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ESCOLA DE EDUCAÇÃO BÁSICA WALTER PROBST AURORA (SC), 2023 PROFESSORA: GABRIELI SOUZA MARTINS PLANO DE ENSINO TRILHA DE APROFUNDAMENTO INTEGRADA ENTRE ÁREAS DO CO- NHECIMENTO NOVO ENSINO MÉDIO OBJETIVOS Possibilitar a compreensão quanto às características da Biologia como instituição social, as relações entre pesquisa e desenvolvimento. Promover a autonomia em relação ao aprendizado, tendo como ponto de partida a reflexão, o raciocínio, a organização e a consolidação de hábitos de estudo. Criar oportunidade sistemática para que o aluno, ao final do ensino médio, tenha adquirido um conjunto de conceitos, procedimentos e atitudes que operem como ins- trumento para que a interpretação do mundo científico e tecnológico em que vivemos, capacitando-o nas escolhas que fará como indivíduo e como cidadão. Compreender as ideias científicas básicas, de modo que ele possa entender melhor e prever fenômenos, sobretudo aqueles relacionados ao cotidiano, e acompanhar as des- cobertas científicas divulgadas pelos meios de comunicação, avaliando os aspectos éti- cos dessas descobertas. Desenvolver o pensamento lógico e o espírito crítico, utilizados para identificar e resolver problemas, formulando perguntas e hipóteses, testando, discutindo e redigindo explicações para os fenômenos naturais. Compreender que o conhecimento científico é construído pela cooperação dos membros de toda uma comunidade de pesquisadores, onde ideias são discutidas e criti- cadas, devendo-se respeitar os indivíduos que a formulam, sem preconceitos ou discri- minação de qualquer ordem. Relacionar o desenvolvimento científico ao desenvolvimento da tecnologia às mudanças na sociedade, entendendo que esse conhecimento é uma parte da cultura e está ligado aos fatores políticos, sociais e econômicos da cada época e que suas aplica- ções podem servir e interesses diversos. Elaborar individualmente e em grupo relatos orais, escritos, perguntas e suposi- ções acerca do tema em estudo, estabelecendo relações entre as informações obtidas por meio de trabalhos práticos e de textos, registrando suas próprias sínteses mediante tabe- las, gráficos, esquemas ou maquetes. Estimular o aluno a expressar conteúdos prévios e checá-los ao longo do estudo. Orientá-lo na interpretação de textos jornalísticos, esquemas, gráficos e tabelas. Despertar a curiosidade dele para o assunto subsequente. Incentivá-lo a deduzir fatos e explicações de fenômenos. Relacionar conceitos. Retomar, em alguns casos, conceitos recém-adquiridos. Promover a interpretação em grupo, especialmente à capacidade de cooperação, organização e coordenação. Exprimir-se oralmente com correção e clareza e usando a terminologia correta. Produzir textos adequados para relatar experiências, formular dúvidas ou apresen- tar conclusões. COMPETÊNCIAS GERAIS 1. Conhecimento. 2. Pensamento científico, crítico e criativo. 3. Repertório cultural. 4. Comunicação. 5. Cultura digital. 6. Trabalho e projeto de vida. 7. Argumentação. 8. Autoconhecimento e autocuidado. 9. Empatia e cooperação. 10. Responsabilidade e cidadania. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprenden- do e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva. Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, in- cluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar solu- ções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas. Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural. Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e es- crita), corporal, visual, sonora e digital –, bem como conhecimentos das linguagens ar- tística, matemática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendi- mento mútuo. Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimen- tos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhe- cimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade. Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promo- vam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreenden- do-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com auto- crítica e capacidade para lidar com elas. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, re- siliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráti- cos, inclusivos, sustentáveis e solidários. COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS DE CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 1. Analisar fenômenos naturais e processos tecnológicos, com base nas interações e relações entre matéria e energia, para propor ações individuais e coletivas que aperfei- çoem processos produtivos, minimizem impactos socioambientais e melhorem as con- dições de vida em âmbito local, regional e global. 2. Analisar e utilizar interpretações sobre a dinâmica da Vida, da Terra e do Cosmos para elaborar argumentos, realizar previsões sobre o funcionamento e a evolução dos seres vivos e do Universo, e fundamentar e defender decisões éticas e responsáveis. 3. Investigar situações-problema e avaliar aplicações do conhecimento científico e tecnológico e suas implicações no mundo, utilizando procedimentos e linguagens pró- prios das Ciências da Natureza, para propor soluções que considerem demandas locais, regionais e/ou globais, e comunicar suas descobertas e conclusões a públicos variados, em diversos contextos e por meio de diferentes mídias e tecnologias digitais de infor- mação e comunicação (TDIC). O CAMPO COMO LUGAR DE VIDAS, DE RELAÇÕES HUMANAS, DE DI- REITOS HUMANOS, DE CULTURAS E DE PRODUÇÃO DE ALIMENTOS SAU- DÁVEIS. 2ª SÉRIE 1 – 1° Semestre 2ª SÉRIE 3 – 2º Semestre OBJETIVO GERAL DA TRILA Compreender e articular conceitos fundamentais sobre os processos históricos e identitários constitutivos das vidas, populações, culturas, dimensões de gênero, de gera- ção, etnia e produções do campo, materializando a sua emancipação e, assim,uma vida com dignidade. ORGANIZAÇÃO DAS UNIDADES CURRICULARES DA TRILHA DE APRO- FUNDAMENTO Unidade Curricular I - TERRA Espaços de identidade no e do campo - A compre- ensão histórica da constituição do campo brasileiro: populações, espaços, tempos e identidades. Unidade Curricular II - AR Interconexões das relações humanas e a terra - Cultu- ras do e no campo e relações humanas. Unidade Curricular III – ÁGUA Fonte de vidas e de preservação - Ciência e tec- nologias do e no campo no sentido da sustentabilidade. Unidade Curricular IV – FOGO Resistências, movimentos e lutas no do campo - movimentos e lutas de resistências no campo. HABILIDADES ASSOCIADAS AOS EIXOS ESTRUTURANTES Utilizar informações, conhecimentos e ideias resultantes de investigações científi- cas para criar ou propor soluções para problemas diversos. Selecionar e sistematizar, com base em estudos e/ou pesquisas (bibliográficas, ex- ploratórias, de campo, experimentais, etc.) em fontes confiáveis, informações sobre a dinâmica dos fenômenos da natureza e/ou de processos tecnológicos. Investigar e analisar situações-problema envolvendo temas e processos de nature- za histórica, social, econômica, filosófica, política e/ou cultural, em âmbito local, regio- nal, nacional e/ou global, assim como dos fenômenos da natureza e/ou de processos tecnológicos. Identificar e explicar questões socioculturais e ambientais relacionadas a fenôme- nos físicos, químicos e/ou biológicos. Selecionar e mobilizar intencionalmente conhecimentos e recursos das Ciências da Natureza e suas Tecnologias para propor ações individuais e/ou coletivas de media- ção e intervenção sobre problemas socioculturais e problemas ambientais. Propor e testar estratégias de mediação e intervenção para resolver problemas de natureza sociocultural e de natureza ambiental relacionados às Ciências da Natureza e suas Tecnologias. HABILIDADES ASSOCIADAS ÀS ÁREAS DO CONHECIMENTO Identificar práticas agrícolas e tipos de manejo no território do campo, analisando os usos sustentáveis para preservação e conservação ambiental das paisagens nativas. Identificar as tecnologias presentes no campo e a biotecnologia. Analisar os manejos agrícolas e seus impactos ambientais, buscando sempre esta- belecer um paralelo entre o convencional e o agroecológico. Criar mecanismos de interação de práticas agrícolas e natureza com manejo sus- tentável e consumo responsável. Compreender a sustentabilidade enquanto princípio de manutenção da vida das di- ferentes formas de vida, e suas dimensões, utilizando estratégias sustentáveis de manejo da água, desde a captação até o consumo consciente na agricultura e na geração de energia, de modo a garantir a manutenção do provimento da vida. Propor iniciativas individuais e coletivas para a solução de problemas ambientais da comunidade, com base na análise de ações de sustentabilidade, respeitando a biodi- versidade natural e humana, fomentando o desenvolvimento do território sob o funda- mento da ecotécnica e etnomatemática. Conhecer a biotecnologia, seus avanços e impactos. OBJETOS DO CONHECIMENTO Conhecimentos Científicos (formais), relacionados aos fenômenos periódicos re- ais (Ciclos Biogeoquímicos). Boas práticas agrícolas. Ecotécnicas. Fontes de energia renováveis. Impactos ambientais; Mudanças climáticas. Preservação, conservação e recuperação da biodiversidade. SAÚDE, JUVENTUDES E CUIDADOS DE SI E DOS OUTROS 2ª SÉRIE 3 – 1° Semestre 2ª SÉRIE 1 – 2º Semestre OBJETIVO GERAL DA TRILA Problematizar as diferentes dimensões da saúde das juventudes na contempora- neidade, a partir da perspectiva da qualidade de vida. ORGANIZAÇÃO DAS UNIDADES CURRICULARES DA TRILHA DE APRO- FUNDAMENTO Unidade Curricular I: Conceituando qualidade de vida e saúde. Unidade Curricular II: Saúde socioemocional. Unidade Curricular III: Sexualidade e Saúde. Unidade Curricular IV: Saúde e o uso das tecnologias digitais. HABILIDADES ASSOCIADAS AOS EIXOS ESTRUTURANTES Utilizar informações, conhecimentos e ideias resultantes de investigações científi- cas para criar ou propor soluções para problemas diversos. Reconhecer e analisar questões sociais, culturais e ambientais diversas, identifi- cando e incorporando valores importantes para si e para o coletivo que assegurem a to- mada de decisões conscientes, consequentes, colaborativas e responsáveis. Participar ativamente da proposição, implementação e avaliação de solução para problemas socioculturais e/ ou ambientais em nível local, regional, nacional e/ou global, corresponsabilizando-se pela realização de ações e projetos voltados ao bem comum. Identificar, selecionar, processar e analisar dados, fatos e evidências com curiosi- dade, atenção, criticidade e ética, inclusive utilizando o apoio de tecnologias digitais. Compreender e considerar a situação, a opinião e o sentimento do outro, agindo com empatia, flexibilidade e resiliência para promover o diálogo, a colaboração, a me- diação e resolução de conflitos, o combate ao preconceito e a valorização da diversida- de. HABILIDADES ASSOCIADAS ÀS ÁREAS DO CONHECIMENTO Compreender os conceitos de qualidade de vida e saúde coletiva a partir da sua multidimensionalidade, implicando nas dimensões: biológica e social. Reconhecer o papel e atuação do SUS na saúde e na qualidade de vida. Compreender a importância de conhecer-se, conhecer o outro e a importância das relações sociais. Problematizar a relevância das competências socioemocionais no enfrentamento das vicissitudes da vida social. Interpretar e identificar problemas relacionados à saúde socioemocional e a sua multicausalidade. Analisar os diferentes fatores desencadeantes das dependências tanto na dimensão biológica quanto social. OBJETOS DO CONHECIMENTO Conceitos sobre saúde e qualidade de vida. Ambientes saudáveis. Principais viroses que afetam a espécie humana. Principais doenças bacterianas que afetam a espécie humana. Principais doenças causadas por protozoários que afetam a espécie humana. Principais doenças causadas por fungos que afetam a espécie humana. Principais verminoses que afetam a espécie humana. Saúde mental e a juventude (Fatores que influenciam a saúde mental dos jovens; Ansiedade; Depressão; Uso excessivo de eletrônicos; Esquizofrenia; Suicídio). METODOLOGIA Oferecer elementos dos mais diversos, sobre um objeto de investigação, criando um contexto de embates entre ideias (encaminhar os alunos a pesquisa bibliográfica, visita ao laboratório, utilização de modelos anatômicos, procura por textos e imagens, utilização de quadros temáticos e de mapas de conceitos; estimular o interesse por fil- mes e músicas que tenham relação com aspectos científicos). Apresentar atividades como a experimentação, o estudo do meio, os jogos, os se- minários, os debates, a simulação, como proposta que possibilitam a parceria entre pro- fessor e aluno. Utilizar de espaço além da sala de aula também é interessante para o aprendizado em Biologia. Desde a visita a uma instituição científica, até o uso do pátio, da horta ou do jardim da escola para o desenvolvimento de atividades. Sequência didática: Cópia de resumo explicativo, contendo conceitos relaciona- dos ao conteúdo; Explicação de conteúdo (aula expositiva e dialogada); Apresentação de vídeos explicativos; Apresentação de esquemas em 3D; Lista de exercícios relacio- nados ao conteúdo; Correção de exercícios; Revisão de conteúdo; Avaliação. AVALIAÇÃO A avaliação da aprendizagem do ensino de Biologia funciona como um sistema de mensagem do conhecimento, que deve apontar as causasdos fracassos para redimensio- nar o trabalho docente estabelecendo as ações que irão auxiliar o aluno a avançar e atin- gir os resultados por este desejado no processo educativo. Será continua e processual, com elaboração de trabalhos, textos, questionários, de- vendo ser observados os seguintes aspectos: O esforço do aluno, em compreender a matéria e realizar as atividades. Seu interesse pelos assuntos estudados. Sua participação em sala de aula, nos debates, nas discussões, nos trabalhos e pes- quisas individuais e em grupo. Seu efetivo desempenho nas atividades programadas. A avaliação é um aspecto importante do processo de aprender. Em geral, todas as atividades realizadas sobre determinado conteúdo ensinado devem ser avaliadas. Isso promove uma diversificação das formas de avaliação e mostra aos alunos que o conjun- to das atividades que realizam, e não apenas as provas são valorizadas. A avaliação po- de e deve constituir uma prática constante de regulação das aprendizagens alcançadas. RECUPERAÇÃO A recuperação de estudos será paralela e continuada, visando novas oportunidades de aprendizagem durante as atividades escolares, para superar as deficiências verificadas. Haverá a oportunidade de três instrumentos de avaliação de recuperação paralela: correção de avaliação, um trabalho ou uma nova avaliação. O instrumento para a reali- zação de recuperação será determinado de acordo com o grau de dificuldade do tema em questão e da média de notas da turma alcançada na primeira avaliação. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Comum Cur- ricular. Brasília, DF: MEC, 2018. Santa Catarina. Secretaria de Estado da Educação. Currículo base do ensino médio do território catarinense: caderno 2 – formação geral básica / Secretaria de Estado da Educação. – Florianópolis : Gráfica Coan, 2021. Santa Catarina. Secretaria de Estado da Educação. Currículo base do ensino médio do território catarinense: caderno 3 – Portfólio de Trilhas de Aprofundamento. – Floria- nópolis : Gráfica Coan, 2021. Vários autores. Moderna Plus: Ciências da Natureza e suas Tecnologias. 1ª edição. São Paulo: Moderna, 2020.