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DIREITO EMPRESARIAL 01 @RADEGONDESS 1 www.radegondesresumos.com SUMÁRIO CONSIDERAÇÕES INICIAIS .................................................................................................... 2 CONTEÚDO DO RESUMO ..................................................................................................... 3 DIREITO EMPRESARIAL ........................................................................................................ 5 INTRODUÇÃO ............................................................................................................................ 5 CÓDIGO CIVIL ...................................................................................................................... 5 DA EMPRESA E DO EMPRESÁRIO .......................................................................................... 5 DA INSCRIÇÃO DO EMPRESÁRIO ............................................................................................... 8 REQUISITOS PARA A INSCRIÇÃO DO EMPRESÁRIO ................................................................. 10 REQUISITOS PARA A INSCRIÇÃO DO EMPRESÁRIO ................................................................. 11 DO EMPRESÁRIO RURAL ......................................................................................................... 12 DA CAPACIDADE ...................................................................................................................... 14 DO EMPRESÁRIO CASADO ....................................................................................................... 16 CADERNO DE QUESTÕES DO TEC ........................................................................................ 18 http://www.radegondesresumos.com/ DIREITO EMPRESARIAL 01 @RADEGONDESS 2 www.radegondesresumos.com CONSIDERAÇÕES INICIAIS Pessoal, sejam muito bem-vindos ao nosso material de DIREITO EMPRESARIAL! Este material foi elaborado com o maior cuidado possível, visando proporcionar a vocês uma preparação eficiente para concursos públicos. Nosso foco é otimizar o tempo de estudo dos alunos, oferecendo comentários explicativos, exemplos práticos e esquemas visuais, tudo pensado para facilitar o aprendizado e aumentar a memorização. Sabemos que a preparação para concursos exige dedicação e organização, por isso selecionamos os principais tópicos da matéria, aqueles que mais frequentemente aparecem nas provas. Nosso objetivo é fornecer um conteúdo objetivo e direto, sem abrir mão da profundidade necessária para que vocês se sintam confiantes no momento da prova. Valorizamos imensamente os feedbacks diários que recebemos, pois nos ajudam a aprimorar constantemente nosso material e torná-lo cada vez mais eficiente para vocês. Nunca é demais lembrarmos que adotamos as seguintes premissas na elaboração deste material: ✓ Histórico de cobrança das principais bancas; e ✓ Exclusão de conceitos que não possuem histórico de cobrança relevante. Por fim, caso queiram entrar em contato para fazer alguma crítica, sugestão ou depoimento envie um e- mail para: contato@radegondesresumos.com Desejamos a todos ótimos estudos! Equipe Radegondes http://www.radegondesresumos.com/ DIREITO EMPRESARIAL 01 @RADEGONDESS 3 www.radegondesresumos.com CONTEÚDO DO RESUMO 01 Direito Empresarial. Introdução. Código Civil. Da Empresa e do Empresário. Da Inscrição do Empresário. Requisitos para a Inscrição do Empresário. Requisitos para a Inscrição do Empresário. Do Empresário Rural. Da Capacidade. Do Empresário Casado. 02 Do Estabelecimento. Espécies de Aquisição de Propriedade. Negócio Jurídico do Estabelecimento. Efeitos Perante Terceiros. Eficácia da Alienação. Responsabilidade em Relação aos Débitos. Da Concorrência. Dos Contratos. Responsabilidade em Relação aos Créditos. 03 Do Registro. Do Nome Empresarial. Dos Prepostos. Do Contabilista e Outros Auxiliares. Da Escrituração. 04 Da Sociedade. Das Pessoas que Celebram Contrato de Sociedade. Da Sociedade Não Personificada. Da Sociedade em Comum. Da Sociedade em Conta de Participação. 05 Da Sociedade Personificada. Da Sociedade Simples. Das Relações com Terceiros. Da Resolução da Sociedade em Relação a um Sócio. Da Sociedade em Nome Coletivo. Da Sociedade em Comandita Simples. Da Sociedade Cooperativa. Atos Cooperativos. 06 Da Sociedade Limitada. Das Quotas. Da Administração. Do Conselho Fiscal. Das Deliberações dos Sócios. Da Dissolução. http://www.radegondesresumos.com/ DIREITO EMPRESARIAL 01 @RADEGONDESS 4 www.radegondesresumos.com 07 Da Sociedade por Ações. Contextualização. Da Sociedade Anônima no Código Civil. Da Sociedade Anônima na Lei nº 6.404/76. Objeto Social. Denominação. Dos Valores Mobiliários da Companhia. Constituição da Companhia. Órgãos da Companhia. Assembleia Geral. Competência para Convocar a Assembleia Geral. Dispositivos Pertinentes sobre a Assembleia. 08 Da Sociedade por Ações. Conceitos Iniciais. Conselho Fiscal. Administração da Companhia. Conselho de Administração. Deveres e Responsabilidades dos Administradores. Responsabilidade dos Administradores. Ação de Responsabilidade Civil Contra o Administrador. Grupo de Sociedades. Consórcio. Da Sociedade em Comandita por Ações no Código Civil. Da Sociedade em Comandita por Ações na Lei nº 6.404/76. 09 Da Dissolução da Sociedade. Da Liquidação da Sociedade. Da Extinção da Sociedade. 10 Da Transformação. Da Incorporação, Da Fusão e Da Cisão das Sociedades. Considerações Iniciais. Da Transformação da Sociedade. Da Incorporação. Da Fusão. Da Cisão. Resumo das Operações Societárias. 11 Da Falência. Disposições Gerais da Lei nº 11.101/05. Da Falência na Lei nº 11.101/05. Ordem de Classificação dos Créditos. Do Procedimento para Decretação da Falência. Dos Efeitos da Condenação por Crime Previsto na Lei nº 11.101/05. 12 Da Recuperação Judicial. Disposições Gerais da Lei nº 11.101/05. Da Recuperação Judicial na Lei nº 11.101/05. Da Convolação da Recuperação Judicial em Falência. Do Procedimento para Decretação da Falência. Da Recuperação Extrajudicial. 13 Dos Títulos de Crédito. Princípios. Características dos Títulos de Crédito. Classificação dos Títulos de Crédito. Atos Cambiários. Títulos de Crédito que mais aparecem em provas. Letra de Câmbio (LC). Cheque. Duplicata. Nota Promissória. Títulos Representativos de Mercadorias. Endosso. Aval. Cláusulas Consideradas Não Escritas no Título. Do Protesto. http://www.radegondesresumos.com/ DIREITO EMPRESARIAL 01 @RADEGONDESS 5 www.radegondesresumos.com DIREITO EMPRESARIAL INTRODUÇÃO O Direito Empresarial é um ramo do direito que regula as relações jurídicas das empresas e dos empresários. Abrange diversas áreas como contratos empresariais, propriedade intelectual, concorrência, falências, entre outras. O objetivo é fornecer um conjunto de normas e regulamentos que garantam a segurança jurídica das atividades empresariais, incentivando o desenvolvimento econômico e protegendo os interesses dos envolvidos. O direito empresarial também busca promover a concorrência justa e prevenir práticas abusivas que possam prejudicar o mercado e os consumidores. Neste resumo, buscamos oferecer uma visão abrangente e objetiva dos principais tópicos de Direito Empresarial cobrados em concursos públicos, fornecendo aos candidatos uma ferramenta eficaz para revisão e aprofundamento dos temas essenciais. CÓDIGO CIVIL DA EMPRESA E DO EMPRESÁRIO CÓDIGO CIVIL Art. 966. Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços. COMENTÁRIO: Uma pessoa é considerada empresária quando realiza uma atividadeeconômica de forma profissional, ou seja, de maneira sistemática e com o objetivo de obter lucro, que envolve a produção ou a comercialização de bens ou serviços. EXEMPLO: Um exemplo de empresário é uma pessoa que abre uma loja de roupas. Ele organiza sua atividade de forma profissional, estabelece um local físico para a venda dos produtos, contrata funcionários, adquire mercadorias para revender, realiza estratégias de marketing e estabelece preços com o intuito de obter lucro. Nesse caso, a pessoa exerce uma atividade econômica organizada para a circulação de bens, enquadrando-se, portanto, como um empresário de acordo com o conceito descrito no artigo. http://www.radegondesresumos.com/ DIREITO EMPRESARIAL 01 @RADEGONDESS 6 www.radegondesresumos.com CÓDIGO CIVIL Art. 966. (...) Parágrafo único. Não se considera empresário quem exerce profissão intelectual, de natureza científica, literária ou artística, ainda com o concurso de auxiliares ou colaboradores, salvo se o exercício da profissão constituir elemento de empresa. COMENTÁRIO: Não é considerado empresário aquele que exerce profissão intelectual, de natureza científica, literária ou artística, mesmo que utilize auxiliares ou colaboradores, salvo se o exercício da profissão constituir elemento de empresa, ou seja, a menos que o exercício dessa profissão faça parte de uma atividade empresarial. EXEMPLO: Um escritor que trabalha de forma independente, escrevendo livros e vendendo-os para editoras ou diretamente para o público, não seria considerado um empresário. Ele está focado apenas na sua atividade intelectual (a escrita) e não está envolvido em uma atividade empresarial, mesmo que tenha uma equipe de auxiliares, como um diagramador ou um ilustrador. No entanto, se esse mesmo escritor decidir fundar uma editora e passar a publicar seus próprios livros, contratando funcionários, negociando com distribuidores e investindo em marketing, essa atividade de escrita passaria a ser considerada um elemento de empresa. Nesse caso, o escritor seria considerado um empresário, e as leis e regulamentações aplicáveis aos empresários seriam aplicadas a ele. O QUE É ELEMENTO DE EMPRESA? É a formação organizada dos 4 fatores de produção: capital, mão-de-obra, insumos (matéria- prima) e tecnologia. Tudo isso organizado a fim de se obter lucro. http://www.radegondesresumos.com/ DIREITO EMPRESARIAL 01 @RADEGONDESS 7 www.radegondesresumos.com MNEMÔNICO: ALICI INTELECTUAL EXEMPLO: Teresa é dona de um laboratório especializado em exames patológicos, que realiza a pedido de médicos e hospitais. Pablo é empreendedor, com atividade voltada à montagem de cestas de café da manhã, a serem vendidas em feiras e supermercados. Quanto a essas atividades, são ambas empresariais, pois Teresa exerce profissão de natureza científica, mas visando ao lucro e constituindo elemento de empresa, enquanto Pablo exerce atividade econômica organizada, para a produção e circulação de bens. CONSIDERA-SE EMPRESÁRIO QUEM EXERCE PROFISSIONALMENTE ATIVIDADE ECONÔMICA ORGANIZADA PARA A PRODUÇÃO OU CIRCULAÇÃO DE BENS OU DE SERVIÇOS NÃO SE CONSIDERA EMPRESÁRIO QUEM EXERCE PROFISSÃO DE NATUREZA ARTÍSTICA LITERÁRIA CIENTÍFICA INTELECTUAL SALVO SE O EXERCÍCIO DA PROFISSÃO CONSTITUIR ELEMENTO DE EMPRESA Ainda com o concurso de auxiliares ou colaboradores! Art. 966, Parágrafo Único Código Civil: Art. 966 @RADEGONDESS http://www.radegondesresumos.com/ DIREITO EMPRESARIAL 01 @RADEGONDESS 8 www.radegondesresumos.com OBSERVAÇÕES 01 Não podemos confundir: ➢ Empresário individual => pessoa física que responde ilimitadamente. Sociedade empresária => pessoa jurídica que, a depender do tipo societário, pode ter responsabilidade limitada ou ilimitada 02 O empresário individual não poderá limitar sua responsabilidade, ainda que seja enquadrado como microempreendedor individual (MEI). 03 O Código Civil adotou a teoria da empresa em substituição à antiga teoria dos atos de comércio. NÃO CONFUNDA! EMPRESA EMPRESÁRIO É a atividade econômica organizada para a produção (ou circulação) de bens e serviços. É o titular da empresa, quem a exerce em caráter profissional. DA INSCRIÇÃO DO EMPRESÁRIO CÓDIGO CIVIL Art. 967. É obrigatória a inscrição do empresário no Registro Público de Empresas Mercantis da respectiva sede, antes do início de sua atividade. COMENTÁRIO: A inscrição do empresário no RPEM (Registro Público de Empresas Mercantis) é requisito delineador da regularidade do empresário e não de sua caracterização. Ou seja, ainda que o empresário não efetue o registro, ele será considerado empresário (irregular) para todos os efeitos legais (inclusive falência), exceto o produtor rural (art. 971). Portanto, o registro tem caráter meramente declaratório e não constitutivo. http://www.radegondesresumos.com/ DIREITO EMPRESARIAL 01 @RADEGONDESS 9 www.radegondesresumos.com EXEMPLO: Pablo exerce em caráter profissional atividade intelectual de natureza literária com a colaboração de auxiliares. Em tese, Pablo não seria considerado empresário (art. 966, parágrafo único). No entanto, o exercício da profissão constitui elemento de empresa, então, nesse caso, ele será considerado empresário sim (veja o art. 966, parágrafo único). Além disso, não há registro da atividade por parte de Pablo em nenhum órgão público. Ou seja, o art. 967 dispõe que é obrigatória a inscrição do empresário no RPEM (Registro Público de Empresas Mercantis) da respectiva sede, antes do início de sua atividade, mas mesmo sem registro, Pablo será considerado empresário independentemente da falta de inscrição na Junta Comercial, visto que o registro tem caráter meramente declaratório e não constitutivo. OBSERVAÇÕES 01 O art. 45 do código civil estabelece que começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a inscrição do ato constitutivo (ex.: estatuto) no respectivo registro. 02 O art. 1.150 do código civil estabelece que o empresário e a sociedade empresária vinculam-se ao RPEM (Registro Público de Empresas Mercantis) a cargo das Juntas Comerciais, mas a sociedade simples vincula-se ao RCPJ (Registro Civil das Pessoas Jurídicas). 03 ➢ O empresário e a sociedade empresária → Vinculam-se ao RPEM ➢ Sociedade simples → Vincula-se ao RCPJ. 04 São atos do registro de empresa: ✓ A matrícula; ✓ O arquivamento; e ✓ A autenticação. http://www.radegondesresumos.com/ DIREITO EMPRESARIAL 01 @RADEGONDESS 10 www.radegondesresumos.com REQUISITOS PARA A INSCRIÇÃO DO EMPRESÁRIO OBSERVAÇÕES 01 Caso venha a admitir sócios, o empresário individual poderá solicitar ao RPEM (Registro Público de Empresas Mercantis) a transformação de seu registro de empresário individual para registro de sociedade empresária. (CC: art. 968, § 3º). 02 O processo de abertura, registro, alteração e baixa do MEI (microempreendedor individual), bem como qualquer exigência para o início de seu funcionamento, deverão ter trâmite especial e simplificado, preferentemente eletrônico, opcional para o empreendedor. (CC: art. 968, § 4º). 03 Para o processo de abertura, registro, alteração e baixa do MEI, poderão ser dispensados o uso da firma, com a respectiva assinatura autógrafa, o capital, requerimentos, demais assinaturas, informações relativas à nacionalidade, estado civil e regime de bens, bem como remessa de documentos. (CC: art. 968, § 5º). 04 O trâmite para o MEI deverá ser o mais fácil possível, podendo ser feito, inclusive, por meio eletrônico e sem a necessidade de assinatura. E esse procedimento, orientado pela A inscriçãodo empresário far-se-á mediante requerimento que contenha: O seu nome, nacionalidade, domicílio, estado civil e, se casado, o regime de bens. A firma, com a respectiva assinatura autógrafa. O capital. O objeto e a sede da empresa. Código Civil: Art. 968 @RADEGONDESS http://www.radegondesresumos.com/ DIREITO EMPRESARIAL 01 @RADEGONDESS 11 www.radegondesresumos.com lei, realmente está sendo feito na prática. Para o MEI obter o CNPJ, basta ir ao site da receita federal, preencher um formulário e enviar. Sai um CNPJ na hora. 05 Considera-se MEI o empresário individual ou o empreendedor que exerça as atividades de industrialização, comercialização e prestação de serviços no âmbito rural, que tenha auferido receita bruta no ano-calendário anterior, de até R$ 81.000. (LC 123/2006, § 1º, Art. 18-A). REQUISITOS PARA A INSCRIÇÃO DO EMPRESÁRIO CÓDIGO CIVIL Art. 969. O empresário que instituir sucursal, filial ou agência, em lugar sujeito à jurisdição de outro Registro Público de Empresas Mercantis, neste deverá também inscrevê-la, com a prova da inscrição originária. COMENTÁRIO: Quando um empresário decide estabelecer uma sucursal, filial ou agência em um local que esteja sob a jurisdição de outro Registro Público de Empresas Mercantis, ele também é obrigado a fazer a inscrição dessa nova unidade no registro local, apresentando a comprovação da inscrição original. EXEMPLO: Uma empresa de moda com sede em São Paulo decide abrir uma filial no Rio de Janeiro. O empresário precisará efetuar a inscrição dessa filial tanto no Registro Público de Empresas Mercantis em São Paulo, onde a empresa está originalmente inscrita, quanto no registro correspondente no Rio de Janeiro. Ambos os registros devem ter o comprovante de inscrição. http://www.radegondesresumos.com/ DIREITO EMPRESARIAL 01 @RADEGONDESS 12 www.radegondesresumos.com CÓDIGO CIVIL Art. 969. (...) Parágrafo único. Em qualquer caso, a constituição do estabelecimento secundário deverá ser averbada no Registro Público de Empresas Mercantis da respectiva sede. EXEMPLO: Uma empresa chamada ABC Ltda possui sua sede em São Paulo, onde está inscrita no Registro Público de Empresas Mercantis local. A empresa decide abrir uma filial em Curitiba, que está dentro da jurisdição de outro Registro Público de Empresas Mercantis. A ABC Ltda deve inscrever a filial no registro de Curitiba, apresentando a prova da inscrição original de São Paulo. Além disso, a constituição da filial em Curitiba deve ser registrada (averbada) no Registro Público de Empresas Mercantis de São Paulo. DO EMPRESÁRIO RURAL CÓDIGO CIVIL Art. 970. A lei assegurará tratamento favorecido, diferenciado e simplificado ao empresário rural e ao pequeno empresário, quanto à inscrição e aos efeitos daí decorrentes. EXEMPLO: Um agricultor que deseja registrar o seu negócio como uma empresa rural terá direito a um tratamento simplificado em relação à documentação e aos procedimentos para realizar a inscrição. Além disso, os efeitos legais resultantes dessa inscrição, como obrigações fiscais e trabalhistas, também podem ser mais simplificados para atender às características específicas do negócio rural. CÓDIGO CIVIL Art. 971. O empresário, cuja atividade rural constitua sua principal profissão, pode, observadas as formalidades de que tratam o art. 968 e seus parágrafos, requerer inscrição no Registro Público de Empresas Mercantis da respectiva sede, caso em que, depois de inscrito, ficará equiparado, para todos os efeitos, ao empresário sujeito a registro. http://www.radegondesresumos.com/ DIREITO EMPRESARIAL 01 @RADEGONDESS 13 www.radegondesresumos.com COMENTÁRIO: O empresário rural pode (é facultativo) requerer inscrição no RPEM (Registro Público de Empresas Mercantis) da respectiva sede. Após a inscrição ele ficará equiparado ao empresário sujeito a registro. EXEMPLO: O engenheiro agrônomo Pablo é proprietário de quatro fazendas onde ele realiza, em nome próprio, a exploração de culturas de soja e milho, bem como criação intensiva de gado. A atividade em todas as fazendas é voltada para exportação, com emprego intenso de tecnologia e insumos de alto custo. Pablo não está registrado na Junta Comercial. Com base nessas informações, é correto afirmar que Pablo, mesmo que exerça uma empresa, não será considerado empresário pelo fato de não ter realizado seu registro na Junta Comercial. OBSERVAÇÕES 01 O empresário rural não é considerado empresário enquanto não realizar seu registro na junta comercial. 02 Em regra, o registro tem caráter meramente declaratório e não constitutivo, exceto o registro do produtor rural. Ou seja, o registro do produtor rural tem caráter constitutivo. CÓDIGO CIVIL Art. 971. (...) Parágrafo único. Aplica-se o disposto no caput deste artigo à associação que desenvolva atividade futebolística em caráter habitual e profissional, caso em que, com a inscrição, será considerada empresária, para todos os efeitos. O empresário, cuja atividade rural constitua sua principal profissão, pode (facultativo) Requerer inscrição no RPEM da respectiva sede Nesse caso, depois de inscrito, ficará equiparado, para todos os efeitos, ao empresário sujeito a registro. @RADEGONDESS http://www.radegondesresumos.com/ DIREITO EMPRESARIAL 01 @RADEGONDESS 14 www.radegondesresumos.com DA CAPACIDADE CÓDIGO CIVIL Art. 973. A pessoa legalmente impedida de exercer atividade própria de empresário, se a exercer, responderá pelas obrigações contraídas. COMENTÁRIO: Algumas pessoas estão impedidas por lei de exercerem a atividade própria de empresário, porém elas não podem se eximir de responsabilidade caso venham a exercer empresa. A regra é a de que a pessoa impedida por lei não pode exercer atividade de empresário, mas se ela exercer a atividade vai responder pelas obrigações contraídas. EXEMPLOS DE PESSOAS IMPEDIDAS POR LEI DE SEREM EMPRESÁRIOS: ✓ Os Servidores Públicos; ✓ Os Militares; ✓ O empresário considerado falido (Lei 11.101/05, art. 102). CÓDIGO CIVIL Art. 974. Poderá o incapaz, por meio de representante ou devidamente assistido, continuar a empresa antes exercida por ele enquanto capaz, por seus pais ou pelo autor de herança. COMENTÁRIO: Uma pessoa incapaz, seja por ser menor de idade ou por ser interditado judicialmente, pode continuar a exercer a sua empresa através de um representante legal ou, caso necessário, um assistente designado pelo juiz. Isso significa que o incapaz não precisa encerrar as suas atividades empresariais pelo fato de não poder praticar atos jurídicos sozinho. INCAPAZ EMPRESÁRIO INDIVIDUAL Art. 974, §§ 1º e 2º SÓCIO Art. 974, § 3º @RADEGONDESS http://www.radegondesresumos.com/ DIREITO EMPRESARIAL 01 @RADEGONDESS 15 www.radegondesresumos.com CÓDIGO CIVIL Art. 974. (...) § 1º. Nos casos deste artigo, precederá autorização judicial, após exame das circunstâncias e dos riscos da empresa, bem como da conveniência em continuá-la, podendo a autorização ser revogada pelo juiz, ouvidos os pais, tutores ou representantes legais do menor ou do interdito, sem prejuízo dos direitos adquiridos por terceiros. EXEMPLO: Bruno era dono de um restaurante, exercendo pessoalmente sua administração. Sofre um acidente grave, automobilístico, que o leva a ser interditado para os atos da vida civil, mas insiste em continuar as atividades da empresa. Nessas condições pessoais, poderá fazê-lo, desde que por meio de representante ou devidamente assistido, com precedente autorização judicial que examine as circunstâncias e riscos da empresa, bem como a conveniência em continuá-la e podendo tal autorização serrevogada pelo juiz, nos termos previstos em lei. CÓDIGO CIVIL Art. 974. (...) § 2º. Não ficam sujeitos ao resultado da empresa os bens que o incapaz já possuía, ao tempo da sucessão ou da interdição, desde que estranhos ao acervo daquela, devendo tais fatos constar do alvará que conceder a autorização. COMENTÁRIO: Os bens que o incapaz já possuía antes de herdar uma empresa ou ser declarado incapaz não são considerados parte do patrimônio da empresa. Isso significa que, caso a empresa sofra prejuízos, os bens pessoais do incapaz que não estavam ligados à empresa não podem ser utilizados para cobrir essas dívidas. CÓDIGO CIVIL Art. 974. (...) § 3º. O Registro Público de Empresas Mercantis a cargo das Juntas Comerciais deverá registrar contratos ou alterações contratuais de sociedade que envolva sócio incapaz, desde que atendidos, de forma conjunta, os seguintes pressupostos: I – o sócio incapaz não pode exercer a administração da sociedade; II – o capital social deve ser totalmente integralizado; III – o sócio relativamente incapaz deve ser assistido e o absolutamente incapaz deve ser representado por seus representantes legais. http://www.radegondesresumos.com/ DIREITO EMPRESARIAL 01 @RADEGONDESS 16 www.radegondesresumos.com EXEMPLO: Gilberto, brasileiro, casado sob o regime de comunhão universal de bens com Teresa Mendonça, residente e domiciliado em Minas Gerais, pretende constituir sociedade empresária com Pablo, brasileiro, solteiro, com 15 anos de idade, para a consecução de compra e venda de produtos alimentícios. Nesse caso, Pablo, por ser absolutamente incapaz, não poderá exercer a administração da sociedade, porém poderá dela fazer parte desde que seja devidamente representado e o capital social esteja totalmente subscrito e integralizado. CÓDIGO CIVIL Art. 975. Se o representante ou assistente do incapaz for pessoa que, por disposição de lei, não puder exercer atividade de empresário, nomeará, com a aprovação do juiz, um ou mais gerentes. EXEMPLO: Teresa, empresária individual, teve sua interdição decretada pelo juiz a pedido de seu pai, Gilberto, em razão de causa permanente que a impede de exprimir sua vontade para os atos da vida civil. Sabendo-se que Gilberto, servidor público federal na ativa, foi nomeado curador de Teresa, é possível a concessão de autorização judicial para o prosseguimento da empresa de Teresa; porém, diante do impedimento de Gilberto (servidor público) para exercer atividade de empresário, este nomeará, com a aprovação do juiz, um ou mais gerentes. DO EMPRESÁRIO CASADO CÓDIGO CIVIL Art. 977. Faculta-se aos cônjuges contratar sociedade, entre si ou com terceiros, desde que não tenham casado no regime da comunhão universal de bens, ou no regime da separação obrigatória. http://www.radegondesresumos.com/ DIREITO EMPRESARIAL 01 @RADEGONDESS 17 www.radegondesresumos.com CÓDIGO CIVIL Art. 978. O empresário casado pode, sem necessidade de outorga conjugal, qualquer que seja o regime de bens, alienar os imóveis que integrem o patrimônio da empresa ou gravá-los de ônus real. EXEMPLO: Bruno, casado no regime de comunhão parcial com Teresa, é empresário enquadrado como microempreendedor individual (MEI). Ele pretende gravar com hipoteca o imóvel onde está situado seu estabelecimento, que serve exclusivamente aos fins da empresa. Nesse caso, o empresário casado pode, sem necessidade de outorga conjugal, qualquer que seja o regime de bens, gravar com hipoteca os imóveis que integram o seu estabelecimento. NÃO CONFUNDA! ART. 977 ART. 978 Faculta-se aos cônjuges contratar sociedade, entre si ou com terceiros, desde que não tenham casado no regime da: ➢ Comunhão universal de bens; ou ➢ Da separação obrigatória. O empresário casado pode, sem necessidade de outorga conjugal, qualquer que seja o regime de bens, alienar os imóveis que integrem o patrimônio da empresa ou gravá- los de ônus real. FACULTA-SE AOS CÔNJUGES CONTRATAR SOCIEDADE, ENTRE SI OU COM TERCEIROS, DESDE QUE NÃO TENHAM CASADO: No regime da comunhão universal de bens No regime da separação obrigatóriaOU @RADEGONDESS CC: Art. 977 http://www.radegondesresumos.com/ DIREITO EMPRESARIAL 01 @RADEGONDESS 18 www.radegondesresumos.com CADERNO DE QUESTÕES DO TEC Pessoal, terminamos a 1ª parte do resumo! A ideia deste material é fazer com que você tenha uma visão global do assunto para posteriormente resolver as questões, sempre “favoritando” aquelas que errar (ou ficar com dúvidas) para revisar depois. Nossa sugestão, nesse momento, é que você faça umas 15 questões sobre os assuntos estudados neste PDF. CADERNOS DE QUESTÕES DO ASSUNTO ESTUDADO LINK BANCA https://www.tecconcursos.com.br/s/Q3dGjW CESPE https://www.tecconcursos.com.br/s/Q3dGkc FCC https://www.tecconcursos.com.br/s/Q3dGl3 FGV https://www.tecconcursos.com.br/s/Q3dGla VUNESP AVISOS 1) Quando se deparar com questões polêmicas, ou aquelas em que o examinador cometeu algum erro na redação, aperte a tecla “R” e remova do seu caderno. Essas questões não são treináveis e mais atrapalham do que ajudam nos seus estudos. 2) Quando você estiver estudando as questões, no TEC CONCURSOS, caso se depare com alguma questão em que sua base teórica não esteja aqui neste resumo, vale a pena “favoritá-la” a fim de que ela possa fazer parte do seu material de revisão, ok!? 3) Quando você estiver estudando as questões, no TEC CONCURSOS, caso se depare com uma questão que errou ou que te deixou com dúvidas, também sugerimos “favoritá-la” ou anotá-la em algum lugar (seja no ANKI, seja no seu caderno físico, seja no seu Tablet). A ideia é fazer com que este assunto também possa fazer parte do seu material de revisão. http://www.radegondesresumos.com/ https://www.tecconcursos.com.br/s/Q3dGjW https://www.tecconcursos.com.br/s/Q3dGkc https://www.tecconcursos.com.br/s/Q3dGl3 https://www.tecconcursos.com.br/s/Q3dGla