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ATIVIDADES FINANCEIRA DO ESTADO Conjunto de ações desempenhadas pelo Estado, com o fim de criar, adquirir, gerir e despender recursos para suprir as necessidades humanas coletivas, de natureza pública. Elementos da atividade financeira * Orçamento público; * Receitas públicas; * Despesas públicas; e * Crédito público. Sistema financeiro nacional. ORÇAMENTO PÚBLICO Natureza jurídica do orçamento Majoritário no Brasil O orçamento é lei em sentido formal, que apenas prevê receitas e autoriza despesas. * A previsão da despesa na LOA funciona apenas como "teto" ou "limite negativo". Lei Autorizativa. A previsão da despesa não gera direito subjetivo a ser assegurado por via judicial. "o simples fato de ser incluída no orçamento uma verba de auxílio a esta ou aquela instituição não gera, de pronto, direito a esse auxílio; (...) a previsão de despesa, em lei orçamentária, não gera direito subjetivo a ser assegurado por via judicial" REXT 34.581-DF e 75.908- PR. CONTROLE ABSTRATO DE CONSTITUCIONALIDADE DE NORMAS ORÇAMENTARIAS. O Supremo Tribunal Federal deve exercer sua função precípua de fiscalização da constitucionalidade das leis e dos atos normativos quando houver um tema ou uma controvérsia constitucional suscitada em abstrato, independente do caráter geral ou específico, concreto ou abstrato de seu objeto. ADI 4.048-DF - Julgamento em 14/02/2011 Fiscalização abstrata de normas orçamentárias. (...) Legítimo controle orçamentário pelo Poder Legislativo. Ausência do abuso do poder de emenda. Inocorrência de desvio de finalidade ou de desproporcionalidade. (...) Consectariamente, diante da ausência de abusividade, deve-se declarar que a função de definir receitas e despesas do aparato estatal é uma das mais tradicionais e relevantes do Poder Legislativo, impondo-se ao Poder Judiciário, no caso, uma postura de deferência institucional em relação ao debate parlamentar (...). [ADI 5.468, rel. min. Luiz Fux, j. 30-6-2016, DJE de 2-8-2017.] Após a EC 86/2015, parte do orçamento é impositivo: Art. 166 (...) § 9° As emendas individuais ao projeto de lei orçamentária serão aprovadas no limite de 1,2% (um inteiro e dois décimos por cento) da receita corrente líquida prevista no projeto encaminhado pelo Poder Executivo, sendo que a metade deste percentual será destinada a ações e serviços públicos de saúde. (..) § 11. É obrigatória a execução orçamentária e financeira das programações a que se refere o § 9° deste artigo, em montante correspondente a 1,2% (um inteiro e dois décimos por cento) da receita corrente líquida realizada no exercício anterior, conforme os critérios para a execução equitativa da programação definidos na lei complementar prevista no § 9° do art. 165. (...) § 13. As programações orçamentárias previstas nos §§ 11 e 12 deste artigo não serão de execução obrigatória nos casos dos impedimentos de ordem técnica. Após a EC 100/2019, também são impositivas as emendas das bancadas: (..) § 12. A garantia de execução de que trata o § 11 deste artigo aplica-se também às programações incluídas por todas as emendas de iniciativa de bancada de parlamentares de Estado ou do Distrito Federal, no montante de até 1% (um por cento) da receita corrente líquida realizada no exercício anterior. § 16. Quando a transferência obrigatória da União para a execução da programação prevista nos §§ 11 e 12 deste artigo for destinada a Estados, ao Distrito Federal e a Municípios, independerá da adimplência do ente federativo destinatário e não integrará a base de cálculo da receita corrente líquida para fins de aplicação dos limites de despesa de pessoal de que trata o caput do art. 169. § 18. Se for verificado que a reestimativa da receita e da despesa poderá resultar no não cumprimento da meta de resultado fiscal estabelecida na lei de diretrizes orçamentárias, os montantes previstos nos §§ 11 e 12 deste artigo poderão ser reduzidos em até a mesma proporção da limitação incidente sobre o conjunto das demais despesas discricionárias. § 20. As programações de que trata o § 12 deste artigo, quando versarem sobre o início de investimentos com duração de mais de 1 (um) exercício financeiro ou cuja execução já tenha sido iniciada, deverão ser objeto de emenda pela mesma bancada estadual, a cada exercício, até a conclusão da obra ou do empreendimento. PODER DE INICIATIVA EM ORÇAMENTO PÚBLICO Art. 84 - Compete privativamente ao Presidente da República: XXIII - enviar ao Congresso Nacional o plano plurianual, o projeto de lei de diretrizes orçamentárias e as propostas de orçamento previstos nesta Constituição; Por força de vinculação administrativo-constitucional, a competência para propor orçamento anual é privativa do Chefe do Poder Executivo." (ADI 882, Rel. Min. Maurício Corrêa, julgamento em 19-2-04, DJ de 23-4-04)/ Aplicação do Princípio da Simetria. Ação direta de inconstitucionalidade. "Brasília Music Festival". Lei distrital 3.189/2003. Previsão de encargos orçamentários às Secretarias de Estado de Cultura e de Segurança Pública. Projeto de lei encaminhado por parlamentar. Vício de iniciativa. Violação aos arts. 61, § 1°, II, b; e 165, III, da CF. (ADI 4.180, rel. min. Gilmar Mendes, j. 11-9-2014) v Aplicação do Princípio da Simetria. VEDAÇÕES ORÇAMENTÁRIAS ART. 167 - CF/88 Art. 167. São vedados: I - o início de programas ou projetos não incluídos na lei orçamentária anual; Il - a realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas que excedam os créditos orçamentários ou adicionais; * Princípio da universalidade. Ill - a realização de operações de créditos que excedam o montante das despesas de capital, ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta; Regra de ouro da Administração Pública VII - a concessão ou utilização de créditos ilimitados; IX - a instituição de fundos de qualquer natureza, sem prévia autorização legislativa. XIV - a criação de fundo público, quando seus objetivos puderem ser alcançados mediante a vinculação de receitas orçamentárias específicas ou mediante a execução direta por programação orçamentária e financeira de órgão ou entidade da administração pública. PRINCÍPIOS ORÇAMENTÁRIOS EXCLUSIVIDADE X UNIDADE/TOTALIDADE X UNIVERSALIDADE PRINCÍPIO DA EXCLUSIVIDADE Art. 165. (...) § 8° A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa, não se incluindo na proibição a autorização para abertura de créditos suplementares e contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita, nos termos da lei. PRINCÍPIO DA EXCLUSIVIDADE Art. 165. (...) § 8° A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa, não se incluindo na proibição a autorização para abertura de créditos suplementares e contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita, nos termos da lei. PRINCÍPIO DA UNIDADE/TOTALIDADE > É unidade política e não documental; > Cada ente político elabora um único orçamento; >O orçamento federal é tripartido (fiscal, investimento das empresas e seguridade social); PRINCÍPIO DA UNIVERSALIDADE Lei 4.320/64. Art. 3° A Lei de Orçamentos compreenderá todas as receitas, inclusive as de operações de crédito autorizadas em lei. PRINCÍPIO DA UNIVERSALIDADE Lei 4.320/64. Art. 4º A Lei de Orçamento compreenderá todas as despesas próprias dos órgãos do governo e da administração centralizada, ou que, por intermédio deles se devam realizar, observado o disposto no artigo 2°. EXCEÇÕES À UNIVERSALIDADE •Operações de crédito por antecipação de receita; > Emissões de papel-moeda; > Outras entradascompensatórias, no ativo e passivo financeiros, como, por exemplo, depósitos e cauções. EXCEÇÕES À UNIVERSALIDADE •Não impede a cobrança de tributo não previsto no orçamento: Sumula STF 66: "E legítima a cobrança do tributo que houver sido aumentado após o orçamento, mas antes do início do respectivo exercício financeiro." PRINCÍPIO DA ANUALIDADE Lei 4.320/64. Art. 34. O exercício financeiro coincidirá com o ano civil. CF/88. Art. 167: §1° Nenhum investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro poderá ser iniciado sem prévia inclusão no plano plurianual, ou sem lei que autorize a inclusão, sob pena de crime de responsabilidade. PRINCÍPIO DO ORÇAMENTO BRUTO Lei 4.320/64. Art. 6° Todas as receitas e despesas constarão da Lei de Orçamento pelos seus totais, vedadas quaisquer deduções. Lei de Responsabilidade Fiscal. Art. 18 (...) § 3° Para a apuração da despesa total com pessoal, será observada a remuneração bruta do servidor, sem qualquer dedução ou retenção, ressalvada a redução para atendimento ao disposto no art. 37, inciso XI, da Constituição Federal. PRINCÍPIO DA ESPECIFICAÇÃO OU ESPECIALIDADE Lei 4.320/64. Art. 5º A Lei de Orçamento não consignará dotações globais destinadas a atender indiferentemente a despesas de pessoal, material, serviços de terceiros, transferências ou quaisquer outras, ressalvado o disposto no artigo 20 e seu parágrafo único. Lei de Responsabilidade Fiscal Art. 5° (...) § 4° É vedado consignar na lei orçamentária crédito com finalidade imprecisa ou com dotação ilimitada. Leis orçamentárias - PPA, LDO e LOA. PPA➡ LDO➡LOA Aplica-se o princípio da simetria > São leis ordinárias (art. 165, CF/88); > Iniciativa do Chefe do Executivo (art. 84, XXIII, CF/88); > Cada ente federativo elabora seu próprio orçamento (PPA, LDO, LOA); > Prazos, exercício financeiro, vigência, elaboração e organização deve ser estabelecido por Lei Complementar (art. 165, § 9°, CF/88). > Atualmente, art. 35, § 2°, ADCT. PLANO PLURIANUAL – PPA Art. 165. (...) § 1º A lei que instituir o plano plurianual estabelecerá, de forma regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas (DOM) da administração pública federal para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada. Art. 165. (...) § 4º Os planos e programas nacionais, regionais e setoriais previstos nesta Constituição serão elaborados em consonância com o plano plurianual e apreciados pelo Congresso Nacional. Art. 167. (...) § 1° Nenhum investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro poderá ser iniciado sem prévia inclusão no plano plurianual, ou sem lei que autorize a inclusão, sob pena de crime de responsabilidade. Vigência de 4 anos, iniciando sua execução no segundo ano do Mandato do Chefe do Poder Executivo e encerrando-a no primeiro ano do mandato do próximo dirigente eleito; O projeto de PPA será encaminhado pelo Poder Executivo até quatro meses antes do encerramento do primeiro exercício financeiro (31/08) e devolvido para sanção até o encerramento da sessão legislativa (22/12). V ATENÇÃO: Não se aplica a simetria! LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS – LDO Art. 165, § 2° - A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e prioridades (MP) da administração pública federal, estabelecerá as diretrizes de política fiscal e respectivas metas, em consonância com trajetória sustentável da dívida pública, orientará a elaboração da lei orçamentária anual, disporá sobre as alterações na legislação tributária e estabelecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento. Art. 169. (...) § 1º A concessão de qualquer vantagem ou aumento de remuneração, a criação de cargos, empregos e funções ou alteração de estrutura de carreiras, bem como a admissão ou contratação de pessoal, a qualquer título, pelos órgãos e entidades da administração direta ou indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo poder público, só poderão ser feitas: Il - se houver autorização específica na lei de diretrizes orçamentárias. Ressalvadas as empresas públicas e as sociedades de economia mista. (...) A ausência de dotação orçamentária prévia em legislação específica não autoriza a declaração de inconstitucionalidade da lei, impedindo tão somente a sua aplicação naquele exercício financeiro. Ação direta não conhecida pelo argumento da violação do art. 169, § 1°, da Carta Magna. [ADI 3.599, rel. min. Gilmar Mendes, DJ de 14-9-2007. LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS NA LRF Equilíbrio entre receitas e despesas; Critérios e forma de limitação de empenho; Normas relativas ao controle de custos; Avaliação dos resultados dos programas financiados com recursos dos orçamentos; Condições e exigências para transferências de recursos; Anexo de Metas Fiscais; Anexo de Riscos Fiscais. Art. 4° (...) § 1º Integrará o projeto de lei de diretrizes orçamentárias Anexo de Metas Fiscais, em que serão estabelecidas metas anuais, em valores correntes e constantes, relativas a receitas, despesas, resultados nominal e primário e montante da dívida pública, para o exercício a que se referirem e para os dois seguintes. Art. 4° (...) § 3° A lei de diretrizes orçamentárias conterá Anexo de Riscos Fiscais, onde serão avaliados os passivos contingentes e outros riscos capazes de afetar as contas públicas, informando as providências a serem tomadas, caso se concretizem. PRAZOS PARA A LDO Será encaminhado até oito meses e meio antes do encerramento do exercício financeiro (15/04) e devolvido para sanção até o encerramento do primeiro período da sessão legislativa (17/07). Art. 57. (...) § 2º - A sessão legislativa não será interrompida sem a aprovação do projeto de lei de diretrizes orçamentárias. ATENÇÃO: Não se aplica a simetria! LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL (LOA) A lei orçamentária é lei de efeito concreto para vigorar por prazo determinado. Vigora por somente um exercício financeiro (lei ânua). Nenhuma despesa pode ser realizada sem fixação orçamentária. Formada por três espécies de orçamento, conforme art. 165: Orçamento Fiscal; Orçamento de Investimento; Orçamento de Seguridade Social. I- O orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público; Il - O orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto; Somente as estatais INDEPENDENTES. Exemplo: Petrobras Ill - o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculados, da administração direta ou indireta, bem como os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo Poder Público. O orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da Administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público está compreendido na lei a) do orçamento anual. b) orgânica. c) de responsabilidade fiscal. d) de diretrizes orçamentárias. e) do plano diretor. Lembre-se, cada Poder elabora sua proposta parcial de orçamento. Art. 165. (...) § 6º - O projeto de lei orçamentária será acompanhado de demonstrativo regionalizado do efeito, sobre as receitas e despesas, decorrente de isenções, anistias, remissões, subsídios e benefícios de natureza financeira, tributária e creditícia. Princípio da transparência orçamentária Art. 165. (...) § 8º A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa, não se incluindo na proibição a autorização para abertura de créditos suplementares e contratação de operações de crédito, ainda que por antecipaçãode receita, nos termos da lei. Princípio da exclusividade orçamentária I - Demonstrativo da compatibilidade da programação dos orçamentos com os objetivos e as metas constantes do Anexo de Metas Fiscais da LDO; II - Demonstrativo de compensação, renúncia de receitas e aumento de despesas obrigatórias de caráter continuado (despesas correntes com obrigação superior a dois exercícios); III - Reserva de contingência para atender apenas aos Passivos Contingentes e eventos fiscais imprevistos. Art. 5º. (...) § 1º Todas as despesas relativas à dívida pública, mobiliária ou contratual, e as receitas que as atenderão, constarão da lei orçamentaria anual. Art. 5°. (...) § 4º É vedado consignar na lei orçamentária crédito com finalidade imprecisa ou com dotação ilimitada. PRAZOS PARA A LOA O projeto de LOA será encaminhado pelo Poder Executivo até quatro meses antes do encerramento do primeiro exercício financeiro (31/08) e devolvido para sanção até o encerramento da sessão legislativa (22/12). Na União, mesmos prazos do PPA. O que acontece caso o Poder Executivo não envie a proposta de LOA? Não recebendo o poder Legislativo a proposta encaminhada no prazo fixado na Constituição, o Poder Legislativo considerará como proposta a Lei de Orçamento vigente. (art. 32 da Lei 4320/64) O que acontece se sobrarem recursos após veto, emenda ou rejeição? Art. 166 (...) § 8° Os recursos que, em decorrência de veto, emenda ou rejeição do projeto de lei orçamentária anual, ficarem sem despesas correspondentes poderão ser utilizados, conforme o caso, mediante créditos especiais ou suplementares, com prévia e específica autorização legislativa. CRÉDITOS ADICIONAIS Suplementar - uma despesa que já existe na Lei Orçamentária. Especiais - Despesa nova. Extraordinária - situação Emergencial ou calamidade pública. Lei 4.320/64 Art. 40. São créditos adicionais, as autorizações de despesas não computadas ou insuficiente dotadas na LOA. (ESPECIAL e UPLEMENTAR) Art. 42. Os créditos suplementares e especiais serão autorizados por lei e abertos por decreto executivo. Art. 43. A abertura dos créditos suplementares e especiais depende da existência de recursos disponíveis para ocorrer a despesa e será precedida de exposição justificativa. §1° Consideram-se recursos para o fim deste artigo, desde que não comprometidos: I - o superávit financeiro apurado em balanço patrimonial do exercício anterior; Il - os provenientes de excesso de arrecadação; Ill - os resultantes de anulação parcial ou total de dotações orçamentárias ou de créditos adicionais, autorizados em Lei; IV - o produto de operações de credito autorizadas, em forma que juridicamente possibilite ao poder executivo realiza-las. > RECURSOS SEM DESPESAS CORRESPONDENTES (art. 166, § 8° da CF); > RESERVA DE CONTINGÊNCIA (art. 5, III da LRF). Lei 4.320/64 Art. 46. O ato que abrir crédito adicional indicará a importância, a espécie do mesmo e a classificação da despesa, até onde fôr possível. CRÉDITOS SUPLEMENTARES: reforçam dotação já existente; CRÉDITOS ESPECIAIS: criam dotação inexistente na LOA; CRÉDITOS EXTRAORDINÁRIOS: criam ou reforçam dotação em casos de despesas urgentes ou imprevisíveis (guerra, comoção interna ou calamidade pública). Os créditos suplementares podem já estar previstos na LOA (art. 165, § 8°). * Exceção ao princípio da exclusividade. Também podem ser objeto de lei específica. Iniciativa e tramitação iguais ao da LOA. Os créditos especiais necessitam ser autorizados por lei específica. Iniciativa e tramitação iguais ao da LOA. * Vigência apenas no ano de aprovação, exceto se aprovado nos últimos 4 meses do exercício. Os créditos extraordinários são criados por Decreto ou Medida Provisória. Vigência apenas no ano da aprovação, exceto se aprovado nos últimos 4 meses do exercício. Deve ser demonstrada a existência de uma das situações de imprevisibilidade e urgência: guerra, comoção interna e/ou calamidade pública. (STF, ADI 4840) Ao contrário do que ocorre em relação aos requisitos de relevância e urgência (art. 62), que se submetem a uma ampla margem de discricionariedade por parte do Presidente da República, os requisitos de imprevisibilidade e urgência (art. 167, § 3°) recebem densificação normativa da Constituição. Os conteúdos semânticos das expressões "guerra", "comoção interna" e "calamidade pública" constituem vetores para a interpretação/aplicação do art. 167, § 3° c/c o art. 62, § 1º, inciso I, alínea d, da Constituição. "Guerra", "comoção interna" e "calamidade pública" são conceitos que representam realidades ou situações fáticas de extrema gravidade e de consequências imprevisíveis para a ordem pública e a paz social, e que dessa forma requerem, com a devida urgência, a adoção de medidas singulares e extraordinárias. DESPESAS PÚBLICAS Despesa pública representa a utilização, pelo agente público competente, de recursos financeiros previstos na dotação orçamentária. Despesa pública pressupõe dispêndio de dinheiro. Classificação de despesas pela Lei 4.320/64 DESPESA DE CUSTEIO - tem uma contra partida para o Estado. Exemplo: trabalho do juiz TRANSFERÊNCIA CORRENTE - não há mais a contra partida. Exemplo: pagamento do salário do juiz aposentado e benefício do inss. DESPESAS DE CUSTEIO Tem contrapartida para o Estado. - Conservação e adaptação de imóveis públicos; - Pagamento de salários; - Material de consumo. TRANSFERÊNCIAS CORRENTES Não tem contrapartida para o Estado. - Pagamento de inativos; - Pagamento de juros da dívida. DESPESA DE CAPITAL - gera patrimônio para o Estado - Investimento - um novo patrimônio; - Inversão Financeira; - Transferência de Capital. DESPESAS CORRENTES Despesas de custeio Tem contrapartida para o Estado. - Conservação e adaptação de imóveis públicos; - Pagamento de salários; - Material de consumo. TRANSFERÊNCIAS CORRENTES Não tem contrapartida para o Estado. - Pagamento de inativos; - Pagamento de juros da dívida. (O pagamento do principal é uma despesa de Capital) DESPESA DE CAPITAL - gera patrimônio para o Estado - Investimento - um novo patrimônio. - Inversão Financeira - acréscimo ao patrimônio do Estado não gera acréscimo na prestação do serviço público. - Transferência de Capital - passa dinheiro para outro ente federativo, DESPESAS DE CAPITAL INVESTIMENTOS: - Compra de imóveis e obras; - Aquisição de material permanente; - Aumento de capital de empresas sem caráter comercial. Inversões financeiras: - Compra de imóveis já em utilização; - Aumento de capital de empresas com caráter comercial ou financeiro. Transferência de capital: - Auxílio para obras públicas; - Amortização da Dívida Pública. Fases da despesa pública Empenho - Lei 4.320/64 Art. 58. O empenho de despesa é o ato emanado de autoridade competente que cria para o Estado obrigação de pagamento pendente ou não de implemento de condição. - Toda despesa demanda prévio empenho; - Visa garantir os credores; - Representa reserva de recursos; - Diminui do item orçamentário a quantia necessária ao pagamento; - A emissão do empenho não produz efeito patrimonial (AGU 2015); A nota de empenho emitida por agente público é título executivo extrajudicial por ser dotada dos requisitos da liquidez, certeza e exigibilidade. Precedentes. (STJ. Resp 894.726. 29/10/2009) “Toda despesa tem Empenho, mas nem toda Despesa tem a Nota de Empenho. “ Lei 4.320/64 Art. 60. É vedada a realização de despesa sem prévio empenho. § 1º Em casos especiais previstos na legislação específica será dispensada a emissão da nota de empenho. Lei 14.133/21 Art. 95. Oinstrumento de contrato é obrigatório, salvo nas seguintes hipóteses, em que a Administração poderá substituí-lo por outro instrumento hábil, como carta-contrato, nota de empenho de despesa, autorização de compra ou ordem de execução de serviço: I- dispensa de licitação em razão de valor; Il - compras com entrega imediata e integral dos bens adquiridos e dos quais não resultem obrigações futuras, inclusive quanto a assistência técnica, independentemente de seu valor. Tipos de empenho - Empenho ordinário: montante previamente conhecido e pagamento de uma única vez. - Empenho por estimativa: impossível prever o montante exato. E feita uma estimativa do gasto para o exercício financeiro. - Empenho global: montante previamente conhecido, porém o pagamento é realizado em diversas parcelas. “ Nota de Empenho pode substituir o contrato administrativo”