o repúdio das populações desses países ao neoliberalismo, um dos principais pilares da globalização. Todavia, essa questão se tornou ainda mais complexa quando as populações das nações desenvolvidas também começaram a rejeitar os preceitos da globalização, como são os casos da eleição do protecionista Donald Trump nos Estados Unidos e do processo de saída do Reino Unido da União Europeia após consulta popular. Desse modo, os mesmos analistas que afirmavam ser o fim da União Soviética a comprovação de que os ideais de uma sociedade igualitária não são viáveis na prática agora têm que admitir que a globalização econômica pautada na livre concorrência, além de gerar milhões de excluídos em todo o planeta (fator que por si só já é controverso), também não traz benefícios concretos para boa parte dos habitantes dos países desenvolvidos. Exceção feita, é claro, para aquele 1% da população que ganha astronômicas somas monetárias explorando o trabalho alheio ou especulando em bolsas de valores mundo afora. Em uma época de crise como a atual, em que a esquerda está perdida, levantando bandeiras secundárias aos interesses do proletariado, ironicamente a extrema-direita é quem tem seduzido as massas trabalhadoras, a partir de seus discursos com soluções simplistas para questões complexas. Não obstante, as preposições xenófobas dos políticos conservadoras, que culpam imigrantes pelo crescimento dos índices de desemprego, são extremamente perigosas. A última grande combinação entre crise econômica e ascensão de ideias extremistas não traz boas lembranças para a humanidade. Infelizmente, o fascismo é um fantasma que insiste em não nos deixar. Capitalismo e socialismo são dois conhecidos sistemas político-econômicos que são opostos. O socialismo consiste em uma teoria, doutrina ou prática social que propõe a apropriação pública dos meios de produção e a supressão das diferenças entre as classes sociais. Este sistema sugere uma reforma gradual da sociedade capitalista, distinguindo-se do comunismo, que era mais radical e defendia o fim do sistema capitalista e queda da burguesia através de uma revolução armada. O socialismo científico, também conhecido como marxismo, tinha como um dos seus objetivos a compreensão das origens do capitalismo, e anunciava o fim desse sistema. A luta proletária encorajada pelo socialismo científico foi revestida do mesmo caráter internacional do capitalismo e necessitava de uma organização partidária, centralizadora e coesa. No final do século XIX, todos os partidos socialistas tinham como objetivo a luta por uma sociedade sem classes e acreditavam na substituição do capitalismo pelo socialismo. No entanto, surgiram duas tendências entre os partidos: uma revolucionária, que defendia o princípio da luta de classes e a ação revolucionária, sem aceitar a colaboração com governos burgueses; e a reformista, que aceitava integrar coligações governamentais (social-democracia). De acordo com a teoria marxista-leninista, a construção do socialismo corresponde ao período transitório que vem depois da queda do capitalismo e que precede o estabelecimento do comunismo. Por outro lado, o capitalismo tem como objetivo o aumento de rendimentos e obtenção de lucro. Muitas críticas foram feitas em relação a este sistema, pois a concentração e distribuição dos rendimentos capitalistas dependem muito das condições particulares de cada sociedade. No seu início, o capitalismo foi responsável por graves deformações e conflitos sociais, já que a indústria, pouco desenvolvida, não foi capaz de incorporar organicamente os assalariados, assim como também não foi capaz de minorar a sua insegurança econômica. Só mais tarde, quando houve um incremento na produção de bens, é que se verificou uma elevação significativa no nível de vida dos trabalhadores. A dinâmica resultante da luta pelo aumento de salários e pela participação de todos os agentes de produção no processo do próprio capitalismo é a principal característica econômica do século XX e WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 8 GLOBALIZAÇÃO originou várias posições. Entre elas está o comunismo radical (com a nacionalização de todos os meios de produção) e a concentração social pelo acordo para a distribuição dos rendimentos entre gestores, capitalistas, operários e serviços. No fim do século XVIII, vários pensadores denunciaram as deficiências do sistema capitalista, criticando as injustiças sociais inerentes. As críticas surgiram juntamente com soluções alternativas por parte desses reformadores sociais que se denominavam socialistas utópicos. Foi proposta uma ordem laboral e social mais justa, onde os homens poderiam desenvolver a sua inata tendência à solidariedade e à vida associativa. Diferenças Estes dois sistemas apresentam muitas diferenças, porque são contrários. Enquanto no capitalismo o governo intervém pouco na economia, no socialismo há uma grande intervenção do governo. O capitalismo favorece quem tem dinheiro, e dá liberdade para criação de empresas por parte dos indivíduos, mas cria classes sociais muito distintas e consequentes desigualdades sociais. O socialismo tem como visão o bem comum de todos os indivíduos da sociedade, sendo que o governo providencia o que é necessário para os cidadãos. Uma desvantagem desse sistema é que é difícil estabelecer negócios quando tudo é controlado e limitado pelo governo. Outra limitação do socialismo é que a sua implementação é muito complicada, e em vários países socialistas de hoje, as pessoas são exploradas pelos seus governos. Guerra fria A Guerra Fria foi o conflito de países que representavam o capitalismo e o socialismo e que procuravam dominar o mundo. Os dois principais intervenientes foram os Estados Unidos (capitalismo) e URSS (União Soviética, atual Rússia). A designação "fria" foi dada porque não houve ataques diretos, apesar do incrível poder bélico dos intervenientes. Um conflito bélico poderia ter consequências catastróficas, podendo mesmo significar a destruição da Terra. A Guerra Fria terminou no início da década de 90, com a vitória dos Estados Unidos e do capitalismo, o que explica a predominância desse sistema político nos dias de hoje. O que é Socialismo: Socialismo é uma doutrina política e econômica que surgiu no final do século XVIII e se caracteriza pela ideia de transformação da sociedade através da distribuição equilibrada de riquezas e propriedades, diminuindo a distância entre ricos e pobres. Noël Babeuf foi o primeiro pensador que apresentou propostas socialistas sem fundamentação teológica e utópica como alternativa política. Karl Marx, um dos principais filósofos do movimento, afirmava que o socialismo seria alcançado a partir de uma reforma social, com luta de classes e revolução do proletariado, pois no sistema socialista não deveria haver classes sociais nem propriedade privada. Todos os bens e propriedades particulares seriam de todas as pessoas e haveria repartição do trabalho comum e dos objetos de consumo, eliminando as diferenças econômicas entre os indivíduos. O sistema socialista é oposto ao capitalismo, cujo sistema se baseia na propriedade privada dos meios de produção e no mercado liberal, concentrando a riqueza em poucos. A origem do socialismo tem raízes intelectuais e surgiu como resposta aos movimentos políticos da classe trabalhadora e às críticas aos efeitos da Revolução Industrial (capitalismo industrial). Na teoria marxista, o socialismo representava a fase intermediária entre o fim do capitalismo e a implantação do comunismo. O socialismosugeria uma reforma gradual da sociedade capitalista, demarcando-se do comunismo, que era mais radical e defendia o fim do sistema capitalista e queda da burguesia através de uma revolução armada. WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 9 GLOBALIZAÇÃO Socialismo Utópico O socialismo utópico foi uma corrente de pensamento criada por Robert Owen, Saint-Simon e Charles Fourier. De acordo com os socialistas utópicos, o sistema socialista se instalaria de forma branda e gradativa. O nome socialismo utópico surgiu graças à obra "Utopia" de Thomas More, sendo que a utopia é referente a algo que não existe ou não pode ser alcançado. Os primeiros socialistas, que foram os utópicos, tinham em mente a construção de uma sociedade ideal, através de meios pacíficos e da boa vontade da burguesia. Karl Marx se distanciou do conceito de socialismo utópico, visto que de acordo com essa corrente a fórmula para alcançar a igualdade na sociedade não era discutida. O oposto do socialismo utópico é o socialismo científico, que criticava o utópico porque este não tinha em conta as raízes do capitalismo. Karl Marx classificava os métodos dos utópicos de "burgueses", porque eles se baseavam na transformação súbita na consciência dos indivíduos das classes dominantes, acreditando que só assim se alcançaria o objetivo do socialismo. Socialismo científico O socialismo científico, criado por Karl Marx e Friedrich Engels, era um sistema ou teoria que tinha como base a análise crítica e científica do capitalismo. O socialismo científico, também conhecido como marxismo, se opunha ao socialismo utópico, porque não tinha a intenção de criar uma sociedade ideal. Tinha sim o propósito de entender o capitalismo e suas origens, o acumular prévio de capital, a consolidação da produção capitalista e as contradições existentes no capitalismo. Os marxistas anunciaram que o capitalismo eventualmente seria ultrapassado e chegaria ao fim. O socialismo marxista tinha como fundamento teórico a luta de classes, a revolução proletária, o materialismo dialético e histórico, a teoria da evolução socialista e a doutrina da mais-valia. Ao contrário do socialismo utópico e sua pacificidade, o socialismo científico previa melhores condições de trabalho e de vida para os trabalhadores através de uma revolução proletária e da luta armada. De acordo com o marxismo, uma sociedade baseada no capitalismo era dividida em duas classes sociais: os exploradores (donos dos meios de produção, das fábricas, das terras), pertencentes à burguesia, ou seja, os burgueses; e os explorados (aqueles que não tinham posses e tinha que se sujeitar aos outros). Esse duelo entre as classes, é aquilo que transforma e propele a história. Socialismo real Socialismo real é uma expressão que designa os países socialistas que preconizam a titularidade pública dos meios de produção. No século XX, as ideias socialistas foram adotadas por alguns países, como: União Soviética (atual Rússia), China, Cuba e Alemanha Oriental. Porém, em alguns casos, revelou-se um sistema comunista constituído por regimes autoritários e extremamente violentos. Esse socialismo é também conhecido como socialismo real - um socialismo colocado em prática, que causou uma deturpação semântica do "socialismo", levando assim a esses regimes que demonstraram desrespeito pela vida humana. O que é Capitalismo: Capitalismo é um sistema econômico em que os meios de produção e distribuição são de propriedade privada e com fins lucrativos. Decisões sobre oferta demandam, preço, distribuição e investimentos não são feitos pelo governo e os lucros são distribuídos para os proprietários que investem em empresas e os salários são pagos aos trabalhadores pelas empresas. O capitalismo é dominante no mundo ocidental desde o final do feudalismo. O capitalismo é o sistema sócio-econômico baseado no reconhecimento dos direitos individuais, em que toda propriedade é privada e o governo existe para banir a iniciação de violência humana. Em uma sociedade capitalista, o governo tem três órgãos: a polícia, o exército e as cortes de lei. WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 10 GLOBALIZAÇÃO Na lógica do capitalismo está o aumento de rendimentos. Estes tanto podem ser concentrados como distribuídos, sem que isso nada tenha a ver com a essência do sistema. Concentração e distribuição dos rendimentos capitalistas dependem muito mais das condições particulares de cada sociedade. O capitalismo só pode funcionar quando há meios tecnológicos e sociais para garantir o consumo e acumular capitais. Quando assim sucede, tem conservado e até aumenta a capacidade econômica de produzir riqueza. Dentro do capitalismo existem diversos tipos, como o capitalismo financeiro (também conhecido como capitalismo monopolista), que corresponde a um tipo de economia capitalista em que o grande comércio e a grande indústria são controlados pelo poderio econômico dos bancos comerciais e outras instituições financeiras. O capitalismo é caracterizado por várias fases, sendo a sua primeira fase designada como capitalismo comercial, marcado pela busca de riquezas por parte da burguesia e nobreza durante a expansão marítima, nos séculos XV e XVI. Capitalismo industrial e informacional Juntamente com o capitalismo financeiro, surgiu o capitalismo industrial, que é quando as empresas evoluíram de manufatureiras para mecanizadas. Outro tipo foi o capitalismo informacional, que tem a tecnologia de informação como o paradigma das mudanças sociais que reestruturaram o modo de produção capitalista. Capitalismo e globalização Um dos fenômenos do capitalismo é a globalização, que é um dos processos de aprofundamento da integração econômica, social, cultural, política, impulsionado pelo barateamento dos meios de transporte e comunicação dos países do mundo no final do século XX. A globalização é gerada pela necessidade da dinâmica do capitalismo de formar uma aldeia global que permita maiores mercados para os países centrais. Comunismo e socialismo Muitas vezes as expressões comunismo e socialismo são usadas como sinônimos, o que não é correto. No entanto, os dois conceitos representam ideologias com algumas semelhanças, pois representam uma forma de protesto ou uma alternativa ao capitalismo. Muitos autores a favor do comunismo descrevem o socialismo como uma etapa para se chegar ao comunismo, que organizaria a sociedade de forma diferente, eliminando as classes sociais e extinguindo o Estado opressor. A forma de atuação do comunismo e do socialismo também é diferente. Enquanto o socialismo prevê uma mudança gradual da sociedade e um afastamento do capitalismo, o comunismo pretendia uma diferenciação mais brusca e muitas vezes usando o conflito armado como método de atuação. Comunismo primitivo De acordo com alguns autores, o comunismo primitivo consiste na forma de vida que se verificava desde a Pré-História. Quando foram formadas as primeiras tribos, as propriedades eram partilhadas por todos os elementos, assim como os meios de produção e de distribuição. As atividades para obtenção de comida eram feitas em comum. Desta forma, o comunismo primitivo foi essencial para o desenvolvimento da sociedade humana, criando laços na comunidade e facilitando a sobrevivência, que era essencial graças às condições adversas existentes. Além disso, o comunitarismo cristão da Igreja Primitiva (revelado na Bíblia no livro de Atos dos Apóstolos) é por vezes visto como uma forma de comunismo, por apresentar alguns dos mesmos princípios, como o desinteresse pelos bens materiais e um amor generalizado pelo próximo. Comunismo no Brasil WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 11 GLOBALIZAÇÃO O Partido Comunistado Brasil, fundado no Rio de Janeiro em Março de 1922, foi de grande importância para o Brasil, pois dele surgiram vários partidos que potenciaram a política brasileira. No seu princípio e mais ou menos até 1935, o Partido Comunista teve que lutar contra o anarquismo pela liderança sindical. Durante muito tempo o Partido Comunista foi proibido de funcionar e por isso teve que funcionar de forma clandestina. Por esse motivo, o Bloco Operário Camponês foi criado, com o objetivo de participar nas eleições. _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 12