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DIREITO EMPRESARIAL 01 
 
@RADEGONDESS 
 
1 www.radegondesresumos.com 
 
SUMÁRIO 
 
 
CONSIDERAÇÕES INICIAIS .................................................................................................... 2 
CONTEÚDO DO RESUMO ..................................................................................................... 3 
DIREITO EMPRESARIAL ........................................................................................................ 5 
INTRODUÇÃO ............................................................................................................................ 5 
CÓDIGO CIVIL ...................................................................................................................... 5 
DA EMPRESA E DO EMPRESÁRIO .......................................................................................... 5 
DA INSCRIÇÃO DO EMPRESÁRIO ............................................................................................... 8 
REQUISITOS PARA A INSCRIÇÃO DO EMPRESÁRIO ................................................................. 10 
REQUISITOS PARA A INSCRIÇÃO DO EMPRESÁRIO ................................................................. 11 
DO EMPRESÁRIO RURAL ......................................................................................................... 12 
DA CAPACIDADE ...................................................................................................................... 14 
DO EMPRESÁRIO CASADO ....................................................................................................... 16 
CADERNO DE QUESTÕES DO TEC ........................................................................................ 18 
 
 
 
 
 
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DIREITO EMPRESARIAL 01 
 
@RADEGONDESS 
 
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CONSIDERAÇÕES INICIAIS 
 
Pessoal, sejam muito bem-vindos ao nosso material de DIREITO EMPRESARIAL! Este material foi 
elaborado com o maior cuidado possível, visando proporcionar a vocês uma preparação eficiente para 
concursos públicos. Nosso foco é otimizar o tempo de estudo dos alunos, oferecendo comentários 
explicativos, exemplos práticos e esquemas visuais, tudo pensado para facilitar o aprendizado e 
aumentar a memorização. 
 
Sabemos que a preparação para concursos exige dedicação e organização, por isso selecionamos os 
principais tópicos da matéria, aqueles que mais frequentemente aparecem nas provas. Nosso objetivo é 
fornecer um conteúdo objetivo e direto, sem abrir mão da profundidade necessária para que vocês se 
sintam confiantes no momento da prova. 
 
Valorizamos imensamente os feedbacks diários que recebemos, pois nos ajudam a aprimorar 
constantemente nosso material e torná-lo cada vez mais eficiente para vocês. 
 
Nunca é demais lembrarmos que adotamos as seguintes premissas na elaboração deste material: 
✓ Histórico de cobrança das principais bancas; e 
✓ Exclusão de conceitos que não possuem histórico de cobrança relevante. 
 
Por fim, caso queiram entrar em contato para fazer alguma crítica, sugestão ou depoimento envie um e-
mail para: 
contato@radegondesresumos.com 
 
 
Desejamos a todos ótimos estudos! 
Equipe Radegondes 
 
 
 
 
 
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DIREITO EMPRESARIAL 01 
 
@RADEGONDESS 
 
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CONTEÚDO DO RESUMO 
 
01 
 
Direito Empresarial. Introdução. Código Civil. Da Empresa e do Empresário. Da Inscrição 
do Empresário. Requisitos para a Inscrição do Empresário. Requisitos para a Inscrição do 
Empresário. Do Empresário Rural. Da Capacidade. Do Empresário Casado. 
 
02 
 
Do Estabelecimento. Espécies de Aquisição de Propriedade. Negócio Jurídico do 
Estabelecimento. Efeitos Perante Terceiros. Eficácia da Alienação. Responsabilidade em 
Relação aos Débitos. Da Concorrência. Dos Contratos. Responsabilidade em Relação aos 
Créditos. 
 
03 
 
Do Registro. Do Nome Empresarial. Dos Prepostos. Do Contabilista e Outros Auxiliares. 
Da Escrituração. 
 
04 
 
Da Sociedade. Das Pessoas que Celebram Contrato de Sociedade. Da Sociedade Não 
Personificada. Da Sociedade em Comum. Da Sociedade em Conta de Participação. 
 
05 
 
Da Sociedade Personificada. Da Sociedade Simples. Das Relações com Terceiros. Da 
Resolução da Sociedade em Relação a um Sócio. Da Sociedade em Nome Coletivo. Da 
Sociedade em Comandita Simples. Da Sociedade Cooperativa. Atos Cooperativos. 
 
06 
 
Da Sociedade Limitada. Das Quotas. Da Administração. Do Conselho Fiscal. Das 
Deliberações dos Sócios. Da Dissolução. 
 
 
 
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DIREITO EMPRESARIAL 01 
 
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07 
 
Da Sociedade por Ações. Contextualização. Da Sociedade Anônima no Código Civil. Da 
Sociedade Anônima na Lei nº 6.404/76. Objeto Social. Denominação. Dos Valores 
Mobiliários da Companhia. Constituição da Companhia. Órgãos da Companhia. 
Assembleia Geral. Competência para Convocar a Assembleia Geral. Dispositivos 
Pertinentes sobre a Assembleia. 
 
08 
 
Da Sociedade por Ações. Conceitos Iniciais. Conselho Fiscal. Administração da 
Companhia. Conselho de Administração. Deveres e Responsabilidades dos 
Administradores. Responsabilidade dos Administradores. Ação de Responsabilidade Civil 
Contra o Administrador. Grupo de Sociedades. Consórcio. Da Sociedade em Comandita 
por Ações no Código Civil. Da Sociedade em Comandita por Ações na Lei nº 6.404/76. 
 
09 
 
Da Dissolução da Sociedade. Da Liquidação da Sociedade. Da Extinção da Sociedade. 
 
10 
 
Da Transformação. Da Incorporação, Da Fusão e Da Cisão das Sociedades. Considerações 
Iniciais. Da Transformação da Sociedade. Da Incorporação. Da Fusão. Da Cisão. Resumo 
das Operações Societárias. 
 
11 
 
Da Falência. Disposições Gerais da Lei nº 11.101/05. Da Falência na Lei nº 11.101/05. 
Ordem de Classificação dos Créditos. Do Procedimento para Decretação da Falência. Dos 
Efeitos da Condenação por Crime Previsto na Lei nº 11.101/05. 
 
12 
 
Da Recuperação Judicial. Disposições Gerais da Lei nº 11.101/05. Da Recuperação Judicial 
na Lei nº 11.101/05. Da Convolação da Recuperação Judicial em Falência. Do 
Procedimento para Decretação da Falência. Da Recuperação Extrajudicial. 
 
13 
 
Dos Títulos de Crédito. Princípios. Características dos Títulos de Crédito. Classificação dos 
Títulos de Crédito. Atos Cambiários. Títulos de Crédito que mais aparecem em provas. 
Letra de Câmbio (LC). Cheque. Duplicata. Nota Promissória. Títulos Representativos de 
Mercadorias. Endosso. Aval. Cláusulas Consideradas Não Escritas no Título. Do Protesto. 
 
 
 
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DIREITO EMPRESARIAL 01 
 
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DIREITO EMPRESARIAL 
INTRODUÇÃO 
 
O Direito Empresarial é um ramo do direito que regula as relações jurídicas das empresas e dos 
empresários. Abrange diversas áreas como contratos empresariais, propriedade intelectual, 
concorrência, falências, entre outras. 
 
O objetivo é fornecer um conjunto de normas e regulamentos que garantam a segurança jurídica das 
atividades empresariais, incentivando o desenvolvimento econômico e protegendo os interesses dos 
envolvidos. O direito empresarial também busca promover a concorrência justa e prevenir práticas 
abusivas que possam prejudicar o mercado e os consumidores. 
 
Neste resumo, buscamos oferecer uma visão abrangente e objetiva dos principais tópicos de Direito 
Empresarial cobrados em concursos públicos, fornecendo aos candidatos uma ferramenta eficaz para 
revisão e aprofundamento dos temas essenciais. 
 
 
 
 
CÓDIGO CIVIL 
DA EMPRESA E DO EMPRESÁRIO 
 
 
CÓDIGO CIVIL 
Art. 966. Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica 
organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços. 
 
 
 
COMENTÁRIO: Uma pessoa é considerada empresária quando realiza uma atividadeeconômica 
de forma profissional, ou seja, de maneira sistemática e com o objetivo de obter lucro, que 
envolve a produção ou a comercialização de bens ou serviços. 
 
 
EXEMPLO: Um exemplo de empresário é uma pessoa que abre uma loja de roupas. Ele organiza 
sua atividade de forma profissional, estabelece um local físico para a venda dos produtos, 
contrata funcionários, adquire mercadorias para revender, realiza estratégias de marketing e 
estabelece preços com o intuito de obter lucro. Nesse caso, a pessoa exerce uma atividade 
econômica organizada para a circulação de bens, enquadrando-se, portanto, como um 
empresário de acordo com o conceito descrito no artigo. 
 
 
 
 
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DIREITO EMPRESARIAL 01 
 
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CÓDIGO CIVIL 
Art. 966. (...) 
Parágrafo único. Não se considera empresário quem exerce profissão intelectual, de natureza 
científica, literária ou artística, ainda com o concurso de auxiliares ou colaboradores, salvo se o 
exercício da profissão constituir elemento de empresa. 
 
 
 
COMENTÁRIO: Não é considerado empresário aquele que exerce profissão intelectual, de 
natureza científica, literária ou artística, mesmo que utilize auxiliares ou colaboradores, salvo se 
o exercício da profissão constituir elemento de empresa, ou seja, a menos que o exercício dessa 
profissão faça parte de uma atividade empresarial. 
 
 
EXEMPLO: Um escritor que trabalha de forma independente, escrevendo livros e vendendo-os 
para editoras ou diretamente para o público, não seria considerado um empresário. Ele está 
focado apenas na sua atividade intelectual (a escrita) e não está envolvido em uma atividade 
empresarial, mesmo que tenha uma equipe de auxiliares, como um diagramador ou um 
ilustrador. No entanto, se esse mesmo escritor decidir fundar uma editora e passar a publicar 
seus próprios livros, contratando funcionários, negociando com distribuidores e investindo em 
marketing, essa atividade de escrita passaria a ser considerada um elemento de empresa. Nesse 
caso, o escritor seria considerado um empresário, e as leis e regulamentações aplicáveis aos 
empresários seriam aplicadas a ele. 
 
 
 
O QUE É ELEMENTO DE EMPRESA? 
 
É a formação organizada dos 4 fatores de produção: capital, mão-de-obra, insumos (matéria-
prima) e tecnologia. Tudo isso organizado a fim de se obter lucro. 
 
 
 
 
 
 
 
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DIREITO EMPRESARIAL 01 
 
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MNEMÔNICO: ALICI INTELECTUAL 
 
 
 
 
 
 
 
EXEMPLO: Teresa é dona de um laboratório especializado em exames patológicos, que realiza a 
pedido de médicos e hospitais. Pablo é empreendedor, com atividade voltada à montagem de 
cestas de café da manhã, a serem vendidas em feiras e supermercados. Quanto a essas 
atividades, são ambas empresariais, pois Teresa exerce profissão de natureza científica, mas 
visando ao lucro e constituindo elemento de empresa, enquanto Pablo exerce atividade 
econômica organizada, para a produção e circulação de bens. 
 
 
CONSIDERA-SE EMPRESÁRIO QUEM EXERCE 
PROFISSIONALMENTE
ATIVIDADE ECONÔMICA ORGANIZADA
PARA A PRODUÇÃO OU CIRCULAÇÃO DE BENS OU DE SERVIÇOS
NÃO SE CONSIDERA 
EMPRESÁRIO QUEM EXERCE 
PROFISSÃO DE NATUREZA
ARTÍSTICA
LITERÁRIA
CIENTÍFICA
INTELECTUAL
SALVO SE O 
EXERCÍCIO DA 
PROFISSÃO 
CONSTITUIR 
ELEMENTO DE 
EMPRESA 
Ainda com o concurso de 
auxiliares ou colaboradores! 
 
Art. 966, Parágrafo Único 
Código Civil: Art. 966 
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DIREITO EMPRESARIAL 01 
 
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OBSERVAÇÕES 
01 
 
Não podemos confundir: 
➢ Empresário individual => pessoa física que responde ilimitadamente. 
 
Sociedade empresária => pessoa jurídica que, a depender do tipo societário, pode ter 
responsabilidade limitada ou ilimitada 
 
02 
 
O empresário individual não poderá limitar sua responsabilidade, ainda que seja 
enquadrado como microempreendedor individual (MEI). 
 
03 
 
O Código Civil adotou a teoria da empresa em substituição à antiga teoria dos atos de 
comércio. 
 
 
 
NÃO CONFUNDA! 
EMPRESA EMPRESÁRIO 
É a atividade econômica organizada para a 
produção (ou circulação) de bens e serviços. 
É o titular da empresa, quem a exerce em 
caráter profissional. 
 
 
 
 
DA INSCRIÇÃO DO EMPRESÁRIO 
 
 
CÓDIGO CIVIL 
Art. 967. É obrigatória a inscrição do empresário no Registro Público de Empresas Mercantis da 
respectiva sede, antes do início de sua atividade. 
 
 
 
 
COMENTÁRIO: A inscrição do empresário no RPEM (Registro Público de Empresas Mercantis) é 
requisito delineador da regularidade do empresário e não de sua caracterização. Ou seja, ainda 
que o empresário não efetue o registro, ele será considerado empresário (irregular) para todos 
os efeitos legais (inclusive falência), exceto o produtor rural (art. 971). Portanto, o registro tem 
caráter meramente declaratório e não constitutivo. 
 
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EXEMPLO: Pablo exerce em caráter profissional atividade intelectual de natureza literária com a 
colaboração de auxiliares. Em tese, Pablo não seria considerado empresário (art. 966, parágrafo 
único). No entanto, o exercício da profissão constitui elemento de empresa, então, nesse caso, 
ele será considerado empresário sim (veja o art. 966, parágrafo único). Além disso, não há 
registro da atividade por parte de Pablo em nenhum órgão público. Ou seja, o art. 967 dispõe 
que é obrigatória a inscrição do empresário no RPEM (Registro Público de Empresas Mercantis) 
da respectiva sede, antes do início de sua atividade, mas mesmo sem registro, Pablo será 
considerado empresário independentemente da falta de inscrição na Junta Comercial, visto que o 
registro tem caráter meramente declaratório e não constitutivo. 
 
 
 
 
OBSERVAÇÕES 
01 
 
O art. 45 do código civil estabelece que começa a existência legal das pessoas jurídicas de 
direito privado com a inscrição do ato constitutivo (ex.: estatuto) no respectivo registro. 
 
02 
 
O art. 1.150 do código civil estabelece que o empresário e a sociedade empresária 
vinculam-se ao RPEM (Registro Público de Empresas Mercantis) a cargo das Juntas 
Comerciais, mas a sociedade simples vincula-se ao RCPJ (Registro Civil das Pessoas 
Jurídicas). 
 
03 
 
➢ O empresário e a sociedade empresária → Vinculam-se ao RPEM 
➢ Sociedade simples → Vincula-se ao RCPJ. 
 
04 
 
São atos do registro de empresa: 
✓ A matrícula; 
✓ O arquivamento; e 
✓ A autenticação. 
 
 
 
 
 
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DIREITO EMPRESARIAL 01 
 
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REQUISITOS PARA A INSCRIÇÃO DO EMPRESÁRIO 
 
 
 
 
 
 
OBSERVAÇÕES 
01 
 
Caso venha a admitir sócios, o empresário individual poderá solicitar ao RPEM (Registro 
Público de Empresas Mercantis) a transformação de seu registro de empresário individual 
para registro de sociedade empresária. (CC: art. 968, § 3º). 
 
02 
 
O processo de abertura, registro, alteração e baixa do MEI (microempreendedor 
individual), bem como qualquer exigência para o início de seu funcionamento, deverão 
ter trâmite especial e simplificado, preferentemente eletrônico, opcional para o 
empreendedor. (CC: art. 968, § 4º). 
 
03 
 
Para o processo de abertura, registro, alteração e baixa do MEI, poderão ser dispensados 
o uso da firma, com a respectiva assinatura autógrafa, o capital, requerimentos, demais 
assinaturas, informações relativas à nacionalidade, estado civil e regime de bens, bem 
como remessa de documentos. (CC: art. 968, § 5º). 
 
04 
 
O trâmite para o MEI deverá ser o mais fácil possível, podendo ser feito, inclusive, por 
meio eletrônico e sem a necessidade de assinatura. E esse procedimento, orientado pela 
A inscriçãodo 
empresário 
far-se-á mediante 
requerimento que 
contenha:
O seu nome, nacionalidade, 
domicílio, estado civil e, se casado, 
o regime de bens.
A firma, com a respectiva 
assinatura autógrafa.
O capital.
O objeto e a sede da empresa.
Código Civil: Art. 968 
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DIREITO EMPRESARIAL 01 
 
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lei, realmente está sendo feito na prática. Para o MEI obter o CNPJ, basta ir ao site da 
receita federal, preencher um formulário e enviar. Sai um CNPJ na hora. 
 
05 
 
Considera-se MEI o empresário individual ou o empreendedor que exerça as atividades 
de industrialização, comercialização e prestação de serviços no âmbito rural, que tenha 
auferido receita bruta no ano-calendário anterior, de até R$ 81.000. (LC 123/2006, § 1º, 
Art. 18-A). 
 
 
 
 
REQUISITOS PARA A INSCRIÇÃO DO EMPRESÁRIO 
 
 
CÓDIGO CIVIL 
Art. 969. O empresário que instituir sucursal, filial ou agência, em lugar sujeito à jurisdição de 
outro Registro Público de Empresas Mercantis, neste deverá também inscrevê-la, com a prova da 
inscrição originária. 
 
 
 
COMENTÁRIO: Quando um empresário decide estabelecer uma sucursal, filial ou agência em um 
local que esteja sob a jurisdição de outro Registro Público de Empresas Mercantis, ele também é 
obrigado a fazer a inscrição dessa nova unidade no registro local, apresentando a comprovação 
da inscrição original. 
 
 
EXEMPLO: Uma empresa de moda com sede em São Paulo decide abrir uma filial no Rio de 
Janeiro. O empresário precisará efetuar a inscrição dessa filial tanto no Registro Público de 
Empresas Mercantis em São Paulo, onde a empresa está originalmente inscrita, quanto no 
registro correspondente no Rio de Janeiro. Ambos os registros devem ter o comprovante de 
inscrição. 
 
 
 
 
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DIREITO EMPRESARIAL 01 
 
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CÓDIGO CIVIL 
Art. 969. (...) 
Parágrafo único. Em qualquer caso, a constituição do estabelecimento secundário deverá ser 
averbada no Registro Público de Empresas Mercantis da respectiva sede. 
 
 
 
EXEMPLO: Uma empresa chamada ABC Ltda possui sua sede em São Paulo, onde está inscrita no 
Registro Público de Empresas Mercantis local. A empresa decide abrir uma filial em Curitiba, que 
está dentro da jurisdição de outro Registro Público de Empresas Mercantis. A ABC Ltda deve 
inscrever a filial no registro de Curitiba, apresentando a prova da inscrição original de São Paulo. 
Além disso, a constituição da filial em Curitiba deve ser registrada (averbada) no Registro Público 
de Empresas Mercantis de São Paulo. 
 
 
 
 
DO EMPRESÁRIO RURAL 
 
 
CÓDIGO CIVIL 
Art. 970. A lei assegurará tratamento favorecido, diferenciado e simplificado ao empresário rural 
e ao pequeno empresário, quanto à inscrição e aos efeitos daí decorrentes. 
 
 
 
EXEMPLO: Um agricultor que deseja registrar o seu negócio como uma empresa rural terá direito 
a um tratamento simplificado em relação à documentação e aos procedimentos para realizar a 
inscrição. Além disso, os efeitos legais resultantes dessa inscrição, como obrigações fiscais e 
trabalhistas, também podem ser mais simplificados para atender às características específicas do 
negócio rural. 
 
 
 
 
CÓDIGO CIVIL 
Art. 971. O empresário, cuja atividade rural constitua sua principal profissão, pode, observadas as 
formalidades de que tratam o art. 968 e seus parágrafos, requerer inscrição no Registro Público 
de Empresas Mercantis da respectiva sede, caso em que, depois de inscrito, ficará equiparado, 
para todos os efeitos, ao empresário sujeito a registro. 
 
 
 
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DIREITO EMPRESARIAL 01 
 
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COMENTÁRIO: O empresário rural pode (é facultativo) requerer inscrição no RPEM (Registro 
Público de Empresas Mercantis) da respectiva sede. Após a inscrição ele ficará equiparado ao 
empresário sujeito a registro. 
 
EXEMPLO: O engenheiro agrônomo Pablo é proprietário de quatro fazendas onde ele realiza, em 
nome próprio, a exploração de culturas de soja e milho, bem como criação intensiva de gado. A 
atividade em todas as fazendas é voltada para exportação, com emprego intenso de tecnologia e 
insumos de alto custo. Pablo não está registrado na Junta Comercial. Com base nessas 
informações, é correto afirmar que Pablo, mesmo que exerça uma empresa, não será 
considerado empresário pelo fato de não ter realizado seu registro na Junta Comercial. 
 
 
 
 
 
 
 
 
OBSERVAÇÕES 
01 
 
O empresário rural não é considerado empresário enquanto não realizar seu registro na 
junta comercial. 
 
02 
 
Em regra, o registro tem caráter meramente declaratório e não constitutivo, exceto o 
registro do produtor rural. Ou seja, o registro do produtor rural tem caráter constitutivo. 
 
 
 
 
CÓDIGO CIVIL 
Art. 971. (...) 
Parágrafo único. Aplica-se o disposto no caput deste artigo à associação que desenvolva 
atividade futebolística em caráter habitual e profissional, caso em que, com a inscrição, será 
considerada empresária, para todos os efeitos. 
 
 
O empresário, cuja atividade rural constitua sua principal
profissão, pode (facultativo)
Requerer inscrição no RPEM da respectiva sede
Nesse caso, depois de inscrito, ficará equiparado, para
todos os efeitos, ao empresário sujeito a registro.
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DIREITO EMPRESARIAL 01 
 
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DA CAPACIDADE 
 
 
CÓDIGO CIVIL 
Art. 973. A pessoa legalmente impedida de exercer atividade própria de empresário, se a exercer, 
responderá pelas obrigações contraídas. 
 
 
 
COMENTÁRIO: Algumas pessoas estão impedidas por lei de exercerem a atividade própria de 
empresário, porém elas não podem se eximir de responsabilidade caso venham a exercer 
empresa. A regra é a de que a pessoa impedida por lei não pode exercer atividade de 
empresário, mas se ela exercer a atividade vai responder pelas obrigações contraídas. 
 
EXEMPLOS DE PESSOAS IMPEDIDAS POR LEI DE SEREM EMPRESÁRIOS: 
✓ Os Servidores Públicos; 
✓ Os Militares; 
✓ O empresário considerado falido (Lei 11.101/05, art. 102). 
 
 
 
 
CÓDIGO CIVIL 
Art. 974. Poderá o incapaz, por meio de representante ou devidamente assistido, continuar a 
empresa antes exercida por ele enquanto capaz, por seus pais ou pelo autor de herança. 
 
 
 
COMENTÁRIO: Uma pessoa incapaz, seja por ser menor de idade ou por ser interditado 
judicialmente, pode continuar a exercer a sua empresa através de um representante legal ou, 
caso necessário, um assistente designado pelo juiz. Isso significa que o incapaz não precisa 
encerrar as suas atividades empresariais pelo fato de não poder praticar atos jurídicos sozinho. 
 
 
 
 
 
 
INCAPAZ
EMPRESÁRIO INDIVIDUAL
Art. 974, §§ 1º e 2º
SÓCIO
Art. 974, § 3º 
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DIREITO EMPRESARIAL 01 
 
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CÓDIGO CIVIL 
Art. 974. (...) 
§ 1º. Nos casos deste artigo, precederá autorização judicial, após exame das circunstâncias e dos 
riscos da empresa, bem como da conveniência em continuá-la, podendo a autorização ser 
revogada pelo juiz, ouvidos os pais, tutores ou representantes legais do menor ou do interdito, 
sem prejuízo dos direitos adquiridos por terceiros. 
 
 
 
EXEMPLO: Bruno era dono de um restaurante, exercendo pessoalmente sua administração. Sofre 
um acidente grave, automobilístico, que o leva a ser interditado para os atos da vida civil, mas 
insiste em continuar as atividades da empresa. Nessas condições pessoais, poderá fazê-lo, desde 
que por meio de representante ou devidamente assistido, com precedente autorização judicial 
que examine as circunstâncias e riscos da empresa, bem como a conveniência em continuá-la e 
podendo tal autorização serrevogada pelo juiz, nos termos previstos em lei. 
 
 
 
 
CÓDIGO CIVIL 
Art. 974. (...) 
§ 2º. Não ficam sujeitos ao resultado da empresa os bens que o incapaz já possuía, ao tempo da 
sucessão ou da interdição, desde que estranhos ao acervo daquela, devendo tais fatos constar do 
alvará que conceder a autorização. 
 
 
 
COMENTÁRIO: Os bens que o incapaz já possuía antes de herdar uma empresa ou ser declarado 
incapaz não são considerados parte do patrimônio da empresa. Isso significa que, caso a empresa 
sofra prejuízos, os bens pessoais do incapaz que não estavam ligados à empresa não podem ser 
utilizados para cobrir essas dívidas. 
 
 
 
 
CÓDIGO CIVIL 
Art. 974. (...) 
§ 3º. O Registro Público de Empresas Mercantis a cargo das Juntas Comerciais deverá registrar 
contratos ou alterações contratuais de sociedade que envolva sócio incapaz, desde que 
atendidos, de forma conjunta, os seguintes pressupostos: 
 
I – o sócio incapaz não pode exercer a administração da sociedade; 
 
II – o capital social deve ser totalmente integralizado; 
 
III – o sócio relativamente incapaz deve ser assistido e o absolutamente incapaz deve ser 
representado por seus representantes legais. 
 
 
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EXEMPLO: Gilberto, brasileiro, casado sob o regime de comunhão universal de bens com Teresa 
Mendonça, residente e domiciliado em Minas Gerais, pretende constituir sociedade empresária 
com Pablo, brasileiro, solteiro, com 15 anos de idade, para a consecução de compra e venda de 
produtos alimentícios. Nesse caso, Pablo, por ser absolutamente incapaz, não poderá exercer a 
administração da sociedade, porém poderá dela fazer parte desde que seja devidamente 
representado e o capital social esteja totalmente subscrito e integralizado. 
 
 
 
 
 
CÓDIGO CIVIL 
Art. 975. Se o representante ou assistente do incapaz for pessoa que, por disposição de lei, não 
puder exercer atividade de empresário, nomeará, com a aprovação do juiz, um ou mais gerentes. 
 
 
 
EXEMPLO: Teresa, empresária individual, teve sua interdição decretada pelo juiz a pedido de seu 
pai, Gilberto, em razão de causa permanente que a impede de exprimir sua vontade para os atos 
da vida civil. Sabendo-se que Gilberto, servidor público federal na ativa, foi nomeado curador de 
Teresa, é possível a concessão de autorização judicial para o prosseguimento da empresa de 
Teresa; porém, diante do impedimento de Gilberto (servidor público) para exercer atividade de 
empresário, este nomeará, com a aprovação do juiz, um ou mais gerentes. 
 
 
 
 
 
DO EMPRESÁRIO CASADO 
 
 
CÓDIGO CIVIL 
Art. 977. Faculta-se aos cônjuges contratar sociedade, entre si ou com terceiros, desde que não 
tenham casado no regime da comunhão universal de bens, ou no regime da separação 
obrigatória. 
 
 
 
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DIREITO EMPRESARIAL 01 
 
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CÓDIGO CIVIL 
Art. 978. O empresário casado pode, sem necessidade de outorga conjugal, qualquer que seja o 
regime de bens, alienar os imóveis que integrem o patrimônio da empresa ou gravá-los de ônus 
real. 
 
 
 
EXEMPLO: Bruno, casado no regime de comunhão parcial com Teresa, é empresário enquadrado 
como microempreendedor individual (MEI). Ele pretende gravar com hipoteca o imóvel onde 
está situado seu estabelecimento, que serve exclusivamente aos fins da empresa. Nesse caso, o 
empresário casado pode, sem necessidade de outorga conjugal, qualquer que seja o regime de 
bens, gravar com hipoteca os imóveis que integram o seu estabelecimento. 
 
 
 
NÃO CONFUNDA! 
ART. 977 ART. 978 
Faculta-se aos cônjuges contratar sociedade, 
entre si ou com terceiros, desde que não 
tenham casado no regime da: 
➢ Comunhão universal de bens; ou 
➢ Da separação obrigatória. 
 
O empresário casado pode, sem necessidade 
de outorga conjugal, qualquer que seja o 
regime de bens, alienar os imóveis que 
integrem o patrimônio da empresa ou gravá-
los de ônus real. 
 
 
 
FACULTA-SE AOS CÔNJUGES CONTRATAR SOCIEDADE, ENTRE SI 
OU COM TERCEIROS, DESDE QUE NÃO TENHAM CASADO:
No regime da comunhão 
universal de bens
No regime da separação 
obrigatóriaOU 
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CADERNO DE QUESTÕES DO TEC 
 
Pessoal, terminamos a 1ª parte do resumo! A ideia deste material é fazer com que você tenha uma visão 
global do assunto para posteriormente resolver as questões, sempre “favoritando” aquelas que errar 
(ou ficar com dúvidas) para revisar depois. Nossa sugestão, nesse momento, é que você faça umas 15 
questões sobre os assuntos estudados neste PDF. 
 
CADERNOS DE QUESTÕES DO ASSUNTO ESTUDADO 
LINK BANCA 
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q3dGjW CESPE 
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q3dGkc FCC 
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q3dGl3 FGV 
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q3dGla VUNESP 
 
AVISOS 
1) Quando se deparar com questões polêmicas, ou aquelas em que o examinador cometeu algum 
erro na redação, aperte a tecla “R” e remova do seu caderno. Essas questões não são treináveis e 
mais atrapalham do que ajudam nos seus estudos. 
 
 
2) Quando você estiver estudando as questões, no TEC CONCURSOS, caso se depare com alguma 
questão em que sua base teórica não esteja aqui neste resumo, vale a pena “favoritá-la” a fim de 
que ela possa fazer parte do seu material de revisão, ok!? 
 
 
 
 
 
 
3) Quando você estiver estudando as questões, no TEC CONCURSOS, caso se depare com uma 
questão que errou ou que te deixou com dúvidas, também sugerimos “favoritá-la” ou anotá-la 
em algum lugar (seja no ANKI, seja no seu caderno físico, seja no seu Tablet). A ideia é fazer com 
que este assunto também possa fazer parte do seu material de revisão. 
 
 
 
 
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https://www.tecconcursos.com.br/s/Q3dGkc
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q3dGl3
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q3dGla

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