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AULA 6 BALANCED SCORECARD Prof. Alexandre Francisco de Andrade INTRODUÇÃO Nosso aprendizado passou pelas estratégias e processos do Balanced Scorecard, agora vamos saber mais sobre como se aplica um projeto ao desenvolver um BSC numa unidade de negócios. Num artigo de 1993, Kaplan e Norton ofereceram uma orientação em oito etapas, são elas: • Preparação: a empresa identifica a unidade de negócios para a qual um scorecard de alto nível é apropriado (próprios clientes, canais de distribuição, instalações de produção e metas financeiras). • 1ª entrevista: um facilitador do BSC entrevista os gerentes seniores por cerca de 90 minutos cada um para obter informações sobre metas estratégicas e medidas de desempenho. • 1º workshop executivo: a alta administração se reúne com o facilitador para começar a desenvolver o scorecard, chegando a um consenso sobre a missão, a estratégia e vinculando as medições a elas. • 2ª entrevista: facilitador analisa, consolida e documenta as informações do workshop executivo, entrevistando cada executivo sênior para formar um BSC provisório. • 2º workshop executivo: a alta administração, seus subordinados e os gerentes intermediários debatem a visão, a estratégia e o scorecard provisório (em grupos é discutido as medidas, desenvolvem um plano de implementação e formulam os objetivos para cada uma das medidas propostas). • 3º workshop executivo: os executivos seniores chegam a um consenso sobre a visão, os objetivos e as medidas discutidas nos dois workshops anteriores, com desenvolvimento das metas de desempenho para cada medida (início da implementação). • Implementação: a equipe vai implementar o plano que visa vincular as medidas de desempenho a bancos de dados e sistemas de TI (para comunicar o Balanced Scorecard para a empresa) e incentivar o desenvolvimento de métricas para unidades descentralizadas. • Revisões periódicas: manter o registro trimestral ou mensal sobre as medidas do Balanced Scorecard para ser visualizado pelos gerentes e com revisão anual como parte do processo de planejamento estratégico. Assim, antes de iniciarmos este conteúdo, vamos verificar os principais temas que nos acompanharão durante o desenvolvimento de nosso processo de ensino e aprendizagem, são eles: • Estratégia em ações tangíveis: práticas eficazes para o uso do Balanced Scorecard; • Comunicação e alinhamento efetivos no Balanced Scorecard: práticas para o sucesso estratégico; • Foco na aprendizagem e inovação no Balanced Scorecard: práticas para impulsionar a adaptação empresarial; • Medição e melhoria do desempenho no Balanced Scorecard: práticas para impulsionar a excelência organizacional; • Adaptação à dinâmica do mercado no Balanced Scorecard: estratégias para manter a relevância organizacional. Bom estudo! TEMA 1 – ESTRATÉGIA EM AÇÕES TANGÍVEIS: PRÁTICAS EFICAZES PARA O USO DO BALANCED SCORECARD “A implementação de um programa de Balanced Scorecard alinha a estratégia da corporação com as estratégias das unidades de negócio e das unidades de apoio. Dessa maneira, preenchem-se as condições para alcançar as sinergias de desempenho do negócio como um todo” (Kaplan; Norton, 2017, p. 277). Sabemos que os autores, Robert S. Kaplan e David P. Norton, criaram o Balanced Scorecard para permitir que as empresas traduzam sua estratégia em termos concretos, ajudando a identificar os objetivos específicos, indicadores de desempenho e metas em cada perspectiva. Dessa forma, num cenário empresarial dinâmico e competitivo, traduzir a estratégia organizacional em ações tangíveis é essencial para alcançar metas e objetivos de longo prazo. Então, o BSC se destaca como uma ferramenta valiosa nesse processo com vantagens da sua metodologia aplicada, pois as empresas podem transformar sua visão estratégica em atividades concretas e mensuráveis em todas as áreas. Para Kaplan; Norton (2017, p.45), a “difusão de melhores práticas, por meio de ferramentas de gestão do conhecimento, que transfiram excelência na qualidade dos processos entre múltiplas unidades de negócio”, geram sinergias em aprendizado e crescimento. Assim algumas práticas eficazes são necessárias para traduzir a estratégia em ações tangíveis usando o BSC: • Definir claramente os objetivos: de acordo com nosso aprendizado, é crucial estabelecer objetivos claros e específicos em cada perspectiva do BSC (financeira, do cliente, dos processos internos e do aprendizado e crescimento) que devem estar alinhados com a visão e a missão da empresa, fornecendo uma base sólida para a tradução da estratégia. • Identificar indicadores-chave de desempenho (KPIs): focar em medir o progresso em direção aos objetivos, pois é necessário selecionar KPIs relevantes para cada perspectiva, ou seja, devem ser quantificáveis, realistas e alinhados com as metas estratégicas. Por exemplo, na perspectiva financeira, que já estudamos, os KPIs podem incluir receita, margem de lucro ou retorno sobre o investimento. Saiba mais Ao analisar dados de KPI, as organizações podem identificar padrões e tendências que podem indicar causas subjacentes de problemas de desempenho ou oportunidades de melhoria. • Definir metas mensuráveis: sabemos que cada objetivo e KPI deve ser acompanhado de metas mensuráveis e alcançáveis, ou seja, as metas devem estabelecer os parâmetros para avaliar o sucesso das ações implementadas, sempre com base em análises de dados históricos, benchmarking e tendências do mercado. Vantagens da Metodologia BSC Visão simples do planejamento Aperfeiçoamento contínuo Mensuração Engajamento entre equipes Tomada de decisão assertiva Saiba mais Uma análise de benchmarking permite que você saiba exatamente onde você está em relação aos concorrentes no setor de atuação, ou seja, vai ajudar você a ser honesto consigo mesmo e trabalhar nas áreas que você gostaria de ver melhorias. • Alinhar com planos de ação: agora entendemos que as ações tangíveis devem ser cuidadosamente planejadas para alcançar os objetivos e metas do BSC, dessa forma, cada ação deve ser associada a um plano detalhado, especificando responsáveis, recursos necessários, prazos e etapas de implementação, ou seja, vai assegurar que as atividades estratégicas sejam executadas de maneira coordenada e eficiente. Saiba mais Um dos componentes principais do BSC é um plano de ação que garante que os projetos, programas ou iniciativas corretas estejam em vigor para cumprir cada um dos objetivos estratégicos do Mapa Estratégico. • Monitorar e avaliar continuamente: seguindo com nosso aprendizado, a implementação de um BSC exige um monitoramento constante do desempenho em relação aos KPIs e metas, ou seja, a coleta regular de dados e o acompanhamento dos indicadores ajudam a identificar desvios, áreas de melhoria e sucessos e, a avaliação contínua permite ajustes oportunos e decisões informadas. • Adaptar e melhorar: sabemos que o BSC não é estático, pois à medida que o ambiente de negócios muda, é necessário ajustar e adaptar o BSC para garantir sua relevância, dessa forma, se alguns indicadores não estiverem mais alinhados com a estratégia ou se novas oportunidades surgirem, a revisão e atualização do BSC são vitais para manter a eficácia. Saiba mais Cada objetivo estratégico tem uma ou duas medidas e elas precisam de metas e atualizações regulares de valor, ou seja, escolher bem o valor da meta não acabará medindo coisas erradas. Assim, a tradução da estratégia em ações tangíveis é fundamental para o sucesso organizacional. O Balanced Scorecard fornece uma estrutura que permite às empresas vincularem suas metas estratégicas a atividades mensuráveis e coordenadas. Uma empresa com foco num sistemade gestão para melhoria de desempenho, ao definir objetivos claros, identificar KPIs, estabelecer metas, alinhar planos de ação, monitorar o desempenho e adaptar continuamente o BSC, poderá transformar suas aspirações estratégicas em resultados tangíveis. No próximo tópico, nosso aprendizado envolverá a comunicação e alinhamento efetivos no Balanced Scorecard. TEMA 2 – COMUNICAÇÃO E ALINHAMENTO EFETIVOS NO BALANCED SCORECARD: PRÁTICAS PARA O SUCESSO ESTRATÉGICO Nosso tópico começa com o destaque para o BSC sugerido pelos autores, Kaplan e Norton (2017) quanto a comunicação efetiva. Eles reforçam a importância de facilitar a comunicação de forma estratégica em todos os níveis da organização quanto ao uso do BSC, ou seja, como a ferramenta ajudará a alinhar toda equipe com os objetivos estratégicos, permitindo que todos entendam que suas atividades diárias contribuem para a realização desses objetivos. Algumas práticas são essenciais para promover a comunicação e o alinhamento no BSC, vamos ver algumas delas: • Comunicar a visão estratégica: é ter uma comunicação eficaz que começa com a transmissão clara da visão estratégica da organização. É fundamental que os líderes articulem a visão, missão e objetivos de maneira sucinta e inspiradora. Essa comunicação inicial estabelece a base para o entendimento compartilhado do porquê certas ações e metas são necessárias. Saiba mais Existem quatro maneiras de comunicar com sucesso a visão estratégica com uma equipe, são elas: incentivar a interação com feedback; usar recursos visuais; envolver toda a equipe nos planos estratégicos e executar a estratégia continuamente. • Traduzir a estratégia em termos relevantes: sabemos que ao apresentar o BSC para os empregados em todos os níveis da empresa, já é um passo importante, ou seja, é conectar os objetivos estratégicos com as atividades cotidianas de cada departamento e área, tornando mais fácil para as equipes entenderem como o trabalho contribui para o sucesso geral. Saiba mais A melhor estratégia para aplicação do Balanced Scorecard é na seguinte sequência: aprendizado e crescimento; operações internas e satisfação do cliente, pois são as etapas principais que facilitarão a entrega da única e principal etapa atrasada, que é o desempenho financeiro. • Alinhar com metas individuais: é bom anotar que cada empregado deve entender como suas atividades diárias contribuem para a realização dos objetivos estratégicos da empresa, pois a prática de vincular metas individuais aos objetivos e KPIs do BSC cria uma linha direta de visibilidade, ajudando as equipes a se sentirem parte de algo maior e a se empenharem para atingir os resultados desejados. Saiba mais Ao construir metas individuais num BSC se usa os mesmos princípios, ou seja, mapear os objetivos na perspectiva de aprendizagem e crescimento; mapear suas melhorias na perspectiva interna; mapear necessidades na perspectiva dos clientes; mapear resultados na perspectiva dos stakeholders; encontrar as métricas certas e formular planos de ação com foco em iniciativas. • Comunicação contínua e bidirecional: é estabelecer canais de comunicação regulares para atualizações, discussões e feedback sobre o progresso em relação aos objetivos do BSC, ou seja, é permitir que os empregados expressem preocupações, compartilhem ideias e ajustem ações conforme necessário. Saiba mais A comunicação bidirecional é baseada na interação entre um emissor e um receptor, ou seja, a interatividade vai ocorrer automaticamente, mas todos devem estar envolvidos para receber as respostas oportunas. • Uso de comunicação visual: usar gráficos e painéis visuais, são exemplos para facilitar a compreensão da estratégia e do progresso, dessa forma, apresentar visualmente indicadores de desempenho pode tornar mais fácil para todos acompanharem o sucesso e a evolução ao longo do tempo. Saiba mais O desafio da comunicação visual é que pode ser difícil garantir que todos interpretem os recursos visuais da mesma maneira, principalmente, se os recursos visuais forem complexos ou se as pessoas tiverem origens culturais diferentes. • Treinamento e educação: é o processo para investir em treinamento e educação sobre o BSC para os empregados, pois é essencial que todos compreendam sua importância e funcionamento. 2.1 Elementos do plano de comunicação - o caso da AndradeCon A empresa AndradeCon planejou investir na construção de uma nova ferramenta de gestão e escolheu o Balanced Scorecard. Sua decisão inicial foi desenvolver uma estratégia e um plano de comunicação, explicando o conceito e os benefícios que o BSC produzirá para seus empregados e, principalmente, ter o apoio de todos durante todo o processo. Para isso, a empresa AndradeCon nomeou a implementação do Scorecard como Sistema Preparativo Estratégico e utilizou um website acessível com muitas informações e recursos para todos. A ideia inicial da empresa AndradeCon foi elaborar o plano com base na abordagem 5W: ● What (o que será feito?): a AndradeCon descreveu o conteúdo da informação definido no plano de comunicação, ou seja, o Scorecard se alinha com a implementação da estratégia e seu papel em relação a outras iniciativas de mudança. ● Why (por que será feito?): a AndradeCon identificou a necessidade de comunicar todas as informações aos interessados durante a implementação do scorecard. ● Where (onde será feito?): a AndradeCon determinou que as tecnologias digitais atuais sejam os métodos escolhidos como recursos de informação. ● When (quando?): a AndradeCon alinhou a estratégia da quantidade de comunicação a ser transmitida para as partes interessadas. ● Who (por quem será feito?): a AndradeCon nomeou um responsável que vai distribuir a comunicação da implementação scorecard para todos os interessados. Portanto, a empresa AndradeCon conseguiu apresentar os conceitos do Balanced Scorecard aos principais componentes que estão envolvidos (stakeholders) na implementação e, também, forneceu as atualizações regulares sobre o progresso da equipe. No próximo tópico, nosso aprendizado envolverá aprendizagem e inovação do BSC na adaptação empresarial. TEMA 3 – FOCO NA APRENDIZAGEM E INOVAÇÃO NO BALANCED SCORECARD: PRÁTICAS PARA IMPULSIONAR A ADAPTAÇÃO EMPRESARIAL Os autores, Kaplan e Norton abordam como a perspectiva de aprendizado e crescimento do BSC enfatiza a importância de investir em recursos humanos, tecnologia e cultura de inovação. Dessa forma, identificamos a importância dessa perspectiva na garantia da adaptabilidade de uma empresa às mudanças do ambiente. Reconhecemos que no cenário empresarial em constante evolução, a capacidade de aprendizagem e inovação tornou-se um diferencial competitivo vital. O Balanced Scorecard (BSC) oferece uma estrutura sólida para incorporar o aprendizado contínuo e a inovação como partes fundamentais da estratégia organizacional. Um aprendizado contínuo é a expansão contínua de conhecimentos e conjuntos de habilidades, ou seja, é utilizada no contexto do desenvolvimento profissional, de novas competências e conhecimentos. A cultura de inovação é uma cultura organizacional que realmente valoriza e apoia a inovação, para que as pessoas possam realmente fazer a inovação acontecer em toda a empresa. Vamos ver algumas práticas essenciais para cultivar o foco na aprendizagem e inovação usando o BSC: • Definir metas de aprendizagem: é integrar metas específicas de aprendizado e desenvolvimento nas perspectivas do BSC, ou seja, é incluir objetivos relacionados à capacitação da equipe, aquisição de novos conhecimentos e desenvolvimento de competências específicas. Por exemplo, a meta que uma empresa pode inserir é aumentar em 20% a participação de todos os seus empregados em treinamentos no próximo ano. Saiba mais As metas de aprendizagemexpressam em palavras o que você gostaria de alcançar após um determinado período, por exemplo, após concluir um treinamento ou projeto, ou seja, as habilidades, competências e qualidades que a pessoa espera possuir até esse momento. • Promover experimentação controlada: a perspectiva de inovação do BSC deve encorajar a experimentação controlada, ou seja, é criar um ambiente onde a equipe se sinta à vontade para testar novas ideias e abordagens, mesmo que isso envolva riscos calculados. Isso pode levar a descobertas que impulsionam a inovação organizacional. Saiba mais A inovação organizacional visa aumentar o desempenho da empresa, reduzindo os custos administrativos ou de transação, melhorando a satisfação no local de trabalho e, portanto, a produtividade dos funcionários, ou mesmo reduzindo os custos de fornecimento. • Reconhecer e recompensar para a inovação: é importante incentivar a inovação recompensando as equipes e indivíduos que introduzem novas ideias bem-sucedidas, ou seja, é feito por meio de programas de reconhecimento, prêmios ou mesmo bônus por resultados inovadores que contribuam para os objetivos estratégicos. Saiba mais Novas ideias, novos produtos e novos processos, ou seja, todas as empresas precisam deles para ter sucesso e os líderes sabem que só com capital humano talentoso e motivado poderão desbloquear a criatividade e a inovação nas suas organizações. • Criar espaços para colaboração: estabeleça espaços físicos ou virtuais onde os empregados possam colaborar, compartilhar ideias e discutir soluções inovadoras, com uso de sessões regulares de brainstorming, plataformas online de colaboração ou workshops focados em inovação. Saiba mais As plataformas de inovação são espaços físicos ou virtuais onde as empresas podem desenvolver e testar projetos de inovação de forma colaborativa, tendo acesso a infraestruturas, equipamentos e dados partilhados exclusivos. • Acessar recursos de aprendizado: é importante fornecer acesso fácil a recursos de aprendizado, como cursos online, materiais educativos e workshops relevantes para as áreas de atuação da empresa, ou seja, isso vai capacitar os empregados a se manterem atualizados com as últimas tendências e desenvolvimentos em suas áreas. Saiba mais É preciso inspirar as pessoas a praticar inovação; é por meio de exercícios práticos e estruturas baseadas em aplicativos que os empregados aprenderão como aproveitar sua criatividade para produzir continuamente soluções inovadoras para qualquer desafio; é aprender como se tornar um "intraempreendedor" eficaz, desenvolvendo habilidades de pensamento criativo, liderança, empatia com o cliente, crescimento do negócio e muito mais; é aprender novas maneiras de pensar, agir e interagir que ajudam os empregados a criar produtos, serviços e processos inovadores; é aprender as ferramentas necessárias para buscar a inspiração que transformará o desconhecido em produtos e serviços radicalmente novos. • Analisar riscos e oportunidades: é incluir a análise de riscos e oportunidades em relação à inovação e ao aprendizado como parte das discussões estratégicas, ou seja, identificar possíveis obstáculos e ameaças à inovação permite que a empresa desenvolva planos para superá-los e aproveitar oportunidades emergentes. Saiba mais A inovação tecnológica tornou-se a força motriz do moderno mundo empresarial interconectado, pois além de proporcionar a oportunidade de criar crescimento e oferecer soluções para questões sociais, a tecnologia também traz riscos acrescidos, por exemplo, ataques cibernéticos. • Gestão do conhecimento: é estabelecer práticas para capturar, compartilhar e armazenar o conhecimento interno, ou seja, é incluir a criação de bases de dados, documentação de melhores práticas e a promoção de trocas regulares de conhecimento entre as equipes. Saiba mais A gestão do conhecimento apoia e comprova o fato de que a inovação é a principal competência necessária para o sucesso, ou seja, uma gestão adequada do conhecimento, ligada e interligada ao sistema de gestão da inovação da empresa, contribuirá necessariamente para a capacidade de inovação e proporcionará sucesso a longo prazo. Assim podemos afirmar que a aprendizagem e a inovação são impulsionadoras-chave da adaptabilidade empresarial. Então, ao integrar esses princípios nas práticas do Balanced Scorecard, as empresas podem fortalecer sua capacidade de se ajustar às mudanças do ambiente, se destacar no mercado e se posicionar de maneira proativa para abraçar o futuro com confiança. Dessa forma, o BSC se torna não apenas um meio de medição, mas também um catalisador para o crescimento sustentável e a excelência contínua. No próximo tópico, nosso aprendizado envolverá a medição e melhoria do desempenho no BSC. TEMA 4 – MEDIÇÃO E MELHORIA DO DESEMPENHO NO BALANCED SCORECARD: PRÁTICAS PARA IMPULSIONAR A EXCELÊNCIA ORGANIZACIONAL Neste tópico, vamos saber mais sobre a medição e melhoria do desempenho como componentes vitais para o sucesso de qualquer empresa. Sabemos que o Balanced Scorecard (BSC) oferece uma estrutura abrangente para monitorar e aprimorar os resultados em várias perspectivas. Então, precisamos de algumas práticas fundamentais para efetuar a medição e melhoria do desempenho usando o BSC, são elas: • Definir indicadores relevantes: aprendemos que identificar os KPIs relevantes para cada perspectiva do BSC devem ser específicos, mensuráveis e alinhados com os objetivos estratégicos da organização, ou seja, devem refletir aspectos essenciais do desempenho em todas as dimensões operacionais. • Estabelecer metas realistas: para cada KPI as metas devem ser alcançáveis, ou seja, devem ter base em dados históricos, benchmarking e expectativas do mercado. • Monitorar continuamente: é implementar um sistema para rastrear o progresso em relação aos KPIs e metas propostos, por meio do uso de painéis de controle, relatórios automatizados e revisões regulares para garantir que as informações estejam sempre atualizadas e acessíveis. • Analisar variações e desvios: analisar resultados com foco nas variações e desvios em relação às metas, ou seja, é identificar as causas subjacentes para entender por que certos resultados estão abaixo ou acima das expectativas. • Benchmarking e melhores práticas: comparar o desempenho da empresa com outras do mesmo setor, ou seja, revelar insights valiosos sobre onde a empresa está se destacando ou onde precisa melhorar. • Manter o ciclo de melhoria contínua: aplicar o ciclo PDCA (Plan-Do- Check-Act) ou outras metodologias de melhoria contínua para ajustar ações e processos conforme necessário, por exemplo, usar os dados coletados para planejar melhorias, implementar mudanças, verificar os resultados e, em seguida, agir com base nas lições aprendidas. • Promover feedback e feedforward: promova essa cultura com incentivos para as equipes ao compartilhar insights e sugestões para melhorias, ou seja, criar um ambiente onde todos se sintam envolvidos na busca pela excelência. 4.1 Práticas para efetuar a medição e melhoria do desempenho usando o BSC – case da AndradeCon No nosso exemplo, a empresa AndradeCon, aplicou algumas práticas para efetuar a medição e melhoria do seu desempenho, ou seja, estabelece objetivos claros e definiu os estrategicamente para cada perspectiva do BSC (Financeira, Cliente, Processos Internos e Aprendizado e Crescimento). Vejamos os pontos levantados pela empresa: 4.1.1 Resultados esperados ● Financeira: aumentar a lucratividade em 20% até o final do próximo ano. ● Cliente: alcançar um índice de satisfação do cliente de 95% até o final do próximo trimestre. ● Processos Internos: reduzir o tempo médio de ciclo de produção em 15% até o final do ano. ● Aprendizado e Crescimento: aumentar o investimento emtreinamento em 25% até o final do ano. 4.1.2 Identificar os KPIs relevantes ● Com base nos objetivos definidos, a AndradeCon selecionou aqueles que melhor se alinham aos seus objetivos. 4.1.3 Estabelecer metas mensuráveis • Receita Total (Financeira): atingir R$5 milhões de receita até o final do próximo ano. • Índice de Satisfação do Cliente (Cliente): alcançar 85% de satisfação do cliente até o final do trimestre. • Tempo Médio de Ciclo de Produção (Processos Internos): reduzir o tempo médio para 15 dias até o final do ano. • Taxa de Treinamento e Desenvolvimento de Funcionários (Aprendizado e Crescimento): realizar treinamentos para 80% dos funcionários até o final do ano. 4.1.4 Coletar os dados • A AndradeCon vai estabelecer um sistema de coleta de dados confiável para monitorar os KPIs, optando pelo uso de software de gestão, planilhas ou outras ferramentas. 4.1.5 Analisar e comparar • Regularmente, a AndradeCon vai procurar analisar os dados coletados em comparação com as metas estabelecidas para identificar desvios, tendências e áreas de melhoria. 4.1.6 Feedback e ações corretivas • Se o índice de satisfação do cliente não atingir a meta, a AndradeCon vai investigar os problemas apontados pelos clientes e implementar melhorias. • Se a receita não estiver crescendo conforme o planejado, a AndradeCon revisará as estratégias de marketing e vendas. 4.1.6 Comunicação interna • A AndradeCon compartilhará regularmente os resultados e as ações tomadas com os membros da equipe, para manter todos alinhados e engajados na busca dos objetivos estratégicos. 4.1.7 Aprendizado e adaptação • A AndradeCon sabe que o BSC é um processo contínuo, dessa forma, a empresa aprende com os sucessos e desafios, ajustando os KPIs e as metas conforme necessário para adaptar a estratégia com base nos resultados. 4.1.8 Revisão estratégica • Periodicamente, a AndradeCon vai rever e atualizar a sua estratégia global, garantindo que ela esteja alinhada com as mudanças no mercado e nas condições internas. Portanto, a implementação bem-sucedida do BSC requer comprometimento da liderança, colaboração de toda a equipe e uma mentalidade orientada a dados. Assim, a AndradeCon poderá monitorar seu desempenho, identificar oportunidades de melhoria e direcionar seus esforços para alcançar seus objetivos estratégicos. No próximo tópico, nosso aprendizado envolverá a relevância organizacional com o Balanced Scorecard. TEMA 5 – ADAPTAÇÃO À DINÂMICA DO MERCADO NO BALANCED SCORECARD: ESTRATÉGIAS PARA MANTER A RELEVÂNCIA ORGANIZACIONAL No aprendizado desse tópico vamos discutir como o BSC pode ser usado para alinhar diferentes partes de uma empresa em resposta às mudanças no ambiente de negócios, garantindo que a estratégia permaneça relevante. Sabemos que no mundo de negócios em constante mudança, a capacidade de se adaptar à dinâmica do mercado é crucial para a sobrevivência e o sucesso das empresas. Dessa forma, o Balanced Scorecard (BSC) não apenas oferece uma visão estratégica equilibrada, mas também pode ser uma ferramenta eficaz para orientar a adaptação contínua. 5.1 Estudo de caso - práticas essenciais incorporadas na AndradeCon como adaptação à dinâmica do mercado no BSC A liderança empresarial da AndradeCon enfrenta mudanças profundas com: clientes, mercados, regulamentações, tecnologia e tendências da força de trabalho, apenas para citar alguns pontos. Além disso, o ritmo acelerado da mudança desafia os líderes a desenvolver melhores formas de resolver problemas, uma vez que os métodos antigos não conseguem produzir os resultados desejados. Apesar dos esforços bem-intencionados, apenas algumas empresas emergem como vencedoras em qualquer setor. Como resultado, é imperativo que os líderes empresariais procurem ideias inovadoras para gerir as complexidades das suas empresas. A seguir temos algumas práticas essenciais aplicadas na nossa empresa exemplo, a AndradeCon: ● Monitoramento contínuo do ambiente de negócios: a prática da AndradeCon é manter-se atualizada sobre as tendências, concorrência, demandas dos clientes e mudanças regulatórias, ou seja, ajuda a identificar oportunidades e ameaças que podem afetar seus objetivos estratégicos. ● Flexibilidade nos objetivos e metas do BSC: a prática da AndradeCon é ser flexível em relação aos objetivos e metas do BSC, ou seja, se o ambiente de negócios mudar, a AndradeCon está disposta a ajustar suas metas para garantir que continuem relevantes e alcançáveis. ● Avaliação de riscos e oportunidades: a prática da AndradeCon, regularmente, é avaliar os riscos e oportunidades emergentes relacionados ao mercado, ou seja, como esses fatores podem impactar seus KPIs e, consequentemente, sua estratégia. ● Definição de indicadores antecipatórios: a prática da AndradeCon é definir indicadores que possam sinalizar mudanças no mercado antes que elas ocorram. ● Estabelecimento de equipes multidisciplinares: a prática da AndradeCon é criar equipes multifuncionais que possam rapidamente se mobilizar para responder a mudanças no mercado, ou seja, as equipes podem identificar soluções e implementar ações corretivas de forma eficaz. ● Plano de contingência: a prática da AndradeCon é ter um plano de contingência preparado para lidar com cenários de mudanças abruptas no mercado, ou seja, permitir uma resposta rápida e organizada a situações imprevistas. ● Medição de agilidade e adaptabilidade: a prática da AndradeCon é incorporar KPIs que meçam a agilidade e adaptabilidade da empresa, ou seja, incluir a velocidade de lançamento de novos produtos em resposta às demandas do mercado ou a capacidade de pivotar1 em direção a novos nichos. ● Aprendizado contínuo e inovação: a prática da AndradeCon é promover uma cultura de e inovação, ou seja, incentivar os empregados a buscarem constantemente novas abordagens e soluções diante das mudanças do mercado. 1 Pivotar: é usado para se referir a uma mudança significativa no negócio, fazendo com que as coisas sigam uma direção diferente da inicial. Logo, quando um empreendedor pivota, está mudando algo que não estava dando certo ou testando novas estratégias (Sebrae, 2020). ● Feedback externo e interno: a prática da AndradeCon é estabelecer canais de feedback tanto dos clientes quanto dos funcionários, ou seja, ajuda a capturar insights valiosos sobre as necessidades do mercado e como a empresa pode se adaptar melhor. ● Revisão e atualização regular: a prática da AndradeCon é fazer revisões regulares do BSC para garantir que os objetivos e KPIs estejam alinhados com a dinâmica do mercado, ou seja, ajustar conforme necessário para garantir a relevância e continuidade. ● Comunicação aberta e transparente: a prática da AndradeCon é manter uma comunicação aberta e transparente em toda a empresa sobre as mudanças no mercado e as ações tomadas para se adaptar, ou seja, criar alinhamento e engajamento com todos. Assim, terminamos nosso conteúdo. Sucesso e boa sorte! REFERÊNCIAS KAPLAN, R. S., NORTON, D. (2017). Alinhamento: Utilizando o Balanced Scorecard para criar sinergias corporativas. Editora Alta Livros. Disponível em: . Acesso em: 14 set. 2023.