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O Poder Constituinte 
- A força criadora da 
Constituição
O poder constituinte é a força capaz de criar e estruturar um Estado por meio 
de uma Constituição. É o poder soberano que define os princípios regentes, 
os direitos fundamentais dos cidadãos, os limites dos poderes estatais e as 
competências das instituições que compõem o Estado. Essa noção surgiu 
no final do século XVIII, sistematizada pelo Abade de Sieyès, que afirmou 
que o poder constituinte pertence à nação, entendida como a coletividade 
permanente de interesses da comunidade, distinta do conceito de povo.
O estamentos na França pré-
revolução
Primeiro Estado - Nobreza
Segundo Estado - Clero
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Qu'est-ce que le Tiers État?" 
("O que é o Terceiro Estado?'
“A nação existe antes de tudo, ela é a origem de tudo. Sua vontade é sempre 
legal, é a própria lei. Antes dela e acima dela só existe o direito natural. (...) 
Em cada parte, a Constituição não é obra do poder constituído, mas do poder 
constituinte.” (Sieyès, “Qu’est-ce que le Tiers État?”).
Natureza do Poder 
Constituinte
1 Poder de Direito
Para a corrente jusnaturalista, capitaneada por Tomás de Aquino, o 
poder constituinte é um poder de direito, fundamentado no direito 
natural. Ele é um poder jurídico, cuja razão de existir é jurídica, 
baseada no direito natural.
2 Poder de Fato
Para a corrente juspositivista, liderada por Hans Kelsen, o poder 
constituinte é um poder de fato, uma força fática que não se funda 
em nenhuma norma jurídica anterior. Ele é pré-jurídico, antecedendo a 
ordem jurídica e sendo o fundamento de validade de todas as demais 
normas.
3 Visão Predominante no Brasil
No Brasil, predomina a corrente juspositivista, que entende o poder 
constituinte como um poder de fato, uma força fática que precede a 
ordem jurídica.
Manifestação do Poder Constituinte
1Ruptura Violenta
O poder constituinte pode se manifestar 
em momentos de ruptura violenta, como 
golpes de Estado ou revoluções 
(conservadoras ou sociais), nos quais há 
a tomada do poder de forma belicosa.
2 Ruptura Pacífica
Ou pode se manifestar em momentos de 
ruptura pacífica, como a transição 
constitucional, que pode ocorrer pela 
independência planejada de uma colônia 
pela metrópole (heteroconstituições) ou 
pelo abandono de um período ditatorial 
rumo à democracia.
Momentos de Ruptura 
Violenta
Golpe de Estado
É a tomada de poder por uma parte daqueles que já exercem o poder, 
representando uma ruptura violenta.
Revolução
É a tomada do poder pelo povo, que rompe com o direito positivo vigente. 
Pode ser conservadora ou social.
Direito à Revolução
A revolução, embora ilegal formalmente, pode ser legítima por ter fulcro no 
princípio democrático e na vontade popular, ligando-se ao direito à revolução.
Atores do Poder Constituinte
Titular
O titular do poder constituinte é 
aquele que detém esse poder, 
geralmente considerado o povo, 
segundo a teoria da soberania 
popular adotada pela CF/88. No 
entanto, há outras correntes que 
apontam como titular o monarca, o 
ditador, o Estado, as elites ou a 
nação.
Exercente
O exercente é aquele que exerce o 
poder constituinte em nome do 
titular. Pode ser eleito, como uma 
Assembleia Nacional Constituinte, 
ou não eleito, como um ditador, um 
revolucionário ou uma comissão de 
"notáveis".
Titularidade do Poder Constituinte
Titular Descrição
Monarca Em monarquias, o monarca pode ser 
considerado o titular do poder constituinte.
Ditador Em regimes ditatoriais, o ditador pode ser visto 
como o titular do poder constituinte.
Nação Para Sieyès, a nação, entendida como a 
coletividade de interesses permanentes da 
comunidade, é a titular do poder constituinte.
Povo Segundo a teoria da soberania popular adotada 
pela CF/88, o titular do poder constituinte é o 
povo, entendido como o conjunto de nacionais 
de um Estado.
Atores do Poder Constituinte
Titular
O titular do poder constituinte é 
aquele que detém esse poder, 
geralmente considerado o povo, 
segundo a teoria da soberania 
popular adotada pela CF/88. No 
entanto, há outras correntes que 
apontam como titular o monarca, o 
ditador, o Estado, as elites ou a 
nação.
Exercente
O exercente é aquele que exerce o 
poder constituinte em nome do 
titular. Pode ser eleito, como uma 
Assembleia Nacional Constituinte, 
ou não eleito, como um ditador, um 
revolucionário ou uma comissão de 
"notáveis".
Exercente Eleito
Uma Assembleia Nacional 
Constituinte pode ser:
Soberana: trabalha sem 
limitações, não sujeita a 
plebiscito ou referendo.
Não soberana: trabalha 
com limites demarcados 
por plebiscito ou 
referendo para validar o 
resultado.
A Assembleia Nacional 
Constituinte brasileira de 
1987/1988 foi soberana.
Exercente Não Eleito
Pode ser:
Um ditador
Um revolucionário
Uma comissão de 
"notáveis"
Legitimidade
A legitimidade de uma 
constituição redigida por 
representantes eleitos é 
maior do que a de uma 
constituição imposta por 
alguém não eleito. No 
entanto, isso pode variar 
com o tempo.
Uma constituição pode 
nascer com alta legitimidade 
e perdê-la ao longo do 
tempo, ou uma constituição 
pode nascer imposta e 
ganhar legitimidade.
Por exemplo, no Brasil, a 
Constituição mais longeva 
foi a de 1824, que foi 
outorgada.
Espécies de Poder Constituinte
1 
 
2
Visão Moderna
A doutrina moderna rejeita essa divisão, entendendo que só existe o poder 
constituinte, que opera correlatamente ao poder desconstituinte (aquele que 
apaga a ordem jurídica precedente).
3
Outras Classificações
Há também a divisão em poder constituinte material (poder de decidir) e formal 
(poder de formalizar a decisão), bem como a divisão em poder fundacional (que 
funda o Estado pela primeira vez) e reconstituinte (que reconstrói um Estado pré-
existente).
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Divisão Clássica
O Poder Constituinte pode ser dividido em:
Poder Constituinte Originário
É aquele que dá origem a uma nova Constituição.
Poder Constituinte Derivado
Poder Constituinte Derivado Reformador
Quando a Constituição precisa de uma mudança, o Poder Constituinte Derivado Reformador entra em 
ação. Ele faz isso criando algo chamado "Emenda Constitucional".
Poder Constituinte Derivado Revisor
O Poder Constituinte Derivado Revisor não é mais utilizado, mas costumava ser usado para revisar a 
Constituição. Na verdade, já foram feitas seis emendas de revisão à Constituição, mas agora isso não 
é mais possível.
Poder Constituinte Derivado Decorrente
Finalmente, o Poder Constituinte Derivado Decorrente é responsável por criar as Constituições dos 
Estados individuais.
Espécies de Poder Constituinte
1
Visão Clássica
A visão clássica divide o poder constituinte em originário (aquele que dá origem 
a uma nova Constituição) e derivado (que pode ser reformador, revisor ou 
decorrente).
2
Visão Moderna
A doutrina moderna rejeita essa divisão, entendendo que só existe o poder 
constituinte, que opera correlatamente ao poder desconstituinte (aquele que 
apaga a ordem jurídica precedente).
3
Outras Classificações
Há também a divisão em poder constituinte material (poder de decidir) e formal 
(poder de formalizar a decisão), bem como a divisão em poder fundacional (que 
funda o Estado pela primeira vez) e reconstituinte (que reconstrói um Estado pré-
existente).
Poder Constituinte e Desconstituinte
Definição
O poder desconstituinte é o poder de 
desconstituir, de apagar toda a ordem jurídica 
precedente. Ele opera correlatamente ao poder 
constituinte, sendo duas faces da mesma moeda.
Analogia
O Min. Carlos Ayres Britto traz uma analogia 
simbólica: o poder desconstituinte é como um 
professor apagando o quadro negro com um 
apagador, enquanto o poder constituinte é o 
mesmo professor escrevendo no quadro em 
branco.
Espécies de Poder Constituinte
1
Visão Clássica
A visão clássica divide o poder constituinteem originário (aquele que dá origem 
a uma nova Constituição) e derivado (que pode ser reformador, revisor ou 
decorrente).
2
Visão Moderna
A doutrina moderna rejeita essa divisão, entendendo que só existe o poder 
constituinte, que opera correlatamente ao poder desconstituinte (aquele que 
apaga a ordem jurídica precedente).
3
Outras Classificações
Há também a divisão em poder constituinte material (poder de decidir) e formal 
(poder de formalizar a decisão), bem como a divisão em poder fundacional (que 
funda o Estado pela primeira vez) e reconstituinte (que reconstrói um Estado pré-
existente).
Poder Constituinte Material e Formal
Poder Constituinte Material
É o poder de decidir, de tomar a deliberação 
política. Precede o poder constituinte formal, pois 
primeiro decide-se e, após, formaliza-se a decisão.
Poder Constituinte Formal
É o poder de formalizar, de escrever a decisão 
política tomada pelo poder constituinte material. É 
o poder de dar forma à decisão, transformando-a 
em norma constitucional.
Poder Fundacional e Reconstituinte
1
Poder Fundacional
É o poder que funda o Estado pela primeira vez, como a Constituição brasileira de 1824. Ele 
existe antes do Estado, sendo pré-Estado.
2
Poder Reconstituinte
É o poder que reconstrói um Estado pré-existente, dando-lhe uma nova constituição, como 
as constituições brasileiras a partir de 1891. Ele surge posteriormente ao Estado.
PREÂMBULO
Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos 
em Assembléia Nacional Constituinte para instituir 
um Estado Democrático, destinado a assegurar o 
exercício dos direitos sociais e individuais, a 
liberdade, a segurança, o bem-estar, o 
desenvolvimento, a igualdade e a justiça como 
valores supremos de uma sociedade fraterna, 
pluralista e sem preconceitos, fundada na 
harmonia social e comprometida, na ordem interna 
e internacional, com a solução pacífica das 
controvérsias, promulgamos, sob a proteção de 
Deus, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA 
FEDERATIVA DO BRASIL.
Características do 
Poder Constituinte 
"Originário"
A teoria do poder constituinte aborda as características do chamado poder 
constituinte originário, que é responsável por iniciar o direito positivo e dar 
origem à Constituição, como foi o caso da Constituição Federal de 1988 no 
Brasil. Este poder é considerado inicial, autônomo e incondicionado, 
conforme será explicado a seguir.
Poder Constituinte Originário: Inicial
1 Início do Direito Positivo
O poder constituinte originário é 
considerado inicial porque ele dá 
origem à Constituição e, 
consequentemente, inicia o direito 
positivo de um país. Ele é o ponto de 
partida, não havendo nenhuma outra 
ordem jurídica acima dele.
2 Juspositivismo
Nesta perspectiva, adota-se o 
juspositivismo, não havendo falar em 
direito natural acima do poder 
constituinte originário. Ele é o início de 
tudo, sem nenhuma outra ordem 
jurídica superior.
Poder Constituinte Originário: Autônomo
1
Não Convive com Outro Poder 
Jurídico
O poder constituinte originário é autônomo 
porque ele não convive no mesmo grau com 
nenhum outro poder jurídico. Não existe um 
poder jurídico de mesma hierarquia que o poder 
constituinte originário.
2
Único em Sua Estatura
Sendo o único em sua estatura, o poder 
constituinte originário não está sujeito a 
nenhuma outra ordem jurídica preexistente. Ele é 
soberano e independente.
Poder Constituinte Originário: 
Incondicionado
Ausência de Limites Jurídicos
Como o poder constituinte originário não convive 
com nenhum outro poder jurídico de mesma ou 
superior estatura, ele não tem limites jurídicos. Ele 
é incondicionado e não está limitado em termos 
jurídicos pelo direito positivo anterior.
Nenhuma norma anterior pode ser oposta ao 
poder constituinte originário, que atua 
correlatamente ao poder de desconstituir, ao 
poder de apagar tudo do sistema jurídico anterior.
Exemplos na Constituição Federal
A Constituição Federal de 1988 contém 
dispositivos que comprovam a ausência de limites 
jurídicos do poder constituinte originário, como o 
artigo 17 do Ato das Disposições Constitucionais 
Transitórias (ADCT), que não admite a invocação 
de direito adquirido em casos de desacordo com a 
Constituição.
ADCT. Art. 17. Os vencimentos, a 
remuneração, as vantagens e os 
adicionais, bem como os proventos de 
aposentadoria que estejam sendo 
percebidos em desacordo com a 
Constituição serão imediatamente 
reduzidos aos limites dela decorrentes, 
não se admitindo, neste caso, invocação 
de direito adquirido ou percepção de 
excesso a qualquer título.
O Poder Constituinte é ilimitado mesmo? 
Limites Metajurídicos ao Poder 
Constituinte Originário
1Contexto Histórico-Cultural
Embora o poder constituinte originário 
seja juridicamente ilimitado, ele não é 
exercido em um vácuo histórico-cultural. 
Ele é exercido por uma Assembleia 
Nacional Constituinte dentro de um 
contexto histórico, social, cultural, 
econômico e político específico.
2 Pressões Externas
Nesse contexto, o poder constituinte 
originário enfrenta limites de natureza 
metajurídica ou extrajurídica, impostos 
por pressões de grupos sociais, 
econômicos, religiosos e políticos. Esses 
limites são veiculados pela realidade 
social, cultural, econômica e política do 
Estado em questão.
3Classificação dos Limites 
Metajurídicos
Os limites metajurídicos podem ser 
classificados em: limitações ideológicas 
(derivadas de ideologias, crenças e 
valores), limitações institucionais 
(ligadas a instituições arraigadas na 
sociedade), limitações transcendentes 
(direitos humanos, dignidade), 
limitações imanentes (configuração 
histórica do Estado) e limitações 
heterônomas (direito internacional).
Limitações Ideológicas
São aquelas que derivam de ideologias, de crenças, de lobby, de grupos de 
pressão, de valores, da opinião pública etc. Exemplo: a igualdade de gênero 
(jamais poderia ser admitida a extinção do voto feminino, porque, no Brasil, 
há uma crença de igualdade de gênero); 
Limitações Institucionais.
Estão ligadas a instituições arraigadas na sociedade, como a propriedade e a 
família (não se poderia admitir, por exemplo, uma Assembleia Nacional 
Constituinte que estabelecesse não mais existir família);
Limitações Substanciais:
Transcendentes (são aquelas que transcendem o direito posto, transcendem o direito positivo, sendo, 
por exemplo, o direito natural, os valores éticos superiores, a consciência coletiva universal, os direitos 
humanos, os direitos ligados à dignidade do homem);
Imanentes (são aquelas que dizem respeito à configuração histórica do Estado naquele dado 
momento. Assim, o Estado pode ser historicamente, por exemplo, um Estado monárquico, 
republicano, federal ou unitário, e isso pode estar ligado ao momento de ruptura, da seguinte forma: 
se o Estado era, por exemplo, monárquico e a monarquia foi derrubada – ou seja, houve uma ruptura – 
para se instalar uma república, a Assembleia Nacional Constituinte não poderia restabelecer a 
monarquia, tratando-se de uma limitação substancial imanente); e
Heterônomas, que são aquelas ligadas ao direito internacional e podem ser: 
a) Gerais (são as que dizem respeito a princípios gerais do direito internacional, isto é, ao jus cogens, 
que são normas do direito internacional aplicáveis a todos os Estados, independentemente da 
vontade desses Estados, como é o caso das normas da Declaração Universal dos Direitos do 
Homem); e 
b) Especiais (são as que dizem respeito às obrigações assumidas expressamente por um Estado que 
declara a sua vontade perante outros Estados ou grupos de Estados ou mesmo perante a comunidade 
internacional, o que é feito por meio de tratados e convênios internacionais assumidos com outro 
Estado ou com grupos de Estados ou mesmo com a comunidade internacional).
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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'$%&'&(')3'7, 1 %#7',/5 ,/03 +1 +'%2#%')no texto constitucional, 
abrindo caminho para a incorporação 
de novos interesses e necessidades 
sociais.
3 Mecanismo de Abertura
Atua como um mecanismo de abertura da Constituição, evitando que ela se torne um 
documento hermético e desatualizado frente à evolução da sociedade.
Mecanismos de Alteração Constitucional
Processos Formais
Emenda Constitucional
Revisão Constitucional
Aprovação de Tratados de Direitos Humanos 
(Brasil)
Nesses processos, ocorre a alteração direta do 
texto constitucional, modificando sua forma.
Processos Informais
A mutação constitucional, que pode ser 
constitucional (legítima) ou inconstitucional 
(ilegítima), altera o sentido e o alcance das 
normas constitucionais sem modificar o texto 
formal.
Características do Poder de Reforma
Derivado
O poder de reforma é derivado da 
Constituição e do poder 
constituinte originário, não 
possuindo autonomia plena.
Subordinado
Mantém uma relação hierárquica 
de subordinação em relação à 
Constituição e ao poder 
constituinte.
Condicionado
É condicionado e limitado pelos 
próprios ditames constitucionais, 
que impõem limitações jurídicas 
a seu exercício.
Art. 59, CF/88. O processo legislativo 
compreende a elaboração de:
I - Emendas à Constituição; 
II - Leis complementares; 
III - leis ordinárias; 
IV - Leis delegadas; 
V - Medidas provisórias; 
VI - Decretos legislativos; 
VII – Resoluções.
Procedimento de Emenda à Constituição
1
Iniciativa
A proposta de emenda pode ser apresentada 
por um terço dos membros da Câmara ou do 
Senado, pelo Presidente da República ou por 
mais da metade das Assembleias Legislativas 
estaduais.
2
Discussão e Votação
A proposta é discutida e votada em dois turnos 
em cada Casa do Congresso Nacional, sendo 
aprovada se obtiver 3/5 dos votos dos 
respectivos membros em ambos os turnos.
3
Promulgação
Após aprovada, a emenda é promulgada pelas 
Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado 
Federal, recebendo um número de ordem 
sequencial.
Iniciativa de Emenda Constitucional
Poder Legislativo
Um terço dos membros da 
Câmara dos Deputados ou do 
Senado Federal pode apresentar 
propostas de emenda 
constitucional.
Presidente da República
O Chefe do Executivo Federal 
também possui legitimidade 
para iniciar o processo de 
emenda à Constituição.
Assembleias Legislativas
Mais da metade das 
Assembleias Legislativas 
estaduais, manifestando-se pela 
maioria relativa de seus 
membros, pode propor emendas 
constitucionais.
Art. 60, CF/88. A Constituição poderá ser 
emendada mediante proposta:
I - De um terço, no mínimo, dos 
membros da Câmara dos Deputados ou 
do Senado Federal; 
II - Do Presidente da República; 
III - de mais da metade das Assembleias 
Legislativas das unidades da Federação, 
manifestando-se, cada uma delas, pela 
maioria relativa de seus membros.
Procedimento de Emenda à Constituição
1
Iniciativa
A proposta de emenda pode ser apresentada 
por um terço dos membros da Câmara ou do 
Senado, pelo Presidente da República ou por 
mais da metade das Assembleias Legislativas 
estaduais.
2
Discussão e Votação
A proposta é discutida e votada em dois turnos 
em cada Casa do Congresso Nacional, sendo 
aprovada se obtiver 3/5 dos votos dos 
respectivos membros em ambos os turnos.
3
Promulgação
Após aprovada, a emenda é promulgada pelas 
Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado 
Federal, recebendo um número de ordem 
sequencial.
Art. 60, § 2º, CF/88 - A proposta será 
discutida e votada em cada Casa do 
Congresso Nacional, em dois turnos, 
considerando-se aprovada se obtiver, 
em ambos, três quintos dos votos dos 
respectivos membros.
Procedimento de Emenda à Constituição
1
Iniciativa
A proposta de emenda pode ser apresentada 
por um terço dos membros da Câmara ou do 
Senado, pelo Presidente da República ou por 
mais da metade das Assembleias Legislativas 
estaduais.
2
Discussão e Votação
A proposta é discutida e votada em dois turnos 
em cada Casa do Congresso Nacional, sendo 
aprovada se obtiver 3/5 dos votos dos 
respectivos membros em ambos os turnos.
3
Promulgação
Após aprovada, a emenda é promulgada pelas 
Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado 
Federal, recebendo um número de ordem 
sequencial.
Art. 60 (…)
§ 3º. A emenda à Constituição será 
promulgada pelas Mesas da Câmara dos 
Deputados e do Senado Federal, com o 
respectivo número de ordem
Limitações ao Poder de Reforma
1
Temporais
Referem-se a limitações ligadas a períodos de tempo específicos. Não há atualmente no 
Brasil limitações temporais.
2
Circunstanciais
Dizem respeito a circunstâncias fáticas que, se ocorrentes, impedem a elaboração de 
emendas, como situações de instabilidade institucional, como intervenções federais ou 
estados de exceção.
3
Formais
Relacionam-se a aspectos procedimentais, como regras de iniciativa, quóruns qualificados 
para aprovação e requisitos de promulgação.
4
Materiais
São as chamadas "cláusulas pétreas", que vedam a deliberação sobre determinadas 
matérias fundamentais, protegendo o núcleo essencial da Constituição.
Limitações Temporais ao Poder de 
Reforma
1
Constituição de 1824
O art. 174 da Constituição Imperial de 1824 
previa um prazo de 4 anos após sua 
promulgação para apresentação de propostas 
de reforma, caracterizando uma limitação 
temporal.
2
Constituição de 1988
A Constituição Federal de 1988 não estabelece 
limitações temporais para o poder de emenda 
constitucional, mas as previu para o poder de 
revisão.
“Art. 174, Constituição de 1824. Se 
passados quatro anos depois de jurada a 
Constituição do Brazil, se conhecer que 
algum dos seus artigos merece reforma, 
se fará a proposição por escripto, a qual 
deve ter origem na Camara dos 
Deputados, e ser apoiada pela terça 
parte delles.”
Limitações Temporais ao Poder de 
Reforma
1
Constituição de 1824
O art. 174 da Constituição Imperial de 1824 
previa um prazo de 4 anos após sua 
promulgação para apresentação de propostas 
de reforma, caracterizando uma limitação 
temporal.
2
Constituição de 1988
A Constituição Federal de 1988 não estabelece 
limitações temporais para o poder de emenda 
constitucional, mas as previu para o poder de 
revisão.
Revisão Constitucional na CF/88
Natureza
A revisão constitucional é um processo específico 
e excepcional de reforma da Constituição, previsto 
no Ato das Disposições Constitucionais 
Transitórias (ADCT).
Limitações
Deveria ocorrer após 5 anos da promulgação 
da CF/88
Sujeitava-se a limitações circunstanciais e 
materiais
Processo já encerrado, não sendo mais 
aplicável
Art. 3º do ADCT. 
A revisão constitucional será realizada 
após cinco anos, contados da 
promulgação da Constituição, pelo voto 
da maioria absoluta dos membros do 
Congresso Nacional, em sessão 
unicameral
Limitações ao Poder de Reforma
1
Temporais
Referem-se a limitações ligadas a períodos de tempo específicos. Não há atualmente no 
Brasil limitações temporais.
2
Circunstanciais
Dizem respeito a circunstâncias fáticas que, se ocorrentes, impedem a elaboração de 
emendas, como situações de instabilidade institucional, como intervenções federais ou 
estados de exceção.
3
Formais
Relacionam-se a aspectos procedimentais, como regras de iniciativa, quóruns qualificados 
para aprovação e requisitos de promulgação.
4
Materiais
São as chamadas "cláusulas pétreas", que vedam a deliberação sobre determinadas 
matérias fundamentais, protegendo o núcleo essencial da Constituição.
CRFB/88. Art. 60, § 1º, CF/88. 
A Constituição não poderá ser 
emendada na vigência de intervenção 
federal, de estado de defesa ou de 
estado de sítio.
Limitações ao Poder de Reforma
1
Temporais
Referem-se a limitações ligadas a períodos de tempo específicos. Não há atualmente no 
Brasil limitações temporais.
2
Circunstanciais
Dizem respeito a circunstâncias fáticas que, se ocorrentes, impedem a elaboração de 
emendas, como situações de instabilidade institucional, como intervenções federais ou 
estados de exceção.
3
Formais
Relacionam-sea aspectos procedimentais, como regras de iniciativa, quóruns qualificados 
para aprovação e requisitos de promulgação.
4
Materiais
São as chamadas "cláusulas pétreas", que vedam a deliberação sobre determinadas 
matérias fundamentais, protegendo o núcleo essencial da Constituição.
 
 
I - De um terço, no mínimo, dos 
membros da Câmara dos Deputados ou 
do Senado Federal; 
II - Do Presidente da República; 
III - de mais da metade das Assembleias 
Legislativas das unidades da Federação, 
manifestando-se, cada uma delas, pela 
maioria relativa de seus membros.
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Art. 60, § 2º, CF/88 - A proposta será 
discutida e votada em cada Casa do 
Congresso Nacional, em dois turnos, 
considerando-se aprovada se obtiver, 
em ambos, três quintos dos votos dos 
respectivos membros.
Limitações ao Poder de Reforma
1
Temporais
Referem-se a limitações ligadas a períodos de tempo específicos. Não há atualmente no 
Brasil limitações temporais.
2
Circunstanciais
Dizem respeito a circunstâncias fáticas que, se ocorrentes, impedem a elaboração de 
emendas, como situações de instabilidade institucional, como intervenções federais ou 
estados de exceção.
3
Formais
Relacionam-se a aspectos procedimentais, como regras de iniciativa, quóruns qualificados 
para aprovação e requisitos de promulgação.
4
Materiais
São as chamadas "cláusulas pétreas", que vedam a deliberação sobre determinadas 
matérias fundamentais, protegendo o núcleo essencial da Constituição.
 
 
 
 
 
 As Cláusulas Pétreas:Ulisses e o 
Canto das Sereias
Cláusulas Pétreas na Constituição de 
1988
Cláusula Pétrea Descrição
Forma Federativa de Estado Veda a abolição da forma federativa, protegendo 
a organização político-administrativa 
descentralizada.
Voto Direto, Secreto, Universal e Periódico Protege os princípios fundamentais do sistema 
eleitoral democrático.
Separação dos Poderes Garante a independência e a harmonia entre os 
Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
Direitos e Garantias Individuais Salvaguarda o núcleo essencial dos direitos 
fundamentais vinculados à dignidade da pessoa 
humana.
§ 4º Não será objeto de deliberação a 
proposta de emenda tendente a abolir:
I - a forma federativa de Estado;
II - o voto direto, secreto, universal e 
periódico;
III - a separação dos Poderes;
IV - os direitos e garantias individuais.
Corrente Restritiva
Interpreta literalmente o inciso 
IV do art. 60, § 4º, entendendo 
que apenas os "direitos e 
garantias individuais" estão 
protegidos, excluindo direitos 
coletivos e sociais.
Corrente Ampliativa 
Formal
Considera que a cláusula 
pétrea abrange todos os 
direitos fundamentais previstos 
na Constituição, 
independentemente de sua 
natureza individual ou coletiva.
Corrente Ampliativa 
Material
Entende que a proteção se 
estende aos direitos 
fundamentais com vinculação 
direta à dignidade da pessoa 
humana, adotando um critério 
material de fundamentalidade.
 
 !"#$%&%$#'()* +' ,-./0/-' 12#%$' +as “garantias
Individuais”.
 
 
 
CRFB/88. Art. 228. São penalmente 
inimputáveis os menores de dezoito 
anos, sujeitos às normas da legislação 
especial.
Tratados Internacionais de Direitos 
Humanos
1 Equivalência a Emendas
O art. 5º, § 3º da CF/88 prevê que tratados e convenções internacionais sobre 
direitos humanos, aprovados com quórum qualificado, equivalem a emendas 
constitucionais.
2 Procedimento Especial
Esses tratados devem ser aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em 
dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros.
3 Exemplo
A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência foi incorporada ao 
ordenamento brasileiro com status de emenda constitucional, por meio do 
Decreto Legislativo nº 186/2008.
Cláusulas Pétreas 
Implícitas na 
Constituição Federal 
de 1988
A Constituição Federal de 1988 estabelece limites ao poder de reforma, 
conhecidos como cláusulas pétreas. Além das limitações explícitas, o 
Supremo Tribunal Federal reconheceu a existência de limitações implícitas. 
Essas limitações estão relacionadas à titularidade do poder, ao órgão 
exercente do poder de reforma, ao procedimento de elaboração de emendas 
constitucionais, à república, ao presidencialismo, à dignidade da pessoa 
humana, aos fundamentos e objetivos da República Federativa do Brasil, ao 
Ministério Público e aos mecanismos de democracia direta.
A Dupla Revisão e o Paradoxo da 
Democracia
Legitimidade das 
Cláusulas Pétreas
Há um debate sobre a 
legitimidade das cláusulas 
pétreas, pois elas podem ser 
vistas como uma limitação 
antidemocrática imposta por 
gerações passadas às gerações 
futuras.
Poder Constituinte 
Evolutivo
Alguns doutrinadores defendem 
a possibilidade de superar as 
cláusulas pétreas por meio do 
poder constituinte evolutivo, que 
permitiria a mudança dessas 
cláusulas através de uma "dupla 
revisão".
Posição Predominante no 
Brasil
No Brasil, predomina a tese de 
que a dupla revisão não é 
possível, pois o próprio rol de 
cláusulas pétreas é considerado 
uma cláusula pétrea implícita, 
não podendo ser alterado.
§ 4º Não será objeto de deliberação a 
proposta de emenda tendente a abolir:
I - a forma federativa de Estado;
II - o voto direto, secreto, universal e 
periódico;
III - a separação dos Poderes;
IV - os direitos e garantias individuais.
A Titularidade do Poder e o Órgão 
Exercente do Poder de Reforma
1 Titularidade do Poder
Não é possível que uma emenda 
constitucional mude a titularidade do 
poder, estabelecendo que todo o poder 
emana de um grupo específico, como 
as mulheres, e não mais do povo. A 
titularidade do poder é uma limitação 
material implícita ao poder de reforma.
2 Órgão Exercente do Poder de 
Reforma
Da mesma forma, não é permitido que 
uma emenda constitucional transfira o 
poder de reforma do Congresso 
Nacional para outro órgão, como o 
Presidente da República. O órgão 
exercente do poder de reforma 
também é uma limitação material 
implícita.
O Procedimento de Elaboração de 
Emendas Constitucionais
1
Rigidez Constitucional
O procedimento de elaboração de emendas constitucionais representa um 
equilíbrio entre a supremacia da Constituição e a necessidade de mudança. Esse 
procedimento não pode ser alterado por meio de uma emenda constitucional, 
pois isso afetaria a rigidez constitucional, que é uma limitação material implícita.
2
Alteração Histórica
Na história constitucional brasileira, houve uma alteração no quórum de 
aprovação das emendas constitucionais durante a vigência da Constituição 
anterior. No entanto, sob a égide da Constituição Federal de 1988, entende-se 
que o procedimento de elaboração de emendas é um limite material implícito ao 
poder de reforma.
República e Presidencialismo: Cláusulas 
Pétreas Implícitas?
República
A Constituição Federal de 1988 
não menciona expressamente a 
república como uma cláusula 
pétrea, embora a proteção da 
periodicidade do voto a proteja 
indiretamente. Após o 
plebiscito de 1993, no qual a 
população optou pela república, 
parte da doutrina considera que 
ela se tornou uma cláusula 
pétrea.
Presidencialismo
Assim como a república, o 
presidencialismo não é 
mencionado expressamente 
como uma cláusula pétrea no 
artigo 60, § 4º, da Constituição 
Federal de 1988. No entanto, 
após o plebiscito de 1993, parte 
da doutrina defende que o 
presidencialismo também se 
tornou uma cláusula pétrea 
implícita.
Cláusulas Pétreas 
Relativas
Outra parte da doutrina entende 
que república e 
presidencialismo se tornaram 
cláusulas pétreas relativas, pois 
uma nova consulta popular 
seria possível para alterar a 
forma de governo e o sistema 
de governo, revisando a 
decisão tomada no plebiscito 
de 1993.
O Ministério Público e os Mecanismos de 
Democracia Direta
Ministério Público
Parte da doutrina considera o Ministério Público 
como uma cláusula pétrea implícita, pois é uma 
instituição permanente e essencialà democracia, 
sendo uma de suas funções institucionais a 
defesa da ordem democrática.
Mecanismos de Democracia Direta
Os mecanismos de democracia direta, como o 
referendo, o plebiscito e a iniciativa popular, 
também são vistos como cláusulas pétreas 
implícitas, pois não podem ser suprimidos da 
Constituição por meio de emendas 
constitucionais.
Tensão entre 
constitucionalismo e 
democracia
A relação entre constitucionalismo e democracia é fundamental para a 
saúde de uma sociedade, porém também apresenta uma tensão inerente. De 
um lado, o constitucionalismo visa proteger os direitos fundamentais dos 
cidadãos, estabelecendo limites ao poder do Estado. Do outro, a democracia 
representa a vontade da maioria expressa por meio do voto popular. Como 
então equilibrar essa dinâmica, de modo a assegurar tanto a proteção dos 
direitos individuais quanto a legitimidade das decisões tomadas pela 
maioria?

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