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RESUMO 04 
ECONOMIA 
 
@RADEGONDESS 
 
1 www.radegondesresumos.com 
 
SUMÁRIO 
 
 
CONSIDERAÇÕES INICIAIS ............................................................................................................. 1 
TEORIA DO CONSUMIDOR ............................................................................................................ 2 
RESTRIÇÃO ORÇAMENTÁRIA ......................................................................................................... 2 
EQUAÇÃO DA RESTRIÇÃO ORÇAMENTÁRIA .................................................................................. 3 
UTILIDADE ..................................................................................................................................... 4 
UTILIDADE MARGINAL................................................................................................................... 5 
FÓRMULA DA UTILIDADE MARGINAL ........................................................................................... 5 
PREFERÊNCIAS ............................................................................................................................... 8 
CURVA DE INDIFERENÇA ............................................................................................................... 8 
CURVA DE INDIFERENÇA PARA BENS NEUTROS ........................................................................... 9 
PROPRIEDADES DAS CURVAS DE INDIFERENÇA .......................................................................... 10 
BEM INFERIOR ............................................................................................................................. 10 
CURVA DE ENGEL ........................................................................................................................ 11 
PREMISSAS A RESPEITO DAS PREFERÊNCIAS DOS CONSUMIDORES .......................................... 12 
FUNÇÃO UTILIDADE .................................................................................................................... 13 
FUNÇÃO UTILIDADE PARA BENS COMPLEMENTARES ................................................................ 15 
FUNÇÃO UTILIDADE COBB-DOUGLAS ......................................................................................... 15 
TAXA MARGINAL DE SUBSTITUIÇÃO (TMS) ................................................................................. 18 
CÁLCULO DA TMS ........................................................................................................................ 19 
EXCEDENTE DO CONSUMIDOR ................................................................................................... 20 
EFEITOS RENDA E SUBSTITUIÇÃO................................................................................................ 21 
 
 
CONSIDERAÇÕES INICIAIS 
 
Pessoal, hoje estudaremos o tópico TEORIA DO CONSUMIDOR. Neste material colocaremos esquemas, 
comentários e exemplos para facilitar o entendimento. 
 
Por fim, qualquer crítica ou sugestão envie um e-mail para: 
contato@radegondesresumos.com 
 
Bons estudos! 
 
http://www.radegondesresumos.com/
 
RESUMO 04 
ECONOMIA 
 
@RADEGONDESS 
 
2 www.radegondesresumos.com 
 
TEORIA DO CONSUMIDOR 
 
A Teoria do Consumidor é uma teoria econômica que analisa o comportamento dos indivíduos como 
consumidores, com o objetivo de entender como tomam decisões em relação às suas escolhas de 
consumo. Essa teoria se baseia no princípio de utilidade marginal decrescente, que afirma que a 
satisfação obtida com o consumo adicional de um bem diminui à medida que se consome mais dele. 
 
 
EXEMPLO: Um exemplo simples da Teoria do Consumidor é quando um indivíduo decide comprar 
um novo carro. Nessa situação, ele precisa levar em consideração vários fatores, como preço do 
carro, seu próprio orçamento, preferências pessoais, características do veículo (como tamanho, 
consumo de combustível, segurança) e possivelmente até fatores externos, como promoções ou 
condições de financiamento disponíveis. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RESTRIÇÃO ORÇAMENTÁRIA 
 
A restrição orçamentária é um conceito utilizado na economia para descrever a limitação dos recursos 
disponíveis para um indivíduo, família ou país, em relação às suas necessidades e desejos de consumo. 
Refere-se à capacidade de gastar ou consumir apenas o que está dentro das possibilidades financeiras. 
 
 
EXEMPLO: Um exemplo simples da restrição orçamentária seria uma pessoa que ganha um 
salário mensal fixo de R$3.000. Essa pessoa tem várias opções de consumo, como alimentação, 
moradia, lazer, transporte, entre outros. No entanto, suas escolhas de consumo estão limitadas 
pela quantidade de dinheiro que ela possui disponível. Se ela deseja gastar R$1.500 em moradia 
e R$500 em alimentação, isso deixaria apenas R$1.000 para todas as outras despesas. Portanto, a 
restrição orçamentária impede que ela gaste mais do que essa quantia total disponível. 
 
 
TEORIA DO CONSUMIDOR
É uma teoria que 
analisa o 
comportamento dos 
indivíduos como 
consumidores
O objetivo é entender 
como os consumidores 
tomam decisões em 
relação às suas escolhas 
de consumo
Essa teoria se baseia no 
princípio de utilidade 
marginal decrescente
@RADEGONDESS 
http://www.radegondesresumos.com/
 
RESUMO 04 
ECONOMIA 
 
@RADEGONDESS 
 
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EQUAÇÃO DA RESTRIÇÃO ORÇAMENTÁRIA 
 
Suponhamos que o consumidor tenha uma renda “M” (money) e queira consumir os bens 1 e 2, onde p1 
e p2 são os preços, e q1 e q2 são as quantidades, respectivamente. Com estes dados, podemos escrever 
matematicamente a restrição orçamentária: 
 
M ≥ p1.q1 + p2.q2 
 
 
 
EXPLICANDO MELHOR 
Nesta equação: 
✓ p1.q1 → É a quantidade de dinheiro que o consumidor gasta com o bem 1. 
✓ p2.q2 → É a quantidade de dinheiro que o consumidor gasta com o bem 2. 
 
A restrição orçamentária do consumidor, representada pela sua renda “M”, impõe que a 
quantidade de dinheiro gasta nos dois bens não exceda a quantidade total de dinheiro que o 
consumidor tem para gastar. 
 
 
 
QUESTÃO-EXEMPLO 
 
(QUESTÃO) Considere uma economia composta por somente dois bens, 1 e 2, cujas quantidades 
consumidas são, respectivamente, A e B. Assuma também que em dezembro de 2021 os preços 
dos bens 1 e 2 sejam, respectivamente, p e q, e o consumidor possua renda M. Suponha que, em 
janeiro de 2022, o preço do bem 1 sofra um aumento de 80%, o preço do bem 2 sofra um 
aumento de 40% e a renda do consumidor dobre de valor. Ao determinar a escolha ótima dos 
bens 1 e 2, em janeiro de 2022, o consumidor se defronta com a seguinte restrição orçamentária: 
 
a) 0,2pA + 0,6qB ≤ 2M 
b) 0,8pA + 0,4qB ≤ M 
c) 0,8pA + 0,4qB = 2M 
d) 0,9pA + 0,7qB ≤ M 
e) 0,9pA + 0,7qB = 2M 
 
 
RESOLUÇÃO: 
1º passo) O que a questão quer? 
Resposta: A questão quer saber qual é a nova equação da restrição orçamentária. 
 
 
2º passo) Escrever a equação da restrição orçamentária e fazer as alterações do enunciado: 
 
M ≥ p1.q1 + p2.q2 
 
 
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RESUMO 04 
ECONOMIA 
 
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A questão nos disse para supor que, em janeiro de 2022: 
✓ O preço do bem 1 sofra um aumento de 80%; 
✓ O preço do bem 2 sofra um aumento de 40%; e 
✓ A renda do consumidor dobre de valor. 
 
Nesse caso, a nova equação da restrição orçamentária será: 
2M ≥ 1,8p1.q1 + 1,4p2.q2 
 
Simplificando toda a equação por 2, temos: 
M ≥ 0,9p1.q1 + 0,7p2.q2 
 
Gabarito: D 
 
 
 
 
UTILIDADE 
 
Utilidade, na economia, refere-se ao grau de satisfação ou benefício que um consumidor recebe ao 
consumir um determinado bem ou serviço. A utilidade é subjetiva e varia de indivíduo para indivíduo, 
conforme suas preferências pessoais e necessidades. 
 
 
EXEMPLO: Um exemplo simples de utilidade é o consumo de uma pizza. Para uma pessoacom 
fome, a pizza pode ser altamente útil e satisfatória, gerando uma sensação de prazer e saciedade. 
No entanto, para alguém que está de dieta ou que simplesmente não gosta de pizza, a utilidade 
seria menor ou até mesmo nula. A importância da utilidade para a economia reside na 
capacidade de os consumidores avaliarem os benefícios proporcionados por seus diferentes 
consumos e tomarem decisões com base em suas preferências individuais. 
 
 
 
 
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RESUMO 04 
ECONOMIA 
 
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UTILIDADE MARGINAL 
 
A utilidade marginal (Umg) é um conceito econômico que se refere à satisfação ou benefício adicional 
obtido pelo consumo de uma unidade adicional de um bem ou serviço. Em outras palavras, é a mudança 
na utilidade ou no valor que um consumidor obtém ao adquirir uma unidade extra de um determinado 
produto. 
 
 
EXEMPLO: Um exemplo simples de utilidade marginal é o consumo de uma pizza. Suponha que 
uma pessoa esteja comendo uma pizza e a primeira fatia traz uma grande satisfação. A utilidade 
marginal da segunda fatia seria menor do que a da primeira, mas ainda seria positiva. No 
entanto, à medida que a pessoa continua a comer mais fatias, a utilidade marginal de cada fatia 
adicional tenderia a diminuir gradualmente, até chegar a um ponto em que a utilidade marginal 
se torna zero ou negativa, pois o excesso de consumo pode causar desconforto ou saturação. 
 
 
 
ATENÇÃO! 
 
Quanto maior é o consumo de um bem, maior será a utilidade total (UT), porém menor será sua 
utilidade marginal (Umg). 
 
 
 
 
FÓRMULA DA UTILIDADE MARGINAL 
 
Utilidade marginal (Umg) é o acréscimo de utilidade (U) em virtude do acréscimo de uma unidade de 
consumo (q) de um bem qualquer. De forma matemática: 
 
Umg = 
dU
dq
 ou Umg = 
∂U
∂q
 
 
(lê-se: a utilidade marginal é igual a derivada de “U” na variável “q”) 
 
 
O QUE É DERIVADA? 
 
A derivada é o conceito matemático que procura medir a variação de uma variável em função da 
variação de outra variável. 
 
 
 
 
 
 
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RESUMO 04 
ECONOMIA 
 
@RADEGONDESS 
 
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COMO SE CALCULA UMA DERIVADA? 
 
Galera, não vamos colocar notações científicas aqui, até porque isso não é necessário para 
resolver as questões. Sabemos que dentistas, turismólogos, advogados, entre outros, não 
possuem tanta familiaridade com exatas e estão estudando por este material. Portanto, quanto 
menos abstrações pudermos colocar aqui mais didático fica o aprendizado para todos. Partindo 
dessa premissa, vamos ver como se calcula uma derivada de uma função. 
 
Para encontrar a derivada da função “U” na variável “q”, devemos: 
✓ Em primeiro lugar, descer o expoente da variável a ser derivada (esse expoente passará 
a multiplicar todo o termo); e 
 
✓ Depois, em segundo lugar, subtraímos 01 unidade do expoente que desceu. 
 
 
 
EXEMPLO 01: A derivada de U = 3q7 é: 
dU/dq = 7.3.q6 = 21q6 
 
Note que o expoente da variável “q” desce e passa a multiplicar todo o termo. No mesmo 
instante, devemos diminuir o expoente da variável “q” em 1 unidade. 
 
 
 
EXEMPLO 02: A derivada de U = 12q é: 
dU/dq = 1.12.q0 = 12 x 1 = 12 
 
Note que o expoente de q é igual a 1. Desta forma, quando fazemos 1-1 no expoente, ficaremos 
com q elevado a 0, que é igual a 1. Ou seja, a variável q desaparece. 
 
 
 
EXEMPLO 03: A derivada de U = 7 é: 
dU/dq = 7.1 = 7.q0 = 7.0.q = 0 
(Memorize que a derivada de um número sempre é igual a 0) 
 
 
 
EXEMPLO 04: A derivada de U = 5q2 + 8q – 14 é: 
dU/dq = 5.2q1 + 8.1q0 – 0 = 10q + 8 
(Note que é só fazer a derivada de cada termo separadamente) 
 
 
 
 
 
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RESUMO 04 
ECONOMIA 
 
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QUESTÃO-EXEMPLO 
 
(QUESTÃO) Para dois bens A e B, um consumidor consome quantidades x e y, respectivamente. 
Ao consumir x unidades de A e y unidades de B, o consumidor desfruta utilidade dada por 
 
U(x, y) = 2x + y. 
 
Ele direciona uma renda para esses bens, que têm preços perfeitamente competitivos. Nesse 
caso, para o bem B, o consumidor tem utilidade marginal: 
 
a) decrescente para o bem B. 
b) crescente para o bem B. 
c) constante e igual a zero para o bem B. 
d) constante e igual a 1 para o bem B. 
e) constante e igual a 2 para o bem B. 
 
 
RESOLUÇÃO: 
1º passo) O que a questão quer? 
Resposta: A questão quer saber qual é o valor da utilidade marginal do consumidor 
para o bem B. 
 
OBS.: A questão nos informa que, para o bem B, um consumidor consome quantidade y. Nesse 
caso, para descobrirmos a utilidade marginal (Umg) do consumidor para o bem B, devemos 
calcular a derivada na variável “y”. 
 
 
2º passo) Escrever a equação da questão e acharmos a derivada de U na variável “y”: 
 
✓ U = 2x + y 
✓ dU/dy = 1y0 = 1 
 
 
Gabarito: D 
 
 
 
 
 
 
 
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ECONOMIA 
 
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PREFERÊNCIAS 
 
Preferências, dentro do contexto da economia, referem-se às escolhas individuais (ou coletivas) feitas 
por consumidores, empresas ou governos em relação aos bens e serviços disponíveis. As preferências 
são baseadas nos gostos, necessidades, prioridades e restrições financeiras. 
 
 
EXEMPLO: Um exemplo de preferências na economia seria uma pessoa que tem preferência por 
carros esportivos em vez de carros familiares. Essa preferência pode ser baseada em sua 
personalidade, estilo de vida, necessidades específicas (por exemplo, velocidade, desempenho) 
ou simplesmente em sua preferência estética. Como resultado dessas preferências, essa pessoa 
pode escolher comprar um carro esportivo, mesmo que seja mais caro e ofereça menos espaço e 
funcionalidades em comparação com um carro familiar convencional. 
 
 
 
 
CURVA DE INDIFERENÇA 
 
É uma curva que liga as várias combinações de consumo entre dois bens que proporcionam igual 
utilidade (satisfação). 
 
EXEMPLO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vamos supor que um trabalhador que consumisse 20 fatias de pizza e demandasse, ao mesmo tempo, 
12 taças de vinho, estivesse com o nível de utilidade (satisfação) no ponto A. Note que é perfeitamente 
possível que este trabalhador tenha outras combinações de pizza e vinho que também proporcionem o 
mesmo nível de utilidade (satisfação) apresentado no ponto A. 
 
Vinho 
Pizza 
20 
10 
06 12 18 
A 
B 
C 
50 CURVA DE 
INDIFERENÇA 
(CONVEXA) 
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RESUMO 04 
ECONOMIA 
 
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Dessa forma, caso o trabalhador passe a consumir menos pizza (ex.: 10 unidades), ele certamente 
consumirá mais unidades de vinho (ex.: 18) se quiser manter o mesmo nível de utilidade apresentado no 
ponto A. Do mesmo modo, se for obrigado a consumir menos vinho (ex.: 06 taças), será exigido um 
maior consumo de pizza (ex.: 50) para, assim, manter-se no mesmo nível de satisfação (utilidade). 
 
CONCLUSÃO! 
 
Cada ponto da curva de indiferença possui a mesma utilidade (satisfação), logo, o consumidor 
será indiferente sobre qualquer cesta de consumo ao longo da curva. 
 
 
 
 
CURVA DE INDIFERENÇA PARA BENS NEUTROS 
 
Bem neutro é um bem que o consumidor não se importa em ter ou não ter. 
 
 
EXEMPLO: Imagine uma pessoa que esteja de dieta e tenha que escolher entre uma fatia de pizza 
ou um filé de frango. Levando-se em conta que essa pessoa não foge da dieta nunca, podemos 
concluir que o bem pizza é neutro, pois o consumidor pouco importa em tê-lo ou não. Isso quer 
dizer que o aumento do consumo de pizza não aumenta a utilidade (satisfação) deste 
consumidor, apenas o aumento do consumo de frangos terá esse efeito. 
 
 
 
CURVA DE INDIFERENÇA PARA BENS NEUTROSporém as preferências são diferentes. 
 
 
 
 
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RESUMO 04 
ECONOMIA 
 
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FUNÇÃO UTILIDADE PARA BENS 
COMPLEMENTARES 
 
A função utilidade para bens complementares é do tipo U = mín. {x , y}. 
 
 
EXEMPLO: Imagine que André tenha a seguinte cesta de sapatos (bens complementares): 
➢ (3 , 3) três unidades do pé esquerdo e três unidades do pé direito. 
 
Se acrescentarmos uma unidade do pé esquerdo, obteremos (4 , 3). Mas como os bens são 
complementares, o acréscimo de somente uma unidade do pé esquerdo não aumenta a 
utilidade, de forma que o consumidor ficará indiferente (estará na mesma curva de indiferença). 
Assim, a utilidade das cestas (3, 3) e (4, 3) é a mesma, por isso a função é do tipo mín. {x , y}. 
 
 
 
 
FUNÇÃO UTILIDADE COBB-DOUGLAS 
 
Quando temos uma função utilidade Cobb-Douglas (U = x
a
 . y
b
), existe uma fórmula para encontrar os 
valores da cesta ótima (consumo ótimo) dos bens x e y. Em outras palavras, existe uma fórmula para 
calcular a quantidade de bens “x” e “y” que maximiza o bem-estar (utilidade) do consumidor. 
 
 
x = 
a
a+b
 . 
M
Px
 e y = 
b
a+b
 . 
M
Py
 
 
 
 
Ou seja, o consumo ótimo (consumo que maximiza a utilidade do consumidor) do bem “x” será o 
expoente de “x” sobre a soma dos expoentes de “x” e “y” multiplicado pela renda (M = money) dividida 
pelo preço de “x”. O mesmo raciocínio se aplica ao bem “y”. A quantidade ótima para o bem “y” será o 
expoente de “y” sobre a soma dos expoentes de “x” e “y” multiplicado pela renda (M) dividida pelo 
preço de “y”. 
 
 
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RESUMO 04 
ECONOMIA 
 
@RADEGONDESS 
 
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QUESTÃO-EXEMPLO 
 
(QUESTÃO) Assuma uma economia de dois bens, x e y, com preços p1 e p2, respectivamente. 
Considere ainda um consumidor com renda M e função utilidade Cobb-Douglas U(x,y) = xa . yb, 
com a e b números reais positivos diferentes de zero e a + b = 1. Ao resolver o problema do 
consumidor, a soma das quantidades de bens x e y que maximizam a utilidade do consumidor 
quando b = 60%, p1 = 0,5p2 e M = 100p1 equivale a: 
 
a) 50 b) 60 c) 70 d) 80 e) 90 
 
 
RESOLUÇÃO: 
1º passo) O que a questão quer? 
Resposta: A questão quer saber a soma das quantidades de bens x e y que maximizam 
a utilidade do consumidor. Em outras palavras, a questão quer a soma dos bens x e y 
quando a cesta é ótima (consumo ótimo). 
 
 
2º passo) Listar os dados da questão: 
✓ a + b = 1 
✓ b = 60% = 0,6 (podemos concluir que a = 0,4) 
✓ p1 = 0,5p2 (também podemos dizer que p2 = 2.p1) 
✓ M = 100p1 
 
 
3º passo) Escrever as fórmulas para encontrar os valores dos bens x e y quando a cesta é ótima 
(consumo ótimo): 
 
x = 
a
a+b
 . 
M
Px
 e y = 
b
a+b
 . 
M
Py
 
 
 
 
4º passo) Realizar os cálculos: 
 
x = 
0,4
1
 . 
100 p1
p1
 e y = 
0,6
1
 . 
100 p1
2 p1
 
 
 
x = 40 e y = 30 
 
 
Gabarito: C 
 
 
 
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RESUMO 04 
ECONOMIA 
 
@RADEGONDESS 
 
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QUESTÃO-EXEMPLO 
 
(QUESTÃO) A função utilidade de um consumidor é U = 4x1/4 y 3/4, em que x e y são bens com 
preços px = 5 e py = 15, respectivamente. Nesse caso, se a renda desse consumidor for de 300 
unidades monetárias, então, para ele maximizar o seu bem-estar, deverá consumir 
 
a) 10 unidades do bem x e 20 unidades do bem y. 
b) 10 unidades do bem x e 10 unidades do bem y. 
c) 15 unidades do bem x e 15 unidades do bem y. 
d) 20 unidades do bem x e 15 unidades do bem y. 
e) 20 unidades do bem x e 20 unidades do bem y. 
 
 
RESOLUÇÃO: 
1º passo) O que a questão quer? 
Resposta: A questão quer saber quantas unidades do bem x e do bem y o consumidor 
deverá consumir para maximizar seu bem-estar. Em outras palavras, a questão quer a 
quantidade dos bens x e y em que a cesta do consumidor é ótima (consumo ótimo). 
 
 
2º passo) Listar os dados da questão: 
✓ a = 1/4 = 0,25 
✓ b = 3/4 = 0,75 
✓ px = 5 
✓ py = 15 
✓ M = 300 
 
 
3º passo) Escrever as fórmulas para encontrar os valores dos bens x e y quando a cesta é ótima 
(consumo ótimo): 
 
x = 
a
a+b
 . 
M
Px
 e y = 
b
a+b
 . 
M
Py
 
 
 
 
4º passo) Realizar os cálculos: 
 
x = 
0,25
1
 . 
300
5
 e y = 
0,75
1
 . 
300
15
 
 
 
x = 15 e y = 15 
 
 
Gabarito: C 
 
 
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RESUMO 04 
ECONOMIA 
 
@RADEGONDESS 
 
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ATENÇÃO! 
 
Considerando-se um consumidor que possua uma função utilidade do tipo Cobb-Douglas, em que 
somente os bens x e y sejam consumidos, se o governo aumentar o imposto exclusivamente 
sobre o bem x, então, o consumidor maximizador não será estimulado a aumentar o consumo do 
bem y, isto é, o consumo do bem y não se alterará. 
 
 
 
 
TAXA MARGINAL DE SUBSTITUIÇÃO (TMS) 
 
A Taxa Marginal de Substituição (TMS) é um conceito utilizado na economia para medir a quantidade de 
um bem que um indivíduo está disposto a abrir mão para obter uma unidade adicional de outro bem, 
mantendo o mesmo nível de utilidade (satisfação). Em outras palavras, a TMS quantifica a disposição de 
uma pessoa em trocar um bem por outro enquanto mantém a mesma satisfação geral. Ela reflete a 
relação de troca entre os dois bens em um determinado ponto em que o indivíduo faz a escolha. 
 
 
EXEMPLO: Um exemplo simples pode ser o de um consumidor que está decidindo entre trocar 
uma fatia de pizza por uma taça de vinho. Suponha que ele esteja disposto a trocar uma fatia de 
pizza por duas taças de vinho. Nesse caso, a TMS seria de 2, indicando que ele está disposto a 
abrir mão de uma unidade de alimento para obter duas unidades de bebida e manter o mesmo 
nível de satisfação. 
 
 
 
 
 
 
OBS.: Em regra, a Taxa Marginal de Substituição (TMS) é decrescente ao longo da curva de 
indiferença. Contudo, quando a curva de indiferença for uma linha reta (ex.: bens substitutos 
perfeitos), a TMS será constante. 
 
TAXA MARGINAL DE 
SUBSTITUIÇÃO
Mede a indiferença do acréscimo 
de um bem em virtude do 
decréscimo de outro bem.
Determina a inclinação negativa 
da Curva de Indiferença.
É decrescente ao longo da Curva 
de Indiferença (essa é a regra).
@RADEGONDESS 
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RESUMO 04 
ECONOMIA 
 
@RADEGONDESS 
 
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CÁLCULO DA TMS 
 
 
TMS = −
Umg do bem mais desejado
Umg do bem menos desejado
 
 
 
Onde: 
✓ A sigla Umg significa Utilidade Marginal. 
✓ A TMS sempre será um número negativo, porém colocamos apenas o módulo (sem sinal). 
 
 
 
EXEMPLO: Considerando a função utilidade U = 5x + 2y, em que “x” representa a quantidade 
demandada de bananas e “y” representa a quantidade demandada de maçãs, podemos afirmar 
que: 
✓ A utilidade marginal (Umg) da banana é 5, porque a derivada de 5x = dU/dx = 5.1x0 = 5. 
✓ A utilidade marginal (Umg) da maçã é 2, porque a derivada de 2y = dU/dy = 2.1y0 = 2. 
 
Isso significa que, para esse consumidor, a maçã tem menos utilidade que a banana. Nesse caso, 
a Taxa Marginal de Substituição (TMS) da maçã por banana é: 
 
TMS = −
Umg do bem mais desejado
Umg do bem menos desejado
 → TMS = - 
5
2
 → TMS = |2,5| 
 
 
A TMS da maçã por banana está medindo quantas maçãs o consumidor abre mão para obter uma 
banana a mais. Isso significa que para obter uma banana a mais, o consumidor fica indiferente 
entregando 2,5 maçãs. Em outras palavras, o consumidor abre mão de duas maçãs e meia para 
obter uma bananaa mais. 
 
 
 
 
 
 
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RESUMO 04 
ECONOMIA 
 
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EXCEDENTE DO CONSUMIDOR 
 
O excedente do consumidor é a diferença entre o valor que os consumidores estão dispostos a pagar 
por um bem ou serviço e o valor que realmente precisam pagar no mercado. Ele mede o benefício 
líquido que os consumidores obtêm ao adquirir um produto. 
 
 
EXEMPLO: Se um consumidor está disposto a pagar até R$ 100 por um livro, mas consegue 
comprá-lo por R$ 70, o excedente do consumidor será de R$ 30. Esse valor representa o 
benefício adicional que o consumidor obtém ao pagar menos pelo livro do que estava disposto a 
pagar. 
 
 
 
 
OBSERVAÇÕES 
 
1) O excedente do consumidor é um conceito subjetivo (varia de pessoa para pessoa), pois ele 
engloba tanto os benefícios diretos (satisfação com o produto) como os benefícios indiretos 
(economia de dinheiro). 
 
 
2) O excedente do consumidor pode ser medido: 
✓ Com base em pesquisas de preferências do consumidor; ou 
✓ Em unidades monetárias (economia de dinheiro). 
 
 
3) O excedente do consumidor só pode ser medido em unidades monetárias sob a premissa de 
que a utilidade marginal (satisfação adicional ao adquirir uma unidade adicional de um bem) do 
consumidor permanece constante dentro da faixa de renda em questão. De outro modo, a 
utilidade marginal deve ser constante para que o preço que o consumidor esteja disposto a 
pagar seja constante também. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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EFEITOS RENDA E SUBSTITUIÇÃO 
 
No caso da redução de preço, por exemplo, acontecerão duas coisas: 
1º) Indiretamente, as pessoas terão ficado mais “ricas”; e 
 
2º) Muitas pessoas deixarão de consumir outros bens para consumir o bem que agora se 
tornou mais barato. 
 
No primeiro caso, temos o chamado efeito renda, enquanto, no segundo caso, temos o efeito 
substituição. 
 
 
EFEITO RENDA EFEITO SUBSTITUIÇÃO 
Quando o preço do bem “x” é reduzido, o 
consumidor fica mais “rico” (como se a 
renda dele tivesse aumentado) e, portanto, 
irá aumentar o consumo do bem. 
Se o preço do bem “x” diminui e o do bem 
“y” permanece constante, o consumidor 
procurará substituir o consumo do bem “y” 
pelo consumo do bem “x”. 
Se a “renda” aumenta, então o consumo 
aumenta. Nesse caso, dizemos que o efeito 
renda é positivo, pois a renda e o consumo 
possuem o mesmo sentido (aumentam). 
Se o preço diminui, então o consumo 
aumenta. Aqui, dizemos que o efeito 
substituição é negativo, pois o preço e o 
consumo possuem sentidos contrários. 
O efeito renda será positivo ou negativo, a 
depender do bem em análise: 
✓ Bem Normal → Efeito Renda Positivo 
✓ Bem Inferior → Efeito Renda Negativo 
Por existir essa relação inversa (ou negativa) 
entre o consumo do bem e a variação de 
preços, nós dizemos que o efeito 
substituição é sempre negativo. 
EFEITO PREÇO (EFEITO TOTAL) = EFEITO RENDA + EFEITO SUBSTITUIÇÃO 
 
 
 
 
Perceba que, para bens normais, o efeito renda positivo sempre reforça o efeito substituição 
negativo, pois ambos apontam para aumento de consumo no caso de redução de preços (efeito 
renda aumenta). 
 
 
 
 
 
 
 
 
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ECONOMIA 
 
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ATENÇÃO! 
 
Note que se o bem for inferior, o efeito renda (ER) será negativo, indicando, portanto, que o 
aumento de “renda” provoca redução no consumo. Nesse caso, vale enfatizarmos que, no caso 
do Bem de Giffen (espécie de bem inferior), havendo o aumento de “renda”, a redução de 
consumo provocada pelo efeito renda negativo, em valor absoluto, é maior (ou mais forte) que 
o aumento de consumo provocado pelo efeito substituição negativo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUADRO COMPARATIVO 
BEM NORMAL BEM DE GIFFEN 
A consequência da redução de preços 
(efeito renda aumenta) será o aumento 
nas quantidades consumidas. 
A consequência da redução de preços 
(efeito renda aumenta) será a redução 
nas quantidades consumidas, pois o 
efeito renda suplanta o efeito 
substituição. 
 
 
 
 
 
 
BEM DE GIFFEN O efeito renda suplanta o efeito 
substituição.
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CADERNO DE QUESTÕES 
 
Galera, terminamos mais uma parte do resumo! A ideia deste material é fazer com que você tenha uma 
visão global do assunto para posteriormente resolver as questões, sempre “favoritando” aquelas que 
errar (ou ficar com dúvidas) para revisar depois. Nossa sugestão, nesse momento, é que você revise as 
questões “favoritadas” anteriormente (não precisa refazer as questões, apenas leia o enunciado e tente 
entender o comentário do professor, ou dos alunos no fórum) e depois faça mais umas 20 questões 
sobre os assuntos estudados neste PDF. 
 
 
AVISO 01: Quando você estiver estudando as questões, no TEC CONCURSOS, caso se depare com 
alguma questão em que sua base teórica não esteja aqui neste resumo, vale a pena “favoritá-la” a fim 
de que ela possa fazer parte do seu material de revisão, ok!? 
 
 
 
 
AVISO 02: Se você possui assinatura em algum outro site de questões que não seja o TEC CONCURSOS, 
monte seu caderno com os assuntos estudados neste PDF. 
 
 
AVISO 03: Se você possui a assinatura do TEC CONCURSOS, escolha a banca do seu concurso e clique no 
link abaixo para abrir o caderno de questões do assunto estudado. 
 
CADERNOS DE QUESTÕES DO ASSUNTO ESTUDADO 
LINK BANCA 
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2tMmL CESPE 
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2tMmh FCC 
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2tMn7 FGV 
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2tMnM VUNESP 
 
 
Forte abraço e até a próxima! 
 
Caso a sua plataforma não seja a do TEC 
CONCURSOS, procure anotar em algum lugar 
as questões que te deixaram com dúvidas. 
Elas devem ser revisadas periodicamente. 
http://www.radegondesresumos.com/
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2tMmL
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2tMmh
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2tMn7
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2tMnMa mais. 
 
 
 
 
 
 
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EXCEDENTE DO CONSUMIDOR 
 
O excedente do consumidor é a diferença entre o valor que os consumidores estão dispostos a pagar 
por um bem ou serviço e o valor que realmente precisam pagar no mercado. Ele mede o benefício 
líquido que os consumidores obtêm ao adquirir um produto. 
 
 
EXEMPLO: Se um consumidor está disposto a pagar até R$ 100 por um livro, mas consegue 
comprá-lo por R$ 70, o excedente do consumidor será de R$ 30. Esse valor representa o 
benefício adicional que o consumidor obtém ao pagar menos pelo livro do que estava disposto a 
pagar. 
 
 
 
 
OBSERVAÇÕES 
 
1) O excedente do consumidor é um conceito subjetivo (varia de pessoa para pessoa), pois ele 
engloba tanto os benefícios diretos (satisfação com o produto) como os benefícios indiretos 
(economia de dinheiro). 
 
 
2) O excedente do consumidor pode ser medido: 
✓ Com base em pesquisas de preferências do consumidor; ou 
✓ Em unidades monetárias (economia de dinheiro). 
 
 
3) O excedente do consumidor só pode ser medido em unidades monetárias sob a premissa de 
que a utilidade marginal (satisfação adicional ao adquirir uma unidade adicional de um bem) do 
consumidor permanece constante dentro da faixa de renda em questão. De outro modo, a 
utilidade marginal deve ser constante para que o preço que o consumidor esteja disposto a 
pagar seja constante também. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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EFEITOS RENDA E SUBSTITUIÇÃO 
 
No caso da redução de preço, por exemplo, acontecerão duas coisas: 
1º) Indiretamente, as pessoas terão ficado mais “ricas”; e 
 
2º) Muitas pessoas deixarão de consumir outros bens para consumir o bem que agora se 
tornou mais barato. 
 
No primeiro caso, temos o chamado efeito renda, enquanto, no segundo caso, temos o efeito 
substituição. 
 
 
EFEITO RENDA EFEITO SUBSTITUIÇÃO 
Quando o preço do bem “x” é reduzido, o 
consumidor fica mais “rico” (como se a 
renda dele tivesse aumentado) e, portanto, 
irá aumentar o consumo do bem. 
Se o preço do bem “x” diminui e o do bem 
“y” permanece constante, o consumidor 
procurará substituir o consumo do bem “y” 
pelo consumo do bem “x”. 
Se a “renda” aumenta, então o consumo 
aumenta. Nesse caso, dizemos que o efeito 
renda é positivo, pois a renda e o consumo 
possuem o mesmo sentido (aumentam). 
Se o preço diminui, então o consumo 
aumenta. Aqui, dizemos que o efeito 
substituição é negativo, pois o preço e o 
consumo possuem sentidos contrários. 
O efeito renda será positivo ou negativo, a 
depender do bem em análise: 
✓ Bem Normal → Efeito Renda Positivo 
✓ Bem Inferior → Efeito Renda Negativo 
Por existir essa relação inversa (ou negativa) 
entre o consumo do bem e a variação de 
preços, nós dizemos que o efeito 
substituição é sempre negativo. 
EFEITO PREÇO (EFEITO TOTAL) = EFEITO RENDA + EFEITO SUBSTITUIÇÃO 
 
 
 
 
Perceba que, para bens normais, o efeito renda positivo sempre reforça o efeito substituição 
negativo, pois ambos apontam para aumento de consumo no caso de redução de preços (efeito 
renda aumenta). 
 
 
 
 
 
 
 
 
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ATENÇÃO! 
 
Note que se o bem for inferior, o efeito renda (ER) será negativo, indicando, portanto, que o 
aumento de “renda” provoca redução no consumo. Nesse caso, vale enfatizarmos que, no caso 
do Bem de Giffen (espécie de bem inferior), havendo o aumento de “renda”, a redução de 
consumo provocada pelo efeito renda negativo, em valor absoluto, é maior (ou mais forte) que 
o aumento de consumo provocado pelo efeito substituição negativo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUADRO COMPARATIVO 
BEM NORMAL BEM DE GIFFEN 
A consequência da redução de preços 
(efeito renda aumenta) será o aumento 
nas quantidades consumidas. 
A consequência da redução de preços 
(efeito renda aumenta) será a redução 
nas quantidades consumidas, pois o 
efeito renda suplanta o efeito 
substituição. 
 
 
 
 
 
 
BEM DE GIFFEN O efeito renda suplanta o efeito 
substituição.
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CADERNO DE QUESTÕES 
 
Galera, terminamos mais uma parte do resumo! A ideia deste material é fazer com que você tenha uma 
visão global do assunto para posteriormente resolver as questões, sempre “favoritando” aquelas que 
errar (ou ficar com dúvidas) para revisar depois. Nossa sugestão, nesse momento, é que você revise as 
questões “favoritadas” anteriormente (não precisa refazer as questões, apenas leia o enunciado e tente 
entender o comentário do professor, ou dos alunos no fórum) e depois faça mais umas 20 questões 
sobre os assuntos estudados neste PDF. 
 
 
AVISO 01: Quando você estiver estudando as questões, no TEC CONCURSOS, caso se depare com 
alguma questão em que sua base teórica não esteja aqui neste resumo, vale a pena “favoritá-la” a fim 
de que ela possa fazer parte do seu material de revisão, ok!? 
 
 
 
 
AVISO 02: Se você possui assinatura em algum outro site de questões que não seja o TEC CONCURSOS, 
monte seu caderno com os assuntos estudados neste PDF. 
 
 
AVISO 03: Se você possui a assinatura do TEC CONCURSOS, escolha a banca do seu concurso e clique no 
link abaixo para abrir o caderno de questões do assunto estudado. 
 
CADERNOS DE QUESTÕES DO ASSUNTO ESTUDADO 
LINK BANCA 
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2tMmL CESPE 
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2tMmh FCC 
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2tMn7 FGV 
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2tMnM VUNESP 
 
 
Forte abraço e até a próxima! 
 
Caso a sua plataforma não seja a do TEC 
CONCURSOS, procure anotar em algum lugar 
as questões que te deixaram com dúvidas. 
Elas devem ser revisadas periodicamente. 
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https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2tMmL
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2tMmh
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https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2tMnM

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