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12/08/2024 1 Vias de Administração de Medicamentos Profa Ms Raffaela Angel O QUE SÃO MEDICAMENTOS ? Produto farmacêutico, tecnicamente obtido ou elaborado, com finalidade profilática, curativa, paliativa ou para fins de diagnóstico. Preparação química que em geral, contêm um ou mais fármacos. Em geral os medicamentos contêm outras substâncias como excipientes, conservantes, solventes, etc... O QUE SÃO FÁRMACOS ? “Substância química de estrutura conhecida, que não seja um nutriente ou um ingrediente essencial da dieta, o qual, quando administrada a um organismo vivo, produz um efeito biológico” 1 2 12/08/2024 2 FARMACODINÂMICA X FARMACOCINÉTICA O que o fármaco faz com o corpo O que o corpo faz com o fármaco VIAS DE ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS Caminho pelo qual um medicamento é colocado em contato com o organismo Depende: Propriedades Efeito desejado Condições do paciente Concordância Sistêmico Localizado 3 4 12/08/2024 3 VIAS DE ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS Tópica Transdérmica Enteral: ❖ Efeito sistêmico ❖ Recebe-se a substância via trato digestivo Parenteral: ❖ Efeito sistêmico ❖ Recebe-se a substância por outra forma que não seja pelo trato digestivo Intra – Dérmico – ID Sub Cutâneo – SC Intra Muscular – IM Intra e ou Endovenosa – IV – EV Outras Vias Parenterais: Intra-arterial (I.A.) Intracardíaca Intra-araquídea (via subaracnóidea – Intratecal) Intraperitoneal Intra-óssea, Intra-articular Intrasinovial. Não são todas as vias parenterais administradas pela enfermagem Oral , bucal, sublingual SL, retal Epidérmica – Bucal – Vaginal – Ocular – Auricular – Nasal – Pulmonar – “Retal” 1. MEDICAÇÃO TÓPICA É o ato de preparar e administrar medicamentos na pele, podendo ter ação local ou sistêmica. Tem por finalidade a aplicação de medicações em forma de: • loções, pomadas, linimentos, antissépticos e ou antimicrobianos, tinturas, pós e adesivos Com finalidade de: • Proteger, suavizar, lubrificar, aquecer, relaxar, fazer antissepsia, ressecar, repor hormônios, agir como analgésicos e antiinflamatórios. Uso Externo Geralmente não há efeito sistêmico 5 6 12/08/2024 4 EX: MEDICAÇÕES OFTÁLMICAS Puxe a pálpebra inferior para baixo para expor a conjuntiva Mantenha o cliente olhando para cima Instile o número de gotas prescritas na conjuntiva Não encoste o frasco Libere a pálpebra e peça para o cliente piscar Após checar a prescrição e anotar a administração nas anotações de enfermagem MEDICAÇÃO BUCAL Quando comprimido: Colocar o medicamento sólido contra a mucosa da bochecha até que o medicamento se dissolva Alternar lado para evitar irritações Não chupar ou deglutir os medicamentos Formas Farmacêuticas: Soluções, géis, dispositivos de liberação lenta... Métodos de Administração: Fricção, instilação, irrigação, aerossol e bochechos 7 8 12/08/2024 5 2. MEDICAÇÕES TRANSDÉRMICAS 3. VIA DE ADMINISTRAÇÃO ENTERAL A medicação é conduzida para seu local alvo por meio do Sistema do Trato Gastrointestinal Efeito Sistêmico: não local por meio do TGI Bucal Oral Sub- lingual Retal 9 10 12/08/2024 6 MEDICAÇÃO VIA ORAL Xaropes Soluções Fácil e de utilização comum Os medicamentos são dados pela boca e deglutidos Início de ação mais lento e prolongado Formas Farmacêuticas empregadas: Comprimidos Cápsulas Drágeas, Suspensões Emulsões Método de Administração: Deglutição Administrando medicação VO Prescrição Médica: Técnica 1. Lasix 40mg VO 1x dia 08 08hs. Adiministrado lasix conforme item 01 da prescrição médica----Raffaela 10hs. Bolado item 01 da prescrição médica devido cliente apresentar PA 80X 60 e conforme orientação da Enfermeira Erika, Dr Eduardo Silva ciente----------------------------------------------------------Raffaela 11 12 12/08/2024 7 ATENTAR PARA CARACTERÍSTICAS DO MEDICAMENTO Ml Gotas E pode ser masserado Atentar 9 certos Utilizar medidores masserados Não colocar a mão no medicamento FIQUE DE OLHO NAS REGRAS Não misture medicamentos Preste atenção as dosagens Fique atento as reações do medicamento Direitos do paciente Sabores desagradáveis 13 14 12/08/2024 8 MEDICAÇÃO POR SONDAGEM GÁSTRICA / ENTERAL MEDICAÇÃO SUBLINGUAL Absorção rápida → Rica vascularização Inseridos sob à língua Não deve ser deglutido Não deve ser dado líquido ao paciente até que o medicamento esteja dissolvido completamente Vasos linguais → Circulação Sistêmica Forma Farmacêutica ❖ Comprimidos 1. Capoten 25mg SL se PAS ≥ 160 ou PAD ≥ 90 s/n 15 16 12/08/2024 9 MEDICAÇÃO RETAL C I R C U L A Ç Ã O S I S T Ê M I C A 17 18 12/08/2024 10 4. VIA DE ADMINISTRAÇÃO PARENTERAL PARA: ao lado de ENTERAL: tubo digestório ➢ Medicação ministrada por outra forma que não seja pelo TGI a) Parenteral por injeção ou infusão b) Parenteral sem injeção ou infusão Ex. Transdérmico Transmucosa Inalável VIA PARENTERAL Intradérmica – ID Subcutânea – SC Intramuscular – IM Endovenosa -- EV Epidural Intratecal Intra-óssea Intra-articular Intraperitoneal Intrapleural Intra-arterial PARA ADMINISTRAÇÃO VAMOS CONHECER ALGUNS CONCEITOS 19 20 12/08/2024 11 ABREVIATURAS PARA ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS MEDICAÇÃO PARENTERAL POR INFUSÃO EQUIPAMENTOS Seringa 21 22 12/08/2024 12 SERINGA 1 ML = 100 UI CADA 10 UI = 0,1 ML Apresentação em ML cada graduação (risco ) pode ter equivalência de 0,01 ou 0,02 Graduação em UI Neste caso cada risco equivale a 0,01 ml 0,02 ml SERINGA 3 ML SERINGA 5 ML Risco = 0,2 ml Risco = 0,1 ml Risco = 0,1 ml 23 24 12/08/2024 13 SERINGA 10 ML SERINGA 20 ML Risco = 1 ml Risco = 0,2 ml Risco: 0,5 ml 25 26 12/08/2024 14 AGULHAS MAIS UTILIZADAS 30x7 30x8 40x12 25x8 25x7 A escolha deve ser de acordo com: -Peso -Constituição (tamaho) do doente -Via de administração (tipo de tecido) Menor calibre maior diâmetro OUTRAS AGULHAS Agulhas Lebel 32g / 34g Ex. Estética 27 28 12/08/2024 15 APRESENTAÇÃO PREPARO MEDICAÇÕES PARENTERAIS FRASCO – AMPOLA & AMPOLA Frasco-ampola • Frasco que possui uma tampa de borracha, que deve ser perfurada com uma agulha para que seu conteúdo seja aspirado Ampola • Não possui esta tampa de borracha, sendo um frasco completamente selado que deve ser quebrado manualmente para que seu conteúdo seja aspirado Decisão quanto a troca de agulha será de competência da instituição de saúde em que se insere o profissional, como demonstra a Portaria Nº 1.748 do Ministério do Trabalho. Não há consenso Trocar a agulha? 29 30 12/08/2024 16 MANIPULAÇÃO DOS MATERIAIS Primeiramente Lavar as mãos 31 32 12/08/2024 17 Estética COMPLICAÇÕES MEDICAÇÃO ID 13 x 4,5 33 34 12/08/2024 18 Medicação SC ADMINISTRAÇÃO SC Agulha relativamente curta Usualmente 1 ml (até 2 ml) A depender do calibre da agulha: Para paciente eutrófico, estender firmemente a pele através do local da injeção ou pinçar a pele com a mão não dominante. Inserir a agulha de forma rápida e firme em ângulo de 45° a 90°. Em pacientes muito magros, utilizar ângulo de 45º 35 36 12/08/2024 19 IM TECIDO MUSCULAR ESTÁ LOCALIZADO LOGO ABAIXO DO SC CONSIDERAÇÕES PARA APLICAÇÃO Volume Medicação Técnica Local Idade Constituição corpórea Distúrbios de coagulação Escolha incorreta: Dano nervoso Muscular Vasos Supervisão do Enfermeiro 37 38 12/08/2024 20 LOCAIS & VOLUME PARA ADMINISTRAÇÃO Deltóide Dorsoglúteo Ventroglúteo Vasto lateral da coxa Controvérsias na Literatura Tamanho Muscular Características da Medicação Avaliação individual CÂMARA TÉCNICA PARECER COREN-SP Nº 010/2020 39 40 12/08/2024 21 MÚSCULO VASTO LATERAL Localizado na região antero-lateral da coxa Não se evidencia grandes vasos e nervos Utilizado nos lactentes Aplicação: divide-se a área entre o joelho e trocanter Aplicação na face lateral do terço médio 12cm abaixo trocanter – 9-12 cm acima do joelho REGIÃO GLÚTEA 1. VENTROGLÚTEA Decúbito ventral, dorsal ou lateral Palma da mão na porção lateral do glúteo e o dedo médio estendendo-se até a crista ilíaca Aplicação é feita no centro do V formado pelos dedos indicador e médio Ressalta-se: Esta área tem sido considerada a opção mais segura na região glútea 1° local de escolha Evita punção acidental de vasos sanguíneos e nervos Poucos relatos de complicações 41 42 12/08/2024 22 Mão esquerda no quadril direto do paciente Mão direita no quadril esquerdo do paciente 43 44 12/08/2024 23 APLICAÇÃO GLÚTEA 2. DORSO GLÚTEA Decúbito Ventral Decúbito lateral não é mais recomendado Linha imaginária Não é utilizada em crianças menores que 2 anos Advertência: Esta área não tem sido mais recomendada Associada a graves complicações: ❖Lesão nervo ciático ❖Lesão da artéria glútea ❖Risco de medicação no SC OMS não recomenda para imunização 45 46 12/08/2024 24 MÚSCULO DELTÓIDE COMPLICAÇÕES DELTÓIDE PUBLICAÇÃO COREN 47 48 12/08/2024 25 EV Cateteres periféricos Agulhados Não Agulhados EV Cateteres centrais de inserção periférica (PICC) Longa Permanência Cateter central de curta permanência 49 50 12/08/2024 26 EV Acesso venoso de longa permanência do tipo “semi-implantável ou tunelizado” Longa Permanência EV Totalmente implantáveis Longa Permanência Port a Cath 51 52 12/08/2024 27 REFERÊNCIAS 1. CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SÃO PAULO. CÂMARA TÉCNICA PARECER COREN-SP Nº 010/2021. Disponível em: https://portal.coren- sp.gov.br/wp-content/uploads/2021/04/Parecer-010-2021.pdf 2. CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SÃO PAULO. CÂMARA TÉCNICA PARECER COREN-SP Nº 010/2020. Disponível em: https://portal.coren- sp.gov.br/wp-content/uploads/2020/09/Parecer-010.2020- Administra%C3%A7%C3%A3o-de-medicamento-via-intramuscular.pdf 3. CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SÃO PAULO. Administração de medicamentos por via intramuscular. Fev, 2010. 53 54 https://portal.coren-sp.gov.br/wp-content/uploads/2021/04/Parecer-010-2021.pdf https://portal.coren-sp.gov.br/wp-content/uploads/2021/04/Parecer-010-2021.pdf https://portal.coren-sp.gov.br/wp-content/uploads/2020/09/Parecer-010.2020-Administra%C3%A7%C3%A3o-de-medicamento-via-intramuscular.pdf https://portal.coren-sp.gov.br/wp-content/uploads/2020/09/Parecer-010.2020-Administra%C3%A7%C3%A3o-de-medicamento-via-intramuscular.pdf https://portal.coren-sp.gov.br/wp-content/uploads/2020/09/Parecer-010.2020-Administra%C3%A7%C3%A3o-de-medicamento-via-intramuscular.pdf Slide 1 Slide 2: O que são medicamentos ? Slide 3: Farmacodinâmica x Farmacocinética Slide 4: Vias de Administração de Medicamentos Slide 5: Vias de Administração de Medicamentos Slide 6: 1. Medicação Tópica Slide 7: Ex: Medicações Oftálmicas Slide 8: Medicação Bucal Slide 9: 2. MEDICAÇÕES TRANSDÉRMICAS Slide 10: 3. Via de Administração Enteral Slide 11: Medicação Via Oral Slide 12 Slide 13 Slide 14: Atentar para características do medicamento Slide 15: Medicação por Sondagem Gástrica / Enteral Slide 16: Medicação SubLingual Slide 17: Medicação Retal Slide 18 Slide 19: 4. Via de Administração Parenteral Slide 20: Via Parenteral Slide 21: Abreviaturas para administração de medicamentos Slide 22: Medicação Parenteral por Infusão EQUIPAMENTOS Slide 23: SERINGA 1 ML = 100 UI Cada 10 UI = 0,1 ml Slide 24: Seringa 3 ml Slide 25: Seringa 10 ml Slide 26 Slide 27: Agulhas mais utilizadas Slide 28 Slide 29: Apresentação preparo medicações parenterais Frasco – ampola & ampola Slide 30 Slide 31 Slide 32: Manipulação dos Materiais Slide 33 Slide 34: Complicações Medicação ID Slide 35 Slide 36: Administração SC Slide 37: IM Tecido muscular está localizado logo abaixo do SC Slide 38: Considerações para Aplicação Slide 39: Locais & Volume para Administração Slide 40: CÂMARA TÉCNICA PARECER COREN-SP Nº 010/2020 Slide 41: Músculo Vasto Lateral Slide 42: Região Glútea 1. Ventroglútea Slide 43 Slide 44 Slide 45: Aplicação Glútea 2. Dorso Glútea Slide 46 Slide 47: Músculo Deltóide Slide 48: Complicações Deltóide Publicação COREN Slide 49: EV Slide 50: EV Slide 51: EV Slide 52: EV Slide 53 Slide 54: Referências