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Sistema Digestório
ruminantes
Actinobacilose
 - Doença infecciosa, não contagiosa, crônica e piogranulomatosa que afeta os
tecidos moles. Também conhecida como “Cabeça de hipopótamo” ou “Língua de
pau”.
 - Agente etiológico: Actinobacillus lignieressi (Gram-) (Aeróbio e anaeróbio
facultativo.)
 - Comensal do trado digestivo (bovinos).
 - A infecção ocorre quando há feridas na mucosa oral – alimentos fibrosos,
grosseiros
 - Localização: Língua, Linfonodos da cabeça, e pescoço em animais de qualquer
raça ou idade
 - Sinais clínicos: Linfonodos regionais aumentados, sialorréia, aumento de volume
e rigidez da língua, protusão da língua, nódulos na superfície da língua =
dificuldade de deglutir
 - Diagnóstico: Clínico + Histopatológico
 - Tratamento: Iodeto de potássio via oral na dose de 6 a 10 g/dia durante 7 a 10
dias. Iodeto de sódio a 10% é aplicado na dose de 1g/12kg de peso corpóreo por via
IV dose única. Associar com ATB’s. (***iodismo: lacrimejamento, anorexia, tosse e
aparecimento de caspas)
 - Profilaxia: Forragem de qualidade, isolar e tratar animais comprometidos e
quarentena para animais novos adquiridos.
Actinomicose
- Actinomyces bovis (G+) = habitante comum da boca dos bovinos
- Doença crônica e de tecidos rígidos
- Movimentos rígidos de deglutição
- Similar à um tumor preenchido com pus de coloração amarelada
- Tumefação óssea indolor dos ossos afetados, causada pela osteomielite
rarefaciente crônica
- Evolui para tumefação dolorosa e dura ao toque, aparecimento de exsudato com
grânulos
- Perda da forma anatômica dos ossos afetados, perda do alinhamento dos dentes,
perda de peso
- Diagnóstico: Clínico + Radiografia + Cultura + Histopatológico
- Tratamento: Lesões pequenas: Cirúrgico / Lesões maiores: Penicilina G em alta
dose
Sistema Digestório
ruminantes
Timpanismo ESPUMOSO
- Grande ingesta de alimentos leguminosos + alta velocidade de ingestão =
formação de espuma -> Impede coalescência -> Evita o reflexo de relaxamento do
cárdia
- Diagnóstico: Clínico
- Tratamento: Lavagem ruminal pela sondagem + óleo mineral
Timpanismo GASOSO
- Grande ingesta de alimentos concentrados + alta velocidade de ingestão =
formação excessiva de gás -> Obstrução esofágica -> Impede eructação = Acumulo
de gás
- Tratamento: Lavagem ruminal pela sondagem
- Fístula ruminal = prognóstico ruim
Acidose ruminal
 - Acidose lática ruminal = Distúrbio fermentativo
 - Alto consumo de carboidratos -> AGV/Ac. lático aumentados -> pH diminui ->
Lesão de parede ruminal = Acidose sistêmica! 
 - Diagnóstico: Anamnese + Clínico + Análise de líquido ruminal
 - Tratamento: Sifonagem + Fluidoterapia + Bicarbonato (IV ou Oral) + Rumenotomia
 - Profilaxia: Evitar acesso a carboidratos sem adaptação, adição de ionóforos na
ração e orientar o preparo de animais para exposição.
Alcalose ruminal
- Ingestão excessiva de proteína ou uréia - > Uréia pecuária -> Transformada em
amônia = Sinais Clínicos
- Sinais clínicos: Inapetência, anorexia, polidipsia, pelos arrepiados, espuma em
narinas e boca, tetania, odor cáustico (ar expirado), taquipnéia, depressão do SNC,
hipersensibilidade a sons, pH ruminal >8,0 e consequentemente timpanismo
- Diagnóstico: Anamnese + Sinais clínicos + Análise de líquido ruminal. Obtido
também pela necropsia
- Tratamento: Sondagem e lavagem ruminal com água fria + Administração de
ácido acético 5% (vinagre) 2 a 6L/animal + Hidratação + Ruminotomia
- Prevenção: Níveis seguros de utilização (1/3 N da dieta – Ureia • 1% MS total • 3%
dieta total)
Sistema Digestório
ruminantes
Úlcera de Abomaso
 
 - Diagnóstico: Clínico + Presença de sangue oculto nas fezes
 - Tratamento: Transfusão sanguínea + Antiácidos 4mg/kg via oral a cada 24h
(EMPÍRICO) + Hidróxido de alumínio 500 – 800g para cada 450Kg (2 a 4 vezes ao
dia) + Linhaça (EMPÍRICO) + Antibióticos + Manejo 
Paratuberculose
 - Infecção oro-fecal -> Fagocitados pelas cels M -> Macrófagos
 - Ingestão do colostro quando o úbere estiver infectado nos primeiros meses de
vida
 - Sinais clínicos: À partir dos 2 anos, perda de peso progressiva, diarreia,
desidratação, acúmulo de cls inflamatórias na mucosa e submucosa do intestino
(Síndrome da má absorção)
 - Diagnóstico: Cultivo bacteriano + Histopatologia + Imuno-histoquímica
 - Não há tratamento!!
 - Prevenção: Separar por categorias os animais, pasteurização colostro/leite e
identificação de animais positivos

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