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ATIVIDADES FINANCEIRA DO ESTADO 
Conjunto de ações desempenhadas pelo Estado, com o fim de criar, 
adquirir, gerir e despender recursos para suprir as necessidades 
humanas coletivas, de natureza pública. 
Elementos da atividade financeira 
* Orçamento público; 
* Receitas públicas; 
* Despesas públicas; e 
* Crédito público. 
Sistema financeiro nacional. 
ORÇAMENTO PÚBLICO 
Natureza jurídica do orçamento 
Majoritário no Brasil 
O orçamento é lei em sentido formal, que apenas prevê receitas e 
autoriza despesas. 
* A previsão da despesa na LOA funciona apenas como "teto" ou 
"limite negativo". 
Lei Autorizativa. A previsão da despesa não gera direito subjetivo a 
ser assegurado por via judicial. "o simples fato de ser incluída no 
orçamento uma verba de auxílio a esta ou aquela instituição não 
gera, de pronto, direito a esse auxílio; (...) a previsão de despesa, 
em lei orçamentária, não gera direito subjetivo a ser assegurado por 
via judicial" 
REXT 34.581-DF e 75.908- PR. 
CONTROLE ABSTRATO DE CONSTITUCIONALIDADE DE 
NORMAS ORÇAMENTARIAS. O Supremo Tribunal Federal deve 
exercer sua função precípua de fiscalização da constitucionalidade 
das leis e dos atos normativos quando houver um tema ou uma 
controvérsia constitucional suscitada em abstrato, independente do 
caráter geral ou específico, concreto ou abstrato de seu objeto. 
ADI 4.048-DF - Julgamento em 14/02/2011 
Fiscalização abstrata de normas orçamentárias. (...) Legítimo 
controle orçamentário pelo Poder Legislativo. Ausência do abuso do 
poder de emenda. 
Inocorrência de desvio de finalidade ou de desproporcionalidade. 
(...) 
Consectariamente, diante da ausência de abusividade, deve-se 
declarar que a função de definir receitas e despesas do aparato 
estatal é uma das mais tradicionais e relevantes do Poder 
Legislativo, impondo-se ao Poder Judiciário, no caso, uma postura 
de deferência institucional em relação ao debate parlamentar (...). 
[ADI 5.468, rel. min. Luiz Fux, j. 30-6-2016, DJE de 2-8-2017.] 
 
Após a EC 86/2015, parte do orçamento é impositivo: 
Art. 166 (...) 
§ 9° As emendas individuais ao projeto de lei orçamentária serão 
aprovadas no limite de 1,2% (um inteiro e dois décimos por cento) da 
receita corrente líquida prevista no projeto encaminhado pelo Poder 
Executivo, sendo que a metade deste percentual será destinada a 
ações e serviços públicos de saúde. 
(..) 
§ 11. É obrigatória a execução orçamentária e financeira das 
programações a que se refere o § 9° deste artigo, em montante 
correspondente a 1,2% (um inteiro e dois décimos por cento) da 
receita corrente líquida realizada no exercício anterior, conforme os 
critérios para a execução equitativa da programação definidos na lei 
complementar prevista no § 9° do art. 165. 
(...) 
§ 13. As programações orçamentárias previstas nos §§ 11 e 12 
deste artigo não serão de execução obrigatória nos casos dos 
impedimentos de ordem técnica. 
Após a EC 100/2019, também são impositivas as emendas das 
bancadas: 
(..) 
§ 12. A garantia de execução de que trata o § 11 deste artigo 
aplica-se também às programações incluídas por todas as emendas 
de iniciativa de bancada de parlamentares de Estado ou do Distrito 
Federal, no montante de até 1% (um por cento) da receita corrente 
líquida realizada no exercício anterior. 
§ 16. Quando a transferência obrigatória da União para a 
execução da programação prevista nos §§ 11 e 12 deste artigo for 
destinada a Estados, ao Distrito Federal e a Municípios, independerá 
da adimplência do ente federativo destinatário e não integrará a base 
de cálculo da receita corrente líquida para fins de aplicação dos 
limites de despesa de pessoal de que trata o caput do art. 169. 
§ 18. Se for verificado que a reestimativa da receita e da 
despesa poderá resultar no não cumprimento da meta de resultado 
fiscal estabelecida na lei de diretrizes orçamentárias, os montantes 
previstos nos §§ 11 e 12 deste artigo poderão ser reduzidos em até 
a mesma proporção da limitação incidente sobre o conjunto das 
demais despesas discricionárias. 
§ 20. As programações de que trata o § 12 deste artigo, quando 
versarem sobre o início de investimentos com duração de mais de 1 
(um) exercício financeiro ou cuja execução já tenha sido iniciada, 
deverão ser objeto de emenda pela mesma bancada estadual, a cada 
exercício, até a conclusão da obra ou do empreendimento. 
 
PODER DE INICIATIVA EM ORÇAMENTO PÚBLICO 
Art. 84 - Compete privativamente ao Presidente da República: 
XXIII - enviar ao Congresso Nacional o plano plurianual, o projeto 
de lei de diretrizes orçamentárias e as propostas de orçamento 
previstos nesta Constituição; 
Por força de vinculação administrativo-constitucional, a 
competência para propor orçamento anual é privativa do Chefe 
do Poder Executivo." (ADI 882, Rel. Min. Maurício Corrêa, 
julgamento em 19-2-04, DJ de 23-4-04)/ Aplicação do Princípio 
da Simetria. 
Ação direta de inconstitucionalidade. "Brasília Music Festival". 
Lei distrital 3.189/2003. Previsão de encargos orçamentários às 
Secretarias de Estado de Cultura e de Segurança Pública. 
Projeto de lei encaminhado por parlamentar. 
Vício de iniciativa. Violação aos arts. 61, § 1°, II, b; e 165, III, da 
CF. 
(ADI 4.180, rel. min. Gilmar Mendes, j. 11-9-2014) v Aplicação do 
Princípio da Simetria. 
VEDAÇÕES ORÇAMENTÁRIAS ART. 167 - CF/88 
 
Art. 167. São vedados: 
I - o início de programas ou projetos não incluídos na lei 
orçamentária anual; 
Il - a realização de despesas ou a assunção de obrigações 
diretas que excedam os créditos orçamentários ou adicionais; 
* Princípio da universalidade. 
Ill - a realização de operações de créditos que excedam o 
montante das despesas de capital, ressalvadas as autorizadas 
mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade 
precisa, aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta; 
Regra de ouro da Administração Pública 
VII - a concessão ou utilização de créditos ilimitados; 
IX - a instituição de fundos de qualquer natureza, sem prévia 
autorização legislativa. 
XIV - a criação de fundo público, quando seus objetivos 
puderem ser alcançados mediante a vinculação de receitas 
orçamentárias específicas ou mediante a execução direta por 
programação orçamentária e financeira de órgão ou entidade da 
administração pública. 
 
 
 
 
 
PRINCÍPIOS ORÇAMENTÁRIOS 
 
 
EXCLUSIVIDADE 
X 
UNIDADE/TOTALIDADE 
X 
UNIVERSALIDADE 
 
PRINCÍPIO DA EXCLUSIVIDADE 
 
Art. 165. (...) § 8° A lei orçamentária anual não conterá dispositivo 
estranho à previsão da receita e à fixação da despesa, não se 
incluindo na proibição a autorização para abertura de créditos 
suplementares e contratação de operações de crédito, ainda que por 
antecipação de receita, nos termos da lei. 
 
PRINCÍPIO DA EXCLUSIVIDADE 
 
Art. 165. (...) § 8° A lei orçamentária anual não conterá dispositivo 
estranho à previsão da receita e à fixação da despesa, não se 
incluindo na proibição a autorização para abertura de créditos 
suplementares e contratação de operações de crédito, ainda que por 
antecipação de receita, nos termos da lei. 
 
PRINCÍPIO DA UNIDADE/TOTALIDADE 
 
> É unidade política e não documental; 
> Cada ente político elabora um único orçamento; 
>O orçamento federal é tripartido (fiscal, investimento das 
empresas e seguridade social); 
 
PRINCÍPIO DA UNIVERSALIDADE 
Lei 4.320/64. 
Art. 3° A Lei de Orçamentos compreenderá todas as receitas, 
inclusive as de operações de crédito autorizadas em lei. 
 
PRINCÍPIO DA UNIVERSALIDADE 
 
Lei 4.320/64. 
Art. 4º A Lei de Orçamento compreenderá todas as despesas 
próprias dos órgãos do governo e da administração centralizada, ou 
que, por intermédio deles se devam realizar, observado o disposto 
no artigo 2°. 
 
EXCEÇÕES À UNIVERSALIDADE 
 
•Operações de crédito por antecipação de receita; 
> Emissões de papel-moeda; 
> Outras entradascompensatórias, no ativo e passivo 
financeiros, como, por exemplo, depósitos e cauções. 
EXCEÇÕES À UNIVERSALIDADE 
•Não impede a cobrança de tributo não previsto no orçamento: 
Sumula STF 66: "E legítima a cobrança do tributo que houver sido 
aumentado após o orçamento, mas antes do início do respectivo 
exercício financeiro." 
 
 
 
PRINCÍPIO DA ANUALIDADE 
Lei 4.320/64. 
Art. 34. O exercício financeiro coincidirá com o ano civil. 
CF/88. Art. 167: 
§1° Nenhum investimento cuja execução ultrapasse um 
exercício financeiro poderá ser iniciado sem prévia inclusão no plano 
plurianual, ou sem lei que autorize a inclusão, sob pena de crime de 
responsabilidade. 
 
PRINCÍPIO DO ORÇAMENTO BRUTO 
Lei 4.320/64. 
Art. 6° Todas as receitas e despesas constarão da Lei de 
Orçamento pelos seus totais, vedadas quaisquer deduções. 
Lei de Responsabilidade Fiscal. 
Art. 18 (...) 
§ 3° Para a apuração da despesa total com pessoal, será 
observada a remuneração bruta do servidor, sem qualquer dedução 
ou retenção, ressalvada a redução para atendimento ao disposto no 
art. 37, inciso XI, da Constituição Federal. 
 
PRINCÍPIO DA ESPECIFICAÇÃO OU ESPECIALIDADE 
 
Lei 4.320/64. 
 
Art. 5º A Lei de Orçamento não consignará dotações globais 
destinadas a atender indiferentemente a despesas de pessoal, 
material, serviços de terceiros, transferências ou quaisquer outras, 
ressalvado o disposto no artigo 20 e seu parágrafo único. 
 
Lei de Responsabilidade Fiscal 
 
Art. 5° (...) 
§ 4° É vedado consignar na lei orçamentária crédito com 
finalidade imprecisa ou com dotação ilimitada. 
 
Leis orçamentárias - PPA, LDO e LOA. 
PPA➡ LDO➡LOA 
Aplica-se o princípio da simetria 
> São leis ordinárias (art. 165, CF/88); 
> Iniciativa do Chefe do Executivo (art. 84, XXIII, CF/88); 
> Cada ente federativo elabora seu próprio orçamento (PPA, 
LDO, LOA); 
> Prazos, exercício financeiro, vigência, elaboração e 
organização deve ser estabelecido por Lei Complementar (art. 
165, § 9°, CF/88). 
> Atualmente, art. 35, § 2°, ADCT. 
 
PLANO PLURIANUAL – PPA 
Art. 165. (...) 
§ 1º A lei que instituir o plano plurianual estabelecerá, de forma 
regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas (DOM) da 
administração pública federal para as despesas de capital e outras 
delas decorrentes e para as relativas aos programas de duração 
continuada. 
Art. 165. (...) 
§ 4º Os planos e programas nacionais, regionais e setoriais 
previstos nesta Constituição serão elaborados em consonância com 
o plano plurianual e apreciados pelo Congresso Nacional. 
Art. 167. (...) 
§ 1° Nenhum investimento cuja execução ultrapasse um 
exercício financeiro poderá ser iniciado sem prévia inclusão no plano 
plurianual, ou sem lei que autorize a inclusão, sob pena de crime de 
responsabilidade. 
Vigência de 4 anos, iniciando sua execução no segundo ano do 
Mandato do Chefe do Poder Executivo e encerrando-a no primeiro 
ano do mandato do próximo dirigente eleito; 
O projeto de PPA será encaminhado pelo Poder Executivo até 
quatro meses antes do encerramento do primeiro exercício financeiro 
(31/08) e devolvido para sanção até o encerramento da sessão 
legislativa (22/12). 
V ATENÇÃO: Não se aplica a simetria! 
 
LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS – LDO 
 
Art. 165, § 2° - A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá 
as metas e prioridades (MP) da administração pública federal, 
estabelecerá as diretrizes de política fiscal e respectivas metas, em 
consonância com trajetória sustentável da dívida pública, orientará a 
elaboração da lei orçamentária anual, disporá sobre as alterações na 
legislação tributária e estabelecerá a política de aplicação das 
agências financeiras oficiais de fomento. 
Art. 169. (...) § 1º A concessão de qualquer vantagem ou 
aumento de remuneração, a criação de cargos, empregos e funções 
ou alteração de estrutura de carreiras, bem como a admissão ou 
contratação de pessoal, a qualquer título, pelos órgãos e entidades 
da administração direta ou indireta, inclusive fundações instituídas e 
mantidas pelo poder público, só poderão ser feitas: 
Il - se houver autorização específica na lei de diretrizes 
orçamentárias. Ressalvadas as empresas públicas e as sociedades 
de economia mista. 
(...) A ausência de dotação orçamentária prévia em legislação 
específica não autoriza a declaração de inconstitucionalidade da lei, 
impedindo tão somente a sua aplicação naquele exercício financeiro. 
Ação direta não conhecida pelo argumento da violação do art. 169, § 
1°, da Carta Magna. 
[ADI 3.599, rel. min. Gilmar Mendes, DJ de 14-9-2007. 
 
LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS NA LRF 
 
Equilíbrio entre receitas e despesas; 
 Critérios e forma de limitação de empenho; 
 Normas relativas ao controle de custos; 
 Avaliação dos resultados dos programas financiados com recursos 
dos orçamentos; 
 Condições e exigências para transferências de recursos; 
 Anexo de Metas Fiscais; 
 Anexo de Riscos Fiscais. 
 
Art. 4° (...) 
§ 1º Integrará o projeto de lei de diretrizes orçamentárias Anexo de 
Metas Fiscais, em que serão estabelecidas metas anuais, em valores 
correntes e constantes, relativas a receitas, despesas, resultados 
nominal e primário e montante da dívida pública, para o exercício a 
que se referirem e para os dois seguintes. 
Art. 4° (...) 
§ 3° A lei de diretrizes orçamentárias conterá Anexo de Riscos 
Fiscais, onde serão avaliados os passivos contingentes e outros 
riscos capazes de afetar as contas públicas, informando as 
providências a serem tomadas, caso se concretizem. 
PRAZOS PARA A LDO 
Será encaminhado até oito meses e meio antes do encerramento 
do exercício financeiro (15/04) e devolvido para sanção até o 
encerramento do primeiro período da sessão legislativa (17/07). 
Art. 57. (...) § 2º - A sessão legislativa não será interrompida sem a 
aprovação do projeto de lei de diretrizes orçamentárias. 
ATENÇÃO: Não se aplica a simetria! 
 
LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL (LOA) 
A lei orçamentária é lei de efeito concreto para vigorar por prazo 
determinado. 
Vigora por somente um exercício financeiro (lei ânua). 
Nenhuma despesa pode ser realizada sem fixação orçamentária. 
 
Formada por três espécies de orçamento, conforme art. 165: 
Orçamento Fiscal; 
Orçamento de Investimento; 
Orçamento de Seguridade Social. 
I- O orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus 
fundos, órgãos e entidades da administração direta e indireta, 
inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público; 
Il - O orçamento de investimento das empresas em que a 
União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social 
com direito a voto; 
Somente as estatais INDEPENDENTES. 
Exemplo: Petrobras 
Ill - o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as 
entidades e órgãos a ela vinculados, da administração direta ou 
indireta, bem como os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo 
Poder Público. 
O orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus 
fundos, órgãos e entidades da Administração direta e indireta, 
inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público está 
compreendido na lei 
a) do orçamento anual. 
b) orgânica. 
c) de responsabilidade fiscal. 
d) de diretrizes orçamentárias. 
e) do plano diretor. 
Lembre-se, cada Poder elabora sua proposta parcial de 
orçamento. 
Art. 165. (...) § 6º - O projeto de lei orçamentária será 
acompanhado de demonstrativo regionalizado do efeito, sobre as 
receitas e despesas, decorrente de isenções, anistias, remissões, 
subsídios e benefícios de natureza financeira, tributária e creditícia. 
 
Princípio da transparência orçamentária 
Art. 165. 
(...) § 8º A lei orçamentária anual não conterá dispositivo 
estranho à previsão da receita e à fixação da despesa, não se 
incluindo na proibição a autorização para abertura de créditos 
suplementares e contratação de operações de crédito, ainda que por 
antecipaçãode receita, nos termos da lei. 
 
Princípio da exclusividade orçamentária 
I - Demonstrativo da compatibilidade da programação dos 
orçamentos com os objetivos e as metas constantes do Anexo de 
Metas Fiscais da LDO; 
II - Demonstrativo de compensação, renúncia de receitas e 
aumento de despesas obrigatórias de caráter continuado (despesas 
correntes com obrigação superior a dois exercícios); 
III - Reserva de contingência para atender apenas aos Passivos 
Contingentes e eventos fiscais imprevistos. 
 
Art. 5º. 
(...) § 1º Todas as despesas relativas à dívida pública, 
mobiliária ou contratual, e as receitas que as atenderão, constarão 
da lei orçamentaria anual. 
 
Art. 5°. 
(...) § 4º É vedado consignar na lei orçamentária crédito com 
finalidade imprecisa ou com dotação ilimitada. 
PRAZOS PARA A LOA 
 
O projeto de LOA será encaminhado pelo Poder Executivo até 
quatro meses antes do encerramento do primeiro exercício 
financeiro (31/08) e devolvido para sanção até o encerramento da 
sessão legislativa (22/12). 
Na União, mesmos prazos do PPA. 
 
O que acontece caso o Poder Executivo não envie a proposta de 
LOA? 
Não recebendo o poder Legislativo a proposta encaminhada no prazo 
fixado na Constituição, o Poder Legislativo considerará como 
proposta a Lei de 
Orçamento vigente. (art. 32 da Lei 4320/64) 
 
O que acontece se sobrarem recursos após veto, emenda ou 
rejeição? 
Art. 166 (...) 
§ 8° Os recursos que, em decorrência de veto, emenda ou 
rejeição do projeto de lei orçamentária anual, ficarem sem despesas 
correspondentes poderão ser utilizados, conforme o caso, mediante 
créditos especiais ou suplementares, com prévia e específica 
autorização legislativa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
CRÉDITOS ADICIONAIS 
 
 
 
Suplementar - uma despesa que já existe na Lei Orçamentária. 
Especiais - Despesa nova. 
Extraordinária - situação Emergencial ou calamidade pública. 
 
Lei 4.320/64 
Art. 40. São créditos adicionais, as autorizações de despesas 
não computadas ou insuficiente dotadas na LOA. (ESPECIAL e 
UPLEMENTAR) 
Art. 42. Os créditos suplementares e especiais serão 
autorizados por lei e abertos por decreto executivo. 
Art. 43. A abertura dos créditos suplementares e especiais 
depende da existência de recursos disponíveis para ocorrer a 
despesa e será precedida de exposição justificativa. 
 
§1° Consideram-se recursos para o fim deste artigo, desde que 
não comprometidos: 
I - o superávit financeiro apurado em balanço patrimonial do 
exercício anterior; 
Il - os provenientes de excesso de arrecadação; 
Ill - os resultantes de anulação parcial ou total de dotações 
orçamentárias ou de créditos adicionais, autorizados em Lei; 
IV - o produto de operações de credito autorizadas, em forma 
que juridicamente possibilite ao poder executivo realiza-las. 
 
> RECURSOS SEM DESPESAS CORRESPONDENTES 
(art. 166, § 8° da CF); 
> RESERVA DE CONTINGÊNCIA (art. 5, III da LRF). 
Lei 4.320/64 
Art. 46. O ato que abrir crédito adicional indicará a importância, 
a espécie do mesmo e a classificação da despesa, até onde fôr 
possível. 
CRÉDITOS SUPLEMENTARES: reforçam dotação já 
existente; 
CRÉDITOS ESPECIAIS: criam dotação inexistente na LOA; 
CRÉDITOS EXTRAORDINÁRIOS: criam ou reforçam dotação 
em casos de despesas urgentes ou imprevisíveis (guerra, 
comoção interna ou calamidade pública). 
Os créditos suplementares podem já estar previstos na LOA 
(art. 165, § 8°). 
* Exceção ao princípio da exclusividade. 
Também podem ser objeto de lei específica. 
Iniciativa e tramitação iguais ao da LOA. 
Os créditos especiais necessitam ser autorizados por lei 
específica. 
Iniciativa e tramitação iguais ao da LOA. 
* Vigência apenas no ano de aprovação, exceto se aprovado 
nos últimos 4 meses do exercício. 
Os créditos extraordinários são criados por Decreto ou 
Medida Provisória. 
Vigência apenas no ano da aprovação, exceto se aprovado nos 
últimos 4 meses do exercício. 
Deve ser demonstrada a existência de uma das situações de 
imprevisibilidade e urgência: guerra, comoção interna e/ou 
calamidade pública. (STF, ADI 4840) 
 
Ao contrário do que ocorre em relação aos requisitos de 
relevância e urgência (art. 62), que se submetem a uma ampla 
margem de discricionariedade por parte do Presidente da 
República, os requisitos de imprevisibilidade e urgência (art. 
167, § 3°) recebem densificação normativa da Constituição. 
 
Os conteúdos semânticos das expressões "guerra", 
"comoção interna" e "calamidade pública" constituem 
vetores para a interpretação/aplicação do art. 167, § 3° c/c o 
art. 62, § 1º, inciso I, alínea d, da Constituição. "Guerra", 
"comoção interna" e "calamidade pública" são conceitos que 
representam realidades ou situações fáticas de extrema 
gravidade e de consequências imprevisíveis para a ordem 
pública e a paz social, e que dessa forma requerem, com a 
devida urgência, a adoção de medidas singulares e 
extraordinárias. 
 
 
DESPESAS PÚBLICAS 
 
 
Despesa pública representa a utilização, pelo agente público 
competente, de recursos financeiros previstos na dotação 
orçamentária. Despesa pública pressupõe dispêndio de dinheiro. 
Classificação de despesas pela Lei 4.320/64 
 
 
DESPESA DE CUSTEIO - tem uma contra partida para o Estado. 
Exemplo: trabalho do juiz 
TRANSFERÊNCIA CORRENTE - não há mais a contra partida. 
Exemplo: pagamento do salário do juiz aposentado e benefício do 
inss. 
DESPESAS DE CUSTEIO 
Tem contrapartida para o Estado. 
- Conservação e adaptação de imóveis públicos; 
- Pagamento de salários; 
- Material de consumo. 
 
TRANSFERÊNCIAS CORRENTES 
Não tem contrapartida para o Estado. 
- Pagamento de inativos; 
- Pagamento de juros da dívida. 
 
DESPESA DE CAPITAL - gera patrimônio para o Estado 
- Investimento - um novo patrimônio; 
- Inversão Financeira; 
- Transferência de Capital. 
 
 
DESPESAS CORRENTES 
Despesas de custeio 
Tem contrapartida para o Estado. 
- Conservação e adaptação de imóveis públicos; 
- Pagamento de salários; 
- Material de consumo. 
 
TRANSFERÊNCIAS CORRENTES 
Não tem contrapartida para o Estado. 
- Pagamento de inativos; 
- Pagamento de juros da dívida. (O pagamento do principal é 
uma despesa de Capital) 
 
 
DESPESA DE CAPITAL - gera patrimônio para o Estado 
- Investimento - um novo patrimônio. 
- Inversão Financeira - acréscimo ao patrimônio do Estado não 
gera acréscimo na prestação do serviço público. 
- Transferência de Capital - passa dinheiro para outro ente 
federativo, 
 
DESPESAS DE CAPITAL 
 
INVESTIMENTOS: 
- Compra de imóveis e obras; 
- Aquisição de material permanente; 
- Aumento de capital de empresas sem caráter comercial. 
Inversões financeiras: 
 
- Compra de imóveis já em utilização; 
- Aumento de capital de empresas com caráter comercial ou 
financeiro. 
 
Transferência de capital: 
 
- Auxílio para obras públicas; 
- Amortização da Dívida Pública. 
 
 
Fases da despesa pública 
 
Empenho - Lei 4.320/64 
 
Art. 58. O empenho de despesa é o ato emanado de autoridade 
competente que cria para o Estado obrigação de pagamento 
pendente ou não de implemento de condição. 
- Toda despesa demanda prévio empenho; 
- Visa garantir os credores; 
- Representa reserva de recursos; 
- Diminui do item orçamentário a quantia necessária ao 
pagamento; 
- A emissão do empenho não produz efeito patrimonial (AGU 
2015); 
 
A nota de empenho emitida por agente público é título executivo 
extrajudicial por ser dotada dos requisitos da liquidez, certeza 
e exigibilidade. Precedentes. 
(STJ. Resp 894.726. 29/10/2009) 
 
“Toda despesa tem Empenho, mas nem toda Despesa tem a 
Nota de Empenho. “ 
 
Lei 4.320/64 
Art. 60. É vedada a realização de despesa sem prévio 
empenho. 
§ 1º Em casos especiais previstos na legislação 
específica será dispensada a emissão da nota de empenho. 
Lei 14.133/21 
Art. 95. Oinstrumento de contrato é obrigatório, salvo nas seguintes 
hipóteses, em que a Administração poderá substituí-lo por outro 
instrumento hábil, como carta-contrato, nota de empenho de 
despesa, autorização de compra ou ordem de execução de serviço: 
I- dispensa de licitação em razão de valor; 
Il - compras com entrega imediata e integral dos bens 
adquiridos e dos quais não resultem obrigações futuras, 
inclusive quanto a assistência técnica, independentemente de 
seu valor. 
Tipos de empenho 
- Empenho ordinário: montante previamente conhecido e 
pagamento de uma única vez. 
 
- Empenho por estimativa: impossível prever o montante 
exato. E feita uma estimativa do gasto para o exercício financeiro. 
 
- Empenho global: montante previamente conhecido, porém o 
pagamento é realizado em diversas parcelas. 
 
“ Nota de Empenho pode substituir o contrato administrativo”

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