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• Patologia� d� Ovári� • Alterações de desenvolvimento Agenesia ● Uni ou bilateral ● Espécies: ruminantes, porcas e cadelas ● Hereditária Ovário acessório e supranumerário ● Terceira gônada ● Etiologia ● Espécie: vaca ● Cadelas: ovário acessório ou tecido ovariano no ligamento ovariano ● Susceptíveis a neoplasias ● Não interfere na fertilidade Hipoplasia ovariana ● Espécies afetadas: ppl bovina ● Etiologia ○ Hereditário, genético ● Uni ou bilateral X total ou parcial ● Fertilidade do animal ○ Subfértil: não consegue gestar ○ Estéril ● Fêmea: fazer acompanhamento ● Características ○ Tamanho diminuído ○ Superfície lisa ou rugosa ○ Ausência de FOL, CL e CA Ovários afuncionais ● Animais adultos ● Adquirido ● Tamanho diminuído ● Ausência de crescimento folicular ● Deficiências nutricionais ● Não é anomalia de desenvolvimento – reversível ● Diagnóstico diferencial da hipoplasia – irreversível ○ Para confirmar a hipoplasia, deve-se recuperar o ECC do animal e ver se o ovário continuará pequeno ● Animal para de ciclar ● Dar nitrogênio → auxilia na microbiota → melhora a digestão do rúmen Alterações circulatórias Hemorragia intrafolicular ● Ocorrência ○ Cistos foliculares de cadelas ○ Folículos atrésicos ● Causas: desconhecidas ● Impacto na reprodução: deve esperar involuir sozinho Hemorragia pós-ovulação ● Ocorre em várias espécies ● Égua: grandes dimensões ● Ovulation tag: fios de fibrina que ficam no ovário ● Não tem interferência na fertilidade, é apenas um achado Hemorragia por enucleação de CL ● Antigamente acontecia pois se lisava o CL mecanicamente. Essa prática não é utilizada hoje em dia ● Consequências ○ Aderências do ovário ○ Hipovolemia ● Cistos foliculares: o folículo cresce e não ovula, fica persistente Alterações inflamatórias Ooforite ou ovarite ● Inflamação do ovário ● Estruturas afetadas: ovário e estruturas adjacentes (tuba uterina, ligamentos) ● Pode ser decorrente de inflamações na mucosa dos adjacentes. Ex: infecção na tuba uterina ● Agentes etiológicos ○ Tuberculose ○ Brucelose ○ BVD e IBR ● Consequências: pontos de aderência ● Prognóstico desfavorável Alterações regressivas Fibrose ● Alteração normal dos animais mais velhos ● Acúmulo de tecido fibroso CIstos ovarianos ● Cisto paraovárico ○ Etiologia ■ Resquício dos túbulos mesonéfricos ○ É um achado durante a palpação ○ Tamanhos variados ○ Espécies afetadas: vaca, égua ○ Não compromete atividade ovariana ● Cisto da rete ovarii ● Cisto de inclusão germinal ○ Etiologia: no momento da formação do CL, parte de tecidos (do mesentério) é “abraçado” e vai para dentro do ovário, formando esses cistos de inclusão germinal ○ Espécies afetadas: todas ■ Importância: égua (cisto da fossa) ○ Não tem atividade hormonal ○ Não tem impacto na fertilidade ● Cisto do folículo atrésico ● Cisto do corpo lúteo ○ Comum em vacas de leite e de corte ○ Aparece após a ovulação – etiologia ■ Forma o cisto dentro do CL ○ Não interfere com a produção de P4 ○ Não patológico ○ Apenas um achado ○ Não tem impacto na reprodução ● Cisto luteinizado ○ O folículo vai crescendo, e antes de ovular , ele começa a luteinizar a parede, começa a acumular células luteínicas na parede do folículo ○ A vaca não ovula, fica com a parede luteinizada, e fica com comportamento de vaca gestante, pois o tecido formado começa a secretar progesterona → entra em anestro ○ Distinção difícil do folicular ○ Tem impacto na reprodução ○ Aplica uma prostaglandina exógena, lisa o tecido luteal e a fêmea volta a ciclar ● Cisto folicular ○ Sinonímia: doença cística ovariana ○ Folículo que não ovula ○ Conceito: estrutura > 2,5 cm diâmetro que persiste por mais de 10 dias na ausência do CL ○ Alteração regressiva mais comum do ovário ■ Ppl gado de leite ○ Comportamento sexual ■ Anestro ● Ocorrência antes do primeiro cio ■ Ninfomania ● Após o primeiro cio – receptores para E2 ■ Irregularidade do ciclo estral ● Recuperação espontânea (48%) ○ Incidência ■ 30 e 60 dias após o parto ■ 70% nos primeiros 45 dias PP ■ Rebanhos leiteiros = 15 a 20% ■ Rebanhos de corte = 0,14% ○ Importância ■ Interrompe a foliculogênese normal ■ ↑ o IEP (intervalo entre partos) ■ Associado a febre do leite, distocia e retenção de placenta ○ Desequilíbrio neuroendócrino do eixo hipotalâmico-hipofisário- gonadal ■ Não liberação de GnRH ■ Alta produção de FSH ■ Ausência ou liberação anormal de LH ■ Ausência de LHr no FD ■ Ausência de ácido siálico (liga LH ao receptor) ■ Alteração no feedback do estradiol no eixo H-H-O ■ Baixo número de GnRHr na hipófise ■ Estresse – ↑ do cortisol ○ Fatores predisponentes ■ Infecções uterinas pós-parto ■ Estresse ■ Produção de leite ■ Nutrição: vacas de alta produção, BEN ■ Hereditariedade: rebanho Gir 60% de cistos de vacas filhas de mesmo touro ■ Idade e estádio de lactação: até 60 dias lactação e vacas de maior número de lactações ■ Outros fatores ● Retenção de placenta ● Hipocalcemia ● Plantas fitoestrogênicas ○ Tratamento ■ GnRH ■ HCG → prod progesterona ■ PGF 2∝ → restabelece para que o cisto se rompa e a vaca volte a ciclar ○ Consequência ■ Mucometra ○ Impacto na reprodução é grande ○ Fazer protocolo de IATF → é o suficiente para resolver ● Cisto tubo-ovárico ● Cisto burso-ovárico Alterações progressivas Tumor de células da granulosa ● Mais comum ● Unilateral e não maligno ● Hormonalmente ativa ○ E2 ○ Testosterona ● Superfície lisa ou nodular ● Ao corte – císticas ou sólidas (amareladas ou esbranquiçadas) ● Afundamento da anca do animal → estímulo muito grande do estrogênio que tá sendo produzido pelo tumor Teratoma ● Origem: células germinativas ● Comum em achados de matadouro. ● Tecidos anômalos ao ovário ● Composição: dente, tecido adiposo, tecido ósseo, pele e anexos ● Animais: vaca, cadela e gata Patologias da tuba uterina Alterações do desenvolvimento Tuba uterina acessória ● Patologia que se desenvolve durante o desenvolvimento embrionário ● Alteração localizada na porção caudal da tuba uterina normal, localizada na mesossalpinge ● Pode evoluir para formação de cistos múltiplos ou único, que na égua podem levar a infertilidade → dificuldade de captação do ovócito ● Pode evoluir para uma hidrossalpinge em casos de obstrução Agenesia ● Ausência total das tubas uterinas ● Alteração presente em fêmeas free-martin e intersexos (normalmente em pseudo- hermafrodita macho) Aplasia segmentar ● Principal alteração do desenvolvimento ● Ocorre predominantemente em vacas → Diagnóstico? (inicialmente é difícil) → somente na fase mais crônica ● Normalmente ocorre acúmulo de líquido aquoso e claro → hidrossalpinge secundária ● Pode ser uni ou bilateral, em um ou vários seguimentos da tuba uterina ○ Uni → fêmea subfértil ● É hereditário Alterações inflamatórias Salpingite ● Alteração mais comum, juntamente com suas conseqüências ● Ocorre em todas as espécies. Vaca e égua: maior incidência ● A maioria dos agentes atingem a tuba de modo ascendente ● Diagnóstico difícil ao exame clínico● Pode ser decorrente de doenças infecto contagiosas → Brucelose e Tuberculose ● Importância se dá pela sequela → fácil recuperação clínica sem alterações macroscópicas → obstrução anatômica e funcional ● Consequência: aderência da parede da tuba uterina → hidrossalpinge Hidrossalpinge ● Distensão do lúmen tubárico devido ao acúmulo de líquido aquoso ● Normalmente associada a anormalidades congênitas ou obstruções adquiridas (ex: salpingite) Piossalpinge ● Acúmulo de exsudato purulento decorrente da obstrução do lúmen tubárico ● Normalmente decorrentes de infecções bacterianas ● Frequentemente associada à aderências na bursa ovariana • Patologia� d� Úter� • Alterações de desenvolvimento Aplasia segmentar ● Alteração mais encontrada em vacas e porcas ● Porca → ausência de um dos cornos → sem predileção de antímero ● Hereditário ● Doença das novilhas brancas → aplasia da porção tubular do útero ● Acúmulo de líquido na região que está interrompida ● Lesão total → ausência de um corno (unicorno) ● Alteração parcial → lesão normalmente próxima ao corpo do útero → região anterior se complica com mucometra → CL persistente → anestro prolongado (a região impede a formação de prostaglandina) ● ↓ na fertilidade ● Não impossibilita a gestação no lado oposto ● Ovários + tubas → geralmente normais Útero duplo ● Maior ocorrência em bovinos ● Septo que se estende da cérvix até o ponto de bifurcação dos cornos, impossibilitando a comunicação entre eles → duplo cérvix completo ● Um corno independente do outro Hipoplasia de endométrio ● ↓ das glândulas endometriais ● Alteração rara em bovinos. Ocorre em novilhas ● Lesão caracterizada pela ausência de gl. endometriais → impossibilidade de implantação embrionária → CL persistente (impede a produção de prostaglandina) Alterações regressivas Hipotrofia do endométrio ● Normalmente decorrentes das mesmas causas que levam a hipotrofia ovariana → castração, subnutrição e/ou doenças catequizantes ● Endométrio → liso, delgado, coloração acinzentada, glândulas endometriais superficiais ausentes e/ou císticas (profundas). Hidrometra e mucometra ● Se diferenciam apenas pelas características do exsudato ● Normalmente são seguidas por invasão bacteriana → endometrite ● Ocorre adelgaçamento da parede uterina → hipotrofia do endo e miométrio ● Causas ○ Obstrução da vagina e/ou cérvix → líquido se acumula ○ Cérvix intensamente tortuosa → impede a drenagem do líquido ○ Hiperestrogenismo → cisto foliculares ○ Persistência de hímen (dificulta a drenagem do útero) Cistos endometriais Dilatação de vasos linfáticos (obstrução de vasos linfáticos) ou glândulas endometriais (distúrbios hormonais) ● Égua ○ Frequência relativamente alta de cistos linfáticos e podem ser observados também no miométrio ○ Se tiver muitos cistos grandes, pode acabar atrapalhando a migração do folículo ovariano → a gestação acaba sendo interrompida ● Vaca → mucometra Feto macerado ● Conceito: morre no útero, não é completamente eliminado. Envolvido com um processo infeccioso (ex: tricomonose bovina). Ele é desintegrado do útero. Feto se desorganiza (todas as partes moles). ● Sintomas: na palpação sente uma crepitação óssea, período prolongado de gestação, persistência do CL, drenagem do líquido uterino ou pedaços (ossos) do feto saindo pela vulva, odor fétido. Não tem frêmito. Não há sintomas sistêmicos, como febre. É local. ● Diagnóstico: palpação retal e visualização dos ossos ● Tratamento: Retirar os ossos do útero; aplicar prostaglandina para lisar o CL e dilatar a cérvix. Se o animal expulsar espontaneamente, utilizar uma luva para introduzir a mão na vulva e retirar os pedacinhos de ossos. Tem que retirar tudo. ● Prognóstico: os ossos dentro causam traumas no endométrio. Normalmente é desfavorável. Reservado a desfavorável. Após realizar o tratamento, deve-se descartar o animal. Feto mumificado ● Conceito: Feto morre e não é expulso. CL persistente. Frêmito cessa. Não tem envolvimento bacteriano. Problema de vascularização/nutrição. Todos os tecidos moles do feto são absorvidos. Mantém o contorno do feto ● Sintomas: persistência de CL, prolongamento da gestação ● Diagnóstico: sem crepitação óssea. Palpa o feto, tem o contorno fetal mas sem vida. ● Tratamento: prostaglandina ● Prognóstico: melhor que o do macerado. De reservado a favorável. Diagnóstico diferencial Elemento a examinar Gestação Hidrometra Mucometra Piometra Feto macerado Feto mumificado Ovários CL Ciclo estral Possível cisto folicular CL CL CL Parede uterina Delgada Delgada Delgada Espessa Espessa Hipertonia Tônus Característico Semelhante a gestação Semelhante a gestação Hipertonia Hipertonia Hipertonia Patologias de cérvix Alterações do desenvolvimento Cérvix dupla ● Persistência de resquícios do ducto paramesonéfrico → origem hereditária ● Pode ser: ○ Completa → quando ambos os orifícios cervicais se comunicam com o útero ○ Parcial (ou incompleta) → quando um orifício cervical não se comunica com o útero → dupla abertura caudal da cérvix ● Consequências ○ Dupla completa → partos distócicos, membro do feto em cada lado da cérvix ○ Dupla incompleta → infertilidade → se a IA for feita na “falsa” abertura ○ Persistência do ducto paramesonéfrico → PODE também determinar a presença de um septo fibroso na porção cranial da vagina Hipoplasia cervical ● ↓ do número de anéis cervicais ● Ocorre predisposição para contaminação uterina ● Aplasia cérvix também é observada na cadela e gata ● Implicações: o mecanismo de proteção fica prejudicado → os microrganismos podem acabar chegando no útero Cérvix tortuosa/sinuosa ● Casos extremos determinam infertilidade → não há passagem de sptz tanto em monta natural como em IA ● Casos menos severos → ocorre passagem de sptz por monta natural e não por IA Alterações adquiridas Prolapso de anel cervical ● Comum em vacas que pariram sucessivas vezes ● Alteração que atinge principalmente vacas ● Incidência tende a ↑ com a idade e número ● Pode ser consequência de partos distócicos, lesões/hemorragia no canal cervical, fibrose ● Leva a uma fragilidade uterina (o útero fica mais exposto) ● Citação: partos distócicos → lesões e hemorragia no canal cervical → pode ocorrer fibrose → prolapso dos primeiros anéis cervicais Cervicite ● Normalmente associado com vaginite e/ou endometrite ● Lesões mecânicas = mal uso de pipetas ● Epitélio cervical secreta muco → barreira para penetração de patógenos ● Lesão do epitélio cervical → desproteção → facilidade de penetração de patógenos → facilita a ocorrência de uma endometrite → distocias ● Características: hiperemia cervical, edema, prolapso dos primeiros anéis, secreção muco-purulenta ● Em casos extremos → ESTENOSE CERVICAL ● Vaginoscopia: visualização da lesão Patologias da vagina e vulva Persistência de hímen ● Alteração rara ● Fusão imperfeita dos ductos paramesonéfricos + seio urogenital, deixando uma membrana persistente ● Com o tempo, todo líquidoproduzido pelo aparelho reprodutor vai se acumulando na região vaginal provocando distensão da vagina, cérvix e útero Fístulas retrovaginais ● Frequente em égua ● Fístulas entre o reto e a vagina ou entre o reto e o vestíbulo da vagina ● Podem ser congênitas ou traumáticas (lacerações do parto ou “cobrição imperfeita”) ● Tem cirurgia para corrigir, mas é complicado (alimentação parenteral, fibrose → chance de romper novamente) Cistos vaginais e vulvares ● Não possuem importância clínica ● Achado durante anamnese ● Cistos de Gartner → resquícios dos ductos mesonéfricos ou se desenvolvem através da intoxicação por naftalenos clorados ● Cistos das glândulas de Bartolin → ocorrem em consequência de vaginite e/ou condições hiperestrogênicas Vaginites e vulvites ● Características: hiperemia, exsudato catarral + infiltrado inflamatório ● Tipo epitélio + pH + produção anticorpos locais = PROTEÇÃO ● Alterações normalmente secundárias a doenças infecciosas transmitidas pelo coito → TVT + TRICOMONOSE + IBR + CAMPILOBACTERIOSE + VULVOVAGINITE PUSTULAR BOVINA ● Alterações inespecíficas são raras. ● Endoscopia: define local afetado Prolapso vaginal ● Ocorre em todas as espécies domésticas mais comum na vaca e ovelha ● Relacionado com uma deficiência no ligamento largo do útero → fixação deficiente do aparelho reprodutor ● Quando se aproxima do dia do parto ou do estro, ↑ a pressão sobre a região → a região vaginal se prolapsa (normalmente associado ao prolapso uterino) ● CADELA → resposta ao ↑ de E 2 durante o proestro e estro = protrusão de tecido vaginal através da vulva → pode impedir o coito → REGRIDE NATURALMENTE durante a fase luteínica Neoplasias ● TVT → cadelas → virús? ● Carcinoma espinocelular → vacas/éguas → normalmente aparece nos lábios vulvares de vacas despigmentadas → o sol é o fator que desencadeia essa neoplasia ○ Cirurgia ○ Frequente • Infecçõe� Uterina� e� Bovin� • Importância: causa perda econômica na pecuária principalmente a leiteira. ● Infertilidade: atraso na involução uterina, prolongam o período de serviço, ↑ o n o de serviços por concepção e intervalo entre partos. ● O animal não emprenha, fica repetindo cio ● Período de serviço: vai da data do parto até a primeira cobertura fértil Mecanismos de defesa uterino Fagocitose ● Digestão de bactérias por leucócitos, principalmente neutrófilos ● Útero normal pós-parto controla infecções por ↑ do fluxo sanguíneo, infiltração de leucócitos e relaxamento da cérvix ● Retenção de envoltórios fetais, cesariana e infusões de antibióticos e outras substâncias inibem a resposta uterina a infecções Imunoglobulinas (mecanismo humoral) Anticorpos produzidos a partir de determinados antígenos (bactérias) constituídos por proteínas (globulinas) Mecanismos físico ● Remoção física do fluido e partículas do útero após ↓ do seu tamanho devido a vasoconstrição e contrações endometriais ● Eliminação do conteúdo reduz a proliferação bacteriana ● Estímulo da mamada libera ocitocina que contrai musculatura lisa ● Recomeço dos ciclos estrais – estrógeno capacita as fibras musculares uterinas a receber estímulos da ocitocina → ↑ a contração uterina Involução uterina pós parto → varia entre as espécies de acordo com o tipo de placenta. A involução completa ocorre: ● Égua: 9 dias ● Cadela: 9-12 semanas ● Porca: 20 dias (cobertura durante esse período: ↓ n o nascidos vivos) ● Vaca: 50 dias Involução uterina ● ↑ do tônus para eliminação lóquio (muco, sangue, restos celulares e de envoltórios fetais) ● Reconstituição epitelial ● ↓ do tônus → retenção de lóquio → placenta → predisposição à infecção uterina ● Aspecto do lóquio → indicativo de normalidade da involução uterina ● Primeiras 48h: lóquio com aspecto sanguinolento ● Processo de degeneração caruncular: lóquio mais espesso, coloração esbranquiçada e sem odor pútrido → nunca confundir com pus Ciclo estral e atividade ovariana ● Progesterona promove hipomotilidade da camada muscular uterina e secreção glandular endometrial ● ↑ anormal de P4 observados em retenção de placenta, metrites, cervicites e vaginites ● Na fase progesterônica o pH uterino baixo favorece o crescimento bacteriano e o útero menos permeável a migração leucocitária (por conta do ↑ do fluxo sanguíneo) ● Progesterona → imunossupressor Susceptibilidade do útero → depende da predominância hormonal ● Fase progesterônica ←→ diestro/gestação ○ ↓ da resistência microbiana ○ ↓ da contratilidade uterina ○ ↓ da atividade leucocitária → menos afluxo sg ○ Muco mais espesso → dificulta a expulsão dos microorganismos → propensão a infecções ○ Imunossupressão durante gestação Ciclo estral e atividade ovariana ● Estrógeno ↑ a circulação da musculatura uterina e espessura das fibras musculares promovendo motilidade uterina, resposta à ocitocina e migração leucocitária Susceptibilidade do útero → depende da predominância hormonal ● Fase estrogênica ←→ estro, proestro e pós-parto imediato ○ Atividade de neutrófilos ○ Motilidade e tônus uterino ○ Eliminação de microorganismos ○ Presença de Ig OBS: a abertura cervical facilita a eliminação dos microorganismos do ambiente uterino Útero não gestante Intensa resistência a infecções → inclusive genitais específicos. Ppl na fase estrogênica Tratamento estros consecutivos Evitar fase progesterônica prolongada Ciclo estral e atividade ovariana ● ↑ da prostaglandina coincide com ↓ da progesterona e ↑ do estrógeno ● Prostaglandina é associada a regulação do aporte sg para útero e placenta promovendo a fagocitose por leucócitos e estimulando contrações miometriais ● Restauração da função ovariana pós-parto está estritamente relacionado com os mecanismos de defesa uterina ● Pico de lactação: terceiro mês Etiologia do processo inflamatório é variável → normalmente decorrente de processos infecciosos Agentes químicos + físicos + traumáticos Via de infecção → MAIORIA atingem o útero via ascendente ● Infecção hematógena e/ou extensão direta de processos inflamatórios em órgão adjacentes Período pós-parto ● Ocorre infecção uterina mista → recuperação espontânea ● Dependendo da patogenicidade e número de agentes → evolução para infecção ● Principais agentes no útero com involução normal: E. coli , Streptococcus spp. Staphylococcus coagulase negativa ● Vaca: espera-se que o útero volte ao normal em até 30 dias após o parto Quantidade + tipo agente ● Varia com a contaminação ao parto e período pós-parto ● Etiologia do processo inflamatório é normalmente decorrente de processos infecciosos ● Arcanobacterium pyogenes, Fusobacterium necrophorum e Proteus sp. → corrimento purulento ● A. pyogenes, E. coli e Mannheimia haemolytica → corrimento fétido Abortos no final da gestação Normalmente decorrentes de processos sistêmicos → retenção de placenta → metrite Puerpério ● Ambiente uterino EXTREMAMENTE favorável ao crescimento microbiano → EXCELENTE meio para cultivo para variados agentes → NUNCA tratamento local ● Tratamento parenteral ● Evitarqualquer tipo de manipulação (contaminação) ● Égua (liberação de placenta deve ocorrer em no máximo 3h): retenção de placenta pode desencadear laminite (grave) ● Processos inflamatórios/infecciosos → pós-parto ou coito → responsáveis pela queda na fertilidade Cérvix → barreira mecânica protetora do útero → hipoplasia/fibrose/prolapso → ↓ proteção → susceptibilidade a infecção Soluções oleosas intra-uterinos → provoca intensa reação inflamatória crônica granulomatosa → granuloma por corpo estranho Lesões traumáticas → predispõem a infecção uterina → pipetas de inseminação/parto LUGOL ● Solução a base de iodo (à 3%) “usado para o tratamento intra uterino” ● Provoca necrose (descamação → renovação epitelial) do endométrio → endometrite ● Cicatrização do endométrio → Implantação? ● Altamente contra-indicado ● Usar em baixas quantidades ● Casos crônicos? Causas ● Pós-parto ● Pós-aborto ● Retenção de placenta + partos distócicos ● IA → falta de higiene + baixa qualidade do sêmen Classificação dos processos inflamatórios ● Quanto a localização ○ Endometrite (endométrio) ○ Miometrite (miométrio) ○ Perimetrite (ligamentos) ○ Metrite (generalizado) ● Quanto ao curso da infecção ○ Agudo ○ Crônico ● Quanto ao tipo de exsudato ○ Seroso até purulento Endometrite puerperal Classificação clínica (Richer, 1926; Grünert, 1984) ● Endometrite ou metrite puerperal aguda (não ocorreu ainda o primeiro cio pós parto) ○ Com envolvimento sistêmico: tem todas as características (apatia, sem apetite, animal debilitado…) ■ Endotoxemia: libera muito toxina (é o que deprime a vaca) ● Vacas européias, sensíveis ■ Profilaxia: ambiente do parto deve ser limpo ○ Sem envolvimento sistêmico: não tem febre, não tem pêlo arrepiado, anorexia. Só tem o corrimento purulento em volta da região vulvar ● Endometrite pós-puerperal crônica (após o primeiro cio pós parto) → só é detectado no momento de IA, que é o momento em que se observa o muco ○ Corrimento genital de 1 o grau – subclínica ■ Corrimento intermitente ou estrias de pus no dia do estro ■ CL no ovário que é lisado, a ciclicidade é normal ○ Corrimento genital de 2 o grau ■ Corrimento muco-purulento ■ CL no ovário que é lisado, a ciclicidade é normal ○ Corrimento genital de 3 o grau ■ Corrimento purulento ■ Fêmea para de ciclar → entra em anestro ○ Corrimento genital de 4 o grau – piometra aberta ■ Acúmulo de secreção purulenta no útero ■ Fêmea para de ciclar → entra em anestro Etiologia (normalmente são infecções ascendentes) ● Fatores predisponentes ○ Retenção de placenta → favorece o acesso dos microorganismos ■ Intervenção na vaca: estrogênio e ocitocina para estimular as contrações do miométrio. Não tracionar (puxar) a placenta. ■ Intervenção na égua: estrogênio e ocitocina, pode tracionar devagarinho (devido ao tipo de placenta) ■ Lavar o útero com soro fisiológico → ↓ contaminação bacteriana ○ Parto distócico ○ Parto lânguido (demorado) ○ Fetotomia ○ Gestação gemelar: normalmente vem acompanhado de retenção de placenta ○ Falta de repouso sexual pós-parto ○ Rufião: mal preparado (que continua fazendo a intromissão do pênis) ○ Nutrição: desnutrição ○ Mineralização: deficiência (selênio, fósforo) ○ Senilidade do aparelho reprodutor ○ Pneumovagina (partos sucessivos → a conformação da vulva altera → entrada de ar → leva bactérias para dentro ■ Comum na égua ○ Fatores endócrinos ○ Involução lenta do útero ○ Aciclia puerperal → anestro pós-parto ○ Excesso de coberturas: o ideal é apenas uma cobertura/IA ○ Estresse calórico: ambiente → alteração hormonal ○ Abortamento (ppl se vier acompanhado de retenção de placenta) Sintomas ● Endometrite puerperal aguda ○ Com envolvimento sistêmico ■ Toxemia/septicemia ■ Anorexia ■ Hipertermia ■ Taquicardia ■ Diarreia/cólica ■ Queda na produção de leite ■ Corrimento aquoso e fétido (cor chocolate) ■ Pêlos pegajosos ao redor da vulva ○ Sem envolvimento sistêmico ■ Corrimento vulvar aquoso ■ Pêlos pegajosos ● Endometrite puerperal crônica ○ Repetição de cio (1 o e 2 o grau) ○ Anestro (3 o e 4 o grau) ■ Prejudica a produção de prostaglandina → a não ciclicidade se estabelece ○ Corrimento vulvar mucopurulento ou purulento ○ Pêlos pegajosos (2 o , 3 o e 4 o grau) Diagnóstico ● Anamnese (10 dias pós parto) ● Sintomas ● Palpação retal ● Vaginoscopia (importante mas é pouco usada no BR) ● Ultrassonografia ● Exames laboratoriais ○ Exames hematológicos ○ Exames microbiológicos ○ Isolamento bacteriano e antibiograma ○ Exames citológicos (endometrite subclínica) ■ Células inflamatórias ■ Células endometriais ■ Microrganismos ■ Cytobrush ● Biópsia endometrial ○ Ricketts (1975) ○ Endometrite aguda (mais neutrófilos) ○ Endometrite crônica (infiltrativa e degenerativa) ■ Aspecto do endométrio ● Cultura/antibiograma Prognóstico Reservado ou desfavorável Tratamento ● Comentários gerais ○ Rotina de tratamento ○ Útero no puerpério ○ Cura espontânea (75% até 60 dias pós parto) ○ Concentração do medicamento ■ Infusões: endométrio e lúmen uterino ■ Parenteral: parede uterina, todo o aparelho reprodutor sendo atingido ○ Volume da infusão intra-uterina (fase de involução uterina) ○ Volume de exsudato no útero ○ Problemas econômicos ● Involução uterina ○ Involução física ○ Fluidos uterinos ● Antibiograma ○ Tetraciclina ■ Parenteral ou infusão uterina ○ Cefalosporina (Ceftiofur) ○ Ceftiofur associado a gentamicina ● Hormonioterapia ○ Estrogênio (dilata a cérvix, aumenta os receptores para a ocitocina) ■ Endometrite ou metrite puerperal aguda ○ Ocitocina (contrações uterinas → expulsando o resto de líquido do útero) ■ Endometrite ou metrite puerperal aguda ○ Prostaglandina F2∝ ■ Na aguda não adianta pois não tem CL ■ Eficiente nas endometrites pós puerperais crônicas ○ GnRH → promover uma possível ovulação e retomar a ciclicidade do animal ● Mucolíticos ● Antissépticos (se houver necessidade) ● Endometrite puerperal aguda (com envolvimento sistêmico) ○ Tratamento parenteral ■ Antibioticoterapia ■ AINEs ■ Hormonioterapia ■ Soroterapia ● Em caso de endotoxemia ● Endometrite puerperal aguda (sem envolvimento sistêmico) ○ Hormonioterapia ○ Antibioticoterapia ■ Parenteral ● Endometrite puerperal crônica ○ Antibioticoterapia ■ Parenteral ou infusões ○ Hormonioterapia (estrogênio + ocitocina; prostaglandina) ○ Mucolíticos ■ Casos mucopurulentos ○ Antissépticos ○ Solução de lugol ■ Muito usado na de 1 o e 2 o grau → renovação do endométrio ○ Querosene ■ Ppl. em éguas Falhas no tratamento ● Massagens traumática no útero ● Traumática remoção da placenta ● Pipetas nas infecções intra-uterina ● Substâncias irritantes intra-uterinas ○ Veículo oleoso Sequelas das endometrites ● Salpingite ● Ooforite ● Bursite ovárica ● Peri e parametrite ● Artrite ● Laminite ● Peritonite ● Pericardite ● Nefrite ● Pneumonia Medidas profiláticas (importante) ● Controle de abortos, de gestações gemelares, de distocias (ex: tamanho do feto), de cesarianas e retençãode placenta. ● Dietas adequadas durante período seco e início da lactação ● Sanidade do rebanho, higiene do ambiente durante periparto, conforto dos animais e ↓ assistência ao parto • Diferenciaçã� S�ua�, Inters�� � Freemartinism� • Fases ● Sexo cromossômico ● Sexo gonadal ● Sexo fenotípico ○ Genitália interna ○ Genitália externa ● Sexo comportamental Sexo cromossômico ● Cromossomos autossômicos ● Cromossomos sexuais ○ Sexo homogamético ○ Sexo heterogamético ● Momento de determinação No momento que está formando os oócitos que vão povoar o ovário, a meiose na fêmea só começa no núcleo embrionário, fica parado, e só é ativa na na onda de crescimento folicular. Quando entra na fase LH dominante, o oócito torna-se um folículo dominante, o LH vai desbloquear a meiose. Quando o oócito migra, ele é uma célula 2n, quando ele chega no ovário, ele se multiplica como uma célula 2n, define a ovulação folicular e entra em meiose (passa de 2n para n → divide o material genético em 2). Depois da fertilização, o indivíduo volta a ser 2n. Fêmeas: célula germinativa X As não disjunções são alterações genéticas que vão acontecer no momento da meiose. Vai ter um oócito que vai ser XX e outro que é 0 (sem cromossomo sexual), e esse oócito pode ser fertilizado por um sptz (que vai ser X ou Y). Logo, pode haver XX, XY, X0 e Y0. XXY → pode ser uma não disjunção do oócito ou de um sptz, chamamos de síndrome de Klinefelter (intersexo) Síndrome Klinefelter = XXY ● Trato genital normal ● Disgenesia de túbulos seminíferos ● Hipoplasia e azoospermia ● Touros, garanhões, porcos, carneiros e gatos ● Clínica: diferenciação dos testículos, disgenesia dos túbulos seminíferos (ausência de células germinativas) → infértil. Testículos hipoplásicos. Animal que entrou em puberdade, produziu testosterona e tem testículo pequeno. ● Diagnóstico final: cariotipagem (estudo dos cromossomos) na fase de metáfase. Coleta-se o sangue, coloca cultura, pegar os leucócitos que estão se multiplicando, adiciona uma substância no meio e para a mitose (na fase em que os cromossomos estão mais condensados – metáfase). No momento em que eles se emparelham para separar, tem uma substância que inibe. Pega as células e fixa em uma lâmina. No microscópio, avalia-se a morfologia dos cromossomos. Vai contar o número de cromossomos → 1 cromossomo a mais. Síndrome Turner (X0) ● Disgenesia de ovários → ausência de folículos ● Trato genital subdesenvolvido ● Éguas ● Clínica: animal pequeno na puberdade, não apresenta cio, tem sistema do trato genital interno pouco desenvolvido (pois não tem folículo, estrógeno, progesterona). Indivíduos Y0 ● Não compatível com a vida Indivíduos XXX ● Mulheres estéreis ● Não relatado em animais Híbridos ● Mulas X Burros X ... (n = 63) ○ Jumento (n = 62) ○ Égua (n = 64) ● Degeneração prematura das células germinativas ● Cicla normalmente - gestação ● Camelídeos Sul Americanos ??? ○ n = 37 Cromossomo Y ● Gene SRY – TDF Sexo gonadal e fenotípico ● O sexo genético é determinado no momento da fertilização, mas a definição do sexo gonadal e fenotípico é influenciada por diversos outros fatores. ● Não necessariamente um indivíduo com o cromossomo Y vai ter testículo ● Indivíduo XY sem testículo → ausência de SRY ● Indivíduo XX (tem ovário) com via genital masculina → devido ao hormônio ● Gônada indiferenciada ou gônada bipotente seja povoada na região cortical ou medular. Uma estrutura, do feto em desenvolvimento, que vai sofrer influência do fator de determinação testicular ou não; vai fazer com que a gônada indiferenciada ou bipotente, seja povoada ou na região cortical ou na região medular. ○ Região cortical = epitélio germinativo ■ XX = ovário ○ Região medular ■ XY = testículos ● Depende do material genético ● Necessidade do cromossomo sexual para formação das gônadas ○ XX = ovários (X0) ○ X Y + autossomos = testículos ■ Cromossomo Y é dominante sobre o X (XXY) ■ Y = região determinadora do sexo ou gene SRY ● TDF = fator determinação testicular ● Gônada bipotente → testículos Células germinativas ● Migração ○ Mitoses ○ Substâncias quimiotáteis ● Momento que chegam na gônada ○ 18 dias em suíno ○ 21 dias em cão ○ 22 dias em ovelha ○ 28 dias em vaca ● Células germinativas “perdidas” que vai para outras regiões – Teratomas ● Testículo ○ Região medular = células mesonéfricas + células germinativas = túbulos seminíferos ● Ovário ○ Região cortical = células mesoteliais + células germinativas = folículo primordial Testículo ● Células mesonéfricas (túbulos mesonéfricos) ○ Células de Sertoli (hormônio antimulleriano) ○ Células mióides ○ Rete testi ● Células mesenquimais ○ Células de Leydig (testosterona) ○ Septos e mediastino ○ Túnica albugínea Ovário ● Células da granulosa = células mesoteliais ● Células da teca = células mesenquimais Distribuição dos folículos ● Ruminantes e porca → cortical ● Cães e gatos → formação de “ninhos” em determinadas região da córtex em maior quantidade, e dentro desses folículos podem ser encontrados até 2/3 oócitos Ovário da égua ● Gônada fetal → medular Sexo fenotípico – genitália interna ● Formado de acordo com a gônada ● Túbulos mesonéfricos ○ Faz a ligação dessas estruturas com o exterior ● Ductos mesonéfricos ou ductos de Wol�an ○ Vias genitais internas masculinas ● Ductos paramesonéfricos ou ductos de Müller ○ Vias genitais internas femininas Testículo ● Células de Sertoli → hormônio anti-Mulleriano ○ Regressão dos ductos de paramesonéfricos ○ Até 62 dias de gestação na vaca ○ Até 35 dias de gestação na porca ● Células de Leydig → andrógenos ○ Desenvolvimento dos ductos mesonéfricos Ovários ● Ausência de hormônio anti-Mulleriano ○ Desenvolvimento dos ductos de paramesonéfricos ● Ausência de andrógenos ○ Regressão dos ductos mesonéfricos Túbulos Mesonéfricos – MACHO ● Cranial: apêndice do epidídimo ● Medial: ductos eferentes, rete testis ● Caudal: paradídimo Túbulos Mesonéfricos – FÊMEA ● Epoophoron: sistemas de canais, cistos; resquícios dos túbulos mesonéfricos ● Paroophoron: idem Ductos mesonéfricos ou ductos de Wol�an ● Epidídimo ● Vasos deferente ● Ampola Observação: Ductos de Gartner’s (vesículas formadas na vagina da fêmea encontrados no exame clínico) Ductos paramesonéfricos ou ductos de Müller ● Tuba uterina ● Útero “Broto” do seio urogenital ● Vagina Seio urogenital ● Tubérculo genital ○ Fêmea = clitóris ○ Macho = pênis ● Dobra genital ○ Fêmea = lábios vulvares ○ Macho = uretra, pênis ● Intumescência genital ○ Fêmea = lábios vulvares ○ Macho = escroto Diferenciação sexual Indiferenciado Macho Fêmea Genitália interna Gônada Testículo Ovário Túbulos mesonéfricos ● Ducto eferentes e rete testi ● Paradídimo ● Apêndice testicular ● Rete ovarii ● Epoóforo ● Paraoóforo Túbulos mesonéfricos ● Epidídimo ● Ducto deferente ● Vesícula seminal Ductos de Gartner ́ s Ductos de Müller ● Utrículo prostático ● Tuba ● Útero ● Vagina ? Seio urogenital ● Próstata ● Uretra ●Glândula bulbouretral ● Uretra ● Vestíbulo ● Vagina ● Glândulas de Bartolin Tubérculo genital ● Glande e corpo do pênis ● Glande e corpo do clitóris Dobra genital ● Rafe do escroto e pênis ● Lábios vulvares Intumescência genital ● Escroto ● Lábios vulvares Freemartin ● Gestações gemelares de sexo diferentes ● 2 oócitos diferentes → ovulação dupla ● Anastomose dos vasos coriônicos (39 dias) ○ O conteúdo (todos os fatores de diferenciação) da placenta do macho passa para a placenta da fêmea, e o da fêmea passa para o macho → tudo o que é produzido no macho (testosterona) vai para a fêmea → bagunça a diferenciação sexual da fêmea ○ Dependendo do momento em que acontece, vai gerar diferentes graus de freemartinismo na fêmea ● Fêmea: TDF, H-Y e andrógeno ● Vários graus de masculinização ● Formação de animais quimeras: animais que têm populações de células de outros animais ● Efeito sobre a fêmea ○ Anastomose dos vasos coriônicos ● Efeito sobre o macho Freemartinismo ● Gestação gemelar de macho e fêmea ● Modificação na organogênese sexual da fêmea causada pela transferência de agente(s) do macho gêmeo ● Bovinos, caprinos, ovinos, suínos, bubalinos ● Ovulação dupla ● Fertilizado por um X e por um Y ● Maior ocorrência em vacas de alta produção ○ Produz muito leite → animal que come muito → metabolismo hepático alto → passa muito sangue no fígado → alta quantidade de estrógeno → não aumenta a quantidade de estrógeno no sg devido às altas concentrações de estrógeno no fígado → FSH não cai → o folículo subordinado evolui → folículo co-dominante ○ Altas quantidades de hormônios de crescimento → fígado → GF1 e insulina → glândula mamária → glicose → lactose → muito leite → aumente GF1 e insulina → favorece a ovulação dupla Características da Freemartin ● Sistema genital externo ○ Vulva pequena ○ Clitóris hipertrofiado ○ Vestíbulo ○ Glândula mamária ○ Tufo de pêlos ○ Testículo pequeno Diagnóstico ● Anamnese: gemelaridade ● Exame clínico: inspeção, inserção de um tubo na vagina (menor), vaginoscopia, palpação retal (gl. vesiculares) e ultrassonografia, exame das placentas. ○ Macho: hipoplasia testicular e células XX ● Exame laboratorial: cariótipo, identificação de células XY em fêmea por PCR. ● Descarte do animal Intersexo – Hermafroditas Classificação pela gônada ● Verdadeiro: testículo e ovário ○ Suínos ● Pseudo-hermafrodita machos (XX): com testículo ○ Caprinos – pseudo-hermafrodita macho – ausência de chifres ○ Equinos – pênis curto ● Pseudo-hermafrodita fêmea (XY): com ovário • Doença� d� Reproduçã� • Eficiência reprodutiva ● Fundamental para a viabilidade econômica da pecuária; ● Deficiência reprodutiva é multifatorial: nutrição, fatores ambientais, genética, sanidade dos rebanhos; Sanidade animal ● Oscila entre 10-20% do custo de produção: ○ Assistência veterinária: 44% ○ Produtos veterinários: 19% ○ Controle das enfermidades: 37% ● Doenças infecciosas – subestimadas e negligenciadas. Doenças infecciosas ● Em vigência: CONTROLE → árduo e dispendioso; ● Após o episódio: MONITORAMENTO. ● Programas de prevenção de doenças infecciosas: ○ Reconhecer o desafio da doença (diagnóstico e vigilância); ○ Saber quando e por que ocorre um desafio (patogênese); ○ Reduzir (ou eliminar) o desafio ○ Aumentar a resistência ao desafio (imunologia). Coleta de amostras ● Etapa fundamental; ● Cuidados: ○ EPIs; ○ Contenção dos animais; ○ Identificação do animal e da amostra; ○ Descarte de material contaminado; ○ Acondicionamento para remessa de amostras; ○ Requisição de exames. Principais enfermidades da esfera da Reprodução Virais Parasitárias Bacterianas BVD IBR Neosporose Tricomonose Inespecíficas Brucelose Campilobacteriose Leptospirose Micoplasmose Brucelose Características ● Doença infecciosa dos animais e dos homens (zoonose) ● Agentes etiológicos: Brucella abortus (bovinos) , B. melitensis (caprino), B. suis, B. ovis e B. canis ● G-, imóveis, não capsuladas nem esporuladas, aeróbias ou microaerófilas ● Sensíveis a desinfetantes comuns, à luz e à dessecação ● Resistem de um a dois meses em tecidos enterrados em clima frio ● Morrem em 24 h no verão quente ● Sensíveis à pasteurização e fervura ● Bactérias do gênero Brucella → B. abortus; ● Importante causa de falhas reprodutivas; ● Rota de infecção: TGI → Placas de Peyer → linfonodos → bacteremia; ● Tropismo pelo útero (após 5 meses de gestação) – eritritol vira substrato ● Surtos associados a abortamentos no terço final da gestação (a partir do quinto mês) → causa placentite (nos placentomas) → causa redução na nutrição do feto e o feto morre → a placenta fica retira (pendurada) ● Redução de leite ● Agentes contaminantes ○ Fetos abortados ○ Restos placentários ○ Meio ambiente ○ Leite ○ Touros MN (monta natural) x sêmen IA ■ MN → não contamina a vaca pois a ejaculação é no fundo de saco cego vaginal (fornix vaginal) → impede a entrada da brucella Patogenia Infecção VO → células fagocíticas (macrófagos) → linfonodos regionais (supramamário, baço e fígado → útero gravídico, 180-240 dias, ERITRITOL (fonte de C e energia) → útero → placentite necrótica, endometrite ulcerativa, aborto Gestações subsequentes → não tem mais aborto. Cria-se um sistema imunológico no local útero que o protege da placentite (não deixa que a placentite se instale A vaca fica “subclínica” e dissemina a brucelose durante o parto → líquido placentário Aborto só ocorre no primeiro parto após acontaminação Perdas econômicas ● Queda na produção de leite ● Aumento da CCS ● ↑ intervalo entre partos ○ Aborto ○ Metrite pós-parto Touros ● Febre, anorexia, e depressão (primeiras semanas) ● Orquite, epididimite, vesiculite ● Bolsa escrotal aumentada ● Uni ou bilateral ○ Unilateral: degeneração, traumatismo Diagnóstico ● Sintomatologia clínica: aborto na vaca ● Diagnóstico epidemiológico ● Sorologia do rebanho ● Exames laboratoriais – métodos ○ Diretos → alto custo ■ Cultura – padrão ouro, com caráter epidemiológico (biotipagem) ■ PCR ○ Indiretos: ■ Triagem ● Teste do antígeno acidificado (rosa bengala); ● Teste do anel do leite – coletivo; ■ Confirmatórios ● 2-Mercaptoetanol; ● Fixação de complemento; Prevenção Vacinação ● Marcar a cabeça do animal vacinado ● Vacinação de macho é proibida → o macho desenvolve a doença ● Cepa B19 de Brucella abortus ○ 3 a 8 meses ○ Se vacinar animal que já atingiu a maturidade sexual, o animal se torna falso positivo pelo resto da vida ○ Marcação: o último algarismo do ano em que foi vacinado ● Protege as fêmeas do aborto ● Período de vacinação ● Cepa RB51 ○ Pode vacinar vacas adultas ○ De eleição no exterior ○ Não tem falso negativo ● Janela vacinal grande → repetir a vacinação para diminuir essa janela ○ A imunidade não é vitalícia (7 a 8 anos) Profilaxia ● Vacinação machos (proibida) ● Falso positivo ● Trocar mojadores ● Eliminar restos fetais ● Higienizar áreas contaminadas ● Roçar área em que a vaca pariu ● Exame na compra e venda Leptospirose Características● Bactéria filamentosa espiralada ● Meio ambiente: umidade ● Hospedeiros → ausência de especificidade ○ Hospedeiros preferenciais → manutenção no ecossistema ● Uma das principais causas de falhas reprodutivas na pecuária (Sororeatividade RJ: 60-70%) ● Bactérias do gênero Leptospira ● Rota de infecção: exposição da mucosa ou pele lesada à bactéria ● Sorovares adaptados ou incidentais ● Zoonose ● Negligenciada. ● Importantes falhas reprodutivas ○ Abortamentos ○ Morte embrionária precoce ○ Natimortalidade ○ Nascimento de crias fracas ○ Retenção dos anexos fetais ○ Repetidora de cio ● Prejuízos econômicos ○ Infertilidade ■ Aumento do n o de serviços por concepção ■ Prolongado intervalo entre partos Infecção por sorotipos incidentais ● Pomona, Grippotyphosa e Icterohaemorrhagiae – frequentes ● Dependente de outras espécies – carreadores ● Caráter epidêmico – surtos ● Dependente de fatores ambientais ● Caráter agudo ● Resposta imune intensa. ● Falha renal → ser humano ppl Infecção por sorotipo adaptado ● Para o bovino: Hardjo ● Espécie atua como reservatório ● Caráter endêmico ● Independente de fatores ambientais ● Evolução crônica ● Baixa resposta imune Patogenia Diagnóstico ● Sinais clínicos ○ Sorovar adaptado: sinais clínicos reprodutivos ○ Sorovar incidentais: caráter agudo ● Evidências epidemiológicas ○ Áreas alagadiças ○ Animais sinantrópicos (reservatório) ○ Água servida ○ Compra de animais ● Exames laboratoriais ○ Diagnóstico direto ■ Cultura: ● Muitas dificuldades; ● Baixa sensibilidade. ■ PCR: ● Elevada sensibilidade e especificidade; ● Utilização em diferentes tecidos; ● Cada vez mais comum. ○ Diagnóstico indireto (mais usados) ■ Testes sorológicos: ● Amplamente empregados; ● Soroaglutinação Microscópica (OIE): ○ Boa sensibilidade; ○ Laboratórios de referência; ○ Interpretação (depende da titulação) pode apresentar complicações: ■ Ponto de corte; ■ Reações cruzadas; ■ Baixos títulos ● Presença de AC ○ ELISA ○ Soroaglutinação microscópica ○ 1/100 e 1/200 → contato com o agente ○ > 1/400 → doença ativa Controle ● Identificação dos sorotipos circulantes: ○ Testes sorológicos; ● Controle das fontes de infecção: ○ Ambiente; ○ Identificação dos carreadores; ○ Antibioticoterapia: estreptomicina (alto custo) ● Cuidados no momento da aquisição de animais; ● Imunização sistemática dos suscetíveis: ○ Identificar os sorotipos circulantes; ○ Não impede a infecção → reduz a gravidade da doença. ● Combate aos animais sinantrópicos ● Vacinação (sorovares próprios) ● Evitar contaminação ambiental com material contaminado Tratamento ● Antibioticoterapia → estreptomicina (25 mg/ kg): Excreção renal ● Vitamina C: acidifica urina (cria um ambiente nocivo a bactéria) ● Vacinações Campilobacteriose Genital Bovina (CGB) Características ● Vibriose bovina ● Doença infecciosa e transmitida sexualmente ● Bactérias gram-negativas e microaerófila ● infecção subclínica - despercebida Campylobacter fetus subsp. veneralis ● Bactéria G- ● Touros: > 3 anos ● Mortalidade embrionária, abortamento, aumento no n o de serviços e redução das taxas de prenhez ● Também é auto-limitante Gênero Campylobacter ● Campilobacteriose genital bovina ○ Campylobacter fetus veneralis ○ Habitat: trato genital dos bovinos Touro ● Local de colonização (esmegma e criptas prepuciais) ● Não produz alteração de libido ● Não altera qualidade do sêmen ● Portadores assintomáticos ● Modo de transmissão: sexual Vaca ● Vagina → cérvix (5 dias) → útero (12 dias) → tubas uterinas (20 dias) → eliminação da infecção (40 a 60 dias) → anticorpos ● Sintomatologia ○ Alteração uterina → fibrose periglandular, interfere na secreção das gl. endometriais. ○ Cervicite, salpingite ○ Aborto no 4 o mês de gestação ○ Repetição de cio (se tiver mortalidade embrionária associada) ○ Alteração dos índices zootécnicos: ↑ intervalo entre parto, ↑ idade a primeira cria, ↑ número de vacas vazias Diagnóstico ● Geralmente no touro = custo ● Lavado do pênis e prepúcio ● Técnicas ○ Imunofluorescência indireta ○ Isolamento ○ PCR ○ Aglutinação em muco cérvico-vaginal ● Material ○ Mucos prepuciais e vaginais ○ Swabs prepuciais e vaginais ■ Refrigerado → 4 horas ■ Meio de transporte → 48 horas Tratamento ● Touro ○ Sistêmico: estreptomicina e penicilina ○ Local: unguento com 5g estreptomicina e 5.000.000 UI de penicilina e 20 ml de solução de açúcar (20% p/v) ● Fêmeas ○ Repouso sexual (4-6 meses) Prevenção ● Uso de IA ● Touros de repasse ● Examinar touros (touros velhos) ● Vacinação (curativa e prevenção) ○ 30 a 60 dias antes da estação de monta Micoplasmose Características ● Bactérias do gênero Mycoplasma: M. paratuberculosis, M. bovis, M. bovinogenitalium e Ureaplasma diversum. ● Rota de infecção: Sêmen e dispositivos intravaginais contaminados ● Aborto em bovinos por placentite e pneumonia fetal ● Vulvovaginite, metrite e infertilidade ● Aderem à zona pelúcida do embrião Tricomonose bovina Características ● Doença venérea ● Agente etiológico ○ Tritrichomonas foetus ○ Protozoário ● Habitat: trato genital Tritrichomonas foetus ● Protozoário flagelado; ● Morte embrionária e abortamento (1 a metade da gestação); ● Auto-limitante: ±150 dias. Touros ● Habitat: criptas prepuciais, esmegma prepucial ● Sintomatologia ○ Local → pode causar inflamação na mucosa peniana ○ Libido → não é alterado ○ Sêmen → não tem alteração Vacas ● Habitat → todo o trato genital ● Vaginite, cervicite, endometrite → secreção purulenta ● Invade o feto ● Modo de infecção → via venérea ● Autolimitante ● Imunidade → até 15 meses Sintomas ● Piometra, cervicite e vaginite ● Falha na concepção = repetição de cio ○ Mortalidade embrionária e fetal ● Feto macerado ● Abortamentos até 5 meses de gestação ● Período de serviço elevado ● Redução na taxa de natalidade ● Estação de nascimento prolongada Diagnóstico ● Ausência de clínica ● Laboratorial ○ Observação do parasito (30%) ○ Cultivo em meio diamonds (87 a 97%) ● Depende ○ Da qualidade do material coletado ○ Tempo coleta X laboratório ● Material ○ Secreções vaginais ■ 2-3 dias antes ou depois do cio ■ Pico de multiplicação do parasito ■ Líquidos placentários ■ Líquido de piometra ○ Esmegma prepucial (repouso prévio) ■ Tubo de ensaio com Ringer Lactato ou PBS ou meio seletivo → 12 horas ■ Temperatura ambiente Controle ● Descarte de touros velhos ● Touros comunitários ● Uso de pastos comunitário ● Aquisição de fêmeas de descarte ● Realizar exames nos touros antes da estação de monta ● Repouso sexual das fêmeas por 90 a 120 dias ● Uso de IA → evitar reinfecção das fêmeas ● Vacinação Tratamento ● Valor do animal → alto custo ● Drogas ○ Dimetridazole – VO – 5 dias (U$ 125,00) ○ Penicilina + ipronidazole – IM ○ Tripaflavina – local Neosporose Características ● Protozoário: Neospora caninum ● Epidemiologia: prejuízo E.U.A, Nova Zelândia e Inglaterra causando metade abortos ● Hospedeiros: Gatos, ratos, coelhos, ovelhas, equinos, macacos e raposas. ● Hospedeiros preferenciais: bovinos e caninos ● Tratamento não existe Patogenia● Três estágios: oocisto (somente nas fezes do cão), taquizoíto (todos os tecidos do animal infectado) e cisto (SNC) ● Cães podem apresentar os 3 estágios → eliminam os oocistos nas fezes ● Transmissão do cão para outros animais e da mãe para a cria ● Bovinos → transmissão via transplacentária ● Acredita-se não haver transmissão de vaca para vaca Sintomas clínicos ● Aborto entre o 3 o mês e o fim da gestação é o único sinal clínico da doença na vaca adulta ● Vacas infectadas que já abortaram uma vez podem abortar novamente ● Neonato doente normalmente é pequeno, apresenta distúrbios neurológicos, flexão e hiperextensão dos membros e aparente assimetria dos olhos ● Neonato cronicamente afetado cresce normal, mantendo a doença no rebanho, podendo abortar na idade adulta Diagnóstico ● Sinais clínicos ● Exames laboratoriais ○ Presença do agente ■ Imunofluorescência direta ○ Presença dos AC ■ ELISA Controle ● Identificar e descartar animais positivos ● Evitar a promiscuidade entre cães e bovinos → evitar contaminação da água e alimentos (silagem, feno e ração) com fezes caninas contendo oocistos ● Evitar a ingestão de fetos abortados, placentas ou bezerros nascidos mortos por cães ● Combate aos animais sinantrópicos Rinotraqueíte bovina (IBR) Características ● Sorotipo → HVB-1 ● Duas entidades clínicas ○ Respiratória: rinotraqueíte infecciosa bovina (IBR) ○ Genital: vulvovaginite pustular (IPV) ● Latência → gânglios ● Fatores estressantes: resistência imunológica ● Epidemiologia ○ Disseminado em todo o país = gado de corte e leite ○ Touros de centrais de inseminação Manifestações clínicas ● Problemas respiratórios (superior e inferior) ○ ↓ apetite; ↓ produção; corrimento nasal; tosse ● Conjuntivites, diarréias, mastites e encefalites ● Retardo no desenvolvimento de animais jovens ● Reprodutivas ○ Redução dos índices reprodutivos ● Sintomatologia ○ Endometrites ○ Ooforites e necrose do CL ○ Mortalidade embrionária (retorno ao cio – intervalo) precoce ○ Aborto ou mumificação fetal (menos frequente) ○ Natimorto ○ Balanopostite ○ Vulvovaginites Diagnóstico das enfermidades virais ● Indireto: ○ Sorologia pareada (Fase aguda e convalescente) ● Direto: ○ Material: ■ Animal vivo: secreções nasal, conjuntival, vaginal, prepucial e sêmen ■ Aborto: fígado; baço; rim; mucosa respiratória; pulmão. ○ Isolamento – em cultura de células ○ PCR Controle ● Evitar estressar os animais ● Prevalência baixa → separar animais positivos de negativos ● Prevalência alta → vacinações semestrais ● Controle do sêmen ● Quarentena e controle sorológicos dos animais comprados