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Bíblia dos Checklists Instituições 2020 Bíblia dos Checklists Instituições MEDWAY 2020 Bíblia dos Checklists Instituições 2020 ÍNDICE 3 35 Unifesp-2020 Bibliografia 2 Bíblia dos Checklists Instituições 2020 Unifesp-2020 CLÍNICA MÉDICA Vamos com tudo nessa estação de Clínica Médica da UNIFESP! Concentração e foco a partir de agora. Orientações ao aluno: Tempo para realização da estação: 5 minutos Cenário: Examinador Ator Objetos disponíveis na cena: martelo de Babinski em cima da maca INÍCIO DA ESTAÇÃO Caso clínico: Você atende um homem de 34 anos, operador de telemarketing, com dor lombar há 7 dias. Na anamnese, ele refere piora da dor à movimentação e melhora em repouso. Nega alterações urinárias ou sistêmicas. Nega episódios semelhantes anteriores. Tarefa 01: Faça e descreva o exame físico direcionado. Ao realizar o exame físico: O paciente apresentava dor à digitopressão óssea; Não apresentava alterações neurológicas; Não apresentava outras alterações ao exame físico; Tarefa 02: Qual é o diagnóstico sindrômico? Tarefa 03: • • • • • • • 3 Bíblia dos Checklists Instituições 2020 Você pediria algum exame complementar nesse momento? Se sim, qual? TÉRMINO DA ESTAÇÃO CHECKLIST 4 Bíblia dos Checklists Instituições 2020 DEBRIEFING 5 Bíblia dos Checklists Instituições 2020 Estação interessante e direta cobrada pela UNIFESP em 2020. Lombalgia é um dos principais motivos de procura ao departamento de emergência e a estação cobrou do candidato basicamente a realização do exame físico de um paciente com queixa de dor lombar, conforme vocês podem observar nos itens do checklist. No caso clínico da estação, temos um homem jovem, operador de telemarketing com queixa de lombalgia de início recente que piora à movimentação. Conceitualmente, a lombalgia é definida como dor, sensação de tensão muscular ou rigidez que ocorre na região entre abaixo da margem costal e acima da região glútea. Frequentemente não é encontrada uma causa específica para a lombalgia e acredita-se que os músculos paravertebrais responsáveis pela manutenção da posição ereta da coluna sejam os principais responsáveis pela lombalgia aguda. As lombalgias podem ser classificadas em causas mecânicas e não mecânicas (que podem ser causadas por artrites, neoplasias, infecções, etc). De forma característica, a do tipo mecânica pode piorar durante a realização do movimento, enquanto a do tipo não mecânica piora no repouso. Além da classificação citada acima, as lombalgias podem ser classificadas ainda conforme o tempo de evolução: aguda (menos que 3 meses) e crônica (maior que 3 meses). Apenas com esses dados já poderíamos pensar que o paciente da estação aparentemente apresentava uma lombalgia de origem mecânica aguda, mas vamos prosseguir com nosso raciocínio. Mesmo tendo a hipótese diagnóstica em mente pela história do caso clínico, na tarefa 01 a instituição queria apenas que o candidato realizasse o exame físico direcionado para a queixa do paciente. Antes de partir para o exame físico propriamente dito, não podemos esquecer de alguns pontos básicos que devem estar 6 Bíblia dos Checklists Instituições 2020 medular na nossa cabeça: explicar como vai ser a realização do exame físico ao paciente, pedir o consentimento, higienizar as mãos antes de realizar o exame e solicitar para o paciente retirar a vestimenta caso a área a ser examinada esteja coberta. Após a realização desses pontos básicos, o candidato deveria partir para o exame físico, que na lombalgia é composto principalmente por avaliações dos sistemas musculoesquelético e neurológico. No roteiro abaixo, encontra-se um passo a passo que pode auxiliar caso o tema seja abordado novamente: 7 Bíblia dos Checklists Instituições 2020 É importante ressaltar que este roteiro é direcionado para a realização de uma estação de 5 minutos, como foi cobrada na UNIFESP. Portanto, esses pontos são essenciais e não podem ser esquecidos. Eventualmente, outros itens podem ser avaliados no 8 Bíblia dos Checklists Instituições 2020 exame da coluna lombar, mas não foi especificamente cobrado nessa estação da UNIFESP. Ao avaliar um paciente com lombalgia aguda, devemos buscar, através da história e exame físico, sinais de alarme (veja tabela abaixo) que nos façam pensar em outras condições potencialmente mais graves. Vejam que na história clínica não eram observados outros achados além da dor e, no exame físico, notava-se apenas dor à digitopressão óssea. Portanto, a ausência de sinais de alarme reforça a nossa hipótese de lombalgia do tipo mecânica aguda, sendo este o diagnóstico sindrômico que deveríamos citar na tarefa 02. Além disso, aventada esta hipótese, geralmente NÃO é necessária a solicitação de exames laboratoriais e/ou de imagem, pois o diagnóstico é clínico. Este conceito foi justamente abordado na tarefa 03. 9 Bíblia dos Checklists Instituições 2020 Apesar de não ter sido cobrado nesta estação, o tratamento inicial diante desses casos é realizado com anti-inflamatórios não hormonais e analgésicos comuns. Opioides podem ser considerados agentes de segunda linha, podendo ser usados em dores muito severas ou refratárias. Além disso, há evidência na literatura de que deve ser evitado o repouso absoluto, devendo o paciente manter-se ativo. Vejam que, nesta estação da UNIFESP, mais importante do que saber o diagnóstico, era realizar um bom exame físico. Fiquem atentos pois a instituição já cobrou em provas anteriores a realização de exame físico. Treinem bastante e continuem dando aquele gás! Um grande abraço e bons estudos! Equipe Medway REFERÊNCIAS VELASCO, Irineu Tadeu; BRANDÃO NETO, Rodrigo Antonio; SOUZA, Heraldo Possolo de; et al. Medicina de emergência: abordagem prática. [S.l: s.n.], 2019. Longo, DL et al. Harrison’s Principles of Internal Medicine. 20th ed. New York: McGraw-Hill, 2018. MARTINS, Milton de Arruda. Manual do Residente de Clínica Médica. 2° ed. São Paulo: Manole, 2017 CIRURGIA GERAL Estaçãozinha de procedimento com um tema muito importante para a vida em geral, mas principalmente para a do cirurgião, fazemos muito na prática, mas costumamos deixar a teoria de lado. Do que estamos falando? Espiem só: Orientações ao aluno: Tempo para realização da estação: 5 minutos A estação é composta por 1 tarefa 1. 2. 3. • • 10 Bíblia dos Checklists Instituições 2020 Cenário: 1 examinador Cenário: modelo para sutura (esponja) + materiais (2 seringas - 10 mL e 3 mL, gaze, lidocaína, agulha rosa e preta, nylon 2.0 e 4.0, vicryl, porta-agulhas, pinça dente-de-rato, pinça anatômica, tesoura de Mayo e Metzenbaum, pinças hemostáticas - Kelly, Crile retas e curvas, não havia solução degermante ou soro fisiológico) INÍCIO DA ESTAÇÃO Caso clínico: Rosana Santos, 43 anos de idade, trabalhadora do lar, sem comorbidades, apresenta corte no antebraço provocado por objeto de vidro há 30 minutos. Exame Físico: bom estado geral, PA = 130 x 80 mmHg, FC = 82 bpm, lesão incisa superficial que envolve pele e tecido celular subcutâneo no membro superior direito com sangramento de pequena monta, sem exposição de estruturas nobres e sem contaminação grosseira. Todos os pulsos estão presentes, cheios e simétricos. Tarefa única: Realize a sutura da pele, prescrição e orientações relacionadas ao procedimento. Ao solicitar exploração da ferida, o examinador dizia que era para considerar o ferimento superficial. Quando solicitado limpeza da ferida e anestesia local, o examinador dizia que era para considerar feito. TÉRMINO DA ESTAÇÃO CHECKLIST • •• • 11 Bíblia dos Checklists Instituições 2020 DEBRIEFING Galerinha, a bola da vez é a discussão sobre suturas! Muito do que aprendemos vem de “orelhadas” na técnica operatória ou no próprio PS. Francamente, quem aqui já parou para ler sobre a teoria da sutura? Quase ninguém. O problema disso é que, muitas vezes, cometemos erros absurdos por causa da falta de bagagem teórica 12 Bíblia dos Checklists Instituições 2020 sobre o assunto. Vamos aprofundar um pouco na matéria de maneira rápida e objetiva para que vocês ganhem um bom embasamento teórico. Aplicando e alinhando esse conhecimento à prática, não vai ter para ninguém! Sempre que iniciamos o estudo de um procedimento, temos que saber o porquê de indicá-lo em primeiro lugar. No caso da sutura, suas indicações são tanto quanto óbvias: fechar e fixar. Fechar incisões, feridas e fixar drenos e acessos. Um procedimento tão simples como uma sutura, será que tem alguma contraindicação? Claro e vocês sabem qual é: a possibilidade de infecção. Para que a gente faça essa suspeição, alguns dados devem estar presentes na nossa anamnese, tais como: tempo entre a lesão e a avaliação da ferida, a localização e o mecanismo pelo qual se originou a ferida. Exemplificando: lesões em extremidades, intervalo de tempo maior que 6 horas, feridas por mordedura - todas essas são condições que devem ser avaliadas individualmente e podem contraindicar uma sutura. Percebam, então, que a nossa paciente estava apta para a realização do procedimento! Sendo assim, vamos iniciar falando sobre os materiais necessários, começando pelo principal: o fio! As quatro principais características de um fio são: absorção (absorvível ou não), origem (sintético ou orgânico), estrutura (mono ou multifilamentar) e calibre. Fio absorvível é degradado nos tecidos por digestão enzimática e hidrólise, perdendo gradualmente sua resistência à tração, além de provocar reação inflamatória local, gerando piores resultados estéticos. Portanto, não é a melhor opção para a pele. Fio inabsorvível não perde a tensão com o passar do tempo. A origem orgânica do fio (seda, algodão, linho, categute) implica menor força tênsil e maior reação inflamatória. No geral, fios 13 Bíblia dos Checklists Instituições 2020 orgânicos vêm caindo em desuso, com exceção ao fio de algodão que é largamente utilizado para amarraduras vasculares. A estrutura do fio está diretamente relacionada às suas características físicas. Fios multifilamentares, como o nome já diz, são formados por vários filamentos, apresentam mais maleabilidade, permitem a realização do nó com mais facilidade e possuem maior força tênsil. Entretanto, suas fibras entrelaçadas estão associadas à maior trauma tecidual e permitem a migração e proliferação bacteriana, portanto são mais propensos a gerar infecção. O calibre dos fios é dado pelo número de “zeros”. Quanto mais zeros, menor será. Lugares mais delicados como pálpebras, exigem fios mais delicados, ao contrário de lugares de pele mais espessa, como planta do pé, que necessitam de um fio mais grosso - por possuir maior tensão. De maneira prática: temos fios de maior diâmetro (1, 2, 3, 4, 5, 6, este último o maior) e de menor diâmetro (1-0, 2-0, 3-0, 4-0 ... 12-0, este último o menor). Vejam a figura abaixo: Diante do exposto, necessitamos de um fio que seja sintético, inabsorvível e monofilamentar, concordam? Voltem na figura e procurem quais fios se encaixam nessa descrição. 14 Bíblia dos Checklists Instituições 2020 São três: náilon, aço e polipropileno (prolene). O fio de aço é o mais resistente de todos, muito utilizado na cirurgia cardíaca, torácica e ortopédica. O prolene é bastante utilizado para estruturas delicadas como anastomoses em geral. O náilon ou nylon, também denominado poliamida - é o fio mais famoso que temos, conhecido como o fio da pele, por ser praticamente inerte - possui mínima reação tecidual. Em relação ao diâmetro, guarde o seguinte: para sutura de pele vamos usar nylon 3-0, 4-0 ou 5-0, a depender da espessura tecidual. Já para fixação de drenos necessitamos de um fio mais grosso, utilizamos o 2-0 ou 0. Na prova, ele nos deu 3 possibilidades de fio: nylon 2-0, 4-0 e vicryl. O que melhor se encaixa para o procedimento proposto é, sem dúvidas, o nylon 4-0. Beleza? Só para ilustrar, o vicryl é um fio muito utilizado no mundo cirúrgico. É absorvível, sintético e multifilamentar, ideal para síntese de subcutâneo e suturas de vias urinárias. Pronto, feita essa breve revisão de qual fio escolher, vamos agora destrinchar o procedimento em questão. Como qualquer outro, precisamos explicá-lo e pedir autorização para o paciente. Depois, separar o material: antisséptico (clorexidina degermante), anestésico (lidocaína), seringa e agulhas para aspiração e injeção, soro fisiológico para a limpeza da ferida, campo cirúrgico, além do fio de nylon 4-0, necessitamos de porta-agulhas, pinça dente-de-rato, tesoura reta (de Mayo), gaze e micropore para curativo. Posicionar o paciente (neste caso não era necessário, pois você tinha à disposição um material para demonstrar a sutura) e paramentar com touca, óculos, máscara e luvas. Inicialmente, realizamos a antissepsia dos bordos da lesão com uma pinça, luva de procedimentos e gaze. Aplicamos a solução degermante de clorexidina ao redor da ferida, jamais dentro, pois causa intensa irritação dos tecidos. Agora pulamos para a infusão do anestésico em suas bordas, sempre aspirando antes de infundir. 15 Bíblia dos Checklists Instituições 2020 Percebam que anestesiamos antes de colocar o campo, por quê? Pois devemos sempre lavar e explorar a nossa ferida antes da sutura e imaginem a dor que isso deve causar em uma lesão não anestesiada! A laceração deve ser lavada com água corrente ou soro fisiológico até que se apresente limpa - não importa a quantidade utilizada. Agora sim, com o corte limpo, trocamos a nossa luva de procedimento por uma estéril, aplicamos o campo cirúrgico e vamos explorar a nossa ferida em busca de corpos estranhos e avaliar a necessidade de desbridamento, ou seja, retirada de tecido necrótico eventualmente presente. Feito isso, finalmente chegamos ao momento da sutura! Já de posse do nosso material, precisamos definir qual o tipo ideal de sutura. Pessoal, a prova prática tem que ser algo adaptado à sua realidade, dificilmente vão pedir um fechamento de aponeurose com Chuleio, por exemplo. Afinal, quantos aqui já fecharam aponeurose durante o internato? Raros os casos! A estação cobra o que todo médico deve saber fazer: ponto simples - o ponto mais utilizado em cirurgia! De fato, é o ponto de escolha! As suturas podem ser divididas em interrompidas e contínuas: as interrompidas são menos isquemiantes e com resultado estético melhor, ideal para pele! Vamos aos detalhes do ponto simples: A agulha, ao penetrar a pele, deve fazer um ângulo de 90º (graus); A distância de entrada deve ser a mesma da saída (denominamos de largura); A profundidade do ponto deve ser ligeiramente maior do que a largura, permitindo leve eversão dos bordos, dando melhores resultados estéticos; • • • 16 Bíblia dos Checklists Instituições 2020 Após a passagem da agulha pelos lados simétricos, deve ser dado um nó duplo seguido por nós simples de fixação, geralmente 2; A tensão no fio deve ser suficiente para aproximar os bordos da ferida sem isquemia-los; Os pontos, em geral, devem distar 1 cm. Procedimento finalizado, hora do pós! Devemos realizar o curativo com gaze e micropore e orientar limpeza diária com soro fisiológico.Além disso, questionar sobre vacinação para tétano e indicar se necessário ou em caso de desconhecimento. Por fim, marcar retorno para retirada dos pontos, aqui cabe uma regra mágica: 7-10 dias! A estação não cobrou, mas é justo com a paciente que a gente prescreva analgésicos, se necessário, para casa. Um último detalhe: quando indicamos o uso de antibiótico? Anotem aí: na presença de infecção óbvia, nos casos de mordedura, extremos de idade, imunodeprimidos, diabéticos, presença de contaminação grosseira, acometimento de estruturas profundas, tempo > 6 horas. Por isso, sempre que possível, incluam no seu atendimento perguntas que te falem a favor ou contra o uso de atibiótico - idade, comorbidades, mecanismo e intervalo de tempo entre a lesão e avaliação - e solicitem dados do exame físico, explore a ferida buscando avaliar a profundidade, presença de contaminação e sinais de infecção. Nesta estação o foco estava no procedimento, mas no caso já tínhamos diversas informações relevantes, tais como: 43 anos, sem comorbidades, corte no antebraço por objeto de vidro, intervalo de tempo da lesão de 30 minutos, ao exame físico: lesão incisa superficial, sem exposição de estruturas nobres e sem contaminação grosseira. Sendo assim, não havia necessidade de antibioticoterapia, certo? • • • • 17 Bíblia dos Checklists Instituições 2020 REFERÊNCIAS SABISTON. Tratado de cirurgia: A base biológica da prática cirúrgica moderna. 20a ed. Saunders. Elsevier. Medeiros, Aldo Cunha, Irami Araújo-Filho, and Marília Daniela Ferreira de Carvalho. "Fios de sutura." Journal of Surgical and Clinical Research 7.2 (2016): 74-86. Barros, Mónica, et al. "Princípios básicos em cirurgia: fios de sutura." Acta Med Port 24.S4 (2011): 1051-1056 GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA Estação de GO da UNIFESP, bastante prática que misturou habilidades do exame físico com conhecimento teórico e um pouco de perspicácia do candidato. Preparado para mais essa? Orientações ao aluno: Tempo para realização da estação: 5 minutos A estação é composta por 03 tarefas sequenciais O caso clínico e as tarefas estavam dispostas em cards plastificados em cima da mesa Cenário: Examinador Objetos disponíveis na cena: Um manequim de toque vaginal + caixa de luvas de procedimento + gel + soro fisiológico na bandeja INÍCIO DA ESTAÇÃO Caso clínico: Você irá atender uma puérpera pós-parto vaginal há 45 dias, que refere secreção vaginal amarronzada com odor fétido há 15 dias. Encontra-se em bom estado geral, corada, hidratada, afebril. Mamas puerperais com saída de leite. Abdome flácido, indolor, sem outras alterações. 1. 2. 3. • • • • • 18 Bíblia dos Checklists Instituições 2020 Tarefa 01: Faça o toque vaginal descrevendo as etapas e os achados do exame. Durante o toque vaginal o candidato percebia algo estranho dentro do canal vaginal e, ao retirar o objeto, percebia se tratar de um chumaço de gaze. Tarefa 02: Realize a conduta necessária. Tarefa 03: Dê as orientações em relação ao diagnóstico. (Tarefas 02 e 03 eram entregues juntas) TÉRMINO DA ESTAÇÃO CHECKLIST 19 Bíblia dos Checklists Instituições 2020 DEBRIEFING Moçada, a prova da UNIFESP é outra prova composta por estações bem diretas e práticas, afinal são só 5 minutos por estação e ainda temos uma prova multimídia para fazer. No ano de 2020, a estação de GO cobrou uma etapa do exame físico fundamental para o obstetra e ginecologista, e que já foi tema de discussão aqui no nosso Debriefing, na prova da USP-RP: o toque vaginal. 20 Bíblia dos Checklists Instituições 2020 Durante o toque, o candidato percebia que tinha alguma coisa diferente lá dentro do canal vaginal. Nesse momento, ele tinha que ser perspicaz e correlacionar seu achado no exame com a histórica clínica da paciente, mulher no puerpério tardio com queixa de corrimento amarronzado e fétido. Muito provavelmente, aquilo que o candidato estava tocando era algo esquecido intravaginal pós- parto. E, quando ele tirava o objeto, percebia que era um chumaço de gaze. Frente a esse diagnóstico de erro médico, temos que explicar para a paciente o ocorrido, que situações como essa podem acontecer, mas que não houve nenhuma repercussão sistêmica, como infecção, e que não há, portanto, a necessidade de uso de nenhuma medicação, muito menos antibioticoterapia ou profilaxia. Na prova da UNIFESP, a estação de GO só tinha um avaliador dentro de sala, mas, mesmo assim, uma das tarefas era dar as condutas frente ao diagnóstico. Nunca se esqueça de falar tudo, mesmo que não tenha nenhum atriz na cena. Dois pontos teóricos que temos que abordar nessa estação são: relembrar o passo a passo da realização do toque vaginal e os diagnósticos diferenciais de secreção fétida no pós-parto. Relembrando o toque vaginal Como vimos na prova da USP-RP, também de 2020, o toque vaginal faz parte do exame físico tanto obstétrico quanto ginecológico. A técnica é praticamente a mesma, a única diferença é que no exame ginecológico fazemos o toque vaginal bimanual, colocando a segunda mão sobre o baixo ventre, no intuito de avaliar também útero e anexos, e, no exame físico obstétrico, devido ao aumento do útero, a palpação dos anexos fica prejudicada, mas caso a paciente tenha queixa de dor em fossa ilíaca, a palpação dos anexos também é preconizada. 21 Bíblia dos Checklists Instituições 2020 Diagnósticos diferenciais Na estação da UNIFESP 2020, temos uma paciente no puerpério tardio/ remoto com queixa de corrimento amarronzado e fétido há 15 dias. Diante desse quadro clínico o diagnóstico de infecção puerperal tem que acender em nossa cabeça, mas veja que ela não possui nenhum outro sintoma associado como febre, dor abdominal, disúria, polaciúria, entre outros. Como vimos, ela não possui nenhum desses outros sintomas pois o diagnóstico é de corpo estranho esquecido dentro do canal de parto e que repercutiu apenas com a saída de secreção fétida. 22 Bíblia dos Checklists Instituições 2020 Obs: Classificação do puerpério: Puerpério imediato: 1 ao 10º dia pós-parto Puerpério tardio 11º ao 42º/45º dia pós-parto Puerpério remoto: além do 42º/45º dia pós-parto No puerpério o grande diagnóstico diferencial dentre as causa de corrimento fétido é a endometrite e suas complicações (endomiometrite, parametrite, salpingite, peritonite, absceso pélvico e tromboflebite pélvica séptica)). O diagnóstico de infecção puerperal é definido como um quadro de temperatura superior a 38oC com duração superior a 48h, dentre os primeiros 10 dias de puerpério, excluindo-se as primeiras 24h. A cesariana é o fator de risco mais importante para o desenvolvimento de infecção puerperal, aumentando o riso em 5-30 vezes. Outros fatores incluem: ruptura prematura de membranas ovulares (RPMO), trabalho de parto prolongado, anemia, DM, bacteriúria na gestação, episiorrafia. Os microorganismos causadores dessas infecções são na sua maioria da microbiota do trato genital inferior (Streptococcus beta- hemolítico, Staphylococcus aureus, E. coli, Klebsiella, Proteus, Enterobacter, enterococos). Os sintomas da endometrite compõem a tríade de de Bumm (útero amolecido, doloroso e subinvoluído) associado a lóquios piossanguinolentos e fétidos. O diagnóstico é clínico e a antibioticoterapia deve ser iniciada logo após o diagnóstico e deve ser mantida até 48 ou 72 horas (a depender da literatura) da paciente afebril e assintomática. O esquema de antibióticos recomendado é: clindamicina 900mg IV de 8/8 horas + gentamicina 240mg IV 1x/dia.No puerpério tardio, infecção puerperal é muito mais rara, e as causas de corrimento fétido são parecidas com as causas em uma mulher não puérpera como cervicites e doenças sexualmente • • • 23 Bíblia dos Checklists Instituições 2020 transmissíveis, juntamente com causas puerperais como a presença de corpo estranho esquecido dentro do canal de parto. E aí, galera? A estação de GO da UNIFESP 2020 foi bastante prática e cobrou a realização do toque vaginal no puerpério em uma mulher com queixa de corrimento fétido. O diagnóstico de corpo estranho esquecido dentro do canal de parto não é o mais comum, mas ele precisa estar na nossa mente. Essa estação colabora para a importância da revisão do canal de parto após a extração da placenta, no 4o período pós-parto normal. Foco nos estudos e bora nessa! Grande abraço, Equipe Medway REFERÊNCIAS ZUGAIB, Marcelo. Obstetrícia. 3a ed. Barueri, São Paulo: Manole, 2016 e alterações REZENDE,J. Obstetrícia. 11a ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008. HOFFMAN, Barbara L. et al. Ginecologia de WILLIAMS. 2 ed. Porto Alegre. Artmed. 2014. https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/4543092/mod_page/ intro/ EXAME%20GINECOLOGICO.pdf PEDIATRIA Vamos conferir como foi a estação de pediatria na UNIFESP 2020? Concentre-se porque o tema é quente! Orientações ao aluno: Tempo para realização da estação: 5 minutos A estação é composta de 4 tarefas Caso clínico e tarefas em cards dentro da sala O aluno tinha autonomia para antecipar tarefas 1. 2. 3. 4. • • • • 24 Bíblia dos Checklists Instituições 2020 Cenário: Examinador Atriz Objetos disponíveis na cena: manequim coberto com lençol • Tema: Maus tratos na infância INÍCIO DA ESTAÇÃO Caso clínico: Menina, 4 anos de idade, vem trazida ao pronto atendimento por sua tia, com queixa de dor e inchaço na coxa direita há 1 dia. A mãe da menina disse à tia que a criança brigou com o irmão de 3 anos e foi atingida por um cabo de vassoura. A tia não presenciou o ocorrido, mas, como a menina está chorosa e não quer sair da cama, decidiu trazê-la para ser examinada. Tarefa 01: Faça o exame físico direcionado à queixa e descreva os seus achados. Caso o candidato, ao exame, realizasse a exposição completa do paciente, eram observadas no manequim diversas lesões contusas em variados estágios de evolução. A principal estava na coxa, porém também havia lesões no tórax e dorso. Durante a anamnese, a tia se omitia em todos os questionamentos com "não sei" ou “não estava presente” Tarefa 02: Elabore a hipótese diagnóstica e justifique. Tarefa 03: Solicite exames para investigação diagnóstica e interprete os resultados. Caso o candidato solicitasse exames para investigação, era entregue uma radiografia da coxa com fratura em espiral do fêmur associada a calo ósseo. Demais exames solicitados não eram entregues. • • • • • 25 Bíblia dos Checklists Instituições 2020 Tarefa 04: Cite as condutas indicadas para essa paciente e informe a acompanhante. TÉRMINO DA ESTAÇÃO CHECKLIST 26 Bíblia dos Checklists Instituições 2020 DEBRIEFING Pessoal, o tema abordado pela banca da UNIFESP 2020 é tema quente! Cada vez mais abordado nas provas práticas, devido à possibilidade de entremear assuntos de conduta ética profissional e fluxos de acionamento social, como a vara da infância e o conselho tutelar. Lembre-se que as bancas têm aumentado cada vez mais a pontuação de condutas que envolvem ética médica e relação médico-paciente, as provas de pediatria e de preventiva são campos cheios para isso! Não vamos dar esse mole e deixar esses pontos de lado, combinado? Vamos lá! Para começar, estamos diante de um breve caso clínico descrito como uma lesão na coxa direita de uma criança. Podemos conduzir como um acidente simples, descrevendo condutas de ATLS, porém não podemos deixar de considerar a hipótese de maus-tratos. Você chegou a pensar nessa hipótese logo quando leu o caso clínico? Vamos ajustar esse conceito para que na próxima você esteja mais preparado para questionar se está numa estação de maus-tratos! De acordo com a Academia Americana de Pediatria (AAP), a identificação da violência f ísica pode ser dificultada pelos seguintes fatores: é incomum haver testemunhas, os perpetradores 27 Bíblia dos Checklists Instituições 2020 dificilmente admitem suas ações, as vítimas frequentemente são pré-verbais ou estão muito machucadas ou assustadas para revelar o abuso e as lesões podem ser inespecíficas. Por isso, é importante obter na anamnese informações sobre o ambiente em que a criança vive e estar atento ao histórico discrepante, como a incompatibilidade de informações relatadas e achados no exame físico. Alguns indicadores de violência na criança podem ser encontrados abaixo: Introspecção, timidez e passividade exageradas; Incompatibilidade entre dados do histórico e achados clínicos; • Omissão total ou parcial do histórico de trauma; Informantes que mudam o histórico a cada vez que fornecem dados; • Demora inexplicável na procura de recursos médicos na presença de trauma evidente; Crianças maiores que não querem relatar o que aconteceu, com medo de represálias; Histórico de outras violências na família. Para isso, a banca solicitou como primeira tarefa o exame físico. Optando pelo fluxograma do ATLS ou de maus-tratos, ambos exigem uma exposição total do paciente para avaliação e esse era o passo mais importante dessa tarefa. Depois de já ter a revisão sobre quando pensar em maus-tratos, associado ao fato de que a atriz apenas oferecia respostas vagas, a história nos leva a crer que estamos diante de uma estação de maus-tratos! Para confirmar precisamos direcionar nosso exame clínico. O que podemos encontrar no exame físico para reforçar nossa hipótese? Aspecto geral: ao ser abordada, a criança vítima de violência pode apresentar-se temerosa, arredia, agressiva e, com frequência, adotar posições de defesa, isto é, encolher-se e proteger o rosto, já que essa é a região na qual • • • • • • • 28 Bíblia dos Checklists Instituições 2020 frequentemente é agredida. Algumas vezes pode mostrar-se apática, sonolenta e triste, já não esboçando muita defesa. Cabeça e pescoço: o exame da cabeça, dos olhos, dos ouvidos, do nariz e da orofaringe deve ser minucioso. Na região ocular, além dos hematomas e edemas, pode haver comprometimento de cristalino ou mesmo da retina, podendo levar à amaurose. O aparecimento da conhecida “orelha de lata” (orelha deformada por puxões) pode ser motivado por trauma repetitivo na região. Na cavidade oral, são frequentes as lesões de mucosas, além de alterações dos dentes (amolecimento, escurecimento, etc). Pele: costuma ser a região acometida com maior frequência, podendo aparecer hematomas, escoriações e queimaduras. Deve-se prestar atenção especial quando houver hematomas no dorso, nas nádegas, na região genital e no dorso das mãos, já que esses são locais menos frequentes de lesões acidentais. Também se deve observar quando estão em fases distintas de evolução, sugerindo traumas repetitivos. Lesões equimóticas com formato definido podem sugerir o tipo de objeto utilizado na agressão, como cintos, fivelas, dedos, colheres, pás, mordidas, etc. As queimaduras estão presentes em até 10% das crianças vítimas de abuso físico. É importante reparar quando são de extremidades e simétricas e, principalmente, se há predominância em regiões de extensão, sugerindo algum esboço de defesa pelo agredido. As lesões agudas ou cicatriciais de forma numular em mãos ou pés podem sugerir queimaduras por cigarro. • • 29 Bíblia dos Checklists Instituições 2020 Evolução esperada das lesões equimóticas com o tempo Tórax e abdome:traumatismos nestas regiões podem ser causa de morte. O mecanismo é agressão direta, geralmente pelo punho do adulto ou por brusca desaceleração após a criança ser empurrada. No tórax, pode haver hemo ou pneumotórax secundários às fraturas de costelas (bastante raras em traumas acidentais). Os traumas fechados (socos ou pontapés no abdome podem provocar perfurações de vísceras ocas e rupturas de fígado ou baço, podendo levar a um quadro característico de abdome agudo. Ossos: as fraturas podem aparecer em até 30% das crianças vítimas de abuso físico. Quando a força do trauma é aplicada nas zonas de inserção ligamentar, há arrancamento de fragmentos ósseos e fratura transmetafisiária. Esses tipos de fratura sugerem trauma intencional. São também altamente sugestivas de violência as fraturas espiraladas, especialmente de membros superiores ou membros inferiores em crianças • • 30 Bíblia dos Checklists Instituições 2020 que ainda não andam, e as fraturas múltiplas bilaterais em diferentes estágios de consolidação. As fraturas de crânio que sugerem abuso têm como características serem múltiplas, complexas e principalmente de região occipital ou parietal posterior. A partir desses conhecimentos, ficou fácil partir para a tarefa dois e responder como principal hipótese diagnóstica, o abuso físico. Nesse caso, era preciso ser claro com a banca quais os fatores que levaram você a esse diagnóstico. Lembre-se que, na prova prática, você nunca terá certeza absoluta do que estará sendo pontuado. Por isso, é preciso falar e expor todo seu raciocínio clínico ao longo da prova, independentemente do tema ou da grande área abordada. A tarefa três foi instituída para finalizarmos o diagnóstico final através de exames complementares. Quais são os principais exames para nos ajudar a elucidar um caso de maus-tratos? Exames hematológicos: hemograma com plaquetas e coagulograma para avaliar distúrbios hemorrágicos e possíveis complicações; • Exames bioquímicos: CPK (eleva-se nos casos de trauma), amilase, transaminases e gama-GT na suspeita de trauma abdominal; Exame toxicológico: na suspeita de intoxicação exógena; • Exames de imagem: radiografia de crânio, coluna cervical, membros superiores e inferiores, coluna lombar e pelve. Lembre-se que todos os exames devem ser direcionados com a suspeita e podem ser ampliados conforme o caso, como a suspeita de traumas cranianos no qual deve-se solicitar tomografia computadorizada de crânio e fundo de olho para avaliação de hemorragias. • • 31 Bíblia dos Checklists Instituições 2020 Especificamente, a avaliação radiológica deverá sempre ser realizada em crianças com idade inferior a 2 anos e naquelas que não se comunicam, mesmo não havendo evidências de trauma ósseo ao exame físico. Os principais achados em imagem são: E, além de maus-tratos, quais poderiam ser nossas outras hipóteses diagnósticas? Para aprofundarmos nossa discussão, lembre-se que diante de hematomas devemos considerar traumas acidentais, distúrbios de coagulação, meningites e erros inatos de metabolismo. O histórico clínico cuidadoso e o exame físico apurado são essenciais para avaliar a etiologia das hemorragias. Além disso, devemos sempre nos atentar para o fato de que, por mais que as alterações radiológicas possam ser altamente sugestivas para o diagnóstico de abuso, deve-se sempre considerar outras afecções como traumatismos de parto, osteomielite, intoxicação por vitamina A, osteogênese imperfeita, sífilis congênita, hiperostose cortical infantil (doença de Caffey) e escorbuto. Já a tarefa quatro solicita a conduta diante do caso. A primeira questão a ser abordada é qual fator indicaria internação hospitalar da criança. Primeiramente, devemos considerar motivos clínicos para internação do paciente mediante gravidade das lesões, mas também devemos analisar o contexto social e risco ao qual o 32 Bíblia dos Checklists Instituições 2020 paciente é exposto. Lembre-se que estamos diante de um paciente vulnerável. Quando as lesões são leves e, na avaliação da equipe multiprofissional, o risco de lesões graves ou mesmo morte for pequeno com o retorno para casa, basta notificar o Conselho Tutelar da região de moradia do paciente mediante relatório médico, social e/ou psicológico encaminhado no primeiro dia útil após o ocorrido. O conselho tutelar é composto por membros eleitos pela comunidade, sendo um órgão municipal responsável por zelar pelo direitos da criança e do adolescente, sem poder judicial. Por outro lado, se as lesões forem graves e na violência sexual sem definição do agressor, o paciente deve ser internado, pois assim ele ficará sob a proteção da instituição hospitalar, e notificar a Vara da Infância e da Juventude. Neste caso, a alta do paciente ficará condicionada à decisão judicial. Deve-se considerar risco de morte quando o agressor ou as circunstâncias não forem controláveis, a família ou os cuidadores do paciente não parecerem competentes e capazes de proteger a vítima, com risco de revitimização. Toda essa avaliação é multiprofissional, porém a equipe médica possui papel essencial no diagnóstico e acionamento de instâncias sociais para segurança da criança e do adolescente. Por fim, para abordar um pouco sobre preventiva, tema que não teve estação em 2020, a UNIFESP cobrou sobre a notificação desse caso. E aí, notifica ou não notifica? Sim! E a notificação deve ser realizada dentro de uma semana. Uma outra notificação associada a traumas infantis é a que ocorre em vítimas de acidente de trabalho, sendo essa notificação imediata (em até 24 horas). Só a título de curiosidade, você lembra as outras indicações de notificação imediata em acidente de trabalho? Pra guardar: as que envolvem mutilação de órgão ou morte associadas. 33 Bíblia dos Checklists Instituições 2020 Para finalizar, não se esqueça que existem outras formas de violência à criança e ao adolescente além do abuso físico, como violência sexual e negligência. Fique atento! Ficou mais fácil lidar com esse tema? Estamos juntos nessa! À disposição, Equipe Medway. REFERÊNCIAS KLIEGMAN, R. Nelson Textbook of Pediatrics. Edition 21. Philadelphia, PA: Elsevier, 2020. BURNS, D. [et al]. Tratado de Pediatria: Sociedade Brasileira de Pediatria. 4a edição. Barueri, SP: Manole, 2017. Cindy W. Christian, MD, FAAP, COMMITTEE ON CHILD ABUSE AND NEGLECT. The Evaluation of Suspected Child Physical Abuse. American Academy of Pediatrics. Volume 135, number 5, May 2015. SCHVARTSMAN, C. Reis, A. Farhat S. Pronto-socorro Pediatria Instituto da Criança Hospital das Clínicas da USP. 3a edição. Manole, 2018 1. 2. 3. 4. 34 Bíblia dos Checklists Instituições 2020 Bibliografia 35 Sobre a Medway O único preparatório 100% focado em São Paulo A Medway é o único curso preparatório para a residência médica 100% focado nas instituições de São Paulo. Preparamos nosso material com didática padrão-ouro vinda de nossos professores especialistas que já foram residentes onde você quer passar. Nosso maior objetivo é ajudar nossos alunos a conquistarem a residência dos sonhos. E para isso, nos certificamos de estarmos juntos até o final. juntos até o final! Você em 1º lugar na residência dos seus sonhos! A sua aprovação pode ser a próxima a aparecer aqui! Seu nome na lista de aprovados Henrique Bosso 2º lugar na Unifesp em Oftalmologia Beatriz Aveiro 1º lugar no HIAE em Medicina Intensiva Raphaela Bastos 3º lugar na USP-RP em Dermatologia