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FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE CARATINGA – FUNEC 
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA – UNEC 
NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA - NEAD 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CONSTRUÇÕES E INSTALAÇÕES RURAIS 
Prof. M.Sc. Sanderson Dutra Rocha Gouvêa 
AGRONOMIA 
 
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA GRADUAÇÃO 
UNEC / EAD DISCIPLINA: CONSTRUÇÕES E INSTALAÇÕES RURAIS 
 
NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA - NEAD Página | 2 
Professor: M.Sc. Sanderson Dutra Rocha Gouvêa – sanderson.unec@gmail.com 
UNIDADE DE ENSINO: 
CONSTRUÇÕES E INSTALAÇÕES RURAIS 
 
APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA: 
Caros discentes, 
Bem-vindos à Unidade de Ensino CONSTRUÇÕES E INSTALAÇÕES RURAIS 
 
Um bom profissional da área de 
agronomia compreende os elementos que 
compõem a estrutura de construções 
rurais e tem a habilidade de escolher o 
material ideal entre os diversos existentes 
no mercado. Em linhas gerais, o enge-
nheiro é responsável por elaborar proje-
tos, realizar cálculos e dimensionamento de estruturas e adequar as obras às nor-
mas técnicas de segurança. Entretanto, é responsabilidade do agrônomo conhecer 
assuntos inerentes a construções rurais, materiais de construção e suas principais 
características, além de entender sobre os esforços estruturais, materiais emprega-
dos, tipos de fundações, pilares, alvenarias, tipos de cobertura (telhados, tipos de 
telha e forros), habitação rural, aspectos de projeto e noções de ambiência. 
Diante disso, o material direcionado aos discentes pretende estimulá-los a 
compreender os passos necessários para o melhor entendimento no desempenho 
das atividades de engenharia de construções rurais, com os devidos detalhamentos. 
A presente unidade de ensino segue uma linha teórico-prático, apresentando de 
forma objetiva, conceitos, ideias e teorias por meio de uma linguagem acessível e 
uma visão teórica simplificada, a fim de facilitar o entendimento. 
 
 Professor MSc. Sanderson Dutra Rocha Gouvêa. 
 
 
 
 
mailto:sanderson.unec@gmail.com
 
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA GRADUAÇÃO 
UNEC / EAD DISCIPLINA: CONSTRUÇÕES E INSTALAÇÕES RURAIS 
 
NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA - NEAD Página | 3 
Professor: M.Sc. Sanderson Dutra Rocha Gouvêa – sanderson.unec@gmail.com 
CAPÍTULO 1 – MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 
 
1. Introdução 
Os materiais de construção podem ser simples ou compostos, obtidos direta-
mente da natureza ou podem constituir o resultado de trabalho industrial. 
 Deve-se conhecê-los, pois de sua escolha depende parte da solidez, durabi-
lidade e beleza das obras. Além disso não basta que qualquer construção atenda 
apenas a esses três requisitos - também o fator econômico pesa bastante na esco-
lha do material. 
 
1.1 Pedras Naturais 
a) Utilização: As pedras naturais têm sua maior aplicação na realização de alicerces, 
muros de arrimo, pavimentação de pisos rústicos e algumas vezes na execução de 
revestimento e paredes. De preferência, deve-se utilizar apenas as pedras duras, 
pesadas e que apresentem textura homogênea quando forem partidas. Pedras po-
rosas absorvem água, sendo indesejável sua utilização, principalmente em alicerces. 
b) Obtenção: As pedras utilizadas em construções provêm de pedreiras encontradas 
normalmente em ladeiras de morros. Também são usadas as pedras de cantos rola-
dos, encontrados em leitos de rios. Neste caso deve-se quebrá-las para aumentar o 
poder de aderência. 
c) Tipos: Granito, arenito, basalto, gabro, minérios de ferro, concreções e mais rara-
mente ardósia, são exemplos de algumas pedras naturais empregadas nas constru-
ções rurais. 
 
d) Propriedades físicas: 
• Quanto maior o peso específico (pesada) da pedra, maior será a sua resis-
tência; 
• 1 m³ de bloco de pedra se converte em aproximadamente 1,5 m³ de alve-
naria de pedra colocada; 
• 1 m³ de pedra solta e transportada, somente é suficiente para executar 
0,66 m³ de alvenaria de pedra. 
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UNEC / EAD DISCIPLINA: CONSTRUÇÕES E INSTALAÇÕES RURAIS 
 
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1.2 Agregado 
a) Definição: Entende-se por agregado o material granular, sem forma e volume de-
finidos, geralmente inerte (não reagem com o cimento), de dimensões e proprieda-
des adequadas para uso em obras de engenharia. 
b) Obtenção: São agregados as rochas britadas, os fragmentos rolados no leito dos 
cursos d’água e os materiais encontrados em jazidas, provenientes de alterações de 
rochas. 
c) Utilização: São utilizados em lastros de vias férreas, bases para calçamentos, pis-
tas de rolamento das estradas, revestimento betuminoso, e como material granuloso 
e inerte para a confecção de argamassas e concretos. 
d) Importância: Em argamassas e concretos os agregados são importantes do ponto 
de vista econômico e técnico, e exercem influência benéfica sobre algumas caracte-
rísticas importantes, como: retração, aumento da resistência aos esforços mecâni-
cos, pois os agregados de boa qualidade têm resistência mecânica superior à da 
pasta de aglomerante. 
 
1.2.1 Classificação 
A classificação dos agregados é variável, à medida que analisamos o ponto 
de vista de diferentes autores. Abaixo estão relacionados algumas das classifica-
ções utilizadas: 
• Classificação quanto à origem: naturais ou artificiais; 
• Classificação quanto à massa específica aparente: leves, pesados ou nor-
mais; 
• Classificação quanto ao diâmetro máximo: agregado miúdo, graúdo ou 
mesclado (entre miúdo e graúdo); 
1.2.2 Obtenção dos agregados 
Alguns agregados são obtidos por extração direta do leito dos rios, ou por 
meio de dragas (areias e seixos), e às vezes de minas (areias). Posteriormente este 
material retirado sofre um beneficiamento que consiste em lavagem e classificação. 
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1.2.2.1 Pedras britadas 
São obtidas por redução de pedras maiores, por trituração através dos brita-
dores. É bom observar neste momento, que para o desenvolvimento do trabalho, os 
britadores devem: estar adaptados às condições das rochas; possuir a capacidade 
desejada de produção; ser de fácil funcionamento, conservação e reparação; ser de 
construção simples. 
 
1.2.2.2 Areia 
Obtida da desagregação das rochas até formar grãos de tamanhos variados. 
Pode ser classificada pela dimensão em: areia grossa, média e fina. As areias de-
vem sempre ser isentas de sais, graxas, materiais orgânicos, barro ou qualquer ou-
tro elemento que prejudique a sua utilização 
 
1.2.3 Agregado miúdo 
Entende-se por agregado miúdo normal ou corrente a areia natural quartzosa 
ou pedrisco resultante do britamento de rochas estáveis, com tamanhos de partícu-
las tais que no máximo 15% ficam retidas na peneira de 4,8 mm. 
 
1.2.4 Agregado graúdo 
Agregado graúdo é o pedregulho natural, seixo rolado ou pedra britada, pro-
veniente do britamento de rochas estáveis, com um máximo de 15% passando na 
peneira de 4,8 mm. 
 
1.2.4.1 Classificação 
a) Natural: É provenienteda erosão, transporte e decomposição de detritos de de-
sagregação das rochas pelos agentes de intemperismo; 
b) Artificial: Obtida da trituração mecânica de rochas, pedra britada e cascalho. 
 
As britas, no Brasil, são obtidas principalmente pela trituração mecânica de ro-
chas de granito, basalto e gnaisse. 
 
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Tabela 01 - Classificação das britas de acordo com suas dimensões nominais 
 
Fonte: Manual de Construções Rurais 
 
1.2.4.2 Propriedades físicas 
a) Forma dos grãos: Tem grande importância com fator de qualidade dos concre-
tos. 
• seixo: melhor forma é a que se aproxima da esfera; 
• britas: melhor forma é a que se aproxima de um cubo. 
 
b) Granulometria: Pode ser determinada, no entanto, não tem importância igual a 
que existe para os agregados miúdos. 
 
c) Impurezas: Prejudicam as reações e o endurecimento do aglomerante nos con-
cretos. 
• torrões de argila: absorvem água e originam vazios; 
• material pulverulento: dificulta a aderência do aglomerante ao agregado; 
• material orgânico: proporciona reações ácidas indesejáveis. 
 
1.3 Aglomerantes 
Aglomerantes ou aglutinantes são produtos empregados para rejuntar alvenarias 
ou para a execução de revestimentos de peças estruturais. Apresenta-se sob a for-
ma pulverulenta e, quando misturados com água, formam pasta capaz de endurecer 
por simples secagem, ou, o que é mais geral em consequência de reações quími-
cas, aderindo às superfícies com as quais foram postas em contato. 
 
1.3.1 Classificação 
a) Quimicamente inertes: barro cru; 
b) Quimicamente ativos: cal, gesso, cimento. 
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1.3.2 Aglomerantes aéreos 
1.3.2.1 Gesso 
a) Matéria prima: Gipsita, um sulfato de cálcio com duas moléculas de água, acom-
panhado de impurezas, não ultrapassando 6%; 
b) Fabricação: O gesso é chamado de estucador, que encontra uso sob a forma de 
pasta em revestimento e decorações interiores. Sua obtenção ocorre no cozimento 
da gipsita a uma temperatura de 150 a 250 oC. Logo após são moídas e feita a pasta 
de utilização; 
c) Pega: A água influi. Quanto menor a quantidade de água (25%) mais rápida será 
a pega; 
d) resistência: 
• tração: 14 kgf/cm²; 
• compressão: 70 kgf/cm². 
e) Utilização: Cobrir paredes, chapas para paredes e tetos. Usados exclusivamente 
para interiores e não podem ter função estrutural; 
 
1.3.2.2 Cal aérea 
A cal aérea, resultado da “queima” da pedra calcária em fornos, denomina-se 
“cal viva” ou “cal virgem”. É distribuída aos consumidores em forma de pedras como 
saem do forno ou mesmo moída e ensacada. 
Não tem aplicação direta em construções, sendo necessário antes de usá-la, 
fazer a “extinção” ou “hidratação” pelo menos 48 horas antes do uso. 
 
a) Matéria prima: Calcário (carbonato de cálcio), com teor desprezível de argila; 
b) Fabricação: O produto é obtido fazendo-se a calcinação das pedras calcá-
rias em fornos a uma temperatura inferior à de fusão, cerca de 900 ºC, suficiente 
para a dissociação do calcário, produzindo-se óxido de cálcio e gás carbônico. 
 
c) Hidratação ou extinção: Consiste em adicionar dois ou três volumes de água 
para cada volume de cal. Há forte desprendimento de calor e após certo tempo as 
pedras se fendem e esfarelam transformando-se em pasta branca, a qual é denomi-
nado de "cal extinta ou cal apagada". 
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d) Pega: Faz-se ao ar; 
e) Resistência: 
• tração: 2 a 5 kgf/cm² 
• compressão: 30 kgf/cm² em 28 dias 
f) Utilização: Sob a forma de pasta ou mistura com areia (argamassa), para re-
vestimento e rejuntamento de alvenarias. 
g) Dados técnicos: 
• A extinção reduz a cal a pó, com considerável aumento de volume; 
• 1 m³ de cal são obtidos com ± 500 kg de cal gorda ou ± 600 kg de cal 
magra; 
• São necessários ± 1,3 g de cal extinta em pasta para se fazer 1 litro de 
água de cal; 
• A cal empregada para revestimento deve envelhecer de 7 a 10 dias an-
tes do uso; 
 
1.3.3 Aglomerantes hidráulicos 
Os aglomerantes hidráulicos, como a cal hidráulica e os cimentos, resistem sa-
tisfatoriamente quando empregados dentro d'água. Nos aglomerantes hidráulicos, o 
endurecimento resulta da ação da água. Na categoria dos aglomerantes hidráulicos, 
a denominação aplica-se aos que precisam ser moídos depois do cozimento. 
a) Pega: Dá-se o nome de pega aos aglomerantes que endurecem sob a ação 
da água à fase inicial do processo, ou seja, a transformação da pasta plásti-
ca em corpo sólido. 
 
1.3.3.1 Cimento Portland 
a) Definição: O cimento Portland é um material pulverulento, constituído de silicatos 
e aluminatos de cálcio, praticamente sem cal livre. Esses silicatos e aluminatos 
complexos, ao serem misturados com água, hidratam-se e produzem o endureci-
mento da massa, que oferece, então, elevada resistência mecânica. 
b) Fabricação: é obtido pelo cozimento da mistura calcário-argilosa, conveniente-
mente proporcionada, até a fusão parcial (cerca de 1.450 ºC), seguida de moagem e 
de pequena adição de gesso para regular a pega. Consta de silicatos e aluminatos 
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de cálcio, praticamente sem cal livre, predominando em quantidade e importância os 
silicatos. 
c) Tipos de cimento: No mercado existem diversos tipos de cimento. A diferença en-
tre eles está na composição, mas todos atendem às exigências das normas técnicas 
brasileiras. Cada tipo tem o nome e a sigla correspondente estampada na embala-
gem, para facilitar a identificação. Os tipos de cimento adequados aos usos gerais 
no meio rural são os seguintes: 
 
Tabela 02 – Tipos de cimento 
 
Fonte: Manual de Construções Rurais 
 
Existem outros tipos de cimento: para usos específicos (cimento portland bran-
co, cimento portland resistente a sulfatos); e para aplicações mais especializadas 
(cimento portland de alta resistência inicial, que leva a sigla CP-V-ARI, e alguns tipos 
fabricados com resistência maior, como o CP II - E - 40, CP II - F - 40 e CP III - 40). 
 
d) Transporte: Mesmo comprando cimento de boa qualidade e em bom estado, ele 
pode estragar se não for transportado e estocado de forma correta. O cimento deve 
ser protegido durante o transporte para evitar que seja molhado por uma chuva 
inesperada. 
 
e) Armazenamento: Para guardar, ponha o cimento em lugar fechado e coberto, livre 
da água e da umidade e empilhe os sacos sobre um estradode madeira afastado da 
parede. Ponha no máximo 10 sacos em cada pilha, se o cimento ficar estocado por 
mais de duas semanas. Desde que obedeça às condições colocadas acima, o ci-
mento pode ficar armazenado por cerca de 3 meses. Obs.: Colocar os sacos dispos-
tos de forma cruzada. 
 
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f) Pega: Podemos adotar para o cimento, nas condições brasileiras, as seguintes 
ordenações: 
• pega rápida 60 minutos. 
 
 A duração da pega é influenciada: 
• pela quantidade de água empregada; 
• pela quantidade e ou presença de alguns compostos; 
• pela temperatura; 
• pela quantidade de gesso. 
 
1.3.3.2 Concreto 
O concreto é um material utilizado na construção civil composto por agrega-
dos graúdos (pedras britadas, seixos rolados), agregados miúdos (areia natural ou 
artificial), aglomerantes (cimento), água, adições minerais e aditivos (aceleradores, 
retardadores, fibras, corantes). (PORTO,2015 p.17). 
O concreto suporta muito bem aos esforços de compressão e mal à tração 
(cerca de 1/10 da resistência à compressão). Além disso, o concreto também resiste 
insatisfatoriamente aos esforços de cisalhamento. (CARVALHO, 2017). 
Como o concreto apresenta boa resistência à compressão, mas não à tração, 
não é aconselhável a utilização do concreto simples. Se necessário combater os es-
forços de tração e compressão, agrega-se o concreto a materiais que apresentem 
alta resistência a tração, resultando no concreto armado (concreto + aço). (FER-
NANDES,2015). 
No entanto conforme a NBR 6118, é necessário garantir a durabilidade às es-
truturas de concreto que devem ser construídas levando em consideração as condi-
ções ambientais no momento que ela é projetada, e ao ser utilizada precisa preser-
var segurança, manter-se estável e apta em serviço ao decorrer de sua vida útil. 
(ABNT NBR 6118, 2014). 
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1.3.3.2.1 Vantagens e desvantagens do Concreto Armado 
Segundo Bastos, 2006, o concreto armado é um material que vem sendo lar-
gamente usado em todos os países do mundo, em todos tipos de construção, em 
função de várias características positivas, como por exemplo: 
• Economia: especialmente no Brasil, os seus componentes são facilmente en-
contrados e relativamente a baixo custo; 
• Conservação: em geral, o concreto apresenta boa durabilidade, desde que 
seja utilizado com a dosagem correta. É muito importante a execução de co-
brimentos mínimos para as armaduras; 
• Adaptabilidade: favorece à arquitetura pela sua fácil modelagem; 
• Rapidez de construção: a execução e o recobrimento são relativamente rápi-
dos; 
• Segurança contra o fogo: desde que a armadura seja protegida por um co-
brimento mínimo adequado de concreto; 
• Impermeabilidade: desde que dosado e executado de forma correta; 
• Resistência a choques e vibrações: os problemas de fadiga são menores. 
Por outro lado, segundo Velois, o concreto armado também apresenta des-
vantagens, sendo as principais as seguintes: 
• Retração e fluência; 
• Resulta em elementos com grandes dimensões, o que acarreta em um peso 
próprio elevado, limitando seu uso em determinadas situações ou aumentado 
seu custo; 
• As reformas e adaptações são de difícil execução; 
• É necessário um sistema de fôrmas e escoramentos que precisam permane-
cer no local até que o concreto alcance resistência adequada; 
• Corrosão das armaduras. 
 
1.3.3.2.1.2 Principais Normas 
 No projeto de estruturas de concreto armado as normas mais importantes são: 
• ABNT NBR 6118:2014 - Projeto de estruturas de concreto — Procedimento; 
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• ABNT NBR 6120:1980 - Cargas para o cálculo de estruturas de edificações – 
Procedimento; 
• ABNT NBR 6123:1988 - Forças devidas ao vento em edificações - Procedimen-
to; 
• ABNT NBR 7480:2007 - Aço destinado a armaduras para estruturas de concre-
to armado – Especificação; 
• ABNT NBR 8681:2003 - Ações e segurança nas estruturas – Procedimento; 
 • ABNT NBR 14931:2004 - Execução de Estruturas de Concreto – Procedimen-
to; 
• ABNT NBR 15575:2013 - Desempenho de edificações habitacionais. 
• ABNT NBR 7191:1982 - Execução de desenhos para obras de concreto sim-
ples ou armado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Continua na próxima aula... 
 
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1) A baixa resistência à tração pode ser contornada com o uso de adequado de que 
material? 
a) cimento 
b) armadura de aço 
c) concreto simples 
d) concreto magro 
e) concreto sarrafeado 
 
2) O concreto de alto desempenho apresenta características melhores do que o 
concreto tradicional, marque a alternativa que as exemplificam. 
a) resistência mecânica inicial elevada e final baixa, baixa permeabilidade, baixa du-
rabilidade, alta segregação. 
b) baixa segregação, boa trabalhabilidade, baixa aderência, reduzida exsudação. 
c) baixa aderência, exsudação elevada, menor deformabilidade por retração. 
d) resistência mecânica inicial e final elevada, alta permeabilidade, baixa durabilida-
de, baixa segregação, boa trabalhabilidade, alta aderência, reduzida exsudação. 
e) resistência mecânica inicial e final elevada, baixa permeabilidade, alta durabilida-
de, baixa segregação, boa trabalhabilidade, alta aderência, reduzida exsudação. 
 
3) Qual o material que diferencia uma pasta de uma argamassa? 
a) cimento 
b) brita zero 
c) areia 
d) sílica 
e) cal 
 
 
Atividades de Fixação 
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REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 
 
CARVALHO, R. C.; FILHO, J. R. D. F. Cálculo e detalhamento de estruturas usu-
ade concreto armado: Segundo a ABNT NBR 6118:2014. 4ª. ed. 3ª Reimpressão 
São Carlos: Edufscar, 2017. 416 p. 
SOUZA, Jorge Luiz Moretti - DETR/SCA/UFPR – Manual de Construções Rurais, 
Novembro 1997. 
 
NEVILLE, A. M. Propriedades do Concreto. In: NEVILLE, A. M. Cimento Portland. 
Santana: Bookman, 2015. p. Capítulo1. 
PETRUCCI, E. G. R. Concreto de Cimento Portland. 13ª. ed. São Paulo: Globo, 
1970. ISBN 85-250-0225-9 
 
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	1.3.3.2.1 Vantagens e desvantagens do Concreto Armado

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