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Caderno de questões de Direito Tributário
Art. 198. Sem prejuízo do disposto na legislação criminal, é vedada a divulga-
ção, por parte da Fazenda Pública ou de seus servidores, de informação obtida 
em razão do ofício sobre a situação econômica ou financeira do sujeito passivo 
ou de terceiros e sobre a natureza e o estado de seus negócios ou atividades. 
§ 1º Excetuam-se do disposto neste artigo, além dos casos previstos no art. 
199, os seguintes:
I – Requisição de autoridade judiciária no interesse da justiça; 
II – Solicitações de autoridade administrativa no interesse da Administração 
Pública, desde que seja comprovada a instauração regular de processo adminis-
trativo, no órgão ou na entidade respectiva, com o objetivo de investigar o sujeito 
passivo a que se refere a informação, por prática de infração administrativa.
§ 2º O intercâmbio de informação sigilosa, no âmbito da Administração Pú-
blica, será realizado mediante processo regularmente instaurado, e a entrega 
será feita pessoalmente à autoridade solicitante, mediante recibo, que forma-
lize a transferência e assegure a preservação do sigilo.
§ 3º Não é vedada a divulgação de informações relativas a
I – Representações fiscais para fins penais; 
II – Inscrições na Dívida Ativa da Fazenda Pública;
III – parcelamento ou moratória.
Observamos que o CTN prevê duas hipóteses de exceção para a guarda do sigilo fiscal: situações 
de transferência do sigilo (§ 1º, I e II) e situações de divulgação das informações (§ 3º).
Nas situações previstas no § 1º, I e II, não há divulgação das informações. Ocorre apenas a trans-
ferência do sigilo, passando a autoridade que recebeu as informações a responder pela sua guar-
da. Se enquadram nessa situação a requisição de autoridade judicial e a solicitação de autoridade 
administrativa no curso de investigação em processo administrativo regularmente instaurado.
Acontece que o CTN prevê hipóteses em que o sigilo deixa de existir e as informações podem ser 
divulgadas, inclusive com publicação na imprensa oficial. São as informações relativas a:
•	 Representações fiscais para fins penais
•	 Inscrição em Dívida Ativa
•	 Parcelamento ou Moratória.
Logo, dada a possibilidade expressamente prevista no CTN, temos por correta a assertiva.
Não obstante, vale lembrar que há muita discussão doutrinária e judicial acerca da constitucio-
nalidade do § 3º. De qualquer forma, em se tratando de prova, vale o disposto no CTN.
Alternativa E – Correta. O CTN dispõe em seu art. 204 que a dívida regularmente inscrita goza 
da presunção de certeza e liquidez.
Com efeito, podemos verificar que o CTN atribuiu à dívida inscrita a presunção de certeza e liqui-
dez. Essa presunção decorre do princípio de legitimidade, atributo de todos os atos administrativos.
Presunção de certeza diz respeito à existência da dívida. Logo, uma vez inscrita, a dívida pre-
sume-se existente. Presunção de liquidez diz respeito ao valor da dívida. Assim, para o débito 
inscrito presume-se a veracidade ou exatidão do seu valor, objeto de cobrança.
Gabarito: C

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