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UNIDADE 1 – Introdução ao Direito Internacional Público
UNIDADE 2 – Fontes do Direito Internacional Público
Conceito e Estrutura:
O Direito Internacional Público (DIP) regula as relações entre Estados, organizações 
internacionais e outros sujeitos. É um sistema de normas que visa manter a paz, a 
cooperação internacional e a resolução de conflitos.
Estrutura:
Normas Gerais: Abrangem princípios fundamentais, como a proibição do uso da 
força (Artigo 2(4) da Carta da ONU).
Normas Específicas: Focadas em áreas como Direito do Mar (Convenção das Nações 
Unidas sobre o Direito do Mar, 1982) e Direito Internacional Humanitário 
(Convenções de Genebra, 1949).
Evolução Histórica:
1.  Tratado de Vestfália (1648): Estabeleceu o conceito de soberania estatal.
2.  Século XIX e XX: Expansão do DIP com tratados como as Convenções de Haia (1899 e 
1907).
3.  Pós-Segunda Guerra Mundial: Criação da ONU e tratados de direitos humanos, como a 
Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948).
Princípios do Direito Internacional:
1.  Soberania dos Estados: Cada Estado é independente e detém autoridade exclusiva 
sobre seu território.
2.  Igualdade Soberana (Art. 2 da Carta da ONU): Todos os Estados têm os mesmos 
direitos perante o DIP.
3.  Não intervenção: Proibição de interferência nos assuntos internos de outros Estados.
4.  Pacta Sunt Servanda (Art. 26 da Convenção de Viena sobre Direito dos Tratados): 
Obriga os Estados a cumprir tratados assinados de boa-fé.
5.  Resolução Pacífica de Conflitos (Art. 33 da Carta da ONU): Estimula negociações, 
mediação e arbitragem.
Teorias:
1.  Monismo: DIP e Direito Interno formam um sistema único. Exemplo: Em países como a 
Holanda, tratados internacionais têm aplicação direta no Direito Interno.
2.  Dualismo: DIP e Direito Interno são distintos. Exemplo: No Brasil, tratados precisam ser 
incorporados por norma legislativa para valer internamente (Art. 49, I da Constituição 
Federal).
Tratados:
São acordos formais entre Estados que criam direitos e deveres. Exemplos:
Convenção de Viena sobre Direito dos Tratados (1969).
Tratado de Paris (2015), sobre mudanças climáticas.
Costumes Internacionais:
Práticas constantes aceitas como juridicamente obrigatórias (opinio juris).
Exemplo: Imunidade diplomática baseada na Convenção de Viena sobre Relações 
Diplomáticas (1961).
Jus Cogens:
Normas imperativas que não podem ser violadas.
UNIDADE 5 – Nacionalidade
UNIDADE 6 – Situação Jurídica do Estrangeiro
UNIDADE 8 – Aplicação das Normas Jurídicas no Direito Internacional Privado
UNIDADE 9 – Questões Processuais do Direito Internacional
Exemplo: Proibição de genocídio e escravidão (Art. 53 da Convenção de Viena).
Outras Fontes:
Atos unilaterais, como o reconhecimento de um Estado.
Jurisprudência internacional, como as decisões da Corte Internacional de Justiça (CIJ).
Doutrina de juristas renomados, conforme o Art. 38(1)(d) do Estatuto da CIJ.
Conceito:
Nacionalidade é o vínculo jurídico entre um indivíduo e um Estado.
Modos de Aquisição:
1.  Jus Soli: Por nascimento no território do Estado (ex.: Brasil, Art. 12, I da CF).
2.  Jus Sanguinis: Por ascendência familiar (ex.: Alemanha).
3.  Naturalização: Via residência ou casamento. Exemplo: Requisitos de naturalização no 
Brasil (Art. 12, II da CF).
Casos Práticos:
Brasileiros natos não podem ser extraditados (Art. 5º, LI da CF).
Apátridas recebem proteção internacional (Convenção sobre o Estatuto dos Apátridas, 
1954).
Migração e Refugiados:
A Lei de Migração (Lei nº 13.445/2017) garante direitos a estrangeiros no Brasil, como 
saúde, trabalho e educação.
Refugiados: Amparados pela Convenção de 1951 e pelo Protocolo de 1967.
Direito de asilo: Proteção a perseguidos políticos, previsto no Art. 4º, X da CF.
Medidas de Retirada Compulsória:
Repatriação: Retorno ao país de origem, sem processo judicial.
Deportação: Para quem está em situação irregular no Brasil.
Expulsão: Para estrangeiros condenados por crimes graves, respeitando a ampla defesa.
Conflitos de Leis no Espaço:
Determina qual legislação será aplicada em casos internacionais. Exemplos:
Lex Rei Sitae: Lei do local do bem, aplicável em disputas imobiliárias.
Locus Regit Actum: Lei do local onde o ato foi realizado (ex.: contratos).
Conflito de Jurisdição:
1.  Concorrente: Quando dois países têm competência sobre o caso.
2.  Exclusiva: Quando só um país pode julgar (ex.: bens imóveis situados no Brasil).
Homologação de Sentença Estrangeira:
Realizada pelo STJ no Brasil, conforme o Art. 105, I, "i" da CF. Exemplo: Caso Robinho, 
envolvendo extradição e cumprimento de pena no Brasil.
Aplicação do Direito Estrangeiro:
Baseada em tratados e reciprocidade. Exemplo: Reconhecimento de decisões internacionais 
em contratos comerciais.

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