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Relatório de avaliação online da disciplina Prática Pedagógica Interdisciplinar: História do Brasil Colonial e Imperial. Prova com 20 questões (peso 50); registro do aluno Gabriela Rocha Lima — 16 acertos, nota 40. Contém questões sobre centralização no Império, cotidiano colonial, Guerra do Paraguai e história indígena/Lei 11.645/2008.

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Gabi Rocha

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Ferramentas de estudo

Questões resolvidas

Antonil – nome falso do jesuíta italiano João Antônio Andreoni – foi o autor de uma publicação denominada Cultura e opulência do Brasil por suas drogas e minas. Nela, a historiadora Laura de Mello e Souza afirma que o jesuíta “mostrava-se reticente quanto aos benefícios que poderiam advir da exploração continuada do ouro.
Para além dos motivos elencados por Antonil sobre os problemas da abundância do ouro na região das minas, por que os senhores de engenho e as pessoas envolvidas na produção do açúcar se preocupavam com a extração do ouro?
Porque os escravos antes utilizados na produção de açúcar começaram a ser desviados para a região de extração do ouro, assim como os produtos de subsistência que alimentavam as fazendas açucareiras.
Porque a partir do momento em que se descobriu o ouro as fazendas de açúcar ficaram sem mão-de-obra, já que os escravos fugiam para aquela região buscando as riquezas que poderiam ajudar em suas alforrias.
Porque com a descoberta do ouro na região das minas a região de Pernambuco e da Bahia foi abandonada pela Coroa portuguesa, passando a negociar a venda do açúcar diretamente com os holandeses.
Porque, como Antonil argumenta, o ouro acabava não chegando a Portugal devido ao contrabando e os desvios até os portos, fazendo com que todos os custos da colônia ainda caíssem sobre a produção açucareira.
Porque a região do nordeste passou a ser atacada constantemente pelos outros reinos interessados nos metais preciosos, enquanto as minas se encontravam bastante protegidas no interior da colônia.

Com o passar dos anos, a elite política se organizou conforme explica o historiador Boris Fausto: "Na época de Dom Pedro, a elite política se dividia entre liberais e absolutistas. Estes eram defensores da ordem e da propriedade, garantida por seu imperador forte e respeitado. Temiam que a ‘liberdade excessiva’ pusesse em risco seus privilégios e aceitavam, em nome da ordem, os atos imperiais contrários à legalidade. Os liberais se alinhavam na defesa da ordem e da propriedade, como os absolutistas, mas defendiam a liberdade constitucional para garanti-las, eram partidários das ‘novidades’, especialmente da grande novidade de estar em oposição ao governo e ao próprio monarca".
De acordo com Boris Fausto, qual era a principal diferença entre liberais e absolutistas?
Para os liberais, era melhor um governo forte que mantivesse a ordem ao invés de um poder absoluto para os deputados, ideia defendida pelos absolutistas.
Os liberais defendiam o governo monárquico de Dom Pedro I enquanto os absolutistas lutavam pelo retorno da união com Portugal.
Os liberais defendiam a ordem baseada na Constituição, enquanto os absolutistas exigiam um governo forte, apoiando inclusive os atos ilegais do imperador.
Enquanto os liberais lutavam pela via republicana, os absolutistas defendiam o governo monárquico.
A diferença fundamental entre os dois grupos era em relação às eleições, já que os liberais exigiam voto universal e os absolutistas tinham interesse na permanência do voto censitário.

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Questões resolvidas

Antonil – nome falso do jesuíta italiano João Antônio Andreoni – foi o autor de uma publicação denominada Cultura e opulência do Brasil por suas drogas e minas. Nela, a historiadora Laura de Mello e Souza afirma que o jesuíta “mostrava-se reticente quanto aos benefícios que poderiam advir da exploração continuada do ouro.
Para além dos motivos elencados por Antonil sobre os problemas da abundância do ouro na região das minas, por que os senhores de engenho e as pessoas envolvidas na produção do açúcar se preocupavam com a extração do ouro?
Porque os escravos antes utilizados na produção de açúcar começaram a ser desviados para a região de extração do ouro, assim como os produtos de subsistência que alimentavam as fazendas açucareiras.
Porque a partir do momento em que se descobriu o ouro as fazendas de açúcar ficaram sem mão-de-obra, já que os escravos fugiam para aquela região buscando as riquezas que poderiam ajudar em suas alforrias.
Porque com a descoberta do ouro na região das minas a região de Pernambuco e da Bahia foi abandonada pela Coroa portuguesa, passando a negociar a venda do açúcar diretamente com os holandeses.
Porque, como Antonil argumenta, o ouro acabava não chegando a Portugal devido ao contrabando e os desvios até os portos, fazendo com que todos os custos da colônia ainda caíssem sobre a produção açucareira.
Porque a região do nordeste passou a ser atacada constantemente pelos outros reinos interessados nos metais preciosos, enquanto as minas se encontravam bastante protegidas no interior da colônia.

Com o passar dos anos, a elite política se organizou conforme explica o historiador Boris Fausto: "Na época de Dom Pedro, a elite política se dividia entre liberais e absolutistas. Estes eram defensores da ordem e da propriedade, garantida por seu imperador forte e respeitado. Temiam que a ‘liberdade excessiva’ pusesse em risco seus privilégios e aceitavam, em nome da ordem, os atos imperiais contrários à legalidade. Os liberais se alinhavam na defesa da ordem e da propriedade, como os absolutistas, mas defendiam a liberdade constitucional para garanti-las, eram partidários das ‘novidades’, especialmente da grande novidade de estar em oposição ao governo e ao próprio monarca".
De acordo com Boris Fausto, qual era a principal diferença entre liberais e absolutistas?
Para os liberais, era melhor um governo forte que mantivesse a ordem ao invés de um poder absoluto para os deputados, ideia defendida pelos absolutistas.
Os liberais defendiam o governo monárquico de Dom Pedro I enquanto os absolutistas lutavam pelo retorno da união com Portugal.
Os liberais defendiam a ordem baseada na Constituição, enquanto os absolutistas exigiam um governo forte, apoiando inclusive os atos ilegais do imperador.
Enquanto os liberais lutavam pela via republicana, os absolutistas defendiam o governo monárquico.
A diferença fundamental entre os dois grupos era em relação às eleições, já que os liberais exigiam voto universal e os absolutistas tinham interesse na permanência do voto censitário.

Prévia do material em texto

Pincel Atômico - 12/02/2025 16:25:22 1/11
GABRIELA ROCHA
LIMA
Avaliação Online (Curso Online - Automático)
Atividade finalizada em 06/02/2025 14:02:48 (2602422 / 1)
LEGENDA
Resposta correta na questão
# Resposta correta - Questão Anulada
X Resposta selecionada pelo Aluno
Disciplina:
PRÁTICA PEDAGÓGICA INTERDISCIPLINAR: HISTÓRIA DO BRASIL COLONIAL E IMPERIAL [1289370] - Avaliação com 20 questões, com o peso
total de 50,00 pontos [capítulos - Todos]
Turma:
Segunda Graduação: Segunda Graduação 6 meses - Licenciatura em História - Grupo: FPD-AGO/2024 - SGegu0A300824 [141563]
Aluno(a):
91668926 - GABRIELA ROCHA LIMA - Respondeu 16 questões corretas, obtendo um total de 40,00 pontos como nota
[360017_777
55]
Questão
001
(Fei) O equilíbrio federativo brasileiro vem sendo discutido no Congresso Nacional e
entre os estudiosos do sistema político brasileiro. A construção da federação brasileira
foi obra da República em nosso país, já que, no Império, vivíamos um período de
centralismo bastante acentuado. No entanto, mesmo naquele momento a discussão e
os embates acerca da maior ou da menor centralização do poder estavam em pauta.
Acerca da questão centralização x descentralização no período imperial é correto
afirmar que
 
a defesa do ideal descentralista era feita pelo Partido Conservador.
a maior liberdade das províncias no período do Segundo Reinado foi obra do
Conselho de Estado.
poucas foram as manifestações a favor da descentralização política no final do
Império
X
o grande número de rebeliões ocorridas no Período Regencial tiveram como causa
fundamental a defesa da maior liberdade para as províncias.
a defesa do descentralismo encontrava adeptos principalmente entre os membros da
elite do Rio de Janeiro e da Bahia.
[360017_446
43]
Questão
002
Sobre o cotidiano na América portuguesa, leia as afirmações abaixo:
I. Impressiona até hoje os historiadores como o dia-a-dia nos séculos XVI e XVII era
exatamente igual tanto para os moradores de Lisboa como para os de Salvador, já
que a Coroa portuguesa conseguiu estabelecer as mesmas instituições europeias em
sua colônia.
II. A distinção que conhecemos hoje entre público e privado não se aplica à vida
colonial antes do final do século XVIII e início do XIX já que o privado assume
conotações muito diferentes do que o que conhecemos hoje.
III. O predomínio das redes de dormir no lugar das camas durante todo o período
colonial se devia à sua facilidade de transporte e desmontagem rápida, além dos
poucos recursos de grande parte da população para terem um móvel específico para
dormir.
IV. Os principais espaços de sociabilidade da colônia não se davam nas moradias,
mas nas ruas e nas festas públicas e religiosas como as procissões.
Dentre as afirmações acima, escolha a alternativa que contém apenas as corretas:
I, II e III.
Apenas a III e a IV.
Todas estão corretas.
X II, III e IV.
Apenas a II e a IV.
Pincel Atômico - 12/02/2025 16:25:22 2/11
[360017_778
74]
Questão
003
(Uel) Em relação às consequências da Guerra do Paraguai, no Brasil, pode-se afirmar
que
o declínio da monarquia foi concomitante à guerra e as críticas atingiram seu ponto
vital: a escravidão. Foi através dessa brecha, que os ideais republicanos se
propagam.
a participação das camadas mais pobres da população na guerra respondeu pela sua
integração nas decisões políticas após a proclamação da República.
X
o território foi devastado e a população gravemente afetada pelas mortes, o que
retardou o desenvolvimento econômico do país.
ao favorecer o desenvolvimento do setor naval contribuiu para a reorganização da
marinha que, após a guerra, colocou-se contra a monarquia.
a abertura do mercado externo paraguaio, resultante da derrota na Guerra, trouxe
grandes benefícios à expansão da economia cafeeira no país.
[360017_445
70]
Questão
004
(ENADE 2017) Os movimentos indígenas da atualidade, somados aos novos
pressupostos teóricos da História e da Antropologia, conduzem ao abandono de
antigas concepções que contribuíram para excluir os índios de nossa história.
(ALMEIDA, M. R. C. Os índios na História do Brasil. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2010. Adaptado)
A temática da história indígena passa, nas últimas décadas, por um processo de
ressignificação sobre o lugar dos indígenas na história e no ensino de História, com o
surgimento de novas abordagens e implementação da Lei n. 11.645/2008, que
estabeleceu a obrigatoriedade do estudo da história e cultura afro-brasileira e
indígena no Brasil.
A respeito dos estudos históricos sobre os indígenas e a efetivação da Lei nos
currículos escolares, assinale a opção correta.
A implementação da Lei n. 11.645/2008 permitiu uma reorganização do currículo do
ensino de história, com a inserção de unidades separadas para o estudo das
questões afro-brasileiras e indígenas no ensino básico e na educação superior.
As novas abordagens dos estudos sobre os indígenas buscam reconhecer o papel
desses ao longo da história por meio de sua aculturação, possibilitando sua inserção
nas relações sociais que formaram a sociedade brasileira.
A implementação da Lei n. 11.645/2008 tornou obrigatórios os conteúdos referentes à
história e cultura afro-brasileira e dos povos indígenas na disciplina de História, em
detrimento de outras áreas do currículo escolar, como literatura e artes.
X
Os estudos contemporâneos surgidos a partir de novas abordagens apresentam os
indígenas como sujeitos ativos de sua própria história, reconhecendo a presença
desses nos conflitos e nas negociações ao longo da formação da sociedade brasileira.
A renovação dos estudos sobre a temática indígena aconteceu justamente com a
implementação da Lei n. 11.645/2008, que possibilitou o alargamento dos temas, das
fontes e da construção de abordagens que privilegiam a interdisciplinaridade no
campo das ciências humanas.
[360017_445
20]
Questão
005
O que foi o Bloqueio Continental?
Foi bloqueio comercial imposto por Napoleão Bonaparte a Portugal, que ficou proibido
de vender seus produtos para outros países europeus
Foi o fechamento das fronteiras portuguesas pelo exército de Napoleão Bonaparte,
impedindo a entrada e saída para o interior do continente
Pincel Atômico - 12/02/2025 16:25:22 3/11
Foi o fechamento do porto do Rio de Janeiro, maior da América portuguesa, enquanto
o tráfico negreiro não fosse extinto
X
Foi o bloqueio imposto por Napoleão, impedindo que qualquer país realizasse
comércio com a Inglaterra
Foi a proibição da venda de produtos de outros países que não fossem Portugal no
Brasil
[360017_446
69]
Questão
006
“Um bom jogo de xadrez. Aí está a metáfora ideal para pensar o panorama europeu
em finais do século XVIII, um xadrez cujas peças por vezes se moviam de forma
ofensiva, ora atacando, ora procurando apenas manter-se onde estavam, sem chamar
a atenção. Os grandes pivôs do jogo, postados exatamente no meio do tabuleiro,
seriam sobretudo a França e a Inglaterra e, na ‘brincadeira’ com Portugal, a Espanha
também teria seu lugar bem delimitado. Se cada um, à sua maneira, procurava
guardar uma estratégia própria, que lhe garantiria a vitória final, Portugal assumiu uma
posição bastante particular. Por trás de movimentos tímidos e táticas pouco
aguerridas se escondia esse império que tentou, enquanto pôde, sustentar a imagem
de neutralidade, manifestada em atitudes contraditórias que visavam agradar a todos,
sem agradar de fato a ninguém”.
SCHWARCZ, Lilia. A longa viagem da biblioteca dos reis. Do terremoto de Lisboa à Independência do
Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. p. 185.
O que a historiadora Lilia Schwarcz quer dizer com a “imagem de neutralidade” que se
manifestava em atitudes contraditórias de Portugal em finais do século XVIII?
Diante do poder inglês e francês, Portugal manteve vários acordos secretos com a
Inglaterra para não ter de enfrentar Napoleão tanto no campo diplomático como em
conflitos bélicos.
Diante da independência das colônias inglesas na América, ao invés de ficar ao lado
da Inglaterra – que perdia seus domínioscoloniais – Portugal manteve-se neutro,
evitando “bater de frente” com a nova potência americana que surgia.
Mesmo diante de diversas revoltas acontecendo na América portuguesa, Portugal se
esforçava por não se posicionar, com receio de que seus súditos no Brasil pudessem
passar para o lado de outro reino europeu.
Mesmo fazendo fronteira com a Espanha, Portugal não se aliou ao país ibérico
quando esse se envolveu em um conflito com a Inglaterra, o que prejudicou as
negociações futuras entre os dois países.
X
Com a explosão do conflito entre Espanha e França, Portugal manteve a neutralidade
para não se prejudicar nem com o país vizinho, nem com Napoleão Bonaparte, o que,
como afirma Lilia Schwarcz, não agradou de fato ninguém.
[360017_445
25]
Questão
007
O que a historiadora Lilia Schwarcz entende ter sido responsável pela “união nacional”
entre as regiões do Brasil, tão distantes e diferentes umas das outras?
A ameaça espanhola nas fronteiras da América portuguesa
Os ataques ingleses contra Lisboa e a cidade do Porto
X As invasões napoleônicas
As propostas das cortes de 1821
O ódio “brasileiro” contra a monarquia portuguesa
Pincel Atômico - 12/02/2025 16:25:22 4/11
[360017_446
27]
Questão
008
Antonil – nome falso do jesuíta italiano João Antônio Andreoni – foi o autor de uma
publicação denominada Cultura e opulência do Brasil por suas drogas e minas. Nela,
a historiadora Laura de Mello e Souza afirma que o jesuíta
“mostrava-se reticente quanto aos benefícios que poderiam advir da exploração
continuada do ouro. O metal que não se passava em pó ou moeda para os ‘reinos
estranhos’ acabava em cordões e brincos que enfeitavam, mais do que as senhoras,
as negras e mulatas mal procedidas. ‘Nem há pessoa prudente que não confesse
haver Deus permitido que se descubra nas Minas tanto ouro para castigar com ele ao
Brasil, assim como está castigando no mesmo tempo tão abundante de guerras aos
Europeus com o ferro’. A posição de Antonil não era isolada, e partilhavam-na tanto os
administradores com que conviveu na Bahia, como Dom João de Lencastre, quanto
os que respondiam pelo governo das capitanias do Sul, como Artur de Sá e Menezes”.
SOUZA, Laura de Mello e. O Sol e a Sombra. Política e administração na América portuguesa do
século XVIII. São Paulo: Companhia das Letras, 2006. p. 85-86.
Para além dos motivos elencados por Antonil sobre os problemas da abundância do
ouro na região das minas, por que os senhores de engenho e as pessoas envolvidas
na produção do açúcar se preocupavam com a extração do ouro?
X
Porque os escravos antes utilizados na produção de açúcar começaram a ser
desviados para a região de extração do ouro, assim como os produtos de subsistência
que alimentavam as fazendas açucareiras.
Porque a partir do momento em que se descobriu o ouro as fazendas de açúcar
ficaram sem mão-de-obra, já que os escravos fugiam para aquela região buscando as
riquezas que poderiam ajudar em suas alforrias.
Porque com a descoberta do ouro na região das minas a região de Pernambuco e da
Bahia foi abandonada pela Coroa portuguesa, passando a negociar a venda do
açúcar diretamente com os holandeses.
Porque, como Antonil argumenta, o ouro acabava não chegando a Portugal devido ao
contrabando e os desvios até os portos, fazendo com que todos os custos da colônia
ainda caíssem sobre a produção açucareira.
Porque a região do nordeste passou a ser atacada constantemente pelos outros
reinos interessados nos metais preciosos, enquanto as minas se encontravam
bastante protegidas no interior da colônia.
[360017_778
42]
Questão
009
(Fuvest) Há mais de um século, teve início no Brasil um processo de industrialização e
crescimento urbano acelerado. Podemos identificar, como condições que favoreceram
essas transformações
 
a crise da economia açucareira do nordeste que propiciou um intenso êxodo rural e a
consequente aplicação de capitais no setor fabril em outras regiões brasileiras.
a crise provocada pelo fim do tráfico de escravos que deu início à política de
imigração e liberou capitais internacionais para a instalação de indústrias.
os capitais oriundos da exportação da borracha amazônica e da introdução de mão-
de-obra assalariada nas áreas agrícolas cafeeiras.
X
os lucros auferidos com a produção e a comercialização do café, que deram origem
ao capital para a instalação de indústrias e importação de mão de obra estrangeira.
a crise da economia agrícola cafeeira, com a abolição da escravatura, ocasionando a
aplicação de capitais estrangeiros na produção fabril.
Pincel Atômico - 12/02/2025 16:25:22 5/11
[360017_772
93]
Questão
010
(FUVEST) "Naquela época não tinha maquinaria, meu pai trabalhava na enxada. Meu
pai era de Módena, minha mãe era de Capri e ficaram muito tempo na roça. Depois a
família veio morar nessa travessa da avenida Paulista; agora es-tá tudo mudado, já
não entendo nada dessas ruas". Esse trecho de um depoi-mento de um descendente
de imigrante, transcrito na obra MEMÓRIA E SOCIE-DADE, de Ecléa Bosi, constitui
um documento importante para a análise
do processo de crescimento urbano paulista no início do século atual, que de-
sencadeou crises constantes entre fazendeiros de café e industriais.
do percurso migratório italiano promovido pelos governos italiano e paulista, que
organizavam a transferência de trabalhadores rurais para o setor manufa-tureiro.
da imigração europeia para o Brasil, organizada pelos fazendeiros de café nas
primeiras décadas do século XX, baseada em contratos de trabalho conheci-dos como
"sistema de parceria".
da crise na produção cafeeira da primeira década do século XX, que forçou os
fazendeiros paulistas a desempregar milhares de imigrantes italianos, aceleran-do o
processo de industrialização.
X
da imigração italiana, caracterizada pela contratação de mão de obra es-trangeira
para a lavoura cafeeira, e do posterior processo de migração e de crescimento urbano
de São Paulo.
[360018_777
63]
Questão
011
O período Regencial foi uma época bastante conturbada da História do Brasil, de
acordo com Boris Fausto:
“Quando se sabe que muitas das antigas queixas das províncias se voltavam contra a
centralização monárquica, pode parecer estranho o surgimento de tantas revoltas
nesse sentido. Afinal de contas, a Regência procurou dar alguma autonomia às
Assembleias Provinciais e organizar a distribuição de rendas entre o governo central e
as províncias. Ocorre, porém, que, agindo nesse sentido, os regentes acabaram
incentivando as disputas entre elites regionais pelo controle das províncias cuja
importância crescia. Além disso, o governo perdera a aura de legitimidade que, bem
ou mal, tivera enquanto um imperador esteve no trono”.
(FAUSTO, Boris. História do Brasil. 14 edição. São Paulo: Edusp, 2015, p. 142-3).
De acordo com o historiador Boris Fausto, quais foram os motivos pelos quais houve
tantas revoltas no período regencial?
O aumento das revoltas se deve à falta de autonomia das províncias e à abdicação de
Dom Pedro I, que deixou uma criança para administrar o país.
Não só a autonomia das províncias fez surgir disputas entre as elites locais como a
falta de um imperador no trono fez diminuir sua imagem de governo legítimo.
As revoltas no período regencial se devem sobretudo ao autoritarismo dos regentes
que, ao subir ao poder, resolveram não mais ouvir os conselheiros e impuseram
várias medidas que desagradaram a população.
A intromissão inglesa nos assuntos de governo começou a desagradar à população,
que não via com bons olhos os aumentos dos impostos e as facilidades com que os
produtos ingleses começaram a entrar no Brasil.
O medo de ser mais uma vez anexado ao domínios portugueses depois que Dom
Pedro I retornou a Portugal fez com que a população de várias partes do país
organizasse protestos.
O aumento das revoltas se deve à falta de autonomia das províncias e à abdicação de
Dom Pedro I, que deixou uma criança para administrar o país.
As revoltas no período regencial se devem sobretudo ao autoritarismo dos regentes
que, ao subir aopoder, resolveram não mais ouvir os conselheiros e impuseram
várias medidas que desagradaram a população.
Pincel Atômico - 12/02/2025 16:25:22 6/11
O medo de ser mais uma vez anexado ao domínios portugueses depois que Dom
Pedro I retornou a Portugal fez com que a população de várias partes do país
organizasse protestos.
A intromissão inglesa nos assuntos de governo começou a desagradar à população,
que não via com bons olhos os aumentos dos impostos e as facilidades com que os
produtos ingleses começaram a entrar no Brasil.
X
Não só a autonomia das províncias fez surgir disputas entre as elites locais como a
falta de um imperador no trono fez diminuir sua imagem de governo legítimo.
[360018_446
08]
Questão
012
''A escravidão mercantil africana do período moderno é um sistema que se enraizou
cruelmente na história brasileira, e que guarda marcas profundas no nosso cotidiano.
O país não só foi o último a abolir essa forma perversa de mão de obra nas Américas,
como aquele que mais recebeu africanos saídos de seu continente de maneira
compulsória, além de ter contado com escravos em todo o território. Com as primeiras
levas chegando em 1550 e as últimas na década de 1860, já que existem registros de
envio ilegal de africanos entre 1858 e 1862, estima-se que 4,8 milhões de africanos
tenham desembarcado no Brasil. Tais dados fizeram do Brasil colonial e pós-colonial
uma sociedade mestiçada mas também profundamente marcada pela presença
africana. (...) A escravidão – indígena e africana – esteve presente, de modo
combinado e diverso, em várias partes do Brasil, e apresentou diferentes feições
econômicas, culturais e demográficas”.
SCHWARCZ, Lilia Moritz. GOMES, Flávio dos Santos (orgs.) Dicionário da escravidão e liberdade. 50
textos críticos. São Paulo: Companhia das Letras, 2018.
Atualmente é possível encontrar em certos livros revisionistas uma tentativa de
transferir para os próprios africanos as mazelas decorridas do tráfico de escravos.
Esses autores argumentam que a escravidão já existia na África e que os africanos
escravizados eram vendidos pela própria população daquela região. Qual o principal
problema desse argumento segundo os especialistas sobre o tema?
Os livros revisionistas que trazem esse argumento não levam em conta o passado de
luta das sociedades africanas contra a escravidão em seus territórios. Isso deve ser
pensado quando se discute a participação dos próprios africanos no comércio de
escravos pois essa informação está distorcida.
O principal problema desse argumento é que ele não trata do envolvimento das outras
potências europeias como Espanha, França e Holanda no tráfico negreiro,
relacionando apenas os portugueses como responsáveis por todo o comércio atlântico
de africanos escravizados.
O argumento presente nesses livros induz ao erro por afirmar que a escravidão já
existia no continente africano, o que não é correto. Em diferentes partes da África era
possível encontrar a servidão por dívida, que poderia ser paga com o trabalho e esse
servo, dispensado dos serviços, o que é uma modalidade diferente da escravidão
imposta pelos portugueses.
Esses livros revisionistas buscam diminuir a agência dos próprios africanos dentro da
estrutura escravocrata montada pelos europeus, o que nos dias de hoje é um
desserviço e vai de encontro aos movimentos negros que buscam discutir a herança
deixada pela escravidão na sociedade brasileira atual.
X
O problema central desses argumentos é igualar o impacto da escravidão que servia
ao tráfico negreiro à escravidão comumente encontrada nas sociedades africanas em
tempos anteriores. O tráfico Atlântico modificou a estrutura social e introduziu a ideia
do escravo enquanto “mercadoria”, que não existia nos costumes daquelas
sociedades.
Pincel Atômico - 12/02/2025 16:25:22 7/11
[360018_445
73]
Questão
013
(ENADE 2017 adaptada) Sobre a prestação de serviços dos vassalos à Coroa de
Portugal, podemos ler no alvará publicado pelo Arquivo Nacional da Torre do Tombo
que:
“Jorge Correa da Silva filho de Manuel Correa da Silva natural da cidade de Évora
[tinha serviços] feitos desde o ano de seiscentos e quarenta e cinco até o presente em
praça de soldado, alferes, ajudante, capitão de infantaria de gente de guerra a
princípio nas fronteiras do Alentejo e passando ao maranhão se achar em muitas
entradas que se ofereceram pelo sertão e no que o Padre Antonio Vieira fez a Serra
de Agrapeba [Ibiapaba] a dar forma aquela cristandade ser por cabo da tropa da
missão voltando ao Reino se tornara a embarcar para o Brasil na armada a que o ano
de seiscentos e sessenta e quatro (...) Hei por bem de lhe fazer mercê além de outras
de promessas de um ofício de justiça ou fazenda que caiba em sua qualidade de que
se passou alvará”.
(Arquivo Nacional da Torre do Tombo. Alvará. Lembrança da promessa de um ofício de Justiça ou
Fazenda. Registo Geral de Mercês, Mercês (Chancelaria) de D. Afonso VI, liv. 13, fls 99-100, 11 jul,
1669. Adaptado).
Sabendo que esse alvará representa a etapa final dos pedidos formais de mercês ao
rei português, o registro da mercê, e considerando o problema da hierarquização
social na época moderna, avalie as afirmações a seguir.
I. Infere-se do documento que uma das formas de diferenciação social estava
condicionada à prestação de serviços à Sua Majestade na defesa, conquista e
propagação da fé cristã em seu império.
II. O alvará de lembrança da promessa de mercê evidencia que a busca dos sujeitos
históricos por patentes militares, títulos nobiliárquicos e cargos na governança era
uma forma de mobilidade social.
III. A procedência familiar, que é mencionada no alvará, apresentava-se como
importante elemento no processo de avaliação da concessão de mercês aos sujeitos
requerentes.
É correto o que se afirma em
 
X I, II e III.
I, apenas.
III, apenas.
I e II, apenas.
II e III, apenas.
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06]
Questão
014
A última revolta ocorrida durante o período imperial ficou conhecida como Revolução
Praieira. De acordo com Boris Fausto:
“Alguns anos mais tarde, em 1848, surgiu em Pernambuco a Revolução Praieira. A
denominação deriva de um jornal liberal – o Diário Novo – cuja sede ficava na Rua da
Praia, no Recife. É importante lembrar que 1848 não foi um ano qualquer, pois nele
uma série de revoluções democráticas varreu a Europa. Em Olinda e Recife,
respirava-se o que um autor anônimo, adversário das revoluções, chamara muitos
anos antes de ‘maligno vapor pernambucano’”.
(FAUSTO, Boris. História do Brasil. 14 edição. São Paulo: Edusp, 2015, p. 152)
Escolha a alternativa que melhor explica o que foi essa Revolução.
A baixa do preço do açúcar no mercado internacional significou uma crise em
Pernambuco, que levou a população a se organizar pedindo ajuda do governo central.
A Revolução Praieira se espalhou rapidamente pelas principais capitais do nordeste,
chegando a Salvador e ameaçando o governo central.
A Revolução Praieira foi organizada contra a nova lei imposta pelo governo central de
proibição do uso das praias para banho.
Pincel Atômico - 12/02/2025 16:25:22 8/11
Ela ocorreu devido à alta dos preços dos alimentos e foi organizada de maneira
espontânea pela população.
X
A Praieira foi organizada pelo Partido Liberal após perderem o controle da província
de Pernambuco para os conservadores.
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20]
Questão
015
Sobre o início do período imperial, a historiadora Miriam Dolhnikoff afirma que:
“Não havia consenso no interior da elite sobre o caminho a ser adotado, divergências
significativas a dividiam. Diferentes projetos de Estado e de nação se confrontaram. O
desenho nacional, as formas de afirmação do Estado, o caminho para sua
consolidação e expansão foram resultado de negociações e conflitos entre os diversos
setores da elite, que detinham o monopólio da direção política”.
(DOLHNIKOFF, Miriam. História do Brasil Império. São Paulo: Contexto, 2017. p. 8-9).
Sobre as divergências e consensos da elite que assumiria o poder político, podemos
dizer que
a elite política no Brasil era formada sobretudo porintelectuais e profissionais liberais
que, apesar das divergências, eram unânimes defensores da abolição da escravidão
logo nos primeiros anos do Império.
a principal divergência que surgiu no início do período imperial era sobre a
manutenção da escravidão, já que parte dos fazendeiros do sudeste começavam a
buscar mão de obra imigrante para atuar nas lavouras.
as divergências entre as elites políticas surgiram especialmente devido à questão
republicana, que logo no início do período imperial começava a ser discutida entre os
fazendeiros paulistas.
X
apesar das divergências, as elites que assumiram o poder possuíam objetivos em
comum, como a permanência da escravidão e a manutenção da economia agrária.
as elites econômicas e políticas que assumiram o poder após a proclamação da
independência não chegaram a nenhum consenso devido às diferenças regionais.
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79]
Questão
016
Nas palavras do historiador Boris Fausto,
“A extinção da escravatura foi encaminhada por etapas até o final, em 1888. A maior
controvérsia quanto às medidas legais não ocorreu em 1888, mas quando o governo
imperial propôs a chamada Lei do Ventre Livre, em 1871”.
(FAUSTO, Boris. História do Brasil. 14 edição. São Paulo: Edusp, 2015, p. 186).
O que foi a Lei do Ventre Livre, de que trata Boris Fausto?
Foi a primeira lei que efetivamente libertou mãe e filhos da escravidão no Brasil.
X
Foi a lei que libertava as crianças nascidas de mães escravizadas a partir daquela
data, prevendo uma indenização ao senhor de escravos.
Fo a tentativa de esterilizar as mulheres escravizadas para que não tivessem
diminuída sua força de trabalho.
Foi a lei que libertava a mulher escravizada grávida, colocando fim à utilização de mão
de obra de crianças escravizadas nas fazendas de café.
Foi a proibição da entrada no Brasil de mulheres escravizadas que estivessem
grávidas, o que facilitou o controle do governo sobre o tráfico negreiro.
Pincel Atômico - 12/02/2025 16:25:22 9/11
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75]
Questão
017
Sobre a situação política durante o período regencial, Boris Fausto explica que
“O sistema político, porém, ainda não se estabilizara. Nas eleições para a regência
única, realizadas em abril de 1835, o padre Feijó derrotou seu principal competidor,
Holanda Cavalcanti, proprietário rural de Pernambuco. (...) Pouco mais de dois anos
depois, em setembro de 1837, Feijó renunciou. (...) Nas eleições que se seguiram,
triunfou Pedro de Araújo Lima, futuro marquês de Olinda, antigo presidente da
Câmara e senhor de engenho em Pernambuco. A vitória de Araújo Lima simbolizou o
início do ‘regresso’”.
(FAUSTO, Boris. História do Brasil. 14 edição. São Paulo: Edusp, 2015, p. 147).
O que foi o “regresso”, citado por Boris Fausto?
 
Foi o “regresso” do partido Absolutista ao poder depois da eleição de Araújo Lima
como regente do Brasil.
Ficou conhecido por “regresso” as tentativas de Araújo Lima de trazer Dom Pedro I de
volta para retomar o controle do Brasil.
Araújo Lima era um representante português no governo, por isso o período ficou
conhecido como “regresso” à situação colonial de anos antes.
Foi o movimento trazido por Araújo Lima de retornar as relações com Portugal no
intuito de melhorar a economia do Império.
X
Foi um momento em que, diante da autonomia das províncias conseguida no início do
período regencial, a centralização em vigor durante o Primeiro Reinado começou a
retornar.
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43]
Questão
018
Com o passar dos anos, a elite política se organizou conforme explica o historiador
Boris Fausto:
“Na época de Dom Pedro, a elite política se dividia entre liberais e absolutistas. Estes
eram defensores da ordem e da propriedade, garantida por seu imperador forte e
respeitado. Temiam que a ‘liberdade excessiva’ pusesse em risco seus privilégios e
aceitavam, em nome da ordem, os atos imperiais contrários à legalidade. Os liberais
se alinhavam na defesa da ordem e da propriedade, como os absolutistas, mas
defendiam a liberdade constitucional para garanti-las, eram partidários das
‘novidades’, especialmente da grande novidade de estar em oposição ao governo e
ao próprio monarca”.
(FAUSTO, Boris. História do Brasil. 14 edição. São Paulo: Edusp, 2015, p. 134).
De acordo com Boris Fausto, qual era a principal diferença entre liberais e
absolutistas?
Para os liberais, era melhor um governo forte que mantivesse a ordem ao invés de um
poder absoluto para os deputados, ideia defendida pelos absolutistas.
Os liberais defendiam o governo monárquico de Dom Pedro I enquanto os
absolutistas lutavam pelo retorno da união com Portugal.
X
Os liberais defendiam a ordem baseada na Constituição, enquanto os absolutistas
exigiam um governo forte, apoiando inclusive os atos ilegais do imperador.
Enquanto os liberais lutavam pela via republicana, os absolutistas defendiam o
governo monárquico.
A diferença fundamental entre os dois grupos era em relação ás eleições, já que os
liberais exigiam voto universal e os absolutistas tinham interesse na permanência do
voto censitário.
Pincel Atômico - 12/02/2025 16:25:22 10/11
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82]
Questão
019
“A chegada de despachos de Lisboa que revogavam os decretos do príncipe regente,
determinavam mais uma vez seu regresso a Lisboa e acusavam os ministros de
traição deu alento à ideia de rompimento definitivo. A princesa dona Leopoldina e
José Bonifácio enviaram às pressas as notícias ao príncipe, em viagem a caminho de
São Paulo. As recomendações ao portador de que arrebentasse uma dúzia de
cavalos se fosse preciso, para chegar o mais rápido possível, indica o interesse de
José Bonifácio em apressar a independência e fazer de São Paulo o cenário de
ruptura final. Alcançado em 7 de setembro de 1822, às margens do riacho Ipiranga,
dom Pedro preferiu o chamado Grito do Ipiranga, formalizando a independência do
Brasil”.
FAUSTO, Boris. História do Brasil. 14 ed. São Paulo: Editora da Universidade de São
Paulo, 2015. p. 116.
Apesar da ideia de rompimento que muitos livros de História costumam enfatizar
quando discorrem sobre a independência do Brasil, pouca coisa mudou de fato no dia
7 de setembro. Veja as informações abaixo:
I. Regime monárquico.
II. Herdeiro português como imperador.
III. Pacto Colonial.
IV. Escravidão.
Escolha as afirmações que contém as permanências após a Independência do Brasil
no dia 7 de setembro de 1822.
X II, III e IV.
I e II.
I, II e IV.
Todas as afirmações.
III e IV.
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37]
Questão
020
“Há exagero em dizer que a extração do ouro liquidou a economia açucareira do
Nordeste. Ela já estava em dificuldades vinte anos antes da descoberta do ouro e,
como vimos, não morreu. Mas não há dúvida de que foi afetada pelos deslocamentos
de população e, sobretudo, pelo aumento do preço da mão de obra escrava, dada a
ampliação da procura. Em termos administrativos, o eixo da vida da Colônia deslocou-
se para o Centro-Sul, especialmente para o Rio de Janeiro, por onde entravam
escravos e suplementos, e por onde saía o ouro das minas”.
FAUSTO, Boris. História do Brasil. 14ª edição. São Paulo: Nova Fronteira, 2015. p. 86.
Sobre as mudanças ocorridas na colônia após a descoberta do ouro, leia as
afirmações abaixo
I. A economia mineradora gerou uma articulação entre áreas distantes da colônia com
o transporte de gado e alimentos da Bahia para Minas.
II. No ano de 1763, a capital foi transferida de Salvador para o Rio de Janeiro.
III. Pouco tempo após a descoberta do ouro os navios pararam de fornecer escravos
para a região nordeste e abasteciam apenas o porto do Rio de Janeiro.
IV. O deslocamento do eixo da vida da colônia para o centro-sul fez com que Portugal
perdesse parte da região norte para os espanhóis, só a recuperando muito tempo
depois
Escolha a alternativa que contém apenas as afirmativas corretas:
II apenas.
I e IV.
X I e II.
I, II e III.
IV apenas.
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