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Juiz de Garantias: Papel e Desafios O juiz de garantias é uma figura prevista no ordenamento jurídico brasileiro pela Lei nº 13.964/2019 (Lei Anticrime). Seu papel principal é assegurar que os direitos fundamentais do acusado sejam respeitados durante o processo penal, especialmente na fase de investigação. A criação desse cargo visa garantir maior imparcialidade no processo, uma vez que o juiz de garantias é responsável por supervisionar as diligências da investigação, autorizar medidas cautelares, como a prisão preventiva, e zelar pelo devido processo legal. O juiz de garantias atua antes da fase do julgamento, durante a investigação, assegurando que não haja abuso de poder por parte da acusação ou da polícia. Uma de suas funções é evitar que o mesmo juiz que acompanha a fase de investigação atue no julgamento do mérito, o que busca evitar suspeitas de parcialidade. Entre os desafios desse modelo, estão a sobrecarga dos tribunais e a possibilidade de conflitos entre o juiz de garantias e o juiz que atuará no julgamento. Além disso, a implementação efetiva desse instituto enfrenta dificuldades logísticas, já que muitos tribunais não possuem estrutura suficiente para separar as funções de forma eficaz. 10 Perguntas e Respostas 1. O que é o juiz de garantias? É o juiz responsável por assegurar os direitos do acusado na fase de investigação do processo penal, garantindo imparcialidade e o respeito ao devido processo legal. 2. Qual a principal função do juiz de garantias? Supervisionar a fase de investigação, autorizando medidas cautelares e assegurando que os direitos do acusado sejam respeitados. 3. O juiz de garantias pode julgar o mérito do caso? Não. Ele atua apenas na fase de investigação, sendo o juiz do julgamento um magistrado distinto. 4. Qual a diferença entre o juiz de garantias e o juiz do julgamento? O juiz de garantias atua durante a investigação, enquanto o juiz do julgamento é responsável por julgar o mérito do caso após a denúncia. 5. Por que foi criado o cargo de juiz de garantias? Para evitar a imparcialidade de um único juiz que atua tanto na investigação quanto no julgamento, assegurando mais equilíbrio no processo penal. 6. O juiz de garantias atua na fase processual ou investigatória? Ele atua na fase investigatória, supervisionando as ações da polícia e do Ministério Público. 7. O juiz de garantias pode decidir sobre prisões preventivas? Sim, o juiz de garantias pode autorizar a prisão preventiva ou outras medidas cautelares, como interceptações telefônicas. 8. Quais os principais desafios para a implementação do juiz de garantias? Dificuldades logísticas, sobrecarga dos tribunais e a necessidade de adaptação do sistema judiciário para separar as funções. 9. O juiz de garantias é uma figura exclusiva do Brasil? Não, em outros países também existem figuras jurídicas semelhantes, como o juiz de instrução na França, que tem funções semelhantes. 10. O juiz de garantias pode ser questionado ou recusar medidas requisitadas pela acusação? Sim, ele pode analisar e questionar a legalidade de determinadas medidas cautelares e recusar as que forem consideradas ilegais ou desproporcionais.