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2012 - Pizza e ciências: um guia para o professor
© Todos os direitos reservados. 
Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida por qualquer meio, sua utilização digital é permitida 
em sala de aula.
Disponível também em: DVD-ROM
Publicado pela Editora Bananazoo Criações Criativas Ltda.
Organização do livro: Daniela Braga Mendes, Mariele Luna, Isabele Soares do Nascimento e Raphaell Silva 
dos Santos Silveira
Ilustrações em aquarela: Tiago Palma - tiago@bananazoodesign.com
Projeto gráfico e diagramação: Tiago Palma - Bananazoo Criações Criativas
Coordenação artística e fotografia: Daniela Braga - db.fotoarte@gmail.com
Braga, Daniela; Luna, Mariele; Nascimento, Isabele; Silveira, Raphaell, Organizadores
 Pizza e ciências: um guia para o professor / Daniela Braga, Mariele Luna, Isabele 
Nascimento, Raphaell Silveira. – Brasília; Bananazoo CC Ltda.
24 p. ; il
ISBN: XXX-13-2012-21-12
 
1. Pizza. 2. História. 3. Português. 4. Geografia. 5. Química. 6. Ciências. 7. Itália. 8. 
Fermentação. 9. Escola. 10. Receita. 11. Gastronomia.
CDD: 782
L’Antica Pizzeria Brandi conserva ancora oggi un documento a firma “devotissimo 
Galli Camillo, capo dei servizi di tavola della real casa” del giugno 1889, nel quale 
si ringrazia S. G. Raffaele Esposito, dell’allora pizzeria “Pietro e Basta Così”, per le 
qualità di pizza, tra cui la celeberrima pomodoro e mozzarella, confezionate per Sua 
Maestà la Regina Margherita, che, come sottolinea il testo, vennero trovate buonissi-
me. (LA CECLA, 1998, p. 49)
Este livrinho se dedica aos professores, pais e curiosos por pizza! 
Com o intuito de despertar uma visão transdiciplinar em torno de um tema comum e 
delicioso, destrinchamos algumas idéias em torno das disciplinas escolares para falar 
sobre esse alimento tão famoso no mundo inteiro. Sua origem, história e geografia, seu 
processo de manufatura e suas relações físico-químicas e matemáticas. Nossa intenção 
é suscitar o interesse por conhecimentos científicos com base em algo real e cotidiano. 
Sem a pretenção de abranger com profundidade cada uma das ciências aqui relaciona-
das, permitimos que a curiosidade os faça buscar mais informações de acordo com a 
necessidade de cada um. Ao final, trazemos uma receita e um vídeo de uma pizza fácil 
de ser feita em uma cozinha domiciliar. 
Bom trabalho e bom apetite!
Apresentação
“o pizzaiolo”
Índice
História da pizza
Etmologia da palavra
Geografia
Matemática
Preferência Nacional 
Forno a lenha, a gás ou elétrico?
O porquê de cada ingrediente e seu 
processo físico químico
Receita
6
10
11
12
15
16
18
23
6
História da Pizza
O que é Pizza
Pizza – É uma preparação culinária que consiste em um disco de massa fermentada de fari-
nha de trigo, regado com molho de tomates e coberto com muçarela e ingredientes variados.
Origem da Pizza
Faz muito tempo que o homem saboreia a pizza. Como todo prato antigo, é difícil especificar 
sua origem. Existem várias versões de sua história, uma delas começa há seis mil anos, com 
os egípcios, que foram os primeiros a misturar farinha com água e descobriram a fermenta-
ção da massa de trigo e o forno. Outros já afirmam que os pioneiros são os gregos, que faziam 
massas a base de farinha de trigo, arroz ou grão-de-bico e as assavam em tijolos quentes; esta 
novidade da época, foi parar na Etrúria (região da Itália, onde atualmente é a Toscana). Os 
babilônios e hebreus também já misturavam o trigo, amido e a água para assar em fornos 
rústicos há mais de 5000 anos. A massa era chamada de “pão de abraão”, muito parecida com 
os pães árabes atuais, e recebia o nome de piscea, daí o nome “pizza”.
Em Nápoles, na Idade Média, acreditava-se em duas coisas: no fim do mundo, que seria no 
ano 1000 DC, e nos valores nutritivos do lagano, massa de espessura muito fina, assada e 
cortada em tiras, que ao final era cozida com verduras.
A verdadeira personalidade da pizza, porém, só surgiu depois que a Europa conheceu o 
tomate, levado para lá pelos americanos, descobrindo suas ricas aplicações na culinária. Fi-
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nalmente, no século XVII, Nápoles começa a produzir sua pizza, atiçando a imaginação e a 
criatividade dos padeiros que enriqueciam o prato usando azeite, alho, muçarela, anchova e 
os pequenos peixes como o cicinielli. Alguns “artistas” da culinária começavam até mesmo a 
dobrar suas massas recheadas, inventando assim e célebre calzone.
Em 1830 foi aberta a primeira pizzaria Napolitana, chamada Port Alba, que em pouco tempo 
se transformou no ponto de encontro de pintores, poetas e escritores famosos da época. 
Outro caso curioso acorreu em 1889, quando o Rei Umberto I e a Rainha Margherita passa-
ram o verão em Nápoles no palácio Capodimonte. A rainha já havia ouvido falar muito no 
prato que se tornara típico daquela cidade.
Os comentários na corte eram todos excitantes, mas ela mesma nunca havia provado uma 
pizza. Foi, então, chamado ao palácio um conceituado pizzaiolo, Don Raffaele Esposito. Ele 
e sua mulher foram apresentados ao casal real, conduzidos à cozinha e imediatamente pas-
saram a preparar sua especialidade. Ao final Don Raffaele ofereceu aos reis vários tipos de 
pizza, mas a que mais agradou a rainha foi uma que irradiava as três cores nacionais da Itália. 
Verde, branco e vermelho, ressaltadas pela muçarela, pelo tomate e pelo manjericão verde.
Negociante esperto, Don Raffaele batizou-a de Pizza Alla Margherita, o que lhe rendeu mui-
tos lucros em seu restaurante e notoriedade histórica na culinária Italiana. Juntamente com 
a Pizza Napolitana, a Pizza Alla Margherita fez Nápoles conquistar a Itália e logo, a Itália 
conquistar o mundo através do meio mais agradável - o paladar.
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Pizza nos EUA
A pizza apareceu no cenário americano calmamente no final do século IX com a chegada 
em massa dos imigrantes italianos. Era vendida principalmente nas ruas dos bairros onde se 
concentravam os italianos, em cidades como Filadélfia, Chicago e Nova York. Logo a pizza 
também começou a ser vendida em cafés e mercearias, mas manteve-se praticamente uma 
exclusividade dos bairros onde viviam os italianos até o final da Segunda Guerra Mundial. 
Naquela época, os soldados que voltavam da Itália aumentavam a demanda pelo prato. E 
assim a popularidade da pizza espalhou-se como um incêndio e as pizzarias começaram 
a aparecer por todo os Estados Unidos, seguidos rapidamente por cadeias de restaurantes 
como o Pizza Hut.
Pizza no Brasil 
A pizza chegou ao Brasil trazida também por meio de imigrantes italianos. O bairro do Brás, 
em São Paulo, foi berço das primeiras pizzarias. A primeira delas chamava-se Santa Genove-
va e foi fundada em 1910 e localizava-se na esquina da Avenida Rangel Pestana com a Rua 
Monsenhor Anacleto. A mais antiga pizzaria ainda em funcionamento é a Castelões, fundada 
em 1924.
Após aterrissar no Brasil, a pizza, alimento típico de cidades industrializadas, acompanhou 
as transformações pelas quais passou o país ao longo das décadas. À semelhança da miscige-
nação racial que caracteriza este país, as pizzas produzidas por aqui passaram a ser conheci-
das pela incrível variedade de formatos e sabores que acompanham as características de cada 
região brasileira.
Mas antes das pizzas serem comercializadas em pizzarias, elas já eram consumidas pelas ruas 
9
e eram vendidas por garotos que batiam de porta em porta anunciando o produto.
A partir de 1950 as pizzarias começaram a se disseminar por todo o Brasil e desde 1985 se 
comemora o Dia da Pizza, em 10 de julho.
Atualmente, São Paulo é a segunda cidade do mundo em número de pizzarias (só perde para 
Nova York). Ao todo são aproximadamente 6 mil pizzarias na cidade que servem uma média 
de 1.500.000 pizzas por dia, cerca de 43 milhões de pizzas por mês. Embora a origem desse 
alimento seja européia, os verdadeiros devoradores se encontram do outro lado do oceano.
A verdade é que a pizza caiu logo no gosto dos brasileiros e não é à toa que usamos por aqui 
a expressão irônica – ou não – de que tudo acaba em pizza.10
Etimologia da palavra
A pizza remonta ao tempo dos Romanos, quando já se preparava uma espécie de focaccia, 
a chamada “picea”. Na virada do primeiro para o segundo milênio, já o nome pizza se 
encontrava implantado. Mas a forma chata e arredondada que saia dos fornos no início da 
Idade Média assemelhava-se ainda bastante a um pão achatado, sendo ainda longo o cami-
nho a percorrer até se chegar à autêntica pizza napolitana com molho de tomate, anchovas, 
alcaparras e muçarela.
Na Itália, escreve-se “mozzarella”, com dois “z”. A grafia “muzzarela” foi popularizada e aca-
bou sendo utilizada no Brasil, erradamente. Não são todas as palavras italianas com dois “z” 
que devem ser escritas com “ç”, apenas as palavras que foram aportuguesadas. Por isso, pizza 
não se escreve com “ç” porque não foi aportuguesada, mantendo sua origem italiana.
Exemplos de palavras derivadas do italiano no vocabulário brasileiro:
mozzarella > muçarela
carrozza > carroça 
piazza > praça
razza > raça
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Geografia
Nápole
Mapa
da
Itália
Roma
Sicília
Mar Adriático
Mar Jônico
Mar Tirreno
Mar Mediterrâneo
Sardenha
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Matemática
Fração: é uma forma de se representar uma quantidade a partir de um valor, que é dividi-
do por um determinado número de partes iguais. 
Nem é preciso ir longe para perceber que as frações fazem parte do cotidiano. Na pizza em 
família, quando o pai come dois pedaços e o irmão um, já dá para pensar em fração.
As frações possuem dois tipos de representação, uma geométrica (desenho) e outra na forma 
de expressão matemática. É importante lembrar que fração é uma representação da parte de 
um todo. 
Para termos uma representação fracionária devemos primeiramente constituir todo o intei-
ro. 
A figura acima representa um inteiro. 
Podemos dividir a pizza em várias partes.
A pizza foi dividida em oito partes iguais, cada parte 
irá representar uma fração de acordo com o inteiro. 
Se retirarmos um pedaço, ele corresponderá a um 
oitavo do inteiro.
13
Sabendo que uma fração deve ser representada por um numerador e um denominador, fica 
fácil compreendermos a sua nomenclatura. A leitura de uma fração irá depender do seu de-
nominador. 
A nomenclatura de uma fração pode ser dividida em dois grupos: 
- o primeiro compreende os denominadores iguais a 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 100, 1000. 
- o segundo compreende os denominadores que não pertencem ao primeiro grupo, como 
12, 20, 51. 
Toda fração na forma de expressão matemática é representada de acordo com uma regra 
geral, seus termos recebem nomes: numerador e denominador. O numerador indica quantas 
partes do inteiro foram consideradas. Tem o objetivo de representar determinada parte do 
inteiro. O denominador dá nome à fração, indica quantas partes iguais o inteiro foi dividido. 
O numerador e o denominador são separados por uma barra, que também tem a finalidade 
de expressar a operação da divisão. 
Podemos representar as partes da pizza dividida da seguinte maneira: 
lê-se: um oitavo
numerador
denominador
1
8
1
8
1
8
1
8
1
8
1
8
1
8
1
8
1
8
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Para denominadores iguais a 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 100, 1000, a leitura das frações fica da 
seguinte forma: 
Segundo grupo: considerando que o denominador seja qualquer outro número, acrescenta-
mos na sua leitura a palavra “avos”. 
Sendo assim, o professor pode utilizar-se facilmente deste contexto para explicar a fração e 
além disso, falar em proporção e problemas que envolvem a manufatura da pizza. Ao aumen-
tar a receita ou diminuí-la, as quantidades de cada ingrediente caminham sempre na mesma 
proporção.
um meio
um terço
um quarto
um quinto
um sexto
um sétimo
um oitavo
um nono
um décimo
um centésimo
três milésimos
dois centésimos
7 milésimos
1
2
1
3
1
4
1
5
1
6
1
7
1
8
1
9
1
10
1
3
2
7
100
1000
100
1000
Segue um gráfico em formato de pizza com as preferências de sabores de acordo com uma 
pesquisa feita pela revista SUPER Interessante (janeiro/2012) dos mais pedidos nos restau-
rantes de todo o Brasil.
Preferência Nacional
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16
Tradicionalmente o forno a lenha é o mais apreciado, sendo considerado o mais clássico e o 
mais charmoso dos fornos quando falamos em pizza.
Mas existe diferença técnica em relação à qualidade do produto final? Claro que sim, cada 
diferente processo de cozimento de qualquer produto gera diferêntes resultados. Mas sabe-se 
que hoje essa diferença não é tão relevante assim. 
Hoje no Brasil já existem fornos a gás de alta performance e com características de forno a 
lenha. O que acontece no forno a lenha é que na câmara onde se assa a pizza temos a brasa 
junto ao alimento, então ele acaba se defumando com a fumaça da queima. 
Muitos pizzaiolos não consideram esse processo suficiente para que haja uma devida presen-
ça na pizza, do aroma exalado durante a queima. A explicação é que para uma defumação 
seria necessário horas sob a fumaça para o aroma da madeira impregnar no alimento. Outros 
clamam que há sim, um leve aroma e um gosto proveniente da madeira que está na câmara. 
Alguns indicam que se coloque junto a lenha tradicional, um tubete de madeira mais aromá-
tica exclusivamente para isso. 
As diferenças acerca de cada tipo de forno são encontradas nos materiais utilizados, na forma 
e no formato de construção e nas suas dimensões. A distribuição de calor no interior do for-
no é muito importante e esses fatores interferem nessa questão. A pizza precisa de tempera-
turas elevadas, cerca de 350ºC a 400ºC para o seu perfeito assar. O tradicional forno a lenha, 
tipo iglu, permite que essa temperatura se divida de forma sustentável e atinja a temperatura 
ideal para o cozimento da pizza. E para que a massa atinja o clássico chamuscado em suas 
bordas, típico dos fornos a lenha. 
Forno a lenha, a gás ou elétrico?
Já em alguns fornos a gás o que acontece muito é o calor excessivo embaixo do refratário, o 
que faz com que a pizza asse rapidamente na sua parte inferior e já na parte superior demore 
mais tempo para assar, fazendo com que a pizza perca suas características ideais, podendo 
inclusive, chegar a ficar crua, fria ou com o queijo não derretido em seu centro. 
Outro fator que os diferencia é que a lenha é um processo mais trabalhoso do que a gás ou 
elétrico, pois exige mão de obra especializada e ainda, o problema de higiene devido ao seu 
armazenamento. A lenha pode ser foco de contaminação por urina de animais, por exemplo. 
Agora que já sabemos tudo sobre pizza, que tal tentarmos fazer uma delicosa receita em nos-
so tradicional forno caseiro?
17
18
Farinha
A farinha de trigo é o componente estrutural da massa e constitui o ingrediente fundamental 
para obtenção da massa de pizza. A farinha de trigo possui proteínas – a gliadina e a glute-
nina - com características funcionais únicas, capazes de formar uma rede - o glúten - com 
propriedades viscoelásticas, que retém o gás formado durante a fermentação. A qualidade da 
farinha pode interferir no produto final devido às suas propriedades, como a composição, 
cor, qualidade e quantidade de proteínas, capacidade de absorção da água, concentração de 
proteases, concentração de amilases e o tamanho dos grânulos.
Água
A água é também um ingrediente imprescindível na formação da massa. A quantidade de 
água adicionada afeta a consistência da massa. A água hidrata as proteínas da farinha de trigo 
tornando possível a formação da rede de glúten e atua como solvente e plastificante, permi-
tindo que, durante o processo de cozimento da massa, ocorra o fenômeno de gelatinização 
do amido. Além da quantidade de água adicionada, o pH e o peso da água (concentração de 
minerais presentes na água) afetam a massa.
Sal
O sal é indispensável em qualquer formulação de pizza. O sal exerce basicamente duas fun-
ções principais: a primeira é contribuir para o aroma e sabor. A segunda, relaciona-se com as 
propriedades reológicas da massa, pois o sal faz com que a massa fique mais “forte“, ou seja, 
o sal aumenta a resistência à extensãodo glúten.
O PORQUÊ DE CADA INGREDIENTE 
e seu processo físico-químico 
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Açúcar
O açúcar é um elemento muito importante nas formulações por duas razões principais: em 
primeiro lugar, o açúcar serve como fonte de carboidratos fermentáveis para as leveduras, o 
que altera a taxa de fermentação e produz uma textura mais suave na parte interna da massa 
da pizza. Em segundo lugar, o açúcar contribui para melhorar o sabor e o aroma da massa. 
Além disso, reduz o tempo para escurecimento da massa e aumenta a durabilidade do pro-
duto.
Manteiga ou óleo
As gorduras exercem nas massas uma ação que não é química, mas física: as gorduras exi-
bem a capacidade de se posicionarem entre camadas de glúten, facilitando o deslizamento 
entre essas camadas. Assim, dizemos que as gorduras lubrificam o glúten, o que resulta em 
maior extensibilidade das massas. Em virtude desta ação, as gorduras proporcionam pães 
com maiores volumes em relação a pães produzidos sem gordura. O aumento de volume 
é significativo, usualmente em torno de 10%. As gorduras também tornam a massa mais 
macia, melhorando a textura do miolo e contribuindo para retardar o envelhecimento do 
pão, fazendo com que este fique macio e palatável por um período de tempo mais longo. As 
gorduras atuam ainda sobre o sabor (principalmente as gorduras animais) e sobre o valor 
nutricional.
Fermento
O papel principal do fermento é fazer a conversão de açúcares fermentáveis presentes na 
massa para CO2 e etanol. Além de produzir CO2, que é o gás responsável pelo crescimento 
da massa, o fermento também exerce influência sobre suas propriedades, tornando-a mais 
elástica. A expansão do volume da massa proporciona uma crosta mais leve e macia e me-
lhora o sabor, devido à produção de ácidos com o processo de fermentação. Um dos ácidos 
produzidos, o ácido propiônico, age como inibidor natural do mofo nas massas. Outra fun-
ção do processo de fermentação é garantir o aparecimento de bolhas, tornando-a aerada.
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Fermentação
A fermentação é um processo de transformação de uma substância em outra, de obtenção de 
energia, utilizado por alguns fungos, bactérias, ou até o próprio corpo.
Ela ocorre com a quebra da glicose, que depois é transformado em algum outro produto, 
como por exemplo, o álcool etílico e lactato, definindo fermentação alcoólica e láctica res-
pectivamente. A fermentação também pode ser butírica, oxálica, acética etc.
Existe, além da fermentação biológica, a química, que é feita à base de bicarbonato de potás-
sio ou bicarbonato de sódio e a forma como elas agem é bastante distinta. Na fabricação do 
fermento em pó químico, o bicarbonato é misturado à substâncias que se tornam ácidas ao 
entrar em contato com líquidos ou quando são aquecidas. O pó já começa a reagir na hora de 
bater o bolo e, na maioria das vezes, continua a fazê-lo enquanto o bolo está no forno.
Já os fungos do fermento biológico demoram um pouco a fazer seu trabalho e morrem no 
calor do forno. Assim, em receitas com fermentação biológica, como pães e pizzas, é neces-
sário esperar a massa crescer antes de começar a assá-la. Nesse processo, os fermentos das 
leveduras consomem o açúcar obtido do amido da massa de farinha de trigo e gás carbônico 
(CO2) e álcool etílico (2H5OH) são liberados, o que aumenta o volume da massa antes de 
seu cozimento.
A temperatura ideal de fermentação do pão é de 27ºC; o desenvolvimento dos lêvedos seria 
mais rápido a 35ºC, por isso quando usamos fermento biológico seco o misturamos em água 
morna, em torno dessas temperaturas, antes de misturarmos à massa.
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Tecnologias de Fermentação por Levedura
A levedura é um microorganismo unicelular capaz de viver com ou sem oxigênio. Este incrí-
vel organismo não é somente a base para a produção de alimentos e bebidas, mas também é 
usado como uma “nano fábrica”, fornecendo subprodutos para aplicação na bioquímica e na 
biologia.
A cepa de levedura, Saccharomyces cerevisiae, é uma espécie de levedura em desenvolvimen-
to usada como fermento para panificação e um microorganismo para fermentação. A cepa 
de S. cerevisiae é conhecida como um organismo modelo para o estudo da biologia humana, 
fornecendo informações valiosas relacionadas ao crescimento e genética das células. Além 
disso, o microorganismo é compatível com aplicações industriais como a principal levedura 
de fermentação nas ciências médicas e biológicas produzindo proteínas disponíveis comer-
cialmente - enzimas e coenzimas.
Para saber mais sobre a história da fermentação, sua abrangência e usos, acesse o site da 
OYC Américas - http://www.oycus.com e a famosa wikipedia - http://pt.wikipedia.org/wiki/
Fermentação
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Ingredientes e utensílios:
500g de farinha de Trigo (sem fermento)
1 colher de chá rasa de sal
1 colher de chá de azeite
70ml de água quente
10g de fermento biológico instantâneo seco
350ml de água
batedeira com gancho
rolo de massa
Modo de Preparo:
Misture a água quente com o fermento em uma pequena vasilha.
Numa batedeira (utilizando o gancho) misture a farinha de trigo e o sal.
Com a máquina ligada, despeje a mistura do fermento, depois o azeite e aos poucos os 350ml 
de água.
Bata até a massa formar um todo consistente e liso.
Coloque a massa em uma vasilha que caiba o dobro do seu volume e aguarde em torno de 40 
minutos a 01 hora até crescer.
Pouvilhe um pouco da farinha em uma superfície lisa para abrir a massa.
Faça pequenas porções redondas da massa, pois assim fica fácil obter círculos ao abri-la. Use 
um rolo de massa.
Cubra a massa com molho de tomate e em seguida com muçarela. Adicione ingredientes a 
gosto. Asse a 250ºC por aproximadamente 15 minutos.
Mangiare!
Receita

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