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ARIOVALDO MACIEL, JOÃO MOTTA, MARCELI REIS, MARIA EDUARDA L 
GANDOLFI LEME, RAÍRA FEDEL, TATIANE MACHADO, VALÉRIA 
APARECIDA DE OLIVEIRA. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANÁLISE 
LEI COMPLEMENTAR N°123, DE 14 DE DEZEMBRO DE 2006 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AVARÉ/SP 
2024 
2 
 
ARIOVALDO MACIEL, JOÃO MOTTA, MARCELI REIS, MARIA EDUARDA 
GANDOLFI LEME, RAÍRA FEDEL, TATIANE MACHADO, VALÉRIA 
APARECIDA DE OLIVEIRA. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANÁLISE 
LEI COMPLEMENTAR N°123, DE 14 DE DEZEMBRO DE 2006 
 
 
 
 
 
 
Trabalho apresentado ao curso de Direito 
da Faculdade Eduvale de Avaré, como 
exigência para composição de nota do 1° 
bimestre de 2024. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
AVARÉ/SP 
2024 
3 
 
SUMÁRIO 
1.Compreensão geral: -------------------------------------------------------------------------4 
2. Análise de Definições: ----------------------------------------------------------------------6 
3. Processo de inscrição e baixa: -----------------------------------------------------------7 
4. Simplificação das Relações de Trabalho-----------------------------------------------8 
5. Regras Civis e Empresariais: -------------------------------------------------------------------------9 
6. Acesso à Justiça: ---------------------------------------------------------------------------11 
7. Reflexão Crítica: ----------------------------------------------------------------------------11 
8. Referências: ----------------------------------------------------------------------------------13 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
 
1.COMPREENSÃO GERAL: 
 
O tema principal deste trabalho é voltado para a análise da Lei Completar 
123 de 2006, cujo objeto é a regulamentação do tratamento diferenciado e 
favorecido as microempresas e empresas de pequeno porte, onde podemos 
extrair a sua definição diretamente do art.3° da disposição acima citada: 
 
Art. 3º Para os efeitos desta Lei Complementar, consideram-se 
microempresas ou empresas de pequeno porte, a sociedade 
empresária, a sociedade simples, a empresa individual de 
responsabilidade limitada e o empresário a que se refere o art. 966 da 
Lei no 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil), devidamente 
registrados no Registro de Empresas Mercantis ou no Registro Civil de 
Pessoas Jurídicas 
 
Além do diploma legal analisado, outras disposições abordam o 
tratamento diferenciado as empresas de pequeno porte e microempresas, como 
o artigo 179 da Constituição Federal que garante tratamento jurídico diferenciado 
às microempresas e empresas de pequeno porte. No mesmo sentido, ao artigo 
970 do Código Civil garante tratamento favorecido, diferenciado e simplificado 
ao pequeno empresário, e para a efetivação das garantias temos o Estatuto 
Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, estabelecido pela 
Lei Complementar 123/2006, tendo como objetivo regulamentar um tratamento 
diferenciado, simplificado e favorecido para esse setor. 
 
Art. 179. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios 
dispensarão às microempresas e às empresas de pequeno porte, 
assim definidas em lei, tratamento jurídico diferenciado, visando a 
incentivá-las pela simplificação de suas obrigações administrativas, 
tributárias, previdenciárias e creditícias, ou pela eliminação ou redução 
destas por meio de lei. (Constituição Federal/1988) 
Art. 970. A lei assegurará tratamento favorecido, diferenciado e 
simplificado ao empresário rural e ao pequeno empresário, quanto à 
inscrição e aos efeitos daí decorrentes. (Código Civil/2002). 
Art. 1º Esta Lei Complementar estabelece normas gerais relativas ao 
tratamento diferenciado e favorecido a ser dispensado às 
microempresas e empresas de pequeno porte no âmbito dos Poderes 
da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, 
especialmente no que se refere: (Lei Complementar nº 123/2006). 
 
A Lei Complementar n.º 123/06, de 14.12.2006 (DOU de 15.1.2006) objeto 
de análise deste trabalho que instituiu o novo regime de tributação para micro e 
pequenas empresas, o Simples Nacional, e o novo Estatuto Nacional da 
Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, considera Microempresas ou 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/L10406.htm#art966
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/L10406.htm#art966
5 
 
Empresas de Pequeno Porte a sociedade empresária, a sociedade simples e o 
empresário a que se refere o art. 966 da Lei nº. 10.406, de 10 de janeiro de 2002, 
devidamente registrados no Registro de Empresas Mercantis ou no Registro Civil 
de Pessoas Jurídicas, que obtiver em cada ano-calendário, receita bruta de: 
 
Microempresa: o empresário, a pessoa jurídica, ou a ela equiparada, 
aufira, em cada ano-calendário, receita bruta igual ou inferior a R$ 
240.000,00 (duzentos e quarenta mil reais); 
Empresas de pequeno porte: o empresário, a pessoa jurídica, ou a 
ela equiparada, aufira, em cada ano-calendário, receita bruta superior 
a R$ 240.000,00 (duzentos e quarenta mil reais) e igual ou inferior a 
R$ 2.400.000,00 (dois milhões e quatrocentos mil reais). 
 
Já com foco para os benefícios concedidos após sua aprovação estão o 
Regime unificado de apuração e recolhimento dos impostos e contribuições da 
União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, inclusive com 
simplificação das obrigações fiscais acessórias, Desoneração tributária das 
receitas de exportação e substituição tributária, Dispensa do cumprimento de 
certas obrigações trabalhistas e previdenciárias, Simplificação do processo de 
abertura, alteração e encerramento das MPEs, Facilitação do acesso ao crédito 
e ao mercado; Preferência nas compras públicas, Estímulo à inovação 
tecnológica, incentivo ao associativismo na formação de consórcios para 
fomentação de negócios, incentivo à formação de consórcios para acesso a 
serviços de segurança e medicina do trabalho, Regulamentação da figura do 
pequeno empresário, criando condições para sua formalização, Parcelamento 
de dívidas tributárias para adesão ao Simples Nacional. 
O tratamento diferenciado e favorecidos as microempresas e empresas 
de pequeno porte será gerido pelos seguintes órgãos: Comitê Gestor do Simples 
Nacional (CGSN) este vinculado ao Ministério da Economia (Fazenda); Fórum 
Permanente das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, com a 
participação dos órgãos federais competentes e das entidades vinculadas ao 
setor; Comitê para Gestão da Rede Nacional para Simplificação do Registro e 
da Legalização de Empresas e Negócios (CGSIM), vinculado à Secretaria da 
Micro e Pequena Empresa da Presidência da República, composto por 
representantes da União, dos Estados e do Distrito Federal, dos Municípios e 
demais órgãos de apoio e de registro empresarial, na forma definida pelo Poder 
6 
 
Executivo, para tratar do processo de registro e de legalização de empresários 
e de pessoas jurídicas. 
Salientando que tal disposição legal é de extrema importância para a 
diminuição das burocracias visando as microempresas e empresas de pequeno 
porte, foi com o intuito de facilitar o negócio que tal lei complementar foi criada, 
permitindo com essa medida o crescimento econômico no pais, levando em 
consideração que os pequenos negócios desenvolvidos na maioria das cidades 
brasileiras, fortalecem o comércio e a economia local, melhorando a distribuição 
de renda e gerando empregos. 
 
2.ANÁLISE DAS DEFINIÇÕES 
 
Conforme disposto no Capítulo II da Lei Complementar 123/2006 
consideram-se microempresas ou empresas de pequeno porte a sociedade 
empresária, a sociedade simples, a empresa individual de responsabilidade 
limitada e o empresário a que se refere o art. 966 da Lei nº 10.406, de 10 de 
janeiro de 2002 (Código Civil), devidamente registrados no Registro de 
Empresas Mercantisou no Registro Civil de Pessoas Jurídicas, conforme o caso. 
O critério utilizado para considerar-se microempresa é a incidência da 
renda bruta de anual igual ou superior a R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil 
reais), e para considerar-se empresa de pequeno porte é a incidência da renda 
bruta anual superior a R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais) e igual ou 
inferior a R$ 4.800.000,00 (quatro milhões e oitocentos mil reais). 
 
Art. 3º... 
I - no caso da microempresa, aufira, em cada ano-calendário, receita 
bruta igual ou inferior a R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais); 
e 
II - no caso de empresa de pequeno porte, aufira, em cada ano-
calendário, receita bruta superior a R$ 360.000,00 (trezentos e 
sessenta mil reais) e igual ou inferior a R$ 4.800.000,00 (quatro 
milhões e oitocentos mil reais). 
 
Essas instituições financeiras têm como benefícios o Simples Nacional, 
ou seja, um regime único de tributação, simplificação de obrigações trabalhistas 
e previdenciárias e acesso a crédito e ao mercado, pois há preferência nas 
compras públicas, tecnologias e regras de inclusão, benefícios esses que 
7 
 
implicam positivamente o ambiente de negócios, estimulando o crescimento 
dessas instituições e contribuindo para a economia brasileira. 
 
3. PROCESSOS DE INSCRIÇÃO E BAIXA 
 
O processo de inscrição analisado nessa etapa trata-se do registro da 
empresa nos órgãos competentes para que ela possa operar sem nenhuma 
irregularidade, já o procedimento para baixa refere-se ao encerramento de suas 
atividades de forma oficial. Todas as etapas de ambos os processos são de 
extrema importância para o empresário evitar possíveis problemas e poder 
usufruir de todos os benefícios previstos na lei. 
Logo em seu primeiro artigo do capítulo III da lei estudada encontra-se um 
rol de atribuições e princípios para desburocratizar e agilizar o processo de 
inscrição e baixa nos 3 âmbitos do governo: 
 
Art. 4o Na elaboração de normas de sua competência, os órgãos e 
entidades envolvidos na abertura e fechamento de empresas, dos 3 
(três) âmbitos de governo, deverão considerar a unicidade do processo 
de registro e de legalização de empresários e de pessoas jurídicas, 
para tanto devendo articular as competências próprias com aquelas 
dos demais membros, e buscar, em conjunto, compatibilizar e integrar 
procedimentos, de modo a evitar a duplicidade de exigências e garantir 
a linearidade do processo, da perspectiva do usuário. 
 
A principal garantia do artigo é proporcionar a unicidade do processo de 
registro e legalização de empresas, abrangendo as três esferas do governo 
(federal, estadual ou municipal). Portanto, os órgãos e entidades envolvidos em 
todas as etapas do processo devem organizar suas competências para que cada 
órgão se concentre em suas responsabilidades específicas, evitando duplicidade 
de exigências e sobrecarga para os empreendedores dessa forma 
compatibilizando e integrando procedimentos, ou seja, diferentes etapas do 
processo de abertura e fechamento de empresas devem ser harmonizadas e fluir 
de forma linear, sem interrupções ou exigências desnecessárias. 
O artigo também faz referência quanto a evitar a duplicidade de 
exigências, as empresas não devem ser obrigadas a apresentar a mesma 
documentação em diferentes órgãos, a fase de abertura e fechamento de 
empresas deve ser simples, direto e transparente para o usuário. 
 
8 
 
Já o §1°, I do artigo 4°, visa garantir o trâmite especial e simplificado, de 
referência eletrônico, tudo para facilitar o processo de inscrição e baixa. 
Continuando, em seu §3° encontra-se outro benefício quanto aos custos, 
permitindo custo 0 (zero) a todas as etapas de inscrição e baixa, tornando o 
processo mais atrativo ainda. 
Destaca-se também que no art. 5° da lei analisada temos algumas exigências 
quanto as entidades responsáveis por realizar todo o processo de inscrição e 
baixa, para que as mesmas mantenham todos os sites utilizados atualizados com 
todas as documentações exigidas para a concretização de ambas etapas 
estudadas, sendo essas exigências abrangendo também as três esferas do 
governo. 
De forma geral, assim como toda lei, o capitulo visa simplificar toda parte 
burocrática, para tornar mais atrativo o ramo para aqueles interessados, visando 
de modo amplo movimentar cada vez mais a economia. 
 
4. SIMPLIFICAÇÃO DAS RELAÇÕES DE TRABALHO 
 
O capitulo analisado nessa fase é voltado as obrigações trabalhistas, logo 
no primeiro artigo do capitulo já traz um rol de exigências dispensáveis a 
microempresa e empresa de pequeno porte: 
 
Art. 51. As microempresas e as empresas de pequeno porte são 
dispensadas: 
I - da afixação de Quadro de Trabalho em suas dependências; 
II - da anotação das férias dos empregados nos respectivos livros ou 
fichas de registro; 
III - de empregar e matricular seus aprendizes nos cursos dos Serviços 
Nacionais de Aprendizagem; 
IV - da posse do livro intitulado “Inspeção do Trabalho”; e 
V - de comunicar ao Ministério do Trabalho e Emprego a concessão de 
férias coletivas. 
 
Através dos requisitos dispensáveis é importante analisar os benefícios 
trazidos ao setor de Recursos Humanos, promovendo redução da carga 
administrativa, dispensando o responsável de algumas funções, como a fixação 
de quadro de trabalho, a anotação de férias em livros e fichas de registro, a 
comunicação de férias coletivas ao ministério do trabalho, com essas mudanças 
proporcionou a liberação do funcionário do RH para atividades mais estratégicas, 
9 
 
otimizou também a redução de custos com materiais de escritório, fichas de 
registro, e multas por descumprimento de obrigações trabalhista. 
Além disso, a lei promoveu o acesso ao crédito e ao mercado, 
incentivando a competitividade e a capacidade de inovação das MPEs. Isso se 
reflete na gestão de recursos humanos também, pois com menos tempo e 
recursos dedicados às exigências fiscais e trabalhistas, as empresas podem 
investir mais no desenvolvimento de seus colaboradores, na melhoria das 
condições de trabalho e na implementação de estratégias de negócios mais 
eficazes. 
A simplificação das relações de trabalho também pode contribuir para a 
formalização de muitos negócios que operavam na informalidade, trazendo 
benefícios tanto para os empregadores quanto para os empregados, que 
passam a ter garantias trabalhistas e previdenciárias. 
Portanto, o impacto dessas medidas no campo da gestão de recursos 
humanos é amplamente positivo, pois contribui para um ambiente de trabalho 
mais dinâmico e menos oneroso, favorecendo a agilidade e a flexibilidade 
necessárias para que as micro e pequenas empresas prosperem em um 
mercado cada vez mais competitivo. Para mais informações detalhadas sobre o 
Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, 
 
5. REGRAS CIVIS E EMPRESARIAIS 
 
O Capítulo XI, da Lei Complementar nº 123/2006 especificamente, 
detalha as regras para o regime de tributação e as obrigações acessórias, 
estabelece um ambiente mais propício para o crescimento e a sustentabilidade 
das microempresas e empresas de pequeno porte no país. 
Logo no artigo 68 o primeiro do capitulo, o mesmo define como pequeno 
empresário o empresário individual que se enquadra no conceito de 
microempresa segundo a legislação vigente e que tenha uma receita bruta anual 
dentro do limite estabelecido pelo § 1o do artigo 18-A da mesma lei. Este 
dispositivo visa simplificar e incentivar a formalização e o desenvolvimento de 
pequenos negócios no Brasil. 
Já o Artigo 70 da Lei Complementar 123/2006 estabelece que as 
microempresas e empresas de pequeno porte não precisam realizar reuniões e 
10 
 
assembleias em diversas situações previstas na legislação civil. Em vez disso, 
as decisões podem ser tomadas por meio de deliberação representativa, que 
consiste na aprovação da medida por um número de sócios equivalente aoprimeiro número inteiro superior à metade do capital social. Porém, há uma 
exceção, a dispensa de reuniões e assembleias não se aplica em três situações: 
Disposição Contratual em Contrário, se o contrato social da empresa determinar 
a realização de reuniões ou assembleias em determinadas situações, essa 
determinação deve ser cumprida. A segunda é a Justa Causa para exclusão de 
Sócio, se um sócio tiver cometido atos que justifiquem sua exclusão da empresa, 
a assembleia de sócios precisa ser realizada para deliberar sobre o assunto. E 
a terceira são os atos de grave risco à continuidade da empresa, ou seja, se um 
ou mais sócios colocarem em risco a continuidade da empresa por meio de atos 
de inegável gravidade, a assembleia de sócios precisa ser realizada para discutir 
a situação. Nesses casos excepcionais, a reunião ou assembleia deve ser 
realizada de acordo com as normas da legislação civil. 
Já o Artigo 71 da Lei Complementar 123/2006 dispensa as ME e EPP da 
publicação de qualquer ato societário. Isso significa que as empresas não 
precisam publicar em jornais ou outros meios oficiais atos como: Alteração de 
contrato social, admissão de novos sócios, transferência de quotas, mudança de 
endereço da empresa e dissolução de empresa. Essa dispensa visa simplificar 
o processo de gestão das ME e EPP e reduzir seus custos. No entanto, a 
dispensa de publicação não se aplica a atos que afetem a situação jurídica de 
terceiros, como a transferência de quotas de um sócio para outro. Nesses casos, 
a empresa ainda precisa publicar o ato em um jornal oficial. 
Portanto, é possível analisar os benefícios trazidos por este artigo, como 
a redução da burocracia, as empresas não precisam realizar assembleias e 
reuniões em diversas situações, o que simplifica o processo de tomada de 
decisões. Também é possível visualizar a diminuição de custos, as empresas 
não precisam publicar atos societários em jornais, o que gera economia de 
tempo e dinheiro, ademais, destaca-se a maior agilidade na gestão, as empresas 
podem tomar decisões mais rapidamente, sem a necessidade de esperar por 
assembleias ou reuniões. Observando a Facilidade de abertura e operação, pois 
as empresas podem iniciar suas atividades mais rapidamente e com menos 
custos. 
11 
 
Já o artigo 73 da lei analisada, estabelece condições especiais para o 
protesto de títulos quando o devedor for uma microempresa ou empresa de 
pequeno porte. Essas condições visam proteger essas empresas e facilitar o 
pagamento de títulos em caso de inadimplência. 
 
 
6. ACESSO À JUSTIÇA: 
 
O acesso à Justiça tem positivação em nossa carta magna, Art 5º, XXXV, 
que declara “a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou 
ameaça a direito; tal garantia fundamental diz respeito ao direito de ação à 
inafastabilidade de Jurisdição, ou seja, entrega ao Estado a função Jurisdicional 
a obrigação de dizer o direito ao caso concreto para J. 
 Corolário a citada garantia expõe a lei 123/2006, capítulo XII, do 
acesso à justiça, facilidades ao acesso jurisdicional, trazendo ao micro e 
empresas de pequeno porte formas, rápidas, fáceis e acessíveis de resolução 
de conflito objetivando sempre que possível a auto composição deixa parcela da 
resolução da contenda a cargo das próprias partes a fim de assegurar a justa e 
eficaz pacificação da demanda. 
 Como ferramenta aos ME e EPP a lei 123/2006, art. 74, propicia 
acesso ao Juizado Especial, positivado na lei 9.099/95 esse que se orienta pelos 
critérios da oralidade, simplicidade, informalidade, economia processual e 
celeridade e busca como objetivo a conciliação e a transação. Traz ainda no 
mesmo artigo, art. 74, a possibilidade do ME e EPP ser parte nos Juizados 
Especiais Federais. 
 Não obstante, a lei em análise, traz em seu art. 75 a possibilidade 
e a promoção dos institutos da conciliação prévia, mediação e arbitragem como 
forma de solução dos seus conflitos, expõe de forma objetiva que os acordos 
celebrados no âmbito das comissões de conciliação prévia se operam de pleno 
direito. 
 A lei 123/2006 a fim de dar tratamento diferenciado as ME e EPP 
estabelece que o Poder Judiciário por meio do Conselho Nacional de Justiça – 
CNJ, e o Ministério da Justiça implementaram medidas aptas a disseminar o 
tratamento facilitado as suas respectivas áreas de competência, estimula ainda 
12 
 
parcerias entre entidades privadas, públicas e o Poder Judiciário para que criem 
ambientes propícios para a busca da solução de conflitos. 
 Diante do exposto, pode se concluir que a lei 123/2006 mitiga os 
entraves apresentados pela morosidade, custo e burocracia das formas 
tradicionais de acesso à justiça, trazendo para o ambiente empresarial a 
facilidade, maleabilidade e volatilidade típicas do ambiente dos negócios. 
 
7. REFLEXÃO CRÍTICA: 
 
A Lei Complementar 123/2006 deve considerar tanto os avanços quanto 
as barreiras que ainda precisam ser superadas. Os benefícios são claros: 
simplificação do processo de abertura de empresas, regime tributário favorecido 
pelo Simples Nacional, e maior facilidade de acesso a crédito e mercados, 
incluindo preferências em licitações públicas. Contudo, a complexidade da 
legislação fiscal brasileira e a carga tributária ainda representam desafios 
significativos para o pleno aproveitamento das oportunidades oferecidas pela lei. 
Para que a Lei Complementar 123 cumpra seu papel de fomentar o 
crescimento sustentável, é fundamental que haja uma constante revisão e 
adaptação das normas, visando reduzir a complexidade e os custos de 
conformidade para as microempresas e empresas de pequeno porte. Além 
disso, é importante que o governo e as instituições de apoio trabalhem juntos 
para promover a educação empresarial, de modo que os empreendedores 
possam não apenas entender, mas também tirar o máximo proveito dos 
benefícios disponíveis. 
Em suma, a Lei Complementar 123 é uma ferramenta valiosa para o 
desenvolvimento econômico do Brasil, mas requer uma análise crítica contínua 
e esforços colaborativos entre o governo, o setor privado e a sociedade civil para 
garantir que seus objetivos sejam alcançados e que as microempresas e 
empresas de pequeno porte possam prosperar em um ambiente de negócios 
cada vez mais competitivo. 
 
 
 
 
13 
 
REFERÊNCIAS: 
 
BRAGA, R. de A. Manual Comentado da Lei Geral da Microempresa e da 
Empresa de Pequeno Porte, 2007. Disponível em: 
http://www2.desenvolvimento.gov.br/arquivo/sdp/proacao/micpeqempresa/lei_g
eral.pdf. Acesso em: 26 mar . 2009 
 
BRASIL. Lei nº 123, de 14 de dezembro de 2006. Institui o Estatuto Nacional 
da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte; altera dispositivos das 
Leis no 8.212 e 8.213, ambas de 24 de julho de 1991, da Consolidação das Leis 
do Trabalho - CLT, aprovada pelo Decreto-Lei no 5.452, de 1o de maio de 1943, 
da Lei no 10.189, de 14 de fevereiro de 2001, da Lei Complementar no 63, de 11 
de janeiro de 1990; e revoga as Leis no 9.317, de 5 de dezembro de 1996, e 
9.841, de 5 de outubro de 1999. BRASIL 
 
INTERAÇÕES, Campo Grande, v. 14, n. Especial, p. 81-90, 2013. 
 
O TRATAMENTO diferenciado concedido às micro e pequenas empresas e aos 
microempreendedores individuais no ordenamento jurídico brasileiro. 55112. ed. 
CONTÚDO JURIDICO, 21 ago. 2020. Disponível em: 
onteudojuridico.com.br/consulta/artigo/55112/o-tratamento-diferenciado-
concedido-s-micro-e-pequenas-empresas-e-aos-microempreendedores-
individuais-no-ordenamento-jurdico-brasileiro. Acesso em: 27 mar. 2024. 
 
 
 
 
 
file:///C:/Users/marceli.reis/Downloads/onteudojuridico.com.br/consulta/artigo/55112/o-tratamento-diferenciado-concedido-s-micro-e-pequenas-empresas-e-aos-microempreendedores-individuais-no-ordenamento-jurdico-brasileiro
file:///C:/Users/marceli.reis/Downloads/onteudojuridico.com.br/consulta/artigo/55112/o-tratamento-diferenciado-concedido-s-micro-e-pequenas-empresas-e-aos-microempreendedores-individuais-no-ordenamento-jurdico-brasileirofile:///C:/Users/marceli.reis/Downloads/onteudojuridico.com.br/consulta/artigo/55112/o-tratamento-diferenciado-concedido-s-micro-e-pequenas-empresas-e-aos-microempreendedores-individuais-no-ordenamento-jurdico-brasileiro

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