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Ana Larissa Soares 
 
1 
 
Aula 1 
Acolhimento da criança – saber conversar/saber 
receber. 
“As crianças, quando conduzidas de forma 
adequada durante o atendimento comportam-se 
de modo satisfatório e favorável para a realização 
dos procedimentos odontológicos. ” 
 
 Explicar de forma simples e clara 
 Olhar nos olhos da criança 
 Voz agradável e divertida 
 Procedimentos rápidos 
 Não gostam de ser imobilizados 
 Influenciar na atitude dos pais 
 Comentários breves e simples 
Comportamentos que podem ocorrer durante o 
atendimento odontológico: 
Pode ser: 
 Medo Objetivo – Experiência pregressa 
desagradável 
 Medo Subjetivo – Informações passadas 
por adultos ou crianças maiores 
EDUCAÇÃO É BASEADA NO MEDO 
“Se você sair na chuva vai ficar doente e vai ficar 
no médico tomando injeção. ” 
“Se você me desobedecer vou te levar no 
dentista. ” 
 São sentimentos de caráter 
ameaçador; o paciente se encontra em estado 
de desamparo, sem direção ou intenção; as 
experiências de sucesso diminuem a ansiedade. 
O que desencadeiam a ansiedade? 
TEMOR DE SER ABANDONADA 
“Chame minha mãe por favor! ” 
“Eu quero a minha mãe. ” 
Não vá embora mamãe! ” 
Pode desencadear a ansiedade: 
 Devido a culpa. 
 Devido à morte. 
 Nascimento de um irmão 
 Atritos entre os pais 
 Provocada pela frustração na obtenção 
de algo. 
 Demonstrar uma necessidade; maneira 
de atrair atenção. 
Classificação do choro: 
1) Choro obstinado – acompanhado de 
acessos de fúria, com chutes, mordidas 
e agressões. Não se verifica lágrimas. 
Recusa-se a sentar na cadeira. 
2) Choro de medo e dor – tem lágrimas. 
3) Choro compensatório – não é 
considerado um choro completo; 
mascarar o bagulho provocado pelo 
instrumental; não envolve a presença de 
lágrimas. 
ATENÇÃO – Reconhecer se esta situação 
OTIMIZA ou PREJUDICA o atendimento 
Objetivos: 
 Diminuir a percepção do desconforto 
 Atenção e cooperação 
DENTISTA
Auxiliar no 
atendimento
Reações 
antes/durante 
o tratamento
Orientação 
da criança e 
dos pais
Abordagem 
dos pais
Ana Larissa Soares 
 
2 
 
 Evitar comportamento negativo ou 
recusa 
 Realçar comunicação pais-crianças 
dentista 
Determinante para o sucesso da adaptação 
comportamental 
 Aumenta a confiança 
 Alivia o medo e a ansiedade 
 Aumenta as atitudes positivas da criança 
em futuras visitas. 
Alguns estudos (artigos) incentivam o uso das 
técnicas de manejo – controle da ansiedade e de 
comportamentos de fuga do tratamento 
odontológico. – A adaptação da criança ao 
ambiente odontológico durante as consultas 
iniciais, bem como no emprego de 
procedimentos menos invasivos durante as 
primeiras consultas. 
Objetivos das técnicas de manejo do 
comportamento: 
 Estabelecer uma comunicação 
 Aliviar medo e ansiedade 
 Devolver qualidade de saúde bucal 
 Construir uma relação de confiança 
entre o dentista, a criança e os pais 
 Promove uma atitude positiva em 
relação aos cuidados de saúde bucal e 
durante a consulta odontológica 
 – Postura, 
expressão facial e linguagem corporal. 
Aumenta a eficácia de outras técnicas; ganha ou 
mantem a atenção e cooperação do paciente) 
 – alteração do volume 
de voz, de forma controlada, 
direcionando o atendimento e o 
comportamento da criança. 
Não deve subjulgar ou ser agressivo. 
Objetivos: 
 Atenção e cooperação da criança 
 Prevenir comportamento negativo e a 
recusa 
 Estabelecer o papel do dentista e da 
criança 
 É indicado a partir dos 3 anos de idade 
 Demonstrar firmeza 
 Ganhar a atenção da criança 
 É mais efetivo em crianças 
indisciplinadas 
 
PASSO 1 – Explanação verbal do procedimento 
PASSO 2 – Demonstração visual, verbal, olfatória 
e tátil do procedimento 
PASSO 3 – Sem desviar da explicação, 
demonstrar o paciente 
O paciente estará fornecendo informações 
preparatórias a criança, tornando o ambiente 
conhecido, e diminuindo seu medo e sua 
ansiedade. 
 – deixar a criança mais 
segura/confortável. 
 – dar um feedback 
apropriado – POSITIVO 
Elogiar – enfatizar o comportamento colaborador. 
Fortalecimento do comportamento positivo 
durante o atendimento odontológico. 
Objetivos: Reforçar o comportamento desejado 
e, fortalece-lo. 
Pode ser feito: 
Por meio de reforçadores: 
 Sociais – modulação positiva da voz; 
expressão facial; elogio verbal; 
demonstrações físicas apropriadas de 
afeto. 
 Não sociais – lembrancinhas, brinquedos. 
 – não deve ser feito. 
“Fiquei muito triste porque você não fez o que 
mandei...” 
“Não vai doer nada...” 
“Se doer avise…” 
“Você tem que abrir a boca...” 
‘Hoje você se comportou mal, não gostei do que 
você fez...” 
“Homem não chora…” 
“Você quer chamar atenção…” 
Ana Larissa Soares 
 
3 
 
 – Através da observação, a 
criança é capaz de aprender novos e 
adequados padrões de comportamento. 
 – Desvio da atenção do 
paciente para o que pode reconhecer 
como desagradável ou ameaçador. 
Leituras, brinquedos, filmes, atividades lúdicas. 
Objetivos: 
 Diminuir percepções desagradáveis; 
 Evitar comportamento negativo ou de 
recusa; 
 Aumentar o limiar de espera (tempo de 
cadeira); 
 – Esta técnica, pode 
ser associada a recurso de farmacologia, 
principalmente ao gás de óxido nitroso. 
 
Fornecendo o relaxamento e a cooperação do 
paciente na evolução da técnica de 
dessensibilização. 
Óxido nitroso e oxigênio 
 Não possui efeito anestésico e sim 
relaxante 
 Confiável (profissional treinado) 
 Segurança (pode ser usado baixas 
dosagens de óxido nitroso) 
 Apresenta reversão rápida 
 Excelente coadjuvante das técnicas de 
condicionamento 
Objetivos: 
 Reduzir ou eliminar a ansiedade 
 Reduzir ou eliminar movimentos ou 
reações negativas durante o 
atendimento 
 Cooperação da criança 
 Aumentar a tolerância para consultas 
longas 
Indicações: 
 Medo da dor 
 Náuseas fortes 
 Pacientes com retardo no 
desenvolvimento neuro-psico-motor 
 Pacientes com grau leve de ansiedade e 
capacidade de cooperação 
Contraindicação: 
 Congestão das vias aéreas (gripe, 
resfriado) 
 Paciente em tratamento psiquiátrico 
 Pacientes muito agitados 
RÁPIDA INDUÇÃO – atinge o sistema nervoso 
central onde terá efeito após 2-3 minutos. 
RÁPIDA ELIMINAÇÃO – recuperação rápida em 
3-5 minutos após o término da administração. 
 – Estado de 
depressão mínima de consciência que 
favorece a receptividade as sugestões e 
comandos, induzidas por droga que 
permite contato visual e verbal com o 
terapeuta, além de manter os reflexos 
de proteção ao paciente. 
Oferece: 
 Segurança e bem-estar 
 Minimiza dor e desconforto 
 Controla a ansiedade 
 Minimiza o trauma psicológico 
O prontuário clínico deverá conter: 
 Consentimento informado – PRÉVIO 
 Instruções e informações aos pais 
 Registro com nome, a via, o local, a 
duração, a dose e o efeito das drogas 
administradas 
 Eventos adversos e seu tratamento 
Midazolam Diazepam 
Período de 
administração: 30 min 
Tempo de ação: 2-4hrs 
Posologia: 0,2 a 0,6 
mg/kg 
Período de 
administração: 60 min 
Tempo de ação: 6-8hrs 
Posologia: 0,2 a 0,5 
mg/kg 
 
 – Realizadas em 
ambiente hospitalar; funções vitais 
geralmente são alteradas; em casos 
específicos; pacientes com 
comprometimentos mais graves. 
 – Podem ser feitas por 
meios de imobilizações físicas ativas e passivas. 
EXISTEM VÁRIAS MANEIRAS DE IMOBILIZAÇÃO 
 Oferecendo ao paciente melhor execução 
das manobras odontológicas – deve ter o 
consentimento dos pais por escrito. 
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4 
 
Objetivos: 
 Reduzir ou eliminar o movimento 
intempestivo 
 Proteger a criança, a equipe, dentista, e 
os pais de um ferimento 
Indicações: 
 Tratamento emergencial 
 Falta de cooperação (imaturidade e/ou 
incapacidade mental ou física) 
 Segurança da criança, do dentista ou dos 
familiares. 
1. Imobilização mãos e joelhos – mãe em 
pé segurando as mãos e joelhos do 
paciente 
2. Corpoemocional para aceitar o uso de um aparelho. 
3. 
 com dente de estoque está 
indicado em casos de perda precoce de 
dentes decíduos em pacientes 
colaboradores. São utilizados para sua 
confecção dentes pré-fabricados em 
resina acrílica (dente de estoque) ou 
dentes naturais do próprio paciente. 
Vantagens: 
 Preservam o espaço e mantêm os 
dentes vizinhos adjacentes nas suas 
posições 
 Impedem a extrusão dos dentes 
antagonistas 
 São estéticos e funcionais 
 Fácil higienização 
 Fácil construção 
Aplicação Clínica: 
 Perdas precoces unitária ou múltiplas 
 Perda dentária com necessidade de 
controle vertical (extrusão de 
antagonista) 
 Perda dentária com comprometimento 
estético. 
4. São usados 
para recuperar o espaço perdido nas 
arcadas dentárias. Os recuperadores de 
espaço são usados principalmente na 
dentição mista, após a perda prematura 
dos molares decíduos. Não devem ser 
usados para criar espaço que nunca 
existiu na arcada dentária. 
Recuperador de espaço removível: A ativação do 
aparelho é realizada nas helicóides confeccionados. 
Essa ativação deverá ser realizada a cada 30 dias, 
aproximadamente. 
Aplicação Clínica: 
 Recuperar espaço no arco dentário 
 Perda precoce de dentes decíduos com 
migração dentária de dentes adjacentes 
 Manutenção de espaço (sem ativação) 
5. Usado em casos de 
mordida cruzada posterior (podendo ser: 
unilateral e bilateral) 
O quadrihélice é um aparelho fixo ativo, indicado 
para expandir o arco dentário superior. A 
resposta gerada é principalmente a 
Ana Larissa Soares 
 
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vestibularização dos dentes e processos 
alveolares, estando indicado para a correção da 
mordida cruzada posterior dentoalveolar, unilateral 
ou bilateral. O aparelho é constituído de 2 bandas 
ortodônticas, simetricamente posicionadas nos 
molares permanentes (dentição mista e 
permanente) ou segundos molares decíduos 
(dentição decídua) e de um arco palatino soldado 
às bandas dos molares, confeccionado com fio 0,8 
mm ou 0,9 mm, possuindo 4 helicóides, 
distribuídos em 2 anteriores e 2 posteriores. 
6. O aparelho 
removível com parafuso expansor pode 
ser utilizado na ortodontia preventiva e 
interceptora na dentição decídua e 
mista, tendo como principal indicação a 
correção da mordida cruzada posterior 
dentoalveolar, uni ou bilateral. 
O aparelho possui grampos de retenção em “C” 
ou Adams nos primeiros molares permanentes 
ou segundos molares decíduos (dentição 
decídua) e nos caninos decíduos. 
Aplicação Clínica: 
 Correção da mordida cruzada posterior 
unilateral e bilateral 
 Expansão da maxila 
Os disjuntores palatinos são aparelhos 
ortopédicos utilizados para realizar a disjunção da 
sutura palatina mediana. A disjunção maxilar ou 
expansão rápida da maxila está indicado para 
casos de atresia maxilar ou mordida cruzada 
posterior esquelética. Os disjuntores palatinos mais 
utilizados são: HYRAX, e o McNAMARA 
7. Usada em casos de 
mordida aberta anterior e posterior. 
A grade palatina removível é utilizada na 
ortodontia preventiva e interceptora em 
pacientes colaboradores. 
Aplicação Clínica: 
 Remoção de hábitos deletérios 
 Controle após remoção de hábito com 
grade palatina fixa 
8. Nite-Guide 
 É um aparelho pré-moldado preventivo, 
projetado para dentição decídua que 
permite ao paciente uma orientação 
ideal na erupção dos incisivos 
permanentes superiores e inferiores, ao 
nível vertical correto evitando sobre 
erupção e o desenvolvimento de uma 
mordida profunda. 
 O aparelho é usado durante o sono (Uso 
passivo) 
 Pode ser: em um ou mais elementos 
Em casos de mordida cruzada dentária de um ou 
mais elementos, pode ser utilizado na Ortodontia 
Preventiva e Interceptora um aparelho com mola 
digital para descruzamento. Geralmente este 
aparelho é utilizado para correção da inclinação 
vestíbulo- lingual de incisivos superiores. Existem 
diversas formas e desenhos de confecção deste 
aparelho, porém muitas vezes é utilizado um arco 
vestibular com alças (Hawley), grampos de 
retenção e molas digitais por palatino, localizadas 
próximas aos dentes a serem movimentados. 
Em alguns casos poderá ser necessário uma 
modificação no aparelho com o recobrimento 
oclusal dos elementos posteriores com resina 
acrílica para criar um levante de mordida e assim 
desocluir os dentes na região anterior, facilitando 
o movimento vestibular dos dentes cruzados. 
9. é um aparelho 
removível utilizado na Ortodontia 
Preventiva e Interceptora para correção 
da vestíbulo-versão de incisivos e 
fechamento de diastemas, 
principalmente quando a relação molar e 
a sobremordida estão normais. 
Nessas situações, pode existir um aumento na 
sobressaliência e alguns diastemas entre os 
dentes anteriores superiores, que serão fechados 
com a movimentação lingual dos incisivos 
superiores, pela ação do arco vestibular. Na 
ortodontia corretiva é comum utilizar a placa de 
Hawley como aparelho de contenção pós-
tratamento ortodôntico. 
O aparelho consiste de um arco vestibular com 
alças, grampos de retenção e acrílico. A placa de 
Hawley também poderá sofrer modificações 
dependendo da particularidade de cada caso. Por 
exemplo, o aparelho pode estar associado a uma 
grade palatina, mantenedores de espaços, 
recuperadores de espaço, entre outros. 
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Vantagens dos aparelhos removíveis: 
 A facilidade na higienização 
 Estética satisfatória, baixo custo 
 Confecção realizada em laboratório 
 A possibilidade de reabilitar ao mesmo 
tempo os segmentos anteriores e 
posteriores 
 Recuperação da dimensão vertical de 
oclusão, para não ter problemas em 
relação ao crescimento das arcadas 
dentárias os aparelhos devem ser 
substituídos periodicamente. 
Desvantagem: 
 A necessidade de cooperação do 
paciente para o uso. 
 Além da possibilidade aumentada de 
perda ou fratura. 
10. é uma terapia ortopédica 
funcional. 
 Baseia-se na reabilitação neuro- oclusal 
(RNO) em pacientes muito jovens, ainda 
em dentadura decídua. 
 A terapia com pistas planas está 
indicada para correção de mordida 
cruzada posterior ou anterior, desde 
que funcional. 
 Agem apenas por presença, não 
aplicam forças, retentividade ou pressão. 
 Constituem-se num tratamento 
profundamente fisiológico para 
normalizar a musculatura propriamente 
dita, a oclusão e as ATMs. 
A pista direta plana pode ser 
confeccionada por método direto ou indireto. 
Método direto: 
 Construído diretamente na clínica. 
 A resina composta é acrescentada e 
fotopolimerizada sobre os dentes 
decíduos. 
 Depois, com papel-carbono e broca 
diamantada em roda, a inclinação da pista 
direta é corrigida. 
 São obtidos excelentes resultados, 
porém o método exige mais tempo de 
hora clínica e de experiência na área. 
Através da confecção das pistas nas faces 
oclusais e/ou incisais dos dentes no lado cruzado, 
o cirurgião-dentista constrói uma barreira capaz 
de impedir o retorno da mandíbula à posição 
habitual de má oclusão. Este procedimento gera 
uma mudança de postura mandibular e modifica 
a dinâmica equivocada que a mordida cruzada 
funcional impunha ao sistema músculoesqueletal, 
proporcionando, desta forma, o desenvolvimento 
da face e da dentição dentro dos padrões de 
normalidade. 
11. são 
também conhecidos como tratamento 
de alinhamentos claros, são dispositivos 
ortodônticos que são uma forma 
transparente e plástica de aparelhos 
ortodônticos usados para ajustar os 
dentes. 
Existem cerca de 27 produtos disponíveis, 
incluindo ClearCorrect e Invisalign. A experiência 
sugere que eles são eficazes para o apinhamento 
moderado dos dentes anteriores, mas são menos 
eficazes que os aparelhos convencionais. 
 São indicados para "apinhamento leve a 
moderado (1-6 mm) e espaçamento leve 
a moderado (1-6 mm)", nos casos em 
que não existam discrepâncias do 
maxilar. 
 Eles também são indicados para 
pacientes que tiveram recidiva após 
tratamento ortodôntico fixo. 
 Não sãorecomendados para crianças. 
 O tratamento começa com a realização 
de exames radiográficos, fotografias, 
registro de mordida e fabricação do 
modelo. 
 As impressões dentárias são digitalizadas 
para criar uma representação 3D digital 
dos dentes. 
 O CD move os dentes para o local 
desejado com o programa Treat, que 
cria os estágios entre as posições atual 
e desejada dos dentes. 
 Cada alinhador move os dentes de 0,25 
a 0,3 milímetros. 
 Uma representação gráfica 
computadorizada dos movimentos 
projetados dos dentes, criada no 
programa de software ClinCheck, é 
fornecida ao CD e ao paciente para 
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aprovação ou modificação antes que os 
alinhadores sejam fabricados. 
 Os alinhadores são fabricados usando 
software CAD-CAM. 
 O tempo de tratamento varia com base 
na complexidade dos movimentos 
planejados dos dentes. 
 O alinhador é removido para escovar, 
usar fio dental e comer. 
 Uma vez que o período de tratamento 
tenha terminado, o paciente é 
aconselhado a continuar usando um 
retentor durante a noite no futuro 
previsível. 
Aula 10- 
Nos anos 90, houve a estabilização da cárie – 
minoria suscetível ou grupo de polarização 
(região Norte e Nordeste e a população infantil 
se enquadram nesse grupo). 
Estratégias preventivas parecem não ser efetivas 
para todos! 
 Exposição frequente de 
biofilme com açúcar 
Classe social: Escolaridade; renda. 
Fatos modeladores: fluxo salivar; dieta; 
higienização; flúor. 
 
 
 
Observação: Lactose pH=7,5. 
Para a cárie se desenvolver precisa do biofilme 
com sacarose. 
 Cárie de primeira infância: crianças de 
até 5 anos; alto nível de sacarose; 
mamadeiras noturnas; evolução rápida; 
afeta dentes de acordo com a erupção. 
(Pode ser dente cariado, perdido ou 
obturado) 
Esmalte poroso: mais suscetível a 
desmineralização 
 Cárie severa na infância: mais lesões de 
cáries em crianças menores de 3 anos. 
Crianças maiores de 3 anos, mas as lesões 
envolvem dentes anteriores 
Velocidade com que 
a dentição é 
destruída pela cárie.
Descrever até que 
ponto uma pessoa 
em determinada 
época, corre o risco 
de desenvolver 
lesões cariosas 
Avaliação do risco de cárie na infância: 
 Cariograma – não substitui a avaliação 
profissional. 
 CAT 
 Avaliação subjetiva pelo clínico 
 Classificada em alta, média, 
baixa 
 Crianças maiores de 5 anos: experiência 
passada da cárie; uso de dentifrício não 
fluoretados ou com baixas 
concentrações de flúor; 
hipomineralização/hipoplasia de 
esmalte; dentes permanentes em 
erupção; algumas condições sistêmicas 
; 
ingestão frequente de sacarose; 
contagem S. Mutans; higiene oral; 
capacidade tampão/fluxo salivar; nível 
socioeconômico 
 Crianças menores de 5 anos (PRÉ-
ECOLARES): experiência de cárie 
passada (cavidades); uso de dentifrício 
não fluoretados ou baixas 
concentrações 
; presença de lesões 
iniciais de cárie até 2 anos; ingestão de 
líquidos açucarados durante a noite; 
amamentação prolongada; condição 
sistêmica; ingestão frequente de 
sacarose; aquisição precoce ou 
contagem de S. Mutans; higiene oral; 
capacidade tampão/fluxo salivar; nível 
socioeconômico. 
Alto risco – retorno em 4 meses
Alto risco – retorno em 4 meses 
Ana Larissa Soares 
 
30 
 
Médio risco – retorno em 8 meses
Baixo risco – retorno em 12 meses 
 escovação 2x ao dia com dentifrício 
fluoretados + selantes + cariostático 
 escovação 2x ao dia com 
dentifrício fluoretados 
avaliar a
história passada de cárie; retenção de placa; 
avaliar mucosa; avaliar restaurações existentes. 
Lesão de mancha branca: 
 Ativa: Opaca e rugosa 
 Inativa: Lisa e brilhante 
 
 sulco 
pigmentada e lesão branca 
 desvio 
quando usa a OMS –
 
“cárie oculta” 
 
 
Código 1, 2 e 3: Lesão ativa ou inativa 
Código 4: Lesão possivelmente ativa 
Código 5 e 6: Lesão ativa (amolecida) e inativa 
(endurecida) 
 
não precisa 
intervenção 
 
selantes e 
infiltrativos 
 
Restauração 
Não precisa 
intervir 
(dentes em 
esfoliação) 
Se envolve 
estética, 
oclusão – 
reabilitação 
(dor, prejuízo 
periodontal) 
Controle de 
dieta, 
controle de 
biofilme, 
controle de 
mineralização 
Selamento, 
infiltrante, 
cariostático 
Restauração 
 
tratamento não restaurador 
(remove só esmalte socavado); Hall Technique 
remoção da cárie 
com curetas + ionômero de vidro definitivo 
(dentição decídua e permanente) 
: 
 Sintomas de dor pulpar 
 Comprometimento estético 
 Fracasso nas tentativas anteriores de 
deter a lesão 
 Cárie secundária ativa envolvendo a 
dentina 
 Prejuízo da oclusão ou função 
 Problemas associados a um defeito no 
contorno do dente ou restauração 
 Saúde dos tecidos periodontais 
prejudicadaa corpo – mãe deitada sobre o 
filho, olhando para ele 
3. Posição de colo – mãe deitada na 
cadeira com a criança deitada sobre seu 
tórax 
4. Posição em sela – mãe sentada na 
cadeira em posição de montaria de 
frente para criança 
5. Cadeira de escritório – mãe sentada em 
uma cadeira segurando o bebê no colo 
6. Joelho com joelho – mãe e dentista 
sentados de frente para o outro com os 
joelhos encostados 
 Abridores de boca; 
cadeira bebê conforto; macri (marca especial para 
crianças); pedi-wrap. 
Pedi-wrap: indicada para crianças de até 10 anos 
de idade; dispositivo que permite a imobilização 
passiva das mãos e/ou dos pés da criança; 
constituído por um tecido de malha incorporados 
com fecho de velcro. 
Categoria 
1 
Definitivamente 
negativo 
Recusa aceitar 
o tratamento 
Categoria 
2 
Negativo Resistência para 
aceitar o 
tratamento 
(emburrado; 
retraído) 
Categoria 
3 
Positivo Aceitação do 
tratamento, 
comportamento 
cauteloso, com 
certa reserva, 
mas segue as 
orientações do 
CD 
Categoria 
4 
Definitivamente 
positivo 
Afinidade com 
CD; 
interessados 
nos 
procedimentos; 
ri e se diverte 
 
Lúdico em Odontopediatria – efeito positivo 
(enfeitar a clínica de forma a atrair o paciente). 
Aula 2- 
É a especialidade da odontologia que trata do 
reconhecimento, do diagnóstico e do tratamento 
das más oclusões. 
 – alterações que 
chamam nossa atenção. 
 Oclusão dentária é o contato dos dentes 
superiores com os inferiores ao fechar a 
boca. 
 Em condições normais, os dentes 
superiores devem encobrir ligeiramente 
os inferiores, ou seja, o arco dentário 
superior deve ser um pouco maior que 
o inferior. 
 Qualquer alteração nesse mecanismo é 
chamada de dentária que 
pode trazer danos para os dentes, 
gengivas, ossos, músculos, ligamentos e 
articulações. 
Para que o ortodontista seja capaz de diagnosticar 
e planejar a terapia ortodôntica e analisar 
corretamente os resultados obtidos, ele precisa 
ter conhecimentos básicos acerca do 
crescimento e do desenvolvimento craniofacial. 
Um profissional munido desse conhecimento está 
apto para manipular o crescimento craniofacial em 
benefício do paciente, sempre ciente das 
possibilidades e limitações de cada caso clínico. 
Ortodontia
Orthos
Odontos
Ana Larissa Soares 
 
5 
 
Assim, ele é capaz de indicar não só a melhor 
ortopedia/ortodontia, como também a melhor 
época para o início do tratamento. 
Os conhecimentos básicos acerca do 
crescimento craniofacial são fundamentais para o 
diagnóstico, planejamento, tratamento e avaliação 
dos resultados de terapia ortodôntica. As más 
posições dentais muitas vezes encontram-se 
associadas a irregularidades no posicionamento 
espacial da maxila e da mandíbula e destes ossos 
com a base do crânio refletindo-se diretamente 
no plano de tratamento. 
 Aumento de volume permanente e 
irreversível, porém limitado. 
 Alteração em magnitude, ou seja, 
aumento da massa (mudança 
quantitativa). 
 Progredir no sentido da maturidade das 
funções, englobando a diferenciação 
progressiva em níveis celulares e 
teciduais (mudança quantitativa e 
qualitativa) enfocando, assim, os 
verdadeiros mecanismos biológicos 
envolvidos no crescimento. 
Exemplo: Nas meninas – a menarca. Nos meninos 
– a voz. (Leva-se em consideração as alterações 
hormonais) 
Predomina um consenso, na literatura, de que 
nesse processo as meninas antecedem os 
meninos, atingindo uma maturidade mais precoce. 
O osso é um tecido 
altamente metabolizado e, a respeito de sua 
dureza, apresenta-se como um dos mais plásticos 
e maleáveis tecidos orgânicos. 
Por ser um tecido vivo, com vasos, nervos 
linfáticos, revestido externa e internamente, tem 
uma atividade contínua e equilibrada durante toda 
a vida do indivíduo. 
 
Obs: O modelo endocondral pode ser 
chamado também de cartilaginoso 
Desenvolvimento ósseo: O osso pode ter 
uma origem membranosa, quando os 
osteoblastos surgem diretamente de uma 
concentração de células mesenquimatosas, 
indiferenciadas, para em seguida ter a 
formação da peça óssea. 
 As células mesenquimáticas se 
diferenciam em 
 Estes, por sua vez, sintetizam 
(matriz óssea recém-sintetizada), que se 
mineralizam, dando origem aos 
 Vários desses centros de ossificação 
acontecem simultaneamente dentro de 
uma membrana de tecido conjuntivo. 
 Desse modo, as formadas 
dão aspecto esponjoso ao osso, 
propiciando a penetração de vasos 
sanguíneos nessas cavidades formadas, 
originando a 
Desenvolvimento ósseo: O osso segue pelo 
modelo quando o 
mesênquima se condensa formando uma 
 Posteriormente as células dessa área 
condensadas, se diferenciam em 
 (células cartilaginosas) que 
elaboram uma substância intercelular a 
qual se constitui o da peça óssea.
 Esse modelo cartilaginoso é destruído e 
substituído por osso (salvo nas regiões 
de epífises e diáfises de ossos longos) 
 No esqueleto cefálico, a base do crânio, 
o revestimento do côndilo mandibular e 
o septo nasal tem origem em modelo 
Tecido 
Conjuntivo
Mesênquima
Modelo 
Endocondral
Modelo 
Membranoso
Ana Larissa Soares 
 
6 
 
cartilaginoso, os demais ossos, em 
modelo membranoso.
Sincondrose esfeno-occipital determina o 
crescimento ântero-posterior do crânio. Pode 
persistir até os 25 anos. 
Periósteo e Endósteo – são membranas 
conjuntivas que revestem externa e 
internamente as superfícies ósseas 
respectivamente. Desempenham função de 
nutrição do osso e vascularização do osso. 
Toda a superfície interna dos ossos é revestida 
por células que em conjunto constituem uma 
camada denominada . Com exceção das 
superfícies articulares, toda a superfície externa 
dos ossos é envolvida por uma camada de tecido 
conjuntivo denominada 
Todo crescimento ósseo se dá pelos 
mecanismos básicos da remodelação: 
 Deslizamento 
 Deslocamento 
A remodelação óssea consiste nos processos 
especializados de aposição óssea em um lado da 
superfície cortical (onde há a direção do 
crescimento) e de reabsorção óssea na superfície 
oposta, promovida pelos osteoblastos e 
osteoclastos, respectivamente. 
Há dois tipos de movimentos durante o 
crescimento: o deslizamento e o deslocamento. 
 O deslizamento é o movimento gradual 
da área de crescimento ósseo 
provocado pela combinação dos 
processos de aposição e reabsorção 
óssea (remodelação óssea). 
Remodelação óssea = movimentação de 
deslizamento 
 O deslocamento é o movimento de todo 
o osso como uma unidade. (Não tem o 
processo de remodelação). 
Conforme o osso cresce por deposição óssea 
em uma determinada direção, ele se desloca no 
sentido contrário, afastando-se do osso vizinho. 
Esse deslocamento recebe o nome de 
se dá pelo crescimento 
de outros ossos relacionados a ele direta ou 
indiretamente. Por exemplo, o crescimento em 
direção anterior da fossa craniana média e do lobo 
temporal do cérebro desloca a maxila para a 
frente e para baixo. 
 Ativo nos jovens (maior aposição que 
reabsorção)
 Existe um equilíbrio entre esses 
processos nos adultos (turnover)
 Nos idosos a reabsorção é maior que 
aposição (osteoporose)
E qual a melhor fase para a intervenção 
ortodôntica? 
Quanto mais jovem = mais formação de osso = 
melhor idade óssea. 
A intervenção ortodôntica pode ser feita a partir 
de 4 anos de idade. O que vai diferir é o tipo de 
aparelho (removível) com a dentição do paciente. 
Observação: Aparelho removível é indicado até 
os 12 anos. 
John Hunter (1771): O primeiro a propor uma 
teoria para o crescimento craniofacial, baseando-
se na capacidade de remodelação óssea. 
 Supôs que para que houvesse espaço 
necessário para os dentes permanentes 
era preciso que a mandíbula crescesse 
em direção posterior por reabsorção da 
borda anterior e aposição óssea da 
borda posterior do ramo ascendente.
Humphry (1871): 
 Confirmou a hipótese de Hunter 
utilizando implantes (anéis) metálicos 
justapostos inseridos nos ramos 
ascendentes da mandíbula de porcos.
Sicher (1947):Deduziu, após muitos estudos 
histológicos, que as suturas eram 
responsáveis pela maior parte do 
crescimento facial, desenvolvendo a 
teoria da dominância sutural. 
 Ele observou que a proliferação do 
tecido conjuntivo nas suturas resultava 
no afastamento dos ossos (Criando 
espaço entre os ossos para o 
crescimento aposicional), deslocando-os 
na direção de menor resistência.
Ana Larissa Soares 
 
7 
 
Scott (1953): 
 O deslocamento e 
 era primariamente 
atribuído aos ossos da base do crânio, 
vômer e septo nasal (que possuem 
ossificação endocondral). CAI!!!
Moss (1962): 
 A determinação do crescimento ósseo 
e cartilaginoso é uma resposta ao 
crescimento intrínseco de estruturas 
associadas, chamadas por ele de 
 Para ele, cada componente da 
 desempenha uma função 
necessária, como respiração, 
mastigação, fala, enquanto os tecidos 
esqueléticos apoiam e protegem essas 
matrizes funcionais associadas. 
 O tecido esquelético cresce somente 
em resposta ao crescimento dos tecidos 
moles, e o efeito é uma translação 
passiva dos componentes esqueléticos 
no espaço.
Enlow (1965): 
 Desenvolveu a teoria do crescimento 
em V, que se baseia no princípio de que 
“o crescimento sobre os extremos livres 
aumenta a distância entre eles mesmos”.
Von Limborgh (1968, 1970 e 1972): 
 Fez uma combinação de várias teorias 
na tentativa de confrontar e considerar 
as muitas complexidades envolvidas na 
regulação do crescimento. 
 De acordo com o pesquisador, o 
crescimento craniofacial é influenciado 
por fatores genéticos e ambientais. 
 Hormônios, condições alimentares, 
hábitos, influências ambientais e à 
hereditariedade, que determinam a 
qualidade e a quantidade de crescimento. 
Petrovic (1974): 
 Detectou uma pré-determinação não 
genética no comprimento final da 
mandíbula, em que a direção e a 
magnitude da variação do crescimento 
condilar foram percebidas como 
respostas quantitativas ao aumento da 
maxila. 
Depende da mandíbula – depende da maxila. 
A trajetória do crescimento crânio facial é descrita 
como uma sucessão simultânea de eventos 
biológicos que deslocam a face no sentido 
anterior e para baixo. Todas essas teorias se 
interligam. 
Observa-se na anamnese: 
 Idade esquelética (radiografias carpais)
 Idade dental (panorâmica) – com 6 anos 
deve ter o primeiro dentinho 
permanente (idade dental deve estar de 
acordo com a idade dentária)
 Idade cronológica (data de nascimento)
 Idade biológica (menarca/características 
da puberdade, relação peso/altura)
 Idade mental (desenvolvimento 
intelectual)
 O cérebro cresce em 
volume, nas três direções espaciais, obrigando os 
ossos que o recobrem a expandir–se em altura, 
largura e profundidade, auxiliados pelas suturas, 
fontanelas e sincondroses que tem seus tempos 
de fechamentos definidos de acordo com a 
finalização da necessidade de expansão. Esse 
aumento de volume do cérebro promove o 
movimento do osso frontal, da base do crânio e 
do osso temporal para anterior com 
repercussões na face. 
A face é formada intrauterinamente pelos 
processos duplos nasais, maxilares e mandibulares 
que até a oitava semana migraram e se fundiram 
entre si. 
 O crescimento da maxila se dá em três 
direções: 
 Altura – Depende do desenvolvimento 
da cavidade nasal e dos seios maxilares 
que se adequam as necessidades 
respiratórias do desenvolvimento 
humano, pelo aumento do fluxo de 
oxigênio delas decorrentes. Aos 
tamanhos das raízes dos dentes 
decíduos e permanentes também 
exigem uma maior quantidade de osso 
alveolar.
 Anteroposterior – Depende 
principalmente do aumento do seio 
maxilar. O osso vômer e septo nasal 
também influenciam no direcionamento 
Ana Larissa Soares 
 
8 
 
do crescimento nesse sentido. A 
mastigação eficiente e correta também 
influencia no padrão de crescimento 
maxilar.
 Largura – Em uma vista frontal da face 
comparando uma criança e um adulto 
nota-se o crescimento no sentido lateral. 
(Expansão lateral do cérebro, aumento 
do diâmetro das orbitas e da distância 
entre elas, distanciamento entre os 
côndilos mandibulares e aumento 
transversal da cavidade bucal.) Todo 
esse crescimento em largura se faz 
necessário para guiar o crescimento da 
mandíbula. A sutura palatina mediana 
também exerce um papel importante 
guiando o crescimento no sentido da 
largura da face, pois os ossos maxilares 
se movimentam lateralmente até se 
fundirem na adolescência.
 O crescimento da mandíbula se dá 
em três posições: 
 Altura – O desenvolvimento vertical do 
ramo da mandíbula é o principal 
responsável pela determinação da 
dimensão vertical da face humana. Os 
ossos alveolares também sofrem 
adaptações em sua altura para propiciar 
mais espaços para as raízes dos dentes.
 Anteroposterior – Ocorre remodelação 
óssea no sentido anteroposterior. No 
ramo ocorre reabsorção anterior e 
aposição na parte posterior 
possibilitando espaço para erupção dos 
dentes permanentes. O ângulo mais 
aberto na mandíbula infantil entre o 
ramo e o corpo da mandíbula quando 
confrontado com esse mesmo ângulo 
na mandíbula adulta.
 Largura – A mandíbula cresce em 
forma de V expandindo-se para as 
extremidades. A necessidade de mais 
espaços para as funções linguais e uma 
maior quantidade de dentes exige o 
crescimento em largura da mandíbula.
Considerações finais: 
Os pacientes ortodônticos somente chegam até 
nós em idade de crescimento quando são 
encaminhados. 
O ensino da ortodontia na graduação aumenta a 
chance de um tratamento das más oclusões mais 
rápida. 
A importância do conhecimento do crescimento 
ósseo nos direciona o local correto para 
intervenção durante o tratamento. 
Aula 3- 
O desenvolvimento da criança é contínuo, integral 
e multidimensional (físico-motora, emocional e 
social), variando de criança para criança de acordo 
com suas características biológicas, hereditárias e 
do ambiente com o qual interage. 
Teorias do desenvolvimento: 
1) Psicanalítica 
2) Cognitiva 
3) Aprendizagem 
 Segundo Freud, o 
comportamento é governado por processos 
inconscientes, sendo a personalidade desenvolvida 
ao longo do tempo. Propôs a existência de 3 
partes: id, ego e superego. 
 FASE ORAL (1º ano) – 
 FASE ANAL (2 anos) – onde a criança 
passa controlar os esfíncteres (xixi e 
cocô) 
 FASE FÁLICA (3-6 anos) – 
 FASE DE LATÊNCIA (6-12 anos) – onde 
a criança se acalma mais e entende que 
precisa ser inserida socialmente. Crianças 
que tiveram falhas nas fases passadas 
podem apresentar dificuldade de se 
inserir. 
 FASE GENITAL (adolescência) – 
 – O ambiente não molda a 
criança, mas ela, assim como o adulto, busca de 
forma ativa compreender o seu ambiente, 
explorando, manipulando. 
 Sensório-motor (0 a 2 anos) 
 Pré-operacional (2 a 7 anos) 
 Operações concretas (7 a 12 anos) 
 Operações formais (12 anos) 
 – Enfatizam mais o 
ambiente, que molda a criança, do que como a 
Ana Larissa Soares 
 
9 
 
criança compreende as suas experiências. O 
comportamento humano é flexível. 
PRIMEIRA INFÂNCIA – 0 a 3 anos 
SEGUNDA INFÂNCIA – 3 a 10 anos 
TERCEIRA INFÂNCIA – 10 a 12 anos 
ADOLESCENCIA 
CASO PROBLEMA: Criança A.P.L. 3 anos de idade, 
comparece a avaliação odontológica 
acompanhada da sua progenitora. Durante a 
consulta você percebe que a criança não fala 
frases completas, anda pouco e senta logo, não 
olha para você e chora muito durante a avaliação, 
ainda que no colo da mãe. Segundo as teorias 
vistas anteriormente, este é um comportamento 
característico da idade? COMENTE 
 0 a 6 meses – Surgem as primeiras 
manifestações orais, através do choro 
como primeiro sinal de reação e defesa, 
satisfação e insatisfação. O sorriso 
também aparece em função do 
desenvolvimento da musculatura facial. 
 6 meses a 2 anos – Organização do 
vocabulário; choro é o principal meio de 
comunicação; salivação e diarreia são 
comuns. 
9 meses – engatinhar 
13 meses – andar 
Balbucia palavras 
Emotividade 
São fixados os padrões de ordem e desordem.Desenvolvimento depende da estabilidade dos 
hábitos (saudáveis ou prejudiciais), fixados de 
modo irreversível. 
1 a 2 anos – BIRRA 
 Reação: CHORO e resistência 
 Conhecimento dos objetos e pessoas – 
DESENVOLVIMENTO SENSORIO-
MOTOR 
 Preferências flutuantes 
Descoberta do ser “eu”. 
 3 a 4 anos – fase do “eu também” 
 Difíceis de tratar 
 Medo do desconhecido e abandono 
 Inquietas e inseguras 
 Afastamento da mãe??? 
 Criatividade do profissional 
 Cooperativa, gosta de explicações 
 Receios de lesões corporais 
 Deve ser encorajada com palavras 
 Poucas crises de birra 
 Dentista deve explorar a sua imaginação 
fértil 
 Idade do entusiasmo, tensão e agitação 
 “Maturidade”, “responsabilidade” 
 Evolução social e intelectual 
 Egocentrismo > altruísmo 
 Consciência amadurecida. 
(Independente) 
 Ruptura do quadro familiar e mentalidade 
infantil 
 Sensível aos estados de ânimo e 
emoções 
 – “patinho feio” – baseado na 
troca de dente. 
 Espírito de aventura 
 Mentira mais consciente 
 Idade da extravagância – “morrendo de 
fome”, “morrendo de dor” 
 Tom de “sabe tudo” 
 Emocionalmente é mais sensível 
 Verdadeira independência 
 Período intelectual 
 Autodeterminação e autocrítica 
 Atitudes mescladas 
Fase da socialização – “amigos em primeiro 
lugar”, a criança quer mostrar que já é mais 
independente, “vergonha da mãe”. 
Ponto de vista odontológico (6-9 anos) 
 Condicionamento sincero 
Ana Larissa Soares 
 
10 
 
 Cooperativo 
 Adaptação fácil 
CASO PROBLEMA: E.P.L 9 anos, comparece a 
consulta odontológica de rotina. Durante 
anamnese não responde ao que é perguntado. 
Após anamnese, a mesma recusa-se sentar na 
cadeira odontológica, xinga você, diz palavrões, é 
agressivo com a mãe e não se submete ao 
atendimento. É um comportamento compatível 
com a idade? COMENTE 
 Idade do equilíbrio 
 Tranquila e sincera 
 Sociabilidade intensa 
 Transformações intelectuais e 
fisiológicas 
 Capaz de pesar e medir seus atos 
 Pouco afável 
 Toma iniciativas 
 fase hormonal 
Considerações Odontopediátricas: 
 Controle do paciente infantil 
 Relação interativa com o menor 
 A atenção odontológica ao paciente 
infantil possui uma abordagem educativa 
 Habilidades profissionais 
 Conhecimento do universo infantil 
 Reações de comportamento: choro, 
birra, grito, sorriso e apatia 
 Medo do desconhecido 
 Controle da ansiedade e alívio da dor 
 Planos de tratamento discutidos com os 
pais 
 Elogios verbais 
 Medo da separação tem início por volta 
dos 6 meses e pico em torno de 13 a 18 
meses 
 Experiência odontológica – 
condicionamento infantil 
Aula 4- 
Botão – Capuz – Campânula – Coroa ou 
campânula avançada – Raiz 
No final da fase de coroa, quando os eventos de 
diferenciação alcançam a região cervical, inicia-se 
a fase de raiz do dente. 
Nesta fase, conclui-se a formação radicular (até o 
fechamento do ápice) e a formação do 
periodonto de inserção (cemento, ligamento 
periodontal e osso alveolar). 
Rizogênese = formação da raiz 
Rizolíse = absorção da raiz 
 Reestabelecer 
anatomofuncionalmente quando 
ocorre perda de estrutura dentaria 
 Realização de terapias pulpares 
 No caso de traumatismos, o 
conhecimento da anatomia radicular 
e do ciclo biológico e da relação 
deste dente com o sucesso 
 A forma do dente também 
interfere em terapêuticas cirúrgicas 
e ortodônticas. 
 Atualmente o sistema 
utilizado é o preconizado pela Féderation Dentaire 
Internacionale (FDI). Dois dígitos, o primeiro 
corresponde ao quadrante, e o segundo, ao 
dente. 
 
Superior Direito Superior Esquerdo 
Inferior Direito Inferior Esquerdo 
VER FOTOS NO SLIDE! 
São as paredes das coroas 
e raízes. 
 Face Vestibular 
 Face lingual/Palatina 
 Face mesial 
 Face distal 
 Face oclusal/incisiva 
Ana Larissa Soares 
 
11 
 
 Face cervical 
São elevações lineares na superfície de 
um dente. 
 Cristas marginais 
 Cristas triangulares 
 Crista oblíqua 
 Crista transversa 
São segmentos das faces vestibulares e 
línguas dos dentes separados por sulcos, que 
representam a parte primaria dos dentes. 
 São longas 
depressões lineares na superfície de um dente 
entre cristas e cúspide, separando parte primarias 
dos dentes e raiz. 
São elevações na porção coronária do 
dente. 
Saliência acentuada localizada na face 
lingual dos dentes anteriores. 
São depressões irregulares ou 
concavidades amplas. Localizadas nas superfícies 
oclusais dos molares e pré-molares ou nas faces 
linguais dos dentes anteriores. São mais “”rasas”” 
 São pequenas depressões localizadas 
no fundo das fossas – parte mais interna – ou nas 
junções e terminações dos sulcos de 
desenvolvimento 
É uma pequena elevação de esmalte 
localizada em alguma porção da coroa do dente. 
 Dentes de leite 
 Caducos 
 Temporários 
 Provisórios 
 Primeira dentição 
 Dentes da infância. 
 Exercem função vital no 
desenvolvimento dos músculos da 
mastigação e da formação dos ossos 
maxilares. 
 Desempenham papel importante na 
localização, alinhamento e oclusão dos 
dentes permanentes. 
 Mantem o espaço para os seus 
sucessores. 
 Favorece o crescimento dos arcos. 
 Fundamentais no preparo mecânico dos 
alimentos. 
– largura mesiolingual 
maior que o comprimento cervicoincisal; 
superfície vestibular lisa (linhas de 
desenvolvimento não são evidentes); a borda 
incisal é quase reta; cristas marginais e um cíngulo 
bem desenvolvido na face lingual; raiz única e 
cônica com lados estreitos. 
 – coroa semelhante ao 
incisivo central inferior, porém, com dimensões 
maiores; possui raiz conóide e achatada no 
sentido mesiodistal; desviada para o lado distal. 
 – a coroa do canino superior é 
mais constrita na região cervical; no lugar da 
borda incisal, há uma cúspide afiada bem 
desenvolvida; possui uma raiz longa, delgada, 
afilada, que possui o dobro de comprimento da 
coroa; raiz geralmente inclinada para a distal. 
– possui uma coroa lanceolada e 
mais alta que larga; possui mais curta que a do 
canino superior e com o dobro de comprimento 
da coroa. 
– maior dimensão da 
coroa está nas áreas de contato mesiodistal, e 
destas áreas, a coroa converge em direção à 
região cervical; na face oclusal, possui três 
cúspides e o tubérculo de Zuckerkandl; possui 
três raízes. 
– visualizando a face 
vestibular, o lado distal é menor que o lado 
vestibular; na oclusal, apresenta quatro cúspides; 
na região vestibolumesiocervical apresenta o 
tubérculo de Zuckerkandl; possui duas raízes. 
– coroa semelhante ao 
do primeiro molar permanente, sendo menor; 
dente apresenta quatro cúspides bem 
desenvolvidas, sendo a mesiolingual a maior; 
tubérculo de Zuckerkandl e tubérculo de Carabelli 
Ana Larissa Soares 
 
12 
 
(pouco desenvolvido); possui três raízes, duas 
vestibulares e uma lingual. 
– coroa semelhante ao do 
primeiro molar permanente, sendo menor e 
possui a constrição do colo; tubérculo de 
Zuckerkandl; possui duas raízes longas e afiladas 
Incisivo central 
Incisivo lateral 
Canino 
1º molar 
2º molar 
7/12 meses 
9 meses 
18 meses 
14 meses 
24 meses 
6 meses 
7 meses 
16 meses 
12 meses 
20 meses 
 Existem variações individuais 
consideráveis no tamanho da câmara 
pulpar e no canal radicular dos dentes 
decíduos. 
 As câmaras pulpares seguem o 
contorno das coroas. 
 Diminuem em tamanho conforme a 
idade aumenta. 
A dentística em odontopediatria apresenta 
determinadas peculiaridades relacionadas 
principalmente com o ciclo biológico dos dentes 
decíduos e as suas características morfológicas e 
histológicas. 
 Coloração 
 Tamanho 
 Distância mesiodistal 
 Grau de atrição devida a fina camada de 
esmalte 
 Colo mais estreito com abaulamento 
(constrição cervical) 
 Fóssulas e fissuras menos estreitas e 
mais rasas 
 Polpa tem maior volume em relação a 
coroa dental 
 Cornos pulpares mais proeminentes 
(Mesiovestibulares – 1° molares inferioresdecíduos) 
 Esmalte aprismático 
 Espessura de esmalte e dentina é 
menor 
 Esmalte decíduo menos calcificado 
Aula 5- 
A erupção dentária é caracterizada como o 
momento no qual o dente irrompe na cavidade 
bucal. No entanto, o processo de erupção 
dentária pode ser dividido em três fases: 
1) Pré-eruptiva 
2) Eruptiva 
3) Pós-eruptiva 
Para alguns autores o processo de erupção pode 
ser dividido em cinco fases: 
1) Pré eruptiva 
2) Erupção intraóssea 
3) Penetração da mucosa 
4) Erupção pré-oclusal 
5) Erupção pós-oclusal 
(fase de movimentação pré-
eruptiva): Inicia-se com a diferenciação dos 
germes e termina com a formação completa da 
coroa (fase intraóssea). Para manter uma relação 
constante com os maxilares, os germes se 
movem para oclusal (compensar o aumento em 
altura) e para vestibular (compensar o aumento 
em largura). Ocorrem movimentos de corpo, ou 
seja, o germe se movimenta por completo. 
 Movimento excêntrico, em que uma 
parte do germe dentário em 
desenvolvimento permanece 
estacionário, enquanto o restante 
continua a crescer, levando a uma 
mudança em seu centro. Durante esse 
movimento, ocorre apenas a 
reabsorção óssea. 
Ana Larissa Soares 
 
13 
 
 No início desse período, ocorre o 
apinhamento dos dentes dentro da 
estrutura óssea, bem como os primeiros 
molares permanentes estão apinhados e 
inclinados nos maxilares, na tuberosidade 
da maxila e no ângulo da mandíbula. 
 Os molares permanentes superiores 
desenvolvem-se na tuberosidade da 
maxila; inicialmente, têm suas superfícies 
oclusais voltadas para distal e giram 
apenas quando a maxila cresce o 
suficiente para fornecer o espaço 
necessário. 
 Os molares inferiores desenvolvem-se 
com suas superfícies oclusais inclinadas 
para mesial e ocupam uma posição 
vertical quando há espaço disponível. 
(fase de erupção intraóssea, 
penetração na mucosa e erupção pré-oclusal): 
inicia-se quando a coroa está formada e termina 
quando o dente chega ao plano oclusal (fases intra 
e extraóssea). 
Fase de erupção intraóssea: 
 Essa fase corresponde ao deslocamento 
do germe dentário a partir da sua 
posição inicial na cripta óssea até sua 
penetração na mucosa oral. 
 O germe do dente está separado do 
epitélio da mucosa bucal. O esmalte está 
coberto por epitélio reduzido. E inicia a 
formação da raiz. 
Fase de penetração na mucosa: 
 As cúspides em desenvolvimento 
alcançam a altura da crista alveolar, ou 
seja, quando a via eruptiva está formada, 
inicia-se a fase de penetração na 
mucosa. Nessa fase, a velocidade de 
erupção aumenta, e o dente 
rapidamente chega ao epitélio da 
mucosa. 
 As células centrais da massa resultante 
da proliferação dos epitélios se 
degeneram formando um canal 
revestido por epitélio, o qual está situado 
logo acima do extremo da coroa do 
dente. 
 A formação do canal faz com que a 
erupção ocorra sem hemorragia; antes, 
porém, antes desse fenômeno ocorrer, 
observa-se discreta proliferação das 
células do epitélio reduzido, as quais 
ainda liberam algumas proteínas, entre 
elas quantidades 
 
 Essa liberação de IgE pode desencadear 
uma reação de hipersensibilidade local 
que, às vezes, provoca febre na criança. 
 A migração gengival ocorre até que o 
dente entre em oclusão com seu 
antagonista. 
 Até depois de o dente ter entrado em 
oclusão, a gengiva e o sulco gengival 
tendem a se deslocar até alcançarem a 
união cemento-esmalte, de modo que 
parte da aderência epitelial se posiciona 
sobre o esmalte e parte sobre dentina. 
Fase pré-oclusal: 
 Após ter penetrado na mucosa bucal, o 
dente continua seu movimento eruptivo 
deslocando-se em direção oclusal até 
alcançar o plano funcional. 
 Nessa fase, fatores intrabucais, como as 
forças musculares (lábios, bochechas e 
língua principalmente), e hábitos como 
sucção de dedo ou objetos, protrusão 
da língua, além do crescimento 
craniofacial, interferem na direção do 
movimento eruptivo do dente. 
 O germe dentário sucessor desenvolve-
se primeiro dentro da mesma cripta que 
seu antecessor decíduo, e o osso 
envolve ambos os germes dentários, 
mas não está completamente fechado 
sobre eles. 
(fase de erupção pós-oclusal): 
inicia-se quando o dente entra em oclusão e 
termina com sua perda ou remoção (fase 
extraóssea). 
 Quando o dente alcança sua posição 
funcional no plano oclusal, a velocidade 
de erupção decresce significativamente, 
permanecendo quase imperceptível ao 
longo da vida do indivíduo. 
 Nessa fase, observa-se a formação 
completa da raiz, principalmente nos 
dentes próximos à oclusão com o 
antagonista. 
 A perda ou ausência do dente 
antagonista propicia a continuação do 
Ana Larissa Soares 
 
14 
 
movimento eruptivo observado 
clinicamente. 
 Nesse deslocamento, há depósito 
contínuo de cemento na região apical e 
do movimento em conjunto, tanto do 
dente quanto de seu periodonto de 
inserção. 
 Movimentos dentários pós-eruptivos são 
aqueles que mantêm a posição do dente 
irrompido enquanto a maxila continua a 
crescer e compensam os desgastes 
oclusal e proximal. 
 A cronologia de erupção corresponde à 
data que o dente irrompe na cavidade 
bucal. 
 A sequência de erupção é a ordem na 
qual os dentes irrompem na boca. 
 Como ponto de partida, pode-se dizer 
que, do nascimento aos 6 a 7 meses de 
vida, a cavidade bucal da criança é 
edentada. 
 Aproximadamente, a partir do 6º mês, 
inicia-se a erupção dos dentes, que 
ocorre na seguinte ordem para ambos 
os arcos: 
1. Incisivos centrais 
2. Incisivos laterais 
3. Primeiros molares 
4. Caninos 
5. Segundos molares 
 Quando se observam ambos os arcos, 
dependendo do autor consultado, há 
variação apenas na ordem dos incisivos. 
Incisivo 
central 
inferior 
Central 
superior 
Lateral 
superior 
Lateral 
inferior 
Incisivo 
central 
inferior 
Lateral 
inferior 
Central 
superior 
Lateral 
superior 
Incisivo 
central 
inferior 
Central 
superior 
Lateral 
superior 
Lateral 
inferior 
 A cronologia e a sequência de erupção 
dos dentes permanentes sofrem mais 
influência do que as dos decíduos, as 
quais são tanto de ordem geral (de raça, 
gênero etc.) quanto de ordem local. 
 Sequência de erupção dos dentes 
permanentes é bastante variada e 
muitos fatores gerais podem influenciar. 
 
Erupção Dentes Superiores Dentes 
Inferiores 
Incisivos Centrais 7-8 anos 6-7 anos 
Incisivos Laterais 8-9 anos 7-8 anos 
Caninos 11-12 anos 9-11 anos 
1º Pré-molar 10-11 anos 9-11 anos 
2º Pré-molar 10-12 anos 10-12 anos 
1º Molar 6-7 anos 6-7 anos 
2º Molar 12-13 anos 11-12 anos 
3º Molar 17-30 anos 17-30 anos 
 A avaliação do desenvolvimento 
dentário individual, que geralmente pode 
ser feita por meio de radiografias, é de 
grande importância para o clínico. 
 Nolla: em estudo pormenorizado do 
desenvolvimento dentário feito por meio 
de exame radiográfico, estabeleceu o 
que se conhece por estágios de 
desenvolvimento de Nolla para dentes 
permanentes, que são: 
Estágio 1: Ausência de cripta/ presença de cripta 
Estágio 2: Início da calcificação 
Estágio 3: 1/3 da coroa 
Estágio 4: 2/3 da coroa 
Estágio 5: Coroa quase completa 
Estágio 6: Coroa completa 
Estágio 7: 1/3 radicular 
Estágio 8: 2/3 radiculares 
Estágio 9: Raiz quase completa 
Estágio 10: Raiz completa e ápice fechado 
Aula 6- 
Conceitos gerais de hereditariedade da face: 
 As manifestações craniofaciais 
representam 75% de todos os defeitos 
congênitos em humanos, afetando o 
Ana Larissa Soares 
 
15 
 
desenvolvimento da cabeça, face ou do 
pescoço. 
 Acredita-se que o tamanho facial da 
criança é parcialmente herdado. 
O tamanho influência a forma, ao se considerar o 
tamanho dos componentes faciais 
individualmente, à medida que influenciam a forma 
geral da face. 
Alterações apenas na mandíbula? 
 Os fatores ambientais modificam 
constantemente o que foi herdado. 
Altera as características de forma e posição dos 
arcos dentários. 
 Tendência secular é qualquer mudança 
em tamanho, formaou velocidade que 
persista por várias gerações. 
Diante disso, nos exames, deve-se fazer o 
acompanhamento longitudinal do crescimento e 
desenvolvimento orofacial, incluindo a realização 
de análise facial, intraoral e funcional da criança nas 
fases de dentição decídua completa e da 
dentição mista. 
Fatores etiológicos que influenciam na 
classificação da maloclusão: (
 Respiração 
 Sucção 
 Deglutição 
 Mastigação 
 Fala 
 Crescimento e desenvolvimento da 
oclusão. 
Incisivos decíduos – No padrão de normalidade da 
dentição decídua, a relação entre os dentes 
anteriores pode ser dividida em três grupos: 
ESPAÇOS DE BAUME – quando a dentição da 
criança possui espaços. 
 Arco tipo I (com espaços) 
 Arco tipo II (sem espaços) 
 Arco tipo misto (espaços apenas numa 
arcada) 
Apinhamento dentário – Falta de espaço na 
dentição decídua que poderá resultar em 
apinhamento também na dentição permanente. 
Quantidade de 
espaço presente na 
dentição decídua (5 
anos e meio) 
Probabilidade de 
apinhamento na 
dentição mista (13 
anos e meio) 
0mm + apinhamento 100% 
0mm 70% 
0 a 3mm 50% 
3 a 6mm 20% 
6mm 0% 
Caninos e molares decíduos – Na dentição 
decídua, observa-se uma tendência dentária ou 
esquelética da futura dentição mista de normo, 
mesio ou distoclusal. 
 Relação oclusal das faces distais dos 
segundos molares decíduos. 
 Relação oclusal dos caninos. 
 
Observação: Degrau mesial acentuado – 
provavelmente essa criança poderá ser prognata. 
Classificação de Baume (Relação oclusal das faces 
distais dos segundos molares decíduos): 
 Reto: As faces distais apresentam-se no 
mesmo plano (76%) 
 Mesial: A face distal do molar inferior 
localiza-se em uma posição mesial em 
relação ao molar superior (14%) 
 Distal: A face do molar inferior localiza-se 
em uma posição distal ao molar superior 
(10%) 
Ausência dos espaços primatas: 
 São os espaços fisiológicos existentes na 
dentição decídua, entre os incisivos 
Ana Larissa Soares 
 
16 
 
laterais e caninos superiores e entre os 
caninos e primeiros molares inferiores, 
com a finalidade de acomodar os dentes 
permanentes sucessores. 
Mordida cruzada anterior: 
 Considera-se mordida cruzada anterior a 
relação entre as arcadas, por meio da 
qual a inferior está em uma posição mais 
anterior em relação a superior. (Até 
canino) 
 Um ou mais elementos 
 Unilateral ou bilateral 
Sobressaliência (Overjet ou trespasse horizontal): 
 É a medida linear em milímetros de 
distância entre a borda incisal dos 
incisivos centrais superiores e inferiores. 
 Normalidade: 0 a 3mm. 
 Tende a diminuir com o avanço da idade 
Sobremordida (Overbite positivo ou trespasse 
vertical): no sentido de cima para baixo – distância 
da borda incisal superior para inferior em altura. 
Mordida cruzada posterior: 
 É aquela que ocorre nos dentes de trás 
a partir dos caninos, podendo envolver 
os primeiros e os segundos pré-
molares, os primeiros e segundos 
molares e os terceiros molares. 
 Pode ainda ser unilateral ou bilateral. 
Linha média: 
 A relação transversal da linha media 
entre os arcos superiores e inferiores 
deve ser observada durante o exame 
clínico, estudos de modelo e exames de 
imagem. 
 Coincidente 
 Com desvio 
 Primeira fase: Erupção dos primeiros 
molares permanentes e dos incisivos 
 Período intertransitório – compreende o 
período de repouso na substituição dos 
dentes decíduos pelos permanentes. 
Com duração aproximadamente 2-3 
anos, antes de quaisquer outros dentes 
irromperem. 
 Segunda fase: Erupção dos caninos e 
pré-molares e segundos molares 
permanentes. 
Observação para algumas características comum 
da idade. 
Classificação de Angle – Edward Harthey Angle 
(Dental Cosmos, 1899), baseando-se nas relações 
anteroposteriores, classificou as maloclusões de 
acordo com os primeiros molares permanentes, 
pois eles são os mais constantes em tomar sua 
posição normal nas arcadas, principalmente os 
superiores. Essa relação entre primeiros molares 
superiores e inferiores é conhecida como "chave 
de oclusão”. 
A cúspide 
mesiovestibular do primeiro molar superior oclui 
na direção do sulco mésiovestibular do primeiro 
molar inferior, à semelhança da relação 
encontrada nos casos de oclusão normal. Esses 
casos se caracterizam por apresentarem 
harmonia entre as arcadas, prevalecendo apenas 
a desarmonia entre ossos e dentes, podendo 
provocar apinhamentos na região anterior. 
A Classe II se divide em 1 
e 2, de acordo com o posicionamento destes 
dentes. 
Divisão 1 – Observa-se bom alinhamento de todos 
os dentes, mas apresenta uma curva de SPEE 
bastante acentuada, normalmente apresenta 
aumento de overjet, devido a uma 
vestibularização dos incisivos superiores, podendo 
ou não ter overbite acentuado. Pode-se observar 
o aspecto “dentuço” do paciente, na maioria das 
vezes. 
Divisão 2 – Quando os incisivos centrais 
superiores se encontram lingualizados e os 
incisivos laterais superiores encontram-se 
vestibularizados. Normalmente criam um overbite 
acentuado, podendo ou não ter overjet 
acentuado. Costuma apresentar musculatura 
peribucal competente e aspecto facial agradável. 
Ana Larissa Soares 
 
17 
 
 A cúspide 
mesiovestibular do 1º molar superior oclui 
distalmente ao sulco mesiovestibular do 1º molar 
inferior. Toda arcada inferior colocada 
anteriormente em relação à superior, causando 
mordida cruzada anterior. Quando isto não ocorre, 
há uma compensação natural dos dentes, onde 
os anteriores superiores posicionam-se 
vestibularizadamente e os incisivos inferiores, 
lingualizadamente, corrigindo na maioria das vezes 
a mordida cruzada. 
 
 
Hábitos bucais: 
Hábito é o resultado da repetição de um ato com 
um determinado fim, tornando-se com o tempo 
resistente a mudanças. 
 Não compulsivos: Fácil adoção e 
abandono pela criança durante o seu 
amadurecimento. 
 Compulsivos: Quando estão fixados na 
personalidade, a ponto de a criança 
recorrer à sua prática quando se sente 
insegura. 
Nem sempre um hábito bucal deletério é a causa 
isolada de uma má oclusão. A gravidade desta 
está relacionada com a intensidade, a frequência 
e a duração do hábito. 
Dentre os hábitos deletérios, encontram-se: 
 Sucção não-nutritiva (dedos, línguas e 
lábios) 
 Uso prolongado de chupetas e 
mamadeiras 
 Deglutição atípica 
 Respiração bucal 
 Hábitos posturais 
 Bruxismos 
 E onicofagia 
Sucção sem fins nutritivos: 
 A sucção é um ato fisiológico 
necessário, e como tal precisa ser 
respeitado. 
 Ela é tão essencial, que mesmo os fetos 
succionam instintiva e energicamente a 
língua, os lábios e os dedos, de modo 
que essa função já está plenamente 
desenvolvida ao nascimento. 
 A amamentação no seio materno 
significa para a criança alimentação, 
aumento da resistência a doenças, 
equilíbrio psicológico e treinamento da 
musculatura peribucal com a obtenção 
do selamento labial. 
 Quando o aleitamento natural é 
precocemente substituído pelo artificial, 
a criança atinge, em apenas alguns 
minutos, a sensação de plenitude 
alimentar, porém o bebê não realiza 
sucções suficientes para obter o êxtase 
emocional, buscando por isso a 
satisfação na sucção dos dedos ou da 
chupeta. 
 O hábito de sucção de dedos nas 
crianças que não mamaram é bem 
MAIOR. 
 Bastante comum nas fases inicias da vida. 
 Persiste como hábito indesejado em 
30% das crianças. 
 Até os 5 anos, agir com complacência. 
 Cuidado na fase de esfoliação dos 
decíduos e erupção dos permanentes. 
Os hábitos de sucção trazem consequências 
importantes para a oclusão da criança como: 
 Morfologia do palato duro, 
 Alterações de posicionamento dos 
dentes 
 Movimentação da língua, 
 Alterações musculares periorais e 
fonoarticulatórias 
 Maior risco de desenvolvimento de 
mordida aberta anterior e distúrbios de 
motricidade oral. 
Estas alterações dependem do tipo facial e da 
tendência de crescimento da criança. As crianças 
comface retrovertida ou 
 do 
que aquelas com o tipo braquifacial (musculatura 
hipertônica e crescimento horizontal). 
Ana Larissa Soares 
 
18 
 
Onicofagia – o hábito de roer unhas está 
relacionado com ansiedade, estresse e angústia, e 
após a adolescência costuma ser substituído por 
outros, como morder objetos. O diagnóstico é 
clínico e confirmado pelo aspecto dos dedos das 
crianças. As más oclusões provocadas por esse 
hábito são localizadas, devido às pressões 
induzidas por ele. Também são observados: 
 Apinhamentos 
 Giroversões 
 Retroinclinação dos incisivos superiores 
 Fraturas dentárias 
 Distúrbios temporomandibulares 
 Reabsorção radiculares. 
Hábitos de respiração bucal: A obtenção e a 
manutenção da respiração nasal e do selamento 
labial são alguns dos objetivos mais importantes 
da ortodontia preventiva. Crianças com respiração 
bucal devido a obstrução nasal ou por hábito, 
dependendo da intensidade, da frequência e da 
duração da mesma, apresentam alterações no 
crescimento e desenvolvimento craniofacial e 
características faciais e dentárias muito 
semelhantes entre si. 
O diagnóstico começa com uma anamnese 
criteriosa: 
 Elucidar como a criança dorme. 
 Se apresenta déficit de atenção e 
sonolência durante o dia. 
 Lábio superior curto. 
 Lábio inferior hipotônico e ressecado. 
 Falta de selamento labial. 
 Face alongada ou adenoidiana. 
 Olheiras profundas. 
 Narinas estreitas. 
 Atresia da maxila. 
 Retrognatismo mandibular. 
 Protrusão dentária superior. 
 Retrusão dentária inferior. 
Síndrome da face alongada – olhar apagado e 
olheiras; base do nariz alargada; nariz pequeno e 
voltado para cima; face alongada; boca 
entreaberta. 
No caso do paciente ter hábitos de respiração 
bucal: 
 Considerar o diagnóstico do otorrino 
(Obstrução – adenoides) 
 Relação forte com pacientes alérgicos, 
resfriados crônicos e tonsilas 
hipertrofiadas. 
Deglutição atípica – o processo de deglutição é 
executado através de um complexo sinergismo 
de atividades musculares responsáveis pela 
movimentação da mandíbula, da língua, das 
bochechas e dos lábios, entre outros. Essa intensa 
função muscular é de vital importância na 
regulação dos mecanismos de crescimento 
craniofacial, por isso a atividade da musculatura 
lingual deve estar em equilíbrio com a musculatura 
peribucal e o espaço funcional bucal deve ser 
supervisionado. 
 As atipias da deglutição são consideradas 
como problemas específicos dessa 
função, mas também podem decorrer 
de 
, pois a deglutição se 
modifica ao longo da vida, devido, entre 
outras causas, ao tamanho da cavidade 
oral e sua relação com o crescimento e 
o desenvolvimento da língua. 
 A deglutição atípica corresponde a uma 
movimentação inadequada da língua 
e/ou de outras estruturas. 
 Podem ser observadas durante a 
deglutição atípica: ausência de oclusão 
dentária, ausência de contração do 
masseter, interposição da língua contra 
os arcos dentários e interposição labial 
para realizar o selamento anterior. 
 Os métodos de diagnóstico devem ser 
realizados com o paciente sentado e no 
plano horizontal de Frankfurt. 
 Devem ser discretamente observadas 
várias deglutições inconscientes e 
também o grau de contração muscular 
e os movimentos mandibulares. 
Como fazer? 
 Com uma mão sobre o músculo 
masseter, deve-se dar água ao paciente 
e pedir que faça várias deglutições. 
 Se os dentes estiverem em oclusão, é 
possível sentir as contrações do 
músculo, se a deglutição for atípica, sem 
Ana Larissa Soares 
 
19 
 
contato dos dentes, não haverá 
contração do músculo. 
 Abaixando o lábio inferior, pode-se 
observar se ocorre a interposição da 
língua durante o movimento de 
deglutição. 
Observação: Em casos de deglutições atípicas, a 
criança faz o uso da grade palatina ou grade de 
interposição infantil. 
Fonação – a fonação é outra atividade exercida 
com o envolvimento do aparelho mastigatório, 
estando intimamente ligada à deglutição. 
Representa um fator importante no 
desenvolvimento e na manutenção do equilíbrio 
morfofuncional do aparelho mastigatório. As 
trocas de fonemas devem ser tratadas 
precocemente, mesmo antes da instalação da 
dentição decídua completa, a fim de manter os 
estímulos normais de crescimento. 
Para o correto diagnóstico, pode ser usado um 
teste simples: 
 Como pedir para a criança contar de um 
até dez. 
 Pronunciar os fonemas /s/, /f/, /t/ e /l/ 
 E observar cuidadosamente como a 
língua e os lábios se adaptam às 
estruturas com as quais se relacionam. 
Aula 7- 
O que é trauma dentário? Qualquer impacto 
sobre as estruturas dentárias que pode levar à 
perda ou alterações do dente. (Desde os impactos 
mais leves aos mais severos). 
Trauma dental envolve um bom: 
 Exame clínico – extra bucal; intra bucal 
 Exame radiográfico 
Para ser feito um bom plano de tratamento. 
Epidemiologia: 30% das crianças sofrem 
Traumatismo dentário na dentição decídua 
Traumatismo Idade 
Fase que inicia os seus primeiros passos – 
Aprendizado do caminhar – Não apresenta 
coordenação motora suficiente para evitar 
possíveis quedas. 
Traumatismo Sexo 
 Maior prevalência em meninos devido ao 
2º pico – embora tanto meninos, quanto 
meninas apresentem o mesmo nível de 
brincadeiras. 
Traumatismo Localização 
 IC superiores são os dentes mais 
acometidos, seguido dos IL superior e 
dos IC inferiores. 
Traumatismo Tipo Lesão 
≠
Na dentição decídua ocorrem as luxações (devido 
as quedas serem mais frequentes, ao osso ser 
mais esponjoso e consequentemente mais 
maleável, impacto maior e raiz mais curta) e 
fraturas coronárias. Enquanto na dentição 
permanente ocorrem as fraturas coronárias 
Traumatismo Local de acidente 
 Escola 
 Futebol 
 Natação 
Fatores predisponentes: 
 Maloclusão 
 Selamento labial 
 Respiradores bucais 
História do traumatismo: 
1. Quando ocorreu o acidente? Avaliar 
fator TEMPO. 
2. Onde ocorreu o acidente? 
3. Como ocorreu o acidente? 
Exames Complementares: 
 Rx oclusal modificado ou periapical; rx 
periapical; rx lateral de nariz 
 Panorâmica 
 Tomografias 
Ana Larissa Soares 
 
20 
 
O que observar no exame radiográfico? Os 
dentes possíveis envolvidos, decíduos ou 
permanentes, irrompidos ou não. 
1. Trincas de Esmalte
Características clínicas: denominada rachadura ou 
fissura; fratura incompleta do esmalte, sem perda 
da estrutura dentária. 
Tratamento: 
 Não exigem tratamento específico 
 Aplicações tópicas de flúor 
 Acabamento do esmalte rugoso com 
disco de lixa vaselinado + ATF 
ATENÇÃO – Nenhum acompanhamento 
2. Fratura de Esmalte – Também 
denominada fratura não complicada de 
coroa, mas apresenta perda de 
estrutura dentária limitada ao esmalte. 
Tratamento: 
 Fraturas pequenas: 
 Arredondamento das bordas 
cortantes com lixa ou brocas 
de acabamento 
 ATF 
 Fratura mais extensa: 
 Maior comprometimento da 
estética – Restauração com 
resina composta. 
ATENÇÃO – Nenhum acompanhamento 
3. Fratura de Esmalte e Dentina 
Sem exposição pulpar: ver a necessidade da 
proteção do complexo dentinopulpar contra 
agentes irritantes externos; fazendo a 
restauração e devolvendo a função normal e 
estética; colagem de fragmento coronário. 
Com exposição pulpar: 
 Pulpotomia – indicada para polpa 
exposta por mais de 24 hrs ao meio 
bucal 
 Pulpectomia – preservar, até a 
esfoliação fisiológica, os dentes decíduos. 
Observação: É necessário realizar Rx e fazer 
acompanhamento. 
4. Fratura Coronorradicular 
Características clínicas: Se caracteriza por uma 
solução de continuidade que envolve esmalte, 
dentina e cemento; limite palatino da fratura 
geralmente é subgengival, na altura do rebordo 
alveolar; a fratura frequentemente expõe polpa; 
a linha de fratura em geral é única, mas pode 
ocorrer múltiplas. 
Observação: É necessário realizar Rx e fazer 
acompanhamento. 
Tratamento: 
 Fratura próximo a margem gengival: 
 Se restaurável e sem 
exposiçãopulpar, cobre a 
dentina exposta com ionômero 
de vidro. 
 Se restaurável e com 
exposição pulpar, realiza uma 
 ou 
, dependendo do 
estágio de desenvolvimento 
radicular e do nível da fratura. 
 Fratura distante da margem gengival: 
 Linha de fratura se estender 4 
a 5mm , 
remova todos os fragmentos 
com cuidado para não danificar 
o germe do dente permanente 
e deixe o fragmento radicular 
firme no local, ou extraia o 
dente inteiro. 
ATENÇÃO – O tratamento depende da 
maturidade da criança e da sua capacidade de 
cooperação com os procedimentos. 
5. Fratura Radicular 
 Longitudinal ou vertical – longo eixo do 
dente 
 Transversal, oblíqua ou horizontal – 
acomete 1/3 radicular apical, médio ou 
cervical 
Características clínicas: O fragmento coronário 
pode apresentar mobilidade e estar deslocado; 
pode haver interferência oclusal. 
Tratamento: 
Ana Larissa Soares 
 
21 
 
 Se o fragmento coronário não estiver 
deslocado, nenhum tratamento é 
necessário. (Só acompanha) 
 Se o fragmento coronário estiver 
deslocado, mas sem grande mobilidade, 
deixe o fragmento coronário para 
reposicionamento espontâneo, mesmo 
se houver alguma interferência oclusal. 
 Se o fragmento coronário estiver 
deslocado com grande mobilidade e 
interferindo na oclusão, duas opções 
(sob anestesia local) estão disponíveis. 
 Extrair somente o fragmento 
coronário e o fragmento apical 
deve ser deixado no lugar para 
ser reabsorvido. 
 Reposicione com cuidado o 
fragmento coronário. Se o 
fragmento estiver instável, 
estabilize com contenção 
flexível ligada aos dentes 
adjacentes por 4 semanas. 
6. Fratura Alveolar 
Características clínicas: Fratura que envolve o 
processo alveolar (vestibular e palatino/lingual) e 
pode se estender para o osso adjacente; 
geralmente as fraturas alveolares na criança não 
se consolidam; frequentemente se observa 
mobilidade e deslocamento do segmento com 
diversos dentes em movimento ao mesmo 
tempo. 
Tratamento: 
 Reposicione (sob anestesia local) 
qualquer segmento deslocado que 
esteja com mobilidade e/ou causando 
interferência oclusal. 
 Estabilize com contenção flexível nos 
dentes adjacentes não lesionados por 4 
semanas. 
 Cuidados ao comer para não traumatizar 
ainda mais o dente lesionado. 
 Escovar/limpar os dentes após cada 
refeição com escova macia ou gaze. 
 Uso de clorexidina 0,2% sem álcool 2x 
ao dia por uma semana. 
 Informar possíveis complicações do 
tratamento: 
 Presença de fístula 
 Mudança de cor do dente 
 Presença de abscesso 
 Evitar uso de chupetas e mamadeiras. 
Acompanhamento: 
 Exame clínico após: 
 1 semana 
 4 semanas para remoção da 
contenção 
 8 semanas 
 Acompanhamento adicional aos 6 anos 
de idade é indicado para monitorar a 
erupção do dente permanente. 
Lesões de tecido de sustentação: 
1. Concussão – traumatismo de pequena 
intensidade sobre os tecidos de 
sustentação; não apresenta 
deslocamento ou aumento de 
mobilidade. 
Tratamento: Não requer tratamento específico 
imediato. 
2. Subluxação – Traumatismo de 
intensidade baixa a moderada nos 
tecidos de sustentação; determina 
mobilidade dentária leve, sem haver 
mudança de posição. 
Realiza uma radiografia para observar a 
normalidade do espaço do ligamento periodontal 
ou um leve espessamento. 
Tratamento: Não requer tratamento 
Prognóstico de Subluxação: Alterações de cor na 
coroa dental pode não ser indicativo de 
necrose pulpar. 
ATENÇÃO – Exame clínico após: 
 1 semana 
 6-8 semanas 
diagnóstico 
diferencial? O que vai diferenciar ambas são o 
rompimento das fibras do ligamento periodontal, 
com ligeiro/discreto sangramento do sulco 
gengival. 
Ana Larissa Soares 
 
22 
 
3. Luxação lateral – O dente está 
deslocado, geralmente para a 
palatina/lingual, ou vestibular; não há 
mobilidade; pode haver interferência 
oclusal. 
Princípios de Tratamento: 
 Realizar uma radiografia periapical 
 Grau de rizólise (o grau de 
reabsorção radicular do dente 
decíduo) para analisar se deve 
ser feito o tratamento 
endodôntico. 
 Tempo decorrido entre o 
traumatismo e o atendimento 
 Magnitude do deslocamento 
 Fratura na parede alveolar 
 Interferências oclusais. 
Tratamento: 
 Se o dente não estiver interferindo na 
oclusão ou houver interferência mínima, 
deixe que o dente se reposicione 
espontaneamente. 
 A reposição espontânea geralmente 
ocorre dentro de 6 meses. 
 Em situações de deslocamento severo, 
duas opções de tratamento estão 
disponíveis, ambas necessitando de 
anestesia local 
 Extração quando houver risco 
de aspiração ou ingestão do 
dente. 
 Reposicione o dente com 
cuidado. Se após reposicionado 
estiver instável, realize uma 
contenção flexível ligada aos 
dentes adjacentes não 
lesionados por 
Prognóstico: Costuma ser favorável, sem 
comprometer a erupção do dente permanente. 
Acompanhamento: 
 1 semana 
 6-8 semanas 
 6 meses 
 1 ano 
Se reposicionado e com contenção, exame 
clínico após: 
 1 semana 
 4 semanas (para remoção da 
contenção) 
 8 semanas 
 6 meses 
 1 ano 
4. Luxação extrusiva – Deslocamento 
parcial do dente para fora do seu alvéolo; 
o dente parece alongado e pode ter 
mobilidade excessiva; pode haver 
interferência oclusal. 
Tratamento: 
 Se o dente não estiver interferindo na 
oclusão, deixe que o dente se 
reposicione espontaneamente. 
 Se o dente estiver com mobilidade 
excessiva ou extruído > 3mm, faça a 
extração sob anestesia local. 
ATENÇÃO – acompanhamento clínico e 
radiográfico: 
 1 semana 
 6-8 semanas 
 1 ano 
5. Luxação intrusiva – Deslocamento do 
dente para o interior do seu alvéolo; 
seguindo uma direção axial. 
Pode ser: 
 Grau 1 – intrusão leve 
 Grau 2 – moderada, até o terço cervical 
do dente 
 Grau 3 – Grave; o dente é intruído por 
inteiro 
Fatores a serem avaliados: 
Quando o ápice está deslocado em direção ou 
sobre a tábua óssea vestibular, a extremidade 
apical pode ser visualizada e o dente pode 
parecer mais curto em relação ao contralateral – 
Tratamento: 
 Aguardar reposicionamento espontâneo 
do dente, independente da direção de 
deslocamento. 
 A reposição espontânea do dente 
instruído geralmente ocorre dentro de 
Ana Larissa Soares 
 
23 
 
6 meses, em alguns casos isso pode 
acontecer por 1 ano. 
Exame radiográfico: 
 Direção vestibular – Rx mostrará 
em relação ao 
homologo 
 Direção palatina – Rx mostrará 
em relação ao homologo. 
Acompanhamento: 
 1 semana 
 6-8 semanas 
 6 meses 
 1 ano 
O acompanhamento aos 6 anos de idade é 
indicado em casos de intrusão severa, para 
monitorar a erupção do dente permanente. 
6. Avulsão – o deslocamento total do 
dente para fora do seu alvéolo; germe 
do dente permanente é atingido no 
momento do traumatismo 
Tratamento: 
Proservação: 
 Acompanhamento clínico e radiográfico 
é importante. 
 Na avulsão há maior risco de 
repercussão para o dente permanente 
Medidas Preventivas: 
Em casa: 
 Por meios de recursos aplicados aos 
objetos que oferecem maior risco 
 Móveis com bordos arredondados 
 Protetores para quina de mesa 
 Protetores de tomadas. 
 Cinto de segurança ou cadeirinha própria 
para transportes de crianças menores – 
 Capacetes, protetores bucais e faciais 
 Uso dos protetores bucais. 
 Educação de trânsito. 
 Cuidados com os brinquedos, berço, 
carrinho de bebê. 
 Cuidados com a criança ao começar a 
engatinha e andar. 
 Informações aos pais e professores 
sobre os cuidados. 
 A odontopediatria pode 
prestar esclarecimentos à população, em especial 
aos pais e professores sobre a possibilidade de 
lesões traumáticas na cavidade bucal e quais as 
primeiras providências a serem tomadas. 
Aula 8- 
As buscas por taxas de sucesso cada vez mais 
elevadas entre os casos tratados 
ortodonticamente, tem estimulado os 
ortodontistas a aprimorarem constantemente os 
meios de diagnósticos e de tratamento das más 
oclusões. 
As informações do diagnósticoortodôntico são 
provenientes de três principais fontes: 
1. Informações do paciente 
2. Exame clínico 
3. Avaliação dos elementos de diagnósticos 
(análise de modelos, proporções faciais, 
análise funcional, exames radiográficos e 
fotografias. 
 dados do paciente: 
 Nome 
 Endereço 
 Idade 
 Filiação 
 Data de nascimento 
 Sexo 
 Cor 
 Nacionalidade 
 Telefones, endereços de e-mail e redes 
sociais 
 análise geral: 
 Uma análise geral do paciente pode vir 
a esclarecer a causa de problemas 
ortodônticos. 
Ana Larissa Soares 
 
24 
 
 Nem sempre pacientes relatam esses 
fatos por falta de conhecimento ou 
memória ou por acreditar não haver 
vínculo com o problema apontado. 
 Estágio atual de saúde? (Boa, regular, 
deficiente) 
 Está em tratamento médico? Qual 
motivo? Exemplo: paciente com rinite 
alérgica e diabetes mellitus 
 Alergias ou sensibilidades a 
medicamentos? 
 Higiene bucal satisfatória? 
(Descalcificação do esmalte) 
 Avaliar as tonsilas palatinas. 
 Avaliar as adenoides (telerradiografias 
laterais ou tomografias). 
 Possui algum hábito deletério? 
 Deglutição atípica? 
 Possui vedamento labial? 
 Possui problemas de dicção? (Observar 
durante a anamnese e pedir para que o 
paciente fale algumas palavras). 
 principais características: 
 Olhar vago 
 Face longa 
 Olheiras 
 Mordida aberta anterior 
 Palato ogival 
 Arcos maxilares atrésicos e mordida 
cruzada posterior 
Observação: Face adenoidiana – crianças com 
obstrução do nariz (nariz pequeno e estético. 
 durante décadas os ortodontistas 
realizaram avaliação morfológica da face com 
finalidade de diagnóstico, planejamento e 
tratamento utilizando as radiografias 
cefalométricas. 
Para avaliação da análise facial clínica deve-se 
observar dois parâmetros: 
1. Subjetivo, baseado na percepção de 
beleza (preferencias individuais). 
2. Objetivo, são observados aspectos 
mesuráveis da harmonia facial como 
proporções antropométricas. 
A análise clínica facial deve ser realizada: 
1. Em normofrontal: considerando a forma 
e o contorno da face, os planos faciais e 
o alinhamento da linha média e os terços 
faciais. 
 Braquicefálico: face larga 
 Dolicocefálico: face longa 
 Mesocefálico: proporção 
vertical/horizontal 
2. Em normo lateral: avaliando ângulo do 
perfil, ângulo nasolabial, contorno do 
sulco maxilar e mandibular, rebordo 
orbitário, contorno do osso malar, 
contorno labial, comprimento da linha 
queixo-pescoço. 
Análise de modelo – são de grande importância 
pois fornecem informações sobre más posições 
dentarias, apinhamentos, relação molar, 
classificação de Angle, forma de arcada, 
diastemas, sobressaliência, sobremordida, 
assimetria, além de permitir uma análise detalhada 
da oclusão. 
 Pode ser realizada na dentição mista ou 
permanente 
 Análise de Moyers, Ballard e Wylie. 
 A análise da dentição mista permite 
fazer a avaliação da relação de tamanho 
(largura mesiodistal) dos caninos e 
molares decíduos com os caninos 
permanentes e pré-molares. 
 Permite saber se há espaço ou não para 
um bom posicionamento dos dentes. 
Material necessário para análise do modelo: 
 Cartão de registro 
 Lápis 
 Borracha 
 Compasso de ponta seca 
 Régua milimetrada 
 Modelos de gesso 
 Radiografias 
Obtém-se as medidas dos e Espaços Presentes 
(EP) e Espaços Requeridos (ER) (Cálculo da 
discrepância do modelo): 
 DM= EP – ER 
Utilizando-se o compasso de pontas secas a 
medição pode ser feita dividindo o arco dentário 
em quarto seções: 
1. Da mesial do primeiro molar permanente 
a distal do incisivo lateral. 
Ana Larissa Soares 
 
25 
 
2. Da distal do incisivo lateral a mesial do 
incisivo central. 
3. Da mesial do incisivo central a distal do 
incisivo lateral. 
4. Da distal do incisivo lateral a mesial do 
primeiro molar permanente. 
Espaço requerido (ER): é a somatória do diâmetro 
mesio-distal dos dentes permanentes localizados 
de mesial do primeiro molar permanente de um 
lado a mesial do primeiro molar permanente do 
lado oposto. 
 Alguns estudos sugerem a avaliação do 
espaço presente em 6 segmentos 
(separando os caninos da porção dos 
pré-molares), mas os resultados 
existentes na literatura indicam que não 
há diferença significativa. 
 E de acordo com Vellini, quando temos 
diastemas, eles são medidos 
individualmente. 
 Conforme vai-se medindo com o 
compasso vai se transferindo as 
medições para um cartão ou papel e 
realiza-se a mensuração com uma 
régua em milímetros. 
 
 Discrepância positiva: Sobra espaço para 
o nivelamento dos dentes. 
 Discrepância negativa: Não existe 
espaço suficiente para o perfeito 
nivelamento dos dentes. 
 Discrepância nula: quando o espaço 
presente é igual ao requerido. 
Análise de modelos digitais: 
 Não quebra, não necessita de 
armazenamento, dificuldade de envio 
para outro dentista, diagnóstico acurado. 
 E-model; Orthocad; O3DM. 
 a oclusão ideal é aquela que 
permite a realização de todas as funções 
fisiológicas próprias do sistema estomatognático, 
ao mesmo tempo em que é preservada a saúde 
de suas estruturas constituintes. 
 Importância da padronização dos 
registros faciais: 
 
 Frontal 
 Frontal com sorriso máximo 
 Laterais esquerda e direita. 
 
 Frontal e lateral direita e 
esquerda 
 Oclusal superior e inferior 
 Sobressaliência. 
Aula 9- 
 A interceptação implica em uma 
situação anormal já existente. 
 A ciência é empregada para eliminar 
potenciais irregularidades e más 
posições no complexo dentofacial em 
desenvolvimento. 
 Correção em ortodontia é um 
procedimento clínico que permite a 
correção das maloclusões por meio de 
aparelhos ortodônticos fixos e/ou 
removíveis, geralmente no final da 
dentição mista e início da dentição 
permanente. 
 Perda precoce de dentes decíduos 
 Mordida cruzada anterior e posterior 
 Mordida aberta 
 Mordida profunda 
 Expansão de maxila e mandíbula 
O mantenedor 
geralmente é usado quando um dente decíduo é 
perdido precocemente, para que o espaço se 
mantenha aberto até que o dente permanente 
erupcione. 
 Mantenedores de espaço são aparelhos 
destinados a manter o espaço deixado 
pela perda prematura de um ou mais 
dentes decíduos. 
 Estendem-se sobre os rebordos 
alveolares nas regiões correspondentes 
aos dentes decíduos extraídos 
prematuros. 
Ana Larissa Soares 
 
26 
 
Principais mantenedores de espaço: 
1. é um aparelho mantenedor 
de espaço fixo, indicado exclusivamente 
para preservar o espaço deixado pela 
perda precoce de um molar decíduo. 
Por ser um mantenedor fixo, a banda-
alça é muito eficiente, já que independe 
da colaboração do paciente. 
Aplicação clínica: 
 Perda unitária posterior 
 Presença do germe do permanente 
 Presença do espaço requerido 
 Quando existir osso alveolar sobre o 
germe do permanente 
2. é um aparelho 
fixo, indicado para preservar o espaço 
deixado pela perda precoce de mais de 
um dente decíduo (perdas múltiplas) no 
arco dentário inferior, ou preservar o 
espaço livre de Nance disponível 
(Leeway Space) no final da dentição 
mista. 
O arco lingual de Nance é constituído de duas 
bandas, dispostas simetricamente, uma em cada 
lado do arco dentário inferior, distalmente aos 
dentes perdidos, e de uma estrutura metálica 
confeccionada com fio 0,8 ou 0,9 que contorna 
lingualmente os dentes inferiores, tangenciando o 
cíngulo dos incisivos. 
Aplicação clínica: 
 Perdas dentárias múltiplas unilaterais ou 
bilaterais 
 Paciente em dentição mista, 
apresentando apinhamento anterior 
inferior (manutenção de espaços) 
 Preservar Leeway Space ou Espaço 
Livre de Nance. 
Os dentes usados para confecção destes 
aparelhos podem ser pré-fabricados em resina 
acrílica ou dentes naturais do próprio paciente, ou 
obtido em um “banco de dentes”. Indicados para 
a reabilitação estética e funcional do paciente, 
para crianças com perdas dentais generalizadas 
distribuídas pela arcada e com maturidade