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<p>Processamento e Filmes Radiológicos 1</p><p>Professor.: Ricardo Pereira e-mail.: rad_rick@hotmail.com</p><p>FILME RADIOGRAFICO</p><p>Atualmente, a radiografia convencional pode ser considerada quase</p><p>como um tipo de fotografia, já que utiliza um material sensível à luz para fazer o</p><p>registro da imagem. Assim, a radiografia e a fotografia caminharam juntas</p><p>desde o início do século 20. Isto inclui o início de tudo, com as placas</p><p>fotográficas úmidas que foram substituídas pelas placas secas.</p><p>Porém, no início da utilização da radiologia como meio de diagnóstico</p><p>médico, o filme foi pouco utilizado, pois não era eficiente na captura da imagem</p><p>radiográfica. Na realidade, o que mais se praticou durante os primeiros anos da</p><p>radiologia médica foi a fluoroscopia — visualização instantânea da anatomia</p><p>humana. O filme radiográfico era apenas uma forma de preservar a imagem</p><p>para que pudesse ser avaliada mais tarde, o próprio Roentgen via nas placas</p><p>fotográficas secas um meio interessante para o registro das imagens mais</p><p>significativas geradas com a radiação X durante o exame fluoroscópico.</p><p>Em 1896, no entanto, as placas fotográficas secas que eram fabricadas</p><p>não conseguiam absorver o feixe de raios X. Assim, qualquer imagem só era</p><p>obtida a partir dc uma hora dc exposição à radiação. Apesar disso, a imagem</p><p>possuía pouca densidade ótica e baixo contraste. Por isso, era comum na</p><p>época a realização de uma fotografia da imagem radiográfica, já que o papel</p><p>fotográfico possuía maior contraste. Assim, a imagem ficava invertida em</p><p>termos de tons de cinza (os ossos eram negros e as partes moles, brancas).</p><p>Mas o que deixava dúvida entre os radiografistas da época era o real efeito dos</p><p>raios X sobre a emulsão fotográfica. Fosforescência da substância, ação direta</p><p>dos raios X sobre a prata ou uma reação desconhecida? Durante muito tempo</p><p>estas foram a dúvidas que cercaram os cientistas da época. Alguns chegaram</p><p>a sugerir a utilização do Celulóide (marca registrada do composto de piroxilin</p><p>com cânfora) por possuir maior fluorescência que a placa de vidro.</p><p>Placa Fotográfica</p><p>A primeira placa, ou ―chapa‖, feita especialmente para o propósito</p><p>radiográfico foi provavelmente produzida por CarI Schleussner, um fabricante</p><p>alemão de placas fotográficas, Estas placas foram feitas a pedido do próprio</p><p>Roentgen, que solicitou uma quantidade maior de emulsão de brometo de</p><p>prata. Estas placas logo se tornaram populares tanto nos Estados Unidos</p><p>quanto na Europa pela sua grande densidade fotográfica.</p><p>A primeira placa feita na América para uso radiográfico foi fabricada pela</p><p>cooperação de dois pesquisadores: John Carbutt e Arthur Goodspeed, em</p><p>fevereiro de 1896. O produto era conhecido como ―a placa de raios X de</p><p>Roentgen‖ e possuía uma emulsão de prata mais grossa e concentrada do que</p><p>os filmes convencionais. Este detalhe permitia a redução drástica do tempo de</p><p>exposição. Uma radiografia de mão passou a ser realizada em 20 minutos,</p><p>Processamento e Filmes Radiológicos 2</p><p>Professor.: Ricardo Pereira e-mail.: rad_rick@hotmail.com</p><p>contra mais de uma hora com os filmes fotográficos típicos. Passados alguns</p><p>meses, inovações técnicas nos equipamentos radiográficos, juntamente com a</p><p>melhoria das placas radiográficas, fez com que este tempo se reduzisse para</p><p>alguns poucos segundos.</p><p>Com um tempo entre 30 e 60 segundos, algumas anatomias</p><p>espessas do corpo podiam ser radiografadas. Porém, as emulsões e as placas</p><p>ainda eram consideradas muito ―lentas‖ (pouca sensibilidade).</p><p>Segundo o fabricante John Carbutt, as características que uma placa</p><p>radiográfica deveria ter eram ―uma sensibilidade média, um bom corpo de</p><p>emulsão, a capacidade de absorver os raios X, contudo, dando maior</p><p>detalhamento e perspectiva para os ossos‖. Uma grande quantidade de</p><p>experimentos foi realizada em cima de métodos concebíveis para o incremento</p><p>da velocidade das emulsões. As placas secas eram imersas, antes da</p><p>exposição, em soluções de cloreto de ferro ou nitrato de urânio, porém sem</p><p>resultados efetivos nas imagens. O aquecimento das placas ou sua imersão</p><p>em soluções de sais fluorescentes apenas resultaram na perda de</p><p>sensibilidade e produção de um véu (borramento), desqualificando as placas.</p><p>Na Inglaterra, Alan Archibald Campbell Swinton misturou tungstato de</p><p>cálcio (CaWO e fluorspar em pó na emulsão de prata, porém, só obteve uma</p><p>imagem muito mais granulada e sem melhoria na velocidade da placa</p><p>radiográfica. Já em 1896, aqueles que se aventuravam em trabalhar com os</p><p>raios X possuiam uma série de placas radiográficas, pois cada fabricante</p><p>reivindicava para si a emulsão com melhor sensibilidade. Alguns chegavam a</p><p>afirmar que se uma placa era pouco sensível à luz, então seria muito sensível à</p><p>radiação, e vice-versa, mesmo quando a convicção na época era a de que</p><p>emulsões rápidas (sensíveis) para luz, também seriam rápidas para os raios X.</p><p>Os tipos predominantes de emulsões recomendadas e utilizadas nos</p><p>primórdios da radiografia eram as ortocromáticas, úteis por causa da sua</p><p>sensibilidade a fluorescência verde-amarelada da tela de platino-cianureto de</p><p>bário; o colódio, uma emulsão úmida, que era pouco afetado pelos raios X;</p><p>misturas de emulsões gelatinosas de brometo de prata com pequenas</p><p>quantidades de cloreto ou iodeto de prata; e emulsões puras de cloreto de</p><p>prata, sem utilidade. O único consenso que havia na época era que a</p><p>espessura da emulsão, independente da cor que era sensível, deveria ser mais</p><p>grossa que a utilizada em fotografia e conter mais prata.</p><p>O maior problema no processamento do filme exposto era obter uma</p><p>adequada densidade ótica. As radiografias naquele tempo eram finas e com</p><p>pouco contraste. Para superar esta dificuldade e diminuir o tempo de</p><p>exposição, para tornar esta ―nova fotografia‖ de valor prático, placas e gelatinas</p><p>ou imescelulóides eram cobertos com várias emulsões. Esta técnica permitia</p><p>aumentar o nível de detalhamento e contraste da imagem em relação ao filme</p><p>placa de emulsão simples. Algumas placas e filmes eram manufaturados com</p><p>emulsão nos dois lados da base. Os raios passavam através da base e, no</p><p>verso dos filmes, afetavam a emulsão em ambos dos lados com a mesma</p><p>Processamento e Filmes Radiológicos 3</p><p>Professor.: Ricardo Pereira e-mail.: rad_rick@hotmail.com</p><p>intensidade dc forma que a imagem de um lado era ―reforçada‖ pela imagem do</p><p>outro lado. Assim, a densidade da imagem era dobrada e melhorava o valor</p><p>diagnóstico da radiografia. No tanto, com as placas, a absorção dos raios X</p><p>pelo vidro produzia uma densidade menor no lado oposto do tubo, se</p><p>comparada com a maior densidade do lado que recebia primeiro a radiação.</p><p>Apesar de todos os problemas, as placas de vidro eram muito populares.</p><p>A própria fragilidade do vidro dificultava o manejo, empacotamento e</p><p>transporte, além do seu peso. Uma placa de 14‖ x 17‖ ,56 cm x 43,1 8 cm)</p><p>pesava quase 1 Kg. Comparada com um filme atual de mesmo tamanho, cerca</p><p>de 43 gramas, houve uma redução de mais de 20 vezes. O preço das placas</p><p>também não era barato. (Uma placa com estas dimensões custava na época</p><p>US$ 1,00 mais de USS 100,00 nos dias de hoje), um bom terno masculino</p><p>custava US$ 7,00, um par de sapatos por US$3,00 e a carne era vendida a</p><p>US$ 0,33.</p><p>Os defeitos durante a manufatura das placas eram um problema crítico</p><p>porque afetavam diagnóstico médico. Durante um encontro da Sociedade</p><p>Americana dos Raios Roentgen, em 1902, e com Wolfram Fuchs, discursando</p><p>sobre o diagnóstico do cálculo renal, afirmou:</p><p>“Eu ainda não encontrei um fabricante de placas cujos produtos não</p><p>tenham qualquer defeito. Após o negativo ser processado, nós encontramos</p><p>manchas em todo lugar. As pedras</p><p>r está contaminada;</p><p>Ocorre exposição do filme à radiação;</p><p>Ocorre exposição excessiva do filme à iluminação de segurança;</p><p>ou, a iluminação de segurança é inadequada.</p><p>Radiografia subfixada (pouco fixada)</p><p>Uma radiografia com uma fixação deficiente pode apresentar uma</p><p>transparência insuficiente, ou seja, as partes transparentes apresentam-</p><p>se leitosas (esbranquiçadas). Pode, também, mudar de cor em pouco</p><p>tempo, ficando marrom.</p><p>Em ambos os tipos de processamento, o filme radiográfico demora</p><p>a secar, sendo que no processamento automático pode ser observado</p><p>que o filme sai úmido da processadora.</p><p>Processamento e Filmes Radiológicos 41</p><p>Professor.: Ricardo Pereira e-mail.: rad_rick@hotmail.com</p><p>Pode ocorrer quando:</p><p>A solução do fixado r está saturada;</p><p>A solução química está diluída; ou</p><p>Ocorre redução do tempo de fixação, quer seja por redução do</p><p>volume de solução química no tanque de processamento</p><p>automático, ou por redução do tempo de fixação no</p><p>processamento manual.</p><p>Radiografia arranhada</p><p>Ocorre por falta de alinhamento ou corrosão das guias nas</p><p>processadoras automáticas, ou por falta de cuidado no manuseio das</p><p>colgaduras durante o processamento manual.</p><p>Radiografia com Impurezas</p><p>Pode ocorrer devido a presença de impurezas (lodo, sujeira), no tanque</p><p>de lavagem.</p><p>Radiografia mal lavada</p><p>Pode ocorrer devido à deficiência ou mesmo falta de lavagem da</p><p>radiografia. A radiografia apresenta um odor característico.</p><p>RUIDO RADIOGRAFICO</p><p>São irregularidades no enegrecimento do filme radiográfico</p><p>Mosqueado radiográfico</p><p>Confere aspecto granulado à radiografia, que pode ser em função</p><p>da composição do écran, da granulação do filme radiográfico, ou também</p><p>do resultado da interação do feixe de radiação com o objeto (ruído</p><p>quântico).</p><p>Artefatos</p><p>São variações de densidade indesejáveis apresentadas sob a forma</p><p>de manchas na radiografia.</p><p>Principais causas de aparecimento de artefatos na radiografia</p><p>Processamento e Filmes Radiológicos 42</p><p>Professor.: Ricardo Pereira e-mail.: rad_rick@hotmail.com</p><p>Manuseio com mãos úmidas = Provoca o aparecimento de artefatos de tom</p><p>claro no filme radiográfico, conhecidos como ―digitais‖.</p><p>Pressão e deformação físicas do filme radiográfico = Provocam o aparecimento</p><p>de artefatos de tom escuro no filme radiográfico. Os mais comuns são ―unhas‖</p><p>e dobras.</p><p>Exposição prolongada à luz de segurança na câmara escura = A exposição de</p><p>um filme radiográfico exposto (não virgem) por mais de 3 segundos à luz de</p><p>segurança na câmara escura acarretara um velamento gradual do filme (</p><p>aumento do véu de base ) com conseqüente redução do contrasta da imagem.</p><p>Fricção do filme radiográfico exposto ou virgem = Determina o aparecimento de</p><p>artefatos de tom escuro devido a eletricidade estática. Deve ser retirado da</p><p>caixa, ou do chassi, com cuidado, lentamente e pelas bordas.</p><p>Contato do filme radiográfico com líquidos = O filme radiográfico deve ser</p><p>manuseado em local seco, longe de qualquer tipo de liquido ( água ou produtos</p><p>químicos).</p><p>Validade do filme radiográfico = Uma caixa de filme radiográfico deve ser</p><p>consumida totalmente dento do prazo de validade, e o mais breve possível.</p><p>Após sua abertura, uma caixa aberta por um longo período, mesmo nas</p><p>condições ideais de temperatura e umidade relativa do ar, pode acarretar um</p><p>velamento difuso do filme radiográfico ( aumento do véu de base) e o</p><p>aparecimento de artefatos der tom escuro causados pela presença de fungos</p><p>(mofo) na gelatina do filme.</p><p>Falta de conservação dos chassis e écrans = Um écran danificado ou sujo, ou</p><p>mesmo restos de contraste sobre o chassi determinam o aparecimento de</p><p>artefatos na radiografia.</p><p>Falta de conservação dos equipamentos = Restos de contraste na mesa de</p><p>exame.</p><p>Paciente com vestimenta inadequada para a realização do exame = A</p><p>presença de adornos (grampos, cordões) e botões produzem a formação de</p><p>artefatos na imagem projetada.</p><p>PREPARO DAS SOLUÇÕES</p><p>É uma das etapas mais importantes na revelação, é o correto preparo</p><p>das soluções de acordo com as instruções do fabricante dos produtos que</p><p>garante a sua qualidade. Para obter os melhores resultados devem-se</p><p>proceder rigorosamente ao que a bula do fabricante recomenda e utilizar</p><p>sempre todos os produtos da mesma marca.</p><p>Processamento e Filmes Radiológicos 43</p><p>Professor.: Ricardo Pereira e-mail.: rad_rick@hotmail.com</p><p>Precauções gerais quando do preparo dos químicos:</p><p>Lavar completamente os tanques, tampos e os reservatórios da</p><p>processadora.</p><p>Não espirrar uma solução na outra, principalmente fixador no revelador,</p><p>pois pode contaminar os químicos.</p><p>Usar sempre o protetor contra respingos, que acompanha cada</p><p>equipamento.</p><p>Usar recipientes para a mistura e armazenamento, feitos de materiais</p><p>não corrosivos.</p><p>Não usar outros tipos de recipientes que tenham sido soldados.</p><p>Manter os tanques sempre fechados, evitando sujeiras, evaporação dos</p><p>químicos e uma rápida oxidação, esta proporcionada pelo contato com o</p><p>ar.</p><p>Use sempre espátulas ou mergulhadores separados para agitar as</p><p>soluções quando da diluição dos químicos.</p><p>Tomem cuidados ao usar termômetros de mercúrio para aferir a</p><p>temperatura das soluções, porque este se quebrar o mercúrio</p><p>representa perigo por causa da toxidade e pode produzir um alto nível</p><p>de véu no filme.</p><p>Por último, ajuste a temperatura da água na qual serão dissolvidas as</p><p>substâncias químicas de acordo com a recomendação na bula do</p><p>produto.</p><p>PREPARO DE QUÍMICOS PARA PROCESSAMENTO</p><p>PREPARO PARA 38 OU 76 LITROS PARA FIXADOR E REVELADOR</p><p>1. Confirmar o volume da reserva (deve ser de 5 a 15 litros).</p><p>2. Acrescentar 25 litros de água, caso esteja preparando 38 litros de solução,</p><p>ou 50 litros de água quando estiver preparando 76 litros de solução.</p><p>3. Sob agitação acrescentar o conteúdo da parte A do Fixador ou Revelador.</p><p>4. Sob agitação, acrescentar o conteúdo da parte B do Fixador ou Revelador.</p><p>5. Se estiver preparando solução reveladora, sob agitação acrescentar a parte</p><p>C do Revelador.</p><p>6. Acrescente água, sob agitação, até o volume total atingir 38 ou 76 litros mais</p><p>a reserva inicial.</p><p>7. Agite a solução final por 5 minutos.</p><p>8. Utilize um agitador em PVC para o preparo de cada químico.</p><p>Processamento e Filmes Radiológicos 44</p><p>Professor.: Ricardo Pereira e-mail.: rad_rick@hotmail.com</p><p>IMPORTANTE:</p><p>1. Ao adicionar as soluções nos tanques, tenha o cuidado de não produzir</p><p>bolhas de ar que reagirão com a solução – Oxidação.</p><p>2. Observe as imagens que demonstram a forma correta para adicionar as</p><p>soluções e como agitar a solução preparada.</p><p>Tenha sempre dois agitadores separados para cada químico, mesmo que eles</p><p>sejam lavados após o preparo.</p><p>O agitador indicado pode ser confeccionado facilmente pelo próprio técnico.</p><p>PROCEDIMENTO DE ROTINA PARA USO DA PROCESSADORA</p><p>Ao termino do expediente</p><p>1 – Desligar a processadora;</p><p>2 – Fechar o registro de água que abastece a processadora;</p><p>3 – Deslocar o dreno de água;</p><p>4 – Retirar os rolos e lava-los cuidadosamente;</p><p>5 – Colocar os rolos em local seguro e cobri-los (evitar pó);</p><p>6 – Deslocar a tampa da processadora e mantê-la parcialmente aberta após o</p><p>termino do expediente;</p><p>7 – Fechar qualquer janela próxima à processadora.</p><p>Ao iniciar o expediente</p><p>1 – Colocar na posição correta o dreno de água;</p><p>2 – Ligar a água;</p><p>3 – Colocar os rolos ( cuidadosamente);</p><p>4 – fechar a tampa da processadora;</p><p>5 – Ligar a processadora;</p><p>6 – Limpar a bandeja com pano ―ligeiramente‖ úmido e depois seco ( que não</p><p>solte fiapos);</p><p>7 – Passar de 4 a 5 filmes grandes para assentar os rolos</p><p>Processamento e Filmes Radiológicos 45</p><p>Professor.: Ricardo Pereira e-mail.: rad_rick@hotmail.com</p><p>REVELAÇÃO DIGITAL</p><p>Lazer</p><p>Atualmente em aparelhos de Tomografia Computadorizada e</p><p>Ressonância Magnética, usam filmes especiais tipo CT, Scanner, Vídeo</p><p>Imagem, Medicina Nuclear, todos estes de processos rápidos e monobloco,</p><p>alem de serem utilizados sem Ècrans Fluorescentes. O microcomputador da</p><p>câmara sincroniza todo o processo, que é semelhante à formação da imagem</p><p>na tela de um monitor de TV. A câmara recebe imagens de vários postos de</p><p>trabalho na forma de sinal, transfere para o filme e lança este filme a uma</p><p>gaveta receptora ou em uma processadora que esteja acoplada.</p><p>Os filmes usados são sensíveis a infravermelho e são armazenados na câmara</p><p>em uma gaveta para sua segurança.</p><p>Lazer Dryview</p><p>Conhecido também com Dry, este equipamento dispensa os Ècrans</p><p>utilizados nos Chassis, além de possuir uma processadora que nos permite</p><p>visualizar a área anatômica do paciente ao qual foi exposta. Sua processadora</p><p>pode estar em rede, ou seja, não é necessário documentarmos a radiografia,</p><p>pois a mesma já esta a disposição do Médico, em sua sala, ele sim é quem</p><p>decidirá se será necessário ou não a documentação da radiografia. A</p><p>processadora também nos permite ajustes de até 20% de contraste ou latitude</p><p>antes de enviar a radiografia via rede para o médico. Seu filme é sensível à</p><p>Luz. É revelado a Lazer e a Alta Temperatura. As documentadoras</p><p>(reveladoras), possuem uma gaveta na qual encaixamos o chassi para que a</p><p>película de Fósforo seja retirada e processada, para documentarmos a</p><p>informação contida nela.</p><p>A própria documentadora re-carrega o chassi, para que o mesmo seja utilizado</p><p>novamente em uma nova radiografia. Suas imagens são muito bem definidas, o</p><p>que nos fornecem melhores detalhes das áreas solicitadas. Há também</p><p>possibilidades de arquivamento de exames realizados em CD’S, isso se não</p><p>houver a necessidade da documentação, ou enquanto o paciente aguarda o</p><p>laudo médico. Com este equipamento o tempo é diminuído consideravelmente,</p><p>e a sua margem de erro é de apenas 0,01%, pelo fato de ser digital e nos</p><p>permitir ajustes se necessários.</p><p>Revelação digital por temperatura</p><p>São filmes não sensíveis à Luz, onde a processadora só impressiona os</p><p>filmes do tipo Dry Pix DIAT, e não necessita de Câmara Escura. Sendo</p><p>totalmente térmica não necessita de químicos no processo de revelação, pois</p><p>nos filmes não há Haleto de Prata e sim Sais Inorgânicos. Ao disparar o Raios-</p><p>Processamento e Filmes Radiológicos 46</p><p>Professor.: Ricardo Pereira e-mail.: rad_rick@hotmail.com</p><p>X, aparece a imagem da área radiografada em um monitor o que também nos</p><p>permite um reajuste de cerca de 20% na imagem, do contrário do convencional</p><p>ela permite a visualização e o reajuste do exame e em seguida se necessário a</p><p>documentação do mesmo. As processadoras possuem monitores para</p><p>visualização do paciente, seus sistemas de terminais podem ser interligados</p><p>entre técnicos e médicos.</p><p>Processo de Imagem</p><p>Após a exposição do paciente, leva-se o chassi digital até a</p><p>processadora (gaveta) a qual retira as informações contidas no mesmo. Seu</p><p>chassi possui uma película de Fósforo não sensível à Luz que grava e</p><p>armazena a informação após a irradiação até que seja documentada. Na</p><p>revelação digital a perda do filme é de 0,01%, onde são utilizados os filmes</p><p>DIAT (Temperatura) e DIAL (Lazer/Temperatura). Nas processadoras</p><p>convencionais a revelação acontece na seguinte seqüência:</p><p>1 – Sensibilizamos o filme;</p><p>2 – Documentação;</p><p>3 – Verificação.</p><p>Já com o sistema digital, acontece da seguinte forma:</p><p>1 – Sensibilizamos o filme</p><p>2 – Verificamos; Analisamos</p><p>3 – Documentamos, se houver necessidade.</p><p>O custo para implantação do sistema digital ainda é muito alto, mas o</p><p>seu retorno é certo, o que esta levando grandes centros já optarem por este</p><p>novo método de trabalho.</p><p>mais difíceis de se localizar são as</p><p>menores. As grandes você as vê à distância. Pegue uma pedra muito pequena,</p><p>por exemplo, nesta radiografia. Você pode ver nitidamente o contorno do rim e</p><p>a sombra mais escura no centro, com muitas manchas mais escuras</p><p>espalhadas. Elas são visíveis até pelo paciente e isto não é bom. Eu</p><p>normalmente uso duas placas, uma em cima da outra, e exponho-as ao mesmo</p><p>tempo com o envelope envolta delas. Desta forma, embora as manchas</p><p>(artefatos) ainda irão aparecer na placa, mesmo assim as manchas não estão</p><p>no mesmo lugar em ambas as placas. Desse jeito, você pode superar as</p><p>dificuldades dos defeitos das placas. Eu já falei com fabricantes de placas</p><p>experientes sobre isto e eles reconhecem isto, eles tentam remediar o</p><p>problema, mas não conseguiram, pelos menos ainda, superá-lo.”</p><p>As placas fotográficas para radiologia inicialmente eram inseridas em</p><p>envelopes a prova de luz e seladas. No entanto, descobriu-se que as placas se</p><p>deterioravam pela interação entre os químicos do papel e da emulsão. Isto</p><p>levou ao desenvolvimento de envelopes duplos separados, com o operador</p><p>carregando a placa radiográfica de acordo com a necessidade, primeiro num</p><p>envelope preto e depois num envelope de cor laranja ou vermelha para</p><p>proteção.</p><p>Na realidade, a qualidade diagnóstica da maioria destas radiografias era</p><p>simplesmente confinada a descrição de aparências grosseiras. A presença do</p><p>borramento devido a radiação secundária e a granulariedade da imagem</p><p>Processamento e Filmes Radiológicos 4</p><p>Professor.: Ricardo Pereira e-mail.: rad_rick@hotmail.com</p><p>quando as telas intensificadoras eram utilizadas sempre desencorajaram o</p><p>registro fotográfico das imagens radiográficas. isto resultou na crescente</p><p>aceitação da fluoroscopia e influenciou muito no atraso da produção de</p><p>materiais fotográficos mais sensíveis. Já em 1901, como 3 milhões de placas</p><p>foram utilizadas para radiografias, porém, a produção de placas especialmente</p><p>manufaturadas para o radiodiagnóstico era limitada e cerca de 75% do volume</p><p>de radiografias foram realizadas com placas fotográficas comuns.</p><p>Filme radiográfico</p><p>Quando Roentgen escreveu seu artigo descrevendo a descoberta dos raios X,</p><p>já citou a utilização de placas ou filmes para o registro das imagens produzidas</p><p>pela radiação. No entanto, inicialmente o filme radiográfico foi muito pouco</p><p>utilizado. Em 1896, o ―Transparent Film - New Formula‖ da Eastman (Kodak)</p><p>com base celulósica ainda era fabricado e ocasionalmente utilizado na</p><p>radiografia. Na Inglaterra, outro fabricante de filmes radiográficos, San dell</p><p>Plate Company desenvolveu dois filmes cuja base era gelatinosa, ao invés de</p><p>usar celulóide. Eles eram feitos com duas camadas de emulsão, uma rápida e</p><p>outra de velocidade normal, que eram depositadas sobre vidro e depois</p><p>retiradas.</p><p>Os filmes eram fornecidos em pacotes de envelopes escuros, difíceis de</p><p>processar e muito lentos (sensibilidade) se comparado às placas rápidas.</p><p>Nem o filme à base de gelatina quanto o de celulóide eram aceitos por</p><p>causa de suas tendências em enrolar e riscar, porém tinham a vantagem de</p><p>serem finos e poderem ser utilizados com uma ou duas telas intensiticadoras,</p><p>com a conseqüente redução na exposição. Deve-se lembrar que os filmes não</p><p>quebravam como as placas de vidro.</p><p>Antes da 1ª Guerra Mundial, o vidro utilizado nas placas fotográficas era</p><p>obtido da Bélgica. O ataque alemão à marinha mercante Aliada e a invasão da</p><p>Bélgica logo cortaram esta fonte. A procura por vidro para os propósitos</p><p>fotográficos tornou-se um problema sério. A demanda por placas radiográficas</p><p>nos hospitais do Exército tornou-se tão grande que era impossível atendê-los.</p><p>Mesmo quando se conseguiam as placas, seu tamanho e fragilidade faziam-</p><p>nas de difícil transporte sem quebra. Com este cenário a frente, fez-se</p><p>necessário obter uma solução que utilizasse outra base para a emulsão em</p><p>substituição ao vidro.</p><p>A nova base deveria suportar a película de emulsão sem deformar e ser</p><p>flexíveis transparentes como o vidro. A única solução era adaptar a base de</p><p>nitrato celulósico utilizado na manufatura de filmes fotográficos.</p><p>Conseqüentemente, em 1914, a empresa Kodak lançou um filme radiográfico</p><p>de face simples com uma sensibilidade maior que qualquer outro filme ou placa</p><p>radiográfica até então disponível. Entre tanto, este filme não era ainda o ideal,</p><p>pois facilmente enrolava-se e era difícil de ser processado em bandejas.</p><p>Processamento e Filmes Radiológicos 5</p><p>Professor.: Ricardo Pereira e-mail.: rad_rick@hotmail.com</p><p>O uso de equipamentos radiográficos portáteis em campo durante a 1ª</p><p>Guerra Mundial demandou uma grande eficiência e velocidade dos filmes</p><p>radiográficos. Esta necessidade acelerou o trabalho de pesquisa de um filme</p><p>com emulsão em ambos os lados e de base transparente que tornasse</p><p>possível o uso da técnica de duas telas intensificadoras. Finalmente, em 1918,</p><p>o filme radiográfico ―Dupli-Tize‖ (dupla emulsão) da Kodak estava disponível. A</p><p>técnica da tela dupla usando filmes com dupla emulsão soltou um aumento</p><p>enorme na velocidade e tornou possível o uso do diafragma de Poner-Bucky no</p><p>controle da radiação espalhada. A melhoria na qualidade diagnóstica das</p><p>radiografias resultantes foi um fator insignificante no crescimento da radiologia</p><p>neste período. Os filmes radiográficos cobertos em ambos os lados de uma</p><p>base transparente transformou todas as outras formas de registro da imagem</p><p>radiográfica obsoletas da noite para o dia. Apesar disso, a introdução do filme</p><p>não era tarefa fácil, pois havia anos de preconceito a ser superado. Os</p><p>radiografistas estavam tão acostumados com as placas de vidro que levou</p><p>tempo para convencê-los que o filme oferecia algumas vantagens significativas.</p><p>Novos chassis e outros tipos de acessórios tiveram que ser inventados. A</p><p>prática corrente de processamento em bandejas era um empecilho a rápida</p><p>adoção dos filmes de dupla- face. Poucos laboratórios usavam tanques</p><p>profundos para o processamento vertical de placas e estavam habilitados a</p><p>mudar rapidamente logo que se tornassem disponíveis presilhas para os filmes.</p><p>Em 1923, um filme radiográfico mais rápido (sensível) foi desenvolvido.</p><p>Ele permitia a redução radical do tempo de exposição ou a diminuição da</p><p>tensão com conseqüente desgaste menor e fissuras nos tubos e demais</p><p>acessórios. A base deste filme, como seus predecessores, era o nitrato</p><p>celulósico. Contudo, o nitrato celulósico era uma base de filme que sempre</p><p>apresentava um grande risco de incêndio. Os próprios hospitais e laboratórios</p><p>reconheciam o perigo devido aos vários incêndios causados pelo manejo</p><p>descuidado e armazenagem incorreta dos filmes. Apesar de esforços intensos,</p><p>a pesquisa por um material menos inflamável foi infrutífera até 1906, quando foi</p><p>descoberto que o acetato celulósico poderia servir como base para ―filmes</p><p>seguros‖, especialmente para uso no cinema. O valor de se fabricar filmes</p><p>radiográficos a partir desta substância não foi considerado seriamente naquele</p><p>tempo devido ao uso universal das placas de vidro.</p><p>A produção real da base de acetato celulósico útil requeria muitos anos</p><p>de pesquisa e desenvolvimento. Problemas que tinham de ser solucionados</p><p>incluíam a eliminação de impurezas, redução da fragilidade, melhoria da</p><p>claridade e aumento da resistência. Grandes passos foram dados no processo</p><p>de recuperação dos subprodutos gerados pela reação química de produção do</p><p>acetato celulósico, o que permitiu que o preço se mantivesse baixo, Além</p><p>disso, a 1ª Guerra Mundial providenciou um grande incentivo para a produção</p><p>de acetato celulósico para usos além dos propósitos fotográficos. Este grande</p><p>consumo tornou possível o aumento acentuado do conhecimento em relação à</p><p>manufatura eficiente do acetato celulósico. Finalmente, um filme radiográfico</p><p>Processamento e Filmes Radiológicos 6</p><p>Professor.: Ricardo Pereira e-mail.: rad_rick@hotmail.com</p><p>em base segura de acetato celulósico foi produzido e vendido pela Kodak em</p><p>1924, No entanto, por que este novo filme ainda tinha tendências de enrugar-se</p><p>e mofar, além do preço maior, os filmes inflamáveis continuaram a ser</p><p>amplamente utilizados e acumulando-se em grandes quantidades nos hospitais</p><p>e clínicas radiológicas. Em 1929, um desastre ocorreu com o incêndio nos</p><p>filmes da Clínica Cleveland onde matou 124 vidas. Desde então, um filme de</p><p>acetato celulósico melhor ficou disponível e o uso da base de nitrato foi logo</p><p>descontinuado.</p><p>No inicio dos anos 30, foi introduzido o filme Dk2phax, que era</p><p>constituído de uma base translúcida com uma emulsão rápida que permitia a</p><p>visualização da radiografia frente a qualquer fonte luz. Até então, todos os</p><p>filmes radiográficos eram incolores. Em 1933, a Companhia Produtora de</p><p>Filmes DuPont adicionou tinta azul a sua base, o que melhorou a qualidade</p><p>diagnóstica de seus filmes. Esta prática, desde então, tornou-se padrão por</p><p>todos os fabricantes de filmes.</p><p>O primeiro filme para exposição direta de raios X (sem tela</p><p>intensificadora) foi vendido em 1936 pela Ansco, depois comprada pela Agfa.</p><p>Idealizado para ser utilizado em exposições sem telas fluorescentes, este filme</p><p>tinha velocidade, contraste e definição melhores que os filmes que utilizavam</p><p>telas e foi primeiramente designado para as radiografias de extremidades.</p><p>Quatro anos mais tarde, a Kodak introduziu os filmes radiográficos Blue Drand</p><p>que eram revestido com um novo tipo de emulsão que lhe conferia maior</p><p>velocidade e contraste e podia ser utilizado tanto para exposição direta quanto</p><p>com telas.</p><p>Em 1960, 10 anos após sua introdução na fotografia geral, o polietileno</p><p>teratalato foi introduzido pela DuPon como uma nova base para filmes de raios</p><p>X médico, comparado com os ésteres celulósicos, este novo material possui</p><p>maior rigidez, maior estabilidade dimensional, baixa absorção de água e</p><p>grande resistência a rasgos. A rigidez do polietileno teratalato melhora a</p><p>segurança no transporte em processadoras automáticas de rolo e a baixa</p><p>absorção de água simplifica a secagem das radiografias. Ainda na década de</p><p>60, as bases de poliéster substituíram os filmes de base celulósica para todos</p><p>os exames radiográficos comuns.</p><p>Estrutura do Filme</p><p>Ao analisarmos a estrutura de um filme radiográfico, notamos que este é</p><p>composto por uma emulsão fotográfica muito fina (aproximadamente 10 nm) e</p><p>uma base plástica transparente (poliéster ou cetato de celulose) que serve para</p><p>dar sustentação à emulsão. Esta emulsão está em suspensão em gelatina</p><p>fotográfica, o que permite uma melhor distribuição da mesma, não deixando</p><p>que ela se deposite na base plástica do filme. A gelatina também protege a</p><p>emulsão do contato humano enquanto a imagem não processada.</p><p>Processamento e Filmes Radiológicos 7</p><p>Professor.: Ricardo Pereira e-mail.: rad_rick@hotmail.com</p><p>Base</p><p>A base, ou suporte é o componente que dá sustentação ao material que</p><p>será sensibilizado e armazenará a imagem radiográfica. Possui uma espessura</p><p>em torno de 180 m. Deve ter algumas características físicas que se referem à</p><p>resistência mecânica para atuar como base para a emulsão, possuir boa</p><p>estabilidade dimensional (baixa dilatação), além de adequada absorção de</p><p>água, facilitando o processo de revelação.</p><p>Também é importante que a base seja transparente, pois a imagem é</p><p>visualizada pela relação de sombras que ficam configuradas a partir da</p><p>iluminação colocada por trás do filme. Um corante é adicionado à base, em tom</p><p>azulado, para diminuir o cansaço visual, além de melhorar a percepção dos</p><p>contrastes pelo olho humano.</p><p>Substrato</p><p>É o elemento de ligação entre a base e a gelatina. Uma vez que a base</p><p>é feita de poliéster ou celulóide, que são elementos muito lisos e</p><p>escorregadios, a gelatina não teria como aderir a estes materiais. Assim, é</p><p>colocado uma fina camada de uma substância que funciona como cola entre a</p><p>gelatina e a base.</p><p>Gelatina</p><p>É um composto químico que possui a função principal de manter os</p><p>grãos de haletos de prata em suas posições fixas e uniformemente distribuídas.</p><p>Outra característica é a de permitir a passagem de água e dos produtos da</p><p>revelação por entre os microcristais.</p><p>Processamento e Filmes Radiológicos 8</p><p>Professor.: Ricardo Pereira e-mail.: rad_rick@hotmail.com</p><p>Elemento sensível à radiação</p><p>Este é o elemento principal, pois é o que absorve a radiação e a converte</p><p>em imagem, constituída dc uma gama de tons escuros e claros que contêm</p><p>informação útil para diagnóstico. Os haletos de prata mais utilizado são os</p><p>brometos. Eles são depositados em forma de microristais (da ordem de 1 m</p><p>de diâmetro) sobre a base, misturados à gelatina que os mantém em suas</p><p>posições relativas. Aos microcristais de brometo de prata é adicionada uma</p><p>pequena quantidade de iodeto de prata (até 10%), o que serve para aumentar</p><p>a sensibilidade em relação ao uso de qualquer uma das duas substâncias</p><p>puras. A figura 3 ilustra a forma dos átomos dentro dos microcriscristais.</p><p>Os átomos de prata, bromo e iodo formam uma molécula a partir de</p><p>ligações atômicas entre si. A prata possui um elétron na sua última camada</p><p>Processamento e Filmes Radiológicos 9</p><p>Professor.: Ricardo Pereira e-mail.: rad_rick@hotmail.com</p><p>(O). O bromo e o iodo possuem 7 elétrons nas suas últimas camadas (N e O,</p><p>respectivamente). Porém, os átomos são mais estáveis se possuírem 8</p><p>elétrons na última camada. Então, a prata cede seu elétron para o bromo ou o</p><p>iodo, que se completam. Assim surgem, na molécula do haleto, íons positivos</p><p>(Ag+) e íons negativos (Br- ou I-). Como a estrutura cristalina dos haletos não é</p><p>rígida, estes íons negativos têm uma tendência a se localizarem na periferia da</p><p>molécula, forçando os íons de prata a se deslocarem para o centro. Por causa</p><p>disto, a superfície dos microcristais torna-se ligeiramente negativa.</p><p>Para que os fótons possam ser realmente capturados pelos haletos de</p><p>prata, é misturada uma impureza durante a confecção dos microcristais. Esta</p><p>impureza tem por função atrair os elétrons liberados do bromo e do iodo pela</p><p>incidência do fóton, dando início à formação da imagem.</p><p>Existem algumas teorias sobre como o fóton é capturado e como a</p><p>informação da radiação é transformada em imagem. A teoria de Gurney se</p><p>baseia na retirada dos elétrons da estrutura atômica dos cristais pelos fotons</p><p>incidentes e conseqüente absorção desses elétrons pelos íons livres de prata</p><p>no cristal. Esta teoria será melhor descrita no próximo ítem.</p><p>Processamento e Filmes Radiológicos 10</p><p>Professor.: Ricardo Pereira e-mail.: rad_rick@hotmail.com</p><p>Capa protetora</p><p>Trata-se de uma película que cobre a gelatina a fim de protegê-la contra a</p><p>abrasão ou o atrito causado pela manipulação do Técnico ou quando em</p><p>contato com os rolos da processadora automática, além de evitar o grudamento</p><p>entre as folhas dentro da caixa de filmes.</p><p>Corante anti-halo</p><p>Nos filmes de dupla camada de emulsão, é utilizado um corante especial</p><p>na base do filme para evitar o efeito halo. O efeito halo ocorre quando um fóton</p><p>de luz além de interagir com os haletos de prata na camada anterior do filme,</p><p>também interage com a camada posterior. Ou seja, há uma duplicação da</p><p>imagem. Com o corante misturado à base, após o fóton de luz</p><p>interagir, ou não</p><p>com uma camada de emulsão do filme, este não atingirá a camada oposta,</p><p>pois o corante irá absorvê-lo.</p><p>Processamento e Filmes Radiológicos 11</p><p>Professor.: Ricardo Pereira e-mail.: rad_rick@hotmail.com</p><p>Processamento de Sensibilização</p><p>Como referido antes, o filme radiográfico possui microcristais que são</p><p>sensíveis à radiação X e principalmente á luz produzida pelo ècran, os micro</p><p>cristais desse elemento, colocados sobre a base do filme com ajuda da</p><p>gelatina, irão reagir à passagem da luz e transformar a imagem aérea, definida</p><p>anteriormente, em uma imagem gravada pontualmente em cada um dos</p><p>próprios cristais.</p><p>Este processo de sensibilização começa quando um fóton de luz oriundo</p><p>da tela intensificadora interage com a gelatina e com os microcristàis. Se fóton</p><p>de luz perder totalmente sua energia, então ocorrerá uma interação fotoelétrica.</p><p>Se apenas parte da energia do fóton for transferida para os átomos do filme,</p><p>então ocorrerá uma interação por efeito Compton. Tanto na interação</p><p>fotoelétrica quanto no efeito Compton, um elétron do átomo atingido é liberado,</p><p>e com muita energia. Geralmente, o átomo de bromo ou iodo, por possuírem</p><p>um elétron a mais, são os que ais facilmente liberam elétrons. Este elétron,</p><p>agora livre, poderá circular pelas moléculas dos haletos e então se ligar a</p><p>qualquer outro átomo. Porém, a inclusão da impureza tem justamente o</p><p>objetivo de atrair este elétron livre. Em sua trajetória, o elétron livre poderá</p><p>colidir com outros átomos e criar outros elétrons livres. Ao chegarem próximos</p><p>da impureza, os elétrons livres acabam criando uma região negativa dentro do</p><p>microcristal. O bromo ou iodo, que cedeu seu elétron extra, volta a ser um</p><p>átomo neutro. Como a ligação iônica que existia entre a prata e o bromo, ou</p><p>iodo, deixou de existir, este átomo, Br ou I, está livre para deixar a estrutura do</p><p>haleto dc prata e se misturar com a gelatina.</p><p>Processamento e Filmes Radiológicos 12</p><p>Professor.: Ricardo Pereira e-mail.: rad_rick@hotmail.com</p><p>Com a formação de uma região eletricamente negativa, os íons de prata,</p><p>Ag+ que estão livres pois perderam a ligação iônica com os íons de Br e I, são</p><p>atraídos para esta região. Ao chegarem nesta região, os tons Ag-+ se juntam</p><p>com os elétrons livres e voltam a ser prata neutra (Ag°), ou prata metálica.</p><p>Assim, há uma degradação do microcristal pela dissociação dos haletos de</p><p>prata. Esta degradação é tão maior quanto forem os elétrons livres que o</p><p>microcristal conseguir liberar, fruto dos fótons que interagiram. A intensidade da</p><p>degradação, maior ou menor, é que cria os diferentes níveis de cinza da</p><p>imagem, além de facilitar o processo de revelação.</p><p>Imagem Latente</p><p>Quando o feixe de radiação emerge do paciente e interage com os</p><p>elementos sensíveis presentes no filme ocorre um fenômeno físico que faz com</p><p>que a estrutura física dos microcristais de haletos de prata seja modificada,</p><p>Processamento e Filmes Radiológicos 13</p><p>Professor.: Ricardo Pereira e-mail.: rad_rick@hotmail.com</p><p>formando o que se conhece como IMACEM LATENTE. A visualização somente</p><p>será possível pelo processo de revelação, que fará com que aqueles</p><p>microcristais que foram sensibilizados sofram uma redução de maneira a se</p><p>transformarem em prata metálica enegrecida. É importante lembrar que a</p><p>imagem já está formada, porém não pode ser visualizada, por isso deve-se ter</p><p>cuidado na sua manipulá-la.</p><p>Apenas quando a prata for enegrecida, suspensa na gelatina, é que será</p><p>a imagem visível na radiografia e se supõe conter as informações acerca das</p><p>estruturas irradiadas.</p><p>Os filmes são vendidos em caixas de papelão com 100 folhas. O custo</p><p>varia de US$ 30,00 para os filmes de menor tamanho, até US 250,00 para os</p><p>maiores. No entanto, por dificuldade de manipulação durante a fabricação</p><p>(realizada totalmente no escuro), o fabricante pesa a caixa para ter certeza de</p><p>que ela contém o número certo de folhas. Por isso, é comum entre os</p><p>fabricantes, já que todos os filmes são igual, independente do tamanho, se</p><p>referir ao custo de fabricação por peso de filme radiográfico, ou por valor de</p><p>área, ao invés do valor unitário por folha ou por caixa.</p><p>Tamanhos de Filme</p><p>Por uma questão de facilidade de manuseio e confecção de telas</p><p>intensificadoras, chassis, porta - chassi, etc, o tamanho dos filmes radiográficos</p><p>foi padronizado. Atualmente, existem 10 tamanhos distintos de filmes, a saber:</p><p>13 cm x 18 cm 25 cm x 30 cm</p><p>15 cm x 30 cm 30 cm x 40 cm</p><p>15 cm x 40 cm 35 cm x 35 cm</p><p>18 cm x 24 cm 35 cm x 43 cm</p><p>20 cm x 25 cm</p><p>24 cm x 30 cm</p><p>Processamento e Filmes Radiológicos 14</p><p>Professor.: Ricardo Pereira e-mail.: rad_rick@hotmail.com</p><p>CLASSIFICALÇAO DOS FILMES RADIOGRAFICOS</p><p>Quanto a sensibilidade aos Fótons</p><p>O filme radiográfico pode ser classificado quanto à sensibilidade a luz em</p><p>não-cromatizados e cromatizados.</p><p> Não cromatizados filmes sensíveis ao azul.</p><p> Cromatizados filmes ortocromatico = sensíveis ao verde;</p><p>Filmes pancromáticos = sua sensibilidade abrange</p><p>todo o espectro de luz.</p><p>Quanto ao tamanho dos cristais fotossensíveis</p><p> Filmes rápidos ou de alta velocidade (FAV)</p><p> Camada cristalina mais espessa ou maiores cristais;</p><p> Requer metade do tempo de exposição do FMV;</p><p> Radiografias com aspecto granuloso;</p><p> Ideal para aparelho de baixa potencia < 60 mA.</p><p> Filmes de media velocidade (FMV)</p><p> De uso mais geral</p><p> Excelentes resultados associados a écran de detalhe;</p><p> Menor tempo de exposição do paciente.</p><p> Filmes de baixa velocidade (de detalhe)</p><p> Possuem camada cristalina muito fina, ou</p><p> Pequeníssimos cristais de haletos de prata;</p><p> Uso especializado – estruturas finas –</p><p> Requer o dobro do tempo de exposição que FMV</p><p>CUIDADOS COM O FILME RADIOGRAFICO</p><p>Devido a sensibilidade do filme radiográfico não exposto (virgem ) a</p><p>fatores físicos, químicos e biológicos, alguns cuidados devem ser observados</p><p>na armazenagem das caixas fechadas.</p><p> As caixas devem ser armazenadas na vertical, em um local</p><p>―impermeável‖ ( blindado) a radiação;</p><p> A umidade relativa do ar do local da armazenagem deve estar entre 30</p><p>e 50%;</p><p> A temperatura do local de armazenagem não deve sofrer variações</p><p>bruscas e deve estar entre 10 e 21°C;</p><p> As caixas não podem ter contato com nenhum tipo de liquido (água ou</p><p>substancias químicas).</p><p>Processamento e Filmes Radiológicos 15</p><p>Professor.: Ricardo Pereira e-mail.: rad_rick@hotmail.com</p><p>A RESPOSTA DO FILME</p><p>Sensitometria</p><p>É o estudo e a medição da resposta do filme quanto as mudanças nas</p><p>condições de exposição e revelação que afetam a aparência de uma</p><p>radiografia. A sensitometria permite traçar a curva característica que representa</p><p>as características sensitometricas ( velocidade) de um filme.</p><p>Densidade Fotográfica (óptica)</p><p>A densidade fotográfica é a medição do enegrecimento do filme. Em</p><p>outras palavras, a área do filme de maior exposição á radiação ou luz terá um</p><p>aspecto mais enegrecido ou de maior densidade, enquanto a área do filme de</p><p>menor exposição a radiação ou luz apresentara um aspecto mais transparente</p><p>ou acinzentado, ou ainda de menor densidade.</p><p>Curva característica</p><p>È um gráfico que mostra uma escala de densidades resultante de uma</p><p>serie de exposições de diferentes intensidades em um filme radiográfico. A</p><p>curva característica pode ser usada para fornecer informações sobre</p><p>sensibilidade relativa, velocidade do filme e sobre seus contrastes.</p><p>Véu de base</p><p>É a densidade mínima de um filme radiográfico que não foi exposto a</p><p>radiação ou a luz dos ecrans. O véu ou véu de base refere-se a densidade do</p><p>suporte do filme mais a densidade das camadas de emulsão que não</p><p>receberam nenhuma exposição intencional.</p><p>TELA INTENSIFICADORA (ÉCRAN)</p><p>Introdução</p><p>Certas substâncias, se submetidas</p><p>a algum estímulo externo (tais como:</p><p>calor, ionização, reações químicas),</p><p>podem converter a energia absorvida em</p><p>radiação eletromagnética no intervalo da</p><p>luz visível. Essa conversão de energia é</p><p>chamada de Luminescência.</p><p>A luminescência é chamada</p><p>Fluorescência quando a emissão de</p><p>radiação ocorre num intervalo de tempo</p><p>Processamento e Filmes Radiológicos 16</p><p>Professor.: Ricardo Pereira e-mail.: rad_rick@hotmail.com</p><p>de até 10-8 segundos; se esse fenômeno se der num tempo maior, tem o nome</p><p>de Fosforescência.</p><p>Algumas substâncias, como o tungstato de cálcio (CaWO4) e oxisulfato de</p><p>gadolíneo (Gd2O2S), tornam-se fluorescentes à ação dos RX. A quantidade de</p><p>luz emitida é proporcional à quantidade de RX absorvida e, portanto,</p><p>proporcional à dose recebida.</p><p>Na radiologia convencional o receptor radiográfico consiste de um filme</p><p>em contato com uma ou duas telas intensificadoras, já na mamografia o filme</p><p>esta em contato com apenas uma tela intensificadora. As telas intensificadoras,</p><p>os chamados écrans reforçadores, são acessórios usados em conjunto com os</p><p>filmes radiográficos como um artifício para a melhoria do nível de sensibilização</p><p>do filme, já que as películas usadas para registro de imagens radiográficas são</p><p>muito pouco sensíveis aos raios X.</p><p>A vantagem do uso dos écrans é evidente pela grande redução da dose</p><p>no paciente, a diminuição da desfocagem por movimento, quando em</p><p>exposições muito longas e o aumento da vida útil do tubo, por causa da</p><p>aplicação de cargas menores a ampola.</p><p>Ecrans de Reforço</p><p> São constituídos por uma substância química, o fósforo que tem a</p><p>propriedade de absorver fotons de alta energia (rx) e de os transformar e</p><p>devolver como fotons de luz visível. Este processo é conhecido como</p><p>Fluorescência</p><p> O ecran atua como um amplificador de imagem convertendo a imagem de</p><p>radiação numa imagem composta por fotons de luz.</p><p> Fator de reforço de um ecran – traduz a relação que existe entre</p><p>exposição à radiação sem ecrans, em relação à que é requerida com a</p><p>utilização de ecrans para obter a mesma densidade na película.</p><p>ESTRUTURA DOS ECRANS DE REFORÇO.</p><p>1 → Base poliéster ou cartão</p><p>2→ Camada refletora</p><p>3→ Camada Ativa</p><p>4→ Camada protetora</p><p>1 → Base poliéster ou cartão</p><p>Processamento e Filmes Radiológicos 17</p><p>Professor.: Ricardo Pereira e-mail.: rad_rick@hotmail.com</p><p>2→ Camada refletora</p><p> Constituída em dióxido de titânio</p><p> Branca ou amarelada</p><p> Reflete a luz da camada ativa quando o ecran é irradiado</p><p>3→ Camada Ativa</p><p> Constituída por pequenos cristais de fósforo, suspensos numa</p><p>substancia gelatinosa</p><p>4→ Camada protetora</p><p>Classes de Fósforo</p><p> Sulfureto de Zinco</p><p>o Utilizado em radioscopia, emite uma luz amarela-esverdeada.</p><p>o Atualmente é proibida a sua utilização</p><p> Tungstato de Cálcio</p><p>o Emite fotons nas zonas violetas e azul do espectro, as</p><p>películas são bastante sensíveis a este comprimento de onda.</p><p> Sulfato de Bário</p><p> Flurocloreto de bário</p><p> Terras raras</p><p>o Oxibrometo de lantânio</p><p>o Oxisulforeto de Terras raras ( gandolinio e lantânio, itrio)</p><p>Características dos fósforos</p><p> Alto poder de absorção dos raios x</p><p> Alto rendimento na conversão (rad x → rad luminosa)</p><p> Espectro de emissão concordante com a sensibilidade espectral da</p><p>película</p><p> Tolerância a uma variedade de condições ambientais – calor,</p><p>humidade</p><p> Livre de fosforescência (luminescência) e de acumulação de</p><p>fluorescência</p><p>Tipos de fósforos</p><p> Diferem nas suas características de absorção ao raios x</p><p> Dois requisitos que o tornam altamente absorventes</p><p>o Número atómico elevado</p><p>o Densidade física alta (massa por unidade de volume)</p><p> A densidade é importante para determinar a espessura do ecran</p><p>Quantidade de fósforo</p><p> Ao aumentar a espessura do ecran → a quantidade de fósforo aumenta</p><p>o seu poder de absorção e consequentemente a emissão de luz</p><p>Processamento e Filmes Radiológicos 18</p><p>Professor.: Ricardo Pereira e-mail.: rad_rick@hotmail.com</p><p> A partir de uma determinada espessura, a quantidade de luz emitida</p><p>pelos cristais mais afastados da película é absorvido antes de alcançar a</p><p>superfície do ecran</p><p> O ecran devera possuir uma espessura suficiente para que a luz emitida</p><p>pelo fósforo seja toda aproveitada.</p><p>Fatores que afetam a emissão de luz do ecran</p><p> Absorção dos raios x</p><p>o Tipo de fósforo</p><p>o Quantidade de fósforo (espessura e densidade do aglomerado)</p><p>o Qualidade do feixe de imagem de radiação</p><p>o Combinação da película com um ou dois ecrans</p><p> Tamanho da partícula de fósforo</p><p> Capas refletoras ou absorvente de luz</p><p> Eficácia da conversão do ecran</p><p>Qualidade do feixe de imagem de radiação</p><p> Tem influência na quantidade de energia absorvida pelo ecran.</p><p> A qualidade do feixe de rx esta inerente ao poder de penetração do feixe</p><p>incidente sobre o receptor de imagem.</p><p>o Kv</p><p>o Filtração do feixe</p><p>o Parte do corpo examinado</p><p>o Uso de grade anti difusora</p><p>Tamanho da partícula de fósforo</p><p>O tamanho dos cristais de fósforo tende a aumentar o brilho da luz emitida pelo</p><p>ecran.</p><p>Parâmetros dominantes na construção do ecran</p><p> Espessura do ecran</p><p> Número atómico dos elementos que constituem o fósforo</p><p> Densidade do aglomerado</p><p>Capas refletoras ou absorventes da luz</p><p> Capas refletoras – Aumentam a intensidade luminosa emitida pela</p><p>camada ativa (ecrans para exposição rápida)</p><p> Capas absorventes – Diminui a emissão de luz emitida pela camada</p><p>ativa</p><p>Combinação das películas com um ou dois ecrans</p><p> A película monoemulsionada com um só ecran. Ex : mamografia</p><p> A absorção de rx por partes dos ecrans aumenta com a utilização de</p><p>dois ecrans utilizados com película de dupla emulsão</p><p>Processamento e Filmes Radiológicos 19</p><p>Professor.: Ricardo Pereira e-mail.: rad_rick@hotmail.com</p><p> A fim de produzir um efeito de enegrecimento similar em ambos os lados</p><p>da película, o ecran anterior (mais próximo da ampola de Rx) devera ser</p><p>mais fino que o posterior</p><p>Eficácia da conversão do ecran</p><p> Mediante a interacção de um só foton de Rx com uma partícula de</p><p>fósforo, podem gerar-se milhares de fotons de luz visível</p><p> Traduz a relação entre a energia total de luz emitida pelo ecran e a</p><p>energia de radiação absorvida</p><p> A eficácia desta conversão depende do tipo de fósforo</p><p>Classificação dos ecrans</p><p>Classificam-se em três categoriasde acordo com a sua velocidade:</p><p> Lentos – alta resolução</p><p> Médios – universalmente de media velocidade</p><p> Rápidos alta velocidade</p><p>Vantagens da utilização dos écrans de reforço:</p><p> Diminuição de exposição à radiação (paciente e do pessoal).</p><p> Tempos de exposição mais curtos;</p><p> Diminuição do calor produzido dentro da ampola;</p><p> Possibilidade de utilização de foco fino.</p><p>Cuidados com os ecrans</p><p> Limpeza regular, para os libertar de material estranho (pó)</p><p> Utilizar uma substância de limpeza adequada, antiestáticos</p><p> Secagem ao ar após a limpeza</p><p> Deverão estar bem secos antes de se introduzir as películas</p><p>Esquema básico de uma exposição</p><p>recoberto de gelatina, que apresenta cor e densidade recomendada</p><p>pelo fabricante do filme. No seu interior deve ter uma lâmpada incandescente</p><p>com, no máximo, 15 watts de potência, a uma distância de, no mínimo, 1.20 m</p><p>do local de trabalho.</p><p>Na suspeita de que o filtro de segurança esteja inadequado, pode ser</p><p>feito o seguinte teste:</p><p>1. Sobre a mesa de trabalho é aberto um filme sem exposição apenas até a</p><p>metade;</p><p>2. A outra metade permanece protegida com o próprio papel da embalagem</p><p>do filme;</p><p>3. O filme deve ficar de 3 a 5 minutos na câmara escura exposto apenas à luz</p><p>de segurança;</p><p>4. Finalmente o filme deverá ser processado normalmente no escuro total.</p><p>Caso a porção desprotegida do filme apresentar certo grau de</p><p>velamento, de cor cinza claro, quando comparada a parte que ficou protegida</p><p>pelo papel, é sinal de que a luz de segurança está inadequada.</p><p>Outro procedimento que pode ser realizado para verificação do aspecto</p><p>de vazamento de luz em sua câmara escura pode ser realizado da seguinte</p><p>maneira: Ao fechar a porta, espere por algum tempo, até seu olho se adaptar</p><p>ao novo ambiente, a fim de que se possa detectar qualquer vazamento</p><p>indesejado de luz, tomando as devidas providências para vedá-lo.</p><p>Processamento e Filmes Radiológicos 25</p><p>Professor.: Ricardo Pereira e-mail.: rad_rick@hotmail.com</p><p>Controle de qualidade</p><p>As radiografias depois de processadas devem sempre passar por um</p><p>controle de qualidade para verificar se apresentam características ideais de</p><p>interpretação: ótima densidade, contraste e definição.</p><p>Radiografia de Referência: radiografia executada com o máximo de rigor</p><p>quanto a técnica e ao processamento, apresentando características ideais de</p><p>densidade e contraste. Esta radiografia deve permanecer no negatoscópio e</p><p>toda nova radiografia processada deve ser comparada com ela. Isso garante</p><p>que as radiografias sempre preencham os requisitos de qualidade.</p><p>OPERAÇÕES REALIZADAS NA CAMARA ESCURA</p><p>- Colocação dos filmes virgens nos chassis;</p><p>- Envio dos chassis carregados para a sala de exposição;</p><p>- Recebimento dos chassis com os filmes expostos;</p><p>- Retirada dos filmes com a imagem latente dos chassis;</p><p>- Identificação dos filmes;</p><p>- Inserção dos filmes na processadora;</p><p>- Revelação e fixação;</p><p>- Manutenção dos chassis;</p><p>- Limpeza dos ecrans;</p><p>CONSIDERAÇÕES SOBRE A CAMARA ESCURA</p><p>- Localizar o mais distante possível de fontes de radiação dispersa;</p><p>- Paredes revestidas com material adequado;</p><p>- Piso revestido por cerâmica;</p><p>- Moveis dispostos de modo a facilitar o transito dos operadores;</p><p>- Possuir uma bancada ou mesa para manuseio dos filmes e limpeza</p><p>chassi/ecram;</p><p>- Deve ser provida de iluminação de segurança;</p><p>- deve ser inspecionada quanto ao vazamento de luz;</p><p>CUIDADOS COM A CAMARA ESCURA</p><p>- Efetuar a limpeza diária com pano úmido (paredes e piso);</p><p>- Não manter roupas penduradas dentro da câmara escura, não comer,</p><p>fumar ou beber no local;</p><p>- Manter as mãos limpas ao manusear os filmes, unhas curtas e sem</p><p>esmalte;</p><p>- Instalar um limpador ou filtro de ar quando não existentes;</p><p>- Instalar termôhigometro a fim de controlar a temperatura (10° e 21°C) e</p><p>a umidade relativa do ar ( 30-50%)</p><p>Processamento e Filmes Radiológicos 26</p><p>Professor.: Ricardo Pereira e-mail.: rad_rick@hotmail.com</p><p>- Instalar luz de segurança, com verificação periódica do filtro da</p><p>lâmpada;</p><p>CAMARA CLARA</p><p>- Pia para a lavagem das mãos, rolos da processadora, entre outros;</p><p>- Negatoscopio;</p><p>- Recipientes com os químicos;</p><p>- Parte da processadora automática de onde saem os filmes revelados;</p><p>Tratamento Fotográfico das Películas</p><p>É o conjunto de operações do qual resulta a transformação da imagem</p><p>latente em visível, e pode ser:</p><p> REVELAÇÃO MANUAL</p><p> REVELAÇÃO AUTOMÁTICA</p><p>Processo de Revelação</p><p>1. Revelação</p><p>2. Lavagem intermédia ( banho de parada) – Rev. manual</p><p>3. Fixação</p><p>4. Lavagem</p><p>5. Secagem</p><p>Revelação</p><p>-Transformação de uma imagem latente numa imagem visível, mas não</p><p>permanente;</p><p>-Esta transformação ocorre pela ação de um soluto químico, o revelador.</p><p>Revelador: O revelador é uma solução química que transforma a Imagem</p><p>Latente no filme em uma imagem visível composta de diminutos de massas de</p><p>prata metálica. É composto de:</p><p> Solventes</p><p> Agentes Redutores ou Reveladores</p><p> Agentes Protetores</p><p> Agentes Ativadores</p><p> Agentes Retardadores</p><p>Solventes</p><p>Processamento e Filmes Radiológicos 27</p><p>Professor.: Ricardo Pereira e-mail.: rad_rick@hotmail.com</p><p>O Solvente básico em um revelador é a água que dissolve e ioniza as</p><p>substâncias químicas do revelador. A água também faz com que a gelatina da</p><p>emulsão do filme se dilate de maneira que os agentes de revelação dissolvidos</p><p>possam se inflamar pra atingir os cristais de haleto de prata</p><p>Agentes Redutores ou Reveladores</p><p>-É um composto químico capaz de converter os cristais de halogéneo de prata</p><p>(prata iônica) em prata metálica;</p><p>-Agentes:</p><p>-Hidroquinona</p><p>-Feridom (Fenidona)</p><p>-Possuem uma grande afinidade com o O2, perdendo a sua capacidade</p><p>reveladora;</p><p>Agentes Ativadores ou Aceleradores</p><p>-Aumentam a atividade da reação química;</p><p>-São substancias alcalinas (pH elevado acelera a reação);</p><p>-carbonato de Na ou K (revelador normal)</p><p>-hidróxido de Na ou K (revelador rápido)</p><p>-Destina-se a facilitar a atuação dos redutores;</p><p>Agentes retardadores</p><p>-Desaceleram a revelação, permitindo a homogeneidade da revelação em toda</p><p>a película.</p><p>-Protegem os grãos de AgBr não expostos, reduzindo o velado;</p><p>-Agentes:</p><p>-Iodeto de K</p><p>-Brometo de K</p><p>Agentes Protetores</p><p>-Função antioxidante;</p><p>-Têm grande afinidade com o O2, competindo com os agentes redutores;</p><p>-Ajudam a manter a atividade do revelador;</p><p>Processamento e Filmes Radiológicos 28</p><p>Professor.: Ricardo Pereira e-mail.: rad_rick@hotmail.com</p><p>-Agente:</p><p>-Sulfato de Na ou K</p><p>Fixação</p><p>-É a transformação de uma imagem visível numa imagem permanente;</p><p>-A sua função é retirar todos os sais de prata não revelados (não expostos);</p><p>A fixação é feita em 3 Etapas:</p><p>1- Neutralizar – neutralizar os restos do revelador</p><p>2- Clarear – transformação do AgBr num componente invisível</p><p>3-Fixação – remoção dos cristais de AgBr que se encontravam na</p><p>película</p><p>Fixador: O fixador interrompe o processo de revelação e retira todos os</p><p>haletos de prata que não foram expostos à radiação. Dentre outras funções do</p><p>fixador ele volta a endurecer a emulsão. Para se completar a revelação é</p><p>necessário eliminar os cristais não revelados do filme revelado antes da</p><p>lavagem, desta forma o filme não ira descolorir ou escurecer com o tempo ou</p><p>pela exposição da luz. Além disso, as coberturas de gelatinas devem ser</p><p>endurecida de maneira que o filme resista a arranhões e possa ser secado com</p><p>ar quente. Estes processos são conhecidos como Fixação. O fixador é</p><p>composto por:</p><p> Solvente</p><p> Agente fixador</p><p> Agente preservador</p><p> Agente endurecedor</p><p> Agente ativador</p><p>Solvente</p><p>O solvente à base de água dissolve os outros ingredientes, difunde-se</p><p>na emulsão carregando consigo o agente clareador, e dissolve os compostos</p><p>de Tiossulfato de prata, desta forma ajudando a elimina-los do filme.</p><p>Agente Fixador</p><p>- Dissolve e elimina os grãos de halogéno de prata não expostos;</p><p>-Confere à película um aspecto transparente e duradouro;</p><p>- Agentes:</p><p>Processamento e Filmes Radiológicos 29</p><p>Professor.: Ricardo Pereira e-mail.: rad_rick@hotmail.com</p><p>- Tiossulfato de sódio</p><p>ou enxofre</p><p>Agente Preservador</p><p>-Preserva as características do fixador evitando a sua decomposição;</p><p>-Agentes:</p><p>-Sulfato de Na</p><p>Agente Endurecedor</p><p>-Sais de alumínio;</p><p>-Evita que a emulsão retenha demasiada água;</p><p>-Protege a emulsão das agressões;</p><p>-Encurta o tempo de secagem;</p><p>Agente Ativador</p><p>-Acelera a ação dos outros químicos;</p><p>-Neutraliza restos de revelador que a emulsão possa conter;</p><p>-Agente:</p><p>-Ácido acético</p><p>FATORES QUE AFETAM O GRAU DE REVELAÇÃO</p><p>Existem fatores de processamento que afetam diretamente a revelação.</p><p>São eles:</p><p>Tempo</p><p>Temperatura</p><p>Agitação</p><p>Interrupção do processo de revelação</p><p>Tempo</p><p>É recomendado pelo fabricante que se siga religiosamente tempo de</p><p>preparo da mistura e de imersão do filme. Para que os químicos fiquem prontos</p><p>adequadamente deve ter um tempo de preparo e de mistura para que não haja</p><p>Processamento e Filmes Radiológicos 30</p><p>Professor.: Ricardo Pereira e-mail.: rad_rick@hotmail.com</p><p>nenhum tio de aglutinação nos filmes ou manchas. O temo da imersão a</p><p>solução diluída produzirá contraste máximo, por esse deve-se controlar</p><p>cuidadosamente o tempo de imersão.</p><p>Temperatura</p><p>Quanto mais baixa mais lentamente atuarão as substâncias reveladoras,</p><p>se superior a 28ºC em processamento manual ou 37ºC em processamento</p><p>automático amolecem acentuadamente a gelatina, fazendo com que a emulsão</p><p>possa se deteriorar com facilidade. Os agentes de revelações automáticas,</p><p>contém agentes endurecedores de gelatinas na película. No processo manual a</p><p>temperatura varia entre 13ºC à 27ºC.</p><p>Agitação</p><p>A gelatina é algo semelhante a uma esponja que se embebe do agente</p><p>revelador, se o filme não for agitado os agentes reveladores se esgotam</p><p>rapidamente. A agitação é fundamental, pois o Brometo que se origina como</p><p>subproduto é um retardador de revelação. Deve-se procurar uma agitação</p><p>uniforme durante toda a operação, sendo contínua, pode se reduzir o tempo de</p><p>revelação em aproximadamente 20%, na processadora automática é produzida</p><p>a ação rotatória dos roletes dos transportes, por bombas de recirculação e pela</p><p>passagem mecânica da película através do revelador.</p><p>Interrupção do processo de revelação</p><p>Podemos utilizar dois métodos para interrupção:</p><p>1- Utilização de uma solução de Paragem, na qual seria imersa a película</p><p>revelada.</p><p>2- Proceder uma operação de lavagem uniforme, pois se houver</p><p>permanência de agentes reveladores ativos na emulsão e se for imersa</p><p>no fixador, poderá transformar a prata que se formou em uma espuma</p><p>de prata coloidial ou véu dicróico.</p><p>REVELAÇÃO MANUAL</p><p>Processamento Manual de Filmes</p><p>O processamento visa transformar a imagem latente invisível, formada</p><p>durante o processo de exposição do filme, em imagem visível de prata</p><p>metálica, de forma que esta imagem seja a mais representativa possível das</p><p>estruturas da região do corpo humano radiografado.</p><p>Processamento e Filmes Radiológicos 31</p><p>Professor.: Ricardo Pereira e-mail.: rad_rick@hotmail.com</p><p>O processo manual é composto, basicamente, de cinco etapas:</p><p>Revelação</p><p>Banho interruptor</p><p>Fixação</p><p>Lavagem</p><p>Secagem</p><p>MISTURA DAS SOLUÇÕES</p><p>VERIFICAÇÃO DA TEMPERATURA</p><p>Temperatura Tempo</p><p>18°C 4 min.</p><p>20°C 3 min.</p><p>21°C 2 min.</p><p>24°C 0,5 min.</p><p>• Uniformização da temperatura por todo</p><p>volume;</p><p>• Usar diferentes bastões de misturas para</p><p>revelador e fixador;</p><p>• Realizar movimentos suaves, evitando o</p><p>menor contato possível da solução</p><p>reveladora com o ar;</p><p>• Empregar termômetro de precisão;</p><p>• Lavar o termômetro;</p><p>• Ajustar a temperatura da solução</p><p>conforme resolução;</p><p>Processamento e Filmes Radiológicos 32</p><p>Professor.: Ricardo Pereira e-mail.: rad_rick@hotmail.com</p><p>COLOCAR O FILME NA COLGADURA</p><p>AJUSTAR O CRONOMETRO</p><p>MERGULHAR O FILME NO REVELADOR</p><p>AGITAR O FILME</p><p>• Mergulhe o filme completamente de modo</p><p>uniforme na vertical;</p><p>• Não faça pausas para evitar estrias;</p><p>• Acione o cronômetro;</p><p>• Golpeie levemente a colgadura contra a</p><p>parede do tanque para retirar bolhas de ar da</p><p>parede do filme</p><p>• Caso necessário ou recomendado;</p><p>• Alternativamente, pode ser retirado e</p><p>mergulhado novamente a cada 30s;</p><p>• Intensifica o contato do revelador com o</p><p>filme e a retirada de produtos da reação da</p><p>superfície do filme;</p><p>• Pode haver redução do tempo em 20%</p><p>• Ajuste para o período de revelação</p><p>recomendado;</p><p>• Tempo varia conforme a temperatura da</p><p>solução, sendo ideal 21°C por 1,5 min.</p><p>Para o revelador novo;</p><p>• Evitar temperaturas < 13°C e > 27°C;</p><p>• Fixar o filme adequadamente nos</p><p>grampos;</p><p>• Usar o tamanho adequado para o filme;</p><p>• Fixar primeiro nas pontas inferiores;</p><p>• Evitar contado excessivo dos dedos no</p><p>filme;</p><p>Processamento e Filmes Radiológicos 33</p><p>Professor.: Ricardo Pereira e-mail.: rad_rick@hotmail.com</p><p>RETIRAR O FILME DO TANQUE REVELADOR</p><p>ENXAGUAR BEM</p><p>FIXAR ADEQUADAMENTE</p><p>LAVAR BEM</p><p>• Levante rapidamente a colgadura, assim que,</p><p>o cronômetro soar;</p><p>• Retirar de forma que a solução escorra do</p><p>filme de volta para o tanque de revelação,</p><p>inclinando a colgadura;</p><p>• Colocar o filme em banho de enxágue com água</p><p>limpa se possível corrente, agitando</p><p>continuamente por 30s;</p><p>• Retirar do banho e deixar escorrer bem;</p><p>• Mergulhe e agite a colgadura vigorosamente no</p><p>começo;</p><p>• Verifique o tempo correto nas instruções do</p><p>fabricante;</p><p>• Geralmente o tempo é 2 vezes maior que o</p><p>tempo de clareamento +- 3 min; Até quando sua</p><p>aparência leitosa desaparecer.</p><p>• Colocar o filme num tanque de água corrente (</p><p>fluxo de 8 trocas completas por hora);</p><p>• Manter um bom espaço entre as colgaduras (</p><p>água deve fluir sob o seus topos);</p><p>• Deixar por tempo entre 15 e 30 min.</p><p>Dependendo do tipo de filme;</p><p>Processamento e Filmes Radiológicos 34</p><p>Professor.: Ricardo Pereira e-mail.: rad_rick@hotmail.com</p><p>ENXAGUE FINAL</p><p>SECAGEM</p><p>REVELAÇÃO AUTOMATICA</p><p>A demanda por radiografias fez com que os radiologistas e os</p><p>departamentos de radiologia fossem desafiados a se tornarem cada vez mais</p><p>eficientes no uso de instalações disponíveis para produzir radiografias ideais. A</p><p>revelação automática de filme de Raios-X tem se tornado um grande fator no</p><p>manuseio com sucesso, deste crescente volume de trabalho. A automatização</p><p>da revelação é possível graças à combinação de três elementos:</p><p>Processadoras; Substâncias químicas especiais; Filmes compatíveis.</p><p>Trabalhando em conjunto, estes elementos oferecem um meio rápido de</p><p>produzir radiografias adequadamente reveladas.</p><p>A essência da revelação automática é a interação controlada do filme,</p><p>substâncias químicas e processadoras. Para revelar, fixar, lavar e secar uma</p><p>radiografia no curto tempo disponível no processo automático, requer vários</p><p>fatores, entre eles substâncias químicas especialmente formuladas e rígido</p><p>controle das temperaturas da solução, agitação e reforço. As características do</p><p>filme devem naturalmente ser compatíveis com as condições de revelação com</p><p>o diminuído tempo de revelação e com o sistema de transporte mecânico.</p><p>• Tanque com agente umedecedor que acelera a</p><p>secagem e evita as marcas d’água ( álcool);</p><p>• Deixar por 30 segundos;</p><p>• Deixar escorrer</p><p>por vários segundos</p><p>• Secar em área livre de poeira à temperatura</p><p>ambiente ou em cabine apropriada;</p><p>• Manter os filmes bem separados um do outro;</p><p>• Depois de secos, remover das colgaduras e</p><p>cortar as pontas para remover as marcas dos</p><p>grampos;</p><p>• Colocar nos envelopes identificados;</p><p>Processamento e Filmes Radiológicos 35</p><p>Professor.: Ricardo Pereira e-mail.: rad_rick@hotmail.com</p><p>Processadoras automáticas</p><p>O processamento de maneira geral é idêntico, com variações nos</p><p>tempos seco a seco, de acordo com o tempo há variações de fluxo e</p><p>temperaturas, é composta de três tanques e um secador, motor condutor,</p><p>conjuntos de racks, termostatos de controle de temperatura de circulação, de</p><p>fluxo, de tempo de processamento, etc. A instalação é feita com o corpo no</p><p>lado de dentro da Câmara Escura (CE) executando algumas ―corpo fora da</p><p>Câmara Escura‖. Na parte de dentro da câmara escura, esta localizada a</p><p>gaveta onde são colocados os filmes para os processamentos, em seguida os</p><p>filmes são impulsionados pelos roletes dos racks, que são movimentados por</p><p>um motor central, e são colocados nos tanques que se movimentam em</p><p>tempos controlados puxando os filmes de seco a seco, revelando, fixando,</p><p>lavando e secando, o que demora em média de 45, 90, 150 a 180 segundos.</p><p>Sistemas dos processos automáticos</p><p>As processadoras automáticas incorporam vários sistemas, os quais</p><p>transportam, revelam e secam o filme, alem de reforçar e recircular as soluções</p><p>de revelação.</p><p>Sistema mecânico</p><p>Composto por vários sistemas:</p><p> Sistema de transporte</p><p> Sistema de água</p><p>Processamento e Filmes Radiológicos 36</p><p>Professor.: Ricardo Pereira e-mail.: rad_rick@hotmail.com</p><p> Sistema de recirculação</p><p> Sistema de renovação</p><p> Sistema de secagem</p><p>Sistema de Transporte:</p><p> Composto por pares de rolos, acionados por um motor de velocidade</p><p>constante;</p><p> A velocidade de transporte é coordenada com a temperatura e as</p><p>concentrações dos químicos;</p><p> Conduz a película através das várias secções;</p><p>Funções:</p><p>- Transportar a película;</p><p>- Agitar os banhos;</p><p>- Ação espremedora;</p><p>Sistema de água:</p><p>Funções:</p><p> Lavagem das películas;</p><p> Manutenção dos banhos e temperatura constante;</p><p>Deve possuir:</p><p>- Filtros;</p><p>- Regulador de fluxo;</p><p>- Termóstato;</p><p>Sistema de recirculação:</p><p>Sistema de bombas e tubagens que permitem vários líquidos de</p><p>tratamento fotográfico circular dentro da máquina.</p><p>Funções:</p><p> Circulação dos líquidos dentro da máquina;</p><p> Manutenção da temperatura constante;</p><p> Função agitadora;</p><p>Sistema de Renovação ou Reforço</p><p>Processamento e Filmes Radiológicos 37</p><p>Professor.: Ricardo Pereira e-mail.: rad_rick@hotmail.com</p><p>Compete-lhe renovar, reforçar os banhos dentro da maquina;</p><p>Funções:</p><p> Reposição dos níveis de líquidos nos vários compartimentos da</p><p>máquina;</p><p> Repor a atividade química da solução;</p><p>Objetivos de um bom Processamento</p><p>Alcançar as características sensitométricas desejadas na imagem</p><p>processada:</p><p>Velocidade</p><p>Contraste</p><p>Veú</p><p>Apresentar uma radiografia livre de artefatos dentro da escala de</p><p>densidades ópticas requeridas para a interpretação da mesma.</p><p>Um bom processamento deve levar em conta:</p><p>Tempo de ciclo de processamento</p><p>Químicos apropriados</p><p>Taxas de reforço</p><p>Temperaturas adequadas</p><p>Manutenção da máquina</p><p>Controlo de qualidade</p><p>Ciclo de processamento</p><p>É o tempo q decorre entre o momento que a película entra na máquina</p><p>de revelação e o momento em que sai da mesma.</p><p>Tempo do ciclo de processamento:</p><p>- 45-210 segundos</p><p>- 90 seg. (standard)</p><p>Químicos</p><p>- Devem ser utilizados os químicos recomendados pelos fabricantes;</p><p>Processamento e Filmes Radiológicos 38</p><p>Professor.: Ricardo Pereira e-mail.: rad_rick@hotmail.com</p><p>- Os concentrados químicos podem variar de acordo com os vários</p><p>fabricantes;</p><p>- Procedimento correto na diluição dos químicos;</p><p>- Taxas de reforço. Um reforço apropriado proporciona resultados</p><p>sensiotometricos estáveis;</p><p>- Esta taxa é calculada em função do volume de películas processadas e</p><p>da sua área de superfície</p><p>Controle de Qualidade da máquina</p><p>- Temperatura do revelador</p><p>- Índice de velocidade</p><p>- Índice de contraste</p><p>- Velado base</p><p>Manutenção das processadoras</p><p>Alguns dos procedimentos padrões de manutenção para a adequada</p><p>operação da processadora são os seguintes:</p><p>Freqüente verificação dos níveis de solução, proporção de reforço,</p><p>temperaturas fornecimento de água e recirculação da solução.</p><p>Limpeza dos tanques, dos bastidores de revelação, passadores, filtros e</p><p>tubos de ar do secador. Os depósitos químicos devem ser removidos</p><p>dos rolos.</p><p>As soluções de limpezas dos sistemas devem ser utilizadas de acordo</p><p>com as instruções do fabricante, se houver propagação biológica ela</p><p>deve ser removida de acordo com as recomendações.</p><p>Deve-se utilizar bandejas de escorrimento e protetores contra respingos</p><p>ao se remover ou instalar os bastidores.</p><p>Trocar os filtros nos sistemas de circulação e nos condutores de água.</p><p>Ao iniciar o trabalho do dia, sugere-se colocar algumas folhas de filme</p><p>de limpeza na processadora. Este procedimento ajuda a remover os</p><p>precipitados, sujeiras e outras substâncias que podem ter sido depositadas</p><p>nos rolos. Existem filmes de limpezas para os rolos de transporte fabricados</p><p>com esta finalidade.</p><p>Processamento e Filmes Radiológicos 39</p><p>Professor.: Ricardo Pereira e-mail.: rad_rick@hotmail.com</p><p>ESQUEMA DE UMA PROCESSADORA AUTOMATICA</p><p>Principais problemas que podem ocorrer no processamento de</p><p>filmes radiográficos</p><p>Radiografia sub-revelada (pouco revelada)</p><p>Uma radiografia com uma revelação deficiente pode apresentar</p><p>uma redução do contraste, observada através das partes negras do filme</p><p>que ficam semitransparentes (cinza-negro).</p><p>Pode ocorrer quando:</p><p>A solução química do revelador está oxidada ou saturada;</p><p>A temperatura da solução química do revelador está baixa;</p><p>A solução química do revelador está diluída;</p><p>Em processadoras com velocidade variável, ocorre a perda da</p><p>relação temperatura/velocidade; ou,</p><p>Ocorre redução do tempo de revelação, quer seja por redução no</p><p>volume de solução química no tanque de processamento</p><p>Processamento e Filmes Radiológicos 40</p><p>Professor.: Ricardo Pereira e-mail.: rad_rick@hotmail.com</p><p>automático, ou por redução do tempo de revelação no</p><p>processamento manual.</p><p>Radiografia super-revelada</p><p>Uma radiografia super-revelada apresenta um aumento do véu de</p><p>base, ou seja, as partes brancas do filme ficam veladas (acinzentadas).</p><p>Pode ocorrer quando:</p><p>A temperatura da solução química do revelador está alta;</p><p>A solução química do revelado r está concentrada;</p><p>Em processadoras com velocidade variável, ocorre a perda da</p><p>relação temperatura/velocidade; ou</p><p>Ocorre aumento do tempo de revelação no processamento</p><p>manual.</p><p>Aumento do véu de base</p><p>O aumento do véu de base, em uma radiografia, é observado</p><p>através da falta de contraste, ou seja, as partes brancas do filme ficam</p><p>acinzentadas.</p><p>Pode ocorrer quando:</p><p>A temperatura da solução química do revelador está alta;</p><p>A solução química do revelado r está concentrada;</p><p>Ocorre aumento do tempo de revelação no processamento</p><p>manual;</p><p>A solução química do revelado</p>solte fiapos); 7 – Passar de 4 a 5 filmes grandes para assentar os rolos Processamento e Filmes Radiológicos 45 Professor.: Ricardo Pereira e-mail.: rad_rick@hotmail.com REVELAÇÃO DIGITAL Lazer Atualmente em aparelhos de Tomografia Computadorizada e Ressonância Magnética, usam filmes especiais tipo CT, Scanner, Vídeo Imagem, Medicina Nuclear, todos estes de processos rápidos e monobloco, alem de serem utilizados sem Ècrans Fluorescentes. O microcomputador da câmara sincroniza todo o processo, que é semelhante à formação da imagem na tela de um monitor de TV. A câmara recebe imagens de vários postos de trabalho na forma de sinal, transfere para o filme e lança este filme a uma gaveta receptora ou em uma processadora que esteja acoplada. Os filmes usados são sensíveis a infravermelho e são armazenados na câmara em uma gaveta para sua segurança. Lazer Dryview Conhecido também com Dry, este equipamento dispensa os Ècrans utilizados nos Chassis, além de possuir uma processadora que nos permite visualizar a área anatômica do paciente ao qual foi exposta. Sua processadora pode estar em rede, ou seja, não é necessário documentarmos a radiografia, pois a mesma já esta a disposição do Médico, em sua sala, ele sim é quem decidirá se será necessário ou não a documentação da radiografia. A processadora também nos permite ajustes de até 20% de contraste ou latitude antes de enviar a radiografia via rede para o médico. Seu filme é sensível à Luz. É revelado a Lazer e a Alta Temperatura. As documentadoras (reveladoras), possuem uma gaveta na qual encaixamos o chassi para que a película de Fósforo seja retirada e processada, para documentarmos a informação contida nela. A própria documentadora re-carrega o chassi, para que o mesmo seja utilizado novamente em uma nova radiografia. Suas imagens são muito bem definidas, o que nos fornecem melhores detalhes das áreas solicitadas. Há também possibilidades de arquivamento de exames realizados em CD’S, isso se não houver a necessidade da documentação, ou enquanto o paciente aguarda o laudo médico. Com este equipamento o tempo é diminuído consideravelmente, e a sua margem de erro é de apenas 0,01%, pelo fato de ser digital e nos permitir ajustes se necessários. Revelação digital por temperatura São filmes não sensíveis à Luz, onde a processadora só impressiona os filmes do tipo Dry Pix DIAT, e não necessita de Câmara Escura. Sendo totalmente térmica não necessita de químicos no processo de revelação, pois nos filmes não há Haleto de Prata e sim Sais Inorgânicos. Ao disparar o Raios- Processamento e Filmes Radiológicos 46 Professor.: Ricardo Pereira e-mail.: rad_rick@hotmail.com X, aparece a imagem da área radiografada em um monitor o que também nos permite um reajuste de cerca de 20% na imagem, do contrário do convencional ela permite a visualização e o reajuste do exame e em seguida se necessário a documentação do mesmo. As processadoras possuem monitores para visualização do paciente, seus sistemas de terminais podem ser interligados entre técnicos e médicos. Processo de Imagem Após a exposição do paciente, leva-se o chassi digital até a processadora (gaveta) a qual retira as informações contidas no mesmo. Seu chassi possui uma película de Fósforo não sensível à Luz que grava e armazena a informação após a irradiação até que seja documentada. Na revelação digital a perda do filme é de 0,01%, onde são utilizados os filmes DIAT (Temperatura) e DIAL (Lazer/Temperatura). Nas processadoras convencionais a revelação acontece na seguinte seqüência: 1 – Sensibilizamos o filme; 2 – Documentação; 3 – Verificação. Já com o sistema digital, acontece da seguinte forma: 1 – Sensibilizamos o filme 2 – Verificamos; Analisamos 3 – Documentamos, se houver necessidade. O custo para implantação do sistema digital ainda é muito alto, mas o seu retorno é certo, o que esta levando grandes centros já optarem por este novo método de trabalho.