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107 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS ENFERMEIRO Motivação em psicologia, é a força propulsora (desejo) por trás de todas as ações de um organismo. Motivação é o processo responsável pela intensidade, dire- ção, e persistência dos esforços de uma pessoa para o alcance de uma determinada meta. A motivação é baseada em emo- ções, especificamente, pela busca por experiências emocionais positivas e por evitar as negativas, onde positivo e negativo são definidos pelo estado individual do cérebro, e não por normas sociais: uma pessoa pode ser direcionada até à auto-mutilação ou à violência caso o seu cérebro esteja condicionado a criar uma reação positiva a essas ações. Parece claro que nas pessoas motivadas há toda uma série de sentimentos e fatores emocionais que reforçam o seu entu- siasmo e a sua persistência perante os contratempos normais da vida. O sentimento da própria eficácia, o acreditar de uma pessoa nas suas próprias capacidades tem um surpreendente efeito multiplicador sobre essas mesmas capacidades. Aqueles que se sentem eficazes recuperam mais depressa dos fracassos, não se perturbam demasiado pelo fato de que as coisas pos- sam correr mal; pelo contrário, fazem-nas o melhor que podem e procuram a maneira de as fazer ainda melhor na vez seguinte. O sentimento da própria eficácia tem um grande valor estimu- lante, e vai acompanhado por um sentimento de segurança que alenta e conduz à ação. São, as organizações, processos de interação social onde pessoas, também investidas de papéis de trabalho, procuram fazer valer seus interesses, seus valores e crenças; onde, para decifrá-la, devemos ter, a certeza de que no local de trabalho, apesar do capital buscar “recursos humanos”, as pessoas conti- nuam sendo pessoas. Ainda que não tenhamos uma história do trabalho no Brasil, em que a interlocução direta entre trabalha- dores e patrões seja o modo de se relacionar, barganhar inte- resses e conquistar direitos, o reconhecimento deste processo conduz-nos a olhar as condições de possibilidade para desenvol- ver-se negociações a partir de outros olhos. O assédio moral no trabalho É a exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situa- ções humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções, sendo mais comuns em relações hierárquicas autoritárias e as- simétricas, em que predominam condutas negativas, relações desumanas e aéticas de longaduração, de um ou mais chefes dirigida a um ou mais subordinado(s), desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização, forçan- do-o a desistir do emprego. Caracteriza-se pela degradação deli- berada das condições de trabalho em que prevalecem atitudes e condutas negativas dos chefes em relação a seus subordinados, constituindo uma experiência subjetiva que acarreta prejuízos práticos e emocionais para o trabalhador e a organização. A ví- tima escolhida é isolada do grupo sem explicações, passando a ser hostilizada, ridicularizada, inferiorizada, culpabilizada e de- sacreditada diante dos pares. Estes, por medo do desemprego e a vergonha de serem também humilhados associado ao estímu- lo constante à competitividade, rompem os laços afetivos com a vítima e, frequentemente, reproduzem ações e atos do agressor no ambiente de trabalho, instaurando o ‘pacto da tolerância e do silêncio’ no coletivo, enquanto a vitima vai gradativamente se desestabilizando e fragilizando, ‘perdendo’ sua autoestima. A violência moral no trabalho constitui um fenômeno inter- nacional segundo levantamento recente da Organização Inter- nacional do Trabalho (OIT) com diversos países desenvolvidos. A pesquisa aponta para distúrbios da saúde mental relacionado com as condições de trabalho em países como Finlândia, Alema- nha, Reino Unido, Polônia e Estados Unidos. As perspectivas são sombrias para as duas próximas décadas, pois segundo a OIT e Organização Mundial da Saúde, estas serão as décadas do ‘mal estar na globalização”, onde predominará depressões, angustias e outros danos psíquicos, relacionados com as novas políticas de gestão na organização de trabalho e que estão vinculadas as políticas neoliberais.São com outros olhos que, advogamos, de- vemos ver o local de trabalho: olhos que concebam a existência de pessoas e, como tal, buscam dar sentido ao seu cotidiano, construindo-o de modo conflituoso e cooperativo; pessoas que interagem a vida fora do local de trabalho com a vida no tra- balho, lidam com as exigências postas pelas condições e pela organização do trabalho, enfim, conduzem processos sociais, constroem sua história. Apesar de termos muitas vezes toda uma categoria pro- fissional submetida a exigências comuns em termos de organi- zação do processo de trabalho, quando nos aproximamos dos locais onde trabalham vemos que cada local é um mundo sin- gular, com seus problemas particulares, com mecanismos que fazem com que uma mesma tecnologia influa diferentemente, são pessoas diferentes, relações interpessoais construídas, são diferentes regras que vigoram. BORGES, L. H., 1997. Trabalho e doença mental: Reconhe- cimento social do nexo trabalho e saúde mental. In: A Danação do Trabalho Organização do Trabalho e Sofrimento Psíquico (J. F. Silva Filho & S. Jardim, org.), pp. 193-202, Belo Horizonte: Te Corá Editora. BROWN, J. A. C., 1979. Psicologia Social da Indústria. São Paulo: Atlas. 33. GERENCIAMENTO DOS RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE; Conforme a Resolução da Diretoria Colegiada, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária/ANVISA RDC Nº 306, de 7 de de- zembro de 2004, o gerenciamento dos resíduos de serviços de saúde (RSS) é constituído por um conjunto de procedimentos de gestão. Estes procedimentos são planejados e implementados a partir de bases científicas e técnicas, normativas e legais, com o objetivo de minimizar a produção de resíduos de serviços de saúde e proporcionar aos resíduos gerados, um encaminhamen- to seguro, de forma eficiente, visando à proteção dos trabalha- dores, a preservação da saúde pública, dos recursos naturais e do meio ambiente. 108 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS ENFERMEIRO O gerenciamento inicia pelo planejamento dos recursos físi- cos e dos recursos materiais necessários, culminando na capaci- tação dos recursos humanos envolvidos. Todo laboratório gerador deve elaborar um Plano de Geren- ciamento de Resíduos de Serviços de Saúde PGRSS, baseado nas características dos resíduos gerados. O PGRSS a ser elaborado deve ser compatível com as nor- mas federais, estaduais e municipais, e ainda deve estar de acor- do com os procedimentos institucionais de Biossegurança, rela- tivos à coleta, transporte e disposição final. Manejo O manejo dos resíduos de serviços de saúde é o conjunto de ações voltadas ao gerenciamento dos resíduos gerados. Deve focar os aspectos intra e extra-estabelecimento, indo desde a geração até a disposição final, incluindo as seguintes etapas: 1 – Segregação Consiste na separação dos resíduos no momento e local de sua geração, de acordo com as características físicas, químicas, biológicas, o seu estado físico e os riscos envolvidos. 2 – Acondicionamento Consiste no ato de embalar os resíduos segregados, em sa- cos ou recipientes que evitem vazamentos e resistam às ações de punctura e ruptura. A capacidade dos recipientes de acondi- cionamento deve ser compatível com a geração diária de cada tipo de resíduo. Os resíduos sólidos devem ser acondicionados em sacos re- sistentes à ruptura e vazamento e impermeáveis, de acordo com a NBR 9191/2000 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Deve ser respeitado o limite de peso de cada saco, além de ser proibido o seu esvaziamento ou reaproveitamento. Colocar os sacos em coletores de material lavável, resisten- te ao processo de descontaminação utilizado pelo laboratório, com tampa provida de sistema de abertura sem contato manual, e possuir cantos arredondados. Os resíduos perfurocortantesdevem ser acondicionados em recipientes resistentes à punctura, ruptura e vazamento, e ao processo de descontaminação utilizado pelo laboratório. 3 – Identificação Esta etapa do manejo dos resíduos, permite o reconheci- mento dos resíduos contidos nos sacos e recipientes, fornecen- do informações ao correto manejo dos RSS. Os sacos de acondicionamento, os recipientes de coleta in- terna e externa, os recipientes de transporte interno e exter- no, e os locais de armazenamento mdevem ser identificados de tal forma a permitir fácil visualização, de forma indelével, utili- zando-se símbolos, cores e frases, atendendo aos parâmetros referendados na norma NBR 7.500 da ABNT, além de outras exigências relacionadas à identificação de conteúdo e ao risco específico de cada grupo de resíduos. O Grupo A de resíduos é identificado pelo símbolo interna- ciomnal de risco biológico, com rótulos de fundo branco, dese- nho e contornos pretos. O Grupo B é identificado através do símbolo de risco asso- ciado, de acordo com a NBR 7500 da ABNT e com discriminação de substância química e frases de risco. O Grupo C é representado pelo símbolo internacional de presença de radiação ionizante (trifólio de cor magenta) em ró- tulos de fundo amarelo e contornos pretos, acrescido da expres- são “Rejeito Radioativo”. O Grupo E possui a inscrição de RESÍDUO PERFUROCORTAN- TE, indicando o risco que apresenta o resíduo 4 Transporte Interno Esta etapa consiste no translado dos resíduos dos pontos de geração até local destinado ao armazenamento temporário ou armazenamento externo com a finalidade de apresentação para a coleta. O transporte interno de resíduos deve ser realizado aten- dendo roteiro previamente definido e em horários não coinci- dentes com a distribuição de roupas, alimentos e medicamen- tos, períodos de visita ou de maior fluxo de pessoas ou de ativi- dades. Deve ser feito separadamente de acordo com o grupo de resíduos e em recipientes específicos a cada grupo de resíduos. Os carros para transporte interno devem ser constituídos de material rígido, lavável, impermeável, resistente ao proces- so de descontaminação determinado pelo laboratório, provido de tampa articulada ao próprio corpo do equipamento, cantos e bordas arredondados, e identificados com o símbolo correspon- dente ao risco do resíduo neles contidos. Devem ser providos de rodas revestidas de material que reduza o ruído. Os recipientes com mais de 400 L de capacidade devem possuir válvula de dre- no no fundo. O uso de recipientes desprovidos de rodas deve observar os limites de carga permitidos para o transporte pelos trabalhadores, conforme normas reguladoras do Ministério do Trabalho e Emprego. 5 Armazenamento Temporário Consiste na guarda temporária dos recipientes contendo os resíduos já acondicionados, em local próximo aos pontos de geração, visando agilizar a coleta dentro do estabelecimento e otimizar o deslocamento entre os pontos geradores e o ponto destinado à apresentação para coleta externa. Não pode ser fei- to armazenamento temporário com disposição direta dos sacos sobre o piso, sendo obrigatória a conservação dos sacos em re- cipientes de acondicionamento. O armazenamento temporário pode ser dispensado nos ca- sos em que a distância entre o ponto de geração e o armazena- mento externo justifiquem. A área destinada à guarda dos carros de transporte interno de resíduos deve ter pisos e paredes lisas, laváveis e resistentes ao processo de descontaminação utilizado. O piso deve, ain- da, ser resistente ao tráfego dos carros coletores. Deve possuir ponto de iluminação artificial e área suficiente para armazenar, no mínimo, dois carros coletores, para translado posterior até a área de armazenamento externo. Quando a sala for exclusi- va para o armazenamento de resíduos, deve estar identificada como “Sala de Resíduos”. Não é permitida a retirada dos sacos de resíduos de dentro dos recipientes ali estacionados. 109 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS ENFERMEIRO Os resíduos de fácil putrefação que venham a ser coletados por período superior a 24 horas de seu armazenamento, devem ser conservados sob refrigeração, e quando não for possível, se- rem submetidos a outro método de conservação. O armazenamento de resíduos químicos deve atender à NBR 12235 da ABNT. 6 – Tratamento O tratamento preliminar consiste na descontaminação dos resíduos (desinfecção ou esterilização) por meios físicos ou quí- micos, realizado em condições de segurança e eficácia compro- vada, no local de geração, a fim de modificar as características químicas, físicas ou biológicas dos resíduos e promover a redu- ção, a eliminação ou a neutralização dos agentes nocivos à saú- de humana, animal e ao ambiente. Os sistemas para tratamento de resíduos de serviços de saúde devem ser objeto de licenciamento ambiental, de acordo com a Resolução CONAMA nº. 237/1997 e são passíveis de fis- calização e de controle pelos órgãos de vigilância sanitária e de meio ambiente.O processo de esterilização por vapor úmido, ou seja, autoclavação, não de licenciamento ambiental. A eficácia do processo deve ser feita através de controles químicos e bioló- gicos, periódicos, e devem ser registrados. Os sistemas de tratamento térmico por incineração devem obedecer ao estabelecido na Resolução CONAMA nº. 316/2002. 7 Armazenamento Externo Consiste na guarda dos recipientes de resíduos até a reali- zação da etapa de coleta externa, em ambiente exclusivo com acesso facilitado para os veículos coletores. Neste local não é permitido a manutenção dos sacos de resíduos fora dos reci- pientes ali estacionados. 8 – Coleta e Transporte Externos Consistem na remoção dos RSS do abrigo de resíduos (ar- mazenamento externo) até a unidade de tratamento ou disposi- ção final, utilizando-se técnicas que garantam a preservação das condições de acondicionamento e a integridade dos trabalhado- res, da população e do meio ambiente, devendo estar de acordo com as orientações dos órgãos de limpeza urbana. A coleta e transporte externos dos resíduos de serviços de saúde devem ser realizados de acordo com as normas NBR 12.810 e NBR 14652 da ABNT. 9 Disposição Final Consiste na disposição de resíduos no solo, previamente preparado para recebê-los, obedecendo a critérios técnicos de construção e operação, e com licenciamento ambiental de acor- do com a Resolução CONAMA nº.237/97. Fonte: http://www.fiocruz.br/biosseguranca/Bis/lab_virtu- al/gerenciamento-residuos-servico-saude.htm PORTARIA-SEI Nº 142, 09/08/2019 E PROCESSOS E PRÁTICAS EM HOTELARIA HOSPITALAR; IMPLEMENTAÇÃO DOS CADERNOS DE PROCESSOS E PRÁTI- CAS DE HOTELARIA HOSPITALAR Portaria-SEI nº 142, de 09 de agosto de 2019 O Diretor de Administração e Infraestrutura da Empresa Brasileira De Serviços Hospitalares – Ebserh, no uso das atri- buições que lhe são conferidas pelo artigo 53 do Regimento In- terno, cuja revisão foi aprovada pela Resolução do Conselho de Administração nº 54, de 10 de maio de 2016, publicada no DOU de 16 de maio de 2016, e Considerando o Art. 4° da Lei nº 12.550, de 15 de dezembro de 2011, que define as competências da Ebserh; Considerando a Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos e demais atuali- zações; Considerando o Art. 8° do Decreto nº 7.661, de 28 de de- zembro de 2011, que descreve as atividades relacionadas às suas finalidades; Considerando a Resolução de Diretoria Colegiada - RDC An- visa nº 63, de 6 de julho de 2000, que aprova o regulamento técnico para a terapia de nutrição enteral e demais atualizações; Considerando a RDC Anvisa nº 222, de 28 de março de 2018, que regulamenta as boas práticas de gerenciamento dos resíduos de serviços de saúde e demais atualizações; Considerando a RDC Anvisa nº 6, de 30 de janeiro de 2012, que aprova Resolução que estabelece as Boas Práticas de Fun- cionamento para as Unidades de Processamento de Roupas de Serviços de Saúde e demais atualizações; Considerandoo Manual “Segurança do Paciente em Servi- ços de Saúde: limpeza e desinfecção de superfícies”, 1ª edição, publicado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa em 2012, que orienta o melhor uso e aprimoramento dos pro- cessos de limpeza e desinfecção de superfícies e profissionais de saúde de forma a racionalizar esforços, recursos e tempo, garan- tindo, assim, a segurança de pacientes e profissionais; Considerando o Manual “Processamento de Roupas de Ser- viços de Saúde: prevenção e controle de riscos”, 1ª edição, pu- blicado pela Anvisa em 2009, que orienta a prática voltada ao controle e à prevenção de riscos em unidades de processamento de roupas de serviços de saúde; Considerando o Manual de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde, publicado pela Anvisa em 2006, que orienta a implantação de um plano de gerenciamento de resíduos de ser- viços de saúde; Considerando as atribuições delegadas à Ebserh Sede de propor diretrizes e premissas para o funcionamento dos serviços de acordo com as melhores práticas reconhecidas pela comunidade hospitais universitários federais (HUF) no gerencia- mento e aprimoramento contínuo dos serviços afetos à área; Considerando os incisos I e IX do Art. 53 do Regimento In- terno (3ª Revisão) da Ebserh, que estabelece as competências da Diretoria de Administração e Infraestrutura quanto ao plane- jamento, implementação, monitoramento, avaliação e controle da gestão infraestrutura dos Hospitais Universitários Federais a ela filiadas;