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TÉCNICAS RADIOLÓGICAS CONVECIONAIS
Prof. Hiago Nogueira – Tecnólogo em Radiologia 
Graduado pela Faculdade JK – Brasília-DF
O sistema emissor de raios X, também denominado cabeçote, é
formado pelo tubo (ampola) de raios X e pela cúpula (carcaça) que
o envolve. 
O tubo (ampola) de raios X é composto por um envoltório
geralmente constituído de vidro pirex, resistente ao calor, lacrado,
e com vácuo formado em seu interior, onde são encontrados o
catódico (polo negativo) e o ânodo (polo positivo), posicionados a
determinada distância um do outro, e soldados no corpo do tubo
em posição axial oposta.
CATODO 
é responsável pela liberação dos elétrons, que irão se chocar no ânodo produzindo raios X e calor. É constituído por um ou dois filamentos helicoidais de tungstênio, que suportam temperaturas elevadas (acima de 2.000°C);
Este tem a função de evitar a dispersão dos elétrons liberados. 
A maioria dos tubos apresenta dois filamentos que têm comprimentos diferentes e características elétricas distintas (o maior está relacionado com o foco grosso e o menor, com o foco fino)
ANÔDO
é uma placa metálica de tungstênio, ou uma liga de tungstênio- rênio, ou molibdênio, que possui uma angulação com o eixo do tubo. 
É capaz de suportar as altas temperaturas resultantes do choque dos elétrons liberados do catodo. 
O ânodo pode ser de dois tipos: fixo (estacionário) ou giratório.
ANODO FIXO
Em geral, tem o corpo de cobre com o ponto de impacto dos elétrons, denominado ponto focal, feito de tungstênio/ molibdênio; 
ANODO GIRATÓRIO
É um disco (prato) feito atualmente de uma liga de tungstênio-rênio com alguns milímetros de espessura e diâmetro de '70 a 200mm 
O movimento do ânodo (rotação) é realizado por um ROTOR localizado ainda dentro do tubo de raios X.
No ânodo giratório, o ponto de impacto é denominado focal. Quanto maior o diâmetro do ânodo, maior será a pista focal, e melhor a distribuição do calor pelo ânodo, o que facilita o resfriamento. 
RESFRIAMENTO DO ANÓDIO
 Para evitar evaporação ou danos na superfície do ânodo no ponto de impacto, devido à alta produção de calor gerada na frenagem dos elétrons (evitar que o metal se torne áspero), é imprescindível um resfriamento eficiente do ânodo. 
Esse resfriamento ocorre após a irradiação e condução nos tubos de ânodo fixo, ou apenas por irradiação, nos tubos de ânodo giratório. Nas duas formas, o calor é absorvido pelo ÓLEO NO INTERIOR DA CÚPULA (carcaça).
Problemas que podem ocorrer com o tubo de raios X
Um tubo de raios X pode reduzir sua eficiência, ou ate' mesmo não gerar radiação quando:
 Anódio esburacado: perde-se a radiação originada no interior dos buracos, o que causa uma queda no rendimento do feixe produzido 
Fusäo do anódio: pode ocorrer em função da produção de radiação com o ânodo – quando não ocorre o aquecimento da ampola. 
Anödio rachado: ocorre em função de uma carga muito alta sobre um ânodo frio. Para evitar esse problema, e recomendável o aquecimento do tubo de raios X após um período de inatividade. 
FILMES RADIOLÓGICOS 
Devido à sensibilidade do filme radiográfico não exposto (virgem) fatores físicos, químicos e biológicos, alguns cuidados devem ser observados na armazenagem das caixas fechadas.
As caixas devem ser armazenadas na vertical, em um local impermeável;
A umidade relativa do ar do local de armazenagem deve estar entre 30% e 50%. 
A temperatura do local de armazenagem não deve sofrer variações bruscas e deve estar entre 15° e 25°C.
As caixas não podem ter contato com nenhum com luz; 
ÉCRAN 
FUNÇÃO: emitir luz quando exposto aos raio-x e diminuir a dose de radiação no paciente. Converte a energia do raio-x em luz. 
CHASSI 
COMPOSIÇÃO DO CHASSI: é um recipiente rígido, com dois lados distintos: anterior e posterior.
LADO ANTERIOR é o lado onde fica voltado para o tudo de raio - x durante a realização do exame radiográfico, feito de alumínio para minimizar a absorção do feixe de radiação e evitar o aparecimento de artefatos na imagem. 
CHASSI 
CHASSI 
TAMANHOS DE CHASSIS
Existem vários tamanhos padronizados de chassis (cassetes) que combinam com os diversos tamanhos de écran reforçador e filme radiográfico. 
Os tamanhos mais comuns encontrados no mercado são: 13×18cm; 18×24cm; 24×30cm; 30×40cm; 35×35 cm; 35×43m; 30x90m (panorâmico).
CÂMARA ESCURA 
CÂMARA ESCURA 
 A câmara escura é um local vedado à entrada de luz externa (quando fechado), onde o filme radiográfico é manipulado. Deve possuir, além da lâmpada comum (no teto), uma “iluminação de segurança”, distante no mínimo 1,2m do local de manuseio do filme radiográfico.
 A iluminação de segurança para filmes radiográficos deve ser uma lâmpada incandescente vermelha de 15w. Para não ocorrer o velamento do filme.
 A paredes da câmara escura devem ser de tom claro e sem brilho, para evitar o reflexo da iluminação.
 Deve ter um sistema de exaustor eficiente. 
 Caixas de filmes quando abertas devem ser fechada, antes da abertura da portas; 
CÂMARA ESCURA 
Para evitar perda de qualidade da imagem radiográfica, o manuseio do filme deve ser feito com cuidado, sempre pelas bordas, com menor contato possível dos dedos com o filme. 
Para facilitar a identificação do tamanho dos filmes radiográficos dentro da burra, as caixas devem ser colocadas em ordem.
CÂMARA ESCURA 
TIPOS DE CÂMARA ESCURA 
MOLHADA: processamento manual o filme radiográfico;
SECA: processamento automático do filme radiográfico, que é realizado dentro da processadora;
CÂMARA ESCURA 
PROCESSAMENTO DO FILME RADIOGRÁFICO
 O filme radiográfico exposto e não processado tem uma imagem invisível ao olho humano, denominada imagem latente ( radiante);
 Esta imagem é o conjunto de todos os cristais de prata, expostos e não expostos, constituindo a base da imagem formada no filme radiográfico.
 Para que a imagem transforme-se em imagem radiográfica (visível), o filme exposto deve ser processado ( revelado) 
TIPOS DE PROCESSAMENTO
O processamento do filme radiográfico pode ser realizado por dois sistemas: manual e automático.
PROCESSAMENTO MANUAL
Na reveladora automática classificamos como processamento SECA.
Ocorre em quatro etapas, na seguinte ordem: revelação, fixação; lavagem; e secagem. 
No processamento manual, o filme radiográfico e colocado em uma colgadura proporcional ao seu tamanho. A colgadura e' um suporte metálico que mantém o filme radiográfico preso pelos cantos por presilhas (Figura 6.15). No processamento manual do filme intramural, e muito importante a identificação da colgadura, para evitar a troca de exames. 
O processamento manual é conhecido como molhado.
Dentro de cada tanque, é colocado um conjunto de rolos e engrenagens denominado RACK
CÂMARA ESCURA 
CÂMARA ESCURA 
REVELAÇÃO
REVELAÇÃO
RADIOGRAFIA SUB-REVELADA (POUCO REVELADA)
Uma radiografia com revelação deficiente pode apresentar uma redução do contraste, observada por meio das partes negras do filme que ficam semitransparentes 
Pode ocorrer quando:
A solução química do revelador está oxidada ou saturada.
A temperatura da solução química do revelador está baixa.
REVELAÇÃO
 
Uma radiografia super-revelada apresenta-se bastante enegrecida, com um aumento do véu de base, ou seja, as partes brancas do filme ficam veladas (acinzentadas) e consequentemente há uma redução dos níveis de cinza 
PODE OCORRER QUANDO:
- A temperatura da solução química do revelador esta alta.
A solução química do revelador está concentrada.
Aumento do tempo de revelação
REVELAÇÃO
REVELAÇÃO
RADIOGRAFIA ARRANHADA
Ocorre por falta de alinhamento ou corrosão das guias nas processadoras automáticas, ou por falta de cuidado no manuseio das colgaduras durante o processamento manual.
RADIOLOGIA DIGITAL 
SISTEMA CR
A principal vantagem do sistema CR é a geração de uma imagem digital;
Dispensa o uso de químicos de processamento, facilita o transporte e o armazenamento, e permite o pós-processamento.
Outra vantagem do sistema CR é que a IP podeser utilizado em um chassi inserido dentro do bucky convencional do sistema.
Possui imagem LATENTE
SISTEMA DR
Não utiliza chassi, possibilitando ganho de tempo;
Placa eletrônica com leitura imediata do raios-x;
Transmite a imagem direto na tela após a exposição;
Não armazena imagem. (latente) 
Menor dose de radiação; 
Não possui imagem LATENTE
No CR há a necessidade de um leitor de placas para que seja feita a transferência do exame para o computador. Já na DR o exame é transferido diretamente do aparelho para o computador.
APARELHO DE RAIO-X 
Existem dois tipos de aparelhos de raios X: os fixos e os móveis (ou transportáveis). 
É importante ressaltar que todo tipo de exame radiográfico simples e alguns contrastados podem ser realizados em qualquer tipo de aparelho (fixo ou móvel). Assim, sempre que possível, todos os exames devem ser realizados com aparelho fixo, na sala de exames radiográficos.
APARELHO DE RAIO-X 
APARELHO FIXO: 
Acompanham esse aparelho, além de mesa de comando, transformador e unidade geradora de raios X (tubo), uma mesa de exames associada a uma grade móvel (bucky) e a uma bandeja (porta-chassi), denominada mesa bucky, e uma estativa também associada a uma grade móvel (bucky) e a uma bandeja (porta chassi),denominada bucky vertical ou bucky mural.
 Nos aparelhos digitais (RD), tanto na estativa quanto na mesa, no lugar da bandeja (porta chassi) existe o sistema de detecção digital. No bucky vertical, são realizados exames com o paciente sentado ou em posição ortostática (em pé) e, na mesa bucky, geralmente são realizados exames com o paciente em decúbito.
APARELHO FIXO: 
A mesa de exames radiográficos, tem em sua superfície uma marcação longitudinal (linha) denominada linha central da mesa, que corresponde ao centro da mesa e indica o centro da grade, da bandeja, do chassi e do sistema digital e serve de orientação à incidência do raio central do feixe de radiação.
 Sua superfície, também denominada tampo, pode não ter movimento (mesa de tampo fixo); ter apenas deslocamento longitudinal (para frente e para trás), deslocamento longitudinal e transversal (para os lados); ou ainda ter deslocamento em todas as direções (tampo flutuante).
APARELHO DE RAIO-X 
APARELHO DE RAIO-X 
APARELHO DE RAIO-X 
O BUCKY VERTICAL, OU ESTATIVA, tem na sua superfície uma marcação (linha) vertical e uma horizontal, indicando o centro da grade e da bandeja. A marcação vertical é denominada linha central da estativa (ou do bucky vertical) e indica o centro da estativa, da grade, da bandeja, do chassi e do sistema digital e serve de orientação à incidência do raio central do feixe de radiação.
 APARELHO DE RAIO-X MÓVEL 
É um aparelho transportável, simples e de menor potência, que tem apenas urna unidade geradora de raios X (tubo). É usado para a realização de exames radiográficos e/ou radioscópicos em pacientes no ato operatório (centro cirúrgico) ou impossibilitados de ir a sala de exames radiográficos.
 APARELHO DE RAIO-X MÓVEL 
Pode ser dividido em dois grupos:
APARELHO TRANSPORTÁVEL (móvel) : é um equipamento móvel, simples, usado para a realização de exames radiográficos (analógicos ou digitais) no leito e no centro cirúrgico.
Existe um tipo de aparelho transportável digital (radiografia direta) que, associado à tecnologia de transmissão de dados sem fio Wí-Fi (wireless fidelity), possibilita a realização de exame radiográfico digital no leito. Após a emissão dos raios X, os dados referentes a imagem são enviados ao equipamento via Wi-Fi.
 APARELHO DE RAIO-X MÓVEL 
ARCO CIRÚRGICO: também denominado arco em “C", é geralmente utilizado para a realização de exames radioscópicos e/ou radiográficos no ato operatório (centro cirúrgico): E um equipamento móvel, mais complexo, composto por uma unidade geradora de raios X (tubo) e um intensificador de imagens fixados nas extremidades de um arco em forma de “C".
Além disso, tem um monitor e geralmente um sistema de gravação de imagens digitais (vídeo printer). 
Este aparelho também pode realizar radiografias.
 APARELHO DE RAIO-X MÓVEL 
INTENSIFICADOR DE IMAGEM: 
Consiste em um tudo de vidro em vácuo. Este tudo contém uma tela fluoroscopica que recebe e capta os raio-x e as converte em luz, transformando-as em imagem. Permite capacidade e rapidez no armazenamento de imagens em tempo real em monitores de vídeo. 
SALA CLARA 
CÂMARA CLARA 
É nessa câmara que se faz o controle de qualidade de imagem;
No sistema digital, a leitura da imagem radiográfica deve ser feita em monitores de alta resolução;
A imagem será trabalhada pelo Técnico ou Tecnólogo em Radiologia e enviada para sala de laudos; 
SALA CLARA 
MONITOR DE ALTA QUALIDADE;
DIGITALIZADOR DE IMAGEM ( reveladora);
LEITOR DE PLACA/CHASSI DIGITAL; (CR)
NEGATOSCÓPICO; 
EQUIPAMENTOS
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