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Formação da personalidade e três ensaios sobre a teoria da sexualidade Desenvolvimento Psicossexual Profª Me. Dulce Rocha REFERÊNCIAS Introdução A teoria da sexualidade coloca um enfoque na importância da vida sexual para todas as realizações humanas. Nos fala do quão variável é o objeto das pulsões. E o que causou um choque na época de Freud, e por que não dizer que ainda causa, sua teoria da sexualidade infantil. Sendo uma base, que sempre nos acompanha, para uma sexualidade que se manifesta de inúmeras formas. Introdução • A evolução da psicossexualidade não se processa de uma forma linear, obedecendo a uma prévia programação de natureza genética, mas sim ela deve ser construída, durante um longo tempo, levando em conta os fatores constitucionais inatos da criança e os que serão adquiridos pela influência do meio ambiente exterior, principalmente a influência dos pais Esta Foto de Autor Desconhecido está licenciado em CC BY https://pilulasmaternas.com.br/8-sinais-filho-esta-pronto-desfralde/ https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ Este é um processo gradual, dinâmico e único. Os processos psicológicos parecem estar sempre paralelos aos processos fisiológicos básicos. Dizemos que as teorias psicológicas são anaclíticas (suportadas) ao biológico. Freud fala basicamente em dois processos maturacionais: - o desenvolvimento psicossexual (LIBIDO)- fonte de gratificação sexual em diferentes zonas - maturação do ego - ego se diferencia da personalidade global do recém–nascido, aumento do princípio da realidade e dos processos secundários, aparecimento dos mecanismos de defesa e compreensão das relações interpessoais. Este é um processo gradual, dinâmico e único. • O desenvolvimento do ego representa maturação cognitiva (Piaget), já o desenvolvimento psicossexual representa maturação afetiva. • A libido é a energia afetiva original que mobiliza o organismo na perseguição de seus objetivos e que sofrerá progressivas organizações durante o desenvolvimento, cada uma das quais suportada por uma organização biológica emergente no período. A libido é uma energia voltada para a obtenção de prazer. FATORES HEREDO- CONSTITUCIONAIS FORMAÇÃO DA PERSONALIDADADE HEREDO-CONSTITUCIONAIS: • O padrão de atividade do recém-nascido revela acentuadas diferenças individuais entre os bebês – um mesmo estímulo exterior é sentida de forma diferente. A forma e as durações das mamadas, o funcionamento do aparelho digestivo, o ritmo do sono ou despertar, a maneira de chorar, etc...Investigações tem demostrado que existe, de fato, uma “predisposição constitucional inata”, passível de mudanças pelas influências ambientais. • Potencial – os potenciais das crianças a serem desenvolvidos, dependerão, em grande parte, da responsividade da mãe e do ambiente. FATORES HEREDO- CONSTITUCIONAIS • Estudos etológicos – Fenômeno do imprinting – são marcas impressas na mente; • Fenômeno do imprinting encontra uma equivalência nas primeiras sensações corporais que acompanham a vida intra-uterina do feto em gestação. Vários autores psicanalíticos tem postulado teorias que expressam a convicção de que as reais condições uterinas da mãe, notadamente a repercussão dos seus estados emocionais e físicos, encontram uma direta repercussão no feto. Bion, já na década de 70 – conjetura uma especulativa quanto à existência de uma intensa vida psíquica fetal e, indo mais longe, ele a estendia à influência quanto à impressão já nas células embrionárias . A partir dos estados físicos e emocionais da mãe ou seja, primitivas sensações corporais. É evidente devem ser incluídos alguns fatores de natureza orgânica (possíveis defeitos genéticos do feto, eventuais estados de intoxicação da mãe), como também os possíveis problemas decorrentes de partos complicados, etc. FATORES HEREDO- CONSTITUCIONAIS • O bebê nasce num estado de neotenia, isto é, nasce prematuramente – nasce num estado de absoluta dependência e desamparo. A maturação motora é lenta, diferente do desenvolvimento dos órgãos dos sentidos que é precoce e rápida. • O desenvolvimento da crianças passa por 3 organizadores – pontos nodais de transformações:- Sorriso espontâneo (por volta do 3º mês)- A angústia (por volta do 8º mês)- A capacidade para dizer não (em torno de segundo ano). Piaget – A capacidade sensoriais, motoras e intelectuais de uma criança podem variar no ritmo e qualidade, porém obedecem a uma pré-determinada sequência neurofisiológica. FATORES HEREDO-CONSTITUCIONAIS • O desenvolvimento atual da neurociência está comprovando que os fatores orgânicos relativos às sinapses neuronais e hemisférios cerebrais, exercem uma clara e definida influência no psiquismo, tal como pode ser observado, com alguns evidentes resultados positivos, com o uso adequado de neurolépticos e antidepressivos da moderna psicofarmacologia. Da mesma forma, algumas pesquisas recentes sobre os hemisférios cerebrais comprovam que algumas pessoas têm uma tendência inata para o talento verbal, enquanto outras podem ter falta dessa capacidade e serem aptas a habilidades manuais, criatividade artística, ou são mais propensos para descargas afetivas, etc". Zimerman afirma que podemos incluir uma especial capacidade inata da criança que é aquela que consiste em uma "intuitiva" condição de "ler" as modulações afetivas expressadas na face e na voz da mãe. FATORES HEREDO-CONSTITUCIONAIS • Zimerman conclui que "ninguém discorda do fato de que o bebê está a mercê de estímulos de toda ordem - físicos e psíquicos; sensoriais e cinestésicos, prazerosos e desprazerosos - sendo que ele não tem condições neurofisiológicas, e muito menos egóicas, para distinguir se essas sensações corporais provém de dentro ou fora dele, se deste ou daquele órgão. Assim, a criança, nesse transitório estado de caos, não consegue descarregar para o mundo externo, através da motricidade e da ação, este aumento e tensão que acontece no seu mundo interno. Ela o faz por meio da linguagem corporal primitiva (choro, ricto doloroso, diarreia, vômito, esperneio, etc.), de modo a mobilizar as pessoas que estão à sua volta para cumprirem essa função de aliviar e processar as necessidades e o estado de tensão insuportável". FASES PSICOSEXUAIS DO DESENVOLVIMENTO SEXUALIDADE PARA FREUD • Em Psicanálise a sexualidade está divorciada da sua ligação por demais estreita com os órgãos genitais, sendo considerada como uma função corpórea mais abrangente, tendo o prazer como a sua meta e só secundariamente vindo a servir às finalidades de reprodução. • SEXUALIDADE E LIBIDO • Libido : é uma fonte original de energia afetiva que mobiliza o organismo na perseguição de seus objetivos. A libido sofre progressivas organizações durante o desenvolvimento, em torno de zonas erógenas corporais. Uma fase de desenvolvimento é uma organização da libido em torno de uma zona erógena, dando uma fantasia básica e um tipo de relação de objeto. A libido é uma energia voltada para a obtenção de prazer. FASES PSICOSEXUAIS DO DESENVOLVIMENTO SEXUALIDADE PARA FREUD • É definida como uma energia sexual, num sentido amplo, caracterizando cada etapa de desenvolvimento numa fase Psicossexual do Desenvolvimento. O conceito de fase pressupõe a organização da libido em torno de zonas erógenas definidas, dando uma modalidade de relação ao objeto. As fases do desenvolvimento psicossexual organizadas pela libido são: fase oral, fase anal, fase fálica, período de latência e fase genital. FASES PSICOSEXUAIS DO DESENVOLVIMENTO SEXUALIDADE PARA FREUD Tendência natural para o desenvolvimento sucessivo das fases, mas se num dado momento a angústia é muito forte, o Ego é obrigado a mobilizar mecanismos para enfrentá-la. Isto cria um Ponto de Fixação, um momento no processo evolutivo no qual paramos, por não poder satisfazer um desejo, e onde também paramos porque aí deixamos energia imobilizada. Na fase adulta isso aparecerá como um processo chamado Regressão – voltar ao desejo que não foi satisfeito(fantasia infantil). Fases psicossexuais do desenvolvimento humano • Fase Oral – 0 a 18 meses • Fase Anal – 18 meses a 3 anos • Fase fálica – 3 a 6 anos • Latência – 6 a 12 anos • Fase genital – 12 a 18 anos FASE ORAL • No recém-nascido, a estrutura biológica sensorial mais desenvolvida é a boca. A libido concentra-se na boca e áreas próximas, e é pela boca que começará a conhecer o mundo. • É pela boca que fará sua primeira e mais importante descoberta afetiva: o seio. O seio é o seu primeiro objeto de ligação, depositário de seus amores e ódios FASE ORAL • O seio já existe para a criança quando ainda não consegue reconhecer o objeto total: a mãe! A relação da criança com a mãe está relacionada com a relação estabelecida com o seio. A redução da tensão é alcançada pela amamentação, provocando prazer de natureza sexual. • Narcisismo primário: não há relação com objetos externos, o mais importante nessa fase é a redução das necessidades do organismo Incorporação: primeira forma de conhecer o mundo • Primeiro subestágio: oral passivo ou etapa oral de sucção, que incorpora o que é dado e visa aprender o mundo (mãe, seio). • Segundo subestágio: oral ativo ou agressivo, ou oral sádico-canibal, coincide com o início da dentição. Posição ambivalente: amar- incorporação, mastigar-destruição. FASE ANAL • Tem início aos dois anos, mais ou menos, e a libido passa da área oral para a anal. • Maturação psicomotora, andar, falar e o controle dos esfíncteres e realiza movimento de pinça com as mãos • A libido organiza-se sobre a zona erógena anal Dois processos básicos estão se organizando na evolução psicológica: Dois processos básicos estão se organizando na evolução psicológica: A Fantasias da criança sobre seus primeiros produtosE como se relaciona com o mundo através desses produtos (andar, falar e fezes)Duas modalidades de relação serão estabelecidas: projeção e controle Os produtos anais são objetos que vêm de dentro do próprio corpo, são de certa forma parte da criança, geram prazer ao serem produzidosMuitas vezes durante o treino dos esfíncteres, as fezes são dadas como presente aos paisQuando o desenvolvimento é normal, quando a criança ama e sente que é amada pelos pais, cada elemento que ela produz é sentido como bom e valorizado Fase anal • O sentimento básico que fica estabelecido e levará para as etapas posteriores é a de que seus produtos são bons, ou seja, um sentimento geral de adequação. • Etapas anais: Anal expulsivo: etapa inicial é biologicamente caracterizada pelo domínio da expulsão das fezes, relacionado com os mecanismos psicológicos da projeção. • Anal retentivo: ligado ao controle dos esfíncteres, relacionado aos mecanismos psicológicos de controle FASE FÁLICA • Por volta dos três anos A libido passa a se localizar na região genital,as crianças se interessam pelos genitais e costumam se masturbar neste período. • Aparece a preocupação com as diferenças sexuais, mas as pessoas dividem-se em possuidoras ou não do FALO. FASE FÁLICA • Fantasia masculina é no pênis, a feminina é no clitóris, imaginando que este é um pênis pequeno, que ainda vai se desenvolver. • Logo a realidade irá mostrar que apenas o homem é possuidor do pênis, ficando a mulher na condição de castrada. • Esta configuração primitiva do pensamento sexual infantil fornecerá as bases diferenciais das organizações psicológicas masculina e feminina • O menino passa pela ansiedade da castração, medo de perder o pênis (falo, poder) A menina experimenta a inveja do pênis. • Acontece o Complexo de Édipo: o desejo deve ser satisfeito pelo sexo oposto. A criança ama o genitor do sexo oposto, sente que isso é proibido e se sente ameaçada. • Para resolver o conflito e aliviar a ansiedade, a criança se identifica com o genitor do mesmo sexo, introjetando suas características, o papel social e os valores morais FASE FÁLICA/COMPLEXO DE ÉDIPO • Fase Fálica – 3 a 6 anos Complexo de Édipo É o conjunto de desejos amorosos e hostis que a criança experimenta com relação aos seus pais. • O complexo de Édipo representa um papel organizador essencial para a organização da personalidade. • Abre caminho pra triangulação – entrada do pai; determina a formação das identificações; a exclusão da cena primária gera uma série de sentimento, especialmente os contidos na “angustia de castração”. • É unicamente por meio de uma exitosa resolução da conflitiva edípica que se torna possível o ingresso de uma genitalidade adulta. PERÍODO DE LATÊNCIA • A repressão da energia sexual é posterior a resolução do Complexo de Édipo. • Ocorre o início da repressão sexual, mas não pode ser totalmente reprimida ou eliminada porque é constantemente gerada. • A energia sexual é canalizada para outros fins (sublimação), como o desenvolvimento intelectual e social de criança. • No período de entrada da criança na escola, o ego concentra-se em atividades intelectuais. Este período não é considerado uma fase porque não há organização em nenhuma zona erógena, não há nova organização de fantasias e nem modalidades de relações objetais • Período intermediário entre genitalidade infantil e adulta Fase genital FASE GENITAL Início da adolescência A libido concentra-se em objetos heterossexuais e não-incestuosos. Maturidade genital, intelectual e social Alcançar a fase genital constitui para a psicanálise, atingir o pleno desenvolvimento do adulto normal. Fixação em outra fase leva a comportamentos ou traços de personalidade considerados anormais O início da puberdade e o consequente retorno da energia libidinal aos órgãos sexuais. • Neste momento, meninos e meninas, estão ambos conscientes de suas identidades sexuais distintas e começam a buscar formas de satisfazer suas necessidades eróticas e interpessoais. • Busca do seu objeto de amor fora do grupo familiar. Medo da castração e retorno de Édipo. O descaso para com o infantil Faz parte da opinião popular sobre a pulsão sexual, que ela está ausente na infância e só despertaria no período da vida, designado de puberdade. Esse descaso, é o principal culpado de nossa ignorância de hoje sobre as condições básicas da vida sexual. Um estudo aprofundado das manifestações sexuais da infância, provavelmente nos revelaria os traços essenciais da pulsão sexual, desvendaria sua evolução e nos permitiria ver como se compõe a partir de diversas fontes. Amnésia Infantil A singular amnésia que, na maioria das pessoas (mas não em todas!), encobre os primeiros anos da infância, até os seis ou oito anos de idade. De fato, fomos informados durante esse anos, dos quais só preservamos na memória, algumas lembranças incompreensíveis e fragmentadas, reagimos com vivacidade frente às impressões, sabíamos expressar dor e alegria de maneira humana, mostrávamos amor, ciúmes e outras paixões violentas, e até formulávamos frase que eram registradas pelos adultos como uma boa prova de discernimento e de uma capacidade incipiente de julgamento. Por que terá nossa memória ficado tão para trás? • Não temos como solucionar e responder o que causa a amnesia, geralmente, da infância, temos lembranças encobridoras, ou seja, fantasias criadas por nós a partir de uma associação com algum evento que lembramos de forma fragmentada ocorrida em nossa infância. • De fato não lembramos de quase nada. • Na verdade são lembranças encobridoras, ou seja, as lembranças não são feitas necessariamente de fatos, mas de fantasias. Podemos, por meio da amnesia histérica entender o que Freud fala do infantilismo da sexualidade neurótica. Freud frisou a significação da infância para a origem de certos fenômenos importantes que dependem da vida sexual, trazendo sempre para o primeiro plano o fator infantil na sexualidade Período de latência sexual da infância e suas rupturas Por meio das moções sexuais da infância, revelações das lembranças infantis dos neuróticos até então inconscientesfoi possível para Freud traçar o quadro das condutas sexuais da infância. Parece certo que o recém- nascido traz consigo germes de moções sexuais que: Continuam a se desenvolver por algum tempo, Sofrem uma anulação progressiva, podendo ser rompida por avanços regulares do desenvolvimento sexual ou suspensa pelas peculiaridades individuais Durante esse período de latência total ou parcial erigem-se as forças anímicas que, mais tarde, surgirão como entraves no caminho da pulsão sexual e estreitarão seu curso à maneira de diques( o asco, o sentimento de vergonha, as exigências dos ideais estéticos e morais). Provavelmente, às expensas das próprias moções sexuais infantis, cujo afluxo não cessa nem mesmo durante esse período de latência, mas cuja energia, na totalidade ou em sua maior parte é desviada do uso sexual e voltada para outros fins. Mediante esse desvio das forças pulsionais sexuais das metas sexuais e por sua orientação para novas metas, num processo que merece o nome de sublimação, adquirem-se poderosos componente para todas as realizações culturais. O desenvolvimento de cada indivíduo, situaria seu início no período da latência sexual da infância. As moções sexuais desses anos da infância seriam, por um lado inutilizáveis, já que estão diferidas as funções reprodutoras, o que constitui o traço principal do período de latência. Por conseguinte as pulsões despertam forças anímicas contrarias(moções reativas) que, para uma supressão eficaz desse desprazer, erigem os diques psíquicos já mencionados: asco, vergonha e moral. As manifestações da sexualidade infantil O chuchar • O chuchar que já aparece no lactante e pode continuar até a maturidade ou persistir por toda vida, consiste na repetição rítmica de um contato de sucção com a boca(os lábios), do qual está excluído qualquer proposito de nutrição. O sugar com deleite alia-se a uma absorção completa da atenção que leva ao adormecimento, ou mesmo uma reação motora como uma espécie de orgasmo. Não raro, combina-se a fricção de alguma parte sensível do corpo, como os seios ou a genitália externa. Por esse caminho muitas crianças passam do chuchar para a masturbação. Na meninice, o chuchar é frequentemente equiparado com os ‘maus costumes’ sexuais da criança. Através da investigação psicanalítica nos autoriza a ver no chuchar uma manifestação sexual e a estudar justamente os traços essenciais da atividade sexual infantil. Auto erotismo Satisfazer-se no próprio corpo, é auto erótica. A primeira e mais vital das atividades da criança mamar no seio materno(ou em seus substitutos), há de tê-la familiarizado com esse prazer. Diríamos que os lábios da criança comportaram-se como uma zona erógena, e a estimulação pelo fluxo cálido de leite foi sem duvida a origem da sensação prazerosa. A necessidade de repetir a satisfação sexual dissocia-se então da necessidade de absorção de alimento uma separação que se torna inevitável quando aparecem os dentes e o alimento já não e exclusivamente ingerido por sucção, mas é também mastigado. A criança não se serve de um objeto externo para sugar, mas prefere uma parte de sua própria pele. Nem todas as crianças praticam esse chuchar. É de supor que cheguem a fazê-lo aquelas em quem a significação erógena da zona labial for constitucionalmente reforçada. Caso essa significação persista, tais crianças, uma vez adultas, serão ávidas apreciadoras do beijo, tenderão a beijos perversos ou, se forem homens, terão um poderoso motivo para beber e fumar. Caso sobrevenha o recalcamento, porém, sentirão nojo da comida e produzirão vômitos histéricos. • Nascer apoiada numa das funções somáticas vitais; como exemplo o mamar. Foi vivenciada antes, para que se tenha a necessidade de repeti-la. • Não tem objeto sexual; é auto erótico, ele sente prazer nele mesmo. • O alvo sexual dele se encontra sobre o domínio de uma zona erógena; no caso a boca. Trata-se de uma parte da pele ou da mucosa em que certos tipos de estimulação provocam uma sensação prazerosa de determinada qualidade. Os estímulos produtores de prazer estão ligados a condições especiais que desconhecemos. Existem zonas erógenas predestinadas, como por exemplo mostra o exemplo do chuchar, Porém qualquer outro ponto da pele ou da mucosa pode tomar a seu encargo as funções de uma zona erógena, devendo, portanto, ter certa aptidão para isso. A qualidade do estimulo, mais do que a natureza das partes do corpo, é que tem a ver com a produção da sensação prazerosa. 01 Nessa neurose(histeria) o recalcamento afeta sobretudo as zonas genitais propriamente ditas, e estas transmitem sua excitabilidade a outras zonas erógenas, de outro modo relegadas na vida adulta, que então se comportam exatamente como genitais. 02 Portanto o alvo da pulsão sexual infantil consiste em provocar a satisfação mediante a estimulação apropriada da zona erógena que de algum modo foi escolhida. 03