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AULA 6 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
BALANCED SCORECARD 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof. Alexandre Francisco de Andrade 
 
 
INTRODUÇÃO 
Nosso aprendizado passou pelas estratégias e processos do Balanced 
Scorecard, agora vamos saber mais sobre como se aplica um projeto ao 
desenvolver um BSC numa unidade de negócios. Num artigo de 1993, Kaplan e 
Norton ofereceram uma orientação em oito etapas, são elas: 
• Preparação: a empresa identifica a unidade de negócios para a qual um 
scorecard de alto nível é apropriado (próprios clientes, canais de 
distribuição, instalações de produção e metas financeiras). 
• 1ª entrevista: um facilitador do BSC entrevista os gerentes seniores por 
cerca de 90 minutos cada um para obter informações sobre metas 
estratégicas e medidas de desempenho. 
• 1º workshop executivo: a alta administração se reúne com o facilitador 
para começar a desenvolver o scorecard, chegando a um consenso sobre 
a missão, a estratégia e vinculando as medições a elas. 
• 2ª entrevista: facilitador analisa, consolida e documenta as informações do 
workshop executivo, entrevistando cada executivo sênior para formar um 
BSC provisório. 
• 2º workshop executivo: a alta administração, seus subordinados e os 
gerentes intermediários debatem a visão, a estratégia e o scorecard 
provisório (em grupos é discutido as medidas, desenvolvem um plano de 
implementação e formulam os objetivos para cada uma das medidas 
propostas). 
• 3º workshop executivo: os executivos seniores chegam a um consenso 
sobre a visão, os objetivos e as medidas discutidas nos dois workshops 
anteriores, com desenvolvimento das metas de desempenho para cada 
medida (início da implementação). 
• Implementação: a equipe vai implementar o plano que visa vincular as 
medidas de desempenho a bancos de dados e sistemas de TI (para 
comunicar o Balanced Scorecard para a empresa) e incentivar o 
desenvolvimento de métricas para unidades descentralizadas. 
• Revisões periódicas: manter o registro trimestral ou mensal sobre as 
medidas do Balanced Scorecard para ser visualizado pelos gerentes e com 
revisão anual como parte do processo de planejamento estratégico. 
 
 
Assim, antes de iniciarmos este conteúdo, vamos verificar os principais 
temas que nos acompanharão durante o desenvolvimento de nosso processo de 
ensino e aprendizagem, são eles: 
• Estratégia em ações tangíveis: práticas eficazes para o uso do Balanced 
Scorecard; 
• Comunicação e alinhamento efetivos no Balanced Scorecard: práticas para 
o sucesso estratégico; 
• Foco na aprendizagem e inovação no Balanced Scorecard: práticas para 
impulsionar a adaptação empresarial; 
• Medição e melhoria do desempenho no Balanced Scorecard: práticas para 
impulsionar a excelência organizacional; 
• Adaptação à dinâmica do mercado no Balanced Scorecard: estratégias 
para manter a relevância organizacional. 
Bom estudo! 
TEMA 1 – ESTRATÉGIA EM AÇÕES TANGÍVEIS: PRÁTICAS EFICAZES PARA O 
USO DO BALANCED SCORECARD 
“A implementação de um programa de Balanced Scorecard alinha a 
estratégia da corporação com as estratégias das unidades de negócio e das 
unidades de apoio. Dessa maneira, preenchem-se as condições para alcançar as 
sinergias de desempenho do negócio como um todo” (Kaplan; Norton, 2017, p. 
277). 
Sabemos que os autores, Robert S. Kaplan e David P. Norton, criaram o 
Balanced Scorecard para permitir que as empresas traduzam sua estratégia em 
termos concretos, ajudando a identificar os objetivos específicos, indicadores de 
desempenho e metas em cada perspectiva. Dessa forma, num cenário 
empresarial dinâmico e competitivo, traduzir a estratégia organizacional em ações 
tangíveis é essencial para alcançar metas e objetivos de longo prazo. Então, o 
BSC se destaca como uma ferramenta valiosa nesse processo com vantagens da 
sua metodologia aplicada, pois as empresas podem transformar sua visão 
estratégica em atividades concretas e mensuráveis em todas as áreas. 
 
 
 
Para Kaplan; Norton (2017, p.45), a “difusão de melhores práticas, por meio 
de ferramentas de gestão do conhecimento, que transfiram excelência na 
qualidade dos processos entre múltiplas unidades de negócio”, geram sinergias 
em aprendizado e crescimento. Assim algumas práticas eficazes são necessárias 
para traduzir a estratégia em ações tangíveis usando o BSC: 
• Definir claramente os objetivos: de acordo com nosso aprendizado, é 
crucial estabelecer objetivos claros e específicos em cada perspectiva do 
BSC (financeira, do cliente, dos processos internos e do aprendizado e 
crescimento) que devem estar alinhados com a visão e a missão da 
empresa, fornecendo uma base sólida para a tradução da estratégia. 
• Identificar indicadores-chave de desempenho (KPIs): focar em medir o 
progresso em direção aos objetivos, pois é necessário selecionar KPIs 
relevantes para cada perspectiva, ou seja, devem ser quantificáveis, 
realistas e alinhados com as metas estratégicas. Por exemplo, na 
perspectiva financeira, que já estudamos, os KPIs podem incluir receita, 
margem de lucro ou retorno sobre o investimento. 
Saiba mais 
Ao analisar dados de KPI, as organizações podem identificar padrões e 
tendências que podem indicar causas subjacentes de problemas de 
desempenho ou oportunidades de melhoria. 
• Definir metas mensuráveis: sabemos que cada objetivo e KPI deve ser 
acompanhado de metas mensuráveis e alcançáveis, ou seja, as metas 
devem estabelecer os parâmetros para avaliar o sucesso das ações 
implementadas, sempre com base em análises de dados históricos, 
benchmarking e tendências do mercado. 
 
 
Vantagens da 
Metodologia 
BSC 
 
Visão simples do 
planejamento 
 
Aperfeiçoamento 
contínuo 
 Mensuração 
Engajamento 
entre equipes 
 
Tomada de 
decisão 
assertiva 
 
 
Saiba mais 
Uma análise de benchmarking permite que você saiba exatamente onde 
você está em relação aos concorrentes no setor de atuação, ou seja, vai ajudar 
você a ser honesto consigo mesmo e trabalhar nas áreas que você gostaria de 
ver melhorias. 
• Alinhar com planos de ação: agora entendemos que as ações tangíveis 
devem ser cuidadosamente planejadas para alcançar os objetivos e metas 
do BSC, dessa forma, cada ação deve ser associada a um plano detalhado, 
especificando responsáveis, recursos necessários, prazos e etapas de 
implementação, ou seja, vai assegurar que as atividades estratégicas 
sejam executadas de maneira coordenada e eficiente. 
Saiba mais 
Um dos componentes principais do BSC é um plano de ação que garante 
que os projetos, programas ou iniciativas corretas estejam em vigor para cumprir 
cada um dos objetivos estratégicos do Mapa Estratégico. 
• Monitorar e avaliar continuamente: seguindo com nosso aprendizado, a 
implementação de um BSC exige um monitoramento constante do 
desempenho em relação aos KPIs e metas, ou seja, a coleta regular de 
dados e o acompanhamento dos indicadores ajudam a identificar desvios, 
áreas de melhoria e sucessos e, a avaliação contínua permite ajustes 
oportunos e decisões informadas. 
• Adaptar e melhorar: sabemos que o BSC não é estático, pois à medida 
que o ambiente de negócios muda, é necessário ajustar e adaptar o BSC 
para garantir sua relevância, dessa forma, se alguns indicadores não 
estiverem mais alinhados com a estratégia ou se novas oportunidades 
surgirem, a revisão e atualização do BSC são vitais para manter a eficácia. 
Saiba mais 
Cada objetivo estratégico tem uma ou duas medidas e elas precisam de 
metas e atualizações regulares de valor, ou seja, escolher bem o valor da meta 
não acabará medindo coisas erradas. 
 
 
Assim, a tradução da estratégia em ações tangíveis é fundamental para o 
sucesso organizacional. O Balanced Scorecard fornece uma estrutura que permite 
às empresas vincularem suas metas estratégicas a atividades mensuráveis e 
coordenadas. Uma empresa com foco num sistemade gestão para melhoria de 
desempenho, ao definir objetivos claros, identificar KPIs, estabelecer metas, 
alinhar planos de ação, monitorar o desempenho e adaptar continuamente o BSC, 
poderá transformar suas aspirações estratégicas em resultados tangíveis. 
No próximo tópico, nosso aprendizado envolverá a comunicação e 
alinhamento efetivos no Balanced Scorecard. 
TEMA 2 – COMUNICAÇÃO E ALINHAMENTO EFETIVOS NO BALANCED 
SCORECARD: PRÁTICAS PARA O SUCESSO ESTRATÉGICO 
Nosso tópico começa com o destaque para o BSC sugerido pelos autores, 
Kaplan e Norton (2017) quanto a comunicação efetiva. Eles reforçam a 
importância de facilitar a comunicação de forma estratégica em todos os níveis da 
organização quanto ao uso do BSC, ou seja, como a ferramenta ajudará a alinhar 
toda equipe com os objetivos estratégicos, permitindo que todos entendam que 
suas atividades diárias contribuem para a realização desses objetivos. Algumas 
práticas são essenciais para promover a comunicação e o alinhamento no BSC, 
vamos ver algumas delas: 
• Comunicar a visão estratégica: é ter uma comunicação eficaz que 
começa com a transmissão clara da visão estratégica da organização. É 
fundamental que os líderes articulem a visão, missão e objetivos de 
maneira sucinta e inspiradora. Essa comunicação inicial estabelece a base 
para o entendimento compartilhado do porquê certas ações e metas são 
necessárias. 
Saiba mais 
Existem quatro maneiras de comunicar com sucesso a visão estratégica 
com uma equipe, são elas: incentivar a interação com feedback; usar recursos 
visuais; envolver toda a equipe nos planos estratégicos e executar a estratégia 
continuamente. 
• Traduzir a estratégia em termos relevantes: sabemos que ao apresentar 
o BSC para os empregados em todos os níveis da empresa, já é um passo 
 
 
importante, ou seja, é conectar os objetivos estratégicos com as atividades 
cotidianas de cada departamento e área, tornando mais fácil para as 
equipes entenderem como o trabalho contribui para o sucesso geral. 
Saiba mais 
A melhor estratégia para aplicação do Balanced Scorecard é na seguinte 
sequência: aprendizado e crescimento; operações internas e satisfação do 
cliente, pois são as etapas principais que facilitarão a entrega da única e 
principal etapa atrasada, que é o desempenho financeiro. 
• Alinhar com metas individuais: é bom anotar que cada empregado deve 
entender como suas atividades diárias contribuem para a realização dos 
objetivos estratégicos da empresa, pois a prática de vincular metas 
individuais aos objetivos e KPIs do BSC cria uma linha direta de visibilidade, 
ajudando as equipes a se sentirem parte de algo maior e a se empenharem 
para atingir os resultados desejados. 
Saiba mais 
Ao construir metas individuais num BSC se usa os mesmos princípios, 
ou seja, mapear os objetivos na perspectiva de aprendizagem e crescimento; 
mapear suas melhorias na perspectiva interna; mapear necessidades na 
perspectiva dos clientes; mapear resultados na perspectiva dos stakeholders; 
encontrar as métricas certas e formular planos de ação com foco em iniciativas. 
• Comunicação contínua e bidirecional: é estabelecer canais de 
comunicação regulares para atualizações, discussões e feedback sobre o 
progresso em relação aos objetivos do BSC, ou seja, é permitir que os 
empregados expressem preocupações, compartilhem ideias e ajustem 
ações conforme necessário. 
Saiba mais 
A comunicação bidirecional é baseada na interação entre um emissor e 
um receptor, ou seja, a interatividade vai ocorrer automaticamente, mas todos 
devem estar envolvidos para receber as respostas oportunas. 
 
 
• Uso de comunicação visual: usar gráficos e painéis visuais, são 
exemplos para facilitar a compreensão da estratégia e do progresso, dessa 
forma, apresentar visualmente indicadores de desempenho pode tornar 
mais fácil para todos acompanharem o sucesso e a evolução ao longo do 
tempo. 
Saiba mais 
O desafio da comunicação visual é que pode ser difícil garantir que 
todos interpretem os recursos visuais da mesma maneira, principalmente, se 
os recursos visuais forem complexos ou se as pessoas tiverem origens 
culturais diferentes. 
• Treinamento e educação: é o processo para investir em treinamento e 
educação sobre o BSC para os empregados, pois é essencial que todos 
compreendam sua importância e funcionamento. 
2.1 Elementos do plano de comunicação - o caso da AndradeCon 
A empresa AndradeCon planejou investir na construção de uma nova 
ferramenta de gestão e escolheu o Balanced Scorecard. Sua decisão inicial foi 
desenvolver uma estratégia e um plano de comunicação, explicando o conceito e 
os benefícios que o BSC produzirá para seus empregados e, principalmente, ter 
o apoio de todos durante todo o processo. Para isso, a empresa AndradeCon 
nomeou a implementação do Scorecard como Sistema Preparativo Estratégico e 
utilizou um website acessível com muitas informações e recursos para todos. 
A ideia inicial da empresa AndradeCon foi elaborar o plano com base na 
abordagem 5W: 
● What (o que será feito?): a AndradeCon descreveu o conteúdo da 
informação definido no plano de comunicação, ou seja, o Scorecard se 
alinha com a implementação da estratégia e seu papel em relação a outras 
iniciativas de mudança. 
● Why (por que será feito?): a AndradeCon identificou a necessidade de 
comunicar todas as informações aos interessados durante a 
implementação do scorecard. 
● Where (onde será feito?): a AndradeCon determinou que as tecnologias 
digitais atuais sejam os métodos escolhidos como recursos de informação. 
 
 
● When (quando?): a AndradeCon alinhou a estratégia da quantidade de 
comunicação a ser transmitida para as partes interessadas. 
● Who (por quem será feito?): a AndradeCon nomeou um responsável que 
vai distribuir a comunicação da implementação scorecard para todos os 
interessados. 
Portanto, a empresa AndradeCon conseguiu apresentar os conceitos do 
Balanced Scorecard aos principais componentes que estão envolvidos 
(stakeholders) na implementação e, também, forneceu as atualizações regulares 
sobre o progresso da equipe. 
No próximo tópico, nosso aprendizado envolverá aprendizagem e inovação 
do BSC na adaptação empresarial. 
TEMA 3 – FOCO NA APRENDIZAGEM E INOVAÇÃO NO BALANCED 
SCORECARD: PRÁTICAS PARA IMPULSIONAR A ADAPTAÇÃO EMPRESARIAL 
Os autores, Kaplan e Norton abordam como a perspectiva de aprendizado 
e crescimento do BSC enfatiza a importância de investir em recursos humanos, 
tecnologia e cultura de inovação. Dessa forma, identificamos a importância 
dessa perspectiva na garantia da adaptabilidade de uma empresa às mudanças 
do ambiente. Reconhecemos que no cenário empresarial em constante evolução, 
a capacidade de aprendizagem e inovação tornou-se um diferencial competitivo 
vital. 
O Balanced Scorecard (BSC) oferece uma estrutura sólida para incorporar 
o aprendizado contínuo e a inovação como partes fundamentais da estratégia 
organizacional. Um aprendizado contínuo é a expansão contínua de 
conhecimentos e conjuntos de habilidades, ou seja, é utilizada no contexto do 
desenvolvimento profissional, de novas competências e conhecimentos. A cultura 
de inovação é uma cultura organizacional que realmente valoriza e apoia a 
inovação, para que as pessoas possam realmente fazer a inovação acontecer em 
toda a empresa. 
Vamos ver algumas práticas essenciais para cultivar o foco na 
aprendizagem e inovação usando o BSC: 
• Definir metas de aprendizagem: é integrar metas específicas de 
aprendizado e desenvolvimento nas perspectivas do BSC, ou seja, é incluir 
objetivos relacionados à capacitação da equipe, aquisição de novos 
 
 
conhecimentos e desenvolvimento de competências específicas. Por 
exemplo, a meta que uma empresa pode inserir é aumentar em 20% a 
participação de todos os seus empregados em treinamentos no próximo 
ano. 
Saiba mais 
As metas de aprendizagemexpressam em palavras o que você gostaria 
de alcançar após um determinado período, por exemplo, após concluir um 
treinamento ou projeto, ou seja, as habilidades, competências e qualidades 
que a pessoa espera possuir até esse momento. 
• Promover experimentação controlada: a perspectiva de inovação do 
BSC deve encorajar a experimentação controlada, ou seja, é criar um 
ambiente onde a equipe se sinta à vontade para testar novas ideias e 
abordagens, mesmo que isso envolva riscos calculados. Isso pode levar a 
descobertas que impulsionam a inovação organizacional. 
Saiba mais 
A inovação organizacional visa aumentar o desempenho da empresa, 
reduzindo os custos administrativos ou de transação, melhorando a satisfação 
no local de trabalho e, portanto, a produtividade dos funcionários, ou mesmo 
reduzindo os custos de fornecimento. 
• Reconhecer e recompensar para a inovação: é importante incentivar a 
inovação recompensando as equipes e indivíduos que introduzem novas 
ideias bem-sucedidas, ou seja, é feito por meio de programas de 
reconhecimento, prêmios ou mesmo bônus por resultados inovadores que 
contribuam para os objetivos estratégicos. 
Saiba mais 
Novas ideias, novos produtos e novos processos, ou seja, todas as 
empresas precisam deles para ter sucesso e os líderes sabem que só com 
capital humano talentoso e motivado poderão desbloquear a criatividade e a 
inovação nas suas organizações. 
 
 
• Criar espaços para colaboração: estabeleça espaços físicos ou virtuais 
onde os empregados possam colaborar, compartilhar ideias e discutir 
soluções inovadoras, com uso de sessões regulares de brainstorming, 
plataformas online de colaboração ou workshops focados em inovação. 
Saiba mais 
As plataformas de inovação são espaços físicos ou virtuais onde as 
empresas podem desenvolver e testar projetos de inovação de forma 
colaborativa, tendo acesso a infraestruturas, equipamentos e dados partilhados 
exclusivos. 
• Acessar recursos de aprendizado: é importante fornecer acesso fácil a 
recursos de aprendizado, como cursos online, materiais educativos e 
workshops relevantes para as áreas de atuação da empresa, ou seja, isso 
vai capacitar os empregados a se manterem atualizados com as últimas 
tendências e desenvolvimentos em suas áreas. 
Saiba mais 
É preciso inspirar as pessoas a praticar inovação; é por meio de 
exercícios práticos e estruturas baseadas em aplicativos que os empregados 
aprenderão como aproveitar sua criatividade para produzir continuamente 
soluções inovadoras para qualquer desafio; é aprender como se tornar um 
"intraempreendedor" eficaz, desenvolvendo habilidades de pensamento criativo, 
liderança, empatia com o cliente, crescimento do negócio e muito mais; é 
aprender novas maneiras de pensar, agir e interagir que ajudam os empregados 
a criar produtos, serviços e processos inovadores; é aprender as ferramentas 
necessárias para buscar a inspiração que transformará o desconhecido em 
produtos e serviços radicalmente novos. 
• Analisar riscos e oportunidades: é incluir a análise de riscos e 
oportunidades em relação à inovação e ao aprendizado como parte das 
discussões estratégicas, ou seja, identificar possíveis obstáculos e 
ameaças à inovação permite que a empresa desenvolva planos para 
superá-los e aproveitar oportunidades emergentes. 
 
 
Saiba mais 
A inovação tecnológica tornou-se a força motriz do moderno mundo 
empresarial interconectado, pois além de proporcionar a oportunidade de criar 
crescimento e oferecer soluções para questões sociais, a tecnologia também 
traz riscos acrescidos, por exemplo, ataques cibernéticos. 
• Gestão do conhecimento: é estabelecer práticas para capturar, 
compartilhar e armazenar o conhecimento interno, ou seja, é incluir a 
criação de bases de dados, documentação de melhores práticas e a 
promoção de trocas regulares de conhecimento entre as equipes. 
Saiba mais 
A gestão do conhecimento apoia e comprova o fato de que a inovação é 
a principal competência necessária para o sucesso, ou seja, uma gestão 
adequada do conhecimento, ligada e interligada ao sistema de gestão da 
inovação da empresa, contribuirá necessariamente para a capacidade de 
inovação e proporcionará sucesso a longo prazo. 
Assim podemos afirmar que a aprendizagem e a inovação são 
impulsionadoras-chave da adaptabilidade empresarial. Então, ao integrar esses 
princípios nas práticas do Balanced Scorecard, as empresas podem fortalecer sua 
capacidade de se ajustar às mudanças do ambiente, se destacar no mercado e 
se posicionar de maneira proativa para abraçar o futuro com confiança. Dessa 
forma, o BSC se torna não apenas um meio de medição, mas também um 
catalisador para o crescimento sustentável e a excelência contínua. 
No próximo tópico, nosso aprendizado envolverá a medição e melhoria do 
desempenho no BSC. 
TEMA 4 – MEDIÇÃO E MELHORIA DO DESEMPENHO NO BALANCED 
SCORECARD: PRÁTICAS PARA IMPULSIONAR A EXCELÊNCIA 
ORGANIZACIONAL 
Neste tópico, vamos saber mais sobre a medição e melhoria do 
desempenho como componentes vitais para o sucesso de qualquer empresa. 
Sabemos que o Balanced Scorecard (BSC) oferece uma estrutura abrangente 
para monitorar e aprimorar os resultados em várias perspectivas. Então, 
 
 
precisamos de algumas práticas fundamentais para efetuar a medição e melhoria 
do desempenho usando o BSC, são elas: 
• Definir indicadores relevantes: aprendemos que identificar os KPIs 
relevantes para cada perspectiva do BSC devem ser específicos, 
mensuráveis e alinhados com os objetivos estratégicos da organização, ou 
seja, devem refletir aspectos essenciais do desempenho em todas as 
dimensões operacionais. 
• Estabelecer metas realistas: para cada KPI as metas devem ser 
alcançáveis, ou seja, devem ter base em dados históricos, benchmarking e 
expectativas do mercado. 
• Monitorar continuamente: é implementar um sistema para rastrear o 
progresso em relação aos KPIs e metas propostos, por meio do uso de 
painéis de controle, relatórios automatizados e revisões regulares para 
garantir que as informações estejam sempre atualizadas e acessíveis. 
• Analisar variações e desvios: analisar resultados com foco nas variações 
e desvios em relação às metas, ou seja, é identificar as causas subjacentes 
para entender por que certos resultados estão abaixo ou acima das 
expectativas. 
• Benchmarking e melhores práticas: comparar o desempenho da 
empresa com outras do mesmo setor, ou seja, revelar insights valiosos 
sobre onde a empresa está se destacando ou onde precisa melhorar. 
• Manter o ciclo de melhoria contínua: aplicar o ciclo PDCA (Plan-Do-
Check-Act) ou outras metodologias de melhoria contínua para ajustar 
ações e processos conforme necessário, por exemplo, usar os dados 
coletados para planejar melhorias, implementar mudanças, verificar os 
resultados e, em seguida, agir com base nas lições aprendidas. 
• Promover feedback e feedforward: promova essa cultura com incentivos 
para as equipes ao compartilhar insights e sugestões para melhorias, ou 
seja, criar um ambiente onde todos se sintam envolvidos na busca pela 
excelência. 
 
 
 
4.1 Práticas para efetuar a medição e melhoria do desempenho usando o 
BSC – case da AndradeCon 
No nosso exemplo, a empresa AndradeCon, aplicou algumas práticas para 
efetuar a medição e melhoria do seu desempenho, ou seja, estabelece objetivos 
claros e definiu os estrategicamente para cada perspectiva do BSC (Financeira, 
Cliente, Processos Internos e Aprendizado e Crescimento). Vejamos os pontos 
levantados pela empresa: 
4.1.1 Resultados esperados 
● Financeira: aumentar a lucratividade em 20% até o final do próximo ano. 
● Cliente: alcançar um índice de satisfação do cliente de 95% até o final do 
próximo trimestre. 
● Processos Internos: reduzir o tempo médio de ciclo de produção em 15% 
até o final do ano. 
● Aprendizado e Crescimento: aumentar o investimento emtreinamento 
em 25% até o final do ano. 
4.1.2 Identificar os KPIs relevantes 
● Com base nos objetivos definidos, a AndradeCon selecionou aqueles que 
melhor se alinham aos seus objetivos. 
4.1.3 Estabelecer metas mensuráveis 
• Receita Total (Financeira): atingir R$5 milhões de receita até o final do 
próximo ano. 
• Índice de Satisfação do Cliente (Cliente): alcançar 85% de satisfação do 
cliente até o final do trimestre. 
• Tempo Médio de Ciclo de Produção (Processos Internos): reduzir o 
tempo médio para 15 dias até o final do ano. 
• Taxa de Treinamento e Desenvolvimento de Funcionários 
(Aprendizado e Crescimento): realizar treinamentos para 80% dos 
funcionários até o final do ano. 
 
 
 
4.1.4 Coletar os dados 
• A AndradeCon vai estabelecer um sistema de coleta de dados confiável 
para monitorar os KPIs, optando pelo uso de software de gestão, planilhas 
ou outras ferramentas. 
4.1.5 Analisar e comparar 
• Regularmente, a AndradeCon vai procurar analisar os dados coletados em 
comparação com as metas estabelecidas para identificar desvios, 
tendências e áreas de melhoria. 
4.1.6 Feedback e ações corretivas 
• Se o índice de satisfação do cliente não atingir a meta, a AndradeCon vai 
investigar os problemas apontados pelos clientes e implementar melhorias. 
• Se a receita não estiver crescendo conforme o planejado, a AndradeCon 
revisará as estratégias de marketing e vendas. 
4.1.6 Comunicação interna 
• A AndradeCon compartilhará regularmente os resultados e as ações 
tomadas com os membros da equipe, para manter todos alinhados e 
engajados na busca dos objetivos estratégicos. 
4.1.7 Aprendizado e adaptação 
• A AndradeCon sabe que o BSC é um processo contínuo, dessa forma, a 
empresa aprende com os sucessos e desafios, ajustando os KPIs e as 
metas conforme necessário para adaptar a estratégia com base nos 
resultados. 
4.1.8 Revisão estratégica 
• Periodicamente, a AndradeCon vai rever e atualizar a sua estratégia global, 
garantindo que ela esteja alinhada com as mudanças no mercado e nas 
condições internas. 
 
 
Portanto, a implementação bem-sucedida do BSC requer 
comprometimento da liderança, colaboração de toda a equipe e uma mentalidade 
orientada a dados. Assim, a AndradeCon poderá monitorar seu desempenho, 
identificar oportunidades de melhoria e direcionar seus esforços para alcançar 
seus objetivos estratégicos. 
No próximo tópico, nosso aprendizado envolverá a relevância 
organizacional com o Balanced Scorecard. 
TEMA 5 – ADAPTAÇÃO À DINÂMICA DO MERCADO NO BALANCED 
SCORECARD: ESTRATÉGIAS PARA MANTER A RELEVÂNCIA 
ORGANIZACIONAL 
No aprendizado desse tópico vamos discutir como o BSC pode ser usado 
para alinhar diferentes partes de uma empresa em resposta às mudanças no 
ambiente de negócios, garantindo que a estratégia permaneça relevante. 
Sabemos que no mundo de negócios em constante mudança, a capacidade de se 
adaptar à dinâmica do mercado é crucial para a sobrevivência e o sucesso das 
empresas. Dessa forma, o Balanced Scorecard (BSC) não apenas oferece uma 
visão estratégica equilibrada, mas também pode ser uma ferramenta eficaz para 
orientar a adaptação contínua. 
5.1 Estudo de caso - práticas essenciais incorporadas na AndradeCon como 
adaptação à dinâmica do mercado no BSC 
A liderança empresarial da AndradeCon enfrenta mudanças profundas 
com: clientes, mercados, regulamentações, tecnologia e tendências da força de 
trabalho, apenas para citar alguns pontos. Além disso, o ritmo acelerado da 
mudança desafia os líderes a desenvolver melhores formas de resolver 
problemas, uma vez que os métodos antigos não conseguem produzir os 
resultados desejados. Apesar dos esforços bem-intencionados, apenas algumas 
empresas emergem como vencedoras em qualquer setor. 
Como resultado, é imperativo que os líderes empresariais procurem ideias 
inovadoras para gerir as complexidades das suas empresas. A seguir temos 
algumas práticas essenciais aplicadas na nossa empresa exemplo, a 
AndradeCon: 
 
 
● Monitoramento contínuo do ambiente de negócios: a prática da 
AndradeCon é manter-se atualizada sobre as tendências, concorrência, 
demandas dos clientes e mudanças regulatórias, ou seja, ajuda a identificar 
oportunidades e ameaças que podem afetar seus objetivos estratégicos. 
● Flexibilidade nos objetivos e metas do BSC: a prática da AndradeCon é 
ser flexível em relação aos objetivos e metas do BSC, ou seja, se o 
ambiente de negócios mudar, a AndradeCon está disposta a ajustar suas 
metas para garantir que continuem relevantes e alcançáveis. 
● Avaliação de riscos e oportunidades: a prática da AndradeCon, 
regularmente, é avaliar os riscos e oportunidades emergentes relacionados 
ao mercado, ou seja, como esses fatores podem impactar seus KPIs e, 
consequentemente, sua estratégia. 
● Definição de indicadores antecipatórios: a prática da AndradeCon é 
definir indicadores que possam sinalizar mudanças no mercado antes que 
elas ocorram. 
● Estabelecimento de equipes multidisciplinares: a prática da 
AndradeCon é criar equipes multifuncionais que possam rapidamente se 
mobilizar para responder a mudanças no mercado, ou seja, as equipes 
podem identificar soluções e implementar ações corretivas de forma eficaz. 
● Plano de contingência: a prática da AndradeCon é ter um plano de 
contingência preparado para lidar com cenários de mudanças abruptas no 
mercado, ou seja, permitir uma resposta rápida e organizada a situações 
imprevistas. 
● Medição de agilidade e adaptabilidade: a prática da AndradeCon é 
incorporar KPIs que meçam a agilidade e adaptabilidade da empresa, ou 
seja, incluir a velocidade de lançamento de novos produtos em resposta às 
demandas do mercado ou a capacidade de pivotar1 em direção a novos 
nichos. 
● Aprendizado contínuo e inovação: a prática da AndradeCon é promover 
uma cultura de e inovação, ou seja, incentivar os empregados a buscarem 
constantemente novas abordagens e soluções diante das mudanças do 
mercado. 
 
1 Pivotar: é usado para se referir a uma mudança significativa no negócio, fazendo com que as 
coisas sigam uma direção diferente da inicial. Logo, quando um empreendedor pivota, está 
mudando algo que não estava dando certo ou testando novas estratégias (Sebrae, 2020). 
 
 
● Feedback externo e interno: a prática da AndradeCon é estabelecer 
canais de feedback tanto dos clientes quanto dos funcionários, ou seja, 
ajuda a capturar insights valiosos sobre as necessidades do mercado e 
como a empresa pode se adaptar melhor. 
● Revisão e atualização regular: a prática da AndradeCon é fazer revisões 
regulares do BSC para garantir que os objetivos e KPIs estejam alinhados 
com a dinâmica do mercado, ou seja, ajustar conforme necessário para 
garantir a relevância e continuidade. 
● Comunicação aberta e transparente: a prática da AndradeCon é manter 
uma comunicação aberta e transparente em toda a empresa sobre as 
mudanças no mercado e as ações tomadas para se adaptar, ou seja, criar 
alinhamento e engajamento com todos. 
Assim, terminamos nosso conteúdo. Sucesso e boa sorte! 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
KAPLAN, R. S., NORTON, D. (2017). Alinhamento: Utilizando o Balanced 
Scorecard para criar sinergias corporativas. Editora Alta Livros. Disponível em: 
. Acesso em: 
14 set. 2023.

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