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1 
 
Protocolo de Atenção à 
Gestante com SÍFILIS 
Bauru - SP 
 
 
Local: Secretaria Municipal de Saúde de Bauru/SP 
Janeiro, 2023. 
 
Versão 1: 2018 (Plano Municipal de Enfrentamento da Sífilis, Bauru) 
Responsáveis: 
Ana Carolina Viranda Pereira Lopes 
Ana Paula Balderrama Carvalho de Oliveira 
Cristiane Aparecida Carlos da Silva 
Dayane Paixão Hokama 
Deborah Catherine Salles Bueno 
Deborah Maciel Cavalcanti Rosa 
Eliane Regina Catalano Monteiro 
Ezequiel Aparecido dos Santos 
Fabiana Vieira Solfa 
Isabela de Goes Gagliardi 
Islaine Maressa Pelegrina 
Janete Aparecida Fraga da Silva Soniga 
José Roberto Berber Perez 
Josiane Fernandes Lozigia Carrapato 
Josiane Leonice Zanetti de Matos 
Jussemi Biazon Daltin 
Lucila Paula Manso Bacci 
Maristela Pastore Oliveira 
Meire Belchior Pranuvi 
Michele Cristina Vermelho 
Paulo Roque Carlotto 
Renata Colaço Ribeiro 
Renata Roledo Masotti Arcelis 
Renata Silveira Rocha 
Roseli D’Ávila Vasconcelos 
Thiago Grossi Rocha 
Tiago Tadeu Garcia 
Vera Lucia de Paula Rodrigues 
 
Versão 2: Jan/2023. Protocolo de Enfermagem: Atenção à Gestante com Sífilis. 
 
Elaboração: 
Fabiana Vieira Solfa – Enfermeira, chefe da Seção de Saúde do Adulto e Idoso; 
Maria Eugenia Guerra Mutro – Enfermeira, Presidente da Comissão Permanente de Protocolos de 
Atenção à Saúde (CPPAS). 
 
Colaboração: 
Deborah Maciel Cavalcanti Rosa – Médica Departamento de Planejamento Avaliação e Controle - 
Secretaria Municipal de Saúde. 
Jussemi Biazon Daltin – Farmacêutica, Diretora da Divisão de Avaliação e Planejamento; 
Mayara Nogueira dos Santos – Farmacêutica da Divisão de Assistência Farmacêutica; 
Ezequiel Aparecido dos Santos – Diretor do Departamento de Saúde Coletiva; 
Meire Belchior Pranuvi - Diretora de Vigilância Epidemiológica 
 
Revisão/Validação 
Isabela de Goes Gagliardi – Enfermeira, chefe da Vigilância Epidemiológica 
Josiane Leonice Zanetti de Matos, enfermeira – Diretora do Departamento de Unidades 
Ambulatoriais (DUA); 
 
Autorização 
Alana Trabulsi Burgo – Secretária Municipal de Saúde
 
 
Data Ação 
2018 Versão 1: Plano Municipal de Enfrentamento da Sífilis. 
Jan/2023 Versão 2: Protocolo de Enfermagem: atenção à gestante com Sífilis. 
Desmembramento da versão 1, com início do tema “Sífilis em gestantes” e atualização, 
revisão e capacitação referente ao conteúdo. 
Autorização de prescrição e administração de benzetacil pelos enfermeiros na APS. 
Set/2023 Versão 2: alteração do título 
Alteração do anexo II - Ficha de Acompanhamento da Gestante com Sífilis para ser 
anexado à carteira da gestante. 
 
 
 
 
Tabela de Siglas 
APS Atenção Primária à Saúde 
crmi Centro de referência de Moléstias Infecciosas 
DSC Departamento de Saúde Coletiva 
DVE Divisão de Vigilância Epidemiológica 
IST Infecção Sexualmente Transmissível 
MSI Maternidade Santa Isabel 
OMS Organização Mundial da Saúde 
PMB Prefeitura Municipal de Bauru 
PME Plano Municipal de Enfrentamento 
PN Pré Natal 
RN Recém Nascido 
SC Sìfilis congênita 
SMS Secretaria Municipal de Saúde 
TR Teste Rápido 
UBS Unidade Básica de Saúde 
USF Unidade de Saúde da Família 
 
 
Sumário 
Sífilis em Gestantes ........................................................................................................................................... 1 
1. Objetivos ............................................................................................................................................... 1 
2. Definição e notificação dos casos ......................................................................................................... 1 
3. Enfermagem .......................................................................................................................................... 2 
3.1 Consulta de enfermagem.............................................................................................................. 2 
3.2 Sistematização da Assistência de Enfermagem - Gestantes em Tratamento de Sífilis. ............. 3 
4. Registro de acompanhamento e encaminhamentos ........................................................................... 4 
5. Diagnóstico ............................................................................................................................................ 4 
6. Tratamento Adequado da Sífilis na Gestante ...................................................................................... 5 
6.1 Tratamento da gestante ............................................................................................................... 5 
6.2 Parcerias Sexuais ........................................................................................................................... 6 
6.3 Prescrição de Penicilina Benzatina pelo enfermeiro e administração do tratamento pela 
equipe de enfermagem: ........................................................................................................................... 7 
6.4 Gestantes com alergia suspeita ou relatada à penicilina ............................................................ 9 
6.5 Gestantes com alergia confirmada à penicilina ......................................................................... 11 
Complementos ........................................................................................................................................ 11 
6.6 Locais de aplicação:..................................................................................................................... 11 
6.7 Encaminhamentos: Regulação/Unidades referenciais .............................................................. 12 
Referências .................................................................................................................................................. 13 
Anexos ......................................................................................................................................................... 15 
Anexo I – Ficha de Investigação (LINK) Notificação: Sífilis em Gestante e Adquirida/SP ........................ 15 
Anexo II – Ficha de Acompanhamento da Gestante com Sífilis . ............................................................ 17 
Anexo III – Tratamento e Monitoramento de Sífilis em gestantes ......................................................... 18 
Anexo IV – Questionário de Avaliação de Risco de Anafilaxia – Penicilina Benzatina ............................ 19 
Anexo V - Fluxograma de atendimento aos casos de reação anafilática ................................................ 21 
Anexo VI – POP administração de medicamentos Intramuscular (IM), técnica em Z – penicilina 
benzatina ................................................................................................................................................. 22 
 
 
PREFEITURA MUNICIPAL DE BAURU 
SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE 
 
 
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Sífilis em Gestantes 
A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) sistêmica, de evolução crônica, 
causada por uma bactéria gram-negativa (espiroqueta) Treponema pallidum. 
A doença é exclusiva do ser humano e é curável. Em gestantes, se não tratada, pode levar a 
desfechos como aborto, natimorto, baixo peso, prematuridade e Recém-nascido (RN) com sífilis 
congênita (SC). 
 
1. Objetivos 
 
• Reduzir a transmissão de sífilis com vistas à eliminação de SC no Município de Bauru. 
• Tratar adequadamente as gestantes diagnosticadas com sífilis na gestação em tempo 
oportuno. 
• Tratar parcerias sexuais das gestantes diagnosticadas com sífilis de forma concomitante. 
• Realizar o acompanhamento de cura da gestante com sífilis durante o pré-natal. 
 
2. Definição e notificação dos casos 
Definição de caso 
Gestantes 
Toda mulher que durante o pré-natal, parto ou puerpério apresente: 
• Assintomática para Sífilis, com pelo menos um teste reagente, treponêmico E/OU não 
treponêmico com qualquer titulaçãoe sem registro de tratamento prévio. 
• Sintomática para Sífilis com pelo menos um teste reagente, treponêmico ou não 
treponêmico com qualquer titulação. 
 
 Teste não treponêmico reagente com qualquer titulação e teste treponêmico reagente, 
independente da sintomatologia da Sífilis e de tratamento prévio*. 
 
* Casos confirmados de cicatriz sorológica não devem ser notificados. 
 
“Cicatriz sorológica”: é uma expressão utilizada para pessoas que apresentam testes treponêmicos 
reagentes e testes não treponêmicos não reagentes (ou com títulos baixos, menores do que 1:2 ou 
1:4). Para confirmar a cicatriz sorológica é obrigatório: 
a) registro de tratamento prévio adequado e documentado; 
b) investigação de novas exposições para descartar reinfecção. 
 Notificação dos casos 
A notificação da gestante com Sífilis é compulsória e deve ser realizada por profissional de saúde, 
através do preenchimento da ficha de notificação e investigação epidemiológica (Anexo I), envio ao 
DSC/vigilância epidemiológica para ser registrada no Sistema de Informação de Agravos de Notificação 
(SINAN). A ficha de notificação pode ser encontrada no endereço: www.crt.saude.sp.gov.br e 
www.cve.saude.sp.gov.br. Ou Disponível em: 
http://portalsinan.saude.gov.br/images/documentos/Agravos/Sifilis-Ges/Sifilis_Gestante.pdf 
Fonte: Brasil,2017. Plano Municipal de Enfrentamento da Sífilis,2018 
 
http://www.crt.saude.sp.gov.br/
http://www.cve.saude.sp.gov.br/
http://portalsinan.saude.gov.br/images/documentos/Agravos/Sifilis-Ges/Sifilis_Gestante.pdf
 
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3. Enfermagem 
3.1 Consulta de enfermagem 
A consulta de enfermagem objetiva propiciar condições para a promoção da saúde da 
gestante e a melhoria na sua qualidade de vida. O profissional enfermeiro pode acompanhar 
inteiramente o pré-natal de baixo risco na rede de atenção primária, assim como prescrever 
Penicilina Benzatina a partir da publicação deste protocolo. 
A Enfermagem aqui alicerçada pela Teoria das Necessidades Humanas Básicas de Wanda 
Horta, 1973. Ao realizar o cuidado, a enfermagem deve realizar a Sistematização da Assistência de 
Enfermagem - Gestantes em investigação e Diagnóstico de Sífilis, ANOTAR em prontuário eletrônico 
e na caderneta da gestante. 
Diagnosticar e tratar precocemente a sífilis na gestação reduz a possibilidade de transmissão 
vertical e taxas de morbimortalidade materna e perinatal (NUNES et al., 2017). Assim, ao acolher a 
gestante, logo na primeira consulta, o teste rápido imunológico (treponêmico) e o VDRL (não 
treponêmico) devem ser realizados na gestante e parceria(s) (COREN-GO, 2017). 
No primeiro resultado reagente (positivo), deve-se realizar a notificação (anexo I) e iniciar o 
tratamento com Penicilina Benzatina, medicamento cujos benefícios superam quaisquer riscos, 
sendo considerado seguro para mãe e para o feto (COREN-SC, 2017). Além disso, é a única droga 
com eficácia garantida durante a gestação, evitando a sífilis congênita. Em 2021, observou-se uma 
taxa de incidência de 9,9 casos/1.000 nascidos vivos no Brasil. (BRASIL, 2022). 
A Penicilina G Benzantina é o medicamento de escolha para o tratamento da sífilis na 
gestação e na prevenção da transmissão vertical da doença para o feto, apresentando 98% de taxa 
de sucesso nessa prevenção. Assim, os tratamentos não penicilínicos são inadequados e só devem 
ser considerados como opção nas contraindicações absolutas ao uso da penicilina, como é o caso 
de alergia ou anafilaxia prévia (BRASIL,2015). 
A evolução, prognóstico e adesão ao tratamento, na atenção primária, serão avaliados no 
acompanhamento da gestante durante o pré-natal. A busca ativa deverá ser realizada pela pessoa 
eleita pelo profissional que acompanha a gestante e esse deverá anotar no prontuário eletrônico a 
conduta e busca realizada. 
PROCEDIMENTOS →AMBULATORIAIS→0006020100 BUSCA ATIVA NA ATENÇÃO BÁSICA 
PROCEDIMENTOS →AMBULATORIAIS →0098900153 CRMI - BUSCA ATIVA EM UNID ESPECIALIZADA 
 
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3.2 Sistematização da Assistência de Enfermagem - Gestantes em Tratamento de Sífilis. 
Este formulário servirá para guiar o atendimento/consulta de enfermagem no Prontuário Eletrônico 
Sistematização da Assistência de Enfermagem - Gestantes em Tratamento de Sífilis 
S = SUBJETIVO 
Histórico/Gestante com Sífilis 
Fez Tratamento anterior para Sífilis/data:_________________________________________ 
Fez ou faz tratamento para outras ISTs:____________________________________________ 
Parcerias Sexuais (orientar gestante para comunicar parcerias): 
_____________________________________________________________________________ 
_____________________________________________________________________________ 
 
O = OBJETIVO 
Exames clínico/laboratorial: 
Teste : 
A = AVALIAÇÃO P =PLANO 
Diagnóstico de Enfermagem Intervenção 
CID O981 ( ) Sífilis complicando a 
gravidez, parto e puerpério; 
 
 
1. Prescrição de Penicilina 
Benzatina (ver indicações) para a 
gestante e parcerias 
Sexuais (médico ou enfermagem) 
CIAP - 2 NANDA 2018-2022 
A85 Efeito adverso de 
fármaco dose correta 
 
A92 Alergia/Reação 
alérgica NE 
 
S01 Dor 
( ) Padrão respiratório 
ineficaz relacionado à 
dor/ansiedade/alergia 
caracterizado por respiração 
anormal 
2. Esclarecer dúvidas sobre doença, 
tratamento e procedimentos 
3. Estabelecer relação de confiança 
4. Estimular o paciente quanto ao 
tratamento de saúde e família 
P01 Sensação de 
ansiedade 
 
P74 Distúrbio 
ansioso/Estado de 
ansiedade 
( ) Medo relacionado a reação 
a um estímulo fóbico 
caracterizado por Aumento da 
transpiração/Boca/ 
seca/Diarreia/Dispneia 
 
1. Oferecer e realizar 
aconselhamento e TRs. Assim 
como protocolos de tratamento 
de Sífilis e outras IST 
 
RESULTADOS ESPERADOS 
( ) adesão ao tratamento 
( ) ausência de sífilis congênita 
( ) 
Necessidade de busca ativa? 
 
*NANDA, 2018-2020; Horta,1973 
CIAP – 2 Classificação Internacional de Atenção Primária – 2ª edição 
Após o atendimento SOAP, ao colocar o CID O981, automaticamente será aberto o formulário de 
acompanhamento das gestantes com sífilis (Anexo II – exemplo) que deverá ser impresso e 
anexado à carteirinha da gestante. 
 
 
 
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4. Registro de acompanhamento e encaminhamentos 
A coleta dos testes rápidos devem ser registradas no prontuário eletrônico, com o código 
de procedimento específico para gestante 02.14.01.008-2 – TESTE RÁPIDO PARA SÍFILIS NA 
GESTANTE OU PAI/PARCEIRO e o resultado deve ser registrado como avaliado. 
Toda gestante deve ser monitorada para sífilis desde o diagnóstico da gravidez ou na sua 
primeira consulta do pré-natal. 
O acompanhamento da gestante e parceria(s) deve ser registrado em Ficha de 
monitoramento da gestante (anexo II). A ficha deverá ser impressa no início do tratamento e 
anexada a carteira da gestante na consulta do pré-natal e apresentada pela gestante na 
maternidade no momento do parto. Em cada assistência referente à sífilis, atualizar e/ou fazer 
nova impressão. Caso a gestante não apresente a ficha no parto, a maternidade poderá entrar 
em contato no (14) 3104-1492 (dias úteis) ou 99106-6389 (plantão) com a Seção de Doenças 
Transmissíveis e Agravos Inusitados à Saúde/DVE/DSC ou com o Plantão da DVE para solicitar 
cópia. POR ISSO A IMPORTÂNCIA DA ANOTAÇÃO CORRETA. 
 
5. Diagnóstico 
Figura 1: Fluxograma para investigação de sífilis na gestante: 
 
Fonte: Brasil/MS,2021 (Anexo III) 
 
 
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*O Teste rápido em gestantes deverá ser lançado na produção de profissionais previstos na Norma 
Técnica do Programa Previne Brasil. 
 
PROCEDIMENTOS →AMBULATORIAIS→02.14.01.008-2 – TESTERÁPIDO PARA SÍFILIS NA 
GESTANTE OU PAI/PARCEIRO 
 
E o registro da aplicação deverá ser realizado com o procedimento. Na anotação o profissional deve 
registrar o medicamento administrado (Penicilina Benzatina1.200.000 UI, diluição (3ml de água 
destilada) via de administração (intramuscular) e local anatômico (glúteos ou ventrogúteos). 
 
PROCEDIMENTOS →AMBULATORIAIS→03.01.10.024-1 – ADMINISTRAÇÃO DE PENICILINA 
PARA TRATAMENTO DE SÍFILIS 
 
 Além disso, o profissional deverá registrar a dose na ficha de acompanhamento (carteirinha 
da gestante) e checar no receituário, registrando a data do retorno (7 dias) 
 
6. Tratamento Adequado da Sífilis na Gestante 
6.1 Tratamento da gestante 
 
 O ENFERMEIRO PODERÁ PRESCREVER O TRATAMENTO COM PENICILINA 
BENZATINA CONFORME PROTOCOLO ABAIXO: 
Quadro 2 – Esquemas terapêuticos para Sífilis em gestantes e controle de cura. 
ESTADIAMENTO ESQUEMA TERAPÊUTICO SEGUIMENTO OBSERVAÇÃO 
Sífilis recente: sífilis 
primária, secundária e 
latente recente (até um 
ano de evolução). 
Benzilpenicilina benzatina 
2,4 milhões UI, IM, 
1x/semana (1,2 milhão UI 
em cada glúteo) por 2 
semanas. 
 
Dose total: 4,8 milhões UI, 
IM 
Mensal 
(teste não 
treponêmico) 
VDRL 
Para gestantes o 
intervalo ideal entre as 
doses é de 7 dias. Se 
uma mulher grávida não 
retornar para a próxima 
dose no 7º dia, todos os 
esforços devem ser 
feitos para contatá-la e 
vinculá-la 
imediatamente ao 
tratamento. 
 
Gestantes com atraso 
entre as doses > 9 dias, 
em qualquer dose da 
terapia, devem repetir o 
esquema terapêutico 
completo. 
Sífilis tardia: sífilis 
latente tardia (com mais 
de um ano de evolução) 
ou latente com duração 
ignorada e sífilis 
terciária 
Benzilpenicilina benzatina 
2,4 milhões UI, IM, 
1x/semana (1,2 milhão UI 
em cada glúteo) por 3 
semanas. 
 
Dose total: 7,2 milhões UI, 
IM 
Mensal (teste não 
treponêmico) 
*Tratamento materno adequado: Tratamento completo e finalizado antes do parto, realizado com benzilpenicilina benzatina 
(penicilina G benzatina), de acordo com a classificação clínica da sífilis materna e iniciado até 30 dias antes do parto. 
Fonte: NOTA INFORMATIVA Nº 002/2022/CRT-PE-DST/AIDS/SES-SP 
 
 
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Atenção 
• O intervalo ideal entre as doses é de 7 dias. Gestantes com atraso entre as doses > 9 dias 
devem repetir o esquema terapêutico completo; 
• Caso a aplicação da dose deva ser feita no final de semana ou feriado, a paciente deverá 
ser orientada a procurar a rede municipal de urgência para receber a dose. Nestes casos, 
combinar entre os serviços e encaminhar receita (lembrar-se de datar, rubricar e 
carimbar, além de registrar no prontuário da paciente). 
• O motivo do acompanhamento mensal dos testes não treponêmicos na gestante é para 
garantir a não elevação desses títulos (reinfecção). Se houver elevação de duas titulações, 
iniciar novo tratamento; 
• Iniciar o tratamento, em qualquer idade gestacional, mesmo que o adequado seja início 
até 30 dias antes do parto; 
 
É considerado tratamento adequado da gestante com Sífilis: 
• Tratamento completo e documentado*, adequado ao estágio da doença, feito com 
Penicilina Benzatina com comprovação da sua realização, em documentos oficiais, tais como: 
a) prontuário do paciente, caderneta do pré-natal e receituário médico, todos com a checagem 
da aplicação no caso de medicação injetável; sugere-se deixar um lembrete na receita: datar, 
rubricar e carimbar as doses aplicadas. 
b) não deverá ser considerado exclusivamente o relato da paciente. 
• Tratamento iniciado até 30 dias antes do parto. Isso dará tempo para o tratamento completo 
antes do nascimento da criança. 
 
6.2 Parcerias Sexuais 
Em relação às parcerias sexuais o Ministério da Saúde orienta: 
• As parcerias sexuais podem estar infectadas, mesmo com testes não reagentes, e DEVEM 
ser tratadas presumivelmente com uma dose de penicilina benzatina IM (2.400.000 UI). 
• Considera-se tratamento concomitante da parceria sexual aquele que ocorrer entre a data 
de início do tratamento da gestante até a data de aplicação da última dose do tratamento da 
gestante; 
• Se a parceria sexual estiver ausente, fora do convívio da gestante e sem relações sexuais com 
a mesma, o tratamento deverá ocorrer antes de voltar a ter contato sexual com a gestante tratada; 
 
 
 
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• Em parcerias sexuais de gestante com Sífilis recente, com provas sorológicas não reagentes, 
o tratamento deve ser realizado presumivelmente com esquema para Sífilis recente, caso tenham 
sido expostas nos últimos 90 dias (podem estar em período de janela); 
• As parcerias sexuais expostas há mais de 90 dias deverão ser avaliadas clínica e 
laboratorialmente e tratadas conforme achados diagnósticos ou, na ausência de sinais e sintomas e 
na impossibilidade de estabelecer a data da infecção, deverão ser tratadas com esquema para Sífilis 
latente tardia. 
Todavia, dada a dificuldade de confirmação de exposição das parcerias sexuais nos últimos 90 
dias e à gravidade da Sífilis congênita em nosso município, recomendamos o tratamento das 
parcerias sexuais independentemente do resultado do exame sorológico. A prescrição do seu 
tratamento será feita pelos médicos ou enfermeiros responsáveis pelo acompanhamento da 
gestante. 
Figura 2: Fluxograma de tratamento de parcerias sexuais de gestantes com sífilis: 
 
 
PROCEDIMENTOS →AMBULATORIAIS→02.14.01.008-2 – TESTE RÁPIDO PARA SÍFILIS NA 
GESTANTE OU PAI/PARCEIRO 
 
6.3 Prescrição de Penicilina Benzatina pelo enfermeiro e administração do tratamento pela 
equipe de enfermagem: 
 
As prescrições de penicilina benzatina, assim como as solicitações de VDRL devem ser 
feitas pelo prontuário eletrônico e estão autorizados a serem feitos pelo ENFERMEIRO a partir 
da publicação/autorização deste protocolo. Assim como a administração da prescrição pelos 
profissionais de enfermagem, que deverão responder à não adesão deste protocolo e que pode 
consequente prejudicar a atenção à saúde populacional. 
 
Parceria de 
gestante com Sífilis
Presente na 
consulta?
SIM
TESTAGEM 
NEGATIVA
TRATAR COM PENICILINA 
BENZATINA 2.400.000 , 
APLICAÇÃO IMEDIATA
TESTAGEM 
POSITIVA
NOTIFICAR 
(MODELO SP - link ANEXO I)
COLHER VDRL;
APLICAR 2.400.000 
IMEDIATO;
PRESCRIÇÃO DE 
7.200.000(TOTAL)
NÃO
orientar a gestante para comunicar as 
parcerias 
PARCERIAS: penicilina benzatina 7.200.000 
acompanhar as doses aplicadas (UBS, USF 
E UPAS)
 
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 A administração de penicilina benzatina pode ser feita com segurança na Atenção 
Primária. A probabilidade de reação adversa às penicilinas, em especial as reações graves, é muito 
rara, 0,002% (BRASIL, 2020). 
Em nota técnica (Cofen/CTLN Nº 03/2017), o Cofen,2017 deixa claro que: 
1. A penicilina benzatina pode ser administrada por profissionais de enfermagem no 
âmbito das Unidades de Atenção Primária de Saúde, mediante prescrição médica ou de 
enfermagem. 
2. Os enfermeiros podem prescrever a penicilina benzatina, conforme protocolos 
estabelecidos pelo ministério da saúde, secretarias estaduais, secretarias municipais, distrito 
federal ou em rotina aprovada pela instituição de saúde. 
3. A ausência do médico na unidade de saúde não configura motivo para não realização 
da administração oportuna da penicilina benzantina por profissionais de enfermagem. 
Portanto, o receio de ocorrência de reações adversas não é impeditivo para a 
administração de penicilina benzatina na Atenção Primária, desde que haja o suporte para o 
atendimento de urgência para eventuais situações que podem ocorrer com quaisquer 
medicações e/ou vacinas. 
Legal e eticamente não se pode revelar o resultado do exame da gestante ao 
parceiro/prontuário de saúde, onde a Portaria 1.820/2009 que Dispõe sobre os direitose deveres 
dos usuários da saúde: 
Art. 5º Toda pessoa deve ter seus valores, cultura e direitos respeitados na relação com os 
serviços de saúde, garantindo-lhe: 
II -o sigilo e a confidencialidade de todas as informações pessoais, mesmo após a morte, 
salvo nos casos de risco à saúde pública; 
Portanto, a anotação de enfermagem deve ser realizada no sentido de preservar a 
informação e a gestante deverá informar seu estado de saúde às parcerias e orientá-las a 
comparecer à unidade de saúde para o exame e tratamento. 
 
 
 
 
 
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6.4 Gestantes com alergia suspeita ou relatada à penicilina 
No caso de gestantes que referem ser alégica a penicilina deve-se realizar anamnese, através 
de questionário de Avaliação de Risco de Anafilaxia – Penicilina Benzatina (Anexo IV) para avaliar o 
tipo de reação descrita e evidenciar alergia. 
As pacientes gestantes com sífilis e alergias suspeitas a penicilina benzatina devem ser 
encaminhadas a um serviço terciário, para que sejam dessensibilizadas e posteriormente tratadas 
com penicilina, em ambiente hospitalar (BRASIL, 2013; SES/SP, 2016). 
Conforme resposta ao ofício (e-proc 163736/2022) a diretora do DRS VI, informa que o fluxo 
e o serviço de referência para a dessensibilização será o HC Botucatu. Os casos deverão ser 
encaminhados para o Núcleo de Regulação de Vagas da SMS Bauru, com a solicitação e relatório 
médico, cópia do questionário de Avaliação de Risco de Anafilaxia (anexo IV), cópia da Ficha de 
Notificação SINAN, dados da paciente com o nº do CROSS pelo email 
cagenda_saude@bauru.sp.gov.br 
 
Tratamento INADEQUADO da gestante: 
Entende-se por tratamento inadequado: 
• tratamento realizado com qualquer medicamento que não seja a 
penicilina; ou 
• tratamento incompleto, mesmo tendo sido feito com penicilina; ou 
• tratamento inadequado para a fase clínica da doença; ou 
• início de tratamento após o período de 30 dias antes do parto. 
 
mailto:cagenda_saude@bauru.sp.gov.br
 
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Figura 3: Fluxograma para aplicação de penicilina benzatina em gestantes com suspeita de 
alergia/anafilaxia a penicilina benzatina, Bauru-SP. 
 
 Em caso de anafilaxia, acessar o fluxograma de atendimento por classificação de 
risco/vulnerabilidade aos casos de reação anafilática (Anexo V), o enfermeiro deve: 
1. Puncionar acesso venoso periférico; 
2. Manter vias aéreas (oxigenioterapia); 
3. Monitorar SSVV; 
4. Acionar SAMU (192); *considerar prescrição por telemedicina até a chegada da equipe 
 
 
RELATO/HISTÓRICO DE 
ALERGIA
SIM
APLICAR QUESTIONÁRIO 
ALERGIA (Anexo IV)
INDICADO 
DESSENSIBILIZAÇÃO
AGENDAR EM UNIDADE 
PACTUADA (PACTUAÇÃO = 
BOTUCATU) via email: 
cagenda_saude@
SEM EVIDÊNCIAS DE SER 
ALÉRGICA
APLICAR BENZETACIL
(PRESCRIÇÃO MÉDICA 
OU ENFERMEIRO)
AGUARDAR 30'
APRESENTOU 
ANAFILAXIA?
SIM
INICIAR FLUXO 
P/ ANAFILAXIA
(ANEXO V)
NÃO
ALTA com 
orientações
NÃO
 
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11 
 
6.5 Gestantes com alergia confirmada à penicilina 
 
No entanto, na impossibilidade de realizar a dessensibilização (contraindicações absolutas), 
a gestante poderá ser tratada no ambiente ambulatorial ou na Atenção Primária de Saúde com 
ceftriaxona 1 g, IV (intravenoso) ou IM (intramuscular), em dose única diária, por 8 a 10 dias. 
Nesses casos, será necessário notificar, investigar e tratar a criança para sífilis congênita, já 
que tratamento da sífilis materna com outro medicamento, que não seja a penicilina, é considerado 
tratamento inadequado para o feto, por não atravessar a barreira placentária (BRASIL,2015). 
A maternidade Santa Isabel irá realizar a notificação e início do tratamento dos casos de sífilis 
congênita. Nos casos identificados pela APS em que o tratamento não tenha sido iniciado na MSI ou 
quando a criança for considerada exposta e apresentar alteração de VDRL, deverão ser discutidos 
para necessidade de notificação. 
 
Complementos 
 
6.6 Locais de aplicação: 
 
A injeção Intramuscular (IM) no músculo ventro glúteo é a que representa menor risco e a primeira 
escolha para aplicação de penicilina benzatina, pois: (POP de administração de medicamentos IM – 
técnica em Z disponível – anexo VI) 
[...] é livre de vasos ou nervos importantes e seu tecido subcutâneo de menor espessura, 
se comparado a outros músculos utilizados para IM. Na prática clínica, esta é uma região 
muito pouco escolhida e a mudança dessa realidade depende da equipe de 
enfermagem, que, recebendo treinamento adequado e sendo supervisionada, talvez 
passe a incorporá-la em sua prática [...] (COREN/SP, 2010). 
Pacientes com prótese de silicone em glúteos (Acessar POP – enfermagem: Administração de 
Medicamentos Intramuscular – IM) 
• Prótese industrial: com uma das mãos manipular a prótese para o lado e aplicar a 
medicação IM profunda na região onde a prótese já não esteja localizada 
• Prótese com silicone líquido (injetado através de injeções): não deverá ser aplicado a 
medicação no glúteo. Nesse caso, dar preferência para a região do vasto lateral da coxa 
(regiões que suportam 4 ml de medicação). NUNCA realizar em deltóide. 
 
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12 
 
6.7 Encaminhamentos: Regulação/Unidades referenciais 
 
Quadro 1: Serviços de saúde e situações de saúde para encaminhamento das gestantes: 
 
Serviço Quando encaminhar 
 
CAPS AD 
 
Gestantes usuárias de substâncias psicoativas (SPA) 
 
Casa da 
Mulher 
Gestantes com dificuldade de manejo (persistência ou elevação do VDRL após o 
tratamento efetivo incluído o das parcerias sexuais) 
Gestantes de alto risco (conforme protocolo do AGAR) 
 
CRMI 
 
Gestantes com coinfecção por HIV e/ou tuberculose multirresistente 
 
MSI 
 
Gestantes com intercorrências obstétricas ou início do trabalho de parto 
 
HC Botucatu 
 
Evidências de ser alérgica a penicilina (entregar o questionário preenchido (Anexo IV) 
E solicitar vaga via cagenda_saude@bauru.sp.gov.br 
 
mailto:cagenda_saude@bauru.sp.gov.br
 
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SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE 
 
 
13 
Referências 
 
Brasil. Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Doenças de 
Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Protocolo Clínico e Diretrizes 
Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis – IST 
Brasília: Ministério da Saúde, 2022. 211 p.: il. Acesso em: 16 nov 2022. Disponível em: 
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolo_clinico_atecao_integral_ist.pdf 
 
BRASIL. Ministério da saúde. Boletim Epidemiológico. Secretaria de Vigilância em Saúde. Boletim 
Epidemiológico de Sífilis Número Especial | Out. 2022. Acesso em:08 nov 2022. Disponível em: 
https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-
conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/especiais/2022/boletim-epidemiologico-de-
sifilis-numero-especial-out-2022/view 
 
Brasil. Ministério da Saúde. Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções 
Sexualmente Transmissíveis. Fluxogramas para Manejo Clínico das ISTs. 2021. Acesso em: 09 nov 
2022. Disponível em: https://www.gov.br/aids/pt-br/centrais-de-
conteudo/publicacoes/2021/fluxogramas-para-manejo-clinico-das-ist/view 
 
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde Departamento de Doenças de Condições 
Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis.Fluxogramas para Manejo Clínico das Infecções 
Sexualmente Trsnmissíveis 1.ed. 2021. 68p. Acesso em: 10 nov 2022. Disponível em: 
https://www.gov.br/aids/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/2021/fluxogramas-para-manejo-clinico-
das-ist/view 
 
Brasil. Ministério da Saúde. Depto Vigilância, Prevenção e Controle das Infecções Sexualmente 
Transmissíveis do HIV/AIDS e das HepatitesVirais. Nota Informativa Nº 2- SEIAHV/SVS/MS - Altera 
os Casos para Notificação de Sífilis Adquirida, Sífilis em Gestantes e Sífilis Congênita. SEI-0882971- 
Nota Informativa. Anexo 1: 5-9 – Brasília: Ministério as Saúde, 2017. Disponível em: 
https://portalsinan.saude.gov.br/images/documentos/Agravos/SifilisGes/Nota_Informativa_Sifilis.pdf 
 
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Primária. 
Atenção ao pré-natal de baixo risco. – 1. ed. rev. Brasília: Editora do Ministério da Saúde, Cadernos 
de Atenção Primária, n°32. 2013. 318 p.: il. – Disponível 
em: http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/publicacoes/caderno_32.pdf 
 
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. Comissão 
Nacional de Incorporação de Tecnologia no SUS. Relatório de Recomendação. Ceftriaxona para 
tratamento da Sífilis em gestantes com alergia confirmada à penicilina. No153. Brasília: Editora do 
Ministério da Saúde, 2015. 16p. Disponivel 
em: http://www.caism.unicamp.br/PDF/Relatorio_Ceftriaxona_Sfilis_final.pdf 
 
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde – Coordenação Nacional de DST e Aids. 
Manual: Testes de Sensibilidade à Penicilina. Brasília: Ministério da Saúde, 1999. 32p. 
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Boletim Epidemiológico – v. 47, n. 35 
– Sífilis V, 2016. 
 
Diagnósticos de enfermagem da NANDA-I: definições e classificação 2018-2020 [recurso eletrônico] 
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolo_clinico_atecao_integral_ist.pdf
https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/especiais/2022/boletim-epidemiologico-de-sifilis-numero-especial-out-2022/view
https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/especiais/2022/boletim-epidemiologico-de-sifilis-numero-especial-out-2022/view
https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/especiais/2022/boletim-epidemiologico-de-sifilis-numero-especial-out-2022/view
https://www.gov.br/aids/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/2021/fluxogramas-para-manejo-clinico-das-ist/view
https://www.gov.br/aids/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/2021/fluxogramas-para-manejo-clinico-das-ist/view
https://www.gov.br/aids/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/2021/fluxogramas-para-manejo-clinico-das-ist/view
https://www.gov.br/aids/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/2021/fluxogramas-para-manejo-clinico-das-ist/view
https://portalsinan.saude.gov.br/images/documentos/Agravos/SifilisGes/Nota_Informativa_Sifilis.pdf
http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/publicacoes/caderno_32.pdf
http://www.caism.unicamp.br/PDF/Relatorio_Ceftriaxona_Sfilis_final.pdf
 
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14 
/ [NANDA International]; tradução: Regina Machado Garcez; revisão técnica: Alba Lucia Bottura 
Leite de Barros... [et al.]. – 11. ed. – Porto Alegre: Artmed. ISBN 978-85-8271-504-8 
 
Centro De Referência E Treinamento DST/AIDS - PROGRAMA ESTADUAL DE DST/AIDS – CCD – SES-
SP NOTA INFORMATIVA Nº 002/2022/CRT-PE-DST/AIDS/SES-SP 
 
CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SÃO PAULO. Administração de medicamentos por via 
intramuscular. São Paulo: COREN, 2010 
 
COREN-GO. Conselho Regional de Enfermagem de Goiás. Protocolo de enfermagem na Atenção 
Primária à Saúde no Estado de Goiás. 3ª ed. Goiânia-GO: [s.n.], 2017. Disponível em: 
http://www.corengo.org.br/wp-content/uploads/2017/11/protocolo-final.pdf Acesso em:08 nov 
2022. 
 
COREN-SC. Conselho Regional de Enfermagem de Santa Catarina. Protocolo de Enfermagem: Saúde 
da mulher. 3ª ed. Florianópolis-SC: [s.n.], 2017. Disponível em: http://www.corensc.gov.br/wp-
content/uploads/2018/04/Protocolo-de-Enfermagem-Volume-3.pdf . Acesso em: 08 nov 2022. 
 
HORTA, W.A. — Teoria das necessidades humanas básicas. Ciência e Cultura, 25(6):568, jun. 1973. 
Suplemento. 
 
Plano Municipal de Enfrentamento da Sífilis. Bauru, 2018. [Intranet] 
 
http://www.corengo.org.br/wp-content/uploads/2017/11/protocolo-final.pdf
http://www.corensc.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/Protocolo-de-Enfermagem-Volume-3.pdf
http://www.corensc.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/Protocolo-de-Enfermagem-Volume-3.pdf
 
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15 
Anexos 
Anexo I – Ficha de Investigação (LINK) Notificação: Sífilis em Gestante e Adquirida/SP 
 
 
 
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16 
 
 
FICHA DE NOTIFICAÇÃO SÍFILIS EM GESTANTE. Disponível em: 
http://portalsinan.saude.gov.br/images/documentos/Agravos/Sifilis-Ges/Sifilis_Gestante.pdf 
 
FICHA DE NOTIFICAÇÃO SÍFILIS ADQUIRIDA – SP (PARCERIAS). Disponível em: 
https://www.saude.sp.gov.br/resources/crt/vig.epidemiologica/fichas-de-
notificacao/fichas/fin_sifadqadaptada_versao_2_31_05.pdf?attach=true 
http://portalsinan.saude.gov.br/images/documentos/Agravos/Sifilis-Ges/Sifilis_Gestante.pdf
https://www.saude.sp.gov.br/resources/crt/vig.epidemiologica/fichas-de-notificacao/fichas/fin_sifadqadaptada_versao_2_31_05.pdf?attach=true
https://www.saude.sp.gov.br/resources/crt/vig.epidemiologica/fichas-de-notificacao/fichas/fin_sifadqadaptada_versao_2_31_05.pdf?attach=true
 
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17 
Anexo II – Ficha de Acompanhamento da Gestante com Sífilis. 
 
FICHA DE ACOMPANHAMENTO DA GESTANTES COM SÍFILIS 
 (GRAMPEAR JUNTO À CARTEIRINHA DA GESTANTE) 
 
1. IDENTIFICAÇÃO DA GESTANTE 
 
Nome completo da gestante:____________________________________________________________________ 
Nº PRONTUÁRIO: ______________________ Unidade de Saúde: _______________________________________ 
Data de nascimento: ____/____/________. Idade:______ anos. 
Telefone(s):__________________________________________________________________________________ 
Logradouro: ____________________________________________________________ nº:__________________ 
Bairro: ___________________________ CEP: __________________________________ Cidade: Bauru 
2. DIAGNÓSTICO DA GESTANTE 
Patologia/Doença: O 981 – Sífilis Complicando a Gravidez, o Parto e o Puerpério 
 
DPP: _____/______/________ (Iniciar até 30 dias antes da data do parto) 
PRIMEIROS SINTOMAS:______/_______/_______(Considerar data do TR positivo, sem história documental de tratamento) 
CLASSIFICAÇÃO: ( )Sífilis recente (até 1 ano) ( )Sífilis tardia (> 1 ano /duração desconhecida) 
TESTE RÁPIDO 
Resultado do Teste Rápido (TR): ( )Reagente ( )Não Reagente ( )Não Realizado. 
Data do TR: _____/_____/________ 
VDRL mensal (Redução de pelo menos duas diluições em 6 meses com VDRL mensal) 
1º VDRL 
Data: ____/____/______ 
Resultado: 
2º VDRL 
Data: ____/____/______ 
Resultado: 
3º VDRL 
Data: ____/____/______ 
Resultado: 
4º VDRL 
Data: ____/____/______ 
Resultado: 
5º VDRL 
Data: ____/____/______ 
Resultado: 
6º VDRL 
Data: ____/____/______ 
Resultado: 
7º VDRL 
Data: ____/____/______ 
Resultado: 
8º VDRL 
Data: ____/____/______ 
Resultado: 
9º VDRL 
Data: ____/____/______ 
Resultado: 
3. TRATAMENTO DA GESTANTE 
PENICILINA BENZATINA: ( )4.800.000 UI ( )7.200.000 ( )Alérgica (Item 4) 
1ª dose 
Data: ____/____/______ 
Profissional: 
2ª dose 
Data: ____/____/______ 
Profissional: 
3ª dose 
Data: ____/____/______ 
Profissional: 
REINICIADO TRATAMENTO - PENICILINA BENZATINA: ( )4.800.000 UI ( )7.200.000 
MOTIVO: ( )Perda de prazo entre as doses (até 9 dias) ( )Aumento do VDRL – reinfecção ( )outro 
1ª dose 
Data: ____/____/______ 
Profissional: 
2ª dose 
Data: ____/____/______ 
Profissional: 
3ª dose 
Data: ____/____/______ 
Profissional: 
4. TRATAMENTO DA(S) PARCERIA(S) SEXUAIS 
PENICILINA BENZATINA: ( )2.400.000 UI, se TR não reagente ( )7.200.000, se TR reagente ( )Não tratado 
1ª dose 
Data: ____/____/______ 
Profissional:2ª dose 
Data: ____/____/______ 
Profissional: 
3ª dose 
Data: ____/____/______ 
Profissional: 
5. ALERGIA 
( ) Preencher Questionário de Avaliação de Risco de Anafilaxia – Penicilina Benzatina (Anexo IV); 
( ) Encaminhar casos para dessensibilização via Central de Regulação: cagenda_saude@bauru.sp.gov.br 
conforme fluxograma. 
Preencher e imprimir duas vias: 1ª via: prontuário e 2ª via: carteira da gestante 
 
mailto:cagenda_saude@bauru.sp.gov.br
 
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18 
Anexo III – Tratamento e Monitoramento de Sífilis em gestantes 
 
 Fonte: SES-SP NOTA INFORMATIVA Nº 002/2022/CRT-PE-DST/AIDS/SES-SP 
 
 
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19 
Anexo IV – Questionário de Avaliação de Risco de Anafilaxia – Penicilina Benzatina 
 
Questionário de Avaliação de Risco de Anafilaxia – Penicilina Benzatina 
 
NOME: 
Prontuário: 
CNS : 
Data: ____/____/____ 
Telefone: 
1. ANAMNESE 
IG: _____________ DPP____/_____/____ G____P____A____ 
Alguma gestação com desfecho negativo: ( ) NÃO ( )SIM : _________________________ 
Histórico de Saúde/ Comorbidades: 
( ) Sífilis 
( ) Asma 
( ) Fibrose Cística 
( ) Doença Autoimune : ____________________ 
( ) Leucemia Linfóide aguda 
( ) Atopia 
( ) Diabetes 
( ) HAS 
( ) Outras: ________________________ 
2- HISTÓRICO DE ALERGIA A PENICILINA 
Relato e/ou relatório médico de alergia a penicilina ( ) SIM ( )NÃO 
Já usou Penicilina ( ) SIM ( ) NÃO Qual o nome/tipo de Penicilina : _____________________ 
Qual foi a via de administração ( )Via Oral ( ) Intramuscular ( )Endovenoso ( ) Não sabe 
Quando foi usada (informar data ou idade que foi usada( )_____________________________ 
Qual o motivo? _______________________________________________________________ 
Já usou amoxacilina ( ) SIM ( ) NÃO 
3- OCORRENCIA DE REAÇÃO ALÉRGICA 
Relato e/ou relatório médico de reação alérgica? ( ) SIM ( ) NÃO 
QUAIS OS SINAIS/SINTOMAS: 
( ) 1- Urticária – reação dermatológica 
( ) 2- Angioedema 
( ) 3- Hipotensão 
( ) 4- Edema de laringe 
( )5- Broncoespasmo 
( ) 6- Choque 
( )7- Outros : ________________________________________________________________ 
 
Para essas patologias é CONTRAINDICADO realizar dessensibilização 
( ) Doença do soro 
( ) Steven Jonhnson 
( ) Necrólise Epidérmica tóxica 
 
Foi necessário uso de medicação para tratar reação alérgica? ( )SIM ( )NÃO 
 
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20 
( )Anti-histamínico 
( )Descongestionante 
( )Adrenalina e/ou Epinefrina 
( ) Corticóides 
( ) Broncodilatador 
Uso de medicação contínua para doenças crônicas ( ) NÃO ( ) SIM 
Descrever: 
____________________________________________________________________ 
DOENÇAS ALÉRGICAS 
( ) Dermatite atópica 
( ) Alergia alimentar : __________________________ 
( ) Alergia a picada/veneno de inseto 
( ) Alergia a látex  Outras_____________________________________________ 
OUTRAS REAÇÕES ALÉRGICAS 
Reação medicamentosa durante cirurgia prévia ( ) NÃO ( ) SIM. 
Descreva: ________________________________ 
Reação à imunobiológio/vacina: ( ) NÃO ( ) SIM 
História de anafilaxia grave: 
__________________________________________________________________________ 
Realizou teste intradérmico de sensibilidade à Penicilina anteriormente? ( ) NÃO ( ) SIM. 
Resultado : 
_____________________________________________________________________ 
CONCLUSAO (AVALIAR RISCO DE ALERGIA A PENICILINA) 
( )Risco habitual: relato de reação alérgica leve sem necessidade de intervenção hospitalar 
( ) Alto risco: reação grave (mais de um item marcado no quadro 3) ou outro histórico de 
anafilaxia encaminhar para dessensibilização em ambiente hospitalar 
Descrever avaliação: 
___________________________________________________________________________ 
 
 
Responsável pelo preenchimento: (CARIMBO E ASS): _______________________________ 
 
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21 
Anexo V - Fluxograma de atendimento aos casos de reação anafilática 
 
Fonte: Brasil, 2015. 
Lista de medicamentos utilizados em casos de anafilaxia:
22 
 
PROTOCOLOS DE PROCEDIMENTOS 
OPERACIONAIS PADRÃO – POPs 
 
ENFERMAGEM 
 
 
 
Anexo VI – POP administração de medicamentos Intramuscular (IM), técnica em Z – penicilina benzatina 
Administração de medicamentos via intramuscular (IM) 
 
 
1. OBJETIVO 
 
 Administrar medicamentos por via intramuscular 
 
2. PROSSIONAIS/RESPONSÁVEIS: 
• Auxiliares e Técnicos de enfermagem 
• Enfermeiros 
 
3. CAMPO DE APLICAÇÃO 
Unidades Básicas de Saúde (UBS), Ambulatórios, Unidades de Pronto Atendimento (UPA), Pronto Socorro 
(PS), Unidades de Saúde da Família (USF), Serviço de Atenção Domiciliar (SAD), Serviço de Atendimento 
Móvel de Urgência (SAMU). 
 
4. MATERIAIS 
 
• Bandeja 
• Álcool a 70% 
• Medicamento(s) 
• Algodão 
• Seringa de 3 ou 5mL 
• Agulha para aspiração (40x1,2 / 30x0,8 / 25x0,8mm) 
• Agulha para aplicação (30x0,8 / 30x0,7 / 25x0,7 / 25x0,6 / 20x0,55mm) 
• Luvas de procedimento 
 
5. DESCRIÇÃO DA TÉCNICA 
 
1. Higienizar as mãos (Ver protocolo de HIGIENIZAÇÃO SIMPLES DAS MÃOS); 
2. Conferir os certos da administração de medicamentos. (ver protocolo de PREPARO DE 
MEDICAMENTOS) 
3. Apresentar-se e explicar o procedimento e sua finalidade ao paciente e/ou cuidador; 
4. Preparar o(s) medicamento(s), conferir data de validade; 
5. Trocar a agulha por uma compatível com o medicamento e as condições da musculatura do usuário; 
6. Organizar o material na bandeja e transportá-lo até o usuário; 
7. Garantir a privacidade e segurança do usuário fechando cortinas, biombo, portas e acomodá-lo na 
cadeira ou maca se necessário; 
8. Calçar as luvas de procedimento; 
9. Delimitar a área intramuscular de escolha, observar a integridade e o tamanho do músculo; 
POP Nº 6 PALAVRAS-CHAVE: medicamento; intramuscular FOLHA:1/6 Divisão de Enfermagem 
 
Versão: 2 
Emissão: 16/01/2023 
23 
 
PROTOCOLOS DE PROCEDIMENTOS 
OPERACIONAIS PADRÃO – POPs 
 
ENFERMAGEM 
 
 
 
 
Deltoide: Localizar e delimitar o processo acromial, medir 2 a 3 dedos (2,5 a 5 cm abaixo). Aplicar na região 
central do músculo (volume máximo 1mL). 
 
 
Fonte: Google imagens 
 
 
Vasto lateral da coxa: Dividir a coxa lateralmente em três partes, tomando como referência o trocânter 
maior e a articulação do joelho. Aplicar no centro do terço médio; (volume máximo 4mL). 
 
Em RN (até 28 dias) lactente (de 28 dias até 24 meses) e crianças (de 24 meses a 10 anos), introduzir a agulha 
com ângulo de 45° a 60° e em adolescentes (11 a 17 anos), ângulo de 60° a 90°. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Google imagens 
 
Dorso glúteo: Traçar uma linha imaginária da espinha ilíaca posterossuperior até o grande trocânter do fêmur e fazer 
a aplicação intramuscular acima dessa linha.Ou dividir a nádega em quadrantes traçando uma linha horizontal do 
trocânter do fêmur até as vértebras sacrais, e uma linha vertical da crista ilíaca até a parte central do sulco infraglúteo. 
Aplicar no quadrante supralateral; Este local está associado a injeções inadvertidas, em muitas pessoas; injetar neste 
tecido altera a absorção do fármaco e causa irritação tissular. Mais importante ainda, o local está associado a lesão 
significativa, inclusive dor e paralisia temporária ou permanente, causada por danos ao nervo ciático. Deverá ser usado 
como última escolha no adulto 
 
24 
 
PROTOCOLOS DE PROCEDIMENTOS 
OPERACIONAIS PADRÃO – POPs 
 
ENFERMAGEM 
 
 
 
 
Fonte: Google imagens 
 
 
Ventro glúteo: Colocar a mão não dominante no quadril contralateral do cliente (mão esquerda no quadril direito) 
apoiando a extremidade do dedo indicador sobre a espinha ilíaca anterossuperior e o dedo médio acima da crista 
ilíaca, espalmar a mão sobre a base do grande trôcanterdo fêmur, formando um triangulo invertido em “V”. Aplicar 
no triangulo formado, ou seja, entre os dedos; (Volume máximo 4mL). 
 
 
 
 Fonte: Google imagens 
 
10. Realizar a antissepsia do local com algodão embebido em álcool a 70%, com movimento firme, único 
e centrífugo (circular do centro para fora) e deixar secar completamente; 
11. Segurar o algodão seco entre o terceiro e quarto dedo da mão não dominante; 
12. Tirar a proteção da agulha com a mão não dominante em um movimento direto; 
13. Segurar a seringa, entre o polegar e o dedo indicador da mão dominante como um dardo com a 
palma da mão para baixo; 
14. Com a mão não dominante, estirar a pele e fixar o músculo; 
15. Introduzir a agulha em ângulo adequado para o músculo selecionado; 
16. Com a mão não dominante, aspirar para verificar se a agulha está alcançando um vaso sanguíneo e 
em caso negativo, injetar lentamente o medicamento. Caso retorne sangue, desprezar a seringa com 
o medicamento e recomeçar o procedimento; 
17. Colocar o algodão seco na pele próximo da inserção da agulha. 
18. Esperar alguns segundos e então retirar a agulha no mesmo ângulo que foi inserida em 
movimento rápido, único e firme e solte a pele; 
25 
 
PROTOCOLOS DE PROCEDIMENTOS 
OPERACIONAIS PADRÃO – POPs 
 
ENFERMAGEM 
 
 
 
19. Aplicar algodão seco sobre a região e não massagear; 
20. Não reencapar a agulha - utilizar dispositivos de segurança; 
21. Desprezar os perfurocortantes em recipiente rígido e os demais materiais em local adequado; 
22. Retirar as luvas, desprezar em recipiente e local adequados; 
23. Higienizar as mãos conforme procedimento operacional; 
24. Checar a prescrição e/ou prontuário eletrônico. Registrar, data, horário, intercorrência (se houver) 
com carimbo e assinatura de quem realizou a técnica. 
 
 
6. CONSIDERAÇÕES 
 
Pacientes com prótese de silicone em glúteos 
• Prótese industrial: com uma das mãos manipular a prótese para o lado e aplicar a 
medicação IM profunda na região onde a prótese já não esteja localizada 
• Prótese com silicone líquido (injetado através de injeções): não deverá ser aplicado a 
medicação no glúteo. Nesse caso, dar preferência para a região do vasto lateral da coxa 
(regiões que suportam 4 ml de medicação). NUNCA realizar em deltóide. 
 
 A injeção IM no músculo ventro glúteo é a que representa menor risco, pois: 
[...] é livre de vasos ou nervos importantes e seu tecido subcutâneo de menor espessura, se 
comparado a outros músculos utilizados para IM. Na prática clínica, esta é uma região muito pouco 
escolhida e a mudança dessa realidade depende da equipe de enfermagem, que, recebendo treinamento 
adequado e sendo supervisionada, talvez passe a incorporá-la em sua prática [...] (FIGUEIREDO, 2010, p. 
130) 
 
26 
 
PROTOCOLOS DE PROCEDIMENTOS 
OPERACIONAIS PADRÃO – POPs 
 
ENFERMAGEM 
 
 
 
 
Quadro 2: Seleção do calibre da agulha, segundo localização do músculo e peso e característica do usuário: 
 
Calibre da agulha Local Características do usuário 
 
30 x 0,8mm 
Ventroglúteo 
Dorsoglúteo 
Usuários adultos 
Homens com peso entre 60 e 118Kg 
Mulheres entre 60 a 90Kg 
 
30 x 0,7mm 
Ventroglúteo 
dorsoglúteo 
Usuários adultos 
Homens com peso entre 60 e 118Kg 
Mulheres entre 60 a 90Kg 
 
25 x 0,7mm 
Deltoide 
Vasto Lateral 
Usuários Adultos Mulheres 
com peso superior a 90Kg 
25 x 0,6mm Vasto lateral da coxa 
Crianças - avaliação clínica é imprescindível para 
tomada de decisão 
20 x 0,55mm Vasto lateral da coxa 
Crianças - avaliação clínica é imprescindível para 
tomada de decisão 
Fonte: Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (2010 a) 
 
 
 
7. RESULTADOS ESPERADOS 
 
Conforto e segurança na administração de medicações por via intramuscular. 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SÃO PAULO. Administração de medicamentos por via 
intramuscular. São Paulo: COREN, 2020. Acesso em 02/11/2022. Disponível em: Parecer-010.2020-
Administração-de-medicamento-via-intramuscular.pdf 
 
CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SÃO PAULO. Administração de medicamentos por via 
intramuscular. São Paulo: COREN, 2010a. 
 
Ribeirão Preto. Prefeitura Municipal. Secretaria Municipal de Saúde. Departamento de Atenção à Saúde 
das Pessoas. Divisão de Enfermagem. Manual: Procedimentos Operacionais Padrão - POPs, 2022. 538 p. 
Acesso em: 01 nov 2022. Disponível em: 
https://www.ribeiraopreto.sp.gov.br/portal/pdf/saude472202202.pdf 
 
SILVA, L.M.G.; SANTOS, R.P. Administração de medicamentos. In: BORK, A.M.T. Enfermagem baseada em 
evidências. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005. p.166-190. 
 
 
https://portal.coren-sp.gov.br/wp-content/uploads/2020/09/Parecer-010.2020-Administra%C3%A7%C3%A3o-de-medicamento-via-intramuscular.pdf
https://portal.coren-sp.gov.br/wp-content/uploads/2020/09/Parecer-010.2020-Administra%C3%A7%C3%A3o-de-medicamento-via-intramuscular.pdf
https://www.ribeiraopreto.sp.gov.br/portal/pdf/saude472202202.pdf
27 
 
PROTOCOLOS DE PROCEDIMENTOS 
OPERACIONAIS PADRÃO – POPs 
 
ENFERMAGEM 
 
 
 
POP Nº 6 PALAVRAS-CHAVE: medicamento; intramuscular FOLHA:1/6 Divisão de Enfermagem 
Emissão: 17/01/2023 
Versão: 2 
ELABORAÇÃO: 
Versão 1: Mayara Falico Faria 
 
 
Data da elaboração: 16/06/2019 
REVISÃO: 
Jullyane Prieto 
Aline Gimenes Fazzio 
 
 
 
 
 
 
Data da revisão: 16/01/2023 
APROVAÇÃO: 
Alana Trabulsi Burgo 
 
 
 
 
 
 
 
Data da aprovação: 17/01/2023 
Versão 2: Maria Eugenia Guerra 
Mutro. Coren: 129250 
 
 
Data da elaboração: 10/11/2022 
 
 
28 
 
PROTOCOLOS DE PROCEDIMENTOS 
OPERACIONAIS PADRÃO – POPs 
 
ENFERMAGEM 
 
 
 
Administração de medicamentos via intramuscular – Técnica em Z 
(Penicilina Benzatina) 
 
1. OBJETIVO 
Garantir a administração de medicamentos pela via intramuscular, por meio da técnica em 
Z, com a finalidade de reduzir a dor e minimizar a irritação cutânea local pela vedação do 
medicamento no tecido muscular. 
 
2. PROSSIONAIS/RESPONSÁVEIS: 
 
• Auxiliares e Técnicos de enfermagem 
• Enfermeiros 
 
3. CAMPO DE APLICAÇÃO 
Unidades Básicas de Saúde (UBS), Ambulatórios, Unidades de Pronto Atendimento (UPA), 
Pronto Socorro (PS), Unidades de Saúde da Família (USF), Serviço de Atenção Domiciliar 
(SAD), Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). 
 
4. MATERIAL 
 
• Bandeja 
• Álcool a 70% 
• Medicamento(s) 
• Algodão 
• Seringa de 3 ou 5mL 
• Agulha para aspiração (40x1,2 / 30x0,8 / 25x0,8mm) 
• Agulha para aplicação (30x0,8 / 30x0,7 / 25x0,7 / 25x0,6 / 20x0,55mm) 
• Luvas de procedimento 
 
 
 
PROCEDIMENTO 
 
POP Nº 7 PALAVRAS-CHAVE: medicamento; 
 intramuscular; técnica em Z 
FOLHA:1/4 Divisão de Enfermagem 
 
Versão: 2 
Emissão: 16/01/2023 
29 
 
PROTOCOLOS DE PROCEDIMENTOS 
OPERACIONAIS PADRÃO – POPs 
 
ENFERMAGEM 
 
 
 
1. Ver protocolo de ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAÇÃO IM quanto à segurança e administração de 
medicamentos, seguir com a técnica descrita a seguir 
 
Figura 1 - Localização da região ventroglútea (1A). Administrando a injeção intramuscular no 
músculo ventroglúteo usando o método do trajeto em Z (2A); (3A) 
(1A) (2A) (3A) 
 
 
 
Fonte: Potter et al. (2018) 
 
 
Figura 2 - Tracionar a pele suprajacente durante a injeção intramuscular move o tecido para 
evitar o trajeto posterior. O método de injeção com trajeto em Z impede a deposição de 
medicamento no tecido sensível. 
 
 
30 
 
PROTOCOLOS DE PROCEDIMENTOS 
OPERACIONAIS PADRÃO – POPs 
 
ENFERMAGEM 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Potter et al. (2018) 
 
5. OBSERVAÇÃO 
O volume máximo a ser administrado na região ventroglútea é de 4mL. 
 
6. CONSIDERAÇÕES: 
Prescrição de Penicilina Benzatina pelo enfermeiro e administração do tratamento pela equipe 
de enfermagem: 
 
 No Município de Bauru, ficou aprovada a prescrição de Penicilina Benzatina para gestantes 
com sífilis e suas parcerias sexuais através do PROTOCOLO DE ENFERMAGEM: ATENÇÃO À 
GESTANTE COM SÍFILIS, a saber 
 A administraçãode Penicilina benzatina pode ser feita com segurança na Atenção 
Primária. A probabilidade de reação adversa às penicilinas, em especial as reações graves, é muito 
rara, 0,002% (BRASIL, 2015b). 
Em nota técnica (Cofen/CTLN Nº 03/2017), o Cofen deixa claro que: 
1. A penicilina benzatina pode ser administrada por profissionais de enfermagem no 
âmbito das Unidades Básicas de Saúde, mediante prescrição médica ou de enfermagem. 
2. Os enfermeiros podem prescrever a penicilina benzatina, conforme protocolos 
estabelecidos pelo ministério da saúde, secretarias estaduais, secretarias municipais, distrito 
federal ou em rotina aprovada pela instituição de saúde. 
3. A ausência do médico na unidade básica de saúde não configura motivo para não 
realização da administração oportuna da penicilina benzantina por profissionais de enfermagem. 
 
 
31 
 
PROTOCOLOS DE PROCEDIMENTOS 
OPERACIONAIS PADRÃO – POPs 
 
ENFERMAGEM 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
 
BRASIL. Ministério da Saúde. Caderno de Boas Práticas O uso da penicilina na Atenção Básica para 
a prevenção da Sífilis Congênita no Brasil. Brasília, 2015. Disponível em: 
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/penicilina_para_prevencao_sifilis_congenita%20_bra
sil.pdf 
 
COFEN. Conselho Federal de Enfermagem. 2017 Disponível em: http://www.cofen.gov.br/wp-
content/uploads/2017/06/NOTA-T%C3%89CNICA-COFEN-CTLN-N%C2%B0-03-2017.pdf 
 
CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SÃO PAULO. Administração de medicamentos por via 
intramuscular. São Paulo: COREN, 2020. Acesso em 02/11/2022. Disponível em: Parecer-010.2020-
Administração-de-medicamento-via-intramuscular.pdf 
 
CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SÃO PAULO. Administração de medicamentos 
por via intramuscular. São Paulo: COREN, 2010a. 
 
COREN-SP Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo. 2018. Disponível em: 
https://portal.coren-sp.gov.br/wp-content/uploads/2019/02/Parecer-012-2018-
Administra%C3%A7%C3%A3o-de-Penicilina-Benzatina.pdf 
 
POTTER, P. A. et al. Fundamentos de Enfermagem. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2018. 
Ribeirão Preto. Prefeitura Municipal. Secretaria Municipal de Saúde. Departamento de Atenção à 
Saúde das Pessoas. Divisão de Enfermagem. Manual: Procedimentos Operacionais Padrão - POPs, 
2022. 538 p. Acesso em: 01 nov 2022. Disponível em: 
https://www.ribeiraopreto.sp.gov.br/portal/pdf/saude472202202.pdf 
 
 
POP Nº 7 PALAVRAS-CHAVE: medicamento; 
 intramuscular; técnica em Z 
FOLHA:1/4 Divisão de Enfermagem 
Emissão: 17/01/2023 
Versão: 1 
ELABORAÇÃO: 
Versão 2: Maria Eugenia Guerra 
Mutro. Coren: 129250 
 
 
 
Data da elaboração: 10/11/2022 
REVISÃO: 
Jullyane Prieto 
Aline Gimenes Fazzio 
Marcia Regina da Silva Souza 
 
 
Data da revisão: 16/01/2023 
APROVAÇÃO: 
Alana Trabulsi Burgo 
 
 
 
 
Data da aprovação: 17/01/2023 
 
 
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/penicilina_para_prevencao_sifilis_congenita%20_brasil.pdf
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/penicilina_para_prevencao_sifilis_congenita%20_brasil.pdf
http://www.cofen.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/NOTA-T%C3%89CNICA-COFEN-CTLN-N%C2%B0-03-2017.pdf
http://www.cofen.gov.br/wp-content/uploads/2017/06/NOTA-T%C3%89CNICA-COFEN-CTLN-N%C2%B0-03-2017.pdf
https://portal.coren-sp.gov.br/wp-content/uploads/2020/09/Parecer-010.2020-Administra%C3%A7%C3%A3o-de-medicamento-via-intramuscular.pdf
https://portal.coren-sp.gov.br/wp-content/uploads/2020/09/Parecer-010.2020-Administra%C3%A7%C3%A3o-de-medicamento-via-intramuscular.pdf
https://www.ribeiraopreto.sp.gov.br/portal/pdf/saude472202202.pdf

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