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0 CENTRO UNIVERSITÁRIO UNICARIOCA A IMPORTÂNCIA DA PARCERIA ENTRE COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA E PROFESSORES NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM NAS ESCOLAS PRIVADAS THAÍS RÉGIS DA SILVA Rio de Janeiro 2019.2 1 THAÍS RÉGIS DA SILVA A IMPORTÂNCIA DA PARCERIA ENTRE COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA E PROFESSORES NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM NAS ESCOLAS PRIVADAS Orientadora: Sandra Carneiro Durãis Sierra Rio de Janeiro 2019.2 Trabalho de conclusão de curso apresentado ao Centro Universitário Carioca, como requisito parcial para obtenção do grau de Licenciado em Pedagogia. 2 DEDICATÓRIA Dedico este trabalho, aos meus pais, irmãs e sobrinhos que sempre acreditaram em mim, a minha sogra que muito me incentivou a entrar na faculdade e especialmente ao meu esposo Thiago que com muita sabedoria, paciência e carinho esteve comigo em todos os desafios que surgiram, não medindo esforços para me dar suporte durante essa longa jornada. Amo vocês! 3 AGRADECIMENTOS Agradeço a Deus, que me deu vida. Aos meus pais por me ensinarem a lutar para alcançar os objetivos e fazer acontecer, não com palavras, mas ações. Obrigada por me ensinarem valores e me prepararem para enfrentar o mundo. Ao meu esposo Thiago, meu amor e amigo de todas as horas. A minha orientadora Sandra Sierra, que desde a primeira aula é uma inspiração, obrigada pela força e confiança em mim depositada. As minhas queridas amigas Isabelle, Nathalia por todo companheirismo, apoio nos momentos mais complexos e pelas muitas alegrias compartilhadas, e a minha amiga Tatiane, por suas excelentes sugestões as quais utilizei em sua maioria, obrigada por todo carinho e encorajamento. 4 RESUMO Este trabalho teve como objeto de estudo a importância da parceria entre coordenação pedagógica e professores no processo de ensino-aprendizagem nas escolas privadas. Com o objetivo de compreender a importância dessa parceria para a melhoria do clima no ambiente escolar e consequentemente a melhoria do processo de ensino-aprendizagem. Desta forma, é possível afirmar que a realização da pesquisa tem grande relevância e destaca-se por contribuir para a valorização da parceria desses dois profissionais, favorecendo o fortalecimento da identidade do professor e a melhoria no processo de ensino-aprendizagem que acontece em um ambiente escolar mais colaborativo. A partir das informações coletadas, foram analisados e discutidos os saberes necessários à prática docente, as funções da coordenação pedagógica e algumas ações de parceria entre coordenadores e professores nos saberes e fazeres relativos ao processo ensino- aprendizagem, e concluiu-se que as relações interpessoais são fundamentais para a construção das ações do coordenador pedagógico em parceria com os professores. Assim, a pesquisa revela a importância do trabalho do coordenador pedagógico em parceria com professores na construção das mudanças necessárias para a transformação do contexto escolar a partir da qualificação das práticas pedagógicas. Palavras–chave: Coordenação Pedagógica; Prática Docente; Mudança. 5 LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1- Professores por porte da escola .................................................................. 34 Gráfico 2- Coordenadores por porte da escola ............................................................ 34 Gráfico 3- Segurança e liberdade para se expressar .................................................... 36 Gráfico 4- Professoras recebem assistência da coordenação........................................ 40 Gráfico 5- Importância da formação continuada para aprendizagem discente ............. 42 Gráfico 6- Formação continuada na escola – professoras ............................................ 43 Gráfico 7- Formação continuada na escola – coordenadoras ....................................... 43 6 LISTA DE TABELAS Tabela 1 – Perfil das professoras ................................................................................ 33 Tabela 2 – Perfil das coordenadoras ........................................................................... 34 7 SUMÁRIO Nº da página 1 – INTRODUÇÃO 8 2 – REFERENCIAL TEÓRICO 12 3 – RESULTADOS E DISCUSSÕES 33 4 - CONCLUSÃO 50 5 - REFERÊNCIAS 54 APÊNDICES 57 8 1 INTRODUÇÃO A presente pesquisa busca refletir sobre a importância da parceria entre coordenadores pedagógicos e professores para o processo de ensino aprendizagem nas redes privadas de ensino, que se torna indispensável para a formação de um clima de trabalho colaborativo e propício ao desenvolvimento humano como um todo, buscando ações de formação contínua, interferindo diretamente na qualidade do ensino- aprendizagem que ocorre neste ambiente. Partindo da perspectiva da psicologia histórico-cultural entende-se que a aprendizagem, independentemente da idade, ocorre a partir das interações interpessoais, de forma social e contextualizada. O sucesso do processo de ensino-aprendizagem depende primordialmente de um bom relacionamento entre as equipes escolares, principalmente a tríade coordenador-professor-aluno pois quanto melhores são essas relações, maior a possibilidade de se desenvolver um trabalho pedagógico de qualidade. Através de análise bibliográfica, ao longo da pesquisa destacaremos quais os saberes necessários a prática do professor, o considerando como profissional interativo e intelectual, não como um cumpridor de tarefas pré-determinadas, mas dotado de autonomia, capaz de gerar conhecimento e atuar criticamente nas tomadas de decisões da escola, para isso conta com a parceria da coordenação. Pensar na formação profissional do professor, não só na formação inicial, mas também na sua formação contínua, pois muitos dos professores que atuam ainda nas salas de aula, são professores formados no século passado. Os tempos mudaram mas as escolas, não raras vezes, continuam as mesmas. Com isso é necessário atualizar os conhecimentos de maneira constante, cientes dos seres “inacabados” (FREIRE, 1997, apud MCHOTA, 2017) que somos. Evidenciaremos as principais funções do coordenador pedagógico na escola. Entendendo o coordenador como agente articulador das práticas pedagógicas, sua ação principal que é coordenar, articulando vários pontos de vistas em direção a um objetivo comum: a melhoria na qualidade do ensino-aprendizagem, articulado no projeto político pedagógico da sua instituição e destacar o papel do coordenador enquanto mediador e formador, que implica em prestar assistência sistemática ao professor “[...]é possível pensar em mediação como intervenção, visto promover a transformação de dadas funções psicológicas” (PLACCO e SOUZA, 2010, P. 50), no sentido de melhorar continuamente o seu desempenho no processo de ensinar. Por conseguinte a parceria estabelecida entre 9 coordenação e docência pode e deve auxiliar significativamente na melhora do processo de ensino-aprendizagem. Por Fim, refletir sobre a importância destes trabalhos em parceria, propondo uma relação entre coordenadores enquanto autoridade, não no sentido40 anos, pedagoga com 1 ano e 7 meses de coordenação pedagógica. 59 anos, Pedagoga - Psicopedagoga/ Especializada Em Terapia Familiar, em Transtornos - Autismo e Hiperatividade e MBA em Gestão, com mais de 20 anos de coordenação pedagógica. 48 anos, Fonoaudióloga, pedagoga, especialista em psicomotricidade, com 9 anos de coordenação. Elaborada pela pesquisadora Sendo: Professora A é contratada da escola A de porte pequeno. Professora B é contrata escola B de porte pequeno. Professora C é contratada da escola C de porte médio. Professora D é contratada da escola D de porte grande. Coordenadora E contratada da escola E de porte grande. Coordenadora F contratada da escola F de porte pequeno. Coordenadora G contratada da escola G de porte grande. Assim como pode ser analisado nos gráficos a seguir: Gráfico 1: Professores por porte da escola. Elaborado pela pesquisadora Importa destacar que as escolas A, B, C, D, E, F e G estão localizadas na Cidade do Rio de Janeiro nas regiões da Barra da Tijuca, Jacarepaguá, Tijuca e Méier. Escolher coordenadores e professores de regiões distintas teve o intuito de observar as nuances da execução do trabalho nas diversas realidades investigadas por possuírem questões sociais, Elaborado pela pesquisadora Gráfico 2: Coordenadores por porte da escola. 35 culturais e econômicas, distintas. Portanto, observa-se que as necessidades e os desafios que se apresentam nas escolas sejam diferenciados como mencionado pelos participantes da pesquisa. Essas comparações têm por objetivo verificar se os participantes da pesquisa, possuem os mesmos entendimentos a respeito da necessidade do trabalho em parceria entre coordenadores e professores para o processo de ensino-aprendizagem, questão essa que envolve diretamente a busca pela qualidade no desenvolvimento do trabalho escolar e consequentemente no processo ensino-aprendizagem da escola. 3.2- Análise dos dados. É necessário fazer algumas análises e considerações sobre os resultados que se pretendeu investigar, sendo o objetivo principal da pesquisa compreender a importância da parceria entre a coordenação pedagógica e os professores para o processo ensino- aprendizagem, identificando os entraves e as consequências dessa relação. Buscando compreender os resultados da pesquisa, realizou-se a aplicação de 2 questionários, sendo 1 para professoras e 1 para coordenadoras sendo complementares entre si para se atingir o fim pretendido. Como você percebe e avalia a relação entre a coordenação pedagógica e o corpo docente da escola? Quais os impactos dessa relação? Mesmo que nem todas as professoras tenham uma boa relação com seus coordenadores, todas elas concordam que é importante para o bom funcionamento do trabalho pedagógico e que com uma boa relação coordenadores x corpo docente é possível alcançar melhores resultados e do contrário, resultados muito negativos para o trabalho de ambos. Quando essa relação não se dá de forma amistosa, ambos os profissionais estão privando a instituição e o processo ensino-aprendizagem do crescimento e de melhorias. Destacamos as falas: P.A - Essencial para um bom desenvolvimento do ano letivo. P.B - Uma relação de parceria e comprometimento, alcançando o melhor resultado. P.C - Em minha escola, a relação entre o coordenador e nós professores, não é nada estreita. Os impactos são: falta de comunicação, falta de suporte e falta de audição por parte delas. P.D - Primordial. Se não houver a interação dessas partes, o trabalho sai de rumo. Há complicações que geram problemas para ambas as partes. 36 A avaliação e a percepção das coordenadoras referente à relação com o corpo docente é em maioria avaliada como excelente e maravilhosa, destacando consequências positivas. C.F - A nossa relação é ótima, respeito e responsabilidade para o bem comum dos alunos, professores e Instituição, acompanhada do desejo de crescimento individual de cada membro. C.G - Maravilhosa! A equipe é parceira e abraça os desafios, se empenhando a melhorar sempre. Já a C.E relata que faz essa avaliação através de reuniões diárias para análises de todos os projetos que está sendo trabalhado e avaliando as dificuldades de cada aluno. Destaca-se a fala da coordenadora G “a equipe é parceira e abraça os desafios” mostrando que esta profissional tem a consciência de que as “[...]ações e propostas compartilhadas proporcionam o envolvimento e o compromisso de todos na ação” (PLACCO, 2003, p.45). Esse questionamento está diretamente ligado ao que fora feito para os professores: Você sente segurança e possui liberdade para expressar sua opinião nas reuniões pedagógicas e Conselhos de Classe? Apenas a professora D, entre as 4 professoras participantes, se sente plenamente segura e possui liberdade para expor sua visão em uma reunião ou COC, a professora A não se sente segura, e as professoras B e C sentem-se seguras algumas vezes. Como podemos ver no gráfico abaixo: Gráfico 3- Segurança e liberdade para se expressar Elaborado pela pesquisadora 37 Nesse sentido vale ressaltar que apenas a coordenadora da escola D tem consciência e domínio da “dimensão da comunicação” que, dentre outras, se destacam no ambiente escolar e fazem parte dos saberes específicos que todo coordenador pedagógico deve ter a fim de mediar os professores e incentivá-los a fazerem o mesmo com seus alunos. Para Placco e Souza (2010), tal dimensão deve ser trabalhada para uma comunicação com clareza de expressão de ideias e sentimentos, para compreensão recíproca e possibilitando novos posicionamentos. Esses embates que ocorrem decorrente das relações interpessoais acima expostas no primeiro questionamento, impedem o que deveria ser garantido pelos coordenadores pedagógicos: as manifestações dos professores, o respeito por suas opiniões e pontos de vista, e partindo de uma escuta consciente, identificar e suprir as necessidades deles através de estudos e orientações. Professores e coordenadores devem entender que “as reuniões pedagógicas semanais podem ser a garantia de um tempo privilegiado de ações e decisões em conjunto” (VASCONCELLOS, 2006, p.86). Sobre o trabalho da coordenação pedagógica, foram feitas as seguintes perguntas: Quais são suas principais atribuições no cargo de Coordenador (a) Pedagógico (a)? C.E - Acompanhar os alunos nos passeios pedagógicos, agendar passeios, organizar todos os eventos do colégio, capacitações dos professores entre outros. C.F - Integração do Grupo dos Profissionais da Escola - Professores e Direção, Troca e Formulação do Conteúdo Pedagógico. C.G – Acompanhar o processo ensino-aprendizagem, alunos e professores. Podemos observar nos relatos acima que todas as coordenadoras ao descreverem suas principais funções, citam de formas diferentes a assistência didática-pedagógica aos professores, o que é extremamente necessário. A coordenadora F é a única que se vê como mediadora entre os profissionais da escola, apenas a coordenadora G cita a questão ensino-aprendizagem e somente a coordenadora E cita a capacitação dos professores, no entanto segundo a literatura anteriormente exposta na pesquisa, observou-se um consenso entre diversos autores que a responsabilidade fundamental dos coordenadores pedagógicos é o “desenvolvimento dos professores por meio da aprendizagem que vai se dar pela mediação” (PLACCO; SOUZA, 2010, p.51), zelando pela qualidade do processo ensino-aprendizagem visando atingir o desenvolvimento integral do aluno, que é o fim precípuo da escola. 38 Quais os maiores desafios no exercício da profissão de coordenador(a)pedagógico(a)? C.E - Ocontato direto com diversas opiniões e saber ministra-las de forma que atenda a todos de forma coerente. C.F - Integrar, Motivar e Comprometer os melhores da escola diante do cotidiano da profissão. C.G - Promover uma educação de verdade em um contexto de concorrência onde as práticas são ultrapassadas e sem sentido. As coordenadoras E e F consideram as questões de relação interpessoais o maior desafio, citam divergência de opiniões, integração, motivação e comprometimento da equipe como maiores desafios. Esse, realmente é um desafio que o coordenador precisa ter consciência e acima de tudo criar subsídios para ultrapassar a barreira de uma relação interpessoal mal estabelecida. Para Placco e Souza (2010, p.52) [...]o conhecimento técnico em relação as aprendizagens de como relacionar- se com outros, o domínio de estratégia de relacionamento, a compreensão sobre valores como respeito, tolerância, investimento no outro, implicação etc. São aprendizagens fundamentais desse coordenador, construídas na sua formação inicial e para além dela, em processos intergrupais e intragrupais. Já a coordenadora G, chama atenção com sua fala “promover uma educação de verdade em um contexto de concorrência onde as práticas são ultrapassadas e sem sentido” Na contramão da tão desejada colaboração, as escolas num contexto de competição, buscam desenvolver estratégias para se sobressaírem umas sobre as outras, procurando saber e ofertar exatamente o que os consumidores (pais/alunos) desejam (ou o que é possível fazê-los pensar que é o que precisam). Para Bagley et al. (1996, p.127 apud LIMA; MELO, 2016, p.76), “para que o marketing seja eficaz, as escolas precisam de ter uma visão clara do que os pais pensam, como tomam decisões e o que procuram numa escola. Também exige que as escolas tenham meios eficazes de agir com base neste conhecimento e compreensão.” É de extrema importância que os pais possuam opções para escolher a escola que deseja para seu(s) filho(s), tendo em vista que as pessoas são diferentes, possuem visões distintas sobre a “educação de verdade”, os valores que desejam que seus filhos aprendam etc. Mas será que a família tem conhecimento pedagógico? A escola precisa se adaptar 39 realmente a toda exigência familiar (como acontece em muitas escolas, principalmente de porte pequeno, com a justificativa de não poder perder cliente)? Será que ler e escrever precede ao brincar, a aprender valores essenciais para a vida em sociedade como o respeito ao próximo, o autoconhecimento e controle das emoções? Por esse motivo existem escolas com diversas metodologias e tendências pedagógicas, nesse sentido cabe à escola ter seus pressupostos pedagógicos assumidos e orientar aos pais, no momento da visita à escola para a possível futura matrícula como é o funcionamento da escola, quais são as bases em que essa escola está fundamentada para que no futuro, não seja exigido por esses mesmos pais algo que não está de acordo com a visão da escola, prevenindo conflitos. Por esse motivo existe uma necessidade muito grande de que todos tenham conhecimento da identidade da sua escola, o PPP, e participem da elaboração dele que é um guia para toda a comunidade escolar. Você se considera responsável por engajar os professores nas tomadas de decisão da escola, incentivando-os a trabalharem de forma mais reflexiva e crítica? Acredita que dessa forma a identidade profissional do professor se fortalece? C.E - Às vezes. C.F - Sim, uma Equipe de Trabalho unida, responsável, comprometida e bem remunerada dará sempre certo [...]. C.G - Sim, a todo momento. Apenas a coordenadora E sente-se responsável por engajar os professores algumas vezes, as demais coordenadoras, se consideram responsável por esse engajamento sempre, a todo momento, demonstrando que têm consciência que o trabalho em equipe é uma fonte inesgotável para superação de problemas, valorização e o fortalecimento da identidade profissional. Candau (2011, p.57) entende que exista uma urgência para uma “prática coletiva, construída conjuntamente por grupos professores ou por todo o corpo docente de uma determinada instituição escolar”, nesse sentido o coordenador pedagógico pode promover o engajamento entre os professores possibilitando que expressem seus problemas, medos e anseios, sucessos e fracassos quanto as práticas e metodologias adotadas, facilitando a comunicação e compartilhamento de experiências entre os educadores, através da organização administrativa de espaço e tempo para promover esses encontros, e partindo da escuta e troca de experiências, identificar problemas e atuar em cima deles, promover a educação continuada através de estudos 40 sobre a reflexão da prática o que será muito útil para o fortalecimento de suas identidades profissionais. Dessa forma os professores entendem que não estão sozinhos e que “[...]a experiência de cada um é também, de certa maneira a experiência de todos” (TARDIF 2007, p.53), podendo se ajudar e se fortalecer mutuamente, replicando modelos, ações que obtiveram êxito, aplicando em suas salas de aula, adequando esses modelos a sua realidade e a realidade de seus alunos, e também aproveitando as experiências negativas que tiveram, se um dia passar por algo parecido, terá uma possível solução que fora compartilhada anteriormente. Ainda sobre esse tópico foram feitos dois questionamentos para os professores: Recebe assistência em suas dificuldades por parte da coordenação pedagógica? Das 4 professoras entrevistadas apenas a P.D recebe assistência sempre que precisa, a P.A não recebe assistência e as professoras B e C recebe assistência de suas coordenadoras mas poucas vezes, assim como podemos observar no gráfico a seguir: Gráfico 4 - Professoras recebem assistência da coordenação. Elaborado pela pesquisadora O pensamento de diversos autores utilizados no referencial teórico é uniforme quanto à prestação de assistência didático-pedagógica aos professores ser uma função inerente aos coordenadores. Para Lück (2013, p.22) também é crucial que o coordenador preste assistência sistemática aos professores, no sentido de melhorar continuamente seu desempenho, pois somente se poderá afirmar que a educação melhorou a partir do momento em que houver melhora na sala de aula, isto é, na maneira como se desenvolve o processo ensino-aprendizagem. O desempenho do professor em termos de seus conhecimentos, atitudes e habilidades com relação ao processo ensino- aprendizagem são o cerne da melhoria da qualidade da educação. 41 No entanto como podemos observar através da análise desses dados, não é o que está acontecendo na prática, ou pelo menos não da forma como deveria. Qual a expectativa que você tem do trabalho da coordenação pedagógica? Tem atendido a esta expectativa? P.A - Que ela venha a suprir as minhas necessidades pedagógicas. Não, nessa escola em que leciono sou cobrada em tempo integral por várias coisas, tenho acúmulo de função, a coordenadora não me auxilia como deveria, ela tem dificuldades em ser ética, inventa um monte de coisas para fazer mesmo sabendo que nós precisamos cumprir os prazos das apostilas, avaliações, portfólios. As xerox chegam com atraso e há falta de material escolar, principalmente de carga para caneta de quadro branco. Esse ano está complicado demais dar conta de tudo que nos é solicitado. P.B - Deixa a desejar em alguns aspectos. Não atende todas as minhas expectativas. Em inúmeras vezes, atende somente as demandas familiares e da própria instituição. P.C - A coordenação precisa nos dar suporte, ajuda e ideias. Não, somente dizer o que nós, professores, temos que fazer em determinado momento. A coordenação precisa ouvir o que nós temos de experiência e bagagem. P.D - Nessa escola em que euleciono para os adolescentes, a coordenação funciona muito bem e está sempre disponível para nós atender e nos orientar. Sim. A professora D é a única plenamente satisfeita com sua coordenadora, esta que se mostra sempre disponível para atendimento e orientação ao corpo docente. A professora B fala que sua coordenadora deixa a desejar dentro das expectativas docente, dando muito mais atenção às demandas da família e da própria escola. Podemos entender que as professoras das escola A e C gostariam de suporte pedagógico, e por suas falas entendemos o perfil de suas coordenadoras como impositivas, que trazem projetos e tarefas prontas para serem cumpridas, sem que o professor participe da formulação de tais objetivos, que não valorizam suas experiências que se antecedem ao momento presente e não sabem ouvir suas professoras, nesse sentido essas coordenadoras além de mais organização e planejamento do trabalho, embora o planejamento precise ser flexível, ele também precisa ser respeitado e se por ventura precisar ser alterado que seja com consentimento da equipe docente visto que é ela que 42 está na linha de frente, ou seja na sala de aula diretamente com seus alunos, elas também precisam ter o que Dewey (1959, p.43 apud CORRADINI; MIZUKAMI, 2011, p.55) entende por mentalidade aberta [...] a ausência de preconceitos, de parcialidades e de qualquer hábito que limite a mente e a impeça de considerar novos problemas e de assumir novas ideias e que integra um desejo ativo de escutar mais do que um lado, de acolher os fatos independentemente da sua fonte, de prestar atenção sem melindres a todas as alternativas, de reconhecer o erro mesmo relativamente àquilo em que mais acreditamos. Ainda foram feitos os seguintes questionamentos referentes à formação continuada: Você considera a formação continuada uma importante aliada para a melhoria do processo ensino-aprendizagem? Todas as participantes da pesquisa, coordenadoras e professoras, foram unânimes em dizer que a formação continuada é uma aliada muito importante para melhorar o processo ensino-aprendizagem. Gráfico 5 - Importância da formação continuada para aprendizagem discente. Elaborado pela pesquisadora A educação continuada é um direito legitimado de todos os profissionais da educação, sobretudo dos professores. Como você avalia a relação entre a formação continuada do professor e aprendizagem discente? Quando pensamos em educação continuada partimos do princípio da “consciência do inacabamento”, ela permite que os saberes sejam atualizados e que as temáticas que sejam aprofundadas, um novo saber assim como a C.F mencionou pode ser entendido como um novo desafio, algo a ser dominado. É fundamental como disse a C.G que o 43 professor esteja sempre em busca do novo, para acompanhar as constantes transformações e desenvolver um trabalho de excelência com os alunos como bem disse a C.E. A formação continuada do professor tem ligação direta com a aprendizagem do aluno pois “é o potencial do professor canalizado para o processo de ensino-aprendizagem que “faz diferença” nesse processo (FOSTER, 1969 apud LUCK,2013, p.45) C.E - De forma que o professor que sempre está procurando e buscando aprendizados podará desenvolver um excelente trabalho para com seus alunos e nunca deixar que seu trabalho se torne mecanizado. C.F - Renovação de desafios. C.G – Fundamental. Na escola que você coordena/leciona acontece a formação continuada? Nas escolas E e G sempre acontece a formação continuada, nas A e C não acontece formação continuada, nas escolas B, D e F acontece, mas poucas vezes. As respostas das C.E e C.F se completam nessa questão em relação à anterior, pois considerem fundamental para o desenvolvimento do trabalho do professor x aprendizagem discente. Já a coordenadora F que considera a formação continuada relacionada a aprendizagem do aluno como uma renovação de desafios, acontece poucas vezes, potencialmente de forma pontual quando identificado alguma anormalidade, sendo necessário desconstruir a ideia de formação continuada como acumulação de conhecimento técnico e científico, mas tratá-la como uma prática social. Para Libâneo (2015, p. 73) “a formação continuada é condição indispensável para a profissionalização, que se põe como requisito para a luta por melhores salários e melhores condições de trabalho, assim como para o exercício responsável da profissão, o profissionalismo”. Gráfico 6- Formação continuada na escola - professoras. Gráfico 7- Formação continuada na escola – coordenadoras. 44 Elaborado pela pesquisadora Elaborado pela pesquisadora Como você conduz a elaboração do PPP da escola? Quem participa? C.E - É realizado entre a direção, coordenadores pedagógicos e professores. C.F - O governo está fazendo uma cobrança das escolas porém ele mesmo não fez e não sabe as diretrizes...Diria que é uma burocracia, não existe isso em lugar algum no mundo. Muita burocracia e pouco investimento. Nem o ministro e seus assessores sabe o que é, nem por onde começar. Só apenas temos que entregar para CRE ...brincadeira. C.G - O ppp é da rede, feito por equipes de todas as escolas. Percebe-se que nenhuma das entrevistadas assume-se como responsável pela condução da elaboração do PPP. Chama atenção a resposta da C.F para uma falta de clareza quanto a esse documento. O Projeto político pedagógico da escola não é e não pode ser entendido apenas como uma burocracia, mas um documento vivo, “um documento que propõe uma direção política e pedagógica para o trabalho escolar, formula metas, prevê as ações, institui procedimentos e instrumentos de ação." LIBÂNEO (2005, p.345). O PPP tem como marco a LDB que é a nossa lei maior da Educação, por meio dela as escolas ganharam autonomia para a criação do PPP como podemos ver no artigo 12 “ Os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino, terão a incumbência de: I - elaborar e executar sua proposta pedagógica”(BRASIL, artigo 12, inc.I, ênfase adicionada), ou seja dá plena liberdade para a escola, respeitando as normas gerais da educação, criar sua própria identidade, organizar, explicitar e respaldar-se com suas práticas. Para maior esclarecimento sobre este documento, de acordo com Lopes (2010) deve constar nele a missão que responde as seguintes questões: "Para nós, o que é Educação?" e "Que aluno queremos formar?" que irá definir o marco referencial da instituição, pode-se buscar referências nos planos municipais e estaduais de Educação. A descrição da clientela, dados sobre a aprendizagem (aprovação, reprovação, evasão, dados quantitativos da avaliação interna e externa), recursos (estrutura física, recursos humanos e materiais, material pedagógico), relação com as famílias (como as famílias podem contribuir para os projetos da escola), diretrizes (currículo escolar) pode buscar auxilio para https://www.jusbrasil.com.br/topicos/11694640/art-12-da-lei-de-diretrizes-e-bases-lei-9394-96 https://www.jusbrasil.com.br/topicos/11694606/art-12-inc-i-da-lei-de-diretrizes-e-bases-lei-9394-96 45 construção desse documento nas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs), Referenciais Curriculares para a educação e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), por fim o plano de ação (projetos e ações institucionais). Todas essas informações devem ser pensada por cada escola, afinal cada instituição é única (mesmo que pertencente a uma rede o que fará com que tenham alguns pontos comuns) e cabe ao coordenador pedagógico “figura imprescindível na implementação e desenvolvimento do projeto político pedagógico” (PLACCO; SOUZA, 2010, p.48) unir esforços para que esse documento tão relevante para aidentidade, a autonomia e a construção de um clima colaborativo, em que toda equipe deve sentir-se responsável pelos objetivos traçados e resultados alcançados, para as escolas seja um documento dinâmico, vivo e de interação com a comunidade escolar. Possui autonomia para agir em sala de aula e inovar quanto as metodologias adotadas? Participa da criação de projetos, reformulação do PPP e do currículo? P.A - Não mesmo. P.B - Sim, existe uma contribuição dentro do planejamento mensal. Quanto ao PP NÃO TENHO INFORMAÇÕES. P.C - Sim, a escola nos dá essa liberdade, porém não há o suporte necessário. Ex: Falta de materiais. Não participamos de nada. A escola é um pouco engessada. P.D - A coordenação gosta de ser informada sobre qualquer alteração maior. Não participo da construção do PPP nem do currículo. As professoras B e C, tem autonomia para trazer inovações a sala de aula, em contraste com essa liberdade a professora C não recebe suporte para implementar essas alterações. A professora A não possui nenhuma autonomia para atuar em sala de aula, e a D precisa informar quanto a mudanças significativas. Nenhuma das professoras participa da construção do PPP da escola e a professora B reforça que não tem nem informações deste documento. Como já fora citado anteriormente o PPP é a identidade da escola exposta em um documento que deve nortear todas as ações do dia a dia, as responsabilidades de toda comunidade escolar e ainda um documento flexível, aberto para incluir a qualquer momento alterações como por exemplo projetos que surgem com a reflexão da ação, com a detecção de alguma problemática, de forma preventiva ou até corretiva. Para Vasconcellos, 46 o PPP “é um instrumento teórico-metodológico que visa ajudar a enfrentar os desafios do cotidiano da escola, só que de uma forma refletida, consciente, sistematizada, orgânica e, o que é essencial, participativa. E uma metodologia de trabalho que possibilita ressignificar a ação de todos os agentes da instituição” (VASCONCELLOS, 1995, p. 143). A LDB no seu artigo 3º, traz o princípio da gestão democrática para os sistemas de ensino e também no artigo 14, agora com foco na construção do Projeto Político- Pedagógico, que deve ser um documento escrito a muitas mãos. Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática do ensino público na educação básica, de acordo com as suas peculiaridades e conforme os seguintes princípios: I - participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola; (BRASIL, 1996). Por fim, foi possível fazer uma análise comparativa das respostas obtidas por todas as participantes com relação ao tempo de atuação em seus cargos e suas formações. Quanto suas formações, todas as coordenadoras possuem o curso de Pedagogia que as habilitam para tal função, assim estando em concordância com a LDB 9.394/96 que estabelece em seu art. 64 que: A formação de profissionais de educação para administração, planejamento, inspeção, supervisão e orientação educacional para a educação básica, será feita em cursos de graduação em pedagogia ou em nível de pós-graduação, a critério da instituição de ensino, garantida, nesta formação, a base comum nacional. (BRASIL, 1996) Já as professoras, todas possuem nível superior, as professoras A e D superior completo Licenciatura em Ciências Biológicas e B e C ensino médio completo no curso normal e superior cursando Licenciatura em Pedagogia, dessa forma estando também devidamente qualificadas ao exercício da profissão conforme ajustado pela LDB 9.394/96 no seu artigo 62: A formação de docentes para atuar na educação básica far-se-á em nível superior, em curso de licenciatura plena, admitida, como formação mínima para o exercício do magistério na educação infantil e nos cinco primeiros anos do ensino fundamental, a oferecida em nível médio, na modalidade normal. (BRASIL, 1996) Na pesquisa, todas as coordenadoras, independente de formação e tempo de experiência, citam como uma de suas principais funções a prestação de assistência aos professores, seja em forma de capacitação, de interação ou acompanhamento do processo ensino-aprendizagem e como seus maiores desafios questões muito ligadas à relação interpessoal que desenvolvem com sua equipe como motivar e integrar, e lidar com opiniões diferentes. Provando mais uma vez, o quanto esse aspecto é importante para o desenvolvimento do trabalho escolar. No entanto, as professoras quando questionadas se 47 recebem assistência de suas coordenadoras pedagógica apenas a professora D, que trabalha em escola de porte médio recebe assistência sempre que necessita. Também quanto às expectativas, as professoras possuem respostas em comum frente o trabalho do (a) coordenador (a), elas esperam de seus coordenadores ajuda, suporte pedagógico e ideias, deixando claro que precisam ser ouvidas, demonstrando que muitas vezes não se sentem parte integrante de um projeto, mas recebem o projeto de forma imposta. Apenas a P.D que possui 16 anos de experiência como docente, está plenamente satisfeita com o trabalho de sua coordenadora. Embora a literatura aponte o coordenador como figura indispensável no desenvolvimento do implementação do PPP mas na prática como pôde ser percebido por meio da pesquisa de campo, nenhuma coordenadora se assumiu responsável por tal elaboração, todas as elas falaram de forma muito genérica como a construção é feita, destacou-se a resposta da coordenadora F que embora tenha 20 anos de experiência enquanto coordenadora além da formação em pedagogia e especialização em psicopedagogia, terapia familiar e em transtornos do espectro autista e hiperatividade e também MBA em Gestão, afirmou que o PPP não passa de uma burocracia, demonstrando não ter conhecimento ou simplesmente não dando a devida importância a este documento. Quanto as professoras, nenhuma delas participa desse processo. Podendo ser constatado que nesse aspecto, as recomendações recebidas pela nossa Lei maior da Educação a LDB, BNCC entre outros documentos, estão sendo desconsideradas nessas escolas. Todas as participantes da pesquisa concordam que a formação continuada é uma importante aliada na melhoria do processo ensino-aprendizagem, mas esse percentual não se mantém quando a questão é se ela acontece no local de trabalho destas mesmas pessoas, mesmo com tantos documentos legais da educação trazendo a formação continuada nas escolas como orientação. Essa pesquisa apontou junto as coordenadoras que nas escolas de grande porte sempre acontece a formação continuada ou seja as escolas das C.E que atua nessa função há 1 ano e 7 meses e a da C.G experiente como coordenadora a 9 anos, já na escola de porte pequeno algumas vezes, coordenada pela C.F. E junto as professoras, nas escolas pequenas onde são contratadas as professoras A e C, não acontece e nas escolas porte grande da P.B e médio da P.D acontece, mas poucas vezes. Para Libâneo (2015, p. 73) “a formação continuada é condição indispensável para a profissionalização, que se põe como requisito para a luta por melhores salários e melhores condições de trabalho, assim como para o exercício responsável da profissão, o profissionalismo”. 48 Também podemos fazer essa análise referindo-nos ao porte das escolas, baseando-nos nas respostas coletada. As escolas de porte pequeno apresentam maior dificuldade para estabelecer essas relações em prol de um trabalho em parceria pois por parte das professoras não se sentem seguras para se expressar, a formação continuada não acontece e não são ouvidas. Por parte da coordenadora, O PPP não passa de burocracia e a formação continuada ocorre, mas poucas vezes. Talvez essa dificuldade não seja por falta de capacitação pois nessa categoria a coordenadora possui muitos diplomas e vasto tempo de experiência, mas talvez por acúmulo de funçõesem decorrência de menor números de funcionários, falta de material para as professoras como citado pela professora C que diz possuir liberdade para contribuir com novas metodologias em sala de aula porém não recebe suporte para implementá-las, entre outros que caberia outras investigações para poder concluir essa resposta, mas estão aqui representadas algumas hipóteses. A escola de porte médio, representada pela professora D, apresenta uma característica que não foi apresentada em nenhuma outra, a coordenadora está sempre disponível a atender os professores e ajudá-los o que a faz sentir sempre confiante e com liberdade para se expressar nas reuniões e COCs, mesmo que essa professora não participe do PPP e a formação continuada ocorra, mas poucas vezes, esta professora está satisfeita com o trabalho de sua coordenadora. E por fim as escolas de grande porte que por parte das coordenadoras, demostraram dominar essa parceria, valorizando a formação continuada, integrando as equipes (professores, coordenadores e diretores) para formulação do PPP e tendo domínio de suas funções, e por parte da professora representante dessa categoria, P.B na questão quanto a relação coordenação x professores, embora informe avaliar como “uma relação de parceria e comprometimento, alcançando o melhor resultado” a formação continuada em sua escola acontece, mas poucas vezes, nem sempre ela se sente segura e com liberdade para expressar-se nas reuniões e COC,s e informa que muitas vezes a coordenadora tende apenas as demandas da família e da instituição em si, deixando de realizar uma prestação de assistência aos professores. Podemos concluir nessa análise final que nem a quantidade de diplomas, tempo de experiência, ou porte das escolas pode ser considerados sinônimo ou garantia de melhor qualidade, haja vista que a coordenadora E possuidora do menor tempo de experiência e a única das coordenadoras que não possui especialização, também foi a única a apontar como um de suas principais funções a formação continuada do professor e dessa forma, contribuindo para o fortalecimento da identidade do professor, além da 49 melhoria para a qualidade do processo ensino-aprendizagem. E a coordenadora F com maior número de especializações e maior tempo de experiencia desconsidera a importância do papel do PPP em uma escola para toda sua comunidade escolar e para seu trabalho em si. 50 4 CONCLUSÃO A proposta de compreender a importância da parceria entre coordenação e professores para o processo ensino-aprendizagem nos conduziu a algumas reflexões e considerações importantes, especialmente para aqueles que pretendem atuar no campo da Coordenação Pedagógica. A pesquisa analisou a seguinte temática: A importância da parceria entre coordenação pedagógica e professores no processo de ensino- aprendizagem nas escolas privadas. O tema é de suma importância para o desenvolvimento de um clima mais respeitoso e saudável em uma sociedade altamente mutável. Nas relações sociais da atualidade há uma urgência em estabelecer parâmetros que sejam pautados na parceria e colaboração entre os indivíduos, na simpatia, na empatia entre tantos outros aspectos necessários para uma vida em sociedade mais saudável. Nesse sentido não há como a escola e seus atores se manterem aquém desse movimento de contribuição social. De acordo com essa perspectiva pesquisar a importância da parceria entre coordenação pedagógica e professores no processo de ensino-aprendizagem nas escolas privadas é de filial importância também para o meio acadêmico, entendendo que a universidade é produtora de conhecimento e responsável por apresentar os resultados de suas pesquisas para a sociedade de forma a contribuir ativamente nas problemáticas sociais. Para isto buscamos explicitar os saberes necessários ao fazer docente, constatou- se que o professor, figura central para a eficácia o processo ensino-aprendizagem, por ser um profissional de interações que lida a todo tempo com pessoas e relações humanas precisa motivar-se e motivar seu alunos constantemente, para isso precisa além de uma boa relação interpessoal com os educandos, de uma pluralidade de saberes que adquire na sua formação inicial, e para além dela na sua prática cotidiana e ao longo de sua carreira através da formação continuada, para tanto esse profissional precisa ser constante investigador. Procuramos explanar as funções dos coordenadores pedagógicos, podendo ser sintetizadas em planejar, coordenar, gerir, avaliar e integrar o trabalho pedagógico sobretudo, prestando assistência sistemática a equipe de professores visando garantir a qualidade do ensino-aprendizagem. O coordenador precisa ter conhecimento técnico e teórico, uma vez que é o responsável por prestar assistência sistemática e metodológica aos professores, por isso necessita “se dedicar à sua formação, assumindo- se como 51 profissional que busca, permanentemente, superar os desafios de sua prática” (PLACCO; SOUZA, 2010, p.49). A fim de desenvolver suas funções com menos resistência deve apoiar-se em uma prática mais humanizada, sustentando as relações interpessoais de forma acolhedora e respeitosa, dessa maneira desenvolver espaços de formação continuada, reflexão e troca de experiências que impulsione melhorias das práticas pedagógicas e consequentemente do processo ensino-aprendizagem. Propusemos ações onde o coordenador pedagógico as desenvolva de forma democrática, favorecendo interações com os diversos profissionais que atua, estabelecendo parceria com os professores nas participações das tomadas de decisões da escola, agindo de forma mais crítica e reflexiva das ações que desempenham. Trouxemos como orientação a realização conjunta dos planejamentos do currículo escolar, do projeto político pedagógico e o planejamento escolar, que são o princípio norteador de todas as práticas que se estabelecem na escola; as orientações didático-pedagógicas com vista para interlocução participativa, a antecipação aos conflitos, a avaliação do processo ensino- aprendizagem e a formação continuada, que irá influenciar não somente a qualidade do processo ensino-aprendizagem, mas também tornará o ambiente mais colaborativo e harmônico, favorecendo o desenvolvimento integral do aluno. Esse estudo buscou reacender as discussões a respeito da importância da parceria entre coordenador pedagógico e os professores para o processo ensino-aprendizagem nas escolas privadas com vias a valorização do professor, que é a pessoa que está em contato direto com os alunos atuando diretamente como autor e coautor deste processo supracitado, visando sua participação de forma mais democrática nas tomadas de decisões da escola em parceria com o coordenador pedagógico, como na construção do PPP, currículo escolar, na escolha do material didático entre outros e a necessidade da formação continuada dos professores e coordenadores para a melhoria na qualidade do ensino-aprendizagem que ocorre no chão da escola, pois é por meio desses profissionais que a educação irá atingir um patamar de excelência, e para que tudo isso ocorra é necessário ter uma boa relação entre coordenadores e professores, onde a escola seja um ambiente colaborativo e não competitivo ou impositivo. Comprovou-se com a pesquisa que, tanto professoras quanto coordenadoras consideram primordial o desenvolvimento de boas relações entre coordenação pedagógica e corpo docente para o bom desenvolvimento do trabalho pedagógico, destacando impactos muito positivos para tal e muito negativos quando as relações não ocorrem de forma amistosa, como por exemplo a falta de segurança e liberdade para expor 52 suas opiniões em reuniões de trabalho e Conselhos de Classe, podendo limitar o compartilhamento de ideias e o crescimento do grupo e da escola em si. Podemos concluir que a prática ea teoria ainda estão muito discrepantes no que tange ao trabalho do coordenador pedagógico em parceria com os professores. Um dos pontos centrais da presente pesquisa foi compreender a importância da parceria entre coordenação e professores, sendo assim, por meio da contribuição bibliográfica de autores respeitados e fidedignos no assunto a pesquisa atingiu seu objetivo uma vez que é possível observar ao longo do trabalho a importância e os benefícios dessa parceria. No entanto, quando direcionado para a prática ou seja, na pesquisa de campo observou-se que a parceria do coordenador com os professores ainda acontece de forma tímida e até nula em alguns pontos que foram ressaltados na pesquisa, não por falta de incentivo pois existe recomendações legais para um trabalho com vistas a gestão democrática- participativa, mas muito provável pela incapacidade de estabelecer diálogo. O diálogo pode ser a porta para a solução de muitas dificuldades que permeiam essas relações, e para juntarem esforços a fim de construírem um ambiente harmonioso e colaborativo, pautado pelo respeito às diferenças, tendo em mente que esses espaços para dialogar é um solo fértil, e que o grupo, os alunos, escola e a Educação, perdem a oportunidade de crescer e melhorar quando esses momentos são dispensados. Portanto é necessário que tanto professores quanto coordenadores tenham consciência da importância do seu trabalho, mas também e principalmente dos benefícios e da importância dessas interações, do trabalho em parceria. Essa consciência não é de toda nula, como podemos identificar com a pesquisa, haja vista que todas as participantes trouxeram consequências positivas para quando a relação de coordenadores e professores acontece de forma amistosa, mas não se traduz na prática. De acordo com o tema da pesquisa e pensando na progressão dos debates e no incentivo a novas pesquisas, não no sentido de encerrar as discussões a respeito dessa temática mas de ampliar as possibilidades uma vez que reafirmamos o caráter altamente mutável da sociedade; uma proposta futura é desenvolver pesquisas e práticas que propiciem um movimento conscientizador partindo do compartilhamento de eventos pontuais que tem resultados bem-sucedidos, aspirando universalizar essas experiências tão admiráveis e que podem e devem ser adaptadas para cada realidade, melhorando significativamente além do ambiente de trabalho, o processo ensino-aprendizagem. 53 Reafirmamos a ideia de que esse trabalho não tem a pretensão de constituir-se em resposta para todas as questões acerca do coordenador pedagógico e a relação com professores no processo de ensino-aprendizagem nas escolas privadas, portanto espera ser mobilizadora para que novas investigações venham a contribuir para a compreensão desse campo ainda pouco explorado. 54 5 REFERÊNCIAS ALTET, Marguerite. 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Atenciosamente, Thaís Régis Graduanda em Licenciatura em Pedagogia da Unicarioca. 58 I- IDENTIFICAÇÃO: 1- Nome: Coordenadora E 2- Idade: 40 3- Formação Completa: Pedagogia. 4- Tempo no cargo de Coordenação Pedagógica: 1 ano e 7 meses. 5- Escola de porte: ( ) pequeno ( ) médio ( x) grande II- ROTEIRO DA ENTREVISTA: 1- Quais são suas principais atribuições no cargo de Coordenação Pedagógica? Resposta: Acompanhar os alunos nos passeios pedagógicos, agendar passeios, organizar todos os eventos do colégio, capacitações dos professores entre outros. 2- Quais os maiores desafios no exercício da profissão de coordenador(a) pedagógico(a)? Resposta: O contato direto com diversas opiniões e saber ministra-las de forma que atenda a todos de forma coerente. 3- Como você percebe e avalia a relação coordenação-docentes que acontece na sua escola, de que forma essa relação influencia seu trabalho? Resposta: Com reuniões diárias para análises de todos os projetos que está sendo trabalhado e avaliando as dificuldades de cada aluno. 4- Você considera a formação continuada dos professores uma importante aliada para a melhoria do processo ensino-aprendizagem? (x) Sim, sempre. ( ) Sim, mas poucas vezes. ( ) Não. 5- Na escola que você coordena acontece a formação continuada? (x) Sim, sempre. ( ) Sim, mas poucas vezes. ( ) Não. 59 6- Como você avalia a relação entre a formação continuada do professor e aprendizagem discente? Resposta: De forma que o professor que sempre está procurando e buscando aprendizados podara desenvolver um excelente trabalho para com seus alunos e nunca deixar que seu trabalho se torne mecanizado. 7- Como você conduz a elaboração do PPP da escola? Quem participa? Resposta: É realizado entre a direção, coordenadores pedagógicos e professores. 8- Você se considera responsável por engajar os professores nas tomadas de decisão da escola, incentivando-os a trabalharem de forma mais reflexiva e crítica? Acredita que dessa forma a identidade profissional do professor se fortalece? Resposta: As vezes. 60 UNICARIOCA CURSO DE GRADUAÇÃO EM PEDAGOGIA TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO Prezado (a), Convidamos você a participar de uma pesquisa acadêmica direcionada aos coordenadores pedagógicos das escolas de rede privada da Educação Básica. O Relatório de Pesquisa intitulado “A importância da parceria entre Coordenação Pedagógica e Professores no processo de ensino-aprendizagem nas escolas privadas” é desenvolvido por Thaís Régis, aluna do Curso de Licenciatura em Pedagogia da Unicarioca, orientado pela professora Sandra Sierra. Contamos com sua participação no questionário, que contribuirá para a compreensão do fenômeno estudado. A sua participação é voluntária e asseguramos que as informações que possam identificá- lo (a) serão omitidas na apresentação final dos resultados. Atenciosamente, Thaís Régis Graduanda em Licenciatura em Pedagogia da Unicarioca. 61 I- IDENTIFICAÇÃO: 1- Nome: Coordenadora F 2- Idade: 59 3- Formação Completa: Superior em Pedagogia - Psicopedagoga/ Especialização Em Terapia Familiar, Especialização em Transtornos - Autismo e Hiperatividade e MBA em Gestão. 4- Tempo no cargo de Coordenação Pedagógica: Na escola atual 8 anos, porém atuo como coordenadora há mais de 20 anos. 5- Escola de porte: (x) pequeno ( ) médio ( ) grande II- ROTEIRO DA ENTREVISTA: 1- Quais são suas principais atribuições no cargo de Coordenação Pedagógica? Resposta: Integração do Grupo dos Profissionais da Escola - Professores e Direção, Troca e Formulação do Conteúdo Pedagógico 2- Quais os maiores desafios no exercício da profissão de coordenador(a) pedagógico(a)? Resposta: Integrar, Motivar e Comprometer os melhores da escola diante do cotidiano da profissão. 3- Como você percebe e avalia a relação coordenação-docentes que acontece na sua escola, de que forma essa relação influencia seu trabalho? Resposta: A nossarelação é ótima, respeito e responsabilidade para o bem comum dos alunos, professores e Instituição, acompanhada do desejo de crescimento individual de cada membro. 4- Você considera a formação continuada dos professores uma importante aliada para a melhoria do processo ensino-aprendizagem? (x) Sim, sempre. ( ) Sim, mas poucas vezes. ( ) Não. 5- Na escola que você coordena acontece a formação continuada? ( ) Sim, sempre. (x) Sim, mas poucas vezes. 62 ( ) Não. 6- Como você avalia a relação entre a formação continuada do professor e aprendizagem discente? Resposta: Renovação de desafios 7- Como você conduz a elaboração do PPP da escola? Quem participa? Resposta: O governo está fazendo uma cobrança das escolas porém ele mesmo não fez e não sabe as diretrizes...Diria que é uma burocracia, não existe isso em lugar algum no mundo. Muita burocracia e pouco investimento. Nem o ministro e seus assessores sabe o que é, nem por onde começar. Só apenas temos que entregar para CRE ...brincadeira. 8- Você se considera responsável por engajar os professores nas tomadas de decisão da escola, incentivando-os a trabalharem de forma mais reflexiva e crítica? Acredita que dessa forma a identidade profissional do professor se fortalece? Resposta: Sim, uma Equipe de Trabalho unida, responsável, comprometida e bem remunerada dará sempre certo. Quando mais nova passei em dois concursos para trabalhar no serviço público como professora porém nunca trabalhei pois apesar de ter uma cobrança, prefiro trabalhar no serviço particular. Esse ano tive um convite que assumiu da secretaria do estado na Educação. Fiquei super feliz pelo reconhecimento mas sistema público nem pensar. 63 UNICARIOCA CURSO DE GRADUAÇÃO EM PEDAGOGIA TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO Prezado (a), Convidamos você a participar de uma pesquisa acadêmica direcionada aos coordenadores pedagógicos das escolas de rede privada da Educação Básica. O Relatório de Pesquisa intitulado “A importância da parceria entre Coordenação Pedagógica e Professores no processo de ensino-aprendizagem nas escolas privadas” é desenvolvido por Thaís Régis, aluna do Curso de Licenciatura em Pedagogia da Unicarioca, orientado pela professora Sandra Sierra. Contamos com sua participação no questionário, que contribuirá para a compreensão do fenômeno estudado. A sua participação é voluntária e asseguramos que as informações que possam identificá- lo (a) serão omitidas na apresentação final dos resultados. Atenciosamente, Thaís Régis Graduanda em Licenciatura em Pedagogia da Unicarioca. 64 I- IDENTIFICAÇÃO: 1- Nome: Coordenadora G 2- Idade: 48 anos 3-Formação Completa: Fonoaudiologia, pedagogia, especialista em psicomotricidade 4- Tempo no cargo de Coordenação Pedagógica: 9 anos 5- Escola de porte: ( ) pequeno ( ) médio (x) grande II- ROTEIRO DA ENTREVISTA: 1- Quais são suas principais atribuições no cargo de Coordenação Pedagógica? Resposta: Acompanhar o processo ensino aprendizagem, alunos e professores. 2- Quais os maiores desafios no exercício da profissão de coordenador(a) pedagógico(a)? Resposta: Promover uma educação de verdade em um contexto de concorrência onde as práticas são ultrapassadas e sem sentido. 3- Como você percebe e avalia a relação coordenação-docentes que acontece na sua escola, de que forma essa relação influencia seu trabalho? Resposta: Maravilhosa! A equipe é parceira e abraça os desafios, se empenhando a melhorar sempre. 4- Você considera a formação continuada dos professores uma importante aliada para a melhoria do processo ensino-aprendizagem? (x) Sim, sempre. ( ) Sim, mas poucas vezes. ( ) Não. 5- Na escola que você coordena acontece a formação continuada? (x) Sim, sempre. ( ) Sim, mas poucas vezes. ( ) Não. 65 6- Como você avalia a relação entre a formação continuada do professor e aprendizagem discente? Resposta: Fundamental. 7- Como você conduz a elaboração do PPP da escola? Quem participa? Resposta: O ppp é da rede, feito por equipes de todas as escolas. 8- Você se considera responsável por engajar os professores nas tomadas de decisão da escola, incentivando-os a trabalharem de forma mais reflexiva e crítica? Acredita que dessa forma a identidade profissional do professor se fortalece? Resposta: Sim, a todo momento. 66 APÊNDICE B UNICARIOCA CURSO DE GRADUAÇÃO EM PEDAGOGIA TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO Prezado (a), Convidamos você a participar de uma pesquisa acadêmica direcionada aos professores das escolas privadas de Educação Básica. O Relatório de Pesquisa intitulado “A Importância Da Parceria Entre Coordenação Pedagógica E Professores No Processo De Ensino-Aprendizagem Nas Escolas Privadas” é desenvolvido por Thaís Régis, aluna do Curso de Licenciatura em Pedagogia da Unicarioca, orientado pela professora Sandra Sierra. Contamos com sua participação no questionário, que contribuirá para a compreensão do fenômeno estudado. A sua participação é voluntária e asseguramos que as informações que possam identificá- lo (a) serão omitidas na apresentação final dos resultados. Atenciosamente, Thaís Régis Graduanda em Licenciatura em Pedagogia da Unicarioca. 67 I- IDENTIFICAÇÃO: 1- Nome (fictício): Professora A 2- Idade: 36 anos 3- Formação Completa: Licenciatura em Ciências Biológicas 4- Tempo de docência: 16 anos 5- Escola de porte: (x) pequeno ( ) médio ( ) grande II- ROTEIRO: 1- Como você percebe e avalia a relação entre a coordenação pedagógica e o corpo docente da escola? Quais os impactos dessa relação? Resposta: Essencial para o bom desenvolvimento do ano letivo. 2- Recebe assistência em suas dificuldades por parte da coordenação pedagógica? ( ) Sim, sempre; ( ) Sim, mas poucas vezes; (x) Não. 3- Você sente segurança e possui liberdade para expressar sua opinião nas reuniões pedagógicas e Conselhos de Classe? ( ) Sim, sempre; (x) Sim, mas poucas vezes; ( ) Não. 4-Você considera a formação continuada uma importante aliada para a melhoria do processo ensino-aprendizagem? (x) Sim, sempre; ( ) Sim, mas poucas vezes; ( ) Não. 5- Na escola que leciona, a formação continuada acontece? ( ) Sim, sempre; ( ) Sim, mas poucas vezes; (x) Não. 6- Possui autonomia para agir em sala de aula e inovar quanto as metodologias adotadas? Participa da criação de projetos, reformulação do PPP e do currículo? Resposta: Não mesmo! 7- Qual a expectativa que você tem do trabalho da coordenação pedagógica? Tem atendido a esta expectativa? Resposta: Que ela venha a suprir as minhas necessidades pedagógicas. Não, nessa escola em que leciono sou cobrada em tempo integral por várias coisas, tenho acúmulo de função, a coordenadora não me auxilia como deveria, ela tem dificuldades em ser ética, inventa um monte de coisas para fazer mesmo sabendo que nos precisamos 68 cumprir os prazos das apostilas, avaliações, portfólios. As xerox chegam com atraso e há falta de material escolar, principalmente de carga para caneta de quadro branco. Esse ano está complicado demais dar conta de tudo que nos é solicitado. 69 UNICARIOCA CURSO DE GRADUAÇÃO EM PEDAGOGIA TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO Prezado (a), Convidamos você a participar de uma pesquisa acadêmica direcionada aos professores das escolas privadas de Educação Básica. O Relatório de Pesquisa intitulado “A Importância Da Parceria Entre Coordenação Pedagógica E Professores No Processo De Ensino-Aprendizagem Nas EscolasPrivadas” é desenvolvido por Thaís Régis, aluna do Curso de Licenciatura em Pedagogia da Unicarioca, orientado pela professora Sandra Sierra. Contamos com sua participação no questionário, que contribuirá para a compreensão do fenômeno estudado. A sua participação é voluntária e asseguramos que as informações que possam identificá- lo (a) serão omitidas na apresentação final dos resultados. Atenciosamente, Thaís Régis Graduanda em Licenciatura em Pedagogia da Unicarioca. 70 I- IDENTIFICAÇÃO: 1- Nome (fictício): Professora B 2- Idade: 36 3- Formação Completa: cursando pedagogia 4- Tempo de docência: 1 ano e 8 meses 5- Escola de porte: ( ) pequeno ( ) médio (x) grande II- ROTEIRO: 1- Como você percebe e avalia a relação entre a coordenação pedagógica e o corpo docente da escola? Quais os impactos dessa relação? Resposta: Uma relação de parceria e comprometimento, alcançando o melhor resultado. 2- Recebe assistência em suas dificuldades por parte da coordenação pedagógica? ( ) Sim, sempre; (x) Sim, mas poucas vezes; ( ) Não. 3- Você sente segurança e possui liberdade para expressar sua opinião nas reuniões pedagógicas e Conselhos de Classe? ( ) Sim, sempre; (x) Sim, mas poucas vezes; ( ) Não. 4-Você considera a formação continuada uma importante aliada para a melhoria do processo ensino-aprendizagem? (x) Sim, sempre; ( ) Sim, mas poucas vezes; ( ) Não. 5- Na escola que leciona, a formação continuada acontece? ( ) Sim, sempre; (x) Sim, mas poucas vezes; ( ) Não. 6- Possui autonomia para agir em sala de aula e inovar quanto as metodologias adotadas? Participa da criação de projetos, reformulação do PPP e do currículo? Resposta: Sim, existe uma contribuição dentro do planejamento mensal. Quanto ao PP NÃO TENHO INFORMAÇÕES. 7- Qual a expectativa que você tem do trabalho da coordenação pedagógica? Tem atendido a esta expectativa? Resposta: Deixa a desejar em alguns aspectos. Não atende todas as minhas expectativas. Em enumeras vezes, atende somente as demandas familiares e da própria instituição. 71 UNICARIOCA CURSO DE GRADUAÇÃO EM PEDAGOGIA TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO Prezado (a), Convidamos você a participar de uma pesquisa acadêmica direcionada aos professores das escolas privadas de Educação Básica. O Relatório de Pesquisa intitulado “A Importância Da Parceria Entre Coordenação Pedagógica E Professores No Processo De Ensino-Aprendizagem Nas Escolas Privadas” é desenvolvido por Thaís Régis, aluna do Curso de Licenciatura em Pedagogia da Unicarioca, orientado pela professora Sandra Sierra. Contamos com sua participação no questionário, que contribuirá para a compreensão do fenômeno estudado. A sua participação é voluntária e asseguramos que as informações que possam identificá- lo (a) serão omitidas na apresentação final dos resultados. Atenciosamente, Thaís Régis Graduanda em Licenciatura em Pedagogia da Unicarioca. 72 I- IDENTIFICAÇÃO: 1- Nome (fictício): Professora C 2- Idade: 23 anos 3- Formação Completa: Curso normal e 8º período de Pedagogia 4- Tempo de docência: 6 anos 5- Escola de porte: (x) pequeno ( ) médio ( ) grande II- ROTEIRO: 1- Como você percebe e avalia a relação entre a coordenação pedagógica e o corpo docente da escola? Quais os impactos dessa relação? Resposta: Em minha escola, a relação entre o coordenador e nós, professores, não é nada estreita. Os impactos são: falta de comunicação, falta de suporte e falta de audição por parte delas. 2- Recebe assistência em suas dificuldades por parte da coordenação pedagógica? ( ) Sim, sempre; (x) Sim, mas poucas vezes; ( ) Não. 3- Você sente segurança e possui liberdade para expressar sua opinião nas reuniões pedagógicas e Conselhos de Classe? ( ) Sim, sempre; ( ) Sim, mas poucas vezes; (x) Não. 4-Você considera a formação continuada uma importante aliada para a melhoria do processo ensino-aprendizagem? (x) Sim, sempre; ( ) Sim, mas poucas vezes; ( ) Não. 5- Na escola que leciona, a formação continuada acontece? ( ) Sim, sempre; ( ) Sim, mas poucas vezes; (x) Não. 6- Possui autonomia para agir em sala de aula e inovar quanto as metodologias adotadas? Participa da criação de projetos, reformulação do PPP e do currículo? Resposta: Sim, a escola nos dá essa liberdade, porém não há o suporte necessário. Ex: Falta de materiais. Não participamos de nada. A escola é um pouco engessada. 73 7- Qual a expectativa que você tem do trabalho da coordenação pedagógica? Tem atendido a esta expectativa? Resposta: A coordenação precisa nos dar suporte, ajuda e ideias. Não, somente, dizer o que nós, professores, temos que fazer em determinado momento. A coordenação precisa ouvir o que nós temos de experiência e bagagem. 74 UNICARIOCA CURSO DE GRADUAÇÃO EM PEDAGOGIA TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO Prezado (a), Convidamos você a participar de uma pesquisa acadêmica direcionada aos professores das escolas privadas de Educação Básica. O Relatório de Pesquisa intitulado “A Importância Da Parceria Entre Coordenação Pedagógica E Professores No Processo De Ensino-Aprendizagem Nas Escolas Privadas” é desenvolvido por Thaís Régis, aluna do Curso de Licenciatura em Pedagogia da Unicarioca, orientado pela professora Sandra Sierra. Contamos com sua participação no questionário, que contribuirá para a compreensão do fenômeno estudado. A sua participação é voluntária e asseguramos que as informações que possam identificá- lo (a) serão omitidas na apresentação final dos resultados. Atenciosamente, Thaís Régis Graduanda em Licenciatura em Pedagogia da Unicarioca. 75 I- IDENTIFICAÇÃO: 1- Nome (fictício): Professora D 2- Idade: 36 anos 3- Formação Completa: Licenciatura em Ciências Biológicas 4- Tempo de docência: 16 snos 5- Escola de porte: ( ) pequeno (x) médio ( ) grande II- ROTEIRO: 1- Como você percebe e avalia a relação entre a coordenação pedagógica e o corpo docente da escola? Quais os impactos dessa relação? Respostas: Primordial. Se não houver a interação dessas partes, o trabalho sai de rumo. Há complicações que geram problemas para ambas as partes. 2- Recebe assistência em suas dificuldades por parte da coordenação pedagógica? (x) Sim, sempre; ( ) Sim, mas poucas vezes; ( ) Não. 3- Você sente segurança e possui liberdade para expressar sua opinião nas reuniões pedagógicas e Conselhos de Classe? (x) Sim, sempre; ( ) Sim, mas poucas vezes; ( ) Não. 4-Você considera a formação continuada uma importante aliada para a melhoria do processo ensino-aprendizagem? (x) Sim, sempre; ( ) Sim, mas poucas vezes; ( ) Não. 5- Na escola que leciona, a formação continuada acontece? ( ) Sim, sempre; (x) Sim, mas poucas vezes; ( ) Não. 6- Possui autonomia para agir em sala de aula e inovar quanto as metodologias adotadas? Participa da criação de projetos, reformulação do PPP e do currículo? Resposta: A coordenação gosta de ser informada sobre qualquer alteração maior. Não participo da construção do PPP nem do currículo. 7- Qual a expectativa que você tem do trabalho da coordenação pedagógica? Tem atendido a esta expectativa? Resposta: Nessa escola em que eu leciono para os adolescentes, a coordenação funciona muito bem e está sempre disponível para nós atender e nos orientar. Sim.de hierarquia, mas enquanto parceria, e professores, considerando suas ideias, valores e experiências, para o desenvolvimento das dimensões cognitivas, afetivas e operativas da sua equipe de professores, que ao se desenvolver conseguirá também mediar o desenvolvimento dos seus alunos, otimizando o processo ensino-aprendizagem. 1.1 Objetivos Este estudo tem por objetivo geral compreender a importância da parceria entre a coordenação pedagógica e os professores para o processo ensino-aprendizagem, em especial dos professores e coordenadores da rede privada de ensino. A relevância do trabalho em parceria entre coordenadores e professores vincula-se a uma prática voltada para a participação dos professores de forma mais ativa, crítica e reflexiva nas tomadas de decisões da escola, promovendo um clima mais favorável ao desenvolvimento do trabalho pedagógico e consequentemente a melhora no processo de ensino-aprendizagem. A partir deste objetivo geral foram desdobrados os seguintes objetivos específicos: (1) apresentar uma breve reflexão sobre os saberes necessários à prática docente, (2) analisar como estão estruturadas e articuladas as funções da coordenação pedagógica na escola e (3) apresentar ações de parceria entre o coordenador pedagógico e os professores nos saberes e fazeres relativos ao processo ensino-aprendizagem. 1.2 Justificativa O desejo para a realização desta pesquisa originou-se pela observação prática de algumas escolas, identificando que muitas vezes o professor não tem autonomia em sua turma para realizar atividades de extrema importância, para a aquisição de determinados conhecimentos pelo aluno, por falta de tempo para cumprir tudo o que já está determinado pelo coordenador pedagógico, deixando de realizar uma aprendizagem significativa por não poder participar da escolha do tema e nem do material com o qual deseja trabalhar. A questão da hierarquia, do projeto enviado apenas para que se cumpra e a falta de parceria na construção do planejamento, entre os coordenadores pedagógicos e professores, dificulta o ensino-aprendizagem pois o professor não se sente parte integrante da construção desses objetivos, porém precisa cumpri-lo, muitas vezes de 10 forma imposta e arbitrária sem levar em consideração a dimensão do trabalho coletivo que cria a possibilidade de estar junto do outro, trabalhando com os profissionais valores, as diversidades e as diferenças que caracterizam a educação como prática social. Sendo o coordenador, o maior responsável pela implementação e desenvolvimento do Projeto Político-Pedagógico em conjunto com o professor e toda comunidade escolar, este deve dar o suporte necessário para o cumprimento das intervenções necessárias para alcançar os resultados planejados, porém deve encarar o projeto de forma flexível e não engessada, já que, o professor é quem está na sala de aula onde, de fato, acontece o ensino-aprendizagem e em contato direto com o aluno, sendo mais favorável para este, entender o que pode ou não ter êxito neste ambiente. O tema deste projeto visa propor e sugerir uma relação entre coordenadores enquanto liderança, porém não no sentido de hierarquia, mas sim enquanto parceria, e professores para desenvolvimento das dimensões cognitivas e afetivas da sua equipe, que ao se desenvolver conseguirá também mediar o desenvolvimento dos seus alunos, otimizando o processo ensino-aprendizagem. 1.3 Metodologia A pesquisa configura-se como qualitativa, do tipo bibliográfica, a fim de revelar a importância do trabalho em parceria entre coordenadores e docentes para a melhoria e o bom funcionamento do processo de ensino-aprendizagem, e bibliográfica pois está fundamentada em autores conceituados da área da Educação, tais como: Almeida (2004), Placco e Souza (2010), Altet (2001), Andrade e Anjos (2007), Arruda (2015), Domingues (2014), Ferreira (2013), Geglio (2004), Garrido (2000), Giroux (1997), Libâneo (2015), Luck (2013), Mchota (2017), PLACCO et al. (2004), Rodrigues (2018), Santos (2012), Silva (2004), Soligo (2017), Souza (2004), Souza et al. (2017), Orsolon (2004) e Vieira (2004). Realizou-se uma pesquisa de campo através de levantamento de dados utilizando a ferramenta Google Forms, a fim de entender como acontecem as tomadas de decisões na escola partindo da formulação conjunta do Projeto Político Pedagógico (PPP), e como as relações de parceria existentes na escola, sobretudo, de professores e coordenadores, podem auxiliar o processo ensino-aprendizagem, através de questionário para professores e coordenadores de escolas privadas do estado do Rio de Janeiro, para possível confirmação da hipótese da pesquisa. 11 1.4 Organização do Trabalho A pesquisa está organizada desta forma: na Introdução encontram-se os conceitos iniciais do trabalho, assim como o objetivo geral, os objetivos específicos, a justificativa, a metodologia de pesquisa utilizada e a organização do trabalho. No Referencial Teórico são apresentados saberes e competências necessários ao exercício da docência, funções da coordenação pedagógica e propostas de ações, que em parceria, entre coordenação e professores irão contribuir para maior qualidade no processo ensino-aprendizagem. Nos Resultados e Discussões são apresentados os resultados que se desdobraram da pesquisa de campo realizados com professores e coordenadores das escolas privadas que participaram da pesquisa. Na Conclusão estão postas as considerações finais da pesquisa de forma geral. Nas Referências encontram-se todas as fontes utilizadas na pesquisa. 12 2 REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 Sabres Necessários à Prática Docente De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação – LDBEN (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) n° 9.394/96 em seu artigo 1°, a educação abrange todos os processos formativos da sociedade brasileira, a nossa diretriz principal, e vigente até o momento, determina, portanto, que “a educação escolar deverá se desenvolver por meio do ensino e em ambiente próprio” para tal (BRASIL, artigo 1°, parágrafo 1°). Sendo assim, a prática docente deverá se manifestar em tempo e espaço destinado intencionalmente para tal; portanto, pensar em escola, é pensar em todos os atores que compõem esse importante ambiente destinado a aprendizagem. De todos os envolvidos nesse espaço destaca-se a figura do professor por ser indissociável essa relação. Para que se possa compreender quem é o professor escolar e quais os saberes necessários ao exercício de sua profissão, convém entendermos a escola e qual o papel que ela desempenha. Para Tardif (2007) é necessário que se compreenda a escola como uma “construção social”. Construída não apenas por quem trabalha nela (professores, diretores, coordenadores e funcionários outros) mas também, por quem a utiliza (alunos, pais de alunos e toda comunidade ao redor da escola). Podemos entender que as escolas são parte da sociedade, sua organização é influenciada não apenas pelas condições internas, mas externas, como: fatores econômicos, políticos e sociais, culturais, valores morais e ideológicos, políticas e diretrizes educacionais, e condições materiais de vida e de trabalho dos professores, pais e alunos (LIBÂNEO, 2015). Determinado o papel social da escola e sabendo que é nele que manifestam-se as ações pedagógicas voltadas para a aprendizagem, é preciso analisar o papel do professor e suas ações. Podemos perceber que trabalho docente se constitui basicamente em ensinar. E “ensinar é trabalhar com seres humanos, sobre seres humanos, para os seres humanos” (TARDIF, 2007, p.31) O papel do professor constituindo-se, basicamente, em ajudar o educando aprender em todos os aspectos, significa, ajudar na aquisição e desenvolvimento de conhecimentos, habilidades, hábitos, atitudes, valores, ideais ou qualquer tipo de 13aprendizagem ainda não desenvolvida e julgada importante e necessária para o educando tanto pessoal como socialmente (REEDER, 1946 apud LÜCK, 2013). Como afirma Freire (1999 apud MCHOTA, 2017) ninguém nasce educador ou marcado para ser educador. A gente se faz e se forma como educador, permanentemente, na prática e na reflexão dela. Conforme determinado pela LDBEN n° 9.394/96 é exigido uma formação mínima para o exercício da docência, no seu artigo 62, está posto que: A formação de docentes para atuar na educação básica far-se-á em nível superior, em curso de licenciatura plena, admitida, como formação mínima para o exercício do magistério na educação infantil e nos cinco primeiros anos do ensino fundamental, a oferecida em nível médio, na modalidade normal. (BRASIL, artigo 62) A formação inicial é o ponto de partida, o qual possibilita a aquisição de conhecimentos, habilidades e atitudes necessárias para orientar o trabalho do professor. De acordo com Giroux (1997) a formação inicial precisa estimular a reflexão sobre os princípios e as práticas da sala de aula e a criticidade dos futuros professores, para que sejam capazes de questionar os diferentes métodos didáticos, técnicas de pesquisa e teorias educacionais, por exemplo, deixando de lado uma formação que só se preocupa com o conhecimento técnico, em “como fazer” ou “o que funciona” e “qual a melhor maneira de ensinar”. Libâneo (2015) acrescenta que, para que alguém se torne um professor ou professora é necessário um conjunto de requisitos profissionais e os denominou de: profissionalidade, que engloba os conceitos de profissionalismo (comportamento competente, compromissado, ético e político expresso nas atitudes do profissional) e profissionalização (condições ideais garantidoras do exercício profissional com qualidade). É importante para sua formação enquanto profissional-professor esses dois conceitos estejam bem estruturados, mas a falta de uma dessas noções não deve comprometer a outra. [...] um professor pode compensar a falta de profissionalização estudando mais, investindo em sua formação continuada, lutando por melhores salários. Pode ao mesmo tempo, mudar suas atitudes, suas convicções, seus valores em relação à prática profissional, o que pode levá-lo, inclusive, a buscar melhor qualificação. O que justifica essa atuação comprometida é a natureza da profissão de professor, é a responsabilidade que a tarefa educativa traz consigo (LIBÂNEO, 2015, p. 70). A formação inicial do professor é de extrema importância para a criação da sua identidade profissional, garantir-lhe saberes teóricos, didático-científicos e saberes sobre a prática, mas o professor precisa de mais alguns saberes, dentre eles: ter espírito investigativo, estar sempre em busca do atual, ser um contínuo estudioso, buscar a 14 ressignificação e o fortalecimento constante de sua identidade profissional, refletindo na sua prática e se modificando através dela, para isso é necessário atitude de humildade e maturidade, entender que se não deu certo deverá ser revisto e reformulado. É necessário ter um bom relacionamento interpessoal com todos os agentes escolares, sobretudo com seus alunos, a fim de lhes motivar e inspirar, ajudando-os na aquisição e desenvolvimento de conhecimentos, habilidades, hábitos, atitudes e valores necessários à vida. Saber planejar e saber ser maleável quanto ao seu planejamento, ser autônomo saber contextualizar os conteúdos e por fim saber compreender criticamente as políticas, diretrizes e o sistema educacional, a fim de, atuar consciente e criticamente na escola, que é uma “parte do todo social” (LIBÂNEO,2015), elucidando aos alunos a importância da luta pela redução das desigualdades sociais como um todo, educando para a vida em sociedade. É a partir da consciência e reflexão sobre a prática que o professor constrói sua autonomia, enriquece sua prática e aprende a resolver problemas singulares e imprevistos que não são possíveis de resolver com métodos e técnicas aprendidas no curso de formação, mas na sua vivência. Por isso é importante considerar a formação continuada como indispensável para a profissionalização, assim como para o profissionalismo que é garantidor de um exercício responsável da profissão. O alargamento da consciência se dá pela reflexão que o professor realiza na ação. Em suas atividades cotidianas, o professor toma decisões diante das situações concretas com as quais se depara, com base nas quais constrói saberes na ação. [...] Mas a sua reflexão na ação precisa ultrapassar a situação imediata. Para isso, é necessário mobilizar a reflexão sobre a reflexão na ação. Ou seja, uma reflexão que se eleve da situação imediata, possibilitando uma elaboração teórica de seus saberes. (PIMENTA, 1998, p.158 apud LIBÂNEO, 2015, p.72) O autor supracitado define os saberes como conhecimentos teóricos e práticos necessários para exercer a profissão, e competências como as qualidades, capacidades, habilidades e atitudes referentes aos saberes tanto prático quanto teóricos que vão permitir o exercício adequado da profissão, ou seja a competência é a forma adequada de pôr em ação os conhecimentos (saberes). Este autor une esses saberes e competências em um único termo “identidade profissional”. Ele afirma que frente à grande desvalorização social e econômica que os professores vem sofrendo, lhes causando baixo-autoestima, frustação, entre outros sentimentos, é necessário que se realize a ressignificação dessa identidade (significado singular e social com o qual a profissão é entendida por cada pessoa), através de educação continuada, abordagem da construção e fortalecimento da identidade profissional nos currículos, sendo trabalhada na prática com a participação dos 15 professores nas tomadas de decisões sobre as ações didático-pedagógicas da escola, deixando claro ao professor que ele não é um cumpridor de rotinas mas uma pessoa crítica, reflexiva, capaz de gerar conhecimento. Altet (2001) entende as “competências profissionais” como conjunto formado por conhecimentos, comportamento maleável e posturas, mas também as ações e as atitudes necessárias ao exercício da profissão de professor. E o saber, como ”aquilo que, para um determinado sujeito, é adquirido, construído, elaborado através do estudo ou da experiência” (BEILLEROT, 1989 e 1994 apud ALTET, 2001, p.28), ou seja, é construído na interação entre informação (exterior a pessoa e de ordem social) e conhecimento (incorporado a pessoa e de ordem pessoal). Aponta dois saberes necessários: os saberes teóricos que distingue entre os saberes a serem ensinados (disciplinares) e os saberes para ensinar (pedagógicos, didáticos e da cultura), que para ele são indissociáveis, e os saberes práticos que também distingue entre os saberes sobre a prática (formalizado) e os saberes da prática (advindo das experiências, comportamento maleável). Anderson (1986 apud ALTET, 2001) dentro do tratamento de informação que é realizado pelo professor, destaca três formas de saber: o declarativo (saber que, como funciona), o procedimental (saber como, como se faz) e o saber condicional ou contextual (saber quando e onde, como decidir). Todas as divisões em categorias propostas, baseadas na natureza dos conhecimentos do professores comprovam a existência de uma pluralidade de saberes que ensinam: teóricos e práticos, conscientes capazes de preparar e guiar uma ação, ou ainda implícitos, empíricos, na forma de rotinas automatizadas e interiorizadas que intervêm nas improvisações ou nas tomadas de decisão interativas na ação. (ALTET, 2001 p.28) Tardif (2007) entende a docência como um trabalho interativo, pois lida, não com matéria inerte, mas com pessoas e relações humanas, logo, são dotados de autonomia, vontades e liberdade. Embora os alunos dos 4 aos 17 anos, por lei sejam obrigadosa irem para a escola, estes são capazes de interagir positiva ou negativamente, resistindo ou participando das aulas e das atividades propostas pelo professor. Com isso, podemos identificar que o professor precisa constantemente motivar e convencer aos seus alunos do quão boa a escola é para eles. Daí a especificidade do ensino, ele não pode ser entendido apenas como transmissão de conteúdo, mas antes de tudo, é realizado através de interações interpessoais e intencionais. [...] o ensino também pode ser concebido como um processo de tratamento da informação e de tomada de decisões em sala de aula, no qual o polo da dimensão relacional e da situação vivida com o aluno em determinado contexto é tão importante quanto o polo de conhecimento propriamente dito. (ALTET, 2001, p.26) 16 É na sala de aula onde, de fato, acontece o ensino-aprendizagem, logo o professor precisa estar em constante busca por atualização dos seus conhecimentos a fim de fazer com que o ensino de conteúdos passe de algo abstrato para uma reflexão de algo concreto. O professor além de ter o domínio dos conhecimentos teóricos e ser organizado com seus planejamentos, precisa ter um bom relacionamento interpessoal, atitude investigativa, ser autônomo e criativo para solucionar os problemas surgidos pois o que foi planejado, pode ser modificado de acordo com as reações, e os interesses em sala de aula, desestruturando o planejamento inicial. Análises feitas reforçam a ideia de que a qualidade do relacionamento professor-aluno que tornam o processo educativo e a escola significativos para o educando, e não com outros aspectos de, como por exemplo métodos e técnicas interessantes, atividades extraclasse variadas, etc. (FOSTER, 1969 apud LÜCK, 2013, p.15) Dentro dessa perspectiva é privilegiado os aspectos maleáveis ou fluídos da profissão em detrimento dos aspectos codificados ou formalizados, sendo assim: [...] a docência é, então, concebida como um “artesanato”, uma arte apreendida no tato, realizada principalmente às apalpadelas e por reações parcialmente refletidas em contextos de urgência. Os fundamentos cognitivos desse trabalho, ou seja, o conjunto de conhecimentos, competências e habilidades necessárias ao seu cumprimento diário, assumem aqui uma coloração bastante experimental, existencial: o “saber ensinar” parece um recurso exclusivo da vivência da experiência pessoal, até da história anterior, familiar ou escolar (Butt et al, 1988; Carter e Doyle, 1996). a afetividade também assume, aqui um lugar de destaque, pois é a partir das experiências afetivas fortes (relações com os alunos, experiências difíceis ou positivas etc.) que o “eu-profissional” do professor (Abraham, 1984) se constrói e se atualiza. (TARDIF 2007, p.46) Essa ideia do professor como um artesão não é falsa e descreve muito bem uma parte fundamental do trabalho do professor, porém, não é apenas isso, porque o trabalho docente precisa de regularidade, e são essas regularidades que que dão fundamentos sólidos para as pesquisas em Educação. Para Tardif (2007), o trabalho escolar só pode existir porque existe uma regularidade das interações nas salas de aula entre professores e alunos, que garante a existência de uma ordem escolar, e sem essa regularidade não existiria ordem escolar e não existiria escolas. Nesse sentido tanto Libâneo (2015) quanto Giroux (1998) defendem a docência como um trabalho intelectual, para esses autores o professor é um intelectual crítico, reflexivo, elaborador de conhecimento e capaz de contextualizar socioculturalmente suas aulas e de transformar a sociedade de forma mais ampla. Giroux (1998, p.163) sustenta a ideia do professor como intelectual transformador, e afirma que é essencial o professor se posicionar frente a sociedade, “tornar o político mais pedagógico e o pedagógico mais 17 político”, trazendo aos alunos a importância da luta por seus direitos, buscando cada vez mais reduzir as diferenças e injustiças políticas, sociais e econômicas. Ele afirma que a escola não é um lugar neutro, e, portanto, os professores não podem assumir essa postura. Propõe aos professores a problematização do conhecimento, tratarem os alunos como agentes ativos e críticos, proporcionando para eles experiências de aprendizagem na qual os alunos possam ter voz ativa e sejam participativos. As pessoas são únicas e não existe uma fórmula pronta para o sucesso no trabalho docente, logo, o professor aprende todos os dias com suas vivências, práticas e reflexão sobre sua própria ação. Essa visão sobre o professor enquanto artesão não está errada pois a profissão do professor possui aspectos subjetivos, implícitos e empíricos, mas não é só isso, o professor precisa buscar formação além da inicial, precisa estar em uma busca constante. Nessa prática carregada de sentido (CAMPOS, 2014) o professor transforma realidades, transforma a si mesmo, transforma a sala de aula e transforma a escola nesse trabalho intencional que se configura o ensino-aprendizagem. 2.2 Funções da Coordenação Pedagógica na Escola A escola e os processos que acontecem nela devem ser compreendidos de forma mais ampla dentro do contexto social. A sociedade contemporânea traz rápidas transformações no Mundo do trabalho e muitos avanços tecnológicos, configurando a sociedade virtual. Os meios de comunicação e informações incidem com bastante força na escola aumentando os desafios para tornar-se uma conquista democrática efetiva (RIOS, 2001 apud VIEIRA, 2004). Nesse sentido, pensando nos atores envolvidos no contexto escolar, uma função de real importância para o bom desenvolvimento das relações de ensino-aprendizagem se configura na presença da coordenação pedagógica1. Antes de ser assumida pela escola, a coordenação pedagógica, inicialmente chamada de supervisão, teve início com a necessidade da melhoria da produção nas indústrias e tinha a função de controle e fiscalização do trabalho, visando um aumento na quantidade e na qualidade do trabalho. 1 O termo coordenação pedagógica aparece também no texto como supervisão escolar, supervisão pedagógica ou inspeção, esses termos variam de acordo com a literatura utilizada, assim como, coordenador pedagógico e supervisor escolar. 18 Já adotada pela escola, a visão inicial da então inspeção escolar, preocupava-se com estabelecimento de padrões comportamentais, rendimento escolar e fiscalização do trabalho dos professores. (LIMA, 2015) [...]objetivando controlar e fiscalizar as ações dos professores sob o ponto de vista administrativo, interessando-se mais pelo cumprimento das leis de ensino, pelas condições físicas e estruturais dos prédios escolares, pela situação legal dos professores e pela realização de festejos de datas cívicas comemorativas do que pela melhoria do processo ensino-aprendizagem e da prática pedagógica dos docentes. Como se pode observar, a Inspeção Escolar aparece no contexto histórico brasileiro se configurando como a atividade educacional que envolve a avaliação do desenvolvimento do processo educativo na escola em determinadas instâncias. (SANTOS, 2012, p.26). Em 1980 com o advento do construtivismo, a coordenação tomou o papel formador, articulador e transformador do processo de ensino-aprendizagem, desde então tentamos superar esta visão inicial, pois o coordenador na visão atual deixa de ser mero fiscalizador e passa a ser o elo articulador, mediando as ações pedagógicas entre equipe técnico-pedagógica, família, professores e alunos, orientado por diretrizes, leis e práticas pedagógicas. O que é necessário para se tornar coordenador pedagógico? De acordo com a nossa Carta Magna da educação, a LDBEN 9.394/96, no seu artigo 64, fica estabelecido que é necessário a formação em curso de graduação em Pedagogia ou em pós-graduação, à critériodas instituições de ensino, desde que seja garantida na sua formação a base comum nacional. A formação de profissionais de educação para administração, planejamento, inspeção, supervisão e orientação educacional para a educação básica, será feita em cursos de graduação em pedagogia ou em nível de pós-graduação, a critério da instituição de ensino, garantida, nesta formação, a base comum nacional. (BRASIL artigo 64) O coordenador pedagógico deve possuir conhecimento técnico e teórico, pois além de acompanhar o trabalho do professor, prestando assistência técnica e metodológica, precisa incentivar a sua equipe na busca pela formação em serviço. Placco e Souza (2010, p.49) asseveram que “[...] o coordenador pedagógico é um profissional que, assim como o professor, precisa se dedicar à sua formação, assumindo- se como profissional que busca, permanentemente, superar os desafios de sua prática”. O coordenador tem a função de articular, viabilizar e integrar o trabalho pedagógico sobretudo com a equipe de professores visando a qualidade do ensino. As funções do coordenador pedagógico variam muito, de acordo com a realidade escolar, geralmente em escolas pequenas o coordenador pode acumular funções de outros 19 atores escolar, deixando de zelar pela qualidade do ensino-aprendizagem e o cumprimento do Projeto Político Pedagógico da escola. Por este motivo o coordenador precisa ter sua identidade profissional e suas funções bem definidas, para evitar se perder em meio as demandas que surgem no dia a dia. Para Domingues essas são as atividades do Coordenador pedagógico: Responder pelas atividades pedagógicas da escola; acompanhar na sala de aula a atividade do professor, supervisionar a elaboração de projetos; discutir o projeto político pedagógico; prestar assistência ao professor, coordenar reuniões pedagógicas; organizar a avaliação da escola; cuidar da avaliação do corpo docente e o plano pedagógico; atender a pais e alunos em suas dificuldades; e propor e coordenar ações de formação contínua do docente na escola, considerando a relação intrínseca entre o fazer pedagógico e a reflexão sobre a prática educativa (DOMINGUES, 2014, p. 15) Já para Vasconcellos (2007 apud ARRUDA, 2015), o que se espera referente a função da Coordenação Pedagógica são: “[...]questões de currículo, construção do conhecimento, aprendizagem, relações interpessoais, ética, disciplina, avaliação da aprendizagem, relacionamento com a comunidade, recursos didáticos, entre outros” (VASCONCELLOS 2007, p. 85 apud ARRUDA, 2015, p.90) com foco na formação tanto individual quanto coletiva, pois, “deve contribuir com o aperfeiçoamento profissional de cada um dos professores e, ao mesmo tempo, ajudar a constituí-los enquanto grupo” (VASCONCELLOS 2007, p. 88 apud ARRUDA, 2015, p.90). Lück (2013) destaca como principal função do coordenador a melhoria no desempenho do professor, o desenvolvimento de conhecimentos, habilidades e atitudes em relação ao processo de ensino-aprendizagem, entendendo os aspectos de métodos e técnicas, como consequência desse desenvolvimento do professor. Como “a chave do êxito na educação reside nas pessoas” (KAUFMAN 1978, p.11), mudanças curriculares, inovações de métodos e técnicas de ensino ou do próprio currículo não tornará um por si só o processo ensino- aprendizagem repentinamente eficaz. Se este tiver que ser melhorado, terá que ser a partir dos professores, do desenvolvimento de suas atitudes, habilidades e conhecimentos a respeito das mudanças e inovações necessárias. (LÜCK 2013, p.15) Libâneo (2015, p.181) sintetizou as funções do coordenador pedagógico da seguinte maneira: “Planejar, coordenar, gerir, acompanhar e avaliar todas as atividades pedagógico-didáticas e curriculares da escola e da sala de aula, visando atingir níveis satisfatórios de qualidade cognitiva e operativa das aprendizagens dos alunos” e elaborou uma lista com as 12 principais atribuições específicas da coordenação pedagógica, que iremos sintetizar em 6 atribuições para que possamos entender de forma mais prática suas funções, destacamos: 20 1. Coordenar, gerir a elaboração de diagnósticos, estudos e discussões para elaboração do projeto pedagógico-curricular e de outros planos e projetos da escola, acompanhar e avaliar o seu desenvolvimento; 2. Assegurar a unidade das Ações pedagógicas da escola, propondo orientações e ações de desenvolvimento do currículo do ensino e gerindo as atividades curriculares de ensino, tendo em vista a aprendizagem dos alunos; 3. Propor e coordenar atividade de formação continuada e desenvolvimento profissional dos professores, visando o aprimoramento profissional em conteúdos e metodologias e oportunidades de troca de experiências e cooperação entre os docentes; 4. Prestar assistência pedagógico-didática direta aos professores, apoiar diretamente alunos com dificuldades transitórias nas aprendizagens para além do tempo letivo; 5. Promover ações que estreitem as relações entre escola e família e atividades que integrem a escola na comunidade; 6. Auxiliar os professores na formulação e acompanhamento de procedimentos e recursos de avaliação da aprendizagem dos alunos, acompanhar e avaliar a atuação da equipe docente e do desenvolvimento do projeto pedagógico, por meio de práticas colaborativas. Partindo das abordagens dos autores já citados, é possível identificar uma consonância das atribuições do coordenador pedagógico quanto as suas funções e atividades na escola, podemos considerar que a eficácia do processo educativo é centrada no professor, sendo assim torna-se extremamente importância, inicialmente, promover o desenvolvimento dos conhecimentos, habilidades e atitudes desse professor junto ao seu aluno, visando tornar esse processo educativo cada vez mais significativo. Logo, o papel do coordenador na prestação de assistência ao professor passou a ser o treinamento e desenvolvimento dos professores nas mais variadas formas, estimulando aquisição de novos conhecimentos e habilidades, gerando mudança de atitudes em favorecimento do processo de ensino-aprendizagem. Todavia os coordenadores encontram dificuldades de exercer suas funções, uma vez que em sua atuação ele “busca compreender a realidade escolar e seus desafios, construir alternativas que mostrem adequadas e satisfatórias aos participantes, propor um 21 mínimo de consciência entre ações pedagógica” (GARRIDO, 2000, p.9) de forma que se integrem. Encontra resistência principalmente no que tange ao novo, às mudanças, pois: Mudar práticas significa reconhecer limites e deficiências no próprio trabalho. Significa lançar olhares questionadores e de estranhamentos para a práticas que nos são tão familiares que parecem verdadeiras, evidentes ou impossíveis de serem modificadas. Significa alterar valores e hábitos que caracterizam de tal modo nossas ações e atitudes que constituem parte importante de nossa identidade pessoal e profissional. Mudar práticas implicam enfrentamento inevitável e delicado de conflitos entre os participantes (professores, alunos, pais e a hierarquia do sistema escolar), originados o que de visões de mundo, valores, expectativas e interesses diferentes. (GARRIDO, 2000, p.10) Por este motivo entende-se que “Uma das grandes dificuldades da educação reside no fato de que ideias de inovação propostas não se traduzem em ação onde de fato ocorre a educação: na sala de aula. (LÜCK, 2013, p.22) Para minimizar essas resistências é necessário conquistar sua equipe, permitindo- se afetá-la e ser afetado, e por fim motivá-la envolvendo a todos na elaboração dos projetos pedagógicos e compartilhando a responsabilidade pelo cumprimento do mesmo, comprometendo a todos com os objetivos traçados e os resultados alcançados, segundo Placco (2004, p. 53) “Nenhum processo de planejamento e de desenvolvimentoprofissional, na escola, tem resultados efetivos se a responsabilidade pelos processos e pelos resultados não é partilhada”. A fim de motivar sua equipe de professores, o coordenador precisa desenvolver uma boa relação interpessoal e enquanto mediador, precisa antes de tudo, se apropriar de conhecimentos do grupo ao qual pretende mediar: os aspectos do grupo e do indivíduo, suas histórias, valores e crenças, experiências, motivações, formação, suas representações sobre a escola, os alunos, família etc. Segundo Placco e Souza, os coordenadores precisam entender três aspectos principais que se destacam para que se possa mediar o conhecimento, favorecendo o processo de ensino-aprendizagem, são estes: Subjetividade, memória e metacognição. Cabe então especificar e esclarecer cada aspecto. Subjetividade: Tanto o coordenador quanto o professor precisam entender que a maneira de se apropriar do conhecimento é única e singular, e é nele que está a essência da formação do educador. Característica própria de cada um, em permanente constituição, construída nas redes sociais, que permite à pessoa um modo próprio de funcionar, de agir, pensar, ser no mundo, modo este que a faz atribuir significados e sentidos singulares às situações vividas. É o que faz cada um ser diferente do outro, diferença esta que tem origem nas significações atribuídas às experiências vividas, que por sua vez são produzidas no social” (PLACCO, SOUZA 2006, p.43 apud PLACCO, SOUZA 2010, P 56). 22 Memória: Os processos relacionados a memória estão recheados de aspectos afetivos, possibilitando que as experiências sejam retomadas e atribuídas um novo significado no processo de aprendizagem. O coordenador pode recorrer às contribuições da memória, nos processos formativos com seus professores, de maneira prática como citado por Placco e Souza (2010, p.53) através de [...]uso de autobiografias, de narrativas orais e escritas, de diários “de bordo”, de comentários e reflexões sobre a prática, que desencadeiam e mobilizam significativas aprendizagens, com consequências benéficas para a prática desses professores. Metacognição: O educador é capaz de refletir sobre sua própria aprendizagem, maneira de pensar e aprender, podendo aumentar expressivamente sua experiência da docência e sua identidade enquanto profissional. [...]o conhecimento técnico em relação às aprendizagens de como relacionar- se com outros, o domínio de estratégias de relacionamento, a compreensão sobre valores como respeito, tolerância, investimento no outro, implicação etc. são aprendizagens fundamentais desse coordenador, construídas na sua formação inicial e para além dela, em processos intergrupais e intragrupais. (PLACCO; SOUZA, 2010, p.52) Nesse contexto a relação interpessoal entre coordenador e equipe de professores é fundamental para o sucesso das relações de ensino-aprendizagem que se fundamentam na escola. Há, portanto, um tríplice aspecto que se configura dentro do macroambiente denominado escola: coordenação, professor e ensino-aprendizagem. É preciso que essa estrutura esteja fundamentada nos princípios propostos pela educação e suas diretrizes, pelo projeto político escolar, pela ética e pelo comprometimento de coordenadores e professores. Assim, o compromisso do coordenador pedagógico em última instância “é garantir a qualidade da formação humana que se processa nas instituições escolares, no sistema educacional brasileiro, na atual conjuntura mundial” (FERREIRA, 2013, p.93). Outrossim, o papel do coordenador pedagógico na formação continuada do professor se torna uma fundamental, a vista de realizar suas funções articuladora, mediadora e transformadora, partindo da saudável relação com o outro, ciente que o grupo, o indivíduo, suas histórias, valores e crenças, experiências, motivações, formação, suas representações sobre a escola, família, memória, cognição, subjetividade fazem parte do processo da formação de identidade, e entendendo esses aspectos o coordenador pode desenvolver, com menos resistência, espaços de interações e reflexões onde possam ser discutidos e fomentados processos de melhorias e mudanças de hábitos e práticas pedagógicas, frente as demandas do processo ensino-aprendizagem visando a melhora do mesmo. Auxiliando os professores a identificarem seus próprios processos cognitivos e 23 afetivos que penetram sua atuação na sala de aula, além dos professores se reconhecer em relação a esses aspectos que formam sua identidade, poderão auxiliar seus alunos a fazer o mesmo, traduzindo-se não apenas na melhora do processo-ensino aprendizagem, como também, na melhor qualidade de vida e trabalho no ambiente escolar. Enfim, das palavras de Ferreira (2013) entendemos que, não basta saber fazer bem e saber o que ensinar, mas necessita do trabalho articulador e orgânico entre a verdadeira qualidade do trabalho pedagógico que se tornará mais verdadeira na medida que se humaniza, se expressa e se constitui fonte de subsídios para novas políticas e novas formas de gestão frente a ligeiras transformações que a era da globalização e a sociedade do conhecimento ocasiona. 2.3 Processo Ensino-Aprendizagem: ações de parceria entre o coordenador pedagógico e os professores Trabalhar em parceria dentro de uma escola não é uma tarefa fácil, pois além da visão que fora construída do supervisor, cada pessoa tem sua subjetividade, formações, opiniões, visões próprias e diferentes formas de agir num mesmo contexto, por este motivo o trabalho em parceria depende primordialmente de um bom relacionamento entre as equipes escolares. Quanto melhores são as relações, maior a possibilidade de se desenvolver um bom trabalho pedagógico, proporcionando um processo de ensino- aprendizagem de qualidade tanto para o professor quanto para o aluno. Ao observarmos o sistema educativo escolar, fica evidente o seu fracionamento, “[...]parece constituir-se de uma justaposição de atividades, experiências, unidades, conteúdos, disciplinas, matérias áreas de estudos que se unem, mas não se soma e não se integram” (LUCK, 1979 apud LÜCK, 2018, p.29), por este motivo o coordenador precisa desenvolver ações que favoreçam a interação dos diversos profissionais com os quais atuam, buscando parcerias em forma da participação nas tomadas de decisões, com foco na busca pela qualidade do ensino-aprendizagem. Tendo em vista que a escola é uma organização sistêmica, e havendo mudanças em qualquer um dos seus componentes, esta mudança atingirá também aos demais componentes, como um efeito cascata. Para tanto todos os componentes precisam ter uma visão global do sistema escolar no qual se inserem. Só quando existe uma real comunicação e integração entre os atores do processo educativo a possibilidade de emergência de uma nova prática docente na qual movimentos de consciência e de compromisso se instalam e se aplicam, ao lado de uma nova forma de gestão e uma nova prática docente. (PLACCO, 2004, p.52) 24 O coordenador precisa desenvolver ações que favoreçam a interação dos profissionais com os quais atuam, neste trabalho tendo como foco os professores, buscando executar sua ação principal que é coordenar, articulando vários pontos de vistas em direção a um objetivo comum: a melhoria na qualidade do ensino- aprendizagem. Podemos entender também, com essa interação, a participação dos professores nas tomadas de decisão da escola, levando-nos a pensar em uma gestão participativa, já que segundo a determinação do 14 artigo da LDBEN, os sistemas de ensino devem definir suas normas de gestão a partir da gestão participativa de acordo com suas peculiaridades. Seria impossível abordar todas os aspectos que interferem diretamente no processo de ensino-aprendizagem, portanto, dentro dos mais amplos aspectos alguns ganham mais força quando direcionamos as reflexões para as relaçõesde ensino- aprendizagem, ou seja; todos os esforços dentro do macro ambiente que se constitui a escola, bem como o micro ambiente que se configura a sala de aula é para que o aluno possa se desenvolver de forma integral considerando os aspectos cognitivo, emocional, sociocultural, ético e econômico. Alguns procedimentos devem ser feitos e pensados, em muitos casos, por todos os atores, mas na tomada de decisão referente ao ensino-aprendizagem e os resultados desse aspecto, cabe ao coordenador e ao professor o papel principal. Para garantir um processo de ensino-aprendizagem saudável e bem-sucedido para os alunos, que são o fim precípuo da escola; iremos considerar os seguintes pontos indispensável para a melhora no processo ensino-aprendizagem uma vez que trabalhados de forma participativa, com parceria direta entre coordenadores e professores: o currículo escolar, o projeto político pedagógico e o planejamento escolar, como sendo dentro da escola, o princípio norteador de todas as práticas que ali se estabelecem; as orientações didático-pedagógicas com vista para interlocução participativa, a antecipação aos conflitos, a avaliação do processo ensino-aprendizagem e a formação contínua. O processo educativo no qual se desenvolve o processo ensino-aprendizagem, implica em definições de metas a serem alcançadas e quando falamos em metas que pretendemos alcançar, é necessário pensar em planejamento, pois “Planejamento é um processo de tomada, execução e teste de decisões” (GOLDBERG, 1973 apud ALMEIDA, 2004, p.44). O planejamento é uma ferramenta de trabalho muito importância no dia a dia escolar, para o desenvolvimento do trabalho do coordenador pedagógico e também do 25 professor, fazendo assim, evitam ser engolido pelas demandas frenéticas, que surgem a todo momento na escola. Segundo Almeida (2004), o ato de planejar exige três decisões: definir os objetivos estabelecendo prioridade (identificando a real possibilidade de pôr em prática, aproveitando para criar espaço de interação garantido que todos sejam ouvidos, valorizados e respeitados), o que e como será feito para atingir os objetivos, e por fim avaliar se a proposta foi adequada, levando sempre em consideração a proposta maior da escola que está contido no projeto político pedagógico. A última etapa do ato de planejar, requer além da reflexão sobre a prática, uma atitude de humildade e maturidade para entender que somo passíveis de falhas, inacabados (FREIRE, 1997 apud MCHOTA) e ter um olhar real sobre o que avançou e sobre o que não deu certo, a fim de replanejar e recomeçar. Planejar deve ser uma ação em conjunto pois as “reflexões e propostas compartilhadas proporcionam o desenvolvimento e o compromisso de todos na ação” (ALMEIDA, 2004, p.45) O envolvimento de todos na ação de planejar faz com o que a responsabilidade pelos objetivos propostos e os resultados sejam partilhadas. Logo, visando uma parceria mais eficaz propõem-se ações que devem ser feitas de forma participativa entre coordenadores e professores, em busca de proporcionar melhorias neste processo ensino-aprendizagem: Construir e revisar o projeto político pedagógico e projeto-curricular da escola. A proposta maior da escola está contida no Projeto Político Pedagógico, sendo assim, é essencial compartilhar sua elaboração e suas revisões para se garantir uma gestão democrática e participativa como já é estabelecido na LDBEN no seu artigo 14. O papel do coordenador pedagógico escolar constitui-se na somatória de esforços e ações desencadeadas com o sentido de contribuir na construção e cumprimento do projeto político pedagógico da escola, bem como promover a melhoria no processo ensino aprendizagem no resgate de valores no desempenho do professor como transformador das práticas pedagógicas. (LÜCK, 2011 apud RODRIGUES, 2015, p.9) O projeto-curricular e o projeto político pedagógico são a base para todos os demais planejamentos da escola, que serão realizados para que as práticas sejam condizentes com as teorias defendidas pela escola no seu projeto-curricular. Visando promover o desenvolvimento integral do educando, o currículo escolar deve levar em consideração os aspectos cognitivo, afetivo e social, somado aos propósitos que direcionam a educação para a uma formação humana integral e para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva proporcionando assim, a compreensão do 26 papel da escola e dos docentes no auxílio ao aluno na construção de sua subjetividade e sua identidade na sociedade. Compreende o currículo, a organização pedagógico-didática (planos, metodologias, organização dos níveis escolares, horários, distribuição por alunos de classe), Assistência pedagógica sistemática aos professores, avaliação, ações de formação continuada, conselhos de classe etc. (LIBÂNEO 2015, p 172) A Base Nacional Comum Curricular - BNCC, é o principal documento norteador para a construção do projeto-curricular. Por este motivos o coordenador deve Estudar o conteúdo da BNCC apropriando-se dele, que, precisa estar preparado para esclarecer dúvidas, fazer orientações, propor projetos para facilitar a interdisciplinaridade e juntamente os professores criar grupos de estudo para que estes também se apropriem do conteúdo e orientações da base, para assim poderem analisar o currículo da escola promovendo debates e reflexão em grupo sobre as alterações necessárias para a implementação, sempre considerando as características locais, o perfil dos alunos e a representatividade de todos, abrindo um espaço também para a participação de toda a comunidade escolar. É no currículo onde se organiza as práticas pedagógico-didáticas da escola, por este motivo é essencial a participação ativa dos professores em parceria com os coordenadores na sua construção. De acordo com Libâneo (2015) é no projeto- curricular onde salientam-se os objetivos, orientações e diretrizes indicadas no projeto político pedagógico da escola, na medida que vai se colocando em prática, o currículo vai realimentando e modificando o projeto político pedagógico. [Currículo é] o conjunto dos conteúdos cognitivos e simbólicos (saberes, competências, representações, tendências, valores) transmitidos (de modo explícito ou implícito) nas práticas pedagógicas, nas situações de escolarização, isto é, tudo aquilo a que poderíamos chamar de dimensão cognitiva e cultural da educação escolar. (FORQUIN, 2000, p.48 apud LIBÂNEO, 2015, p.129) O currículo não diz respeito apenas aos conteúdos, metodologias e organização de tempos, mas também as relações interpessoais que acontecem no meio escolar como podemos ver, questões de poder, tanto nas relações professor/aluno e administrador/professor, quanto em todas as relações que permeiam o cotidiano da escola e fora dela, ou seja, envolve relações de classes sociais (classe dominante/classe dominada) e questões raciais, étnicas e de gênero, não se restringindo a uma questão de conteúdos. (HORNBURG e SILVA, 2007, p.1 apud ANTERO, 2016) 27 Determinadas a importância da elaboração conjunta desses documentos observa- se que: Os professores também têm a responsabilidade de participar na elaboração do plano escolar ou o projeto pedagógico curricular, na realização das atividades da escola e nas decisões dos conselhos de escola e de classe ou série, das reuniões com pais (especialmente na comunicação e interação da avaliação), dá APM e das demais atividades cívicas culturais e recreativas da comunidade. (LIBÂNEO, 2015, p.111) É através dos projetos político pedagógico e curricular todos os demais planejamentos e projetos que serão desencadeados ao longo do ano letivo. Esses documentos serão a base para todos os demais, logo devem ser construídos e revisados em parceria. Há uma ferramenta que também implica em planejamento e decisão coletiva sobretudodos professores e coordenadores: o material didático. A escolha do material didático é uma ação que não pode deixar de ser realizada em parceria com os professores, pois este é a base para a construção dos planos de curso e de aula do professor, então deve ser condizente com a proposta pedagógica, o projeto-curricular e perfil do educando em questão, do contrário, fará com que a escola se distancie de seus objetivos ao longo do ano letivo, o que irá refletir negativamente no processo de formação do aluno. Para realizar o planejamento é necessário, antes de mais nada, mobilizar sua equipe propondo uma reflexão crítica sobre a realidade, promovendo uma avaliação diagnóstica situação a qual está inserida a escola e seus alunos, buscando conjuntamente quais os objetivos a serem traçados e de que maneira será possível colocá-los efetivamente em prática. O coordenador deverá realizar seu plano de ação anual em consonância com os planos de trabalho coletivos, prestando assistência didática e pedagógica quanto as orientações para os seus professores, buscando promover inter-relação horizontal e vertical entre disciplinas, que devem fazer seus planos de ensino e planos de aula apoiados nos documentos norteadores da escola, e ainda nos materiais didáticos, a fim de prever ações e evitar uma atuação desordenada, imediatista e reacional. É a dinamização destes documentos (projeto político pedagógico, projeto- curricular e todos os planejamentos advindos destes) que irá conduzir as ações didático- pedagógicas da escola interferindo diretamente no processo de ensino-aprendizagem. 28 Orientações do trabalho didático-pedagógico com vistas para a interlocução participativa. Coordenar reuniões pedagógicas tanto individuais, se houver necessidade, quanto grupais promovendo diálogo com professores a fim de diagnosticar problemas de ensino- aprendizagem, possibilitando que expressem seus problemas e dificuldades, medos e anseios, sucessos e fracassos quanto as práticas adotadas, facilitando a comunicação e compartilhamento de experiências entre os educadores (essa troca entre os educadores é importante pois de acordo com Tardif (2007, p.53) “[...]a experiência de cada um é também, de certa maneira a experiencia de todos”), buscando adotar medidas pedagógicas preventivas, adequar conteúdos e metodologias, e práticas avaliativas do processo ensino- aprendizagem com vistas a promover níveis satisfatórios de qualidade cognitiva e operativa do processo ensino-aprendizagem. Antecipar-se aos conflitos Por tratar-se de um ambiente heterogêneo, na escola surgem muitos conflitos interferindo o desenvolvimento das atividades que foram planejadas, reduzindo-se a quantidade do tempo destinado para tal. A gestão de conflitos é um desafio para o trabalho do coordenador pedagógico visto que este tem que lidar com a diversidade do grupo de alunos, pais e responsáveis, além do seu grupo de professores (considerando sua subjetividade, identificando a demanda e promovendo ações para atendê-la) que é o seu foco de trabalho, preparando-os para lidar com a heterogeneidade de seus alunos, estimulando o exercício da função social da escola em “promover o desenvolvimento e a transformação do aluno rumo ao aprimoramento do exercício da cidadania, no que se refere ao gozo de seus direitos e deveres” (SOUZA, 2004, p.102). Faz-se necessário trabalhar conjuntamente soluções para os conflitos que surgem, uma sugestão é trabalhar por meio de projetos interdisciplinares que tratem de assuntos relacionados aos conflitos identificados (por exemplo temas como: ética, respeito as diferenças etc) contribuindo para o reforço de boas relações interpessoais professor-coordenador, professor-professor, professor-aluno, professor-coordenador-família, desenvolvendo clima de cooperação e solidariedade entre a equipe por meio da liderança participativa, trabalho cooperativo e solidário. De acordo com De Rossi (2006, p.68 apud ANDRADE e ANJOS, 2007, p.4020) “o coordenador pedagógico aspas esforça-se por unir, desafiar e fabricar, com 29 fios separados e heterogêneos, um tecido escolar, comunitário social coerente e unido, em meios de conflitos, oposições, negociação e acordos.” Outro conflito que surge, além do conflito entre os próprios professores, professores e alunos existe o conflito com a família-professores. A participação da família no processo educativo escolar e a parceria entre família-escola é essencial para o desenvolvimento do aluno, porém essa parceria está cada vez mais distante, devido diversos fatores como por exemplo a carga horária de trabalho dos pais/responsáveis muito longa, implicando na falta de tempo hábil para se envolver com a escola. Embora caiba a escola formar o educando de maneira integral, muitas vezes os pais transferem para a escola, consequentemente aos professores, o dever de educar os filhos. Entretanto a educação familiar cabe a família, que tem “[...]a responsabilidade de formar o caráter, educar para os desafios da vida, perpetuar valores éticos e morais” (CHALITA, 2004, p.11 apud SOUZA et al, 2017, p.3). Das palavras de Souza (2004, p.104) esses conflitos ocorrem primordialmente pois o grupo de professores acreditam que “educação vem de casa” e se os alunos agem com indisciplina e falta de respeito é culpa da família, e na outra perspectiva a família deposita na escola toda responsabilidade pela formação do aluno criança, adolescente ou jovem. Nesse contexto o desafio do coordenador é mediar essas relações, em reuniões, explicitar o papel e responsabilidades da família, e funções da escola, criar canais de comunicação e estabelecer conjuntamente com sua equipe de professores, pais e equipe técnica ações que se traduzam nessa parceria. Sobretudo a parceria família-escola, resulta de um trabalho intencional do coordenador pedagógico que, segundo Orsolon (2004, p.182), precisa ser planejado e discutido com as equipes escolares e compartilhado com as famílias, ainda salienta que esta parceria deve estar inserida no projeto político pedagógico. Essa participação familiar no processo educativo é fundamental para formação do educando e para construção de valores no educando referente ao espaço escolar como podemos ver a seguir Os valores morais que são conduzidos pela família do educando permitirão que este reconheça e valoriza a escola como um espaço comum onde há regras, direitos e deveres a serem seguidos, sendo este um ambiente socializador que contribui para a sua formação plena como cidadão. (SOUZA et al, 2017, p.3) Avaliação do processo ensino-aprendizagem A avaliação do ensino-aprendizagem não deve resumir-se em formular e aplicar provas, desta forma, avaliar seria apenas “verificação em face do privilégio à mensuração 30 do desempenho do aluno, da transformação da medida em nota ou conceito da utilização de na maioria das vezes, dos resultados para classificar os alunos em aprovados ou reprovados”(LUCKESI, 1995 apud BATISTA e SEIFFERT, 2004, p.157), não está voltada apenas para o aprendizado do aluno mas também para o seu desenvolvimento de forma integral, e nas questões do ensino, em como está o desempenho da equipe pedagógica no que tange a atingir os objetivos traçados no planejamento do trabalho, não só nos planos de aula e ensino mas na proposta maior da escola que está contida no projeto político pedagógico da escola, seguido do projeto curricular. Ainda para Luckesi (1995, p.116 apud BATISTA e SEIFFERT, 2004, p.158) avaliar supõe “uma crítica do percurso de uma ação” pois a avaliação nos fornece dados com os quais podemos construir subsídios para tomar decisões. Logo, Batista e Seiffert (2004) fazem-nos entender que as relações interpessoais construídas no processo ensino-aprendizagem encontram nas práticas de avaliação das possibilidades de superar ignorâncias relativas ao conhecer,aprender, formar, fomentando uma amorosidade tal como nos informa Luckesi (1995 apud BATISTA E SEIFFERT, 2004, p. 161): O ato de avaliar, por sua constituição mesma, não se destina a julgamento “definitivo” sobre uma coisa, pessoa ou situação, pois que não é um ato seletivo. A avaliação se destina ao diagnóstico e, por isso mesmo, à inclusão, destina-se à melhoria do ciclo de vida. Deste modo por si só é um ato amoroso. As ações em parceria com o docente nesse aspecto traduzem-se em: Elaborar junto aos docentes práticas avaliativas do processo ensino-aprendizagem de modo que tanto a formação integral do educando quanto o desempenho da equipe pedagógica sejam comtemplados; Orientar, acompanhar e prestar assistência ao professor na elaboração e adequação dos instrumentos da avaliação do aprendizado do educando (inovações, métodos e procedimentos, resultados e superação de problemas diagnosticado, entre outros); Avaliar o desenvolvimento dos projetos político pedagógico e curricular, assim como o plano de ensino e outros planos institucionais, que são de grande relevância para os resultados do processo ensino-aprendizagem. Formação continuada. Entende-se como formação continuada aquela que se estende ao longo da vida do professor, após a conclusão de sua formação inicial. Há também quem entenda formação continuada como ações esporádicas como uma palestra ou um curso, que pode ocorrer de 31 forma individual, à medida que o professor busca conhecimento em um livro por exemplo, ou através de grupos de estudo. Para Geglio (2004) a formação continuada em serviço, refere-se a um tipo de formação que tem a singularidade de ser efetivamente contínua e contextual que ocorre no ambiente de trabalho do professor. Soligo (2017), defende que a formação continuada deve partir sempre das demandas concretas da sala de aula e a partir dela, pensar numa solução. E evidencia a necessidade de articulação dos conteúdos, dos conhecimentos construídos na formação inicial com a realidade escolar. Para Nóvoa (apud SILVA, 2004) essa formação esta intrinsicamente ligada a capacidade do professor refletir criticamente sobre suas práticas, construindo e reconstruindo sua identidade. A formação não se constrói por acumulação (de cursos, de conhecimentos ou técnicas), mas sim através de um trabalho de reflexividade crítica sobre as práticas e de (re)construção permanente de uma identidade pessoal. Por isso é tão importante investir na pessoa e dar um estatuto ao saber da experiência. (NÓVOA, 1995, p.25 apud SILVA, 2004, p.129) Há uma consonância da literatura no sentido que o trabalho do coordenador pedagógico é fundamentalmente um trabalho de formação continuada do professor, o qual busca com suas práticas auxiliar e estimular aquisição de novos conhecimentos e habilidades, gerando mudança de atitudes na sua equipe de professores e consequentemente favorecendo o processo de ensino-aprendizagem. Koran (1969 apud LÜCK, 2013, p.45) assevera que “a eficiência da ação do supervisor escolar está diretamente ligada à sua habilidade em promover mudanças de comportamento no professor.” Existem algumas dificuldades a serem enfrentadas para que a formação continuada aconteça na escola, principalmente no que tange ao tempo de permanência dos professores na escola (fora do período de aulas), a estrutura e a gestão escolar, que podem facilitar ou dificultar o processo de formação continuada na escola, de acordo com a determinação de tempo para realizar a formação continuada na escola. No entanto cabe ao coordenador organizar o processo de formação continuada na escola proporcionando a participação e o envolvimento dos docentes, utilizando espaços já existentes como por exemplo as reuniões e COC, como também criando espaços para desenvolver a formação continuada junto aos professores; 32 Portanto, compreende-se a parceria do coordenador pedagógico com os professores partindo da perspectiva que ambos consigam realizar suas funções, contando com a participação e o apoio um do outro nos seus processos. O coordenador num contexto articulador, auxilia e media as relações e fazeres da sua equipe quanto a elaboração e revisão dos projetos político pedagógico e projeto- curricular, e orientações junto ao planejamento dos planos de trabalho coletivos e individuais, estimulando a participação e a reflexão do corpo docente para aperfeiçoar e readequar as ações frente ao novo, assim como obedeça às diretrizes educacionais; formador no que diz respeito a sua própria formação continuada e de sua equipe de professores enquanto mediador intelectual; por fim transformador, pois aprimora a postura do docente frente às demandas do processo de ensino-aprendizagem, garantindo a avaliação como análise e julgamento das práticas educacionais, do mesmo modo, um processo que contemple tanto o trabalho do educando quanto do educador. Dedicado a uma prática mais humanizada, no que tange ao desenvolvimento de boas relações interpessoais e voltada para a participação dos professores de forma mais crítica e reflexiva, o coordenador se forma continuamente e contribui para a formação contínua da sua equipe através da sua reflexão na, e sobre a prática, reforçando sua identidade profissional a medida que atua nas tomadas de decisões, contribuindo para o aperfeiçoamento e a melhora no processo ensino-aprendizagem como também para um ambiente de trabalho mais harmônico e colaborativo. 33 3 RESULTADOS E DISCUSSÕES 3.1- Caracterização do estudo e perfil dos entrevistados. A presente pesquisa caracteriza-se por pesquisa bibliográfica com o objetivo de compreender o que autores fidedignos da área têm a dizer sobre o tema, buscando através de livros e outros meios de publicação como por exemplo sites acadêmicos, de natureza qualitativa a qual existe a análise e interpretação dos dados relativos à natureza dos fenômenos estudados, sem se preocupar com aspectos quantitativos, descritiva pois busca apresentar informações e dados do objeto de estudo e por fim exploratória cujo sua finalidade é expor o tema, reunindo informações gerais a respeito do objeto sem a pretensão de solucionar os problemas apontados (RODRIGUES, 2007). Fez-se necessário a realização de uma pesquisa de campo com fontes primárias, a fim de entender a realidade da relação das coordenadoras x professoras nas escolas privadas e como essa relação impacta no processo de ensino-aprendizagem. Foram utilizados como instrumentos de coleta de dados dois questionários, aplicados através da plataforma online Google formulários. Um dedicado exclusivamente às professoras, contendo sete questões, onde quatro questões são fechadas caracterizando-se por questões de múltipla escolha e três questões abertas onde as professoras possuem liberdade para elaborar suas respostas, e um outro dedicado exclusivamente às coordenadoras pedagógicas, contento oito questões, onde duas destas questões são fechadas caracterizando-se por múltipla escolha e seis questões abertas onde as profissionais possuem liberdade para elaborar suas respostas. Essa pesquisa contou com a participação de quatro professoras e três coordenadoras intencionalmente escolhidas para que ficassem representadas escolas de porte pequeno, médio e grande, todas elas contratadas de escolas diferentes da rede privada de ensino da educação básica na cidade do Rio de Janeiro, a fim de traçarmos o perfil dos participantes da pesquisa, trouxemos esses dados revelados abaixo: Tabela 1- Perfil das professoras Professora Idade Formação Tempo de docência P.A 36 Ciências Biológicas 16 anos P.B 36 Cursando Pedagogia 1 anos e 8 meses P.C 23 Formação de professores/ Cursando Pedagogia 6 anos P.D 36 Ciências Biológicas 16 anos Elaborada pela pesquisadora 34 Tabela 2 - Perfil das coordenadoras C.E C.F C.G