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RESUMO 04
ECONOMIA
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SUMÁRIO
CONSIDERAÇÕES INICIAIS ............................................................................................................. 1
TEORIA DO CONSUMIDOR ............................................................................................................ 2
RESTRIÇÃO ORÇAMENTÁRIA ......................................................................................................... 2
EQUAÇÃO DA RESTRIÇÃO ORÇAMENTÁRIA .................................................................................. 3
UTILIDADE ..................................................................................................................................... 4
UTILIDADE MARGINAL................................................................................................................... 5
FÓRMULA DA UTILIDADE MARGINAL ........................................................................................... 5
PREFERÊNCIAS ............................................................................................................................... 8
CURVA DE INDIFERENÇA ............................................................................................................... 8
CURVA DE INDIFERENÇA PARA BENS NEUTROS ........................................................................... 9
PROPRIEDADES DAS CURVAS DE INDIFERENÇA .......................................................................... 10
BEM INFERIOR ............................................................................................................................. 10
CURVA DE ENGEL ........................................................................................................................ 11
PREMISSAS A RESPEITO DAS PREFERÊNCIAS DOS CONSUMIDORES .......................................... 12
FUNÇÃO UTILIDADE .................................................................................................................... 13
FUNÇÃO UTILIDADE PARA BENS COMPLEMENTARES ................................................................ 15
FUNÇÃO UTILIDADE COBB-DOUGLAS ......................................................................................... 15
TAXA MARGINAL DE SUBSTITUIÇÃO (TMS) ................................................................................. 18
CÁLCULO DA TMS ........................................................................................................................ 19
EXCEDENTE DO CONSUMIDOR ................................................................................................... 20
EFEITOS RENDA E SUBSTITUIÇÃO................................................................................................ 21
CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Pessoal, hoje estudaremos o tópico TEORIA DO CONSUMIDOR. Neste material colocaremos esquemas,
comentários e exemplos para facilitar o entendimento.
Por fim, qualquer crítica ou sugestão envie um e-mail para:
contato@radegondesresumos.com
Bons estudos!
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TEORIA DO CONSUMIDOR
A Teoria do Consumidor é uma teoria econômica que analisa o comportamento dos indivíduos como
consumidores, com o objetivo de entender como tomam decisões em relação às suas escolhas de
consumo. Essa teoria se baseia no princípio de utilidade marginal decrescente, que afirma que a
satisfação obtida com o consumo adicional de um bem diminui à medida que se consome mais dele.
EXEMPLO: Um exemplo simples da Teoria do Consumidor é quando um indivíduo decide comprar
um novo carro. Nessa situação, ele precisa levar em consideração vários fatores, como preço do
carro, seu próprio orçamento, preferências pessoais, características do veículo (como tamanho,
consumo de combustível, segurança) e possivelmente até fatores externos, como promoções ou
condições de financiamento disponíveis.
RESTRIÇÃO ORÇAMENTÁRIA
A restrição orçamentária é um conceito utilizado na economia para descrever a limitação dos recursos
disponíveis para um indivíduo, família ou país, em relação às suas necessidades e desejos de consumo.
Refere-se à capacidade de gastar ou consumir apenas o que está dentro das possibilidades financeiras.
EXEMPLO: Um exemplo simples da restrição orçamentária seria uma pessoa que ganha um
salário mensal fixo de R$3.000. Essa pessoa tem várias opções de consumo, como alimentação,
moradia, lazer, transporte, entre outros. No entanto, suas escolhas de consumo estão limitadas
pela quantidade de dinheiro que ela possui disponível. Se ela deseja gastar R$1.500 em moradia
e R$500 em alimentação, isso deixaria apenas R$1.000 para todas as outras despesas. Portanto, a
restrição orçamentária impede que ela gaste mais do que essa quantia total disponível.
TEORIA DO CONSUMIDOR
É uma teoria que
analisa o
comportamento dos
indivíduos como
consumidores
O objetivo é entender
como os consumidores
tomam decisões em
relação às suas escolhas
de consumo
Essa teoria se baseia no
princípio de utilidade
marginal decrescente
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EQUAÇÃO DA RESTRIÇÃO ORÇAMENTÁRIA
Suponhamos que o consumidor tenha uma renda “M” (money) e queira consumir os bens 1 e 2, onde p1
e p2 são os preços, e q1 e q2 são as quantidades, respectivamente. Com estes dados, podemos escrever
matematicamente a restrição orçamentária:
M ≥ p1.q1 + p2.q2
EXPLICANDO MELHOR
Nesta equação:
✓ p1.q1 → É a quantidade de dinheiro que o consumidor gasta com o bem 1.
✓ p2.q2 → É a quantidade de dinheiro que o consumidor gasta com o bem 2.
A restrição orçamentária do consumidor, representada pela sua renda “M”, impõe que a
quantidade de dinheiro gasta nos dois bens não exceda a quantidade total de dinheiro que o
consumidor tem para gastar.
QUESTÃO-EXEMPLO
(QUESTÃO) Considere uma economia composta por somente dois bens, 1 e 2, cujas quantidades
consumidas são, respectivamente, A e B. Assuma também que em dezembro de 2021 os preços
dos bens 1 e 2 sejam, respectivamente, p e q, e o consumidor possua renda M. Suponha que, em
janeiro de 2022, o preço do bem 1 sofra um aumento de 80%, o preço do bem 2 sofra um
aumento de 40% e a renda do consumidor dobre de valor. Ao determinar a escolha ótima dos
bens 1 e 2, em janeiro de 2022, o consumidor se defronta com a seguinte restrição orçamentária:
a) 0,2pA + 0,6qB ≤ 2M
b) 0,8pA + 0,4qB ≤ M
c) 0,8pA + 0,4qB = 2M
d) 0,9pA + 0,7qB ≤ M
e) 0,9pA + 0,7qB = 2M
RESOLUÇÃO:
1º passo) O que a questão quer?
Resposta: A questão quer saber qual é a nova equação da restrição orçamentária.
2º passo) Escrever a equação da restrição orçamentária e fazer as alterações do enunciado:
M ≥ p1.q1 + p2.q2
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A questão nos disse para supor que, em janeiro de 2022:
✓ O preço do bem 1 sofra um aumento de 80%;
✓ O preço do bem 2 sofra um aumento de 40%; e
✓ A renda do consumidor dobre de valor.
Nesse caso, a nova equação da restrição orçamentária será:
2M ≥ 1,8p1.q1 + 1,4p2.q2
Simplificando toda a equação por 2, temos:
M ≥ 0,9p1.q1 + 0,7p2.q2
Gabarito: D
UTILIDADE
Utilidade, na economia, refere-se ao grau de satisfação ou benefício que um consumidor recebe ao
consumir um determinado bem ou serviço. A utilidade é subjetiva e varia de indivíduo para indivíduo,
conforme suas preferências pessoais e necessidades.
EXEMPLO: Um exemplo simples de utilidade é o consumo de uma pizza. Para uma pessoacom
fome, a pizza pode ser altamente útil e satisfatória, gerando uma sensação de prazer e saciedade.
No entanto, para alguém que está de dieta ou que simplesmente não gosta de pizza, a utilidade
seria menor ou até mesmo nula. A importância da utilidade para a economia reside na
capacidade de os consumidores avaliarem os benefícios proporcionados por seus diferentes
consumos e tomarem decisões com base em suas preferências individuais.
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UTILIDADE MARGINAL
A utilidade marginal (Umg) é um conceito econômico que se refere à satisfação ou benefício adicional
obtido pelo consumo de uma unidade adicional de um bem ou serviço. Em outras palavras, é a mudança
na utilidade ou no valor que um consumidor obtém ao adquirir uma unidade extra de um determinado
produto.
EXEMPLO: Um exemplo simples de utilidade marginal é o consumo de uma pizza. Suponha que
uma pessoa esteja comendo uma pizza e a primeira fatia traz uma grande satisfação. A utilidade
marginal da segunda fatia seria menor do que a da primeira, mas ainda seria positiva. No
entanto, à medida que a pessoa continua a comer mais fatias, a utilidade marginal de cada fatia
adicional tenderia a diminuir gradualmente, até chegar a um ponto em que a utilidade marginal
se torna zero ou negativa, pois o excesso de consumo pode causar desconforto ou saturação.
ATENÇÃO!
Quanto maior é o consumo de um bem, maior será a utilidade total (UT), porém menor será sua
utilidade marginal (Umg).
FÓRMULA DA UTILIDADE MARGINAL
Utilidade marginal (Umg) é o acréscimo de utilidade (U) em virtude do acréscimo de uma unidade de
consumo (q) de um bem qualquer. De forma matemática:
Umg =
dU
dq
ou Umg =
∂U
∂q
(lê-se: a utilidade marginal é igual a derivada de “U” na variável “q”)
O QUE É DERIVADA?
A derivada é o conceito matemático que procura medir a variação de uma variável em função da
variação de outra variável.
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COMO SE CALCULA UMA DERIVADA?
Galera, não vamos colocar notações científicas aqui, até porque isso não é necessário para
resolver as questões. Sabemos que dentistas, turismólogos, advogados, entre outros, não
possuem tanta familiaridade com exatas e estão estudando por este material. Portanto, quanto
menos abstrações pudermos colocar aqui mais didático fica o aprendizado para todos. Partindo
dessa premissa, vamos ver como se calcula uma derivada de uma função.
Para encontrar a derivada da função “U” na variável “q”, devemos:
✓ Em primeiro lugar, descer o expoente da variável a ser derivada (esse expoente passará
a multiplicar todo o termo); e
✓ Depois, em segundo lugar, subtraímos 01 unidade do expoente que desceu.
EXEMPLO 01: A derivada de U = 3q7 é:
dU/dq = 7.3.q6 = 21q6
Note que o expoente da variável “q” desce e passa a multiplicar todo o termo. No mesmo
instante, devemos diminuir o expoente da variável “q” em 1 unidade.
EXEMPLO 02: A derivada de U = 12q é:
dU/dq = 1.12.q0 = 12 x 1 = 12
Note que o expoente de q é igual a 1. Desta forma, quando fazemos 1-1 no expoente, ficaremos
com q elevado a 0, que é igual a 1. Ou seja, a variável q desaparece.
EXEMPLO 03: A derivada de U = 7 é:
dU/dq = 7.1 = 7.q0 = 7.0.q = 0
(Memorize que a derivada de um número sempre é igual a 0)
EXEMPLO 04: A derivada de U = 5q2 + 8q – 14 é:
dU/dq = 5.2q1 + 8.1q0 – 0 = 10q + 8
(Note que é só fazer a derivada de cada termo separadamente)
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QUESTÃO-EXEMPLO
(QUESTÃO) Para dois bens A e B, um consumidor consome quantidades x e y, respectivamente.
Ao consumir x unidades de A e y unidades de B, o consumidor desfruta utilidade dada por
U(x, y) = 2x + y.
Ele direciona uma renda para esses bens, que têm preços perfeitamente competitivos. Nesse
caso, para o bem B, o consumidor tem utilidade marginal:
a) decrescente para o bem B.
b) crescente para o bem B.
c) constante e igual a zero para o bem B.
d) constante e igual a 1 para o bem B.
e) constante e igual a 2 para o bem B.
RESOLUÇÃO:
1º passo) O que a questão quer?
Resposta: A questão quer saber qual é o valor da utilidade marginal do consumidor
para o bem B.
OBS.: A questão nos informa que, para o bem B, um consumidor consome quantidade y. Nesse
caso, para descobrirmos a utilidade marginal (Umg) do consumidor para o bem B, devemos
calcular a derivada na variável “y”.
2º passo) Escrever a equação da questão e acharmos a derivada de U na variável “y”:
✓ U = 2x + y
✓ dU/dy = 1y0 = 1
Gabarito: D
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PREFERÊNCIAS
Preferências, dentro do contexto da economia, referem-se às escolhas individuais (ou coletivas) feitas
por consumidores, empresas ou governos em relação aos bens e serviços disponíveis. As preferências
são baseadas nos gostos, necessidades, prioridades e restrições financeiras.
EXEMPLO: Um exemplo de preferências na economia seria uma pessoa que tem preferência por
carros esportivos em vez de carros familiares. Essa preferência pode ser baseada em sua
personalidade, estilo de vida, necessidades específicas (por exemplo, velocidade, desempenho)
ou simplesmente em sua preferência estética. Como resultado dessas preferências, essa pessoa
pode escolher comprar um carro esportivo, mesmo que seja mais caro e ofereça menos espaço e
funcionalidades em comparação com um carro familiar convencional.
CURVA DE INDIFERENÇA
É uma curva que liga as várias combinações de consumo entre dois bens que proporcionam igual
utilidade (satisfação).
EXEMPLO
Vamos supor que um trabalhador que consumisse 20 fatias de pizza e demandasse, ao mesmo tempo,
12 taças de vinho, estivesse com o nível de utilidade (satisfação) no ponto A. Note que é perfeitamente
possível que este trabalhador tenha outras combinações de pizza e vinho que também proporcionem o
mesmo nível de utilidade (satisfação) apresentado no ponto A.
Vinho
Pizza
20
10
06 12 18
A
B
C
50 CURVA DE
INDIFERENÇA
(CONVEXA)
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Dessa forma, caso o trabalhador passe a consumir menos pizza (ex.: 10 unidades), ele certamente
consumirá mais unidades de vinho (ex.: 18) se quiser manter o mesmo nível de utilidade apresentado no
ponto A. Do mesmo modo, se for obrigado a consumir menos vinho (ex.: 06 taças), será exigido um
maior consumo de pizza (ex.: 50) para, assim, manter-se no mesmo nível de satisfação (utilidade).
CONCLUSÃO!
Cada ponto da curva de indiferença possui a mesma utilidade (satisfação), logo, o consumidor
será indiferente sobre qualquer cesta de consumo ao longo da curva.
CURVA DE INDIFERENÇA PARA BENS NEUTROS
Bem neutro é um bem que o consumidor não se importa em ter ou não ter.
EXEMPLO: Imagine uma pessoa que esteja de dieta e tenha que escolher entre uma fatia de pizza
ou um filé de frango. Levando-se em conta que essa pessoa não foge da dieta nunca, podemos
concluir que o bem pizza é neutro, pois o consumidor pouco importa em tê-lo ou não. Isso quer
dizer que o aumento do consumo de pizza não aumenta a utilidade (satisfação) deste
consumidor, apenas o aumento do consumo de frangos terá esse efeito.
CURVA DE INDIFERENÇA PARA BENS NEUTROSporém as preferências são diferentes.
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FUNÇÃO UTILIDADE PARA BENS
COMPLEMENTARES
A função utilidade para bens complementares é do tipo U = mín. {x , y}.
EXEMPLO: Imagine que André tenha a seguinte cesta de sapatos (bens complementares):
➢ (3 , 3) três unidades do pé esquerdo e três unidades do pé direito.
Se acrescentarmos uma unidade do pé esquerdo, obteremos (4 , 3). Mas como os bens são
complementares, o acréscimo de somente uma unidade do pé esquerdo não aumenta a
utilidade, de forma que o consumidor ficará indiferente (estará na mesma curva de indiferença).
Assim, a utilidade das cestas (3, 3) e (4, 3) é a mesma, por isso a função é do tipo mín. {x , y}.
FUNÇÃO UTILIDADE COBB-DOUGLAS
Quando temos uma função utilidade Cobb-Douglas (U = x
a
. y
b
), existe uma fórmula para encontrar os
valores da cesta ótima (consumo ótimo) dos bens x e y. Em outras palavras, existe uma fórmula para
calcular a quantidade de bens “x” e “y” que maximiza o bem-estar (utilidade) do consumidor.
x =
a
a+b
.
M
Px
e y =
b
a+b
.
M
Py
Ou seja, o consumo ótimo (consumo que maximiza a utilidade do consumidor) do bem “x” será o
expoente de “x” sobre a soma dos expoentes de “x” e “y” multiplicado pela renda (M = money) dividida
pelo preço de “x”. O mesmo raciocínio se aplica ao bem “y”. A quantidade ótima para o bem “y” será o
expoente de “y” sobre a soma dos expoentes de “x” e “y” multiplicado pela renda (M) dividida pelo
preço de “y”.
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QUESTÃO-EXEMPLO
(QUESTÃO) Assuma uma economia de dois bens, x e y, com preços p1 e p2, respectivamente.
Considere ainda um consumidor com renda M e função utilidade Cobb-Douglas U(x,y) = xa . yb,
com a e b números reais positivos diferentes de zero e a + b = 1. Ao resolver o problema do
consumidor, a soma das quantidades de bens x e y que maximizam a utilidade do consumidor
quando b = 60%, p1 = 0,5p2 e M = 100p1 equivale a:
a) 50 b) 60 c) 70 d) 80 e) 90
RESOLUÇÃO:
1º passo) O que a questão quer?
Resposta: A questão quer saber a soma das quantidades de bens x e y que maximizam
a utilidade do consumidor. Em outras palavras, a questão quer a soma dos bens x e y
quando a cesta é ótima (consumo ótimo).
2º passo) Listar os dados da questão:
✓ a + b = 1
✓ b = 60% = 0,6 (podemos concluir que a = 0,4)
✓ p1 = 0,5p2 (também podemos dizer que p2 = 2.p1)
✓ M = 100p1
3º passo) Escrever as fórmulas para encontrar os valores dos bens x e y quando a cesta é ótima
(consumo ótimo):
x =
a
a+b
.
M
Px
e y =
b
a+b
.
M
Py
4º passo) Realizar os cálculos:
x =
0,4
1
.
100 p1
p1
e y =
0,6
1
.
100 p1
2 p1
x = 40 e y = 30
Gabarito: C
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QUESTÃO-EXEMPLO
(QUESTÃO) A função utilidade de um consumidor é U = 4x1/4 y 3/4, em que x e y são bens com
preços px = 5 e py = 15, respectivamente. Nesse caso, se a renda desse consumidor for de 300
unidades monetárias, então, para ele maximizar o seu bem-estar, deverá consumir
a) 10 unidades do bem x e 20 unidades do bem y.
b) 10 unidades do bem x e 10 unidades do bem y.
c) 15 unidades do bem x e 15 unidades do bem y.
d) 20 unidades do bem x e 15 unidades do bem y.
e) 20 unidades do bem x e 20 unidades do bem y.
RESOLUÇÃO:
1º passo) O que a questão quer?
Resposta: A questão quer saber quantas unidades do bem x e do bem y o consumidor
deverá consumir para maximizar seu bem-estar. Em outras palavras, a questão quer a
quantidade dos bens x e y em que a cesta do consumidor é ótima (consumo ótimo).
2º passo) Listar os dados da questão:
✓ a = 1/4 = 0,25
✓ b = 3/4 = 0,75
✓ px = 5
✓ py = 15
✓ M = 300
3º passo) Escrever as fórmulas para encontrar os valores dos bens x e y quando a cesta é ótima
(consumo ótimo):
x =
a
a+b
.
M
Px
e y =
b
a+b
.
M
Py
4º passo) Realizar os cálculos:
x =
0,25
1
.
300
5
e y =
0,75
1
.
300
15
x = 15 e y = 15
Gabarito: C
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ATENÇÃO!
Considerando-se um consumidor que possua uma função utilidade do tipo Cobb-Douglas, em que
somente os bens x e y sejam consumidos, se o governo aumentar o imposto exclusivamente
sobre o bem x, então, o consumidor maximizador não será estimulado a aumentar o consumo do
bem y, isto é, o consumo do bem y não se alterará.
TAXA MARGINAL DE SUBSTITUIÇÃO (TMS)
A Taxa Marginal de Substituição (TMS) é um conceito utilizado na economia para medir a quantidade de
um bem que um indivíduo está disposto a abrir mão para obter uma unidade adicional de outro bem,
mantendo o mesmo nível de utilidade (satisfação). Em outras palavras, a TMS quantifica a disposição de
uma pessoa em trocar um bem por outro enquanto mantém a mesma satisfação geral. Ela reflete a
relação de troca entre os dois bens em um determinado ponto em que o indivíduo faz a escolha.
EXEMPLO: Um exemplo simples pode ser o de um consumidor que está decidindo entre trocar
uma fatia de pizza por uma taça de vinho. Suponha que ele esteja disposto a trocar uma fatia de
pizza por duas taças de vinho. Nesse caso, a TMS seria de 2, indicando que ele está disposto a
abrir mão de uma unidade de alimento para obter duas unidades de bebida e manter o mesmo
nível de satisfação.
OBS.: Em regra, a Taxa Marginal de Substituição (TMS) é decrescente ao longo da curva de
indiferença. Contudo, quando a curva de indiferença for uma linha reta (ex.: bens substitutos
perfeitos), a TMS será constante.
TAXA MARGINAL DE
SUBSTITUIÇÃO
Mede a indiferença do acréscimo
de um bem em virtude do
decréscimo de outro bem.
Determina a inclinação negativa
da Curva de Indiferença.
É decrescente ao longo da Curva
de Indiferença (essa é a regra).
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CÁLCULO DA TMS
TMS = −
Umg do bem mais desejado
Umg do bem menos desejado
Onde:
✓ A sigla Umg significa Utilidade Marginal.
✓ A TMS sempre será um número negativo, porém colocamos apenas o módulo (sem sinal).
EXEMPLO: Considerando a função utilidade U = 5x + 2y, em que “x” representa a quantidade
demandada de bananas e “y” representa a quantidade demandada de maçãs, podemos afirmar
que:
✓ A utilidade marginal (Umg) da banana é 5, porque a derivada de 5x = dU/dx = 5.1x0 = 5.
✓ A utilidade marginal (Umg) da maçã é 2, porque a derivada de 2y = dU/dy = 2.1y0 = 2.
Isso significa que, para esse consumidor, a maçã tem menos utilidade que a banana. Nesse caso,
a Taxa Marginal de Substituição (TMS) da maçã por banana é:
TMS = −
Umg do bem mais desejado
Umg do bem menos desejado
→ TMS = -
5
2
→ TMS = |2,5|
A TMS da maçã por banana está medindo quantas maçãs o consumidor abre mão para obter uma
banana a mais. Isso significa que para obter uma banana a mais, o consumidor fica indiferente
entregando 2,5 maçãs. Em outras palavras, o consumidor abre mão de duas maçãs e meia para
obter uma bananaa mais.
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EXCEDENTE DO CONSUMIDOR
O excedente do consumidor é a diferença entre o valor que os consumidores estão dispostos a pagar
por um bem ou serviço e o valor que realmente precisam pagar no mercado. Ele mede o benefício
líquido que os consumidores obtêm ao adquirir um produto.
EXEMPLO: Se um consumidor está disposto a pagar até R$ 100 por um livro, mas consegue
comprá-lo por R$ 70, o excedente do consumidor será de R$ 30. Esse valor representa o
benefício adicional que o consumidor obtém ao pagar menos pelo livro do que estava disposto a
pagar.
OBSERVAÇÕES
1) O excedente do consumidor é um conceito subjetivo (varia de pessoa para pessoa), pois ele
engloba tanto os benefícios diretos (satisfação com o produto) como os benefícios indiretos
(economia de dinheiro).
2) O excedente do consumidor pode ser medido:
✓ Com base em pesquisas de preferências do consumidor; ou
✓ Em unidades monetárias (economia de dinheiro).
3) O excedente do consumidor só pode ser medido em unidades monetárias sob a premissa de
que a utilidade marginal (satisfação adicional ao adquirir uma unidade adicional de um bem) do
consumidor permanece constante dentro da faixa de renda em questão. De outro modo, a
utilidade marginal deve ser constante para que o preço que o consumidor esteja disposto a
pagar seja constante também.
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EFEITOS RENDA E SUBSTITUIÇÃO
No caso da redução de preço, por exemplo, acontecerão duas coisas:
1º) Indiretamente, as pessoas terão ficado mais “ricas”; e
2º) Muitas pessoas deixarão de consumir outros bens para consumir o bem que agora se
tornou mais barato.
No primeiro caso, temos o chamado efeito renda, enquanto, no segundo caso, temos o efeito
substituição.
EFEITO RENDA EFEITO SUBSTITUIÇÃO
Quando o preço do bem “x” é reduzido, o
consumidor fica mais “rico” (como se a
renda dele tivesse aumentado) e, portanto,
irá aumentar o consumo do bem.
Se o preço do bem “x” diminui e o do bem
“y” permanece constante, o consumidor
procurará substituir o consumo do bem “y”
pelo consumo do bem “x”.
Se a “renda” aumenta, então o consumo
aumenta. Nesse caso, dizemos que o efeito
renda é positivo, pois a renda e o consumo
possuem o mesmo sentido (aumentam).
Se o preço diminui, então o consumo
aumenta. Aqui, dizemos que o efeito
substituição é negativo, pois o preço e o
consumo possuem sentidos contrários.
O efeito renda será positivo ou negativo, a
depender do bem em análise:
✓ Bem Normal → Efeito Renda Positivo
✓ Bem Inferior → Efeito Renda Negativo
Por existir essa relação inversa (ou negativa)
entre o consumo do bem e a variação de
preços, nós dizemos que o efeito
substituição é sempre negativo.
EFEITO PREÇO (EFEITO TOTAL) = EFEITO RENDA + EFEITO SUBSTITUIÇÃO
Perceba que, para bens normais, o efeito renda positivo sempre reforça o efeito substituição
negativo, pois ambos apontam para aumento de consumo no caso de redução de preços (efeito
renda aumenta).
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ATENÇÃO!
Note que se o bem for inferior, o efeito renda (ER) será negativo, indicando, portanto, que o
aumento de “renda” provoca redução no consumo. Nesse caso, vale enfatizarmos que, no caso
do Bem de Giffen (espécie de bem inferior), havendo o aumento de “renda”, a redução de
consumo provocada pelo efeito renda negativo, em valor absoluto, é maior (ou mais forte) que
o aumento de consumo provocado pelo efeito substituição negativo.
QUADRO COMPARATIVO
BEM NORMAL BEM DE GIFFEN
A consequência da redução de preços
(efeito renda aumenta) será o aumento
nas quantidades consumidas.
A consequência da redução de preços
(efeito renda aumenta) será a redução
nas quantidades consumidas, pois o
efeito renda suplanta o efeito
substituição.
BEM DE GIFFEN O efeito renda suplanta o efeito
substituição.
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CADERNO DE QUESTÕES
Galera, terminamos mais uma parte do resumo! A ideia deste material é fazer com que você tenha uma
visão global do assunto para posteriormente resolver as questões, sempre “favoritando” aquelas que
errar (ou ficar com dúvidas) para revisar depois. Nossa sugestão, nesse momento, é que você revise as
questões “favoritadas” anteriormente (não precisa refazer as questões, apenas leia o enunciado e tente
entender o comentário do professor, ou dos alunos no fórum) e depois faça mais umas 20 questões
sobre os assuntos estudados neste PDF.
AVISO 01: Quando você estiver estudando as questões, no TEC CONCURSOS, caso se depare com
alguma questão em que sua base teórica não esteja aqui neste resumo, vale a pena “favoritá-la” a fim
de que ela possa fazer parte do seu material de revisão, ok!?
AVISO 02: Se você possui assinatura em algum outro site de questões que não seja o TEC CONCURSOS,
monte seu caderno com os assuntos estudados neste PDF.
AVISO 03: Se você possui a assinatura do TEC CONCURSOS, escolha a banca do seu concurso e clique no
link abaixo para abrir o caderno de questões do assunto estudado.
CADERNOS DE QUESTÕES DO ASSUNTO ESTUDADO
LINK BANCA
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2tMmL CESPE
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2tMmh FCC
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2tMn7 FGV
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2tMnM VUNESP
Forte abraço e até a próxima!
Caso a sua plataforma não seja a do TEC
CONCURSOS, procure anotar em algum lugar
as questões que te deixaram com dúvidas.
Elas devem ser revisadas periodicamente.
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https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2tMmL
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2tMmh
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2tMn7
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2tMnMa mais.
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RESUMO 04
ECONOMIA
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EXCEDENTE DO CONSUMIDOR
O excedente do consumidor é a diferença entre o valor que os consumidores estão dispostos a pagar
por um bem ou serviço e o valor que realmente precisam pagar no mercado. Ele mede o benefício
líquido que os consumidores obtêm ao adquirir um produto.
EXEMPLO: Se um consumidor está disposto a pagar até R$ 100 por um livro, mas consegue
comprá-lo por R$ 70, o excedente do consumidor será de R$ 30. Esse valor representa o
benefício adicional que o consumidor obtém ao pagar menos pelo livro do que estava disposto a
pagar.
OBSERVAÇÕES
1) O excedente do consumidor é um conceito subjetivo (varia de pessoa para pessoa), pois ele
engloba tanto os benefícios diretos (satisfação com o produto) como os benefícios indiretos
(economia de dinheiro).
2) O excedente do consumidor pode ser medido:
✓ Com base em pesquisas de preferências do consumidor; ou
✓ Em unidades monetárias (economia de dinheiro).
3) O excedente do consumidor só pode ser medido em unidades monetárias sob a premissa de
que a utilidade marginal (satisfação adicional ao adquirir uma unidade adicional de um bem) do
consumidor permanece constante dentro da faixa de renda em questão. De outro modo, a
utilidade marginal deve ser constante para que o preço que o consumidor esteja disposto a
pagar seja constante também.
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RESUMO 04
ECONOMIA
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EFEITOS RENDA E SUBSTITUIÇÃO
No caso da redução de preço, por exemplo, acontecerão duas coisas:
1º) Indiretamente, as pessoas terão ficado mais “ricas”; e
2º) Muitas pessoas deixarão de consumir outros bens para consumir o bem que agora se
tornou mais barato.
No primeiro caso, temos o chamado efeito renda, enquanto, no segundo caso, temos o efeito
substituição.
EFEITO RENDA EFEITO SUBSTITUIÇÃO
Quando o preço do bem “x” é reduzido, o
consumidor fica mais “rico” (como se a
renda dele tivesse aumentado) e, portanto,
irá aumentar o consumo do bem.
Se o preço do bem “x” diminui e o do bem
“y” permanece constante, o consumidor
procurará substituir o consumo do bem “y”
pelo consumo do bem “x”.
Se a “renda” aumenta, então o consumo
aumenta. Nesse caso, dizemos que o efeito
renda é positivo, pois a renda e o consumo
possuem o mesmo sentido (aumentam).
Se o preço diminui, então o consumo
aumenta. Aqui, dizemos que o efeito
substituição é negativo, pois o preço e o
consumo possuem sentidos contrários.
O efeito renda será positivo ou negativo, a
depender do bem em análise:
✓ Bem Normal → Efeito Renda Positivo
✓ Bem Inferior → Efeito Renda Negativo
Por existir essa relação inversa (ou negativa)
entre o consumo do bem e a variação de
preços, nós dizemos que o efeito
substituição é sempre negativo.
EFEITO PREÇO (EFEITO TOTAL) = EFEITO RENDA + EFEITO SUBSTITUIÇÃO
Perceba que, para bens normais, o efeito renda positivo sempre reforça o efeito substituição
negativo, pois ambos apontam para aumento de consumo no caso de redução de preços (efeito
renda aumenta).
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RESUMO 04
ECONOMIA
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ATENÇÃO!
Note que se o bem for inferior, o efeito renda (ER) será negativo, indicando, portanto, que o
aumento de “renda” provoca redução no consumo. Nesse caso, vale enfatizarmos que, no caso
do Bem de Giffen (espécie de bem inferior), havendo o aumento de “renda”, a redução de
consumo provocada pelo efeito renda negativo, em valor absoluto, é maior (ou mais forte) que
o aumento de consumo provocado pelo efeito substituição negativo.
QUADRO COMPARATIVO
BEM NORMAL BEM DE GIFFEN
A consequência da redução de preços
(efeito renda aumenta) será o aumento
nas quantidades consumidas.
A consequência da redução de preços
(efeito renda aumenta) será a redução
nas quantidades consumidas, pois o
efeito renda suplanta o efeito
substituição.
BEM DE GIFFEN O efeito renda suplanta o efeito
substituição.
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RESUMO 04
ECONOMIA
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CADERNO DE QUESTÕES
Galera, terminamos mais uma parte do resumo! A ideia deste material é fazer com que você tenha uma
visão global do assunto para posteriormente resolver as questões, sempre “favoritando” aquelas que
errar (ou ficar com dúvidas) para revisar depois. Nossa sugestão, nesse momento, é que você revise as
questões “favoritadas” anteriormente (não precisa refazer as questões, apenas leia o enunciado e tente
entender o comentário do professor, ou dos alunos no fórum) e depois faça mais umas 20 questões
sobre os assuntos estudados neste PDF.
AVISO 01: Quando você estiver estudando as questões, no TEC CONCURSOS, caso se depare com
alguma questão em que sua base teórica não esteja aqui neste resumo, vale a pena “favoritá-la” a fim
de que ela possa fazer parte do seu material de revisão, ok!?
AVISO 02: Se você possui assinatura em algum outro site de questões que não seja o TEC CONCURSOS,
monte seu caderno com os assuntos estudados neste PDF.
AVISO 03: Se você possui a assinatura do TEC CONCURSOS, escolha a banca do seu concurso e clique no
link abaixo para abrir o caderno de questões do assunto estudado.
CADERNOS DE QUESTÕES DO ASSUNTO ESTUDADO
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https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2tMn7 FGV
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2tMnM VUNESP
Forte abraço e até a próxima!
Caso a sua plataforma não seja a do TEC
CONCURSOS, procure anotar em algum lugar
as questões que te deixaram com dúvidas.
Elas devem ser revisadas periodicamente.
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