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1 A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO INFANTIL NO DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA: A INFLUÊNCIA DA SOCIALIZAÇÃO MATTOS, Luana de1 – UNICENTRO/PR PABIS, Nelsi Antonia2 - UNICENTRO/PR RESUMO O presente trabalho tem como objetivo identificar as influências da socialização infantil na vida do educando, é resultado de uma pesquisa bibliográfica onde diversos autores discutem o contexto histórico da educação infantil, o desenvolvimento e a socialização da criança, onde a partir de então são tomadas as considerações finais. A educação infantil passou por inúmeras transformações ao decorrer do tempo, nem sempre foi obrigação do estado, muitas vezes decorreu do interesse de um determinado segmento da sociedade, o caráter assistencialista perdeu espaço para o desejo da aprendizagem pedagógica, trazendo um novo olhar para a educação infantil. A criança quando nasce ela tem um contato com a família onde previamente vai aprendendo práticas comuns a cultura humana. As crianças quando vão para a educação infantil entram em contato com pessoas diferentes daquelas do seu círculo familiar, na escola a criança tem muito o que aprender, principalmente a se socializar com os demais. Antes de tudo é importante contextualizar a educação infantil e como ela adquiriu status de obrigatoriedade por parte do poder público perante a Constituição Federal, onde a Educação Infantil tem aspectos e currículo sistematizado nas Diretrizes Curriculares para a Educação Infantil, após isso faz-se necessário entender como a criança se desenvolve, dando um enfoque para a faixa etária da criança na educação infantil, ou seja, dos zero aos cinco anos de idade, a partir daí se faz um apanhado de como ocorre e por que é importante a socialização. A educação infantil faz com que a criança aprenda a conviver com os demais, onde aprende a desde cedo a conviver em sociedade e a partir dos momentos em que se socializa com os demais absorve aspectos relevantes para o restante de sua vida. Palavras chave: Educação Infantil. Desenvolvimento. Socialização. Introdução A educação é dever do Estado, isto está presente na Constituição Federal e é através dela que a educação infantil possuí amparo legal na obrigatoriedade da oferta por parte do poder 1 Acadêmica do curso de Pedagogia e graduada em Geografia Licenciatura na Universidade estadual do Centro Oeste – UNICENTRO, e-mail: luana.dematos@hotmail.com 2 Professora Doutora que atua no Departamento de Pedagogia da Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná-Campus de Irati., e-mail: nelsipabis@gmail.com 2 público, de acordo com ALMEIDA et. al. (2016) é dever dos municípios oferecer a educação infantil nas creches e pré-escolas, dos 0 aos cinco anos, independentemente da classe social. Ao longo dos anos muitas transformações ocorreram na educação infantil, onde de um caráter totalmente assistencialista em que os pais deixavam os filhos na instituição para poder trabalhar passou-se a um caráter mais pedagógico, onde as atividades são direcionadas e pensadas de acordo com a faixa etária e o contexto das crianças, sempre visando o objetivo de aprender e não de apenas o cuidar. Quando nos questionamos sobre os reflexos que as etapas de ensino possuem na vida do educando, muitas dúvidas pairam sobre a nossa mente, na educação infantil a complexidade é um pouco maior, visto que o público desta etapa está em fase de formação de personalidade. No presente trabalho o objetivo é identificar e dialogar sobre os reflexos e contribuições que a educação infantil tem na vida do educando, trazendo um olhar especial para a parte da socialização e interações sociais que a criança faz na escola e de que forma esta etapa é importante na vida da criança, e quais os reflexos que irá trazer em um futuro na vida do educando. Inicialmente faz-se uma contextualização da educação infantil, como esta surgiu e como foi evoluindo, desde quando esta etapa tinha um caráter assistencialista até conseguir o reconhecimento da sua importância educacional na vida da criança. A Constituição Federal e as Diretrizes Curriculares Nacionais Para a Educação Infantil trazem importantes contribuições no currículo para a educação infantil bem como a obrigatoriedade da oferta por parte do governo nesta etapa. A pesquisa pauta-se em uma análise bibliográfica sobre o que a etapa da educação infantil pode trazer de contribuição para o futuro da vida do educando, dando um enfoque para a socialização e as interações sociais. De acordo com o artigo 29 da LBD 1996, a educação infantil é a primeira etapa da educação básica e deve ter como finalidade promover o desenvolvimento integral da criança em todos os aspectos (físico, psicológico, intelectual e social) criando uma forma de ação contemplada com as ações da família e a comunidade na qual a criança se insere. Na Educação Infantil a criança está em plena fase de desenvolvimento, e quando começa a frequentar a escola passa a conviver com pessoas diferentes daquelas que está acostumada a conviver no círculo familiar, ela passa a se socializar com os demais, e passa ampliar as possibilidades de desenvolvimento da criança, já que segundo DANTAS (2013) nesta fase a criança aprende com 3 mais rapidez, possuindo desejo e curiosidade pelo desconhecido, questiona, experimenta, tem desejo em sanar suas dúvidas, portanto a partir daí o professor pode aproveitar essas possibilidades e explorá-las ao seu próprio favor, trazendo possíveis influências e contribuições na vida da criança, as quais vão ser analisadas no decorrer do presente trabalho. Vygotsky (apud Xavier et. al. 2015 e Lima et.al 2018) é um grande estudioso a respeito da forma como o ser humano se desenvolve e como interage com o ambiente, bem como ele se desenvolve a partir das interações, grande parte das abordagens dizem respeito a esse autor e o que demais autores interpretaram a partir de suas análises, ao se falar em aspectos legais a Constituição Federal e as Diretrizes Curriculares recebem atenção especial para fundamentar a legalidade desta etapa da educação. Educação infantil: uma breve contextualização Na atualidade a educação infantil está recebendo mais olhares, já que as mudanças no contexto social das famílias fazem com que os filhos sejam matriculados cada vez mais cedo na escola, seja pela necessidade dos pais trabalharem ou pelo desejo que as crianças iniciando sua vida escolar mais cedo tenham mais possibilidades de aprendizagem, além de interagir e conviver com pessoas diferentes daquelas que estão habituadas a conviver no círculo familiar. Segundo ANDRADE (2010) as primeiras iniciativas relacionadas ao atendimento escolar de crianças eram direcionadas a atender as crianças da elite, mas em conjunto com o desenvolvimento dessas instituições crescia também a urbanização e a industrialização, trazendo um novo contexto para a sociedade. Inicialmente as instituições de educação infantil no Brasil, as quais não recebiam esse nome na época, tinham um atendimento em caráter filantrópico, onde as mães que não tinham condições de criar os filhos recebiam esse atendimento. A origem das creches está atrelada ao desenvolvimento do capitalismo, a industrialização e principalmente a inserção da mulher no mercado de trabalho, onde ela deixa de ficar apenas em casa cuidando dos afazeres domésticos e educação das crianças e passa a trilhar um importante caminho no mercado de trabalho, mas concomitante a isso se torna necessário ter um local para que as crianças fiquem enquanto a família está no trabalho. No Brasil, as primeiras experiências com as creches tornavam evidente o caráter assistencialista dessas instituições, deixando de lado o caráter educacional. A primeira creche 4 foi implantada no país em 1889, no Rio de Janeiro, segundo ANDRADE (2010) isto ocorreu junto à instalaçãoda fábrica de Fiação e Tecidos Corcovado, já em 1918 foi criada a primeira creche do Estado de São Paulo, que foi resultado de movimentos operários e foi implantada em uma vila operária. O Estado assume a responsabilidade do atendimento das crianças apenas em 1930, onde de acordo com ANDRADE (2010) é criado o Ministério da Educação e Saúde e esse tipo de atendimento se torna de caráter governamental. As políticas públicas que se deram no início da década de 1930 foram resultantes dos interesses distintos da burguesia, dos trabalhadores e do Estado, fazendo com que o poder público fosse pressionado cada vez mais a regulamentar o atendimento as crianças. Na esfera federal, a partir de 1930, o Estado, com a criação do Ministério da Educação e Saúde, assumiu oficialmente responsabilidade pelo atendimento à infância, embora continuasse a convocar a contribuição das instituições particulares. Um marco legal é em 1930 quando Getúlio Vargas implanta uma legislação sobre as creches com a CLT: [...]apresentava a obrigatoriedade de as empresas particulares com mais de 30 mulheres empregadas acima de 16 anos manterem creches para os filhos de suas empregadas. Essa lei referiu-se apenas ao período de amamentação, afirmando que “caberia às empresas oferecer local apropriado onde seja permitido às empregadas guardar sob vigilância e assistência os seus filhos no período de amamentação” (artigo 389, § 1o , 1943). A obrigatoriedade da empresa em manter creches poderia ser substituída por convênios com creches distritais, segundo a mesma lei. [...] (Andrade, 2010. p. 139). Seja por falta de fiscalização ou outras questões, muitas vezes a lei nem sempre se cumpria, ficando somente nos papeis a necessidade do atendimento as crianças. A criação do Departamento Nacional da Criança, a qual estava vinculada ao Ministério da Educação e Saúde Pública em 1940, e em 1941 a criação do Serviço de Assistência a Menores que se vinculava ao Ministério da Justiça e Negócio Interiores também constituem um importante marco legal no progresso da educação infantil no país. A década de 1960 trouxe grandes transformações econômicas e sociais no Brasil, onde as mudanças no modo de vida das famílias fizeram com que a classe trabalhadora passasse a reivindicar creches, já que a mulher passa a sair de casa para trabalhar, necessitando assim de um local para deixar os filhos enquanto está no local de trabalho. ANDRADE (2010) aborda que um importante marco nas conquistas da educação infantil e a aprovação da Lei de Diretrizes e Bases que incorpora creches e pré-escolar como instituições de educação. 5 Na Constituição Federal, mais precisamente no Inciso IV, artigo 208 é reconhecido o dever do estado para com o atendimento a educação infantil em creches e pré-escolas (crianças até cinco anos) como dever do Estado e/ou poder público. De acordo com as Diretrizes Curriculares para a educação infantil, esta pode ser entendida como: Primeira etapa da educação básica, oferecida em creches e pré-escolas, às quais se caracterizam como espaços institucionais não domésticos que constituem estabelecimentos educacionais públicos ou privados que educam e cuidam de crianças de 0 a 5 anos de idade no período diurno, em jornada integral ou parcial, regulados e supervisionados por órgão competente do sistema de ensino e submetidos a controle social. É dever do Estado garantir a oferta de Educação Infantil pública, gratuita e de qualidade, sem requisito de seleção. (Brasil. Ministério da Educação. 2010, p.12). Ao se elaborar propostas pedagógicas na educação infantil devem ser considerados de acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil, alguns princípios, estéticos, políticos e éticos os quais regem ações que norteiam o processo de ensino da instituição. É necessário se ter em mente o respeito a autonomia da criança, desenvolvimento do senso crítico, respeito, liberdade a sua criatividade, bem como todas essas ações devem pautar-se na realidade da criança e na fase de desenvolvimento em que ela está passando. A educação infantil obteve muitos avanços e sofreu grandes transformações, passando de um caráter assistencialista e maternal para um caráter com um olhar mais direcionado para a parte pedagógica, mas a cuidado e a assistência a criança fazem parte desta etapa de ensino já que levando em consideração a idade que se encontram os educandos precisam desta atenção, mas o olhar pedagógico e a forma com que ele contribui para o desenvolvimento da criança passou a receber mais atenção e a creche ou instituição de educação infantil perdeu o caráter de ser ‘apenas um lugar para deixar as crianças enquanto os responsáveis trabalham’. A criança na educação infantil: um ser em desenvolvimento e em formação. O ser humano está em desenvolvimento ao longo de sua vida, desde que nasce até quando morre, muitas são as mudanças de desenvolvimento e personalidade que ocorrem no decorrer do percurso, de acordo com Guenther (1997, p.26) “o ser humano, em condições normais tende a crescer, desenvolver-se e aperfeiçoar-se durante toda a sua vida e através de todos os seus atos.” Muitas mudanças acontecem ao longo da vida de um sujeito, as quais contribuem para que ele se desenvolva e adquira certos hábitos. 6 A sociedade passa por transformações crescentes ao longo do tempo e atualmente devido a mudanças na configuração das famílias, sobre quem trabalha ou não, está se tornando cada vez mais frequente a necessidade das crianças irem para a escola mais cedo, isto por que seus pais precisam trabalhar e optam por deixa-las na escola durante esse tempo, segundo Guenther (1997) as crianças vão cada vez mais cedo para a escola, e é neste ambiente onde estabelecem as primeiras relações com adultos e outras crianças fora do seu ambiente familiar, a idade das crianças em educação infantil compreende uma idade de 0 aos 5 anos de idade, de acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação infantil, não é obrigatória a matrícula nesta etapa, desta forma as crianças entram para a escola nas mais diferentes idades, mas sempre em turmas de acordo com sua faixa etária. A criança segundo Pinto (2007) se desenvolve de forma coletiva e individual, onde a cultura é vivenciada pelo grupo social a qual a criança pertence, bem como aprende aspectos relacionados a sua individualidade, portanto nos remete a importância de que os momentos de socialização na escola sejam levados em consideração para o aprendizado da criança, bem como olhar para a importância deste aspecto na vida futura da criança. O desenvolvimento humano, portanto, é um processo de equilibração progressiva, uma passagem de um estado de menor equilíbrio para um estado de maior equilíbrio. Isto ocorre no âmbito da inteligência, da vida afetiva, das relações sociais, bem como no organismo de um modo geral. Constantemente, temos necessidades ou motivos que nos levam a agir no ambiente em que estamos, a fim de alcançarmos um equilíbrio. (Xavier et. al., 2015, p.21). O ser humano se desenvolve a partir das relações que estabelece, seja em casa, no convívio familiar ou na escola, onde estabelece relações sociais com indivíduos de grupos diferentes dos quais está acostumado a conviver, desta forma se faz necessário que o ser conviva com seres humanos diferentes daquelas em que está acostumada ao seu convívio familiar. A criança se desenvolve em etapas, ou seja, em estágios, segundo Piaget apud Xavier et.al.(2015) o primeiro estágio vai de zero a dois anos de idade e é denominado de período sensório-motor é marcado pelo desenvolvimento mental, onde através da percepção e dos movimentos a criança vai tomando conhecimento da realidade na qual está inserida. Ainda segundo Piaget (apud Xavier et.al. 2015) aos dois anos a criança já evoluiu para uma área de maior atividade,externaliza suas emoções, nesta fase da vida a criança está adquirindo a linguagem e está mais adaptada a realidade, sua aprendizagem ainda se baseia muito na sua vivência, nas coisas que conhece. 7 Outro autor que trata de desenvolvimento humano, Vygotsky (apud Xavier et.al 2015), diz que o sujeito tem suas funções formadas na relação que faz com a cultura e a sociedade na qual se insere, segundo Xavier et. al. (2015) : [...]podemos dizer que, para Vigotski (1986), nossas funções mentais nascem de nossas relações com o meio, ou seja, nos tornamos humanos indo do plano inter-psíquico para o intra-psíquico. Toda função mental, como a criatividade, o raciocínio lógico, a atenção seletiva, por exemplo, nasceu da nossa troca com o ambiente, da nossa atividade e experimentação no mundo.[...] (Xavier et. al., 2015, p.28). O ser humano adquire aspectos relacionados a cultura humana a partir do momento que estabelece com o meio em que vive, a grande maioria das nossas funções e costumes nasce de acordo com as relações e trocas que fazemos com o meio. Ainda segundo Vygotsky (apud Lima et. al. 2018) é preciso organizar é sistematizar o desenvolvimento humano: [...]aprendizado adequadamente organizado resulta em desenvolvimento mental e põe em movimento vários processos de desenvolvimento que, de outra forma, seriam impossíveis de acontecer. O aprendizado é um aspecto necessário e universal do processo de desenvolvimento das funções psicológicas culturalmente organizadas e especificamente humanas. (Vygostky, 1984, p.101, apud Lima et.al. 2018, p.42). Portanto, se faz necessário que o aprendizado seja sistematizado de acordo com o nível de desenvolvimento dos educandos para que assim os resultados dentro do esperado para cada fase de desenvolvimento. Muitas vezes as creches são vistas com um caráter assistencialista, mas estas instituições trazem um mundo de aprendizagem para as crianças, já que estão em plena fase de desenvolvimento e as possibilidades de aprendizagem são muitas, ARANHA (1993) diz que o objetivo da creche é educar e formar, pois as crianças passam maior tempo do dia dentro daquela instituição, ainda segundo a autora é nessa faixa etária que as crianças estão em fase de descobertas, e, que apesar de gostarem de estar com outras crianças ainda são um tanto quanto egocêntricas, as mesmas estão em fase de desenvolvimento de vários hábitos que vão levar para a vida inteira. Nesta fase da educação a criança deve desenvolver-se de forma a primeiramente conhecer a si própria, suas emoções, entre outros aspectos que a permeiam, após se conhecer e respeitar-se, será capaz de conviver e trabalhar em grupo. 8 O processo de socialização da Criança: um enfoque para a educação infantil. Na escola as crianças não vão ser únicas, elas vão fazer parte de um grupo, onde vão precisar aprender a conviver e estabelecer relações com os demais que estão inseridos naquele meio, sejam eles adultos ou crianças. As crianças são atores importantes nas relações que estabelecem com o meio em que vivem, segundo SANTOS et. al.(2016) as crianças estabelecem relações com os adultos e com outras crianças e, nestas relações são seres ativos, deste modo: [...] as crianças são consideradas seres sociais mergulhados, desde cedo, em uma rede social já constituída e que, por meio do desenvolvimento da comunicação e da linguagem constroem modos peculiares de apreensão do real. Ao associar isso ao alargamento de seu contexto de interações sociais, as crianças ampliam suas possibilidades de assimilar o mundo que as rodeia, expandindo, assim, as culturas de pares e reconstruindo a cultura adulta. (CORSARO 2002). Essa perspectiva conduz à percepção das crianças como atores competentes nas interações entre si e com os demais grupos de idade da sociedade, por meio das quais produzem culturas que expressam e, ao mesmo tempo, reconstroem a experiência infantil. (SANTOS et. al. 2016. p.134-135). A criança é ativa construtora das relações sociais que está estabelecendo, fazendo com que assim assimilem de melhor forma o mundo que está inserida, bem como adquirindo costumes da cultura da vida adulta e atendendo a normas e regras para a convivência em sociedade. De acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais para a educação infantil (2010), um dos eixos norteadores desta etapa da educação diz respeito as interações que o educando faz com o ambiente, estas devem ampliar o conhecimento de si e do mundo, também está pautado no novo documento que o currículo faça um olhar para as relações que ocorrem entre crianças na educação infantil, trazendo um enfoque especial para as relações estabelecidas dentro da escola. Segundo ALVES (2017) a interação social acontece quando duas pessoas distintas entre si se encontram, ainda segundo o autor a interação social se torna um espaço de constituição e desenvolvimento da consciência desde o momento do seu nascimento, também trazendo a perda 9 do “egocentrismo” onde se vê que o mundo é um conjunto de culturas diferentes daquelas as quais as crianças estão acostumadas a conviver. A interação com os nossos semelhantes influencia na nossa personalidade e em formação de diversos aspectos que vamos levar para toda nossa vida, a criança que está na educação infantil está em plena fase de desenvolvimento, é um ser que acabou de vir ao mundo e está aprendendo tudo, ou seja, tudo é novo, tudo se torna um mundo de descobertas, segundo Vygotsky (apud Xavier et.al. 2015), muitas das nossas funções nascem de acordo com as relações que nós fazemos com o meio no qual estamos inseridos, portanto se torna necessário pensar qual o papel da educação infantil nesse processo, já que pelo nosso atual contexto grande parte das crianças vai para a educação infantil cada vez mais cedo. Pinto (2007) cita a importância das interações sociais para o desenvolvimento da criança: As interações sociais são o meio propício para a emergência da individualidade e condição necessária para o desenvolvimento global do ser humano, o qual envolve a emergência das funções mentais superiores o domínio da afetividade e da personalidade (Valsiner, 1989, 1994,2001). Dessa maneira, as relações sociais são facilitadoras do desenvolvimento infantil e o guiam em certas direções. (PINTO, 2007, p.20). De acordo com BORSA (2007) a socialização faz parte de um processo interativo, onde se torna necessário para o desenvolvimento já que a criança faz assimilações sobre o mundo e a cultura na qual está inserida, e o papel da escola neste contexto se torna cada vez mais importante: Dentro deste contexto a escola exerce um papel importante na consolidação do processo de socialização, processo esse que ocorre já no início da vida da criança. A escola será determinante para o desenvolvimento cognitivo e social infantil e, portanto, para o curso posterior de sua vida. É na escola que se constrói parte da identidade de ser e pertencer ao mundo; nela adquirem-se os modelos de aprendizagem, a aquisição dos princípios éticos e morais que permeiam a sociedade; na escola depositam-se as expectativas, bem como dúvidas, inseguranças e perspectivas em relação ao futuro e suas próprias potencialidades. (BORSA, 2007, p. 1-2) 10 A escola traz para a criança um mundo de possibilidades dentro de seu desenvolvimento, já que é nela que acontecem um mundo de descobertas que para a criança vão influenciar para o restante da sua vida Palacios (1995 apud Borsa 2007) aborda que os processos de socialização ocorrem através de três processos: os processos mentais de socialização, os quais dizem respeito ao conhecimento de valores, normas, aprendizagem da linguagem e aquisição de conhecimentos transmitidos através da escola; os processos afetivos da socialização que segundo o autor se constituemcomo uma base muito importante para a criança no desenvolvimento social, já que proporciona a empatia com o outro, apego o sentimento pelo semelhante a si; por fim, pode -se falar dos processos de conduta na socialização que envolvem a aquisição de condutas sociavelmente desejáveis; basicamente os processos de socialização fazem com que a criança aprenda a conviver em seu meio de uma forma amigável e desejável para o meio cultural na qual se insere. Como a criança está em plena fase de desenvolvimento, e a socialização faz parte deste processo, a educação formal ( que é aquela que acontece na escola) entra como um importante ator neste aspecto, a escola se constitui como um ambiente social e tem importante papel na socialização do indivíduo, segundo Pinto (2007) a escola tem um papel socializador tão importante quanto a parte de medias conhecimentos, já que estes aspectos estão interligados entre si. “A criança pequena apresenta, desde o nascimento, potencialidades que são desenvolvidas em contextos de interação social que propiciam a aprendizagem.”( PINTO et. al., 2009, p.4) É importante pensar que mesmo sendo um ser em formação a criança não é um ator neutro no seu processo de aprendizagem e/ou formação de personalidade, ela é um ator que questiona e participa do processo, claro, tudo isso condizente a sua faixa etária. Durkhein (1974, apud Müller 2008) fez uma associação a educação com o processo de socialização, onde se faz um trabalho contínuo para que a criança aprenda aspectos importantes para a vida em sociedade, sendo que esse processo em grande parte ocorre dentro da escola, onde a criança convive com culturas e personalidades diferentes das quais está acostumada, vindo a absorver e aprender aspectos importantes da vida em sociedade. A escola tem um papel de suma importância no processo de socialização da criança, já que as relações que criança estabelece dentro deste ambiente educativo são grande parte do que 11 ela convive durante o dia, muitas são as interações que a criança desenvolve dentro do seu ambiente de ensino. Dentro das instituições de ensino vários são os momentos em que as crianças interagem umas com as outras, de acordo com ARANHA (1993) esses momentos podem ser vistos nas atividades diárias da rotina da escola, encontros, passeios e atividades direcionadas. De acordo com MACHADO (2010) o brincar é algo natural na infância e um momento onde muitas vezes as crianças se socializam entre si, o que com o passar dos tempos passou a ter um olhar mais voltado para o lado pedagógico, dizendo respeito a este aspecto, portanto este pode ser um aspecto que facilite a socialização na escola. Quando a criança entra na escola muitos são os benefícios proporcionados a ela, além de ser um espaço de socialização, onde vai conviver e interagir com os demais, aprendendo e trazendo aspectos da sua vivência para dentro do aprendizado escolar. Como já mencionado acima o brincar é algo que se torna natural na infância e, segundo Machado (2010) cabe ao professor se apropriar desses momentos para que o aluno aprenda e se socialize com os demais, é um meio que traz a possibilidade de fazer com que as crianças se socializem com os semelhantes, muitas vezes é nestes momentos que a criança ajuda e coopera com os outros, desta forma, segundo a autora (Machado, 2010) o brincar e a ludicidade utilizados como práticas pedagógicas facilitam a socialização, cujo aspecto pode acontecer de forma bastante natural sem que ocorra de forma forçada, mesmo que direcionada. Considerações Finais Desde os primórdios da sociedade até um certo tempo a inserção da mulher no mercado de trabalho era praticamente nula, então a mesma ficava em casa cuidando dos afazeres domésticos e a função de prover recursos era do homem, com o passar dos tempos mudou-se o contexto e a mulher passou a se inserir no mercado de trabalho, se tornando necessário um local para deixar os filhos enquanto está no local de trabalho. A educação infantil é algo que nos remete a uma complexidade, quando se fala nesta etapa muito se remete a um caráter assistencialista, onde os pais ou responsáveis, adultos, deixam a criança naquele local para que possam trabalhar, mas se torna importante ressaltar que esta etapa não tem apenas um caráter assistencialista, é uma etapa que traz possibilidades para que a criança aprenda. A educação infantil passou por inúmeras transformações ao longo 12 da história, e, com o decorrer dos anos foi recebendo uma maior importância nos olhares dos estudiosos e teóricos sobre o tema. O aluno que está na educação infantil, é uma criança, mais precisamente dos 0 aos 5 anos de idade, portanto é um ser que está em formação de personalidade, nos seus mais diversos aspectos, o indivíduo sai de um círculo de convívio totalmente familiar, onde ele também aprendia e passa a conviver com diversas pessoas de costumes diferentes e que estão em um processo de descoberta e aprendizado cada vez maior. A criança é um ser que está em fase de descoberta, o seu desejo pelo novo, a curiosidade de conhecer aspectos novos, o interesse pelo convívio com o diferente é estampado nesta fase da vida, portanto possibilita ao professor apropriar-se deste aspecto para atingir os objetivos de ensino e também fazer com que os alunos socializem um com os outros. A criança quando nasce, ela não sabe “nada” sobre o aspecto humano, ela tem instintos, é um indivíduo que “se torna humano”, ou seja, ele aprende a conviver em sociedade, ele aprende regras da convivência em sociedade, ele aprende a conviver com o diferente de si, aprende a conviver com o novo. Quando a criança vai à escola automaticamente ela passa a conviver com os outros, independentemente do quanto demora para se adaptar à aquele ambiente, ela passa a ter momentos de interação com os demais onde muitos acontecem de forma natural, o brincar, o cooperar. O professor tem um papel de imensurável importância na formação do indivíduo, ele pode aproveitar-se de momentos de certas naturalidades das crianças para que atinja seus objetivos, vindo a trazer inúmeras contribuições para o futuro da criança. Muito se fala nos efeitos que a convivência social traz sob o indivíduo, quanto mais cedo a criança vai para a escola, ou creche, mas cedo ela aprende a conviver com os demais e em sociedade, na educação infantil muitos são os momentos em que as crianças interagem umas com as outras, na hora do brincar, na hora da refeição, na hora da chegada, tudo é um mundo novo, e, pode proporcionar inúmeras descobertas e possibilidades na vida futura do educando. Os efeitos que a educação infantil traz para a vida da criança são imensuráveis, a criança nesta etapa convive com os diferentes daqueles em que está acostumado e passa a aprender diversas coisas, como já mencionado no corpo deste trabalho a criança é resultado daquilo que aprende no convívio com o meio, muitas vezes quando vai para a escola a criança só tem convívio com as pessoas do seu círculo familiar, ou seja, ela está condicionada à aquele modo 13 de vida, quando a criança entra na escola ela entra em contato com um mundo totalmente diferente, pessoas diferentes do seu convívio e personalidades diferentes. Quando a criança convive com personalidades e situações diferentes daquelas com as quais estava acostumado, ele acaba aprendendo que nem sempre tudo é igual àquilo que está acostumado a conviver e que nem sempre suas vontades serão feitas, a criança quando ela começa a conviver em sociedade ela passa a aprender também, passa a aprender a partilhar, a aprender a seguir regras de convívio e a ser menos egocêntrica. De acordo com Xavier et.al. (2015) Vygotsky aborda que nossas funções mentais nascem de nossa relação com o meio, ou seja, nos tornamos humanos na medida em que convivemos com outros humanos, portantoa criança precisa da convivência com outros, diferentes daqueles do convívio familiar. Nas instituições de educação infantil muitos são os momentos em que as crianças se socializam, seja entre si, ou com os adultos, quando chegam as crianças já tem um momento de brincadeira onde umas vão “recepcionando” as outras, após isso tem o lanche onde muitas interações podem ser feitas, também muitas atividades pedagógicas podem estar direcionadas ao brincar, ao dividir com os colegas e em muito se contribuí para o futuro da criança. Quando uma criança vai para a creche, muitas vezes a família ainda enxerga com um caráter assistencialista, mas é um momento muito oportuno para a criança aprender que não é só o seu mundo que existe, que há pessoas diferentes de si e que ele deve conviver em harmonia. As práticas de socialização na escola podem trazer para a criança muitas contribuições, sejam aquelas que não estão voltadas para o lado pedagógico, ou aquelas com um objetivo de aprendizagem pedagógica pré-estabelecido, porém sem considerar a forma como a socialização se dá na etapa da educação infantil vale lembrar que está pode contribuir e muito para o futuro do indivíduo, a criança que se socializa se torna menos egocêntrica, sabe conviver com os demais e a principalmente conviver harmonicamente com os demais. Ao se falar na influência na vida escolar as práticas de socialização podem contribuir para que a criança se torne menos tímida, demonstre sentimentos e vontade e principalmente aprenda a conviver em sociedade em um mundo cercado de regras. No corrente ano de 2020 estamos vivendo um período muito peculiar em nossas vidas, uma pandemia que trouxe inúmeras mudanças na vida das pessoas de modo geral, mas na educação o cenário foi totalmente novo, seja para quem atua na profissão há muitos anos ou para quem está começando, as modificações que se fizeram necessárias devido ao novo cenário 14 vieram como um turbilhão de novas informações e códigos de conduta para os que estão inseridos dentro de uma escola, sejam eles pais, professores, alunos ou a comunidade escolar em geral. O novo cenário trouxe também consigo uma forma de educar e/ou ensinar que víamos presente em instituições de ensino superior, mas não tão presentes nas instituições de ensino na educação básica: a educação a distância, a qual nos possibilita a aprender como o próprio nome diz a distância dos nossos docentes, fazendo contato por vezes meramente virtual, seja por meio de redes sociais, aplicativos de mensagens via telefone, e-mails, vídeo chamadas, etc, o fato é que a forma de se realizar o contato com as pessoas mudou, a forma de se fazer interação social mudou, muitas vezes os adultos estão acostumados a fazer contatos dessa forma, mas a finalidade de se fazer contato visando a educação é novidade para muitas pessoas. A educação infantil sofreu uma mudança gigantesca devido aos efeitos causados pela pandemia, as crianças viram suas escolas fechadas, e, passaram a ficar em casa grande parte do tempo, muitos questionamentos foram feitos sobre a forma que estes poderiam ser ensinados academicamente dentro de casa, e/ou a distância de seus professores, muitas dificuldades vieram a tona, já que, primeiramente os pais muitas vezes não estão preparados para realizar esse suporte acadêmico para seus filhos, muitos não possuem a formação necessária. Durante um bom tempo foram buscadas maneiras de educar a distância, o fato é que as atividades são elaboradas para as crianças fazerem em casa com os seus pais. Um questionamento que vem a mente é a forma de como as crianças podem interagir com os demais que não fazem parte do seu círculo familiar, como já citado no decorrer desse trabalho, e, sendo objeto de estudo deste a interação social se faz necessária com as crianças da educação infantil para que sua formação humana seja plena, ou seja, a criança precisa interagir com os demais para que ela adquira aspectos da vida humana em sociedade, muito da formação da criança acontece quando ela interage com os demais, sejam eles da mesma faixa etária que eles ou não. Os resquícios que esse novo cenário pode deixar são imensuráveis e imprevisíveis, já que, não se tratam de férias que as crianças estão passando em casa, elas estão sendo ensinadas a distância e impossibilitadas de fazer contato com aqueles que não fazem parte do seu círculo familiar. A falta de interação social ocasionada por este momento pode trazer resultados visíveis a longo prazo, o fato é que precisamos deste “isolamento”, mas muitas vão ser as lacunas deixadas, principalmente na formação e crescimento das crianças que agora estão em fase de educação infantil. 15 REFERÊNCIAS ALMEIDA, Ilda Neta Silva de. SANTOS, Ana Lúcia Brito dos. MONTINO, Mariany Almeida. A Importância da Educação Infantil na Formação Humana. Revista Humanidades e Inovação v.4, n. 2 – 2016, p.50-62 ALVES, Mónica Alexandra Dias. A Importância das Interações Sociais no Desenvolvimento das Competências Sociais. Instituto Superior de Educação e Ciências – Escola de Educação. 2017. ( Disponível em: https://comum.rcaap.pt/bitstream/10400.26/21858/1/TFM_M%C3%B3nica%20Alves.pdf) ANDRADE, Lucimary Bernabé Pedrosa de . Educação infantil: discurso, legislação e práticas institucionais [online]. São Paulo: Editora UNESP; São Paulo: Cultura Acadêmica, 2010. 193 p. ISBN 978-85-7983-085-3. 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