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Pensão por morte
Benefício sui generis, pq não é destinado as pessoas que pagaram a previdência, mas aos dependentes. 
Fato gerador
Óbito do segurado da previdência.
Se o óbito ocorreu até 13/11/2019, aplica a lei 8213. A partir daí aplica a EC 103/19.
Se acontecer de a pessoa ter falecido antes de 13/11, mas só dá entrada no requerimento após essa data, ainda
assim não importa, será a plicada a alei 8213, tendo em vista que o que conta é o fato gerador, ou seja, a morte.
Direito adquirido
EC 103, Art. 3º A concessão de aposentadoria ao servidor público federal vinculado a regime próprio de previdência
social e ao segurado do Regime Geral de Previdência Social e de pensão por morte aos respectivos dependentes
será assegurada, a qualquer tempo, desde que tenham sido cumpridos os requisitos para obtenção desses
benefícios até a data de entrada em vigor desta Emenda Constitucional, observados os critérios da legislação vigente
na data em que foram atendidos os requisitos para a concessão da aposentadoria ou da pensão por morte.
§ 1º Os proventos de aposentadoria devidos ao servidor público a que se refere o caput e as pensões por morte
devidas aos seus dependentes serão calculados e reajustados de acordo com a legislação em vigor à época em que
foram atendidos os requisitos nela estabelecidos para a concessão desses benefícios
Requisitos
 Qualidade de segurado – ou seja, na data em que faleceu precisava estar na qualidade de segurado, isto é,
precisava estar contribuindo na data do fato gerador. Pode ainda estar em gozo de benefício previdenciário
(exceto auxílio acidente). Ainda tem outra situação, que que a pessoa, sendo segurado obrigatório, caso não
esteja pagando não perde a princípio a qualidade de segurado, pois existe o período de graça. O prazo do
período de graça inicia com 12 meses, podendo ser ampliado para 24 meses, para o caso de já tem 120
contribuições, e ainda por mais 12, se tiver recebido o seguro desemprego, ou seja, prova a situação de
desemprego. Mantem ainda a qualidade aquele que tem direito adquirido a benefícios previdenciários, ou seja,
quando morreu, já tinha o direito adquirido, mas não tinha feito o requerimento para aposentadoria (IN 77, Art
377, I e II, §§ 1º e 2º). 
Quem são os dependentes: 
Art. 16. São beneficiários do Regime Geral de Previdência Social, na condição de dependentes do segurado:
I - o cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21
(vinte e um) anos ou inválido ou que tenha deficiência intelectual ou mental ou deficiência grave; 
II – os pais
III - o irmão não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido ou que tenha
deficiência intelectual ou mental ou deficiência grave; 
Cada inciso é referente a uma classe de dependentes, e essa classificação ocorre de acordo com a necessidade
de se comprovar ou não a dependência econômica. Os do inciso I tem dependência presumida, bastando
comprovar o vínculo com o segurado. Os do inciso II e III precisam comprovar a dependência. 
Carência
Número mínimo de contribuições que o segurado precisa ter para ter direito ao benefício. 
A pensão por morte é um benefício isento de carência. Porém, para caso de companheiros, o pagamento vai cessar 
em 4 meses, se o óbito ocorrer sem que o segurado tenha ao menos 18 meses de contribuição ou se o casamento 
tiver se iniciado em menos de 2 anos antes do óbito. Só tem exceção a essa condição, no caso de acidente de 
qualquer natureza. 
Lei 8213, Art 77, V - para cônjuge ou companheiro: 
b) em 4 (quatro) meses, se o óbito ocorrer sem que o segurado tenha vertido 18 (dezoito) contribuições mensais ou 
se o casamento ou a união estável tiverem sido iniciados em menos de 2 (dois) anos antes do óbito do segurado; 
E por quanto tempo a pessoa pode receber a pensão:
Lei 8213, Art 77, V, c) transcorridos os seguintes períodos, estabelecidos de acordo com a idade do beneficiário na 
data de óbito do segurado, se o óbito ocorrer depois de vertidas 18 (dezoito) contribuições mensais e pelo menos 2 
(dois) anos após o início do casamento ou da união estável: 
1) 3 (três) anos, com menos de 21 (vinte e um) anos de idade; 
2) 6 (seis) anos, entre 21 (vinte e um) e 26 (vinte e seis) anos de idade; 
3) 10 (dez) anos, entre 27 (vinte e sete) e 29 (vinte e nove) anos de idade; 
4) 15 (quinze) anos, entre 30 (trinta) e 40 (quarenta) anos de idade; 
5) 20 (vinte) anos, entre 41 (quarenta e um) e 43 (quarenta e três) anos de idade; 
6) vitalícia, com 44 (quarenta e quatro) ou mais anos de idade. 
Esses prazos das alíneas b ec não se aplicam para o caso da companheira (o) ser inválida (o). Nesse caso, vai 
receber a pensão de forma vitalícia. 
Os dependentes inválidos, dependentes intelectuais não se encaixam nessas condições.
Reversão
EC 103, Art 23, § 1º As cotas por dependente cessarão com a perda dessa qualidade e não serão reversíveis aos 
demais dependentes, preservado o valor de 100% (cem por cento) da pensão por morte quando o número de 
dependentes remanescente for igual ou superior a 5 (cinco).
Dec 10410, Art 113, § 3º As cotas por dependente cessarão com a perda dessa qualidade e não serão reversíveis 
aos demais dependentes, preservado o valor de cem por cento da pensão por morte quando o número de 
dependentes remanescentes for igual ou superior a cinco." (NR).
Não tem mais a reversão. 
Início do benefício
Lei 8213, Art. 74. A pensão por morte será devida ao conjunto dos dependentes do segurado que falecer, 
aposentado ou não, a contar da data: 
I - do óbito, quando requerida em até 180 (cento e oitenta) dias após o óbito, para os filhos menores de 16 
(dezesseis) anos, ou em até 90 (noventa) dias após o óbito, para os demais dependentes; 
II - do requerimento, quando requerida após o prazo previsto no inciso anterior;
III - da decisão judicial, no caso de morte presumida
Particularidades 
Lei 8213, Art 74, § 1º Perde o direito à pensão por morte o condenado criminalmente por sentença com trânsito em
julgado, como autor, coautor ou partícipe de homicídio doloso, ou de tentativa desse crime, cometido contra a pessoa
do segurado, ressalvados os absolutamente incapazes e os inimputáveis.
§ 2o Perde o direito à pensão por morte o cônjuge, o companheiro ou a companheira se comprovada, a qualquer
tempo, simulação ou fraude no casamento ou na união estável, ou a formalização desses com o fim exclusivo de
constituir benefício previdenciário, apuradas em processo judicial no qual será assegurado o direito ao contraditório e
à ampla defesa.
Morte presumida – a concessão, de caráter provisório, ocorrerá mediante sentença declaratória de ausência, a
contar da data de sua emissão; e em caso de desaparecimento do segurado por motivo de catástrofe, acidente ou
desastre, a contar da data da ocorrência mediante prova hábil.
Lei 8213, Art. 78. Por morte presumida do segurado, declarada pela autoridade judicial competente, depois de 6 
(seis) meses de ausência, será concedida pensão provisória, na forma desta Subseção.
§ 1º Mediante prova do desaparecimento do segurado em consequência de acidente, desastre ou catástrofe, seus 
dependentes farão jus à pensão provisória independentemente da declaração e do prazo deste artigo.
§ 2º Verificado o reaparecimento do segurado, o pagamento da pensão cessará imediatamente, desobrigados os 
dependentes da reposição dos valores recebidos, salvo má-fé.
IN 77, Art. 380. Nas situações de morte presumida relacionadas no art. 112 do RPS, a cada seis meses o recebedor
do benefício deverá apresentar documento da autoridade competente, contendo informações acerca do andamento
do processo, relativamente à declaração de morte presumida, até que seja apresentada a certidão de óbito.
Ou seja, tem sempre que ficar provando que a pessoa continua sumida, até que seja apresentada a certidão de óbito.
A acumulação de benefícios
EC 103, Art. 24. É vedada a acumulação de mais de uma pensão por morte deixadapor cônjuge ou companheiro, no 
âmbito do mesmo regime de previdência social, ressalvadas as pensões do mesmo instituidor decorrentes do 
exercício de cargos acumuláveis na forma do art. 37 da Constituição Federal.
§ 1º Será admitida, nos termos do § 2º, a acumulação de:
I - pensão por morte deixada por cônjuge ou companheiro de um regime de previdência social com pensão por morte 
concedida por outro regime de previdência social ou com pensões decorrentes das atividades militares de que tratam
os arts. 42 e 142 da Constituição Federal;
§ 2º Nas hipóteses das acumulações previstas no § 1º, é assegurada a percepção do valor integral do benefício mais 
vantajoso e de uma parte de cada um dos demais benefícios, apurada cumulativamente de acordo com as seguintes 
faixas:
I - 60% (sessenta por cento) do valor que exceder 1 (um) salário-mínimo, até o limite de 2 (dois) salários-mínimos;
II - 40% (quarenta por cento) do valor que exceder 2 (dois) salários-mínimos, até o limite de 3 (três) salários-mínimos;
III - 20% (vinte por cento) do valor que exceder 3 (três) salários-mínimos, até o limite de 4 (quatro) salários-mínimos; 
e
IV - 10% (dez por cento) do valor que exceder 4 (quatro) salários-mínimos.
Precisa ver quanto a pessoa ganha de pensão, pq nem sempre é vantajosa acumulação, sendo melhor continuar
recebendo apenas a pensão.

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