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Questões resolvidas

Só o item IV é falso. IV. Os serviços de telecomunicações são exemplos de serviços cujo regime jurídico é o de direito público a ser observado pela Administração Pública, cuja determinação vem da Constituição.
Assim prevê a CF: Art. 21. XI - explorar, diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão, os serviços de telecomunicações, nos termos da lei, que disporá sobre a organização dos serviços, a criação de um órgão regulador e outros aspectos institucionais; Ou seja, nem sempre o regime é só de Direito Público. No caso de contratações por concessões e permissões, o regime é de Direito Privado e Público, ou seja, misto ou híbrido. E para as autorizações, o interesse é público, mas o maior interesse presente é o privado. Os demais itens são verdadeiros.
I. Nas relações entre pessoas jurídicas de direito público, as prerrogativas e privilégios se presumem independentemente de previsão legal, diferentemente do direito comum de que a Administração participa aonde, no silêncio da lei, inexistem prerrogativas.
II. As derrogações do direito comum podem ter tal monta nas relações em que a Administração participa que o instituto pode assumir feição diversa mais próxima do direito público do que do direito privado.
III. Não há limites para as derrogações do direito comum nas relações em que a Administração participa salvo se o regime jurídico privado seja imposto pela Constituição Federal.

Leia o seguinte texto extraído da obra de Maria Sylvia Zanella Di Pietro (2014:62): "O Direito Administrativo nasceu e desenvolveu-se baseado em duas ideias opostas: de um lado, a proteção aos direitos individuais frente ao Estado, que serve de fundamento ao princípio da legalidade, um dos esteios do Estado de Direito; de outro lado, a necessidade de satisfação dos interesses coletivos, que conduz à outorga de prerrogativas e privilégios para a Administração Pública, quer para limitar o exercício dos direitos individuais em benefício do bem-estar coletivo (poder de polícia), quer para a prestação de serviços públicos."
O trecho da obra transcrito refere-se ao
a) regime da Administração, que pode ter a sujeição exemplificada por meio do poder da Administração Pública de aplicar sanções administrativas.
b) princípio da supremacia do interesse público, que pode ser exemplificado por meio da sujeição à observância da lei e do direito.
c) interesse público primário, que se resume à prerrogativa contida na ideia de que a Administração Pública não tem disponibilidade sobre os interesses públicos confiados à sua guarda e realização.
d) princípio da supremacia do interesse público, que pode ser exemplificado por meio da prerrogativa de imunidade tributária das empresas públicas.
e) regime jurídico administrativo, que pode ter a prerrogativa exemplificada por meio do poder da Administração de ocupar temporariamente um imóvel alheio.

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Questões resolvidas

Só o item IV é falso. IV. Os serviços de telecomunicações são exemplos de serviços cujo regime jurídico é o de direito público a ser observado pela Administração Pública, cuja determinação vem da Constituição.
Assim prevê a CF: Art. 21. XI - explorar, diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão, os serviços de telecomunicações, nos termos da lei, que disporá sobre a organização dos serviços, a criação de um órgão regulador e outros aspectos institucionais; Ou seja, nem sempre o regime é só de Direito Público. No caso de contratações por concessões e permissões, o regime é de Direito Privado e Público, ou seja, misto ou híbrido. E para as autorizações, o interesse é público, mas o maior interesse presente é o privado. Os demais itens são verdadeiros.
I. Nas relações entre pessoas jurídicas de direito público, as prerrogativas e privilégios se presumem independentemente de previsão legal, diferentemente do direito comum de que a Administração participa aonde, no silêncio da lei, inexistem prerrogativas.
II. As derrogações do direito comum podem ter tal monta nas relações em que a Administração participa que o instituto pode assumir feição diversa mais próxima do direito público do que do direito privado.
III. Não há limites para as derrogações do direito comum nas relações em que a Administração participa salvo se o regime jurídico privado seja imposto pela Constituição Federal.

Leia o seguinte texto extraído da obra de Maria Sylvia Zanella Di Pietro (2014:62): "O Direito Administrativo nasceu e desenvolveu-se baseado em duas ideias opostas: de um lado, a proteção aos direitos individuais frente ao Estado, que serve de fundamento ao princípio da legalidade, um dos esteios do Estado de Direito; de outro lado, a necessidade de satisfação dos interesses coletivos, que conduz à outorga de prerrogativas e privilégios para a Administração Pública, quer para limitar o exercício dos direitos individuais em benefício do bem-estar coletivo (poder de polícia), quer para a prestação de serviços públicos."
O trecho da obra transcrito refere-se ao
a) regime da Administração, que pode ter a sujeição exemplificada por meio do poder da Administração Pública de aplicar sanções administrativas.
b) princípio da supremacia do interesse público, que pode ser exemplificado por meio da sujeição à observância da lei e do direito.
c) interesse público primário, que se resume à prerrogativa contida na ideia de que a Administração Pública não tem disponibilidade sobre os interesses públicos confiados à sua guarda e realização.
d) princípio da supremacia do interesse público, que pode ser exemplificado por meio da prerrogativa de imunidade tributária das empresas públicas.
e) regime jurídico administrativo, que pode ter a prerrogativa exemplificada por meio do poder da Administração de ocupar temporariamente um imóvel alheio.

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Só o item IV é falso. 
 
IV. Os serviços de telecomunicações são exemplos de serviços cujo regime jurídico é o de direito público 
a ser observado pela Administração Pública, cuja determinação vem da Constituição. 
 
Assim prevê a CF: 
 
Art. 21. XI - explorar, diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão, os serviços de 
telecomunicações, nos termos da lei, que disporá sobre a organização dos serviços, a criação de um 
órgão regulador e outros aspectos institucionais; 
 
Ou seja, nem sempre o regime é só de Direito Público. No caso de contratações por concessões e 
permissões, o regime é de Direito Privado e Público, ou seja, misto ou híbrido. E para as autorizações, o 
interesse é público, mas o maior interesse presente é o privado. 
 
Os demais itens são verdadeiros. 
 
I. Nas relações entre pessoas jurídicas de direito público, as prerrogativas e privilégios se presumem 
independentemente de previsão legal, diferentemente do direito comum de que a Administração participa 
aonde, no silêncio da lei, inexistem prerrogativas. 
 
Excelente quesito. Quando enxergamos uma autarquia, pensamos imediatamente que seus atos 
produzidos são de Direito Público. O direito público se presume, portanto. Claro que não é uma verdade 
absoluta, afinal as entidades de direito público também praticam atos de direito privado. Agora, nas 
relações travadas entre particulares, o regime é comum, não marcado pelas prerrogativas e privilégios 
públicos. 
 
II. As derrogações do direito comum podem ter tal monta nas relações em que a Administração participa 
que o instituto pode assumir feição diversa mais próxima do direito público do que do direito privado. 
 
O que são derrogações? São interferências, mas não totais. É só uma dose, um pouquinho de 
interferência. Quando a Administração celebra um contrato com um particular, a regência é do Direito 
Público, e aqui não só derrogações, é o Direito Público dominante. Agora, a Administração também pode 
celebrar contratos de direito privado, regimes do direito comum, mas, mesmo nestes casos, há a presença 
do Direito Público, aplicação subsidiária, supletiva, o que podem ser consideradas, portanto, derrogações. 
 
III. Não há limites para as derrogações do direito comum nas relações em que a Administração participa 
salvo se o regime jurídico privado seja imposto pela Constituição Federal. 
 
Não entendi muito bem o quesito. O que a banca quis dizer com "não há limites"? Entre a Administração 
Pública e o particular, há sim derrogações do Direito Público, há normas dominantemente públicas. Mas 
será que não há limites? Por exemplo, nos contratos administrativos, há a presença de cláusulas 
exorbitantes, será que pode a Administração alterar unilateralmente o contrato em qualquer limite? Claro 
que não! Portanto, apesar de a banca ter considerado correto o item, penso que merece suas ressalvas. 
 
 
Questão 9: CEBRASPE (CESPE) 
As tarefas precípuas da administração pública incluem 
a) a prestação de serviços públicos e a fiscalização contábil. 
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b) a realização de atividades de fomento e a prestação de serviços públicos. 
c) a rejeição normativa e a aprovação orçamentária. 
d) o incentivo setorial e a solução de conflitos normativos. 
e) o exercício do poder jurisdicional e do poder de polícia. 
 
 
GABARITO: B 
 
A atividades precípuas da administração pública são quatro: serviço público, polícia administrativa, 
fomento e intervenção. O serviço público são as prestações concreta que representem utilidades ou 
comodidades materiais para a coletividade em geral. 
 
A polícia administrativa é atividade de impor restrições ou condições a atividade privada para a proteção 
do interesse público. Por sua vez, o fomento é atividade de incentivar a iniciativa privada na produção ou 
fornecimento de algo de utilidade pública e, por fim, a intervenção quer dizer a intervenção do Estado na 
propriedade privada e no domínio econômico, conforme ensinam Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino 
(Direito Administrativo Descomplicado. 23. ed. São Paulo: Método, 2015, p. 22): 
 
São usualmente apontadas como próprias da administração pública em sentido material as seguintes 
atividades: 
1) serviço público (prestações concretas que representem, em si mesmas, diretamente, utilidades ou 
comodidades materiais para a população em geral, oferecidas pela administração pública formal ou por 
particulares delegatários, sob regime jurídico de direito público); 
 
2) polícia administrativa (restrições ou condicionamentos impostos ao exercício de atividades privadas 
em benefício do interesse público; exemplo típico são as atividades de fiscalização); 
 
3) fomento (incentivo à iniciativa privada de utilidade pública, por exemplo, mediante a concessão de 
benefícios ou incentivos fiscais); 
 
4) intervenção (abrangendo toda intervenção do Estado no setor privado, exceto a sua atuação direta 
como agente econômico; estão incluídas a intervenção na propriedade privada, a exemplo da 
desapropriação e do tombamento, e a intervenção no domínio econômico como agente normativo e 
regulador, por exemplo, mediante a atuação das agências reguladoras, a adoção de medidas de 
repressão a práticas tendentes à eliminação da concorrência, a formação de estoques reguladores etc.). 
 
Desse modo, dentre as alternativas, somente a realização de atividades de fomento e a prestação de 
serviços públicos são consideradas atividades precípuas da Administração Pública. 
 
 
Questão 10: VUNESP 
Leia o seguinte texto extraído da obra de Maria Sylvia Zanella Di Pietro (2014:62): 
 
“O Direito Administrativo nasceu e desenvolveu-se baseado em duas ideias opostas: de um lado, 
a proteção aos direitos individuais frente ao Estado, que serve de fundamento ao princípio da 
legalidade, um dos esteios do Estado de Direito; de outro lado, a necessidade de satisfação dos 
interesses coletivos, que conduz à outorga de prerrogativas e privilégios para a Administração Pública, 
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quer para limitar o exercício dos direitos individuais em benefício do bem-estar coletivo (poder de polícia), 
quer para a prestação de serviços públicos”. (grifos no original). 
 
O trecho da obra transcrito refere-se ao 
a) regime da Administração, que pode ter a sujeição exemplificada por meio do poder da Administração 
Pública de aplicar sanções administrativas. 
b) princípio da supremacia do interesse público, que pode ser exemplificado por meio da sujeição à 
observância da lei e do direito. 
c) interesse público primário, que se resume à prerrogativa contida na ideia de que a Administração 
Pública não tem disponibilidade sobre os interesses públicos confiados à sua guarda e realização. 
d) princípio da supremacia do interesse público, que pode ser exemplificado por meio da prerrogativa de 
imunidade tributária das empresas públicas. 
e) regime jurídico administrativo, que pode ter a prerrogativa exemplificada por meio do poder da 
Administração de ocupar temporariamente um imóvel alheio 
 
 
GABARITO: E 
 
Leia o seguinte texto extraído da obra de Maria Sylvia Zanella Di Pietro (2014:62): 
 
“O Direito Administrativo nasceu e desenvolveu-se baseado em duas ideias opostas: de um lado, 
a proteção aos direitos individuais frente ao Estado, que serve de fundamento ao princípio da 
legalidade, um dos esteios do Estado de Direito; de outro lado, a necessidade de satisfação dos 
interesses coletivos, que conduz à outorga de prerrogativas e privilégios para a Administração Pública, 
quer para limitar o exercício dos direitos individuais em benefício do bem-estar coletivo (poder de polícia), 
quer para a prestação de serviços públicos”. (grifos no original). 
 
O trecho da obra transcrito refere-se ao 
 
a) regime da Administração, que pode ter a sujeição exemplificada por meio do poder da Administração 
Pública de aplicar sanções administrativas.b) princípio da supremacia do interesse público, que pode ser exemplificado por meio da sujeição à 
observância da lei e do direito. 
 
c) interesse público primário, que se resume à prerrogativa contida na ideia de que a Administração 
Pública não tem disponibilidade sobre os interesses públicos confiados à sua guarda e realização. 
 
d) princípio da supremacia do interesse público, que pode ser exemplificado por meio da prerrogativa de 
imunidade tributária das empresas públicas. 
 
e) regime jurídico administrativo, que pode ter a prerrogativa exemplificada por meio do poder da 
Administração de ocupar temporariamente um imóvel alheio. 
 
Inicialmente, é interessante apresentarmos a diferença entre Regime da Administração e Regime Jurídico 
Administrativo. 
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O regime da Administração designa, de forma ampla, os diversos regimes a que a Administração 
Pública pode se submeter, seja ele o regime de direito público, dotado de prerrogativas, privilégios e 
poderes, como ocorre em relação às cláusulas exorbitantes de um contrato administrativo, seja ele o 
regime de direito privado, quando, então, a Administração atuará em pé de igualdade com o particular, 
como ocorre no caso das empresas públicas e sociedades de economia mista que explorem atividade 
econômica. 
Por sua vez, o regime jurídico administrativo é tão somente aquele em que a Administração utiliza seu 
poder de império, estabelecendo uma relação de verticalidade com o administrado, respeitados os 
ditames legais, em que, por exemplo, pode fechar um estabelecimento comercial ou desapropriar ou 
ocupar temporariamente um imóvel. Tal regime está fundamentado nos princípios da supremacia do 
interesse público e da indisponibilidade do interesse público. 
Sendo assim, ao observar a questão, percebe-se que o trecho transcrito refere-se ao regime jurídico 
administrativo, à medida em que o referido regime representa, de um lado, a limitação do poder estatal 
pela lei, por força da submissão ao princípio da legalidade, e do outro, a outorga de prerrogativas e 
privilégios que permitem à Administração Pública atingir o interesse público. 
 
 
Questão 11: VUNESP 
O servidor ocupante de cargo temporário do quadro da Administração Pública Direta do Estado de São 
Paulo vincula-se 
a) ao regime jurídico único estatutário de pessoal e ao regime geral de previdência social. 
b) ao regime jurídico único celetista de pessoal e ao regime próprio de previdência social. 
c) ao regime jurídico de pessoal estabelecido na lei que autoriza a contratação temporária e ao regime 
geral de previdência social. 
d) ao regime jurídico de pessoal estabelecido na lei que autoriza a contratação temporária e ao regime 
próprio de previdência social. 
e) ao regime jurídico-disciplinar celetista e ao regime complementar de previdência social. 
 
 
GABARITO: C 
 
c) ao regime jurídico de pessoal estabelecido na lei que autoriza a contratação temporária e ao regime 
geral de previdência social. 
 
Agentes temporários (contratados para atendimento a necessidades excepcionais e temporárias, 
segundo o inc. IX do art. 37 da CF/1988): não são servidores ou celetistas. Regem-se por contrato 
especial e de direito público. 
 
Perceba que os temporários também são agentes públicos. Os contratados temporários não ocupam 
cargo ou emprego público, porém, desempenham função temporária, em razão de necessidade pública 
de caráter excepcional. Em alguns editais, o tema aparece sob a expressão “REDA” (Regime Especial de 
Direito Administrativo). 
 
E sobre a filiação ao regime, dispõe a CF: 
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