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54. O poder Constituinte derivado O poder Constituinte derivado é o poder responsável pela alteração ou emenda da Constituição vigente. Diferentemente do poder Constituinte originário, que cria uma nova Constituição, o poder Constituinte derivado modifica ou adapta a Constituição já existente, respeitando seus limites e as normas pré-estabelecidas. No Brasil, o poder Constituinte derivado é exercido pelo Congresso Nacional, por meio de emendas constitucionais, conforme o artigo 60 da Constituição de 1988. Esse poder está sujeito a certos limites, sendo um dos mais importantes o chamado "cláusulas pétreas". As cláusulas pétreas são normas constitucionais que não podem ser alteradas nem mesmo por emenda. Elas garantem direitos fundamentais, como a forma republicana de governo, o voto direto, a separação dos poderes e os direitos individuais. Portanto, o poder Constituinte derivado não pode modificar essas cláusulas, o que assegura a proteção dos princípios mais básicos da Constituição. O processo de emenda constitucional no Brasil exige uma aprovação qualificada no Congresso Nacional, ou seja, a proposta de emenda precisa ser discutida e aprovada em dois turnos, com a maioria qualificada de 3/5 dos membros da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Após essa aprovação, a emenda é promulgada e passa a integrar a Constituição. O poder Constituinte derivado é fundamental para a adaptação da Constituição às mudanças sociais, políticas e econômicas do país. Ele permite que a Constituição seja atualizada para refletir as necessidades da sociedade, sem violar seus princípios básicos. Ele assegura a flexibilidade da Constituição e a sua capacidade de acompanhar as mudanças da sociedade, sem comprometer a integridade dos valores constitucionais essenciais. Apesar de o poder Constituinte derivado ser uma forma de modificar a Constituição, ele não deve ser confundido com o poder Constituinte originário. O poder Constituinte originário é aquele que cria uma nova Constituição, estabelecendo uma nova ordem constitucional. Já o poder Constituinte derivado não tem a capacidade de criar uma nova Constituição, mas sim de realizar alterações na já existente, respeitando suas normas fundamentais. Questões: 1. O poder Constituinte derivado é responsável por: o ( ) Criar uma nova Constituição. o ( ) Alterar ou emendar a Constituição vigente. o (X) Modificar apenas as leis infraconstitucionais. o ( ) Promulgar novas constituições originárias. 2. Quais normas não podem ser alteradas pelo poder Constituinte derivado? o ( ) Normas que tratam de direitos políticos. o (X) As cláusulas pétreas, como a forma republicana de governo. o ( ) As disposições sobre a divisão de competências entre os poderes. o ( ) As normas que regulamentam o processo eleitoral.