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HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA (PARTE 1) : 
DIAGNÓSTICO, CLASSIFICAÇÃO, AVALIAÇÃO 
CLÍNICO-LABORATORIAL E ESTRATIFICAÇÃO DE 
RISCO CARDIOVASCULAR
P R O F . J U A N D E M O L I N A R I 
Estratégia
MED
Prof. Juan Demolinari | Hipertensão Arterial Sistêmica (parte 1): Diagnóstico, Classificação, Avaliação 
Clínico-laboratorial e Estratificação de Risco Cardiovascular
2CARIDIOLOGIA
PROF. JUAN 
DEMOLINARI
APRESENTAÇÃO:
@estrategiamed
/estrategiamedEstratégia MED
t.me/estrategiamed
@drjuandemolinari @estrategiamed
Oi, Estrategista! Tudo bem? Vamos dar o pontapé 
inicial em um dos assuntos mais importantes nas provas? 
A hipertensão está entre os assuntos mais “queridinhos” 
das provas de Residência, correspondendo a 
aproximadamente 19% das questões de cardiologia. 
Desse primeiro módulo, o assunto mais cobrado é a 
classificação e os critérios diagnósticos da hipertensão, 
porém, por tratar-se de um tema tão frequente, todos os 
assuntos têm chance de aparecer nas provas. Por isso, 
preparamos este resumo, que contém as informações 
necessárias para você acertar a maioria das questões 
em provas. Lembre-se de que o material completo, 
com todos os detalhes, está disponível em nosso livro 
digital desse tema. 
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Hipertensão Arterial Sistêmica (parte 1): Diagnóstico, Classificação, Avaliação 
Clínico-laboratorial e Estratificação de Risco Cardiovascular
SUMÁRIO
1.0 CONCEITUAÇÃO, EPIDEMIOLOGIA E FISIOPATOLOGIA 4
2.0 DIAGNÓSTICO E CLASSIFICAÇÃO 6
3.0. CONCEITOS IMPORTANTES 8
4.0 CLASSIFICAÇÃO DA PRESSÃO ARTERIAL 11
5.0 AVALIAÇÃO CLÍNICA E EXAMES COMPLEMENTARES 12
6.0 ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO CARDIOVASCULAR 13
7.0 LISTA DE QUESTÕES 19
8.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASCAPÍTULO 20
9.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS 20
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Hipertensão Arterial Sistêmica (parte 1): Diagnóstico, Classificação, Avaliação 
Clínico-laboratorial e Estratificação de Risco Cardiovascular
CAPÍTULO
FISIOPATOLOGIA
DA HAS
Hiperatividade
simpática
Difunção
endotelial
Exesso de
insulina
Retenção de
sódio de água
Hiperatividade
do SRAA
1.0 CONCEITUAÇÃO, EPIDEMIOLOGIA E 
FISIOPATOLOGIA
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma condição clínica multifatorial, caracterizada por 
um aumento sustentado dos níveis pressóricos com uma pressão arterial (PA) sistólica ≥ 140 mmHg 
e/ou uma PA diastólica ≥ 90 mmHg.
Essa doença é considerada um fator de risco importante para a ocorrência de eventos como morte súbita, acidente vascular cerebral 
(AVC), infarto agudo do miocárdio (IAM), insuficiência cardíaca (IC), doença arterial oclusiva periférica (DAOP) e doença renal crônica (DRC).
A hipertensão arterial (HAS) essencial ou primária corresponde a, aproximadamente, 95% dos casos e possui diversas alterações 
fisiopatológicas envolvidas em sua gênese, que serão demonstradas na figura adiante. Já a hipertensão secundária, costuma apresentar uma 
causa específica e será estudada em outro livro. 
A figura abaixo ilustra os principais mecanismos fisiopatológicos envolvidos no surgimento da hipertensão. 
Fatores de risco para o desenvolvimento de HAS
Idade
Etnia negra
Sobrepeso e Obesidade
Ingestão excessiva de sal
Baixa ingestão de potássio
Sedentarismo
Ingestão de álcool 
Baixo nível socioeconômico
Genética 
Baixa religiosidade e espiritualidade
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Hipertensão Arterial Sistêmica (parte 1): Diagnóstico, Classificação, Avaliação 
Clínico-laboratorial e Estratificação de Risco Cardiovascular
Existem diversos fatores de risco que se relacionam diretamente com o surgimento da hipertensão, como é demonstrado na tabela 
abaixo: 
Fatores de risco para o desenvolvimento de HAS
Idade
Etnia negra
Sobrepeso e Obesidade
Ingestão excessiva de sal
Baixa ingestão de potássio
Sedentarismo
Ingestão de álcool 
Baixo nível socioeconômico
Genética 
Baixa religiosidade e espiritualidade
 HAS - Hipertensão arterial sistêmica 
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Hipertensão Arterial Sistêmica (parte 1): Diagnóstico, Classificação, Avaliação 
Clínico-laboratorial e Estratificação de Risco Cardiovascular
CAPÍTULO
Alguns desses fatores de risco demandam tratamento específico e devem ser abordados, como é orientado na tabela abaixo: 
Fator de risco modificável Recomendação
Sobrepeso e obesidade Manter IMC7
Hipertensão Arterial Sistêmica (parte 1): Diagnóstico, Classificação, Avaliação 
Clínico-laboratorial e Estratificação de Risco Cardiovascular
Pense comigo, adianta saber os critérios acima se a técnica de aferição não for bem realizada? Claro que não! Por isso, revisaremos 
agora cada passo dessa técnica que é alvo de questões e de provas práticas. Antes de ir para a técnica, você deve certificar-se de que o 
paciente: 
→ Esteja em ambiente calmo e em repouso por 5 minutos. 
 → Não esteja com a bexiga cheia, não tenha praticado atividade física ou ingerido bebidas alcoólicas, café ou alimentos há pelo menos 
 60 minutos e não tenha fumado nos últimos 30 minutos.
→ Não converse durante o exame.
→ Deve estar sentado, com os pés apoiados no chão e as pernas descruzadas; o braço deve estar na altura do coração, apoiado. 
 Técnica de aferição da Pressão Arterial: 
As etapas para realização da aferição da pressão arterial são: 
1) Determinar a circunferência do braço no ponto médio entre o acrômio e o olécrano e selecionar o manguito de 
tamanho adequado, colocando-o cerca de 2 cm a 3 cm acima da fossa cubital.
2) Estimar o nível da PA sistólica através do método palpatório → insuflar o manguito enquanto se palpa o pulso radial 
até ocorrer seu desaparecimento, o que corresponderá aproximadamente à PA sistólica. 
3) Palpar a artéria braquial ao nível da fosse cubital e colocar sobre ela o estetoscópio, sem realizar compressão 
excessiva.
4) Insuflar o manguito até ultrapassar cerca de 30 mmHg do nível estimado da PA sistólica obtida pelo método 
palpatório.
5) Realizar a desinsuflação lenta do manguito (velocidade de 2 mmHg por segundo).
6) Determinar a PA sistólica pela ausculta do primeiro som na artéria braquial.
7) Determinar a PA diastólica no momento do desaparecimento dos sons na artéria braquial.
8) Auscultar cerca de 20-30 mmHg abaixo do último som para confirmar seu desaparecimento e, após, proceder à 
desinsuflação rápida e completa do manguito.
9) Caso os batimentos na artéria braquial persistam até o nível zero, a PA diastólica será determinada no momento 
do abafamento dos sons (fase IV de Korotkoff) e deverá ser anotado o valor de PA sistólica/PA diastólica/zero; por 
exemplo: PA: 140/70/0.
10) Realizar pelo menos duas aferições em cada consulta, com intervalo mínimo de um minuto entre elas, podendo-se 
considerar a média das aferições como referência. 
11) Aferir a PA em ambos os braços pelo menos na primeira consulta e utilizar como referência o valor do braço em 
que foi obtida a maior pressão arterial. 
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Hipertensão Arterial Sistêmica (parte 1): Diagnóstico, Classificação, Avaliação 
Clínico-laboratorial e Estratificação de Risco Cardiovascular
CAPÍTULO
Surgimento dos sons
de Korotkoff
Sons de Korotkoff
desaparecem
Reaparecimento dos sons
de Korotkoff
Sons de Korotkoff
desaparecem novamente
Momento em que a pressão arterial diastólica pode ser superestimada
Momento em que a pressão arterial sistólica pode ser subestimada
PRESSÃO ARTERIAL
 SISTÓLICA
PRESSÃO ARTERIAL
DIASTÓLICA
HIATO AUSCULTATÓRIO
3.0. CONCEITOS IMPORTANTES 
Agora que você já relembrou como fazemos o diagnóstico da hipertensão, separei alguns conceitos importantes para recordarmos. 
Esse tópico merece uma atenção redobrada! As provas adoram esses conceitos! 
→ Hipotensão ortostática: queda na PA sistólica ≥ 20 mmHg ou da PA diastólica ≥ 10 mmHg em aferição em decúbito dorsal e após 
3 minutos de ortostatismo. 
→ Hiato auscultatório: consiste no desaparecimento dos sons durante a desinsuflação do manguito, geralmente entre o final da fase 
I e o início da fase II dos sons de Korotkoff, o que pode resultar em valores falsamente baixos (subestimados) para a pressão sistólica 
ou valores falsamente altos (superestimados) para a pressão diastólica. Uma forma de minimizar o risco desse fenômeno é insuflar 
o manguito sempre, pelo menos 30 mmHg acima do desaparecimento do pulso radial, e manter a ausculta até o término completo da 
desinsuflação do manguito para avaliar o retorno dos sons de Korotkoff.
Figura 2. Demonstração esquemática do hiato auscultatório.
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Hipertensão Arterial Sistêmica (parte 1): Diagnóstico, Classificação, Avaliação 
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Normotensão/
hipertensão controlada
Hipertensão do
avental branco
Hipertensão
verdadeira
Hipertensão
mascarada
MAPA/MRPA
NORMAL
PRESSÃO ARTERIAL
NO CONSULTÓRIOda SBC de 2020. 
Classificação PA sistólica (mmHg) PA diastólica (mmHg)
Ótima 190 mg/dL.
• LDL-c > 115 mg/dL.
• HDL-c 150 mg/dL.
Resistência à insulina
• Glicemia de jejum entre 100 mg/dL e 125 mg/dL.
• Teste oral de tolerância à glicose: 140 mg/dL – 199 mg/dL em 2 horas.
• Hemoglobina glicada: 5,7% – 6,4%.
Obesidade 
• IMC ≥ 30Kg/m².
• Circunferência abdominal ≥ 102 cm nos homens ou ≥ 88 cm nas mulheres.
Tabagismo
História Familiar positiva de doença cardiovascular precoce em parentes de 1ª grau 
Homens abaixo dos 55 anos ou mulheres abaixo dos 65 anos 
LDL-c - Lipoproteína de baixa densidade; HDL-c: Lipoproteína de alta densidade; IMC: índice de massa corporal 
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Hipertensão Arterial Sistêmica (parte 1): Diagnóstico, Classificação, Avaliação 
Clínico-laboratorial e Estratificação de Risco Cardiovascular
 Agora, veremos a definição de lesão de órgão-alvo e de doença cardiovascular documentada no paciente hipertenso:
Lesões de órgãos-alvo na avaliação do risco adicional do hipertenso.
Lesões de órgãos-alvo (alto risco)
Hipertrofia ventricular esquerda 
• ECG: índice de Sokolow-Lyon → onda S de V1 + onda R de V5 ou V6 ≥ 35 mm.
• ECG: onda R de aVL ≥ 11 mm.
• ECG: índice de Cornell: (onda R de aVL + S de V3) ≥ 28 mm em homens e 20 mm em mulheres. 
• ECO: IMVE > 115 g/m² nos homens ou > 95 g/m² nas mulheres. 
Espessura médio-intimal da carótida > 0,9 mm e/ou placa carotídea 
 Velocidade da onda de pulso carótido-femoral > 10m/s 
Índice Tornozelo-braquial 300 mg/24h ou relação albumina/creatinina urinária > 300 mg/g em amostra isolada.
Retinopatia avançada (graus 3 e 4) 
• Hemorragias retinianas, exsudatos, papiledema. 
AVC: Acidente Vascular Cerebral; TFG-e: Taxa de Filtração Glomerular estimada 
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Hipertensão Arterial Sistêmica (parte 1): Diagnóstico, Classificação, Avaliação 
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Avaliar os níveis
de PA
Classificar em pré-
hipertenso ou hipertenso
estágio 1, 2 ou 3
PASSO 1
Avaliar se existe
LOA, DCV, DCR
ou DM
PASSO 2
Avaliar os fatores
de risco adicionais
PASSO 3
Na vigência de qualquer
uma, o paciente é classificado
como sendo de alto risco
cardio vascular
Após estabelecer o número
de fatores de risco, deve-se
classificar o paciente segundo
a tabela que será apresentada
adiante.
Figura 4. PA: pressão arterial; LOA: lesão de órgão-alvo; DCV: doença cardiovascular; DRC: doença renal crônica; DM: diabetes mellitus.
Após obter os dados desses fatores (níveis da pressão arterial, fatores de risco adicionais, lesões de órgãos-alvo, diabetes mellitus e 
doença cardiovascular/renal crônica), devemos alocar o paciente na tabela abaixo, que é adaptada da VIII Diretriz Brasileira de Hipertensão, 
para podermos classificar o risco cardiovascular do paciente: 
Estimativa de Risco Cardiovascular.
 
PAS 130-139 
ou PAD 85-89
HAS Estágio 1 PAS 
140-159 ou PAD 90-99
HAS Estágio 2 PAS 
160-179 ou PAD 
100-109
HAS estágio 3 
PAS ≥ 180 ou 
PAD ≥ 110
Sem fator de risco Sem risco adicional Risco Baixo Risco Moderado Risco Alto
1-2 fatores de risco Risco Baixo Risco Moderado Risco Alto Risco Alto
≥ 3 fatores de risco Risco Moderado Risco Alto Risco Alto Risco Alto
Presença de LOA, 
DCV, DRC ou DM
Risco Alto Risco Alto Risco Alto Risco Alto
LOA: lesão de órgão alvo; DCV: doença cardiovascular; DRC: doença renal crônica; DM: diabetes mellitus; PAS: pressão arterial sistólica; PAD: pressão arterial diastólica.
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A maioria das questões que exige classificação de risco cardiovascular para estratificação de paciente 
hipertenso aborda, geralmente, os extremos: um paciente claramente de baixo risco; ou então um 
paciente diabético ou com DCV ou DRC ou lesão de órgão-alvo, tornando evidente que se trata de alto risco 
cardiovascular. 
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CAPÍTULO
CAPÍTULO
8.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASCAPÍTULO
1. Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020 Barroso et al. Arq Bras Cardiol. 2020; [online].ahead print, PP.0-02. 
2. 7ª Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial - Arq Bras Cardiol 2016; 107(3Supl.3):1-833. 
3. 2018 ESC/ESH Clinical Practice Guidelines for the Management of Arterial Hypertension - European Heart Journal (2018) 39, 3021–31044. 
4. 2017 ACC/AHA Guideline for the Prevention, Detection, Evaluation, and Management of High Blood Pressure in Adults: A Report of the 
American College of Cardiology/American Heart Association Task Force on Clinical Practice Guidelines - Hypertension. 2018;71:e13-e1155. 
5. Medicina Interna de Harrison, 19ª Edição, 2017 – Parte 10 – Doenças do sistema cardiovascular; Seção 5 – Doenças vasculares periféricas 
e coronarianas; Capítulo 298 – Doença Vascular Hipertensiva – Páginas 6680-6728;
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