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SUMARIO
Cap1 – Técnica da anamnese Cap2 – Semiologia geral 
Cap3 – Medicina da dor 
Cap4 – fisiopatologia da dor Cap5 – Etiologias da dor 
Cap6 – Tratamento da dor 
Cap7 – SAUDE DA MULHER Cap8 – corrimentos
Cap9 – Doenças inflamatória pélvica Cap10 –
Menstruação 
Cap11 – Climaterio e Menopausa Cap12 – GERIATRIA E
ENVELHECIMENTO 
Cap 13 – Processo de envelhecimento Cap 14 –
Senescência 
Cap 15 – Comorbidades do envelhecimento Cap16 –
ONCOLOGIA 
Cap17 – Biologia celular Cap18 – Oncogenese 
Cap19 – Epidemiologia do câncer 
Cap20 – Terapeutica do câncer Cap21 –
ELETROCARDIOGRAMA Cap22 – Generalidades do ECG 
Cap23 – Alteraçoes do ECG
Cap24 – CARDIOLOGIA Cap25 – Dispneia 
Cap26 – Dor torácica 
Cap27 – Etiologias de dor torácica 
Cap28 – Terapêutica da dor torácica e IAM Cap29 –
Comorbidades cardiovasculares 
Cap30 – miocardiopatia hipertrófica e HAS
São Paulo – SP, janeiro de 2016 
MEDICAL – GUIDES LTDA 
MANUAL DE MEDICINA INTERNA 
2016 ELEMENTOS PARA ANAMNESE
ESTRUTURA
Identificação
- Data em que é feita a anamnese (é um documento além da doença
mudar c/ freq.) 
- Nome do paciente (caracteriza-o como pessoa) 
- Idade (cada grupo etário tem sua própria patologia) 
- Sexo (fisiologia distinta e doenças próprias de cada sexo) 
- Cor/ raça - Branco, parda, negra 
- Estado civil (traz aspectos sociais) 
- Ocupação/profissão 
- Local de trabalho: hábitos e
exposição a fatores de risco 
- Residência/bairro 
- Naturalidade 
- Escolaridade 
- Outros;
- Filiaçao à previdência 
- Religiao 
- Internaçoes anteriores 
- Nome do responsável, (qndo necessita permissão p/ procedimentos
de risco)
QUEIXA PRINCIPAL E DURAÇÃO – QPD Queixa que levou o
paciente a 
procurar o medico, se possível, utilizase as palavras do paciente. 
OBS: Não aceitar os rótulos 
diagnósticos sugeridos pelo paciente na 
hora da queixa. Quando ocorrer este 
fato; dizer que ficou subentendido... Ex; o paciente relata ter 
hemorroidas pois quando evacua, 
apresenta sangramento. É comum que 
o medico entenda mas não deve aceitat 
o diagnostico sem antes fazer o exame físico e compravaçao com
pelomenos 
uma palpação ano-retal. 
Nesse campo tbm se registra as 
encaminhamentos.
HISTORIA DA DOENÇA ATUAL – HDA Costuma ser a chave
mestra para se chegar ao diagnostico, algumas historia são curtas e
com poucos sintomas já distribuídos em ordem cronologia, já outras
são longas e complexas com inúmeros sintomas cujo a inter-relaçao
não é fácil
ENTÂO: 1determine um sintoma guia – 2marque a época do seu
inicio – 3use o sintoma guia como fio condutor da historia e então
estabeleça as relações das outras queixas com ele – 4verifique se a
historia obtida tem começo meio e fim.
Usar termos técnicos. 
Relatar p/ cada sintoma: 
-INICIO: gradativo/súbito –
houve situação ou fator 
desencadeante?
-DURAÇAO: época de inicio e perpetuação 
-CARACTERISTICAS DO SINTOMA NA EPOCA DE INICIO: local,
intensidade e relação com a queixa 
-EVOLUÇAO: comportamento ao decorrer do dia, semana, mês... 
-RELAÇAO COM OUTRAS QUEIXAS: ex; dor torácica relaciona-se;
tosse, dispneia hemoptise... 
-SITUAÇAO DO SINTOMA NO MOMENTO ATUAL
ANTECEDENTES PESSOAIS (DOENÇAS
PREEXISTENTES E MEDICAMENTOS EM USO) –
HISTORIA MORBIDA DA DOENÇA PREGRESSA
- ANTECEDENTES PATOLOGICOS 
- ANTECEDENTES FISIOLOGICOS
A.PATOLOGICOS: doenças 
preexistentes e anteriores. Verificar se há vinculo com a doença atual
EX; paciente C/ IAM. Devesse indagar sobre doenças acerca disso;
diabetes, hipertensão... e então o contexto clinico do IAM ficara mais
claro se haver estas doenças preexistentes. Inter-relacionando-se e
criando a conduta terapêutica mais eficaz.
O paciente pode relatar não saber, mas indicar alguns sintomas que
sugerem tal doença, então o medico deve investigar. 
MEDICAMNETOS: Verificar possível iatrogenia
ANTECEDENTES FAMILIARES
Enxaqueca, Diabetes, Tuberculose, Hipertensão arterial, Câncer,
doenças alérgicas, doença arterial coronária (IAM), angina, AVE,
dislipidemia, ulcera péptica, colelitiase e varizes
HABITOS DE VIDA E CONDIÇOES
SOCIOECONOMICAS E CULTURAIS DO
PACIENTE
-alimentaçao: 
_em qntd adequada 
- déficit calórico global, déficit
proteína, déficit lipídio, déficit 
carbohidrato
- consumo calórico acima do normal 
- dicifit de legumes e verduras 
- alimentação láctea exclusiva 
-habitaçao= tipo e condiçoes 
-ocupaçao atual e anteriores= 
relacionar com aspectos da medicina do trabalho 
-atividades físicas = sedentário 
Atividades físicas moderadas 
Atividades físicas intensamente e frequentemente Atividades físicas
ocasionais 
-habitos 
- Tabagismo 
- Etilismo 
Pessoa em abstinência de uso alcolico e desde qndo 
Pessoa de uso ocasional em pequena, moderada ou grande qntd 
Uso frequente de qntd moderada 
Uso diário chegando a embriaguez ou em quantidade elavadas de
altíssima embriaguez 
-Drogas 
-condiçoes socieo-econômicas= 
relações interpessoais e papel na sociedade, lazer... 
-condiçoes culturais 
-nivel cultural baixo, médio, elevado 
-vida conjugal e afastamento familiar 
- relacionamento entre filhos, cônjuge, irmãos, pais e etc...
INTERROGATORIO SINTOMATOLOGICO OU
COMPLEMENTAR
Tambem chamado de anamnese especial ou revisão dos sistemas.
De um modo geral, uma HDA bem feita deixa poucas coisas para o 
interrogatória sintomatológico;
Serve para que o medico possa levantar novas hipóteses e então
chegar a outra conclusão, mais acertiva
O paciente pode também não ter trago a tona alguns sintomas na
hora do HDA e que então se pergunta nesse estagio da anamnese
Toda queixa deve-se extrair suas características semiológicas 
fundamentais. 
SISTEMATIZAÇAO 
1sintomas gerais 
2. cabeça e pescoço 
3. tórax 
4. abdome 
5. sistema genito-urinario 
6. sistema hemolinfopoietico 7. sist. Endócrino 
8. metabolismo 
9. coluna vertebral e extremidades 10. sist.. nervoso 
11. exame psíquico e condições emocionais
SINTOMAS GERAIS: 
Febre; sim não e acompanhada de outros sintomas 
Astenia; fraqueza 
Sudorese 
Calafrios 
Prurido: desejo de coçar (generalizado ou localizado) Alteraçoes
do revest. Cutâneo; áreas anestésicas, lesões, temperatura. 
Alt do desenvolvimento físico. Nanismo, gigantismo, 
acromegalia, puberdade precoce...
CABEÇA E PESCOÇO 
Dor: relatar caract semiológicas da dor Alt cabelos e fâneros:
quedas, 
modificações, aparecimento de pelos, cor... 
Alt movimento: paralisia tiques, mov. Involuntários 
Alt do pescoço: dor, tumoraçao, pulsaçoes anormais, alt. Mov
OLHO 
Dor ocular e cefaleia: localização e tipo Queimação e ardor 
Lacrimejamento 
Sens. Ohos secos 
Xantopsia, iantopsia cloropsia. Visão amarela, violeta e verde 
Diminuição ou perda da visão uni ou bi-lateral, súbita ou gradual
Diplopia; visão dupla, 
constante-intermitente 
Fotofobia: hipersensibilidade a luz 
Nistagmo: mov repetitivo do olho Escotomas manchas ou campos
escuros visuais 
Secreção: purulente ao redor do olho Alucinações visuais
OUVIDOS 
Dor localizada irradiada 
Otorragia 
Acuidade auditiva parcial ou total, uni ou bi-lateral 
Zumbidos 
Vertigem
NARIS E CAVIDADES PARANASAIS Dor e caract semiológicas 
Espirros isolados ou em crise, 
condições, subst. Rel... 
Obstrução nasal. Rinorreia; cheiro e aspecto 
Epistaxe 
Dispneia 
Diminuição do olfato 
Aumento do olfato 
Alt. Do olfato 
Cacosmia, sentir mau cheiro sem razão para tal 
Parosmia. Perversão do olfato 
Alt. Da fomaçao
CAVIDADE BUCAL 
ALt apetite polifagia, hiporexia inapetência ou anorexia 
Sialose excesso de saliva 
Halitose 
Dor
FARINGE 
Dor de gargante, artic. Dentes, língua Dispneia 
Disfagia 
Tosse 
Halitose 
Pigarro ato de raspar gargante Vomita eliminação através da glote
de liquido ou pus 
Chieira ruído sibilante 
Cornagem ruído grave provocado pela passagem de ar nas vias
resp.
LARINGE 
Dor espontane ou deglutição Dispneia 
Alt voz 
Tosse 
Disfagia
TIREOIDE E PARATIREOIDES 
Dor 
Outras alt nódulos bócio rouquidão, dispneia, disfagia
VASOS E LINFONODOS 
Dor 
Adenomegalias 
Pulsações e turgência jugular
TORAX PAREDE TORACICA 
DOR caract e relação com os mov do 
tórax 
Alt na forma 
DispneiaMAMAS 
Dor rel com menstruçao e outra carac semio 
Nódulos localiz e evolução 
Secreção mamilar uni ou bilateral
TRAQUEIA, BRONQUIOS, PULMOES E PLEURA 
Dor 
Tosse seca ou expectorante, freq., intensidade, tonalidade, relaç
com decúbito, período de predomínio Expectoração volume cor odor
aspecto e consistência (mucoide, serosa, purulenta, mucopurulenta, 
hemoptoica) 
Dispneia e rel com decúbito e tosse, súbita ou gradativa
DIAFRAGMA E MEDIASTINO 
Dor 
Soluço 
Dispneia 
Sintoma de compressão( 
comprometimento simpático do n recurrente, frênico veias cavas,
vias respiratórias ou esôfago)
CORAÇAO E GRANDES VASOS 
Dor 
Palpitações percepção de incomodo no bat cardíaco, rel c/ esforço... 
Dispneia rel com esforço e decúbito Tosse e expectoração 
Desmaio súbito ou transitório, parcial ou total da consiencia,
situação, duração, manifestaçoes ant e post Alt do sono insônia,
sono inquieto Cianose 
Edema 
Astenia 
Posição de cócoras
ESOFAGO 
Disfagia alta ou baixa 
Odinofagia dor retro esternal durante deglutição 
Dor 
Pirose: queimação retro esternal e relação 
Regurgitamento 
Eructação relação com ingesta de alimentos ou alt emocionais 
Soluço horários , isolado ou em crises, duração 
Hematêmese vomito c sangue. Caract do sangue eliminado.
ABDOME
PAREDE ABDONIMAL DOR 
Alt forma e vol. Crescimento de massas, hérnias e tumoraçoes
ESTOMAGO 
Dor-regiao epigástrica e caract Nauseas e vômitos horário e rel c
alimentos, aspecto 
Dispepsia: conjunto de desconforto epigástrico. Empanzinamento,
sensação de distensão por gases, náuseas e intolerância 
Pirose- queimação 
INTESTINO DELGADO 
Diarreia duração volume, consistência, aspecto e cheiro 
Esteatorreia aumento da qntd de gordura nas fezes 
Dor 
Distençao abdominal, flatulência e dispepsia – rel c/ alimento 
Hemorragia digestiva aspecto borra de café(melena) ou sangue
vivo 
(enterorragia)
COLON RETO E ANUS Dor, tenesmo
DIAGNOSTICOS
-SINDROMICO: síndrome produto dos sinais e sintomas que estão
se desencadeando no paciente 
- TOPOGRAFICO: órgão ou sistema afetado 
- FISIOPATOLOGICO:
fisiopatologia que esta ocorrendo no paciente 
- ETIOLOGICO: Causa do problema, ex: diabetes mellitus
MEDICINA DA DOR
CONCEITOS: 
Dor – experiência sensorial e emocional desagradável, relacionada
com lesão tecidual atual ou potencial, ou descrita em termos de tal
lesão.
Alodínia – termo utilizado para a dor que surge como resultado de
estimulação não-nociva da pele, mas que pode provocar dor nos
locais de dor referida.
Analgesia – ausência de dor à estimulação nociva. 
Anestesia Dolorosa – dor numa área anestesiada.
Dor Central – dor associada a uma lesão do SNC; por ex. infarto do
tálamo, ou em casos de esclerose múltipla.
Hiperalgesia aumentada à resultante da diminuição do limiar de
sensibilidade. 
– sensibilidade
estimulação nociva,
Hiperestesia – sensibilidade aumentada à estimulação, excluindo os
sentidos especiais, mas incluindo outras modalidades de
sensibilidade cutânea, como o toque e as mudanças de temperatura.
Hiperpatia – síndrome caracterizada por reação excessiva e
retardada após um estimulo repetitivo. Pode estar associada com
hipo- ou hiperestesia ou disestesia. dolorosa dolorosa
Hipoalgesia – sensibilidade diminuída à estimulação nociva.
Hipoestesia – sensibilidade diminuída à estimulação nociva,
excluindo as sensações especiais. 
Limiar de Dor – a menor intensidade de estimulo na qual a pessoa
percebe a dor.
Neuropatia – distúrbio de função ou alteração patológica em um ou
em vários nervos.
Neuralgia – dor na distribuição de um ou mais nervos. Este termo
não deve ser reservado apenas para dores paroxísticas.
Parestesia – sensação anormal, seja espontânea ou provocada. 
CONCEITOS: DOR AGUDA E CRÔNICA 
A dor também pode ser classificadas quanto ao tipo (2tipos):
● RAPIDA: em pontada, agulhada, aguda, elétrica. 
● LENTA: queimação, continuada, latejante, orgânica. 
DOR AGUDA: dura por até 3 meses. 
Também chamada de dor fisiológica, 
com finalidade de alertar através das 
terminações nervosas livres 
(nociceptores), 
estímulos térmicos, 
transportando mecânicos e químicos.
Também promovem o estimulo adaptativo e cicatricial da lesão.
DOR CRÔNICA: Dura mais que 3 meses e define-se como um
resposta exagerada em amplitude e duração, por longo tempo, com
resposta pobre as terapias analgésicas, onde também podem estar
envolvido processos de neuroplasticidade que aumentam a
magnitude de percepção contribuindo para síndromes dolorosas
crônicas por estimulo de fibras nervosas tipo C.
Todos os tecidos tem terminações de dor.
A maior parte esta distribuídos nas camadas superficiais do corpo,
periostio, artérias, articulações.
Já os tecidos profundos tem inervação pobre em 
nervosas livres, onde 
devem ser amplos e 
terminações
os estímulos difusos, que geralmente ocorrem por somação
(estimulo aproximado de campo) mais ou menos 5 cm do receptor,
levando a estimulação de fibras lentas.
FISIOPATOLOGIA 
AFERENTES PRIMARIOS 
Os nociceptores podem 
ser:
Podem ser excitados por histamina, bradicinina, serotonina, ions K,
ácidos H, enzimas proteolíticas, tromboxanos, leucotrienos e
prostaglandinas.
As prostaglandinas apesar de não excitarem diretamente os
nociceptores, provoca aumento da sensibilidade e favorece ao
aparecimento da dor tipo lenta.
RECEPTORES: 
● MECANO-NOCICEPTORES: são
fibras A(delta) de alto limiar. Respondem a estímulos mecânicos de
alta intensidade ou estímulos térmicos nocivos.
● NOCICEPTORES POLIMODAIS (TIPO C): Amielinicos, os
nociceptores de baixo limiar reconhecem e conduzem impulsos
originários de estímulos inócuos. Já os polimodais de alto limiar
reconhecem e conduzem impulsos originários de estímulos nocivos
que podem lesar tecidos. Tem alto limiar de sensibilidade e ausência
de acomodação, sendo sensibilizados somente por estímulos
nocivos.
● NOCICEPTOR MECANOTERMICO: São fibras tipo A(delta) e C,
lentas e rápidas para estímulos dolorosos ocasionados por frio.
O NEURONIO AFERENTE PRIMARIO Para que o impulso chegue
na medula, depende da participação do neurônio aferente primário:
neurônios bi-polares e pseudo unipolares cujo corpo se encontra no
gânglio da raiz dorsal da medula. O axônio desses gânglios possuem
as terminações livres; nociceptores. A parir de onde seguem direção
antidrômica ( direção contraria do habitual), da terminação até o
gânglio.
A partir de então, ortodrômicamente, é conduzido para a medula
através do axônio central do NAP (neurônio aferente primário).
Realizando sinapse de 2ª ordem no CORNO POSTERIOR da
medula, na lâmina de REXED, onde encontramos:
5 laminas nos cornos posteriores:
As laminas I, II e III são as mais superficiais, possuem alto limiar de
disparo, respondendo somente a estímulos dolorosos de alta
intensidade, sendo denominadas: NOCICEPTORES ESPECIFICAS.
As laminas IV e V, são mais profundas e respondem a estímulos
dolorosos estímulos e táteis, de baixo
limiar, sendo também denominada como células de faixa dinâmica
ampla.
A partir de então, podemos 
distinguir os
tratos: 
NEOESPIOTALA MICOS
CONSCIENTE
São vias exclusivamente rápidas, penetram a medula pelos Cornos
posteriores da medula atravessando as laminas I ou II (subst.
gelatinosa) e logo ascendem em direção ipsilateral pelos fascículos
grácil e cuneato da substancia branca posterior da medula até o
bulbo cerebral ondem fazem sinapse (neurônio de 2ª ordem) e
cruzam-se em direção contra-lateral. Ascendendo até o tálamo,
núcleo ventral dorso-lateral e seguindo para a área somestesica
primaria do córtex.
PALEOESPINOTALAMICAS: INCONSCIENTE. – LAMINA III de
REXED
● E
SPINO-MESENCEFALICA 
● ESPINO-RETICULAR ● PRIOESPINAL
VIA ANTERO-LATERAL: fibras lentas e rápidas, penetram a medula
pelos cornos posteriores e cruzam-se a
Formam fechado a medula
nível medular. 2º neurônio: 
FAZEM SINAPSE NAS LAMINAS I, 
IV e V DE REXED. seguindo para o
quadrante antero-lateral até o tálamo 
onde fazem sinapse com o 3º neurônio 
no núcleo ventral dorso-lateral, segindo 
para região somestesica primáriado 
córtex.
VIA COLUNA DORSAL-LEMNISCO 
MEDIAL 
um circuito nível de e tronco. Fazendo sinapse como neurônios
límbicos e adquirindo conotação afetiva, emocional e inconsciente
por não chegar ao córtex associativo.
Quando atingem o córtex associativo, informam dor mal localizada e
resposta autonômica, endócrina, motivacional e afetiva de
experiências dolorosas.
Quanto aos pares cranianos, as informações aferentes caminham
pelos nervos V, VII, IX e X ( trigêmeo, facial, glossofaríngeo e vago).
Os neurônios aferentes primários encontram-se no gânglio
trigeminal (de glasser), realizando sinapse de 2ª ordem no núcleo
espinhal do tálamo, no tronco cerebral, de onde ascendem até o
tálamo onde realizam sinapse de 3ª ordem no núcleo ventral
pósteromedial e depois dirigem-se ao córtex somestesico.
SENSIBILIZAÇÃO PERIFERICA. No gânglio dorsal do neurônio
aferente primário, encontramos a capacidade de síntese de diversas
substancias com potencial neurotransmissor ou neuromodulador,
podendo ser transportada tanto para o ramo periférico central 
como para o ramo
As 
produzidas a
PROSTAGLANDINAS nível periférico são responsáveis pela
sensibilização do receptor, diminuindo o potencial de deflagração e
promovendo o fenômeno da SENSIBILIZAÇÃO PERIFERICA.
A COX_2, produzida na cascata do acido aracdônico, estimula
produção de AMP_C, facilitando a geração local de estímulos.
Liberando BRADCININA a partir de vasos rompidos ativando
receptores Beta_2 e nociceptores, o nociceptor libera subst. P que
ativa mastócitos e plaquetas, as plaquetas liberam SEROTONINA e
os mastócitos liberam TNF_a, IL1 e IL6 aumentando a síntese de
prostaglandinas e consequentemente potencializando nociceptores.
SUBST. a sensibilização de
PRODUZIDAS NO GANGLIO DORSAL QUE ATUAM COMO
ESTIMULANTES NOCICEPTIVOS ESPINHAIS:
● Substancia P 
● Glutamato 
● Neurocinina A 
● Nociceptina 
● CCK
SUBST. PRODUZIDAS NO GANGLIO DORSAL QUE ATUAM COMO
INIBIDORES NOCICEPTIVOS ESPINHAIS:
● Peptidios opioides ● Encefalina 
● Dinorfina 
● Somatostatina 
● Galina
SINAPSES MEDULARES: na membrana do terminal pós-sinaptico
dos neurônios medulares de associação localizam-se receptores de
membrana:
● Neurocinina 1 (NK-1) 
● AMPA; Receptores para subst. P ● NMDA (N-metil-D-aspartato):
receptores pra Glutamato Ao chegarem impulsos nociceptivos ao
terminal pré-sinaptico de Neurônio aferente primário, despolariza-se
sua membrana, a subst. P cruza a fenda sináptica, alcança a
membrana do terminal pós-sinaptico enquanto o e acopla-se à NK-1,
glutamato cruza a
mesma fenda acoplando-se nos receptores NMDA e os potenciais de
ação sobem em direção ao córtex cerebral.
SENSIBILIZAÇÃO CENTRAL 
Inicialmente, o receptor para Glutamato NMDA (excitatório) encontra-
se inativado no terminal póssinaptico, pois seu canal iônico é
bloqueado pelo Mg (magnésio). Esse receptor contem enzimas
cálcio dependentes: 
● Oxido-Nitrico-sintetase ● Ciclooxigenase 
● Fosfolipase 
Durante a lesão tecidual e estimulação crônica, as fibras C
proporcionam estímulos nociceptivos contínuos e repetitivos no
botão sináptico, aumentando as concentração de Ca+ e diminuindo o
bloqueio dos ions de Mg+++, penetrando a membrana póssinaptica e
estimulando os receptores NMDA e sistema Oxido-nitricosintetase;
produzindo NO (oxido nítrico) que transpassa a membrana e atua
como 2º mensageiro na membrana pré-sinaptica 
Glutamato que fixa-se ao 
liberando receptor NMDA= originando assim um sistema de retro
alimentação que quando prolongado leva a NEUROPLASTICIDADE,
inicialmente benéfica para facilitar a via dolorosa porem a longo
prazo originando uma via nervosa aberrante e ocasionando dor
neuropática.
SINAPSES
MEDULARES DO IMPULSO NOCICEPTIVO
Basicamente 3 caminhos:
Basicamente 3 caminhos: Passam do corno posterior da 
hemi-medula para o corno 
lateral fazendo sinapse com 
neurônios simpáticos, cuo as 
fibras descem levando impulsos 
aos vasos sanguíneos da região 
da dor, produzindo reflexo 
simpático; vasoconstrição e 
hipóxia regional. 
hipóxia regional. 
Passam do corno posterior para 
o corno anterior da hemimedula, fazendo sinapse com 
neurônios motores a partir de 
onde as fibras caminham para a 
periferia levando estímulos ao 
musculo esquelético da regia da 
dor, causando contração reflexa 
e hipóxia com liberação de 
subst. Algogênicas: dorespasmo-dor. 
espasmo-dor. 
Via ascendendo antero-lateal 
das laminas IV e V levando o 
estímulos consciente ao tálamo, 
já descrita anteriormente.
MODULAÇÃO 
A nível do tronco, as vias fazem sinapses na: subst. Cinzenta
periaqueductal do mesencéfalo, subt cinzenta periventricular, núcleo
magno da RAFE, LÓCUS COERULEUS e núcleo gigantocelular, que
interconectam-se para fotmar fibras descendentes que através do
TRATO DORSOLATERAL constituem o Sistema analgésico
central descendente.
mielinizadas A(beta) inibem, no nível do corno posterior da medula
espinhal, a transmissão dos impulsos aferentes nociceptivos
conduzidos pelas fibras A(delta) e C.
Os interneuronios neurônios encefalinergicos localizados no corno
posterior, Subst gelatinosa, lamina II de REXED tem, papel na
modulação da dor 
– TEORIAS DAS COMPORTAS
A modulação se da no nível segmentar ou medular e no nível supra
segmentar ou supramedular.
MEDOLAÇÃO SEGMENTAR: envolve atividade de vias
discriminativas de tato, pressão e propriocepção consciente. O corpo
do NAP apresenta prolongamentos periféricos, constituído de fibras
grossas mielinizadas A(beta) que diriji-se aos tecidos periféricos
onde terminam em forma de receptores: (Merkel, Meissner e Pacini e
terminações livres dos folículos pilosos) que respondem por
sensações de tato protopatico e epicritico, pressão e propriocepção
consciente. Segue a via ANTEROLATERAL, a mesma da dor, porem
o seu prolongamento curto, o qual penetra no corno posterior da
medula espinhal, onde faz sinapse com neurônios encefalinergicos e
dinorfinergicos, cujas fibras conectam a membrana pré
primário sinaptica do aferente nociceptivos. 
Assim, impulsos conduzidos pelas fibras aferentes grossas
MODULAÇAO SUPRA-SEGMENTAR: ocorre através do sistema
analgésico central descendente. A estimulação proporcionada
principalmente pelo trato paleoespinotalamico, estimula a subst.
Cinzenta periaqueductal a produzir encefalinas que agem sobre o
núcleo da rafe e o lócus coeruleus, produzindo serotonina e
noradrenalina, Caminhando através das fibras serotoninérgicas e
noradrenérgicas, os impulsos descem pela via descendente dorso
lateral, estimulando o interneuronio encefalinergico do corno
posterior da medula, que produz encefalinas. Esta acopla-se ao
receptor opióide da membrana terminal présináptica do NAP-
nociceptivo (neurônio aferente primário), produzindo inibição pré-
sináptica por hiperpolarizaçao da membrana do NAP, bloqueando a
liberação de subst. P e glutamato para a fenda sináptica.
AVALIAÇÃO CLINICA DA DOR
A historia clinica é responsável por cerca de 80% do diagnostico do
paciente. É fundamental estabelecer um grau de confiança com o
paciente. O medico deve entender o paciente e seu sintoma
subjetivo, a dor, onde não pode ser mensurada e só o paciente pode
passar tais informações que por muitas vezes o paciente passa por
desacreditado.
Quanto ao sintoma, clinicamente devesse estabelecer:
● Cronologia: desde quando há a dor, por quanto tempo... 
● Localização
● Qualidade/tipo: agulhada, queimação, dissecante... 
● Intensidade: classificação clinica 1-ESCALA DE EXPRESSÃO
VERBAL: SEM DOR – DOR LEVEDOR MODERADADOR
INTENSA- DOR INSUPORTAVEL. 2-ESCALA ANALOGICA VISUAL
(para adultos): linha reta de 10 cm e numerada de acordo, onde 0=
sem dor e a pior dor=10. 
3-ESCALA GRAFICA NÃO NUMERICA, DE FASCIES (para
crianças, idosos e adultos com baixo nível cultural.
● Irradiação 
● Presença em outro foco. 
● Fator de melhora ou piora
Devesse também relacionar a dor ao uso de medicamentos feito pelo
paciente. Ainda pode-se associar a fatores psicológicos como; morte
familiar, conflitos, estress e etc.
EXAME FISICO: 
Analisar em inspeção e palpação; ●FASCIES 
● ATITUDE 
● COLORÇÃO DA PELE 
● TROFISMO CIRCUNJASCENTE ● HIPERIDROSE, sinais de
autonômicas SIALORREIA: manifestações
● EDEMA E SINAIS FLOGISTICOS ● POTNTOS DE GATILHOS ●
MARCHA E POSTURA 
● REFLEXOS
Por meio das informações obtidas, é possível identificar um
mecanismo fisiopatológico e refletir sobre a estratégia terapêutica a
ser adotada. Os exames complementares devem ser solicitados
apenas quando há a necessidade de complementação para chegar a
um diagnostico ou para excluir outras hipóteses.
DOR NEUROPATICA: tipo FERROADA, EM QUEIMAÇÂO, OU EM
CHOQUE, acompanha o trajeto do nervo no dermatomo podendo
coexistir com parestesia ou redução de força da regia afetada. O E.F
deve evidenciar:
● ● 
●
Alodinia 
Hiperpatia (reação dolorosa exacerbada) 
Hiperestesia 
aumentada a 
Hipoestesia
(sensibilidade estímulos) ou 
(sensibilidade diminuída a estímulos). Assimétrica.
DOR NOCICEPTIVA: bem localizada (ex; dor miofacial ou lesão
osteo articular), ou Difusa e “surda”, quando provocada por lesão de
órgão interno. Podendo apresentar-se como dor referida ou irradiada,
sendo a dor miofacial com irradiação que acompanha o trajeto do
nervo;
DOR DE MANUTENÇÃO SIMPATICA - além de alterações tróficas,
coloração da pele e hiperidrose, a acompanhar o vascular. área da
dor costuma trajeto de distribuição
DOR MISTA: ocorrem de mecanismos nociceptivos e psicogênicos.
Ex; dor por neoplasias malignas.
DOR PSICOGENICA: afetivo-emocionais, como muito intensa,
excruciante, lancinante,, incapacitante. A descrição geralmente é
feita de forma dramática. O E.F não apresenta qualquer achado
relevante, mas percebe-se um grande incomodo quando se
pressiona a região referida. Exames complementares: avaliação
psicquiatrica com suspeita de depressão, ansiedade, hipocondria,
histeria e etc. 
envolve aspectos sendo relatada
TIPOS
DOR SOMATICA SUPERFICIAL: é a dor decorrente de estimulação
de nociceptores do tegumento. É bem localizada e ocorro devido a
traumas, queimaduras e processos inflamatórios. DOR SOMATICA
PROFUNDA: dor nociceptiva consequente à ativação de
nociceptores dos músculos, fáscias,
ligamentos e articulações. tendões,
Causada contração rupturas, síndromes miofacial, artrite e artrose. 
DOR VISCERAL: dor nociceptiva por estimulação de nociceptores
viscerais. É difusa, difícil localização, dor vaga, continua e profunda
tendendo-se a acentuar-se com a solicitação funcional do órgão
acometido. Podemos ter: por estiramento
isquêmica, muscular, contusão,
● DOR VISCERAL VERDADEIRA: tende a localizar-se próxima ao
órgão que a origina. Ex: dor cardíaca précordio esofágica
gastroduodenal hipocôndrio uretral é ventre, etc. que localiza-se em
ou retro-esternal, é
direito, pélvica epigastica, é em
vesical e em baixo
● DOR REFERIDA: Pode ocorrer por estímulo direto de fibras
nervosas somáticas que se originam em níveis superiores da medula
espinhal. É o que ocorre por exemplo no diafragma, que tem dupla
inervação somática devido à sua origem embriológica. Quando seu
centro tendíneo é estimulado por ar, sangue, suco gástrico ou pus, a
dor se localizará na região cervical cuja inervação é feita pelos
nervos cervicais originários das mesmas raízes nervosas que o
nervo frênico (C3, C4, C5); quando os estímulos atingem sua porção
mais periférica a irradiação se fará na parede abdominal, no território
dependente dos nervos intercostais.
● DOR IRRADIADA: É a dor sentida a distancia de sua origem,
porem, obrigatoriamente em estruturas inervadas pela raiz nervosa
ou nervo cuja estimulação noxica é responsável pela dor. Ex:
isquiatalgia, dor de testículo em dor renal, etc.
EPIDEMIOLOGIA DA DOR
Estima-se que 80% da população mundial procure ajuda por queixa
de dor.
No brasil, 30-40% da população é acometida por dor crônica,
gerando aposentadorias precoce, indenizações trabalhistas e
produtividade, problema de baixa qualidade
Um verdadeiro saúde publica, interferindo na qualidade de vida do
paciente.
A maioria dos pacientes são do sexo feminino, cerca de 87%, com
intensidade de dor media entre 2.16 – 7.3.
FARMACOLOGIA 
ESCALA ANALGESICA DA OMS
Sugere-se uma organização e padronização do tratamento
analgésico da dor baseado em uma escada de três degraus de
acordo com a intensidade de dor que o paciente apresenta. O
primeiro degrau recomenda o uso de medicamentos analgésicos
simples e antiinflamatórios para dores fracas.
O segundo degrau sugere opioides fracos, que podem ser
associados aos analgésicos simples ou antiinflamatórios do primeiro
degrau, para dores moderadas.
O terceiro degrau consta de opioides fortes, associados ou não aos
analgésicos simples ou antiinflamatórios, para dores fortes.
Os adjuvantes podem ser usados nos três degraus da escada. 
Princípios da Escada Analgésica OMS Pela Escada:
Para dores agudas: usar a escada de forma descendente, ou seja,
usar o terceiro ou segundo degrau nos primeiros dias de
hospitalização ou após cirurgias/procedimentos dolorosos de acordo
e as escalas de mensuração de dor e técnicas de analgesia regional
em princípios multimodal. Nos dias subseqüentes ao trauma tecidual,
descer a escada analgésica da OMS.
Para dores crônicas: Inicia-se pelo primeiro degrau para dores
fracas. Quando não ocorre alívio da dor, adiciona-se um opioide
fraco para a dor de intensidade leve a moderada (segundo degrau).
Quando esta combinação é insuficiente deve-se substituir este
opioide fraco por um associados a ou anestesia de analgesia opioide
forte. Somente um medicamento de cada categoria deve ser usado
por vez.
Os medicamentos devem ser associados em degraus da escada, de
acordo com as indicações específicas (antidepressivos,
anticonvulsivantes, neurolépticos, bifosfonados, corticosteróides,
etc.).
Via Oral: Os analgésicos devem ser administrados de preferência
pela via oral. Vias de administração alternativas como retal,
transdérmica ou parenteral podem ser úteis em pacientes com
disfagia, vômitos incoercíveis ou obstrução intestinal.
Intervalos Fixos: Os analgésicos devem ser administrados a
intervalos regulares de tempo. A dose subseqüente precisa ser
administrada antes que o efeito da dose anterior tenha terminado. A
dose do analgésico precisa ser condicionada à dor do paciente, ou
seja, inicia-se com doses pequenas, sendo progressivamente
aumentada até que ele receba alívio completo, ou seja, titulação da
dose opióide. Não prescrever no regime se necessário. Alguns
pacientes que utilizam opioides necessitam de doses de resgate
além das doses regulares para as dores incidentais ou súbitas (10 a
30% da dose total diária).
Individualização: A dose correta dos opióides é a que causa alívio
da dor com o mínimo de efeitos adversos. Se a analgesia é
insuficiente, o paciente deve ser reavaliado e deve-se subir um
degrau da escada analgésica e não prescrever medicamento da
mesma categoria.
Atenção aos detalhes: Explicar detalhadamente os horários dos
medicamentos e antecipar as possíveis complicações e efeitos
adversos, tratando-as profilaticamente. O adjuvantes
todos os paciente que usa opioide de forma crônica deve receber
orientações sobre laxativos.
OS AINES (ANTI INFLAMATORIOS NÃO ESTEROIDAIS)
Para entendermos os AINES devemos entender inicialmente a
resposta inflamatória. Basicamente são 3 fases:
● Inflamaçao aguda: Há liberação de substancias autacóides
(substancias específicas que mediam a sinalização) Ex: Histamina
que promove os fenômenos vasculares
● Resposta Imune: ativação imune perante Ags (quando houver). 
● Inflamação Crônica: Liberação continua de mediadores deletérios
provocando incapacidade ( PDGF, TNF_a).
Quando há lesão organismo libera endógenas, os tecidual, o
substancias autacoides; HISTAMINA, SEROTONINA e
BRADICININA para proporcianar perfusão tecidual à lesão e alertar o
organismo. Logo se sucede a cascata do acido aracdônico com a
produção de eicosanoides, Leucotrienos e prostaglandina s,
potencializand o a atividade dos autacoides e criando um circuito de
retroalimentação da via. 
A lesão celular, sobre tudo quando hàativação imune, associase a
derivação de síntese das substancias EUCOSANOIDES, subst.
Derivada da degradação dos ácidos graxos (leucotrienos) na via
LOXlipo oxigenasse. Os leucotrienos, em processos inflamatórias
intensos promovem potente quimiotaxia imune e poderosa
BRONCOCONSTRIÇÃO – de acordo com o grau, deve-se
empregar CORTICOIDES.
Já a via da COX, exerce função sobre vasos sanguíneos,
terminações nervosas e algumas células inflamatórias.
● COX-1: funçao homeostática (constitutiva) 
● COX-2: (induzida), facilita a resposta inflamatória sendo produzida
no local da lesão. 
● COX-3: descoberta recentemente, localiza-se nos rins, Sistema
nervoso e musculo liso. 
Assim, os fármacos que atuam na COX1 consequentemente também
inibem a COX-2 e por isso são considerados inibidores não seletivos,
enquanto os que atuam na COX-2 São inibidores seletivos. 
FARMACOCINETICA: os aines são ácidos orgânicos fracos. A droga
é bem absorvida e sua biodisponibilidade não se altera
significativamente na presença de alimentos. 
DISTRINUIÇÃO: Albumina 98%, a fração livre é a forma ativa do
fármaco. EXCREÇAO: através do sistema microssomal, enzima
P450, do fígado (biliar), porem a via de excressao mais importante é
a RENAL(final). 
FARMACODINAMICA: inibem a quimiotaxia, diminuem a produção
de radicais livres. Interfere nos eventos
intra-celulares mediados por Ca+.
CONTRA INDICAÇOES: Hepatotoxicidade e nefrotoxicidade:
Hepatite, cirrose, gastrite, insulficiencia renal, ulcera péptica e entre
outros. A mucosa gástrica em condições fisiológicas produz uma
prostaglandina; a prostaglandina E2 (PGE2) que é responsável 
produção 
pela estimulação de
de MUCO PROTETOR gástrico. Os AINES inibem a formação de
prostaglandina e do MUCO, tornando o epitélio gástrico sensível.
INDICAÇOES: Diminuem a sensibilidade dos vasos à bradcinina e
histamina, afetam a produção de linfócitos e revertem a
vasodilatação com ação; ANALGESICA, ANTIINFLAMATORA e
APIRÉTICA. Todos, com exceção dos inibidores da COX-2, inibem a
agregação plaquetaria. 
ASPIRINA: inibição irreversível da COX_plaquetaria a partir de
80mg/dia, COX_plaquetaria a partir de 80mg/dia, 10dias (sobrevida
plaquetaria) 
Dose analgésica: 200mg 3xdia 
Dose anti-inflamatoria: anti-inflamatoria: 4000mg/dia. Efeitos
adversos: náuseas, vômitos e hemorragias. 
CELECOXIB: altamente seletivo para COX-2 (375-1)(375.cox-
2/1.cox-1), absorção reduzida em 20-30% com alimentos. MV; 11
horas, metabolizado pelo sistema microssomal, hepático,
comprometida quando há transtornos hepáticos. INDICAÇÕES:
artrite reumatoide, osteoartrite: 100-200 mg 2xdia. 
DICLOFENACO: não seletivo, rapidamente absorvido porem a
biodisponibilidade é de apenas 30-70% devido a primeira passagem
hepática. Efeitos adversos em cerca de 20% dos pacientes. 
IBUPROFENO: metabolismo hepático, ação anti-inflamatoria 20-
40vezes> aspirina em 2.400mg/dia. Analgésico em doses menores
que 2.400mg. EA:
hepatotoxico.
Os inibidores da COX-3, apresentam somente função analgésica,
inibindo a hipersensibilidade espinhal e ativando mecanismos
inibitórios descendentes da nocicepção: 
PARACETAMOL: Hepatotoxico
DIPIRONA: Pode causar aplasia medular e pancitopenia.
Ao iniciar uma terapêutica devese considerar: TOXICIDADE/
EFICACIA/ CUSTO/
FATORES PESSOAIS (doença/rigor do uso/ inclusão em plano de
saúde). Paciente com risco de sangramento gástrico, considerar
emprego de misoprostol ou omeprazol.
ANATOMIA DA COLUNA VERTEBRAL E MEDULA ESPINHAL 
A Coluna vertebral é onstituída de 4 porções: 
● CERVICAL- 7 
● TORACICA-12 
● LOMBAR- 5 
● SACROCOCCIX.- 9
Somando 33 vertebras. Esta formada por ossos irregulares
sobrepostos; as vertebras.
CARACTERISTICAS COMUNS: todas as vertebras apresentam: 
● CORPO; cilíndrico e anterior ● FORAME VERTEBRAL: por onde
passa a medula 
● PROCESSO ESPINHOSO: impar, 
medial 
● PROCESSO TRANSVERSO: par, 
lateral 
● 4 PROCESSOS ARTICULARES: 
articula uma vertebra com outro, 
sendo 2 superiores e 2 inferiores ● 2 LAMINAS; direita e esquerda 
que une o processo espinhoso aos 
transversos 
● 2 PEDICULOS: Une o processo 
transverso ao corpo vertebral ● Diferenças entre o corpo surgem 
a medida que a a coluna vai 
tornando cada vez mais distal. Articulação; INTERVERTEBRAL. São
anfiartroses (semi-moveis) fixas pelos ligamentos:
● INTER-OSSEO: Tambem chamado de menisco ou disco
intercalando os corpos vertebrais
● LIGAMENTO PERIFERICO OU VERTEBRAL COMUM; 2 cintas
fibrosas verticais longas que envolve anteriormente e posteriormente
os corpos vertebrais
● LIGAMENTO AMARELO: revestindo o canal medular e formando
os espaços raquidianos
● PROCESSO ARTICULARES: articulam as facetas 
● LIGAMENTO INTER-ESPINHOSO 
● LIGAMENTO SUPRA-ESPINHOSO
Assim, a partir dos forames de conjugação, de onde saem os
nervos raquideos, temos a formação dos plexos nervos a nível
das intumescências medulares:
● CERVICAL 
● BRAQUIAL 
● LOMBOSACRO
BRAQUIAL: 
LOMBOSACRO 
REFLEXOS DE INTEGRIDADE
● REFLEXO BICIPTAL 
integridade C5 
● REFLEXO 
BRAQUIORRADIAL:
integridade C6 
● REFLEXO TRICIPITAL: integridade C7 
● REFLEXO PATELAR: integridade L4 
● REFLEXO PATELAR E AQUILEU: L5 e S1 
Estes reflexos podem estar 
diminuídos ou abolidos em eventos 
compressivos de raiz nervosa.
LOMBALGIAS
ESPONDILOARTROSE OU ARTROSE 
VERTEBRAL “do disco cartilaginoso”
É um processo degenerativo do 
disco intervertebral que pode ocorrer 
em ambos os sexos a partir dos 30 
anos.
Pode ser diagnosticado ao RAIO 
X; onde nota-se degeneração do disco e 
formação de osteófito (bico de 
papagaio).
Quadro Clinico: dor e limitação 
do movimento. Muitas 
vezes pode haver 
obstrução dos forames 
de conjugação, levando a 
compressão nervosa com 
dor irradiada para 
membros afetado.
FISIOPATOLOGIA: 
ocorre devido ao 
envelhecimento natural 
onde o tecido se 
desidrata, diminuindo de 
espessura, ao termino somando-se gradual da vida replicativa dos
fibroblastos e condroblastos. Aumentando a destruição 
periostio 
da matriz cartilaginosa e por enzimas sinoviais
(Metaloproteinases e Serinoproteinases).
TRATAMENTO: exercícios aeróbicos, para aumentar a perfusão
sanguínea e fortalecer a musculatura. ANALGESIA: 1º aines/ 2º
corticoide/ 3º cirurgia.
HERNIA DE DISCO 
TIPOS:
● PROTRUSA: ruptura do ligamento vertebral anterior 
● EXTRUSA: ruptura do anel fibroso do disco 
● SEQUESTRADA: hernia contida em canal vertebral 
CAUSA: Geralmente mecânicas, movimentos bruscos de flexão e
rotação da coluna, rompendo o anel fibroso do disco, podendo
comprimir a raiz nervosa no forame de conjugação. QUADRO
CLINICO: ocorre entre 30-40 anos, de forma súbita por esforço físico
intenso em má posição da coluna. Geralmente em L4, L5 e S1. Gera
dor intensa no local com irradiação para membro afetado. A dor pode
ter caráter de choque elétrico, imobilizante. 
EXAME FISICO: o paciente apresenta-se em posição antálgica,
inclinado lateralmente. A palpação de linha espondilinea há dor no
disco herniado 
FISIOPATOLOGIA: Ruptura de ligamento ou disco com compressão
de raiz nervosa. 
DIAGNOSTICO: radiológico, diminuição do espaço intervertebral
com perda da lordose fisiológica. TC: disco rompido. 
TRATAMENTO: Multidisciplinar ● MEDICO: Analgesia e repouso 
● FISIOTERAPIA: pilates, hidroginástica 
● EDUCADOR FISICO: Fortalecimento de cintura abdominal.
LOMBALGIA MECANINCA 
Causa mais comum, ocasionada 
por esforço intenso. 
QUADRO CLINICO: Não irradia, 
limita-se a região lombar e nadegas. 
Surgindo sempre pela manhã e 
desaparecendo mesmo sem
tratamento em 3 ou 4 dias. 
FISIOPATOLOGIA: Cintura 
muscular não apropriada para a 
quantidade de esforços realizados, 
ativando via da glicólise anaeróbica e 
liberação de lactato do musculo, onde 
acumula-se por perfusão irregular 
ocasionando a síndrome dolorosa. DIAGNOSTICO: Clinico 
TRATAMENTO: 
repouso. Pode-se 
fortalecimento de cintura escapular. Analgesico e indicar
OSTEOMA OSTEOIDE
É um tumor benigno de causas incertas, sugestiva para causa
infecciosas e traumáticas ou genéticas.
QUADRO CLINICO: dor na madrugadaou matinal. 
FISIOPATOLOGIA: As células tumorais 
durante a 
liberam prostaglandinas noite devido ao ritmo circadiano que faz com
que o corpo quase não produza cortisol neste horário. O cortisol atua
como um antiinflamatorio endógeno durante o dia, diminuindo a dor. 
DIAGNOSTICO: Radiologiaco: Raios X ou tomografia. 
TRATAMENTO: cirúrgico.
ESPONDILITE ANQUILOSANTE“sinovias das vertebras” 
Transtorno inflamatório crônico de causas desconhecidas.
QUADRO CLINICO: ocorre na faiza etária dos 15-40 anos, maioria
do sexo masculino, manifestando-se por rigidez matinal com
comprometimento dos ligamentos localizada em podendo aparecer
lesões articulares (insulficiencia fibrose pulmonar, etc.)
FISIOPATOLOGIA: Aparentemente há uma ligação entre fatores
infecciosos, ambientais e genéticos ligados a um 
especifico evoluindo para 
antígeno
anquilose (rigidez/disfunção articular), artrite sinovial das vertebrais e
calcificação dos ligamentos.
DIAGNOSTICO: clinico + imagem
(raio X articulação) 
vertebrais e dor região Sacro-iliaca
extraaórtica, ● 
● 
● MANOBRAS SEMIOLOGICAS
balançar, balançar irregularmente ou mesmo cair. A característica
principal a ser observada é que o paciente se torna mais instável
com os olhos fechados. Positivo em polirradiculopatias
desmielinizantes crônicas. 
SINAL das Pontas: é positivo quando o paciente não consegue
andar com qualquer um dos calcanhares ou não consegue andar
com qualquer uma das pontas dos pés, indicando compressão de
raiz a nível de L5 ou S1. 
Sinal do Arco De CORDA: Inicia-se como na manobra de laségue,
ao aparecer a dor; flexiona-se o joelho do paciente, caso a dor
desapareça: dizse positiva para hérnia de disco. Não
orgânica/psicossomática: Dor em rotação da pelve e discrepância
de Laségue.
● Manobra de valsalva: Inspiraçao profunda e contração da
musculatura ●
abdominal. É aumento da positiva pressão
acarreta dor ao paciente. ● Manobra de Laségue: 
decúbito dorsal, o examinador eleva a 
perna do paciente em hiper-extensao. 
Se diz positiva quando o paciente 
queixa-se de dor irradiada no trajeto 
do dermatomo L4 e L5 ou L4-S1, em 
inclinação de 30-70º. 60º comprova 
compressão de raiz nervosa 
● Manobra de Romberg: Avalia as 
colunas dorsais da medula espinhal, a quando o abdominal Sinais
de alerta: outros sinais que indiquem enfermidades sistêmicas:
fraturas, anestesia em sela, nocturias e bacteremia. Exemplos:
paciente em 1.
De tumor ou Infecção: idade acima de 50 ou abaixo de 20; história
de câncer; sintomas como febre, calafrios, perda de peso, sem outra
explicação convincente; Infecção 
dependentes químicos, 
bacteriana recente, imunossu primidos;
propriocepção articulações). pedir para o paciente permanecer em
pé com os pés juntos, mãos ao lado do corpo e olhos fechados por
um minuto. O examinador deve permanecer perto do paciente por
precaução, já que este pode cair ou se machucar. O teste é
considerado positivo quando se observa o paciente (localizar posição
das O examinador deve dor com piora noturna; dor com piora em
decúbito dorsal. 
2. De fratura: 
trauma Maior; trauma menor em idosos ou osteoporóticos.
3. De síndrome de cauda eqüina:
Complicação de hérnias, tumores, fraturas ou espondilite
anquilosante: anestesia em sela; disfunção de bexiga; déficit
neurológico progressivo ou grave em
membros inferiores. 
TRATAMENTO CONSERVADOR REPOUSO
Não pode ser muito prolongado, pois também tem ação deletérica ao
aparelho locomotor, o paciente deve ser estimulado a retornar suas
atividades habituais, o mais rapidamente possível.
O posicionamento em repouso, principalmente nas hérnias discais,
geralmente é feito com o corpo em decúbito supino, com joelhos
fletidos e pés apoiados sobre o leito e/ ou com flexão das pernas
num ângulo de 90° com as coxas e, um mesmo ângulo destas com a
bacia, objetivando a retificação da coluna lombar (posição de
Zassirchon. Reduzindo a pressão sobre os discos intervertebrais e a
musculatura paravertebral lombar. 3-4 dias e, no máximo, de 5-6
dias.
MEDICAMENTOS 
Controle sintomático da dor para propiciar a recuperação funcional, o
mais rapidamente possível.
● Acetaminofen (paracetamol) na dose de 500 mg, 4 a 6xdia, é
eficaz na dor de intensidade discreta e moderada. Risco baixo, mas
deve ser usado com cautela em hepatopatas e pacientes em uso
concomitante de antiinflamatórios..
● Dipirona 500 mg, até 4Xdia.
Os opióides não são recomendados na lombalgia crônica, pelo risco
da dependência química. São opção no tratamento da lombalgia e
ciatalgia agudas e em casos muito restritos.
Codeína 30 mg, 3 a 4 Xdia. EA: sonolência, déficit de atenção e
constipação intestinal.
Cloridrato de tramadol 100 mg a 400 mg DIA com mesmo efeito
acima. 
Corticoesteróides: em lombalgia aguda mecânica ou nas não-
mecânicas, seja por via parenteral ou epidural, são de uso
conflitantes. No entanto, na hérnia discal, considerando que a
compressão radicular pode se acompanhar de inflamação, lesão
axonal e das células de Schwann, a sua utilização pode oferecer
vantagens adicionais, uma vez que a inibição do referido processo
inflamatório é mais completa e eficaz do que com AINHs. A
infiltração epidural com glicocorticóides, anestésicos e opióides é
uma opção no manejo da dor radicular aguda após falha com o
tratamento conservador. 
Os benzodiazepínicos não parecem úteis e não estão indicados na
lombalgia mecânica comum. Os antidepressivos não são
recomendados na lombalgia mecânica aguda. Os antidepressivos
tricíclicos são uma opção nas lombalgias crônicas, mesmo quando
não associadas à depressão.
TRATAMENTO CIRÚRGICO
O tratamento cirúrgico da hérnia discai está indicado nos casos com
déficit neurológico grave agudo (menos de 3 semanas), com ou sem
dor; na lombociatalgia hiperálgica e, nas outras de menor
intensidade, apenas para os pacientes que não melhoram após 90
dias de adequado tratamento clínico .
REABILlTAÇÃO
Os meios físicos de tratamento (frio e calor nas diversas
modalidades) são meros coadjuvantes no processo de reabilitação.
Em relação à estimulação elétrica transcutânea, não está indicada
como medida inicial na lombalgia mecânica aguda.
Não existem evidências científicas que comprovem o benefício da
acupuntura em pacientes lombálgicos. Os exercícios aeróbicos e de
fortalecimento da musculatura paravertebral são comprovadamente
eficazes.
FIBROMIALGIA 
Diagnostico diferencial: depressão, fadiga crônica, etc. 
CAUSA: idiopática, em 2% da população geral, 15% das consultas
de reumatologia. 
QUADRO CLINICO:É um processo doloroso crônico, não
inflamatório, difuso. Sono alterado, fadiga e dor ao despertar,
cansaço pela dor constante. FISIOPATOLOGIA: ocorre o mecanismo
de sensibilização central da dor com inibição da modulação
descendente da dor. 
DIAGNOSTICO: Clinico 
TRATAMENTO: Antidepressivos tricíclicos e bloqueadores seletivos
da receptação da serotonina.
DOR MIOFACIAL
Dor de músculos, fascies e tecido conectivo. É uma dor regional,
principalmente em região cervical e de cintura escapular.
Os pontos dolorosos podem ser palpados em bandas musculares
decorrentes de sobrecarga dinâmica (traumatismo ou uso
excessivo). 
FISIOPATOLOGIA: contração extenuante; isquemia e acumulo de
metabolitos nos vasos musculares ativando nociceptores químicos. 
DIAGNOSTICO: clinico 
TRATAMENTO: AINES, relaxantes musculares.
DOR NEUROPÁTICA
Ocasionada por lesão ou disfunção do SNP ou do SNC. 
MECANISMO: ocorre uma exacerbação dos processos de
sensibilização central e periféricos. (ver sensibilização)
O aumento da concentração de Ca++ desencadeia uma cascata de
eventos dentro da célula, responsável pela neuroplasticidade:
translocação de proteinocinase, formação de NO e expressão de
genes, como c-fos, c-jun, krox-24, jun-D, fos-B e outros.
Produtos desses genes facilitam a produção de enzimas e
neuropéptides e induzem alterações nas células.O resultado é a
amplificação e aumento da duração da resposta a estímulos,
denominado de “Wind up”.
Após lesão do sistema nervoso, ocorre uma cascata de eventos com
alterações biológicasimportantes. A ruptura parcial ou total da fibra
aferente causa degeneração do terminal pré-sinaptico, fazendo com
que ocorra neuroplasticidade no NAP. As sinapses do neurônio
desnervado pode sofrer re-inervação por outros axônios:
● Sinapses inibitórias podem passar a ser excitatórias 
● Sinapses ineficazes tornan-se ativas 
Assim os neurônios do SNC tornanse mais sensíveis a estímulos
para liberação de neurotransmissores (glutamato), e a representação
sensitiva da região desnervada é mantida no SNC 
Estimulos antes inócuos passam a causar dor. 
O broto do SNP é sensível a noradrenalina, citocinas e
prostaglandinas, começa a produzir fator de crescimento neural,
NGF-1 e IL-1. 
Na medula, fibras grossas fazem conexão com fibras finas
aumentando o campo receptor e reduzindo mecanismos inibitórios
descendentes por hiperatividade de receptores NMD de glutamato. 
FORMAÇÃO DO NEUROMA: após a 
lesão do nervo, forma-se uma massa 
nodular de axônios em regeneração e 
células de Schwann que não 
conseguem atingir o órgão terminal, 
ocorrendo dor em região da cicatriz. 
Muito comum na neuralgia herpética. Com a lesão, há atrofia do
corpo 
celular do neurônio e fibras posganglionares, aumentando a 
sensibilidade dos vasos as 
catecolaminas que promovem 
vasoconstrição, isquemia e a dor tipo 
“queimação”, já que os nociceptores 
encontram-se nos vasos e meninges.
Controle Inibitório: Áreas envolvidas na inibição descendente: 
● Hipotálamo anterior 
● Área septal inferior 
● Substancia cinzenta periventricular
(anterior, mediano e posterior) ● Núcleo centromediano do tálamo ●
Cápsula interna 
● Substancia cinzenta periaquedutal
(SCPA) 
● Núcleo da rafe.
Mediadores envolvidos na inibição: ● Serotonina 
● Noradrenalina 
● Opióide 
● GABA 
● Glicina 
● Acetilcolina
Após lesão de nervo, a ação dos opióides está alterada na medula
espinhal devido a degeneração de fibras aferentes, com perda de
receptores opióides das fibras C.
A ação pós-sináptica requer dose maior de opióide que a necessária
para 
ação em receptores pré-sinápticos.
PRINCIPAIS SINDROMES 
NEUROPATICAS 
PRINCIPAIS CAUSAS:
NEUROPATIA DIABETICA 
QUADRO CLINICO: Dor em queimação 
em porção distal dos membros 
inferiores, com piora noturna. Pode ser 
somático ou autonômica.
FOCAL: nononeurite 
compressiva causada por isquemia ou 
infarto do nervo. Recuperação 6 meses.
DIFUSA: Polineuropatia, 
simétrica de fibras grandes e pequenas. 
Q.C 
Monosinaptica Polisinaptica 
Inicio Subito Gradual 
Dor aguda Cronica 
Evoluç. Resolve persiste 
Trat. Fisioterapia Medicaçao
FISIOPATOLOGIA: a hiperglicemia é a causa que leva á lesão
vascular, neurite e desidratação por osmolaridade originando
insulficiencia microvascular, isquemia de vasos do endoneuro,
acumulo de metabolitos no nervo (sorbitol e frutose) devido a
ativação da glicólise anaeróbica, causando déficit de
neurotransmissores e inflamação (neurite).
A glicólise anaeróbica a longo prazo diminui a atividade da bomba
Na/K-ATPase com retenção de Na no nervo e consequentemente
Edema de bainha de mielina e degeneração nervosa. 
DIAGNOSTICO: Glicemia + clinica
NEUROPATIA PÓS-HERPETICA 
Causada pelo Herpes Zooster (mesmo da varicela-varicela zoster). 
QUADRO CLINICO: dor persistente por até 12 semanas após
cicatrização das feridas, podendo reaparecer meses ou anos depois.
● FASE AGUDA: errupção
● NEURALGIA PÓS-HERPETICA: dor persistente por 4 meses. 
● NEURALGIA HERPETICA: dor por menos de 30 dias, regredindo
antes do diagnostico. 
FISIOPATOLOGIA: Na inflamação, os canais de Na+ apresentam-se
anormais que amplificam e aumentam a excitabilidade da membrana,
aumentando a percepção sensitiva no gânglio dorsal. Na medula
espinhal há facilitação de vias levando ao fenômeno de “WIND UP”
por estímulos constantes. 
Pode haver: ALODÍNIA, pela plasticidade. 
DIAGNOSTICO: a neuralgia pósherpetica 
resolução 
47% dos 
é a que persiste após e diagnostico das feridas.. pacientes até 70
anos
apresentam incidência. Paroxetina (Aropax, Paxil)
TRATAMENTO DA DOR NEUROPATICA
Além do tratamento medicamentoso podem se requerer medidas
neurocirúrgicas, bloqueios anestésicos, infusão simpaticolíticos, 
neuroestimulação com infusão intratectal de drogas.
Deve-se ponderar PCI, com terapias fisiátricas, psicológicas e
ocupacionais que ajudem o paciente a conviver com a dor e ter
recuperação funcional.
Os AINEs praticamente não têm eficácia. 
São considerados principalmentes os antidepressivos tricíclicos e os
bloqueadores dos canais de sódio, que também são utilizados como
anticonvulsivantes. 
Drogas com atividade no sistema GABA, opióides e antagonistas dos
receptores NMDA também possuem alguma eficiência. 
Alguns pacientes se beneficiam de inibidores seletivos da recaptação
da serotonina e noradrenalina, bem como corticóides, neurolépticos,
anestésicos. 
É comum a politerapia. 
regional de infiltrações, eletrodos e
ANTIDEPRESSIVOS TRI-CICLICOS 
Amitriptilina (Tryptanol, Amytril) 
Clomipramina (Anafranil) 
Imipramina (Tofranil) 
Nortriptilina (Pamelor) 
Citalopram (Cipramil) 
Fluoxetina (Prozac, Eufor, Daforin, Psiquial) 
Sertralina (Zoloft, Novativ, Sercerin, Tolrest) 
Venlafaxina (Efexor)
Produzem analgesia em virtude da inibição da recaptação
recaptação HT2) para terminações pré-sinapticas. Aumento de
endorfinas e bloqueio de canais de Na+, bloqueio simpático e
melhora da depressão.
Apresenta eficácia comprovada no tratamento da dor neuropática
e/ou por nocicepção, na profilaxia de enxaqueca 
herpética, 
e da neuralgia pósdiabética e de membro ● Gabapentina,– 300 e
400mg ● Lamotrigina – 25, 50 e 100mg.
fantasma. O mais utilizado é cloridrado de amitriptilina.
Efeitos colaterais: bloqueio de receptores histaminérgicos
(sonolência, tontura, fadiga, náusea, e aumento de peso);
anticolinérgicos (boca seca, constipação, sonolência, visão turva, e
retenção urinaria, tontura, sedação, alteração da memória); e do
bloqueio de receptores a-1 adrenérgico (tontura, taquicardia,
ortostática, nasal, e disfunção sexual). tremor,
sonolência, 
ANTICONVULSIVANTES 
hipotensão obstrução 
CARBAMAZEPINA, CLONAZEPAM, GABAPENTINA.
carbamazepina possui ação anticolinérgica, antidepressiva,
antiarrítmica e causa diminuição da transmissão neuromuscular.
É considerada anticonvulsivante de primeira linha para tratamento de
dor neuropática.
A carbamazepina causa diminuição da liberação de glutamato das
terminações nervosas e bloqueio dos canais de sódio.
A dose usual de carbamazepina é de 300-1200 mg/d, divididos em 3
doses.
Seu efeito é melhor para dor lancinante, em choque, em fisgada ou
em queimação.
Os anticonvulsivantes, frequentemente, são utilizados em associação
com outras medicações e técnicas.
Mecanismos de ação dos anticonvulsivantes:
1. Potencialização da ação inibitória do GABA; 
2. Diminuição do glutamato; 
3. Modulação da permeabilidade da membrana a íons sódio, cálcio e
potássio; 
4. Bloqueio da atividade anormal de fibras simpáticas
pósganglionares. 
clonazepam possui efeitos ansiolítico, antiespasmódico, sedativo e
hipnótico. Sua eliminação é lenta, e metabólitos ativos permanecem
por vários dias ou semanas. Deve ser considerada a droga adicional
para dor lancinante, especialmente em pacientes que necessitam de
grandes doses de carbamazepina. O clonazepam age em receptores
GABA, no sistema reticular 
bloqueando límbica. 
ativador 
a excitação ascendente, cortical e
8mg, mas doses promover o efeito contra-indicações: porfiria e
glaucoma.
gabapentina ansiolítico, anticonvulsivante e analgésico. Não
interage com outras medicações, não é metabolizada, não provoca
indução enzimática e não ativa a enzima necessária para crise de
porfiria.
A gabapentina não se liga diretamente a receptores ou a canais
diretamente a receptores ou a canais menores podem analgésico.
São miastenia grave,
tem efeito
● Carbamazepina– 200 e 400mg ● Fenitoina – 100mg 
● Clonazepan – 0,5 e 2mg 
● Oxcarbamazepina– 300 e 600mg ● Topiramato – 25, 50 e 100mg
iônicos, de maneira semelhante a outras drogas conhecidas.Promove: modulação dos canais de cálcio; aumento da síntese de
GABA; diminuição do PA dependente de sódio; diminuição do
glutamato; e ativação da inibição serotoninérgica.
Geralmente é utilizada entre 900-1800mg/d (até 3600mg/d), dividida
em 3 doses. 
Os principais efeitos colaterais dos anticonvulsivantes são:
sonolência, ataxia, tontura, sedação e confusão.
ANSIOLITICOS
BENZODIAZEPÍNICOSdiazepam, tiazepam...
Se liga aos receptores diazepínicos localizados na região do
complexo receptor GABA, facilitando a penetração de íons cloreto,
gerando hiperpolarização e reduzindo a excitabilidade neuronal.
Ação cortical e, parcialmente, no sistema límbico. Dores lancinantes.
Podem acoplar-se a receptores opióides-k, podendo ainda
(diazepam) ativar de forma modesta receptores GABA, permitindo
estimulação direta de receptores opióides ou estimular receptores
GABAA na região supraespinhal antagonizando a analgesia opióide.
EA: depressão respiratória.
AGONISTAS RECEPTORES 5-HT 
– quetamina. 
BARBITURICOSFenobarbital, pentobarbital. 
ANTAGONISTA DOS RECEPTORES 
Propanolol,
NORADRENERGICOS: atenolol, carbacol. EA: broncoconstrição
NEUROLÉPTICOS 
Efeitos extra-piramidal: hipercinesia. Tipicos: Clorpromazida,
haloperidol Atipicos: Clonazina, ziprasidona
Bloqueiam 
dopaminérgicos, alterando a percepção da dor.
A dopamina é um precursor das catecolaminas. Possuem ação sobre
a afetividade modulação percepção. risperidona,
receptores 
e agem no sistema de da dor, alterando sua
CEFALÉIAS
EPIDEMIOLOGIA
Admite-se que 95% da população mundial tem ou terá algum
episodio de cefaleia ao longo da vida.
No Brasil, dados ainda são relativamente escassos, porem em 2007
foi realizada uma revisão de 107 estudos das regiões sudeste e sul,
onde mostrou-se que:
A media de 47% da população adulta sofre de cefaleias, sendo 
● 11% migranea 
● 42% tensional 
● 3% crônica 
● 44% outras 
As migraneas foram associadas a
maior incidência em mulheres de cor branca e ao uso de
Anticoncepcional oral. Obtendo-se menor incidencia em indivíduos
que praticam atividades físicas aeróbicas diariamente a longo prazo.
A cefaleia tensional é cerca de 1.6-2 vezes maior stress diário
escolaridade atividades físicas habituais.
As crônicas, tiverem maior incidência em mulheres, desempregadas
e sedentárias. 
em homens, ligada ao e indivíduos com alta
e sem hábitos de 
DEFINIÇAO DE CEFALEIA
É um sintoma frequente, devendo ser considerado um sinal de alerta.
Sua classificação tem importância clinica, auxiliando no diagnostico,
prognostico, abordagem e tratamento.
CLASSIFICAÇÕES
● PRIMARIA: Segundo Etiologia sem etiologia
demonstrável por exames clínicos ou laboratorias usuais. Ex;
migranea, cefaleia tensional, cefaleias em salvas e etc. 
Tem sido demonstrada desordens neuroquímicas encefálicas
(desequilíbrio neurotransmissor), herdadas ou ambientais
● SECUNDARIAS: Provocada por doenças demonstradas por
exames. A dor é consequência de agressão ao organismo. Ex:
infecções sistêmicas, meningites, etc. Deve-se solicitar exames
subsidiários quando se tem incerteza do diagnostico.
Segundo Instalação e Evoluçao
● CEFALEIA EXPLOSIVA: surge de forma abruta atingindo
intensidade máxima em segundos. Sugere: ruptura de aneurisma
intracraniano ou deformação vascular, também pode ser benigna
● CEFALEIA AGUDA: atinge intensidade máxima em minutos ou
horas. Podendo ser primaria ou secundaria.
● CEFALEIA SUB-AGUDA: Instalaçao insidiosa atingindo apice em
dias ou semanas (até 3 meses). Principalmente de causas
secundarias, ex: hematomas subdurais, tumores de crescimento
rápido, meningites crônicas.
● CEFALEIAS CRONICAS: persistem por meses ou anos, em geral,
primarias (recidivas) ocorrendo por minutos, horas ou dias para
depois desaparecerem e reaparecerem. Podem ser diária por um
periodo de 4 horas, com intensidade constante.
FISIOPATOLOGIA (MIGRANEA)
Os vários mecanismos ainda não são bem elucidados, porem se
base em 4 eventos:
1º Antes do aparecimento da cefaleia, há uma região de ativaçao
neuronal seguida de inativação no córtex, este fenômeno chama-se
depressão programada do Cortex ou DEPRESSÃO ALASTRANTE
DE LEÃO. Consiste em uma onde que se origina no córtex visual e
se propaga a uma velocidade de 3mm/min, causando depressão da
atividade elétrica que se propaga em todas as direções, oque
ocasiona também a aura da enxaqueca, vasoconstrição dos vasos
intracranianos e vasodilatação dos vasos do sistema trigêmeo-
vascular.
2ª Nas aferências trigeminais dos vasos, a partir do gânglio de
glasser, há liberação de neuropeptídios CGRP (peptídeo relacionado
ao gene da calcitonina) induzido pela excitação neuronal.
3º os aferente da vasculatura da duramater são ativados
sensibilizados pela liberação local de neuropeptideos e
sensibilização local. Então ocorre a chamada inflamação
neurogênica, vasodilatação, extravasamento de plasma e ativação
de mastócitos por neurotransmissores (SP e CGRP).
4º Ocorre alto grau de atividade das fibras aferentes de alto limiar da
trigêmeo (fibras C), provocando sensibilização 
secundaria e 
central, hiperalgesia alodinia tátil. Sendo
considerada uma manifestação aguda ainda não envolvendo
mecanismos de neuroplasticidade. Algumas citocinas estimulam a
síntese de oxido nítrico a
partir da L-arginina, sendo a importante molécula algogênica das
crises de enxaqueca.
MIGRANEA OU ENXAQUECA 
Pode ser definida como desordem idiopática neurológica do córtex
ou do tronco cerebral, UNILATERAIS, podendo causar anorexia,
náuseas e vômitos. Associadas ao histórico familiar ou condições
ambientais.
TIPOS: 
MIGRANEA COM AURA: cefaleia vascular de 4-72hrs e/ou grupos
de sintomas visuais ou motores ou ambos, Se desenvolvem
gradualmente em 5 a 20 (PRDROMO) minutos e duram menos de 60
minutos. Os sintomas neurológicos incluem distúrbios visuais
homónimos, distúrbios sensoriais unilaterais, tais como parestesia
e/ou adormecimento das extremidades e face e problemas de
linguagem ou de motricidade 
unilaterais. Os distúrbios visuais incluem fosfenos (manchas, clarões
ou ziguezagues brilhantes), névoa parcial do campo visual e
escotomia cintilante (névoa visual central envolta por uma linha
cintilante e em ziguezague) e como são bilaterais pensa-se que terão
origem no córtex
Podem ocorrer premonitórios ocorrem em sintomas cerca de
60% dos doentes com igual frequência 
que incluem hiperactividade, depressão, sede, para determinados
alimentos, bocejos repetidos, foto enevoada e inespecíficos relatados
pelos doentes. SEM AURA: Não clássica, comum, vascular sem
sinais visuais e motores HEMIPLEGICA: associada a Motores
Na enxaqueca hemiplégica familiar e esporádica, incluem-se os
doentes com enxaqueca com aura, incluindo parésia totalmente
reversível, associada ou não a uma forma de hipoactividade,
irritabilidade, apetite específico 
e fonofobia, visão outros sintomas
cefaleia vascular distúrbios somente hereditariedade de tipo
dominante. A enxaqueca de tipo basilar, anteriormente denominada
de enxaqueca da artéria basilar, é uma enxaqueca com sintomas de
aura claramente originados 
encefálico e/ou em 
no tronco ambos os
hemisférios cerebrais simultaneamente mas sem nenhuma parésia. 
DIAGNOSTICO: Clinico (limitação para atividades 
Vômitos). 
secundaria 
habituais, Náuseas,
Deve-sse descartar causa (sinusite, transtornos da ATM, pós-trauma,
nevralgias, etc.) 
CEFALÉIA DO TIPO TENSIONAL – CTT
É o tipo mais comum de cefaleia, cefaleia de contração muscular.
Pode incidir em qualquer idade da vida porem tem maior incidencia
na adolescência e na fase mais jovem da idade. 
● DOR DIFUSA E CONSTANTE ● BILATERAL 
● APERTO OU EM PRESSAO ● DURA MINUTOS OU HORAS ●
INTENSIDADE LEVE A MODERADA
● PIORA NOTURNA 
EXISTEM 2 TIPOS: 
EPISODICA: 15 crise/mês ou menos, 
duração de 30 min/7dias
CRÔNICA: CTC 
CEFALEIA EM SALVAS 
É o tipo mais comum 
ocorre em episódios 
marcante regularidade 
nos homens,
cíclicos de 
com longos 
períodos de remissão de crises. Pode iniciar em qualquer idade,
geralmente entre 20-40anos.● 
● ● 
●
● ● Dor aguda excruciante e penetrante 
Latejante ou pulsátil 
Intensa manifestação vegetativa; sudorese, lacrimejamento, rinorreia,
ptose e rubor facial Dura de 15-180min/ 3 vezes por dia. 
Única dor que desperta o paciente Distribuição orbitaria e temporal
Não se sabe o mecanismo, mas demonstran-se mecanismos
hipotalâmicos com as crise álgicas.
CEFALEIA CRÔNICA DIARIA OU MIGRANEA TRANSFORMADA.
A International headache S. não define como clinica a cefaleia
crônica diária. Exceto/ não é a mesma coisa que cefaleia tensional
crônica.
● Cefaleia +15 dias/mês com duração de pelo menos 4 horas
A CCD, é desencadeado pelo abuso de medicamentos analgésicos.
CRITERIOS:
● Consumo maior/igual 50g aspirina/mês ou equivalente de outro
analgésico.
● Consumo maior igual 100 pilulas/mês analgésico. 
Outro critério de diagnostico é quando 
a retirada da pílula altera o padrão da 
cefaleia, 
cefaleia 
NAUSEAS, 
SINTOMAS). produzindo a chamada rebote (DOR SEVERA,
VOMITOS E OUTROS
FISOPATOLOGIA
Geralmente, é uma migranea cronificada, mascarada pelos
analgésico. Sua fisiopatologia inicia-se como na da migranea.
O uso continuo de analgésico – condição perpetuadora, que
transforma o padrão da migranea para migranea transformada ou
CCD.
Basicamente ocorrem 3 eventos ● Abuso de analgésicos 
● Produção fator de cresc. Neural
(NGF) 
● Sensibilização e modulação da dor 
no diencéfalo
O uso de medicação modula a sensibilidade dolorosa, sendo essa já
uma funçao do núcleo rostro-ventral medial do gânglio trigeminal.
Temos: ● Of-cells: inibem a percepção
dolorosa. 
● On-cells: facilitam a nocicepção 
A dor é um processo fisiológico, quando há abuso analgésicos, há
aumento da atividade de On-cells que facilitam a nocicepção
O NGF estimula os receptores aferentes através da degranulação
dos mastócitos. Alterando ainda as concentrações de substancia P e
CGRP, atuando na sensibilização dolorosa.
Há sensibilização central do núcleo espinhal do trigêmeo,
aumentando a frequência de descargas espontâneas e
responsividade à estímulos nociceptivos periféricos, assim há
estimulação prolongada de fibras C e fenômeno de WIND UP
(aumentando amplitude e duração de um estimulo).
Na CCD, observou-se um deposito de ferro na substancia cinzenta
periaqueductal ( visualizado em Ressonancia magnética).
A hiperoxigenação da subst. Cinzenta nas crises de dor leva ao
aumento dos receptores de transferrina, 
incorporação 
responsáveis pela
do ferro intracelular nesses neurônios, sendo estes depositos de
ferro 
lesão neuronal, 
um marcador de
uma alteração estrutural no sistema anti-nociceptivo relacionado à
analgesia do sistema trigêmeo-vascular.
MIGRANEA CRÔNICA
Cefaleia por 15 dias ou mais por mês. Por mais de 3 meses, NA
AUSENCIA DE USO EXCESSIVO DE ANALGESICO.
Não deve ser sugestiva de transtorno neurológico.
Maioria dos casos SEM AURA. + subtipo de migranea precedente. ●
CRITERIOS PERMANECEM ATIVOS
POR 2 MESES AO CESSAR USO DE MEDICAMENTOS 
FARMACOLOGIA E TRATAMENTO 
As crises de enxaqueca associam-se a liberação de SEROTONINA
de plaquetas
A abordagem básica consiste na utilização de TRIPTANOS. 
● Agonistas dos receptores 5_HT1:
Para crises 
● Antogonista dos receptores 5_HT2: 
para profilaxia.
O envolvimento do 5_HT na enxaqueca foi observado inicialmente
pela excreção de 5_hidroxiindolacetico, um metabolito da serotonina
que se encontrava aumentado durante as crises de enxaqueca,
observando-se também que as plaquetas liberavam serotonina.
Entre as crises, os doentes tem níveis baixos de serotonina e alto de
5_hidroxiindolacetico.
Os receptores de serotonina (5_HT) consistem em 7 familias (1, 2, 3,
4, 5, 6, 7), alocadas por vários subtipos (a, b, c, d, e, f). as famílias
melhores elucidadas são:
FAMILIA 1: localizados nos vasos do sistema trigêmeo-vascular. 
FAMILIA 2: localizados nos vasos intra-cranianos (polígono de willis,
cerebrais e carótida).
A primeira opção são os AINES por inibirem prostaglandinas, caso
não responsivos; os agonistas do 5_HT1 são primeira escolha.
AGONISTAS do 5_HT1 – TRATAMENTO DAS CRISES.
● Sumatriptano 
● Naratriptano 
● Rizatriptano
Induzem vasoconstrição ao ligaremse ao receptor. Os vasos
geralmente são dilatados nas crises.
5_HT1b: vasoconstrição 
5_HT1d: (pré-sinaptico) inibição de neuropeptídios vasoativos
trigeminais que promovem a inflamação neurogênica. 
5_HT1f: inibe ativação mastócitos e exsudação plaquetaria.
ANTAGONISTAS DO DO PROFILAXIA 
Indicada quando crises frequentes e duradouras
● Metzeguide 
● Pizotifeno 
● Ciproeptadina
Inibem: 
5_HT2b: expresso em vasos 
intra-cranianos e quando 
relaxam a musculatura 
dependente do endotélio 
inativados vascular
EFEITOS ADVERSOS DOS TRIPTANOS Náuseas, boca seca,
astenia 
muscular, mialgia, fadiga, tonturas, 
sonolência, dormência, parestesias, 
sensação de calor na cabeça, pescoço, 
peito e membros; os menos frequentes 
(inferior a 1 em 100) são 
afrontamentos, taquicardia, 
palpitações, dor, rigidez, aperto, peso 
ou pressão no pescoço e peito. 
Vasospasmo coronário e enfarte de
miocárdio associado à toma de 
sumatriptano na prática clínica.
CONTRA INDICAÇOES:
Contraindicados na doença cardiovascular, pelo que se recomenda
uma avaliação da função cardíaca nos doentes com factores de risco
cardíaco: hipertensão, diabetes, 
história familiar de doença cardíaca hipercolesterolémia,
obesidade, tabagismo, coronária, homens com idade superior a 40
anos, mulheres pós-menopáusicas.
MEDIDAS NÃO-FARMACOLOGICAS: combate ao estress, evitar
substancias que ativem a zona de gatilho (café, chocolate, queijos,
odores...) 
Acumpultura e suplementação com Vit B2 – riboflavina- aumenta
fosforilação mitocondrial.
TERAPEUTICA CEFALEIAS, PROFILAXIA:
● BETA_BLOQUEADORES: 1ªescolha 1ªescolha 80 mg-dia
/atenolol 50-120mg-dia
● ANTAGONISTAS 5_HT2: pizotifeno 3mg-dia / ciproeptatina 8-
24mg/dia 
● ANTIDEPRESSIVOS TRICICLICOS: amitriptilina/nortriptilina. CI:
arritimia, glaucoma, hipotensão. 
● INIBIDORES DA RECAPTAÇÃO SEROTONINA: fluoxetina 10mg-
dia 
● BLOQUEADORES DOS CANAIS DE CA+: verapramil 80mg,
3xdia.
DOR ONCOLOGICA
CONCEITOS 
Dor de múltiplas etiologias que se somam e se potencializam em um
paciente com câncer, podendo estar relacionada ou não com doença
base. Apresentam mais de 1 tipo de dor, constante ou intermitente,
aguda ou sobreposta à crônica de fundo. 
● 30-45%oncológicos sentem dor
em fase precoce. 
● 70% dor em fase avançada 
● 98-100% dor em fase terminal.
Dos pacientes que se queixam de dor, 60-90% estão relacionadas
com a neoplasia, por invasão e compressão de estruturas. 5-20%
queixam dor ao tratamento e 3-10% a dor não tem relação com a
doença neoplásica ( osteoartrite, espondilite).
ETIOPATOGENIA Os fatores depressão, ansiedade podem
influenciar na intensidade. 
psicológicos: e cognição
percepção e 
DORES RELACIONADAS AO TUMOR
EXPANSÃO DO TUMOR: Crescimento, angiogenese, isquemia do
órgão e compressão de vasos com distençao da capsula e dor
visceral por ativação de nociceptores
SECREÇÃO DE HIPERALGICOS: 
prostaglandinas e TNF_a liberadas pelo tumor como forma de burlar
o sistema imune, causando resposta inflamatória local e sistêmica
podendo parcialmente ativar o processo de sensibilização central e
dor neuropática. Há também a liberação de prótons e acidose local.
INFILTRAÇÃO NERVOSA: ocasionando dor neuropática, o tumor
também produz enzimas proteolíticas danificando fibras.
METASTASE OSSEA: mais comum, infiltração de neurônios
sensitivos que inervam a medula óssea, alterando o metabolismo
ósseo e perda dos mecanismo de regulação da atividade 
perdendo 
osteoblasto/osteoclasto,
força levando a distorção mecânica do periósteo (fonte dolorosa dos
nociceptores do osso)
PERDA 
hipercatabolismo TNF_a, liberação ativação da supra-renal (cortisol e
aldosterona), caquexia e astenia.
MEDIADORES Endotelina,
DE PESO: estimulado por de glucagon e
DORES RELACIONADAS AO TRATAMENTO
RADIOTERAPIA: causa fibrose de tecidos com consequente
compressão de nervo e obstrução microvasculardo nervo,
contribuindo para neuropatia e sensibilização central. Também pode
comprimir raízes descendentes comprometendo resposta motora.
Mucosite dolorosa, plexopatia 
QUIMIOTERAPIA: Lesão de DNA, ruptura de microtubulos com
liberação de citocinas. Degeneração sensitiva e sensibilização
aferente. Dor articular, polineuropatia. 
Intervenções cirúrgicas: podem dar origem à lesão neural e à dor
pósoperatória crônica.
AVALIAÇÃO PRÉ-ANESTESICA
Consiste na avaliação sistemática de fatores fisiológicos que
aumentem o risco intra-operatorio: HISTORIA: 
HISTORIA: 
DEFINIÇAO ESTADO FISIOLOGICO:
desnutrição, obesidade, F.C, P.A...
desnutrição, obesidade, F.C, P.A... DEFINIÇAO PROCESSOS 
PATOLOGICOS: alergias, HAS, 
cardiopatia, diabetes, DPOC, etc. cardiopatia, diabetes, DPOC, etc.
AVALIAÇAO NUTRICIONAL
AVALIAÇAO NUTRICIONAL FUNÇÃO FISICA, COGNITIVA E
MENTAL: ASA e outras avaliações.
Feita pelo anestesista antes da ciirurgia: REVISAO DE
PRONTUARIA, ENTREVISTA, SOLICITAÇÃO DE EXAMES.
Historico de anestesia e avaliação física (mais comum: ASA)
avaliação física (mais comum: ASA)
IDENTIFICAÇAO DE RISCO CIRURGICO 
CIRURGICO 
DESENVOLVIMENTO DE PLANO DE AÇÃO: diminuir os risco e
melhorar os resultados AVALIAÇÃO ASA 
AVALIAÇÃO DE RISCO GOLDMAN
Levar em consideração: 
● Idade 
● Estado de consciência, nutrição e
emocional 
● Raça e anemia 
(marcante em negros) ● Deformidades que
técnica 
● Tipo respiratório 
● Edemas, hipertermia maligna (por 
anestesia) 
● Historia anterior anestésica 
falciforme
dificultem a
PRINCIPAIS COMPLICAÇOES: 
● -HAS 
● -CHOQUE 
● -DISRRITMIAS 
● -DISTURBIOS DE HEMOSTASIA,
CID.
Obesos apresentam insuficiência biventricular. Menor volume
residual pulmonar e hipoxemia artéria, devido ao volume ocupado
por tecido adiposo.
IAM prévio, aguardar 6meses Hipertensão; controlar 
Controlar tabagismo, asma e DPOC. EXAMES LABORATORIAIS
SCORE DA DOR: (Potencia analgésica - intensidade dolorosa) 
ESCORE NEGATIVO: uso inadequado
0-3: uso adequado (quanto mais próximo do 0 melhor). 
AGONISTA DOS RECEPTORES OPIOIDES; Ação analgésica ao
ligarem-se aos receptores opioides no cérebro, tronco, medula e
terminações aferentes primarias, também estão nas células do trato
Na febre maligna há hipermetabolismo; rigidez muscular, maior
consumo de O2, Acidemia (respiratória e metabólica), taquicardia,
taquipneia, hiperpotassemia, rabdomiolise e mioglobinuria. A entrada
de Ca+ na célula desencadeia uma cascata de lesão celular ativando
set point (hipertermia) e ativando mecanismos de coagulação. 
gastroinstestinal.
Pode causar respiratória, 
vômitos por ativação de quimiorreceptores do tronco, confusão
mental, euforia, sedação, urinaria, dependência física quando 
abruptamente síndrome de abstinência (não
sendo critério de exclusão em dor do câncer).
A via oral é a mais recomendada, no tratamento crônico, como no
caso da dor neoplásica. As vias subcutânea, intramuscular e
intravenosa são mais utilizadas na emergência e na dor aguda. A via
epidural é utilizada no controle da dor pós-operatória, em alguns
casos de dor crônica (dor neuropática) e no câncer terminal. A via
transdérmica (Fentanil) é reservada ao tratamento da dor neoplásica.
TRATAMENTO DA DOR ONCOLOGICA 
depressão Nauseas, 
disforia, retenção 
retirado criando
RECEPTORES
Quando se liga ao receptor induz mudanças conformacionais que
permitem o acoplamento intracelular a diferentes formas da proteína
G. Inibindo a adenilciclase diminuindo o níveis celulares de AMPc o
que afeta as vias de fosforilação das proteínas e dessa forma a
função celular.
Por outro lado, e por
receptor e inibindo Ca2+.
Ao reduzir o acoplamento à proteína G atuam diretamente sobre os
canais iónicos ativando as correntes de K+ ligadas ao
as correntes de
neuronal e/ou propagação potenciais de ação. 
libertação enquanto sináptica, mediam a hiperpolarizaçao através da
abertura de canais de K+ com entrada de Na+, impedindo
excitabilidade
dos influxo de Ca2+ reduzem a excitabilidade neural e/ou a
de neurotransmissores que na membrana pósos receptores opióides
● AGONISTAS- morfina, meperidina, alfaprodina, fentanil, alfentanil,
sufentanil, fenoperidina, codeína, hidromorfona, oximorfona,
metadona e heroína.
● ANTAGONISTAS-naloxona e naltrexona. 
● ANTOGONISTA PARCIAL: buprenorfina. 
● Agonista/Antagonista (agonista k/antagonista m) - nalbufina,
nalorfina, levalorfan, pentazocina, butorfanol e dezocina.
● ● 
● TRAMADOL(FRACO): indicado para dor leve a moderada. 
parenteral 
Disponível em vias oral e estimulação dos receptores
opioides um com 1q10 potencia da morfina com menor constipação
intestinal 
Dose oral: 200-400 mg/dia 
Dose EV: 600mg a cada 4/6horas
CODEINA(NATURALFRACO): potencia de 1/10 da morfina. Não
usado em via parenteral (que não passa pelo sist. Digestivo). Possui
os mesmo efeitos adversos da morfina em geral.Dose: 
30-120mg, VO 4/4hrs 
Solução oral de liberação controlada;12-24 horas (reduzindo doses
diárias)
MORFINA(NATURAL -FORTE) : Derivado natural da papoula, de
rápida absorção no intestino delgado após ingestão oral. Metaboliza-
se no fígado, em
frações: 
● M3G(fração inativa - toxica) ● M6G(fração metabólica ativa
- analgesica).
Excreção renal. A administração de 4-4horas é necessárias para
alcançar concentrações terapêuticas adequadas, por qualquer via.
Indicação: pacientes que não estão com controle adequado da dor
no 2ºdegrau da da 10mg, aumentando conforme necessidade). 
● Solução oral de liberação
controlada;12-24 horas (reduzindo doses diárias)
● Intra venosa e subcutânea: indicados em dor do câncer,
traumatismo ou queimaduras.
● Epidural ou pre-tectal: Morfina com efetiva analgesia prolongada.
EFEITOS ADVERSOS 
● Depressão respiratória severa ● Náusea e Vômitos 
● Retenção urinária aguda 
● Broncoconstrição: diminuição das
trocas gasosas 
● Hipotensão arterial 
● Urticárias e prurido 
● Constipação
HIDROCODONA E OXICODONA (FORTE-SEMISSINTETICO) 
Agonista do receptores K e u, com propriedades similares a da
morfina, menor sedação, menor delirium, menor vomito e prurido
porem mais obstipação intestinal. 
MV 3/5 horas, a biodisponibilidade oral é 2/3 ou mais quando
comparada a 1/3 da morfina. 
Dose: VO, 1,5-2 vezes mais potente que a morfina oral. 
Pode ser associada ao acetominofeno.
FENTANIL, METADONA E MEPEREDINA 
– FORTES SINTETICOS 
FENTANIL: Meia vida curta, usado em anestesias. Não mais efetivo
que qualquer outro opiaceo. Possui menos efeitos colaterais que a
morfina porem a constipaçao intestinal, sedação e náuseas são
considerados menos intensos em alguns pacientes. 
INDICAÇÃO: quando há intolerância a morfina ou incapacidade de
ingestão oral pela própria evolução da doença. ADM: adesivos (cada
3 dias)
SAUDE DA MULHER
DOR PELVICA: 
● Aguda; inicio súbito e abrupto.
● Crônica; dor não cíclica com duração maior que 6 meses 
● Cíclica; dor reincidente relacionada a um período do ciclo, ex; dor
menstrual ou dor do meio ( dor do meio-ciclo, período ovulatório,
onde há contato de liquido do folículo ovulatório com a cavidade
peritoneal. Má formações, endometriose, adenomiose. AGUDA:
geralmente envolvem vários aparelhos e sintomas podendo ter
origem fora do aparelho genital feminino; Aguda, Intensa e que
geralmente faz o paciente procurar atendimento imediato. 
que também pode resultar em infecção da cavidade abdominal.
TORÇÃO DE ANEXOS; pode envolver cistos, massas ou
hidrossalpingite.
MIOMAS EM DEGENERAÇÃO: tumores tumores 50 anos mas
podem surgir a partir da menarca. Alterações hormonais e excesso
de peso podem desregular a função endócrina gerando fator de risco
para a patologia
GRAVIDEZ ECTOPICA: implantação anormal do blastocisto,
geralmente na trompa ou até em cavidade abdominal.
ABORTAMENTO: infecção séptica 
CAUSAS GASTRO-INTESTINAIS PRINCIPAIS CAUSAS: (G.O)
ENDOMETRIOSE; presença de tecido endometrial e glandular fora
da cavidade uterina. OCORRE EM IDADE REPRODUTIVA. Ataca 5-
10% das mulheres, tem uma prevalência de 80-90% nas mulheres
com dor pélvica 
Etiopatogênia:Existem varias teorias;
- Transplantação/metastática: ocorre um refluxo do endométrio
durante a menstruação (via circulação ou linfática) onde as células
do endométrio migram. Ex: endometriose; umbilical, retro-peritoneal. 
- Metaplasia (transformação do epitélio) do tecido ovariano e
peritoneal em endométrio. Porem esta teoria é pouco aceita.
Diagnostico: clinico (sinais e sintomas: Dor pélvica, dispareumia,
Confirmatório com US. dismenorreia). APENDICITE: inflamação
apêndice, causando dor aguda em fossa ilíaca direita com irradiação
para região epiastrica.
DIVERTICULITE: inflamação dos divertículos (evaginaçao do epitélio
colonico) do intestino grosso. Geralmente no sigmoide. Podem ser
obstruídos por fezes ou alimentos não digeridos desencadeando
processo inflamatório e infeccioso 
Caracteristicas: dor pélvica aguda, febre, prurido...
LINFEDEMA VENEREO; doença bacteriana sexualmente
transmissível (clamydia trachomatis) com inflamação do sistema
linfático, hipertrofia vulvar
OBSTRUÇAO INTESTINAL 
SALPINGITE: inflamação das trompas, comum em mulheres
sexualmente ativas e 
CAUSAS UROGENITAIS
CISTITE: infecção bacteriana da bexiga e trato urinário inferior
Características; ardência, piúria.
disúria, sangramento, 
PIELONEFRITE: infecção urinaria ascendente que atinge a pelve
renal. Características: febre, piúria, polaciúria.
NEFROLITIASE: formação de cálculos. Dieta rica em Na e proteínas,
distúrbios metabólicos, etc...
OBSTRUÇOES 
DOR PELVICA Crônica partir de 3-6 meses 
ETIOLOGIA: 
ENDOMETRIOSE
ADERENCIA: quando um tecido de qualquer órgão toca o peritoneo,
irritandoo. ocorre geralmente quando um processo inflamatório forma
uma massa de tecido cicatricial entre os órgãos.
DIP-DOENÇA INFLAMATORIA PELVICA. 
Infecção bacteriana comum em mulheres em idade reprodutiva,
sexualmente transmissível. As 
transtornos como; 
sequelas incluem risco de gravidez
ectópica, infertilidade por fator tubário, DPC, necessidade de
múltiplas internações e cirurgias.
Caraceriza-se como infecção ascendente que acomete vagina, colo,
endométrio e trompas, causadas em sua maioria por Clamydias e
gonococos, micoplasma hominis e ureaplasma, sendo fator de risco
para DST´s. É raro em mulheres que não mestruam.
As mulheres usuárias de DIU apresentam maior incidenci de DIP
associada a ACTINOMICES ISRAELI
Tambem podem estar associadas a bactérias da flora vaginal não-
pertencentes as DST’s ( bacterioides, peptoestreptococos,
gardnerela, e. coli, streptococos B-hemoliticos do grupo A)
Em geral, a ascençao ocorre quando há infecção do colo, diminuindo
o muco cervical (maior barreira), ocorrendo então destruição da
endosalpinge e formação de exsudato purulento resultando em
pelviperitonite. Para proteger a pelve superior as fimbrias se fecham,
formando PIOSALPINGITE, envolvendo o ovário e formando
abscessos tubo-ovarianos.
Podemos citar alguns fatores que contribuem para a ascençao
bacteriana: 
contribuem para a ascençao bacteriana: 
Instrumentação uterina 
Instrumentação uterina 
Alterações hormonais que levam a modificação cervical 
levam a modificação cervical 
Menstruação retrograda 
Menstruação retrograda 
Virulência dos M.O 
QC; DOR PELVICA e as vezes febre ligada ao agente 
Dx; clinica + US 
Tx: tratar infecção (antibioticoterapia), alivio dos sintomas e prevenir
complicações. 
Geralmente a antibióticoterapia soluciona grande parte do transtorno: 
TX ambulatorial CEFOXITINA 2g, IM, Dose única + PROBENICIDA
1g, VO, dose única + DOXICICLINA 100mg, VO, 12/12 por 14 dias
na adolescência frequentemente decorre Tx hospitalar:Tx
hospitalar: 8 horas + clindamicina 600-900 mg, EV, 8-8 horas +
penincilina G cristalina 5milhoes UI, da estimulação sem oposição
assim, os ciclo estrogênica prolongada da progesterona. Sendo
menstruais anovulatórios EV 4/4.
DISMENORREIA:
Iniciando pela caracterizado pelo puberdade,
conjunto de modificações biológicas que ocorrem como
consequência da maturação do SNC, RESULTANDO do aumento da
secreção de esteroides sexuais pelas gônadas (GONADARCA) os
quais promovem desenvolvimento das características sexuais
secundarias e função reprodutora.
Entao na puberdade ocorre decréscimo na sensibilidade do
mecanismo retro-controle negativo da unidade hipotálamo-hipofisaria
aos esteroides sexuais e redução da influencia dos centros
inibitórios. Iniciando a pulsatibilidade do GnRH . Paradoxalmente o
GnRH em quantidades continuas dessensibiliza a hipófise e inibe a
puberdade.
Durante os 10-16 anos ocorrem inicialmente pulsos de LH durante o
sono, decorrente de pulsos de GnRH e, após pulsos semelhantes
porem de menor amplitude durante o dia. Na idade adulta esses
pulsos de LH ocorrem com intervalos de 1-2horas. Em
consequência, resultam picos episódicos de estradiol e então, a
menarca. Pela metade da puberdade, surge a maturação do
mecanismo de retrocontrole positivo do LH ao estradiol, oque
determina o inicio dos ciclos menstruais ovulatorios. O crescimento
puberal contribui na estatura final cerca de 27-29 cm.
TRANSTORNOMESTRUAL NA ADOLESCENCIA: O sangramento
menstrual são devido a imaturidade do eixo HHO, muito frequente
nos primeiros meses posmenarca, prolongando por até 18-24 meses.
Sendo a conduta expectante a melhora ser tomada inicialmente.
Deve-se também, primeiramente, afastar hipótese de gravidez.
Quando optar pela investigação, sugere-se pedir dosagens de LH,
FSH, estradiol, pool de prolactina, TSH ultra-sensível e testosterona
entre o 2º e 8º dia do ciclo.
A DISMENORREIA, corresponde habitualmente por dor em cólica no
hipogástrio, podendo irradiar p/região lombar e até raiz das coxas,
sendo uma queixa comum, 50 – 70%, na adolescência.
A menstruação dificultosa e dolorosa associa-se ao ciclo da
PROGESTERONA, que quebra alguns lisossomos liberam enzimas
que fosfolipídios de 
desencadeando a cascata celulares e
degradam membrana; do acido araquidônico (fosfolipídios de
membrana).
Essas substancia produzem hipercontratibilidade uterina, que causa
isquemia e consequente dor.
CLASSIFICAÇÃO:
PRIMARIA ( ausência de patologia subjacente, característica do
próprio ciclo desregulado.) costuma ocorrer nos primeiros 12 meses
após a menarca, por algumas horas antes da menstruaçao e
costuma ceder com analgésicos comuns.
Pode ser tratada com AINES e inicialmente com contracepção oral.
SECUNDARIA: são menos comuns e usualmente podem ser
descartadas por meio de uma anamnese ou e.fisico. Porem entre as
cauas destacam-se: 
- endometriose 
-DIP 
- Varizes pélvicas 
- uso de DIU 
- miomatose 
-estenose cervical 
- pólipo endometrial 
- tumor anexial 
- retroversão de útero e má formações.
Pode-se iniciar com a menarca ou anos após, sendo a patologia sua
causa básica.
SIDROME DOS OVÁRIOS POLICÍSTICOS
É comum que nos primeiros dia após a menarca que a menina
apresente irregularidade menstrual devido à imaturidade do eixo
hipotálamo-hipófiseovario, porém, este período não deve ultrapassar
2 anos, que é considerado o tempo normal para tal amadurecimento.
Se após este período, a irregularidade persistir, deve-se fazer a
busca da causa. 
2. Predisposição secreção de hiperinsulinemia e resistência a
insulina, aumentando a síntese de androgênios Ovarianos por:
Diminuí a produção de SHBG e IGFBP-1, aumento da fração livre
dos androgênios e IGF-1 
• IGF-1 (fator de crescimento insulina símile):secreta inibina, diminui
FSH levando a anovulação. aumenta atividade da
5_redutase_converte a T em deidrotestosterona levando ao
hirsutismo
A síndrome dos ovários policísticos é uma disfunção ovariana,
que tem como característica principal a ausência da ovulação
O quadro clínico clássico compreende irregularidade menstrual, que
pode ser amenorréia com teste de progesterona positivo,
oligomenorréia ou
hemorragia uterina disfuncional, obesidade, hirsutismo e
infertilidade de causa ovulatória. O quadro se estabelece logo
após a menarca, e nem todos os sinais e sintomas estão presentes
em todas as pacientes.
Hiperandrogenismo Clínico ou Laboratorial 
– Acne, pele oleosa, hirsutismo, acantosenigrans 
A etiologia não é muito clara, mas as possíveis causas são: A
resistência insulínica (pela obesidade ou por defeito em receptores),
leva ao estímulo ovariano, via receptores para insulina e para fatores
de crescimento, resultando em um aumento da produção
androgênica e um quadro de anovulação, outros autores sugerem
que seja um estímulo excessivo supra-renal na época da puberdade,
um bloqueio parcial de enzimas da supra-renal, que leva a um
aumento do ACTH, hiperplasia da supra-renal e produção
androgênica excessiva, ou ainda fatores genéticos. 
Fisiopatologia - Teorias 
1. Defeito primário hipotalâmico na 
freqüência e amplitude do pulso 
de LH_ Anovulação
genética na ação e insulina, levando a
3.Hiperandrogenismo 
Inibiçao da ação da aromatase,
não converte androgênios em estrogênios
Inibindo a emergência de folículo dominante e conduz à atresia
folicular 
Defeito na síntese ovariana de androgênio– Alteração no
metabolismo do cortisol_ aumento da produção de androgênio pela
adrenal
Envolve basicamente uma perda da ciclicidade ovulatória, com
abolição do pico de estradiol produzido pelo folículo dominante, ou
seja, com níveis hormonais sem as variações do ciclo ovulatório.
Consistindo em um círculo vicioso, do qual não se sabe onde foi o
início, mas cujos pontos principais são:
Níveis de FSH plasmático diminuídos levam a um desenvolvimento
folicular insuficiente, resultando num ovário aumentado com múltiplos
folículos (ovários policísticos). A atividade da aromatase nas células
da granulosa está diminuída, inadequada resultando ovariano, que
contribui para o processo de atresia folicular, além da acne e do
hirsutismo. Não existe a formação do folículo pré-ovulatório e a
conseqüente ovulação. Em alguns casos mais intensos, pode existir
um quadro de hipertricose ovariana.
As conseqüentes da SOP são a infertilidade 
hirsutismo 
disfuncional. 
de origem ovulatória, o e hemorragia uterina
Eventualmente, uma hiperplasia ou câncer de endométrio pode
aromatizando de forma os androgênios ovarianos,
em hiperandrogenismo desenvolver-se como estímulo estrogênico
Entretanto, a SOP é vista hoje como uma doença metabólica
importante, levando a um risco aumentado para doença coronariana
devido à ação do hiperandrogenismo e hiperinsulinemia.
Também pode estar associada com o desenvolvimento de diabetes
futuramente e com aumento da incidência de câncer de mama,
aparecendo na pósmenopausa.
O diagnóstico clínico é feito pela presença de infertilidade,
hirsutismo, alterações menstruais e obesidade. O diagnóstico
laboratorial é feito através da relação LH/FSH acima de 2.5, US
pélvica apresentando aumento ovariano bilateral, predominância
estromal, vários folículos subcorticais em numero acima de 12 por
corte isolado, entre outros. 
conseqüência do
sem oposição.
ANTIINFLAMATORIOS
AUTACOIDES: utilizados em respostas inflamatórias mediadas por
histaminas
AINES: é uma classe de medicamentos, analgésico, antipirético e
anti-inflamatório. Podendo ser de ação seletiva (inibidores da COX-2)
e não seletiva.
Devemos citar que o acido acetil salicílico (AAS) e o paracetamol,
embra sejam AINES, são utilizados de forma distinta dos demais
medicamentos por terem despeito de compartilhar sua atividades
AINE com outras ações relevantes para sua ação clinica.
Atuam na inibição da COX e impedindo a formação de
prostaglandinas, entretanto, não inibem a formação de outros
mediadores inflamatórios derivados dos LEUCOTRIENOS.
Há dus formas da COX, COX-1 e COX-2. A COX-1 é uma isoforma
constitutiva da maioria das células e tecidos normais, sendo tbm a
enzimas mais dominante, enquanto que os mediadores inflamatórios
produzem COX-2 alem de serem encontradas em órgãos específicos
como cérebro e rins.
Ressalva para o COX-1 expressa de forma dominante nas células
epiteliais gástricas, constituindo fonte de prostaglandinas
citoprotetoras. Sua inibição neste ponto e tida como o principal
motivo para os efeitos adversos gástricos que complicam o
tratamento com AINES
O AAS; liga-se covalentemente a COX, do forma irreversível inibindo
a COX-1 e COX-2, sendo sua duração dos seus efeitos relacionados
a taxa de regeneração da COX. Já os outros fármacos com
mecanismo de ligação por competição, estão relacionados
ação/disponibilidade do fármaco.
Este efeito ASS e notável nas plaquetas que por serem anucleadas
(síntese proteica deficiente) sofrem ligação irreversível, sendo a
COX-1 principal elemento para conversão do TXA2, levando
aproximadamente 8-12( tempo rotação de plaquetas) dias para
desaparecer após cessar do tratamento.
DOENÇAS GENITURINÁRIAS E DSTs
CERVICITE ASSINTOMÁTICA 
Sempre que uma paciente chega ao consultório é importante avaliar
o risco dela ser uma portadora de cervicite assintomática. Isso nada
mais é do que uma infecção no cérvix que não causa sintomas,
podendo resultar futuramente em uma DIP de maior grau. Para esta
avaliação foi feita uma tabela onde se pode avaliar por meio de
escore. Diz-se que a paciente tem grande possibilidade de portar
uma cervicite assintomática caso o escore >= 2
● Parceiro com corrimento 
uretral = 2 
● Idade menor que 20 anos = 2 ● Sem parceiro fixo = 1 
● Mais de 1 parceiro em 3 meses = 1 ● Novo parceiro nos últimos
3 meses = 1
VAGINOSE BACTERIANA 
Normalmente a flora vaginal é constituída de bacilos de doderline
que são benéficos e possuem efeitos protetores contra outros
agentes infecciosos.
Na VAGINOSE: 
Bact; Gardnerella Vaginalis (gram -). O motivo disto ocorrer ainda
é pouco conhecido, porém, suspeita-se de algumas causas: visto
que o pH da vagina é levemente ácido pela secreção de acido lático
pelos bacilos, a maior suspeita para esta substituição é a repetida
alcalinização da vagina ocorrendo pelo uso de ducha e coito
freqüentes. Isso faria com que bactérias patogênicas, porém,
presentes na flora normal se multiplicassem e aumentassem esta
alcalinização deixando o ambiente desfavorável para os bacilos
benéficos.
● odor fétido característico de peixe podre é o principal. Ele se deve
pela concentração de uma substancia chamada cadaverina.
● Outros sinais são secreções acinzentadas e pH vaginal alcalino
entre 4,7 e 5,7 (pH normal=4,5).
À microscopia pode ser visível células pista “CLUE CELLS”, que são
células vaginais com Gardnerella (cocos aos pares) aderidos a ela.
Não se encontra um infiltrado de leucócitos importante, visto que a
Gardnerella libera uma substância que impede a atração destes
neutrófilos. Isto resulta microscopicamente em uma não infiltração
leucocitária e macroscopicamente em uma vagina que não apresenta
sinais flogísticos.
DX : clínico, porém, pode ser usada microscopia ou o teste da amina
(adição de KOH), que resulta em uma liberação de odor de peixe. A
cultura não é recomendada por inespecificidade do meio.
TX: 
● Metronidazol 400mg VO 12/12 por 
7 dias 
● Metronidazol 2g VO dose única ● Tinidazol 2g VO Dose Única
● Secnidazol 2g VO Dose única ● Clindamicina 300mg VO 12/12h 7
dias
O tratamento de dose única tem melhor adesão, porém, o tratamento
prolongado tem melhor efeito. Recomenda-se usar primeiramente o
medicamento de dose única, porém, se este não funcionar deve
orientar a paciente sobre o tratamento mais prolongado. 
Recomendar a não utilização de duchas vaginais.
TRICOMONÍASE 
Uma DST caracterizada por alta 
taxa de transmissão. 
Protozoarios - Trichomonas 
Vaginallis. (flagelado) 
Gera um ambiente anaeróbio a 
partir da síntese de hidrogênio para a 
combinação 
peróxido 
com o oxigênio, formando de hidrogênio. Outra característica deste
parasita é sua grande 
capacidade de ascensão . 
Muitas vezes este parasita é 
assintomático e com isso sua proliferação 
ocorre de modo exacerbado, podendo 
levar a um quadro de DIP. Por sua maior 
mobilidade também pode acarretar uma 
infecção 
urinário uretral levando a um quadro caracterizado por disúria e 
polaciúria. 
SINTOMAS: 
● Corrimento vaginal fétido amareloesverdeado e purulento. De
aspecto espumoso. 
● Prurido vulvar intenso, podendo causar até lesões porcoçar
freqüentemente o local. 
● A vaginoscopia revela um eritema vaginal segmentar. 
● A colposcopia pode revelar uma colpite macular (colo de morango),
característico desta patologia. ● Ao teste de shiffler (IODO)
apresenta-se com aspecto tigróide. ● A microscopia a fresco revela
trofozoítos no corrimento. 
TX: 
Metronidazol 2,0g VO Dose Única
Metronidazol 250mg 12/12h 10 dias Secnidazol 2g VO Dose Única 
Tinidazol 2g VO dose única 
Deve-se tratar também o parceiro para evitar re-infecção. A
abstinência sexual durante o tratamento e a não ingestão de álcool
deve ser recomendada.
CANDIDÍASE 
Ag: Cândida sp. 
Para ocorrer esta proliferação de
cândida, alguns autores associam a diminuição dos bacilos de
doderline pelo uso de antibióticos de largo espectro ou supressão
imunológica fazendo com que aumentasse a carga parasitária de
cândida.
Altos níveis hormonais (principalmente PROGESTERONA)
aumentam o glicogênio nas células superficiais vaginais e com isso
pode aumentar a proliferação da cândida.
SINTOMAS: 
● corrimento esbranquiçado em 
flocos com característica de queijo 
tipo cottage. 
● Outros sintomas são: queimação e 
prurido vulvar e vagina 
eritematosa. 
DX: clínico, porém, pode ser auxiliado por exame microscópico a
fresco, bacterioscopia pela coloração de gram revelando hifas e
esporos. 
A cultura em meio específico é contra indicada pelo seu alto custo,
sendo desnecessária. 
TX: 
Fluconazol – 1 comprimido VO dose única Itracinazol – dois
comprimidos VO de manha e dois a noite um dia 
Cetoconazol – 2 comprimidos VO após Jantar 5 dias 
DX: clinico, porém, pode ser realizada coloração de gram que
revelará presença de diplococos ou então a cultura em Thayer-
Martin.
URETRITE NÃO GONOCÓCICA
Ag: clamídia Trachomatis, gram-negativa intracelular obrigatória
e sua transmissão ocorre pelo contato sexual.
A Clamídia geralmente desenvolve um quadro assintomático (90%),
principalmente se a infecção ocorrer somente na vagina, o que pode
contribuir para um aumento da carga bacteriana, levando a uma DIP.
A sintomatologia que mais leva a paciente para o consultório é:
● Quadro urinário com polaciúria, disúria e corrimento uretral
purulento.
PODE LEVAR A LINFOGRANULAMA VENEREO
ECOMPROMETIMENTO LINFATICO REGIONAL 
A clamídia apresenta um tropismo por
células colunares o que explica a maior incidência em mulheres. O
diagnóstico baseia-se na clínica, porém, testes como ELISA,
imunoflorecência, PCR e LCR podem detectar esta bactéria
TX: 
Doxiciclina 100mg VO de 12/12h 7dias Azitromicina 1 g VO dose
única 
O tratamento do parceiro também deve ser feito, por se tratar de uma
DST.
GONORRÉIA (uretrite gonocócica) Ag: diplococo 
Neisseiria Gonorreae, 
transmissível. 
Assim como a 
infecção geralmente é assintomática, o que 
pode levar a uma DIP. 
Sua sintomatologia baseia-se em 
quadros urinários com fluxo uretral 
purulento. Lembrando também que a 
bactéria tem um tropismo por células 
escamosas e colunares o que faz dela uma 
infecção mais comum em mulheres.
gram-negativo sexualmente 
clamídia, sua
TX: 
Ceftriaxona 250mg IM dose única Ofloxacina 400mg VO dose única
Ciprofloxaxina 500mg VO dose única Tianfenicol 2,5 g VO dose
única
FLUXOGRAMA CORRIMENTOS
HERPES GENITAL 
Ag; VIRUS Herpes simplex_2, 
A sintomatologia dependerá da
carga viral presente no indivíduo, podendo 
causar febre, astenia e mialgia.
Seu sinal mais exacerbado é uma 
exulceração dolorosa que passará a uma 
vesícula e posteriormente a uma 
cicatrização formando uma crosta.
DX: baseia-se em cultura, Esfregaço 
com coloração de Giemsa e alterações 
citopatológicas no papanicolau.
TX aciclovir oral durante 7 a 10 dias 
ou até resolução clínica. 
SIFILIS 
DST causadora de úlceras genitais.
Ag; Treponema pallidum, gramnegativo das espiroquetas. 
Sua sintomatologia é composta de três fases: 
1ª fase aparece uma lesão ulcerada no local de invasão da bactéria.
Algum tempo depois ocorre o aparecimento de máculas, pápulas,
eritemas e crostas e por final ocorre uma reação sistêmica. O
diagnóstico clínico baseia-se nos sinais. Em geral 2 a 3 semanas
após a contaminação haverá uma lesão papulosa INDOLOR no local
da penetração do agente que em poucos dias estará ulcerada e com
bordas salientes, endurecida com base vermelha e não purulenta. 4-
5 sem, regride sem deixar cicatriz. 
2ª fase: evolui durante 1 ou 2 anos, 2ª fase: evolui durante 1 ou 2
anos, 8sem, a doença entra novamente em atividade afetando pele e
órgão internos, correspondendo a disseminação do treponema 
manifestar: 
nefrotica, 
pelo corpo. Podendo Hepatomegalia, síndrome artralgia,
glomerulonefrite, febre, astenia, cefaleia. 
Então: 1/3 obtem cura clinica e sorológica 
1/3 evolui sem sintomatologia, porem portador 
1/3 evolui p/ sífilis terciaria
3ª fase: sistêmicas por complexos. 
Cardicirculatorio, ossos, cartilagens, SNC, fígado ou músculos.
DX: clinica + Exames treponemicos e exames não treponemicos,
exame de campo escuro, imunofluorescencia direta
SOROLOGIA: Não-treponemica (VDRL, RPR)mais comum: VDRL
para imuno complexos apartir 30-50 dias
Treponemica (TPI, FTA-abs, TPHA,
ELISA). Mais comum FTA-abs IGM 
lesões localizadas ou deposição de imunoAcometendo sist.
TX: PENINCILINA G PROCAINA (2,4milhoes/dia) +
probenecida(1g/dia, VO) para prolongar a meia vida, até 10 dias. S.
primaria: penincilina G
Benzatina, 2400.000 Ui, IM, dose única S. secundaria Penincilina B, 
4800.00 Ui, IM 2 doses em 2 semanas. S. Terciaria Penincilina B,
7200.000 
Ui, IM 3 doses/3 semanas.
ALERGIA A PENINCILINA então: TETRACICLINA 500 mg VO de 6/6
horas ERITROMICINA 500 mg VO de 6/6 horas. 15 dias p/sífilis
recente e 30 dias p/ sífilis tardia.
CANCRO MOLE 
Ag; estreptococo Haemophilus Ducreyi,
Apresenta um quadro de ulcera genital. 
As lesões são dolorosas com bordas irregulares e base com
exsudato purulento, necrótico e fétido. Acompanha linfadenopatia
inguinal dolorosa. 
DX: clinica + bacterioscopia pela coloração de gram também pode
revelar Estreptobacilos. 
TX 
Azitromicina 1g, VO, dose unica
DONOVANOSE 
Ag: Calymatobacterium granulomatis, gram-negativo –
intracitoplasmática
O quadro que ulceram. caracteriza-se
Crescem e nódulos sangram
facilmente c/ tecido granulomatoso entre as lesões.
A principal complicação é a ulcera que cresce em profundidade 
DX; clinica + histopatológico, já que bactéria não cresce em cultivo 
TX: eritromicina 500 mg 6/6 horas 
– 21 dias
FLUXOGRAMA DE ULCERAS possuem a mesma forma e
propriedades
físicas que o ergosterol e levam a formação da membrana com
propriedades alteradas, que não desempenha as funções básicas
necessárias ao desenvolvimento do fungo. Inibem a transformação
das células da cândida em hifas (forma invasiva e patogênica do
fungo). Os principais efeitos colaterais são: náuseas, vômito, cefaléia
e exantema.
● Cetoconazol: Os efeitos colaterais são: náuseas, vômitos,
desconforto abdominal, diarréia, tonteiras, cefaléia, diminuição da
libido, erupção maculopapular, alterações hepáticas, ginecomastia e
teratogenicidade.
ANTIBIOTICOS, MICROBICIDAS E ANTI-FUNGICOS
● Clotrimazol: Raros efeitos colaterais 
ANTIFÚNGICOS
Ligam-se ao ergosterol 
(componente da membrana do fungo), 
formando canais na membrana, alterando 
sua permeabilidade e permitindo o 
extravasamento de íons de sódio, potássio 
e hidrogênio.
● Anfotericina B: Possui absorção 
oral ruim e intramuscular tóxica. 
Uso endovenoso e tópico.
inativada pela luz. 
ao colesterol 
● Fluconazol: não é muito recomendado 
ANTIMICROBIANOS 
-BETALATAMICOS, bactericidas
Penicilinas 
A penicilina possui atividade bactericida, causando inibição da
síntese da parede
Termolábil e 
Sua ligação 
celular e a ativação do sistema autolítico endógeno da bactéria.
Durante o processo
endógeno a torna tóxica e seus 
principais efeitos colaterais são: 
vômito, febre, diarréia, anorexia, 
cefaléia e tromboflebite. 
de replicação bacteriana, a penicilina inibe as enzimas que fazem a
ligação entre as cadeias peptídicas, impedindo o desenvolvimento da
estruturanormal do peptídeoglicano.
● Nistatina: Uso tópico ou oral, não 
deve ser administrada por via 
endovenosa.
Tem maior efetividade bactericida se as bactérias estiverem em
crescimento ativo. 
Seus principais efeitos colaterais são:
Benzofuranos 
● Griseofulvina: Seu provável 
mecanismo de ação é que ela liga 
se a ceratina na pele, protegendo 
a de nova infecção 
hipersensibilidade, náuseas e vômitos, alteração
(levando 
na agregação plaquetária
à hemorragias) e nefrite
Azóis 
Prejudica a síntese do ergosterol, levando ao acúmulo de
metilesterois, que não intersticial dose-dependente 
FORMAS:
A penincilina G, assim como a penincilina V são extremamente
eficazes contra cocos gram-positivos, mas são facilmente
hidrolisadas pelas betalactamases, ex: ineficaz conta S. aureus
A ampicilina, amoxicilina são penincilinas de amplo espectro contra
gram-positivos e gram-negativos.
A penincilina Benzatina e a penincilina G procaína é de adm IM,
produzem níveis baixos porem prolongados do farmaco
CEFALOSPORINA amplo espectro, com mecanismo de ação
semelhante a penincilina. Sendo uma alternativa caso paciente
apresente hipersensibilidade a penincilina.
-MACROLIDEOS, bacteriostaticos
Ligam-se aos bacterianos, suprimindo protéica. É um dos antibióticos
com menos efeitos colaterais, exceto p/ gestante. ribossomos
sua síntese
Tetraciclina, muito teratogênico p/ gestante 
Amplo inibição da bloqueando a união de RNAt ao complexo
ribossômico de RNAm. 
Seus efeitos colaterais são: descoloração permanente dos dentes
em lactantes e crianças, gastrite, descoloração ou escurecimento da
língua, glossite, diarréia, aumento da fotossensibilidade cutânea
(queimadura), inflamação da boca ou língua, náuseas ou vômito,
exantemas maculopapulares e eritematosos, anemia hemolítica,
trombocitopenia, neutropenia e eosinofilia e inibição do crescimento
ósseo do feto. 
Glicopeptídeos 
Clindamicina 
Não são ligados às outras classes de antimicrobianos. É derivado
semi-sintético da lincomicina, a qual se liga aos ribossomos
bacterianos, suprimindo a síntese protéica. Devido à sua elevada
concentração no meio intracelular, exerce ação bacteriostática e
bactericida. Tem atividade imunoestimuladora, potencializando a
opsonização, acelerando a quimiotaxia e fagocitose dos leucócitos e
favorecendo a destruição intracelular dos microrganismos. 
espectro que atuam por síntese de proteínas, Seus efeitos colaterais
são: náuseas, vômitos, hipersensibilidade, bloqueio neuromuscular,
aumento reversível das transaminases hepáticas e trombocitopenia e
granulocitopenia.
Metronidazol
O metronidazol penetra no citoplasma da bactéria ou protozoário e
forma radicais livres altamente tóxicos, inibindo a síntese DNA
protozoários.
Por ser substância de metabolismo hepático, o medicamento é
contraindicado em caso de cirrose e doença hepática.
O medicamento pode alterar a coloração da urina para
marromamarelado e ainda deixar gosto metálico na boca.
CONSULTA GINECOLOGICA
Sistematização de seu atendimento. No exame ginecológico é
sempre bom ter alguns cuidados, dentre eles o mais importante é
sempre ter algum outro profissional da saúde na mesma sala, para
evitar processos legais por mau entendimento do procedimento, por
parte da paciente.
1. ANAMNESE 
2. E. FISICO 
A VULVOSCOPIA é o primeiro procedimento realizado, nela devem
ser analisados os aspectos macroscópicos de presença de
anomalias, como sinais flogísticos, máculas, pápulas, verrugas e
ulcerações. 
EXAME ESPECULAR. Logo a seguir, o primeiro passo do exame
especular é a VAGINOSCOPIA, procedimento que busca a
visualização avaliando corrimento e sinais flogísticos. 
A seguir faz-se a COLPOSCOPIA, exame que necessita de um
colposcópio, que propicia um aumento do colo do útero. São
avaliados nesse exame a presença de muco (normal) ou de
corrimentos (patológicos), a integridade do colo do útero e presença
de lesões. Nesse das paredes vaginais, integridade, presença de
exame também é avaliada a Junção escamo-colunar. 
Para a avaliação da JEC é necessário que se observe qual a posição
dela em relação ao orifício. Alguns laudos colposcópicos podem
descrever qual a posição da JEC em relação ao orifício de modo a
analisar primeiramente a parte anterior (de cima) e depois a parte
posterior (de baixo) sendo o numero 0 para JEC sobre o orifício,
números positivos para sinalizar o grau de ectopia e negativos para
sinalizar JEC endocervical. Ex: 
JEC 0/0 ou -1/0 
Outro tipo de laudo colposcópico e mais atual funciona assim: 
JEC 0 = exatamente no orifício externo (anatômico) do canal cervical 
JEC +1 = pouco acima de JEC 0 , dentro do canal 
JEC +2 = entre JEC +1 até a quarta parte da altura do canal 
JEC +3 =entre JEC +2 e a metade da altura do canal 
JEC +4 =na metade superior do canal cervical 
JEC - 1 = pouco abaixo de JEC 0 
JEC -2 =entre JEC –1 e a quarta parte da distância entre o orifício
externo e o fundo de saco vaginal 
JEC -3 =entre JEC –2 até a metade da distância entre o orifício
externo e o fundo de saco vaginal 
JEC -4 = de JEC –3 até o fundo de saco vaginal 
É importante salientar que a Ectopia (JEC externa ao orifício) é
normal na fase de adolescência até uns 20 anos, pois o epitélio
ainda esta em transformação. O único problema é que se a JEC
estiver muito ectópica, a mulher se queixará de corrimento
abundante colunar em produzir muco. Daí será necessária
cauterização. Pode se usar a última também para prevenção de
doenças já que o epitélio escamoso é mais suscetível a doenças. 
mucoso transparente devido à função do epitélio
COLPOCITOLOGIA ONCÓTICA 
Sendo assim podemos dizer que um laudo de colpocitologia oncótica
normal seria: presença de células vaginais superficiais. Presença de
células metaplásicas com reatividade e caracteres tintoriais normal.
Células endocervicais normais. Discreto processo inflamatório.
Presença de bacilos. A avaliação das anormalidades são
classificadas em Neoplasias Intra-epiteliais (NIC)
NIC I significa pequeno número de células com alterações, porém, a
atipia celular não esta tão evidente. A relação núcleo-citoplasma está
um pouco aumentada com discreta hipercromasia.
NIC II significa uma maior quantidade de células alteradas com
núcleos mais aumentados e relação núcleo-citoplasma bastante
aumentada, as células apresentam atipia mais intensa com formas
ovóides e redondas com característica de células intermediárias ou
basais.
NIC III é a perda da maturação das células por um processo de
mutação genética. As células extremamente parecidas com células
basais e parabasais perdem suas adesões. A alteração da forma é
marcante, podendo apresentar atipia extrema.
TOQUE VAGINAL 
O toque vaginal é outro exame feito em consultório. É bem simples e
não necessita de custo algum. Neste exame serão avaliados: a
mobilidade deste colo, o fundo de saco e o tamanho do ovário e do
útero. Alguns sinais também podem ser vistos como a dor à
mobilização e a presença de massas atípicas nas regiões. O toque
pode ser bidigital e bimanual.
ULTRASSONOGRAFIA
Neste exame são avaliadas a presença de massas, tamanho e forma
dos órgãos, entre outros.
É normal que o útero possua volume de até 90 ml, tenha miométrio
de espessura até 5 mm, textura homogênea em anteversoflexão.
Os ovários devem ter volume de 5 à 9 ml com limites precisos e
textura homogênea. Vale lembrar que palavras como hipoecogênico,
ecogênico e hiperecogênico são comuns no ultrassom.
Ecogenicidade é a densidade visualizada pelo aparelho de ultra-som.
Diz-se hipoecogênico quando a massa visualizada quase não é
visível ao ultrassom e hiperecogênico o que possui um contraste
acima do normal.
SINAN
É importante salientar que HIV, sífilis na gestação e sífilis congênita
são doenças de notificação compulsória, porém, todas as infecções
genitais devem ser notificadas para o SINAN, pois elas devem ter um
levantamento epidemiológico e um repasse adequado de verba, bem
como a construção de estratégias para seu combate de acordo com
as necessidades.
ASPECTOS ÉTICOS NA COTRACEPÇÃO
Quandouma paciente menor de idade chega ao consultório pedindo
um contraceptivo oral devem-se avaliar algumas questões.
Primeiramente deve-se avaliar a parte ética e legal que diz que
acima dos 14 anos a menina possui o direito de sigilo, porem o
médico ainda deve avaliar as condições a qual esta menina se
apresenta, quanto à sua responsabilidade, saúde mental ou ate
mesmo o motivo da solicitação, visto que o índice de estupro
domiciliar tem aumentado nos últimos tempos.
Só deve-se comunicar aos responsáveis sobre a anticoncepção
prescrita se a paciente não tiver condições de administrar a
medicação ou se houver a possibilidade de algum acontecimento
que deve ser comunicado às autoridades.
MODIFICAÇÕES NO 3º TRIMESTRE DE GRAVIDEZ
Podem ser divididas em locais, quando relacionada ao aparelho
genital, e sistêmicas quando relacionada ao resto do corpo.
O volume do útero que normalmente gira em torno de 10 ml a 90 ml
pode expandir-se para até 5000ml ou em casos extremos 10000ml.
O peso também é modificado em função da hiperplasia, hipertrofia e
posterior estiramento do miométrio que resulta da secreção das
poliaminas. Este aumento do peso é em mais de 1 kg.
Outra modificação forma, antes piriforme e agora
intrapélvica localização resultado de tais modificações temos uma
mudança no centro de gravidade, deslocando as costas para trás
para compensar. Isso cria a marcha característica das grávidas, a
marcha anserina que conseqüentemente levará à dor nas costas,
que somando ao peso do feto presente ali levará também a
sensação de peso em baixo ventre. Este fator pode ser corrigido ou
prevenido pela simples orientação do médico de caminhadas
vagarosas após o almoço, que manterá o tônus dos músculos
abdominais e perineais. Outra forma de solução é o uso de cintas de
contenção e suspensão abdominal visando à sustentação do útero.
Com o crescimento do útero ele fará uma pressão na bexiga, visto
que é apoiada sobre ela, isso pode resultar em polaciúria.
Vale lembrar que o crescimento do útero é desigual, isso ocorre pois
ele é impedido pelo cólon descendente e sigmóide, já que estes
conferem maior resistência, pois geralmente são mais maciços. Com
isso o útero faz a DEXTRORROTAÇÃO, isso aumenta a pressão
especialmente na veia cava inferior diminuindo o retorno venoso e
levando a edema nos membros inferiores e muitas vezes a síndrome
da hipotensão, que pode levar à tontura e vertigem. Como medida de
auxílio, deve-se instruir a grávida deitar em decúbito lateral
esquerdo, que aliviará todos estes sintomas.
No colo do útero também observase modificações. A maior
quantidade de progesterona induz a chamada embebição evidente é
a
de localização ovalado com pélvica e abdominal. Como gravídica,
que nada mais é do que a retenção de água em todas as células do
organismo. Com isso o colo fica mais amolecido. Também há uma
hipertrofia glandular do cérvix, que resulta em maior secreção de
muco formando o tampão mucoso, que serve de proteção a agentes
infecciosos.
As poliaminas também exercem efeitos na vagina. Há uma hipertrofia
muscular vaginal com conseqüente aumento da vascularização, que
resulta na cor arroxeada do período gravídico. Esta maior
vascularização também aumenta a transudação, que ocasiona um
aumento do corrimento vaginal. Eis um ponto importante, pois o
médico deve instruir a paciente para evitar confusão entre corrimento
normal e corrimento possivelmente patológico, diminuindo muitas
vezes o estresse da gestante. Com a ação da progesterona
aumentada também haverá, nas células vaginais, um maior conteúdo
de glicogênio que aumentará a quantidade de bacilos de doderline,
aumentando a proteção à infecção.
O sistema vascular apresenta modificações importantes. Algum fator
ainda desconhecido é responsável por alterar o funcionamento do
sistema reninaangiotensina-aldosterona exacerbando-o e, assim,
fazendo uma maior absorção de sódio e aumentando a volemia
sanguínea, que por sua vez aumenta o debito cardíaco, aumentando
a distensão atrial e liberando causará compensatória ao aumento do
débito cardíaco. Na verdade a liberação de peptídeo natriurético
atrial é mais intensa, fazendo com que a pressão arterial caia em vez
de subir.
A vasodilatação periférica em conjunto com a embebição gravídica
também é responsável pelo quadro de edema nas gestantes. O fato
de o útero pressionar a cava reduzindo o retorno venoso associado
com a maior volemia também pode causar varizes na perna e
exacerbação do edema. Todos estes sintomas podem ser resolvidos
com o uso de meias elásticas, porém, as mesmas fator natriurético
atrial, que uma dilatação periférica devem ser precedidas de
elevação das pernas para ocorrer um esvaziamento venoso. Outra
forma de diminuir os sintomas é dormir com um travesseiro em baixo
das pernas e evitar passar muito tempo em uma posição só.
Com o aumento da volemia causada por retenção hídrica também se
observa uma hemodiluição nas grávidas, o que representa valores
padrões mais baixos de Hemoglobina (11 mg/dl) e Hematócrito.
No sistema urinário observa-se uma maior taxa de filtração
glomerular devido ao aumento da volemia, que adicionado à pressão
do útero sobre a bexiga resultará em poliúria. A ação das
prostaciclínas e progesterona causam um relaxamento geral dos
músculos lisos e isto também afeta a bexiga fazendo uma estase
urinária, aumentando o risco de infecção.
As modificações no sistema digestório ocorrem em função do
relaxamento do músculo liso causado pela prostaciclína e
progesterona e nem todas as alterações são maléficas, muitas vezes
são a favor das necessidades. Com o relaxamento do músculo liso a
motilidade gástrica e intestinal são diminuídas e isso aumenta o
tempo de exposição ao suco gástrico e à mucosa intestinal
resultando, respectivamente, em melhor quebra do alimento e melhor
absorção dos nutrientes. Por outro lado o relaxamento da
musculatura lisa associada à pressão que o útero faz sobre os
órgãos intestinais resulta em relaxamento hormonal e mecânico da
cárdia, resultando em refluxo evidenciado pela pirose. O relaxamento
da musculatura lisa também aumenta o tempo de exposição do bolo
fecal ao intestino grosso, fazendo uma maior absorção de água,
causando ressecamento das fezes e obstipação intestinal.
A conduta necessária para a melhora dos sintomas é bem simples.
Para se reduzir a pirose recomenda-se a ingestão 
ingestão 
bebidas 
fracionada de alimentos, evitar de grandes volumes hídricos e
gasosas. É recomendado deambular após as refeições e dormir em
decúbito cefálico elevado. Para a obstipação intestinal recomenda-se
a maior ingestão de frutas, grãos e vegetais.
No sistema respiratório também ocorrem modificações. As mulheres
em geral possuem uma respiração mais torácica do que
diafragmática, mas na gravidez, 
músculos 
devido ao relaxamento dos
intercostais, a respiração diafragmática é aumentada, que por sua
vez, é dificultada pela pressão do útero sobre o diafragma resultando
em falta de ar, respiração mais curta e aumento da FR.
A pele também sofre modificações. O Cloasma gravídico é um sinal
bastante evidente em algumas grávidas. Essas manchas
enegrecidas na pele juntamente com o aparecimento da linha negra
e escurecimento das mamas deve-se ao aumento de hormônio
melanocítico.
Outras modificações que devem ser lembradas com grande
importância são as psíquicas. Ainda é especulativo o fator biológico
pelas alterações, porém, psicologicamente há muitas explicações
para a angústia e ansiedade, entre outras. No terceiro trimestre o
bebê começa a ganhar uma identidade própria, isso é evidenciado
pela escolha do nome e o começo da arrumação do quartinho bem
como o enxoval, isso tudo causa certa ansiedade para o nascimento
e um questionamento de se ‘’eu serei uma boa mãe’’, se sei criar um
filho. Os mitos e falácias da dor do parto também podem ser
agravantes para o medo. A conduta das pessoas também muda.
Geralmente as ajudas e gentilezas como lugar para sentar passam a
sensação a mulher de incapacidade. A melhor conduta neste período
é esclarecertodas as dúvidas da paciente e orientá-la para
freqüentar alguns cursos para grávidas.
Após o parto tem-se a depressão pós-parto (baby blues). Estudos
recentes mostraram que a queda do estrogênio libera uma enzima
chamada monoaminaoxidase-A que bloquearia a serotonina,
dopamina e noradrenalina. Já é evidente que estes
neurotransmissores estão ligados ao humor da pessoa. Os sintomas
clássicos são instabilidade emocional, ansiedade, desânimo,
irritabilidade e diminuição do apetite.
LICENÇA MATERNIDADE E SALÁRIO-MATERNIDADE
Tem-se direito a salário maternidade e licença maternidade todas as
gestantes que trabalham e contribuem corretamente com a
previdência social. No ano de 2010 foi implantada a licença
maternidade de 180 dias, obrigatória em todas as empresas.
A licença terá inicio em qualquer momento da gestação dependendo
da necessidade da grávida e da avaliação médica. É aconselhável
que se retire a licença maternidade após o nascimento a fim de
manter o maior tempo possível de relação direta mãe-filho, além de
que a amamentação é preconizada até os 6 meses de idade no
mínimo.
AVALIAÇÃO DA VITALIDADE FETAL
É de grande valia para o médico conseguir avaliar a vitalidade do
bebê, pois são principalmente estes dados que determinarão a
maioria das intervenções médicas. Sua indicação pode variar, mas é
sempre aconselhado um procedimento de rotina no final da gestação
e indicado em caso de: DHEG, oligohidrâmnio, sofrimento fetal
agudo, RCIU, isoimunização e parto prolongado. A avaliação da
vitalidade fetal pode ser dividida em 2 grandes grupos: os métodos
clínicos e os métodos biofísicos. O método clínico é o famoso
mobilograma. Ele se baseia em uma sistematização de contagem da
movimentação sentida pela mãe com um registro diário. Este
método, apesar Manual do Acadêmico: Módulo Saúde da Mulher
2010 21
de não muito confiável, é prático e não necessita de custo algum e
também serve de alerta para a mãe procurar seu médico. Existem 4
métodos para a contagem: O método numero 1 preconiza a
contagem dos movimentos fetais 3x durante 1 hora em 12 horas.
Sempre atentar para estar em decúbito lateral esquerdo e de
preferência em período pós-prandial para não ocorrer a possibilidade
de este feto estar hipoglicêmico. Este método não é muito indicado,
pois não é NADA prático. O método 2 é um pouco mais prático,
porém, pode ser dificultado pelo grande tempo de contagem. A
gestante contará os movimentos fetais ocorridos em 12 horas
fazendo suas atividades normais. O valor de referencia é o mínimo
de 10 Movimentos Fetais (MF) /12 horas. O método 3 é mais
simples. Em período pós-prandial, em um local tranqüilo e silencioso,
a gestante deve sentar por uma hora e contar os movimentos
sentidos. O valor de referencia é de 6 MF/ h. 
O método 4 é o mais complicado e trabalhoso. Em um período de um
dia a mãe deve fazer 4 pausas de 30 minutos totalizando 2 horas. Na
soma dos 4 períodos de 30’ deve haver um mínimo de 10 MF entre a
30ª e 40ª SG. 
Outra forma de método clínico para a avaliação da vitalidade fetal é a
prova da aceleração cardíaca fetal. Com um sonar o médico deve
auscultar os BF e observar uma aceleração na FCF em relação a
sua movimentação. Lembrando que a paciente deve ter comido
antes, estar em repouso e decúbito lateral esquerdo em local
tranqüilo e confortável. Caso não houver movimentação suspeitar de
que este feto possa estar dormindo daí fazer uma estimulação
mecânica ou sonora. 
Os métodos biofísicos são métodos onde necessita da intervenção
de equipamentos sofisticados, cabendo ao médico a interpretação
desses exames. 
A cardiotocografia é o método biofísico mais usado. Deve ser usada
para avaliação anteparto (Cardiotocografia Anteparto de Repouso) e
se possível intraparto. Para a realização desta é necessário de um
aparelho chamado de cardiotocógrafo. O cardiotocógrafo avalia 3
coisas: batimentos fetais, tônus uterino e suas contrações e
movimentos fetais. O instrumento deve ser devidamente instalado na
paciente e o tempo de avaliação anteparto é de 20 minutos. Deve ser
avaliado 5 parâmetros, cada um deles vale 2 pontos para sim e 0
para não, totalizando um escore máximo de 10 e mínimo de 0. 
1º parâmetro é o BCF que deverá estar entre 120 e 160 BPM. O 2º é
a variabilidade de freqüência cardíaca fetal que deve ser de 10 a
20bpm. O 3º é a aceleração transitória em relação a MF, isto é, cada
vez que o feto se movimentar sua freqüência cardíaca deverá elevar
em 15bpm durante15 segundos, para a confirmação deste parâmetro
isso devera acontecer em 80% das vezes ( 4 em cinco). O quarto
parâmetro é a aceleração transitória em relação às contrações
uterinas que é igual à anterior e também deverá ocorrer em 80% das
vezes. O 5º parâmetro é a desaceleração da FCF que não deverá
haver.
Para a interpretação do escore:
10-8 = Ativo 
6-4 = hipoativo 
2-0 = inativo 
Caso o feto não se movimentar nestes 20 minutos de exame deve-se
considerar a possibilidade dele estar dormindo. Para avaliar isso se
encontra o pólo cefálico do feto através da palpação e buzina-se com
um buzina de bicicleta marca Kobo® durante 5 segundos. Após este
ato o feto deve elevar sua freqüência cardíaca em 
20bpm com uma duração de 3 min. Se sim, pode-se dizer que o feto
esta REATIVO; se reagir pouco pode se dizer que o feto está
HIPOREATIVO; se não reagir diz-se que o feto está INATIVO. 
Outro método biofísico que pode ser usado é a dopplervelocimetria.
Este exame é muito útil para a detecção de um sofrimento fetal
crônico. A dopplervelocimetria tem como base medir a velocidade do
fluxo de sangue em vários vasos do corpo transformando isso em
gráfico. Caso ocorra alguma situação onde ocorra uma insuficiência
uteroplacentária progressiva (sofrimento fetal crônico) o feto entrará
em hipóxia gradativa. Isto o levará a fazer a chamada centralização,
que nada mais é do que uma constrição das artérias pouco após o
arco aórtico para centralizar o fluxo nos órgão nobres (cérebro,
coração, supra-renais) levando à uma alteração de fluxo sanguíneo
visível na artéria umbilical examinada).
AVALIAÇÃO DA FETAL
Fundamental nas situações onde o feto e a mãe correm risco. Ela é
necessária para se saber qual a conduta tomar e qual será o
prognostico.
Existem diferentes interpretaçoes, pois fisiologicamente diz-se que
um feto está maduro quando é alcançada a maturidade pulmonar,
que seria o ultimo sistema fundamental a maturar para a
sobrevivência do feto.
A idade gestacional é a principal forma de se avaliar a maturidade
fetal. Sua forma é calculada a partir da:
● data da última menstruação (DUM), 
● altura uterina (AU) 
● biometria fetal pelo Ultrassom. Para idade gestacional acima de 37
semanas sugere maturidade fetal. Altura acima de 28 cm também é
sugestivo de maturidade fetal. 
O US ideal é realizado no primeiro trimestre de gestação, antes da
20ª semana de preferência, e a idade gestacional é estima pelo
comprimento nádega-cabeça (o ultrassonografista dará o laudo).
Alem da US alguns outros exames complementares podem ser feitos
para a avaliação, como o RX que em maturidade fetal apresentará
núcleos de ossificação e também a amnioscopia. Este exame além
de avaliar a maturidade fetal, pode ser usado para avaliar o
sofrimento fetal intraparto, indicado quando a dilatação está maior do
que 3 cm. 
(principal artéria
MATURIDADE
Ao exame amnioscópico deve apresentar, para boa maturidade, a
presença de grumos que nada mais são do que o vérnix caseoso
que começa a se desprender da pele do feto.
Para avaliação da vitalidade fetal deve-se apresentar
preferencialmente claro o que indica ausência de mecônio.
Outro procedimento usado é a amniocentese, que consiste em
retirada de liquido amniótico para avaliação. No procedimento a
agulha é guiada pelo ultrassom a fim de se desviar da inserção da
placenta e cordão umbilical. Após a retirada do líquido amniótico
pode-se avaliar diversos parâmetro nele.
A macroscopia deve apresentar um liquido branco e com grumos
após as 36 semanas.
A pesquisa de fosfolipídios (fostatidilglicerol)LECTINA/ESFINGOMIELINA 2:1 pode ser feita laboratorialmente e
traduz uma maneira quase sem falhas de se avaliar a maturidade
fetal visto que cadeias fosfolipídicas são os principais componentes
do surfactante que é necessário para maturidade pulmonar.
Outro teste bastante usado é o teste de Clements, que consiste em
agitar o liquido amniótico verificando a formação de espuma. Se
formar espuma significa que o líquido contém fosfolipídios e a
maturidade pulmonar está presente. Este exame pode ser
prejudicado por sangue ou mecônio.
Outros exames laboratoriais também podem ser feitos porem não
são usados por sua demora, como o Sulfato de azul de Nilo a 1%,
lugol, diferença de densidade óptica a 650ª.
DETERMINISMO DO PARTO 
MODIFICAÇÕES ENDÓCRINAS PARA DETERMINISMO DO
PARTO E CONTRATILIDADE MIOMÉTRICA
Durante a gravidez observam-se contrações de pequenos níveis
podendo ou não ser sentidas pela gestante, mas sempre indolor. Isso
ocorre por que o útero possui seu marca-passo para o inicio da
contração, porém, o mesmo está parcialmente inibido pela relaxina,
um hormônio que impede que a contração do útero seja feita.
A prostaglandina E sintetizada no âmnio, que será futuramente a
responsável pelas dores da contração, é inibida, pois o córion produz
uma enzima chamada de PGDH (prostaglandina desidrogenase)
que inativa PGDE.
Outro fator é também o CRF, hormônio liberador de corticotrofina,
produzida pela placenta, mas que também é inativada por ligações
ali mesmo.
Pode-se concluir que a real definição da hora do parto são fatores
mais fetais do que maternos.
FISIOLOGIA 
Com o passar do tempo algumas modificações começam a ocorrer, o
feto passa a produzir, por sua adrenal, DHEA (diidrostenediona)
que será aromatizado em Estradiol e alterará o equilíbrio entre a
concentração de estadriol/progesterona. 
Esse desequilíbrio é progressivo e lento e começará um processo de
maturação do miométrio aumentado suas junções GAP, aumentando
os receptores de ocitocinas e prostaglandinas e ajudando até mesmo
na estimulação dos fibroblastos da cérvice a secretar colagenases e
elastases. O feto também aumenta a produção de cortisol que
inibirá a enzima PGDH, que conseqüentemente aumentará a
produção de prostaglandina ativa. 
O cortisol também estimula a produção de ocitocina pelo âmnio,
cório e decídua que juntamente com a prostaglandina aumentará as
contrações por meio de mudanças na permeabilidade de cálcio do
miométrio. Essas modificações começam se intensificar
principalmente a partir da 30ª semana, que é o período de pré-
parto em freqüência de acentuando. 
Então a modulação uterina dividise em 4 fase: 
● fase 0 / fase de quiescência, fase 
onde o útero permanece ‘’quieto’’. 
Em decorrência da maior produção
que a intensidade e contrações vão se
de progesterona, prostaciclina e relaxina, hormônios estes que
impedem a contração uterina. Sua duração é desde o inicio da
gravidez até em torno da 30ª semana.
● A fase 1 / ativação. Inicia-se próximo ao termo. A fase de ativação
nada mais é do que a preparação do útero 
uma contratilidade
para haver correta. Fisiologicamente é o período em que se
aumentam as junções GAP e receptores de ocitocina, já descritos no
parágrafo anterior.
● A fase 2 é quando o útero está pronto para a estimulação. Esta
fase realmente se inicia intraparto e tem como evento fisiológico o
aumento de prostaglandina e ocitocina.
● A fase 3 é o período de involução. Inicia-se geralmente após a
dequitação (expulsão da placenta) e tem como principal evento
fisiológico a secreção de ocitocina.
ASSISTÊNCIA AO PARTO
Cerca de 15 dias antes da data do parto varias modificações (já
citadas) ocorrem fisiologicamente no corpo da gestante. Esta fase é
chamada de Préparto.
É dever do médico diagnosticar o inicio do trabalho de parto, quando
uma paciente chega em suposto trabalho de parto deve-se avaliar 3
coisas.:
1º Cólica coincidente com contração uterina. Para se diagnosticar
trabalho de parto deve-se haver um mínimo de 2 contrações em 10
minutos e estas contrações devem durar no mínimo 20 segundos.
2ª é a eliminação do tampão mucoso com raias de sangue que
evidencia a ação das colagenases e elastases do colo uterino
fazendo seu esvaecimento, e as raias de sangue evidenciam o inicio
do descolamento de placenta.
3ª A dilatação deve ser de no mínimo 2 cm em nulíparas e 3
centímetros em multíparas.
É importante salientar que se a paciente não apresentar um
diagnóstico certo de trabalho de parto é necessário que o médico
saiba avaliar se o mesmo está por vir ou não. Pode-se orientar a
paciente a dar uma voltinha ali por perto ou mantê-la em observação,
porém, sempre deixar a paciente se movimentar livremente, pois a
deambulação ajuda nas contrações e no amadurecimento do colo
uterino.
MODIFICAÇÕES DO COLO UTERINO
Por fatores indeterminados sabe-se que no final da gravidez o colo
do útero vai ficando mais amolecido devido à ação de colagenases e
elastases. Estas seriam produzidas mais ao final da gestação e
principalmente no trabalho de parto, causando o fenômeno de
esvaecimento, que seria o encurtamento e amolecimento do colo
uterino formando uma só cavidade com o útero, o chamado canal de
parto.
FISIOLOGIA. 
Fatores Imunológicos: não se sabe o que estimula a quimiotaxia,
mas perto do trabalho de parto e, principalmente, quando já
instalado, ocorre uma inversãp de resposta imune TH2 para TH1,
observase um grande aumento no numero de leucócitos,
principalmente de neutrófilos que produzem uma reação inflamatória
levando à secreção de IL-1 e IL-8, que atuam sobre os fibroblastos
cervicais induzindo-os 
elastases e 
a secretar colagenases e também promovendo a quimiotaxia de mais
leucócitos. Por este motivo também que infecções cervicais durante
a gestação aumentam os risco de parto prematuro ou amniorrexe. 
Ocorre também um maior produção deprostaglandinas 
Fatores hormonais: A progesterona é apontada como um forte
inibidor da IL-8 e do ácido hialurônico. Quando a gestação está
chegando ao final percebe-se uma queda deste hormônio e uma
elevação do estrogênio que em contrapartida estimula a produção de
colagenases pelos fibroblastos do colo uterino. Isso ocorre devido a
produção de ACTH pela hipófise fetal, que estimula a placenta a
produzir 17_hidroxilase, desviando a produção de progesterona para
estrógenos. 
Fatores mecânicos: Os estímulos aferentes através dos nervos
sensoriais vao ate os núcleos do hipotálamo que como resposta
eferente libera ocitocina na corrente sanguínea, que sinergicamente
comas prostaglandinas promovem as contrações uterinas. Sabe-se
que a dilação do colo é contração-dependende. A dilatação sem
contração é limitada a no máximo 4 cm em multíparas e 3 cm em
nulíparas, e esta se deve ao esvaecimento.
PRÉ-PARTO
Caso dx de trabalho de parto, devese explicar a paciente os
possíveis procedimentos que podem ser realizados. Ex; indução ao
parto, episiotomia, e etc..
O preparo da paciente vem a seguir. A paciente sempre deve ficar
confortável e ter o mínimo de exposição possível.
A tricotomia (raspagem de pelos) e o enteroclisma ou enema
colonico são muito discutidos ainda. Os procedimentos devem ser
feitos de acordo com a vontade da paciente. Outros autores afirmam
que é um procedimento obrigatório, primeiramente para diminuir o
risco de infecção, segundo para evitar o constrangimento da paciente
na hora do parto pela defecação.
A seguir é necessário solicitar alguns exames, principalmente se a
paciente não possui nenhum tipo de referência (cartão da gestante).
Os exames pedidos de rotina são:
● Hemoglobina e hematócrito ● Urina tipo I 
● Teste rápido para HIV.
Em seguida leva-se a paciente para a sala de procedimento para se
fazer um exame clínico minucioso avaliando principalmente a bacia,
o feto e a dinâmica uterina. O toque vaginal é a principal metodologia
empregada para fazer este exame clínico. Ao toque vaginal deve-se
de identificar:
● APRESENTAÇÃO: região do feto que ocupa a área do estreito
superior e que nele se insinuara. Ex (cefálica/pélvica/cormica)podendo ser de 1ºgrau ou bregmatica, 2º grau ou da fronte, 3ºgrau
ou da face
● ATITUDE: relação das diversas partes do feto entre si, ex
(flexão/extensão-cabeçao, trono e membros) OBS: lambda-coccix –
25cm
● SITUAÇAO: relação do maior eixo do útero com o maior eixo fetal.
Ex(longitudinal/transversa/obliqua)
● POSIÇÃO: relação do dorso fetal com o lado materno. Ex
Esquerda 1 
– direita2, assim posição esquerda ou 1
● PLANO DE LEE nível zero; nível da espinha ciática.
Ainda; presença de membranas, volume cefálico, grau de flexão do
bebe e os fenômenos plásticos
Com o toque vaginal também é realizada a PELVEGRAFIA, que
nada mais é do que uma avaliação dos processos ósseos da pelve.
Na pelvegrafia observa-se: diâmetros ântero posteriores, espinhas
esquiáticas, retropulssão cóccica, promontório, e envergadura sacral.
Ao toque também 
distensibilidade do canal 
episiotomia), 
pélvico e 
verifica-se a vaginal (avaliar possível 
assoalho 
resistência do graus de por hora). No cervicodilatação (avaliado
último é importante que se reduza ao máximo o número de toques
vaginais evitando os desnecessários. Isto além de criar um grau
menor de estresse na paciente também reduzirá a chance de
infecção intra e pós-parto.
A contra-indicação da deambulação é se a paciente já estiver com a
bolsa rota e a dilatação não pode estar superior a 7 cm em
multíparas e 8 cm em nulíparas.
Orienta-se oferecer pedaços de chocolate durante o parto por ser
pouco volumoso e altamente calórico. Não se esquecendo de manter
soro glicosado 10% endovenoso.
Métodos para avaliação da vitalidade fetal intra-parto: 
● cardiotocografia 
● ausculta do BCF 
● amnioscopia (somente se a paciente tiver com mais de 3 cm de
dilatação) devem ser feitas de 20 em 20 minutos. 
Outro padrão para se avaliar a vitalidade fetal é a gasometria
cefálica. Esta é indicada quando se tem um sofrimento fetal agudo.
Serve para verificar o grau de sofrimento. Qualquer caso com Po2
fetal < 30% é sinal de sofrimento fetal. 
Para a melhora do aporte de oxigênio fetal pode-se indicar o
decúbito lateral esquerdo, a oxigênioterapia e a correção da
hipertonia se esta for a causa de insuficiência uteroplacentária. 
A dinâmica uterina tem de ser observada. O padrão normal de
contração é de 5 contrações a cada 10 minutos com duração
máxima de 1 minuto. Qualquer coisa acima disto é chamada de
hipertonia uterina. Sua preocupação se deve ao fato de que isso
acarretará um esmagamento das artérias por tempo prolongado
causando insuficiência uteroplacentária. Sua correção pode ser feita
posicionando a paciente em decúbito lateral esquerdo ou por
fármacos. 
O controle da cérvicodilatação deve ser também monitorado. Em
geral deve-se obter 1 cm/h com duração máxima no período de
dilatação de 12 horas. Quando a paciente está com dilatação cervical
acima de 8 cm e colo uterino médio, é indicado que se faça a
amniotomia se a bolsa ainda não tiver rompido, isto ajuda na descida
do feto. É recomendado que se faça o cateterismo vesical, porém, o
parto humanizado questiona isso devido ao incômodo da paciente. O
melhor é explicar os motivos desta conduta para a paciente e a
deixar escolher.
PARTO 
O período que antecedo o trabalho parto e prepara o colo do útero,
chamamos de período PRODROMICO, que é marcado pela: 
● Descida do fundo do útero 
● Eliminaçao de muco vaginal ● Amolecimento e apagamento do 
colo 
Logo após vem o TRABALHO DE PARTO, processo pelo qual o
produto da concepção e expelido para o ambiente externo, onde
podemos dividi-lo em 3 fases: 
● 1º período/ fase de dilataçao; 
compreende o período do inicio do 
trabalho de parto até a dilatação 
completa (10cm), contrações 
uterinas dolorosas e regulares que 
a medidas que o trabalho de parto 
evolui tornan-se mais frequentes e 
intensas. As fibras do útero são 
tracionadas sobre o colo somandose a maior pressão fetal sobre
colo. ● ● 
2horas começa com a dilatação
total até a expulsão do feto; 
ocorrem intensas metro-sistoles 
com duração de até 60seg c/ 
frequência de 5/10mim. As 
contrações abdominais aumentam 
a pressão sob o útero resultando 
em uma força semelhante ao 
reflexo da defecação, porem de 
maior intensidade. Ocorre então: Insinuação: 
Passagem pelo estreito superior Descida: 
Avanço da apresentação do superior para o estreito inferior Ocorre
junto com a rotação Rotação Interna: 
Visa encontrar o melhor jeito para sair Procurar os menores
diâmetros da cabeça para os maiores da pelve (lambdoide) estreito
Desprendimento: 
Exteriorização da apresentação 
Rotação externa: 
Volta ao ponto de reparo fetal. Visa a melhor posição de saída(
extensão da cabeça) 
Desprendimento fetal final: Desprendimento fetal total
● 3º período/secundamento; iniciase após o desprendimento do feto
e se caracteriza pelo descolamento e expulsão da placenta. Com a
saída da placenta o fundo do útero desce até a cicatriz podendo
haver perda umbilical, sanguínea
fisiológica de 300-500ml de sangue. Em media 10 minutos
Entao, logo após, temos um quarto período também chamado de
4ºperiodo do parto, onde se processa a hemostasia fisiológica da
ferida uterina. Essa etapa merece ênfase pois podem ocorrer as
hemorragias, dependentes das contrações do utilizar ocitocito
auxiliar na coagulação. 
útero. Pode-se profilático para dequitação e
DISTÓCIAS DE PARTO São qualquer anormalidade no parto. As
distócias são divididas em subgrupos.
● Distócia óssea: Quase sinônimo de desproporção porém, é na
dificuldade de céfalo-pélvica,
realidade uma progressão e ultimação do parto por alguma
anormalidade óssea pélvica.
Avaliação dos diâmetros: 
interna Promontório: <12cm Diâmetro Biciático: <10cm Ângulo
Subpúbico: <120° 
Avaliação do tipo de pelve:
Platipelóide (5%) Andróide (20%) Ginecóide (50%) Antropóide (25%)
Desproporção Céfalo-Pélvica: Biparietal > 9,8cm
● Distócia de trajeto: condição que dificulte a progressão e ultimação
do parto por obstrução do trajeto. Ex; ma formações, etenose, rigidez
neoplasias, distopias, edema
● Distócia funcional: também conhecida como distócia de força ou
discinesias. É definida como alguma anormalidade que atinge a
contratilidade uterina. Hiper/hipoatividade uterina.
● Distócia fetal: são condições criadas pelo feto que dificultam e
impedem a progressão do parto. Podem ser de apresentação,
atitude, situação ou volume.
● Distócias anexial: São dificuldades relacionadas aos anexos
(cordão umbilical, membranas ovulares e placenta).
AMINIORREXE
É um processo fisiológico do parto, porem algumas infecções são
causas de rupturas prematuras pro produzirem elastases e
colagenases.
PRINCIPAIS CONDUTAS: 
● Intervencionista- indução ao parto ● Conservadora= aguardar inicio
espontâneo do trabalho de aprto.
Normalmente ate 34sem. 
A conduta ira variar segundo IG. 
- Gestaçao a termo >37 sem= indução imediata c/ ocitocina para
diminuir incidência de infecção materna 
- GESTAÇAO 34-36sem conduta intervencionista traz mais
benefícios já que conduta conservadora podecausar sepse, além de
ambiente intra-utero apresentar benefícios diminuídos para o
desenvolvimento fetal
- GESTAÇÃO 24-34sem mortalidade fetal alta, cada dia intra-utero
representa um ganho de sobrevida de 3%. Pode-se utilizar
corticoterapia materna para acelerar processo de maturação fetal.
Alto risco de infecção ( fazer antibioticoterapia profilaxica).
PACIENTE INTERNADA. Se sinal del infecção ( febre >37,8ºC +
taquicardia) resolução da gestação. 
- GESTAÇAO <24sem; baixo sucesso em conduta conservadora e
elevado risco de infecção materna- indução ao parto deve ser
discutida.
PARTOGRAMA
Muitas vezes a gestante entrará em trabalho de parto, porém, terá
uma evolução lenta o que poderá prejudicar sua saúde e da criança.
Para acabar com as suposições e haver uma padronização neste
tipo de urgência, foi criado o Partograma.
O Partograma nada mais é do que um instrumento gráfico que
representa facilmente o plano de descida, a dilatação, a
apresentação e a posição; sem falar que pode ser descrito o uso de
medicamentos (logo abaixo dográfico).
Este gráfico é muito útil, pois, nele há o traçado de duas linhas,
chamada linha de alerta e a linha de ação.
A linha de alerta é traçada diagonalmente uma hora após o primeiro
registro
A linha de ação após 4 horas. Como estes traçados são fixos é muito
importante o certo diagnóstico de trabalho de parto para não inserir a
paciente no partograma muito cedo, pois assim ela não terá o
desempenho correto (1 cm de dilatação por hora) e entrará muito
cedo nas linhas de alerta e ação. 
A linha de alerta geralmente representa a possibilidade de indução
de parto e a linha de ação geralmente implicada em alguma
intervenção cirúrgica como a possibilidade de uma cesariana ou a
locação de fórceps. 
PREENCHIMENTO
PREENCHIMENTO
Primeiro registro no inicio da Primeiro registro no inicio da 3em 10
mim)
3em 10 mim)
Após primeiro registro, marcar linha de alerta 1 hora e 1cm após e
acima.
após e acima.
Marcar a linha de ação 4 horas após linha de alerta 
após linha de alerta 
Dilatação cervical TRIANGULO e descida da apresentação BOLA 
BOLA 
Os toques vaginais devem ser 2/2horas e registrados no PG 
2/2horas e registrados no PG 
Avaliar condições do colo (dilatação e esvaecimento), altura da
apresentação e integridade da bolsa 
integridade da bolsa 
Avaliar BCF
PERIODOS 
Fase Latente (Período Preparatório): Amolecimento do colo,
apagamento do colo, início da dilatação.
Duração: 
● Nulípara: 16-20h 
● Multípara: 12-16h
Disfunção:Fase Latente Prolongada
Fase Ativa: 
Aumento da velocidade de dilatação. Velocidade:
● ●
Duração: 
● ●
Disfunções: 2Parada Secundária da Dilatação.3Parto Precipitado ou
Taquitócito. 
Nulípara: 1,2cm/h Multípara: 1,5cm/h
Nulípara: 3,4h 
Multípara: 1,5h 
1Fase Ativa Prolongada. 
Período Pélvico: 
Exploração do trajeto pélvico e expulsão.
● Duração: 1-2h. 
Disfunção: Parada Secundária da Descida. Prolongamento da
Descida.
Ou prolongamento da DESCIDA--------→ PARTOGRAMA
NORMAL 
IDENTIFICANDO DISTOCIAS 
1 fase ativa prolongada- dilatação 
progressiva porem lenta, inferior a 1cm. 
Ultrapassa linha de alerta chegando a linha 
de ação. Na maioria da vezes causada por 
contrações ineficientes. Deficiência de 
apresentação ou desproporção CP
Pode ser corrigida com ocitocina 
ou aminiotomia. 
 PARADA
SECUNDARIA DA DILATAÇAO ou da DESCIDA ; persistência da
mesma dilatação evidente por 2 TV’s, estando amulher já em
trabalho de parto ativo, podendo atingir linha de ação. Pode ser
causada por desproporção CP e associase a sofrimento fetal.
Posição transversa.
3-Fase Latente Prolongada Conduta: Repouso em casa. Evitar
ocitócitos. Tranquilizar família
4 PARTO PRECIPITADO; A cervical e descida do feto dilatação
ocorrem simultaneamente em 4 horas ou menos. Pode ocorrer
sofrimento fetal visto que devido a esta contrações o nível de O2 e
diminuído ao feto. Tbm pode trazer lacerações do canal como
complicações. Conduta: monitorar o feto e revisar canal de parto
INDUÇAO DE PARTO 
Quando os registros do partograma entram na linha de alerta, tem-se
de considerar uma indução do trabalho de parto, porém, como
induzir um trabalho de parto? PRIMEIRO p/INDUÇAO:
● 
● 
– CONTRA-INDICAÇOES
Desproporção céfalopélvica 
Apresentações anômalas ● Sofrimento fetal 
● Macrossomia fetal 
● Miomectomias 
● Gestação gemelar 
● Infecção genital ativa por
herpes 
● Carcinoma invasivo de colo
Raciocina-se sempre que a indução é contra indicada quando o feto
corre risco se tiver de passar pelo canal de parto.
Se não houver contra-indicações é necessário avaliar colo uterino. O
sucesso da indução do trabalho de parto é diretamente proporcional
às condições do cérvice. Pode-se usar índice de Bishop. Dizse que o
colo uterino é favorável à indução quando Bishop >=5.
E se Bishop não for favorável? Bem, aí teremos de preparar esse
colo uterino antes de realizar a indução. Essa indução segue alguns
passos: 
1. Administração de gel intracervical 0,5 mg com PGE2. 
2. Reavaliar em 4 horas 
3. Se Bishop >=5 Induzir o parto com Ocitocina Se Bishop <5 Repetir
administração (Max. 3 doses/24h) 
4. Acompanhamento da vitalidade Fetal e atividade Uterina.
Após o colo uterino estar favorável pode-se iniciar a indução do
trabalho de parto:
SOFRIMENTO FETAL
Basicamente existem 2 tipos de sofrimento fetal: o agudo e o
crônico. 
O CRONICO é aquele causado por uma insuficiência
uteroplacentária progressiva, também causando uma hipóxia
progressiva no feto. Já foi comentado o fenômeno de centralização e
seu diagnóstico por dopplervelocimetria na avaliação da vitalidade
fetal. 
O que se deve entender do crônico é sua causa (insuficiência
uteroplacentária progressiva), seu diagnóstico (Dopplervelocimetria)
e suas conseqüências (RCIU, Má formações...). 
O AGUDO é aquele que ocorre na hora do parto. Mesmo se ele for
crônico e permanecer durante o trabalho de parto diz-se que houve
uma agudização do sofrimento crônico. Geralmente o SF agudo
resulta de uma Insulficiencia UteroPlacentaria aguda e também por
isso é dever do médico corrigi-la se possível, e se não for possível
retirar a criança por via alta (cesárea). 
Como o sofrimento fetal nada mais é do que uma situação de hipóxia
ao feto, é de se esperar que algumas modificações óbvias
acontecesse em sua metabolismo. 
Em primeira instância, quando o feto entrar em estado de hipóxia,
seu corpo irá tentar compensar a falta de oxigenação com uma
circulação mais rápida de sangue, fazendo assim uma taquicardia
nos momentos de hipóxia. Pode-se dizer que esta aceleração é até
fisiológica e corresponde a uma reatividade do feto, mostrando que
ele esta em condições para se manter bem. 
O problema está quando este feto está hipoglicêmico de tanto
sofrer hipóxia ou porque não está tendo um aporte suficiente de
glicose e começa a apresentar uma bradicardia em momentos de
hipóxia. 
Para se medir o grau deste sofrimento, mede-se as desacelerações
do feto em relação à dinâmica uterina. Isto é visualizado pela
cardiotocografia. De acordo com a análise da cardiotocografia é
definido 
DIP I desaceleração INTRA-PARTO 
precoce , DIP II ou DIP III . 
A DIP I é quando a bradicardia 
(ponto máximo da desaceleração) se situa 
junto com a contração uterina (momento 
de hipóxia e ponto máximo da contração). 
A DIP II é quando o ponto mais 
baixo da desaceleração está atrasado com
o ponto máximo da contração. Os gráficos 
são ilustrados abaixo:
Em função da queda da freqüência tem-se 
que classificar o quanto ela cai. Podem ser 
classificados em leves, moderados e 
graves: 
Leves (menos de 15 bpm) Moderadas 
(entre 16-44 bpm) Graves (mais de 45 
bpm)
Quanto maior for a depressão do BCF pior 
será o prognóstico do bebê.
Há outra situação em que a 
bradicardia não coincide com a contração 
uterina. Esta é a DIP III. Pode ser explicada 
por uma compressão de cordão e não terá 
nenhuma correlação com a contração uterina.
A análise do pH fetal é considerado padrão-ouro na verificação de
sofrimento fetal intraparto. Esta técnica é feita quando a dilatação
está acima de 3 cm e depois que as membranas estão rotas.
Primeiramente deve-se expor o crânio fetal com um endoscópio
cônico. Aplica-se um anti-séptico, depois se borrifa gel de silicone no
lugar da punção, e faz-se uma incisão de 2 mm. O sangue capilar
que pinga em cima do filme de silicone estará coletado em vários
tubos heparinizados. O tempo de coleta estará registrado, e as
amostras são imediatamente mandadas ao laboratório para
determinar o pH. Para deter o sangramento, basta pressionar o lugar
durante 1 interpretação do seguinte forma: à 2 contrações. A
resultado é feita da 
Normal pH = 7.25–7.35
Limite pH= 7.20–7.25 
Anormal (baixo)= 7.20
Deve-se sempre lembrar que quando o escalpo é muito cabeludo
prejudicará o exame.
CARDIOTOCOGRAFIA 
A cardiotocografia, consiste no registro: FCF, da contratilidade
uterina espontânea, e dos movimentos fetais (MF). Informando o
bem estar fetal, permitindo que se obtenha indiretamente,
informações relativas ao grau de higidez do seu SNC. INDICAÇÕES 
- Gestação deAlto-Risco; 
- Indução do Parto; 
- Na presença de líquido amniótico meconial; 
- Na presença de anormalidades na ausculta cardíaca fetal.
● Alterações da FCF
Acelerações: Podem estar relacionadas com movimentos fetais
(transitórias) ou contraçõesuterinas (periódicas).Início: 20 semanas
de gestação Primeiro parâmetro a alterar frente a hipóxia. 
Padrão normal: amplitude 15 bpm e duração 15 segundos ( 10 bpm e
10 segundosantes de 32 semanas de 
gestação)
Desacelerações :Periódicas: relacionadas com contrações uterinas 
Precoce ou cefálico (DIP I): 
queda uniforme, gradual (inicio até nadir > 30 segundos),coincide
com o pico da contração
Tardio (DIP II) 
: uniforme, queda gradual (início até nadir > 30 segundos), ocorre
após opico da contração (decalagem 20 segundos)
Variável (DIP III ou Umbilical): 
início, decalagem e forma variáveis, queda abrupta (iníciopara nadir
< 30 segundos
INSULFICIENCIA PLACENTARIA CRONICA: Comum nos qudros
de diabetes 
gestacional. 
O órgão exerce funçao nutritiva
para o feto, sendo assim, o transtorno 
levara a uma desnutrição fetal . Então, se 
ocorre diminuição da pressão parcial de 
O2, o feto procura por um mecanismo de 
readaptação hemodinâmica, redistribuindo 
o DC. Vasodilatação central e 
vasoconstricção periférica, levando a 
Restriçao de crescimento fetal (RCF). 
À USG pode-se notar Oligodramia e 
fluxo cerebral ao doppler velocimetria. 
CTG; sofrimento fetal DIPIII.
Espica ou DIP 0 
: desaceleração com duração < 15 
segundos relacionada com 
compressãofunicular de curta
duração ou soluço fetal, mais comum 
no prematuro.Desaceleração 
prolongada: desacelerações com 
duração maior que 3 minutos,
relacionadacom hipotensão postural 
materna, bloqueios hiperatividade uterina, anestésicos,
compressões funiculares intensas e duradouras. Quando espontânea
são semprepatológicas
HIPERTENSAO GESTACIONAL:
HIPERTENSÃO CRÔNICA NA GRAVIDEZ Mulher portadora de
hipertensão arterial precedente à gestação ou diagnosticada antes
de 20 semanas de gestação. 
Leve para moderada 
• Hipertensão abaixo de 160/110mmHg; 
• Função urinária preservada; 
• Área cardíaca normal; 
• Fundo de olho somente com espasmos arteriolares; 
• Sintomatologia leve. 
Grave 
• Hipertensão igual ou maior a 160/ 110mmHg, oligúria, hipertrofia
ventricular esquerda; 
• Fundo de olho com cruzamentos patológicos ou edema de papila;
• Cefaléia; 
• Escotomas; 
• Dispnéia.
A definição de DHEG nada mais é do que um aumento da PA
acompanhado de proteinúria acima da 20ª semana gestacional.
Este último dado é extremamente importante, pois se a paciente
apresenta uma hipertensão arterial antes da 20ª semana gestacional
ela é diagnosticada como portadora de Hipertensão Arterial Crônica.
Isto se deve a fisiopatologia da DHEG que será escrita mais em
breve.
Para Dx, em primeira instância a mulher tem de estar acima da 20ª
semana gestacional.
A pressão diastólica dela deve estar acima de 90 mmHg, porém,
para a aferição desta deve ser utilizado a 4ª bulha (abafamento).
Em ultimo lugar a mulher deve manifestar uma proteinúria acima de
0,3g em 24 horas.
Com todos esses dados podemos dizer que ela está com pré-
eclâmpsia. 
Não é muito clara a distinção em livros sobre a diferença de DHEG
para Préeclâmpsia, porém, observa-se que DHEG é a condição geral
e pré-eclampsia é a forma de manifestação que poderá evoluir para
a eclâmpsia. 
Revisando: Pré-eclampsia pode ser definida como: após a 20ª
semana gestacional um aumento da pressão diastólica acima de
90mmhg auscultada na 4ª bulha com uma proteinúria maior que
300mg em 24 horas. 
O sinal mais clássico da préeclampsia é o edema, principalmente
nos membros inferiores. Este se deve principalmente pela
proteinúria, que diminui a concentração de proteínas plasmáticas e
com isso diminui a pressão coloidosmótica, aumentando assim o
extravasamento de liquido. 
A fisiopatologia exata da pré-eclampsia é pouco conhecida ainda.
Sabe-se que o aumento da pressão arterial ocorre em resposta à
uma reação endotelial. Não se sabe o motivo desta reação, porém,
sabese que o endotélio fica menos responsivo aos vasodilatadores e
mais responsivo aos vasoconstritores, sem falar que ele próprio
produz mais vasoconstritores (endotelina e tromboxano) do que
vasodilatadores (óxido nítrico), o que agrava ainda mais a situação.
Além desse fator foi observado que há fatores genéticos e
imunológicos. Observou-se em mulheres grávidas um aumento da
resposta Th1. Essa teoria é bastante aceita, pois é de extrema
certeza que a pré-eclampsia é relacionada com a placenta materno
aloenxerto, que no caso é a placenta, tem propriedades invasoras
que devem ser toleradas pela mãe; se não for bem tolerada as
substancia imunes da resposta Th1 da mãe podem causar uma
reação sistêmica. 
Alguns fatores de risco também foram observados, como: primigesta
(6x), gestação múltipla (5x), mola hidatiforme (10x), raça negra,
árabe e judia, e ainda idade acima de 40 anos. Como fator inibidor, a
gravidez anterior com o mesmo parceiro atua como um fator protetor,
provavelmente pelo sistema imunológico já ter tido um contato prévio
e não realizar mais uma resposta Th1. 
De acordo com seu quadro clínico a pré-eclampsia é separada em
leve e grave. Esta divisão é o que guia a conduta do médico. 
A pré-eclampsia leve é aquela com a PA diastólica menor que 110
mmHg e proteinúria leve (>2g). Sua conduta ainda é controversa.
Não se obteve melhoras em mulheres que foram internadas e
também não há indícios de vantagens com o uso de hipotensores. O
melhor a fazer é solicitar o retorno de 15 em 15 dias para reavaliação
até a 30ª semana e semanalmente após a mesma. A orientação é a
melhor conduta. Deve-se ter uma dieta hipossódica (apesar da HA
não ser sódio-dependente, a alta concentração pode agravar),
hiperprotéica (repor a perda de proteína plasmática) e sem restrição
de líquidos. A pré-eclampsia leve não é indicação para cesárea,
porém, que funciona no organismo como um aloenxerto. Esse deve-
se ter um maior cuidado com a mãe e o bebe. A via baixa é sempre
mais indicada. 
A pré-eclampsia grave é aquela em que a gestante apresenta PA
diastólica maior que 110 mmHg e com proteinúria de 24h acima de
2g. Está presente também cefaléia occipital, distúrbios visuais, dor
epigástrica, plaquetopenia (<100.000/mm3) e RCIU (restrição de
crescimento intra-útero). A internação é conduta universal. A
terapêutica antihipertensiva é obrigatória, porém, não se deve usar
inibidores da ECA, pois causa má formação fetal. Deve-se também
usar sulfato de magnésio para evitar a convulsão. 
● O anti-hipertensivo- Metildopa. É a 
droga mais utilizada, pois não 
possui efeito maléfico ao bebê. Seu 
mecanismo de ação é a 
estimulação de receptores alfaadrenérgicos inibitórios centrais. É 
uma droga de efeito lento e por 
isso não é usada para crises 
hipertensivas. 
● A segunda droga anti-hipertensiva 
é a Hidralazina, 
relaxamento do 
arteriolar. 
que promove músculo liso
● Em terceiro lugar deve-se usar a Nefedipina, que é um inibidor dos
canais de cálcio.
Como droga anti-convulsiva, a de primeira escolha é o sulfato de
magnésio. Este medicamento causa efeito depressor do SNC,
diminuindo a liberação de acetilcolina na junção neuromuscular,
diminuindo a sensibilidade e excitabilidade da placa motora e desta
forma diminuindo a intensidade das contrações do músculo estriado.
CONDUTA; avaliar a maturidade fetal, se estiver acima de 34
semanas o feto tem um prognóstico muito bom, mas mesmo assim
realiza-se a corticoterapia para induzir a maturidade. O sofrimento
fetal também deve ser avaliado. A retirada do bebe deve ser feita
sempre que a mãe sofra risco de morte, estando o bebê maduro ou
não. Neste caso está indicada a cesárea. A melhor conduta é tentar
estabilizar a mãe sulfatando-a e dando anti-hipertensivos. Após 36
horas que ela foi sulfatada pode-se retirar o bebe sem
intercorrências. Relembrando que o parto vaginal é sempre a melhor
escolha.
É de grande valia para o médico conseguir identificar uma eminência
de eclâmpsia.Só é considerado em quadro de eclâmpsia após a
mulher ter convulsionado e a eminência de eclampsia é o quadro
clínico pouco antes da convulsão. Seus sintomas são: cefaléia
holocraniana ou occipital, escotomas cintilantes, e dor
é sulfatar epigástrica. A conduta imediatamente. 
Toda convulsão na gravidez é
considerada eclâmpsia, até que se prove o contrário. A conduta é
sulfatar e controlar a pressão. Há controvérsias sobre a conduta
obstétrica, porém, sempre se presa a vida da mãe.
A paciente deve ser acompanhada da seguinte forma: 
• Repouso compulsório com restrição de exercícios físicos
exagerados; 
• Evitar ganho excessivo de peso materno; 
• Proibir álcool e tabagismo; 
• Consultas quinzenais com avaliação 
laboratorial: 
Série vermelha, plaquetometria e pesquisa de esquizócitos do
hemograma; 
Uréia e creatinina; 
Ácido úrico; 
DHL, AST e ALT; 
Bilirrubina e frações; 
Pesquisa da proteinúria. 
• Rastrear crescimento fetal restrito – ultrasonografia; 
• Diagnóstico do bem-estar fetal – cardiotocografia, volume do líquido
amniótico e 
dopplervelocimetria13(A); 
• Parto deve acompanhar as indicações obstétricas, com indicação
eletiva no termo. 
NA PRE-ECAMPSIA GRAVE; conduta acima mais: 
- Internação obrigatória;
• Corrigir a emergência hipertensiva; 
• Monitorização fetal diária; 
• Corticoterapia antenatal entre 24 e 34semanas de gravidez: 
• Sulfato de magnésio para prevenção da eclampsia com os mesmos
esquemas da eclampsia
SE ECLAMPSIA: 
2ml de sulfato de magnésio a 50% + 58ml de soluto glicosado
infundidos em 1 hora (1 grama/hora).
Síndrome HELLP
Forma grave de pré-eclampsia caracterizada pelo aparecimento de
hemólise, elevação das enzimas hepáticas e queda de plaquetas em
cursando com hipertensão. alterações nem sempre
simultaneamente, admitindo o conceito de HELLP parcial. 
Feito o diagnóstico, a paciente deve ser conduzida como uma
préeclampsia grave. Devemos lembrar alguns pontos inerentes a
este quadro: 
• A anestesia deverá ser geral pela plaquetopenia, evitando
acidentes das punções lombares; 
• A hemostasia e a drenagem cirúrgica devem ser generosas; 
• A transfusão de plaquetas durante o parto e puerpério deve ser
incentivada (valores menores que 50.000mm3); 
• Na possibilidade de rotura hepática, tentarum tamponamento sem
tentar hemostasia; 
• Optar pela interrupção da gestação, independente da idade
gestacional; 
• Dexametasona 10mg/200 ml de soro fisiológico a cada 12 horas até
a normalização das plaquetas17,18(B). paciente As três aparecem
CONDUTA E TERAPEUTICA PARA EVITAR PRÉ-ECLAMPSIA
● Uso de ASPIRINA na dose de 100mg/dia para as pacientes de
risco: história prévia de hipertensão e/ou pré-eclampsia (eclampsia,
síndrome HELLP, DPP), história familiar de pré-eclampsia,
crescimento restrito sem causa ou prematuridade anterior. 
• Uso do CALCIO na dose de 2
gramas diárias para: 
-Pacientes de risco, e com baixa 
ingesta do íon na alimentação. 
Ambas as propostas iniciam-se na 
14º semana de gestação com 
administração até o parto.
HEMORRAGIA PÓS-PARTO
É definida como perda sanguínea superior a 500 ml após o parto.
Por ser uma patologia que necessita de intervenção rápida, é uma
das maiores causas de mortalidade materna.
Pode também ter o caso de placenta anômala, como é o caso de
placentas acreta, increta e percreta. Acreta é aquela que está
aderida profundamente na decídua. A Increta é aquela que está
aderida ao miométrio. A percreta é aquela que esta aderida à serosa.
As condutas nestes casos variam, mas sempre tenta-se salvar o
útero da paciente, caso seja impossível faz-se a histerectomia.
Após o parto, durante o parto e até antes do parto, se a paciente
apresentar um sangramento vaginal importante é necessário
lembrarse da ruptura uterina. Seu diagnóstico pode ser feito
através do toque bimanual que não apresentará uma continuidade
pelo quadro clínico de abdome agudo, já que o sangue estará
sendo derramado na cavidade peritoneal.
As lacerações do trajeto podem ser outra causa. É importante que o
médico sempre revise o canal de parto fazendo a busca ativa de
lacerações após o término do parto. Caso encontre alguma é só
suturar.
Como causa de hemorragia pósparto também podemos citar a
inversão uterina, que se faz principalmente por erro médico. Esta
situação ocorre em geral quando há uma tração excessiva do cordão
umbilical que acarreta uma inversão do útero. A conduta é a
manobra de taxe, sobre ação de anestesia e miorrelaxantes.
INFECÇÃO PUERPERAL.
ADM profilaxica Ampicilina e a Cefalosporina. A manifestação da
infecção puerperal em geral ocorre como uma hipertermia. Para ser
considerada infecção puerperal devem-se apresentar as seguintes
possibilidades de quadro clinico.
1ª é uma temperatura de 38°C em 4 tomadas diárias. 
2ª é uma hipertermia acima de 38°C manifestada após o parto e em 
3º uma hipertermia que ocorra pelo menos 2 dias dentre os 10
primeiros dias após parto. 
Varias causas são citadas como predisponentes, mas para melhor
raciocínio é só pensar que os fatores predisponentes são os que
podem carrear bactérias endógenas (microbiota vaginal) ou
exógenas para a parte interna do organismo. Esses são os casos de
grande numero de toques aplicação de fórceps. tempo prolongado
também é fator de risco, já que ela confere proteção ao feto. A
placenta prévia e a retenção ovular também são fatores, pois o
trofoblasto é um excelente meio de cultura. Até mesmo a hemorragia
é um fator de risco, pois com a perda de sangue ocorre uma queda
da volemia e assim uma queda da resistência imunológica. 
A infecção puerperal localizada de maior epidemiologia é a
endometrite, mas também citam-se a vaginite-cervicite, infecção
vulvoperineal e infecção da parede abdominal pelo corte da cesárea.
Como propagada pode-se citar as miofascites, endomiometrite,
salpingiteanexite, parametrite, e como generalizada as peritonites
generalizadas e por fim o choque séptico. 
vaginais, cesárea, A bolsa rota por
MORTALIDADE MATERNA
É definida como a morte de uma mulher durante a gestação ou
dentro de um período de 42 dias após o término da gestação.
As mortes maternas ainda são classificadas em causa obstétricas
diretas, indiretas e não obstétrica. Vale dizer que a mortalidade
materna não obstétrica é aquela em que a mulher está dentro do
período de puerpério (42 dias), mas a causa de sua morte não teve
correlação alguma com complicações puerperais e sim causas
acidentais.
A mortalidade materna obstétrica direta é aquela onde a situação de
gravidez criou um cenário patológico próprio da gestação e isso
levou ao óbito. A hemorragia, a pré-eclâmpsia/eclâmpsia, a infecção
e as complicações do aborto constituem as principais causas diretas
de morte materna;.
A mortalidade materna obstétrica indireta é aquela em que a
gravidez agravou um quadro já pré-existente. a cardiopatia, a
hipertensão arterial crônica e a broncopneumonia as principais
causas indiretas.
A mortalidade materna é responsável por 114 mortes para cada
100.000 nascidos vivos no Brasil. Não resta dúvida que a qualidade
e a abrangência da assistência obstétrica e neonatal oferecidas à
população, são as principais responsáveis por tais indicadores
vergonhosos.
CLIMATÉRIO E MENOPAUSA
Em primeiro lugar temos que diferenciar e conceituar climatério e
menopausa. Climatério é o conjunto de alterações somáticas e
psíquicas que se observam na mulher no final de seu período
reprodutor e no homem quando diminui progressivamente a sua
atividade sexual.
Menopausa é a última menstruação da paciente quando com mais
de 40 anos de idade e que não retorna mais pelo menos 12 meses,
com alteração dos níveis de gonadotrofinas e estradiol. 
Classifica-se menopausa em: 
● Menopausa normal: +/- 50 anos ● Menopausa precoce: menos de
45
anos 
● Menopausa tardia: mais que 55 
anos
Todos sabem que a mulher nasce com uma quantidade de óvulos e
somente vai maturando-os de acordo com os ciclos menstruais. Os
óvulos recrutados que não ovulam sofrem atresia. Estes óvulos em
suas maturações produzem um hormônio chamado estradiol,que é
responsável por uma série de eventos e regulações metabólicas
durante o período entre a menarca e a menopausa.
À medida que estes óvulos vão se esgotando há um decréscimo dos
níveis de progesterona. Há de se salientar que este processo é
gradativo. Esse período em que há um decréscimo da produção de
estrogênios varia de 2 a 8 anos antes da menopausa e é chamado
de perimenopausa.
Basicamente inúmeras células do seu corpo possuem receptores
para o estrógeno e é de se esperar que com a diminuição dele haja
varias modificações metabólicas nestas células, repercutindo
sistematicamente no organismo da mulher.
Com a queda do estrógeno e inibina, a hipófise secretará mais LH e
FSH tentando aumentar a maturação dos folículos, porém, não há
folículos para serem maturados e não haverá maior produção de
estradiol, sendo que o aumento de LH e FSH é o indicador de que a
mulher está entrando no climatério. Com a baixa produção de
estrógenos também ocorre a diminuição da produção de colágeno, o
que acarretará rugas e flacidez na pele e, principalmente, uma atrofia
genital, que por sua vez leva ao ressecamento genital que
conseqüentemente leva à dispareunia.
Especula-se que o estrógeno atue no centro termorregulador do
cérebro, e sua falta acarretará uma disfunção desta parte, que será
responsável pelo famoso sintoma vasomotor: o fogacho.
A queda de estrógeno também impedirá a maturação do epitélio
vaginal e isso nutrirá menos os bacilos benéficos e
conseqüentemente haverá uma maior probabilidade de infecções
genitais. Com a queda de estrogênio também haverá uma maior
concentração relativa de andrógenos no organismo da mulher o que
acarretará quebra e queda dos cabelos podendo causar até calvície.
Aumento do LDL e diminuindo o de HDL assim fazendo com que
haja maior risco de efeito aterosclerótico; também se observa uma
menor estimulação endotelial sistêmica diminuindo a produção de
óxido nítrico e prostaciclina, causando maior vasoconstrição e
favorecendo a agregação plaquetária aumentando assim o risco de
fenômenos trombóticos.
Outra situação preocupante é a diminuição de uma substância
chamada osteoprotegina, que impede a reabsorção de cálcio do
osso pelo osteoclasto. Com essa atividade aumentada os
osteoclastos passam a reabsorver cálcio dos ossos, favorecendo a
osteoporose. Por fim especula-se que o estrógeno age diretamente
na secreção de neurotransmissores como a adrenalina,
noradrenalina e serotonina e é este fato que explica a labilidade
emocional causando ansiedade, depressão e irritabilidade na mulher
climatérica; sem falar que esta fase gera uma verdadeira impotência
feminina, pois é marcada pelo fim do período reprodutivo. Muitas
mulheres passam a se achar inúteis a partir desta data. Os mitos e
falácias bem como o exagero da sintomatologia sentida por outras
amigas podem ainda mais agravar o quadro psicológico.
Algumas peculiaridades também ocorrem. As mulheres mais obesas
tendem a sofrer menos com todos esses sintomas, pois o tecido
adiposo converte andrógenos em estrona. A estrona é um estrógeno
porem 12x mais fraco que o estradiol que é secretado pelos ovários.
Frente à tantos sintomas causados pela queda de um simples
hormônio, é mas do que óbvio que a qualidade de vida da mulher irá
piorar muito nesta fase da vida. É dever do médico apontar uma
solução para isso tudo: a Terapia Hormonal que será discutido mais
adiante.
Geralmente todos esses sintomas vêm acompanhados de outro
sintoma EXTREMAMENTE importante. O Sangramento Uterino
Anormal. O motivo é obvio. Irregularidade estrogênica faz uma
maturação irregular do endométrio o que por sua vez causará uma
irregularidade menstrual. 
queixa mais freqüente em consultórios ginecológicos. Para se
entender o que é anormal, primeiramente tem-se que entender o que
é normal.
Quantidade: 25 a 70 ml 
Duração: 2 a 7 dias 
Freqüência dos fluxos: 21 a 35 dias
Polimenorréia: Frequência igual ou menor a 21 dias
Oligomenorréia: Frequência igual ou maior a 35 dias 
Hipomenorréia: Fluxo Escasso 
Menorragia/Hipermenorréia: Volume superior a 80 ml ou
sangramento superior a 7 dias 
Metrorragia: sangramento com intervalos variáveis
Menometrorragia: Sangramento prolongado à intervalos irregulares
Sangramento intermenstrual: Sangramento entre os ciclos.
Os sangramentos uterinos possuem 2 etiologias: 
● Orgânica 
● Endócrina, ou também conhecida como disfuncional. 
Eis aqui a situação de cuidado. É necessário ao médico antes de dar
um diagnóstico de climatério descartar qualquer alteração orgânica,
pois quase todas elas são estrógeno-dependente o que acarretará
uma piora no quadro clínico se diagnosticarmos erroneamente um
climatério e fizermos a reposição hormonal. 
Como causas orgânicas têm-se: coagulopatias, hepatopatias,
intercorrências gestacionais, miomas, pólipos, hiperplasia
endometriais, DIP, neoplasias uterinas, lesões de vagina e cérvix. 
Os autores firmam bastante a necessidade de se buscar
principalmente um diagnóstico de gravidez ou aborto em queixas de
sangramento uterino anormal, pois não são raras mulheres que
engravidam perto do período de climatério, podendo causar
confusões para o certo diagnóstico. 
O diagnóstico de sangramento uterino por causas endócrinas
(disfuncionais) é um diagnóstico de exclusão, portanto devem ser
feitos inúmeros exames realizando a busca de causas orgânicas. A
ultrassonografia parece ser o mais bem aceito pela sua facilidade,
comodidade e custo, além de que possui um número muito grande
de patologias detectáveis. Caso neste exame ocorra alguma
alteração deve-se impor exames mais específicos, como a biópsia de
endométrio , histeroscopia, curetagem entre outros. O SUD se
classifica em 3 categorias: 
- Sangramento por deprivaçao
de estrogenio; característicos de
mulheres ooferoctomisadas, onde os níveis de estrógenos
encontram-se onde naõ há sangramento, no quando voltam ao
normal passam por limiar hemorrágico sendo deprivada
deestrogenos e CARACTERISTICO por sangramento regular no
meio do ciclo.
SANGRAMENTO POR DISRRUPTURA ESTROGENICA; ocorre
inicialmente um endométrio muito proliferado as custas do estrogênio
em níveis muito elevados, exigindo cada vez elevados
entanto mais vascularização, tornando-se insulficiente e causando
pontos necróticos Apresentando caracteriscas de menstruaçao
normal
Esse tipo de sangramento a principal variante é o estrogênio,
podendo estar em altas doses (pre-menopausa) ou em baixas
doses (pos-menopausa).
Qndo em altas doses, caracterizase por períodos mais longos de
amenorreia seguida de sangramento agudo e intenso. Podendo ser
TRATADO com ACO PROGESTOGENICO ( sendo um poderoso
anti-estrogenio inibindo o mesmo e protegendo o endométrio)usar
usar 16ºdia.
Quando em baixas doses de estrogênio, caracteriza-se um
sangramento localizado, em pequena quantidade, pois não houve
descamação umiforme do endométrio. Como tratamento pode-se
utilizar ACO COMBINADO.
SANGRAMENTO POR DISRRUPTURA PROGESTOGENICA;
característicos de mulheres em menacme, com uso de
anticoncepção de longa data, onde na ausência de estrogênio, a
progesterona levaria a um sangramente semelhante ao menstrual.
TERAPIA HORMONAL
Antes de qualquer coisa é necessário afirmar que a terapia hormonal
não é um tratamento absoluto. Não se repõe toda a quantidade de
hormônio que era secretado anteriormente.
É indispensável também que a decisão de fazer ou não a reposição
deve ser vista juntamente com a paciente, deixando muito claro os
prós e contras.
Como o organismo varia de individuo para individuo muitas mulheres
apelarão para obter a terapia hormonal, outras nem sentirão
qualquer alteração.
Antes de se iniciar a terapia hormonal é feita uma anamnese da
paciente em buscas de contra-indicações para essa terapia
hormonal. Como o estrógeno é uma droga que induz as divisões
mitóticas e metabolismo celular é importante que a paciente não
tenha predisposição genética. 
São contra-indicações absolutas para a TH:
● Câncer de mama prévio 
● Câncer de endométrio prévio
● Sangramento genital de origem desconhecida● Antecedentes de doença tromboembólica 
● Insuficiência Hepática Grave (estrogênio é metabolizado no fígado)
● Insulficiencia renal grave
Há também as relativas, que devem médica individual. São elas:
● Endometriose 
● diabetes mellitus 
● HAS grave.
A última deve-se por risco direto aos rins que farão a excreção dos
estrógenos. Com todas essas recomendações é necessário ao
médico antes de iniciar a TH solicitar alguns exames. São eles: 
FSH/LH: Para diagnóstico confirmatório de climatério 
TSH: Descartar hipo ou hipertireoidismo contra-indicações
ter uma avaliação Colesterol total e frações: O estrógeno alterara
essas relações.
Creatinina: Verificar função renal 
TGP/TGO: verificar função hepática pois isso detectará qualquer
problema em sua fase inicial. Recomenda-se uma mamografia
bianual e colpocitologia oncótica e USG transvaginal anualmente.
INDICAÇOES DA TH:
● Alivio sintomatologico: fogachos, alterações menstruais.
e ● Na prevenção tratamento da atrofia
Hemoglobina e hematócrito: Verificar possível anemia pelo
sangramento 
Mamografia: Descartar câncer de mama
USG: Descartar anormalidades uterinas urogenital.
● Na prevenção das principais conseqüências decorrentes do
hipoestrogenismo característico do climatério: preservação da massa
óssea e sobre os parâmetros do perfil lipídico
FLUXOGRAMA DE ATENDIMENTO A MULHER NO
Outro exame usado para triar uma anormalidade endométrica é o
teste da progesterona. Esse teste consiste em dar progesterona à
mulher durante 7 dias e retirar abruptamente verificando se haverá
ou não descamação endométrica, ou seja, se há um endométrio
responsivo ou não.
Após a confirmação do climatério e exclusão de outras patologias
pode-se iniciar a TH. Existem inúmeras drogas para se realizar a TH,
porém, deve-se ater a uma única coisa. As pacientes que possuem o
útero deverão fazer a TH combinada, ou seja, estrógeno junto com
progesterona. O estrógeno como já foi dito tem um efeito
estimulador, fazendo o crescimento do endométrio. Para conferir
uma proteção a este endométrio e não deixá-lo se desenvolver
demais e evitar uma hiperplasia endometrial, usa-se junto a
progesterona que impede o crescimento do endométrio conferindo-
lhe proteção.
Após o inicio da TH a mulher deve ter uma rotina mais assídua à seu
médico, 
CLIMATERIO
CLIMATERIO Paciente de 35 anos, GII PI A0 C0, chega ao
consultório da Unidade Básica de Saúde com idade gestacional de
40 semanas e 3 dias, pela data da última menstruação, confirmada
pela ultrassonografia do 1° trimestre. Não apresenta qualquer queixa
e refere boa movimentação fetal. 
Mediante as orientações do Manual Técnico do Ministério da Saúde,
qual a conduta adequada para essa paciente?
Após verificaçaodo bem estar fetal ( cardiotocografia + US) e o
mesmo se encontrar adequado, deve-se aconselhar a paciente a
voltar p/casa e permanecer em repouso até o inicio do trabalho de
parto, com contrações mais intensas e frequentes. Deve-se tb
realizar o toque vaginal e verificar dilatação e o estado do colo do
útero e órgão genital externo. Como a gravidez não é de alto risco,
nem foram registrada queixas e nem complicações, a internação não
se justifica, além da IG ainda não estar toda completa (42 sem total)
(42 sem total) A) Conceitue Dismenorréia primária. (0,5)
A dismenorreia primaria ocorre, comumente, nas pacientes com
ciclos ovulatorios, sendo que 80% dos casos iniciam nos dois
primeiros anos pos-menarca, decrescendo com o envelhecimento da
mulher.
B) Cite quatro fatores desencadeantes da Dismenorréia primária.
(0,5)
Fator obstrutivo, fator psicogênico, fator genético, fator endócrino,
ação da vasopressina, ação da prostaglandina.
prostaglandina.
Considerando o traçado da cardiotocografia abaixo de gestante com
Idade Gestacional de 41 semanas e 2 dias, sem intercorrências.
Identifique a possível complicação e descreva como a investigação
do bem estar fetal deve prosseguir.
Esse traçado revela periodos de desaceleraçoes 
complicação 
oligoâmnio (IG: 
variaveis,
associada a 41s 2d). Diante desse exame há necessidade de avaliar
o liquido amniótico pela Ultrassonografia. O oligoâmnio é achado
comum nas gestações prolongadas.
GERIATRIA E GERONTOLOGIA
ENVELHECIMENTO 
O envelhecimento e a sociedade.
No contexto social, o idoso encontra-se em fragilidade, iniciada por
perda de suas reservas fisiológicas que então provoca
deterioramento funcional, tornando o podemos individuo vulnerável.
Assim citar 2 modelos de
envelhecimento:
A medida que vão passando-se os anos, há um aumento da
prevalência de enfermidades, porem de forma relativa pois muitos
indivíduos podem chegar a idades avançadas gozando de boa saúde
(15-40% dos anciões de 70 anos). Portanto, não possível predizer a
saúde de um individuo somente em questão de sua idade. Assim,
podemos diferir distintos perfis de anciões:
Modelo de BROCKLEHURST: define a fragilidade como o risco de
perder a capacidade de continuar vivendo na comunidade,
proveniente de um desequilíbrio 
sanitários e 
de saúde e recursos sociais, levando a uma Ancião são: possui
idade avançada mas ausência de enfermidade. Capacidade
funcional bem conservada, independente para atividades básicas e
apresentando problemas diárias, não
mentais ou sociais derivados da sua saúde. 
dependência, agravada com incapacidade familiar e
institucionalização do idoso.
Modelo de BUCHNER: é um modelo assistencial que 
biológicos e 
valoriza os aspectos
preventivos do envelhecimento. Focando na influencia de fatores
externo, estilo de vida e hábitos do individuo.
Assim, os acontecimentos seria marcados por:
Ancião enfermo: apresenta enfermidade aguda, assim como um
adulto normal enfermo, ingressa aos hospitais por um processo único
não apresentando outras enfermidades importantes, problemas
mentais ou sócias.
Ancião frágil: apresenta independência precária. para atividades
básicas. com grande risco de tornar-se dependente, apresentando
varias enfermidades de base, dependendo do equilíbrio sóciofamiliar.
Deve-se atentar ao risco para que o paciente se torne dependente.
Paciente geriátrico : idade avançada, com enfermidade crônica
evoluída, com incapacidade evidente, sendo totalmente dependente
para suas atividades básicas diárias.
SENESCENCIA E SENILIDADE
É um conceito importando do envelhecimento, onde deve-se atentar
para sua modificações e discernimento entre qual processo se
manifesta no individuo em questão, assim:
● SENESCENCIA: A distinção entre senescência ou senectude, que
resulta do somatório de alterações orgânicas, funcionais e
psicológicas próprias do envelhecimento normal.
● SENILIDADE: que é caracterizada por modificações determinadas
por afecções que frequentemente acometem a pessoa idosa, é por
vezes, extremamente difícil ou patológicas.
MECANISMOS BIOCELULARES DO ENVELHECIMENTO
As mudanças fundamentais relacionadas com a idade devem
obedecer 4 condições bases:
1. Devem ser deletericas, reduzindo a funcionalidade. 
2. Progressiva e gradual 
3. Intrínsecas, endógenas. apesar de haver grande influencia do
meio ambiente e seu aparecimento. 
4. Universais; todos membros de uma espécie devem mostrar tais
mudanças com o avanço da idade. Essas mudanças caracterizam a
senescência, já seu termino ou agravantes; senilidade.
TEORIAS ESTOCASTICAS / DO ACASO Proteínas Alteradas: As
mudanças que ocorrem em moléculas protéicas após a tradução, e
que são dependentes do tempo, provocariam alterações
conformacionais e mudariam a atividade enzimática, comprometendo
da célula. Possivelmente, a eficiência as enzimas
alteradas são moléculas de longa vida, isto é, com baixa taxa de
turnover, e residem na célula por um tempo longo o bastante para
sofrerem uma desnaturação sutil no ambiente citoplasmático.
Calcula-se que 30-50% do total de proteína em um animal idoso
podem ser compostos de proteína oxidada.
Traduzindo-se em dano oxidativo pelo uso e existência
Mutações Somáticas: O acumulo de mutações somáticas ao longo
da vida alteraria a informação genética e reduziria a eficiênciada
célula até um nível incompatível com a vida. Sendo seus
cromossomos de idosos parecem ser mais frágeis.
Nem todo dano cromossômico pode resultar em anormalidades
visíveis. A literatura mostra um aumento de certas anormalidades
cromossômicas em células somáticas ao longo da vida,
principalmente em resposta à radiação ou a mutagênicos, mas não
há evidencias teriam efeitos funcionais.
Teorias de Uso e Desgaste: O acumulo de agressões ambientais no
dia-a-dia levaria ao decréscimo gradual da eficiência do organismo, e
por fim, à morte.
Todos os organismos são constantemente expostos a infecções,
ferimentos e agressões que causam danos leves às células, aos
tecidos e aos órgãos.
Duas exceções: ocorrência de aberrações e de mutações afetando
genes específicos para reparação do DNA e do ciclo celular, e a
inativação gênica via elementos de transposição, resultando em
longevidade reduzida.
Erro Catastrófico: Processos incorretos de transcrição e/ou de
tradução dos ácidos nucléicos reduziriam a eficiência celular a um
nível incompatível com a vida . Mesmo que o genoma não contenha
nenhuma mutação somática ou dano no DNA, erros de gene
apoptóticos poderiam durante o processo de tradução, levar a morte
celular. 
variáveis complexas, tais como o tipo de radical presente, sua taxa
de produção, a integridade estrutural das células e a atividade dos
diferentes sistemas de defesa antioxidantes presentes no organismo.
Um erro catastrófico aconteceria quando a frequencia de erros
alcançasse um valor no qual um ou mais processos vitais para a
célula assumissem uma ineficiência letal. Se morrerem células em
quantidade suficientes para causar esse efeito, o resultado seria o
decréscimo na capacidade funcional que caracteriza o
envelhecimento.
Desdiferenciação: As compõem determinados desviar-se de seu
estado células que
tecidos podem apropriado de diferenciação.
Assim, na hipótese de desdiferenciação, mecanismos errôneos de
ativação e repressão gênica fariam a célula sintetizar proteínas
desnecessárias, diminuindo a eficiência celular até a morte. Onde
mudanças estocásticas que ocorrem no aparelho da regulação
gênica resultariam em mudanças na expressão gênica.
Dano Oxidativo e Radicais Livres: A longevidade seria
inversamente proporcional à extensão do dano oxidativo e
diretamente proporcional à atividade das defesas antioxidantes. A
teoria do dano oxidativo postula que todas as deficiências fisiológicas
características de mudanças realmente relacionadas com a idade, ou
a maioria delas, podem ser atribuídas aos danos intracelulares
produzidos pelos radicais livres.
A própria respiração celular é afetada por radicais livres, O2, que
gradualmente ocasiona dano ao DNA. O dano “em rede” produzido
seria o resultado de diversas
Lipofuscina e Causada pelo
o Acúmulo de Detritos: acumulo intracelular de produtos do
metabolismo que não podem ser destruídos ou eliminados. Acredita-
se que lipofuscinas e o AMILOIDE, geralmente surgem como
resultado de auto-oxidação induzida por radicais livres em
componentes celulares, principalmente estruturas de membrana que
contenham lipídios insaturados. Sendo responsável pelo pigmento
senil, coloração parda típica do órgão senil. Duas situações podem
ocorrer:
1. Formação de substancias que, mesmo inertes e sem influencia
nos processos celulares, se acumulariam ocupando espaço e,
gradativamente prejudicariam as atividades da células;
2. Os produtos não excretáveis teriam ação tóxica ou perturbariam
de alguma forma as atividades celulares, provocando o declínio das
funções da célula, com reflexos no tecido de que faz parte.
Mudanças Pós-Tradução em Proteínas; As mudanças 
parecem 
postuladas por essa teoria
estar relacionadas com a senescência da pele e de outros tecidos.
Mudanças na molécula do colágeno, à medida que o 
repercussões 
praticamente 
individuo envelhece, têm
importantes em todos os aspectos morfológicos e fisiológicos do
organismo. Ligações cruzadas entre proteínas formam um dos
subgrupos desta categoria.
Muitas formas de ligação cruzada entre moléculas poderiam surgir
como um efeito colateral dos produtos formados pela
lipoperoxidação.
TEORIAS SISTEMICAS
Basicamente, todas admitem, em diferentes graus, a modulação
ambiental do envelhecimento e da longevidade.
Teorias Metabólicas: A taxa metabólica tende a declinar com a
idade avançada. Os dois principais grupos de teorias metabólicas, o
da taxa de vida e do dano à mitocôndria, propõem diferentes
mecanismos para o declínio metabólico: Como resultado, a
mitocôndria mutada iria sofrer degradações lisossomais menos
freqüentes do que a mitocôndria normal e, assim, teria maiores
chances de sobreviver e de se replicar.
3- Teoria de dano exponencial por déficit energético – um numero
cada vez menor de mitocôndrias funcionais precisa arcar com a
demanda energética total da célula, aumentando exponencialmente
a taxa de dano oxidativo a si mesmas.
Teorias Genéticas
Teorias Genéticas A teoria da taxa de vida estabelece que a
longevidade seria inversamente proporcional à taxa metabólica.
Essas primeiras interpretações foram descartadas após
investigações. O potencial metabólico difere entre as espécies e não 
constantes nem 
populações de 
se mantém em valores mesmo para diferentes
uma mesma espécie. O controle do metabolismo parece ser o motivo
das diferenças na longevidade.
2- As teorias de dano mitocondrial sugerem que os danos
cumulativos do oxigênio sobre a mitocôndria seriam os responsáveis
pelo declínio. Principalmente sobre as células diferenciadas, que não
se dividem, as quais apresentam uma baixa taxa de turnover, quando
comparadas com as células não diferenciadas de divisão rápida. A
produção de energia seria gradualmente comprometida, à medida
que a produção de energia, na membrana mitocondrial interna,
fossem lesadas pelo dano peroxidativo. Assim, mitocôndrias com
reduzida capacidade respiratória causada por uma deleção ou
mutação no DNA mitocondrial iriam, consequentemente, infligir
menos danos à suas próprias membranas do que ocorreria em
mitocôndrias normais. 
Sugerem mudanças na expressão gênica, que causariam
modificações senescentes nas células. As mudanças poderiam ser
gerais ou específicas.
Mecanismos genéticos básicos atuantes na longevidade:
● Enzimas de defesa antioxidante 
● Sistemas de controle da síntese protéica 
● Mudanças na expressão gênica induzidas pela restrição calórica 
Outros mecanismos passíveis de constituir uma base genômica para
o envelhecimento dos telômeros, seriam o encurtamento levando à
perda de informação genética e à instabilidade genômica ao longo da
vida; a transdução de sinais e a atenuação da transmissão de
informações, como no caso da manutenção do equilíbrio entre
proliferação celular e apoptose.
Apoptose: os sinais heterogenios, de tecido, ativam gene ou
conjunto de genes que ativará um programa de apoptose.
Fagocitose: Nesse caso, células senescentes apresentariam
proteínas de membranas típicas, que as identificariam e as
marcariam como alvo para a destruição por outras células, tais como
os macrófagos. Levando a atrofia e hipoplasia do órgão.
Teorias Neuroendócrinas: A progressiva de células com falência
funções
integradoras especificas (axônios e seus estímulos), levariam ao
colapso da homeostasia corporal, à senescência e à morte.
Teorias Imunológicas: A longevidade seria dependente das
variantes de certos genes para o sistema imune presentes nos
indivíduos, alguns deles estendendo, outros encurtando a
longevidade. Supõe-se que tais genes regulariam uma larga
variedade de processos básicos que regulam a homeostasia.
ALTERAÇÕES DA VISÃO
Normalmente, a luz incide sobre o olho, ultrapassando a córnea,
humor aquoso, cristalino e chega a câmara escura do olho ao
atravessar o humor vítreo, barrando-se na camada pigmentada da
coroide. Então, incide sobre os cones e bastonetes para que seja
interpretado o estimulo luminoso.
A partir de então, o estimulo é transmitido pela retina até as fibras
ganglionares onde convergem para o nervoótico. Com destaque
para uma região onde o numero de cones e bastonetes é maior,
sendo o foco da visão, conhecido como fóvea.
A existência de uma acuidade visual inferior a 0,7 deve fazer com
que o medico suspeite de enfermidade, podendo ser um obstáculo
para a vida normal quando inferior a 0,5. Cifras entre 0,3 e 0,1
podem significar cegueira.
Patologías oculares mais frequente no idosos
CATARATAS: São opacidades do cristalino em qualquer de suas
capas. 
Clínica. Origina uma miopia por aumento do índice de refração,
podendo perceber os objetos com tons amarelados. Quando a
opacidade é periférica, as opacidades são periféricas e a clinica é
mais discreta ou inexistente mas se centrais o mais comum é:
diminuição de tolerância a luz solar, faróis de carros, luzes
brilhantes...) e dificuldade para imagens com pouco contraste, como
rostos). 
Tratamento. Extração cirúrgica. A extração melhorara a acuidade
visual em 96% dos pacientes
Degeneração macular associada a idade: Se trata de atrofia das
células da região central (macular) do epitélio pigmentário da retina,
que causa perda de visão central. É a causa mais frequente de
cegueira irreversível a partir dos 60 anos
Clínica.: Diminuição progressiva da acuidade visual, alteração 
cores (discromatopsia), 
tamanho e forma 
de visão das
alteração de dos objetos (metamorfopsia), deslumbramento e perda
de campo visual central
Existem duas formas: 
● Seca» ou não exudativa, onde através do oftalmoscópio
predominam as zonas atróficas.
● Úmida» ou exudativa por neovascularização subretinal, onde o
liquido seroso da coroide se filtra e causa desprendimento parcial da
retina.
Diagnóstico . Oftalmoscopia 
Tratamento. Não existe tratamento curativo nem preventivo. La foto
coagulação a laser das membranas neovasculares na forma
exudativa pode melhorar
Glaucoma: Se trata de uma enfermidade caracterizada pela tríade: 
● Aumento da pressão intraocular acima de 21 mmHg.
● Concavidade e atrofia da cabeça do nervo óptico. 
● Perda de campo visual. 
Clínica. Existem duas formas: 
● De angulo fechado, onde se interrompe o fluxo aquoso por
obstrução do ângulo da câmara anterior do olho. Pode ocasionarse
de forma aguda em uma dilatação pupilar súbita, cursando com dor
ocular, eritema, distorção visual e cefaleias. 
● De ângulo aberto (90% de casos), por obstrução crónica de baixo
grau ao fluxo aquoso da câmara anterior. Nestes casos,
assintomático, onde posteriormente ocorre perda de campo visual
lentamente, que uma vez instalada pode ser irreversível.
Diagnóstico. Exame de fundo de olho e prova de campos visuais. 
Tratamento: busca diminuir a produção de liquido pelo musculo ciliar:
(bloqueadores beta adrenérgicos), ou aumentar 
a drenagem aquosa com análogo de prostaglandinas. Em últimos
casos; tratamento cirúrgico
Retinopatia diabética : Transtorno crónico da micro vascularização
da retina por micro angiopatia diabética do paciente. 
Clínica e diagnóstico: progressiva da Oftalmoscópicamente
podemos diferenciar duas formas:
● Exudativa. Se formam micro aneurismas e as veias se tornam
tortuosas. Existem hemorragias em forma de chama e hemorragias
pontuais.
● Proliferativa. a isquemia da retina forma vasos frágeis que se
aderem a parte posterior do humor vítreo. A hemorragia destes vasos
frágeis origina hemorragia intensa no h. vítreo e perda visual súbita.
Tratamento . O controle de glicemia a longo prazo pode reduzir a
incidência de retinopatia. A foto coagulação das zonas avasculares
evita a formação de novos vasos.
Existe uma perda acuidade visual.
Os idosos que enxergam melhor: ● Sofrem menos queda 
● Cometem menos erros com
medicamentos 
● Apresentam menor índice de 
depressão 
● Menor isolamento e maior 
independência. 
Na historia clinica, os fatores de risco para agravo precoce estariam
relacionados com sexo (maior no homem), uso de chapéus, óculos e
etc.
AUDIÇÃO o aparelho vestibulococlear é regulado através de
mecanorreceptores que detectam a posição da cabeça, são células
de origem capazes de gerar epitelial; quinocilios
potenciais quando estimulados, realizam assim transdução de sinais
e convertendo-os nas sinapses nervosas (neurônios de 2ªordem)
que geram o potencial de ação devido. Esse aparelho encontra-se no
labirinto ósseo, banhado por um liquido iônico, a perilinfa, que
possibilita sua operação.
No idoso, os processos degenerativos da senescência podem levar a
senilidade do aparelho, causando atrofia do órgão de corti e do
Nervo vestibulococlear, atrofia vascular e modificação iônica da
perilinfa.
A avaliação da incapacidade auditiva do ancião: Prova da voz
sussurrada: Se explica ao paciente que repita três números. O
examinador se coloca atrás do paciente para evitar que o mesmo
possa ler os sues lábios. Tampando seu ouvido contralateral. Em
continuação o examinador expira completamente (o que reduz o
tônus da voz) e, a partir de uma distancia de 60 centímetros da
orelha, sussurra três números. Se o paciente não pode repetir 50%
em duas vezes, se considera que não superou a prova.
Classificação da patologia (6, 7, 8) Ouvido externo 
1. Tampão de cerúmen. 2. Oitis externa. 
3. Oitis externa maligna. 4. Tumores benignos. 5. Lesiones
precancerosas. 6. Tumores malignos. Ouvido médio 
1. Otosclerose. 
2. Oitis media aguda. 
3. Oitis media crónica. 4. Tumores. 
Ouvido interno 
1. Presbiacusia. 
2. Acúfenos.
EQUILIBRIO E QUEDAS 
ANATOMIA VESTIBULAR: O vestíbulo é
uma pequena cavidade colocada entre a cóclea e os canais
semicirculares. É composto por duas vesículas, o utrículo e o sáculo,
também chamados de órgãos otolíticos. O utrículo é maior e ocupa a
parte superior do 2 vestíbulo, o sáculo é inferior e menor. Uma
pequena área de revestimento do utrículo e do sáculo se diferencia
em órgão sensorial, a mácula. A mácula do utrículo é chamada
lápilus, e a do sáculo, rágata.
O lápilus/macula do utriculo fica na superfície horizontal inferior do
utrículo, e desempenha um quase papel
importante na determinação da orientação da cabeça quando a
pessoa esta ereta, enquanto a rágata/ macula do saculo está
localizada no plano vertical e é importante para o equilíbrio quando a
pessoa está em decúbito.
As máculas apresentam células ciliadas sensoriais intercaladas por
células de sustentação. Cada mácula é recoberta por uma camada
gelatinosa, na qual estão mergulhados os otólitos, formações de
carbonato de cálcio. As milhares de células ciliadas projetam cílios
para dentro da camada gelatinosa. O peso dos otólitos inclinará os
cílios em direção a força da gravidade.
O sáculo é ligado ao ducto coclear pelo canalículo de Hensen. 
Do utrículo e do sáculo originam-se ductos que vão se unir para
formar o ducto endolinfático. Este atravessa o aqueduto vestibular
termina (um estreito canal ósseo) e no saco endolinfático, uma
pequena dilatação em fundo cego 
recoberta por Dura-mater.
O saco endolinfático tem duas 
funções: equilibrar a pressão entre sistema 
vestibular absorver e sistema nervoso central e endolinfa. No outro
polo,
correspondente à base, surge um fino prolongamento que passa a
constituir uma fibra do nervo vestibular, o qual, juntamente com o
nervo coclear, forma o nervo estato-acústico que leva a informação
sobre o equilíbrio e a audição ao encéfalo.
Para compreender a atividade, destacam-se a função de dois setores
que o formam: por um lado, a função dos dois sacos membranosos
denominados utrículo e sáculo; por outro, a dos canais
semicirculares.
Função do sáculo e do utrículo: há espécie de bolsas
membranosas cheias de líquido endolinfático, encontram-se grandes
máculas otolíticas que contêm células sensoriais específicas:
● Uma disposta no plano horizontal, situada no utrículo, 
● Outra no plano vertical, localizada no sáculo. 
Estas células sensoriais, cujos prolongamentos formam as fibras do
nervo vestibular, possuem na sua face superficial cílios muito
reduzidos, imersas numa massa gelatinosa, que contém minúsculos
cristais de carbonato de cálcio. O peso destes grânulos curva os
cílios das células sensoriaise, dependendo do grau de distorção,
gera os estímulos nervosos que, através dos nervos vestibular e
auditivo, informam o encéfalo sobre a posição da cabeça no espaço,
mesmo com os olhos fechados. Além disso, quando se produz um
movimento linear e progressivo da cabeça, os grânulos atrasam o
seu movimento e torcem os cílios das células sensoriais na direção
contrária, gerando assim uma informação sobre as acelerações
lineares da cabeça. 
massa gelatinosa que forma uma cúpula e que, com os movimentos
da cabeça, se desloca pela endolinfa, a qual ocupa todas estas
estruturas. Desta forma, ao efetuar um movimento angular ou de
rotação da cabeça, as células sensoriais geram estímulos nervosos,
dependendo do grau de torção dos seus cílios, e enviam a
informação ao encéfalo. Visto que cada canal semicircular está
situado num plano do espaço, com a informação que recebe de
todos eles, o cérebro é capaz de distinguir o sentido e a intensidade
quer dos movimentos rotativos, quer das acelerações angulares em
qualquer plano do espaço.
A nível do SNS, há atrofia do córtex cerebral, desmielinização e
gliose da substancia branca, alargamento compensatório do sistema
ventricular e atrofia do vérmis anterior do cerebelo são algumas das
alterações observadas no processo normal de envelhecimento do
SNC.
Ocorre também perda neuronal nos gânglios da base, redução das
células de Purkinje do cerebelo e dos neurônios motores da medula
espinhal e tronco cerebral.
Fatores Fisiológicos- mudanças e transtornos 
envelhecimento 
necessárias do 
relacionados ao
que afetam funções equilíbrio e postura. Ex:
Função dos canais semicirculares . Os três canais semicirculares
nascem e desembocam no utrículo, têm forma de arco e cada um
está disposto num dos três planos do espaço. Cada canal situa-se
num extremo de uma pequena dilatação, denominada ampola, onde
existe uma crista ampolar que contém células sensoriais. Os
pequenos cílios superficiais dessas células estão englobados numa
propriocepção, função vestibular e visual, que se integram a nível
cortical. Também é importante citar a função musculo esquelética e
cognitiva.
Assim, existem 2 fatores de risco relacionados com possibilidades de
quedas: a diminuição do diâmetro do gastrocnêmico e a
impossibilidade para manter-se sobre uma perna durante 5
segundos, representando a fisiopatologia da queda.
Resumindo; seria velocidade do arco-reflexo a diminuição
do equilíbrio somado a atrofia muscular e deficiência mecânica
articular que dificultam uma resposta rápida. A falta de equilíbrio
seria o fator desencadeante e os fatores musculoesqueléticos
condicionariam a
um mecanismo deficiência de compensatório. ● Alterações
oculares: a derivação
visual. Contribui em 50% diminuindo a acuidade visual e
incapacidade para discriminar cores e intolerância a luz.
● Alterações vestibulares: Com a idade se produz uma perda de
cílios do ouvido interno, angioesclerose e alterações bioeletricas que
se traduzem em uma resposta deficiente do reflexo vestíbulo ocular
(de equilíbrio durante o movimento) e do reflexo de endereçamento.
● Alterações da propriocepção. A sensibilidade proprioceptiva é a
que permite ao corpo orientar-se em bipedestaçao e movimentar-se
respeitando o solo e as partes do corpo.
Se produz um deterioramento progressivo dos mecanorreceptores
das articulações. Sendo maior nas extremidades inferiores que nas
superiores. As articulações mais atingidas são: Coxofemoral, mãos e
joelhos.
● Alterações musculoesqueléticas. Com a idade, há diminuição
progressiva de massa magra muscular (sarcopenia), traduzindose
em uma diminuição progressiva de força, também sobre todos os
músculos anti-gravitarios (quadríceps, extensores da pelve, dorso
flexores do tornozelo e tríceps), essa diminuição de força atinge
cerca de 20-30% aos 70 anos.
A presença de um IMC (índice de massa corporal) menor de 20 e a
sarcopenia supõem maior risco de queda. Além de se produzir uma
degeneração das cartilagens articulares da pelve e joelhos que afeta
principalmente as transferências de massa. Conforme
envelhecemos, nosso corpo tende a adotar uma postura encurvada
com cifose e genu varo.
Citados acima, seria as condições fisiológicas das quedas no
processo de envelhecimento, porem é importante ressaltar as
condições patológicas que favorecem tais acontecimentos:
● Alterações cardiovasculares: É obrigatório descartar patologia
cardíaca. Com o envelhecimento se produz diminuição da
sensibilidade de barorreceptor por rigidez arterial, que se traduz em
uma má adaptação das alterações de tensão vascular.
Os transtornos de ritmo, patologias valvulares ou cardiopatias
isquêmicas podem provocar baixo DC e favorecer a queda.
• A hipotensão tem uma prevalência em anciões de 5-25%. Ao
passar de decúbito para bipedestação, podendo produzir vertigem,
náuseas ou ate sincope devido as alterações hemodinâmicas. 
• A hipersensibilidade do seio carotídeo Pode em ocasiões, ser a
causa de quedas repetitivas sem explicação.
Patologia degenerativa articular: Facilitam o aparecimento de
quedas, dor, instabilidade articular Como consequência, É frequente
que o ancião tenha um pe doloroso e uma marcha insegura
Deterioramento cognitivo. A demência pode acrescentar ao
numero de quedas por ter alterada a capacidade de percepção viso
espacial, compreensão e orientação geográfica.
Em geral, todas as patologias agudas (infecções, incontinência...)
podem favorecer ao aparecimento de quedas.
Fatores extrínsecos- fatores ambientais
O domicilio. pisos irregulares, deslizantes, com desníveis, presença
de cabos ou outros elementos nao fixos. Calçado inadequado não
fechado e solto do pé. Iluminação insuficiente ou excessivamente
brilhante. Escadas sem corrimão, vasos sanitários muito baixos,
ausência de barras nas duchas, objetos moveis no solo. Etc
Nas ruas : desníveis e obstáculos; pavimento defeituoso, mal
conservado ou deslizante; semáforos de breve duração, bancos em
alturas excessivamente alta o baixa, etc.
Nos meios de transporte. Escadas de acesso excessivamente
altas, movimentos bruscos do veiculo, tempos curtos para entrar ou
sair.
Existem ainda mais, fatores iatrógenos que aumentam o risco de
quedas. risco de sofrer uma queda. O mais importante é produzido
por medicamentos. Como por exemplo, os fármacos psicotrópicos:
em primeiro lugar; os benzodiazepinos. Também aumentam o risco o
uso de antidepressivos inibidores da captação de serotonina e
tricíclicos, alguns antiarrítmicos e diuréticos. As mudanças recentes
nas doses de qualquer fármaco e a polifarmacia se associam ao
risco de quedas.
Síndromes vestibulares centrais 
Enfermidade cerebrovascular
A vascularização do labirinto, VIII par e tronco cerebral se originam
no sistema vertebro basilar. A vertigem é um sintoma predominante
na INSULFICIENCIA CIRCULATORIA do território da artéria basilar e
da cerebral posterior, raramente da cerebral anterior, raramente pode
ser único sintoma de acidente isquêmico transitório, acompanhando-
se de outros déficits neurológicos como disartria, hemiplegia facial,
cegueira transitória ou alterações de consciência. Se a vertigem
apresenta-se isolada, deve-se suspeitar de arritmias, empregando
anticoagulantes.
Alteração cerebelosa 
O infarto e a hemorragia cerebelosa, podem-se apresentar através
de vertigem, instabilidade, náuseas, vómitos, nistagmo e ataxia do
tronco. Pode confundir-se com alteração do labirinto vestibular,
neurite vestibular. 
A chave diagnostica encontra-se nos achados de sinais cerebelosos
ipsilaterais, incluindo o nistagmo de paresia do foco; o paciente é
incapaz de manter o foco de forma que se desencadeia um
nistagmo. cujo componente lento está dirigido ao centro e com fase
rápida a periferia. Sendo mais rápido ao lado da lesão.
METABOLISMO OSSEO DO IDOSO
O começo da diminuição das reservas fisiológicas e senescência
celular faz com que as células pouco a pouco vão perdendo sua
capacidade de divisão, acumulando gordura e pigmento no
citoplasma.
Em relação ao sistema ósseo, há uma perda progressivade mineral
e incapacidade de células osteogenitoras. As células
osteoprogenitoras são célulastronco mesênquimais pluripotentes
localizadas na vizinhança de todas as superfícies ósseas. Quando
estimuladas, sofrem divisão celular e produzem descendentes que
se diferenciam em osteoblastos. A geração dos osteoblastos a partir
das células osteoprogenitoras é vital para o crescimento,
remodelamento e reparo do osso durante toda a vida.
Esse processo se agrava com a incapacidade e atrofia do sistema
gastrointestinal, provendo menor absorção
de cálcio, vit b12, ferro, entre outros, acelerando ainda mais a
desmineralização óssea por ativação de osteoclastos que degradam
o osso com finalidade de manter a homeostasia dos líquidos
corporais.
Alguns fatores podem influenciar na velocidade de perda de mineral
ósseo, como por exemplo: genética, (aporte proteico, cálcio e
hormônios, atividades físicas, nutrição fosforo),
hábitos tóxicos (tabaco, álcool, café), fármacos e enfermidades
associadas.
Os ossos esponjosos apresentam trabéculas, nas epífises dos ossos
longos principalmente e ossos chatos, sendo metabolicamente mais
ativo e portanto sofrendo maior perda a partir dos 40 anos.
As articulações perdem elasticidade, alteram a cor e a superfície
torna-se mais fina, frágil e diminui a resistência ao sobrepeso. O
liquido sinovial diminui a viscosidade e pode produzir fibrose da
membrana sinovial, isso ocorre devido a menor capacidade de
proliferação dos fibroblastos, diminuindo a capacidade de
cicatrização e manutenção das células com ciclo normal de
aproximada de 60 dias. Aumentando a rigidez do tecido conectivo,
traduzindo-se em menor resistência de ligamentos e tendões.
PRINCIPAIS TRANSTORNOS
OSTEOARTROSE ou artrose é um grupo heterogêneo de patologias
com manifestações clinicas similares e alterações patológicas e
radiológicas similares.
A artrose é resultante de fatores mecânicos e biológicos que
desestabilizam o acoplamento normal entre a degradação e a
síntese pelos condrócitos da matriz extracelular da cartilagem
articular o do osso subcondral. Podendo ser iniciada por múltiplos
fatores, entre eles; fatores genéticos, ambientais, metabólicos e
traumáticos.
Prevalência: 1/3 dos indivíduos maiores de 35 anos apresentam
algum sinal de artrose, aumentando com a idade. A artrose de mãos
e joelhos é mais comum nas mulheres, enquanto a artrose de pelve
é similar em ambos sexos. 
Fatores herança de risco: Idade, osteoporose, e sexo. Os fatores
locais da
articulação, como traumatismos, alterações anatómicas da
articulação e a ocupação.
Obesidade; o sobrepeso aumenta a pressão realizada sobre uma
articulação, induzindo a ruptura casos ocupacionais, da cartilagem,
em
há exigência de prolongados e repetidas flexões da articulação. A
densidade mineral óssea também sugere que pacientes com
elevação da densidade óssea tem risco elevado de produzir artrose.
O sexo; na mulher, a menopausa é um acontecimento fisiológico
importante que favorece a degeneração da cartilagem.
Patogenia
A artrose é resultado da perda da função articular como
consequência da ruptura da cartilagem articular. Ainda que a
degeneração da cartilagem seja o evento central na patogenia,
outros tecidos; como a sinovial e o osso subcondral, participam no
inicio e desenvolvimento da patologia. O resultado final é acelerada
da matriz uma destruição
por enzimas procedentes dos condrócitos e das células sinoviais
seguidas por sistemas de reparação alterações nos da cartilagem.
Fatores:
Fatores mecânicos: articulações que suportam cargas estão
submetidas a pressões repetitivas, ainda que a função seja dissipar a
carga, algumas força são transmitidas a cartilagem.
Mecanismos enzimáticos: o grupo de enzimas que desenvolvem
uma função essencial são as metaloproteinases e as
serinoproteinases. Levando a inflamação do tecido sinovial
destruindo o tecido de forma crônica e levando a patologia.
Manifestações clínicas
Dor: mais frequente e localizado na articulaçao. Melhorando com o
repouso, a medida que progride a enfermidade tornase mais
continuo aparecendo inclusive em repouso, interferindo no sono. As
mais dolorosas são; pelve, joelho, mãos e processos espinhosos
vertebral. A dor ocorre por: Incremento da pressão intraóssea
secundário a obstrução venosa Estiramento formação de
subcondrais. periosteal
osteofitos
Hipertrofia secundário a Micro fraturas
sinovial que origina inflamação. Distensão capsular, distensões
ligamentosas e contraturas musculares.
Rigidez articular: A rigidez é outro sintoma característicos da
artrose, aparecendo depois de um período de inatividade podendo
existir também rigidez matutina. De duração curta, menor de 30
minutos. Há também incapacidade funcional.
Exploração física da articulação artrósica Há crepitação óssea ao
movimento ativo e passivo . pode existir dor com a pressão e
diminuição da gama de movimentos, as vezes pode-se encontrar
incremento de temperatura e deformidades.
Em estágios avançados pode haver atrofia muscular Peri articular
devido a inibição da contração reflexa.
Classificação e diagnóstico
O diagnóstico e a graduação da intensidade se faz a partir de dados
clínicos e de imagem. Podendo ser LOCALIZADA ou
GENERALIZADA.
Então, deve-se confirmar se o paciente cumpre os critérios clínicos
de artrose, proposto pelo Colégio Americano de Reumatologia:
● DOR. 
● OSTEOFITOS (crescimento anormal de tecido osseo ao redor de
uma articulaçao) 
● Na pelve há redução do espaço inter-articular. 
• Líquido sinovial de OA 
• Rigidez matutina < 30 min. 
• Crepitações.
Critérios radiológicos :
Em AP e lateral, com diminuição de espaço articular, osteófitos,
esclerose subcondral, cistos, anormalidades do contorno ósseo.
Analise líquido sinovial: deve apresentar características não
inflamatórias, viscoso, não turvo e o número de células é inferior a
2.000/mm. Descartar presença de cristais, fundamentalmente de
pirofosfato cálcico dihidratado.
Diagnóstico diferencial 
Descartar a presença de enfermidade inflamatória e identificar os
pacientes que apresentam artrose secundaria (sepse, diabetes,
lúpus, etc..)
Complicações 
Inflamatorias: mais frequente é a artrite por microcristais que, em
ocasiones, se origina por gota 
Infecçao bactérias grampositivas, principalmente por Staphylococcus
aureus. Se deve suspeitar quando a dor é intensa e continua
acompanhado de dados inflamatórios, como derrame sinovial e calor
local. 
Traumatológica: ex: meniscopatía degenerativa e a osteocondrite.
Qualquer destas complicações obriga encaminhamento especialista.
Tratamento 
Os principais objetivos são:: 
— Controlar a sintomatologia. 
— Manter a função articular. 
— Reduzir ao máximo a progressão da artroses.
Assim, classificamos o tratamento em dois grandes grupos
terapêuticos: 
FARMACOLOGICOS e NãoFAMACOLOGICOS
Tratamento não farmacológico
Se deve explicar a natureza da enfermidade para provocar atitudes
positivas. Alertar sobre cargas elevadas e diminuição de esforço
articular, redução de peso em obesos, exercício aeróbico para
proteção da articulação, incremento de força muscular, melhora do
fluxo sanguíneo e nutrição da cartilagem. Utilização de calçados
adequados.
Tratamento farmacológico 
a) fármacos modificadores de sintomas, 
dirigidos ao controle da dor: 
● Analgesico: paracetamol, paracetamol, 4mg/dia ou compinados
com opiaceos quando a dor for muito intensa. 
● AINES: paciente sem resposta a analgesia ou dados inflamatórios.
Apresenta risco de gastropatia; combinar com inidor de bomba de
prótons. 
● Corticoides; ultima escolha, de ação lenta. 
b) fármacos modificadores de estrutura, 
dirigidos a preservar a cartílagem articular 
e freia a evolução da enfermidade. 
C) cirurgia
OSTEOPOROSE
Osteoporose é a doença de maior prevalência na população
geriátrica. 
As fraturas da porção proximal do fêmur, muitas vezes
comprometendo a capacidade funcional da pessoa idosa. Sendo
assintomática até que ocorra uma fratura. Para realizar o diagnóstico
precocemente, contamos com a densitometria óssea,método não-
invasivo e de rápida execução. 
Diagnóstico 
Valorizar fatores de risco do paciente, existência de fratura previa ou
aumento de risco de quedas. 
Radiologia: A radiologia convencional é um método pouco sensível,
pois é necessário uma perda superior a 30% de massa óssea para
que seja observado osteopenia e hipertransparencia óssea. Sendo
pouco útil, porem se o interesse é avaliar fraturas vertebrais, permite
também avaliar outras patologias como calcificações,
espondiloartrose, escoliose, tumoraçoes e infecções. 
Densitometria: Quantificação de massa óssea, sendo a base
padrão ouro para diagnostico de osteoporose: 
A interpretação dos resultados deve ser feita sempre pela
comparação com padrões de normalidade para adulto jovens.
O escore T é o número de desvios padrão distantes da média da
massa óssea de um grupo de adultos jovens. 
Escore T até – 1 DP: Resultado Normal; Escore T abaixode–1 até –
2,5 Osteopenia; Escore T abaixo de – 2,5 Osteoporose passou a ser
aplicável, 
abaixo de – 2,5 associado à fratura óssea, atribui-se o termo
Osteoporose Estabelecida.
● Evidencia osteogenia vertebral. radiológica de ou deformidade
● Perda de altura ou cifosis dorsal. ● Fratura previa por fragilidade. ●
Tratamento prolongado com
corticoides. 
● Hipogonadismo. 
● Historia familiar de fratura de
pelve. 
● Índice de massa corporal bajo (< 19 
kg/m2). 
● Baixa ingestao de calcio. 
Com medição a cada 2 anos. 
Outras técnicas: TAC, RNM, ultra-som
Laboratorio 
Avaliação serica de Ca e P , que sao normais na osteoporese,
hipoalbuminemia pode notar-se. 
O calcio de 24 horas em urina pode trazer dados:
● Calciuria baixa sugere um aporte deficitário, mal absorção,
tratamento com tiacidas.
● Calciuria alta (> 4 mg/kg de peso) pode haver um aumento da
absorção de Ca, resolução óssea aumentada ou menor reabsorçao
pelo túbulo distal.
Exames hormonais, 
TSH (hormona estimulante da tiroides), PTH (hormona paratiroidea). 
mediçao sérica de 25-hidroxivitamina D es como indicador de
reserva de vit D,
O escore Z compara o paciente com a sua própria faixa etária e
deve ser levado em consideração apenas em situações especiais,
como em crianças ou para reforçar a suspeita de uma osteoporose
secundária em adultos (se < - 2 ) 
Indicaçoes para solicitação:
Definição: A OP é definida como um distúrbio osteometabólico, de
origem multifatorial, caracterizado pela diminuição da densidade
mineral óssea, e deterioração de sua microarquitetura.
À modificação do osso associam-se aumento da fragilidade e maior
risco de fratura após mínimo trauma.
Acomete as pessoas idosas, tanto homens quanto mulheres,
principalmente após a menopausa.
O desenvolvimento subótimo da massa óssea na infância e
adolescência é tão importante quanto a perda óssea no idoso.
A OP pode ser classificada como primária subdividida em tipos I e II,
ou secundária:
● Primária tipo I 
● Predominantemente em mulheres, associada à menopausa 
● Perda acelerada do osso trabecular 
● Comuns fraturas vertebrais
● Primária tipo II 
● Ocorre tanto em mulheres quanto em homens idosos 
● Compromete ossos cortical e trabecular 
● Ocorrência de fraturas vertebrais e de fêmur
Epidemiologia
● Secundária: 
● Endocrinopatias (tireotoxicose, 
hiperparatireoidismo e hipogonadismo) 
● Drogas 
(glicocorticóides, antiácidos alumínio, contendo hormônio tireoidiano, 
anticonvulsivantes, ciclosporina A) 
● Doenças genéticas 
● Artrite reumatóide 
● Doenças 
gastrointestinais 
● Transplante de órgãos 
● Imobilização 
prolongada 
● Mieloma múltiplo 
● Câncer de mama 
● Anemias crônicas 
● Mastocistose
● Tratamento 
prolongado com heparina
Por ser uma doença assintomática, seu registro se faz, muitas vezes,
secundariamente, através de suas complicações, que são as
fraturas.
As fraturas de punho ocorrem mais frequentemente por volta da 5º
década; as vertebrais aumentam depois dos 60 anos, enquanto as
fraturas de fêmur tem sua maior incidência a partir da 7º década.
A dor, a cifose, a perda de altura, a restrição dos movimentos
respiratórios, a compressão postural são gástrica e a instabilidade
conseqüências das fraturas
vertebrais. Há também o desconforto social.
Fisiopatologia 
O osso é uma forma rígida de tec. conjuntivo, formado por células, os
osteócitos, osteoblastos e osteoclastos. 
Os osteócitos encontram-se embebidos em uma matriz protéica de
fibras colágenas impregnadas de sais
especialmente de fosfato de minerais, cálcio. 
A orgânica, matriz apresenta-se, na fase
constituída de colágeno, proteínas e glicosaminoglicanos; na fase
inorgânica, encontram-se, principalmente, hidroxipatita, e menores
quantidades de outros minerais.
Os Ob e os Oc estão no periósteo e no endósteo, formando a matriz
óssea. As fibras colágenas dão elasticidade, e os minerais,
resistência.
Na velhice, são predominam. Essa os minerais que
transposição de conteúdo leva a menor flexibilidade e aumenta a
fragilidade do osso.
Na composição do esqueleto, há aproximadamente 80% de osso
cortical ou compacto, com funções mecânicas e protetora, e 20% de
osso trabecular ou esponjoso, responsável pela função metabólica.
Remodelação Óssea
O osso é um tecido dinâmico que está em remodelação constante,
nãouniforme, por toda a vida.
Entende-se por remodelação o processo de reabsorção e formação
ósseas realizadas pelos Oc e Ob. Esse processo tem 3 funções:
reparar esqueléticas, 
esquelética e 
manter a
retirar cálcio microlesões resistência ósseo para manutenção da
calcemia.
A remodelação ocorre na face interna do osso e é realizada por um
conjunto celular justaposto com os Oc, na frente, e os Ob, atrás,
formando a unidade básica multicelular.
Uma vez atingido o pico de massa óssea, o processo de
remodelação torna-se a principal atividade metabólica do esqueleto,
desencadeada pela lesão óssea devido ao estresse excessivo.
O resultado final é a reposição óssea em igual quantidade da
absorvida, mantendo a massa constante.
Após os 30 anos, em vários locais do esqueleto, o processo de
reabsorção e reposição não se faz em igual proporção,
predominando a fase de reabsorção, devido ao aumento da atividade
Oc ou por diminuição da Ob, sendo mais marcante na mulher pós-
menopausa.
Ativação Os pré-osteoclastos estimulados pelas forças mecânicas,
CSF-GM e microfraturas transformamse em Oc.
Reabsorção Os Oc secretam substancia acida e digerem a matriz 
(14 a 21 dias) orgânica e a mineral do osso. 
Inversão
(7 a 10 dias) Há cobertura da cavidade por células derivadas dos
monócitos, formando uma superfície de cimento que previne a
erosão óssea adicional. Essa fase é 
mediada por fatores de crescimento liberados pela matriz óssea.
Formação
(150 dias) Os osteoblastos preenchem a lacuna com osteóide, o qual
é mineralizado 
progressivamente.
● Fatores Maiores ● Fatores Menores
● ● ● ●
● 
● 
●
● Sexo feminino Baixa massa óssea Fratura prévia 
Raça asiática ou 
caucásica 
Idade avançada em ambos os sexos 
História materna de FF e/ou OP 
Menopausa precoce não tratada 
Tratamento com corticóides 
● Amenorréia primária ou
secundária 
● Hipogonadismo primário 
ou secundário em 
homens 
● Perda de peso após os 
25 anos ou baixo índice 
de massa corpórea 
● Tabagismo, alcoolismo, 
sedentarismo 
● Tratamento com outras 
drogas que induzem 
perda de massa óssea 
(heparina, varfarina, 
fenobarbital, fenitoína, 
carbamazepina, lítio e 
metotrexato) 
● Imobilização prolongada ● Passado de dieta pobre 
em cálcio 
● Doenças que induzem à 
perda de massa óssea Sequência da Remodelação Óssea
Fatores de Risco 
Podem ser divididos em 5 categorias: 1. Idade ou relativo à idade;
2. Genética; 
3. Ambiental; 
4. Doenças crônicas e hormonais; 5. Características físicas do osso.
A diferença sexual no esqueleto está mais relacionada ao tamanho
que à densidade, sendo o osso masculino frequentemente maior que
o feminino.
Contribuindo para a maior freqüência de fratura osteoporótica nas
mulheres, sabe-se que a diminuição da massa esquelética é
primariamente causada pela queda dos hormônios gonadaisdependente da idade.
A queda dramática dos hormônios nas mulheres está relacionada à
redução da massa óssea, enquanto, no homem o decréscimo é
gradual. 
Fatores de Risco para Osteoporose:
Os glicocorticóides atuam no metabolismo do cálcio de várias
formas, produzindo OP:
● Reduzem a absorção de cálcio atuando diretamente no intestino,
suprimindo o seu transporte ativo através da mucosa intestinal;
● Aumenta a excreção de cálcio e fosfato na urina por ação direta no
túbulo renal, elevando o PTH e estimulando a reabsorção óssea;
● Diminuem a concentração de androgênios e estrogênios, talvez por
inibição central do hormônio central de gonadotrofina
A maioria das fraturas vertebrais ocorre nas vértebras torácicas
inferiores ou lombares, provocadas por mínimos traumas.
A dor por compressão vertebral é aguda. 
O colapso vertebral progressivo acaba produzindo cifose, diminuição
da altura e da lordose natural lombar.
Tratamento 
O objetivo principal é prevenir as fraturas e assegurar ingestão
adequada de cálcio e bons níveis de vitmina D.
Medidas não farmacológicas 
● Corrigir deficiências nutricionais, assegurando aporte adequado de
Ca e vit D :1.500 mg/día de cálcio e 800 U.i de vitamina D.
● Modificação do estilo de vida. Deve-se evitar a imobilidade,
recomendar passeios diários e seções de fisioterapia que diminuam
a deformidade e a dor. Evitar álcool e tabaco, já que influenciam no
metabolismo do cálcio e tem ação toxica sobre os osteoblastos
● Avaliação e valorização dos risco de queda domiciliares. 
● Apoio psicológico para buscar diminuir o risco de dependência.
● Reduzem piora do a formação óssea por recrutamento, bloqueio
na maturação e inibição dos osteoblastos.
Sinais e Sintomas 
Geralmente OP é assintomática. 
Os locais de maior ocorrência de fraturas 
são vértebras, punho e região proximal do 
fêmur.
Tratamento farmacológico 
● Suplementação acompanhada nas refeições 
Fármacos de reabsorção do cálcio:
● Moduladores 
receptores 
seletivos de estrogênicos: Raloxifeno.
● Bifosfonatos: etidronato, alendronato, risedronato. 
● Calcitonina. 
● corticoides 
● Flúor- efeito osteo formador. ● Testosterona:
SISTEMA CARDIOVASCULAR
É relevante destacar que, após o nascimento, não há mais aumento,
hiperplasia, das células musculares principalmente da musculatura
lisa e do musculo cardíaco, já que este é um tecido de células
diferenciadas e não potencializadas.
Assim, alguns fatores podem influenciar no padrão deste orgao.
Então, essas alterações seriam provenientes de:
● Alterações de padrões de doença ● Variantes de estilo de vida 
● Envelhecimento, senescência
Para que ocorra isso, há basicamente 2 teorias: TEORIA 
gradualmente, pelo próprio
FISIOLOGICA : processo de senescência, há alterações da matriz
extracelular, onde a diminuiçao do colágeno seria a base da rigidez
pericárdica, miocárdio, valvular e vasos associados.
TEORIA ORGANICA: referente a disfunção de imunológica,
resposta e diminuição da reatividade de linfócitos; favorecendo
acumulo de substancias nocivas como o amiloide por exemplo.
Endócrina, relacionada a regulação e a funcionalidade de condução
do musculo cardíaco, que sofrem bloqueios.
Portanto, em uma visao senil, o coração como uma bomba não
apresenta redução importante do DC em repouso mas quando há
maior demanda, os mecanismo para manutenção podem falhar,
resultando em processos isquêmicos. Isso seria consequência da
esclerose 
provendo 
de vasos (arteriosclerose) menor sensibilização dos barorreceptores
somado a hipotrofia do endotélio vascular. Essa alteração caracteriza
a PRESBICARDIA
No miocárdio, assim como em outros tecidos, há acumulo de gordura
nos átrios e septos, ocorrendo também certa degeneração das
células do miocárdio e deposição de tecido fibroso, há também, uma
deposição intracelular de lipofuscina ou “Pigmento Senil”, também
conhecido como atrofia fosca.
O aumento da RVP, pode ocasionar moderada hipertrofia do
miocárdio, principalmente do ventrículo esquerdo.
Com o passar do tempo, aumentase o deposito de amiloide, que não
é mais eliminado através da reatividade com linfócitos, assim;
começa a ocupar áreas do nó sinoatrial podendo levar a bloqueios
de condução e arritmias. Havendo um desequilíbrio nas leis de Frank
Starling pela incapacidade da bomba, seja por alterações iônicas do
plasma e alterações de condução; Nó sinusal-> nó sinoatrial-> feixe
de hiz-> fibras de purkinje. Ou por alterações extrínsecas;
simpático/parasimpatico.
VALVULOPATIAS
Estenosis aórtica degenerativa 
É a valvulopatia mais frequente na senescência. Silenciosa. 
Fatores de risco:
● Idade avançada. 
● Sexo masculino. 
● Tabagismo. 
● Baixa estatura. 
● Hipertensão. 
● LDL colesterol elevado. 
● Lp (a) elevada. 
● Diabetes.
Fisiopatología: Se trata de uma enfermidade progressiva, de
carácter degenerativo, que compartilha fatores de risco com
arteriosclerose sistêmica. Possivelmente as força de tração e o
sofrimento mecânico, estabelecido na face aórtica, VE, geram uma
lesão endotelial que permite a entrada de lipoproteínas, que antes de
ser oxidadas, iniciam o fenômeno de quimiotaxia de leucócitos e
formação de células espumosas e inicio do processo inflamatório e
produção de proteínas como a osteopondina, que modula a
calcificação tissular. A ruptura e trombose são raras em diferença do
que ocorre na arteriosclerose.
Nas etapas iniciais este processo produz estenose significativa ou
esclerose. Como media se produz uma progressão anual com
incremento de 0,2 a 0,4 m/seg na velocidade do fluxo bombeado, de
6 a 8 mmHg de pressão no gradiente e diminuição da área valvular
de 0,1 cm2.
A estenose condiciona uma hipertrofia ventricular esquerda
destinada a manter o DC; o aumento da massa facilita a isquemia
subendocárdica e a rigidez ventricular com disfunção diastólica. A
medida que a lesao progride se desenvolve uma disfunção sistólica,
sendo todas estas alterações 
sintomatologia. responsáveis pela insuficiência cardíaca pode ocorrer
por um fracasso contrátil ou disfunção diastólica por rigidez
ventricular. Oque pode levantar suspeita seriam: 
Sopro sistólico: em foco aortico 
Pulso: carotídeo clássico é fraco e lento, ou seja; diminuído em
amplitude e atrasado na sístole tardia. Porem podem ter pouco valor
devido a arteriosclerose se instalada.
Insuficiência mitral
É similar a estenose aórtica, onde na metade dos anciões pode-se
identificar através de ecocardiográfica
Calcificação no anel mitral. As válvulas se desestruturam, o anel se
calcifica, 
isquemia, 
músculos papilares sofrem as cordas tendineas sofrem
envelhecimento ou dilatação ventricular por disfunção sistólica. pode
incidir em eventos vasculares graves, dilatação graves como;
fibrilação auricular, defeitos de condução AV, ictus tromboembolitico e
IAM. Sendo 4 vezes mais incidente entre mulheres. A degeneração
mixoide é uma patologia frequente onde a matriz normal se
transforma em um material frouxo com metacromia associada a
fatores genéticos e do envelhecimento.
Atentando para as taquiarritmias e facilidade para que se instale
endocardite 
Sintomas e diagnóstico: Não são
expressivos em muitas ocasiões o período pré-clínico é longo. E o
inicio sintomático acima dos 70 anos. Quando se manifestam; podem
iniciar com uma intolerância ao esforço, quedas e instabilidade
postural, oque dificulta o diagnostico. A angina se deve a um
aumento da demanda miocárdica 
frequente 
pela elevada pós-carga e
enfermidade coronariana. A sincope de esforço provavelmente seria
por desequilíbrio da resistência vascular periférica e o debito
cardíaco. A
Fisiopatología
O orifício insuficiente permite que parte do volume ventricular escape
anterógradamente de forma direta com a pressão sistólica ventricular
esquerda. Teoricamente uma redução na resistência vascular
periférica diminuiria o refluxo mitral. A dilatação atrial facilita a
aparição de fibrilação auricular tromboembolísticos. O pressão atrial
promove e fenômenos
incremento de a dilatação das câmaras com dificuldade para mantero ritmo sinusal e instalar-se fenômenos tromboemboliticos.
Síntomas e diagnóstico: Derivam da congestão pulmonar, astenia,
arritmias e
Insuficiência tricúspide 
Muito frequente, geralmente secundaria a hipertensão pulmonar,
normalmente por EPOC e DPOC.
fenómenos chamativo pansistolico tromboembólicos. O mais
é a presença de um sopro mais intenso no ápice, irradiado a axila e
relacionado em sua gravidade com a gravidade da insuficiência
valvular.
Eletrocardiograma pouco especifico e radiografia detalham projeções
obliquas de calcificação anelar. Podendo ver; crescimento ventricular,
cicatrizes ventriculares, alterações do ritmo, fibrilante.
HIPERTENSAO ARTERIAL: ocorre associada a arteriosclerose no
idoso, aumentando risco para AVE, ICC, IR, etc. A arteriosclerose
aumenta a resistência vascular periférica. Há diminuiçao do DC por
consequente redução do volume intra vascular, como mecanismo
compensatório há uma hipertrofia do ventrículo esquerdo, produzindo
a cardiopatia hipertensiva. Assim, apesar de se produzir uma
hipertensão, o individuo idoso tende facilmente ao choque
hipovolêmico devido a debilidade de controle do tônus vascular pela
arteriosclerose e outros mecanismos.
Outras lesões valvulares
Insuficiência aórtica: tratamento é a profilaxia de endocardite,
vigilância periódica e inibidores da ECA, para diminuir após carga.
Geralmente, se produz por dissecção aórtica ou endocardite. Em
algumas ocasiões se acompanha de dor torácica transfixante
irradiada para região dorsal por dissecção vascular.
INSULFICIENCIA CORONARIANA; há diminuição 
coronária, 
indivíduos 
obstruindo 
e estreitamento da luz
ainda mais agravada em com colesterol elevado, vasos e formando
placas
aterogênicas levando a isquemia do miocárdio. O principal sintoma é
a angina com risco para IAM. Desenvolve-se uma cardiopatia
isquêmica.
Estenose mitral: Pouco frequente no ancião, quando ocorre,
geralmente se diagnostica e trata-se apropriadamente. Os pacientes
congestão, fenómenos pacientes normais têm sintomas de
fibrilação auricular e embólicos; geralmente são com hipertensão
pulmonar
DIABETES: diabetes i idoso tenda a desenvolver
tipo2, por alterações dos receptores Sglut_4 das células e uma
intolerância aos carboidratos. Sintomas: poliúria, polidipsia e perda
de peso. Glicemia em jejum maior que 126mg/dl. Em TOTG com
dextrose em 2 horas; resultado maior que 200mg/dl.
secundaria e muita congestão direita. O tratamento se deriva do uso
de diuréticos para reduzir a congestão. (furosemida e
espironolactona), antiarrítmicos para controlar a frequência
ventricular da fibrilação auricular e anticoagulantes orais.
SISTEMA NERVOSO
A longo prazo, de forma degenerativa, há alterações cognitivas
provenientes da atrofia cortical senescente e formação de placas e
deposição de beta_amiloide, toxico a célula.
Assim, a partir dos 60 anos, em geral, o SNC começa a degenerar-
se, acentuando-se entre os 70-90anos, havendo perdas neurais.
Fisiologicamente, há uma redução do metabolismo celular que reduz
a síntese de RNA citoplasmático, reduzindo a substancia de Nissl
(ribossomos e RER produtores de neurotransmissores), havendo
então uma disfunção de neurotransmissores e atrofia do tecido.
cerebrovasculares, metabólica ou psicóticas.) 
Critérios diagnósticos de 
deterioramento cognitivo leve 
(anamnese) 
1. Queixas de perda súbita de memoria, podendo ser fornecido por
um informante confiável 
2. Rendimento cognitivo general normal. 3. Evidencia memoria 
4. Ausência relevantes na objetiva de defeitos de
de defeitos funcionais 
Deterioramento cognitivo leve
O deterioramento cognitivo e a demência constituem um dos
problemas de saúde mais importantes dos idosos. Na atualidade,
consegue-se intervir primariamente diminuindo seus agravos e
transtornos maiores.
Fatores: 
Extrínsecos (enfermidade instaladas, idade ou dependência de
repercussão cerebral), sendo: cerebrovascular, (hipertensão,
diabetes, endocrinopatias), patologia psiquiátrica, isolamento
sociocultural, alterações sociais e o próprio processo de
envelhecimento. 
intrínsecos : reserva funcional e estrutural cerebral, a genética e o
grau de adaptação as mudanças da senescência.
Inicialmente definido como um esquecimento 
memoria. Porem 
benigno, isolado da
no final dos anos 90, Petersen definiu o conceito mais utilizado para
tal transtorno: onde o individuo não deve apresentar critérios clínicos
de doença neurodegenerativa, mas apresentam um rendimento
anormal na esfera neuropsicológica. Podendo ter afecção a:
MEMORIA (o mais frequente), ou a MULTIPLAS AREAS
COGNITIVAS, ou a UMA SÓ área distinta da memoria. (proveniente
de doenças degenerativas atividades de vida diária. 
5. Ausência de critérios diagnósticos de demência. 
Fatores prognósticos 
Demência 10-15% ao ano. Porem a maior incidência de evolução é
para o Alzheimer,
Avaliação de deterioromento cognitivo Para evidenciar se
realmente existe 
decline-o cognitivo, é necessária avaliar as 
perdas: assim as modificações carente de 
patologias são: 
● Memoria: se afeta a memoria de trabalho, episódica, enquanto a
memoria de curto prazo, o reconhecimento, recordações, memoria
semântica implícita e prospectiva se mantem preservadas. 
● Linguagem: se deteriora a denominação e diminui a fluência
verbal, mas se conserva a sintaxe e o léxico. 
● Raciocinio: a capacidade de resolver problemas e a velocidade de
processamento declinam. Porem se preserva a atenção. 
Portanto a queixa principal seria a perda 
de memoria fornecida por indivíduos da 
família.
Diagnóstico diferencial
Delírium : o curso clínico pode ser agudo-subagudo, com flutuações
importantes no estado mental e alterações no grau de atenção e
nível de consciência. È importante sua detecção porque indica a
existência de enfermidade medica subjacente com elevada
mortalidade se não tratado a tempo.
Depressão : influi negativamente sobre as funções cognitivas e pode
confundir-se com demência ainda que também possa coexistir.
Geralmente tem maior perda de memoria com escassa motivação
Exploração neuropsicológica
Avaliar funções cognitivas fundamentais. Deve incluir, exame de
atenção, orientação, linguaje, memoria, habilidades construtivas,
cálculo, raciocínio e capacidade de abstração.
Alguns de testes rápidos se mostram uteis na detecção do
deterioramento cognitivo, são:
Mini Mental State Examination (MMSE): o mais empregado: 
atenção, cálculo, 
examina a orientação,
memoria imediata e diferida, capacidade visuoespacial, linguagem e
habilidade construtiva. Para ajustar seus valores preditivos se
recomenda corrige a pontuação em função da idade e do nível
educacional. 
Mini Mental State Examination (MMSE)
1. Orientação (1 ponto por cada resposta correta) 
TEMPORAL 
Em que ano estamos? _____ 
Em que mês estamos? _____ 
Em que dia do mês estamos? _____ Em que dia da semana
estamos? _____ Em que estação do ano estamos? _____ Nota:____
ESPACIAL 
Em que país estamos? _____ Em que distrito vive? _____ Em que
terra vive? _____ Em que casa estamos? _____ Em que andar
estamos? _____ Nota:____
2. Retenção (contar 1 ponto por cada palavra corretamente repetida) 
Pêra _____ 
Gato _____ 
Bola _____ 
Nota:____
3. Atenção e Cálculo (1 ponto por cada resposta correta. Se der uma
errada mas depois continuar a subtrair bem, consideram-se as
seguintes como corretas. Parar ao fim de 5 respostas)
"Agora peco-lhe que me diga quantos são 30 menos 3 e depois ao
número encontrado volta 
a tirar 3 e repete assim até eu lhe dizer para parar". 27_ 24_ 21 _
18_ 15_ 
Nota:____
4. Evocação (1 ponto por cada resposta correcta.) 
"Veja se consegue dizer as três palavras que pedi há pouco para
decorar". 
Pêra ______ 
Gato ______ 
Bola ______ 
Nota:____
5. Linguagem (1 ponto por cada resposta correcta) 
a. "Como se chama isto? Mostrar os objectos:
Relógio ____ 
Lápis______ 
Nota:____
b. "Repita a frase que eu vou dizer: O RATO ROEU A ROLHA" 
Nota:____
c. "Quando eu lhe der esta folha de papel, pegue nela com a mão
direita, dobre-a ao meio e ponha sobre amesa"; dar a folha
segurando com as duas mãos. 
Pega com a mão direita____ Dobra ao meio ____ 
Coloca onde deve____ Nota:____
EPIDEMIOLOGIA : a prevalência: 
1. Se incrementa com a idade. 
2. obtém-se prevalência similares em sexos e idades.
d. "Leia o que está neste cartão e faça o que lá diz". Mostrar um
cartão com a frase bem legível, "FECHE OS OLHOS"; sendo
analfabeto lê-se a frase. 
Fechou os olhos____ 
Nota:____
e. "Escreva uma frase inteira aqui". Deve ter sujeito e verbo e fazer
sentido; os erros gramaticais não prejudicam a pontuação. Frase:
Nota:____
6. Habilidade Construtiva (1 ponto pela cópia correta.) 
Deve copiar um desenho. Dois pentágonos parcialmente
sobrepostos; cada um deve ficar com 5 lados, dois dos quais
intersectados. Não valorizar tremor ou rotação. NOTA:_______ 
Cópia: 
TOTAL(Máximo 30 pontos):____
Considera-se com defeito cognitivo: 
• analfabetos ≤ 15 pontos 
• 1 a 11 anos de escolaridade ≤ 22 
• com escolaridade superior a 11 anos ≤ 27
Critérios de demência 
a) Desenvolve déficit cognitivos múltiplos que se manifestam
por: 
1. Alteração da memoria: alteração na capacidade de aprender nova
informação ou recordar informação previamente aprendida. 
2. Uma ou mais das seguintes alterações: a) Afasia. 
b) Apraxia. 
c) Agnosia. 
d) alteração da função executiva (capacidade para pensamento
abstrato e para planejar, iniciar, sequenciar, monitorizar e manter um
comportamento complexo). 
b) Os defeitos cognoscitivos dos critérios A1 e A2 devem ser de
suficiente intensidade para provocar um deterioramento
significativo da atividade social ou laboral.
A demência pode ser de múltiplas causa:
● Memory Impairment Screen (MIS): é um teste breve, de 4
minutos onde se explora a memoria, com quatro item de recordação
livre e facilitado.
DEMENCIA
Conceito : Grande problema de saúde, sendo uma enfermidade
terrível e altamente incapacitante. Originada a partir do declínio das
funções superiores, entre elas: memoria, alterações psicológicas e
de comportamento, sendo durante o tempo, afetando persistente
diferentes funções e repercutindo no funcionamento biopsicossocial
do individuo.
A causa mais frequente no sujeito anciã o ocidental é a enfermidade
de Alzheimer.
CLASSIFICAÇOES
1. Demências cortical 
a) Enfermidade de Alzheimer (EA) 
É uma enfermidade degenerativa primaria 
de origem desconhecida, caracterizada por 
perda de memoria de instalação gradual e 
continua, com afecção global do resto das 
funções superiores, que repercute na 
atividade social. 
Há um grau de inervação 
colinérgica reduzido em áreas neo-corticais 
e hipocampicas, com uma perda de 
neurônios dos núcleos colinérgicos do prosencefalo basal. Os risco
são: historia de depressão, traumatismo cerebral, baixo nível de
instrução, assim como historia 
genética de suscetibilidade: 
1. Apolipoproteína E alelo 4 
localizado no cromosoma19. A presença de 
ApoE4 incrementa o depósito de proteína 
beta-amiloide de forma agregada, 
associando-se com maior frequência para 
desenvolvimento das placas neurítica e 
marcante déficit colinérgico. 
2. Gene de receptor de 
lipoproteína de baixa densidade localizado 
no cromossomo 12. 
3. O alelo A2 do antígeno de 
histocompatibilidade HLA, que se codifica 
no cromosomo.
O diagnóstico de presunção é clínico, com achados de atrofia cortical
com Apagamento dos sulcos cerebrais e dilatação ventricular
compensatória
3. Demências vasculares
È uma demência secundaria derivada da morte neuronal por
processos isquêmicos ou hemorrágicos. Apresentando maior
incidência em pacientes com hipertensão arterial, cardiopatia e
diabetes.
Os critérios incorporam uso de diagnósticos
métodos de neuroimagen. As causas podem ser infartos múltiplos,
infarto único em área estratégica, enfermidade de pequenos vasos,
hemorragias e hipoperfusión.
4. Demências secundarias
È um conjunto de processos que pode produzir deterioramento
cognitivo, destacando-se transtornos do sistema nervoso central
(infecções, tumores, hematomas subdurais, hidrocefalia), sistémicos
ou metabólicos (enfermidades tireóideas, déficit vitamínico B12, etc.)
e polifarmacia.
b) Demências frontotemporais 
Se caracterizam por declive das funções superiores de progressão
lenta, acompanhado de alterações de condutas sociais, função
executiva e linguagem desproporcional em relação ao defeito de
memoria. Sendo de menor frequência, já que mentem suas funções
cognitivas complicando o diagnostico, apresentando somente
alterações de condutas marcantes.
2. Demências subcorticais
Associados a pacientes com coreia ou Parkinson, encontrando
alterações de marcha, rigidez, bradcinesia, movimentos anormais.
Caracterizando-se por um deterioramento cognitivo progressivo, com
alucinações visuais, perda transitória de consciência e sincopes. Há
tendência a quedas repetitivas.
ALZEHIMER 
Critérios 
● Demência. 
● Piora progressiva da memoria e de outras funções cognitivas. 
● Começo entre os 40 e os 90 anos, com maior frequência depois
dos 65 anos 
● Ausência de alterações sistémicas ou outras enfermidades
cerebrais que possam produzir deterioramento progressivo
observado da memoria. 
● Alzheimer provável: 
● Deterioro progressivo de alguma função cognitiva específica
(afasia, apraxia, agnosia). 
● Alterações de conduta e na realização das atividades diárias
habituais..
É o estado transitório entre o ancião normal e a demência leve.
Identificando-se como fator de risco para demência. Se recomenda
acompanhamento continuo do paciente.
Tratamento 
Tratar os sintomas cognitivos e condutais, educações e suporte de
cuidados, assim como tratamento das complicações. 1. Tratamento
sintomático
O tratamento colinérgico inclui diversas possibilidades, inibir a
colinesterase, estimulação direta do receptor colinérgico e
estimulação indireta colinérgica.
INCONTINECIA URINARIA 
É caracterizada por uma desordem 
vesical. 
● Antecedentes familiares transtorno similar.
● Provas complementares: de
TAC cranial atrofia cerebral, líquido cefalorraquídeo e
eletroencefalograma normal.
A bexiga é um órgão de musculo liso, composta pelos músculos:
DETRUSOR e o TRIGONO. Apresentando uma
de aproximadamente aproximadamente capacidade 500ml. 
O DETRUSOR: apresenta
Diagnóstico 
1. Síndrome confusional ou delírium Síndrome cerebral transitória,
aguda reduzindo o nível de consciência, alteração do ciclo sono-
vigília, evolução transitória e reversível. Causada por abstinência de
substancia, deprivaçao ou superestimação sensorial. Tratamento
etiológico.
Depressão : falta de motivação e baixo processamento mental,
causando alterações do sono apetite, tristeza, ideias de suicídio.
Tratamento: anti depressivo
Deterioro cognitivo leve
complacência, sua funçao é armazenar e expulsar a urina. Apresenta
3 camadas de musculo liso: longitudinal, circular e espiral.
O TRIGONO encontrasse no colo vesical, entre os esfíncteres
uretrais, sua contração previne o refluxo pelo ureter novamente e
também previne a saída do fluxo pela uretra.
A uretra começa desde o meato uretral interno da bexiga e estende-
se ao meato externo, composta por 2 camadas do musculo detrusor
e tecido conjuntivo. O esfíncter externo, esquelético, tem inervação
voluntaria.
INERVAÇAO: os neurônios motores são do plexo lombo sacro-
Nervo pudendo, simpático e para-simpatico, enquanto a
coordenação depende de estruturas localizadas na ponte e núcleos
da base cerebral.
A percepção e atividade dependem do centro cortical da micção (giro
precentral), lobo frontal, que determina: inicio-retardo-interrupçao da
micção.
SNA para-simpatico (s2-s4), através da acetilcolina; promove a
contração do musculo liso nos receptores nicotínicos e muscarinicos.
A ação simpática, beta_2, é inibitória, relaxando a musculatura e
facilitando o enchimento. Os alfas (base da bexiga);contraem o colo
promovendo resistência.
O centro cortical da micção inibe o detrusor. Portanto, lesoes por
demências, AVE, tumores (por exemplo), resultam em
CONTRAÇOES DESCONTROLADAS do detrusor; aumentando a
frequência de micção(polaciúria) e súbito e intenso desejo de urinar
(incontinencia),
Os núcleos da base (putamem, g. pálidos, subst.. negra) demostram
ação no esfíncter externo, modulando seu tônus de contração
Assim, o CICLO seria: enchimento/expulsão. 
ENCHIMENTO: simpático: BETArelaxamento do detrusor, ALFAtônus
esfincteriano. Nervos somáticos mantem os músculos do assoalho
pélvico contraídos com parassimpático inibido. 
EXPULSAO: maior de 150-300ml, inversão; parassimpático-
contração do detrusor com relaxamento esfincteriano. 
Também pode ser causada por uso de medicamentos: 
● Diuréticos: 
emergência ● Antipsicoticos: 
anti-colinergico ● Antagonistas
frequência de 
sedação e efeito 
alfa-adrenérgicos: relaxamento uretral ● Agonistas urinaria
adrenérgicos: retenção 
INCONTINENCIA DE URGENCIA; mais
comum, há hiperatividade do detrusor com redução de força de
contraçao causando urgência miccional com jato fraco e grande
volume residual. 
CAUSAS 
INSTABILIDADE; cistite, próstata, cálculos... HIPER-REFLEXIA; do
SNC; Parkinson, demencia...
INCONTINENCIA DE ESFORÇO 
Perda de urina por aumento de pressão intra-abdominal. Produzida
por fraqueza do assoalho pélvico.
INCONTINENCIA POR TRANSBORDAMENTO, neurológica ou por
obstrução; ocorre uma perda continua de pequenas quantidades de
urina.
INCONTINENCIA FUNCIONAL: não tem acometimento do trato,
relaciona-se com a incapacidade do paciente em atingir o toalete a
tempo, por limitações físicas, déficit cognitivo ou limitações
ambientais.
INCONTINENCIA MIXTA : mais de 1 tipo de incontinência no mesmo
paciente. 
INCONTINENCIA 
NO HOMEM: associa-se ao aumento da 
próstata. 
NA MULHER: redução da pressao máxima 
por redução vascular e atrofia de músculos 
e tecidos.
INCONTINECIA FECAL E OBSTIPAÇAO
MULTIFARIAIS : má higiene, debilidade, estados confusionais,
depressão e uso de medicamentos são as causas mais frequentes
de prisão de ventre nessa idade. A maioria dos pacientes não
apresentam causa patológica, havendo uma prisão de ventre crônica
idiopática. COMPLICAÇOES:
● Impactaçao fecal (fecaloma); pode ocorrer a nível retal ou
colonico, caracterizando-se por dor tipo cólica em hipogástrio,
podendo aparecer diarreia paradoxal. Na radiografias, pode ser
observada massa hipo densa em todo trajeto intestinal.
● Úlceras colônicas; resultado de necrose de parede colônica
devido a pressão da massa fecal imóvel. Geralmente não apresenta
manifestações clinicas. Exceto em casos muito crônicos que pode
originar retorragia. O diagnóstico pode ser feito observando fissuras
em região anal como consequência de esforço intenso, assim como
prolapso da mucosa anal pela manobra de Valsalva.
● Herniais, como consequência continua do aumento da pressão
intra-abdominal
● Alterações circulatórias, como hemorroidas internas e externas e
inclusive dilatações varicosas nas extremidades.
● Obstrução por torção de cólon, em regiao sigmoide. Causando
distensão abdominal, dor e prisão de ventre, necessitando
intervenção cirúrgica por comprometimento de circulação.
● Incontinência fecal: fator predisponente de câncer de cólon.
O tratamento dietético é a primeira escolha, com uma dieta rica em
fibras, aumentando a massa fecal e a proliferação de bactérias;
diminuindo o tempo de transito intestinal estimulando a mortalidade e
descamação de células colônicas, através de acido graxos voláteis
que se desprendem ao ser destruída a célula pela flora bacteriana.
Consumo de fibra vegetal (de 10 a 60 g/dia) e suficientes líquidos (1-
2 litros/dia), assim como realizar exercício físico de forma regular.
A fibra insolúvel (composta por celulose) é mais recomendável que a
solúvel (pectina, gomas e mucílagos), pois capta maior quantidade
de agua, determinando aumento da massa fecal e acelerando o
transito intestinal. Produz menos flatulência já que produz
fermentação parcial, (a solúvel se fermento por completo).
Incontinência fecal
Descrito como a segunda causa de institucionalização no idoso.
Sobre tudo quando esta associada a incontinência urinaria 
Mecanismo: depende de elementos (cólon sigmoide e reto) que
atuam como reservatório, e estruturas que fazem função de barreira;
esfíncteres anais interno e externo. Na incontinência anal, se faz
uma seletividade inespecífica com passagem de gases e fezes. Não
armazenando fezes liquidas. Produzindo reflexo de defecação súbito
ao enchimento da ampola retal, com para desencadear o
relaxamento reflexo do interno, aumento da volume suficiente arco
reflexo.com
esfíncter anal pressão intra 
Tratamento 
Tratamento nao farmacológico ● Dietético
abdominal e relaxamento do esfíncter externo (fase voluntaria). 
Etiología: diarreia severa. Com dois tipos básicos: incontinência
fecal baixa e incontinência fecal alta. 
Factores de risco
● Incontinência urinaria. 
● imobilidade 
● Enfermidades neurológicas previas. ● Alterações cognitivas. 
● Idade maior de 70 anos.
Clasificaçao 
● Grau I: continência normal. ● Grau II: dificuldade de controle de
gases e líquidos. 
● Grau III: incontinência total para 
líquidos. 
● Grau IV: incontinência a fezes 
sólidas. 
Tratamento 
Corrigir a enfermidade subjacente, se possível. 
Tratamento codeína (30 mg/8 h) mg/día; 
farmacológico: e loperamida (4-8
OBSTRUÇAO INTESTINAL
A obstrução intestinal pode ser aguda ou crónica, mecânica ou
adinâmia e simples ou estrangulada;
obstrução mecânica quando existe um obstáculo a passagem do
conteúdo intestinal (podendo acompanhar-se de compromisso
vascular), e de íleo paralítico, quando não há verdadeira interrupção.
As aderências e hérnias são as lesiones do intestino delgado mais
habituais como causa de obstrução aguda. O íleo paralitico aparece
quando a ausência de estimulação nervosa reflexa impedindo o
peristaltismo, aparecendo peritoneal, em períodos de agressão
secundário a cirurgias abdominais, em complicação de hérnias. 
Causas de obstrução intestinal
Mecânica: Íleo paralítico 
Extra luminar: 
• Hérnia. 
• aderencias. 
• Torção 
• Vólvulo. 
• Invaginarão. 
• Compressão extrínseca. 
Parietal: 
• Neoplasia. 
• Diverticulite. 
• Hematoma parietal. 
• Processo inflamatório. 
Intraluminar: 
• Impactaçao fecal. 
• Corpo estranho. 
• Bezoar. 
• Parasitoses 
Adinâmia: 
• Pos-cirúrgico. 
• Peritonite. 
• Alterações metabólicas: uremia, coma diabético, mixedema,
hipoklemia. 
• Traumatismos, processos abdominais inflamatórios (apendicite,
pancreatite...). 
• Compromisso medular. 
• Fármacos. 
• Enfermidades torácicas (pneumonia basal, IAM).
Espasmo: 
• Intoxicação por metais pesados. 
• Porfirias. 
Vascular: 
• Embolia arterial. 
• Tromboses venosa.
CANCER E NEOPLASIAS
A incidência de câncer acima dos 70 anos aumentou, assim como a
expectativa de vida. Portanto devemos atuar na prevenção e
detecção precoce.
Causas mais frequentes de mortalidade por câncer no ancião,
segundo idade e sexo 
-60 a 79 anos
Homem 
● 1.º Bronco pulmonar ● 2.º Colorretal ● 3.º Próstata
Mulher 
● 1.º Mama 
● 2.º Colorretal
Maiores de 79 anos 
Homem 
● 1.º Próstata 
● 2.º Bronco pulmonar ● 3.º Colorretal
Mulher 
● 1.º Colorretal 
● 2.º Mama
Etiopatogênia 
A idade é o principal fator de risco 
para proceder o câncer.
● Alterações mudanças produzem diminuição hepática, implicando
metabolização e
do metabolismo: as fisiológicas que se na velhice, como a da
função renal e uma menor excreção de productos potencialmente
carcinogênicos, somado a atrofia das mucosas digestivas, a
diminuição da secreção gástrica, as carências de zinco e de selênio .
● Alterações do sistema imune: sua função diminui com a idade,
reduzindo provável os linfócitos T com
aumento de risco para infecções e neoplasias. ● Radicais libres: e
mutações.
Geralmente há um retardo no diagnostico de câncer na população
anciã, explicando-se pelos seguintes fatores:
a) A presença de sintomas e sinais de varias enfermidades crónicas
pode ofuscar quadros clínicos
b) Os anciões não se beneficiam de programas de detecção precoce.
Falta de informação e pouca adesão a campanhas.
DETECÇAO
A prova de antígeno prostático ouPSA, por exemplo, permite que o
câncer de próstata seja detectado em um estagio mais precoce,
devendo-se iniciar a partir dos 65 anos, segundo a Sociedade
Americana do Câncer.
Tratamento
Os benefícios do tratamento do câncer proporcionam desde
aumentar a expectativa de vida, manter e melhorar a qualidade de
vida e funcionalidade até palear os sintomas. Seus riscos incluem as
complicações da cirurgia, radioterapia e quimioterapia, (infecções por
neurogenia, anemia, hemorragia, mucosite, cardio e neurotoxicidade,
alterações cognitivas, de humor, de equilíbrio, alterações visuais,
auditivas e incontinência esfincteriana), podendo todos estes fatores
precipitar a dependência funcional do paciente.
Fisiopatologia
A próstata tem um tamanho variável, forma de castanha e
consistência elástica, com superfície lisa e um sulco que a divide.
Sendo palpável somente pela parede retal. Apresentam receptores
adrenérgicos entre os componentes do músculo liso. Os sintomas
são causados por 2 mecanismos:
A obstrução mecânica 
b) obstrução dinâmica 
No estagio inicial há uma obstrução
em nível da saída da urina. Na segunda fase o detrusor não é capaz
de vencer a obstrução, podendo aparecer retenção urinaria, irritação
e hipersensibilidade com risco de infecção urinaria e renal.
Etiologia 
● Idade avançada 
● Aumento de estrógenos e de
alguns metabolitos da testosterona;
● Aumento da atividade da 5-αreductase, que é a encarregada da
transformação de testosterona a di-hidrotestosterona (DHT)
● Outros fatores de crescimento.
Apesar da diminuição dos níveis de testosterona, no ancião, há um
incremento dos receptores de DHT estrógenos junto com induzido
pelos
o aumento da síntese de DHT, sendo suficiente para o aumento da
próstata.
HIPERPLASIA ENIGNA DE PROSTATA Epidemiologia 
40% a partir da sexta década; os sintomas de HBP raramente
aparecem antes dos 40 anos, com maior mortalidade entre o homem
ancião.
Manifestações clínicas 
Sintomas obstrutivos e outras manifestações como: hematúria,
infecção urinaria, insuficiência renal, incontinência urinaria, litíases
vesical...a hematúria é consequência da ruptura dos capilares
sanguíneos na bexiga e formação de coágulos.
Tratamento médico
● Terapia antiandrogénica; análogos dos GNrH 
● Bloqueantes α-adrenérgicos 
● Tratamento combinado 
● Fitoterapia. 
(emissão); o ejaculado cai na uretra e então ocorre a
EJACULAÇAO. 
Na mulher, as alteraçoes clássicas da menopausa, atrofia genital,
dispareumia (dor ao ato sexual) e mudança estéticas, afetam seu
psicológico inibindo o desejo sexual.
DISFUNÇAO SEXUAL
A partir dos 50 anos, a funçao sexual torna-se decrescente devido a
menopausa na mulher e a disfunção erétil no homem.
Há também uma diminuição na frequência de atividade sexual do
individuo, onde podemos citar, na ordem de maior prevalência, os
seguintes fatores:
de maior prevalência, os seguintes fatores:
Capacidade e interesse do parceiro 
parceiro 
Estado de saúde 
Estado de saúde 
Impotência masculina ou dispareumia feminina 
dispareumia feminina 
Efeito colateral de medicamentos 
medicamentos 
Perda de privacidade, ex: viver com filhos.
FISIOLOGIA: 
Inicia-se com o desejo sexual, podendo ser de origem somática,
visual, olfatica ou auditiva, sendo qualquer estimulo capaz de causar
excitação a nível cortical. No caso do estimulo tátil, clássico, a
sensibilidade provem do nervo pudendo do plexo lombosacro, onde
afere ate a área cortical do desejo sexual. 
Como resposta eferente, podemos ter ativação do SNA: 
PARA-SIMPATICO: vasodilatação dos corpos ereteis; EREÇAO,
abertura das glândulas lubrificantes para favorecer o coito. 
SIMPATICO: provem de L1 e L2, fazendo contração do duto
deferente 
No homem, ocorre de forma inespecífica, embora a
espermatogênese decresça a partir dos 40 anos, continua ativa até
os 80-90 anos, assim, a maioria das disfunções ocorrem por déficit
de ereção (alterações vasculares), e não por diminuição do desejo.
TIPOS DE DISFUNÇAO SEXUAL
DISFUNÇAO SEXUAL ORGANICA; mais comum nas mulheres, de
causas psicológicas ou depressão medicamentosa.
DISFUNÇAO SEXUAL ERETIL: mais comum nos homens,
apresentando como causas:
● Transtornos vasculares: dificuldade de
vasodilatação/vasoconstrição
● Medicação: farmacodinâmica e famacocinetica 
● Medicamentos: anti-hipertensivos, psicotrópicos, anti-ansioliticos,
diuréticos... 
● Toxicos: álcool, tabaco. 
● Endócrino: tireoidopatias, cushing, diabetes 
● Neurologicos: AVE, epilepsia, esclerose, Parkinson 
● Enfermidades sistêmicas: insulficiencia renal, DPOC, ICC...
ALERTA: quando há transtorno de ereção por causa vascular, antes
de tratar a disfunção, deve-se pesquisar cardiopatia coronariana e
risco de IAM por aterosclerose, sendo então a DE de causa vascular
fator de risco para doença coronariana.
Farmacodinâmica – o que a droga faz com o corpo.
TRATAMENTO 
1-DROGAS DE AÇAO CENTRAL E 
PERIFERICA; não inibidores da 
fosfodiesterase_5, mais indicadosmpara 
disfunção erétil orgânica, ( depressão, 
ansiedade, baixa libido e sem patologia 
orgânica). 
Os fármacos atuam como 
antidepressivos de ação serotoninérgica 
promovendo relaxamento da musculatura 
cavernosa e excitação.
cavernosa e excitação.
INIBIDORES DA FOSFODIESTERASE_5; atua na via mais
importante da ereção, na liberação de oxido nítrico que promove a
vasodilatação cavernosa. Através da transformação do GTP em
GMP_ciclico, diminuindo o cálcio intra-celular e relaxando a
musculatura lisa cavernosa. Após isso, a fosfodiesterase_5 hidrolisa
o GMP levando o pênis ao estado flácido.
Assim, os inibidores da PDE5, matem a resposta erétil: 
● Sildenafil 
● Vardenafil 
● Tadalafil 
Tem metabolismo e excreção hepática, assim, contraindicados em
cirrose, insuficiência renal e doença cardíaca
insuficiência renal e doença cardíaca
INJEÇAO DE DROGAS VASOATIVAS; prostaglandinas E e
fentolamina, sendo tratamento de segunda escolha após falha de
tratamento oral. Complicações: priaprismo e hipotensão sistêmica.
FARMACOLOGIA DO IDOSO 
Farmacocinética – o que o corpo 
faz com a droga.
FARMACOCINETICA 
A farmacocinética engloba os seguintes processos: absorção,
distribuição, metabolização e eliminação.
Absorção: O processo de absorção das drogas nos idosos é pouco
influenciado pelo envelhecimento, trazendo repercussões mínimas
na prescrição, exceto em idosos mais frágeis e com polifarmácia.
Nestes, o uso concomitante de drogas que reduzem o pH gástrico
pode prejudicar a absorção de determinadas drogas. Por outro lado,
alguns cuidados devem ser obedecidos:
Algumas drogas são capazes de alterar a palatibilidade dos
alimentos, causando inapetência e perda de peso: fluoxetina,
digoxina, inibidores da ECA, sulfato ferroso, anticolinérgicos, etc.
Nos idosos dementados, o comprimido ou cápsula pode ficar mais
tempo na cavidade oral, aumentando o risco de irritação e erosão
local.
Disperistalse esofageana comumente associada ao envelhecimento
pode favorecer a permanência de comprimidos na luz esofagiana,
aumentando o risco de reações locais, como, por exemplo, com os
bifosfonatos.
Redução da síntese de HCL e aumento do pH gástrico: alteração no
grau de ionização e solubilidade de certas drogas. Redução do
esvaziamento gástrico e da motilidade gastrintestinal: taxa de
absorção mais lenta.
Redução do fluxo esplâncnico. Difusão passiva: a polifarmácia pode
causar competição pelo sítio de absorção e conseqüente aumento ou
redução da absorção das drogas. Redução do transporte ativo
transmembrana: redução das células absortivas intestinais.
Distribuição: O nível sério das drogas depende da composição dos
compartimentos corporais, e das características físico-químicas e
moleculares das drogas.
A meia-vida é diretamente proporcional ao volume de distribuição e
inversamente proporcional à velocidade de depuração da droga.
O volume de distribuição é a quantidade da droga no corpo a uma
dada concentração.
Tendo em vista a redução da quantidade de água e o aumento
proporcional de tecido adiposo, via de regra as drogas hidrofílicas se
distribuemnum menor compartimento enquanto que nas drogas
lipofílicas ocorre o contrário.
As drogas ácidas circulam ligadas à
As drogas ácidas circulam ligadas à ácido glicoproteína. Com o
envelhecimento, há tendência à redução do nível sérico de albumina
e aumento da α1-ácido glicoproteína.
● Redução da água corporal total: Menor volume de distribuição
das drogas hidrossolúveis: aumento na concentração plasmática
inicial. O uso de diuréticos reduz mais ainda o volume de
distribuição.
● Aumento da gordura corporal; Maior volume de distribuição de
drogas lipossolúveis prolongando a duração do efeito.
● Redução da massa muscular magra: Maior concentração sérica
inicial: reduzir dose de ataque
Metabolização e Excreção
Com o envelhecimento ocorrem alterações na eliminação pré-
sistêmicas (1º passagem hepática), metabolização hepática e
eliminação renal.
A redução do efeito da primeira passagem hepática aumenta a
biodisponibilidade das drogas lipossolúveis, como o propanalol,
nitrato, metildopa, morfina, etc.
Além disso, o clearance hepático não se faz pela eliminação da
droga (excreção biliar) e sim pela inativação das drogas.
A biotransformação hepática é fundamental para as drogas
altamente lipofílicas, que apresentam difícil excreção renal. Com o
envelhecimento ocorre comprometimento da 
hepática, secundário 
biotransformação
às seguintes alterações:
● Redução de 35% dos fluxos sanguíneo hepático. 
● Redução do tamanho do fígado (35%). 
● Redução do conteúdo, afinidade e atividades das enzimas
hepáticas (sistema microssomal hepático): algumas drogas são
indutoras do clearance enquanto microssoma hepático, outras tem
efeito inibidor, aumentado o risco de interação droga-droga. 
As alterações hepáticas mais significativas restringem-se ao
comprometimento do sistema microssomal hepático. 
O envelhecimento renal associado às co-morbidades comuns no
idoso compromete o clearance das drogas, aumentando o risco de
toxicidade daquelas excretadas pelos rins. 
A queda do clearance de creatinina não é acompanhada por uma
elevação proporcional da creatinina sérica, provavelmente pela
redução concomitante da massa muscular (sarcopenia). Assim, a
dosagem sérica da creatinina não reflete adequadamente a função
renal. 
A dose das drogas excretadas pelo rim deverá ser corrigida
conforme o clearance de creatinina medido ou estimado: inibidores
da enzima conversora, amantadina, clorpropamida, cimetidina,
digoxina, furosemida, litium, metformim, ranitidina, vancomicina,
entre outras.
FARMACODINAMICA
A farmacodinâmica das drogas está modificada pelas alterações dos
mecanismos de controle homeostático e alterações nos receptores e
pós-receptores ligadas ao envelhecimento.
Ambas são agravadas pela presença de co-morbidades e/ou drogas.
As principais alterações dos mecanismos de controle homeostático
são:
● Controle da pressão arterial: mais tendência à hipotensão
ortostática por disfunção do barorreceptores, agravadas pelo uso de
antihipertensivos, neurolépticos, tricíclicos, benzodiazepínicos,
antiparkinsonianos, etc.
● Menos atividade colinérgica central: mais tendência à confusão
mental e delirium agravado pelo uso de drogas como a teofilina,
drogas anticolinérgicas, betabloqueadores, hipnóticos, etc.
● Comprometimento do controle postural: mais tendência a quedas,
agravada pelo uso de psicotrópicos, particularmente os
benzodiazepínicos de média e longa ação (lipossolúveis).
● Comprometimento da termorregulação, agravado pelo uso de
neurolépticos, barbitúricos, álcool.
● Redução da função dopaminérgica: mais sensibilidade
extrapiramidal. As principais alterações no receptor e pósreceptor
ligadas ao envelhecimento são:
● Hiporresponsividade α e βadrenérgicas: menos efeito
antihipertensivo dos simpaticolinérgicos.
● Menos atividade do sistema renina-angiotensina-aldosterona. 
● Aumento da sensibilidade anticolinérgica: risco mais alto de
controle mental, retenção vesical, fecaloma, constipação intestinal. 
● Comprometimento dos quimiorreceptores: risco mais alto de
depressão respiratória. 
● Aumento da sensibilidade ao warfarin, opióides e
benzodiazepínicos.
IMUNIDADE E SENESCENCIA
Embora virtualmente todas as células imunologicamente ativas
possam exibir modificações relacionadas à idade, as células T são
as que teriam maior vulnerabilidade aos potenciais efeitos deletérios
do envelhecimento.
Declínio na função envolvendo a proliferação das células T. tem-se
demonstrado que o 
acompanhado por 
envelhecimento é
um progressivo aumento na proporção de células que funcionam
pobremente.
Esta alteração seria atribuída tanto ao prejuízo na produção do fator
de crescimento da célula T (IL-2 produzida pela célula T-auxiliar),
como também ao prejuízo da resposta a este fator de crescimento,
quando comparado com jovens.
O declínio da capacidade imune com a idade poderia ser atribuído à
prevalência de um linfócito T com fenótipo “senescente”. Sua maior
característica é a irreversibilidade da perda de sua capacidade
replicativa.
A senescência replicativa é uma conseqüência da divisão celular e
não de um tempo cronológico.
Com o avanço da idade há um aumento 
parecem 
no numero de células que
normais, mas falham em matéria de intensa controvérsia na
literatura.
A alteração parece ser maior na qualidade (mecanismo de ativação),
do que na quantidade de linfócitos. 
Alterações Linfocitárias com o Envelhecimento
Fatores 
Efeito responder ao estímulo ativador.
Há também, no envelhecimento, um aumento na proporção das
células de memória em relação às virgens, o que resultará numa
diminuição do potencial de reatividade a novos antígenos.
As células secretam menos IL-2 que é um fator de crescimento para
linfócitos T. Além disso, as células de doadores velhos não
expressam receptor para IL-2 na mesma proporção e não
transcrevem mRNA para IL-2 da mesma forma que em jovens.
Produção de IL-1 Aumenta 
Produção de IL-2 Diminui 
Produção de IL-6 Aumenta 
Expressão do Diminui receptor para IL-2 
Modificações da Resposta Imunológica com o Envelhecimento
Ação 
Efeito
Estudos da transdução de sinais mostram que a mobilização do
cálcio, a fosforilação de proteínas, a ativação de quinases e a
ativação genética para a progressão do ciclo celular estão
modificadas nas células de indivíduos velhos, comparados com
jovens.
A ativação celular por si só resulta em diferentes padrões de
resposta pelas células de doadores velhos. Enquanto algumas
células podem 
após a ativação, elas 
não liberar IL-2
liberam outros fatores, como o IFN-γ, o TNF-α, IL-1, IL-6 e TGF, mais
do que os liberados por células mais jovens.
Assim, existe uma perda da função celular, uma modificação da
habilidade em responder aos eventos modificações básicas da
eventos desta ativação. de ativação e
resposta aos
O sistema imune se modifica com a idade: a dimensão e as
conseqüências destas modificações, porém, ainda são Ativação e
proliferação do linfócito T 
Diminui
Ativação dos linfócitos T auxiliares e citotóxicos Diminui 
Ativação de NK Diminui
A maioria das análises mostra pouca ou nenhuma modificação do
numero de linfócitos B no sangue periférico em indivíduos velhos.
Ocorrem poucas modificações nos níveis de anticorpos, incluindo
IgA, IgM e IgG, com o envelhecimento.
Modificações Relacionadas ao Linfócito B com o
Envelhecimento Fatores 
Ação 
IgG1, IgG2, IgG3, IgA Aumentam 
IgM, IgG4 Diminuem 
Resposta do anticorpo a novos antígenos 
Diminui 
Resposta do anticorpo a antígenos próprios Aumenta
Expressão de imunoglobulinas de membrana 
Diminui
Produção de anticorpos de alta Diminui
afinidade ● ●
Aumenta a freqüência de auto● Ao diminuir a célula nativa, 
também ocorre uma diminuição no 
potencial de reação a novos antígenos. 
Além disso, o envelhecimento levaria a um 
declínio na proporção de células T capazes 
de produzir IL-2.
CALENDARIO VACINAL
NUTRIÇAO DO IDOSO 
No envelhecimento normal, há 
mudanças da demanda metabólica. 
Prevalencia de desnutrição: 
20% pacientes ambulatorias 
60% paciententes em hospitalizaçao 
90%idosos institucionalizados reatividade, que parece diminuição do
potencial originar-se na de regulação imune, ou talvez pelo fato de
que o sistema imune também preencha a dramática 
autólogo 
função de remover material danificado. Geralmente estes Os 9 “d”,
fatores de risco para desnutrição Demencia, no idoso: Drogas,
depressão, disfagia, dentição, doenças, diarreias, disgeusia
(disfunção do paladar), disfunção.
auto-anticorpos são IgM e, mais frequentemente, IgG de baixa
afinidade. Existem algumas linhas de evidencia sugerindo que
modificações envolvendo as células T ingênuas, que diminuem, e as
células T de memória, que parecem aumentadas, contribuiriam para
a imunodeficiência da idade avançada. Há redução da secreção
gástrica de fator intrínseco que produz saciedade precoce somado e
menor velocidade de esvaziamento gástrico. A diminuição de vit D e
menor exposição ao sol aceleram o balanço negativo do cálcio e
favorecem a caquexia.
RESTRIÇOES PARA SE ALIMENTAR: Incapacidade funcional,
redução visão, olfato e paladar, xerosmia. 
● Vitamina E (prevençao de
desmielinizaçao), acido fólico e ferro.
CONCEITOS: 
● SARCOPENIA: perda de massa muscular em níveis prejudicias
para a homeostasia.
● INANIÇAO: desnutrição calóricoproteica que leva a redução de
massa gorda ou magra, secundário a o jejum prolongado.
● ANOREXIA: complexo perda de apetite, por redução de
neurotransmissores, atraso de esvaziamento gástrico, aumento de
leptina e citocinas tnf, il6 e il1.
● COMSUPÇAO: perdade peso involuntária, de massa magra e
gorda, independente de ingestão.
● CAQUEXIA: perda de massa magra e gorda secundaria a
processo inflamatorio e neoplásico.
ANTROPOMETRIA
● IMC: 22-27 22-27 ideal. < desnutrição, > sopre-peso. 
● Cicunferencia da panturrilha: medir massa muscular no idoso, se
menor que 31cm; indica perda de massa muscular. 
● Necessidade energética basal p idosos 20-30 kcal/kg/dia 
● Proteinas 0,8-10 g/kg/dia 
Fragilidade: 1,o-1,2 g/kg/dia UTI e caquexia: 1,5-2,0 g/kg/dia 
● H2O 30ml /kg/dia 
● VITAMINA D: 700-8000 UI/dia; melhora força muscular, funçao de
extremidades superiores e diminui quedas em 20% 
● Fibras e prébioticos: melhora obstipação. 
● SODIO < 100 meq ou 2g / dia
TIREOIDE
Síntese e Armazenamento de Hormônios nas Células Foliculares 
A tireóide é a única glândula endócrina que acumula seu produto de
secreção em quantidade apreciável. O armazenamento é feito no
colóide. O colóide é constituído principalmente por uma glicoproteína
denominada tireoglobulina, a qual contém os hormônios da tireóide
T3 e T4. 
A síntese e o acúmulo de hormônios ocorrem em quatro etapas: ●
Síntese de tireoglobulina, que se 
dá no reticulo endoplasmático 
granuloso, carboidrato é 
adicionado à proteína no interior 
das cisternas do retículo e no 
Complexo de Golgi e o produto 
final, a tireoglobulina, deixa o 
aparelho de Golgi no interior de 
vesículas que se dirigem para a
porção apical da célula e liberam a 
tireoglobulina para o lúmen do 
folículo. 
● A captação de iodeto circulante é 
realizada por uma proteína situada 
na membrana basolateral das 
células foliculares que transporta 
dois íons simultaneamente em 
direções opostas. Esta proteína é 
chamada co-transportador de Na/I, 
ou BOMBA DE IODETO, 
concentrando o iodo dentro da 
célula folicular por cerca de 20-100 
vezes acima dos níveis séricos, e 
traz para dentro da célula um íon 
iodeto ao mesmo tempo que 
coloca para fora um íon sódio. ● O iodeto intracelular é oxidado 
por H2O2, TIREOPEROXIDASE, em seguida é transportado para
uma cavidade do folículo por um transportador de ânions. Um
candidato a esse transporte é uma molécula chamada pendrina. ●
No interior do colóide ocorre iodação das moléculas de tirosina
da tireoglobulina. Deste modo são produzidos T3 e T4,fazem parte
de grandes moléculas de tireoglobulina. A TIREOPEROXIDASE
converte o iodeto em iodo, dois átomos de iodo são ligados a cada
resíduo de tirosina (monoiodotirosina (MIT) e diiodotirosina (DIT))= 2
DIT= T4, 1DIT+1MIT=T3
Liberação de T3 e T4 e Suas Ações no Organismo
As células foliculares da tireóide captam colóide por endocitose. O
colóide é então digerido por enzimas lisossômicas e as ligações
entre as porções iodinadas e o restante da molécula de tireoglobulina
são quebradas por proteases. Desta maneira, T3, T4, diiodotirosina
(DIT) e monoiodotirosina (MIT) são liberadas no citoplasma. T3 e T4
cruzam livremente a membrana basolateral da célula e se difundem
até os capilares sanguíneos. MIT e DIT não são secretadas, seu iodo
é removido enzimaticamente no citoplasma os produtos (iodo e
tirosina) são usados de novo pelas células foliculares. T4 é mais
abundante na tireóide (90%), porém T3 exerce sua ação mais
rapidamente e é mais potente.
Controle da Produção de Hormônios Tireoidianos 
Os principais reguladores são o teor de iodo no organismo e o
hormônio tireotrópico (TSH ou tireotropina) secretado pela pars
distalis da hipófise. O TSH estimula a captação de iodeto circulante,
produção e liberação de hormônios da tireóide, enquanto o iodo tem
ação inibitória. Os hormônios tireoidianos circulantes, por sua vez,
inibem a síntese do TSH, estabelecendo-se um equilíbrio.
No ancião, observan-se áreas de atrofia e fibrose. Associadas atrofia
dos folículos e seu conteúdo coloide. Assim a resposta sensível ao
TSH e TRH pode diminuir com a idade, ainda que os valores de TSH
não se modifiquem fisiologicamente. Há diminuição da recaptaçao
renal de iodo e captação de iodo pela tireoide, assim uma menor
produção de T4 e menor concentração de T3 porem, os níveis de T4
encontran-se normais devido a redução do metabolismo basal e
menor degradação de T4, normatizando as concetraçoes
plasmáticas.
Paratireoides: em alguns casos se encontram valores elevados de
hormônio em resposta a valores baixos de cálcio sérico. Porem, as
alterações osseas que se produzem não se relacionam com
alterações da paratireoide.
A associação americana de Tireoide recomenda realização de
triagem de tireoide para indivíduos acima de 35 anos, a cada 5 anos,
principalmente grupos de risco:
● Mulheres menopausadas 
● Historia familiar 
● Bocio tireotoxico 
● Hipertireodismo ou hipo familiar ● Radioterapia cervical anterior ●
Diabetes 
● Anemia perniciosa
Avalia-se: TSH, T4 e T3 basicamente, representando a função do
eixo.
HIPOTIREOIDISMO: 
● TSH reduzido e T4 reduzido; um hipotireoidismo central, com
inibição do eixo. 
● TSH elevado e T4 diminuido, podem sugerir hipotireoidismo por
possível tireoidite autoimune, com infiltração de linfócitos e fibrose,
com perda de tecido funcional. 
Sinais: edema, apatia, bradipsiquia, deterioramento psíquico,
diminuição de transporte ativo (renal e das bombas) levando a
hipocalcemia e hiponatremia que acarretariam fadiga, astenia,
disfunção de homeostasia, bradicardia hipotonia, aumento da
creatinina. 
A alteração da Homeostasia, favorece ao aparecimento de COMA
MIXEDEMATOSO. 
Transtorno com mortalidade superior a 50%, pode ocorrer tanto em
hipotireoidismo primaria como secundario É uma condição 4 a 8
vezes mais comum em mulheres do que em homens, o que se deve
à maior incidência do hipotireoidismo primário no sexo feminino. O
quadro pode ser precipitado por condições diversas, tais como:
exposição ao frio, infecção, trauma, acidente vascular cerebral,
insuficiência cardíaca (ICC), hemorragias gastrointestinais,
hipoglicemia ou 
drogas (tranqüilizantes, sedativos, anestésicos, analgésicos,
narcóticos, amiodarona, lítio, fenitoina). 
Os sinais que o antecedem são; letargia, hipotonia, bradpneia,
bradicardia e hipoglicemia.
FISIOPATOLOGIA
No hipotireoidismo de longa duração, algumas adaptações
fisiológicas ocorrem para manter a homeostase, ainda que mediante
um balanço precário. A redução do metabolismo basal e a
diminuição do consumo de oxigênio resultam em vasoconstrição
periférica para manter a temperatura corporal. O número de
receptores b, adrenérgicos está reduzido, usualmente com
preservação dos receptores a adrenérgicos e das concentrações de
catecolaminas,levando a um desequilíbrio b/a adrenérgico, o que
acarreta hipertensão diastólica e redução do volume sangüíneo total.
O CM é uma forma de hipotireoidismo descompensado, na qual os
mecanismos de adaptação não serão mais suficientes e,
essencialmente, todos os órgãos são afetados.
Alterações neurológicas: O mecanismo exato não é bem
conhecido, mas a diminuição do fluxo cerebral, associada à
diminuição do consumo de oxigênio e das concentrações de glicose,
assim como a redução dos concentrações de T4 e T3 influenciam a
função cerebral. hiponatremia decorrente de disfunção renal pode
ser um fator contribuinte adicional.
Alterações cardiovasculares: bradicardia e diminuição da
contractilidade miocárdica determinam a diminuição do débito
cardíaco. Essas alterações são causadas por diminuição das
proteínas contráteis dos miócitos e de enzimas, incluindo a Na+,
K+ATPase, decorrentes da diminuição da transcrição gênica, na
ausência de T3.
O volume plasmático está reduzido; a aumentada permeabilidade
capilar determina acúmulo de fluído nos tecidos e espaços e pode
ser a causa do derrame pericárdico, encontrado em muitos
pacientes. 
Alterações pulmonares: não são afetados gravemente e a mais
consistente anormalidade é a diminuição do controle ventilatório,
acarretando, ambos, hipoxemia e hipercapnia, e depressão de
controle respiratório. 
Alterações renais: a função renal poderá estar gravemente
comprometida, em parte em decorrência do baixo débito cardíaco e
da vasoconstrição, acarretando baixa taxa de filtração glomerular.
Concentrações reduzidas de Na+, K+ ATPase diminuem a
reabsorção de sódio, assim como a excreção de água livre,
resultando em iponatremia, que usualmente está presente no CM. 
Alterações gastrointestinais: diminuição da motilidade intestinal.
TRATAMENTO 
Se houver suspeita clínica de CM, Internar em cuidados intensivos.
As primeiras 24 48 horas são críticas. 
Prioridade Iniciais: 
1. Ventilação mecânica, se houver hipercapnia/hipóxia significantes. 
2. Reposição hormonal imediata, enquanto se aguardam resultados
confirmatórios. 3. Aquecimento com cobertores comuns e uma sala
quente (aquecimento rápido, ativo, é contra-indicado, pois pode
provocar vasodilatação periférica e induzir o choque circulatório). 
4. Administração de corticóides, após a coleta de sangue para
cortisol plasmático. 5. Tratamento de infecção associada. 6.
Correção de hiponatremia grave (Na < 120 mEq/L). Correção de
endovenosa 
- tratamento administração hipoglicemia com glicose,
de hipotensão grave, com cuidadosa de solução glicosada a 5-10%,
e solução fisiológica a 0,9% ou salina hipertônica, se existir
hiponatremia <120 mEq/L);
- reajuste de dose de qualquer medicação para compensar a
diminuição da perfusão renal, ou o aumento da meia vida da droga,
etc.; 
- digital ou diuréticos deverão ser administrados com cautela para os
pacientes com ICC.
Reposição Hormonal: A conversão de T4 
para o T3, nesses pacientes, está prejudicada. Assim, a
administração de T3 
seria recomendável. Entretanto, a administração de T3, por ser de
ação imediata e ter meia-vida curta, pode, provocar arritmias,
principalmente se a função miocárdica estiver comprometida.
Terapia com esteróides: Hidrocortisona – 100 mg a cada 8 h, EV,
continuadamente até que o a valor da dosagem de cortisol
plasmático, colhido previamente, seja conhecido e mostre-se normal 
Reposição de volume: Administração de glicose e de salina deverá
ser realizada cuidadosamente, porque os pacientes são, usualmente,
hipervolêmicos e podem desenvolver ICC em face da disfunção
ventricular, decorrente do hipotireoidismo. Se o Na for < 120 mEq/l,
considerar a administração de salina hipertônica, EV, seguida de
furosemide, EV.
Tratamento cirúrgico
Os pacientes deverão ser estabilizados com T4e glicocorticóides
antes de procedimentos cirúrgicos.
Em situações que requerem cirurgia de urgência, deverá ser
administrada uma dose de 200-500 mcg de L-T4 e glicocorticóides,
endovenosos, antes da indução anestésica. 
Dieta
Considerando que a motilidade intestinal está usualmente diminuída,
a ingestão alimentar não deverá ser permitida até que o paciente
esteja alerta e com ruídos hidroaéreos ativos, quando, então,
alimentação pastosa deverá ser gradualmente instituída.
São considerados fatores de mau prognóstico:
● temperatura corporal abaixo de 34°C; hipotermia persistente,não
responsiva até 72 h de terapia; idade avançada;
● bradicardia com freqüência cardíaca menor que 44 bp/min;
septicemia; infarto do miocárdio e hipotensãoarterial.
HIPERTIREOIDISMO
Aumento excessivo dos níveis de 
hormônios tireoidianos. 
CAUSAS: 
● Doença de Graves, auto-imune cujo acs estimulam os receptores
de síntese e secreção de T3 e T4. ● Bocio Multinodular: podendo ser
toxico ou não-toxico, quando toxico proporciona mutações celulares
a nível do receptor de TSH, levando a uma expansão clonal de
células autônomas. ● Adenoma toxico produtor de hormônio, produz
T3 e T4 
● Raramente por excesso de TSH ● Iatrogenia por excesso de
medicamento estimulante da tireoide. 
SINAIS E SINTOMAS: perda de peso, taquicardia, fibrilação
auricular, angina (por excesso de esforço do miocárdio e isquemia)
icc, hipersudorese e hipertermia. 
Analisar TSH e T4 Livres 
TRATAMENTO: iodo radioativo; deprimi as reservas de T3 e t4,
porem pode converter o quadro para hipotireoidismo, onde deve-se
então tratar hipotireoidismo posteriormente.
ESCALA DE GLASGOW 
Pontuação total: de 3 a 15 
● 3 = Coma profundo; (85% de 
probabilidade de morte; estado 
vegetativo) 
● 4 = Coma profundo; 
● 7 = Coma intermediário; 
● 11 = Coma superficial; 
● 15 = Normalidade. 
Classificação do Trauma cranioencefálico 
(ATLS, 2005) 
● 3-8 = Grave; (necessidade de 
intubação imediata) 
● 9-12 = Moderado; 
● 13-15 = Leve.
CRITERIOS DE MORTE ENCEFALICA
Definição: Ausência total e irreversível das funções cerebrais,
cerebral.
Os exames incluindo tronco 
clínicos devem ser realizados por 2 médicos diferentes sendo:
● Um Neurologista ou Neurocirurgião não membro da equipe da UTI.
● Um Intensivista (de preferência) ● Nenhum deles pode participar
da equipe de transplante ou de remoção. 
● Deve ser respeitado o intervalo entre os exames para cada faixa
etária. 
● Deve ser feito o teste de Apnéia (contestado por alguns
pesquisadores mas aceito legalmente no Brasil). 
● O diagnóstico não admite apenas os exames clínicos.
Inicio do Protocolo por Fases: 
FASE I: Descartar causas reversíveis de coma capazes de mimetizar
M.E.
● Hipotermia. (paciente deve estar com temperatura > 32ºC). 
● Hipotensão / Choque (independe da etiologia) 
● Drogas Depressoras SNC (Intoxicação x Uso) 
● Distúrbios Metabólicos ou Endócrinos (hipoglicemia, Dist. Ácido
Base ou eletrolíticos etc.) FASE II: Exame Clínico e Teste de Apnéia.
A não confirmação de qualquer dos achados fundamentais obriga a
interrupção do teste e a não confirmação de M.E. Os três achados
fundamentais para o diagnóstico são: 
1) Coma Aperceptivo de Causa Conhecida. 2) Ausência de Reflexos
de Tronco Cerebra.l 
3) Apnéia. 
1) Coma Aperceptivo: sem resposta motora a estímulos dolorosos
em todas as extremidades (leito ungueal e órbitas). 2) Ausência de
Reflexos de Tronco:
Pupilas: Não Fotoreagentes (direto e consensual), medianas (4mm)
ou dilatadas (9mm).
Movimentos Oculares: Ausência de reflexo oculocefálico (somente se
afastado lesão cervical)
Ausência de reflexo córneo palpebral. 
Ausência de resposta às provas calóricas.(otoscopia prévia / 50ml de
água gelada +- 4ºC) 
Ausência reflexo da Tosse / Engasgo 
3) Apnéia: Pré-Requisitos: T > 32ºC 
Sem Hipotensão, Euvolêmico ou com BH + nas últimas 6h. 
PaCO2 normal ou > 40mmHg 
PaO2 normal ou > 100mmHg 
● Hiperoxigenar por 15 minutos 
antes do início do teste (FiO2=1). ● Colher gasometria 
conferir 
inicial para pré-requisitos gasométricos.
● Desconectar o paciente do Ventilador Mecânico e colocar uma
sonda com O2 6l/min dentro da COT. 
● Observar atentamente por período de 10 a 15 minutos quando
então 
será colhida nova gasometria. Interpretação:Caso ocorra movimentos respiratórios o teste é dito negativo e
interrompido de imediato. 
Caso não ocorra movimentos respiratórios e a PaCO2 final seja >
60mmHg ou tenha ocorrido um aumento superior a 20mmHg em
relação à primeira gasometria o teste é dito positivo (suporta o
diagnóstico de M.E.). 
Nos pacientes com Doenças Pulmonares Crônicas levando à
hipercapnia crônica deve ser valorizado juntamente o aumento da
PaCO2 superior a 20mmHg e a PaCO2 final superior a 60mmHg. 
Caso o valor da PaCO2 final seja inferior a 60mmHg ou tenha se
elevado menos do que 20mmHg o teste de apnéia não será válido e
deve ser repetido após 1h. 
Durante o teste caso ocorra hipotensão, queda significativa da
saturação de oxigênio ou arritmias: Interromper de imediato 
Colher gasometria (análise conforme já mencionado). 
Após a realização de cada exame clínico deverá ser preenchido o
Protocolo de Declaração de Morte Encefálica conforme Resolução
CFM 1.480/97 (formulário padrão) bem como o registro em
prontuário. 
Contactar agendamento do o Neurologista para segundo exame
clínico respeitando os limites de tempo para cada idade. 
Confirmar para a Central de Captação de Órgãos a positividade (ou
não) do primeiro exame clínico e comunicar hora prevista para
realização do segundo exame.
CUIDADO: ARMADILHAS 
Exclusivamente reatividade supraespinhal (testadas no protocolo)
Não é afastado por sinais infraespinhais: 
1. Reflexos osteotendinosos profundos. 2. Cutâneos abdominais. 
3. Cutâneos plantares (flexão ou extensão). 4. Cremastérico
Superficial ou profundo. 5. Ereção peniana reflexa. 
6. Sinal de Lázaro (isquemia aguda dos neurônios motores
periféricos) 
Diabetes Insípidos não é obrigatória.
CONTEUDO EXTRA - LPI
CLINICA: 
● ANAMNESE ● EXAME FISICO ● EXAMES LABORATORIAS
HEMOGRAMA- (avaliação medula óssea) 
SERIE VERMELHA;
● Hemoglobina: avaliação anemia; hipocromia/hipercromia 
● Hematócrito: Hemácias em sangue total
● VCM: tamanho de hemoglobina, pode avaliar;
macrocitose/microcitose 
● VHS: marcador inflamatorio de sedimentação sanguínea por maior
atividade enzimático hidrolitica. Fibrinogenio que causa adesão de
hemácias, maior densidade e maior sedimento. 
● RDW: avalia heterogenicidade das hemaceas em relação ao seu
tamanho, marcador de precocidade. 
RECICLAGEM 100-120 dias 
SERIE BRANCA; relevância para identificação de leucemias no
idoso. LEUCOCITOS: total de células Neutrófilos (PMN)- th2 
Bastonetes 
Segmentados 
Eosinófilos (PMN)- th2 
Basófilos (PMN)- th2 
Monócitos (MMN)- th1 
Linfocitos (MMN)- th1 
PLAQUETAS; coagulação 
Uma redução total dos 3 elementos do hemograma: pancitopenia
MARCADORES possíveis de hemograma:
● VHS 
● PCR 
DE INFLAMAÇAO: solicitação no 
● ELETROFORESE DE PROTEINAS
● TESTES BIOQUIMICOS PARA TRIAGEM DE 
SISTEMAS:
TGI: PSO (sangue oculto- indicativo de ulceras e tumores), se
positivo= colonoscopia.
METABOLICO: 
Carboidratos: glicose: glicemia/ TOTG/ recentemente HBA
hemoglobina glicada ( avalia vida útil da HB mo metabolismo, em
120 dias). 
LIPIDIOS: lipidograma(HDL, LDL, VHDL) ácidos graxos (gordura
livre), colesterol (funçao estrutural e hormonal). 
PROTEINAS: Albumina, plasmática e homeostasia. carregadora
FUNCIONAL 
● SNCLCR: glicose40-70, proteínas20-59 e leucócitos <5
● RENAL: UREIA (indicativo de metabolismo de proteínas) /
CREATININA (proporcional ao volume de massa muscular)
CLEARANCE DE CRATININA: urina 24 horas. URINA, EAS:
Leucocitos, hemaceas, bactérias (inflamação), densidade, filtração
glomerular, ions, etc. (função renal). Sangue: lesão renal ou bexiga.
● HEPATICA: TGO e TGP (indicadores de inflamação hepática),
albumina (indicador de funçao hepática), Gama-GT (obstruçao),
bilirrubina e anomia serica (funçao hepatócito)
● CARDIOVASCULAR; colesterolpara risco de 
ultra-sensível 
coronariana, 
aterosclerose, PCR
para doença enzimas cardíacas mioglobina/troponina.
ONCOLOGIA
A CELULA
TIPOS DE CELULAS:
Procariontes: são células que não possuem a carioteca que é uma
fina membrana em volta do núcleo deixando este núcleo organizado.
Eucariontes: possuem carioteca organizada
Atravez fosfolipideo de expressa seus do glicocalix, um membrana, a
célula
receptores CAM’s, promovendo então a ligação e comunicação
celular.
Quando ocorre uma mutação nesta célula a primeira coisa a se
perder são estes receptores e por isso as células crescem
desordenadamente.
Especializações da membrana:
MICROVILOSIDADES : são evaginações da MP para o lado externo
da célula afim de aumentar a superfície de contato. É muito útil para
células as quais tem função de absorção de substâncias. São
formados por prolongamentos de actina.
DESMOSSOMO : é uma placa arredondada que é constituída pela
membrana de duas células vizinhas. Dentro dessa placa se insere
filamentos intermediários que ficam presos na membrana conferindo
assim uma certa aderência entre as células. Esses filamentos variam
de célula para célula de acordo com sua necessidade. Quando esse
tipo de junção ocorre entre uma célula de um epitélio e um lamina
basal , é chamado de hemidesmossomo pois a placa não vem de
deus células.
JUNÇÃO ADERENTE : é basicamente um cinto formado na região
apical de vários tipos de epitélio de revestimento com função de
adesão nas células. Este cinto é formado de um material
citoplasmático amorfo onde se inserem filamentos de actina que
fazem parte do cito esqueleto. Este tipo de junção é menos aderente
que os desmossomos. Desmossomo mais fraco.
ZONULA OCLUSIVA : é uma faixa continua em torno da região
apical da célula cuja função é vedar o local e impedir a passagem de
íons e moléculas entre as células. Também é responsável por
permitir a existência de potenciais elétricos diferentes devido a
diferente concentração de íons, neste caso rece
COMPLEXO JUNCIONAL : Muito presente em várias células do
epitélio próximo a extremidades celulares livre. O complexo juncional
é a união da zônula oclusiva ou junção oclusiva com a junção
aderente mais desmossomos , o que lhe confere uma aspecto de
vedação e adesão entre uma célula e outra.
JUNCOES COMUNICANTES : é bastante freqüentes em células do
nosso corpo. Essas junções comunicantes são um conjunto de
túbulos que atravessas a membrana de duas células formando com
se fosse uma ponte de comunicação. É muito útil quando as células
de um determinado tecido necessitam de se comunicar para agir
coordenadamente.
COMUNICAÇÃO
As células se comunicam para organizar o crescimento dos tecidos e
a proliferação mitótica e coordenar as funções dos diversos órgãos.
Elas podem estabelecer junções comunicantes que possibilitam
trocas de íons e pequenas moléculas entre as organelas contíguas.
Pelas junções comunicantes moléculas sinalizadoras passam sem
passar pelo meio extra e participam de três tipos de sinalização:
Endócrina: Quando são chamadas de hormônios e chegam às
células alvo pelo sangue.
Parácrina: Quando agem apenas no local, atuando sobre células
que estão próximas, sendo rapidamente inativadas, se ela atingir o
mesmo tipo de célula que a sintetizou chama-e autócrina.
receptor -> altera conformação do 
receptor -> ativa Proteina G -> Transforma 
GDP em GTP e há liberação da subunidade 
alfa da proteína G e atua sobre efetores
(enzima que converte precussor inativo em segundo mensageiro
ativo), esse segundo mensageiro faz uma cascata de modificações
no comportamento celular.
Sináptica: Exclusica do SNC onde são denominadas
neurotransmissores e agem nos contatos celulares sinapses.
especializados, PRINCIPAIS ORGANELAS 
Cada célula tem um conjunto
Mitocôndrias: esféricas e alongadas, de formato possuem duas
diferente de proteínas receptoras que permite a célula responder as
moléculas sinalizadoras de uma maneira especifica e programada. 
unidades de membrana fazendo a transformação de ácidos graxos e
glicose em ATP
Elas variam quanto solubilidade na água, hidrofóbicas e hidrofílicas.
Os sinalizadores de ação loca ativam proteínas receptoras
localizadas na superficie da célula alvo e ai então se liga a uma
molecula intermediaria citoplasmáticaque na maioria das vezes é a
proteína G, que irá retransmitir o sinal até o destino intrecelular final.
Ou seja, Ligante +
Ribossomos: Organelas constituídas de RNA ribossomal por duas
subunidades com origem no núcleo. Principal função é montar
proteínas de acordo com o RNAm
Reticulo endoplasmático : são redes de vesículas achatadas,
podendo ser Lisas ou Rugosas
RER ou reticulo endoplamatico rugoso: Possui ribossomos em sua
parede. Funçao: Sintese de proteínas mediante transcrição do
RNAm , proteínas para a exportação (grânulos de secreção,
exocitose) ou uso intracelular. Hipertrofiado em células que secretam
proteínas (pâncreas e linf B).
Reticulo endoplasmatico liso; Síntese de lipídios como hormônios,
desentoxicacao. Hipertrofiado em células hepáticas e em glândulas
que secretam hormônios.
Complexo de golgi : Após as proteínas e lipídios serem secretados
pelo RE liso e rugoso eles devem ser empacotados e endereçados a
algum lugar. Essa é a função do complexo de golgi.
Maturacao-Empacotamento-Enderecamento
Lisossomo ; são vesícula contendo enzimas hidrolíticas. Possui
função de digestão
Autofagia = digestacao de organelas ruins pela fusao lisossomo e
organela = autofagossomo
Autólise = quando o lisossoma se rompe e distrói a célula
Proteossomo : Vesícula com diversas proteases que destrem
proteínas errôneas ou inutilizáveis, importante para a degradação de
proteínas excessivas. Pode ser uma nova esperança para o
ratamento de cancer
Peroxissomo são vesículas incorporada por meio de
endossimbiose. Com caracteristicas catalase (enzima que converte
peróxido de hidrogênio em água e oxigênio). Papel importante na
desintoxicação principalmente por álcool e drogas , podem também
ajudar a converter AC graxo em acetil Co-a
Endossomo é a vesícula formada a partir do englobamento de
particulas podendo ser tanto por pincitose como por fagocitose
Citoesqueleto : São proteínas que preenchem o citoplasma . Podem
ser microfilamentos (actina e miosina), microtubulos (polímeros de
tubulina) ou filamentos intermediários.
Os microfilamentos são proteínas maiores e mais densas. São
formadas por filamentos de actina e miosina. Geralmente instáveis
em células não musculares. Se concentram principalmente ao redor
da membrana plasmática formando a camada gel do citoplasma que
constitui o córtex celular. Esse córtex celular é necessário, pois a
membrana da célula não é muito resistente e necessita de um
reforço. Essas proteínas também são responsáveis por muitas das
movimentações celulares e também por manter algumas
características morfológicas como as vilosidades. Os microfilamentos
são ricos em células que necessitam mudar a sua morfologia
constantemente como células musculares e leucócitos visto que são
mais rígidas. Sua modificação estruturais pode ser desencadeada
pelo aumento de Ca+ e AMP ciclico que promoverá o deslizamento
da actina sobre a miosina.
Os microtubulos são polímeros de tubulina. As tubulinas são cadeias
polipetideas instáveis que estão em constante reorganização. Esta
instabilidade e constante reorganização são controladas pelo Ca+ e
pelo MAPS (proteínas associadas aos microtubulos). Com a
reorganizacao freqüente ocorre então a mobilizacao das organelas
citoplasmáticas. Muitas vezes essas tubulinas permanecem estáveis
para a formação de outras estruturas como os cílio flagelos e
centríolos. Os cílios e flagelos nada mais são do que microtubulos
alongados e organizados sistematicamente(2 a 2) unidos por
proteínas (dineína) que ao adentrarem no citoplasma formam o
corpúsculo basal. Esta é uma estrutura semelhante a um centríolo
responsável pela formação do cílio ou flagelo. O centríolo é uma
outra estrutura que é sintetizada a partir microtubulos em uma regiao
chamada de centrossomo ou centro celular. O centríolo é a estrutura
primária que marca a inicialização dos fusos mitóticos.
Os filamentos intermediários são muito mais estáveis que os
microfilamentos e microtubulos. Por ser assim esta estruturas são
responsáveis por manter a forma celular. É importante dizer que os
filamentos intermediários são característicos de tecido para tecido e
por isso podem ser dosados para a identificação de um tumor.
Queratinas : codificadas por genes com diferenças químicas e
imunitárias, encontradas em células de tecido epitelial.
Vimentina ,(proteína dos intermediários do tecido FIBROBLASTO)
Desmina dos filamentos dos filamentos conjuntivo, (proteína
músculos), Proteina fibrilar ácida da glia, proteínas dos
neurofilamentos, ( proteínas das células nervosas; glias e
neurônios).
NUCLEO : região efetora onde fica contido todo o DNA da celular. “é
onde encontramos a programação celular”.
Membrana plasmática:
Estrutura trilaminar, unidade de membrana pois é uma estrutura
comum a todas. Bicamada de fosfolipídeos com seus agrupamentos
hidrofóbicos voltados para centro da membrana e hidrofílicos para a
superfície da membrana. Além do fosfolipídeos há colesterol e
glicolipídeos na membrana. Todavia a composição lipídica de cada
metade da membrana é diferente em casa célula, formando uma
assimetria.
As proteínas na membrana se inserem totalmente ou parcialmente e
servem como pólos funcionais por onde transitam moléculas e íons.
Outras proteínas são receptores ou moléculas sinalizadoras.
Uma função importante da membrana é a manutenção da
Constancia do meio intracelular que é diferente do extra.
As proteínas da membrana são dividas em:
Proteínas integrais: diretamente incorporadas na estrutura da
membrana, só são extraídas após destruição da membrana. Existe o
subtipo que atravessa toda a membrana, que são as transmembrana
e estas podem ser dividas em proteínas de passagem única e
proteínas de passagem múltipla, dependendo de sua conformação
na membrana.
A endocitose se dá por, pinocitose de fase fluida, endocitose
mediada por receptores e fagocitose.
Proteínas periféricas: associadas a membrana, extraídas por
solução salina. fracamente
facilmente
LESAO CELULAR E ADAPTAÇÃO
A integração dessas moléculas de proteína com a membrana
depende da ligação de seu aminoácido lipofílico com os lipídeos da
membrana, além disso, a sua posição depende de sua interação com
o citoesqueleto e suas moléculas. Ao serem impulsionadas pelo
citoesqueleto as proteínas podem deslizar no plano da membrana
pois a camada lipídica é fluida, dando origem ao modelo mosaico
fluido.
As proteínas da membrana são sintetizadas no complexo de Golgi e
transportadas para a superfície por vesículas.
A superfície externa da membrana é mal delimitada por uma camada
de hidratos de carbono, os glicocálice, ele participa do
reconhecimento entre as células e união das células umas com as
outras e com moléculas extracelulares.
As trocas intra e extra tem lugar através da membrana. Moléculas
pequenas como Na+, K+, Ca, podem atravessar a membrana por
canais de proteínas integrais, se não usar energia chama-se difusão
passiva. Mas se usar energia, transporte ativo. Ainda há a passagem
com ajuda de proteínas carreadoras que estão na membrana,
chamando de transporte facilitado.
A entrada de material em quantidade chama-se endocitose, a saída,
exocitose, mas elas dependem de proteínas diferentes.
A célula é capaz de lidar com exigências fisiológicas normais,
mantendo um estado estável chamado de homeostasia. Estresses
fisiológicos severos e alguns estímulos patológicos podem
desencadear 
adaptações 
morfológicas.. 
um grande número de celulares fisiológicas e
Hiperplasia aumento do número de células de um órgão ou tecido,
resultando em aumento de seu volume. Ela ocorre se a população
celular for capaz de sintetizar DNA permitindo que ocorra a mitose.
Pode ser fisiológica ou patológica.
➢ Hiperplasia Fisiológica: pode ainda ser dividida em hormonal, a
qual hiperplasia
aumenta a capacidade funcional de um tecido; ou compensatória, na
qual ocorre aumento da massa tecidual após dano ou ressecção
parcial.
➢ Hiperplasia Patológica: a maioria é causada por estimulação
excessiva das células-alvo por hormônios ou por fatores decrescimento. Apesar de anormal, o processo permanece sob
controle, pois a hiperplasia regride se o estímulo hormonal é
eliminado, e isto é o que diferencia hiperplasia patológica normal de
câncer.
Mecanismos de Hiperplasia: é geralmente causado pela produção
local de fatores de crescimento, aumento dos receptores de fatores
de crescimento nas células envolvidas ou a ativação de
determinadas vias de sinalização intracelular, e todas elas levam à
produção de fatores de transcrição que ativam muitos genes
celulares, receptores (acima citados) e reguladores do ciclo celular,
resultando na proliferação celular.
Então há ativação de células tronco satélites (potencializadas) que
se diferenciam em células hiperplásicas diferenciadas do tecido em
demanda.
Na hiperplasia hormonal os próprios hormônios funcionam como
fatores de crescimento e na hiperplasia compensatória o estímulo
ainda não foi definido.
Hipertrofia aumento no volume das células, devido à síntese de
mais componentes do citosol, resultando em um aumento do
tamanho do órgão. Pode ser fisiológica ou patológica, sendo
causada pelo aumento da demanda funcional ou por estímulos
hormonais específicos. O estímulo mais comum para hipertrofia
muscular é um aumento da carga.
O mecanismo da hipertrofia envolve muitas vias de transdução de
sinais, levando à indução de vários genes que, por sua vez,
estimulam a síntese de numerosas proteínas celulares. Os genes
que são estimulados durante a hipertrofia incluem aqueles que
codificam fatores de transcrição, fatores de crescimento e agentes
vasoativos. Além disso, alguns genes que só 
fases iniciais 
se expressam durante as do desenvolvimento se
expressam novamente nas células hipertróficas e seus produtos
participam da resposta celular ao estresse.
Atrofia redução do tamanho da célula devido à perda da substância
celular. A atrofia pode ser fisiológica ou patológica, a fisiológica é
comum durante as fases iniciais do desenvolvimento, e a patológica
depende da causa e pode ser localizada ou generalizada. As causas
mais comuns são:
▪ Diminuição da carga (atrofia por desuso): A rápida diminuição inicial
do tamanho celular é reversível assim que o uso é retomado
[músculo no exercício físico].
▪ Perda da inervação (atrofia por desnervação): O funcionamento
normal da célula depende do sistema nervoso e a lesão dos nervos
causa uma rápida atrofia das células inervadas por eles.
▪ Diminuição do suprimento sanguíneo: A redução do suprimento
sanguíneo de um tecido leva à atrofia devido a uma perda
progressiva das células.
▪ Nutrição inadequada: A desnutrição protéico-calórica acentuada
está associada ao uso de células musculares como fonte de energia
depois que outras reservas foram esgotadas.
▪ Perda da estimulação endócrina: Muitas glândulas endócrinas, a
mama e os órgãos reprodutivos dependem da estimulação endócrina
para seu metabolismo e função normais, e a perda de tal
estimulação causa atrofia.
▪ Envelhecimento (atrofia senil): o processo de envelhecimento está
associado com perda celular.
▪ Pressão: a compressão de um tecido por período de tempo pode
causar atrofia
Metaplasia alteração reversível na qual um tipo de célula adulta é
substituído por outro tipo de célula adulta. Isso pode representar uma
substituição adaptativa de células que são sensíveis ao estresse por
tipos celulares mais capazes de sobreviver ao ambiente adverso. Se
as influência que predispõem à metaplasia persistirem, elas podem
induzir transformações malignas no epitélio metaplásico.
A metaplasia mais comum é do epitélio colunar para escamoso, que
ocorre no trato respiratório em resposta à irritação crônica, mas
também pode ocorrer metaplasia do tipo escamoso para o colunar. A
metaplasia do tecido conjuntivo se dá pela formação de cartilagem,
osso ou tecido adiposo em tecidos que normalmente não contêm
esses elementos.
A metaplasia é o resultado de uma reprogramação de células-tronco,
com diferenciação de células-tronco em uma linhagem em particular
ocorre por meio de sinais gerados por citocinas, fatores de
crescimento e componentes da matriz extracelular no ambiente que
cerca a célula. Esses fatores de crescimento, agindo como estímulos
externos, induzem fatores de transcrição específicos que direcionam
a cascata de genes específicos para determinado fenótipo para
formar uma célula totalmente diferenciada.
Ausência de Oxigênio, hipóxia causa lesão celular pela redução da
respiração aeróbica oxidativa. Dependendo da gravidade, podem se
adaptar, sofrer alguma lesão ou morrer.
Agentes Físicos trauma mecânico, temperaturas extremas,
mudanças bruscas na pressão atmosféricas, radiação e choque
elétrico.
Agentes Químicos e Drogas 
Agentes Infecciosos: lesão genica e opsonização celular 
Reações Imunológicas
Distúrbios Genéticos anormalidades cromossômicas, erros inatos
do metabolismo e presença de RNA de dpla fita no interior da célula,
estimula receptores p/ INF_g, ativando macrófagos a fagocitar a
célula anormal.
Desequilíbrios Nutricionaisprincipal causa de lesão celular. Podem
ser deficiências protéico-calóricas ou excessos nutricionais.
LESÃO CELULAR
Se os limites da resposta de adaptação a um estímulo são
excedidos, ocorre uma seqüência chamada de lesão celular, que é
até certo ponto reversível, mas se o estímulo persistir ou se for
severo o suficiente desde o início, a lesão se torna irreversível
levando a morte celular.
Inicialmente a lesão reversível se manifesta por alterações funcionais
e morfológicas 
estímulo 
que são revertidas se o
nocivo for retirado. Características: redução da fosforilação oxidativa,
redução na quantidade de ATP e edema celular causado por
alterações na concentração de íons e influxo de água.
As conseqüências da lesão celular dependem do tipo, estado e grau
de adaptação da célula danificada, ou seja, do estado nutricional e
hormonal da célula e suas necessidades metabólicas, que indicarão
a vulnerabilidade da célula às modificações.
DIMINUIÇÃO DO ATP a diminuição do ATP ou a redução de sua
síntese estão freqüentemente associadas a lesões hipóxicas e
químicas (tóxicas), e essa redução em menos de 5 a 10% dos níveis
normais tem efeitos disseminados em muitos sistemas celulares
cítricos, como:
A atividade da bomba de sódio da membrana plasmática depende de
energia, causando acúmulo intracelular de sódio e perda de potássio
da célula, o que causa acúmulo de água e conseqüente edema
celular e dilatação do retículo endoplasmático.
Com o suprimento de oxigênio reduzido, a célula muda para
metabolismo anaeróbico, que é dependente da glicólise para
produção de energia. Conseqüentemente os depósitos de glicogênio
são rapidamente reduzidos, e o ácido lático e fosfatos inorgânicos
acumulados, o que leva a uma redução do pH intracelular, resultando
na diminuição da atividade de muitas enzimas celulares.
Nas células privadas de oxigênio ou glicose, as proteínas podem ser
dobradas de forma incorreta e iniciar uma reação celular chamada de
resposta das proteínas não dobradas, que pode acarretar lesão e
mesmo morte celular.
DANO MITOCONDRIAL as mitocôndrias são alvos importantes para
quase todos os tipos de estímulos nocivos, e a lesão da mesma
geralmente resulta na formação de um canal de alta condutância,
chamado poro de transição de permeabilidade mitocondrial, na
membrana mitocondrial interna. Como a manutenção do potencial de
membrana é crítico para a produção de ATP, este poro não-seletivo
significa uma sentença de morte para a célula. O dano mitocondrial
também pode estar associado ao extravasamento do citocromo C no
citosol, podendo iniciar as vias de morte por apoptose no citosol fator
essencial para morte celular.
FLUXO INTRACELULAR DE CÁLCIO E PERDA DA
HOMEOSTASIA DO CÁLCIO o cálcio livre no citosol é mantido em
concentrações extremamente baixas comparado aos níveis
extracelulares, a maior parte do cálcio intracelular está na
mitocôndria e no RE. As isquemias e certas toxinas causam um
aumento inicial da concentração de cálcio no citosol devido ao influxo
de Ca2+ atravésda membrana plasmática e liberação do Ca2+ das
mitocôndrias e do RE, o excesso ativa várias enzimas, como as
ATPases, fosfolipases, proteases e as endonucleares, além de
causar um aumento na permeabilidade mitocondrial, induzindo
apoptose.
ACÚMULO DERIVADOS OXIDATIVO) através de
DE RADICAIS LIVRES DO OXIGÊNIO (ESTRESSE são eliminados
das células sistemas de defesa para
prevenir lesões causadas por esses produtos. Um desequilíbrio entre
os sistemas de geração e eliminação desses radicais livres causa um
estresse oxidativo, condição associada com a lesão celular. Lesões
causadas por radicais livres nas membranas e nos ácidos nucléicos
iniciam reações autocatalíticas, convertendo mais moléculas em
radicais livres para propagar a cadeia de danos. Esses radicais livres
podem ser criados dentro das células de várias maneiras.
DEFEITOS NA MEMBRANA a
PERMEABILIDADE DA perda inicial da permeabilidade seletiva da
membrana leva a um dano evidente da membrana, podendo afetar a
mitocôndria, a membrana plasmática e outras membranas celulares.
A lesão à membrana plasmática resulta em perda do equilíbrio
osmótico com influxo de fluídos e íons, assim como a perda de
proteínas, enzimas, coenzimas e ácidos ribonucléicos, além de
extravasamento de metabólitos vitais para reconstituição de ATP e
extravasamento de enzimas do lisossomo para o citoplasma, que
quando ativadas levam à digestão enzimática de componentes
celulares, causando morte celular por necrose. exposição continuada
a influências que resultam no acúmulo progressivo de danos celular
e molecular.
As células sofrem alterações seqüenciais conforme a lesão progride
e finalmente sofrem necrose. As células necróticas são incapazes de
manter a integridade das membranas e seu conteúdo geralmente
extravasa, causando inflamação no tecido adjacente.
As células têm uma capacidade limitada de se multiplicarem, após
um número fixo de divisões as células estacionam em um estágio
terminal sem capacidade de se dividir, conhecido como senescência
mecanismo celular. Um possível
para a senescência é que a
A aparência morfológica da necrose resulta da desnaturação das
proteínas intracelulares e da digestão enzimática da célula, que pode
ser por enzimas do lisossomo da célula (autólise) ou dos lisossomos
de leucócitos que migram para região durante processo inflamatório.
No paciente vivo a maioria 
necróticas e de seus 
das células fragmentos cada divisão celular ocorra uma replicação
incompleta das extremidades do cromossomo, o que leva, em última
instância, à parada do ciclo celular.
A extensão do dano oxidativo de uma célula, que aumenta conforme
o organismo envelhece, pode ser um componente importante da
senescência, e o acúmulo de lipofuscina nas células é uma indicação
de tal dano.
desaparecem através da combinação de digestão enzimática e
fragmentação, seguidas pela fagocitose dos fragmentos pelos
leucócitos. Se isso não ocorre imediatamente, elas atraem sais de
cálcio e outros minerais e se calcificam, fenômeno chamado de
calcificação distrófica, que é um fenômeno local. Por outro lado,
deposição de cálcio em tecidos normais é conhecida como
calcificação metastática e quase sempre resulta da hipercalcemia
secundária a algum distúrbio no metabolismo do cálcio. Essa
hipercalcemia pode ocorrer por quatro causas principais: aumento da
secreção e hormônio da paratireóide com a conseqüente reabsorção
óssea, a destruição de tecido ósseo, desordens relacionadas à
vitamina D e insuficiência renal.
ENVELHECIMENTO CELULAR é o resultado de um declínio
progressivo na capacidade proliferativa, tempo de vida das células, e
APOPTOSE
Morte celular programada, ou seja, a própria célula por mecanismos
intrínsecos se autodestrói. Esse mecanismo pode ser fisiológico ou
patológico. Como exemplos fisiológicos, podemos colocar a
apoptose que ocorre na embriogênese; a involução de um tecido
hormôniodependente; a eliminação de linfócitos auto-reativos. Como
situações patológicas têm-se: a lesão do DNA por influência do meio;
o acúmulo de proteínas dobradas devido ao estresse metabólico
celular e a apoptose feita em infecções.
A apoptose é um mecanismo antes de tudo fisiológico podendo ser
desencadeado em qualquer célula do organismo. É uma maneira da
célula se defender de mutações, dano do DNA, as células imunes
como citotóxicos reconhecem os linfócitos
células que apresentam anormalidades de receptores, seja por
invasão de agentes agressores (vírus e bactérias) ou por uma
mutação nuclear a qual a célula não deu conta de executar apoptose
antes de mutar. Smac/DIABLO são proteínas que inativam a
Caspase-3 Caspase-6 e Caspase-6. A Caspase-3 e são proteínas
ativadoras das
reações de apoptose. Quando esta é ativa dá-se inicio à parte de
execução. 
Alterações morfológicas
● Retração celular, devido à compactação das organelas para formar
os corpos apoptóticos
● Condensação da cromatina: Característica mais marcante. É em
função da fragmentação do DNA.
● Formação de bolhas citoplasmáticas e corpos apoptóticos:
necessário para o englobamento dos macrófagos.
Características Bioquímicas = Ativação das Caspases (será
explicada), a quebra do DNA e alterações na membrana que
facilitam a fagocitose.
Mecanismo da apoptose
Toda célula possui o mecanismo de desencadear a apoptose,
portanto, a célula tem de possuir um mecanismo antiapoptótico.
Quando a célula está recebendo sinais de sobrevivência (podem ser
hormônios, enzimas, fatores de crescimentoe e/ou o DNA está
íntegro e sem alterações), estas características estimulam a
produção de um grupo de proteínas chamadas BEL’s, IAP’s e a
Smac/DIABLO. As BEL’s controlam a permeabilidade da mitocôndria.
Isso tem grande importância visto que a mitocôndria possui uma
proteína chamada de citocromo C, que é pró-apoptótica, ou seja,
induz a apoptose pela ativação de outra proteína plasmática,
chamada de BH3. Esta BH3 quando ativada inibe as IAP’s e a
Smac/DIABLO. IAP’s e A via da apoptose se divide em intrínseca (ou
mitocondrial) e extrínseca.
VIA INTRÍNSECA
A perda dos sinais de sobrevivência por si só ativa diretamente as
proteínas BH3. A radiação ou a invasão por vírus, assim como
qualquer modificação do DNA, também ativa estas proteínas. As
BH3 quando são ativadas alteram a permeabilidade da mitocôndria
formando um canal chamado BAX-BAK, e também inativa IAP’s e
Smac/DIABLO. O canal BAXBAK também pode ser criado pelo
excesso de proteínas dobradas que é resultado do estresse
metabólico celular. Quando o canal BAX-BAK é criado, ocorre um
extravasamento do citocromo C ao citoplasma. Este por sua vez irá
se ligar a uma proteína já existente no citoplasma, chamada Apaf-1,
formando o apoptossomo, que ativará a Caspase-9 e Caspase -10.
Indutoras, ativando a Caspase-3 e Caspase-6, que são chamadas de
proteínas executoras. A inativação das IAP’s e Smac/DIABLO ativa
diretamente as Caspase-6 e Caspase-3.
VIA EXTRINSECA
Quando há modificação do DNA de uma célula haverá também
modificação nos receptores de superfície, os linfócitos, então,
reconhecerão esta célula como RUIM. Ao reconhecer este processo
o linfocito liga-se pelo Faz-L a uma receptor da célula alvo chamado
de Faz. Este receptor possui um domínio de morte que, quando
ativado fará a ativação de outra proteína chamada FADD. Ativando a
Caspase-8 e 10 desencadeando ativação da Caspase-3 e Caspase-
6 que farão as modificações morfológicas.
NECROSE
A lesão à membrana plasmática resulta em perda do equilíbrio
osmótico com influxo de fluídos e íons, assim como a perda de
proteínas, enzimas, coenzimas e ácidos ribonucléicos, além de
extravasamento de metabólitos vitais para reconstituição de ATP e
extravasamento de enzimas do lisossomo para o citoplasma, que
quando ativadas levam à digestão enzimática de componentes
celulares, causando morte celular por necrose.
A necrose se refere ao conjunto de alterações morfológicas que
ocorrem após a morte celular em um tecido vivo.
Morfologia: As células necróticas são eosinófilas devido à perda de
RNA.
Aparência homogênea mais vítreado que as células normais devido
a perda de glicogênio.
Os lisossomos digerem as organelas e o citoplasma torna-se um
vacuolado. 
Calcificação das células mortas
Características de células necróticas: MC e organelas
descontinuas , 
mitocôndrias, figuras 
dilatação das de mielina
intracitoplasmáticas, restos 
desnaturadas. 
devido à 
amorfos ,
Proteínas 
nucleares: 
Alterações degradação
● Perda do DNA pela degradação da endonuclease, causando
basofilia da cromatina (cariólise)
● Retração nuclear (picnose) 
● Fragmentação nuclear (cariorrexe) Tipos de Necrose
De coagulação há a preservação da anatomia básica dos tecidos
mortos (por alguns dias). Os tecidos afetados exibem textura firme. A
lesão desnatura as proteínas estruturais 
bloqueando a proteólise 
e enzimas,
das células por dias/semanas. mortas; persistindo
Depois as células fagocitose pela infiltração pela digestão por ação
são removidas por
leucocitária e das enzimas lisossômicas. cérebro. 
Ex: isquemia, exceto no
Liquefativa é das células caracterizada pela digestão
mortas, resultando na transformação do tecido em uma massa
viscosa líquida. Ex: infecções bacterianas, fúngicas, pela estimulação
do acúmulo de leucócitos e liberação de enzimas dessas células.
cremoso
Material necrótico é amarelo pela presença de leucócitos mortos
(pus). Ex: hipóxia de células do SNC.
Gangrenosa é aplicada a um membro (perna, por exemplo) que
tenha perdido seu suprimento sanguíneo e sofreu necrose (de
coagulação), envolvendo varias camadas do tecido. Quando surge
uma infecção bacteriana ocorre mais necrose liquefativa, pela ação
das enzimas degradativas (gangrena úmida).
inespecífica do DNA Caseosa encontrada em focos de infecção
tuberculosa. “Caseoso”= aparência de queijo, friável esbranquiçada.
Nessa área há células rompidas ou fragmentadas e restos
granulares dentro de uma borda inflamatória em um foco de
inflamação (granuloma). 
Gordurosa áreas de destruição gordurosa, pela liberação de lipases
pancreáticas ativadas na substância do pâncreas e na cavidade
peritoneal. Os ácidos graxos liberados combinam-se com o cálcio,
produzindo áreas brancas gredosas. ● M: 1 a 2 horas
Total: 24 horas 
G1: Crescimento celular. Metabolismo normal ocorrendo duplicação de organelas
S: Sintese, replicação do DNA e duplicação cromossômica 
Fibrinoide presente em reações imunes 
que envolvem vasos sanguíneos; ocorre 
quando complexos de antígenos e
anticorpos são depositados nas paredes das artérias; esses
depósitos combinam-se com a fibrina que extravasou do vaso,
resultando em uma aparência amorfa e róseo-brilhante
G2: Crescimento celular e preparação para mitose 
● 
Sinais químicos que controlam o ciclo
Sinais externos: Hormônios, fatores de crescimento, 
Sinais internos são proteínas de 2 tipos: Ciclinas e Quinases
(CDKs)
Para que o ciclo seja iniciado, uma seqüência ordenada de eventos
necessita ocorrer:
1) Ligação de um fator de crescimento a um receptor plasmática;
específico na membrana
O CICLO CELULAR
Processo contínuo dividido principais: 
● INTÉRFASE 
● MITOSE 
em 2 fases
Falhas nos mecanismos célula podem ser: 
Encaminhada para apoptose (morte celular programada) ou
desenvolvimento tumoral 2) Ativação transmembrana), transdutoras
de deste receptor (proteína
que ativa proteínas sinais presentes no citoplasma através do
domínio interno do receptor;
3) Transmissão do sinal, por estas proteínas transdutoras, até o
núcleo; 
4) Ativação de proteínas regulatórias nucleares; 
5) Iniciação e progressão do ciclo celular. 
Fases do Ciclo: 
G0, G1, S e G2 fazem parte da intérfase, enquanto M representa a
mitose. 
INTERFASE: G0
● G1: 12 horas ● S: 7 a 8 horas ● G2: 3 a 4 horas ●
Os fatores de crescimento podem ser divididos em duas grandes
classes:
* De ampla especificidade, que atuam sobre muitos receptores e
consequentemente sobre muitas classes de células (ex: PDGF –
fator de crescimento derivado das plaquetas, EGF – fator de
crescimento epidérmico, VEGF – fator de crescimento vascular
endotelial, FGF – fator de crescimento fibroblástico);
*De estreita especificidade, que atuam sobre células específicas. 
CDKs e Ciclinas) 
Controladores Positivos do Ciclo Celular: 
Fatores de Crescimento
Os fatores de crescimento liberados ligam-se aos receptores de
membrana das células alvo. Então, o complexo receptor-ligante ativa
produção de sinalizadores intracelulares ativando a cascata de
fosforilação intracelular, induzindo a expressão de genes
Produto da expressão destes genes componentes essenciais do
Sistema de Controle do Ciclo celular (composto por
Estimulam a progressão da célula no ciclo celular, a fim de que
ocorra a divisão normal em duas células-filhas.
● CDKs (Cinases Dependentes de Ciclina) 
Presentes durante todo o ciclo celular, mas só tivadas em
determinadas fases, quando ligadas às ciclinas. Este complexo CDK-
ciclina fosforila proteínas específicas. Ex: a proteína Rb é fosforilada
pelo complexo CDK-ciclina, tornando-se inativa e liberando proteínas
de regulação gênica, permitindo progressão do ciclo.
● Ciclinas:
Suas unidade variam periodicamente, seno sintetizadas somente em
fases específicas, de acordo com a necessidade, e destruídas após
a sua utilização. Ligam-se às CDKs para que possam juntas exercer
suas funções.
Controladores Negativos do Ciclo Celular:
Inativam as funções dos controladores positivos, levando à parada
no ciclo celular e à apoptose (morte programada).
• CKIs (Inibidores de Cinase dependente de Ciclina) 
São proteínas que interagem com CDKs ou complexos ciclina-CDK,
bloqueando sua atividade de cinase. As cinases não mais fosforilam
proteínas, o que determina parada do ciclo. As CKIs podem ser de
dois tipos:
● Específicas (ex: p15, p16, p18, p19): são seletivas sobre os
complexos ciclinaDCDK4 e ciclina DCDK6, que atuam em G1.
● Inespecíficas (ex: p21, p27, p53, p57): atuam sobre diversos tipos
de complexos ciclina-CDK.
Complexo ubiquitina: Degrada ciclinas e outras proteínas,
impedindo a progressão do ciclo celular.
Fosfatases :Atuam na desfosforilação de CDKs e complexos ciclina-
CDKs, tornandoos inativos.
INTÉRFASE:
Interpõe a duas mitoses, preparando divisão em duas células-filhas.
16 a 24 h para se processar, mas a velocidade depende do tipo
celular. Ex: derme e mucosa intestinal necessitam renovar-se
constantemente e, por isso, sua interfase tem duração menor se
comparada à de outras células.
Checkpoint – Pontos de verificação: Zela pela correta execução dos
eventos, impedindo o início de eventos subseqüentes até que o
anterior esteja concluído com sucesso. Em suma, se detectada
qualquer alteração no genoma celular, este mecanismo interrompe a
progressão do ciclo até que seja feito o reparo. 
Dividida em 4 fases: G0, G1, S e G2.
G0 –As células estão em repouso, tipos celulares, como os
hepatócitos, podem entrar provisoriamente em G0, mas de acordo
com a necessidade do órgão (ex: abuso de álcool, vírus da hepatite
C, malária...), retornam a G1 e continuam o ciclo.
Todas essas estruturas protéicas envolvidas no controle do ciclo
celular são codificadas por genes específicos. Qualquer mutação
nesses genes pode resultar em proteínas alteradas, EX: A mutações
em genes específicos, 
alteradas, 
gene pRb = proteínas pRb
desencadeando proliferação G1 – Quando uma célula é estimulada a
se multiplicar, ela entra em G1. Nesta fase, a célula responde a
estímulos positivos ou negativos, sendo levada a crescimento,
diferenciação, multiplicação ou apoptose. Há aumento do volume
celular e aumento no número de organelas.
celular aumentada e desenvolvendo o retinoblastoma (Rb) 
Logo no início de G1, ocorre a síntese de ciclina D, que vai se ligar
com a CDK4 e a CDK6, formando dois complexos. Mais tardiamente,
ocorre a síntese de ciclina E, que se liga à CDK2. Estes três
complexos irão atuar na fosforilação da proteína pRb. Inicialmente, a
proteína pRb está na forma ativa, ligada ao fator E2F. Quando
fosforilada pelos complexos ciclina-CDKs, torna-se inativa e libera o
fatorE2F (proteína de regulação gênica) que vai ativar a transcrição
de vários genes cujos produtos são necessários para que a célula
progrida para a fase S. A proteína pRb, então, não fosforilada
permanece ligada ao E2F, impedindo que a célula saia do estágio G1
e entre na fase S. Já quando fosforilada, libera E2F e permite a
progressão do ciclo.
As CKIs p21, p53 e p57 exercem um controle negativo sobre a
proteína pRb por bloquearem a atividade de cinase dos três
complexos ciclina-CDKs, podendo impedir que a célula saia do
estágio G1. A importância destas CKIs reside no fato de que, por
exercerem função de bloqueio, são consideradas supressoras
tumorais. Infelizmente, seus genes codificadores são alvos
freqüentes de mutação; assim, quando mutados (sobretudo o p53),
não promovem repressão do ciclo celular e células tumorais não vão
à morte por apoptose. A célula tumoral torna-se, então, imortal.
S – É nesta fase que ocorre a síntese de DNA (cópia idêntica), a fim
de que cada cromossomo seja formado por duas cromátides-irmãs
geneticamente iguais. Leva entre 6 a 8 h para se processar. Os
mecanismos envolvidos permanecem um tanto obscuros, mas sabe-
se que o complexo ciclinaA-CDK2 mostra importante função
imediatamente antes da síntese de DNA, fosforilando proteínas
específicas envolvidas nas origens de replicação do DNA. Estas
proteínas específicas são conhecidas como fatores licenciadores, os
quais ligam-se a determinados pontos da molécula de DNA,
permitindo a deselicoidização da estrutura dupla-fita, a fim de que
seja replicada.
Os fatores licenciadores acumulam-se durante G1, atuam em S, e
são destruídos em G2 para impedir nova replicação antes da mitose.
Como são várias as origens de replicação (ou seja, a duplicação do
material genético ocorre em vários locais simultaneamente), são
igualmente importantes nesta fase os pontos de metilação. Eles
sinalizam que determinada seqüência da molécula já replicou,
impedindo excesso de material duplicado. Um outro componente é o
complexo mitótico ciclinaB-cdc2 ou Fator Promotor da Mitose (MPF).
Ele permanece inativo durante toda a fase S e protege a célula de
uma divisão antes que ela esteja totalmente pronta para isto.
G2 – Há basicamente a síntese de RNA, de proteínas e outras
estruturas necessárias para o início da divisão celular. Nesta fase,
inicia-se a condensação da cromatina, o que facilitará as fases de
metáfase e anáfase da mitose. O MPF permanece inativo durante
quase toda a fase G2, sofrendo fosforilações e desfosforilações, até
que uma fosfatase específica remove alguns fosfatos; o complexo é
então ativado e a célula é encaminhada à mitose.
MITOSE:
Divisão celular propriamente dita. Leva de 1 a 2 h e é dividida nas
seguintes fases:
Prófase: É a primeira fase da mitose. Enquanto o fuso está sendo
formado, o material cromatínico do núcleo fica comprimido em
cromossomos bem definidos.
envelope desintegra, microtubulos mitótico em
Pró-Metáfase: O nuclear se enquanto os
do aparelho formação se prendem aos
cromossomos.
Metáfase: Durante este período os pares de centríolos são
afastados pelo fuso em desenvolvimento, enquanto os cromossomos
são puxados pelos microtubulos para a parte central da célula
ficando alinhados no plano equatorial do fuso mitótico.
Anáfase: Com o crescimento adicional do fuso, cada par de
cromossomos replicados é agora afastado.
Telófase: O fuso mitótico ainda fica mãos longo, tracionando os dois
conjuntos de cromossomos filhos, afastando-os cada vez mais. Em
seguida o aparelho
mitótico se dissolve e forma-se uma nova membrana nuclear em
torno de cada conjunto de cromossomos, sendo essa membrana
formada a partir dos restos do RE que permanece no citoplasma.
Pouco depois, a célula apresenta um anel de constrição em um
ponto situado entre os dois núcleos. Isso é causado por um anel de
microfilamentos, formado de actina e miosina, as duas proteínas
contráteis.
O aparelho mitótico:
No começo da mitose, os dois pares de centríolos começam a se
afastar um do outro. Provocado pelo crescimento de microtubulos
protéicos a partir dos centríolos, o que os faz afastar. Ao mesmo
tempo, crescem microtubulos em direção radial, a partir de cada um
dos centríolos, formando uma estrela de múltiplas pontas, chamada
áster, em cada extremidade da célula. Algumas dessas pontas
penetram no núcleo e tem papel na separação dos dois conjuntos de
hélices de DNA, durante a mitose. O conjunto de microtubulos que
liga os dois pares de centríolos é chamado fuso, e a totalidade dos
microtubulos mais os dois pares de centríolos chama-se aparelho
mitótico.
CONTROLE GENICO DA FUNÇAO CELULAR
O controle da síntese de proteínas começa com a formação do ácido
ribonucléico (RNA) no núcleo, sob o controle do DNA. São formados
três tipos diferentes de RNA, todos eles difundindo do interior do
citoplasma, desempenhando papeis específicos para formação de
proteínas.
RNA ribossômico forma grande parte da estrutura do ribossomo, as
organelas citoplasmáticas, onde ocorre na realidade a síntese das
proteínas.
RNA transferidor fixa-se a aminoácidos específicos no citoplasma e
os transfere para o ribossomopara formar a cadeia protéica.
RNA mensageiro é uma longa molécula que, passa ao longo do
ribossomo, determinando a seqüência dos diferentes aminoácidos
(aa’s) na molécula de proteína que está sendo sintetizada.
Cada molécula de DNA é formada por seqüência de nucleotídeos.
Cada grupo de três nucleotídeos forma um codinome, de tipo único
de aminoácido na molécula As moléculas de RNA também são
formadas por seqüências de nucleotídeos.
O código de DNA, é passado para o RNA mensageiro, quando este é
formado por três nucleotídeos forma o códon. Esse processo é
chamado de transcrição. Em seguida o RNAm passa pelo ribossomo,
fazendo com que aminoácidos reajam entre si para formar a
molécula de proteína, processo chamado de tradução.
O DNA sofre ou replicação virando outra fita de DNA através da DNA
polimerase, processo ocorrido no núcleo. Ou o DNA sofre transcrição
virando uma fita de RNA correspondente, para síntese de proteínas,
isso ocorre no núcleo também através de RNA polimerase.
Genes: Os genes funcionamento das controlam o
células ao determinarem quais substancias serão sintetizadas por
essas células, quais estruturas, quais enzimas e quais moléculas.
Cada gene, que é um ácido nucléico, chamado DNA, que controla a
formação do RNA que se difunde por toda a célula, regulando a
formação de uma proteína especifica. Existem mais de 100.000 tipos
diferentes de genes nas células humanas, formados por elementos
básicos de DNA:
Ácido fosfórico, um açúcar chamado desoxirribose e quatro bases
nitrogenadas (adenina, guanina, timina e citosina).
As bases de cada par podem fixarse frouxamente por pontes de
hidrogênio entre si, o que representa o mecanismo que faz com que
os dois filamentos de DNA fiquem unidos.
SÍNTESE DE RNA 
Elementos básicos do RNA: Açúcar: Ribose e a Timina é substituída
por Uracila.
Transcrição é o processo pelo qual uma molécula de RNA é
sintetizada a partir de um molde de DNA. Através da transcrição, são
sintetizados todos os tipos de RNAs da célula, ou seja, o RNA
mensageiro (mRNA), o RNA ribossômico (rRNA), o RNA
transportador (tRNA) e outros RNAs menores. Todos os RNAs estão
envolvidos ativamente na síntese protéica. O mRNA será usado para
transferir a informação genética do DNA às proteínas, mas os
demais RNAs sintetizados têm, por si, funções finais na célula, tanto
estruturais como catalíticas.
● Somente partes do DNA são transcritas para produzir RNA. 
● Somente uma porção ainda menor da seqüência de nucleotídeos
do RNA sobrevive os passos de processamento pelo qual o RNA
recém transcrito passa para se tornar maduro e funcional. 
● A seqüência linear de nucleotídeos no DNA é decodificada para
dar uma seqüência linear de nucleotídeos no RNA que, por sua vez,
pode ser decodificada em grupos de três nucleotídeos (códons) para
dar uma seqüência linear de aminoácidos (3bases = 1 códon = 1
aminoácido) no produto polipeptídico.Os códons de terminação
(UAA,UAG,UGA) são responsáveis pelo fim, ou “stop” (no quadro
acima) da transcrição. Já o início da transcrição é dado pelo códon
AUG. 
O RNA transcrito tem a mesma direção e a mesma seqüência de
bases (com exceção da U pela em vez da T) que a fita oposta da
hélice dupla, ou seja, a que não é molde. Por essa razão a fita não-
molde freqüentemente é chamada de fita senso, e a fita molde de
fita antisenso.
Para a diferenciação embrionária, com características humana ( ex;
crescer uma perna e não uma antena), foram descobertos os genes
Homeobox, em pares homólogos (HOX), encontrados no
cromossomo 7, 17, 12, 2 que quando ativados promovem a
gastrulação.
Entao inicia-se a DIFERENCIAÇAO CELULAR
REGENERAÇAO E REPARO
Temos 2 processos básicos; regeneração e cicatrização
REGENERAÇAO , ocorre crescimento de células e tecidos para
substituir estruturas perdidas. EX: membro amputado de anfubio
Nos mamíferos raramente acontece, o mais comum seria a
cicatrização. No casa de órgãos como; Figado e Rins, ocorre em
crescimento compensatório regeneração verdadeira. verdade um ao
invés de inflamatório. Apartir dai, pode-se ocorrer 2 processos
distintos:
● REGENERAÇAO; onde os ferimentos 
somente 
epitélio, 
superficiais
danificam o havendo regeneração epitelial.
● DEPOSIÇÃO DE TECIDO FIBROSO Os ferimento que danificam a
hipoderme cicatrizam por deposição de colágeno e formação de
matriz fibrosa.
ATIVIDADE PROLIFERATIVA
Encontramos basicamente, 3 grupos de tecidos no corpo,
classificados quanto a sua atividade proliferativa.
1-LABEIS, tecidos de divisão continua, proliferando por toda vida
substituindo as células que são destruídas. Ex: epitélio escamoso,
dutos de glândulas, mucosas, medula óssea...
2- ESTAVEIS, tecidos quiescentes, tem baixo nível de replicação, no
entanto as células podem ser submetidas a divisões rápidas. Ex;
fibroblastos, células musculares lisa, células parenquimatosas,
linfócitos, endotélio vascular, fígado...
linfócitos, endotélio vascular, fígado...
PERMANENTE, tecidos não divisores, contem células quedeixaram
o ciclo celular e não podem sofrer mitose. Ex: neurônio e miocitos.
Podemos citar também, tecidosde alta capacidade proliferativa (Sist.
Hematopoietico, epitélio cutâneo e epitélio do TGI) que renovam-se
constantemente desde suas células tronco.
CICATRIZAÇÃO ; é a resposta tecidual a um ferimento ou processo
CELULAS TRONCO, atuam na homeostasia dos tecidos, ex: células
da medula óssea. Podem migrar para os tecidos durante a vida
embrionária tornando-se células tronco adultas permanentes dos
tecidos, assim, sendo ativadas conforme sua demanda. Assim o
controle da proliferação fica mantido sob liberação dos fatores de
crescimento 
INICIALMENTE;
● EGF-(fator crescimento epidérmico) 
● TGF_a-(fat. transformador de crescimento) 
O EGF é altamente mitogenico, sendo 
amplamente distribuído nas secreções 
e líquidos teciduais. Na cicatrização da 
ferida, o EGF é produzidos por 
queratinocitos, Macrofagos e outras 
células inflamatórias, ligando-se ao 
EGFR de atividade tirosinacinase 
fosforilando proteínas e emitindo 
transdução de sinais intra celulares.
O TGF_a relaciona-se com crescimento epidermal
HGFFat. Cresc. Do Hepatocito; promove 
celular, 
migração e diferenciação
principalmentena vida embrionária.
VEGFFat. Cres. Endotélio vascular, induz formação de vasos
snguineos e angiogenese
PDGFfat. Cresc. Derivado das plaquetas liberado na própria ativação
plaquetaria, ativação de macrófagos e células musculares, causando
migração e proliferação de fibroblastos
FGFfat. Cresc. Dos fibroblastos, promove quimiotaxia, reparo,
hematopoiese e angiogenese
TGF-b – fat. Transf. Cresc. Beta; penetra o nucleo cellular e ligam-se
a outras proteinas ativando ou inibindo a transcrição genica. 
conectados por neurônios. São conhecidos cerca de 27 tipos de
colágeno, porem os mais importantes são:
Colageno Ide tecidos moles e duros, sendo seu déficit: osteogênese
imperfeita 
Colageno IIde cartilagens, sendo seu déficit; acondrogenese 
Colageno III- mais comum de órgãos ocos e tecidos moles 
Colageno IV- compõem a lamina basal de todos os epitélios 
Colageno Vcompõem tecidos moles e vasos sanguíneos 
Dentro desse contexto temos:
● Colageno fibrilar (I, II, III, V) + abundantes 
● Colageno Não-fibrilar, tipo IV O colágeno fibrilar forma uma tripla
hélice apartir da hidroxilaçao da lisina e prolina, os resíduos da lisina
podem se oxidar pela LISILOXIDASE resultando em ligações
cruzadas, estáveis e arranjadas, conferindo resistência. Sendo a vit
C importante p/ a reação.
PROTEINAS DE ADESAO CELULAR ; também chamadas de
CAM’s (molécula de adesão celular), as principais são:
● CADERINAS interação homotípica
● INTEGRINAS- adesividade entra matriz e lamina basal 
● LAMININA- união da lamina basal ao epitélio. 
RESPOSTA FIBRO-PROLIFERATIVA; inicia-se por:
A MATRIZ EXTRA-CELULAR
COLAGENO ; forma o preenchimento do organismo, onde sem
colágeno todas as célula seriam aglomerados amorfos 1-INDUÇAO
de processo inflamatório com remoção do tecido danificado ou morto
resultado da citologia, além de exames
2-Proliferaçao e migração de células 
3-Formaçao de novos vasos e tecido de granulomaçao 
4-Sintese de MEC e deposição de colágeno 
5-Remodelaçao tecidual 
6-Contração da ferida 
7-Aquisiçao de resistência da ferida
Basicamente, ocorre: inflamação (precoce ou tardia), formação de
tecido granulomatoso e reepitelizaçao, contração da ferida e
deposição de MEC.
Em reações inflamatórias crônicas, os macrófagos liberam grande
quantidade de mediadores inflamatórios que intensificam 
crescimento 
a liberação de fatores de
e citocinas fibrogenicas levando a FIBROSE.
ASSITENCIA ONCOLOGICA NO RASTREAMENTO DE CANCER
DE COLO DE UTERO
Na unidade básica:
● exame clínico-ginecológico ● teste de Schiller 
● coleta de material para citologia
oncótica (se normal, repetir de 3 em 3 anos) 
Critérios de Encaminhamento: citologia 
alterada. Presença de HPV. Schiller positivo 
e grandes ectopias. Pólipos
As pacientes deverão ser encaminhadas ao nível secundário com o
formulário referência, contendo de Referência e Contraexplicitando o
motivo e
história, exame clínico e 
prévios
realizados. 
Condutas baseadas no resultado da 
citologia oncótica:
● Amostra insatisfatória: repetir 
coleta o mais breve possível. 
● Amostra satisfatória, mas limitada 
por ausência de células 
endocervicais: orientar para 
repetição do exame em um ano. 
● Processo infeccioso: avaliação 
médica (DST: tratar; Candida ou 
Gardnerella: associar a dados 
clínicos para indicação 
● ou não de tratamento). 
● Presença de ASCUS (Atipias de 
Significado Indeterminado em 
Células Escamosas) e AGUS (Atipias 
de Significado Indeterminado em Células Glandulares): devem ser
submetidas ao tratamento de infecções associadas (se houver) e à
nova coleta citológica após 04 meses. 
Na persistência deste diagnóstico, as pacientes devem ser
encaminhadas a serviço de colposcopia.
No nível secundário:
● colposcopia 
● biópsia dirigida 
● cirurgia de alta frequência- CAF- (
em algumas unidades secundárias) Quando as pacientes forem
reencaminhadas à unidade de origem, deverá ser preenchido o
formulário de Referência e Contra-referência explicitando exames e
tratamentos que tenham sido realizados e orientações cabíveis ao
acompanhamento do caso.
No nível terciário:
● amputação cirúrgica de colo ● cirurgias maiores 
As mulheres com diagnóstico de malignidade que necessitarem
tratamentos na oncologia (cirugia, quimioterapia ou radioterapia)
deverão ser encaminhadas à Comissão de Oncologia
A periodicidade do exame preventivo deve ser realizado
prioritariamente entre mulheres de 25 a 59 anos uma vez por ano e
após dois exames anuais negativos consecutivos, a cada três anos.
Toda mulher submetida a relações sexuais deve fazer o preventivo
até os 69 anos.
Em mulheres com algum fator de risco o exame deve ser anual. 
Situações especiais:
Mulher grávida: Pode ser feito em qualquer período da gestação ateo sétimo mês, sendo a espátula de Ayre utilizada na coleta
endocervical.
Mulher virgem: Não deve ser realizada em rotina, a presença de
condilomatose em região anal e vulvar exige a realização de exame.
Mulheres submetidas a histerectomia: Recomenda-se coleta de
esfregaço da cúpula vaginal.
Mulheres com DST: Devem ser submetidas ao exame mais
frequentemente, por maior risco de serem portadoras de CA colo de
útero.
No HPV, o DNA viral produz proteínas responsáveis por seu
mecanismo oncogenitco. As principais seriam as proteínas E6 e E7
do HPV de alto risco (16,18 e 45).
Quando sofrem transcrição no núcleo, estas proteínas interagem
com a proteína do inativando-o imortalidade genômica. 
gene RB, fosforilando-o e
e assim conferindo celular e instabilidade
● E6- causa proteólise da p53 do RB ● E7- Forma através dos
fosfatos, a forma ativa da (hipofosforilada) 
Assim, a RB libera a proteína RB
proteína E2F promovendo a replicação celular. Certas pré-
disposiçoes cromossômicas, como lesões das frações 3P e
amplificações da 3Q, foram associadas aos canceres de HPV. As
formas de baixo risco podem involuir
Promoção: é a proliferação ou expansão das células mutadas
iniciais. É um processo demorado. Os agentes promotores atuam
pelo tempo de exposição e pela intensidade das reações teciduais. A
hiperplasia pode atuar como
um agente promotor. O mais conhecido é o TPA, o qual prossui a
propriedade de modular a expressão gênica, o crescimento e a
diferenciação ativando a proteína cinase C (PKC), uma enzima de
distribuição universal que catalisa a fosforalizaçao de varias
proteínas. Um importante alvo da PKC é os receptores de fatores de
crescimento ( EGF, IL-2..), que são proteínas da membrana que
regulam os canais de íons e proteínas citoplasmáticas. A PKC é o
principal receptor do TPA presente na membrana celular.
O promotor não se liga com o DNA e nem provoca mutações. 
Progressão são modificações biológicas que tornam cada vez mais
agressivo e espontaneamente. mais maligno o tumor.
Iniciação; transformação celular; induzidas por carcinógenos
químicos ou biológicos, genéticas,
causando modificações tornando-as capazes de se multiplicarem de
forma autônoma e menos responsiva aos fatores de inibição dessa
proliferação exarcebada.
Esses agentes desencadeadores são substancias ontogênicos
atuando diretamente no DNA, causando mutações.
Os agentes oncogênicos ativam protooncongenes ou inativam genes
supressores de tumor. Também pode ocorrer mutações espontâneas. 
Os fatores dependem do hospedeiro; como por exemplo a resposta
imunitária. Com o passar do tempo, o tumor fica mais agressivo, mas
há casos raros que eles forem involução de forma espontânea.
Disseminação: metástase. 
Imortalização: Consequencia da mutação genica, tornam-se:
● Auto-suficiêntes nos sinais necessários para o ciclo celular 
● Sintetiza e libera fatores de crescimento de efeito autócrino 
● Produção de receptores para fatores de crescimento 
● Sintetizar outros fatores de crescimento 
● Ativação da transmissão de sinais de receptores de fatores de
crescimento 
▪ Capacidade de se evadir da apoptose: Hiperexpressão de genes
antiapoptóticos 
● inativação da mutação dos alelos da p 53, resultando na
diminuição da trombospondina-1. 
● Angiostatina, tumstatina são endostatina e produzidos em
▪ Síntese continua da telomerase, enzimas responsáveis pelo
alongamento dos telômeros, mantendo a capacidade de replicação
das células
As células imortalizadas adquirem algumas propriedades: 
resposta ao tumor; todos são potentes inibidores da angiogênese e
são derivados da clivagem proteolítica
Capacidade de invadir tecidos e Metastatizar: Possibilitado pelo
rompimento da adesão com as células vizinhas:
Angiogênese - sustentada pela produção de fatores angiogênicos e
da inibição de fatores antiangiogênicos.
crescimento crescimento tumoral: nutrição e das células tumorais
adjacentes por meio da secreção de fatores de crescimento
polipeptídios (insulina-like e PDGF).
● A angiogênese da origem a vasos tortuosos, de forma irregular, por
serem mais permeáveis (aumento da produção de VEGF).
● As próprias células tumorais podem realizar o mimetismo
vasculogênico, formado pelo alinhamento das suas estruturas.
● Também pode ser influenciado por células inflamatórias
(macrófagos, mastócitos e neutrófilos), que infiltram os tumores;
VEGF e o fator de crescimento de fibroblastos (bFGF), produzidos
pelas próprias células tumorais e/ou estroma tumoral – podem ser
detectados na urina e soro.
● Fator inibido da hipóxia (HIF-1) estimula a VEGF 
Mas o organismo possui mecanismos para inibir a angiogênese:
● Produção de metaloproteases que destroem a matriz celular 
● Expressão de receptores para fatores quimiotáticos gerados
pela matriz celular 
● Síntese de fatores quimiotáticos de efeito autócrino –
deslocamento das células tumorais O destacamento,
deslocamento e invasão são realizados por alterações nos genes
que codificam as moléculas de adesão.
Etapas da metástase:
Cada etapa está sujeita a diversas influências, portanto, em
qualquer ponto a célula pode ser parada e não sobreviver; com
isso milhares de células são liberadas a partir do tumor primário, mas
poucas metástases são produzidas.
A cascata metastática é dividida em duas fases:
Invasão da matriz extracelular (ECM) formada por colágeno,
glicoproteínas e proteoglicanos. Por um descolamento
(afrouxamento) das células tumorais umas das outras pela
diminuição da expressão de glicoproteínas transmembranicas
(ecaderina, nas células epiteliais); facilitando o desligamento do
tumor primário e sua migração para tecidos adjacentes.
2. Deve ocorrer a ligação/adesão das células com o componente da
matriz. As células tumorais são separadas do estroma por uma
membrana basal, com isso a membrana deve ser degradada e
remodelada. À medida que a membrana é degradada e
remodelada, os seus componentes enviam sinais de crescimento,
os quais são + e – para as células tumorais e possuem um papel
importante na angiogênese.
As células tumorais expressam mais receptores de alta afinidade
(integrina e imunoglobulina) com a lâmina das membranas; existe
uma correlação entre a expressão das lâminas e sua capacidade de
metastatizar.
3. A invasão da ECM não depende somente do aumento crescente
da pressão, mas sim da degradação da ECM, por ação enzimática
ativa dos seus componentes; para que isso ocorra, as células
tumorais secretam enzimas proteolíticas ou induzem as células
hospedeiras (fibroblastos e macrófagos infiltrantes) a elaborar as
proteases, sendo que sua atividade antiproteases. 
é regulada pelas
Tipos de proteases: serina, cisteína e
metaloproteinase da matriz (MMPs). MMP são colagenases e
destroem colágenos do tipo IV (das membranas basais epiteliais e
vasculares), mobilizando a VEGF; além de produzirem VEGF (fator
angiogênico), A expressão de MMP aumenta à medida que o tumor
aumenta. Esses MMPs são produzidos principalmente pelas células
do estroma tumoral.
4. Atravessar o tecido intersticial. 
degradação
Os produtos dos componentes
conjuntivo finais da da matriz (derivados de colágenos e
proteoglicanos) induzem o crescimento, angiogênese e
quimiotáticas (promovem a migração das células tumorais para a
ECM afrouxada).
5. Acesso a circulação pela penetração da vascularização da
membrana basal (diapedese). Dentro dos vasos sanguíneos, as
células tumorais, são vulneráveis à destruição por defesas imunes
inatas e adaptativas. Assim se agregam em grupos (adesões
homotípicas), e também se agregam as células sanguíneas-
plaquetas (adesões heterotípicas), reforça a capacidade tumorais).
sobrevida mecanismo que celular e sua
de implantação (êmbolos Também há alterações genéticas para a
síntese de moléculas de adesão ao endotélio; após essa
modificação, as células tumorais induzem a produção de fibrina, que
forma um revestimento protetor contra anticorpos e células
citotóxicas.
6. Migração das células tumorais, adesão ao endotélio, seguido pela
saída pela membrana basal. Oprocesso de adesão se dá por
moléculas de adesão (integrinas, receptores de laminina) e as
enzimas proteolíticas. No novo local, as células tumorais precisam
proliferar, e para isso deve desenvolver um aporte vascular e
escapar das defesas do hospedeiro.
O tropismo para o órgão (órgão-alvo): As quimiocinas determinam
os tecidos-alvo para metástase, como 
células tumorais da 
receptores CSCR4 e 
possuem preferência 
por exemplo, as
mama expressam
CCR7, os quais para metastatizar para os linfonodos e pulmões,
devido à quimioatraentes que alguns órgãos (tende a recrutar as
células tumorais para o local), como por exemplo, os fatores de
crescimento insulina-like I e II.
Vias da Metástase
Disseminação Linfática : É a via mais comum para disseminação
inicial dos carcinomas, e os sarcomas. O padrão de
comprometimento dos linfonodos segue as vias de drenagem
linfática; servindo como uma barreira para disseminação.
Disseminação Hematogênica: É típica dos sarcomas, mas também
é utilizada pelos carcinomas. As artérias, com suas paredes mais
espessas, são mais difíceis de penetrar. Com a invasão venosa, as
células seguem o fluxo do sangue; é comum que o fígado e os
pulmões estejam envolvidos secundariamente a disseminação, pois
toda drenagem porta flui para o fígado e toda drenagem da cava flui
para o pulmão. Já os tumores próximos a coluna vertebral,
frequentemente disseminam para a tireóide e próstata, devido o
caminho realizado pela via do plexo paravertebral.
IMUNIDADE TUMORAL
O câncer pode ser evitado pela vigilância imunológica, antes que se
transformem em tumores. Em sequencia à:
● IMUNIDADE INATA:
NKs: destroem vários tipos de células tumorais, mas em especial
aquelas que têm expressão de moléculas do MCH I reduzida, mas
expressões ligantes para receptores das NKs; também possuem a
capacidade de responder na ausência de MHC I, pois não ocorre a
inibição da NK sobre essa célula. As NK também podem ser
induzidas pelos anticorpos IgG pelos receptores Fc, e sua
capacidade é aumentada pela presença de IL-2,12.
Macrófagos: possuem uma maior eficiência em destruir células
tumorais do que células normais; pode ser induzido por MHC, IFN-y
(produzido pelos LT).
● IMUNIDADE ADAPTATIVA As APC’s exercem o reconhecimento
celular anormal e então executam apresentação de ags via MHC1
aos linfócitos TH0 que se diferenciam em LT CD4 (produtores de
citocinas e ativadoras de macrofagos) e LT CD8 citotoxicos. Na
infecção e então ativação de receptores TLR_9 por ativação do
TGF_b no núcleo e então ativação de transcrição de receptores
IFN_1 para resposta TH1 e lise celular.
● Tambem há reconhecimento pelos LB, promovido pela liberaçao
das citocinas liberadas pelos LT CD4. Então formando anticorpos
específicos para tumores que podem neutralizar a célula, ativar
fagocitose e citotoxicidade ou ativar o complemento levando como
finalidade a lise celular.
Os tumores expressam antígenos que são reconhecidos como
“estranhos” pelo sistema imunológico. Segundo estudos, muitos
tumores são circundados por LT, NK e Macrófagos, sendo que LT e
macrófagos ativados estão presentes nos linfonodos, drenando os
locais de crescimento tumoral, o que indica um bom prognóstico.
As células tumorais derivam de células normais próprias, portanto
são muito parecidas, a maioria dos tumores expressa apenas alguns
antígenos que podem ser reconhecidos como não-próprios, sendo
assim caracterizados como fracamente imunogênicos. Há células
tumorais que mudam completamente, onde as proteínas virais são
antígenos não-próprios, ou por ação de carcinógenos,
desencadeando uma resposta imune forte.
No descontrole e malignidades, o rápido crescimento e disseminação
do tumor superam a capacidade do sistema imune de erradicar com
as células tumorais. Há também mecanismos especializados para
burlar as respostas imunes
Os antígenos tumorais são produzidas por mutantes oncogênicos de
genes celulares normais, devido a anomalias não corrigidas ou
inserções de genes virais envolvendo protoncogenes ou genes
tumor. Ocorre mutação supressores de nas proteínas,
principalmente nos genes supressores de tumor, p53 e Rb. 
Evasão das respostas imunológicas
● Falta de produção de tumoral, onde a célula perde antígenos 
antígeno
tumoral
● Mutações nos genes do MHC ou genes necessários para o
processamento de antígenos
● Produção de proteínas imunossupressoras (FATOR DE
CRESCIMENTO DE FIBROBLASTO _b, inibe a proliferação e as
funções efetoras dos linfócitos e macrófagos), inibindo a ação do LT
Os tumores podem não induzir os LT pela ausência da expressão
coestimuladora/MHC II, pois são necessárias para ativação de CD4.
Sistema imune e promoção do crescimento tumoral
Inflamação crônica, principalmente pela ação dos macrófagos,
angiogênese e remodelação tecidual, e também pela participação
dos mastócitos, neutrófilos e macrófagos, pela secreção de fatores
que promovem a progressão do ciclo celular e a sobrevivência de
células tumorais.
ONCOGENES
Temos basicamente 2 tipos de genes que regulam a expresssao
tumoral.
PROTO-ONCOGENES: 
codificam proteínas que quando ativas levam ao câncer.Ex:
BCR_ABL
GENES SUPRESSORES DE TUMOR; causam câncer quando há
bloqueio em suas atividades.EX:Rb, p53
sensibilidade ao tumor.
O oncogene RAS
CAMINHOS DO CANCER
Os oncogenes virais promovem transdução dos Proto-oncogenes
normais (sinalizando para o núcleo). Transformando-se em TGF-a,
interagindo com o RAS (proto-oncogene), aumentando a expressão
de proteínas nucleares ocorrendo uma transmissão exacerbada:
Entao, os PROTO-ONCOGENES levam a uma redução da
martalidade celular e acumulo de células neoplásicas, por maior
expressão de BCL-2 e bloqueio da apoptose pela diminuição da
sinalização de morte TNF_a
Caso sejam afetados os genes supressores do tumor. Que
normalmente regulam de forma negativa, inibindo, a proteína E2F do
ciclo. Então não há supressão celular, aumentando a
As proteínas RAS foram descobertas como produtos os oncogenes
virais. O ponto de mutação dos genes RAS é a anormalidade isolada
mais comum dos oncogenes dominantes nos tumores humanos. 15 a
20% dos tumores humanos estão relacionados com versões
modificadas 
reduzindo 
das proteínas RAS todas
drasticamente a atividade GTPase das proteínas RAS, essas
mutações geralmente envolvem códons 12, 59 ou 61do HRAS,
KRAS E NRAS. Muitos estudos trazem que o RAS desempenha
importante função na mitogenese induzida pelos fatores de
crescimento. Por exemplo: O bloqueio da função RAS pela
microinjeção de anticorpos faz parar a resposta proliferativa ao EGF,
PDGF e CSF-1.
As proteínas RAS normais estão ao lado interno da membrana com
transmissão de sinal inativo e quiescente, são encontradas também
no RER e CG, podendo também serem ativadas por fator de
crescimento celular que se liga na membrana plasmática por
mecanismo incerto. Quando a célula normal é estimulada o RAS liga-
se com GTP, GDP transforma-se em GTP e o RAS é ativo por via da
MAP quinase, trazendo para citosólica RAF-1. A MAP mitogenese,
em células si a proteína ativa promove
normais h;a enzima GTPase que transforma novamente GTP em
GDP, ficando em forma quiescente. Nas proteínas mutantes de RAS
não ocorre esta ligação de proteínas ativadoras de GTPase no RAS
para aumentar a ação da GTPase fazendo o crescimento controlado,
então ocorre a ativação aptologica de via de sinalização mitogenica.
Essa mesma cascata é sugestiva para mutações em RAS/RAF/MAP
quinase. Além do RAS atuar na transdução, atua também regulando
a passagem de G1 para S pela ativação da via MAP quinase e fator
de transcrição AP-1. 
Elas tem função no ciclo celular e sua desregularão favorece a
proliferação celular. A anormalidade da expressão de CDKs estão
presentes em diversos tumores humanos, o fato mais comum parece
ser contra-tempos com super expressão em diversos tumores,
inclusive mama, fígado, esôfago, entre outros. Isso podo ocorrer pela
translocação cromossomal do gene.
Alterações nas Tirosinas quinases não receptoras. também
funcionam na via de transduçãodo sinal crescimento celular. O que
regula o
produto do protooncogene ABL apresenta atividade tirosina quinase,
que é reduzida pelos domínios reguladores negativos. Ela ocorre por
mutação genética onde o gene c-ABL é translocado de lócus
gerando uma fusão com o gene BCR, assim ocorre uma atividade
potente e constitutiva da tirosina quinase.
O oncogene MYC
É expresso praticamente em todas as células eucarioticas e pertence
aos genes de resposta imediata precoce, que são rapidamente
induzidos quando as células quiescentes recebem um sinal para
divisão. Depois de um aumento transitório do RNAm MYC, a
expressão cai para limites basais. A base molecular para a função do
MYC não esta completamente esclarecida, mas surgiram alguns
princípios gerais. A proteína MYC é rapidamente translocada para o
núcleo se liga as sequencias de DNA dos genes-alvo, que são
conhecidos por sua associação aumento na com proliferação celular,
síntese de proteínas e diminuição da atividade da proteinase. Essa
proliferação exagerada, pode estar amplificado em casos de CA de
mama, cólon, pulmão e outros carcinomas.
Ciclinas e Quinases Ciclinas Dependentes Oncogênese física: e
ionizante, é carcinógeno físico. energia radiante, solar o mais
importante
Cânceres de mama, ossos e do intestino são menos suscetíveis à
carcinogênese por este tipo de radiação.
O mecanismo da carcinogênese pela radiação reside na sua
capacidade de induzir mutações. Essas mutações podem resultar de
algum efeito direto da energia radiante ou de efeito indireto
intermediado pela produção de radicais livres a partir da água ou do
oxigênio. As radiações na forma de partículas (como partículas alfa e
nêutrons) são mais carcinogênicas do que a retenção
eletromagnética (raios X, raios gama).
Raios ultravioleta (RUV)
A radiação ultravioleta natural, proveniente do sol, pode causar
câncer de pele. Há que se considerar dois tipos de pele. Há que se
considerar dois tipos de 320 nm). Os RUV-B são carcinogênicos e
sua ocorrência tem aumentado muito com a destruição da camada
de ozônio. Por sua vez, os RUV-A não sofrem influência da camada
de ozônio e causam câncer de pele em quem se expõe a doses altas
e por um longo período de tempo.
Dois mecanismos podem estar envolvidos na indução do câncer por
raios ultravioleta: lesão do ADN pela formação de dímeros de
pirimidina e imunossupressão. 
Radiação ionizante
As radiações eletromagnéticas e na forma de partículas são todas
arcinogênicas e a sua ação perniciosa é evidenciada em várias
circunstâncias: 
dos fatores de inibição do crescimento, e o resultado final dependerá
do balanço obtido entre estes fatores e a intensidade das alterações
provocadas na células pela ação dos agentes iniciadores e
promotores.
Os mineiros que trabalham com elementos radioativos ae câncer de
pulmão.
Bombas atômicas lançadas sobre o Japão e do acidente atômico
ocorrido em Chernobyl, com leucemias
Oncogênese química
A oncogênese química é um processo seqüencial, dividido em duas
fases – a iniciação e a promoção.
A primeira etapa (iniciação) consiste de um fator iniciador ou
carcinogênico que causa dano ou mutação celular. A mutação dos
ácidos nucléicos é o fenômeno central da etapa de iniciação da
carcinogênese. As células “iniciadas” permanecem latentes até que
sobre elas atuem agentes promotores.
A segunda etapa (promoção) estimula o crescimento da célula que
sofreu mutação, e pode acontecer a qualquer momento, após a
transformação celular inicial. Os fatores de promoção podem ser
agentes químicos (p. ex. asbesto), processo inflamatório, hormônios,
fatores que atuam no crescimento celular normal. É importante
destacar que o agente promotor não tem ação mutagênica nem
carcinogênica e que, para conseguir efeito biológico, deve persistir
no ambiente.
Muitos dos agentes carcinogênicos químicos encontram-se no meio
ambiente humano e relacionam-se a hábitos sociais, alimentares ou
ocupacionais. Nos processos de iniciação e promoção, a célula ainda
pode encontrar-se sob a ação
Oncogênese biológica
Diversos vírus de ADN e de ARN produzem cânceres em animais, e
alguns foram implicados na gênese do câncer humano. Entre os
vírus de ADN, encontram-se os do Papilomavírus humano (HPV), de
EpsteinBarr (EBV) e o da hepatite B (HBV). Os vírus de ARN
(retrovírus) se relacionam mais raramente com o câncer humano. O
único comprovadamente oncogênico é o retrovírus HTLV 1,
responsável pela leucemia/linfoma da célula T do adulto e pelo
linfoma cutâneo de célula T. Os vírus agem pela incorporação do seu
ADN (ou, no caso dos retrovírus, do ADN transcrito de seu ARN pela
enzima transcriptase reversa) ao da célula hospedeira, que passa a
ser utilizada para a produção de novos vírus. Durante este processo,
ou mesmo anos após ele, pode haver a inativação de anti-oncogenes
celulares pelas proteínas virais (dando-se a imortalização da célula
pela inibição da apoptose) ou a ativação de proto-oncogenes
humanos ou virais (que estimulam a replicação celular). Diversos
estudos demonstram que apenas essas alterações genômicas,
isoladamente, não são capazes de induzir a transformação maligna
de uma célula. Para que esta aconteça, 
adicionais, 
freqüentes 
são necessárias mutações
muito facilitadas pelas mitoses que ocorrem nas células infectadas.
Diversos outros agentes biológicos são suspeitos de promoverem a
carcinogênese, entre eles, o Helicobacter pylori, uma das bactérias
mais prevalentes no homem, responsável pela gastrite crônica.
DIFERENCIAÇÃO NEOPLASICA
● Relaçao núcleo citoplasma aumentada 
● Aumento do tamanho e nº dos nucléolos 
● Mitoses atípicas
2. Ritmo de crescimento. Benignos= lentos / malignos= rápido
3. Invasao local: Benignos; crescem por expansão, permanecendo
no local de origem, sem infiltrar ou invadir tecidos vizinhos ou
metastizar 
capsula de 
delimita as 
. geralmente tem
tecido fibroso que margens, formando
palpáveis e 
massas isoladas, moveis. 
MALIGNOS; 
invasivos,
provocando destruição tecidual adjacente, podendo desenvolver
metástase regional ou a distancia. Devido a isso, é necessário
ressecção de grande parte de tecido; cirurgia residual.
Exceção para: Linfoma, melanoma, mieloma e neuroma múltiplos =
MALIGNOS
CARACTERISTICAS GRADUAÇÃO E ESTADIAMENTO DOS
TUMORES
1. Grau de diferenciação e anaplasia: as células imitam bem o tecido
de origem= diferenciadas. As células não se parecem com as células
de origem= indiferenciadas/anaplasia
DIFERENCIADAS= BENIGNAS 
INDIFERENCIADAS= MALIGNAS
● Principais variações: (tamanho e forma) 
● Pleomorfismo (variação de tamanho e forma do núcleo) 
● Nucleo hipercromado 
A graduação de um tumor se baseia no grau de diferenciação das
células tumorais, e o número de mitoses dentro do tumor, como
presumido, tem correlação com a agressividade do neoplasma. Os
tumores são classificados como grau I até IV com anaplasia
crescente. É comum caracterizar o tumor em termos apenas
descritivos.
O estagiamento dos tumores se baseia no tamanho da lesão
primária, na sua extensão de disseminação para os linfonodos
regionais e na presença ou ausência de metástases hematogênicas.
Dois grandes sistemas de estagiamento estão atualmente em uso, o
UICC e AJC.
A UICC emprega o sistema TNM (T= tumor primário, N= linfonodos
regionais comprometidos e M= metástase). Com o aumento de
tamanho, a lesão primária se caracteriza de T1 a T4, e T0 seria lesão
in situ. N0 significa que não houve comprometimento nodal,
enquanto N1 a N3 denota envolvimento de um número crescente
ausência enquanto de linfonodos. de metástase M0 significa a
distância,
M1 ou às vezes M2 indica a presença de metástase hematogênicas
e algum julgamento relativo a seu número. ao tipo histológico, o N
não existe e o M deixa de ter importância, pois a maioria dos
pacientes não sobrevive o suficiente para desenvolver metástase à
distância.
T - TUMOR PRIMÁRIO ● T1 = ≤ 5 cm: a = superficial ● b = profundo 
● T2 = > 5cm: a = superficial ● b = profundo
N - LINFONODOS REGIONAIS ● N0 = sem metástase 
● N1 = com metástase
M - METÁSTASEÀ DISTÂNCIA ● M0 = ausente 
● M1 = presente
O AJC divide todos os tumores em estágios 0 a IV, incorporando
dentro de cada um destes estágios o tamanho da lesão primária
assim como a presença de disseminação de linfonodos e metástases
a distância.
G - GRADUAÇÃO HISTOLÓGICA ● G1 = bem diferenciado 
● G2 = moderadamente diferenciado ● G3 = pouco diferenciado 
● G4 = indiferenciado
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
O estagiamento provou ser de maior valor clínico do que o grau
histológico e tem por objetivos: auxiliar o médico no planejamento 
prognóstico, 
do tratamento, estimar o uniformizar a linguagem
médica, facilitar o intercâmbio entre os centros de tratamento e
contribuir para a pesquisa na área de oncologia.
O primeiro linfonodo a receber drenagem linfática do tumor primário
é o linfonodo de sentinela (LNS), que pode ser identificado com
ajuda de corante. Ao ser visualizado, o LNS pode ser biopsiado.
Indica-se a pesquisa do LNS para tumores iniciais em que os
linfonodos regionais são negativos (N0) ao exame clínico e de
imagem.
Existem tumores que não são classificados pelo sistema TNM, como
os tumores do SNC, pois neste tumor o T não é o fator mais
importante em relação à topografia e
Métodos citológicos e histológicos: Mais comumente usados Mais
baratos 
1. Excisão ou biópsia: Retirada do tumor ou parte dele
2. Aspiração por agulha: Menos invasiva, células e fluidos presentes.
Indicados em lesoes prontamente palpável (mama, tireóide).
Tecnicas modernas (US) ajuda em locais mais profundos
3. Esfregaço citológico: Papanicolau
I MUNOHISTOQUIMICA : Categorização de tumores malignos
indiferenciados, ou seja, descobrir o tipo : Dosar proteína do
citoesqueleto. Determinação da origem de tumores antígenos
Detecção significado metastáticos : Dosagem de
tecido ou órgão especifico de moléculas que apresentam 
terapêutico : alguns cânceres apresentam melhor prognostico
quando secretam algum tipo de proteína, hormônio.
CITOMETRIA DE FLUXO Usado para mensurar características
individuais das células como antígenos de membrana e o conteúdo
de células tumorais
DIAGNOSTICO MOLECULAR: O exame molecular é um exame de
alto custo, que verifica a susceptibilidade de um tumor a um
determinado tratamento. Sabe-se hoje em dia, que o mesmo tipo de
câncer, possui diferentes tipos de ativação de genes. O exame
molecular visa identificar
genes em um determinado
tumor. 
DIAGNÓSTICO DE HPV
O diagnóstico leva em conta os dados da história, exame físico e
exames complementares com a pesquisa direta de vírus ou
indiretamente através das alterações provocadas pela infecção nas
células e no tecido. 
Papanicolaou É o exame preventivo mais comum. Ele não detecta o
vírus, mas sim as alterações que ele pode causar nas células.
Indicado na rotina de “screening” para o câncer cervical ou na
presença, nos genitais, de lesão HPV induzida no sentido de
diagnóstico de neoplasia intra-epitelial ou câncer invasor associado.
Inspeção com ácido acético a 5%
A avaliação do colo uterino com esta solução mostrou-se eficaz para
ajudar na identificação de lesões precursoras do câncer cervical,
aumentando a sensibilidade da citologia cérvicovaginal. Pode, ainda,
ser de grande auxílio na triagem dos casos para a colposcopia e
biópsia, mesmo em locais em que não haja condições adequadas
para a realização da citologia.
Colposcopia e peniscopia
Exame feito por um aparelho chamado colposcópio, que aumenta o
poder de visão do médico, permitindo identificar as lesões na vulva,
vagina, colo do útero e pênis. A importância da colposcopia é
demonstrada por vários estudos. Entre eles, podemos destacar um
estudo que mostrou que uma alta porcentagem dos casos de
neoplasia intra-epitelial cervical (NIC) de alto grau (NIC 2 e 3) e
lesões microinvasoras passariam sem diagnóstico não fosse o uso
da metodologia. No caso feminino, a indicação está vinculada à
suspeita de lesão cervical no momento da avaliação clínica ou se
houver alteração citológica positiva para neoplasia intraepitelial ou
câncer ou atipias celulares de significado indeterminado. No homem,
a indicação é controversa. Os estudos têm demonstrado alto índice
de resultados falsopositivos.
Biópsia
É a retirada de um pequeno pedaço para análise. aspecto
A sua indicação baseia-se no e localização. Se a atipia colposcópica
é maior, a lesão é plana e está localizada no colo uterino, fica claro
que devemos biopsiá-la para termos o correto diagnóstico histológico
para dirigir a conduta. Lesões verrugosas, localizadas na vagina ou
vulva, que pelo aspecto levamnos ao diagnóstico clínico de infecção
viral, no geral não precisam ser biopsiadas.
Teste de hibridização molecular
É, sem dúvida, a técnica mais sensível de detecção da infecção pelo
Papilomavírus Humano. O uso desta tecnologia no reconhecimento 
oncogênico 
da presença do HPV
pode reduzir consideravelmente o número de citologias falso-
negativas.
Captura híbrida
É uma reação de amplificação de sinal e associa métodos de
hibridização molecular e antígenos monoclonais. É o exame mais
moderno para fazer diagnóstico do HPV. Apesar de existirem
diferentes técnicas de biologia molecular, este é o único teste
aprovado pela Anvisa e FDA para o diagnóstico laboratorial da
infecção por HPV na clínica do dia-a-dia. Detecta com alta
sensibilidade e especificidade o DNA/HPV em amostra de escovado
ou biópsia do trato genital inferior, grupo (de baixo ou alto riscos) e a
carga viral. É evidente para alguns que a detecção do HPV não pode
ser utilizada como ferramenta de diagnóstico isoladamente, mas
pode melhorar muito a avaliação de NIC na prática clínica.
Dentre os vários estudos que utilizaram esta metodologia para o
diagnóstico da infecção viral, da neoplasia intra-epitelial e do câncer
do colo uterino, o estudo denominado Alts, conduzido pelo Instituto
Nacional do Câncer dos Estados Unidos, foi o que recentemente
teve maior repercussão. Nele, avaliou-se a melhor conduta quando
do encontro de Ascus à citologia. Os autores concluíram que o mais
indicado é a pesquisa do DNA do HPV. Denominaram esse ensaio
como ReflexTest.
Reação em cadeia de polimerase (PCR)
Teste de alta sensibilidade, consiste em amplificação do alvo, ou
seja, do DNA viral, e posterior hibridização. Tem sido utilizado
principalmente em pesquisas, especialmente como um padrão ouro
para comprovar ou não a existência do DNA do HPV. Estudo em
nosso meio, utilizando este método, encontrou prevalência de 16%
de DNA do HPV em mulheres. Na análise de citologias falso-
negativas, colhidas anteriormente ao desenvolvimento de câncer
cervical uterino, observou-se a presença do DNA do HPV em grande
parte dos esfregaços, em especial os tipos 16 e 18, quando este
material foi colhido até seis anos antes do aparecimento do câncer.
Na maior parte das pacientes, o DNA encontrado foi o mesmo na
lâmina de citologia e nas biópsias de câncer. Concluiu-se que os
erros no rastreamento pela citologia podem ser reduzidos se for
associada à técnica de PCR para a pesquisa do HPV.
Estudo demonstrou que, por esta técnica, conseguiu-se boa
correlação na comparação entre os resultados obtidos na análise do
material colhido do colo e o colhido de vagina para a detecção do
DNA do HPV, assim como na identificação dos diferentes genótipos.
A utilização da colheita de material vaginal como rotina para a
detecção do HPV e para o seguimento de infecções persistentes por
este vírus é recomendada pelos autores. A sensibilidade e a
capacidade de identificar a prevalência viral dos métodos de captura
híbrida e de PCR são semelhantes.
Hibridização in situ
Método de hibridização que demonstra o DNA viral na célula, tendo-
se a oportunidade de avaliação do tecido ou esfregaço celular ao
mesmo tempo em que se avalia a presença ou não do vírus. É
menos sensível que os dois anteriores. Quando se aumenta muito
esta sensibilidade, principalmente na análise de lesões de baixo
grau, pode haver reação cruzada, diminuindo a acurácia do método,
devido à grande reaçãocruzada entre as sondas (tipos 6/11, 16, 18,31 e 33) e outros tipos não relacionados nas sondas (39, 42, 43, 44,
45, 51, 52, 56, 58 e 66). A análise do tipo viral por PCR deve ser
realizada para confirmação.
TERAPEUTICA DO CANCER
QUIMIOTERAPIA ; Para tratamento sistêmico. Os agente
quimioterápicos são citotóxicos e agem tanto na célula neoplásica
EM MITOSE, quanto nas células normais.
Antes de se iniciar todo tratamento, é necessario o estadiamento do
câncer, já que determinadas drogas atuam diferentemente em
diversas fase do tumor. Sendo fundamental o conhecimento do ciclo
celular.
A maioria dos agente quimioterápicos causam dano ao DNA e
toxicidade durante a fase S da interfase. Já outros agentes atuam
bloqueando a formação dos fusos mitóticos da fase M da mitose.
Então, as neoplasias que tem maior suscetibilidade ao tratamento
quimioterápico são as que se encontram em alta taxa de
proliferação. Em contra partida, algumas funções fisiologiacas que
estão em constante funçao mitótica ficam expostas a lesões
citotóxicas, ex: medula óssea, folículo piloso, derme, epitélio gastro-
intestinal, promovendo então seus efeitos adversos: Leucopenia,
estomatite, náuseas, vômitos, diarreias, alopecia, oligoespermia,
anemia, etc.
Para tratamento (combinada), melhores efeitos do
indica-se poliquimioterapia assim 2 ou mais drogas atuam de forma
sinérgica exigindo menor dose e diminuindo os efeitos colaterais.
Tbm pode-se usar combinada com a radioterapia e cirurgia.
PRINCIPIOS
● ERRADICATIVA> usa-se maior dose c/ toxidade aceitável 
● INTENSIVA: dose erradicativa única ou em poucos dias 
● INTERMITENTE; Sem intervalos para recuperação dos tecidos
Indicaçao: Curativa
Adjuvante: como pos cirúrgico ou combate a possível metástase 
Neo-adjuvante: abordagem inicial do câncer
AVALIAÇAO DA REPOSTA
● Resposta completa: resolução total em ate 30 dias 
● Resposta parcial: resolução >50% em ate 30 dias 
● Ausencia: resolução inferior a 50% em ate 30 dias 
● Progressão da doença: progessao igual ou sup. A 25% em 30 dias
RADIOTERAPIA
Tratamento localizado ou regionalizado= a radiação ionizante
danifica o núcleo 
SUSCETIBILIDADE GENÉTICA AO CÂNCER
Todos os dias entramos em contato com substancias carcinogênicas,
essas substancias são chamados de xenobióticos. A suscetibilidade
genética ao câncer se dá exatamente nesse ponto. Nosso corpo tem
uma capacidade de inativar essas substancias ou então de reparar
as mutações causadas por elas. Caso algum ou alguns
DANO DO NUCLEO
Direto: quando a radiação quebra a molécula de DNA diretamente 
genes que exerce essas funções esteja mutado podemos dizer que a
pessoas possui uma susceptibilidade genética ao câncer.
Indireto: quando a radiação ioniza a agua dissociando OH e H. os
ions de OH reagem c/ bases de duplicação
INDICAÇOES: DNA interferindo sua 
● Curativa: tratamento de tumores
radio sensíveis 
● Neo-adjuvante: pré operatório
p/redução tumoral e eliminação de 
células variáveis. 
● Adjuvante: pos operatório 
● Paliativa: alivio sintomatológico em 
estagio avançado CURURGIA
Praticamente o tratamento para o tumor. principal
Remoção de O principal gene é o Citocromo P450. Essa família de
genes codificam varias enzimas que são responsáveis pela
metabolização de numerosas substancias do corpo, como hormônios
e substancias toxicas. Praticamente todos os tecidos possuem essas
enzimas, porem estão presentes em grande concentração no fígado,
por isso esse é o órgão responsável pela desintoxicação do
organismo.
Bioativação é quando um composto prégenotóxico é transformado
em composto genotóxico, ou seja, nocivo a célula. Bioinativação é
quando esse composto genotóxico é metabolizado em composto não
genotóxico.
massa.
Tumores de crescimento lento apresentam melhores condições para
cirurgia. 
Ao mesmo tempo em que o Citocromo P450, inativa muitos
compostos genotóxicos ela também pode ativar muitos deles.
Quando o composto é inativado ele pode ser excretado facilmente,
porem, quando ele é bioativado há outra classe de enzimas para
fazer sua inativação as NATs (Nacetiltransferase). As NATs são uma
classe de enzimas do gene Citocromo P450 que inativam muitos
metabolitos que foram ativados.
Outra clase de enzimas que também realizam a inativação de
compostos genotóxicos são as GSTs (glutatiao-STransferases).
Pode-se concluir então que a suscetibilidade esta ligada a aquele
individuo que pode ter genes de bioativação hiper-expressados ou
então a aqueles indivíduos que possuem uma supressão ou erro na
codificação dos genes responsáveis pela produção de enzimas de
Bioinativação.
GENÉTICA E CÂNCER
potencializar seu metabolismo anaeróbico, ficando menos
susceptível a hipóxia. Se isso ocorrer, mais danos no DNA serão
acumulados, e a displasia passa a ser severa, podendo logo evoluir
para um tumor maligno.
Para que a carcinogênese ocorra são necessárias algumas
condições, entre elas:
- Ocorrência de mutação não-letal que confira algum tipo de
vantagem à célula (por exemplo, vantagem proliferativa);
- Ocorrência de outras mutações em outros genes da mesma célula
que também confiram vantagens e que não sejam letais;
O câncer é uma doença genética, independentemente de ocorrer de
forma esporádica ou hereditária, pois a carcinogênese sempre inicia
com danos no DNA. A formação das neoplasias se dá pelo
desequilíbrio entre a proliferação celular (ciclo celular) e a apoptose
(morte celular programada). Esses eventos são regulados por uma
grande quantidade de genes, que, ao sofrerem mutações, podem ter
seus produtos expressos de maneira alterada, iniciando a Portanto, o
formação de um tumor. câncer é uma doença de
múltiplas etiologias.
Uma vez danificado o DNA, há três processos que podem ocorrer na
célula: a morte celular pela ativação da apoptose; o reconhecimento
e reparo do dano; ou, mais raramente, a transmissão do dano para
as células descendentes por falhas nos outros mecanismos. Mesmo
que isto ocorra, pode não haver conseqüências importantes para a
célula; no entanto, em alguns casos, danos ao DNA provocam uma
alteração celular morfológica e funcional chamada displasia. A
displasia confere vantagem à célula, pois ela passa a 
- Existência de uma instabilidade genética (acúmulo de mutações
gênicas por defeitos no reparo do DNA e/ou instabilidade
cromossômica), isto é, deve haver uma diminuição dos mecanismos
de controle celular sobre as mutações. Todavia, essa instabilidade
não pode ser muito intensa a ponto de ativar o mecanismo de
apoptose celular.
PROTO-ONCOGENES:
Os oncogenes são protooncogenes que sofreram mutações
ativadoras, ou seja, que passaram a ter um ganho de função ou
hiper-expressão. Um único alelo mutado é suficiente para alterar o
fenótipo de uma célula normal para maligna. Esses genes são
responsáveis por aumentar a proliferação celular, ao mesmo tempo
em que inibem a apoptose.
São vários os tipos de mutações que formam oncogenes:
1. MUTAÇÕES GÊNICAS: as formas mais comuns são as mutações
pontuais, ou seja, troca de um par de bases na fita dupla de DNA.
Muito freqüentemente são causados por agentes químicos. Um
exemplo disso é a mutação do gene RAS que será apresentada
adiante.
2. MUTAÇÕES CROMOSSÔMICAS: um mecanismo importante
envolvido na carcinogênese é a translocação cromossômica.
3. AMPLIFICAÇÃO GÊNICA: é a existência de múltiplas cópias de
um proto-oncogene potencializando a sua função.
4. SUPEREXPRESSÃO GÊNICA: é o aumento da função de um
gene, mesmo não ocorrendo aumento do número de cópias.
GENES SUPRESSORES TUMORAIS
permanentemente hiperfosforilado, permitindo a progressão do ciclo
e dando início a um processo neoplásico.
Gene APC: produz a proteína apc,que regula a quantidade de b-
catenina livre no citoplasma. Em condições normais, quando a célula
não precisa se multiplicar, a bcatenina se encontra ligada a E-
caderina, inibindo a progressão do ciclo celular. Se o gene APC
estiver mutado, produzirá uma proteína truncada, responsável por
um aumento da porção livre de b-catenina, que é transportada para o
núcleo, ativando a transcrição de genes de proliferação celular,incluindo o gene MYC.
Os genes supressores tumorais são divididos em dois grandes
grupos: os Gatekeepers e os Caretakers.
1) GATEKEEPERS OU GENES PROTETORES: regulam
diretamente o ciclo celular. São genes de suscetibilidade para
câncer.
Gene p53 : este gene está mutado em cerca de 2/3 dos casos de
câncer. Ele é responsável pela interrupção do ciclo celular na fase
G1 quando há qualquer alteração na seqüência de DNA, a fim de
que o dano seja reparado. Se o reparo não for feito, o gene induzirá
a ativação do mecanismo de apoptose. A disfunção desse gene faz
com que o ciclo celular prossiga mesmo que haja uma mutação no
DNA, permitindo sua transmissão às células
um processo descendentes e iniciando neoplásico. 
Gene RB1: produz uma proteína que
bloqueia o ciclo celular quando hipofosforilada. Nesta forma, a
proteína pRB se liga ao fator de transcrição E2F, que estimula a
síntese de várias outras proteínas necessárias à continuidade do
ciclo celular. Quando o RB1 está mutado, seu produto encontra-se 2)
CARETAKERS OU GENES DE MANUTENÇÃO: atuam reparando
danos no DNA, mantendo a integridade genômica e evitando a
instabilidade genética. Sozinhos não induzem a formação de
neoplasia, pois alterações nesses genes não conferem vantagens
proliferativas à célula, mas facilitam a ocorrência de mutações nos
genes protetores, as quais darão início à carcinogênese.
Genes BRCA1 e BRCA2: São ativados nas fases G1 e S do ciclo
celular. Os produtos dos dois genes estão em um mesmo complexo
multiprotéico e são responsáveis pela resposta celular às quebras do
DNA que ocorrem normalmente na recombinação homóloga ou de
forma anormal quando há danos na estrutura do DNA. Se mutados,
predispõem ao aparecimento de câncer de mama e de ovário, que
tanto podem ter caráter esporádico quanto hereditário.
Genes MMR: são genes responsáveis por reparar erros de
pareamento do DNA. Há inúmeros genes de reparo existentes, mas
somente alguns já foram identificados como causadores de tumores
como: MLH1, MSH2, PMSL1, PMSL2 e MSH6. Mutações nesses
genes provocam aumento da incidência de mutações de ponto no
DNA e tendência à instabilidade dos microssatélites. Essa
instabilidade é chamada de fenótipo Erro de Replicação Positivo
(RER+), que ocorre em vários tipos
de tumores. 
POLIPOSE ADENOMATOSA FAMILIAL (FAP)
Definição: Síndrome familiar rara caracterizada pela pré-disposição
genética ao aparecimento de centenas ou milhares de adenomas,
principalmente no reto e cólon, podendo também afetar estomago e
intestino.
Epidemiologia: Afeta 1 a cada 30 mil pessoas 
Aparecimento das lesões em media aos 35 anos 90% casos não
tratados evoluem para câncer aos 45 anos .
Outras doenças que podem aparecer: 7x risco de câncer SNC,
Adenoma na ampola duodenal. Hipertrofia congênita do epitélio
pigmentado Condromas retiniano. Osteomas.
Fisiopatologia: A FAP tem como principal característica uma mutação
em um gene chamado APC. O gene APC é um gene extenso que
contem cerca de 3 mil aminoácidos com 15 exons. Por ser um gene
extenso ele pode adquirir diversos tipos de mutação e não
necessariamente uma só para que ocorra patologia porem
geralmente esta associado a mais de uma mutação.
O gene APC é o responsável pela síntese da proteína APC. Essa
proteína é de extrema importância para célula. São 2 as principais
funções:
1. APC liga-se a catenina e gama-catenina que possuem. Essas
Proteínas atuam no complexo do citoesqueleto formando os
complexos desmossomicos e junção aderente.
2. APC possui função de estimulação negativa na regulação de
CDK2, sendo assim ela impede a passagem da célula de G1 para S
sendo uma importante proteína na regulação do ciclo celular
Obviamente que não é de se estranhar que se o gene APC estiver
alterado a célula alem de perder grande parte de sua adesividade, o
que diminuirá a inibição por contato, também perdera grande parte
de sua regulação do ciclo celular , resultando em um crescimento
exagerado o que explica a lesão polipóide múltipla. 
DETECCAO DE MUTAÇÃO: feita a partir de linfócitos do sangue
periférico 
afetadas; Ao menos um dos casos de câncer associado ao HNPCC
deve ter sido diagnosticado antes dos 50 anos; Polipose
adenomatosa familiar deve ser excluída.
Sequenciamento físico do gene COMO ACOMPANHAR O
PACIENTE? Vários testes podem ser feitos como : ●
● Analise de heteroduplexes 
● Ensaio de proteção de RNAse ● Polimorfismo de confirmação de
fita simples 
● Clivagem química 
● Eletroforese em gel com gradiente
desnaturante 
● MAIS USADO – teste de 
truncagem de proteína 
QUANDO FAZER O TESTE GENÉTICO?
Geralmente não é necessário fazer o teste genético visto que já se
sabe na família tem o histórico. Porem aconselha-se sempre em uma
família que nunca teve nenhum histórico e de repente alguém expõe
o fenótipo, ai sim aconselha-se a fazer de todos os membros da
família para ver a suscetibilidade a doença.
CRITÉRIOS DE AMSTERDAM
Amsterdam I - Ao menos três familiares devem ter câncer cólon/retal
verificado histologicamente. Um deve ser parente em primeiro grau
dos outros dois; Ao menos duas gerações sucessivas devem ser
afetadas; Ao menos um dos casos de câncer cólon/retal deve ter
sido
diagnosticado antes dos 50 anos; Polipose Adenomatosa Familiar
deve ser excluída.
Amsterdam II - Ao menos três familiares devem ter um câncer
associado com HNPCC (cólon/retal, endométrio, urotélio ou intestino
delgado); Um deve ser parente em primeiro grau dos outros dois; Ao
menos duas gerações sucessivas devem ser ●
● RETOSSIGMOIDOSCOPIA E /OU /OU 14 anos a cada 18 meses 
GASTROSCOPIA : Ao diagnostico / a cada 3 anos 
AVALIACAO OFTALMOLÓGICA: Ao diagnóstico / a cada 3 anos
ELETROCARDIOGRA MA
O CORAÇÃO COMO UMA BOMBA
● Coração direitocirculação pulmonar 
● Coração esquerdocirculação geral 
● Possui 2 câmaras= aurícula(átrio) e ventrículo 
Possui um sistema propiro de condução, o sistema cardionector;
conformado por nódulo sinoatrial (sinusal), fibras internodulares,
nódulo atrioventricular, anel fibroso, feixe de Hiss, feixe direito e
esquerdo, células de purkinje.
O CORAÇÃO SINCITIO de células unidas entre si por membranas
inter-celulares como se fossem uma só (UNIOES APERTADAS) 
Tem 2 SINCÍCIOS; auricular(átrio) e ventricular, SEPARADOS pelo
ANEL FIBROSO
Se comunicam com os ventrículos através do feixe de HIS 
● 1ºcontraçao auricular(atrial)
● 2º contração Ventricular - se dao assim por retraso de 0,10seg do
nódulo átrio(auriculo)-ventricular
Sistole- contraçao- coraçao contraido e esvaziamento sanguineo
para aorta e art. pulmonar
Diastole- relaxamento 
Sistole ventricular=diastole auricular/ Sistole auricular=diastole
ventricular
FUNÇAO CEBADORA= 25% sangre do atrio vai ao ventrículo pela
pressão auricular
O sangue dos ventriculos na DIASTOLE se chama: VOLUMEN TELE
DIASTOLICO 120 ml sangue em media
REGULAÇAO DE BOMBEIO
● INTRINSECA=(própria do coração) bombeia todo o volume sem se
acumular nas veias = LEI DE FRANK STARLING
● EXTRINSECA=(SNA) simpático aumenta contração. Para–
simpatico Iníbi contrações
FALHA CARDIACA
FALHA VENTRICULAR DIREITA E ESQUERDA
● DIREITA= maior preção nas veias –
CONSEQUENCIAS= edemas de membros inferiores, ascite, e
generalizados, congestão hepática e esplênica. HipoAlbuminemia,
perda peso
Realizado pelo aparelho eletrocardiógrafo; é um registro gráfico da
eletricidade produzida pelo coração ( pequena voltagem)= Sistole e
diastole
A voltagem se mede em milivolts (Mv) 
Eletrocardiografo= Registra, Amplia e escreve
● ESQUERDA= diminuição de
irrigação tissular. CONSEQUENCIAS= cansaço facil/congestão de
circulação venosa pulmonarmenor hematose- hipóxia, tosse,
dispneia por edema de pulmão, ortopneia
FALHA BI-VENTRICULAR
INDICAÇÕES = alterações de corrente elétrica do coração e nada
mais. 
● Pode-se visualizar: arritimias,
isquemia(infarto), bloqueio eletrico, crescimento das cavidades do
coração, alterações das concentrações dos eletrólitos, sobre
dosagem de medicamentos que afetam o coração
anemia dilucional; hematocritos diluido em H2O. Tratamento:dieta/
albumina+diurético (diuretico nao indicado p/ pac, c/ hipotensao) EX:
● SENHORA DE 90 ANOS, COM APARENTE ANEMIA DILUCIONAL
E EDEMA COM RETENÇAO DE VOLUME E FALHA HEPATICA.
Medicamentos : digoxina, dopamina, dobutamina= aumenta força
contraçao do coraçao.
*NAO DEVEMOS LEVANTAR AS PERNAS DA VOVÓ PORQUE VAI
GERAR UMA CONGESTAO DOS MEMBROS INFERIORES
(EDEMAS DE MEMBRO INF). TEM QUE USAR UMA POSIÇAO EM
45° 
A corrente eletrica passa por pranchas/eletrodos de metal nos
seguintes pontos de observação:
● MEMBROS: punho e tornozelo 
● TORAX ANTERIOR: 4º e 5º espaço inter-costal 
Eletrodo + cabo= DERIVAÇAO ELETROCARDIOGRAFICA
DERIVAÇÕES DO ECG 
DERIVAÇAO UNIPOLAR (punho
direito e esquerdo, tornozelo esquerdo) 
PUNHO DREITO: AVR(rigth) 
PUNHO ESQUERDO: AVL(left) 
TORNOZELO ESQUERDO: AVF (fut)
ELETROCARDIOGRAFIA
essenciais são
somente ponto de vista 
Não tem Cabo, são as derivações DI, DII, DIII 
AVL e DII- observa a Face esquerda 
AVR e DIII- Observa a face direita 
AVF- Face inferior 
DI, nasce entre avr e avl 
DII, nasce entre avr e avf ● AVL observa lado esq, face pulmonar 
DII, nasce entre avl e avf 
● AVR observa lado direito, face mediastinica 
● AVF observa inferior, face diafragmatica 
Triangulo de TOB
DERIVAÇAO BIPOLAR: não são DERIVAÇOES
PRÉ-CORDIAIS,
derivações da parte anterior do tórax 
V1- 4º espaço inter-costal, ao lado direito do osso esterno 
V2-4º espaço
inter-costal, ao lado esquerdo do esterno 
V3- ao meio de V2 e
V4 
V4- 5º espacio inter-costal linha clavicular media esquerda
V5- 5º espaço inter-costal, linha axilar anterior esquerda 
V6- 5º espaço inter-costal, linha . 
axilar media esquerda
V1 e V2: ventriculo direito/ V3 e V4: ponta do coraçao/ V5 e V6
ventriculo esquerdo
ONDA(P+(positivo) ou T 
(negativa)):atividade elétrica átrio direito do Coração
Nasce da linha ISOELETRICA
_______/\ (linha onde não há atividade elétrica)
INTERVALO PQ: isométrico ou positivo, Intervalo PQ negativo(-) é
anormal, tem que ser muito pequena p/ ser 
fisiologica
COMPLEXO(QRS): União de ondas Q+R+S
Isodifasico :quando tem o mesmo 
tamanho e um +(positivo) e outro – (negativo)
ondas: Q negativa(-) grande= anormal, R(+), S(-)
INTERVALO(PQ ou PR): é o espaço que separa uma onda e outra.
Tem-se ACTIVIDADE ELETRICA
SEGMENTO(ST): espaço de separação entre ciclos, NAO TEM
ATIVIDADE ELETRICA
● Onda P- despolarização 
auricular(atrial) 
● Complexxo QRS- despolarização ventricular 
● Onda T- REPOLARIZAÇAO ventricular
PAPEL DE ELETROCARDIOGRAFIA
É um papel milimetrado com quadrados de 1mm X 1 mm, e que cada
5 quadradinhos pequenos se faz um grande para facilitar a leitura
HORIZONTAL: tempo, 0,04seg/ sendo que um grande= 0,2seg 
VERTICAL: VOLTAGEM, 0,1Mv /
sendo que um grande vale 0,5Mv
VALORES DE REFERÊNCIA: potencial de ação
gerado pelo nó sinusal
ONDA P: despolarização
auricular(atrial) 
HORIZONTAL; MAX:2,5mm, 2 e meio quadradinhos, tempo 0,1seg 
VERTICAL: MAX: 2,5mm, 2e meio quadradinhos, voltagem 0,25Mv 
INTERVALO PQ OU PR,
do inicio da onda P até o inicio do 
complexo QRS, só interessa o 
Tempo(horizontal). ESTE INTERVALO 
OBSERVA OS BLOQUEIOS DE 
CONDUÇAO
MINIMO: 3 quadradinhos ou 
0,12seg 
MAXIMO: 5 quadradinhos ou 
0,2seg 
COMPLEXO QRS:
despolarização ventricular, 
HORIZONTAL(tempo) 1-2 e meio 
quadradinhos, 0,04 a 0.1segundos 
Voltagem ventricular
esquerdo= INDICE DE SOKOLOF(indice
hipertrofia) aplica-se a soma: 
Onda R V5 + onda S V1= 35 mm ou mais
Ex: S( 8,5 mm) e R(8mm) = 16,5 mm (NORMAL). / > que 35 mm
(hipertrofia)
VETORES= RESUMEM A
DIREÇAO DA CORRENTE ELETRICA 
(MESMA DO CORAÇAO) 
AURICULA(ATRIO)- VETOR P 
VENTRICULO- VETOR QRS 
SEGMENTO ST do final
do QRS aa inicio da onda T,SÓ 
IMPORTA A VOLTAGEM Serve p/ 
detectar INFARTO DO CORAÇAO
ACIMA- 1 quadradinho ou 
0,1Mv NADA MAIS!! 
ABAIXO- meio quadradinho ou 
0,05Mv NADA MAIS!! 
MANEIRA BASICA P/ ORDENAR E
DIAGNOSTICAR UM ELETROCARDIOGRAMA
1) SEMPRE QUE REALIZAR UM
ELETROCARDIOGRAMA, 
COLOQUE O NOME DO PACIENTE E A DATA E HORA.
2) REGULARIDADE, É DIZER 
QUE OS COMPLEXOS SE 
REPITAM NOS MESMOS 
ESPACOS DE TEMPO OU 
NAO. SENDO ASSIM ECG
REGULAR OU IRREGULAR
NESSTE CASO A 
FREQUENCIA ESTA 
ENTRE 75 E 60 
BATIDAS P/MIN
ESTE METODO SÓ SE 
APLICA PARA
ELETROCARDIGRAMAS REGULARES!!!! 3) RITIMO CARDIACO-
SE FIXA NA PRESENÇA DE ONDA P, SE HÁ ONDA P AO INICIAR
TODOS OS COMPLEXOS ENTAO TEM UM RITIMO SINUATRIAL (
60-100 
CONTRAÇOES P/ MIN), SE NAO HÁ ONDA P ENTAO HÁ UM
RITIMO ANORMAL
4) FREQUENCIA CARDIACAFREQUENCIA CARDIACA 100/MIN,
INFERIOR: 
BRADICARDIA/TAQUICARDIA PARA SE FAZER RAPIDO E
SIMPLES SE FAZ: ELEGE UMA ONDA R(DO QRS) QUE 
COINCIDA COM UMA LINHA GROSSA VERTICAL OU QUE SE
APROXIME MAIS, 
APARTIR DE AI SE CONTA AS LINHAS GROSSAS ATÉ A
PROXIMA ONDA R, COM OS SEGUINTES VALORES:
IRREGULARES=NAO SE PODE MEDIR FREQUENCIAS 
FIBRILAÇAO AURICULAR
5) EIXO CARDIACOÉ o resumo da atividadE do coraçao em um
VETOR com a mesma direçao do coraçao, se CHAMA; VETOR QRS
qndo o vetor se aproxima da derivaçao; imprimi uma onda positiva 
qndo o vetor se afasta da derivaçao; imprimi uma onda negativa 
qndo o Vetor passa em um angulo reto se obtêm uma onda
isoelétrica
-agora com as 2 derivacoes, só há que observar o papel na
derivaçao AVF e
ver se a
onda R(QR S) é
positiva(direita) ou negativa(esquera) 
- e a derivaçao DI observa a onda R, negativa(acima)
positiva(abaixo) 
Juntar os hemi-circulos e encontar o 
eixo: 
FISIOLOGICO= entre 0° e 90°+
6- ANALASE ONDA P = TEMPO(0.04SEG) E VOLTAGEM(O.1Mv) 
(2,5QUADRADINHOS)
7-INTERVALO PR-PQ = ANALASE TEMPO 
5 QUADRADINHOS HORIZONTAIS, SE 
HÁ ALTERAÇAO, HÁ CONDUCAO DE UM BLOQUEO E A
ATIVIDADE ELETRICA
8-COMPLEXO QRS - TEMPO 
HORIZONTAL 0.1SEG(2 E MEIO 
QUADRADINHOS) E APLICAR O INDICE DE SOKOLOF P/
VOLTAGEM DO 
VENTRICULO ESQUERDO. < 35MM
9-SEGMENTO ST - AFASTAMENTO 1 
QUADRADINHO ACIMA OU ½ ABAIXO, AFASTAMENTO
DIFERENTE: INFARTO 
10-ONDA T- SEMPRE NEGATIVA EM AVR
VARIAVEL EM V1- DIII É DIZER, PODE SER POSITIVA OU
NEGATIVA 
O RESTO DAS DERIVAÇOES SAO SEMPRE POSITIVAS
11- EMISSAO DE UM INFORMATIVO ; DIAGNOSTICAR AS
ALTERAÇOES, PARA O TRATAMENTO DE SEU PACIENTE
ALTERAÇÕES DO ECG
ARRITMIAS
O sistema condutor do coração consiste de células especializadas,
que exibem capacidade de despolarização espontânea rítmica. As
células situadas no nódulo sinusal ou sino-atrial são as que têm a
ritmicidade inerente mais rápida, de tal sorte que o nódulo sinusal 
atua como marca-passo do coração, dando início à onda de
despolarização que se espalha através dos átrios até a junção
átrioventricular. 
A partir da junção átrioventricular, o impulso penetra no feixe de His e
alcança os ventrículos através dos ramos direito e esquerdo do feixe,
e das fibras de Purkinje. O nódulo sinusal está sob controle simpático
e parassimpático, assim como, em menor grau, a junção átrio-
ventricular. A diminuição da formação do impulso no nódulo sinusal
leva a função de marcapasso a ser assumida por células situadas
mais abaixo no sistema condutor, em freqüência inerente mais do
nódulo bradicardia
Quando a freqüência cardíaca fica abaixo de 60 batimentos por
minuto, permanecendo sob o comando
sinusal, fala-se em sinusal. As causas compreendem: alto tônus
vagal (como 
em atletas treinados) mixedema, 
hipertensão intracraniana e icterícia
obstrutiva.
Está presente uma arritmia quando o impulso que inicia a contração
cardíaca se origina fora do
lenta. A freqüência cardíaca normal é 120 batimentos por minuto na
criança, e cerca de 70 a 100 batimentos por minuto no adulto.
A freqüência cardíaca se durante a inspiração e se durante a
expiração. Não se conhecem completamente as vias reflexas pelas
quais a respiração atua sobre a freqüência de descarga do nódulo
sinusal. A arritmia sinusal é achado normal, sendo particularmente
notável nos jovens e em pessoas de alto tônus vagal.
A arritmia sinusal está ausente em comunicações interatriais onde é
grande o fluxo sangüíneo pulmonar.
Fala-se em taquicardia sinusal quando a freqüência cardíaca está

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