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ESTRATÉGIAS PARA MELHORAR OS JOGOS E BRINCADEIRAS NA 
EDUCAÇÃO INFANTIL DE 1 A 6 ANOS AS ESCOLAS PÚBLICAS BRASILIERAS 
 
Fernanda Barbosa Santiago 1 
Maria da Conceição Guerra de Moraes 2 
 
RESUMO 
 
O presente artigo discute a relevância do brincar, associado a jogos pedagógicos, no processo 
de ensino-aprendizagem na Educação Infantil, com foco em escolas públicas brasileiras. O 
estudo tem como objetivo compreender a utilização do lúdico como recurso didático e propõe 
estratégias para aprimorar a aplicação de jogos e brincadeiras na educação de crianças de 1 a 6 
anos nas escolas públicas brasileiras. A metodologia abordada refletem os pensamentos de 
grandes teóricos da história, inclui uma revisão bibliográfica fundamentada em autores como 
Vygotsky (1994), Piaget (1973), Kishimoto (1996), Santos (2007), Minayo (2006), que em 
diversos momentos de suas carreiras se dedicaram a compreender o papel dos jogos e 
brincadeiras no desenvolvimento infantil, assim como o papel do lúdico no desenvolvimento 
cognitivo, emocional e social da criança, além de uma pesquisa de campo que investiga a prática 
do brincar no ambiente escolar. Os resultados evidenciam a importância do lúdico no processo 
de socialização e aprendizado das crianças, destacando a necessidade de estratégias mais 
eficazes para o planejamento e execução dessas atividades no contexto educacional. Esse tema 
é de suma importância e deve ser trabalhado por pedagogos, professores, comunidade, escola e 
familiares, que desejam ajudar a criança a tomar consciência de si mesma, dos outros e da 
sociedade. 
 
PALAVRAS-CHAVE: Jogos, Lúdico, Aprendizagem, Brincadeiras, Educação Infantil, 
Escolas Públicas. 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
No cenário educacional, principalmente na educação infantil, a temática sobre o brincar 
surge como um agente facilitador, aliais como ferramenta pedagógica aliada a aprendizagem, 
sendo utilizado por alguns teóricos e pedagogos já algum tempo. Por tratar-se de algo dinâmico, 
é exigido cuidado em seu planejamento e execução dentro do ambiente escolar. A ludicidade, 
o brincar estar estritamente ligado ao mundo infantil, sendo uma importante forma de 
comunicação, é por meio deste ato que a criança pode reproduzir o seu cotidiano. De modo 
geral, a brincadeira no universo infantil, estar ligada ao desenvolvimento integral do ser humano 
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nos aspectos físico, social, cultural, afetivo, emocional e cognitivo. Para tanto, faz-se necessário 
conscientizar os pais, educadores e sociedade em geral sobre o papel da ludicidade na infância. 
Vale pontuar que o ato de brincar é direto da criança reconhecido pela legislação brasileira tanto 
na Constituição Federal (1988), artigo 227, quanto no Estatuto da Criança e do Adolescente – 
ECA (1990), artigos 4º e 16, mas ainda não oferece as condições para que esse direito seja 
exercido plenamente por todas as crianças. Outros direitos e princípios do ECA guardam direta 
relação com o brincar, dentre os quais destacamos, direito ao lazer (art. 4º), direito à liberdade 
e à participação (art. 16), peculiar condição de pessoa em desenvolvimento (art. 71). (FLORES, 
Marilena, do IPA Brasil, 2015). 
No dicionário Aurélio (2003) brincar é, “divertir-se, recrear-se, entreter-se, distrair-se, 
folgar", também pode ser "entreter-se com jogos infantis", ou seja, brincar é algo muito presente 
nas nossas vidas, ou pelo menos deveria ser. Já na visão de Oliveira (2000) o brincar não 
significa apenas recrear, é muito mais, caracterizando-se como uma das formas mais complexas 
que a criança tem de comunicar-se consigo mesma e com o mundo, ou seja, o desenvolvimento 
acontece através de trocas recíprocas que se estabelecem durante toda sua vida. Quando a 
criança brinca, sempre apresenta um comportamento além do habitual, do diário, assim ela se 
sente maior do que realmente é, também mais importante perante outras crianças, quando ela 
brinca com mais crianças desenvolve a socialização, companheirismo e até o respeito 
(WAJSKOP, 1995). Sob a ótica de Vygotsky (1998), é através do brincar que a criança equilibra 
as tensões provenientes de seu mundo cultural, construindo sua individualidade, sua marca 
pessoal, sua personalidade. 
De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) nº 9394/1996, 
em seu Art. 62, a formação de docentes para atuar na educação básica deve ser realizada em 
nível superior, por meio de cursos de licenciatura plena, oferecidos por universidades e 
institutos superiores de educação. A lei admite, como formação mínima para o exercício do 
magistério na educação infantil e nos quatro primeiros anos do ensino fundamental, o nível 
médio na modalidade Normal. Dessa forma, a legislação deixa claro que é necessário, no 
mínimo, uma formação em nível superior para atuar como professor na educação básica, 
especialmente nos anos iniciais. 
 Santos (2007, p. 41) salienta que: 
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As formações de profissionais da Educação Infantil deveriam estar presentes 
disciplinas de caráter lúdico, pois a formação do educador resultará em sua prática em 
sala de aula. Essas disciplinas ajudarão 13 na formação e preparação dos educadores 
para trabalharem com crianças, assim: “o lúdico servirá de suporte na formação do 
educador como objetivo de construir na sua reflexão – ação - reflexão buscando 
dialetizar teoria e prática, portanto reconstruindo a práxis”. 
 Uma vez que é na educação infantil a criança experiencia o lúdico em sua rotina para 
se desenvolver, dessa forma, o professor deve estimulá-los a exprimir seus desejos, fazendo 
assim a interação pedagógico lúdica. Através dos jogos e brincadeiras as crianças têm maior 
facilidade em aprender e socializar com facilidade, pois aprendem a tomar decisões e perceber 
melhor o mundo dos adultos. Assim é a maneira como o professor deve trabalha com o brincar, 
desenvolvendo o psicológico, o intelectual, o emocional e o físico-motor das crianças, para que 
seja identificado a necessidade de cada aluno e assim, facilitar no aprendizado e 
desenvolvimento proposto pelo Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil que 
enxergam as brincadeiras como ferramentas que ajudam as crianças a transformar os 
conhecimentos que possui em conceitos com o que está brincando, como também estabelece 
vínculos do papel que está assumindo e tomando consciência e generalizando para outras 
situações de papéis que assumidos. Sendo assim, considera-se que na educação infantil as 
brincadeiras têm fundamental contribuição para o desenvolvimento e aprendizagem da criança, 
constituindo-se em um meio que possibilita a criança ao brincar desenvolver a linguagem, a 
imaginação e estratégias para solucionar problemas, movimenta-se e criar e interagir de forma 
a desenvolver suas potencialidades. 
O Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil norteia que: 
Nas brincadeiras, as crianças transformam os conhecimentos que já possuíam 
anteriormente em conceitos gerais com os quais brinca. Por exemplo, para assumir 
um determinado papel numa brincadeira, a criança deve conhecer algumas de suas 
características. Seus conhecimentos provêm da imitação de alguém ou de algo 
conhecido, de uma experiência vivida na família ou em outros ambientes, do relato de 
um colega ou de um adulto, de cenas assistidas na televisão, no cinema ou narradas 
em livros etc. [...] É no ato de 12 brincar que a criança estabelece os diferentes 
vínculos entre as características do papel assumido, suas competências e as relações 
que possuem com outros papéis, tomando consciência disto e generalizando para 
outras situações (BRASIL, 1998, p. 22). 
Neste sentido Kishimoto (2002, p. 146) traz a contribuição de que “por ser uma ação 
iniciada e mantida pela criança, a brincadeira possibilita a busca de meios, pela exploração 
ainda que desordenada, e exerce papel fundamental na construção de saber fazer”. Entende-se 
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que a brincadeirana visão da autora ajuda a criança a buscar meios que a ajude a aprender como 
fazer. 
Brincando a criança aprende a se relacionar com as pessoas e os objetos que estão ao 
seu redor, pois aprende com a experiência que vão tendo e assim através das vivencias, 
interagindo com as pessoas de seu grupo social vai possibilitar a apropriação da realidade da 
vida. Como professora atuante na área da educacional, vejo que devemos ampliar nossa 
identidade de cuidar do desenvolvimento das crianças como seres únicos, que sentem, pensam, 
criam, imaginam o mundo à sua própria maneira, e tem vontade de aprender e descobrir coisas 
novas, com uma enorme Capacidade de comunicação e de indagação em busca de compreender 
as coisas do mundo que as cercam. 
 
2 DESENVOLVIMENTO 
 
2.1 APRESENTAR O BRINCAR NA EDUCAÇÃO INFANTIL A PARTIR DA BNCC, 
COMO EIXO ESTRUTURAL PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL 
Antes mesmo de uma criança dar os primeiros passos elas já começam a interagir através 
das brincadeiras, isso mostra como tais são importantes, fazem parte do universo infantil 
proporcionando momentos agradáveis. De acordo com a lei de Diretrizes e Bases da Educação 
Nacional, nº 9394/96, as propostas pedagógicas da Educação Infantil deverão considerar que a 
criança é o centro do planejamento curricular, é sujeito histórico e de direitos que, nas 
interações, nas relações e práticas cotidianas, constrói sua identidade pessoal e coletiva, brincar, 
imaginar, fantasiar, desejar, aprender, observar, experimentar, questionar, e constrói sentidos 
sobre a natureza e a sociedade, produzindo Cultura (BRASIL, 2013). 
De acordo com a BNCC 
Na Educação Infantil, as aprendizagens essenciais compreendem tanto 
comportamentos, habilidades e conhecimentos quanto vivências que 
promovem aprendizagem e desenvolvimento nos diversos campos de 
experiências, sempre tomando as interações e a brincadeira como eixos 
estruturantes. Essas aprendizagens, portanto, constituem-se como objetivos de 
aprendizagem e desenvolvimento (BRASIL, 2018, p. 44). 
 
O ‘conviver’ diz respeito às interações, onde se tem uso de diferentes linguagens 
promovendo o conhecimento de si e do outro. O ‘brincar’ amplia e diversifica as produções 
culturais, conhecimentos, experiências e habilidades. O ‘participar’ trata do planejamento das 
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atividades da vida cotidiana, tais como as brincadeiras, os ambientes, desenvolvendo 
linguagens e conhecimentos. O ‘explorar’ está relacionado aos movimentos, sentidos, emoções, 
transformações, ambiente etc., o que possibilita ampliação de saberes culturais em diferentes 
modalidades. O ‘expressar’ tem a ver com diálogo, a comunicação das necessidades, 
sentimentos, dúvidas, hipóteses, opiniões, utilizando-se de diversas linguagens. O ‘conhecer-
se’ aborda a identidade pessoal, como um sujeito sócio-histórico e cultural, se construindo por 
meio das interações, linguagens e brincadeiras vivenciadas no contexto escolar. 
A BNCC também apresenta cinco campos de experiência que estruturam a Educação 
Infantil (BRASIL, 2018): 
Os campos de experiências constituem um arranjo curricular que acolhe 
as situações e as experiências concretas da vida cotidiana das crianças 
e seus saberes, entrelaçando-os aos conhecimentos que fazem parte do 
patrimônio cultural. A definição e a denominação dos campos de 
experiências também se baseiam no que dispõem as DCNEI3 em 
relação aos saberes e conhecimentos fundamentais a ser propiciados às 
crianças e associados às suas experiências (BRASIL, 2018, p. 40). 
 
Os campos de experiência definidos pela BNCC são (BRASIL, 2018): O eu, o outro e 
o nós – A interação é o eixo principal. As crianças devem ser estimuladas a construir sua própria 
identidade e a descobrir o outro, pontos fundamentais para o desenvolvimento de autonomia e 
coletividade, visto que amplia a autopercepção e a percepção do outro. Corpo, gestos e 
movimentos – Com os sentidos, gestos e movimentos corporais, as crianças aprendem a 
explorar o mundo a sua volta, se expressando (linguagem) e produzindo conhecimento. Neste 
sentido, é importante que sejam desenvolvidas atividades onde as crianças possam ampliar seu 
repertorio de gestos e movimentos. Traços, sons, cores e formas – Assim como o corpo, gestos 
e movimentos, este campo de experiência está diretamente ligado a linguagem. Por meio de 
experiências e vivencias artísticas, culturais e científicas, locais e universais, como música e 
teatro, é proporcionado as crianças o desenvolvimento do senso crítico e estético, além de 
sensibilidade, apropriação e criatividade. Escuta, fala, pensamento e imaginação – A imersão 
na cultura oral e escrita amplia e enriquece as expressões e linguagens. Assim, a promoção de 
experiências onde a criança possa falar e ouvir potencializa sua participação na cultura oral, 
assim como a construção da sua concepção de escrita, compreendendo que assim como a 
oralidade, a escrita também é uma forma de comunicar. Espaços, tempos, quantidades, relações 
e transformações – O amplo conhecimento do mundo está centrado em curiosidades e 
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descobertas. Logo são necessárias atividades que despertem a curiosidade, possibilitando 
observar, manipular de objetos, e investigar e explorar o ambiente. 
Como base de incentivos no processo educacional, o lúdico promove o rendimento 
escolar, além de fornecer o conhecimento e desenvolvimento da oralidade e o pensamento e 
sentido, dessa maneira, quando o professor compreende a importância do brincar como 
principal ferramenta estimuladora dentro do ambiente onde a criança está inserida, ajuda na 
estruturar de sua personalidade, autoestima, conhecimento de mundo, assim, cada brincadeira 
tem uma função especifica direcionada a cada faixa etária, quando dividimos as atividades 
lúdicas para cada criança de acordo com sua idade, cada uma tem uma função para desenvolver 
suas habilidades. Como salienta Maluf (2004) que “as crianças comunicam-se através do 
brincar e por meio dele tornam-se operativas”, portanto, o brincar está relacionado de forma 
estreita como a linguagem todos os diálogos e formas de comunicação que envolve o brincar. 
No entendimento de Nicolau (1986), seus estudos, afirma que quando a criança está brincando 
ou jogando, libera e canaliza suas energias, podendo transformar, portanto, uma realidade difícil 
em algo mais leve, dando abertura à fantasia, enfrentando os desafios, imitando e representando 
as interações presentes na sociedade no qual se vive, atribuindo aos objetos significados 
diferente, definindo e respeitando as regras, que são estipuladas pelo contexto social. Neste 
viés, Kishimoto (2006), explora que existem várias formas de brincar, a criança pode brincar 
de amarelinha, pião, carrinho, boneca, pega-pega, corda, bambolê, com bola arremessando ou 
em um jogo disputando com outras crianças, jogo de tabuleiros, jogos pedagógicos ou 
simplesmente brincadeira de imitação. 
Existem dois tipos de brincar: O brincar livre é quando utilizamos o lúdico informal, 
por exemplo, no ambiente familiar, é um momento em que a criança explora e investiga 
situações sozinhas por meio do brincar, as crianças aprendem algumas coisas sobre situações 
onde irão enfrentar como pessoa além de permitir que as crianças sejam capazes de enriquecer 
e manifestar sua aprendizagem. Já o brincar dirigido é quando usamos os jogos por meio de 
aprendizagem para a criança buscando e orientando na atividade lúdica para fins de desenvolver 
suas experiências em diferentes níveis para sua capacidade cognitiva através do brincar 
dirigido, às crianças tem variedades de possibilidades para o domínio dentro do ambiente 
escolar, por meio de jogos e brincadeiras. 
As brincadeiras aparecem como eixo estrutural dentro da proposta da educação infantil 
ao lado das interações e brincadeiras. Vygotsky (1984) e Kishimoto (1993), constituem-se nas 
referências básicas que fundamentaram este estudo por trazeremcontribuições acerca do jogo 
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e do brincar na educação infantil, além de tratarem da questão da socialização e constituição do 
ser pela interação social. A criança interage com meio explorando possibilidades, ampliando 
seu repertorio, as brincadeiras proporcionam para as mesmas o conhecimento com sentido 
significativo, o ato de brincar é permitir ter sensações incríveis o sentimento de poder imaginar. 
 
2.2 CONCEITUAR OS TIPOS DE JOGOS E BRINCADEIRAS COMO 
INSTRUMENTOS FUNDAMENTAIS NO DESENVOLVIMRNTO A CRIANÇA NA 
EDUCAÇÃO INFANTIL 
 
Os jogos e brincadeiras desempenham um papel vital no desenvolvimento da criança. 
Eles não só proporcionam diversão, mas também são ferramentas poderosas para o ensino 
de habilidades cognitivas, motoras e sociais. Os jogos e brincadeiras auxiliam no 
desenvolvimento integral da criança, visto que, essas ferramentas didáticas são uma maneira 
fácil, divertida e prazerosa para obter uma aprendizagem significativa. Para o 
desenvolvimento destas atividades na educação infantil, são necessárias metodologias que 
envolvam e prendam a atenção das crianças. Huizinga (1980) vai dizer que: 
 
O jogo é uma atividade, consequentemente tomada como não séria e exterior à vida 
habitual, mas ao mesmo tempo capaz de absorver o jogador de maneira intensa e total. 
É uma atividade desligada de todo e qualquer interesse material, com o qual não se 
pode obter qualquer lucro, praticado dentro de limites espaciais e temporais próprios, 
segundo certa ordem e certas regras. (HUIZINGA, 1980, p. 13). 
 
Existem diversos jogos e brincadeiras, jogos de regras, jogos motores e jogos que 
imitam a realidade, e as brincadeiras que podem ser cantadas e brincadeiras de roda com origens 
em tradições folclóricas, esses jogos e brincadeiras transmitem culturas para as crianças, novos 
conhecimentos e, de certa forma, ensina sobre culturas populares do passado. Essas atividades 
consideradas tradicionais são importantes para o desenvolvimento cognitivo e motor da criança, 
dando ênfase principalmente nos anos iniciais, já que ao brincar a criança aprende a expressar 
os seus sentimentos, a fazer movimentos com o corpo e a usar o seu intelectual. Contudo, o uso 
de jogos computadorizados na educação infantil tem se tornado também uma ferramenta, pois, 
no mundo atual os recursos tecnológicos são diversos e as crianças começam a utilizá-los cada 
vez mais cedo. O ato de brincar é como visto como parte da cultura popular de um povo, ao 
brincar a criança está diretamente ligada às práticas sociais e culturais e o uso de jogos e 
8 
 
brincadeiras na educação infantil permite ampliar o seu universo cultural e social, desta forma 
essas atividades lúdicas trabalham a socialização e o intelectual da criança de forma divertida. 
Desse modo, os jogos e brincadeiras exercem efeitos sobre a criança e sua aprendizagem. 
Friedmann (1996) nos diz que: O jogo tradicional faz parte do patrimônio lúdico-cultural 
infantil e traduzem valores, costumes, formas de pensamentos e ensinamento. Seu valor é 
inestimável e constitui para cada indivíduo cada grupo, cada geração, parte fundamental da sua 
história de vida. (FRIEDMANN, 1996, p 43). 
No Referencial Curricular Nacional Para a Educação Infantil, a brincadeira é vista como 
“[...] uma imitação, transformada no plano das emoções e das ideias de uma realidade 
anteriormente vivenciada. ” (RCNEI, 1998, p.27). Quando a criança brinca, ela reproduz 
situações vivenciadas no contexto ao qual ela estar inserida, desenvolve novas habilidades, se 
diverte, aprende a respeitar e seguir as regras proposta pela brincadeira, a expor os seus 
sentimentos e está em constante processo de socialização. Oliveira (2000) acrescenta a seguinte 
contribuição: 
 
A evolução lúdica, notadamente, nos primeiros anos de vida mostra que ao brincar a 
criança desenvolve a inteligência, aprende prazerosamente e progressivamente a 
representar sua realidade, deixa, em parte, o egocentrismo que a impede de ver o outro 
como diferente dela, aprende a conviver. O lúdico não está nas coisas, nos brinquedos 
ou nas técnicas, mas nas crianças, ou melhor, dizendo, no homem que as imagina, 
organiza e constrói (OLIVEIRA, 2000, P.10). 
 
Os jogos e brincadeiras são altamente produtivos para a criança, visando a sua formação 
plena e o seu desenvolvimento integral, a criança se forma e se desenvolve ao brincar, seja 
em casa, na escola, no parquinho ou em qualquer outro ambiente, o ato de brincar envolve 
todo um processo positivo na vida da criança, os jogos e brincadeiras facilitam a apreensão 
da realidade de uma forma criativa e divertida. Kishimoto ao falar sobre a importância do 
jogo afirma que: 
 
O jogo como promotor da aprendizagem e do desenvolvimento, passa a ser 
considerado nas práticas escolares como importante aliado para o ensino, já que 
colocar o aluno diante de situações lúdicas como jogo pode ser uma boa estratégia 
para aproximá-lo dos conteúdos culturais a serem veiculados na escola. 
(KISHIMOTO 2002, p. 13) 
 
Os principais conceitos para o desenvolvimento da criança é através do lúdico onde tem 
um papel muito importante, pois a criança aprende e se desenvolve de maneira prazerosa com 
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o uso dos jogos e brincadeiras, esses jogos proporciona a criança curiosidade, ao brincar e 
estimulados neurônios da felicidade trazendo um aprendizado tranquilo. 
O jogo e o brincar são fundamentais para o desenvolvimento efetivo e completo da 
criança pelo fato de colaborarem significativamente com o desenvolvimento físico cognitivo 
infantil, além de envolverem as relações afetivas que a criança estabelece com o meio e com os 
indivíduos nele inseridos, (Miranda: Silva 2010, p. 3). Marafon (2009) contribuem quando 
afirma que “a brincadeira é a atividade em que o motivo está no próprio processo de brincar ou 
seja, o que motiva a criança é a atividade em si. ’’ A brincadeira é um desejo da criança que 
surge da necessidade de fazer algo que lhe proporciona prazer pelo simples fato de estar 
realizando uma atividade de interação inerente, sem fins para alcança-lo. Quando o professor 
traz algo novo é instantânea a motivação da criança esse sentido é explorado áreas cognitivas 
de sua mente estimulando os cinco sentidos do corpo o educador deve elaborar estratégias para 
o educando trazendo de forma clara e eficaz para o desenvolvimento, pois o brincar é 
fundamental e a principal ferramenta estimuladora para o processo de aprendizagem. 
Para Oliveira e Sousa, (2008) “o brinquedo é um suporte, um dos meios para 
desencadear a brincadeira; todavia, a brincadeira, em parte, escapa ao brinquedo. ’’ Para as 
autoras o brinquedo é para as crianças, assim ocorre o brincar, todavia não atrapalha ao 
estabelecer a ação do brincar. Quanto mais a criança brinca, mais ela é estimulada, refletindo o 
verdadeiro sentido de brincar e o corpo transmite liberdade e o prazer na realização do brincar, 
dessa forma a criança aprende e se relaciona no meio social em momento de alegria e satisfação, 
as brincadeiras livres em sala pode-se perceber o quando a criança está feliz, ao expressar suas 
emoções e euforia ativando a competitividade e trazendo alegria ou tristeza ao ganhar ou perder. 
Já Medeiros (2010), afirma que o ato de brincar não constitui perda de tempo nem tampouco 
um passatempo para preencher o tempo livre da criança em sala: quando o brincar é oferecido 
na escola, o aluno se desenvolve integralmente, e se desenvolve de maneira cativante, sendo 
capaz de desprender suas energias, imaginar, construir normas e encontrar alternativas para 
resolução de imprevistos durante o brincar. Especificamente busca-se compreender o quanto 
são importantes os jogos e as brincadeiras para as crianças na vida e nos processos pedagógicos. 
 
2.3 DESENVOLVER ESTRATÉGIAS PARA MELHORAR OS JOGOS E 
BRINCADEIRAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL 
 
10 
 
Para otimizar o uso dos jogos e brincadeirasna educação infantil, especialmente nas 
escolas públicas, é necessário implementar estratégias pedagógicas que considerem o contexto 
social e cultural das crianças. 
A análise do brincar na educação infantil é feita no artigo 9º das Diretrizes Curriculares 
de Educação Infantil. No artigo 9º, os eixos norteadores das práticas pedagógicas devem ser as 
interações e as brincadeiras, indicando que não se pode pensar no brincar sem as interações. O 
brincar é umas das atividades fundamentais para o desenvolvimento da identidade e da 
autonomia (RCNEI, Brasil, 1998). 
O brincar não pode ser simplesmente um passatempo. Segundo o Referencial Curricular 
Nacional para a Educação Infantil “brincar é uma das atividades fundamentais para o 
desenvolvimento da identidade e da autonomia’”. Vale ressaltar que por meio das brincadeiras 
as crianças interagem entre si, estabelecendo vínculos e novas aprendizagens (RCNEI, 1998, 
p.22). Sob a ótica de Adriana Lima (2002) “Não existe nada que a criança precise saber que 
não possa ser ensinado brincando”. Sendo assim, o planejamento é necessário para o 
cumprimento da ação pedagógica onde o educador se torna um mediador entre as interações e 
as brincadeiras. As brincadeiras na Educação Infantil são essenciais, pois é por meio do brincar 
que a criança interage com os demais. Portanto, é importante que o professor selecione as 
brincadeiras proporcionando a troca de conhecimentos, favorecendo a interação social como 
promoção de aprendizagens. 
A Educação Infantil é o espaço destinado à criança pequena, então é importante que haja 
integração do brincar no contexto escolar, com mediação intencional do educador, pois a 
brincadeira é inerente à criança e está diretamente associada à ação educativa na infância. 
2.3.1 INTEGRAÇÃO DO BRINCAR AO PLANEJAMENTO PEDAGÓGICO 
Uma das principais estratégias é a integração sistemática do brincar ao planejamento 
pedagógico. Isso implica que os professores devem planejar atividades lúdicas que estejam 
alinhadas aos objetivos educacionais, garantindo que o brincar não seja visto apenas como um 
passatempo, mas como uma parte integral do processo de aprendizagem. Adriana Lima (2002) 
sugere que praticamente tudo o que uma criança precisa aprender pode ser ensinado por meio 
de brincadeiras, tornando o processo mais envolvente e eficaz. 
 
2.3.2 JOGOS QUE DESENVOLVEM A COORDENAÇÃO MOTORA AMPLA. 
11 
 
A coordenação motora ampla, e a capacidade de realizar movimentos que envolvem os 
músculos e as articulações, em harmonia com o espaço físico do entorno. É muito importante 
na educação infantil, ela fortalece os músculos e aprimora a destreza, também impulsiona a 
confiança e autoestima das crianças. É através da coordenação motora ampla que as crianças 
aprendem a explorar suas capacidades físicas, desafiando-se a superar limites e descobrir novos 
horizontes. Por isso, vale apena incentivar essa capacidade por meios de jogos e brincadeiras 
fazendo a diferença para o desenvolvimento de diversas habilidades durante a infância e que 
acompanharão as crianças ao longo da vida, até a fase adulta, vejamos alguns desses jogos. Os 
jogos e as brincadeiras auxiliam crianças no processo de pensar, e imaginar, criar, se relacionar 
com os demais. As brincadeiras são atividades físicas ou mentais que se fazem de maneira 
espontânea que proporciona prazer a quem a executa (QUEIROZ, 2003, p.158). 
As seguintes brincadeiras trazem enormes benefícios para o desenvolvimento das 
habilidades do público infantil: Amarelinha desenvolve a lateralidade a coordenação motora a 
interação social noção de espaço. Pular corda. Tem o papel importante para desenvolver. Pois 
estimula habilidades, flexibilidade, equilíbrio e concentração. Corrida com obstáculos: auxilia 
no desenvolvimento da coordenação motora global, estruturação do espaço temporal e esquema 
corporal e equilíbrio. O boliche desenvolve a organização, concentração, raciocínio lógico, 
senso corporativo. A corrida de saco trabalha a agilidade, equilíbrio, coordenação motora e 
velocidade. O pega-pega é uma brincadeira onde o pegador conta até 10 e os jogadores correm 
até chegar ao ponto de segurança sem serem pegos. 
Parafraseando Piaget, “Os jogos são brincadeiras e ao mesmo tempo meios de 
aprendizagem” (Piaget, 1967, p, 87). Assim, o jogo pode ser muito mais que uma simples 
brincadeira, pois proporciona ao desenvolvimento e aprendizagem dos alunos. Atividades como 
cortar papel com tesouras, fechar botões de roupas, brincar com blocos, pegar objetos com as 
mãos comer escrever e colorir são atividades que estimulam a coordenação motora fina. É 
essencial para o desempenho das tarefas que as crianças realizam diariamente vejamos: vestir, 
escovar os dentes, lavar as mãos, brincar, pintar, desenhar. 
 
2.3.3 CAPACITAÇÃO DE PROFESSORES E INFRAESTRUTURA ADEQUADA 
É crucial também que os professores sejam capacitados para utilizar o lúdico de forma 
eficaz, e que as escolas sejam equipadas com infraestrutura adequada para a realização dessas 
atividades. Isso inclui espaços apropriados para brincadeiras, materiais pedagógicos 
12 
 
diversificados e uma formação contínua para os educadores, para que possam desenvolver 
atividades lúdicas que atendam às necessidades de cada faixa etária. 
 A formação continuada, centrada no ambiente escolar, é uma prática defendida por 
Nóvoa (1995). Segundo o autor, "as situações que os professores enfrentam possuem 
características únicas, exigindo, portanto, respostas igualmente únicas" (1995, p. 27). 
Aplicando esse pensamento ao contexto da Educação Infantil, é fundamental proporcionar aos 
profissionais espaços para avaliação e discussão, integrados às demais atividades realizadas nas 
instituições. Isso permite que a formação ocorra de maneira contínua e inserida no cotidiano, 
sendo vista não apenas como uma necessidade, mas como um direito para garantir uma 
Educação Infantil de qualidade. 
A formação contínua é indispensável não apenas para aprimorar a atuação dos 
profissionais e melhorar a prática pedagógica, mas também é um direito inalienável de todos os 
professores, além de uma conquista e um direito da sociedade em busca de uma escola pública 
de qualidade. Em relação ao trabalho educativo com crianças pequenas, o Referencial 
Curricular Nacional para a Educação Infantil (BRASIL, 1998) 
 
 
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
Este artigo destacou a importância do brincar no desenvolvimento infantil e propôs 
estratégias para melhorar a aplicação dos jogos e brincadeiras na educação infantil, 
especialmente em escolas públicas brasileiras. Ensinar na Educação Infantil significa 
proporcionar situações de cuidado, de brincadeiras, interação professor-criança e criança-
criança, situações estas que possibilitam a aprendizagem das crianças como enfatiza o 
Referencial Curricular para Educação Infantil (1998). O profissional atuante nessa etapa se 
caracteriza como mediador do processo de ensino-aprendizagem, o mesmo precisa ouvir e 
sentir as crianças apropriar-se do que elas pensam, observar o que brincam e como brincam, as 
suas concepções, o seu desenvolvimento, pois nessa fase inicia-se a formação do ser humano 
sensível, de uma base de valores que proporcionarão às mesmas a busca e a vontade de aprender 
e também a ser. Para tanto, uma proposta pedagógica que considere as diversas linguagens (oral 
e escrita; matemática; artística; corporal; musical, temporal e espacial) é essencial para 
propiciar às crianças o contato com a pluralidade de conhecimentos, no entanto, a intervenção 
do educador necessita ser repensada e refletida de modo que a relação entre o que se planeja e 
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o que se faz, em termos de ação pedagógica têm que ser algo real e efetivo, nesse sentido um 
primeiro passo é atentar a fundamentos que norteiem essa proposta englobando princípios éticos 
da autonomia, da responsabilidade, da solidariedade, princípios políticosdos direitos e deveres 
da cidadania, do exercício da criticidade, princípios estéticos da sensibilidade, da criatividade, 
da ludicidade, da qualidade , além da concepção de criança enquanto cidadão de direitos e que, 
para que suas prioridades sejam atendidas requer de uma legislação e políticas de atendimento 
eficaz, como também, de educadores comprometidos com a infância. 
 Através dessa pesquisa pôde-se saber que o brincar é fundamental no processo de 
ensino-aprendizagem, jogar, brincar são atividades importantes para o desenvolvimento 
emocional, afetivo, cognitivo e social dos alunos. Pôde-se, ainda, constatar, de perto, o quanto 
as brincadeiras e os jogos têm perdido espaço para a alfabetização precoce. Com a oportunidade 
de ver a atuação de um educador que ministra suas aulas de forma lúdica, descontraída e 
dinâmica tomando o processo de ensino-aprendizagem muito divertido e prazeroso, contudo 
sabe-se que são raros os professores que trabalham assim, tornando esse processo de ensino um 
verdadeiro massacre às crianças. Foi possível perceber que os pais e escolas cobram muito do 
professor para que seu filho saia da educação infantil alfabetizado e, não percebem o quanto 
isso é prejudicial para a criança. Cada vez mais cedo são obrigadas a trocar brinquedos por 
livros. Quando se faz referência ao termo massacre, o que se quer dizer é que atropelamento é 
desrespeito à maturidade e ao desenvolvimento da criança. Ensinar e exigir que uma criança de 
cinco anos manuseie com facilidade o traçado em cursivo é bem complicado, pois sua 
coordenação motora não está preparada para tal exigência. Ao mesmo tempo, fazer certa 
pressão para que essas crianças leiam, também é algo que não condiz com a idade da criança. 
Contudo, na instituição essas exigências são normais e, aqueles que não conseguem, estão fora 
do padrão estabelecido. Através dessa pesquisa, pôde-se alcançar o objetivo proposto que foi 
perceber a importância do lúdico, dos jogos e das brincadeiras na educação infantil e, como 
esses recursos são utilizados pelos educadores em sala de aula. 
E assim, o desenvolvimento da criança é resultado da interação de uma aprendizagem 
natural e, ao mesmo tempo, estimulada, que ocorre por meio da experiência adquirida no 
ambiente e com capacidade própria da criança, em que cada uma tem seu ritmo próprio e sua 
capacidade individual. 
 
 
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4 REFERÊNCIAS 
 
BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. 
Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Brincar. Brasília: MEC/SEF, 
1998. 
BRASIL, 1998, p. 22. De acordo com a DCNEI (2010, p.12) A educação infantil constituem 
estabelecimentos educacionais públicos ou privados que educam e cuidam de crianças de 
0 a 5 anos. Ainda de acordo com as DCNEI (2010.p 25). 
FREIRE, Paulo, 1997, p. 59. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática 
educativa. São Paulo: paz e terra, 1997. 
KISHIMOTO, Tisuko M. Jogos, brinquedos, brincadeiras e a educação 11 ed. São Paulo. 
Cortez, 2008. 
HUIZINGA, Johan. Homo ludens: o jogo como elemento da cultura. 2. ed. São Paulo: 
perspectiva, 1980. Disponível em: . Acesso em: 22 de fevereiro de 202. 
KISHIMOTO. Tizuco. Morchida. Jogos tradicionais infantis; O jogo da criança e a 
educação. Petrópolis. Rio de Janeiro: vozes, 1993. 
Lima Adriana Flávia S. de Oliveira. Pré-escola e alfabetização: uma proposta baseada em P. 
Freire e J. Piaget. Petrópolis: Vozes, 2002. 
MALUF. Angela Cristina Munhoz brincar: prazer e aprendizado Petrópolis: vozes Paulo 
Cortez, 2008. 
MIRANDA; SILVA, (2010, p. 3). Por isso, os jogos e brincadeiras são fundamentais no 
processo de aprendizagem da criança, sendo necessário que estejam... 
MARAFON, D. Jogos e Brincadeiras, subsídios Metodológicos no Processo de 
Desenvolvimento e da Aquisição do Conhecimento na Educação Infantil. In: 
CONGRESSO NACIONAL DE EDUCAÇÃO- EDUCERE, 9., Paraná. Anais... Paraná: 
PUCPR, 2009. P. 9049- 9061. 
NICOLAU, Marieta Lúcia M.A Educação Pré Escolar: Fundamentos e Didática. São Paulo: 
Atica, 1995. 
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QUEIROZ, Tânia Dias e Martins, João Luiz. Jogos e Brincadeiras de A.Z. São Paulo: 
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Tizuko Morchida Kishimoto. Jogos, brinquedos, brincadeiras e a educação. São Paulo: 
Cortez, 1999. 
VYGOTSKY, L. S. A formação da mente e o desenvolvimento dos processos psicológicos 
superiores, São Paulo. Ed. Comp. das Letras, 1984. 
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VYGOTSKY, L.S. A formação social da mente. 4. Ed. São Paulo. Martins Fontes. 2007.

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