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Gestão de clínicas e consultórios Autor Maury Chaves da Silva Videoaula - Introdução a disciplina Gestão de clínicas e consultórios Escaneie a imagem ao lado com um app QR code para assistir o vídeo ou clique aqui [https://player.vimeo.com/video/416152200] . https://player.vimeo.com/video/416152200 Introdução Caro aluno, Este material que você está prestes a estudar visa a apresentar conteúdos teóricos fundamentados em legislações pertinentes à gestão aplicada à saúde, com objetivo de um melhor aprendizado em gestão na área da saúde, especialmente aplicado às clínicas e consultórios. Para tanto, serão apresentados conceitos e modelos de gestão e pormenores das rotinas administrativas no contexto da saúde do Brasil, com destaque para o marketing em saúde, relações humanas, desenvolvimento pessoal e profissional e as questões de sustentabilidade ambiental. Desejamos um excelente curso e sucesso em todas as suas atividades, e que os conhecimentos adquiridos possibilitem novos desafios em sua vida profissional. Gestão em serviços de saúde Videoaula - Processo de gestão em serviços de saúde Escaneie a imagem ao lado com um app QR code para assistir o vídeo ou clique aqui [https://player.vimeo.com/video/416152987] . UNIDADE 1 Objetivos: Conhecer e compreender os processos de gestão nos serviços de saúde, com destaque para a sustentabilidade e saúde ambiental. Compreender os processos administrativos envolvidos nos modelos de gestão. https://player.vimeo.com/video/416152987 Processo de gestão em serviços de saúde1 O que significa gestão de saúde? A gestão em saúde envolve todo o gerenciamento de elementos das áreas hospitalares, de clínicas e de laboratórios, o que engloba todos os processos de planejamento e controle de recursos, sejam eles orçamentos, compras, despesas e receitas. O gestor de clínicas, consultórios e hospitais busca transferir conhecimentos para expandir o aprendizado de forma rápida e eficiente por toda a organização. No contexto da saúde, a ação administrativa tem papel importante para o sucesso das empresas, especialmente no atendimento aos clientes e no gerenciamento da instituição. Você sabe o que é administração? De acordo com Santos (2015, p. 1), a “Administração é um processo distinto, que consiste no planejamento, organização, atuação e controle, para determinar e alcançar os objetivos da organização pelo uso de pessoas e recursos”. Ainda segundo o autor, em qualquer empresa, seja uma clínica ou um consultório, a utilização dos recursos financeiros e a gestão dos recursos humanos têm que estar associadas a um planejamento bem estruturado, visando a facilitar a organização e as tomadas de decisões por parte do gestor. A gestão em saúde procura reconhecer e dar solução aos problemas administrativos que porventura surjam e também tratar de outras questões burocráticas e administrativas pertinentes ao gerenciamento de instituições de serviços de saúde. As instalações de saúde que atendem usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) permitem o apontamento de várias formações organizacionais, formatos de administração e modelos de gestão, alterados no decorrer do tempo por meio de reformas administrativas, perspectivas do Figura 1 – Reunião administrativa no hospital Fonte: SDI Productions/iStock https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/01.jpg ponto de vista jurídico e jurisprudencial, decisões políticas e legislações complementares federais, estaduais e municipais. É necessário entender que diante das necessidades inerentes à nossa saúde – isso pode ocorrer desde a situações básicas, como exames e consultas de rotina a situações emergenciais –, o atendimento pode ser feito tanto em unidades do SUS quanto em estabelecimentos de saúde privados (particulares). Isso se torna possível pois a execução ou a titularidade de serviços do SUS para a administração indireta é delegável pelo poder público, que pode ter diferentes personalidades jurídicas, entre elas as autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista (RAVIOLI; SOAREZ; SCHEFFER, 2018). Temos alguns exemplos de clínicas particulares que utilizamos devido à falta de atendimentos disponíveis no SUS, como os serviços oferecidos em clínicas de dermatologia, oftalmologia e odontologia. Estas especialidades não são oferecidas à população em sentido amplo e personalizado pelo SUS, como deveria ser. Figura 2 – Clínica de dermatologia Fonte: LightFieldStudios/iStock https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/02.jpg Videoaula - Sustentabilidade empresarial e gestão ambiental de serviços de saúde Escaneie a imagem ao lado com um app QR code para assistir o vídeo ou clique aqui [https://player.vimeo.com/video/416153693] . Devido à diminuição de capacidade de sustento da vida, a degradação ambiental vem afetando os ecossistemas e provocando o desequilíbrio de várias formas de vida, modificando a fauna e flora natural, expressando assim a possibilidade de eventuais perdas da biodiversidade que integram a diversidade natural e, consequentemente, produzindo riscos e agravos à saúde coletiva. É perceptível a visão ao longo da evolução da humanidade de que as cidades vêm crescendo de forma desorganizada e sem o devido acompanhamento de infraestrutura básica e falta de equilíbrio ambiental (SOUZA, 2014). Problemas graves envolvem o meio ambiente e são percebidos no mundo atual. Vejamos alguns: 1. a poluição industrial; 2. o consumo de forma exagerada e, consequentemente, o descarte de materiais nocivos ao meio ambiente; 3. o mau uso da água; e 4. queimadas e desflorestamento. Sustentabilidade empresarial e gestão ambiental de serviços de saúde1.1 https://player.vimeo.com/video/416153693 Você já ouviu falar em sustentabilidade? É bem provável que sim. Dutra (2018, p. 346) faz uma abordagem a respeito de sustentabilidade, que de forma geral se refere a: Buscando a etimologia da palavra “sustentável”, o termo vem do latim sustentare e significa “sustentar; defender; conservar, cuidar”. Desta forma, entende-se que sustentabilidade é o atributo de interação do homem com o mundo, estabelecendo ações e atividades humanas que pretendem suprir as suas necessidades atuais, visando a não comprometer o futuro das gerações e utilizando de modo inteligente os recursos naturais para que eles possam se manter. A sustentabilidade empresarial não está diretamente associada ao interesse das empresas em desenvolver ações que protejam o meio ambiente, diminuam a poluição e incentivem a reciclagem, mas sim uma intenção puramente de marketing, visando apenas ao lucro (ALMEIDA, 2015). A sustentabilidade visa a compatibilizar o avanço do uso das tecnologias e produção e ao mesmo tempo a preservação da natureza e o cuidado para que, no futuro, novas gerações utilizem do meio ambiente com qualidade de vida. O trabalho desse desenvolvimento sustentável está relacionado ao progresso inteligente da economia e ao uso de materiais que não ofendam o meio ambiente de forma agressiva, podendo-se desfrutar dos recursos naturais de forma incentivadora para que se alcance as gerações que estão por vir. De forma mais clara, é preciso buscar uma maneira de avanço socioeconômico que não prejudique o meio ambiente (DUTRA, 2018). Figura 3 – Poluição das indústrias Fonte: SD-Pictures/pixabay [...] um termo usado para definir ações e atividades que visam suprir as necessidades atuais dos seres humanos. Sua prática está relacionada ao desenvolvimento econômico e ao uso de materiais que não agridam o meio ambiente, usufruindo dos recursos naturais de forma inteligente. Assim, o conceito de desenvolvimento sustentável tem sua estrutura organizada sobre quatro componentes ou dimensões: ambiental, econômica, sociopolítica e cultural. https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/03.jpg Quando se fala em sustentabilidade, uma questão sempre abordada por especialistas é a economia. Logo, temos que entender: a sustentabilidadesuprimentos. Fazer uma correta armazenagem e controle de materiais. Gestão de recursos UNIDADE 3 Conclusão Concluímos nesta Unidade que os princípios de hotelaria tradicional já estão sendo incorporados na hotelaria hospitalar, como ambiente confortável, alimentação personalizada para os pacientes, local seguro e com alto nível estético e profissionais muito bem capacitados. No quesito da administração de materiais e recursos, concluímos também que o gestor tem grandes responsabilidades quanto à aquisição, administração e utilização de todos os produtos que compõem o ciclo administrativo da empresa. Cabe também ao gestor gerir os recursos humanos com ética e acreditando no potencial de seus colaboradores. Desenvolvimento de projetos Videoaula - Fundamentos de desenvolvimento de projetos Escaneie a imagem ao lado com um app QR code para assistir o vídeo ou clique aqui [https://player.vimeo.com/video/416161152] . UNIDADE 4 Objetivos: Conhecer e compreender os princípios da elaboração de projetos. Compreender a dinâmica da elaboração de projetos voltados para a área da saúde. Aprender a avaliar os resultados dos projetos em prática. https://player.vimeo.com/video/416161152 Fundamentos de desenvolvimento de projetos4 Com o passar do tempo, a inovação dentro da execução de projetos tem sido alvo das organizações em relação às necessidades de se buscar modificações e vantagens no mercado. Algo que indica o ponto positivo dessa busca de inovação é o sucesso dos projetos, uma vez que este pode ser medido por meio de avaliação de métodos que envolvem medidas básicas como custo, qualidade e prazo (BORGES, 2015). A gestão de projetos não é mais uma atividade operacional isolada. Ela está sendo unificada aos processos de gestão de negócios e pode se estender como uma ótima ferramenta na área de administração e/ou gestão. Destaca-se que no Brasil existe muita carência de clínicas especializadas e laboratórios com alta tecnologia acessíveis à população de baixa renda. Diante dessa realidade, é preciso que nos novos projetos nos serviços de saúde sejam implementadas gestões nos novos modelos de saúde, a fim de atender os pacientes de forma ampla e com eficiência. “Um projeto pode envolver uma única pessoa ou muitas pessoas, uma única organização ou múltiplas unidades organizacionais de múltiplas organizações” (PMBOK, 2017, p. 53). Todo projeto precisa buscar inovação, criatividade e atrativos comerciais para seu produto, seja na melhoria de linhas ou em serviços que visem a beneficiar a sociedade. Precisamos ter em mente que não adianta apenas ter boas ideias e criatividade. É essencial desenvolver um modelo de gestão que permita colocar em prática os objetivos a serem alcançados nas inovações de projetos em saúde. Figura 27 – Cronograma de projeto Fonte: baramee2554/iStock https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/27.jpg Veja alguns exemplos de projetos possíveis em serviços de saúde: desenvolvimento de um novo produto medicamentoso; desenvolvimento de um novo modelo de design para fachada da instituição de saúde; construção ou ampliação de um prédio hospitalar; uma campanha para um treinamento da equipe de recepção, desenvolvimento ou aquisição de um sistema de tecnologia de informação, realização de uma edição de um jornal ou revista informativa sobre procedimentos médicos; e treinamento para equipe multidisciplinar na prevenção e controle de infecções relacionadas à assistência à saúde (Iras). Figura 28 – Braço robótico utilizado em cirurgias Fonte: Ekkasit919/iStock Videoaula - Projetos em Saúde Escaneie a imagem ao lado com um app QR code para assistir o vídeo ou clique aqui [https://player.vimeo.com/video/416161554] . De maneira geral pode-se afirmar que um projeto é uma investida no planejamento de um conjunto de ações que se relacionam entre si, que visam a alcançar os objetivos e resultados, Projetos em saúde4.1 https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/28.jpg https://player.vimeo.com/video/416161554 dentro dos limites de um orçamento e de um período de tempo dado. Em resumo, “um projeto é um esforço temporário empreendido para criar um produto, serviço ou resultado exclusivo” (PMI, 2017). O tempo demandado para a realização do projeto normalmente é estipulado pelo seu particionador, que desde já, estabelece metas que, conforme sua natureza temporária, indica que ele tem um início e um término definido. É justamente através dessa temporalidade que vai se externalizar a responsabilização e a eficácia depositados para a efetiva conclusão do projeto dentro do prazo no momento de sua apresentação (PMI, 2017). O término é alcançado quando os objetivos do projeto são atingidos ou quando o projeto é encerrado, porque os seus objetivos não serão ou não podem ser alcançados, ou quando a necessidade do projeto deixar de existir (PMI, 2017). Figura 29 – Análise de projeto Fonte: pressfoto/freepik O Guia PMBOK, ou Guia do Conhecimento em Gerenciamento de Projetos, é um compilado de melhores práticas em gestão de projetos, elaborado pelo Project Management Institute (PMI), uma das instituições de maior renome internacional em gestão de projetos. O PMBOK traz conhecimentos adquiridos por profissionais de todo o mundo, reunidos e compilados de forma didática para que qualquer pessoa consiga desenvolver projetos de baixa à alta complexidade. Segundo o PMBOK (PMI, 2017), um projeto é realizado através da aplicação e da integração dos seguintes processos: iniciação, planejamento, execução, monitoramento e controle, e encerramento. https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/29.jpg É necessário seguir algumas regras para que o gerenciamento do projeto possa resultar em êxito ao ser concluído. Alguns pontos importantes devem ser observados dentro da área de conhecimento, tais como: a integração dos elementos do projeto, para que se verifique se estão todos coordenados entre si; o escopo, que é o propósito que visa à garantia real do suprimento de eventuais necessidades que o projeto possa ter; o tempo, pois logicamente o projeto deve ter um prazo pré-estipulado e consequentemente a sua efetiva entrega dentro desse prazo; os custos, pois para que haja um projeto bem-feito, necessita de um orçamento satisfatório que contemple a demanda dos gastos orçamentários; a qualidade, ponto importante que visa a garantir o propósito pelo qual o projeto foi designado; os recursos humanos, sem os quais o desenvolvimento do projeto na prática não poderia ser feito, e nesse ponto é necessário que haja a interdependência de toda a equipe que estiver trabalhando; a comunicação, com o propósito de garantir a rápida e adequada geração, coleção, propagação, armazenamento e disposição final das informações do projeto; e os riscos, pois é aí que são identificados possíveis fatores que venham comprometer o desenvolvimento do projeto e as aquisições, pois é imprescindível a aquisição de bens e serviços para a devida satisfação na execução do projeto (FONSECA, 2017). O sucesso na gestão do desenvolvimento de novos projetos é importante para novos desafios das empresas vinculadas à saúde. Lançar-se em uma estratégia de planejamento e desenvolvimento de novos produtos contribui para a otimização dos custos de uma organização, além de auxiliar na concepção de produtos capazes de antecipar as expectativas dos clientes e, por sua vez, viabilizar melhores resultados. Esse processo de desenvolver novos produtos compreende a elaboração de projetos que visam a trazer propostas inovadoras que permitem a satisfação dos usuários, tornando a utilização desses produtos confortável, mostrando assim, confiabilidade (AMARAL et al., 2017). Na gestão de projetos, os gestores devem levar em consideração todo o escopo, o prazo, a qualidade, o custo, dentre outros fatores, gerenciados. Afinal, qual a importância de se ter projetos inovadores nas gestões de clínicas e laboratórios no Brasil? A seguir algumas considerações favoráveisde se implantar projetos novos nas instituições de saúde e prestadoras de serviços à população: Figura 30 – Gestor Fonte: Kerkez/iStock https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/30.jpg captar recursos financeiros e humanos para as empresas; enfrentar problemas de forma organizada, ágil e prática; desenvolver novos modelos, com tecnologias avançadas nos laboratórios, seja em equipamentos e espaço físico; criar bases para novas políticas públicas que contemplem o dispositivo legal de que “saúde é um dever do Estado e direitos de todos”; mobilizar o compromisso coletivo; e fortalecer a participação social para que sejam alcançados os alvos propostos. Exercícios de fixação Assinale verdadeiro ou falso para a afirmação a seguir. “Segundo o Guia PMBOK (PMI, 2017), um projeto pode envolver uma única pessoa ou muitas pessoas, uma única organização ou múltiplas unidades organizacionais de múltiplas organizações, assim como pode também criar um produto, uma melhoria de linhas de produto e serviços, resultando em conhecimento que venha a beneficiar a sociedade.” Verdadeiro Falso Assinale verdadeiro ou falso para a afirmação a seguir. “A alteração na gestão do desenvolvimento de novos projetos é crucial para a competitividade e sobrevivência das empresas vinculadas à saúde. O investimento em técnicas profissionais – especialmente da recepção – e o desenvolvimento de novos produtos pode ajudar a otimizar os custos de uma organização.” Verdadeiro Falso Desenvolvimento de projetos UNIDADE 4 Conclusão Após o estudo e diálogos sobre a elaboração de projetos no âmbito da saúde, concluímos que um projeto bem elaborado servirá como guia para ações da empresa que terão grande possibilidade de êxito em seus objetivos. Também destacamos que todo projeto tem que ter início, meio e fim, sendo necessário, após o seu término, uma avaliação por parte dos gestores para correção de possíveis erros com a finalidade de melhoria nos futuros projetos. Conclusão Ao término deste material, podemos concluir que empresas do porte de clínicas e consultórios em geral têm grandes responsabilidades tanto em relação à parte administrativa quanto de pessoal. A sustentabilidade de uma empresa deve e pode estar aliada ao crescimento econômico, à satisfação e à experiência benéfica dos pacientes atendidos e o equilíbrio do meio ambiente. Concluímos também que, devido à dinamicidade das leis no Brasil, torna-se necessário ao gestor em saúde estar sempre atento às novas proposições legais. Exercícios de fixação - respostas Complete a sentença com a palavra correta em cada lacuna. De maneira geral, é um termo usado para definir e que visam a suprir as necessidades atuais dos seres humanos. Sua prática está relacionada ao e ao uso de materiais que não agridam o meio ambiente, usufruindo dos de forma inteligente. sustentabilidade ações atividades desenvolvimento econômico recursos naturais Complete a sentença com a palavra correta em cada lacuna. Assim, para ter sucesso em suas tomadas de ação, o gestor deve ter um modelo de bem definido e adequado, pois nele existe um conjunto de e que servirão de orientação aos gestores na escolha das melhores alternativas para levar a empresa a cumprir sua missão com . gestão normas princípios eficácia Complete a sentença com a palavra correta em cada lacuna. O marketing pode ser compreendido como uma , baseada em um conjunto de processos que envolvem a criação, a e a de um estoque de valores e significados sociais, bem como a administração do relacionamento entre a organização comercial e um determinado público, na perspectiva de tanto um quanto o outro. função organizacional comunicação difusão beneficiar De forma geral, um cliente avalia o serviço de saúde associando a marca da empresa a questões como: a confiabilidade, a antipatia, a segurança, a prestabilidade, o preço e o atendimento. a confiabilidade, a empatia, a segurança, a prestabilidade, o preço e a competência. a confiabilidade, a empatia, o conforto, a imprescritibilidade, o preço e a competência. a confiabilidade, a empatia, a segurança, a prestabilidade, a viabilidade e a eficiência. Os pacientes estão preocupados cada vez mais com tratamento em local acolhedor e com atendimento técnico-científico. Assim, qual o padrão de atendimento que buscam em suas consultas e internações médicas? Padrão de qualidade. Padrão de sustentabilidade. Padrão de lucratividade. Padrão de humanização. Padrão de tática no atendimento. A administração de recursos materiais e patrimoniais é parte integrante da gestão das organizações, e deve ser feita de várias formas. Marque a alternativa que não identifica uma dessas formas. Classificar a margem de lucro dos recursos. Classificar materiais. Administrar corretamente os estoques. Estabelecer uma política adequada de suprimentos. Fazer uma correta armazenagem e controle de materiais. Assinale verdadeiro ou falso para a afirmação a seguir. “Segundo o Guia PMBOK (PMI, 2017), um projeto pode envolver uma única pessoa ou muitas pessoas, uma única organização ou múltiplas unidades organizacionais de múltiplas organizações, assim como pode também criar um produto, uma melhoria de linhas de produto e serviços, resultando em conhecimento que venha a beneficiar a sociedade.” Verdadeiro Falso Assinale verdadeiro ou falso para a afirmação a seguir. “A alteração na gestão do desenvolvimento de novos projetos é crucial para a competitividade e sobrevivência das empresas vinculadas à saúde. O investimento em técnicas profissionais – especialmente da recepção – e o desenvolvimento de novos produtos pode ajudar a otimizar os custos de uma organização.” Verdadeiro Falso Autoria Autor Licenciado em Pedagogia pelo Instituto de Ciências Sociais e Humanas. Teólogo e mestre em Educação e Contemporaneidade pela Universidade do Estado da Bahia e especialista em gestão e serviço de sistema de saúde pela Universidade de Brasília (UnB). Maury Chaves da Silva Glossário Rapidez, alta velocidade, ligeireza, precipitação, pressa, apressamento, diligência, agilidade, esperteza, presteza. Fonte: dicionarioinformal.com.br [https://www.dicionarioinformal.com.br/sinonimos/celeridade/] . Interdependência entre seres vivos e meio ambiente: biogeocenose, biossistema, holocenose. Fonte: sinonimos.com.br [https://www.sinonimos.com.br/ecossistema/] . Padrão estabelecido pelo senso comum e baseado na ausência de conhecimento sobre o assunto em questão. Algo desprovido de originalidade e repleto de clichês. Fonte: dicio.com.br [https://www.dicio.com.br/estereotipo/] . Exagerados, demasiados, excessivos. Fonte: dicionarioinformal.com.br [https://www.dicionarioinformal.com.br/exorbitantes/] . Que considera o todo não somente como uma junção de suas partes; que busca entender os fenômenos por completo, inteiramente. Fonte: https://www.dicio.com.br/holistico/ [https://www.dicio.com.br/holistico/] . Ação ou efeito de humanizar ou humanizar-se; tornar-se mais sociável, gentil ou amável. Fonte: https://www.dicio.com.br/humanizacao/ [https://www.dicio.com.br/humanizacao/] . Substantivo masculino da área da economia e indústria, que significa cada um dos elementos essenciais para a produção de um determinado produto ou serviço, ou seja, aquilo que é introduzido no processo de produção de um produto final. Fonte: significados.com.br [https://www.significados.com.br/insumo/] . Celeridade Ecossistemas Estereótipo Exorbitantes Holístico Humanização Insumos Intangível https://www.dicionarioinformal.com.br/sinonimos/celeridade/ https://www.sinonimos.com.br/ecossistema/ https://www.dicio.com.br/estereotipo/ https://www.dicionarioinformal.com.br/exorbitantes/ https://www.dicio.com.br/holistico/ https://www.dicio.com.br/humanizacao/ https://www.significados.com.br/insumo/ Que não se consegue tanger; que não pode ser tocado; intocável; que não pode ser percebido através do tato; impalpável. Fonte: dicio.com.br[https://www.dicio.com.br/intangivel/] . Indivíduo amigo da ordem; conservador, pacífico. Fonte: dicionarioweb.com.br [https://www.dicionarioweb.com.br/ordeiro/] . Reservas de água para consumo. Fonte: dicionarioinformal.com.br [https://www.dicionarioinformal.com.br/significado/recursos] . É um termo da língua inglesa que tem como significado “grupo de interesse”. Fazem parte deste grupo pessoas que possuem algum tipo de interesse nos processos e resultados da empresa. Em português o termo stake significa interesse, participação, risco. Fonte: dicionariofinanceiro.com [https://www.dicionariofinanceiro.com/o-que-sao-stakeholders/] . Ordeiro Recursos hídricos Stakeholders https://www.dicio.com.br/intangivel/ https://www.dicionarioweb.com.br/ordeiro/ https://www.dicionarioinformal.com.br/significado/recursos https://www.dicionariofinanceiro.com/o-que-sao-stakeholders/ Bibliografia AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR (ANS). Novo rol de cobertura dos planos de saúde entra em vigor. 2 jan. 2018. Disponível em: ans.gov.br [https://www.ans.gov.br/aans/noticias-ans/consumidor/4279-novo-rol-de-cobertura-dos- planos-de-saude-entra-em-vigor] . Acesso em: 13 maio. 2020. AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR (ANS). Quem somos. 15 mar. 2011. Disponível em: ans.gov.br [http://www.ans.gov.br/aans/quem-somos] . Acesso em: 13 maio 2020. BRASIL. 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Sabemos que existem inúmeras dificuldades em conter a degradação do meio ambiente e consequentemente o alinhamento entre sustentabilidade e gestão ambiental. Dentre as barreiras para a implantação de práticas sustentáveis, temos algumas: a falta de informações e conhecimento sobre educação ambiental; as mudanças climáticas, poluição e exploração de recursos naturais por empresas, que visam cada vez mais ao lucro; o consumo exagerado das populações e o descarte de lixo de forma inadequada; e o descarte inadequado de resíduos hospitalares. Mas, afinal de contas, como compatibilizar o crescimento econômico e a proteção do meio ambiente? A melhor maneira de ter um consumo sustentável é levar as empresas a incentivar as inovações tecnológicas e as mudanças nas escolhas individuais de consumo. A título de exemplo, muitos bancos hoje, no Brasil e no mundo, têm utilizado aplicativos em suas transações financeiras, diminuindo o uso excessivo de papéis e desburocratizando o atendimento ao cliente. As empresas podem fazer muito mais em termos de sustentabilidade e crescimento econômico. Destacamos: controlar a exploração das florestas, garantindo o replantio sempre que necessário; incentivar a produção e consumo de alimentos orgânicos. Tais alimentos não agridem a natureza, além de serem benéficos à saúde dos humanos; explorar recursos minerais de forma controlada, racionalizada e com planejamento; controlar o consumo de água, evitando ao máximo o desperdício. adotar medidas que ajudem a não poluir os recursos hídricos, assim como a despoluição dos que já se encontram poluídos ou contaminados; Figura 4 – Desmatamento da floresta amazônica Fonte: pixundfertig/pixabay https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/04.jpg usar fontes de energia limpas e renováveis, diminuindo a poluição do ar; e reciclar produtos viáveis. Figura 5 – Recursos hídricos Fonte: fietzfotos/pixabay A seca histórica no Sudeste do Brasil em 2014-2015 começou em São Paulo em outubro de 2013. Em julho de 2014, o volume útil de água da Cantareira em são Paulo, que atende 8,8 milhões de pessoas na Grande SP, esgotou. Com o esvaziamento do reservatório e as previsões pessimistas de falta de chuva, São Paulo teve a maior crise hídrica dos últimos 80 anos. Uma das causas foi urbanização desgovernada, e o aumento da poluição dos rios e a dificuldade de acesso à água potável por parte da população, mau planejamento no fornecimento e distribuição de água e na ocupação irregular e/ou desordenada das encostas. Para diminuir o problema, em maio de 2014, a Sabesp decidiu usar o volume morto, uma reserva de 400 bilhões de litros que fica abaixo das comportas que retiram água do Sistema Cantareira. Houve racionamento de água e muita ansiedade por parte da população (SORIANO et al., 2016). Em 1988 a Constituição Federal Brasileira foi alterada, passando a estabelecer em seu art. 225 que “todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo” (BRASIL, 1988). As leis de um país, sejam federais, estaduais e municipais, quando se referem ao meio ambiente, visam a normatizar o que é mais importante para a preservação do meio ambiente de forma a preservá-lo e garantir uma vida às futuras gerações como menos problemas ecológicos. https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/05.jpg Temos que ter uma visão bem clara e conceitos definidos sobre “saúde ambiental” ou “saúde e ambiente”. A saúde ambiental tem a ver com todas as ações dos mais diversos setores da sociedade, que tem como objetivo proporcionar aos seres humanos um ambiente propício para todos terem bem-estar e qualidade de vida, pautado nos princípios da sustentabilidade. A saúde ambiental é formada por todos aqueles aspectos da saúde humana, considerando a qualidade de vida, que estão determinados por fatores físicos, químicos, biológicos, sociais e psicológicos no meio ambiente. Quanto à saúde e o ambiente, a questão aqui é como promover a saúde humana e prevenir que a má utilização do meio ambiente traga consequências nocivas à saúde do ser humano. Para a prevenção e controle dos fatores de riscos relacionados às doenças e outros agravos à saúde, em especial vários aspectos devem ser levados em conta como: a água para consumo humano; a qualidade do ar; a utilização do solo com os contaminantes ambientais e substâncias químicas; os desastres naturais (como o rompimento da barragem de Brumadinho em MG); e os acidentes com produtos perigosos. As preocupações com a problemática ambiental estão inseridas na Saúde pública e estão diretamente relacionadas à saúde do ser humano e o futuro de cada nação. O ambiente sendo bem cuidado, preservado, e tendo sua renovação constante, é condição primordial para que o ser humano usufrua de tudo que a natureza proporciona, seja em alimentos e água saudáveis estejam sempre à disposição da humanidade, sem ser um risco a saúde humana e ao equilíbrio ecológico. Figura 6 – Meio ambiente contaminado Fonte: yogendras31/pixabay https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/06.jpg Videoaula - Modelos de gestão e serviços de saúde Escaneie a imagem ao lado com um app QR code para assistir o vídeo ou clique aqui [https://player.vimeo.com/video/416089391] . Videoaula - Modelos de gestão dos serviços do SUS com base no direito privado Escaneie a imagem ao lado com um app QR code para assistir o vídeo ou clique aqui [https://player.vimeo.com/video/416089441] . Para que tenhamos empresas que levem a sério as questões ambientais, precisamos de administradores que tenham um modelo de gestão aberto para questionamentos de melhoria Modelos de gestão e serviços de saúde1.2 https://player.vimeo.com/video/416089391 https://player.vimeo.com/video/416089441 constante na relação crescimento econômico e saúde ambiental. Assim, o modelo de gestão refere-se a um instrumento que deve ser utilizado pelo gestor, pois nele existe “um conjunto de normas e princípios que orientam os gestores na escolha das melhores alternativas para levar a empresa a cumprir sua missão com eficácia” (CROZATTI, 1998, p. 13). Para compreender melhor o que é um modelo de gestão, é preciso entender a origem das palavras utilizadas na expressão. Vamos conferir o que diz Santos (2014, p. 381) sobre modelo de gestão: Então, podemos entender a partir daí que modelo de gestão é o gerir através de um exemplo já existente, realizando apenas as modificações fundamentais para a necessidade de cada organização. Um modelo de gestão funciona na medida que o gerente consegue organizar os recursos humanos, materiais e financeiros para prestar serviços ou produzir, referindo a objetivos, metas e interesses pessoais ou partidários e ideológicos. Os modelos de gestão estão presentes nas instituições públicas de saúde e nas empresas privadas (particulares) como os hospitais, laboratórios, clínicas, consultórios, unidades de saúde etc. Vale destacar que os serviços públicos se referem a toda atividade atribuída a governos federais, estaduais e municipais. Instituições particulares desenvolvem muitas atividades, porém devem cumprir os preceitos legais para o desenvolvimento e gestão em suas atividades administrativas. [...] Modelo tem sua origem no latim Modulus que significa molde, forma, o termo já foi utilizado em diversas áreas, porém sempre seguindo o mesmo conceito de algo que deve ser seguido. Gerir é organizar os recursos financeiros, materiais e humanos de uma instituição através de técnicas adequadas. Quando estamos falando em gestão de clínicas e de consultórios, percebemos que osdesafios para os gestores públicos e privados são enormes. Esses profissionais têm responsabilidades sobre qual será o modelo de gestão a ser seguido para o melhor atendimento aos pacientes na saúde do Brasil. Atualmente o SUS tem inúmeras instituições privadas conveniadas e contratadas pelo Estado, que prestam serviços às comunidades brasileiras. De acordo com Kruger (2019, p. 274), “O SUS é considerado um dos maiores sistemas públicos de saúde do mundo, que oferece serviços de saúde estatal, gratuito, integral e universal”. No cenário atual, as clínicas e consultórios públicos e todas as empresas particulares (privadas) devem se posicionar quanto ao modelo de gestão que seja conveniente aos objetivos e metas das instituições de saúde. Vejamos alguns modelos de gestão: a. Gestão da qualidade: refere-se à maneira de administrar os serviços prestados aos clientes de maneira que venha atender às suas necessidades, estando disponível em tempo, forma e lugar certos, por um preço competitivo. Para que a gestão de qualidade seja efetiva, é necessária a garantia da qualidade em todas as atividades nas empresas. b. Redes de Atenção à Saúde (RAS): em relação ao modelo de gestão utilizada pelas RAS, a tentativa é a de ter uma administração com eficácia, eficiência, holística e que venha a interagir com todos os serviços prestados e clientes de forma harmônica com equidade e humanização. c. Gestão estratégica: é uma espécie de ferramenta usada na tomada de decisões que envolvem novos projetos, com novos paradigmas e que visa a adequar as organizações às condições ambientais que se Figura 7 – Profissional elaborando um plano de gestão Fonte: pressfoto/Freepik Modelos de gestão dos serviços do SUS com base no direito privado1.2.1 Figura 8 – Análise clínica feita em laboratório do SUS Fonte: jarmoluk/pixabay https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/07.jpg https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/08.jpg encontram em constante mudança, tendo sempre em mente uma visão da continuidade da organização de maneira sólida, cumprindo seus objetivos. d. Gestão participativa – cogestão: cogestão significa a inclusão de novos parceiros nos processos administrativos em que a análise de contexto e problemas e todo o processo de tomada de decisão tenham como interlocutores a comunidade inserida, cumprindo assim os anseios e princípios do SUS, que é a participação popular no que se refere aos interesses na saúde (BRASIL, 2009). A gestão participativa, ou cogestão, possibilita a construção de novos trabalhos de forma coletiva e com a participação dos mais variados colaboradores. A multiplicidade de agentes envolvidos nessa forma de gestão é a melhor maneira de lidar com competitividade, complexidade e trabalho em equipe. Videoaula - Gestão dos serviços: a experiência dos pacientes na saúde Escaneie a imagem ao lado com um app QR code para assistir o vídeo ou clique aqui [https://player.vimeo.com/video/416154139] . O século XXI, no âmbito da saúde, desponta como a era da experiência, em que cada vez mais o cliente está no centro das atenções. Para entender esse motivo, deve-se levar em conta as grandes mudanças no mundo pessoal com as tecnologias e as mídias sociais. O paciente nunca Gestão dos serviços: a experiência dos pacientes na saúde1.3 https://player.vimeo.com/video/416154139 teve tanta voz quanto atualmente. Um estudo mundial da Gartner Group, citado por Rodrigues (2019, p. 17) mostra que: Somos consumidores também na área da saúde, o que faz com que nos tornemos exigentes quanto ao atendimento e aos serviços prestados. Pacientes e gestores precisam ter um ótimo relacionamento para que todos fiquem satisfeitos com os serviços prestados. Quando existe a possibilidade de escolha, busca-se sempre a qualidade de atendimento que produza maior satisfação para com o cliente (SOARES, 2019). Com o avanço dos estudos sobre o termo “experiência do paciente” nas instituições de saúde, surge uma nova reflexão sobre a percepção dos pacientes com relação aos cuidados que recebem, ao longo de sua internação, exames clínicos e outros atendimentos médicos. PENSE UM POUCO! Como tem sido sua experiência com a prestação dos serviços de saúde que você frequentou neste ano, seja consultório médico, dentista, oculista ou outro qualquer? A experiência do paciente tem forte relação com vários fatores que envolvem desde a recepção do cliente e família, a qualidade de atendimento, a segurança em todo o tratamento, a eficiência nos exames e trato das doenças, o desfecho clínico e prestação de serviços individualizados e personalizados. [...] 80% dos consumidores afirmam que a experiência é um fator decisivo no momento de escolha de um produto ou serviço; 87% dos consumidores garantem que as experiências passadas os ajudam a escolher o produto ou serviço a ser consumido no futuro; 78% dos consumidores dizem que pagariam mais por um produto ou serviço se tivessem experiências encantadoras e memoráveis. Figura 9 – Paciente fazendo exame oftalmológico Fonte: CommsEditors101/pixabay https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/09.jpg Para Rodrigues (2019), o Brasil está começando a se importar com a experiência do paciente nas instituições de saúde. Clínicas, laboratórios e hospitais estão tentando entender o que é experiência e como esta pode trazer resultados tanto clínicos quanto financeiros. Os gestores de serviços de saúde ainda confundem experiência com satisfação. Muitos acreditam que “humanizar” o atendimento ou somente satisfazer o paciente em função de suas demandas é o que importa. Os termos “satisfação” e “experiência do paciente” são frequentemente usados indistintamente, mas não significam a mesma coisa (RODRIGUES, 2019). Para Rodrigues (2019, p. 3): A satisfação refere-se às expectativas de um paciente sobre o serviço de saúde. Duas pessoas que recebem exatamente o mesmo tratamento, mas que têm expectativas diferentes, podem atribuir classificações distintas ao serviço prestado. A experiência se refere não a expectativas, mas a avaliações da qualidade dos cuidados de saúde e inclui aspectos como o acesso fácil à informação, a forma de resposta às solicitações, o tratamento respeitoso, a escuta sobre as necessidades do paciente e o atendimento a valores individuais atendidos. De acordo com pesquisa realizada pelo “King’s College London com o The King’s Fund, a pedido do Departamento de Saúde da Inglaterra e do NHS Institute, os pacientes afirmam que querem ser tratados como pessoas, e não como números” (RODRIGUES, 2019, p. 18). Segundo Lorenzetti (2014), estudos atuais têm revelado que a principal preocupação das pessoas atualmente tem sido com a saúde. Por isso, no Brasil é urgente a criação de políticas e ações que viabilizem novos serviços. A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece que para satisfazer os anseios dos clientes é fundamental atendê-los de forma integral para que seja recuperada a sua saúde e supridas as suas necessidades. Aproximadamente 74% dos brasileiros, mesmo sendo atendidos somente pelo SUS, buscam esse atendimento integral, o que importa desde a chegada na instituição de saúde até a sua saída. Porém, no Brasil existe a cultura de que os serviços públicos não têm a mesma qualidade do serviço privado, reforçando assim a necessidade de mudança dessas experiências negativas (LORENZETTI et al., 2014). Figura 10 – Paciente em consulta médica Fonte: javi_indy/freepik Videoaula - Qualidade de atendimento e a experiência do paciente Escaneie a imagem ao lado com um app QR code para assistir o vídeo ou clique aqui [https://player.vimeo.com/video/416154735] . Nas pesquisas de experiência do paciente, alguns aspectos são fundamentais na aquisição de informações do cliente como: quais os aspectos críticos de sua saúde, como foi a comunicação Qualidade de atendimento e a experiência do paciente1.3.1 https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/10.jpg https://player.vimeo.com/video/416154735com seu médico, como foi o entendimento das instruções de uso do seu medicamento e como o paciente se sentiu valorizado e respeitado em sua individualidade e situação clínica. Para firmar o entendimento acerca da qualidade no atendimento para com o paciente, convém destacar que tudo o que o paciente quer em seu atendimento, seja em clínicas e consultórios em geral, é voltar logo para casa e ter a certeza que teve seus serviços com muita qualidade e segurança, proporcionando uma confiança na instituição e nos profissionais envolvidos em seu atendimento nas organizações de saúde. Para o paciente que busca ajuda nas redes públicas e privadas de saúde, o que eles exigem sempre é agilidade, eficiência e solução prática para seus problemas. Alguns outros aspectos são relevantes como: ter consultas agendadas; ter acesso às informações sobre seu real estado de saúde; receber tratamento cordial; ter seus exames feitos entregues com rapidez; ser tratado como pessoa e com humanização; ser cuidado por meio de processos eficientes; ter acompanhamento pós-atendimento; e ser ouvido em suas necessidades (COSTA, 2019). Vale ressaltar que entender a experiência do paciente é importante no sentido de que a equipe médica hospitalar poderá oferecer um tratamento individualizado e sem rotulação ao paciente, propiciando assim um atendimento respeitoso a todos os indivíduos e pacientes, oferecendo ao cliente novos olhares sobre a atuação dos profissionais de saúde diante do atendimento personalizado. Neste contexto, as boas experiências do paciente vividas com o bom atendimento médico proporcionarão uma possível fidelização, tanto para com o profissional em saúde como para as empresas prestadoras de serviços médicos. Todos da equipe médica e demais profissionais em saúde devem trabalhar unidos no propósito de que as experiências do paciente sejam satisfatórias. A organização hospitalar, dada a sua missão essencial em favor do ser humano, deve superar toda complexidade que a envolve. Para que os efeitos benéficos de uma gestão de qualidade sejam vivenciados pelos clientes, é necessário interligar as áreas médica, tecnológica, administrativa, econômica e assistencial (MATOS, 2006). A eficiência e eficácia nos processos de gestão e assistência hospitalar fazem parte do respeito e da valorização que o paciente deve ter sempre. As empresas de saúde utilizam seus serviços oferecendo um produto de grande valor, que consiste em oferecer ao paciente o cuidado em suas dimensões clínicas, psicológicas, fisiológicas e sociais com o objetivo da cura e recuperação total do cliente para que este esteja apto a dar continuidade a sua vida com dinamismo e alegria. Como melhor definir serviços! O serviço é uma atitude direcionada a pessoas que necessitam de ajuda, e também pode ser compreendido como ações práticas que visam a alterar algumas situações entre cliente e empresa. Cada indivíduo reage de maneira diferenciada quando recebe algum tipo de serviço. O bom atendimento é um dos fatores principais e determinantes para que o paciente se sinta acolhido e sua melhora ocorra no menor período de tempo possível. Desde a recepção hospitalar, a consulta médica e a análise detalhada de exames, juntamente com os profissionais de saúde, o paciente tem a oportunidade de refazer seus conceitos sobre suas novas experiências de acordo com seu tratamento e necessidades. Figura 11 – Equipe médica trabalhando unida Fonte: mohamed_hassan/pixabay.com https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/11.jpg O paciente tem, por meio da experiência no atendimento nas clínicas, hospitais e laboratórios, o ponto de partida para descrever se está sendo bem tratado ou não. Figura 12 – Médica cuidando da paciente Fonte: freepik A experiência do paciente vai muito além de suas perspectivas quanto ao que realmente poderia ser feito a seu serviço. A experiência se refere às avaliações da maneira e da forma em que o paciente foi atendido e seu desfecho clínico, ocasionando satisfação ou não ao tratamento de sua saúde. https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/12.jpg Exercícios de fixação Complete a sentença com a palavra correta em cada lacuna. De maneira geral, é um termo usado para definir e que visam a suprir as necessidades atuais dos seres humanos. Sua prática está relacionada ao e ao uso de materiais que não agridam o meio ambiente, usufruindo dos de forma inteligente. Selecione... Selecione... Selecione... Selecione... Selecione... Complete a sentença com a palavra correta em cada lacuna. Assim, para ter sucesso em suas tomadas de ação, o gestor deve ter um modelo de bem definido e adequado, pois nele existe um conjunto de e que servirão de orientação aos gestores na escolha das melhores alternativas para levar a empresa a cumprir sua missão com . Selecione... Selecione... Selecione... Selecione... Gestão em serviços de saúde UNIDADE 1 Conclusão Concluímos nesta etapa os estudos sobre gestão e serviços de saúde. Destacamos que os gestores de clínicas, hospitais e laboratórios têm uma parcela importante de responsabilidade quanto ao crescimento econômico da empresa, e ao mesmo tempo, a sustentabilidade ambiental. Saber o modelo de gestão a ser utilizado na empresa é de fundamental importância para atender o paciente, proporcionando-lhe satisfação e experiências relevantes em seu tratamento. Gestão em saúde Videoaula- Marketing e Gestão em Saúde Escaneie a imagem ao lado com um app QR code para assistir o vídeo ou clique aqui [https://player.vimeo.com/video/416155421] . UNIDADE 2 Objetivos: Conhecer os novos serviços de comunicação, marketing e propaganda com foco em resultados para consultórios e clínicas, satisfazendo sempre os clientes. Assimilar novos aprendizados sobre o marketing de relacionamento e sua relevância para o setor de serviços de saúde. https://player.vimeo.com/video/416155421 Marketing e gestão em saúde2 Clínicas e consultórios fazem parte de tipos de empresas relacionadas à saúde e estão inseridas em um mercado local e globalizadas, caracterizado inclusive pelo aparecimento cada vez maior de novas tecnologias científicas aplicadas a esse tipo de organização. No mundo em competitividade, sobrevive a empresa que atender melhor e de forma completa aos seus clientes, unindo sempre custo e benefício. Uma vez que a empresa se consolida no mercado de prestadora de serviços na área da saúde, cabe aos seus gestores manter o nome, marca e serviços sempre em evidência aos olhos de todos os consumidores. Neste contexto, o marketing nas empresas tem papel fundamental para manutenção da empresa e o crescimento com novas adesões de pessoas que querem um atendimento em alto nível. Como definir marketing? De acordo com Assis e Oliveira (2012, p. 67), “o marketing é a atividade, conjunto de normas e processos para criar, comunicar, entregar e trocar ofertas que tenham valor para consumidores, clientes, parceiros e para a sociedade como um todo”. Nessa mesma linha de pensamento, Assis e Oliveira (2012, p. 68) destacam quatro características distintas que os serviços de marketing possuem, que são [...] Intangibilidade: serviços não podem ser vistos, cheirados, provados antes de serem adquiridos. Inseparabilidade: serviços não podem ser fabricados, estocados e distribuídos posteriormente como os bens tangíveis. Variabilidade: serviços são altamente variáveis, pois dependem de quem, quando e onde são efetuados. Perecibilidade: Os serviços são consumidos simultaneamente à sua produção, ou seja, ao mesmo tempo em que é prestado. Videoaula - Marketing aplicado a saúde Escaneie a imagem ao lado com um app QR code para assistir o vídeo ou clique aqui [https://player.vimeo.com/video/416156352] . Videoaula - Marketing de relacionamento Escaneie a imagem ao lado com um app QR code para assistir o vídeo ou clique aqui [https://player.vimeo.com/video/416156928] . Todos nós já ouvimos falar em marketing e estamosenvoltos em propaganda e venda e compra de produtos diariamente. Marketing aplicado à saúde2.1 https://player.vimeo.com/video/416156352 https://player.vimeo.com/video/416156928 Vejamos algumas considerações sobre marketing. De forma literal, marketing significa “mercado”. É um termo utilizado para expressar a ação voltada para o mercado, visando a vender seus serviços de maneira clara, objetiva e criativa. Outro conceito de marketing, dado por Gomes e Setton (2016, p. 855), é que: Desta forma, é fácil entender que sem o trabalho do marketing em uma empresa, ou até mesmo em uma instituição de saúde, não existirá a porta de entrada do cliente para a empresa. Essa primeira comunicação é essencial. Vale destacar alguns tópicos que podem auxiliar num planejamento de marketing para os gestores da área da saúde e que estão conectados com o mundo virtual: o gestor deve avaliar qual o objetivo do marketing; conhecer o seu perfil de cliente; conhecer o público-alvo em detalhes, pois fica mais fácil saber quais os canais e plataformas em que ela se conecta; elaborar um cronograma, a fim de que se tenha uma frequência no diálogo com o público. preparar o conteúdo a ser postado que seja relevante e que possa atrair o cliente em suas reais necessidades; fazer impulsionamentos de propaganda com palavras-chave do seu negócio na própria internet. É a famosa mídia paga; e avaliar o retorno do marketing em saúde e redirecionar para novos caminhos caso seja necessário. [...] pode ser compreendido como uma função organizacional, baseada em um conjunto de processos que envolvem a criação, a comunicação e a difusão de um estoque de valores e significados sociais, bem como a administração do relacionamento entre a organização comercial e um determinado público, na perspectiva de beneficiar tanto um quanto o outro. Figura 13 – Elementos de marketing Fonte: freepik https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/13.jpg Seja encontrado na internet Estar presente nos meios online é extremamente importante no marketing em saúde, pois para que você seja encontrado por pacientes em busca de um consultório ou clínica médica, é fundamental que você esteja presente nas redes sociais. O fator mais importante para qualquer instituição ou empresa, sem dúvida, é o relacionamento que elas desenvolvem e que é construído com seus clientes, pacientes, colaboradores, profissionais em geral e parceiros, fornecedores e distribuidores. Agindo com essa total solidificação, as instituições e empresas estarão dando um passo à frente para a liderança do seu marketing no mercado de trabalho. Essa atração e intensificação do relacionamento de marketing com o cliente devem ser feitas com um planejamento em longo prazo, a fim de que a liderança no mercado seja estável e consequentemente leve à elevação dos níveis de relacionamento nos campos econômicos, técnico, jurídico e social, os quais resultam em uma relação fidedigna com o cliente (PEREIRA, 2012). As clínicas e consultórios devem colocar o seu marketing de relacionamento em ação, pois é fundamental para o sucesso de uma empresa (KÖCHE; KÖCHE, SCHNEIDER, 2012). O marketing de relacionamento tem como objetivo valorizar seus clientes diante da apresentação de produtos que demonstrem o respeito e zelo com todos os seus stakeholders, integrando suas ações e fidelizando o cliente ao ponto que uma determinada clínica ou instituição de saúde seja propagada, divulgada e defendida por esses clientes (ARAÚJO JÚNIOR, 2019). Marketing de relacionamento2.1.1 Figura 14 – Marketing de relacionamento Fonte: geralt/pixabay https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/14.jpg Nesse sentido, vale perguntar: você dá importância a alguma marca de um produto que utilizou na vida? Além da qualidade do produto, a imagem da empresa é fundamental para conquistar a clientela e garantir bons resultados. A marca é o DNA de uma empresa e é o que conecta o cliente ao produto. Nas clínicas e nos laboratórios, a marca poderá identificar se o serviço prestado pela empresa merece confiança e fidelidade por parte do cliente (SEBRAE, 2019, p. 1). Podemos listar, de forma geral, que um cliente avalia o serviço de saúde associando a marca da empresa a questões como: a confiabilidade; a empatia; a segurança; a prestabilidade; o preço; e a competência. O marketing de relacionamento na área da saúde é essencial para a sobrevivência de qualquer clínica ou consultório. Os clientes sempre querem receber tratamento altamente personalizado e com resultados positivos em suas consultas e ou tratamentos. As clínicas e consultórios são empresas da área de saúde que possuem atividades que envolvem a prevenção e promoção da saúde em indivíduos e populações em geral (com ou sem vistas ao lucro). Contribuem fornecendo respostas sociais às necessidades, demandas e representações de saúde, colaborando para o gigantesco sistema do SUS no cumprimento de oferecer serviços de saúde com qualidade ao povo brasileiro e de quem dele precisar. Algumas estratégias de marketing melhoram a saúde das pessoas ao desencorajar o consumo arriscado ou ao informar sobre riscos e possíveis danos à saúde. Para que a estratégia de marketing utilizada seja a mais adequada possível, é importante que as organizações de saúde conheçam as características do consumidor e testem os efeitos pretendidos e não intencionais antes de aplicá-la ao público-alvo. Jamais esqueça que a estratégia do marketing de relacionamento é fazer a diferença na vida das pessoas. Videoaula - Planos de negócios em saúde Escaneie a imagem ao lado com um app QR code para assistir o vídeo ou clique aqui [https://player.vimeo.com/video/416157505] . As pessoas querem ser felizes e ter uma vida com qualidade em todas as esferas de relacionamento. Nas empresas de saúde, sejam clínicas ou consultórios, o foco principal é desenvolver serviços que irão atender seus clientes com eficácia e comprometimento de quem olha para o paciente como um ser humano único e diferenciado. Por isso, torna-se importante o plano de negócio, que é um instrumento viável para detectar, no mercado comercial, os melhores produtos de consumo e quais as atitudes do empreendedor que devem ser efetivadas para satisfazer e atender melhor o cliente. O setor da saúde tem em sua clientela pessoas exigentes que desejam ter atendidas suas necessidades com humanização e qualidade. Dessa forma, a gestão se transformou em um novo desafio para os empreendedores, no sentido de aliar gestão vitoriosa, lucratividade e fidelização de clientes (CARVALHO, 2016). Planos de negócios em saúde2.2 https://player.vimeo.com/video/416157505 Os resultados positivos e prósperos dentro de uma empresa dependem muito da execução do seu plano de negócio. O plano de negócio é um instrumento para viabilizar as ações que uma empresa quer colocar em prática, relacionada aos produtos e serviços que ela presta para seus clientes. É o documento que descreve todos os objetivos de negócio da empresa e, cada fase, detalhada, a ser elaborada para que os objetivos propostos pelo plano sejam alcançados. No Brasil, a elaboração do plano de negócios teve um forte aliado: a abertura de diálogo das empresas brasileiras com as do mundo inteiro. Isso facilitou a compreensão de que no mundo globalizado todas as empresas têm oportunidades, todavia, é preciso um excelente plano de negócios para os desafios da competitividade internacional de empresas. Para Santos e Pinheiro (2017, p. 152), Toda empresa pode e deve ter seu plano de negócio, pois é parte fundamental do processo empreendedor que levará a organização ao sucesso empresarial. O plano de negócio é um documento preparado pelos empreendedores em que são descritos todos os elementos externos e internos relevantes com frequência, uma integração dos planos funcionais como os de marketing e finanças. Nos planos de negócios é necessário inicialmente ter em mente que várias etapas fazem parte do cronograma de açõespor parte do gestor. Ao cumprir todas elas, evita-se cometer erros que podem prejudicar o andamento dos projetos dentro de uma empresa. O plano de negócios Figura 15 – Profissionais elaborando plano de negócios Fonte: Free-Photos/pixabay [...] o plano de negócio tem fundamental importância, pois através dele pode-se organizar as ideias, fazer um planejamento com riquezas em detalhes, para com isso reduzir o risco de fracasso antes de iniciar as atividades ou expandir o empreendimento. https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/15.jpg constitui a base para as atividades empresariais, tanto de clínicas como em consultórios, sendo de muita importância para os gestores na área de saúde (SANTOS; PINHEIRO, 2017). Sobre as principais vantagens de uma empresa ter um plano de negócios, Santos e Pinheiro (2017, p. 3) sugerem as seguintes: 1. a empresa pode organizar melhor suas ideias empresariais; 2. os gestores podem seguir caminhos de negócios sustentáveis e inovadores; 3. ter um planejamento minucioso, reduzindo os riscos de fracassos nas implementações das novas ideias; 4. permite agregar diversos conhecimentos dentro da empresa; e 5. pode ajudar a empresa a alcançar os objetivos propostos em todo o planejamento estratégico. Vale ressaltar que, para o desenvolvimento e aplicabilidade de um plano de negócios, alguns fatores devem ser contemplados pela empresa. Destacam-se: a política de preços a partir da publicação do plano de negócios; os serviços de pós-venda e garantia do acompanhamento nos atendimentos prestados para as necessidades dos clientes; o planejamento financeiro simplificado com receita e despesas detalhadas; e propostas constantes de uma autoavaliação indicando melhorias. Nas empresas, os administradores têm à disposição algumas ferramentas de gestão. As ferramentas de gestão podem ser compreendidas como técnicas que facilitam o gestor ou pessoa responsável por uma empresa ou organização para chegar no objetivo-fim com excelência. Vejamos alguns exemplos de ferramenta de gestão. Videoaula - Ferramentas de gestão em plano de negócios (a matriz SWOT e o ciclo PDCA) Escaneie a imagem ao lado com um app QR code para assistir o vídeo ou clique aqui [https://player.vimeo.com/video/416157967] . A matriz Swot e o ciclo PDCA são exemplos de ferramentas de gestão na implantação de planos de negócios em uma empresa ou organização. Vejamos como funciona primeiramente para Rodrigues et al. (2017), o PDCA (planejamento, desenvolvimento, checagem/correção e ação): P – Planejamento do projeto diante da necessidade da organização ou do processo; é necessário fazer verificação das necessidades internas e externas da empresa; o planejamento é a iniciação para processo efetivo, eficiente e eficaz. D – Desenvolvimento – colocar em prática todas as ações estabelecidas no processo de planejamento. C – Checagem\correção – após desenvolvimento das ações, é necessário verificar quais processos (checagem) precisam de melhorias (correção) diante das necessidades listadas no planejamento. A – Ação – processo de agir sobre os pontos de melhoria e retornar o processo para a fase de planejamento. Ferramentas de gestão em plano de negócios (a matriz Swot e o ciclo PDCA)2.2.1 https://player.vimeo.com/video/416157967 Percebe-se que o ciclo PDCA é uma ferramenta de gestão contínua no qual sempre são necessários os quatro passos e sempre podendo ser reutilizado. A matriz Swot é uma ferramenta de gestão prática, utilizada no processo de implementação de técnicas, as quais podem determinar quais são as oportunidades e as fraquezas internas e externas de uma empresa observando os objetivos a qual é destinada. A matriz Swot é eficaz na organização e execução de ações que venham conhecer melhor a empresa, trazendo direcionamentos eficazes diante das informações obtidas. Swot é a sigla dos termos ingleses: strengths (forças); weaknesses (fraquezas); opportunities (oportunidade); e threats (ameaças). Para Araújo et al. (2015, p. 2) é inegável implantação do Swot no âmbito empresarial Figura 16 – Ciclo PDCA Fonte: Kenishirotie/iStock Figura 17 – Ferramenta de gestão Swot Fonte: gstudioimagen/freepik [...] percebe-se que a análise de SWOT é de suma importância no contexto organizacional das empresas, pois a mesma está relacionada à identificação e a satisfação das necessidades do mercado, e da entrega da satisfação desejada com mais eficiência que os concorrentes, visando assim à lucratividade. https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/16.jpg https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/17.jpg A análise Swot procura analisar os ambientes da empresa tanto internamente como externamente. Com esses procedimentos, o objetivo é identificar as oportunidades e ameaças presentes no ambiente externo à empresa e quais as forças e fraquezas da empresa, para com isso tomar decisões administrativas para fortalecer a empresa diante dos desafios detectados. A ideia básica é utilizar a matriz Swot para melhorar o empenho da empresa, minimizando perdas e aumentando sua efetividade e competitividade no mercado empresarial. A partir da identificação desses pontos através da Swot, o passo para a evolução da empresa está dado. Sobre as ferramentas de gestão, vale salientar que o ciclo PDCA é uma ferramenta de gestão considerada bem prática, pois através do planejamento, desenvolvimento, checagem e ação, a empresa terá ganhos em sua gestão. Por outro lado, a matriz Swot é mais analítica, pois é uma ferramenta de gestão que em todo seu processo são necessárias pesquisas para identificar ameaças, oportunidades, fraquezas e pontos fortes. Videoaula - Planos de saúde: regulação e mercado Escaneie a imagem ao lado com um app QR code para assistir o vídeo ou clique aqui [https://player.vimeo.com/video/416158417] . https://player.vimeo.com/video/416158417 Videoaula - Regulação Escaneie a imagem ao lado com um app QR code para assistir o vídeo ou clique aqui [https://player.vimeo.com/video/416158877] . No Brasil, a saúde é direito de todos e dever do Estado. O art. 197 da Constituição Federal, por sua vez, reconhece serem de relevância pública as ações e serviços de saúde (BRASIL, 1988). A criação, no Brasil, do SUS entre as décadas de 1980 e 1990 proporcionou um aumento nas relações comerciais na prestação de serviços, especialmente no que se refere ao atendimento à saúde. Exemplo disso foi a criação e o surgimento regulamentado de inúmeros planos e seguros de saúde (SESTELO; SOUZA; BAHIA, 2013). A relação entre o atendimento em saúde nos serviços públicos e no meio privado tem sido um tema estratégico para o sistema de saúde no Brasil. Para Araújo (2018, p. 1) no “Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) vem se consolidando enquanto um subsistema público de saúde que convive com um sólido subsistema privado de saúde suplementar e complementar”. O sistema de saúde brasileiro é muito diversificado quanto às maneiras de atender os clientes que necessitam de atendimento médico. Nunes (2014) destaca quatro vias básicas de acesso da população aos serviços de saúde: Planos de saúde: regulação e mercado2.3 https://player.vimeo.com/video/416158877 [...] a) Sistema Único de Saúde (SUS), de acesso universal, gratuito, financiado com recursos públicos; (b) Planos e seguros privados de saúde, de vinculação eletiva, financiado com recursos das famílias e/ou dos empregadores; (c) Planos e seguros destinados aos servidores públicos, civis e militares, de acesso restrito a essa clientela, financiado pelo empregador público e/ou pelos próprios servidores; (d) Provedores privados autônomos de saúde, de acesso direto mediante pagamento no ato. O Brasil tem atualmente 209 milhões de habitantes. Os planos de saúde representam uma parcela expressiva do sistema de saúde brasileiro, envolvendo cerca de 48 milhões de vínculos que se referem a planos de assistência médica com ou sem odontologia (OLIVEIRA; VERAS; CORDEIRO, 2017, p. 650).Para o cumprimento das leis e normas nos serviços prestados na área de saúde, temos dentre tantos, a “Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que é a agência reguladoravinculada ao Ministério da Saúde responsável pelo setor de planos de saúdeno Brasil” (ANS, 2011, p. 1). Em suas resoluções a ANS destaca a elaboração das normas da Saúde Suplementar. De forma simplificada, a regulação pode ser entendida como um conjunto de medidas e ações do governo que envolvem a criação de normas, o controle e a fiscalização de segmentos de mercado explorados por empresas para assegurar o interesse público (ANS, 2011). No Brasil, os planos privados de assistência à saúde estão regulamentados pela Lei nº 9.656 em 1998 e com a criação da ANS em 2000. O regime de regulação nasceu no mesmo âmbito da implantação da Lei nº 10.216, promulgada em 2001, pelo Sistema Único de Saúde (SUS) (SILVA, 2011). Vale ressaltar os conceitos e as devidas diferenças entre saúde complementar e saúde suplementar. Regulação2.3.1 Figura 18 – ANS Fonte: . https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/18.jpg http://www.ans.gov.br/ a. Saúde Complementar As empresas privadas que atuam nos serviços de saúde serão consideradas complementares quando tiverem suas ações nos termos do art. 199 da CF, que prevê que as instituições privadas poderão participar de forma complementar ao Sistema Único de Saúde, cumprindo as normas estabelecidas por lei, mediante contrato direto com o setor público ou conveniado, tendo preferência as entidades filantrópicas e as sem fins lucrativos (CRP-SP, 2010). b. Saúde Suplementar Em contrapartida, os serviços e o atendimento ao usuário de forma privada em saúde também podem ser prestados por meio de planos de saúde, oferecidos por agências de planos de saúde, no campo que se conhece como saúde suplementar (CRP-SP, 2010). Segundo o Conselho Regional de Psicologia de São Paulo (2010), “a saúde suplementar é o setor que abriga os serviços privados de saúde prestados exclusivamente na esfera privada” organizada por meio de planos de saúde, conforme previsto nas Leis Federais nº 9.961, de 28 de janeiro de 2000, e nº 9.656/1998. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) suspendeu no dia 6/9/2019 a venda e comercialização de 51 planos de saúde, em função de reclamações dos consumidores recebidas no segundo trimestre do ano de 2019. As reclamações dos clientes envolveram o descumprimento dos prazos máximos para realização de consultas, exames e cirurgias e a negativa de cobertura no plano. Com a divulgação do Código de Defesa do Consumidor, que foi sancionado pela Lei nº 8.078/1990, foram estabelecidos novos meios sobre a regulação dos planos de saúde no Brasil. Isto se deve ao apelo da população de usuários, que almejavam melhores condições para a saúde complementar, envolvendo os planos e seguros privados de assistência à saúde (OLIVEIRA; VERAS; CORDEIRO, 2017). Os planos de saúde no Brasil têm tido muitas mudanças nesses últimos 20 anos, especialmente nas questões da cobertura dos planos (tipo de doença, carência para atendimento, tipos de Cobertura dos planos de saúde2.3.2 cirurgia e ou tratamento de doenças preexistentes etc). Vale lembrar que a população tem envelhecido, e o aumento das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) tem contribuído para que as operadoras dos planos cobrem preços exorbitantes de usuários dessa faixa etária (UGÁ; ALVES; PORTELA, 2016). Muitos perguntam: os planos de saúde cobrem qualquer tipo de doenças e procedimentos? Primeiramente, vale ressaltar que a cobertura dos planos de saúde tem normatizações legais feitas pelo governo federal, que envolvem uma série de possíveis atendimentos a que o cliente tem direito, previsto na legislação de saúde suplementar e no contrato que foi assinado na compra do plano de saúde. Ao contratar o plano de saúde, deve-se estar atento ao contrato e suas minutas. Em resumo, pode-se dizer que o cliente deve prestar atenção em todos os segmentos citados em contrato, como nos casos do atendimento ambulatorial, hospitalar com e sem obstetrícia, odontológico. Também o cliente tem que estar atento quanto ao tipo de acomodação (apartamento ou enfermaria) e a área geográfica de cobertura de seu contrato (municipal, grupo de municípios, estadual, grupo de estados ou nacional) (ANS, 2011). Convém destacar que em relação aos procedimentos de cobertura obrigatória existe uma listagem produzida pela Agência Nacional de Saúde Complementar (ANS) que orienta quanto a todos os procedimentos (exames, cirurgias etc.) que obrigatoriamente deverão ser cobertos pelas empresas de planos de saúde (ANS, 2011). Segundo Oliveira, Veras e Cordeiro (2017, p. 624), para os planos de saúde regulamentados pela Lei nº 9.656/1998 ou a ela adaptados (conhecidos como planos novos), foram asseguradas importantes garantias legais, tais como: Figura 19 – Paciente internada em hospital particular Fonte: Parentingupstream/pixabay https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/19.jpg [...] Cobertura dos procedimentos em saúde, de forma a abarcar todas as patologias da Classificação Internacional de Doenças (CID-10); garantias para os beneficiários em caso de demissão ou aposentadoria; regras para os atendimentos de urgência e emergência. O rol é obrigatório para todos os planos de saúde contratados a partir da entrada em vigor da Lei nº 9.656/1998. A lista de procedimentos é atualizada a cada dois anos para garantir o acesso ao diagnóstico, tratamento e acompanhamento das doenças por meio de técnicas que possibilitem o melhor resultado em saúde, sempre obedecendo a critérios científicos comprovados de segurança, eficiência e efetividade (ANS, 2018). As empresas de planos de saúde devem obedecer às leis vigentes do país e também se comprometer a serem zelosas quanto aos princípios do SUS aplicados à sociedade em geral. No entanto, é imprescindível conciliar o objetivo da empresa em saúde com as políticas empreendidas pelo Ministério da Saúde (MS), respeitando as particularidades do setor, a fim de aumentar a qualidade da atenção à saúde (UGÁ; ALVES; PORTELA, 2016). De acordo com Ugá, Alves e Portela (2016, p. 154), as operadoras de planos privados de saúde médico-hospitalares são classificadas pela ANS nos seguintes grupos: “administradora de planos, administradora de benefícios, autogestão, cooperativa médica e filantropia, medicina de grupo e seguradora especializada em saúde”. Figura 20 – Atendimento de urgência e emergência Fonte: MRI/ pixabay.com https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/20.jpg Recentemente a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), através da resolução normativa RN nº 428, de 7 de novembro de 2017, incluiu 18 novos procedimentos aos planos de saúde, entre exames, terapias e cirurgias que atendem a diferentes especialidades e a ampliação de cobertura para outros sete procedimentos, incluindo medicamentos orais contra o câncer (BRASIL, 2018). Pela primeira vez, foi incorporado um medicamento para tratamento da esclerose múltipla. Exercícios de fixação Complete a sentença com a palavra correta em cada lacuna. O marketing pode ser compreendido como uma , baseada em um conjunto de processos que envolvem a criação, a e a de um estoque de valores e significados sociais, bem como a administração do relacionamento entre a organização comercial e um determinado público, na perspectiva de tanto um quanto o outro. Selecione... Selecione... Selecione... Selecione... De forma geral, um cliente avalia o serviço de saúde associando a marca da empresa a questões como: a confiabilidade, a antipatia, a segurança, a prestabilidade, o preço e o atendimento. a confiabilidade, a empatia, a segurança, a prestabilidade, o preço e a competência. a confiabilidade, a empatia, o conforto, a imprescritibilidade, o preço e a competência. a confiabilidade, a empatia, a segurança, a prestabilidade, a viabilidadee a eficiência. Gestão em saúde UNIDADE 2 Conclusão Nesta unidade vimos que a comunicação entre a empresa e o cliente (paciente) tem no marketing a possibilidade de identificar a marca da empresa com a qualidade e satisfação dos serviços prestados ao cliente. Concluímos também que o aprendizado de novas formas de gestão em saúde e uso de técnicas como Swot e PDCA podem oferecer por parte da empresa atendimento ao paciente com maior eficácia e qualidade, dando-lhe satisfação no atendimento de suas necessidades. Gestão de recursos Videoaula - Administração de recursos em saúde no setor público e privado Escaneie a imagem ao lado com um app QR code para assistir o vídeo ou clique aqui [https://player.vimeo.com/video/416159375] . UNIDADE 3 Objetivos: Conhecer os conceitos de hospedagem e hospitalidade, filosofia hoteleira, classificação por tipo e categoria nos meios de hospedagem hospitalar. Identificar e apresentar soluções para problemas administrativos na área da saúde para a tomada de decisão, através de competências e técnicas gerenciais atuais. Proporcionar a capacidade de interpretar tendências e a demanda de mercado, sem perder a consciência e a dimensão das questões éticas. https://player.vimeo.com/video/416159375 Videoaula - Administração de hotelaria em serviços de saúde Escaneie a imagem ao lado com um app QR code para assistir o vídeo ou clique aqui [https://player.vimeo.com/video/416160026] . https://player.vimeo.com/video/416160026 Administração de recursos em saúde no setor público e privado3 Tanto clínicas como consultórios precisam de gestores capacitados para o gerenciamento de todas as atividades na área da saúde. Vale ressaltar que a administração de qualquer instituição é uma ciência social que, para ser perfeita, precisa se apoiar em três fatores importantíssimos: os recursos financeiros, materiais e humanos. O paciente a cada dia está mais preocupado com um ambiente seguro, confortável e de alto padrão em suas consultas e internações médicas. Devido a isso, a implantação da hotelaria nas instituições de saúde é um reflexo do que o paciente deseja, isto é, tratamento em local acolhedor e com atendimento técnico-científico de alto padrão e com humanização em toda relação médico-cliente. No Brasil, há pouco mais de uma década começou a surgir a necessidade de implantação do setor específico de hotelaria somado ao atendimento à saúde. O princípio da hotelaria hospitalar é a excelência no atendimento, a busca da qualidade e humanismo e o bem-estar do paciente de forma holística. Empresas de saúde são na realidade instituições prestadoras de serviços, que se caracterizam por ter funcionamento diário ao paciente. Trata-se de uma organização que associa “inovações tecnológicas, serviço social, pessoal assalariado e autônomo, financiamento público e privado, missão de caridade e orientação para os negócios” (ASSIS; OLIVEIRA, 2012, p. 74). Todo paciente, ao procurar uma clínica, consultório ou outra unidade hospitalar, deseja um local diferenciado, onde receba todo atendimento de forma ordeira e com muito zelo às necessidades de sua saúde. Quando se fala em hotelaria, vale destacar que esse termo é a junção dos serviços de apoio com os serviços complementares de uma hotelaria clássica adaptada ao ambiente hospitalar. Figura 21 – Hotelaria hospitalar Fonte: Vicheslav/iStock Administração de hotelaria em serviços de saúde3.1 https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/21.jpg A hotelaria hospitalar permite que a estada do cliente no estabelecimento de saúde seja agradável, favorecendo também a sua recuperação. O novo conceito de atendimento deve priorizar o bem-estar do paciente, o conforto e a infraestrutura do local, favorecendo a estadia tanto dos acompanhantes e familiares como do próprio enfermo. Veja, a seguir, os elementos estruturais da hotelaria de serviços de saúde aplicados a clínicas e consultórios: ter uma administração centralizada, propiciando otimizar tempo e recursos; os enfermeiros, a equipe médica e toda equipe multidisciplinar devem tratar seus clientes de forma ordeira e humanizada; a hotelaria em saúde deve estar preparada para dar suporte médico-hospitalar e ao mesmo tempo ter o requinte de um hotel. Os ambientes devem ter as áreas internas arejadas, espaço de uso dos pacientes e acompanhantes: salas de espera, elevadores, recepção, capela, áreas sociais e, se possível, ambiente externo arborizado (CAVALCANTE, 2016). As características da hotelaria hospitalar devem ter sua aplicabilidade em clinicas e consultórios modernos, pois é necessário retirar o estereótipo de que os hospitais são locais de muita frieza e medo. Os serviços prestados aos pacientes internados e acompanhantes devem contribuir para um melhor conforto aos clientes de saúde, com ambiente alegre e humanizado. Segundo Barbosa, Meira e Dyniewicz (2013 p. 590), os processos importantes em hotelaria hospitalar envolvem: Figura 22 – Sala de espera espaçosa em uma clínica moderna Fonte: Tashi-Delek/iStock Figura 23 – Atendimento médico humanizado Fonte: welcomia/freepik https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/22.jpg https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/23.jpg De maneira geral, é esse processo que vai determinar a aceitação e a aprovação do paciente e de seu eventual acompanhante ou familiar. As vantagens da aplicação dos princípios da hotelaria hospitalar nas clínicas e consultórios são: a empresa passa a ter uma nova imagem; as implantações dos serviços parecidos com hotelaria trazem conforto e comodidade aos pacientes; os clientes que optarem pelos serviços da instituição terão oportunidade de ter um serviço de qualidade e com alto padrão de atendimento; os serviços especializados como o de mensageiro, que antes só existia nos hotéis, farão parte do cotidiano dos clientes hospedados, trazendo mais comodidade ao cliente (BEBER, 2007). a gastronomia é vista de forma diferenciada, pois através do nutricional hospitalar, a alimentação passa a ser algo além de dietético, algo que tem que ser prazeroso para o cliente; percebe-se que a humanização no atendimento ao paciente deve começar a partir dos recepcionistas, pois são eles o primeiro contato na instituição, e sem dúvida nenhuma, é a partir da recepção que os clientes começam a mensurar a qualidade do atendimento; e os pacientes são atendidos diferentemente em suas individualidades e privacidades, respeitando a situação vivida por ele. [...] Processo de receber/acolher: utilizando de todas as técnicas da hotelaria, associadas às melhores práticas assistenciais. Processo de hospedar: processos que garantam o cuidado com as questões socioambientais, considerando as rigorosas normas de manutenção e higiene que regem a área hospitalar, sem esquecer do conforto, da segurança e do bem-estar que podem ser oferecidos aos pacientes e acompanhantes; Processo para alimentar: consideram-se aversões, desejos, dietoterapias, preferências de horários e hábitos étnicos e religiosos dos clientes. Criar opções de consumo e de cardápio. Possibilitar que o contato com nutricionistas, a anamnese e as avaliações nutricionais sejam utilizadas como ferramenta de busca de expectativas, e não somente das necessidades dos clientes e; processo de entreter: oferecer soluções para as esperas e internações de crianças, considerando sua faixa etária, sua patologia, seu tempo de internação, seus medos e ansiedades, para poder apoiar na sua evolução. Figura 24 – Atendimento médico em clínica especializada para crianças Fonte: Sladic/iStock https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/24.jpg Um dos primeiros hospitais a modificar seus serviços foi o Mount Sinai, em Nova York. Ele é considerado um dos primeiros a inovar em atendimento diferenciado. Por exemplo, os pacientes têm confortos como alimentação personalizada, podendo ser composta por comida francesa, e os pijamas e roupões que os pacientes recebem podem ser levados paracasa após a alta hospitalar. Videoaula - Administração de recursos materiais e patrimoniais do setor de saúde Escaneie a imagem ao lado com um app QR code para assistir o vídeo ou clique aqui [https://player.vimeo.com/video/416160513] . Vamos falar agora sobre administração de recursos materiais e patrimoniais. A administração de recursos materiais e patrimoniais é parte integrante da gestão das organizações. Compreende: classificar materiais; administrar corretamente os estoques; estabelecer uma política adequada de suprimentos; e fazer uma correta armazenagem e controle de materiais. Administração de recursos materiais e patrimoniais do setor de saúde3.2 https://player.vimeo.com/video/416160513 Em resumo, podemos afirmar que a administração de materiais e recursos exige do administrador conhecimentos sobre as necessidades da organização e suas ações específicas. O recebimento, a armazenagem dos materiais, o gerenciamento de todo o material, incluindo o controle de estoques, é de responsabilidade do gestor. As quantidades dos materiais devem ser planejadas e controladas para que não haja falta e eventual paralisação da produção ou da prestação de serviços (ASSIS; OLIVEIRA, 2012). Recurso é qualquer coisa que pode produzir riqueza, do ponto de vista literal do termo “riqueza”. Em toda a história humana civilizada, os fatores de produção – capital, terra e trabalho – foram e são recursos necessários para produção de riqueza (FONSECA, 2017). Recursos materiais e patrimoniais são conceituados por Martins (2011, p. 17) assim: A administração de materiais é avaliada na questão de mensurar de forma equitativa tempo, local e quantidade adequados para a demanda disponibilizada. A administração de materiais é uma ramificação da administração geral. Suas atribuições básicas podem ser compreendidas em: planejar; comandar; e controlar e atingir os objetivos exigidos pela empresa. [...] Recursos Materiais são os itens ou componentes que uma empresa utiliza nas suas operações do dia-a-dia, na elaboração do seu produto final ou na execução do seu objetivo social. Recursos Patrimoniais são instalações, utilizadas nas operações do dia-a-dia da empresa, mas que são adquiridas esporadicamente. Prédios, equipamentos e veículos da empresa podem ser classificados como recursos patrimoniais. Figura 25 – Patrimônios de uma clínica médica Fonte: FikMik/iStock https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/25.jpg Em toda empresa é necessário que a administração de materiais seja eficiente e com objetivos bem definidos, pois por meio dela pode acontecer a redução de custos, a readequação de pessoal e a utilização dos recursos financeiros da empresa de forma produtiva. Consequentemente, haverá aperfeiçoamento e um melhor desempenho da organização de produção. A administração de materiais entende a empresa como um organismo viável a todos que dela participam. Para Fernandes e Lourenço (2016, p. 3), administrar materiais envolve “desde o planejamento, a execução das compras, recebimento das mercadorias, estocagem dos produtos, controle de produção, distribuição, enfim até a entrega final ao consumidor”. A administração de recursos materiais e patrimoniais no setor da saúde tem como foco principal o melhor atendimento ao paciente e, nesse contexto, alguns princípios devem ser levados em consideração. Podemos resumi-los no cuidado em lidar com o tempo de atendimento, no uso de equipamentos médicos e de suporte ao cliente e na qualidade da atenção e profissionalização do profissional médico. A administração de materiais visa a garantir que a empresa disponha, de modo contínuo, dos insumos necessários para que suas atividades sejam efetivas. Diante disso, Costin (2010, p. 183) cita cinco elementos fundamentais para gestão de recursos materiais: “(1) qualidade do material; (2) quantidade necessária; (3) prazo de entrega; (4) preço e (5) condições de pagamento”. Em outras palavras: toda empresa que presta serviços na área da saúde tem em sua maioria das vezes que ter estoques de materiais de forma organizada e com reposição constante à medida que for dando baixa no estoque. A administração de materiais visa à garantia desses serviços e uma melhor adequação entre compra, estoque e sobra produtos utilizados em diversos procedimentos da saúde. Em clínicas e laboratórios que englobam grande parte do setor da saúde, processos de licitação são utilizados nos serviços públicos e, no caso das empresas privadas, é comum a pesquisa de preço e de qualidade dos materiais a serem adquiridos. “Licitação é procedimento administrativo formal em que a Administração Pública convoca, por meio de condições estabelecidas em ato próprio (edital ou convite), empresas interessadas na apresentação de propostas para o oferecimento de bens e serviços” (CONASS, 2016, p. 1). Videoaula - Administração de materiais e tecnologia de informação Escaneie a imagem ao lado com um app QR code para assistir o vídeo ou clique aqui [https://player.vimeo.com/video/416160810] . As instituições hospitalares, principalmente as do setor privado, têm avançado no desenvolvimento de sistemas informatizados de gestão de materiais e recursos. Paschoal e Castilho (2010, p. 986) relata as etapas para implementação do Sistema de Gestão de Materiais Informatizados (SGM) no Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (SP), das quais a primeira visou a escolher o modelo e a melhor ferramenta informacional: Administração de materiais e tecnologia de informação3.2.1 [...] adotou-se o modelo pautado no sistema Just in Time (JIT). O JIT estabelece o estoque mínimo, o consumo e a reposição de materiais a partir da demanda real existente, com distribuição dos materiais com mais frequência e em pequenas quantidades nos setores do hospital. https://player.vimeo.com/video/416160810 Em seguida, para a análise da segunda etapa, Paschoal e Castilho (2010, p. 986) enfatizaram a importância de reestruturar do processo de logística de materiais do hospital. Desta forma Para a elaboração da terceira etapa, foi necessária a reestruturação das áreas de apoio. De acordo com Paschoal e Castilho (2010, p. 987), “para dar continuidade ao desenvolvimento do SGM foi preciso reestruturar três áreas de apoio, consideradas igualmente importantes para o gerenciamento de materiais, as áreas de compras, de estoque e de produção” E, por fim, a quarta etapa, com a implantação do Sistema de Gestão de Materiais (SGM) com a finalidade de se testar esse ciclo, e fazer com que se propague para todo o ambiente hospitalar. Assim, “a implantação do SGM iniciou pelos Estoques Centrais (Almoxarifado, Nutrição e Farmácia), pela Área de Suprimentos I, o setor de Compras e dois setores, assistencial e administrativo (Centro Cirúrgico e Informática)” (PASCHOAL; CASTILHO, 2010, p. 987). [...] houve a separação das áreas envolvidas com materiais em áreas de Estoque Central e Área de Suprimentos. Foi determinado que cada setor tivesse um único local para acondicionar o mínimo de materiais para atender as necessidades dos pacientes e da própria área por um período de 24 horas, segundo princípios do Just in Time. Figura 26 – SGM em hospital Fonte: metamorworks/iStock https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator/img/26.jpg Exercícios de fixação Os pacientes estão preocupados cada vez mais com tratamento em local acolhedor e com atendimento técnico-científico. Assim, qual o padrão de atendimento que buscam em suas consultas e internações médicas? Padrão de qualidade. Padrão de sustentabilidade. Padrão de lucratividade. Padrão de humanização. Padrão de tática no atendimento. A administração de recursos materiais e patrimoniais é parte integrante da gestão das organizações, e deve ser feita de várias formas. Marque a alternativa que não identifica uma dessas formas. Classificar a margem de lucro dos recursos. Classificar materiais. Administrar corretamente os estoques. Estabelecer uma política adequada de