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FOSSAS NASAIS Ana Nabais | Débora Diogo | Diogo Santos Dr. João Pedro Nóbrega Monitora - Catarina Filipe LOCALIZAÇÃO 2 As cavidades ou fossas nasais são duas cavidades irregulares, com sucessivas saliências e reentrâncias, e estão situadas em ambos os lados da linha média. Encontram-se na face, superiormente à cavidade oral, inferiormente à cavidade craniana externa e medialmente às cavidades orbitárias. As fossas correspondem à parte mais superior do trato respiratório e contêm os recetores olfativos. Possuem uma estrutura esquelética de osso e cartilagem. As cavidades estão separadas entre si por um septo osteocartilaginoso, o septo nasal. Estão separadas da cavidade oral pelo palato duro e da cavidade craniana por partes dos ossos frontal, etmoide e esfenoide. Possui aberturas anteriores, as narinas, na superfície inferior do nariz, e aberturas posteriores para a nasofaringe, os coanas. A cavidade nasal estabelece comunicação com o seio frontal, seio maxilar e seio esfenoidal e com as células etmoidais, constituindo no teu total os seios perinasais. REGIÕES (SEGUNDO O LIVRO GRAY’S ANATOMY) 3 PAREDES DAS FOSSAS NASAIS 4 Consideram-se quatro paredes: o teto, o pavimento, a parede medial e lateral. TETO 5 O teto é horizontal na sua parte central e possui dois planos oblíquos, um anterior e um posterior. O plano oblíquo anterior é formado por uma porção cartilagínea, pelo osso nasal e pela espinha nasal do osso frontal. A região central é formada pela lâmina cribriforme do osso etmóide, que contém inúmeras perfurações de reduzidas dimensões, permitindo a passagem dos filamentos do nervo olfativo. Para além disso possui um forame anterior separado, que permite a passagem do nervo e dos vasos etmoidais anteriores. O plano oblíquo posterior é formado pela face anterior do corpo do esfenoide. PAVIMENTO 6 O pavimento é constituído anteriormente pelo processo palatino da maxila e posteriormente pela lâmina horizontal do osso palatino, unidos na sutura palatomaxilar. Nesta imagem nota-se a forma em bisel e é ainda possível observar que a lâmina horizontal do osso palatino está apoiada sobre a margem posterior do processo palatino. Podemos ainda observar, anteriormente e junto ao septo nasal, uma pequena abertura infundibular que corresponde ao canal incisivo por onde passam os ramos terminais da artéria palatina descendente e o nervo nasopalatino. Estes canais prolongam-se, inferiormente, até à fossa incisiva. 7 PAREDE MEDIAL A parede medial das fossas nasais corresponde ao septo nasal e é formada por duas porções: uma cartilagínea, anteriormente, e uma óssea, posteriormente. A porção óssea é formada anterior e superiormente pela lâmina perpendicular do etmoide, seguida da lâmina cribriforme; a porção póstero-superior e posterior da parede medial é formada pelo vómer, que se estende do corpo do esfenoide até à crista nasal do palatino e maxila. A parede medial nos seus limites superior e inferior pode ainda receber pequenas contribuições dos ossos nasais, espinha nasal do frontal, crista esfenoidal e cristas nasais da maxila e palatino. PAREDE LATERAL 8 A parede lateral das fossas nasais é formada por seis ossos: maxila, esfenóide, palatino, lacrimal, concha nasal inferior e etmóide. No que toca à maxila, toda a porção da sua face medial situada acima do processo palatino pertence à parede lateral das fossas nasais. O osso lacrimal é posterior ao processo frontal da maxila e anterior ao labirinto etmoidal correspondente. A parte inferior deste osso desce ao longo da face medial da maxila e recobre o sulco lacrimal da maxila, transformando-o no canal lacrimo-nasal, responsável pela drenagem das glândulas lacrimais. O labirinto etmoidal situa-se na parte superior da parede lateral, superiormente à maxila, posterior e medialmente ao osso lacrimal e anteriormente ao corpo do esfenoide e do processo orbital do palatino. A concha inferior situa-se na porção inferior da parede lateral. Está fixa à parede pelo seu bordo superior, que se articula anteriormente com a crista da maxila e posteriormente com a crista do palatino. (O seu bordo superior atravessa a parte média do hiato maxilar. ) A lâmina perpendicular do palatino articula-se com a porção posterior da maxila e com a porção anterior do processo pterigoide do esfenoide. Inferiormente, o processo piramidal do palatino ocupa, posteriormente, a região em que as lâminas pterigoides do esfenóide se separam, ou seja, a incisura pterigoide. (A lâmina perpendicular do palatino encerra, medialmente, o espaço compreendido entre a maxila e a lâmina medial do processo pterigóide, à exceção da sua porção mais superior, onde a incisura esfeno-palatina dá acesso à fossa ptérigo-palatina. O processo orbital e esfenoidal do palatino articula-se com o corpo do esfenóide, transformando a incisura no foramen esfenopalatino.) O esfenóide só participa na constituição através do seu processo pterigóide. A face medial deste processo, situada no mesmo plano vertical que a face medial da maxila, forma a parte mais posterior da parede lateral das cavidades nasais. CONCHAS E MEATOS NASAIS 9 A partir do labirinto etmoidal, que constitui parte da parede lateral, existe a emergência de duas conchas nasais, a média e a superior. A concha nasal inferior é um osso independente, que se articula com a face medial da maxila e com a lâmina perpendicular do osso palatino. Podemos caracterizar estas conchas como pequenas ‘’prateleiras’’ ósseas curvas inferiormente, que se encontram no mesmo plano vertical superiormente umas às outras. Estas conchas dividem a cavidade em quatro canais aéreos: Meato nasal inferior (entre a concha inferior e o pavimento nasal) Meato nasal médio (entre a concha inferior e a média) Meato nasal superior (entre a concha média e a superior) Recesso esfeno-etmoidal (entre a concha superior e o teto nasal) Há ainda a hipótese de se encontrarem mais duas conchas, as conchas inconstantes: a concha de Santorini que se localiza superiormente à concha superior e a concha de Zuckerkandl (existente em apenas 1% da população) que se localiza superiormente à concha de Santorini. SEIOS PERINASAIS 10 De um modo geral, os seios perinasais são espaços preenchidos por ar localizados no interior dos ossos do crânio e face, que comunicam com a cavidade nasal. Existem quatro seios perinasais em comunicação com cada uma das duas cavidades nasais: seio frontal, seio esfenoidal, seio maxilar e células etmoidais. Os seios perinasais contribuem para uma maior leveza do crânio como estrutura óssea e auxiliam também a ressonância vocal. Os orifícios de drenagem dos seios perinasais permitem o equilíbrio do ar entre os diferentes espaços aéreos e a purificação do muco dos seios para a cavidade nasal. -------- Os seios frontais, pares, são posteriores aos arcos supraciliares e estão na espessura do osso frontal. (Os dois seios raramente são simétricos, uma vez que o septo entre eles geralmente se afasta da linha média.) A abertura de cada seio frontal dá-se na porção superior do hiato semilunar do meato nasal médio, através do infundíbulo etmoidal. Aqui encontra-se o ducto frontonasal, por onde o seio frontal drena. -------- Os seios esfenoidais, pares, encontram-se no interior do corpo do esfenoide, posteriormente ao teto da cavidade nasal. Comunicam com a cavidade por um forame redondo no recesso esfeno-etmoidal, situado superior e anteriormente no seio esfenoidal. Os seios esfenoidais drenam portanto por este foramen, para o recesso esfeno etmoidal. (Caso exista a concha de Santorini, podem drenar para o meato supremo, entre esta concha e a concha superior.) (Os seios esfenoidais estão separados das cavidades nasais, anteriormente, e da fossa hipofisária, acima, apenas por finas superfícies ósseas.) -------- Os seios maxilares, pares, encontram-se no interior do corpo da maxila, lateralmente às cavidades nasais e são os maioresseios perinasais. (A superfície supero-lateral está relacionada com a órbita, a superfície ântero-lateral está relacionada com as raízes dos dentes molares e pré-molares superiores e, de frente, com a face. A parede posterior está relacionada com a fossa infratemporal. ) O seio maxilar drena para o hiato semilunar do meato nasal médio na sua porção inferior e posterior, normalmente logo abaixo do centro da bula etmoidal. -------- As células etmoidais (oito a dez) são cavidades de paredes finas no labirinto etmoidal. Situam-se entre a parte superior da cavidade nasal e a órbita, estando separadas da cavidade nasal pela parede medial do labirinto etmoidal e da órbita pela lâmina orbital do etmoide/lâmina papirácea. As células etmoidais são divididas em anteriores, médias e posteriores, de cada lado, distinguidas pelos seus locais de comunicação com a cavidade nasal. As células etmoidais anteriores abrem-se no hiato semilunar do meato nasal médio. As células etmoidais médias abrem-se para o mesmo meato que as células etmoidais anteriores, na bula etmoidal. As células etmoidais posteriores abrem-se normalmente para a parede lateral do meato nasal superior. ------- O canal lacrimonasal deriva da extremidade inferior do saco lacrimal e drena para a parede lateral do meato nasal inferior abaixo do concha inferior. SEIOS PERINASAIS (RAIO-X) 11 lateral postero-anterior (PARA O CASO DO STOR PERGUNTAR): Numa radiografia postero-anterior, os raio-X incidem de posterior para anterior pelo que a parte anterior da imagem ganha mais destaque. image1.png image2.png image3.png image4.png image5.png image6.png image7.png image8.png image9.png image10.png image11.png image12.png image13.png image14.png image15.png image16.PNG image17.png image18.png image19.png image20.png image27.png image21.png image22.png image23.png image24.png image25.png image26.png image28.png image29.png image30.png image31.png image32.png image33.png image34.png image35.png image36.png image37.png image38.PNG image39.PNG image40.png