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ARIOVALDO MACIEL, JOÃO MOTTA, MARCELI REIS, MARIA EDUARDA L GANDOLFI LEME, RAÍRA FEDEL, TATIANE MACHADO, VALÉRIA APARECIDA DE OLIVEIRA. ANÁLISE LEI COMPLEMENTAR N°123, DE 14 DE DEZEMBRO DE 2006 AVARÉ/SP 2024 2 ARIOVALDO MACIEL, JOÃO MOTTA, MARCELI REIS, MARIA EDUARDA GANDOLFI LEME, RAÍRA FEDEL, TATIANE MACHADO, VALÉRIA APARECIDA DE OLIVEIRA. ANÁLISE LEI COMPLEMENTAR N°123, DE 14 DE DEZEMBRO DE 2006 Trabalho apresentado ao curso de Direito da Faculdade Eduvale de Avaré, como exigência para composição de nota do 1° bimestre de 2024. AVARÉ/SP 2024 3 SUMÁRIO 1.Compreensão geral: -------------------------------------------------------------------------4 2. Análise de Definições: ----------------------------------------------------------------------6 3. Processo de inscrição e baixa: -----------------------------------------------------------7 4. Simplificação das Relações de Trabalho-----------------------------------------------8 5. Regras Civis e Empresariais: -------------------------------------------------------------------------9 6. Acesso à Justiça: ---------------------------------------------------------------------------11 7. Reflexão Crítica: ----------------------------------------------------------------------------11 8. Referências: ----------------------------------------------------------------------------------13 4 1.COMPREENSÃO GERAL: O tema principal deste trabalho é voltado para a análise da Lei Completar 123 de 2006, cujo objeto é a regulamentação do tratamento diferenciado e favorecido as microempresas e empresas de pequeno porte, onde podemos extrair a sua definição diretamente do art.3° da disposição acima citada: Art. 3º Para os efeitos desta Lei Complementar, consideram-se microempresas ou empresas de pequeno porte, a sociedade empresária, a sociedade simples, a empresa individual de responsabilidade limitada e o empresário a que se refere o art. 966 da Lei no 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil), devidamente registrados no Registro de Empresas Mercantis ou no Registro Civil de Pessoas Jurídicas Além do diploma legal analisado, outras disposições abordam o tratamento diferenciado as empresas de pequeno porte e microempresas, como o artigo 179 da Constituição Federal que garante tratamento jurídico diferenciado às microempresas e empresas de pequeno porte. No mesmo sentido, ao artigo 970 do Código Civil garante tratamento favorecido, diferenciado e simplificado ao pequeno empresário, e para a efetivação das garantias temos o Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, estabelecido pela Lei Complementar 123/2006, tendo como objetivo regulamentar um tratamento diferenciado, simplificado e favorecido para esse setor. Art. 179. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios dispensarão às microempresas e às empresas de pequeno porte, assim definidas em lei, tratamento jurídico diferenciado, visando a incentivá-las pela simplificação de suas obrigações administrativas, tributárias, previdenciárias e creditícias, ou pela eliminação ou redução destas por meio de lei. (Constituição Federal/1988) Art. 970. A lei assegurará tratamento favorecido, diferenciado e simplificado ao empresário rural e ao pequeno empresário, quanto à inscrição e aos efeitos daí decorrentes. (Código Civil/2002). Art. 1º Esta Lei Complementar estabelece normas gerais relativas ao tratamento diferenciado e favorecido a ser dispensado às microempresas e empresas de pequeno porte no âmbito dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, especialmente no que se refere: (Lei Complementar nº 123/2006). A Lei Complementar n.º 123/06, de 14.12.2006 (DOU de 15.1.2006) objeto de análise deste trabalho que instituiu o novo regime de tributação para micro e pequenas empresas, o Simples Nacional, e o novo Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, considera Microempresas ou https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/L10406.htm#art966 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/L10406.htm#art966 5 Empresas de Pequeno Porte a sociedade empresária, a sociedade simples e o empresário a que se refere o art. 966 da Lei nº. 10.406, de 10 de janeiro de 2002, devidamente registrados no Registro de Empresas Mercantis ou no Registro Civil de Pessoas Jurídicas, que obtiver em cada ano-calendário, receita bruta de: Microempresa: o empresário, a pessoa jurídica, ou a ela equiparada, aufira, em cada ano-calendário, receita bruta igual ou inferior a R$ 240.000,00 (duzentos e quarenta mil reais); Empresas de pequeno porte: o empresário, a pessoa jurídica, ou a ela equiparada, aufira, em cada ano-calendário, receita bruta superior a R$ 240.000,00 (duzentos e quarenta mil reais) e igual ou inferior a R$ 2.400.000,00 (dois milhões e quatrocentos mil reais). Já com foco para os benefícios concedidos após sua aprovação estão o Regime unificado de apuração e recolhimento dos impostos e contribuições da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, inclusive com simplificação das obrigações fiscais acessórias, Desoneração tributária das receitas de exportação e substituição tributária, Dispensa do cumprimento de certas obrigações trabalhistas e previdenciárias, Simplificação do processo de abertura, alteração e encerramento das MPEs, Facilitação do acesso ao crédito e ao mercado; Preferência nas compras públicas, Estímulo à inovação tecnológica, incentivo ao associativismo na formação de consórcios para fomentação de negócios, incentivo à formação de consórcios para acesso a serviços de segurança e medicina do trabalho, Regulamentação da figura do pequeno empresário, criando condições para sua formalização, Parcelamento de dívidas tributárias para adesão ao Simples Nacional. O tratamento diferenciado e favorecidos as microempresas e empresas de pequeno porte será gerido pelos seguintes órgãos: Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN) este vinculado ao Ministério da Economia (Fazenda); Fórum Permanente das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, com a participação dos órgãos federais competentes e das entidades vinculadas ao setor; Comitê para Gestão da Rede Nacional para Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (CGSIM), vinculado à Secretaria da Micro e Pequena Empresa da Presidência da República, composto por representantes da União, dos Estados e do Distrito Federal, dos Municípios e demais órgãos de apoio e de registro empresarial, na forma definida pelo Poder 6 Executivo, para tratar do processo de registro e de legalização de empresários e de pessoas jurídicas. Salientando que tal disposição legal é de extrema importância para a diminuição das burocracias visando as microempresas e empresas de pequeno porte, foi com o intuito de facilitar o negócio que tal lei complementar foi criada, permitindo com essa medida o crescimento econômico no pais, levando em consideração que os pequenos negócios desenvolvidos na maioria das cidades brasileiras, fortalecem o comércio e a economia local, melhorando a distribuição de renda e gerando empregos. 2.ANÁLISE DAS DEFINIÇÕES Conforme disposto no Capítulo II da Lei Complementar 123/2006 consideram-se microempresas ou empresas de pequeno porte a sociedade empresária, a sociedade simples, a empresa individual de responsabilidade limitada e o empresário a que se refere o art. 966 da Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil), devidamente registrados no Registro de Empresas Mercantisou no Registro Civil de Pessoas Jurídicas, conforme o caso. O critério utilizado para considerar-se microempresa é a incidência da renda bruta de anual igual ou superior a R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais), e para considerar-se empresa de pequeno porte é a incidência da renda bruta anual superior a R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais) e igual ou inferior a R$ 4.800.000,00 (quatro milhões e oitocentos mil reais). Art. 3º... I - no caso da microempresa, aufira, em cada ano-calendário, receita bruta igual ou inferior a R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais); e II - no caso de empresa de pequeno porte, aufira, em cada ano- calendário, receita bruta superior a R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais) e igual ou inferior a R$ 4.800.000,00 (quatro milhões e oitocentos mil reais). Essas instituições financeiras têm como benefícios o Simples Nacional, ou seja, um regime único de tributação, simplificação de obrigações trabalhistas e previdenciárias e acesso a crédito e ao mercado, pois há preferência nas compras públicas, tecnologias e regras de inclusão, benefícios esses que 7 implicam positivamente o ambiente de negócios, estimulando o crescimento dessas instituições e contribuindo para a economia brasileira. 3. PROCESSOS DE INSCRIÇÃO E BAIXA O processo de inscrição analisado nessa etapa trata-se do registro da empresa nos órgãos competentes para que ela possa operar sem nenhuma irregularidade, já o procedimento para baixa refere-se ao encerramento de suas atividades de forma oficial. Todas as etapas de ambos os processos são de extrema importância para o empresário evitar possíveis problemas e poder usufruir de todos os benefícios previstos na lei. Logo em seu primeiro artigo do capítulo III da lei estudada encontra-se um rol de atribuições e princípios para desburocratizar e agilizar o processo de inscrição e baixa nos 3 âmbitos do governo: Art. 4o Na elaboração de normas de sua competência, os órgãos e entidades envolvidos na abertura e fechamento de empresas, dos 3 (três) âmbitos de governo, deverão considerar a unicidade do processo de registro e de legalização de empresários e de pessoas jurídicas, para tanto devendo articular as competências próprias com aquelas dos demais membros, e buscar, em conjunto, compatibilizar e integrar procedimentos, de modo a evitar a duplicidade de exigências e garantir a linearidade do processo, da perspectiva do usuário. A principal garantia do artigo é proporcionar a unicidade do processo de registro e legalização de empresas, abrangendo as três esferas do governo (federal, estadual ou municipal). Portanto, os órgãos e entidades envolvidos em todas as etapas do processo devem organizar suas competências para que cada órgão se concentre em suas responsabilidades específicas, evitando duplicidade de exigências e sobrecarga para os empreendedores dessa forma compatibilizando e integrando procedimentos, ou seja, diferentes etapas do processo de abertura e fechamento de empresas devem ser harmonizadas e fluir de forma linear, sem interrupções ou exigências desnecessárias. O artigo também faz referência quanto a evitar a duplicidade de exigências, as empresas não devem ser obrigadas a apresentar a mesma documentação em diferentes órgãos, a fase de abertura e fechamento de empresas deve ser simples, direto e transparente para o usuário. 8 Já o §1°, I do artigo 4°, visa garantir o trâmite especial e simplificado, de referência eletrônico, tudo para facilitar o processo de inscrição e baixa. Continuando, em seu §3° encontra-se outro benefício quanto aos custos, permitindo custo 0 (zero) a todas as etapas de inscrição e baixa, tornando o processo mais atrativo ainda. Destaca-se também que no art. 5° da lei analisada temos algumas exigências quanto as entidades responsáveis por realizar todo o processo de inscrição e baixa, para que as mesmas mantenham todos os sites utilizados atualizados com todas as documentações exigidas para a concretização de ambas etapas estudadas, sendo essas exigências abrangendo também as três esferas do governo. De forma geral, assim como toda lei, o capitulo visa simplificar toda parte burocrática, para tornar mais atrativo o ramo para aqueles interessados, visando de modo amplo movimentar cada vez mais a economia. 4. SIMPLIFICAÇÃO DAS RELAÇÕES DE TRABALHO O capitulo analisado nessa fase é voltado as obrigações trabalhistas, logo no primeiro artigo do capitulo já traz um rol de exigências dispensáveis a microempresa e empresa de pequeno porte: Art. 51. As microempresas e as empresas de pequeno porte são dispensadas: I - da afixação de Quadro de Trabalho em suas dependências; II - da anotação das férias dos empregados nos respectivos livros ou fichas de registro; III - de empregar e matricular seus aprendizes nos cursos dos Serviços Nacionais de Aprendizagem; IV - da posse do livro intitulado “Inspeção do Trabalho”; e V - de comunicar ao Ministério do Trabalho e Emprego a concessão de férias coletivas. Através dos requisitos dispensáveis é importante analisar os benefícios trazidos ao setor de Recursos Humanos, promovendo redução da carga administrativa, dispensando o responsável de algumas funções, como a fixação de quadro de trabalho, a anotação de férias em livros e fichas de registro, a comunicação de férias coletivas ao ministério do trabalho, com essas mudanças proporcionou a liberação do funcionário do RH para atividades mais estratégicas, 9 otimizou também a redução de custos com materiais de escritório, fichas de registro, e multas por descumprimento de obrigações trabalhista. Além disso, a lei promoveu o acesso ao crédito e ao mercado, incentivando a competitividade e a capacidade de inovação das MPEs. Isso se reflete na gestão de recursos humanos também, pois com menos tempo e recursos dedicados às exigências fiscais e trabalhistas, as empresas podem investir mais no desenvolvimento de seus colaboradores, na melhoria das condições de trabalho e na implementação de estratégias de negócios mais eficazes. A simplificação das relações de trabalho também pode contribuir para a formalização de muitos negócios que operavam na informalidade, trazendo benefícios tanto para os empregadores quanto para os empregados, que passam a ter garantias trabalhistas e previdenciárias. Portanto, o impacto dessas medidas no campo da gestão de recursos humanos é amplamente positivo, pois contribui para um ambiente de trabalho mais dinâmico e menos oneroso, favorecendo a agilidade e a flexibilidade necessárias para que as micro e pequenas empresas prosperem em um mercado cada vez mais competitivo. Para mais informações detalhadas sobre o Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, 5. REGRAS CIVIS E EMPRESARIAIS O Capítulo XI, da Lei Complementar nº 123/2006 especificamente, detalha as regras para o regime de tributação e as obrigações acessórias, estabelece um ambiente mais propício para o crescimento e a sustentabilidade das microempresas e empresas de pequeno porte no país. Logo no artigo 68 o primeiro do capitulo, o mesmo define como pequeno empresário o empresário individual que se enquadra no conceito de microempresa segundo a legislação vigente e que tenha uma receita bruta anual dentro do limite estabelecido pelo § 1o do artigo 18-A da mesma lei. Este dispositivo visa simplificar e incentivar a formalização e o desenvolvimento de pequenos negócios no Brasil. Já o Artigo 70 da Lei Complementar 123/2006 estabelece que as microempresas e empresas de pequeno porte não precisam realizar reuniões e 10 assembleias em diversas situações previstas na legislação civil. Em vez disso, as decisões podem ser tomadas por meio de deliberação representativa, que consiste na aprovação da medida por um número de sócios equivalente aoprimeiro número inteiro superior à metade do capital social. Porém, há uma exceção, a dispensa de reuniões e assembleias não se aplica em três situações: Disposição Contratual em Contrário, se o contrato social da empresa determinar a realização de reuniões ou assembleias em determinadas situações, essa determinação deve ser cumprida. A segunda é a Justa Causa para exclusão de Sócio, se um sócio tiver cometido atos que justifiquem sua exclusão da empresa, a assembleia de sócios precisa ser realizada para deliberar sobre o assunto. E a terceira são os atos de grave risco à continuidade da empresa, ou seja, se um ou mais sócios colocarem em risco a continuidade da empresa por meio de atos de inegável gravidade, a assembleia de sócios precisa ser realizada para discutir a situação. Nesses casos excepcionais, a reunião ou assembleia deve ser realizada de acordo com as normas da legislação civil. Já o Artigo 71 da Lei Complementar 123/2006 dispensa as ME e EPP da publicação de qualquer ato societário. Isso significa que as empresas não precisam publicar em jornais ou outros meios oficiais atos como: Alteração de contrato social, admissão de novos sócios, transferência de quotas, mudança de endereço da empresa e dissolução de empresa. Essa dispensa visa simplificar o processo de gestão das ME e EPP e reduzir seus custos. No entanto, a dispensa de publicação não se aplica a atos que afetem a situação jurídica de terceiros, como a transferência de quotas de um sócio para outro. Nesses casos, a empresa ainda precisa publicar o ato em um jornal oficial. Portanto, é possível analisar os benefícios trazidos por este artigo, como a redução da burocracia, as empresas não precisam realizar assembleias e reuniões em diversas situações, o que simplifica o processo de tomada de decisões. Também é possível visualizar a diminuição de custos, as empresas não precisam publicar atos societários em jornais, o que gera economia de tempo e dinheiro, ademais, destaca-se a maior agilidade na gestão, as empresas podem tomar decisões mais rapidamente, sem a necessidade de esperar por assembleias ou reuniões. Observando a Facilidade de abertura e operação, pois as empresas podem iniciar suas atividades mais rapidamente e com menos custos. 11 Já o artigo 73 da lei analisada, estabelece condições especiais para o protesto de títulos quando o devedor for uma microempresa ou empresa de pequeno porte. Essas condições visam proteger essas empresas e facilitar o pagamento de títulos em caso de inadimplência. 6. ACESSO À JUSTIÇA: O acesso à Justiça tem positivação em nossa carta magna, Art 5º, XXXV, que declara “a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito; tal garantia fundamental diz respeito ao direito de ação à inafastabilidade de Jurisdição, ou seja, entrega ao Estado a função Jurisdicional a obrigação de dizer o direito ao caso concreto para J. Corolário a citada garantia expõe a lei 123/2006, capítulo XII, do acesso à justiça, facilidades ao acesso jurisdicional, trazendo ao micro e empresas de pequeno porte formas, rápidas, fáceis e acessíveis de resolução de conflito objetivando sempre que possível a auto composição deixa parcela da resolução da contenda a cargo das próprias partes a fim de assegurar a justa e eficaz pacificação da demanda. Como ferramenta aos ME e EPP a lei 123/2006, art. 74, propicia acesso ao Juizado Especial, positivado na lei 9.099/95 esse que se orienta pelos critérios da oralidade, simplicidade, informalidade, economia processual e celeridade e busca como objetivo a conciliação e a transação. Traz ainda no mesmo artigo, art. 74, a possibilidade do ME e EPP ser parte nos Juizados Especiais Federais. Não obstante, a lei em análise, traz em seu art. 75 a possibilidade e a promoção dos institutos da conciliação prévia, mediação e arbitragem como forma de solução dos seus conflitos, expõe de forma objetiva que os acordos celebrados no âmbito das comissões de conciliação prévia se operam de pleno direito. A lei 123/2006 a fim de dar tratamento diferenciado as ME e EPP estabelece que o Poder Judiciário por meio do Conselho Nacional de Justiça – CNJ, e o Ministério da Justiça implementaram medidas aptas a disseminar o tratamento facilitado as suas respectivas áreas de competência, estimula ainda 12 parcerias entre entidades privadas, públicas e o Poder Judiciário para que criem ambientes propícios para a busca da solução de conflitos. Diante do exposto, pode se concluir que a lei 123/2006 mitiga os entraves apresentados pela morosidade, custo e burocracia das formas tradicionais de acesso à justiça, trazendo para o ambiente empresarial a facilidade, maleabilidade e volatilidade típicas do ambiente dos negócios. 7. REFLEXÃO CRÍTICA: A Lei Complementar 123/2006 deve considerar tanto os avanços quanto as barreiras que ainda precisam ser superadas. Os benefícios são claros: simplificação do processo de abertura de empresas, regime tributário favorecido pelo Simples Nacional, e maior facilidade de acesso a crédito e mercados, incluindo preferências em licitações públicas. Contudo, a complexidade da legislação fiscal brasileira e a carga tributária ainda representam desafios significativos para o pleno aproveitamento das oportunidades oferecidas pela lei. Para que a Lei Complementar 123 cumpra seu papel de fomentar o crescimento sustentável, é fundamental que haja uma constante revisão e adaptação das normas, visando reduzir a complexidade e os custos de conformidade para as microempresas e empresas de pequeno porte. Além disso, é importante que o governo e as instituições de apoio trabalhem juntos para promover a educação empresarial, de modo que os empreendedores possam não apenas entender, mas também tirar o máximo proveito dos benefícios disponíveis. Em suma, a Lei Complementar 123 é uma ferramenta valiosa para o desenvolvimento econômico do Brasil, mas requer uma análise crítica contínua e esforços colaborativos entre o governo, o setor privado e a sociedade civil para garantir que seus objetivos sejam alcançados e que as microempresas e empresas de pequeno porte possam prosperar em um ambiente de negócios cada vez mais competitivo. 13 REFERÊNCIAS: BRAGA, R. de A. Manual Comentado da Lei Geral da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, 2007. Disponível em: http://www2.desenvolvimento.gov.br/arquivo/sdp/proacao/micpeqempresa/lei_g eral.pdf. Acesso em: 26 mar . 2009 BRASIL. Lei nº 123, de 14 de dezembro de 2006. Institui o Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte; altera dispositivos das Leis no 8.212 e 8.213, ambas de 24 de julho de 1991, da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, aprovada pelo Decreto-Lei no 5.452, de 1o de maio de 1943, da Lei no 10.189, de 14 de fevereiro de 2001, da Lei Complementar no 63, de 11 de janeiro de 1990; e revoga as Leis no 9.317, de 5 de dezembro de 1996, e 9.841, de 5 de outubro de 1999. BRASIL INTERAÇÕES, Campo Grande, v. 14, n. Especial, p. 81-90, 2013. O TRATAMENTO diferenciado concedido às micro e pequenas empresas e aos microempreendedores individuais no ordenamento jurídico brasileiro. 55112. ed. CONTÚDO JURIDICO, 21 ago. 2020. Disponível em: onteudojuridico.com.br/consulta/artigo/55112/o-tratamento-diferenciado- concedido-s-micro-e-pequenas-empresas-e-aos-microempreendedores- individuais-no-ordenamento-jurdico-brasileiro. Acesso em: 27 mar. 2024. file:///C:/Users/marceli.reis/Downloads/onteudojuridico.com.br/consulta/artigo/55112/o-tratamento-diferenciado-concedido-s-micro-e-pequenas-empresas-e-aos-microempreendedores-individuais-no-ordenamento-jurdico-brasileiro file:///C:/Users/marceli.reis/Downloads/onteudojuridico.com.br/consulta/artigo/55112/o-tratamento-diferenciado-concedido-s-micro-e-pequenas-empresas-e-aos-microempreendedores-individuais-no-ordenamento-jurdico-brasileirofile:///C:/Users/marceli.reis/Downloads/onteudojuridico.com.br/consulta/artigo/55112/o-tratamento-diferenciado-concedido-s-micro-e-pequenas-empresas-e-aos-microempreendedores-individuais-no-ordenamento-jurdico-brasileiro