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26 a) I e II. b) I e III. c) I e IV. d) II e III. e) III e IV. Æ PRONOMES RELATIVOS 96. (CESGRANRIO – 2018) O pronome relativo tem a função de substituir um termo da oração anterior e estabelecer relação entre duas orações. Considerando-se o emprego dos diferentes pronomes relati- vos, a frase que está em DESACORDO com os ditames da nor- ma-padrão é: a) É um autor sobre cujo passado pouco se sabe. b) A ficção é a ferramenta onde os escritores trabalham. c) Já entrei em muitas livrarias, em todas por quantas passei. d) O autor de quem sempre falei vai autografar seus livros na Bienal. e) Os poemas por que os leitores mais se interessam estarão na coletânea. 97. (CESGRANRIO – 2018) O uso do pronome relativo destacado está de acordo com a norma-padrão em: a) Eram artistas de cujos trabalho todos gostavam. b) A arquitetura, onde é uma arte, faz grandes mestres. c) Visitamos obras que os livros faziam menção a elas. d) Os artistas que todos elogiavam eram sempre os mesmos. e) Os mestres dentre as quais faziam um bom trabalho eram elogiados. 98. (CESGRANRIO – 2012) A frase Compramos apostilas que nos serão úteis nos estudos está reescrita de acordo com a norma- -padrão em: a) Compramos apostilas cujas nos serão úteis nos estudos. b) Compramos apostilas as cujas nos serão úteis nos estudos. c) Compramos apostilas a qual nos serão úteis nos estudos. d) Compramos apostilas as quais nos serão úteis nos estudos. e) Compramos apostilas às quais nos serão úteis nos estudos. Æ PRONOMES DEMONSTRATIVOS 99. (CESGRANRIO – 2016) Texto I “Quando eu for bem velhinho / Bem velhinho, que [precise] usar um bastão / Eu hei de ter um netinho, ah... / Pra me levar pela mão / No carnaval, eu não fico em casa / Eu não fico, eu vou brincar! / Nem que eu vá me sentar na calçada / Pra ver meu bloco passar...” Lupicínio Rodrigues — autor de elaboradas e densas can- ções de amor — surpreende escrevendo, em 1936, ano em que nasci, essa singela e comovente marchinha carnavalesca. Uma raridade que constrói e, ao mesmo tempo, define um carnaval. O carnaval como um ritual — como um encontro necessário, como as festas religiosas e algumas cerimônias cívicas — e não como uma brincadeira da qual se escolhe, livre e individual- mente, participar. O carnaval faz parte do calendário religioso católico romano que, mesmo no Brasil republicano, burguês e pós-moderno, continua a ser observado. Hoje, ao lado da Semana Santa e da Semana da Pátria, ele talvez seja mais um feriado festivo do que uma ocasião que coage o nosso compor- tamento, obrigando à participação, como deixa claro a marchi- nha de Lupicínio. Ouvi a música pelo piano de mamãe quando era um meni- no: supunha-me o netinho que levava o avô pela mão até o seu bloco de carnaval. Hoje, sendo um avô feliz e orgulhoso de cinco lindas moças e três belos rapazes, tenho nada mais nada menos do que 16 mãos dispostas a, amorosamente, me con- duzirem ao meu bloco que passa todo ano pela minha calçada. Leitor querido: se você tiver alguma recordação dessa música, ouça-a. Se você não souber manipular algum aparelho eletrônico, seu netinho o ajuda. E ouvindo a simplicidade dessa tocante canção, você vai ler esta crônica como eu a escrevo: com os olhos molhados dos antigos carnavais. DAMATTA, R. O Globo, Rio de Janeiro, 10 fev. 2016. Primeiro Caderno, p. 13. Adaptado. O autor empregou os demonstrativos essa (“dessa música”; “dessa tocante canção”) e esta (“esta crônica”). Considerando-se as regras da norma-padrão, tais construções estão adequadas à norma porque a) essa se refere ao destinatário, e esta se refere ao enunciador. b) essa tem vínculo com algo mencionado anteriormente no texto, e esta tem vínculo com o texto em si. c) essa tem valor memorialista depreciativo, e esta tem valor enunciativo jornalístico. d) essa tem vínculo com a memória do destinatário, e esta tem vínculo com a mídia de publicação da crônica. e) essa é um pronome com amplo espectro de referência, e esta é um pronome que só pode ser usado no presente. Æ ORTOGRAFIA - CASOS GERAIS E EMPREGO DAS LETRAS 100. (CESGRANRIO – 2018) “Guerra” virtual pela informação A internet quebrou a rígida centralização no fluxo mundial de dados, criando uma situação inédita na história recente. As princi- pais potências econômicas e militares do planeta decidiram partir para a ação ao perceberem que seus segredos começam a ser divulgados com facilidade e frequência nunca vistas antes. As mais recentes iniciativas no terreno da espionagem virtual mostram que o essencial é o controle da informação disponível no mundo - não mais guardar segredos, mas saber o que os outros sabem ou podem vir a saber. Os estrategistas em guerra cibernética sabem que a possibilidade de vazamen- tos de informações sigilosas é cada vez maior e eles tendem a se tornar rotineiros. A datificação, processo de transformação em dados de tudo o que conhecemos, aumentou de forma vertiginosa o acervo mundial de informações. Diariamente circulam na web pouco mais de 1,8 mil petabytes de dados (um petabyte equi- vale a 1,04 milhão de gigabytes), dos quais é possível monitorar apenas 29 petabytes. Pode parecer muito pouco, mas é um volume equivalente a 400 vezes o total de páginas web indexadas diariamente pelo Google e 156 vezes o total de vídeos adicionados ao YouTube a cada 24 horas. Como não é viável exercer um controle material sobre o fluxo de dados na internet, os centros mundiais de poder opta- ram pelo desenvolvimento de uma batalha pela informação. O manejo dos grandes dados permite estabelecer correlações entre fatos, dados e eventos, com amplitude e rapidez impos- síveis de serem alcançados até agora. Como tudo o que fazemos diariamente é transformado em dados pelo nosso banco, pelo correio eletrônico, pelo Face- book, pelo cartão de crédito etc., já somos passíveis de monito- ração em tempo real, em caráter permanente. São esses dados que alimentam os softwares analíticos que produzem correla- ções que servem de base para decisões estratégicas. CASTILHO, Carlos. Observatório da imprensa. 21/08/2013. Disponível em: Acesso em: 29 fev. 2018. Adaptado.