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Ana Larissa Soares 1 Aula 1 Acolhimento da criança – saber conversar/saber receber. “As crianças, quando conduzidas de forma adequada durante o atendimento comportam-se de modo satisfatório e favorável para a realização dos procedimentos odontológicos. ” Explicar de forma simples e clara Olhar nos olhos da criança Voz agradável e divertida Procedimentos rápidos Não gostam de ser imobilizados Influenciar na atitude dos pais Comentários breves e simples Comportamentos que podem ocorrer durante o atendimento odontológico: Pode ser: Medo Objetivo – Experiência pregressa desagradável Medo Subjetivo – Informações passadas por adultos ou crianças maiores EDUCAÇÃO É BASEADA NO MEDO “Se você sair na chuva vai ficar doente e vai ficar no médico tomando injeção. ” “Se você me desobedecer vou te levar no dentista. ” São sentimentos de caráter ameaçador; o paciente se encontra em estado de desamparo, sem direção ou intenção; as experiências de sucesso diminuem a ansiedade. O que desencadeiam a ansiedade? TEMOR DE SER ABANDONADA “Chame minha mãe por favor! ” “Eu quero a minha mãe. ” Não vá embora mamãe! ” Pode desencadear a ansiedade: Devido a culpa. Devido à morte. Nascimento de um irmão Atritos entre os pais Provocada pela frustração na obtenção de algo. Demonstrar uma necessidade; maneira de atrair atenção. Classificação do choro: 1) Choro obstinado – acompanhado de acessos de fúria, com chutes, mordidas e agressões. Não se verifica lágrimas. Recusa-se a sentar na cadeira. 2) Choro de medo e dor – tem lágrimas. 3) Choro compensatório – não é considerado um choro completo; mascarar o bagulho provocado pelo instrumental; não envolve a presença de lágrimas. ATENÇÃO – Reconhecer se esta situação OTIMIZA ou PREJUDICA o atendimento Objetivos: Diminuir a percepção do desconforto Atenção e cooperação DENTISTA Auxiliar no atendimento Reações antes/durante o tratamento Orientação da criança e dos pais Abordagem dos pais Ana Larissa Soares 2 Evitar comportamento negativo ou recusa Realçar comunicação pais-crianças dentista Determinante para o sucesso da adaptação comportamental Aumenta a confiança Alivia o medo e a ansiedade Aumenta as atitudes positivas da criança em futuras visitas. Alguns estudos (artigos) incentivam o uso das técnicas de manejo – controle da ansiedade e de comportamentos de fuga do tratamento odontológico. – A adaptação da criança ao ambiente odontológico durante as consultas iniciais, bem como no emprego de procedimentos menos invasivos durante as primeiras consultas. Objetivos das técnicas de manejo do comportamento: Estabelecer uma comunicação Aliviar medo e ansiedade Devolver qualidade de saúde bucal Construir uma relação de confiança entre o dentista, a criança e os pais Promove uma atitude positiva em relação aos cuidados de saúde bucal e durante a consulta odontológica – Postura, expressão facial e linguagem corporal. Aumenta a eficácia de outras técnicas; ganha ou mantem a atenção e cooperação do paciente) – alteração do volume de voz, de forma controlada, direcionando o atendimento e o comportamento da criança. Não deve subjulgar ou ser agressivo. Objetivos: Atenção e cooperação da criança Prevenir comportamento negativo e a recusa Estabelecer o papel do dentista e da criança É indicado a partir dos 3 anos de idade Demonstrar firmeza Ganhar a atenção da criança É mais efetivo em crianças indisciplinadas PASSO 1 – Explanação verbal do procedimento PASSO 2 – Demonstração visual, verbal, olfatória e tátil do procedimento PASSO 3 – Sem desviar da explicação, demonstrar o paciente O paciente estará fornecendo informações preparatórias a criança, tornando o ambiente conhecido, e diminuindo seu medo e sua ansiedade. – deixar a criança mais segura/confortável. – dar um feedback apropriado – POSITIVO Elogiar – enfatizar o comportamento colaborador. Fortalecimento do comportamento positivo durante o atendimento odontológico. Objetivos: Reforçar o comportamento desejado e, fortalece-lo. Pode ser feito: Por meio de reforçadores: Sociais – modulação positiva da voz; expressão facial; elogio verbal; demonstrações físicas apropriadas de afeto. Não sociais – lembrancinhas, brinquedos. – não deve ser feito. “Fiquei muito triste porque você não fez o que mandei...” “Não vai doer nada...” “Se doer avise…” “Você tem que abrir a boca...” ‘Hoje você se comportou mal, não gostei do que você fez...” “Homem não chora…” “Você quer chamar atenção…” Ana Larissa Soares 3 – Através da observação, a criança é capaz de aprender novos e adequados padrões de comportamento. – Desvio da atenção do paciente para o que pode reconhecer como desagradável ou ameaçador. Leituras, brinquedos, filmes, atividades lúdicas. Objetivos: Diminuir percepções desagradáveis; Evitar comportamento negativo ou de recusa; Aumentar o limiar de espera (tempo de cadeira); – Esta técnica, pode ser associada a recurso de farmacologia, principalmente ao gás de óxido nitroso. Fornecendo o relaxamento e a cooperação do paciente na evolução da técnica de dessensibilização. Óxido nitroso e oxigênio Não possui efeito anestésico e sim relaxante Confiável (profissional treinado) Segurança (pode ser usado baixas dosagens de óxido nitroso) Apresenta reversão rápida Excelente coadjuvante das técnicas de condicionamento Objetivos: Reduzir ou eliminar a ansiedade Reduzir ou eliminar movimentos ou reações negativas durante o atendimento Cooperação da criança Aumentar a tolerância para consultas longas Indicações: Medo da dor Náuseas fortes Pacientes com retardo no desenvolvimento neuro-psico-motor Pacientes com grau leve de ansiedade e capacidade de cooperação Contraindicação: Congestão das vias aéreas (gripe, resfriado) Paciente em tratamento psiquiátrico Pacientes muito agitados RÁPIDA INDUÇÃO – atinge o sistema nervoso central onde terá efeito após 2-3 minutos. RÁPIDA ELIMINAÇÃO – recuperação rápida em 3-5 minutos após o término da administração. – Estado de depressão mínima de consciência que favorece a receptividade as sugestões e comandos, induzidas por droga que permite contato visual e verbal com o terapeuta, além de manter os reflexos de proteção ao paciente. Oferece: Segurança e bem-estar Minimiza dor e desconforto Controla a ansiedade Minimiza o trauma psicológico O prontuário clínico deverá conter: Consentimento informado – PRÉVIO Instruções e informações aos pais Registro com nome, a via, o local, a duração, a dose e o efeito das drogas administradas Eventos adversos e seu tratamento Midazolam Diazepam Período de administração: 30 min Tempo de ação: 2-4hrs Posologia: 0,2 a 0,6 mg/kg Período de administração: 60 min Tempo de ação: 6-8hrs Posologia: 0,2 a 0,5 mg/kg – Realizadas em ambiente hospitalar; funções vitais geralmente são alteradas; em casos específicos; pacientes com comprometimentos mais graves. – Podem ser feitas por meios de imobilizações físicas ativas e passivas. EXISTEM VÁRIAS MANEIRAS DE IMOBILIZAÇÃO Oferecendo ao paciente melhor execução das manobras odontológicas – deve ter o consentimento dos pais por escrito. Ana Larissa Soares 4 Objetivos: Reduzir ou eliminar o movimento intempestivo Proteger a criança, a equipe, dentista, e os pais de um ferimento Indicações: Tratamento emergencial Falta de cooperação (imaturidade e/ou incapacidade mental ou física) Segurança da criança, do dentista ou dos familiares. 1. Imobilização mãos e joelhos – mãe em pé segurando as mãos e joelhos do paciente 2. Corpoemocional para aceitar o uso de um aparelho. 3. com dente de estoque está indicado em casos de perda precoce de dentes decíduos em pacientes colaboradores. São utilizados para sua confecção dentes pré-fabricados em resina acrílica (dente de estoque) ou dentes naturais do próprio paciente. Vantagens: Preservam o espaço e mantêm os dentes vizinhos adjacentes nas suas posições Impedem a extrusão dos dentes antagonistas São estéticos e funcionais Fácil higienização Fácil construção Aplicação Clínica: Perdas precoces unitária ou múltiplas Perda dentária com necessidade de controle vertical (extrusão de antagonista) Perda dentária com comprometimento estético. 4. São usados para recuperar o espaço perdido nas arcadas dentárias. Os recuperadores de espaço são usados principalmente na dentição mista, após a perda prematura dos molares decíduos. Não devem ser usados para criar espaço que nunca existiu na arcada dentária. Recuperador de espaço removível: A ativação do aparelho é realizada nas helicóides confeccionados. Essa ativação deverá ser realizada a cada 30 dias, aproximadamente. Aplicação Clínica: Recuperar espaço no arco dentário Perda precoce de dentes decíduos com migração dentária de dentes adjacentes Manutenção de espaço (sem ativação) 5. Usado em casos de mordida cruzada posterior (podendo ser: unilateral e bilateral) O quadrihélice é um aparelho fixo ativo, indicado para expandir o arco dentário superior. A resposta gerada é principalmente a Ana Larissa Soares 27 vestibularização dos dentes e processos alveolares, estando indicado para a correção da mordida cruzada posterior dentoalveolar, unilateral ou bilateral. O aparelho é constituído de 2 bandas ortodônticas, simetricamente posicionadas nos molares permanentes (dentição mista e permanente) ou segundos molares decíduos (dentição decídua) e de um arco palatino soldado às bandas dos molares, confeccionado com fio 0,8 mm ou 0,9 mm, possuindo 4 helicóides, distribuídos em 2 anteriores e 2 posteriores. 6. O aparelho removível com parafuso expansor pode ser utilizado na ortodontia preventiva e interceptora na dentição decídua e mista, tendo como principal indicação a correção da mordida cruzada posterior dentoalveolar, uni ou bilateral. O aparelho possui grampos de retenção em “C” ou Adams nos primeiros molares permanentes ou segundos molares decíduos (dentição decídua) e nos caninos decíduos. Aplicação Clínica: Correção da mordida cruzada posterior unilateral e bilateral Expansão da maxila Os disjuntores palatinos são aparelhos ortopédicos utilizados para realizar a disjunção da sutura palatina mediana. A disjunção maxilar ou expansão rápida da maxila está indicado para casos de atresia maxilar ou mordida cruzada posterior esquelética. Os disjuntores palatinos mais utilizados são: HYRAX, e o McNAMARA 7. Usada em casos de mordida aberta anterior e posterior. A grade palatina removível é utilizada na ortodontia preventiva e interceptora em pacientes colaboradores. Aplicação Clínica: Remoção de hábitos deletérios Controle após remoção de hábito com grade palatina fixa 8. Nite-Guide É um aparelho pré-moldado preventivo, projetado para dentição decídua que permite ao paciente uma orientação ideal na erupção dos incisivos permanentes superiores e inferiores, ao nível vertical correto evitando sobre erupção e o desenvolvimento de uma mordida profunda. O aparelho é usado durante o sono (Uso passivo) Pode ser: em um ou mais elementos Em casos de mordida cruzada dentária de um ou mais elementos, pode ser utilizado na Ortodontia Preventiva e Interceptora um aparelho com mola digital para descruzamento. Geralmente este aparelho é utilizado para correção da inclinação vestíbulo- lingual de incisivos superiores. Existem diversas formas e desenhos de confecção deste aparelho, porém muitas vezes é utilizado um arco vestibular com alças (Hawley), grampos de retenção e molas digitais por palatino, localizadas próximas aos dentes a serem movimentados. Em alguns casos poderá ser necessário uma modificação no aparelho com o recobrimento oclusal dos elementos posteriores com resina acrílica para criar um levante de mordida e assim desocluir os dentes na região anterior, facilitando o movimento vestibular dos dentes cruzados. 9. é um aparelho removível utilizado na Ortodontia Preventiva e Interceptora para correção da vestíbulo-versão de incisivos e fechamento de diastemas, principalmente quando a relação molar e a sobremordida estão normais. Nessas situações, pode existir um aumento na sobressaliência e alguns diastemas entre os dentes anteriores superiores, que serão fechados com a movimentação lingual dos incisivos superiores, pela ação do arco vestibular. Na ortodontia corretiva é comum utilizar a placa de Hawley como aparelho de contenção pós- tratamento ortodôntico. O aparelho consiste de um arco vestibular com alças, grampos de retenção e acrílico. A placa de Hawley também poderá sofrer modificações dependendo da particularidade de cada caso. Por exemplo, o aparelho pode estar associado a uma grade palatina, mantenedores de espaços, recuperadores de espaço, entre outros. Ana Larissa Soares 28 Vantagens dos aparelhos removíveis: A facilidade na higienização Estética satisfatória, baixo custo Confecção realizada em laboratório A possibilidade de reabilitar ao mesmo tempo os segmentos anteriores e posteriores Recuperação da dimensão vertical de oclusão, para não ter problemas em relação ao crescimento das arcadas dentárias os aparelhos devem ser substituídos periodicamente. Desvantagem: A necessidade de cooperação do paciente para o uso. Além da possibilidade aumentada de perda ou fratura. 10. é uma terapia ortopédica funcional. Baseia-se na reabilitação neuro- oclusal (RNO) em pacientes muito jovens, ainda em dentadura decídua. A terapia com pistas planas está indicada para correção de mordida cruzada posterior ou anterior, desde que funcional. Agem apenas por presença, não aplicam forças, retentividade ou pressão. Constituem-se num tratamento profundamente fisiológico para normalizar a musculatura propriamente dita, a oclusão e as ATMs. A pista direta plana pode ser confeccionada por método direto ou indireto. Método direto: Construído diretamente na clínica. A resina composta é acrescentada e fotopolimerizada sobre os dentes decíduos. Depois, com papel-carbono e broca diamantada em roda, a inclinação da pista direta é corrigida. São obtidos excelentes resultados, porém o método exige mais tempo de hora clínica e de experiência na área. Através da confecção das pistas nas faces oclusais e/ou incisais dos dentes no lado cruzado, o cirurgião-dentista constrói uma barreira capaz de impedir o retorno da mandíbula à posição habitual de má oclusão. Este procedimento gera uma mudança de postura mandibular e modifica a dinâmica equivocada que a mordida cruzada funcional impunha ao sistema músculoesqueletal, proporcionando, desta forma, o desenvolvimento da face e da dentição dentro dos padrões de normalidade. 11. são também conhecidos como tratamento de alinhamentos claros, são dispositivos ortodônticos que são uma forma transparente e plástica de aparelhos ortodônticos usados para ajustar os dentes. Existem cerca de 27 produtos disponíveis, incluindo ClearCorrect e Invisalign. A experiência sugere que eles são eficazes para o apinhamento moderado dos dentes anteriores, mas são menos eficazes que os aparelhos convencionais. São indicados para "apinhamento leve a moderado (1-6 mm) e espaçamento leve a moderado (1-6 mm)", nos casos em que não existam discrepâncias do maxilar. Eles também são indicados para pacientes que tiveram recidiva após tratamento ortodôntico fixo. Não sãorecomendados para crianças. O tratamento começa com a realização de exames radiográficos, fotografias, registro de mordida e fabricação do modelo. As impressões dentárias são digitalizadas para criar uma representação 3D digital dos dentes. O CD move os dentes para o local desejado com o programa Treat, que cria os estágios entre as posições atual e desejada dos dentes. Cada alinhador move os dentes de 0,25 a 0,3 milímetros. Uma representação gráfica computadorizada dos movimentos projetados dos dentes, criada no programa de software ClinCheck, é fornecida ao CD e ao paciente para Ana Larissa Soares 29 aprovação ou modificação antes que os alinhadores sejam fabricados. Os alinhadores são fabricados usando software CAD-CAM. O tempo de tratamento varia com base na complexidade dos movimentos planejados dos dentes. O alinhador é removido para escovar, usar fio dental e comer. Uma vez que o período de tratamento tenha terminado, o paciente é aconselhado a continuar usando um retentor durante a noite no futuro previsível. Aula 10- Nos anos 90, houve a estabilização da cárie – minoria suscetível ou grupo de polarização (região Norte e Nordeste e a população infantil se enquadram nesse grupo). Estratégias preventivas parecem não ser efetivas para todos! Exposição frequente de biofilme com açúcar Classe social: Escolaridade; renda. Fatos modeladores: fluxo salivar; dieta; higienização; flúor. Observação: Lactose pH=7,5. Para a cárie se desenvolver precisa do biofilme com sacarose. Cárie de primeira infância: crianças de até 5 anos; alto nível de sacarose; mamadeiras noturnas; evolução rápida; afeta dentes de acordo com a erupção. (Pode ser dente cariado, perdido ou obturado) Esmalte poroso: mais suscetível a desmineralização Cárie severa na infância: mais lesões de cáries em crianças menores de 3 anos. Crianças maiores de 3 anos, mas as lesões envolvem dentes anteriores Velocidade com que a dentição é destruída pela cárie. Descrever até que ponto uma pessoa em determinada época, corre o risco de desenvolver lesões cariosas Avaliação do risco de cárie na infância: Cariograma – não substitui a avaliação profissional. CAT Avaliação subjetiva pelo clínico Classificada em alta, média, baixa Crianças maiores de 5 anos: experiência passada da cárie; uso de dentifrício não fluoretados ou com baixas concentrações de flúor; hipomineralização/hipoplasia de esmalte; dentes permanentes em erupção; algumas condições sistêmicas ; ingestão frequente de sacarose; contagem S. Mutans; higiene oral; capacidade tampão/fluxo salivar; nível socioeconômico Crianças menores de 5 anos (PRÉ- ECOLARES): experiência de cárie passada (cavidades); uso de dentifrício não fluoretados ou baixas concentrações ; presença de lesões iniciais de cárie até 2 anos; ingestão de líquidos açucarados durante a noite; amamentação prolongada; condição sistêmica; ingestão frequente de sacarose; aquisição precoce ou contagem de S. Mutans; higiene oral; capacidade tampão/fluxo salivar; nível socioeconômico. Alto risco – retorno em 4 meses Alto risco – retorno em 4 meses Ana Larissa Soares 30 Médio risco – retorno em 8 meses Baixo risco – retorno em 12 meses escovação 2x ao dia com dentifrício fluoretados + selantes + cariostático escovação 2x ao dia com dentifrício fluoretados avaliar a história passada de cárie; retenção de placa; avaliar mucosa; avaliar restaurações existentes. Lesão de mancha branca: Ativa: Opaca e rugosa Inativa: Lisa e brilhante sulco pigmentada e lesão branca desvio quando usa a OMS – “cárie oculta” Código 1, 2 e 3: Lesão ativa ou inativa Código 4: Lesão possivelmente ativa Código 5 e 6: Lesão ativa (amolecida) e inativa (endurecida) não precisa intervenção selantes e infiltrativos Restauração Não precisa intervir (dentes em esfoliação) Se envolve estética, oclusão – reabilitação (dor, prejuízo periodontal) Controle de dieta, controle de biofilme, controle de mineralização Selamento, infiltrante, cariostático Restauração tratamento não restaurador (remove só esmalte socavado); Hall Technique remoção da cárie com curetas + ionômero de vidro definitivo (dentição decídua e permanente) : Sintomas de dor pulpar Comprometimento estético Fracasso nas tentativas anteriores de deter a lesão Cárie secundária ativa envolvendo a dentina Prejuízo da oclusão ou função Problemas associados a um defeito no contorno do dente ou restauração Saúde dos tecidos periodontais prejudicadaa corpo – mãe deitada sobre o filho, olhando para ele 3. Posição de colo – mãe deitada na cadeira com a criança deitada sobre seu tórax 4. Posição em sela – mãe sentada na cadeira em posição de montaria de frente para criança 5. Cadeira de escritório – mãe sentada em uma cadeira segurando o bebê no colo 6. Joelho com joelho – mãe e dentista sentados de frente para o outro com os joelhos encostados Abridores de boca; cadeira bebê conforto; macri (marca especial para crianças); pedi-wrap. Pedi-wrap: indicada para crianças de até 10 anos de idade; dispositivo que permite a imobilização passiva das mãos e/ou dos pés da criança; constituído por um tecido de malha incorporados com fecho de velcro. Categoria 1 Definitivamente negativo Recusa aceitar o tratamento Categoria 2 Negativo Resistência para aceitar o tratamento (emburrado; retraído) Categoria 3 Positivo Aceitação do tratamento, comportamento cauteloso, com certa reserva, mas segue as orientações do CD Categoria 4 Definitivamente positivo Afinidade com CD; interessados nos procedimentos; ri e se diverte Lúdico em Odontopediatria – efeito positivo (enfeitar a clínica de forma a atrair o paciente). Aula 2- É a especialidade da odontologia que trata do reconhecimento, do diagnóstico e do tratamento das más oclusões. – alterações que chamam nossa atenção. Oclusão dentária é o contato dos dentes superiores com os inferiores ao fechar a boca. Em condições normais, os dentes superiores devem encobrir ligeiramente os inferiores, ou seja, o arco dentário superior deve ser um pouco maior que o inferior. Qualquer alteração nesse mecanismo é chamada de dentária que pode trazer danos para os dentes, gengivas, ossos, músculos, ligamentos e articulações. Para que o ortodontista seja capaz de diagnosticar e planejar a terapia ortodôntica e analisar corretamente os resultados obtidos, ele precisa ter conhecimentos básicos acerca do crescimento e do desenvolvimento craniofacial. Um profissional munido desse conhecimento está apto para manipular o crescimento craniofacial em benefício do paciente, sempre ciente das possibilidades e limitações de cada caso clínico. Ortodontia Orthos Odontos Ana Larissa Soares 5 Assim, ele é capaz de indicar não só a melhor ortopedia/ortodontia, como também a melhor época para o início do tratamento. Os conhecimentos básicos acerca do crescimento craniofacial são fundamentais para o diagnóstico, planejamento, tratamento e avaliação dos resultados de terapia ortodôntica. As más posições dentais muitas vezes encontram-se associadas a irregularidades no posicionamento espacial da maxila e da mandíbula e destes ossos com a base do crânio refletindo-se diretamente no plano de tratamento. Aumento de volume permanente e irreversível, porém limitado. Alteração em magnitude, ou seja, aumento da massa (mudança quantitativa). Progredir no sentido da maturidade das funções, englobando a diferenciação progressiva em níveis celulares e teciduais (mudança quantitativa e qualitativa) enfocando, assim, os verdadeiros mecanismos biológicos envolvidos no crescimento. Exemplo: Nas meninas – a menarca. Nos meninos – a voz. (Leva-se em consideração as alterações hormonais) Predomina um consenso, na literatura, de que nesse processo as meninas antecedem os meninos, atingindo uma maturidade mais precoce. O osso é um tecido altamente metabolizado e, a respeito de sua dureza, apresenta-se como um dos mais plásticos e maleáveis tecidos orgânicos. Por ser um tecido vivo, com vasos, nervos linfáticos, revestido externa e internamente, tem uma atividade contínua e equilibrada durante toda a vida do indivíduo. Obs: O modelo endocondral pode ser chamado também de cartilaginoso Desenvolvimento ósseo: O osso pode ter uma origem membranosa, quando os osteoblastos surgem diretamente de uma concentração de células mesenquimatosas, indiferenciadas, para em seguida ter a formação da peça óssea. As células mesenquimáticas se diferenciam em Estes, por sua vez, sintetizam (matriz óssea recém-sintetizada), que se mineralizam, dando origem aos Vários desses centros de ossificação acontecem simultaneamente dentro de uma membrana de tecido conjuntivo. Desse modo, as formadas dão aspecto esponjoso ao osso, propiciando a penetração de vasos sanguíneos nessas cavidades formadas, originando a Desenvolvimento ósseo: O osso segue pelo modelo quando o mesênquima se condensa formando uma Posteriormente as células dessa área condensadas, se diferenciam em (células cartilaginosas) que elaboram uma substância intercelular a qual se constitui o da peça óssea. Esse modelo cartilaginoso é destruído e substituído por osso (salvo nas regiões de epífises e diáfises de ossos longos) No esqueleto cefálico, a base do crânio, o revestimento do côndilo mandibular e o septo nasal tem origem em modelo Tecido Conjuntivo Mesênquima Modelo Endocondral Modelo Membranoso Ana Larissa Soares 6 cartilaginoso, os demais ossos, em modelo membranoso. Sincondrose esfeno-occipital determina o crescimento ântero-posterior do crânio. Pode persistir até os 25 anos. Periósteo e Endósteo – são membranas conjuntivas que revestem externa e internamente as superfícies ósseas respectivamente. Desempenham função de nutrição do osso e vascularização do osso. Toda a superfície interna dos ossos é revestida por células que em conjunto constituem uma camada denominada . Com exceção das superfícies articulares, toda a superfície externa dos ossos é envolvida por uma camada de tecido conjuntivo denominada Todo crescimento ósseo se dá pelos mecanismos básicos da remodelação: Deslizamento Deslocamento A remodelação óssea consiste nos processos especializados de aposição óssea em um lado da superfície cortical (onde há a direção do crescimento) e de reabsorção óssea na superfície oposta, promovida pelos osteoblastos e osteoclastos, respectivamente. Há dois tipos de movimentos durante o crescimento: o deslizamento e o deslocamento. O deslizamento é o movimento gradual da área de crescimento ósseo provocado pela combinação dos processos de aposição e reabsorção óssea (remodelação óssea). Remodelação óssea = movimentação de deslizamento O deslocamento é o movimento de todo o osso como uma unidade. (Não tem o processo de remodelação). Conforme o osso cresce por deposição óssea em uma determinada direção, ele se desloca no sentido contrário, afastando-se do osso vizinho. Esse deslocamento recebe o nome de se dá pelo crescimento de outros ossos relacionados a ele direta ou indiretamente. Por exemplo, o crescimento em direção anterior da fossa craniana média e do lobo temporal do cérebro desloca a maxila para a frente e para baixo. Ativo nos jovens (maior aposição que reabsorção) Existe um equilíbrio entre esses processos nos adultos (turnover) Nos idosos a reabsorção é maior que aposição (osteoporose) E qual a melhor fase para a intervenção ortodôntica? Quanto mais jovem = mais formação de osso = melhor idade óssea. A intervenção ortodôntica pode ser feita a partir de 4 anos de idade. O que vai diferir é o tipo de aparelho (removível) com a dentição do paciente. Observação: Aparelho removível é indicado até os 12 anos. John Hunter (1771): O primeiro a propor uma teoria para o crescimento craniofacial, baseando- se na capacidade de remodelação óssea. Supôs que para que houvesse espaço necessário para os dentes permanentes era preciso que a mandíbula crescesse em direção posterior por reabsorção da borda anterior e aposição óssea da borda posterior do ramo ascendente. Humphry (1871): Confirmou a hipótese de Hunter utilizando implantes (anéis) metálicos justapostos inseridos nos ramos ascendentes da mandíbula de porcos. Sicher (1947):Deduziu, após muitos estudos histológicos, que as suturas eram responsáveis pela maior parte do crescimento facial, desenvolvendo a teoria da dominância sutural. Ele observou que a proliferação do tecido conjuntivo nas suturas resultava no afastamento dos ossos (Criando espaço entre os ossos para o crescimento aposicional), deslocando-os na direção de menor resistência. Ana Larissa Soares 7 Scott (1953): O deslocamento e era primariamente atribuído aos ossos da base do crânio, vômer e septo nasal (que possuem ossificação endocondral). CAI!!! Moss (1962): A determinação do crescimento ósseo e cartilaginoso é uma resposta ao crescimento intrínseco de estruturas associadas, chamadas por ele de Para ele, cada componente da desempenha uma função necessária, como respiração, mastigação, fala, enquanto os tecidos esqueléticos apoiam e protegem essas matrizes funcionais associadas. O tecido esquelético cresce somente em resposta ao crescimento dos tecidos moles, e o efeito é uma translação passiva dos componentes esqueléticos no espaço. Enlow (1965): Desenvolveu a teoria do crescimento em V, que se baseia no princípio de que “o crescimento sobre os extremos livres aumenta a distância entre eles mesmos”. Von Limborgh (1968, 1970 e 1972): Fez uma combinação de várias teorias na tentativa de confrontar e considerar as muitas complexidades envolvidas na regulação do crescimento. De acordo com o pesquisador, o crescimento craniofacial é influenciado por fatores genéticos e ambientais. Hormônios, condições alimentares, hábitos, influências ambientais e à hereditariedade, que determinam a qualidade e a quantidade de crescimento. Petrovic (1974): Detectou uma pré-determinação não genética no comprimento final da mandíbula, em que a direção e a magnitude da variação do crescimento condilar foram percebidas como respostas quantitativas ao aumento da maxila. Depende da mandíbula – depende da maxila. A trajetória do crescimento crânio facial é descrita como uma sucessão simultânea de eventos biológicos que deslocam a face no sentido anterior e para baixo. Todas essas teorias se interligam. Observa-se na anamnese: Idade esquelética (radiografias carpais) Idade dental (panorâmica) – com 6 anos deve ter o primeiro dentinho permanente (idade dental deve estar de acordo com a idade dentária) Idade cronológica (data de nascimento) Idade biológica (menarca/características da puberdade, relação peso/altura) Idade mental (desenvolvimento intelectual) O cérebro cresce em volume, nas três direções espaciais, obrigando os ossos que o recobrem a expandir–se em altura, largura e profundidade, auxiliados pelas suturas, fontanelas e sincondroses que tem seus tempos de fechamentos definidos de acordo com a finalização da necessidade de expansão. Esse aumento de volume do cérebro promove o movimento do osso frontal, da base do crânio e do osso temporal para anterior com repercussões na face. A face é formada intrauterinamente pelos processos duplos nasais, maxilares e mandibulares que até a oitava semana migraram e se fundiram entre si. O crescimento da maxila se dá em três direções: Altura – Depende do desenvolvimento da cavidade nasal e dos seios maxilares que se adequam as necessidades respiratórias do desenvolvimento humano, pelo aumento do fluxo de oxigênio delas decorrentes. Aos tamanhos das raízes dos dentes decíduos e permanentes também exigem uma maior quantidade de osso alveolar. Anteroposterior – Depende principalmente do aumento do seio maxilar. O osso vômer e septo nasal também influenciam no direcionamento Ana Larissa Soares 8 do crescimento nesse sentido. A mastigação eficiente e correta também influencia no padrão de crescimento maxilar. Largura – Em uma vista frontal da face comparando uma criança e um adulto nota-se o crescimento no sentido lateral. (Expansão lateral do cérebro, aumento do diâmetro das orbitas e da distância entre elas, distanciamento entre os côndilos mandibulares e aumento transversal da cavidade bucal.) Todo esse crescimento em largura se faz necessário para guiar o crescimento da mandíbula. A sutura palatina mediana também exerce um papel importante guiando o crescimento no sentido da largura da face, pois os ossos maxilares se movimentam lateralmente até se fundirem na adolescência. O crescimento da mandíbula se dá em três posições: Altura – O desenvolvimento vertical do ramo da mandíbula é o principal responsável pela determinação da dimensão vertical da face humana. Os ossos alveolares também sofrem adaptações em sua altura para propiciar mais espaços para as raízes dos dentes. Anteroposterior – Ocorre remodelação óssea no sentido anteroposterior. No ramo ocorre reabsorção anterior e aposição na parte posterior possibilitando espaço para erupção dos dentes permanentes. O ângulo mais aberto na mandíbula infantil entre o ramo e o corpo da mandíbula quando confrontado com esse mesmo ângulo na mandíbula adulta. Largura – A mandíbula cresce em forma de V expandindo-se para as extremidades. A necessidade de mais espaços para as funções linguais e uma maior quantidade de dentes exige o crescimento em largura da mandíbula. Considerações finais: Os pacientes ortodônticos somente chegam até nós em idade de crescimento quando são encaminhados. O ensino da ortodontia na graduação aumenta a chance de um tratamento das más oclusões mais rápida. A importância do conhecimento do crescimento ósseo nos direciona o local correto para intervenção durante o tratamento. Aula 3- O desenvolvimento da criança é contínuo, integral e multidimensional (físico-motora, emocional e social), variando de criança para criança de acordo com suas características biológicas, hereditárias e do ambiente com o qual interage. Teorias do desenvolvimento: 1) Psicanalítica 2) Cognitiva 3) Aprendizagem Segundo Freud, o comportamento é governado por processos inconscientes, sendo a personalidade desenvolvida ao longo do tempo. Propôs a existência de 3 partes: id, ego e superego. FASE ORAL (1º ano) – FASE ANAL (2 anos) – onde a criança passa controlar os esfíncteres (xixi e cocô) FASE FÁLICA (3-6 anos) – FASE DE LATÊNCIA (6-12 anos) – onde a criança se acalma mais e entende que precisa ser inserida socialmente. Crianças que tiveram falhas nas fases passadas podem apresentar dificuldade de se inserir. FASE GENITAL (adolescência) – – O ambiente não molda a criança, mas ela, assim como o adulto, busca de forma ativa compreender o seu ambiente, explorando, manipulando. Sensório-motor (0 a 2 anos) Pré-operacional (2 a 7 anos) Operações concretas (7 a 12 anos) Operações formais (12 anos) – Enfatizam mais o ambiente, que molda a criança, do que como a Ana Larissa Soares 9 criança compreende as suas experiências. O comportamento humano é flexível. PRIMEIRA INFÂNCIA – 0 a 3 anos SEGUNDA INFÂNCIA – 3 a 10 anos TERCEIRA INFÂNCIA – 10 a 12 anos ADOLESCENCIA CASO PROBLEMA: Criança A.P.L. 3 anos de idade, comparece a avaliação odontológica acompanhada da sua progenitora. Durante a consulta você percebe que a criança não fala frases completas, anda pouco e senta logo, não olha para você e chora muito durante a avaliação, ainda que no colo da mãe. Segundo as teorias vistas anteriormente, este é um comportamento característico da idade? COMENTE 0 a 6 meses – Surgem as primeiras manifestações orais, através do choro como primeiro sinal de reação e defesa, satisfação e insatisfação. O sorriso também aparece em função do desenvolvimento da musculatura facial. 6 meses a 2 anos – Organização do vocabulário; choro é o principal meio de comunicação; salivação e diarreia são comuns. 9 meses – engatinhar 13 meses – andar Balbucia palavras Emotividade São fixados os padrões de ordem e desordem.Desenvolvimento depende da estabilidade dos hábitos (saudáveis ou prejudiciais), fixados de modo irreversível. 1 a 2 anos – BIRRA Reação: CHORO e resistência Conhecimento dos objetos e pessoas – DESENVOLVIMENTO SENSORIO- MOTOR Preferências flutuantes Descoberta do ser “eu”. 3 a 4 anos – fase do “eu também” Difíceis de tratar Medo do desconhecido e abandono Inquietas e inseguras Afastamento da mãe??? Criatividade do profissional Cooperativa, gosta de explicações Receios de lesões corporais Deve ser encorajada com palavras Poucas crises de birra Dentista deve explorar a sua imaginação fértil Idade do entusiasmo, tensão e agitação “Maturidade”, “responsabilidade” Evolução social e intelectual Egocentrismo > altruísmo Consciência amadurecida. (Independente) Ruptura do quadro familiar e mentalidade infantil Sensível aos estados de ânimo e emoções – “patinho feio” – baseado na troca de dente. Espírito de aventura Mentira mais consciente Idade da extravagância – “morrendo de fome”, “morrendo de dor” Tom de “sabe tudo” Emocionalmente é mais sensível Verdadeira independência Período intelectual Autodeterminação e autocrítica Atitudes mescladas Fase da socialização – “amigos em primeiro lugar”, a criança quer mostrar que já é mais independente, “vergonha da mãe”. Ponto de vista odontológico (6-9 anos) Condicionamento sincero Ana Larissa Soares 10 Cooperativo Adaptação fácil CASO PROBLEMA: E.P.L 9 anos, comparece a consulta odontológica de rotina. Durante anamnese não responde ao que é perguntado. Após anamnese, a mesma recusa-se sentar na cadeira odontológica, xinga você, diz palavrões, é agressivo com a mãe e não se submete ao atendimento. É um comportamento compatível com a idade? COMENTE Idade do equilíbrio Tranquila e sincera Sociabilidade intensa Transformações intelectuais e fisiológicas Capaz de pesar e medir seus atos Pouco afável Toma iniciativas fase hormonal Considerações Odontopediátricas: Controle do paciente infantil Relação interativa com o menor A atenção odontológica ao paciente infantil possui uma abordagem educativa Habilidades profissionais Conhecimento do universo infantil Reações de comportamento: choro, birra, grito, sorriso e apatia Medo do desconhecido Controle da ansiedade e alívio da dor Planos de tratamento discutidos com os pais Elogios verbais Medo da separação tem início por volta dos 6 meses e pico em torno de 13 a 18 meses Experiência odontológica – condicionamento infantil Aula 4- Botão – Capuz – Campânula – Coroa ou campânula avançada – Raiz No final da fase de coroa, quando os eventos de diferenciação alcançam a região cervical, inicia-se a fase de raiz do dente. Nesta fase, conclui-se a formação radicular (até o fechamento do ápice) e a formação do periodonto de inserção (cemento, ligamento periodontal e osso alveolar). Rizogênese = formação da raiz Rizolíse = absorção da raiz Reestabelecer anatomofuncionalmente quando ocorre perda de estrutura dentaria Realização de terapias pulpares No caso de traumatismos, o conhecimento da anatomia radicular e do ciclo biológico e da relação deste dente com o sucesso A forma do dente também interfere em terapêuticas cirúrgicas e ortodônticas. Atualmente o sistema utilizado é o preconizado pela Féderation Dentaire Internacionale (FDI). Dois dígitos, o primeiro corresponde ao quadrante, e o segundo, ao dente. Superior Direito Superior Esquerdo Inferior Direito Inferior Esquerdo VER FOTOS NO SLIDE! São as paredes das coroas e raízes. Face Vestibular Face lingual/Palatina Face mesial Face distal Face oclusal/incisiva Ana Larissa Soares 11 Face cervical São elevações lineares na superfície de um dente. Cristas marginais Cristas triangulares Crista oblíqua Crista transversa São segmentos das faces vestibulares e línguas dos dentes separados por sulcos, que representam a parte primaria dos dentes. São longas depressões lineares na superfície de um dente entre cristas e cúspide, separando parte primarias dos dentes e raiz. São elevações na porção coronária do dente. Saliência acentuada localizada na face lingual dos dentes anteriores. São depressões irregulares ou concavidades amplas. Localizadas nas superfícies oclusais dos molares e pré-molares ou nas faces linguais dos dentes anteriores. São mais “”rasas”” São pequenas depressões localizadas no fundo das fossas – parte mais interna – ou nas junções e terminações dos sulcos de desenvolvimento É uma pequena elevação de esmalte localizada em alguma porção da coroa do dente. Dentes de leite Caducos Temporários Provisórios Primeira dentição Dentes da infância. Exercem função vital no desenvolvimento dos músculos da mastigação e da formação dos ossos maxilares. Desempenham papel importante na localização, alinhamento e oclusão dos dentes permanentes. Mantem o espaço para os seus sucessores. Favorece o crescimento dos arcos. Fundamentais no preparo mecânico dos alimentos. – largura mesiolingual maior que o comprimento cervicoincisal; superfície vestibular lisa (linhas de desenvolvimento não são evidentes); a borda incisal é quase reta; cristas marginais e um cíngulo bem desenvolvido na face lingual; raiz única e cônica com lados estreitos. – coroa semelhante ao incisivo central inferior, porém, com dimensões maiores; possui raiz conóide e achatada no sentido mesiodistal; desviada para o lado distal. – a coroa do canino superior é mais constrita na região cervical; no lugar da borda incisal, há uma cúspide afiada bem desenvolvida; possui uma raiz longa, delgada, afilada, que possui o dobro de comprimento da coroa; raiz geralmente inclinada para a distal. – possui uma coroa lanceolada e mais alta que larga; possui mais curta que a do canino superior e com o dobro de comprimento da coroa. – maior dimensão da coroa está nas áreas de contato mesiodistal, e destas áreas, a coroa converge em direção à região cervical; na face oclusal, possui três cúspides e o tubérculo de Zuckerkandl; possui três raízes. – visualizando a face vestibular, o lado distal é menor que o lado vestibular; na oclusal, apresenta quatro cúspides; na região vestibolumesiocervical apresenta o tubérculo de Zuckerkandl; possui duas raízes. – coroa semelhante ao do primeiro molar permanente, sendo menor; dente apresenta quatro cúspides bem desenvolvidas, sendo a mesiolingual a maior; tubérculo de Zuckerkandl e tubérculo de Carabelli Ana Larissa Soares 12 (pouco desenvolvido); possui três raízes, duas vestibulares e uma lingual. – coroa semelhante ao do primeiro molar permanente, sendo menor e possui a constrição do colo; tubérculo de Zuckerkandl; possui duas raízes longas e afiladas Incisivo central Incisivo lateral Canino 1º molar 2º molar 7/12 meses 9 meses 18 meses 14 meses 24 meses 6 meses 7 meses 16 meses 12 meses 20 meses Existem variações individuais consideráveis no tamanho da câmara pulpar e no canal radicular dos dentes decíduos. As câmaras pulpares seguem o contorno das coroas. Diminuem em tamanho conforme a idade aumenta. A dentística em odontopediatria apresenta determinadas peculiaridades relacionadas principalmente com o ciclo biológico dos dentes decíduos e as suas características morfológicas e histológicas. Coloração Tamanho Distância mesiodistal Grau de atrição devida a fina camada de esmalte Colo mais estreito com abaulamento (constrição cervical) Fóssulas e fissuras menos estreitas e mais rasas Polpa tem maior volume em relação a coroa dental Cornos pulpares mais proeminentes (Mesiovestibulares – 1° molares inferioresdecíduos) Esmalte aprismático Espessura de esmalte e dentina é menor Esmalte decíduo menos calcificado Aula 5- A erupção dentária é caracterizada como o momento no qual o dente irrompe na cavidade bucal. No entanto, o processo de erupção dentária pode ser dividido em três fases: 1) Pré-eruptiva 2) Eruptiva 3) Pós-eruptiva Para alguns autores o processo de erupção pode ser dividido em cinco fases: 1) Pré eruptiva 2) Erupção intraóssea 3) Penetração da mucosa 4) Erupção pré-oclusal 5) Erupção pós-oclusal (fase de movimentação pré- eruptiva): Inicia-se com a diferenciação dos germes e termina com a formação completa da coroa (fase intraóssea). Para manter uma relação constante com os maxilares, os germes se movem para oclusal (compensar o aumento em altura) e para vestibular (compensar o aumento em largura). Ocorrem movimentos de corpo, ou seja, o germe se movimenta por completo. Movimento excêntrico, em que uma parte do germe dentário em desenvolvimento permanece estacionário, enquanto o restante continua a crescer, levando a uma mudança em seu centro. Durante esse movimento, ocorre apenas a reabsorção óssea. Ana Larissa Soares 13 No início desse período, ocorre o apinhamento dos dentes dentro da estrutura óssea, bem como os primeiros molares permanentes estão apinhados e inclinados nos maxilares, na tuberosidade da maxila e no ângulo da mandíbula. Os molares permanentes superiores desenvolvem-se na tuberosidade da maxila; inicialmente, têm suas superfícies oclusais voltadas para distal e giram apenas quando a maxila cresce o suficiente para fornecer o espaço necessário. Os molares inferiores desenvolvem-se com suas superfícies oclusais inclinadas para mesial e ocupam uma posição vertical quando há espaço disponível. (fase de erupção intraóssea, penetração na mucosa e erupção pré-oclusal): inicia-se quando a coroa está formada e termina quando o dente chega ao plano oclusal (fases intra e extraóssea). Fase de erupção intraóssea: Essa fase corresponde ao deslocamento do germe dentário a partir da sua posição inicial na cripta óssea até sua penetração na mucosa oral. O germe do dente está separado do epitélio da mucosa bucal. O esmalte está coberto por epitélio reduzido. E inicia a formação da raiz. Fase de penetração na mucosa: As cúspides em desenvolvimento alcançam a altura da crista alveolar, ou seja, quando a via eruptiva está formada, inicia-se a fase de penetração na mucosa. Nessa fase, a velocidade de erupção aumenta, e o dente rapidamente chega ao epitélio da mucosa. As células centrais da massa resultante da proliferação dos epitélios se degeneram formando um canal revestido por epitélio, o qual está situado logo acima do extremo da coroa do dente. A formação do canal faz com que a erupção ocorra sem hemorragia; antes, porém, antes desse fenômeno ocorrer, observa-se discreta proliferação das células do epitélio reduzido, as quais ainda liberam algumas proteínas, entre elas quantidades Essa liberação de IgE pode desencadear uma reação de hipersensibilidade local que, às vezes, provoca febre na criança. A migração gengival ocorre até que o dente entre em oclusão com seu antagonista. Até depois de o dente ter entrado em oclusão, a gengiva e o sulco gengival tendem a se deslocar até alcançarem a união cemento-esmalte, de modo que parte da aderência epitelial se posiciona sobre o esmalte e parte sobre dentina. Fase pré-oclusal: Após ter penetrado na mucosa bucal, o dente continua seu movimento eruptivo deslocando-se em direção oclusal até alcançar o plano funcional. Nessa fase, fatores intrabucais, como as forças musculares (lábios, bochechas e língua principalmente), e hábitos como sucção de dedo ou objetos, protrusão da língua, além do crescimento craniofacial, interferem na direção do movimento eruptivo do dente. O germe dentário sucessor desenvolve- se primeiro dentro da mesma cripta que seu antecessor decíduo, e o osso envolve ambos os germes dentários, mas não está completamente fechado sobre eles. (fase de erupção pós-oclusal): inicia-se quando o dente entra em oclusão e termina com sua perda ou remoção (fase extraóssea). Quando o dente alcança sua posição funcional no plano oclusal, a velocidade de erupção decresce significativamente, permanecendo quase imperceptível ao longo da vida do indivíduo. Nessa fase, observa-se a formação completa da raiz, principalmente nos dentes próximos à oclusão com o antagonista. A perda ou ausência do dente antagonista propicia a continuação do Ana Larissa Soares 14 movimento eruptivo observado clinicamente. Nesse deslocamento, há depósito contínuo de cemento na região apical e do movimento em conjunto, tanto do dente quanto de seu periodonto de inserção. Movimentos dentários pós-eruptivos são aqueles que mantêm a posição do dente irrompido enquanto a maxila continua a crescer e compensam os desgastes oclusal e proximal. A cronologia de erupção corresponde à data que o dente irrompe na cavidade bucal. A sequência de erupção é a ordem na qual os dentes irrompem na boca. Como ponto de partida, pode-se dizer que, do nascimento aos 6 a 7 meses de vida, a cavidade bucal da criança é edentada. Aproximadamente, a partir do 6º mês, inicia-se a erupção dos dentes, que ocorre na seguinte ordem para ambos os arcos: 1. Incisivos centrais 2. Incisivos laterais 3. Primeiros molares 4. Caninos 5. Segundos molares Quando se observam ambos os arcos, dependendo do autor consultado, há variação apenas na ordem dos incisivos. Incisivo central inferior Central superior Lateral superior Lateral inferior Incisivo central inferior Lateral inferior Central superior Lateral superior Incisivo central inferior Central superior Lateral superior Lateral inferior A cronologia e a sequência de erupção dos dentes permanentes sofrem mais influência do que as dos decíduos, as quais são tanto de ordem geral (de raça, gênero etc.) quanto de ordem local. Sequência de erupção dos dentes permanentes é bastante variada e muitos fatores gerais podem influenciar. Erupção Dentes Superiores Dentes Inferiores Incisivos Centrais 7-8 anos 6-7 anos Incisivos Laterais 8-9 anos 7-8 anos Caninos 11-12 anos 9-11 anos 1º Pré-molar 10-11 anos 9-11 anos 2º Pré-molar 10-12 anos 10-12 anos 1º Molar 6-7 anos 6-7 anos 2º Molar 12-13 anos 11-12 anos 3º Molar 17-30 anos 17-30 anos A avaliação do desenvolvimento dentário individual, que geralmente pode ser feita por meio de radiografias, é de grande importância para o clínico. Nolla: em estudo pormenorizado do desenvolvimento dentário feito por meio de exame radiográfico, estabeleceu o que se conhece por estágios de desenvolvimento de Nolla para dentes permanentes, que são: Estágio 1: Ausência de cripta/ presença de cripta Estágio 2: Início da calcificação Estágio 3: 1/3 da coroa Estágio 4: 2/3 da coroa Estágio 5: Coroa quase completa Estágio 6: Coroa completa Estágio 7: 1/3 radicular Estágio 8: 2/3 radiculares Estágio 9: Raiz quase completa Estágio 10: Raiz completa e ápice fechado Aula 6- Conceitos gerais de hereditariedade da face: As manifestações craniofaciais representam 75% de todos os defeitos congênitos em humanos, afetando o Ana Larissa Soares 15 desenvolvimento da cabeça, face ou do pescoço. Acredita-se que o tamanho facial da criança é parcialmente herdado. O tamanho influência a forma, ao se considerar o tamanho dos componentes faciais individualmente, à medida que influenciam a forma geral da face. Alterações apenas na mandíbula? Os fatores ambientais modificam constantemente o que foi herdado. Altera as características de forma e posição dos arcos dentários. Tendência secular é qualquer mudança em tamanho, formaou velocidade que persista por várias gerações. Diante disso, nos exames, deve-se fazer o acompanhamento longitudinal do crescimento e desenvolvimento orofacial, incluindo a realização de análise facial, intraoral e funcional da criança nas fases de dentição decídua completa e da dentição mista. Fatores etiológicos que influenciam na classificação da maloclusão: ( Respiração Sucção Deglutição Mastigação Fala Crescimento e desenvolvimento da oclusão. Incisivos decíduos – No padrão de normalidade da dentição decídua, a relação entre os dentes anteriores pode ser dividida em três grupos: ESPAÇOS DE BAUME – quando a dentição da criança possui espaços. Arco tipo I (com espaços) Arco tipo II (sem espaços) Arco tipo misto (espaços apenas numa arcada) Apinhamento dentário – Falta de espaço na dentição decídua que poderá resultar em apinhamento também na dentição permanente. Quantidade de espaço presente na dentição decídua (5 anos e meio) Probabilidade de apinhamento na dentição mista (13 anos e meio) 0mm + apinhamento 100% 0mm 70% 0 a 3mm 50% 3 a 6mm 20% 6mm 0% Caninos e molares decíduos – Na dentição decídua, observa-se uma tendência dentária ou esquelética da futura dentição mista de normo, mesio ou distoclusal. Relação oclusal das faces distais dos segundos molares decíduos. Relação oclusal dos caninos. Observação: Degrau mesial acentuado – provavelmente essa criança poderá ser prognata. Classificação de Baume (Relação oclusal das faces distais dos segundos molares decíduos): Reto: As faces distais apresentam-se no mesmo plano (76%) Mesial: A face distal do molar inferior localiza-se em uma posição mesial em relação ao molar superior (14%) Distal: A face do molar inferior localiza-se em uma posição distal ao molar superior (10%) Ausência dos espaços primatas: São os espaços fisiológicos existentes na dentição decídua, entre os incisivos Ana Larissa Soares 16 laterais e caninos superiores e entre os caninos e primeiros molares inferiores, com a finalidade de acomodar os dentes permanentes sucessores. Mordida cruzada anterior: Considera-se mordida cruzada anterior a relação entre as arcadas, por meio da qual a inferior está em uma posição mais anterior em relação a superior. (Até canino) Um ou mais elementos Unilateral ou bilateral Sobressaliência (Overjet ou trespasse horizontal): É a medida linear em milímetros de distância entre a borda incisal dos incisivos centrais superiores e inferiores. Normalidade: 0 a 3mm. Tende a diminuir com o avanço da idade Sobremordida (Overbite positivo ou trespasse vertical): no sentido de cima para baixo – distância da borda incisal superior para inferior em altura. Mordida cruzada posterior: É aquela que ocorre nos dentes de trás a partir dos caninos, podendo envolver os primeiros e os segundos pré- molares, os primeiros e segundos molares e os terceiros molares. Pode ainda ser unilateral ou bilateral. Linha média: A relação transversal da linha media entre os arcos superiores e inferiores deve ser observada durante o exame clínico, estudos de modelo e exames de imagem. Coincidente Com desvio Primeira fase: Erupção dos primeiros molares permanentes e dos incisivos Período intertransitório – compreende o período de repouso na substituição dos dentes decíduos pelos permanentes. Com duração aproximadamente 2-3 anos, antes de quaisquer outros dentes irromperem. Segunda fase: Erupção dos caninos e pré-molares e segundos molares permanentes. Observação para algumas características comum da idade. Classificação de Angle – Edward Harthey Angle (Dental Cosmos, 1899), baseando-se nas relações anteroposteriores, classificou as maloclusões de acordo com os primeiros molares permanentes, pois eles são os mais constantes em tomar sua posição normal nas arcadas, principalmente os superiores. Essa relação entre primeiros molares superiores e inferiores é conhecida como "chave de oclusão”. A cúspide mesiovestibular do primeiro molar superior oclui na direção do sulco mésiovestibular do primeiro molar inferior, à semelhança da relação encontrada nos casos de oclusão normal. Esses casos se caracterizam por apresentarem harmonia entre as arcadas, prevalecendo apenas a desarmonia entre ossos e dentes, podendo provocar apinhamentos na região anterior. A Classe II se divide em 1 e 2, de acordo com o posicionamento destes dentes. Divisão 1 – Observa-se bom alinhamento de todos os dentes, mas apresenta uma curva de SPEE bastante acentuada, normalmente apresenta aumento de overjet, devido a uma vestibularização dos incisivos superiores, podendo ou não ter overbite acentuado. Pode-se observar o aspecto “dentuço” do paciente, na maioria das vezes. Divisão 2 – Quando os incisivos centrais superiores se encontram lingualizados e os incisivos laterais superiores encontram-se vestibularizados. Normalmente criam um overbite acentuado, podendo ou não ter overjet acentuado. Costuma apresentar musculatura peribucal competente e aspecto facial agradável. Ana Larissa Soares 17 A cúspide mesiovestibular do 1º molar superior oclui distalmente ao sulco mesiovestibular do 1º molar inferior. Toda arcada inferior colocada anteriormente em relação à superior, causando mordida cruzada anterior. Quando isto não ocorre, há uma compensação natural dos dentes, onde os anteriores superiores posicionam-se vestibularizadamente e os incisivos inferiores, lingualizadamente, corrigindo na maioria das vezes a mordida cruzada. Hábitos bucais: Hábito é o resultado da repetição de um ato com um determinado fim, tornando-se com o tempo resistente a mudanças. Não compulsivos: Fácil adoção e abandono pela criança durante o seu amadurecimento. Compulsivos: Quando estão fixados na personalidade, a ponto de a criança recorrer à sua prática quando se sente insegura. Nem sempre um hábito bucal deletério é a causa isolada de uma má oclusão. A gravidade desta está relacionada com a intensidade, a frequência e a duração do hábito. Dentre os hábitos deletérios, encontram-se: Sucção não-nutritiva (dedos, línguas e lábios) Uso prolongado de chupetas e mamadeiras Deglutição atípica Respiração bucal Hábitos posturais Bruxismos E onicofagia Sucção sem fins nutritivos: A sucção é um ato fisiológico necessário, e como tal precisa ser respeitado. Ela é tão essencial, que mesmo os fetos succionam instintiva e energicamente a língua, os lábios e os dedos, de modo que essa função já está plenamente desenvolvida ao nascimento. A amamentação no seio materno significa para a criança alimentação, aumento da resistência a doenças, equilíbrio psicológico e treinamento da musculatura peribucal com a obtenção do selamento labial. Quando o aleitamento natural é precocemente substituído pelo artificial, a criança atinge, em apenas alguns minutos, a sensação de plenitude alimentar, porém o bebê não realiza sucções suficientes para obter o êxtase emocional, buscando por isso a satisfação na sucção dos dedos ou da chupeta. O hábito de sucção de dedos nas crianças que não mamaram é bem MAIOR. Bastante comum nas fases inicias da vida. Persiste como hábito indesejado em 30% das crianças. Até os 5 anos, agir com complacência. Cuidado na fase de esfoliação dos decíduos e erupção dos permanentes. Os hábitos de sucção trazem consequências importantes para a oclusão da criança como: Morfologia do palato duro, Alterações de posicionamento dos dentes Movimentação da língua, Alterações musculares periorais e fonoarticulatórias Maior risco de desenvolvimento de mordida aberta anterior e distúrbios de motricidade oral. Estas alterações dependem do tipo facial e da tendência de crescimento da criança. As crianças comface retrovertida ou do que aquelas com o tipo braquifacial (musculatura hipertônica e crescimento horizontal). Ana Larissa Soares 18 Onicofagia – o hábito de roer unhas está relacionado com ansiedade, estresse e angústia, e após a adolescência costuma ser substituído por outros, como morder objetos. O diagnóstico é clínico e confirmado pelo aspecto dos dedos das crianças. As más oclusões provocadas por esse hábito são localizadas, devido às pressões induzidas por ele. Também são observados: Apinhamentos Giroversões Retroinclinação dos incisivos superiores Fraturas dentárias Distúrbios temporomandibulares Reabsorção radiculares. Hábitos de respiração bucal: A obtenção e a manutenção da respiração nasal e do selamento labial são alguns dos objetivos mais importantes da ortodontia preventiva. Crianças com respiração bucal devido a obstrução nasal ou por hábito, dependendo da intensidade, da frequência e da duração da mesma, apresentam alterações no crescimento e desenvolvimento craniofacial e características faciais e dentárias muito semelhantes entre si. O diagnóstico começa com uma anamnese criteriosa: Elucidar como a criança dorme. Se apresenta déficit de atenção e sonolência durante o dia. Lábio superior curto. Lábio inferior hipotônico e ressecado. Falta de selamento labial. Face alongada ou adenoidiana. Olheiras profundas. Narinas estreitas. Atresia da maxila. Retrognatismo mandibular. Protrusão dentária superior. Retrusão dentária inferior. Síndrome da face alongada – olhar apagado e olheiras; base do nariz alargada; nariz pequeno e voltado para cima; face alongada; boca entreaberta. No caso do paciente ter hábitos de respiração bucal: Considerar o diagnóstico do otorrino (Obstrução – adenoides) Relação forte com pacientes alérgicos, resfriados crônicos e tonsilas hipertrofiadas. Deglutição atípica – o processo de deglutição é executado através de um complexo sinergismo de atividades musculares responsáveis pela movimentação da mandíbula, da língua, das bochechas e dos lábios, entre outros. Essa intensa função muscular é de vital importância na regulação dos mecanismos de crescimento craniofacial, por isso a atividade da musculatura lingual deve estar em equilíbrio com a musculatura peribucal e o espaço funcional bucal deve ser supervisionado. As atipias da deglutição são consideradas como problemas específicos dessa função, mas também podem decorrer de , pois a deglutição se modifica ao longo da vida, devido, entre outras causas, ao tamanho da cavidade oral e sua relação com o crescimento e o desenvolvimento da língua. A deglutição atípica corresponde a uma movimentação inadequada da língua e/ou de outras estruturas. Podem ser observadas durante a deglutição atípica: ausência de oclusão dentária, ausência de contração do masseter, interposição da língua contra os arcos dentários e interposição labial para realizar o selamento anterior. Os métodos de diagnóstico devem ser realizados com o paciente sentado e no plano horizontal de Frankfurt. Devem ser discretamente observadas várias deglutições inconscientes e também o grau de contração muscular e os movimentos mandibulares. Como fazer? Com uma mão sobre o músculo masseter, deve-se dar água ao paciente e pedir que faça várias deglutições. Se os dentes estiverem em oclusão, é possível sentir as contrações do músculo, se a deglutição for atípica, sem Ana Larissa Soares 19 contato dos dentes, não haverá contração do músculo. Abaixando o lábio inferior, pode-se observar se ocorre a interposição da língua durante o movimento de deglutição. Observação: Em casos de deglutições atípicas, a criança faz o uso da grade palatina ou grade de interposição infantil. Fonação – a fonação é outra atividade exercida com o envolvimento do aparelho mastigatório, estando intimamente ligada à deglutição. Representa um fator importante no desenvolvimento e na manutenção do equilíbrio morfofuncional do aparelho mastigatório. As trocas de fonemas devem ser tratadas precocemente, mesmo antes da instalação da dentição decídua completa, a fim de manter os estímulos normais de crescimento. Para o correto diagnóstico, pode ser usado um teste simples: Como pedir para a criança contar de um até dez. Pronunciar os fonemas /s/, /f/, /t/ e /l/ E observar cuidadosamente como a língua e os lábios se adaptam às estruturas com as quais se relacionam. Aula 7- O que é trauma dentário? Qualquer impacto sobre as estruturas dentárias que pode levar à perda ou alterações do dente. (Desde os impactos mais leves aos mais severos). Trauma dental envolve um bom: Exame clínico – extra bucal; intra bucal Exame radiográfico Para ser feito um bom plano de tratamento. Epidemiologia: 30% das crianças sofrem Traumatismo dentário na dentição decídua Traumatismo Idade Fase que inicia os seus primeiros passos – Aprendizado do caminhar – Não apresenta coordenação motora suficiente para evitar possíveis quedas. Traumatismo Sexo Maior prevalência em meninos devido ao 2º pico – embora tanto meninos, quanto meninas apresentem o mesmo nível de brincadeiras. Traumatismo Localização IC superiores são os dentes mais acometidos, seguido dos IL superior e dos IC inferiores. Traumatismo Tipo Lesão ≠ Na dentição decídua ocorrem as luxações (devido as quedas serem mais frequentes, ao osso ser mais esponjoso e consequentemente mais maleável, impacto maior e raiz mais curta) e fraturas coronárias. Enquanto na dentição permanente ocorrem as fraturas coronárias Traumatismo Local de acidente Escola Futebol Natação Fatores predisponentes: Maloclusão Selamento labial Respiradores bucais História do traumatismo: 1. Quando ocorreu o acidente? Avaliar fator TEMPO. 2. Onde ocorreu o acidente? 3. Como ocorreu o acidente? Exames Complementares: Rx oclusal modificado ou periapical; rx periapical; rx lateral de nariz Panorâmica Tomografias Ana Larissa Soares 20 O que observar no exame radiográfico? Os dentes possíveis envolvidos, decíduos ou permanentes, irrompidos ou não. 1. Trincas de Esmalte Características clínicas: denominada rachadura ou fissura; fratura incompleta do esmalte, sem perda da estrutura dentária. Tratamento: Não exigem tratamento específico Aplicações tópicas de flúor Acabamento do esmalte rugoso com disco de lixa vaselinado + ATF ATENÇÃO – Nenhum acompanhamento 2. Fratura de Esmalte – Também denominada fratura não complicada de coroa, mas apresenta perda de estrutura dentária limitada ao esmalte. Tratamento: Fraturas pequenas: Arredondamento das bordas cortantes com lixa ou brocas de acabamento ATF Fratura mais extensa: Maior comprometimento da estética – Restauração com resina composta. ATENÇÃO – Nenhum acompanhamento 3. Fratura de Esmalte e Dentina Sem exposição pulpar: ver a necessidade da proteção do complexo dentinopulpar contra agentes irritantes externos; fazendo a restauração e devolvendo a função normal e estética; colagem de fragmento coronário. Com exposição pulpar: Pulpotomia – indicada para polpa exposta por mais de 24 hrs ao meio bucal Pulpectomia – preservar, até a esfoliação fisiológica, os dentes decíduos. Observação: É necessário realizar Rx e fazer acompanhamento. 4. Fratura Coronorradicular Características clínicas: Se caracteriza por uma solução de continuidade que envolve esmalte, dentina e cemento; limite palatino da fratura geralmente é subgengival, na altura do rebordo alveolar; a fratura frequentemente expõe polpa; a linha de fratura em geral é única, mas pode ocorrer múltiplas. Observação: É necessário realizar Rx e fazer acompanhamento. Tratamento: Fratura próximo a margem gengival: Se restaurável e sem exposiçãopulpar, cobre a dentina exposta com ionômero de vidro. Se restaurável e com exposição pulpar, realiza uma ou , dependendo do estágio de desenvolvimento radicular e do nível da fratura. Fratura distante da margem gengival: Linha de fratura se estender 4 a 5mm , remova todos os fragmentos com cuidado para não danificar o germe do dente permanente e deixe o fragmento radicular firme no local, ou extraia o dente inteiro. ATENÇÃO – O tratamento depende da maturidade da criança e da sua capacidade de cooperação com os procedimentos. 5. Fratura Radicular Longitudinal ou vertical – longo eixo do dente Transversal, oblíqua ou horizontal – acomete 1/3 radicular apical, médio ou cervical Características clínicas: O fragmento coronário pode apresentar mobilidade e estar deslocado; pode haver interferência oclusal. Tratamento: Ana Larissa Soares 21 Se o fragmento coronário não estiver deslocado, nenhum tratamento é necessário. (Só acompanha) Se o fragmento coronário estiver deslocado, mas sem grande mobilidade, deixe o fragmento coronário para reposicionamento espontâneo, mesmo se houver alguma interferência oclusal. Se o fragmento coronário estiver deslocado com grande mobilidade e interferindo na oclusão, duas opções (sob anestesia local) estão disponíveis. Extrair somente o fragmento coronário e o fragmento apical deve ser deixado no lugar para ser reabsorvido. Reposicione com cuidado o fragmento coronário. Se o fragmento estiver instável, estabilize com contenção flexível ligada aos dentes adjacentes por 4 semanas. 6. Fratura Alveolar Características clínicas: Fratura que envolve o processo alveolar (vestibular e palatino/lingual) e pode se estender para o osso adjacente; geralmente as fraturas alveolares na criança não se consolidam; frequentemente se observa mobilidade e deslocamento do segmento com diversos dentes em movimento ao mesmo tempo. Tratamento: Reposicione (sob anestesia local) qualquer segmento deslocado que esteja com mobilidade e/ou causando interferência oclusal. Estabilize com contenção flexível nos dentes adjacentes não lesionados por 4 semanas. Cuidados ao comer para não traumatizar ainda mais o dente lesionado. Escovar/limpar os dentes após cada refeição com escova macia ou gaze. Uso de clorexidina 0,2% sem álcool 2x ao dia por uma semana. Informar possíveis complicações do tratamento: Presença de fístula Mudança de cor do dente Presença de abscesso Evitar uso de chupetas e mamadeiras. Acompanhamento: Exame clínico após: 1 semana 4 semanas para remoção da contenção 8 semanas Acompanhamento adicional aos 6 anos de idade é indicado para monitorar a erupção do dente permanente. Lesões de tecido de sustentação: 1. Concussão – traumatismo de pequena intensidade sobre os tecidos de sustentação; não apresenta deslocamento ou aumento de mobilidade. Tratamento: Não requer tratamento específico imediato. 2. Subluxação – Traumatismo de intensidade baixa a moderada nos tecidos de sustentação; determina mobilidade dentária leve, sem haver mudança de posição. Realiza uma radiografia para observar a normalidade do espaço do ligamento periodontal ou um leve espessamento. Tratamento: Não requer tratamento Prognóstico de Subluxação: Alterações de cor na coroa dental pode não ser indicativo de necrose pulpar. ATENÇÃO – Exame clínico após: 1 semana 6-8 semanas diagnóstico diferencial? O que vai diferenciar ambas são o rompimento das fibras do ligamento periodontal, com ligeiro/discreto sangramento do sulco gengival. Ana Larissa Soares 22 3. Luxação lateral – O dente está deslocado, geralmente para a palatina/lingual, ou vestibular; não há mobilidade; pode haver interferência oclusal. Princípios de Tratamento: Realizar uma radiografia periapical Grau de rizólise (o grau de reabsorção radicular do dente decíduo) para analisar se deve ser feito o tratamento endodôntico. Tempo decorrido entre o traumatismo e o atendimento Magnitude do deslocamento Fratura na parede alveolar Interferências oclusais. Tratamento: Se o dente não estiver interferindo na oclusão ou houver interferência mínima, deixe que o dente se reposicione espontaneamente. A reposição espontânea geralmente ocorre dentro de 6 meses. Em situações de deslocamento severo, duas opções de tratamento estão disponíveis, ambas necessitando de anestesia local Extração quando houver risco de aspiração ou ingestão do dente. Reposicione o dente com cuidado. Se após reposicionado estiver instável, realize uma contenção flexível ligada aos dentes adjacentes não lesionados por Prognóstico: Costuma ser favorável, sem comprometer a erupção do dente permanente. Acompanhamento: 1 semana 6-8 semanas 6 meses 1 ano Se reposicionado e com contenção, exame clínico após: 1 semana 4 semanas (para remoção da contenção) 8 semanas 6 meses 1 ano 4. Luxação extrusiva – Deslocamento parcial do dente para fora do seu alvéolo; o dente parece alongado e pode ter mobilidade excessiva; pode haver interferência oclusal. Tratamento: Se o dente não estiver interferindo na oclusão, deixe que o dente se reposicione espontaneamente. Se o dente estiver com mobilidade excessiva ou extruído > 3mm, faça a extração sob anestesia local. ATENÇÃO – acompanhamento clínico e radiográfico: 1 semana 6-8 semanas 1 ano 5. Luxação intrusiva – Deslocamento do dente para o interior do seu alvéolo; seguindo uma direção axial. Pode ser: Grau 1 – intrusão leve Grau 2 – moderada, até o terço cervical do dente Grau 3 – Grave; o dente é intruído por inteiro Fatores a serem avaliados: Quando o ápice está deslocado em direção ou sobre a tábua óssea vestibular, a extremidade apical pode ser visualizada e o dente pode parecer mais curto em relação ao contralateral – Tratamento: Aguardar reposicionamento espontâneo do dente, independente da direção de deslocamento. A reposição espontânea do dente instruído geralmente ocorre dentro de Ana Larissa Soares 23 6 meses, em alguns casos isso pode acontecer por 1 ano. Exame radiográfico: Direção vestibular – Rx mostrará em relação ao homologo Direção palatina – Rx mostrará em relação ao homologo. Acompanhamento: 1 semana 6-8 semanas 6 meses 1 ano O acompanhamento aos 6 anos de idade é indicado em casos de intrusão severa, para monitorar a erupção do dente permanente. 6. Avulsão – o deslocamento total do dente para fora do seu alvéolo; germe do dente permanente é atingido no momento do traumatismo Tratamento: Proservação: Acompanhamento clínico e radiográfico é importante. Na avulsão há maior risco de repercussão para o dente permanente Medidas Preventivas: Em casa: Por meios de recursos aplicados aos objetos que oferecem maior risco Móveis com bordos arredondados Protetores para quina de mesa Protetores de tomadas. Cinto de segurança ou cadeirinha própria para transportes de crianças menores – Capacetes, protetores bucais e faciais Uso dos protetores bucais. Educação de trânsito. Cuidados com os brinquedos, berço, carrinho de bebê. Cuidados com a criança ao começar a engatinha e andar. Informações aos pais e professores sobre os cuidados. A odontopediatria pode prestar esclarecimentos à população, em especial aos pais e professores sobre a possibilidade de lesões traumáticas na cavidade bucal e quais as primeiras providências a serem tomadas. Aula 8- As buscas por taxas de sucesso cada vez mais elevadas entre os casos tratados ortodonticamente, tem estimulado os ortodontistas a aprimorarem constantemente os meios de diagnósticos e de tratamento das más oclusões. As informações do diagnósticoortodôntico são provenientes de três principais fontes: 1. Informações do paciente 2. Exame clínico 3. Avaliação dos elementos de diagnósticos (análise de modelos, proporções faciais, análise funcional, exames radiográficos e fotografias. dados do paciente: Nome Endereço Idade Filiação Data de nascimento Sexo Cor Nacionalidade Telefones, endereços de e-mail e redes sociais análise geral: Uma análise geral do paciente pode vir a esclarecer a causa de problemas ortodônticos. Ana Larissa Soares 24 Nem sempre pacientes relatam esses fatos por falta de conhecimento ou memória ou por acreditar não haver vínculo com o problema apontado. Estágio atual de saúde? (Boa, regular, deficiente) Está em tratamento médico? Qual motivo? Exemplo: paciente com rinite alérgica e diabetes mellitus Alergias ou sensibilidades a medicamentos? Higiene bucal satisfatória? (Descalcificação do esmalte) Avaliar as tonsilas palatinas. Avaliar as adenoides (telerradiografias laterais ou tomografias). Possui algum hábito deletério? Deglutição atípica? Possui vedamento labial? Possui problemas de dicção? (Observar durante a anamnese e pedir para que o paciente fale algumas palavras). principais características: Olhar vago Face longa Olheiras Mordida aberta anterior Palato ogival Arcos maxilares atrésicos e mordida cruzada posterior Observação: Face adenoidiana – crianças com obstrução do nariz (nariz pequeno e estético. durante décadas os ortodontistas realizaram avaliação morfológica da face com finalidade de diagnóstico, planejamento e tratamento utilizando as radiografias cefalométricas. Para avaliação da análise facial clínica deve-se observar dois parâmetros: 1. Subjetivo, baseado na percepção de beleza (preferencias individuais). 2. Objetivo, são observados aspectos mesuráveis da harmonia facial como proporções antropométricas. A análise clínica facial deve ser realizada: 1. Em normofrontal: considerando a forma e o contorno da face, os planos faciais e o alinhamento da linha média e os terços faciais. Braquicefálico: face larga Dolicocefálico: face longa Mesocefálico: proporção vertical/horizontal 2. Em normo lateral: avaliando ângulo do perfil, ângulo nasolabial, contorno do sulco maxilar e mandibular, rebordo orbitário, contorno do osso malar, contorno labial, comprimento da linha queixo-pescoço. Análise de modelo – são de grande importância pois fornecem informações sobre más posições dentarias, apinhamentos, relação molar, classificação de Angle, forma de arcada, diastemas, sobressaliência, sobremordida, assimetria, além de permitir uma análise detalhada da oclusão. Pode ser realizada na dentição mista ou permanente Análise de Moyers, Ballard e Wylie. A análise da dentição mista permite fazer a avaliação da relação de tamanho (largura mesiodistal) dos caninos e molares decíduos com os caninos permanentes e pré-molares. Permite saber se há espaço ou não para um bom posicionamento dos dentes. Material necessário para análise do modelo: Cartão de registro Lápis Borracha Compasso de ponta seca Régua milimetrada Modelos de gesso Radiografias Obtém-se as medidas dos e Espaços Presentes (EP) e Espaços Requeridos (ER) (Cálculo da discrepância do modelo): DM= EP – ER Utilizando-se o compasso de pontas secas a medição pode ser feita dividindo o arco dentário em quarto seções: 1. Da mesial do primeiro molar permanente a distal do incisivo lateral. Ana Larissa Soares 25 2. Da distal do incisivo lateral a mesial do incisivo central. 3. Da mesial do incisivo central a distal do incisivo lateral. 4. Da distal do incisivo lateral a mesial do primeiro molar permanente. Espaço requerido (ER): é a somatória do diâmetro mesio-distal dos dentes permanentes localizados de mesial do primeiro molar permanente de um lado a mesial do primeiro molar permanente do lado oposto. Alguns estudos sugerem a avaliação do espaço presente em 6 segmentos (separando os caninos da porção dos pré-molares), mas os resultados existentes na literatura indicam que não há diferença significativa. E de acordo com Vellini, quando temos diastemas, eles são medidos individualmente. Conforme vai-se medindo com o compasso vai se transferindo as medições para um cartão ou papel e realiza-se a mensuração com uma régua em milímetros. Discrepância positiva: Sobra espaço para o nivelamento dos dentes. Discrepância negativa: Não existe espaço suficiente para o perfeito nivelamento dos dentes. Discrepância nula: quando o espaço presente é igual ao requerido. Análise de modelos digitais: Não quebra, não necessita de armazenamento, dificuldade de envio para outro dentista, diagnóstico acurado. E-model; Orthocad; O3DM. a oclusão ideal é aquela que permite a realização de todas as funções fisiológicas próprias do sistema estomatognático, ao mesmo tempo em que é preservada a saúde de suas estruturas constituintes. Importância da padronização dos registros faciais: Frontal Frontal com sorriso máximo Laterais esquerda e direita. Frontal e lateral direita e esquerda Oclusal superior e inferior Sobressaliência. Aula 9- A interceptação implica em uma situação anormal já existente. A ciência é empregada para eliminar potenciais irregularidades e más posições no complexo dentofacial em desenvolvimento. Correção em ortodontia é um procedimento clínico que permite a correção das maloclusões por meio de aparelhos ortodônticos fixos e/ou removíveis, geralmente no final da dentição mista e início da dentição permanente. Perda precoce de dentes decíduos Mordida cruzada anterior e posterior Mordida aberta Mordida profunda Expansão de maxila e mandíbula O mantenedor geralmente é usado quando um dente decíduo é perdido precocemente, para que o espaço se mantenha aberto até que o dente permanente erupcione. Mantenedores de espaço são aparelhos destinados a manter o espaço deixado pela perda prematura de um ou mais dentes decíduos. Estendem-se sobre os rebordos alveolares nas regiões correspondentes aos dentes decíduos extraídos prematuros. Ana Larissa Soares 26 Principais mantenedores de espaço: 1. é um aparelho mantenedor de espaço fixo, indicado exclusivamente para preservar o espaço deixado pela perda precoce de um molar decíduo. Por ser um mantenedor fixo, a banda- alça é muito eficiente, já que independe da colaboração do paciente. Aplicação clínica: Perda unitária posterior Presença do germe do permanente Presença do espaço requerido Quando existir osso alveolar sobre o germe do permanente 2. é um aparelho fixo, indicado para preservar o espaço deixado pela perda precoce de mais de um dente decíduo (perdas múltiplas) no arco dentário inferior, ou preservar o espaço livre de Nance disponível (Leeway Space) no final da dentição mista. O arco lingual de Nance é constituído de duas bandas, dispostas simetricamente, uma em cada lado do arco dentário inferior, distalmente aos dentes perdidos, e de uma estrutura metálica confeccionada com fio 0,8 ou 0,9 que contorna lingualmente os dentes inferiores, tangenciando o cíngulo dos incisivos. Aplicação clínica: Perdas dentárias múltiplas unilaterais ou bilaterais Paciente em dentição mista, apresentando apinhamento anterior inferior (manutenção de espaços) Preservar Leeway Space ou Espaço Livre de Nance. Os dentes usados para confecção destes aparelhos podem ser pré-fabricados em resina acrílica ou dentes naturais do próprio paciente, ou obtido em um “banco de dentes”. Indicados para a reabilitação estética e funcional do paciente, para crianças com perdas dentais generalizadas distribuídas pela arcada e com maturidade