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Cálculo trabalhista Apresentação Para ingressar com uma reclamação trabalhista de forma correta, é necessário que sejam calculadas as verbas rescisórias, que haja o entendimento da aplicação de multas em caso de inadimplemento, além do conhecimento da atualização desses valores. Dessa forma, saber como interpretar e aplicar a legislação trabalhista é de enorme importância para uma correta análise dos problemas que envolvem essa área. Nesta Unidade de Aprendizagem, você verá como calcular as principais verbas rescisórias, quais sejam: saldo de salários, aviso-prévio, férias e décimo terceiro. Além disso, conhecerá as multas previstas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) que se aplicam em caso de inadimplemento dessas verbas, bem como o percentual dos juros. Bons estudos. Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados: Reconhecer as principais verbas rescisórias. • Identificar as multas aplicáveis em caso de atraso no pagamento. • Definir o marco inicial da incidência de juros e correção. • Infográfico A correção monetária é um importante instrumento de equilíbrio no adimplemento de uma obrigação, principalmente quando decorre de um conflito de interesses mediado por ação judicial, que, muitas vezes, demora anos para alcançar uma decisão definitiva. Assim, com o uso da taxa de correção monetária, ainda que em tempo muito posterior ao cumprimento da obrigação, esta se dará de forma equânime, trazendo o equilíbrio nas relações. Neste Infográfico, você vai ver como ocorreu a evolução do uso de índices de correção monetária nos débitos trabalhistas. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/4bfc231b-137f-410d-ad15-6c06fcf4f899/9605c2a1-4e2c-4aac-8457-e12766e78320.jpg Conteúdo do Livro Em toda relação, existe começo, meio e fim. As relações trabalhistas, se geridas de forma incorreta, em especial o seu encerramento, geram muitos conflitos, o que exige do profissional da área jurídica todo um cuidado no conhecimento da correta forma de cálculo das verbas geradas, as chamadas verbas rescisórias, além das multas que podem decorrer do atraso de seu pagamento — previstas nos artigos 477 e 467 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). No capítulo Cálculo trabalhista, base teórica desta Unidade de Aprendizagem, você vai ver as principais verbas rescisórias em decorrência da extinção de um contrato de trabalho, como calculá- las para obter liquidez, que é uma exigência processual específica das reclamações trabalhistas, e as multas decorrentes da ausência do correto adimplemento das referidas obrigações. Além disso, vai conhecer um importante ponto relacionado a esse tema, que são os juros e a correção monetária incidentes sobre as verbas rescisórias. Boa leitura. PRÁTICA TRABALHISTA OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM > Reconhecer as principais verbas rescisórias. > Identificar as multas aplicáveis em caso de atraso no pagamento. > Definir o marco inicial da incidência de juros e correção. Introdução Na seara trabalhista, os direitos decorrentes do encerramento de um contrato de trabalho são um assunto que sempre gera dúvidas. A análise do correto cálculo das verbas rescisórias é de suma importância, para evitar lides judiciais, e quando ocorre o inadimplemento, ainda é necessário ter conhecimento das possíveis multas — a fim de evitá-las, além de saber como atualizar os valores devidos. Apresentamos, nas seções a seguir, quais são as principais verbas, como calculá-las — para obter a exata liquidez, que é uma exigência processual específica das reclamações trabalhistas —, e quais são as multas decorrentes da ausência do correto adimplemento das referidas obrigações. Neste capítulo, além de ver como realizar o cálculo das referidas verbas, você estudará, ainda, um importante ponto relacionado a esse tema, que são os juros e a correção monetária incidentes sobre as verbas rescisórias, o marco inicial da sua contagem, como deverão ser calculadas, e, em relação à correção monetária, as taxas que recentemente foram definidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em ações que questionaram a constitucionalidade do artigo 879, § 7o da Conso- lidação das Leis do Trabalho (CLT), Decreto-lei no 5.452, de 1o de maio de 1943, trazendo novos paradigmas ao tema. Cálculo trabalhista Vania Cristina da Silva Carvalho Verbas rescisórias: por que você deve aprender a calcular? Um dos elementos principais de uma petição inicial é o pedido, que expressa a pretensão do reclamante — objeto da ação e do processo — e deve ser certo, de acordo com o artigo 322 do Código de Processo Civil (CPC), e determinado, de acordo com o artigo 324, também do CPC. Essas características de “certo e determinado” devem expressar evidência, clareza, plena possibilidade de identificação do pedido. Excepcionalmente, em alguns casos, é aceito o pedido genérico — especificamente nas hipóteses do §1º do art. 324 (JORGE NETO; MOTA; CAVALCANTE, 2017; SANTOS HAJEL FILHO, 2020). No caso específico da reclamação trabalhista, ainda há que se acrescen- tar o detalhe de esse pedido também ser líquido, ou seja, expressar valor, conforme determina o § 1º do art. 840 da CLT: Art. 840 - A reclamação poderá ser escrita ou verbal. § 1o Sendo escrita, a reclamação deverá conter a designação do juízo, a qualificação das partes, a breve exposição dos fatos de que resulte o dissídio, o pedido, que deverá ser certo, determinado e com indicação de seu valor, a data e a assinatura do reclamante ou de seu representante (BRASIL, 1943, p. 11.937, grifo nosso). É necessário, portanto, conhecer as principais verbas rescisórias e a forma como deverão ser calculadas, para que, como um bom jurista, você saiba de- fender corretamente os interesses de seus clientes. Assim, vamos tratar aqui das mais importantes verbas, desde os salários e seus possíveis acréscimos, como os adicionais, as devidas no decurso do contrato de trabalho e aquelas que devem ser indenizadas em razão da sua extinção — como aviso prévio, férias e décimo terceiro indenizado, FGTS, entre outros. É importante ressaltar que essas verbas devem ser discriminadas e apre- sentadas pelo empregador ao empregado no momento do “acerto de contas” em um documento chamado Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho (TRCT), formulário padrão estabelecido na Portaria nº 1.057, de 06 de julho de 2012, como se observa na Figura 1. Cálculo trabalhista 2 Figura 1. Formulário modelo do TRCT, anexo à portaria ministerial nº 1.057/2012. Fonte: Brasil (2012, p. 109). A partir dessas ideias iniciais, veremos, a seguir, as regras de como calcular as principais verbas presentes no TRCT. Cálculo trabalhista 3 Principais tipos de verbas rescisórias e como calcular A primeira verba que se deve calcular, em uma extinção de contrato, é o chamado saldo de salário, ou seja, o salário dos dias trabalhados até o tér- mino. Tecnicamente, salário corresponde a uma retribuição por um trabalho prestado pelo empregado, no espaço de um mês, por determinada jornada, de acordo com o que venha a ser combinado entre as partes (LEITE, 2020). É importante definir o valor do dia trabalhado e da hora — caso seja necessário calcular, por exemplo, horas extras. Assim, como normalmente ocorre (normalmente, pois há outras formas de estipulação de salário — pode ser por tarefa, por exemplo), se o trabalhador teve seu salário combinado com base em unidade de tempo mensal de jornada de oito horas diárias e 44 horas semanais (seis dias na semana: segunda a sábado) — que constitui a quantidade de horas trabalhadas por um operário submetido à dimensão horária normal — para receber (hipoteticamente) o valor de R$ 1.760,00 mensais, deve-se dividir esse valor de R$ 1.760,00 por 220 horas. No caso específico, essa divisão gera como resultado o salário-hora de R$ 8,00, e o salário-dia de R$ 64,00 (que éo resultado da multiplicação de R$ 8,00 por oito horas trabalhadas) (MARTINEZ, 2019). Assim, caso tenha trabalhado por 10 dias antes da extinção do contrato, esse trabalhador deverá receber, por exemplo, o valor de R$ 640,00 — R$ 64,00 multiplicado por 10. Um elemento importante a se observar é o divisor fixo do valor do salário, a partir do qual é obtido o salário-hora. Com ele serão calculadas as horas extras, além de outros adicionais, como o noturno, por exemplo. Como se chega a esse elemento? Ele é obtido a partir da divisão do número de horas efetivamente trabalhadas durante a semana (que pode variar — 30, 40 — até o máximo de 44 horas, como é o caso do cálculo apresentado) pelo número de dias de trabalhados (no exemplo dado, seis dias). Se o empregado tem jornada de 44 horas trabalhadas de segunda a sábado — ou de terça a domingo — corresponderá ao divisor 220, pois, ao dividir a jornada semanal de 44 horas pela quantidade de seis dias da semana e multiplicar pelos dias do mês (na média, 30 dias), obtém-se esse divisor (MARTINEZ, 2019). Cálculo trabalhista 4 Luciano Martinez nos traz um exemplo discriminado de cálculo para obter o divisor de salário e identificar o valor do dia e da hora trabalhada: Dividindo-se 44 horas de trabalho por 6 dias da semana, tem-se como re- sultado 7,33 horas. Multiplicando-se essas horas por 30, que é o número médio de dias que um mês tem, obtém-se o divisor 220. 44 (horas/semana) ÷ 6 (dias/semana) = 7,333... (média de horas nos dias trabalhados) Então, 7,333... × 30 (média dias/mês) = 220 (média horas/mês) (MARTINEZ, 2019). Menos complexa é a obtenção do valor do aviso prévio, que corresponde a uma comunicação de uma parte à outra da data do término do contrato de trabalho, permitindo que tanto o empregado possa procurar outro emprego como o empregador buscar outro trabalhador para substituí-lo. “Dessa forma, torna-se possível que uma parte não seja surpreendida com a ruptura do contrato por ato unilateral da outra”. (CORREIA, 2018, p. 1360). Como esta- belece o artigo 7º, XXI da Constituição Federal (BRASIL, 1988), o aviso prévio é proporcional ao tempo de serviço. Se o trabalhador tiver até um ano de contrato, o aviso prévio será de 30 dias. Se o tempo for maior, haverá um acréscimo — a cada ano de contrato, serão somados três dias na duração do aviso, até o limite de 60 dias. Portanto, o empregado pode obter até um máximo de 90 dias (prazo mínimo de 30 dias + 60 dias do aviso proporcional) (CORREIA, 2018). Haverá as opções, pelas partes, de que esse aviso seja com labor (traba- lhado) ou de que o período seja indenizado (pago na rescisão), classificação essa que se dá de acordo com a modalidade de cumprimento de seu prazo (DELGADO, 2019). Caso seja trabalhado, haverá ainda a opção de o empregador em estabelecer duas formas de cumprimento, conforme dispõe o artigo 488 da CLT: Cálculo trabalhista 5 Art. 488 - O horário normal de trabalho do empregado, durante o prazo do aviso, e se a rescisão tiver sido promovida pelo empregador, será reduzido de 2 (duas) horas diárias, sem prejuízo do salário integral. Parágrafo único - É facultado ao empregado trabalhar sem a redução das 2 (duas) horas diárias previstas neste artigo, caso em que poderá faltar ao serviço, sem prejuízo do salário integral, por 1 (um) dia, na hipótese do inciso l, e por 7 (sete) dias corridos, na hipótese do inciso l, e por 7 (sete) dias corridos, na hipótese do inciso II do art. 487 desta Consolidação (BRASIL, 1943, p. 11.937). Ou seja, caso o aviso seja trabalhado, poderá haver a opção de reduzir em duas horas a jornada diária ou manter a jornada normal e reduzir sete dias — tudo sem prejuízo do salário integral. Trata-se de um benefício para o empregado tentar buscar outro emprego e só se aplica no caso de o aviso ter sido concedido pelo empregador ao empregado. Assim, definido o quantitativo de dias de aviso prévio (mínimo de 30, má- ximo de 90), é só multiplicar pelo valor do salário-dia. Assim, se no exemplo anterior tivermos 30 dias de aviso e um salário de R$ 1.760,00 mensais, o aviso será exatamente esse valor. Se forem 33 dias de aviso, teremos R$ 64,00, que é o salário-dia, multiplicado por 33, o que corresponderá a R$ 2.112,00. É importante ressaltar que esse período do aviso, seja trabalhado ou mesmo indenizado, deve contar como tempo de serviço — ao que denominamos pro- jeção do aviso prévio, de acordo com os termos da Orientação Jurisprudencial (OJ) da SDI I — subseção I, especializada em dissídios individuais — de nº 367, combinada com o § 1º do artigo 487 da CLT, que afirmam: OJ 367. AVISO PRÉVIO DE 60 DIAS. ELASTECIMENTO POR NORMA COLETIVA. PROJEÇÃO. REFLEXOS NAS PARCELAS TRABALHISTAS. (DEJT divulgado em 03, 04 e 05.12.2008). O prazo de aviso prévio de 60 dias, concedido por meio de norma coletiva que silencia sobre alcance de seus efeitos jurídicos, computa-se integralmente como tempo de serviço, nos termos do § 1º do art. 487 da CLT, repercutindo nas verbas rescisórias. Art. 487 - Não havendo prazo estipulado, a parte que, sem justo motivo, quiser rescindir o contrato deverá avisar a outra da sua resolução com a antecedência mínima de: (...) § 1º - A falta do aviso prévio por parte do empregador dá ao empregado o direito aos salários correspondentes ao prazo do aviso, garantida sempre a integração desse período no seu tempo de serviço (BRASIL, 1943, p. 11.937, grifos nossos). Ou seja, exemplificando, se o trabalhador tiver direito a 36 dias de aviso prévio e a demissão com aviso indenizado (dado pelo empregador) ocorrer dia 1º de novembro, o cálculo das verbas rescisórias deverá considerar a data de 07 de dezembro como data final, pois conforme a súmula 380 do TST, Cálculo trabalhista 6 a contagem deve se iniciar no dia seguinte, contando-se dia a dia (BRASIL, 2009a). Ou seja, embora a data de demissão seja 01/11, com a projeção do aviso, deve-se considerar a data de 07/12 como data do término do contrato, para fins de cálculos rescisórios. A respeito do aviso, destaca-se, ainda, a súmula 371 do TST, que afirma que “A projeção do contrato de trabalho para o futuro, pela concessão do aviso prévio indenizado, tem efeitos limitados às vantagens econômicas obtidas no período de pré-aviso, ou seja, salários, reflexos e verbas rescisórias” (BRASIL, 2009b, p. 15). Duas outras verbas importantes a se destacar são as férias e o décimo terceiro — ou gratificação natalina —, que são obtidos pela fração de 14 dias ou mais trabalhados em um determinado mês. As férias são adquiridas a cada período de 12 meses trabalhados, chamado de período aquisitivo, e deverão ser concedidas nos 12 meses seguintes, chamados de período concessivo. Nesse caso, elas são integrais, e o valor corresponderá a um mês de salário, acrescido de 1/3. Se esse período aquisi- tivo já estiver completo, essas férias, chamadas de vencidas, serão devidas, ainda que o empregado seja dispensado por justa causa (furtou a empresa, agrediu empregador, violou segredo, etc.) (MARTINEZ, 2019; CORREIA, 2018). Caso o gozo das férias ultrapasse o período concessivo (além dos 12 meses subsequentes à aquisição do direito), o empregador pagará em dobro a respectiva remuneração, de acordo com o artigo 137 da CLT (BRASIL, 1943). Exemplificando, se o valor das férias for igual a R$ 2.400,00 (R$ 1.800,00 correspondentes ao mês de afastamento por conta das férias + R$ 600,00 correspondente a 1/3 sobre as férias — valor, portanto, das férias “simples”), a concessão após o período concessivo implicará o pagamento de um valor total de R$ 4.800,00 (MARTINEZ, 2019). Detalhe importante é a respeito da base de cálculo e da natureza dessa verba, que terá caráter indenizatório, como afirma Luciano Martinez (2019, p. 842): Perceba-se que, findo o contrato de emprego, as férias não outorgadas durante a constância do vínculo hão de ser indenizadas, incluída aí, se for o caso, a pena prevista no art. 137 da CLT. A base decálculo dessas férias indenizadas é a remu- neração devida ao empregado na época da reclamação ou, se for o caso, na da extinção do contrato. Cálculo trabalhista 7 Caso seja proporcional, ou seja, quando o período aquisitivo ainda não estava completo e houve o término do contrato de trabalho, o divisor a ser usado será o 12, pois são devidos 1/12 por mês ou fração superior ao período de 14 dias. Portanto, a cada mês de emprego, é preciso somar 1/12 avos. Como exemplifica Henrique Correia (2018, p. 742): Salário do empregado: RS 1.200,00. Tempo de trabalho: 7 meses. Férias propor- cionais: 7/12 avos. Cálculo: 12 meses dividido pelo salário mensal de R$ 1.200,00. Resultado: R$ 100,00 por mês de férias. Logo, terá direito a R$ 700,00 (setecentos reais) de férias proporcionais. No exemplo citado, ainda é importante acrescentar que o trabalhador terá direito a R$ 700,00 de férias acrescentados de 1/3 (R$ 233,00) — chegando a um total de R$ R$ 933,33. Para o cálculo, é preciso definir o início do período aquisitivo e do período concessivo, com início na data de admissão e fim na data de demissão, sendo importante incluir o prazo do aviso prévio. Daí chegaremos à quantidade de meses. Já o décimo terceiro, ou gratificação natalina, corresponde a uma gratifi- cação prevista na Lei nº. 4.090/62 e no artigo 7º, VIII da Constituição Federal de 1988, equivalente a 1/12 avos por cada mês trabalhado no correspondente ano ou fração igual ou superior a 15 dias. Deve ser calculado com base na remuneração devida em dezembro, devendo-se considerar o reflexo das verbas trabalhistas (horas extras, adicionais — noturno, de insalubridade, de periculosidade, gorjetas, entre outros) sobre o seu valor (CORREIA, 2018). Assim, se o empregado foi admitido, por exemplo, em 10 de outubro de 2020, até 20 de dezembro (prazo máximo para pagamento) ele terá 70 dias trabalhados e direito a receber 3/12 avos de décimo terceiro (contam-se os meses de outubro, novembro e dezembro). De modo diferente, se iniciar o contrato em 20 de outubro do mesmo ano, terá direito apenas a 2/12 avos (contam-se os meses de novembro e dezembro, apenas). O cálculo do valor será semelhante ao das férias, devendo-se dividir a remuneração de dezembro por 12 e multiplicar pelo número de meses trabalhados. As verbas rescisórias apresentadas — saldo de salários, aviso prévio, férias e décimo terceiro — são as principais devidas quando ocorre uma extinção de contrato, devendo-se, ainda, considerar os prazos para seu pagamento e as multas decorrentes de eventuais atrasos, que veremos a seguir. Cálculo trabalhista 8 Prazo para pagamento das verbas rescisórias e multas decorrentes de atrasos Inerente ao cumprimento de obrigações, sejam previstas legalmente ou de origem contratual, a penalidade visa a punir seu descumprimento, com finalidade educativa, diferentemente da indenização, que visa a uma resti- tuição ou compensação de uma situação anterior. O meio mais utilizado para estabelecer uma penalidade pecuniária é o estabelecimento de multas, que podem ser moratórias, utilizadas no caso da demora no cumprimento das obrigações, e as chamadas multas compensatórias, utilizadas para compensar o prejudicado pelo prejuízo causado em decorrência da inadimplência ou da infração (MARTINEZ, 2019). Na seara trabalhista, as principais multas estão previstas nos artigos 477, parágrafo 8º, e 467 da CLT, e serão esclarecidas adiante (BRASIL, 1943). Multas previstas no artigo 477 da CLT A extinção do contrato de trabalho gera uma série de obrigações ao emprega- dor, previstas no artigo 477 da CLT. Assim, deve-se proceder com as seguintes obrigações (BRASIL, 1943): � a “baixa” do contrato na carteira de trabalho — que corresponde a inserir a data de demissão; � a comunicação da dispensa aos órgãos competentes, que permitirá o saque do FGTS e o requerimento do seguro-desemprego; � o pagamento das verbas rescisórias. Especificamente, o parágrafo 6º do referido artigo 477 prevê: § 6o A entrega ao empregado de documentos que comprovem a comunicação da extinção contratual aos órgãos competentes bem como o pagamento dos valores constantes do instrumento de rescisão ou recibo de quitação deverão ser efetua- dos até dez dias contados a partir do término do contrato (BRASIL, 1943, p. 11.937). Ou seja, foi estipulado o prazo de 10 dias para entrega de documentos (o TRCT, que discrimina as verbas rescisórias) e pagamento dos valores ali especificados ao empregado. Cálculo trabalhista 9 No caso do descumprimento da entrega do documento e do pagamento das verbas rescisórias no prazo mencionado, estão previstas, no § 8º do referido artigo, duas multas: uma administrativa, que reverte-se em benefício da Administração Pública, e outra pecuniária, correspondente ao salário do empregado, revertendo-se em seu favor (exceto quando este der causa à mora), sendo que ambas, como visto, decorrem de previsão legal (no ordenamento jurídico podemos ter multas convencionais — convencionadas pelas partes em um contrato, por exemplo). Em relação especificamente à obrigação de efetuar a “baixa” na CTPS – inserir a data de demissão —, outro é o prazo determinado pela lei. De acordo com Henrique Correia (2018, p. 1.193): A anotação da CTPS deve ser realizada no prazo de até 48 horas e devolvida ao trabalhador. A retenção da Carteira de Trabalho do empregado pode assegurar ao empregado o direito à indenização por danos morais, caso comprovado que a atitude de recusa na devolução tenha causado prejuízos ao trabalhador, como a impossibilidade de iniciar novo emprego. Ressalta-se que o prazo para anotação da CTPS e demais normas referentes ao registro profissional não podem ser objeto de convenção e acordo coletivo de trabalho. Em caso de carteira de trabalho digital, o empregador também terá o mesmo prazo para informar o encerramento do contrato (48 horas), mas de forma digital. Assim, são necessárias as observâncias das obrigações nos prazos esti- pulados em lei, para evitar o pagamento de multas. Antes da Reforma trabalhista, promovida pela Lei nº 13.467, de 13 de julho de 2017, havia uma importante obrigação a ser cumprida pelo empregador: a exigência de homologação das verbas trabalhistas, feita pelo Sindicato do empregado, caso o contrato firmado tivesse mais de um ano (se menos de um ano, o recibo deveria feito pelo empregador). Nesse caso, o pedido de demissão ou recibo de quitação de rescisão só tinha validade quando feito com a assistência do respectivo sindicato ou perante a autoridade do Ministério do Trabalho. Essa previsão constava nos parágrafos 1º e 3º do art. 477 da CLT, ambos revogados (CORREIA, 2018). Cálculo trabalhista 10 Atualmente, com a revogação do § 1º do artigo 477 da CLT, a obrigação de homologação realizada em sindicato acabou, o que não impede que os sindi- catos, de forma estratégica, ofereçam de forma facultativa essa atenção para que o trabalhador não sofra prejuízos quando for finalizar a documentação de encerramento do contrato, o já mencionado TRCT. Multa prevista no artigo 467 da CLT Trata-se de uma multa peculiar, específica do ramo trabalhista, relacionada a questões processuais, pois só será aplicada se houver uma reclamação trabalhista, e estabelece uma penalidade ao empregador que, ciente de sua dívida relacionada a verbas rescisórias (ou seja, quando não há defesa com impugnação especificada), não as quita na data do comparecimento à Justiça do Trabalho, em primeira assentada (audiência). Assim, a redação do artigo estabelece que: Art. 467. Em caso de rescisão de contrato de trabalho, havendo controvérsia sobre o montante das verbas rescisórias, o empregador é obrigado a pagar ao trabalhador, à data do comparecimento à Justiça do Trabalho, a parte incontroversa dessas verbas, sob pena de pagá-las acrescidas de cinquenta por cento (BRASIL, 1943, p. 11.937). A respeito de quais sejam as “verbas incontroversas”, para evitar proble- mas posteriores,entende-se que a sentença que aplica a referida multa deve discriminar, o máximo possível, quais sejam, pois, na expressão de Luciano Martinez (2019, p. 951): [...] há magistrados que, numa visão mais estreita, entendem incidente a multa ora analisada unicamente sobre aviso prévio indenizado (ou, se for o caso, a in- denização do art. 479 da CLT), férias indenizadas e décimos terceiros salários não pagos; outros, partindo de uma perspectiva mais ampla, entendem como base da multa constante do art. 467 da CLT não apenas as citadas verbas, mas também o FGTS não depositado e a indenização de quarenta por cento sobre a totalidade dos depósitos realizados no Fundo. Trata-se, assim, de uma multa adicional que exige a atenção do empregador para além do pagamento das verbas rescisórias, ao cobrar-lhe a atenção de pagar em juízo, na primeira audiência, caso sejam incontroversas. Estabelecidas as principais verbas rescisórias, como calculá-las e as mul- tas pecuniárias, veremos, em seguida, sobre a atualização desses valores, analisando como serão definidos os juros e a correção monetária. Cálculo trabalhista 11 Juros e correção monetária: prazo inicial de incidência e taxa a ser utilizada A respeito das verbas rescisórias, resta ainda importante analisar dois itens importantes que tratam da forma de compensar o inadimplemento de uma dívida trabalhista, quais sejam: os juros e a correção monetária. Juro, na definição de Pablo Stolze Gagliano e Pamplona Filho, trata-se de “um fruto civil correspondente à remuneração devida ao credor em virtude da utilização do seu capital” (GAGLIANO; PAMPLONA FILHO, 2020, p. 576). Podem ser fixados por lei (chamados de legais) ou convencionados pelos contraentes e dividem-se em moratórios (decorrentes de inadimplemento, descumprimento da obrigação) ou compensatórios, que terão um caráter de remunerar o credor, pela utilização do seu capital, feito pelo devedor, por um determinado tempo. Desse modo, o que nos interessa é como serão cobrados, em uma decisão judicial, os juros moratórios em decorrência de uma dívida de verbas decor- rentes de uma relação trabalhista, principalmente seu percentual e o marco inicial de sua cobrança (GAGLIANO; PAMPLONA FILHO, 2020). A respeito do marco inicial da cobrança desse tipo de juro (moratório), a regra é de que são devidos a partir da data do ajuizamento da ação até o efetivo cumprimento da obrigação (pagamento), conforme determina o artigo 883 da CLT (BRASIL, 1943). O percentual que deve ser aplicado é de 1% ao mês, sobre o valor principal, já incluída a correção monetária — é o que estabelece o artigo 39, § 1º da Lei nº 8.117/1991, previsão também estabelecida na Súmula 200 do TST, que preceitua: “os juros de mora incidem sobre a importância da condenação já corrigida monetariamente” (BRASIL, 1997). Conforme a Súmula 211 do TST, os juros de mora e a correção monetária também devem ser inclusos na liquidação, ainda que omisso o pedido inicial ou a condenação. Sobre a correção monetária, que corresponde a uma taxa que promove uma atualização de um determinado valor quando do seu pagamento, evitando a perda de seu poder aquisitivo com o desgaste da moeda (GAGLIANO; PAM- PLONA FILHO, 2020), o artigo 39, caput, da Lei nº. 8.177, de 1 de março de 1991, estabelece que essa taxa incide desde a data do vencimento da obrigação até o efetivo pagamento, sendo esse, portanto, o marco inicial de sua aplicação, devendo ser calculada multiplicando o valor pela taxa percentual indicada no momento do pagamento, efetuando uma atualização do antigo valor. Cálculo trabalhista 12 Quanto à taxa utilizada para atualizar os débitos trabalhistas, de acordo com a Lei nº. 13.467/2017, que inseriu o § 7º no art. 879 da CLT, a taxa utilizada deveria ser a taxa referencial (TR). Ocorre que recentemente, em dezembro de 2020, o STF julgou as ações que discutiam a constitucionalidade da refe- rida taxa, tendo sido estabelecida uma modulação para que seja utilizado, até que seja previsto em legislação específica, o mesmo critério de juros e correção monetária aplicado nas condenações cíveis em geral, sendo: o Índice Nacional de Preço ao Consumidor Amplo Especial (IPCA-e), na fase pré-judicial (verbas devidas até o ajuizamento), e, a partir da citação (ou seja, após o ajuizamento), a taxa Selic. Foi o que estabeleceram as ações declaratórias de constitucionalidade (ADCs) 58 e 59 e as ações diretas de inconstitucionalidade (ADIs) 5867 e 6021, em uma discussão que contava com mais de cinco anos, tendo-se finalmente excluído a TR (SILVEIRA, 2021). Veja, na Figura 2, como deve ser a aplicação da correção monetária nos processos trabalhistas a partir da decisão do STF. Figura 2. Aplicação de correção monetária na Justiça do Trabalho após decisão do STF nas ADCs 58 e 59 e ADIs 5867 e 6021. Fonte: STF... (2021, documento on-line). A referida taxa Selic diária pode ser consultada no site do Banco Central do Brasil, que a disponibiliza diuturnamente por meio de um link que possibilita o cálculo de forma direta. Cálculo trabalhista 13 Assim, podemos concluir que, atualmente, os juros nos processos trabalhis- tas devem corresponder ao percentual de 1% do valor da condenação judicial, calculados mensalmente, devidos a partir da data do ajuizamento da ação até o efetivo pagamento, e a correção monetária deve ser cobrada desde a data do vencimento da obrigação até o efetivo pagamento, devendo-se utilizar o “IPCA-e” na fase pré-judicial — ou seja, antes do ajuizamento da ação —, e, após esta, a partir da citação até a efetiva quitação no processo, a taxa Selic, até que lei regulamente especificamente a situação, tendo sido excluída a TR. Como você pode observar, as principais verbas rescisórias são: saldo de salários, aviso prévio, férias e décimo terceiro, sendo que o cálculo se dá de uma forma diferente, sendo o salário calculado por mês, e as férias e o décimo terceiro calculados por ano. No entanto, cada uma dessas deve sempre ter por base a remuneração do empregado. Foi possível compreender quais são as multas decorrentes da mora do empregador no pagamento das verbas rescisórias, sendo uma pelo atraso no pagamento, prevista no art. 477, e outra pela ausência de pagamento de verbas não impugnadas em ação judicial, prevista no artigo 467 da CLT (BRASIL, 1943). Além disso, você viu como ocorre o percentual e a aplicabilidade dos juros e da correção monetária, que se dão de forma diversa, sendo os juros aplicados de 1%, desde a data da distribuição da ação, e a correção monetária sendo devida desde a data do vencimento da obrigação, sendo atualmente utilizados o IPCA-e na fase pré-judicial, e, a partir da citação, a taxa Selic, isso desde dezembro de 2020, quando o STF declarou como inconstitucional a taxa TR, que era estabelecida legalmente no artigo 879, § 7º da CLT (BRASIL, 1943). Referências BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, ano 122, n. 191-A, p. 1-32, 5 out. 1988. BRASIL. Decreto-lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943. Aprova a consolidação das Leis do Trabalho. Diário Oficial da União: seção 1, Rio de Janeiro, RJ, ano 82, n. 184, p. 11.937, 25 out. 1943. BRASIL. Lei nº 8.177, de 1 de março de 1991. Estabelece regras para a desindexação da economia e dá outras providências. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, ano 129, n. 42, p. 1-2, 4 mar. 1991. BRASIL. Lei nº 13.467, de 13 de julho de 2017. Altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, e as Leis n º 6.019, de 3 de janeiro de 1974, 8.036, de 11 de maio de 1990, e 8.212, de 24 de julho de 1991, a fim de adequar a legislação às novas relações de trabalho. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, ano 154, n. 134, p. 1-7, 14 jul. 2017. Cálculo trabalhista 14 BRASIL. Portaria nº 1.057, de 06 de julho de 2012. Altera a Portaria nº 1.621,de 14 de julho de 2010, que aprovou os modelos de Termos de Rescisão do Contrato de Trabalho e Termos de Homologação. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, ano 149, n. 131, p. 108-118, 9 jul. 2012. BRASIL. Súmula nº 200. O juízo federal competente para processar e julgar acusado de crime de uso de passaporte falso é o do lugar onde o delito se consumou. Diário de Justiça: seção 3, Brasília, DF, p. 55.177, 29 out. 1997. BRASIL. Súmula nº 211. Inadmissível recurso especial quanto à questão que, a despeito da oposição de embargos declaratórios, não foi apreciada pelo Tribunal a quo. Diário de Justiça: corte especial, Brasília, DF, p. 366, 3 ago. 1998. BRASIL. Súmula nº 371. Nos contratos de participação financeira para a aquisição de linha telefônica, o Valor Patrimonial da Ação (VPA) é apurado com base no balancete do mês da integralização. Diário de Justiça Eletrônico: seção 2, Brasília, DF, p. 15, 30 mar. 2009b. BRASIL. Súmula nº 380. A simples propositura da ação de revisão de contrato não inibe a caracterização da mora do autor. Diário de Justiça Eletrônico: seção 1, Brasília, DF, p. 12, 5 maio 2009a. CORREIA, H. Direito do trabalho para concurso de analista do TRT e MPU. 11. ed. Bahia: Juspodivm, 2018. DELGADO, M. G. Curso de direito do trabalho. 18. ed. São Paulo: LTr, 2019. GAGLIANO, P. S. PAMPLONA FILHO, R. Manual de direito civil: volume único. 4. ed. São Paulo: Saraiva Jur, 2020. JORGE NETO, F. F.; MOTA, L. C.; CAVALCANTE, J. Q. P. Prática da reclamação trabalhista. São Paulo: Atlas, 2017. LEITE, C. H. B. Curso de direito do trabalho. 12. ed. São Paulo: Saraiva Jur, 2020. MARTINEZ, L. Curso de direito do trabalho. 10. ed. São Paulo: Saraiva Jur, 2019. SANTOS, E. R.; HAJEL FILHO, R. A. B. Curso de direito processual do trabalho. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2020. SILVEIRA, K. C. Selic, IPCA-E e juros: índice de correção monetária dos débitos traba- lhistas a partir da ADC 58. Migalhas, 2 set. 2021. Disponível em: https://www.migalhas. com.br/depeso/350979/selic-ipca-e-e-juros-debitos-trabalhistas-a-partir-da-adc-58. Acesso em: 22 nov. 2021. STF modula parâmetros de correção monetária dos débitos trabalhistas. LRI Advogados, 12 jan. 2021. Disponível em: https://www.lrilaw.com.br/publicacoes/correcao-monetaria- -dos-debitos-trabalhistas/. Acesso em: 23 nov. 2021. Leituras recomendadas BRASIL. Ação declaratória de constitucionalidade nº 58. Supremo Tribunal Federal, 4 nov. 2021. Disponível em: http://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=5526245. Acesso em: 22 nov. 2021. BRASIL. Ação declaratória de constitucionalidade nº 59. Supremo Tribunal Federal, 4 nov. 2021. Disponível em: https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=5534144. Acesso em: 22 nov. 2021. Cálculo trabalhista 15 BRASIL. Ação declaratória de inconstitucionalidade nº 5867. Supremo Tribunal Federal, 4 nov. 2021. Disponível em: http://portal.stf.jus.br/processos/detalhe. asp?incidente=5335099. Acesso em: 22 nov. 2021. BRASIL. Ação declaratória de inconstitucionalidade nº 6021. Supremo Tribunal Federal, 4 nov. 2021. Disponível em: http://portal.stf.jus.br/processos/detalhe. asp?incidente=5548545. Acesso em: 22 nov. 2021. BRASIL. Lei nº 13.105, de 16 de março de 2015. Código de Processo Civil. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, ano 152, n. 51, p. 1-51, 17 mar. 2015. Os links para sites da web fornecidos neste capítulo foram todos testados, e seu funcionamento foi comprovado no momento da publicação do material. No entanto, a rede é extremamente dinâmica; suas páginas estão constantemente mudando de local e conteúdo. Assim, os edito- res declaram não ter qualquer responsabilidade sobre qualidade, precisão ou integralidade das informações referidas em tais links. Cálculo trabalhista 16 Dica do Professor Além de compreender quais são as verbas rescisórias e como calculá-las, também é importante saber quais verbas poderão ou não ser compensadas, deduzidas ou retidas pelo empregador. Tais institutos poderão ser usados no momento do acerto das verbas rescisórias ou mesmo como mecanismo de defesa, na ação trabalhista. Nesta Dica do Professor, você vai aprender a identificar a possibilidade de compensação das verbas, os seus limites e o momento de alegação. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/35b079cbe65d722b8e1cd7d74ed79e29 Saiba mais Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor: Calculadora do cidadão Neste link, disponibilizado pelo Banco Central, você poderá acessar a calculadora para efetuar a correção monetária de valores em determinado período de tempo, de forma prática e rápida. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. Tabelas de débitos trabalhistas Este link, disponibilizado pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), é utilizado para efetuar a correção monetária. Portanto, na fase de liquidação de cálculos trabalhistas, você poderá utilizá-la para atualizar os valores definidos em sentença. Confira. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. Mudança autoriza multa por ausência da entrega dos documentos da rescisão no prazo legal Neste link, você verá como foi decidido o juízo a respeito da aplicação de multa do art. 477, parágrafo 8° da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) pela ausência de cumprimento de obrigações acessórias. https://www3.bcb.gov.br/CALCIDADAO/publico/exibirFormCorrecaoValores.do?method=exibirFormCorrecaoValores&aba=2 https://www.csjt.jus.br/web/csjt/atualizacao-monetaria Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. O Novo TRCT Neste link, disponibilizado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), você verá como deve ser feito um termo de rescisão do contrato de trabalho (TRCT) de forma correta. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://portal.trt3.jus.br/internet/conheca-o-trt/comunicacao/noticias-juridicas/nj-reforma-trabalhista-artigo-477-da-clt-mudanca-autoriza-multa-ao-empregador-por-ausencia-da-entrega-dos-documentos-da-rescisao-aos-orgaos-competentes-no-prazo-legal http://acesso.mte.gov.br/data/files/8A7C812D39D9531D0139E03776345BA2/Novo%20TRCT%20-%20Perguntas%20e%20respostas.pdf