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Questões resolvidas

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www.projetoredacao.combr 
c) catafórica e anafórica. 
d) dêitica e anafórica. 
e) dêitica e catafórica. 
 
TEXTO: 25 - Comum à questão: 73 
 
 
Leia o fragmento abaixo, do conto A cartomante de Machado de Assis. 
Depois, responda à pergunta. 
 
“Separaram-se contentes, ele ainda mais que ela. Rita estava certa de ser 
amada; Camilo, não só o estava, mas via-a estremecer e arriscar-se por ele, 
correr às cartomantes, e, por mais que a repreendesse, não podia deixar de 
sentir-se lisonjeado. A casa do encontro era na antiga Rua dos Barbonos, 
onde morava uma comprovinciana de Rita. Esta desceu pela Rua das 
Mangueiras na direção de Botafogo, onde residia; Camilo desceu pela da 
Guarda Velha, olhando de passagem para a casa da cartomante.” 
 
Questão 73) 
 
O texto oferece condições para indicar, com precisão, o significado do 
pronome o na seguinte oração: “... não só o estava ...”. Diga qual é esse 
significado. Explique qual defeito de estilo Machado de Assis evitou ao utilizar 
o pronome o. 
 
 
TEXTO: 26 - Comum à questão: 74 
 
 
Veja abaixo alguns versos da canção Língua, de Caetano Veloso. A seguir, 
responda às perguntas sobre ela. 
 
Gosto de sentir a minha língua roçar 
A língua de Luís de Camões 
Gosto de ser e de estar 
E quero me dedicar 
5A criar confusões de prosódias 
E uma profusão de paródias 
Que encurtem dores 
E furtem cores como camaleões 
Gosto do Pessoa na pessoa 
10Da rosa no Rosa 
E sei que a poesia está para a prosa 
Assim como o amor está para a amizade 
E quem há de negar que esta lhe é superior 
 
 
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Questão 74) 
Assinale a alternativa correta. 
a) Prosódia significa desenvolvimento do texto de um livro ou de um 
documento, conservando as idéias originais. 
b) Nos versos 5 e 6, confusões e profusão são sinônimos. 
c) Ao final do último verso transcrito, não há ponto de interrogação porque 
não há pergunta. 
d) Que, palavra que inicia o sétimo verso, é uma conjunção e é anafórica de 
confusões. 
e) Prosódia significa pronúncia regular das palavras, com a devida 
acentuação. 
 
TEXTO: 27 - Comum à questão: 75 
 
Texto 01 
 
A DISTÂNCIA ENTRE LÍNGUA E DIALETO 
Uma das distinções mais nebulosas da lingüística continua criando 
polêmica entre os curiosos 
 
O Brasil, freqüentemente se diz, é um país de sorte porque, apesar das 
dimensões continentais, aqui não há dialetos – todos falamos a mesma 
língua. Também é comum ouvir que as línguas européias têm muitos dialetos 
ou que na África as línguas oficiais (dos colonizadores) convivem com 
dialetos nativos. O que é, então, língua e dialeto? 
05Para o lingüista Max Weinreich, “língua é um dialeto com um exército e 
uma marinha”. Não está longe da verdade. Afinal, a tradicional distinção entre 
língua e dialeto está fundada em critérios mais políticos do que lingüísticos. 
Língua é um sistema de comunicação formado por sons vocais (fonemas), 
que se agrupam para formar unidades dotadas de significado (morfemas), 
que se agrupam para 10formar palavras, que se agrupam (ih, ficou monótono!) 
para formar frases, que se agrupam para formar textos. 
Do ponto de vista estritamente lingüístico não há nada que distinga língua 
de dialeto. Ambos os sistemas têm léxico (um inventário de palavras) e 
gramática (conjunto de regras de como as palavras se combinam para formar 
frases, parágrafos e textos). 
15Quem fala um idioma nacional e um dialeto regional é tão bilíngüe 
quanto quem fala dois idiomas. Então por que alguns sistemas são chamados 
de idiomas e outros, não? 
Dialeto vem do grego dialektos, composto de dia, “através”, e léktos, “fala”. 
Seria, segundo alguns, uma espécie de fala “atravessada”, um linguajar 
defeituoso, não conforme às normas do falar estabelecidas pelos gramáticos. 
A primeira definição de dialeto (que por 20sinal, teria inspirado as posteriores) 
baseava-se numa visão preconceituosa que a elite ateniense do período 
clássico tinha em relação à fala tanto das camadas populares quanto dos 
estrangeiros (não-atenienses, inclusive gregos de cidades vizinhas). 
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Hoje, costuma-se chamar de dialeto qualquer expressão lingüística que 
não seja reconhecida como língua oficial de um país. Assim, um dialeto pode 
ser tanto uma 25variedade lingüística regional do idioma oficial quanto uma 
língua sem qualquer parentesco com ele. 
BIZOCCHI, Aldo. A distância entre língua e dialeto. Revista Língua,ano 2, nº 
14, dezembro de 2006. pp 54-57. 
 
Questão 75) 
O vocábulo “língua”, em relação à palavra “português”, guarda uma relação 
de: 
a) hiponímia; 
b) hiperonímia; 
c) sinonímia; 
d) homonímia; 
e) polissemia. 
 
TEXTO: 28 - Comum à questão: 76 
 
1“Rosálio chega, afinal, traz vida nos olhos claros, traz sua caixa de livros, um 
simples saco de plástico com seus trapos de vestir e, noutra sacola nova, 
dessas bacanas, de loja, traz um vestido bonito, muito alegre e colorido com 
flores vermelhas e azuis, que você, Irene, agora vai ser a minha ajudante na 
arte de contar casos, vai bem bonita 5para a praça encantar muitos ouvintes 
e cuidar da sacoref. onde vai chover dinheiro, que temos que estar bonitos 
para o povo se agradar. Tira também do pacote uma camisa estampada com 
as mesmas cores vivas que quem vai vestir é ele, combinando com um 
chapéu que o faz parecer gaiato, comprado numa barraca de coisas de 
carnaval, pois Rosálio sabe bem que o povo quer alegria, quer rir e chorar 
sentido, 10escapar do todo dia tão apressado e cinzento, quer provar da vida 
livre quando ouvir suas palavras, quer poder levar para casa uma história 
para contar, assim como antigamente, nos sertões que atravessou, disseram 
que se levava folheto para alegrar toda a família e os vizinhos, se ali tivessem, 
por sorte, alguém que soubesse ler.” 
REZENDE, Maria Valéria. O vôo da guará vermelha. 
 Rio de Janeiro: Objetiva, 2005. p. 145-146. 
 
Questão 76) 
Considerando o Texto, assinale a(s) proposição(ões) CORRETA(S). 
 
01. Há um contraste temporal entre as histórias que o povo ouve no presente 
e pode recontar em casa, e aquelas que eram lidas em folhetos, para 
familiares e vizinhos, no passado. 
02. As palavras subref.das em “escapar do todo dia tão apressado e cinzento” 
(ref. 10) e “alegrar toda a família” (refs. 12-13) estão usadas com o mesmo 
sentido, significando “dia inteiro” e “família inteira”. 
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04. Os termos subref.dos a seguir desempenham a mesma função 
sintática: “saco de plástico” (ref. 2), “trapos de vestir” (ref. 2), “provar da 
vida livre” (ref. 10). 
08. Em “vai bem bonita para a praça” (refs. 4-5) e “vai chover dinheiro” (ref. 
5), o verbo ir funciona diferentemente: no primeiro caso, significa deslocar-
se de um lugar para outro, e no segundo, é um auxiliar que indica tempo 
futuro. 
16. Em “cuidar da sacoref. onde vai chover dinheiro” (ref. 5), onde é um 
pronome relativo que se refere a dinheiro. 
32. Se em “alguém que soubesse ler” (ref. 13) a forma verbal soubesse fosse 
substituída por sabia, não haveria alteração do significado temporal. 
64. A palavra se está funcionando como conjunção condicional nas duas 
ocorrências: “se levava folheto” (ref. 12) e “se ali tivessem” (ref. 13). 
 
TEXTO: 29 - Comum à questão: 77 
 
 
INSTRUÇÃO: Considere uma passagem de um romance do escritor 
naturalista brasileiro Aluísio Azevedo (1857-1913). 
 
 
Afinal conseguiram chegar. Mas, ah! quando a pobre Magdá, toda trêmula 
e exausta de forças já no tope da pedreira, defrontou com o pavoroso abismo 
que se precipitava debaixo de seus pés, soltou um grito rápido, fechou os 
olhos, e teria caído para trás, se o Conselheiro não lhe acode tão a tempo. 
– Magdá, minha filha! Então! então! 
Ela não respondeu. 
– Está aí! está aí o que eu receava!Lembrar-se de subir a estas alturas!... 
E agora a volta...? 
 
– Pode vossência ficar tranqüilo por esse lado, arriscou um dos 
cavouqueiros, que se havia aproximado, a coçar a cabeça. – Se vossência 
quiser, eu cá estou para pôr esta senhora lá embaixo, sem que lhe aconteça 
a ela a menor lástima. 
– Ainda bem! respondeu S. Exa. com um suspiro de desabafo. 
O trabalhador que se ofereceu para conduzir Magdá era um moço de vinte 
e tantos anos, vigoroso e belo de força. Estava nu da cintura para cima e a 
riqueza dos seus músculos, bronzeados pelo sol, patenteava-se livremente 
com uma independência de estátua. Os cabelos, empastados de suor e pó 
de pedra, caíam-lhe em desordem sobre a testa e sobre o pescoço, dando-
lhe à cabeça uma satírica feição de sensualidade ingênua. 
– Vamos! Vamos! apressou o Conselheiro, entregando-lhe a filha. 
O rapaz passou um dos braços na cintura de Magdá e com o outro a 
suspendeu de mansinho pelas curvas dos joelhos, chamando-a toda contra 
o seu largo peito nu. Ela soltou um longo suspiro e, na inconsciência da 
síncope, deixou pender molemente a cabeça sobre o ombro do cavouqueiro. 
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