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PROBLEMA 4 – UC4 
Tutoria UC – 26/08/2024 
 SISTEMA URINÁRIO 
 
PASSOS DA ABERTURA: 
LEITURA SILENCIOSA 
LEITURA COLETIVA 
BUSCAR TERMOS DESCONHECIDOS 
FAZER MAPA DE CORRELAÇÕES (BRAINSTORM) 
DETERMINAR OBJETIVOS 
FEEDBACK 
OBJETIVOS: 
1- Compreender sobre as funções gerais dos rins 
2- Descrever o mecanismo de formação da urina pelos rins, abordando a 
concentração e diluição da urina 
3- Discorrer sobre o controle ácido-base pelos rins 
4- Elucidar sobre o papel dos rins no controle da pressão arterial (mecanismo renina- 
aldosterona e fármacos atuantes) 
5- Entender a ação dos rins no equilíbrio hidroeletrolítico (íons, volemia, 
osmolaridade) 
Sumário 
OBJETIVO 1 ............................................................................................ 3 
OBJETIVO 2 ............................................................................................ 4 
OBJETIVO 3 .......................................................................................... 10 
OBJETIVO 4 .......................................................................................... 12 
OBJETIVO 5 .......................................................................................... 14 
 
 
 
ANATOMIA RENAL 
 
ANATOMIA SISTEMA URINARIO 
 
 
 
 
OBJETIVO 1 
1- Compreender sobre as funções gerais dos rins 
RESUMO INICIAL 
Os rins desempenham funções essenciais para a manutenção da homeostase no corpo 
humano. Eles regulam o equilíbrio de líquidos e eletrólitos, removem resíduos metabólicos, 
controlam a pressão arterial, regulam a produção de eritrócitos e mantêm o equilíbrio ácido-
base. 
Regulação do Volume do Líquido 
Extracelular e Pressão Arterial: 
Os rins controlam o volume de líquido 
extracelular no corpo, o que, por sua vez, 
influencia a pressão arterial. Se o volume 
de líquido extracelular diminui, a pressão 
arterial também cai, podendo 
comprometer a perfusão sanguínea 
adequada para órgãos vitais, como o 
cérebro 
Regulação da Osmolaridade: 
Os rins ajudam a manter a osmolaridade 
(concentração de solutos) do sangue em 
níveis normais, ajustando a quantidade de 
água excretada na urina. Isso é crucial para 
a manutenção do equilíbrio de fluidos no 
corpo 
Manutenção do Equilíbrio Iônico: 
 Os rins regulam a concentração de íons 
essenciais, como sódio, potássio e cálcio, 
garantindo que eles permaneçam dentro 
de uma faixa normal. Isso é vital para 
diversas funções celulares e para o 
funcionamento adequado dos músculos e 
nervos 
Regulação Homeostática do pH: 
Através da excreção de íons hidrogênio e 
da reabsorção de bicarbonato, os rins 
mantêm o pH do sangue dentro de uma 
faixa estreita, evitando condições de 
acidose ou alcalose, que podem ser 
prejudiciais ao corpo 
Mantêm o pH sanguíneo através da 
excreção de íons hidrogênio (H⁺) e 
reabsorção de bicarbonato (HCO₃⁻). 
Excreção de Resíduos Metabólicos e 
Substâncias Estranhas: 
 Os rins removem produtos residuais do 
metabolismo, como ureia e creatinina, 
além de substâncias tóxicas ou 
medicamentos, filtrando-os do sangue e 
excretando-os na urina 
Produção de Hormônios: 
Os rins sintetizam e liberam hormônios 
importantes, como a eritropoetina, que 
estimula a produção de glóbulos 
vermelhos, e a renina, que regula a pressão 
arterial. Eles também ajudam na conversão 
da vitamina D em sua forma ativa, 
essencial para a regulação do cálcio no 
corpo 
Gliconeogênese: 
Em situações de jejum prolongado, os rins 
podem realizar a gliconeogênese, que é a 
produção de glicose a partir de 
aminoácidos, ajudando a manter os níveis 
de glicose no sangue 
 
OBJETIVO 2 
2- Descrever o mecanismo de formação da urina pelos rins, abordando a concentração e 
diluição da urina 
RESUMO INICIAL 
O mecanismo de formação da urina pelos rins é um processo complexo que envolve várias 
etapas e mecanismos de regulação para manter a homeostase corporal. 
ANATOMIA NEFRONS 
 
 
MECANISMO DE FORMAÇÃO DA URINA PELOS RINS 
 
 
1. Filtração Glomerular 
• Local: Glomérulo, uma rede de capilares dentro da cápsula de Bowman. 
• Processo: O sangue entra nos capilares glomerulares através da arteríola aferente. A alta 
pressão hidrostática glomerular (PHGS) força a água e pequenos solutos (como eletrólitos, 
glicose, e resíduos) a passar através da membrana de filtração para o espaço capsular, 
formando o filtrado glomerular. 
• Destino: O filtrado resultante entra no túbulo contorcido proximal (TCP). 
Pressão Hidrostática Glomerular (PHGS): É 
a pressão exercida pelo sangue nos 
capilares glomerulares, aproximadamente 
55 mmHg. Esta pressão promove a filtração 
ao forçar a água e os solutos do plasma 
através da membrana de filtração 
Pressão Hidrostática Capsular (PHC): É a 
pressão exercida contra a membrana de 
filtração pelo líquido que já está no espaço 
capsular, cerca de 15 mmHg, e se opõe à 
filtração 
Pressão Coloidosmótica do Sangue 
(PCOS): Resulta da presença de proteínas 
no plasma sanguíneo, cerca de 30 mmHg, e 
também se opõe à filtração 
A Taxa de Filtração Glomerular (TFG), que 
é a quantidade de filtrado formado por 
minuto em todos os corpúsculos renais, 
depende dessas pressões. Alterações na 
pressão arterial podem afetar a TFG, mas o 
corpo possui mecanismos para manter 
essa taxa relativamente constante 
 
2. Reabsorção no Túbulo Contorcido Proximal (TCP) 
• Local: Túbulo contorcido proximal. 
• Processo: Cerca de 65% do filtrado é reabsorvido aqui. A água, glicose, aminoácidos e 
a maioria dos íons (como sódio e potássio) são reabsorvidos do filtrado de volta para o 
sangue nos capilares peritubulares. 
Reabsorção Tubular: A maioria da água e dos solutos úteis, como sódio, cloreto e bicarbonato, 
é reabsorvida de volta ao sangue. 
Secreção Tubular: Substâncias como íons potássio e hidrogênio são secretadas dos capilares 
peritubulares para o filtrado, ajudando na regulação do pH sanguíneo e na excreção de 
resíduos 
• Destino: O líquido restante, agora mais concentrado, flui para a alça de Henle. 
3. Alça de Henle (Descendente e Ascendente) 
• Ramo Descendente: 
o Processo: A água é reabsorvida devido à alta osmolaridade no interstício 
medular, mas os solutos permanecem no túbulo, tornando o filtrado mais 
concentrado. 
• Ramo Ascendente: 
o Processo: Aqui, íons (como sódio, potássio e cloreto) são reabsorvidos 
ativamente, mas a alça é impermeável à água. Isso dilui o filtrado à medida 
que sobe. 
A capacidade dos rins de concentrar ou diluir a urina é crucial para a manutenção do equilíbrio 
hídrico no corpo. Isso é regulado principalmente na alça de Henle, onde ocorre a reabsorção 
de água e solutos, e nos ductos coletores sob influência do hormônio antidiurético (ADH), que 
aumenta a reabsorção de água, concentrando a urina 
• Destino: O líquido agora diluído e com menos solutos passa para o túbulo contorcido 
distal (TCD). 
4. Reabsorção no Túbulo Contorcido Distal (TCD) 
• Local: Túbulo contorcido distal. 
• Processo: A reabsorção de sódio e cloreto continua, regulada por hormônios como a 
aldosterona. Também ocorre a secreção de íons como potássio e hidrogênio, ajudando 
a manter o equilíbrio ácido-base do sangue. 
• Destino: O filtrado, que começa a se parecer mais com urina, entra no ducto coletor. 
5. Ducto Coletor 
• Processo: O filtrado final passa pelos ductos coletores. Aqui, a reabsorção de água é 
regulada pelo hormônio antidiurético (ADH). Dependendo da necessidade do corpo de 
conservar ou eliminar água, o ADH torna os ductos coletores mais ou menos 
permeáveis à água. 
• Concentração Final: A concentração da urina final é ajustada conforme a necessidade 
de manter o equilíbrio hídrico do corpo. 
• Destino Final: A urina, agora formada, é transportada pelos ductos coletores para os 
cálices renais, de onde segue para a pelve renal, depois para os ureteres, e finalmente 
armazenada na bexiga urinária até ser excretada. 
6. Excreção• Local: Ureteres, bexiga, uretra. 
• Processo: A urina é conduzida através dos ureteres para a bexiga, onde é armazenada 
até que o reflexo da micção seja ativado, conduzindo a urina pela uretra para fora do 
corpo. 
 
 AUTORREGULAÇÃO DA TAXA DE FILTRAÇÃO GLOMERULAR (TFG) 
Mecanismo Miogênico: As arteríolas 
glomerulares aferentes respondem a 
alterações na pressão arterial se 
contraindo ou relaxando, ajustando assim 
o fluxo sanguíneo glomerular. 
 
Feedback Tubuloglomerular: As células da 
mácula densa detectam alterações na 
concentração de NaCl no túbulo distal, 
ajustando a liberação de óxido nítrico (NO), 
que regula o calibre das arteríolas 
aferentes, controlando assim a TFG. 
REGULAÇÃO NEURAL E HORMONAL DA TAXA DE FILTRAÇÃO GLOMERULAR (TFG) 
Regulação Neural: A estimulação 
simpática, principalmente durante 
situações de estresse ou exercício, causa 
vasoconstrição das arteríolas glomerulares, 
reduzindo a TFG e conservando o volume 
sanguíneo. 
 
Regulação Hormonal: Hormônios como a 
angiotensina II e o fator natriurético atrial 
(ANP) desempenham papéis cruciais. A 
angiotensina II, por exemplo, aumenta a 
pressão arterial e a TFG ao contrair as 
arteríolas eferentes, enquanto o ANP 
promove a excreção de sódio e água, 
reduzindo a T
 
 
CURSO DO FLUXO SANGUÍNEO: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CONCENTRAÇÃO E DILUIÇÃO DA URINA 
URINA DILUÍDA: 
• Início no Glomérulo: O filtrado glomerular, que é formado a partir do sangue, possui 
uma proporção de água e solutos similar ao plasma sanguíneo. À medida que o líquido 
passa pelo túbulo contorcido proximal (TCP), ele permanece isotônico em relação ao 
plasma . 
• Alterações na Alça de Henle: 
1. Ramo Descendente: À medida que o líquido flui para baixo pela alça de Henle, 
a osmolaridade do líquido tubular aumenta porque a água é reabsorvida 
osmoticamente para o interstício medular, onde a osmolaridade é alta . 
2. Ramo Ascendente: O líquido então ascende pela alça de Henle, onde os 
simportadores nas células da parte ascendente espessa reabsorvem 
ativamente íons como Na+, K+ e Cl-. No entanto, essa parte é impermeável à 
água, o que resulta na diminuição da osmolaridade do líquido tubular à 
medida que os solutos são removidos, mas a água permanece . O líquido que 
sai da alça de Henle e entra no túbulo contorcido distal (TCD) é mais diluído do 
que o plasma, com uma osmolaridade de aproximadamente 150 mOsm/L . 
• Passagem pelo Túbulo Contorcido Distal e Ducto Coletor: 
1. TCD Inicial: Conforme o líquido avança pelo TCD, mais solutos são 
reabsorvidos, mas a água é pouco reabsorvida devido à baixa permeabilidade 
à água, que não é regulada pelo ADH (hormônio antidiurético) . 
2. TCD Final e Ducto Coletor: Na presença de baixos níveis de ADH, as células 
principais do TCD final e dos ductos coletores permanecem impermeáveis à 
água, fazendo com que o líquido tubular se torne progressivamente mais 
diluído enquanto avança . 
• Resumo: Quando há alta ingestão de água, o volume sanguíneo aumenta, mas os 
solutos no sangue permanecem constantes. Para evitar a excreção excessiva de 
solutos, a secreção de ADH diminui, reduzindo a permeabilidade dos túbulos distais à 
água e resultando na excreção de uma urina diluída . 
URINA CONCENTRADA: 
• Condições de Baixa Ingestão de Água: Quando a ingestão de água é baixa ou quando 
há perda significativa de água, os rins conservam água, excretando um pequeno 
volume de urina concentrada. Sob a influência do ADH, os rins produzem urina que 
pode ser até quatro vezes mais concentrada que o plasma ou o filtrado glomerular . 
• Mecanismo de Formação da Urina Concentrada: 
1. Reabsorção na Alça de Henle: Simportadores na parte ascendente da alça de 
Henle reabsorvem Na+ e Cl-, contribuindo para o acúmulo desses íons no 
interstício medular . 
2. Fluxo em Contracorrente: O mecanismo de multiplicação em contracorrente 
estabelece um gradiente osmótico crescente no interstício da medula renal. A 
alça de Henle atua como um multiplicador por contracorrente, com o ramo 
descendente transportando líquido do córtex para a medula e o ramo 
ascendente transportando na direção oposta . 
3. Reabsorção de Água e Ureia nos Ductos Coletores: Sob a ação do ADH, as 
células dos ductos coletores tornam-se altamente permeáveis à água, que se 
move osmoticamente para o interstício medular, aumentando ainda mais a 
concentração da urina. A ureia também é reciclada, contribuindo para o 
aumento da osmolaridade na medula renal . 
• Reciclagem de Ureia: A ureia, ao ser reciclada entre os ductos coletores e a medula 
renal, acumula-se no interstício medular, ajudando a manter a alta osmolaridade 
necessária para a produção de urina concentrada . 
 
 
OBJETIVO 3 
3- Discorrer sobre o controle ácido-base pelos rins 
RESUMO INICIAL 
O controle ácido-base pelos rins é crucial para manter o pH do sangue dentro de uma faixa 
estreita, garantindo o funcionamento adequado de todas as reações bioquímicas no corpo. O 
pH normal do sangue é mantido entre 7,35 e 7,45. Qualquer desvio significativo dessa faixa 
pode causar acidose (pH 7,45). Os rins desempenham um papel vital 
nesse equilíbrio ao regular a excreção ou reabsorção de íons hidrogênio (H+) e bicarbonato 
(HCO3). 
ACIDOSE METABÓLICA 
• Definição: Ocorre quando o pH sanguíneo cai abaixo de 7,35 devido à queda nos níveis 
de bicarbonato (HCO3) no sangue. 
• Causas: Pode ser causada por acúmulo de ácidos no corpo (como cetoácidos no 
diabetes) ou perda excessiva de bicarbonato (como na diarreia). 
• Respostas Renais: 
o Secreção de H+: As células dos túbulos renais aumentam a secreção de íons 
H+ no túbulo contorcido proximal, alça de Henle e túbulo contorcido distal. 
Esse processo é essencial para eliminar o excesso de ácido do corpo. 
o Reabsorção de HCO3: Os rins reabsorvem quase todo o bicarbonato filtrado 
no glomérulo, o que ajuda a neutralizar o excesso de H+. Células 
especializadas, como as células intercaladas tipo A nos ductos coletores, são 
particularmente eficientes na secreção de H+ e reabsorção de HCO3 
o Síntese de HCO3: Além disso, os rins podem gerar novo bicarbonato a partir 
da degradação do glutamato em amônia (NH3), que se combina com H+ para 
formar amônio (NH4+), sendo então excretado na urina. 
ALCALOSE METABÓLICA 
• Definição: Ocorre quando o pH do sangue sobe acima de 7,45 devido ao aumento nos 
níveis de bicarbonato (HCO3) 
• Causas: Pode resultar de perda excessiva de ácido (como em vômitos) ou ingestão 
excessiva de bicarbonato. 
• Respostas Renais: 
o Diminuição da Secreção de H+: Em condições de alcalose, a secreção renal de 
H+ é reduzida, diminuindo a reabsorção de HCO3. 
Excreção de HCO3: Células intercaladas tipo B nos ductos coletores aumentam a secreção de 
bicarbonato na urina, o que ajuda a diminuir os níveis de HCO3 no sangue e a restaurar o 
equilíbrio ácido-base. 
 
1. EXCREÇÃO DE ÍONS HIDROGÊNIO (H⁺) 
• Túbulo Contorcido Proximal: 
o Os íons H⁺ são secretados no túbulo contorcido proximal em troca de sódio, 
um processo facilitado pela enzima anidrase carbônica. 
• Túbulo Coletor: 
o O ducto coletor também secreta H⁺, o que é crucial para a acidificação da 
urina. 
• Células Intercaladas Tipo A: 
Estas células, presentes no túbulo coletor, secretam H+ no lúmen tubular via bombas 
de H+ ATPase e H+KATPase. Esse processo é essencial para eliminar o excesso de 
ácidos no corpo, especialmente durante a acidose metabólica. 
2. REABSORÇÃO DE BICARBONATO (HCO₃⁻) 
• Conversão e Reabsorção: 
o O bicarbonato filtrado é convertido em dióxido de carbono e água pela 
anidrase carbônica, que são então reabsorvidos e reciclados como HCO₃⁻ no 
plasma. 
o O bicarbonato é reabsorvido nas células do túbulo contorcido proximal. O 
HCO3 no filtrado tubular combina-se com H+ secretado pelas células tubulares 
para formar ácido carbônico (H2CO3), que rapidamente se dissociaem CO2 e 
H2O sob ação da enzima anidrase carbônica. O CO2 difunde-se de volta para a 
célula, onde é convertido novamente em HCO3 e H+. O HCO3 é então 
transportado de volta ao sangue, enquanto o H+ é secretado no túbulo. 
3. AMORTECIMENTO E EXCREÇÃO DE ÁCIDOS FIXOS 
• Sistema de Tampão Fosfato e Amônia: 
o Para excretar ácidos fixos (não voláteis), os rins utilizam tampões como o 
fosfato e a amônia para excretar H⁺ na urina sem reduzir muito o pH. 
 
 
 
 
OBJETIVO 4 
4- Elucidar sobre o papel dos rins no controle da pressão arterial (mecanismo renina- 
aldosterona e fármacos atuantes) 
RESUMO INICIAL 
Os rins desempenham um papel central no controle da pressão arterial, tanto a curto quanto a 
longo prazo. Eles regulam a pressão arterial através do controle do volume sanguíneo e da 
resistência vascular, sendo o sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) um dos 
principais mecanismos envolvidos nesse processo. 
1. SISTEMA RENINA-ANGIOTENSINA-ALDOSTERONA (SRAA) 
a. Ativação da Renina 
• Estímulos para a Liberação de Renina: A renina é uma enzima produzida e liberada 
pelas células justaglomerulares dos rins em resposta a: 
• Baixa pressão arterial nas arteríolas aferentes (sinalizada por barorreceptores renais). 
• Baixa concentração de sódio (Na+) no túbulo distal, detectada pela mácula densa, 
parte do complexo justaglomerular. 
• Ativação do sistema nervoso simpático, que libera norepinefrina, estimulando a 
secreção de renina. 
b. Conversão de Angiotensinogênio em Angiotensina II 
• A renina catalisa a conversão do angiotensinogênio, uma proteína produzida pelo 
fígado, em angiotensina I. A angiotensina I, por si só, é relativamente inativa. 
• Enzima Conversora de Angiotensina (ECA): A angiotensina I é convertida em 
angiotensina II pela enzima conversora de angiotensina (ECA), principalmente nos 
pulmões. 
c. Efeitos da Angiotensina II 
• Vasoconstrição: A angiotensina II é um potente vasoconstritor, que aumenta a 
resistência periférica e, consequentemente, a pressão arterial. 
• Estimulação da Liberação de Aldosterona: Angiotensina II estimula as glândulas 
adrenais a secretarem aldosterona, um hormônio que promove a reabsorção de sódio 
nos túbulos distais e ductos coletores dos rins. 
• Aumento da Reabsorção de Sódio e Água: A aldosterona aumenta a reabsorção de 
sódio (Na+) e água nos rins, o que aumenta o volume sanguíneo e eleva a pressão 
arterial. 
• Liberação de Hormônio Antidiurético (ADH): A angiotensina II também promove a 
liberação de ADH pela hipófise posterior, aumentando a reabsorção de água nos rins, 
o que eleva ainda mais o volume sanguíneo. 
2. FÁRMACOS QUE ATUAM NO SRAA 
a. Inibidores da Enzima Conversora de Angiotensina (IECA) 
• Exemplos: Captopril, Enalapril, Lisinopril. 
• Mecanismo de Ação: Esses medicamentos inibem a ECA, impedindo a conversão de 
angiotensina I em angiotensina II. Como resultado, ocorre a diminuição da 
vasoconstrição e da secreção de aldosterona, levando à redução da pressão arterial. 
b. Bloqueadores dos Receptores de Angiotensina II (BRAs) 
• Exemplos: Losartana, Valsartana, Candesartana. 
• Mecanismo de Ação: Esses fármacos bloqueiam os receptores AT1 de angiotensina II, 
impedindo seus efeitos vasoconstritores e a liberação de aldosterona, resultando em 
vasodilatação e redução da pressão arterial. 
c. Inibidores Diretos da Renina 
• Exemplo: Alisquireno. 
• Mecanismo de Ação: Alisquireno inibe diretamente a atividade da renina, prevenindo 
a formação de angiotensina I e, consequentemente, de angiotensina II, o que resulta 
na diminuição da pressão arterial. 
d. Antagonistas da Aldosterona 
• Exemplos: Espironolactona, Eplerenona. 
• Mecanismo de Ação: Esses medicamentos antagonizam os receptores de aldosterona 
nos túbulos renais, diminuindo a reabsorção de sódio e água, o que leva à diminuição 
do volume sanguíneo e da pressão arterial. 
3. INTEGRAÇÃO DOS MECANISMOS RENAIS NO CONTROLE DA PRESSÃO ARTERIAL 
• Feedback Negativo: O SRAA atua em um ciclo de feedback negativo. Quando a pressão 
arterial aumenta, a secreção de renina diminui, reduzindo a produção de angiotensina 
II e aldosterona, o que diminui a pressão arterial. 
• Controle de Longo Prazo: Além do controle imediato da pressão arterial via 
vasoconstrição, o SRAA regula o volume de fluido extracelular a longo prazo, ajustando 
o equilíbrio de sódio e água. 
 
 
 
 
OBJETIVO 5 
5- Entender a ação dos rins no equilíbrio hidroeletrolítico (íons, volemia, osmolaridade) 
RESUMO INICIAL 
 A Os rins desempenham um papel fundamental no equilíbrio hidroeletrolítico, regulando a 
concentração de íons, o volume de líquido extracelular (volemia) e a osmolaridade do plasma 
sanguíneo. Esses processos são essenciais para manter a homeostase no corpo, garantindo 
que as funções celulares e orgânicas ocorram adequadamente. 
1. REGULAÇÃO DOS ÍONS (ELETRÓLITOS) 
Os rins controlam a concentração de vários íons no sangue, como sódio (Na+), potássio (K+), 
cloreto (Cl), cálcio (Ca2+) e magnésio (Mg2+). 
a. Sódio (Na+) 
• Reabsorção: O sódio é reabsorvido ativamente em várias partes do néfron, 
principalmente no túbulo contorcido proximal, na alça de Henle (ramo ascendente), e 
no túbulo contorcido distal e ducto coletor sob a influência da aldosterona. 
• Importância: O sódio é o principal íon que determina a osmolaridade do plasma e do 
líquido extracelular. Sua reabsorção é acompanhada pela reabsorção de água, o que 
ajuda a manter o volume de sangue (volemia) e a pressão arterial. 
• Regulação Hormonal: A aldosterona, secretada em resposta à angiotensina II e ao 
aumento dos níveis de potássio, aumenta a reabsorção de sódio nos túbulos distais e 
ductos coletores. 
b. Potássio (K+) 
• Secreção e Reabsorção: O potássio é reabsorvido no túbulo proximal e na alça de 
Henle. Contudo, ele é secretado principalmente nos túbulos distais e ductos coletores 
sob a influência da aldosterona. 
• Importância: A regulação do potássio é crucial para a função neuromuscular, incluindo 
a condução elétrica no coração. Pequenas alterações na concentração plasmática de 
potássio podem ter efeitos significativos no ritmo cardíaco. 
• Regulação Hormonal: A aldosterona promove a secreção de potássio enquanto facilita 
a reabsorção de sódio, ajudando a equilibrar a concentração desses íons. 
c. Cálcio e Fosfato 
• Reabsorção: O cálcio é reabsorvido no túbulo proximal, alça de Henle, e túbulo distal, 
enquanto o fosfato é regulado principalmente no túbulo proximal. 
• Importância: O cálcio é essencial para a função muscular, a coagulação do sangue e a 
sinalização celular. O fosfato, por outro lado, é um componente importante de ATP, 
DNA e membranas celulares. 
• Regulação Hormonal: A paratormona (PTH) aumenta a reabsorção de cálcio e diminui 
a reabsorção de fosfato nos rins. 
2. CONTROLE DA VOLEMIA 
A volemia refere-se ao volume total de sangue no corpo, que os rins regulam através da 
reabsorção ou excreção de água e sódio. 
• Mecanismo: A volemia é ajustada principalmente pela regulação da quantidade de 
sódio e água reabsorvidos pelos rins. Quando o volume sanguíneo é baixo, a 
reabsorção de sódio e água é aumentada para conservar o volume. 
• Osmorreceptores e Barorreceptores: Osmorreceptores no hipotálamo detectam 
mudanças na osmolaridade plasmática, enquanto barorreceptores nos vasos 
sanguíneos detectam alterações na pressão arterial. Esses receptores enviam sinais 
para ajustar a liberação de hormônios que influenciam a reabsorção de água e sódio, 
como o hormônio antidiurético (ADH) e a aldosterona. 
• ADH: Quando a osmolaridade do plasma aumenta, o ADH é liberado, promovendo a 
reabsorção de água nos ductos coletores renais. Isso concentra a urina e aumenta a 
volemia. 
3. REGULAÇÃO DA OSMOLARIDADE 
A osmolaridade é a concentração total de solutos no plasma e é regulada principalmente 
através da reabsorção de água e sódio. 
• Ação do ADH: Quando a osmolaridadeplasmática aumenta (indicando alta 
concentração de solutos), o ADH aumenta a permeabilidade dos ductos coletores à 
água, promovendo sua reabsorção e, assim, diluindo os solutos no sangue. 
• Mecanismo de Contracorrente: A alça de Henle, através de um mecanismo de 
contracorrente, permite a criação de um gradiente osmótico no interstício medular 
dos rins. Isso facilita a reabsorção de água no ducto coletor, sob influência do ADH, 
ajustando a osmolaridade final da urina. 
4. INTEGRAÇÃO DOS MECANISMOS RENAIS 
Os mecanismos acima são integrados para manter o equilíbrio hidroeletrolítico: 
• Resposta a Baixa Volemia: Se a volemia diminui (como em desidratação), os rins 
aumentam a reabsorção de sódio e água para restaurar o volume sanguíneo e, 
consequentemente, a pressão arterial. Isso é mediado por hormônios como a 
aldosterona e o ADH. 
• Resposta a Alta Osmolaridade: Em situações de alta osmolaridade (excesso de solutos 
em relação à água), os rins reabsorvem mais água sob a influência do ADH para reduzir 
a osmolaridade do plasma. 
• Excreção de Excesso de Eletrólitos: Quando há excesso de eletrólitos, como sódio ou 
potássio, os rins aumentam a excreção desses íons para manter a concentração 
plasmática dentro dos limites normais. 
5. FÁRMACOS RELACIONADOS AO CONTROLE HIDROELETROLÍTICO 
Alguns medicamentos modulam esses processos renais: 
• Diuréticos: Aumentam a excreção de sódio e água, reduzindo a volemia e a pressão 
arterial. Ex: Furosemida (inibe a reabsorção de sódio na alça de Henle), 
Hidroclorotiazida (atua no túbulo distal). 
• Antagonistas de Aldosterona: Reduzem a reabsorção de sódio e a excreção de 
potássio. Ex: Espironolactona. 
• Vasopressina (ADH) Agonistas/Antagonistas: Modulam a reabsorção de água nos rins.

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